Hoje Macau China / ÁsiaPropriedade intelectual | China reforça protecção mas desafios persistem A China reforçou significativamente a protecção da propriedade intelectual nas últimas décadas, tornando-se uma das líderes mundiais da inovação, mas empresas estrangeiras continuam a enfrentar obstáculos processuais para fazer valer os seus direitos, defendem especialistas. Anselm Kamperman Sanders, professor de Direito da Propriedade Intelectual na Universidade de Maastricht e professor associado da Faculdade de Direito da Universidade de Jinan, em Guangzhou, afirmou à Lusa que a China registou “progressos substanciais” no reforço da protecção da propriedade intelectual, no âmbito de uma estratégia mais ampla destinada a “promover a inovação nacional e a criar empresas competitivas à escala global”. “É bastante claro que a China passou de seguidora a líder em termos de inovação”, afirmou o especialista, que esteve em Macau para participar abertura do 23.º Seminário sobre Propriedade Intelectual. Segundo Sanders, as políticas chinesas incentivaram as empresas nacionais a inovar mais e a construir carteiras de propriedade intelectual sólidas, capazes de competir nos mercados internacionais. O também juiz-adjunto no Tribunal de Recurso de Haia rejeitou também a ideia de que a China continua a ser um país onde as violações de propriedade intelectual ocorrem sem consequências legais. “Já não se pode dizer que seja um país onde apenas ocorrem infracções e onde não existe recurso à lei para as impedir”, sublinhou. Segundo Sanders, o aumento do número de litígios relacionados com patentes, marcas registadas e direitos de autor entre empresas chinesas “demonstra a crescente importância da propriedade intelectual na economia do país”. Para o especialista, esta tendência será ainda mais reveladora quando as empresas chinesas começarem a defender de forma mais frequente os seus activos de propriedade intelectual fora do país. “Tornar-se-á ainda mais interessante quando as empresas chinesas litigarem não apenas na China, mas também no estrangeiro em defesa das suas carteiras de propriedade intelectual”, afirmou. Questionado sobre a situação das empresas europeias e de outras empresas estrangeiras que procuram proteger os seus direitos de propriedade intelectual na China, Sanders considerou que o panorama melhorou significativamente. “Nos últimos dez ou mesmo vinte anos, a mudança foi enorme”, disse. “Enquanto anteriormente a aplicação efectiva dos direitos estava concentrada em grandes centros urbanos como Pequim, Xangai e Guangzhou, actualmente é possível intentar acções e fazer valer direitos de propriedade intelectual em grande parte do território chinês”, destacou à Lusa. No mesmo tom Uma avaliação semelhante foi feita por Christopher Heath, membro da Câmara de Recurso do Instituto Europeu de Patentes, que reconheceu que a China oferece actualmente mecanismos de protecção da propriedade intelectual, mas alertou para as dificuldades processuais com que continuam a deparar-se muitas empresas estrangeiras. “A China oferece protecção, mas continua a ser muito complicada para os estrangeiros”, afirmou. Heath considerou que os requisitos relacionados com a produção e autenticação de provas tornam particularmente difícil para pequenas e médias empresas estrangeiras avançarem com acções por infração. “Penso que a China não é um país viável para pequenas e médias empresas que pretendam intentar acções contra empresas chinesas”, disse. Segundo o especialista, o problema não reside tanto no sistema de propriedade intelectual em si, mas nas regras processuais aplicáveis aos litígios civis. “O problema não é o sistema de propriedade intelectual enquanto tal. O problema está na forma como a prova é tratada e na necessidade de autenticar tudo notarialmente”, explicou. Apesar dessas limitações, Heath salientou que a adaptação dos regimes de propriedade intelectual às rápidas transformações tecnológicas representa um desafio comum a todas as jurisdições. “É um enorme desafio para todos os países adaptar o direito das patentes às realidades da tecnologia”, afirmou, referindo-se em particular aos avanços na área da inteligência artificial.
Hoje Macau China / ÁsiaMédio Oriente | Pequim diz ser prioridade absoluta evitar retoma das hostilidades A China afirmou ontem que está a desenvolver esforços diplomáticos para evitar uma retoma das hostilidades no Médio Oriente, considerando que esta é uma “prioridade absoluta” perante o risco de uma nova escalada do conflito. “A prioridade absoluta é evitar uma retoma das hostilidades no Médio Oriente, que seria desastrosa para as populações da região”, declarou a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning, durante uma conferência de imprensa. A responsável destacou os recentes esforços diplomáticos de Pequim, incluindo encontros realizados esta semana com representantes do Irão, da Arábia Saudita e de Omã. O Presidente chinês, Xi Jinping, recebeu na segunda-feira o sultão de Omã, Haitham bin Tariq, cujo país tem desempenhado um papel de mediador no conflito e está situado junto ao estreito de Ormuz. No mesmo dia, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, reuniu-se separadamente com altos responsáveis iranianos e sauditas. A China tem importantes interesses económicos e estratégicos no Médio Oriente. Mais de metade das importações chinesas de petróleo bruto transportado por via marítima teve origem naquela região no ano passado, com a maioria a passar pelo estreito de Ormuz, segundo a empresa de análise de dados Kpler. Antes da guerra, o Irão destinava à China mais de 80 por cento das suas exportações de petróleo, segundo a mesma fonte. Pequim é um parceiro estratégico e económico fundamental de Teerão, mas mantém também relações estreitas com os países árabes do Golfo, com os quais reforçou significativamente a cooperação económica e diplomática ao longo da última década. Diplomacia em acção A crise no Médio Oriente afectou a economia chinesa, a segunda maior do mundo, fortemente dependente do comércio internacional e do abastecimento externo de matérias-primas. Pequim tem desenvolvido, nos últimos meses, uma actividade diplomática discreta, mas persistente, visando uma solução negociada para o conflito e a reabertura do estreito de Ormuz, perante a ameaça de uma nova confrontação militar de elevada intensidade. “A China considera que a estabilidade no Médio Oriente e na região do Golfo não diz respeito apenas ao bem-estar dos países e das populações da região, mas tem também grande importância para a manutenção do abastecimento energético internacional, bem como para a paz e a segurança mundiais”, afirmou Mao Ning.
Hoje Macau China / ÁsiaEUA/Eleições | China considera intercalares assunto interno e defende cooperação A China classificou ontem as eleições intercalares norte-americanas como um “assunto interno” dos Estados Unidos e manifestou disponibilidade para continuar a cooperar com Washington em questões de interesse comum e na gestão das divergências bilaterais. “As eleições intercalares são um assunto interno dos Estados Unidos”, afirmou a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning, durante uma conferência de imprensa, quando questionado sobre as eleições intercalares norte-americanas da véspera, nas quais os democratas impuserem uma pesada derrota política ao Presidente norte-americano, Donald Trump, ao recuperarem o controlo do Congresso e do Senado, até agora dominados pelos republicanos. “A China está disposta a continuar a trabalhar com os Estados Unidos para preservar e aplicar o importante consenso alcançado pelos dois chefes de Estado, reforçar a comunicação e gerir adequadamente as divergências”, declarou Mao Ning. A porta-voz referia-se aos três encontros realizados em pouco mais de um ano entre os presidentes chinês, Xi Jinping, e norte-americano, Donald Trump.
Hoje Macau China / ÁsiaReprodução assistida | Detidas 21 pessoas em dois centros clandestinos na China As autoridades chinesas detiveram 21 pessoas ligadas a dois centros clandestinos de reprodução assistida na cidade de Changsha, no centro do país, onde eram realizados procedimentos médicos sem as devidas autorizações, noticiou ontem a agência noticiosa oficial Xinhua. A operação, realizada em 29 de Outubro pelas autoridades sanitárias e policiais, permitiu apreender medicamentos e equipamentos médicos nos dois estabelecimentos, que funcionavam ilegalmente. Entre os envolvidos estão os responsáveis pelos centros, profissionais de saúde e funcionários auxiliares. As autoridades abriram uma investigação, mas não esclareceram que procedimentos eram realizados nos estabelecimentos nem quais as medidas judiciais adoptadas contra os detidos. Entretanto, um profissional de saúde, identificado pelo apelido Ren, foi expulso do Partido Comunista Chinês (PCC) e demitido das suas funções por divulgar fotografias de uma operação contra a gestação de substituição realizada em Setembro no mesmo distrito, segundo a Xinhua. Embora as autoridades não tenham esclarecido se os dois centros descobertos em Outubro praticavam gestação de substituição, Changsha, capital da província de Hunan, foi palco de outras operações contra redes dedicadas a esta actividade, proibida na China. Em 2025, as autoridades locais investigaram vários centros clandestinos de gestação de substituição e aplicaram multas de vários milhões aos responsáveis, enquanto, em Setembro deste ano, desmantelaram outro estabelecimento ilegal de reprodução assistida. A China proíbe a gestação de substituição, também conhecida como barrigas de aluguer, mas alargou a cobertura dos tratamentos de fertilidade pelo sistema nacional de saúde e aprovou subsídios à criação dos filhos para combater a queda da natalidade.
Hoje Macau China / ÁsiaMNE | China e Filipinas acordam gerir divergências A China e as Filipinas acordaram gerir “de forma responsável” as divergências e estabilizar as relações bilaterais, anunciou o ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, após uma conversa telefónica entre os chefes da diplomacia dos dois países. Num comunicado divulgado na terça-feira à noite, o ministério indicou que o chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, e a homóloga filipina, Theresa Lazaro, alcançaram um “consenso básico” sobre a necessidade de manter o diálogo diplomático, afastar interferências internas e externas que possam prejudicar esses esforços e alargar os interesses comuns. Wang acusou “alguns políticos filipinos” de atacarem repetidamente a China por “preconceitos políticos” e “interesses particulares”, de ultrapassarem as “linhas vermelhas” de Pequim e de politizarem os intercâmbios económicos, comerciais e culturais entre os dois países. O ministro chinês classificou estas atitudes como “intoleráveis” e pediu a Manila que controle os responsáveis e adopte uma posição “racional e unificada” em relação a Pequim. Wang instou ainda as Filipinas a agirem com “prudência” nas disputas marítimas. Lazaro manifestou, segundo a versão chinesa, o interesse de Manila em manter relações “estáveis e previsíveis” e resolver as divergências marítimas através do diálogo e de consultas. A chefe da diplomacia filipina destacou o papel de Pequim nas relações com a Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), cuja presidência rotativa é exercida este ano pelas Filipinas. “A comunicação entre as Filipinas e a China contribui para gerir as divergências, melhorar as relações bilaterais e promover a paz e a estabilidade regionais”, afirmou Lazaro. Os dois ministros trocaram ainda opiniões sobre as próximas reuniões de líderes da Ásia Oriental, nas Filipinas, e da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), na cidade chinesa de Shenzhen.
Hoje Macau China / ÁsiaShenzhen | Rússia confirma preparativos para possível cimeira com EUA e China O Kremlin confirmou ontem que estão em curso preparativos para uma possível reunião entre os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, durante a cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC). “Já estão em curso trabalhos para organizar essa reunião” no corrente mês de Novembro, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, citado pelo jornal britânico Financial Times. O ministério dos Negócios Estrangeiros chinês indicou apenas que Pequim “está em contacto com as partes relevantes” sobre um eventual encontro entre Xi Jinping e Vladimir Putin, sem fazer qualquer referência à participação de Trump. O Presidente norte-americano deverá deslocar-se dentro de duas semanas à cidade chinesa de Shenzhen para participar na cimeira da APEC, prevista para 18 e 19 de Novembro. Durante a visita, Trump deverá reunir-se com Xi Jinping, naquele que será o terceiro encontro entre os dois líderes em 2026. No entanto, até ao momento, não existe confirmação oficial da realização de uma reunião trilateral que inclua Putin. O Presidente russo defendeu, em 21 de Outubro, a realização de um encontro com os homólogos norte-americano e chinês à margem da cimeira da APEC, visando discutir a guerra na Ucrânia e a situação no Médio Oriente. Putin referia-se, nomeadamente, ao conflito desencadeado pela ofensiva militar lançada em Fevereiro pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão.
Hoje Macau China / ÁsiaMédio Oriente | China pede à Arábia Saudita diálogo e protecção de rotas marítimas na região O chefe da diplomacia chinesa reuniu no mesmo dia, em Pequim, com representantes da Arábia Saudita e do Irão. Wang Yi voltou a insistir na via do diálogo para pôr fim aos conflitos na região O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, apelou às partes envolvidas nos conflitos do Médio Oriente para que retomem o diálogo e garantam a segurança das rotas energéticas, perante uma “encruzilhada entre a guerra e a paz”. Durante uma reunião com o conselheiro de Segurança Nacional saudita, Musaed bin Mohamed al Aiban, Wang afirmou, na segunda-feira, que “o caminho para a paz não é fácil”, mas insistiu na necessidade de procurar soluções através de negociações, segundo um comunicado divulgado pela diplomacia chinesa. Wang Yi instou as partes a “resolver os diferendos através do diálogo e da negociação, pôr fim aos combates e salvaguardar a segurança energética e das rotas marítimas” da região. O ministro defendeu ainda que os países do Médio Oriente reconstruam a confiança mútua e estabeleçam uma “nova arquitectura de segurança regional” que responda aos seus interesses a longo prazo, oferecendo a colaboração chinesa para reduzir as tensões. Durante o encontro em Pequim, Al Aiban, também ministro de Estado saudita, entregou uma carta do príncipe herdeiro e primeiro-ministro, Mohammed bin Salman, dirigida ao Presidente chinês, Xi Jinping, sobre as relações bilaterais e questões de interesse comum. Outras vias No mesmo dia, Wang reuniu-se também em Pequim com o secretário-adjunto do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Ali Bagheri Kani, a quem transmitiu que o “diálogo e a negociação” são a “única via” para resolver a crise regional. Os dois encontros ocorreram numa altura em que decorrem novos esforços diplomáticos para pôr fim à guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irão, iniciada em 28 de Fevereiro, e desbloquear o estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 45por cento do petróleo importado pela China. Teerão assegurou, na segunda-feira, que, caso Washington aceite as suas condições, poderá avançar com um plano para reabrir o estreito de Ormuz no prazo de dois dias, enquanto os dois países mantêm contactos indirectos mediados pelo Qatar. A China mantém relações estreitas com Teerão e Riade, cuja reaproximação diplomática facilitou em 2023, e tem reiterado a oposição à escalada militar e o apoio a uma solução negociada para a guerra.
Hoje Macau China / ÁsiaProblemas financeiros do grupo estatal Huafa penalizam mercados de crédito Os mercados de crédito chineses registaram a maior vaga de vendas de dívida empresarial em dois anos, devido à crise do conglomerado estatal Huafa, que levantou dúvidas sobre a protecção governamental das empresas públicas perante riscos financeiros. Segundo a agência de notícias Bloomberg, os investidores aumentaram em 10,3 pontos base, em apenas dois dias, a rentabilidade média exigida para deter obrigações empresariais chinesas de referência, o maior agravamento num período equivalente desde Outubro de 2024. A crise da Huafa provocou também, na sexta-feira, a maior queda diária das obrigações do Estado chinês a 30 anos desde Março e teve repercussões nos mercados internacionais, com os títulos chineses de elevado rendimento denominados em dólares a registarem a pior semana em quase um ano. O conglomerado pertence em 93,5 por cento às autoridades da cidade de Zhuhai, no sul da China, enquanto a restante participação é detida pelo Governo da província de Guangdong, onde se situa a cidade. No final de Março, a Huafa detinha activos avaliados em 765 mil milhões de dólares e, no ano passado, obteve aproximadamente metade das receitas através de actividades de promoção imobiliária e serviços urbanos. Contudo, a divisão imobiliária do grupo anunciou recentemente prejuízos líquidos de 6.440 milhões de yuan nos primeiros nove meses do ano. As preocupações dos investidores intensificaram-se depois de a Huafa ter falhado, na semana passada, pagamentos relativos a dois produtos financeiros de sociedades fiduciárias e solicitado o prolongamento dos prazos de reembolso de empréstimos junto de pelo menos três bancos. A Huafa tornou-se assim a maior empresa com uma exposição significativa ao sector imobiliário chinês a procurar adiar pagamentos da dívida desde que a China Vanke, outrora a maior promotora imobiliária do país, adoptou uma estratégia semelhante há cerca de um ano. Papel central Apesar das dificuldades, Yao Yu, fundador da agência chinesa de notação financeira RatingDog, considera que a importância económica da Huafa para Zhuhai poderá levar as autoridades a intervir. A Huafa “não é apenas uma promotora imobiliária”, mas desempenha um “papel crucial” na economia local, afirmou o analista, citado pela Bloomberg. Por essa razão, Yao acredita que as autoridades “intervirão para a apoiar”. “As perspectivas quanto ao pagamento das obrigações da Huafa não são particularmente pessimistas”, acrescentou. A crise surge num contexto de prolongada contração do sector imobiliário chinês, marcado pela queda das vendas de habitações, pela diminuição dos preços e pelas dificuldades financeiras de algumas das maiores promotoras do país.
Hoje Macau China / ÁsiaPM chinês rejeita “cortina de ferro digital” em plena rivalidade tecnológica com EUA O primeiro-ministro chinês, Li Qiang, rejeitou ontem a construção de uma “cortina de ferro digital” e defendeu uma maior cooperação internacional em inteligência artificial (IA), num contexto de rivalidade tecnológica com os Estados Unidos. Li fez estas declarações na abertura da Conferência Mundial da Internet, em Wuzhen, na província de Zhejiang, no leste da China, onde apelou a uma “inovação tecnológica aberta”, à partilha de conhecimentos e a uma governação digital internacional “mais equitativa”, segundo a agência de notícias oficial Xinhua. O chefe do Governo chinês defendeu igualmente a transferência de tecnologia e a partilha de conhecimentos com outros países, manifestando oposição à construção de uma “cortina de ferro digital”. Li alertou ainda para a importância de preservar a “primazia humana” sobre a tecnologia e defendeu que as máquinas continuem a ser ferramentas fiáveis sob controlo humano, sem “agravar as desigualdades”. “A Internet converge cada vez mais com tecnologias como a inteligência artificial e evoluiu para além de uma mera infraestrutura, transformando-se numa forma de vida inteiramente nova; já não é apenas uma ferramenta técnica, mas um motor de transformação industrial”, afirmou o primeiro-ministro. Apostas tecnológicas As declarações surgem num contexto de restrições norte-americanas ao acesso da China a semicondutores avançados para IA, que levaram empresas como a Huawei e a Alibaba a acelerar o desenvolvimento de processadores próprios, visando reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros, como a Nvidia. Nos últimos meses, empresas tecnológicas chinesas como a DeepSeek, a Moonshot e a Alibaba reforçaram também a aposta em modelos abertos de IA, em contraste com a abordagem predominantemente fechada de concorrentes norte-americanas como a OpenAI e a Anthropic. Apesar desta concorrência, Pequim e Washington acordaram, em Setembro, estabelecer um canal bilateral de diálogo sobre os riscos e benefícios da IA, além de mecanismos de comunicação para eventuais incidentes relacionados com esta tecnologia. Segundo a Xinhua, cerca de 1.800 pessoas, incluindo representantes governamentais, de organizações internacionais e de empresas tecnológicas, participaram na sessão inaugural. A China organiza esta conferência desde 2014, promovendo a cooperação digital internacional, apesar de manter bloqueados vários serviços, como Google, WhatsApp, Facebook, Instagram e TikTok, e de exercer um controlo rigoroso dos conteúdos na Internet.
Hoje Macau China / Ásia ManchetePCC | Estudo pede reforma da segurança social chinesa O trabalho de dois académicos chineses, que foi publicado na Revista da Escola Central do Partido Comunista Chinês (PCC), alerta para a necessidade de corrigir as desigualdades profundas entre o mundo urbano e o mundo rural que persistem na segurança social do país Dois académicos chineses defenderam a redução das pensões dos funcionários públicos e o aumento das reformas dos agricultores, num estudo que denuncia profundas desigualdades no sistema de segurança social da segunda maior economia mundial. O estudo, publicado recentemente na Revista da Escola Central do Partido Comunista Chinês (PCC), revela que, em 2025, a despesa média mensal por beneficiário do regime de pensões dos trabalhadores urbanos atingiu 3.900 yuan, contra apenas 276 yuan no regime destinado aos residentes urbanos e rurais. “O primeiro valor é cerca de 14 vezes superior ao segundo”, sublinham os autores, que alertam para a persistência de diferenças significativas entre os trabalhadores do sector público e os das empresas. O trabalho é assinado por Zheng Gongcheng, presidente da Associação Chinesa de Segurança Social, professor da Universidade Renmin e membro do Comité Permanente da Assembleia Nacional Popular, órgão máximo legislativo da China, e Feng Menglong, doutorando da mesma universidade. “Se estas disparidades não forem reconhecidas e corrigidas, o sistema de segurança social não só deixará de promover a prosperidade comum, como também consolidará ou até agravará as desigualdades de rendimento entre grupos, regiões e zonas urbanas e rurais”, advertem os investigadores. Uma das principais propostas consiste em aumentar substancialmente as pensões dos agricultores, visando compensar aquilo que os autores classificam como uma “dívida histórica” do Estado para com a população rural. “Durante a industrialização e urbanização da China, os agricultores deram enormes contributos para a industrialização nacional”, recordam, apontando o fornecimento de produtos agrícolas a preços reduzidos e a prestação de trabalho obrigatório não remunerado. “Estes contributos constituíram uma importante fonte de acumulação de ativos estatais”, acrescentam. No entanto, o sistema de pensões destinado aos residentes urbanos e rurais foi criado relativamente tarde e os níveis de contribuição permaneceram baixos. “Consequentemente, os agricultores receberam durante muito tempo pensões reduzidas, deixando muitos agricultores idosos sem apoio financeiro adequado na reforma”, observam. Os investigadores defendem aumentos mais elevados para os agricultores de idade avançada, financiados através de recursos públicos e da transferência de activos estatais. Em contrapartida, propõem reduzir a pensão básica dos funcionários públicos e trabalhadores de instituições públicas para cerca de 50 por cento do salário anterior à reforma, aproximando-a da proporção aplicada aos trabalhadores das empresas. Actualmente, os funcionários públicos e trabalhadores de instituições públicas podem receber, através da combinação da pensão básica com regimes complementares, mais de 80 por cento do salário anterior à reforma. Os autores defendem igualmente o alargamento dos regimes complementares de reforma aos trabalhadores das empresas, visando reduzir as disparidades entre os sectores público e privado, e a unificação gradual dos sistemas de seguro de saúde dos trabalhadores e dos residentes urbanos e rurais, actualmente sujeitos a diferentes níveis de contribuições e cobertura. “As pessoas não devem receber diferentes níveis de protecção do seguro de saúde devido a diferenças na sua situação profissional”, sustentam os investigadores. Os autores consideram ainda que a China deve aumentar significativamente a despesa pública com protecção social, que representava 13,2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, segundo as estimativas apresentadas no estudo. A título de comparação, a média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) situava-se em 21,2 por cento do PIB. Justiça social A insuficiência da protecção social é também apontada por economistas como um dos factores que explicam a debilidade do consumo interno, considerado um dos principais desequilíbrios estruturais da economia chinesa. Os investigadores propõem elevar a despesa social chinesa para cerca de 20 por cento do PIB até 2035 e 30 por cento até 2050, recorrendo, entre outras fontes de financiamento, a uma parcela dos lucros das empresas estatais, novos impostos e emissão de dívida pública de longo prazo. Segundo os dados citados no estudo, a China tinha, no final de 2025, cerca de 1.080 milhões de pessoas inscritas nos regimes básicos de pensões, das quais mais de 320 milhões recebiam prestações. Apesar da expansão da cobertura, os autores alertam que as desigualdades entre regiões, grupos profissionais e populações urbanas e rurais continuam a comprometer o objectivo de “prosperidade comum” defendido pelo Presidente chinês, Xi Jinping. “A promoção e a salvaguarda da justiça social constituem o valor fundamental que orienta o sistema de segurança social; um sistema que não promova a justiça não pode ser considerado uma estrutura institucional adequada”, apontam.
Hoje Macau China / ÁsiaCorrupção | Investigado ex-presidente de duas das maiores petrolíferas estatais As autoridades chinesas anunciaram sábado a abertura de um inquérito contra Fu Chengyu, ex-presidente das gigantes petrolíferas estatais Sinopec e Corporação Nacional de Petróleo Offshore da China (CNOOC), por alegadas “graves violações da disciplina e da lei”. O breve comunicado da Comissão Central de Inspecção Disciplinar (CCDI) do Partido Comunista da China (PCC) não forneceu detalhes sobre as alegadas irregularidades atribuídas a Fu, que se encontra sob investigação da referida instituição e da Comissão Nacional de Supervisão, os principais órgãos anticorrupção do partido no poder e do Estado, respectivamente. Na China, a formulação “graves violações da disciplina e da lei” é habitualmente utilizada pelo aparelho anticorrupção para anunciar inquéritos que, frequentemente, acabam por estar relacionados com subornos ou outros crimes económicos. Fu, de 75 anos, ingressou na CNOOC aquando da sua fundação, em 1982, e assumiu a presidência em 2003, numa fase de rápido crescimento e notável expansão internacional da empresa, segundo o jornal de Hong Kong South China Morning Post. Em 2011, passou a presidir à Sinopec, cargo que deixou ao reformar-se em 2015. Com mais de três décadas de carreira na indústria petrolífera chinesa, Fu é a mais recente figura de alto nível acusada de corrupção na gigante asiática. Desde que assumiu o poder em 2012, o presidente chinês, Xi Jinping, tem vindo a impulsionar uma campanha anticorrupção, que atingiu líderes políticos, responsáveis de empresas estatais e altos comandos militares. Pequim apresenta a campanha como um instrumento para reforçar a disciplina interna e combater o que Xi classificou como “a maior ameaça” para o PCC. O anúncio surge apenas alguns dias depois de o XX Comité Central do Partido ter concluído a quinta sessão plenária, centrada na disciplina e nos esforços anticorrupção.
Hoje Macau China / ÁsiaMédio Oriente | Xi pede para se evitar rivalidades entre grandes potências O Presidente chinês Xi Jinping chinês defendeu o caminho da paz e do diálogo para o Médio Oriente num encontro com o sultão de Omã, Haitham bin Tariq O Presidente chinês, Xi Jinping, defendeu ontem que o Médio Oriente não deve ser palco de rivalidades entre grandes potências, durante um encontro com o sultão de Omã, Haitham bin Tariq, apelando ao reforço da cooperação energética bilateral. Durante a reunião, Xi afirmou que “a paz e a estabilidade regionais exigem esforços conjuntos de todas as partes” e que Pequim “trabalha activamente para pôr fim aos conflitos”, segundo a transcrição divulgada pela agência noticiosa oficial Xinhua. O líder chinês defendeu a resolução de diferendos por “vias políticas e diplomáticas” e manifestou apoio aos esforços dos países da região para construírem uma “casa comum”. “A China está disposta a reforçar a comunicação e a coordenação com Omã e outros países árabes e membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) para contribuir para o restabelecimento, o mais rapidamente possível, da paz e da tranquilidade”, afirmou. Xi defendeu também o alargamento da cooperação energética em todas as suas vertentes. “Pequim está disposta a articular as suas estratégias de desenvolvimento com as de Mascate e a tornar-se um parceiro energético estável e fiável, um parceiro de investimento com grande potencial e um parceiro na cooperação tecnológica e na inovação”, sublinhou. Papel fundamental Haitham bin Tariq destacou o papel “indispensável” da China na defesa da paz e da estabilidade mundiais e manifestou disponibilidade para “estreitar a coordenação” com Pequim, “defender o direito internacional” e “manter a resolução pacífica das divergências”, segundo a versão chinesa do encontro. O sultão salientou ainda que a China é, há vários anos, o principal parceiro comercial de Omã e defendeu o reforço da cooperação nos sectores do comércio, investimento, indústria, infraestruturas ou ciência e tecnologia. Omã desempenhou um papel fundamental como mediador entre o Irão e os Estados Unidos, antes de Washington e Israel terem iniciado, em Fevereiro, a guerra contra a República Islâmica. Na quarta-feira passada, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr al Busaidi, instou os Estados Unidos e Israel a “deixarem o Irão em paz” e apelou à criação de um quadro de cooperação entre Teerão e os seus vizinhos árabes aliados de Washington. As declarações surgiram na sequência de novas ameaças do Presidente norte-americano, Donald Trump, e do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, de retomar os bombardeamentos contra o Irão. O conflito, que provocou o encerramento do estreito de Ormuz e perturbou o comércio mundial, também prejudicou Pequim, uma vez que cerca de 45 por cento do petróleo e do gás importados pela China transitavam por aquela via marítima.
Hoje Macau China / ÁsiaAutoridades reforçam controlo antes da cimeira de líderes da APEC As autoridades da província chinesa de Guangdong (sudeste) anunciaram ontem um reforço da presença policial, dos controlos de segurança e das restrições à utilização de drones em Shenzhen, que acolhe este mês a cimeira de líderes da APEC. A polícia provincial anunciou a entrada na fase final do dispositivo de segurança, que prevê a mobilização de agentes de diferentes localidades para apoiar as operações em Shenzhen e a activação de um nível elevado de vigilância em toda a província, que tem cerca de 128 milhões de habitantes. As medidas foram acordadas durante uma reunião realizada no domingo pelo Departamento de Segurança Pública provincial, segundo a imprensa local. O plano prevê o aumento das patrulhas e da presença policial nas ruas, o reforço da protecção de instalações consideradas sensíveis e o endurecimento das inspecções aos serviços de entregas, ao transporte de mercadorias e aos materiais perigosos ou explosivos. As autoridades vão também estabelecer postos de controlo em redor de Shenzhen e noutros pontos da província, visando detectar possíveis ameaças antes de estas chegarem à cidade anfitriã. A polícia anunciou ainda um reforço da vigilância do espaço aéreo a baixa altitude, com restrições à utilização de drones. Semana atípica Os preparativos incluem alterações à mobilidade urbana durante a semana da cimeira, entre 16 e 20 de Novembro, período em que as autoridades locais recomendam o teletrabalho, horários de trabalho alternativos e a redução da utilização de veículos particulares. Shenzhen vai oferecer descontos de 50 por cento nas tarifas do metro e dos autocarros, enquanto os organismos públicos e as empresas estatais vão reduzir temporariamente a circulação de veículos oficiais, com excepções para os serviços essenciais. A cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), que reúne 21 economias da região, contará com a participação de dirigentes internacionais, incluindo os presidentes da China, Xi Jinping, dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin. O encontro será marcado pelas tensões comerciais internacionais e pelas conversações sobre uma possível reunião trilateral entre os três líderes para abordar questões como a guerra na Ucrânia e o desarmamento nuclear. Embora Moscovo e Washington tenham manifestado disponibilidade para esse encontro, Pequim ainda não confirmou oficialmente a sua realização.
Hoje Macau China / ÁsiaMNE | Apelo à redução das tensões após teste militar norte-coreano A China apelou ontem a uma solução pacífica para as tensões na península coreana, após a Coreia do Norte ter realizado, no sábado, um ensaio com uma ogiva de fragmentação destinada a mísseis balísticos. A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou, numa conferência de imprensa, que Pyongyang “expressou em várias ocasiões a sua posição relativamente às recentes movimentações militares dos Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul”. “Esperamos que as partes enfrentem as causas profundas da questão da península coreana, mantenham a orientação geral de uma solução política e desenvolvam esforços para reduzir as tensões e preservar a paz e a estabilidade regionais”, declarou Mao. A agência noticiosa oficial norte-coreana informou que o ensaio realizado no sábado visou avaliar a “adaptação ao combate e a potência” de uma ogiva de fragmentação para mísseis balísticos, que seria “capaz de reduzir a cinzas uma área-alvo de 12 a 13 hectares com a sua potência de máxima densidade”. O teste ocorreu depois de, na quinta-feira, o exército norte-coreano ter lançado mais de 10 mísseis balísticos em direção ao mar do Japão, num contexto de crescente tensão com Seul, após a explosão de duas minas na fronteira, em Setembro, que feriram três militares sul-coreanos. O Governo sul-coreano acusou Pyongyang de ter colocado os explosivos do lado sul da Linha de Demarcação Militar, a fronteira de facto entre os dois países, e enviou, na semana passada, uma carta de protesto ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. A Coreia do Norte negou qualquer envolvimento no incidente e acusou Seul, perante o Conselho de Segurança, de deturpar as circunstâncias da explosão, alegadamente para dificultar os trabalhos de fortificação da fronteira.
Hoje Macau China / ÁsiaRatingDog | Indústria transformadora mantém crescimento e regista melhor série desde 2021 A actividade da indústria transformadora chinesa continuou a expandir-se em Outubro, pelo 11.º mês consecutivo, a série mais longa desde meados de 2021, embora a um ritmo ligeiramente inferior ao de Setembro, segundo a consultora RatingDog. O índice de gestores de compras (PMI, na sigla em inglês), divulgado ontem pela consultora e elaborado pela agência de notação financeira Standard & Poor’s (S&P), recuou de 52,1 pontos em Setembro para 52 pontos em outubro. O indicador, utilizado por muitos investidores internacionais para avaliar a evolução da indústria transformadora chinesa, superou as expectativas dos analistas, que antecipavam uma desaceleração mais acentuada, para 51,6 pontos. Na leitura do PMI, um valor superior a 50 pontos indica uma expansão da atividade face ao mês anterior, enquanto um resultado inferior representa uma contração. Como tem sido habitual, os dados da RatingDog apresentaram um panorama mais optimista do que os números oficiais, divulgados no sábado pelo Gabinete Nacional de Estatísticas da China, que apontaram para uma contracção da atividade, com o índice a cair de 50,1 pontos em Setembro para 49,3 em outubro. O fundador da consultora, Yao Yu, destacou que a produção aumentou ao ritmo mais elevado desde Abril e que as novas encomendas, um indicador fundamental para avaliar a procura, cresceram pelo 17.º mês consecutivo. As encomendas destinadas à exportação aumentaram também pelo quarto mês consecutivo. Yao identificou a Ásia, a Europa e África como as principais origens do aumento da procura de produtos chineses, embora tenha ressalvado que o ritmo de crescimento das novas encomendas foi o mais lento dos últimos três meses.
Hoje Macau China / ÁsiaTailândia | Novas regras para centros de dados A Tailândia está a preparar novas regras relativas à localização, abastecimento de água e energia e gestão ambiental dos centros de dados, fundamentais para o desenvolvimento da inteligência artificial (IA), seguindo o exemplo de outros países. O Governo tailandês anunciou esta semana que o Comité de Políticas para Centros de Dados da Tailândia aprovou, na última reunião, realizada na segunda-feira, um projecto com requisitos mínimos relativos à adequação dos locais, ligações às redes eléctricas e de água e boas práticas ambientais, que será apresentado na próxima semana ao Conselho de Ministros. O projecto faz parte de uma iniciativa mais ampla, sob a supervisão do Ministério da Economia, destinada a regulamentar as operações dos centros de dados, bem como as aprovações e licenças concedidas, indicou o Ministério do Interior nas redes sociais. O objectivo do projecto Centro Digital-Balcão Único (DC-OSS, na sigla em inglês) é garantir um fornecimento “mais eficiente” de electricidade e água a estas instalações, a fim de evitar “qualquer impacto indevido no modo de vida local, nos recursos naturais e no ambiente das comunidades afectadas”.
Hoje Macau China / ÁsiaEUA | China condena restrições a empresas de genética A China condenou ontem as restrições impostas pelos Estados Unidos a três empresas chinesas de biotecnologia, acusadas de ligações ao trabalho forçado na região de Xinjiang, e ameaçou adoptar medidas para defender os seus interesses. O Ministério do Comércio chinês manifestou, em comunicado, a “firme oposição” à decisão de Washington, que acusou de utilizar os direitos humanos como pretexto para aplicar medidas proteccionistas contra empresas chinesas. “Estas inclusões na lista contrariam os consensos alcançados pelos chefes de Estado dos dois países e prejudicam gravemente a estabilidade das relações económicas e comerciais entre a China e os Estados Unidos”, afirmou o ministério. As autoridades chinesas rejeitaram as acusações de trabalho forçado em Xinjiang e advertiram que vão adoptar as “medidas necessárias” para proteger os interesses nacionais. A reacção surge depois de o Departamento de Segurança Interna norte-americano ter anunciado esta quarta-feira a inclusão da BGI Group, BGI Genomics e MGI Tech numa lista de entidades sujeitas a restrições de importação por alegadas ligações ao trabalho forçado. A decisão, que entrou ontem em vigor, impede a entrada dos produtos das três empresas nos Estados Unidos, salvo se os importadores demonstrarem que não foram produzidos com recurso a trabalho forçado. A MGI Tech também contestou a decisão e anunciou que vai recorrer da inclusão na lista norte-americana, que passa a abranger 190 entidades.
Hoje Macau China / ÁsiaHong Kong | Terceiro caso de tráfico de droga do Brasil em 15 dias A polícia de Hong Kong anunciou ter detido no aeroporto um homem com 5,5 quilogramas de ‘crack’, no terceiro caso de tráfico proveniente de São Paulo detectado em menos de duas semanas. Num comunicado divulgado na quarta-feira à noite, a Alfândega de Hong Kong revelou que detectou um homem da China continental que chegou ao aeroporto da região chinesa proveniente de São Paulo, no Brasil, através de Adis Adeba, capital da Etiópia. Os agentes encontraram ‘crack’ (cristais de cocaína base), com um valor de mercado estimado em cerca de seis milhões de dólares de Hong Kong, na bagagem do passageiro de 33 anos, disse a Alfândega da região administrativa especial vizinha de Macau. O homem foi detido e a polícia sublinhou que a investigação está ainda a decorrer. A Alfândega de Hong Kong prometeu “continuar a aplicar uma abordagem de avaliação de risco e concentrar-se na selecção de passageiros de regiões de alto risco”. O crime de tráfico de droga é punido na região chinesa com uma multa de até cinco milhões de dólares de Hong Kong e uma pena de prisão que pode ser perpétua. Em 24 de Outubro, a polícia deteve um homem da China continental que transportava 5,4 quilogramas de cocaína, com um valor de mercado estimado em cerca de 3,3 milhões de dólares de Hong Kong. Sete dias antes, foi detido um outro chinês, com a mesma quantidade de cocaína. De acordo com imagens divulgadas pela força policial, em ambos os casos a droga encontrava-se escondida dentro de pacotes de chocolate em pó. No final de Junho, a polícia deteve um brasileiro que proveniente de São Paulo com quase três quilogramas de cocaína, no valor de 1,9 milhões de dólares de Hong Kong. Duas semanas antes, a Alfândega deteve uma passageira também vinda do Brasil com 3,4 quilogramas de cocaína, escondida no interior de duas estátuas, numa mala de porão.
Hoje Macau China / Ásia MancheteEspanha/Acidente | Xi envia condolências ao Rei Felipe VI O Presidente chinês, Xi Jinping, enviou ontem uma mensagem de condolências ao Rei de Espanha, Felipe VI, pelo acidente ferroviário ocorrido na quarta-feira na província espanhola de Toledo, que causou pelo menos 69 mortos e dezenas de feridos. Na mensagem, divulgada pela imprensa oficial chinesa, Xi manifestou pesar ao monarca espanhol pelo “acidente e descarrilamento de um comboio de alta velocidade em Espanha”. A embaixada da China em Espanha confirmou anteriormente aos órgãos de comunicação estatais chineses que quatro cidadãos chineses viajavam nos comboios envolvidos no acidente e que todos se encontram bem de saúde. Um dos passageiros disse à agência noticiosa oficial chinesa Xinhua que alguns sofreram ferimentos ligeiros. O acidente ocorreu quando um comboio da operadora Iryo, que estava parado perto da localidade de Urda, na província de Toledo, com 147 passageiros a bordo, foi atingido pela retaguarda por um comboio de alta velocidade da Renfe, que transportava 378 passageiros, segundo o ministério dos Transportes espanhol. A violência do impacto provocou o descarrilamento de duas carruagens do segundo comboio, que caíram por uma encosta junto à linha férrea. Números actualizados O número de mortos no acidente ferroviário de Urda, em Espanha, subiu para 69 e permanecem internadas pelo menos 50 pessoas em diversos hospitais, disse ontem o presidente do governo regional de Castela-La Mancha. Durante a noite e madrugada foi encontrado mais um corpo nos escombros dos dois comboios que colidiram na quarta-feira em Urda, Toledo, a cerca de 150 quilómetros a sul de Madrid, pelo que o número de mortos confirmados até agora subiu para 69, revelou Emiliano Garcia-Page, em declarações aos jornalistas. Por outro lado, das 110 pessoas que foram atendidas em hospitais da região, 60 já tiveram alta e 50 permanecem internadas com “diferentes níveis de preocupação”, acrescentou.
Hoje Macau China / ÁsiaPCC | Concluído plenário sobre disciplina interna O Partido Comunista Chinês (PCC) concluiu ontem em Pequim a quinta sessão plenária do seu XX Comité Central, uma reunião de quatro dias dedicada ao reforço da disciplina interna, após as expulsões de altos responsáveis civis e militares. O encontro, que decorreu à porta fechada desde segunda-feira, analisou um projecto de resolução sobre a supervisão e o controlo do partido, apresentado na abertura pelo Presidente chinês e secretário-geral do PCC, Xi Jinping. O líder chinês apresentou também um relatório de trabalho em nome do Politburo, segundo a agência noticiosa oficial Xinhua, que não divulgou o conteúdo detalhado do projecto de resolução. Durante os preparativos, a direcção do partido exigiu “padrões mais elevados” e “medidas mais concretas” para enfrentar os problemas internos do PCC, uma organização com mais de 100 milhões de militantes. Além do documento sobre disciplina, as atenções centram-se em possíveis substituições na liderança e na ratificação das expulsões anunciadas antes do plenário, incluindo as dos generais Zhang Youxia e Liu Zhenli. As destituições deixaram a Comissão Militar Central, o principal órgão de comando das Forças Armadas chinesas, reduzida a dois membros: o próprio Xi e o general Zhang Shengmin, contra os sete que integravam o organismo em 2022. Os investigadores Jonathan A. Czin e Allie Matthias, do Instituto Brookings, consideraram numa análise publicada antes da reunião que este plenário poderá constituir a “última oportunidade” de Xi para recompor a liderança militar antes do XXI Congresso do PCC, previsto para o Outono de 2027. Segundo os analistas, a manutenção dos lugares vagos poderá reflectir a “falta de confiança” do líder chinês nos restantes oficiais superiores. Campanha em curso A reunião coincide com a divulgação de novos dados sobre a campanha anticorrupção: as autoridades chinesas anunciaram na terça-feira que puniram 680 mil pessoas entre Janeiro e Setembro, incluindo 105 altos responsáveis de nível provincial ou ministerial, ou superior. Xi Jinping, que promove a campanha anticorrupção desde que chegou ao poder, em 2012, reconheceu dificuldades na aplicação das directrizes da liderança central. Num discurso publicado este mês pela revista oficial Qiushi, o Presidente chinês criticou o facto de algumas ordens “não serem aplicadas ou serem aplicadas de forma incorrecta”.
Hoje Macau China / ÁsiaPR alemão pede à China que use influência sobre Rússia para acabar com guerra na Ucrânia O Presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, apelou ontem à China para utilizar os seus laços estreitos com a Rússia para ajudar a pôr fim à guerra na Ucrânia e defendeu relações comerciais equilibradas entre Pequim e a Europa. “A China é membro permanente do Conselho de Segurança [da ONU] e mantém laços estreitos com a Rússia. Trabalhemos em conjunto para conseguir que a Rússia ponha fim aos seus ataques e inicie negociações sérias”, afirmou Steinmeier, num discurso na Universidade de Pequim. O chefe de Estado alemão considerou que chegou o momento de acabar com o conflito, após quase cinco anos de guerra e centenas de milhares de mortos. “Já é tempo. Depois de quase cinco anos de guerra, mais do que a Primeira Guerra Mundial, depois de centenas de milhares de mortos, depois de ataques diários ao aquecimento, à água e à electricidade, precisamente quando o Inverno se aproxima, as pessoas anseiam pelo fim do sofrimento”, declarou. Steinmeier advertiu que a invasão russa ameaça a segurança de toda a Europa e sublinhou que os conflitos prolongados também prejudicam os interesses económicos chineses, nomeadamente devido às perturbações nas cadeias de abastecimento e no comércio internacional. Desde o início da invasão russa, Pequim tem procurado manter uma posição de neutralidade, ao defender o respeito pela soberania dos Estados, mas também a necessidade de atender às “legítimas preocupações de segurança” da Rússia. A China tem rejeitado repetidamente as acusações de que apoia militarmente Moscovo. Outras contas No plano económico, Steinmeier garantiu que a Europa não pretende desvincular-se da China, mas exigiu condições de concorrência “justas” e alertou para o risco de a crescente autonomia económica chinesa aumentar a dependência de outros países. “Não podemos permitir que a Europa perca a sua base industrial”, afirmou, apontando as dificuldades de acesso ao mercado chinês, os subsídios estatais e as restrições à exportação de matérias-primas estratégicas. Steinmeier encontra-se na China para uma visita de Estado de seis dias, que deverá culminar na sexta-feira com reuniões com o Presidente chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro, Li Qiang. A deslocação coincide com uma digressão asiática do chanceler alemão, Friedrich Merz, por Singapura, Japão e Coreia do Sul, destinada a diversificar as parcerias económicas e de segurança de Berlim.
Hoje Macau China / ÁsiaMobilizados fundos estatais para travar descida de mercado bolsista A China está a mobilizar fundos de investimento ligados ao Estado para travar a queda dos mercados accionistas, depois de as acções de empresas tecnológicas terem sofrido fortes desvalorizações, segundo observadores. O índice CSI 300, que reúne as principais empresas cotadas nas bolsas de Xangai e Shenzhen, acumula uma queda de cerca de 20 por cento face ao máximo atingido em Junho, entrando num mercado tecnicamente em baixa. Desde o início do ano, o índice perdeu 10 por cento, num contexto de abrandamento da economia chinesa e de expectativas cada vez menores quanto à adopção de novos estímulos orçamentais de grande dimensão. A tendência negativa estendeu-se a Hong Kong, onde os investidores da China continental venderam acções no valor de 20 mil milhões de dólares de Hong Kong desde o início de Outubro. O território poderá registar a maior saída mensal de capitais provenientes da China continental desde Julho de 2021. Perante as desvalorizações, Pequim terá mobilizado a chamada “equipa nacional”, um conjunto de fundos de investimento e corretoras ligados ao Estado, para adquirir acções e desencorajar os investidores de abandonar o mercado. Analistas do banco Macquarie estimaram que as compras de fundos negociados em bolsa (ETF) realizadas na semana passada por entidades estatais terão sido as maiores desde o anúncio das tarifas comerciais do Presidente norte-americano, Donald Trump, em Abril de 2025. “As compras da equipa nacional visam estabelecer um limite de queda para o mercado”, escreveram os analistas, numa nota divulgada na terça-feira. Futuro em aberto O banco de investimento norte-americano Goldman Sachs estimou que os fundos ligados ao Estado chinês tenham adquirido cerca de 170 mil milhões de yuan em ETF durante Outubro. O Bank of America apresentou uma estimativa mais conservadora, apontando para compras superiores a 110 mil milhões de yuan. As intervenções contribuíram para uma valorização de 0,9 por cento do índice CSI 300 na quarta-feira, mas analistas de vários bancos de investimento advertiram que as compras estatais poderão apenas estabilizar temporariamente os mercados, sem garantir uma recuperação sustentada. Os analistas advertiram que uma recuperação sustentada das bolsas dependerá da retoma da procura interna, sobretudo quando a China deixar de poder contar com as exportações como principal motor do crescimento. As empresas associadas ao desenvolvimento de equipamentos para inteligência artificial (IA) estão entre as mais penalizadas. A pressão sobre as bolsas poderá estar também relacionada com o reforço da fiscalização das autoridades chinesas sobre patrimónios e fundos fiduciários detidos no estrangeiro. Alguns analistas admitem que investidores mais abastados estejam a vender acções para obter liquidez e fazer face a obrigações fiscais, particularmente em Hong Kong.
Hoje Macau China / ÁsiaFretilin felicita acordo para compra de parte australiana do Greater Sunrise O líder da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), Mari Alkatiri, felicitou ontem o acordo para aquisição pela Timor GAP da participação da empresa australiana Woodside no consórcio para explorar o campo de petróleo e gás Greater Sunrise. “Esta aquisição coloca Timor-Leste numa posição mais forte no que diz respeito ao desenvolvimento do campo Greater Sunrise”, afirmou Mari Alkatiri, em comunicado divulgado à imprensa. O líder da oposição timorense salientou também que a aquisição é coerente com a exigência que fez enquanto primeiro-ministro de que, por uma questão de justiça, o gasoduto do Greater Sunrise deveria vir para Timor-Leste, depois de o gasoduto do Bayu-Undan ter sido construído para a Austrália. A petrolífera Woodside e a Timor GAP anunciaram na terça-feira a celebração de um acordo no valor de 200 milhões de dólares para a aquisição pela petrolífera timorense da participação da empresa australiana (33,44 por cento) no consórcio para explorar o campo de gás Greater Sunrise. A Timor GAP, que detém uma participação de 56,56 por cento, anunciou em Setembro a aquisição dos 10 por cento da japonesa Ozaka Gas. Quando os dois acordos estiverem finalizados, a Timor GAP passará a deter 100 por cento do consórcio para exploração do Greater Sunrise. “Uma participação de 100 por cento significa 100 por cento de responsabilidade, mas isto não implica que Timor-Leste seja agora o único decisor no desenvolvimento do campo Greater Sunrise”, salvaguardou Mari Alkatiri. O líder da Fretilin explicou que o Tratado de Fronteiras Marítimas de 2018 entre Timor-Leste e a Austrália no Regime Especial do Greater Sunrise estabelece que qualquer desenvolvimento daquele campo de gás está sujeito a aprovação do Conselho de Governação, onde estão representados os dois países, que decide por consenso. Ou seja, segundo Mari Alkatiri, apesar de a Timor GAP passar a ser a “única titular de interesses, com 100 por cento de participação no Greater Sunrise, não detém o poder exclusivo de decidir sobre o desenvolvimento do campo”. Perigos à espreita No comunicado, o secretário-geral da Fretilin alerta também para o “perigo real” de o país “cair num abismo fiscal” e pediu prudência ao Governo na utilização dos recursos financeiros para evitar que o Greater Sunrise se “torne num fardo e uma maldição”. “A Fretilin considera que este é o momento oportuno para o Governo envolver todas as partes interessadas, de modo a garantir que o Greater Sunrise sirva de pilar para a diversificação económica com vista ao desenvolvimento sustentável e que não seja transformado numa mera mercadoria eleitoral”, acrescentou. Localizado no Mar de Timor, a 150 quilómetros de Timor-Leste e a 450 quilómetros de Darwin, o Greater Sunrise, composto pelos campos Sunrise e Troubadour, é uma das maiores reservas de recursos naturais ainda por explorar na região e representa para os timorenses um grande potencial económico. Os campos Greater Sunrise possuem recursos contingentes estimados em 5,13 biliões de pés cúbicos de gás e 225,9 milhões de barris de condensado.
Hoje Macau China / ÁsiaReal Madrid pede desculpa à China por declarações de Mbappé O Real Madrid pediu ontem desculpa ao povo chinês pelas declarações do futebolista francês Kylian Mbappé sobre Mao Zedong, que desencadearam uma polémica na China e levaram à suspensão das transmissões da Liga espanhola. “O Real Madrid CF deseja apresentar as suas desculpas ao povo chinês pelo mal-estar que possam ter causado as recentes palavras do nosso jogador Kylian Mbappé”, afirmou o clube espanhol, num comunicado. O emblema madrileno reiterou o seu “profundo respeito pela China, pela sua história, cultura e cidadãos, bem como pelos milhões de adeptos chineses que nutrem carinho e admiração pelo Real Madrid”. O clube associou-se ainda às desculpas públicas apresentadas pelo internacional francês, que manifestou arrependimento pelas declarações e reiterou o respeito pelo povo chinês. “O Real Madrid reafirma o seu compromisso com os valores do respeito, da convivência e do entendimento entre culturas e expressa o desejo de continuar a reforçar os laços de amizade e afeto que o unem à China e aos seus cidadãos”, acrescentou. A polémica surgiu após a divulgação de uma entrevista ao programa francês ‘The Bridge’, na qual Mbappé foi questionado sobre a imagem humorística (‘meme’) da Internet que mais o fazia rir. “Aquele com que mais me ri é o que usa a minha cara num ditador chinês. Uso-o muito com os meus amigos”, afirmou o futebolista, numa referência a uma montagem em que o seu rosto aparece sobreposto ao de Mao Zedong, fundador da República Popular da China. Segundo o jornal chinês The Paper, que citou fontes oficiais, as declarações foram consideradas profundamente ofensivas para a China, por se referirem a Mao como um “ditador chinês”. Na sequência da polémica, a televisão estatal chinesa CCTV suspendeu as transmissões da Liga espanhola, bem como os jogos e anúncios publicitários relacionados com Mbappé. Fora-de-jogo A estação rejeitou inicialmente as explicações atribuídas ao Real Madrid, segundo as quais o jogador não tinha intenção de ofender e tinha o direito de expressar opiniões. Um porta-voz do Centro de Desporto e Juventude do Grupo de Media da China (CMG) considerou que as declarações do futebolista ultrapassavam os limites da liberdade de expressão e afirmou que, sem um pedido de desculpas satisfatório do clube espanhol, “não há nada a discutir”. Várias empresas chinesas, incluindo o grupo de bebidas Dongpeng e as empresas de laticínios Mengniu e Milkground, rescindiram também os contratos publicitários com o internacional francês. “Tolerância zero perante comportamentos que firam os sentimentos nacionais”, afirmou a Dongpeng Beverage Group, num comunicado. A suspensão das transmissões da Liga espanhola levou também o presidente da competição, Javier Tebas, a apresentar desculpas ao povo chinês. Tebas lamentou “profundamente” as declarações do jogador, que causaram “mal-estar e ofensa na China”. “Compreendemos os danos causados e, em nome da LaLiga, quero transmitir as nossas sinceras desculpas ao povo chinês”, escreveu o dirigente na rede social X, acrescentando que compreende e respeita “plenamente a sensibilidade” da população chinesa. O presidente da Liga espanhola recordou que a competição e a China construíram, “ao longo de muitos anos”, uma relação de “respeito, confiança e cooperação”. “Não podemos permitir que uma acção individual manche essa relação ou prejudique os mais de 20 clubes das nossas competições profissionais e milhões de adeptos chineses”, acrescentou. Na terça-feira, o jornal oficial Global Times, ligado ao Diário do Povo, órgão oficial do Partido Comunista Chinês, publicou um editorial no qual advertiu as celebridades internacionais de que não podem beneficiar comercialmente do mercado chinês sem respeitar as sensibilidades nacionais. “Respeitar não é opcional. Ninguém pode lucrar com a China enquanto a desrespeita”, escreveu o jornal, que sugeriu ainda a inclusão de cláusulas mais claras sobre a conduta pública de figuras internacionais nos contratos comerciais.