André Namora Ai Portugal VozesLÁ PASSARAM A selecção nacional de futebol conseguiu passar para os oitavos de final do Mundial 2026. O Mundial está ao rubro e os milhões de portugueses amantes de futebol têm sofrido como nunca. Por uma simples razão. Não temos treinador. Os jogadores de nível superior internacionalmente jogam o que sabem e o que desenvolvem em campo, especialmente contra o Congo e Colômbia, é aquilo que praticam nas suas equipas famosas. O treinador não tem teorias, estratégias e táticas. Nem a noção que se põe Ronaldo em campo também tem de colocar ao seu lado o João Félix. Nós somos doentes pelo futebol, pelo Benfica, deslocamo-nos da Guarda a Lisboa quando há Benfica-Sporting. Sabemos bem o que é sofrer pelo raio da bola. E na sexta-feira, mais uma vez, nem soubemos como ganhámos à Croácia. Valeu que o jogo teve um bom VAR. Caso contrário, a Croácia teria ganho o jogo a brincar. O espanhol seleccionador/treinador continua a deixar Gonçalo Inácio no banco, um dos melhores defesas da Europa. Permite que João Cancelo ande por todo o lado, incluindo na extrema esquerda e depois o seu sector defensivo ficou vazio e os croatas entravam quando queriam e lhes apeteciam e sempre com perigo, ao ponto de Diogo Costa ser mais uma vez o homem do jogo. Realmente, o salvador da Pátria. Esta madrugada em Macau vamos ver o que acontece contra a Espanha, uma equipa que não brinca em serviço nem comete erros como a equipa portuguesa. O Mundial 2026 tem sido uma surpresa. Antes de mais, os EUA não mereciam as centenas de milhares de adeptos que se dirigiram para aquele país com o intuito de apoiar as selecções dos seus países, quando são presididos por um fascista que proíbe a entrada a muitos cidadãos estrangeiros. Que raio de liberdade passou a existir na América? Na verdade, tem sido impressionante como todos os jogos do Mundial têm os estádios esgotados e ainda milhares de adeptos no exterior a ver pela televisão. É impressionante o preço dos bilhetes que tem sido praticado na candonga. No Portugal-Croácia houve “doentes” pelo Ronaldo que pagaram cinco mil dólares pela entrada no estádio. Outra surpresa têm sido os resultados positivos e o comportamento futebolístico das equipas africanas. Como foi possível que os candidatos ao título Alemanha e Países Baixos tivessem ido à vida? Um aplauso para o Congo, Senegal, Costa do Marfim, Egipto, Marrocos e Cabo Verde. Os caboverdianos que são até agora os heróis do Mundial. Na sua primeira participação apenas foram eliminados aos 111 minutos pelo campeão do mundo Argentina, já depois de terem empatado contra o campeão europeu Espanha. O futebol, realmente, movimenta multidões e milhões. Da Nova Zelândia a Portugal todos os povos vibram com o futebol e as crianças já brincam com a bola melhor que Ronaldo quando este jogava nas ruas do seu bairro madeirense. Um outro ponto a salientar: as arbitragens têm sido na generalidade muito boas e os VAR muito sérios. Por referirmos as arbitragens, é importante que saibam que em Portugal a arbitragem está pelas ruas da amargura. O director técnico da arbitragem e um dos melhores ex-árbitros portugueses, Duarte Gomes, demitiu-se e rebentou uma bomba. Alegadamente existem suspeitas de que no campeonato que terminou existiu muita corrupção no seio da arbitragem e até árbitros com nomeações combinadas com certos clubes. Isto, é um escândalo, uma vergonha, ignóbil para a imagem do futebol português na Europa. A discussão nos canais televisivos é diária sobre este assunto e a maioria dos comentadores desportivos salienta que a investigação tem de ir até ao fim, doa a quem doer. O mais curioso é que o FC Porto reagiu de imediato após se saber da vergonha. Seguiu-se o Benfica e o presidente do Sporting deu o seu parecer de viva voz. Será que todos querem agora sacudir a água do capote, quando vimos ao longo da época 2025/26 muitas arbitragens duvidosas e tendenciosas? Resumindo: o dinheiro continua a comprar todas as Taças… Agora, o mais importante é que esta madrugada para vós, Portugal possa ganhar à Espanha. Boa sorte, Portugal!
João Santos Filipe Manchete PolíticaMundial | Lam Lon Wai quer combate intenso às apostas ilegais Os casos de jogo ilegal aumentaram em Macau mais de vinte vezes desde 2023. O deputado da FAOM pede mais atenção ao Campeonato Mundial de Futebol e avisa que pode levar a uma nova vaga de apostas ilegais O deputado Lam Lon Wai defendeu a necessidade das autoridades intensificarem o combate às apostas ilegais. O assunto foi abordado pelo legislador ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), através de uma interpelação escrita, numa altura em que decorre o Campeonato Mundial de Futebol. Segundo Lam, nos “últimos anos” o número de casos de “jogo ilegal em Macau aumentou significativamente”, uma tendência que antevê que vai continuar a verificar-se “tendo em conta o eventual aumento das apostas clandestinas durante o Mundial de Futebol”. Devido a estes receios, Lam Lon Wai pede às autoridades para reforçarem “a cooperação policial transfronteiriça, a partilha de informações e a utilização de meios tecnológicos de investigação”. O objectivo passa por “aumentar a eficácia da prevenção e do combate às apostas clandestinas online e aos crimes com ele relacionados”, que muitas vezes implicam diferentes jurisdições. O deputado considera ainda que só combater o crime não chega, e elogia o Governo pelas “campanhas nos bairros comunitários, palestras em escolas e educação sobre prevenção criminal” sobre este tipo de crimes. No entanto, o legislador acredita que é possível fazer mais e pede que o Executivo, em cooperação com as associações desportivas, escolas, organizações juvenis e concessionárias de jogo, aposte mais na prevenção. O deputado da FAOM sugere a realização de actividades como “simulacro de casos”, “acções de divulgação jurídica sobre o Mundial de Futebol ou outros grandes eventos desportivos” e “educação sobre a cibersegurança” com os mais jovens. Apostas ilegais a aumentar Lam Lon Wai cita dados oficiais que mostram que os casos de jogo ilegal têm subido desde 2023: “Segundo dados divulgados pela área da Segurança, em 2023 registaram-se apenas 28 casos de jogo ilegal em Macau, número que, em 2024, aumentou para 137, portanto, um aumento anual de 389,3 por cento; e, em 2025, para 570, mais 316,1 por cento em comparação com o ano de 2024”, é apontado. “Os dados dos últimos anos revelam que o jogo ilegal continua a merecer uma elevada atenção da sociedade”, vincou. O legislador pede também mais atenção aos eventos desportivos, por levarem a um pico de apostas ilegais. “No passado, quando se realizavam jogos de futebol de grande envergadura, nas regiões vizinhas, registava-se sempre um aumento notório de actividades de jogo ilegal, o que demonstra que muitas vezes os grandes eventos desportivos acabam por constituir períodos de pico para as apostas clandestinas”, justificou. Além de envolver problemas de segurança pública, isto também gera facilmente uma cadeia de riscos para, entre outros, a usura, fraudes, branqueamento de capitais e problemas familiares”, considerou.
Hoje Macau EventosMundial 2026 | Lisboeta Macau acolhe exposição sobre história do futebol Por ocasião do arranque do Mundial 2026, o espaço “H853 Fun Factory”, no Lisboeta Macau, acolhe a mostra “Reviver os Clássicos: Exposição da História do Futebol Mundial”, organizada pela Macau SLOT. Até ao dia 19 de Julho, será possível fazer, de forma gratuita, uma “viagem imersiva pela história e pelos momentos lendários do futebol mundial”. Na área destinada à “História do Futebol Mundial” são exibidas 70 peças de colecção, troféus e camisolas “que retratam a história do futebol desde 1930 até aos dias de hoje”, não faltando uma área destinada ao futebolista brasileiro Pelé, tido como um dos maiores jogadores da história. Neste espaço, os visitantes podem “reviver os momentos mais marcantes”, da sua carreira, não faltando o “Corredor das Camisolas de Pelé”, com 14 camisolas autografadas. Destaque também para a “Área de Exposição dos Troféus dos Campeões do Mundo”, com a exibição de “dois troféus emblemáticos”. Segundo uma nota da organização, esta mostra “não só destaca o profundo legado deste desporto, como também conduz os visitantes por uma viagem através da evolução histórica e das glórias do desporto mais popular do mundo”.
Andreia Silva Grande Plano MancheteMundial 2026 | Manuel Silvério e Duarte Alves analisam as carências do futebol local Das 211 selecções nacionais registadas na FIFA, a selecção da RAEM ocupa o 194º lugar, não vencendo um único jogo desde 2019. Na radiografia à modalidade, Manuel Silvério e Duarte Alves dizem faltar infra-estruturas de treino, coordenação de calendários, competições e interligação entre escalões O Mundial 2026 começou hoje e até ao próximo dia 20 de Julho será possível ver 48 selecções nacionais de futebol em competição. Num território pequeno onde o futebol não é profissional, a selecção masculina sénior da RAEM não fica bem na fotografia da modalidade em termos mundiais: está em 194º lugar num total de 211 equipas, não vencendo qualquer jogo desde 6 de Junho de 2019. O HM falou com Duarte Alves, director administrativo e financeiro do Benfica de Macau, e Manuel Silvério, antigo presidente do Instituto do Desporto e co-fundador do Comité Olímpico de Macau, no sentido de perceber os principais problemas do futebol local que impossibilitam alcançar melhores resultados. Para Duarte Alves, “o Mundial não é um horizonte realista para Macau”, por se tratar de uma “região muito pequena e com infra-estruturas ainda muito limitadas para desenvolver esta modalidade”. Em alternativa, o dirigente desportivo destaca que a RAEM poderia ter a “ambição” de “ir um pouco mais longe nas fases de qualificação: competir melhor, somar resultados e subir degraus ao nosso nível”. Já Manuel Silvério entende que a ausência de vitórias da selecção masculina sénior da RAEM deve “suscitar preocupação e debate público”, mas que é resultado de um “problema estrutural”. Voltemos às causas: Duarte Alves recorda que já muito antes de 2019 houve bons jogadores em Macau “ainda antes da fase da transição” que acabaram por não ser substituídos. “Faltou aposta na formação, na estrutura que a sustenta, de jovens para os clubes. É essa a falha de base que explica porque a selecção não dá o salto”, disse. Duarte Alves destaca como, nos últimos anos, a Associação de Futebol de Macau “tentou várias estratégias”, como a vinda de equipas técnicas de Portugal e de outros países e regiões. “Porém, com todo o respeito, não é por aí que se constrói uma selecção”, considerou, pois uma equipa desta natureza “desenvolve-se a partir de uma liga competitiva, em que os jogadores jogam todos os fins-de-semana, evoluem e, ao mesmo tempo, elevam o nível do futebol em Macau”. Abertura em profundidade Manuel Silvério também destaca que “a qualificação para uma fase final do campeonato do Mundo é, realisticamente, extremamente difícil para um território com a dimensão populacional de Macau”. A aposta deve fazer-se, assim, na redução “gradual do fosso competitivo” do território, com um foco a “nível local, regional e asiático, particularmente perante territórios e países com características semelhantes”. O antigo presidente do ID considera que era importante a “articulação entre escolas, academias, clubes e selecção, melhorar a formação de treinadores e proporcionar mais oportunidades de competição internacional aos jovens atletas”. Seria ainda importante “criar percursos claros de desenvolvimento até ao escalão sénior”, acrescenta. Manuel Silvério defende mesmo a criação “de um fundo específico para o desenvolvimento do futebol e de outras modalidades prioritárias, alimentado por receitas associadas à indústria do jogo e complementado pela participação dos principais patrocinadores privados, sob supervisão do Governo”. Desta forma, este mecanismo “permitiria assegurar maior estabilidade financeira e apoiar programas de formação, competição externa e desenvolvimento técnico a médio e longo prazo”. A pés juntos Manuel Silvério diz que a ausência de resultados futebolísticos por parte da selecção se explica por “questões estruturais e não apenas circunstanciais”. “Uma selecção nacional é, em grande medida, o reflexo do sistema futebolístico existente. Aspectos como a reduzida base de recrutamento, a insuficiente exposição dos jogadores a contextos competitivos mais exigentes, as dificuldades na transição entre os escalões de formação e o futebol sénior, bem como a falta de competição regular de maior nível, podem contribuir para esta realidade”, disse o responsável. Assim, é essencial, para Manuel Silvério, “um plano de desenvolvimento sustentável para o futebol de Macau, com objectivos claros a curto, médio e longo prazo”. Deve existir “continuidade, estabilidade e capacidade de adaptação”. E não basta ter dinheiro até porque, para Manuel Silvério, “desde a criação da RAEM que houve investimento relevante em infra-estruturas desportivas, concretamente no futebol”, destacando a existência do Estádio de Macau, o Complexo Desportivo Olímpico (Dome), o Estádio da Universidade de Ciências e Tecnologia de Macau, as instalações desportivas da Universidade de Macau e “outros espaços utilizados para treino e prática informal”. Porém, “o desenvolvimento económico e a disponibilidade de recursos não se traduzem automaticamente em sucesso desportivo, particularmente numa modalidade tão competitiva e complexa como o futebol”, remata Manuel Silvério. Modelo que não funciona Duarte Alves destaca que o capital existe “no Governo e em alguns sectores – mas isso não é a sociedade”. “O dinheiro é essencial para investir nas modalidades. Acontece que, em Macau, o financiamento ao desporto, por parte do Fundo do Desporto, passa pelas associações gerais que representam cada modalidade, que recebem e gerem o seu orçamento à sua maneira.” Além disso, o dirigente dos encarnados referiu que “a maior parte do sector privado não tem liquidez”, e que “não existem incentivos nem benefícios que o leve a apoiar financeiramente o desporto”. “O ponto central é que o modelo de apoio directo por parte do Governo às associações gerais resulta bem para as modalidades individuais, mais fáceis de gerir porque não dependem de competição entre clubes”, afirma Duarte Alves. Porém, “no futebol é diferente”, estando em causa “uma modalidade colectiva só se desenvolve com competição regular entre clubes”. “Enquanto financiarmos o futebol com a lógica de uma modalidade individual, o resultado vai continuar a ser este. Não é só uma questão de quanto se investe; é de perceber que o futebol exige uma estratégia própria”, rematou Duarte Alves. Mais academias sem resultados É certo que, nos últimos anos, surgiram em Macau várias academias de futebol, mas nem isso melhorou os resultados. Manuel Silvério diz ser “importante reconhecer o grande empenho e dedicação dos responsáveis, treinadores e técnicos das diversas academias de futebol que têm surgido em Macau”, sendo que os resultados deste trabalho “não devem ser avaliados exclusivamente através das vitórias da selecção sénior”. Para o antigo presidente do ID, “a formação é um processo de longo prazo, cujos efeitos podem demorar vários anos a tornar-se visíveis”. O que acontece é um problema “na transição entre os escalões de formação e o futebol sénior”, pois “muitos jovens entram no sistema, mas poucos conseguem permanecer”, dadas as exigências de estudos ou trabalho, por exemplo. Como não há uma estrutura, muitos atletas deixam de competir, destaca. “’Muitos entram, poucos permanecem’ talvez resuma um dos principais desafios do futebol de Macau”, disse Manuel Silvério. Duarte Alves realça o aumento de academias “nos últimos 10 a 15 anos”, mas destacando cinco problemáticas que explicam a falta de resultados. Em causa está a regulação, estrutura, espaços de treino, o calendário e a transição para uma posição sénior. Duarte Alves explica que as academias “não são obrigadas a registar-se na Associação de Futebol de Macau, nem a cumprir requisitos de qualidade ou de certificação dos treinadores para operarem”, logo não há “garantia do nível da formação”. Depois, “a maioria não está ligada a clubes de primeira ou divisão”, não existindo “ponte directa para subir ao futebol federado”, além de que “os clubes não têm campos próprios”, dependendo “sempre do aluguer de instalações privadas, o que encarece e limita tudo”. O responsável indicou também que, apesar de o futebol escolar ser muito popular, não está “articulado com os escalões jovens da Associação”. “Campeonatos que deviam durar três ou quatro meses arrastam-se nove ou dez. Faltam campos, faltam datas, entram as férias, os miúdos saem de Macau, e quando a prova acaba há jogadores que já mudaram de escalão. Não é falta de comunicação; é falta de ligação entre o pólo escolar e o futebol de formação”, frisou. Gonçalo Lobo pinheiro Aos 18 anos é hora de o jogador “sair para estudar fora”. “Perdemo-los precisamente quando deviam dar o salto, e isso esvazia a continuidade no escalão sénior. No conjunto, é isto que torna tão difícil elevar o nível do futebol local com jogadores locais — e não a falta de vontade de quem trabalha na formação”, rematou Duarte Alves. As dificuldades dos jogadores locais na profissionalização Tendo em conta o panorama específico do futebol de Macau, não só no tocante ao baixo lugar que a selecção ocupa no ranking mundial da FIFA, como na pouca profissionalização das equipas, é difícil um jovem local ter uma carreira futebolística. Quem o diz é Duarte Alves, director financeiro e administrativo do Benfica de Macau: “para um residente de Macau, chegar à elite é muito difícil, por um conjunto de condições que se acumulam contra ele”. O responsável aponta, desde logo, falhas no acesso a boas instalações, já que “um clube tem, muitas vezes, acesso a uma hora de treino por semana, num campo ou meio campo de futebol de onze”. Assim, “sem espaço para treinar e formar, não há resultados nem desenvolvimento possíveis”, além de que é necessário “ter um ambiente profissional que Macau não tem”. “O futebol sénior não é competitivo e apoia-se sobretudo em jogadores estrangeiros para ter qualidade; o campeonato de formação é confuso e sem calendário consistente”, declarou. Duarte Alves recorda ainda que um potencial jogador que queira sair do território “esbarra noutras barreiras”, pois “a nível regional o caminho é estreito e instável”. “As regras da China para jogadores de Macau mudaram várias vezes ao longo dos anos”, sendo que “mesmo quando contam com jogadores locais, cada clube só pode inscrever um”. A nível europeu, tudo depende da família. “Pelas regras da FIFA, um clube só pode receber um jogador menor de 18 anos se os pais se mudarem para esse país por motivos não ligados ao futebol. Sem a família inteira a emigrar, a porta está praticamente fechada.” Desta forma, Duarte Alves diz que “não é talento que falta a Macau, mas o ambiente e condições à volta do jogador”. Um caminho difícil Manuel Silvério diz que não é “impossível” a que um jogador local atinja a profissionalização, mas espera-o “um percurso muito exigente”, dadas as “limitações objectivas” do território. É o caso da “reduzida dimensão populacional, a inexistência de uma liga profissional e um contexto competitivo menos exigente quando comparado com outros países e regiões”. Para Manuel Silvério, persiste o “verdadeiro desafio” de “criar condições para que esses jovens possam permanecer no sistema e continuar a evoluir”.
João Santos Filipe DesportoMundial 2022 | Revelados convocados para o jogo com o Sri Lanka O Chao Pak Kei, com seis atletas e o Benfica com cinco, dominam a convocatória de Iong Cho Ieng para o encontro de Macau com o Sri Lanka, a contar para o apuramento para o Mundial de 2022. O Sporting é o único clube da Liga de Elite sem jogadores entre os 23 [dropcap]O[/dropcap] Chao Pak Kei e o Benfica de Macau são as equipas mais representadas na lista com os 23 atletas que vão defrontar a selecção do Sri Lanka, em jogo a contar para a primeira eliminatória de apuramento para o Mundial de 2022, no Qatar. O encontro está agendado para amanhã, às 19h30, no Centro Desportivo de Zhuhai e os convocados foram anunciados ontem. De uma lista de 23 atletas, três são guarda-redes, 10 defesas, sete meio-campistas e três atacantes. Ao nível da defesa, o C.P.K. cede Lei Ka Him, Lei Ka Hou e Kam Chi Hou. No meio-campo os escolhidos são Pang Chi Hang e Lam Ka Seng. Finalmente, Ho Ka Seng é o atacante do C.P.K. cedido pela formação. Do Benfica vêm cinco atletas. Filipe Duarte, Lei Chin Kin e Chan Man são os defesas encarnados que vão vestir a camisola da formação da Flor do Lótus. O médio Lee Keng Pan e o avançado Nicholas Torrão completam o grupo dos cinco. A seguir aos dois clubes já referidos, Monte Carlo, Hang Sai e Ka I são as equipas mais representadas. Os canarinhos cedem à selecção o guarda-redes Ho Man Fai e o médio Cheong Hoi Sai. Já o Hang Sai cede o defesa Lam Ka Po e meio-campista Ng Wa Keng. Por sua vez, o Ka I cede o defesa Wong Vernon e o médio Kong Cheng Hou. Finalmente, o Ching Fung cede o guarda-redes Fong Chi Hang, os sub-23 o guardião U Wai Chong, a Polícia o médio Monteiro Herculano e o Tim Iec o avançado Ho Man Hou. Consta ainda na lista o defesa Ng Wa Seng, da formação de Hong Kong Central E Western, e o médio Lam Ng Tai, do Wong Tai Sin, também da região vizinha. No que diz respeito aos clubes da Liga de Elite, o Sporting é a única equipa sem qualquer atleta entre os convocados. Jogo em Zhuhai Devido às obras que decorrem no Estádio de Macau, o encontro de amanhã vai ser disputado no Centro Desportivo de Zhuhai. A partida da selecção local está agendada para hoje, às 14h15, nas Portas do Cerco. Os residentes que tenham visto de entrada para o Interior da China podem assistir ao encontro. Os bilhete são grátis e podem ser levantados durante o dia de hoje e amanhã no Estádio de Macau. Cada residente pode levantar um máximo de quatro ingressos e precisa de mostrar um cartão de identificação.
Diana do Mar SociedadeArguidos absolvidos no âmbito do caso de apostas ilegais durante o Mundial de 2014 O Tribunal Judicial de Base absolveu ontem os 15 arguidos que iam acusados do crime de exploração ilícita de jogo durante o Mundial de Futebol de 2014 [dropcap style≠‘circle’]C[/dropcap]hegou ontem ao fim o julgamento do caso de apostas ilegais durante o Mundial de Futebol de 2014. Todos os 15 arguidos, acusados do crime de exploração ilícita de jogo, foram absolvidos, após o Tribunal Judicial de Base (TJB) ter concluído não haver provas de apostas ilegais. A defesa congratulou-se com a decisão, da qual o Ministério Público (MP) tem agora 20 dias para recorrer. Na leitura da sentença, o juiz, Lei Wai Seng, concluiu não haver provas que levem ao entendimento, “sem margem para dúvidas”, da existência de apostas ilegais, dado que não foram estabelecidas ligações entre os papéis de apostas apreendidos, os documentos encontrados nos computadores ou as mensagens nos telemóveis. Nem por via de provas documentais nem através dos depoimentos das testemunhas ouvidas em audiência de julgamento. Aliás, nem a propriedade dos computadores foi apurada. Os registos das apostas em jogos de futebol, por exemplo, elencavam países, mas não mencionavam nomes, tornando igualmente “difícil” perceber como era feito então o pagamento do prémio ao vencedor, apontou o juiz. “Na falta de outras provas, o tribunal não consegue dar como provada” a acusação, pois “há muitos factos que não se conseguem entender”, sublinhou Lei Wai Seng Ao contrário do que pediu a defesa, o juiz decidiu admitir as mensagens de telemóvel, por serem dados do apreendido, considerando que essa prova, em termos legais, pode ser colhida, não obstante a ausência de prévio consentimento, comparando o acesso às mensagens ao acesso a uma carta aberta encontrada numa busca a uma residência. A defesa tinha contestado a inquirição de um agente que examinou parte dos telemóveis apreendidos sob o argumento de que a prova a ser feita seria “nula”, isto é, “sem qualquer validade”, devido à ausência de autorização de juiz ou do consentimento da parte para o acesso ao conteúdo dos telemóveis. Da acusação Os 15 arguidos, entre os quais Paul Phua Wei Seng, empresário malaio apontado como cabecilha da alegada rede, estavam acusados de levar a cabo apostas ilegais durante o Mundial de Futebol de 2014, envolvendo milhares de milhões de patacas. Apostas que, segundo a acusação, teriam tido lugar em quartos de hotel do Wynn, onde a Polícia Judiciária lançou uma operação, após uma denúncia. A acção resultou na apreensão de computadores, telemóveis, papéis de apostas e dinheiro vivo, entre outros bens. Vinte e quatro pessoas, incluindo de Hong Kong, China e Malásia, foram detidas, das quais nove acabaram por não ser constituídas arguidas. Todos os 15 arguidos estiveram ausentes do julgamento, que arrancou a 12 de Fevereiro, durante o qual foram lidas as declarações de dois deles, com ambos a negarem a prática de qualquer crime. Já outros cinco foram julgados à revelia. Todos os objectos apreendidos no processo vão ser devolvidos, com o processo a terminar sem custas na sequência da absolvição. À saída da sala de audiência, Icília Berenguel, advogada de cinco dos 15 arguidos, congratulou-se com a sentença: “Entendo que foi feita justiça”. “Foi um julgamento muito justo e o resultado está à vista. Contra factos não há argumentos e, conforme repeti nas minhas alegações, foi efectivamente uma mão cheia de nada”, sustentou. O Ministério Público tem agora 20 dias para recorrer da decisão para o Tribunal de Segunda Instância.
Carlos Morais José DesportoMundial 2018 | Um bicho complicado [dropcap style=’circle’] P [/dropcap] elos vistos, a preparação liberal da selecção mexicana resultou em cheio, ao contrário da sua congénere alemã que, submetida à austeridade de Joachim Low, surgiu em campo triste e cabisbaixa. Ora isto leva-nos a pensar que não existem fórmulas rígidas para preparar os guerreiros para a luta A questão é, como se sabe, principalmente mental e quando dizemos “mental” estamos a falar de algo tão complexo que muitas vezes o inesperado produz melhores resultados do que o estudado, verificado e comprovado. Assim, bem pode a mulher de Hector Herrera perdoar ao seu marido o “treino intensivo” a que ele se dedicou mal tinha acabado de aterrar em terras mexicanas. Aliás, ao que sabemos, decorreram já manifestações em várias cidades mexicanas nesse sentido, nas quais homens e mulheres rogaram à compreensão da senhora Herrera e imploraram o perdão necessário à tranquilidade mental do seu jogador. Pelos vistos, ou seja, pelo modo como ele jogou, parece que o perdão terá sido conseguido. Mas o que definitivamente fica em causa são os métodos de treino e concentração. Face ao modo como as duas equipas se apresentaram, é bom de ver qual o mais eficaz: de facto, a tristonha Germânia não foi capaz de suster o ímpeto dos energéticos Astecas. Mas mais curioso ainda é facto de uma perda valente de energia poder traduzir-se em mais energia e mais forte, enquanto que uma retenção, uma contenção energética, pode afinal resultar num abaixamento dos níveis e da motivação. Não tenhamos dúvidas: o ser humano é um bicho muito complicado.
Hoje Macau DesportoMundial 2018 | Favoritos aos tropeções [dropcap style=’circle’] O [/dropcap] México venceu no domingo a Alemanha, por 1-0, e impôs aos campeões em título uma entrada em falso na defesa do troféu, e o candidato Brasil ‘derrapou’ ao empatar a 1-1 com a Suíça. O empate entre Brasil e Suíça deixa a Sérvia, após o triunfo sobre a Costa Rica, por 1-0, na liderança isolada do Grupo E, graças a um golo do capitão Aleksandar Kolarov, em encontro disputado em Samara. O lateral esquerdo da Roma decidiu o encontro aos 56 minutos, na transformação perfeita de um livre direto, em que colocou a bola junto ao poste esquerdo da baliza defendida por Keylor Navas, guarda-redes do Real Madrid. Hirving Lozano, aos 35 minutos, marcou o golo da vitória mexicana. O México actuou com algum perfume português em Moscovo, com os ‘dragões’ Hector Herrera e Miguel Layún (emprestado ao Sevilha) no ‘onze’ e o benfiquista Raúl Jiménez a partir dos 66 minutos. Com Guillermo Ochoa imperial na baliza, mas sem precisar de fazer ‘milagres, o México teve em Herrera um dos seus gigantes, bem como em Miguel Layún que, já na parte final, esteve perto de acabar com o jogo. A Alemanha averbou o primeiro desaire na estreia em campeonatos do mundo desde 1982, quando perdeu por 2-1 com a Argélia. O Brasil chegou à vantagem através de um golaço de Philippe Coutinho, aos 20 minutos, e chegou a pairar a hipótese de um triunfo folgado. Tal não aconteceu, e foi a Suíça – que tem uma derrota nos últimos 23 jogos, frente a Portugal – que empatou por Zuber, aos 50 minutos, com um cabeceamento na pequena área, após a marcação de um pontapé de canto. A Croácia venceu por 2-0 a Nigéria, com um autogolo de Etebo e uma grande penalidade ‘oferecida’ e convertida por Modric, em Kaliningrado, e ascendeu à liderança isolada do grupo D do Mundial2018. A vitória da Croácia não sofre contestação, mas foi bafejada com alguma sorte no lance do primeiro golo, dado o desvio para a própria baliza por Etebo, e na infantilidade cometida por Ekong, num ‘abraço’ a Mandzukic na área, que ofereceu a grande penalidade a Modric. A Dinamarca estreou-se com uma vitória sobre o Peru, por 1-0, e vai terminar a primeira jornada no topo do Grupo C, em igualdade pontual com a França. Em Saransk, o avançado Poulsen fez o único golo da partida, aos 59 minutos, enquanto o Peru pode lamentar uma grande penalidade falhada por Cueva, aos 45+1. Com este triunfo, a Dinamarca igualou a França no topo do Grupo C. Os gauleses bateram a Austrália, por 2-1, em Kazan. Um golo a meias entre Paul Pogba e Aziz Behich, que a FIFA atribuiu ao médio gaulês, decidiu o encontro, aos 81 minutos, depois de dois penáltis, concretizados pelo gaulês Antoine Griezmann, aos 58, e o australiano Mile Jedinak, aos 62. O primeiro tento fica para a história dos Mundiais como o primeiro nascido depois de o árbitro reverter uma decisão, após ser alertado pelo videoárbitro (VAR). Depois de ver as imagens do lance, optou por marcar grande penalidade. A Argentina e a Islândia empataram 1-1, num encontro da primeira jornada do Grupo D do Mundial de futebol de 2018, disputado em Moscovo, em que Lionel Messi falhou uma grande penalidade para os sul-americanos. Os campeões mundiais de 1978 e 1986 marcaram primeiro, aos 19 minutos, por Sergio ‘Kun’ Agüero, mas os nórdicos, estreantes em campeonatos do mundo, restabeleceram a igualdade pouco depois, aos 23, por intermédio de Alfred Finnbogason. Na segunda parte, os argentinos beneficiaram de uma grande penalidade, aos 64 minutos, mas Messi permitiu a defesa do guarda-redes Hannes Halldorsson.
Hoje Macau DesportoMundial 2018 | Os jogos do dia [dropcap style=’circle’] Q [/dropcap] uiseram as bolas do sorteio para o Mundial que Colômbia e Japão se voltassem a encontrar na fase de grupos de um Campeonato do Mundo de Futebol. Há quatro anos, no Brasil 2014, a 24 de Junho, a selecção sul-americana entrou ávida de bola e uma máquina muito bem oleada que não deu quaisquer hipóteses aos asiáticos. Los Cafeteros impuseram a primeira goleada do mundial: bateram os Samureais Azuis por 4-1. Assim, sem apelo nem agravo. Como será esta noite, quatro anos volvidos? No Brasil 2014, a Colômbia entrava com fome de bola, e uma reputação em dívida fazia então 16 anos. A Colômbia tinha estado ausente dos três mundiais. Liderados pela estrela James Rodriguez (antigo jogador do FC Porto) os colombianos encantaram o Mundo numa viagem, num sonho, só travado pela caseira selecção do Brasil, para a qual perderam por 2-1, numa muito disputada partida dos quartos-de-final da prova. No Rússia 2018, Los Cafeteros tentarão, pelo menos, emular essa marcha. E têm razões para sonhar e voar ainda mais alto. A equipe tem qualidade mais que suficiente para repetir a história e está particularmente motivada pela presença do maior artilheiro de todos os tempos, Radamel Falcao, que fará sua estreia num Campeonato do Mundo, uma vez que uma lesão o afastou da edição anterior. Apesar de só ter feito a sua estreia em mundiais na Copa de 1998, esta é a sexta participação consecutiva dos Samurais Azuis, que se estabeleceram como uma presença regular nas fases finais da competição. A equipa quer chegar mais longe, pelo menos aos quartos-de-final, depois de duas eliminações nos oitavos-de-final (em 2002 e 2010). Os Samurais Azuis esperam que as mudanças operadas no banco de suplentes, com o treinador local Akira Nishino nomeado na sequência de uma difícil campanha asiática de qualificação, possam trazer maiores fortunas. Sabia que ? O Japão nunca bateu a Colômbia nas três partidas entre as duas selecções. O primeiro encontro foi na Taça das Confederações da FIFA França 2003, que os sul-americanos venceram por 1 a 0. O segundo, um amigável em 2007, foi empate em 0 x 0, enquanto o terceiro foi o encontro no Brasil 2014, no qual os Cafeteros bateram confortavelmente o Japão por 4-1. Equipas prováveis: Colômbia: David Ospina; Santiago Arias, Mina Yerry, Davinson Sanchez, Johan Mojica; Abel Aguilar, Carlos Sánchez, Juan Cuadrado, James Rodriguez; Luis Muriel, Radamel Falcao Japão: Eiji Kawashima; Hiroki Sakai, Maya Yoshida, Tomoaki Makino, Yuto Nagatomo; Makoto Hasebe, Gaku Shibasaki, Genki Haraguchi, Honda de Keisuke, Takashi Inui; Yuya Osaka Colômbia vs Japão Primeira Jornada da Fase de Grupos – Group H, Mordovia Arena Saransk 19 Jun 2018 – 20:00, horário de Macau Em pólos opostos A Rússia e o Egipto chegam ao jogo de São Petersburgo com estados de alma perfeitamente antagónicos, fruto dos resultados antagónicos nas partidas da jornada de abertura do Grupo A. O jogo corre de feição, mas a Rússia muito fez por isso. Os anfitriões sacudiram a pressão do capote de jogar em casa com uma postura de objectividade a que juntaram um rolo de pressão que rodava apenas numa mesmo direcção ( – mais – uma maravilha da física, portanto!). O Egipto, com Salah no banco, chegam ao palco desta noite: amargurados, cabisbaixos, tendo deixado fugir o empate para o Uruguai nuns angustiantes minutos finais da partida frente ao Uruguai. Mesmo os torcedores mais apaixonados da Rússia teriam ridicularizado quaisquer previsões de uma vitória por 5 a 0 sobre a Arábia Saudita. Uma exibição pontuada por dois belos golos de Denis Cheryshev, fez explodir as expectativas russas. Ironicamente, três pontos podem ser suficientes para selar um lugar nos 16 avos-de-final. O Egipto, por outro lado, não tem tempo a perder. Felizmente para os africanos, Mohamed Salah parece pronto regressar aos revaldos. Além da óbvia ameaça de ataque que proporcionará, tendo sido uma presença dominante em Inglaterra nesta temporada, o retorno de sua estatura talismã com os faraós, sem dúvida, levantará os ânimos depois das angústias infligidas pelo golo tardio sofrido contra o Uruguai. A Rússia está no Sétimo Céu. Mas os jogadores não descansaram sobre os louros. Todos no campo russo colocaram nas gavetas do passado o resultado contra a Arábia Saudita e estão cientes e conscientes de o jogo com o Egipto é uma história totalmente diferente. Com ou sem Mohamed Salah em campo, os anfitriões estão determinados a lutar muito e conseguir mais uma vitória para colocar pelo menos um pé na próxima ronda, se não dois. O resultado do Uruguai impôs uma clara mensagem à equipa egípcia: vencer a Rússia é a única opção. Hector Cuper avançou para a preparação para a partida, contando já com Mohamed Salah e algumas brilhantes actuações na sua última sessão de treinos antes de partir para São Petersburgo. Não será fácil, Cuper sabe isso muito bem. Após o resultado da abertura dos anfitriões, e com o apoio do público russo, a pressão estará sobre os faraós. Mas eles podem superá-la. Sabia que? Dois jogadores da equipa da casa tornaram-se os primeiros de uma mesma selecção a marcar o seu primeiro golo internacional numa partida de abertura de um Campeonato do Mundo. Yury Gazinsky marcou primeiro. Denis Cheryshev fez ainda melhor. Depois de marcar um golo, marcou um segundo. Foi também a primeira vez que dois jogadores saíram do banco para marcar numa partida de abertura da competição. Equipas prováveis: Rússia: Igor Akinfeev; Mario Fernandes, Ilya Kut epov, Sergei Ignashevich, Yuri Zhirkov; Roman Zobnin, Yury Gazinsky, Daler Kuziaev; Aleksandr Golovin, Denis Cheryshev; Fedor Smolov Egipto: Mohammed El Shenawy, Ali Gabr, Ahmed Hegazy, Ahmed Fathi, Mohammed Abdelshafy; Tarek Hamed, Mohammed El Neny, Mahmoud Trezeguet, Abdullah Al Said; Mohammed Salah, Marwan Mohsen Rússia vs Egipto Segunda Jornada da Fase de Grupos Group A, Estádio de São Petersburgo 20 Jun 2018 – 02:00 horário de Macau.