Andreia Sofia Silva Entrevista MancheteJoão Romão, académico: “Macau está numa posição altamente privilegiada” Docente na Yasuda Women’s University, no Japão, João Romão prepara-se para lançar, em Junho, um livro intitulado “Economic Geography of Tourism”. Em declarações ao HM, o académico realça a interligação entre turismo, economia e geografia, e elenca as suas possibilidades, limitações e efeitos, inclusivamente em Macau Neste livro fala do conceito de “economia espacial”, em conexão com o turismo e geografia. Como se dá essa ligação? A geografia económica combina o contexto geográfico com os processos económicos, sendo estudada a distribuição espacial das actividades económicas. A economia do turismo é particularmente sensível a estas condicionantes geográficas, pois são as características de cada lugar que potenciam o desenvolvimento de determinados produtos ou serviços. Essas características ultrapassam largamente os aspectos físicos do território e incluem também a cultura, a história, os modos de vida ou até as instituições e os enquadramentos legais. O caso dos casino, algo particularmente importante em Macau, é um bom exemplo da importância de aspectos jurídicos para desenvolver certos tipos de turismo. A geografia económica tem um âmbito mais vasto que a economia espacial, mais focada em aspectos estritamente económicos. Sendo evidente no turismo essa relação entre a economia e a geografia, este livro estabelece uma dupla abordagem que sistematiza a interdependência destes três aspectos que refere. Primeiro explora a forma como os conceitos e teorias da geografia económica se podem aplicar ao turismo. Na segunda parte faz o percurso inverso, discutindo como a análise de problemas relevantes do turismo contemporâneo justifica o recurso à geografia económica. São exemplos a degradação de recursos locais, impactos ambientais, contributo para alterações climáticas, aceleração de processos de gentrificação ou perturbação de modos de vida comunitários. Ter uma economia excessivamente dependente do turismo pode constituir um problema ou uma salvação? As duas coisas, e são ambos casos que a geografia económica pode ajudar a compreender. A industrialização das economias está ligada a processos de aglomeração de actividades que se reforçam mutuamente quando atingem uma determinada escala. Isso permite a massificação da produção e do consumo, com custos razoáveis. As indústrias contemporâneas, mais associadas à integração de tecnologias digitais e processos criativos, estão menos aglomeradas em zonas especializadas de desenvolvimento industrial, mas tendem a concentrar-se nas grandes cidades e áreas metropolitanas. Daqui também resulta que zonas rurais, ilhas, ou sítios que não acompanharam os processos de industrialização, têm mais dificuldade em mobilizar investimentos, tecnologias ou pessoas qualificadas para inovar e desenvolver novas indústrias. Nesses casos, o turismo aparece frequentemente como a solução possível, uma vez que se pode desenvolver com incorporação de tecnologia e conhecimento relativamente baixos. Por outro lado, o consumo turístico, não sendo essencial à vida humana, é muito sensível a flutuações de rendimentos. Pode dar exemplos? Isso foi visível, por exemplo, com a crise internacional de 2007/2009. O turismo também é muito vulnerável a problemas de segurança ou de epidemias internacionais, como o caso do covid-19 demonstrou ao extremo. Economias demasiado especializadas no turismo são muito vulneráveis a choques externos e menos resilientes perante crises. É visível também que, sendo o desenvolvimento turístico frequentemente suportado por serviços de mão-de-obra intensiva e fraca incorporação tecnológica, a especialização em turismo pode provocar, no longo prazo, constrangimentos em termos das qualificações da população, da capacidade de inovar e integrar tecnologia ou de acrescentar valor à economia regional. O livro fala também de “Turismo Inteligente” e da “co-criação de experiências”, com recurso a megadados e IA. O turismo está, definitivamente, a ficar mais digital? As redes sociais são instrumentos fundamentais para as novas gerações. Começaram, entretanto, a generalizar-se as ferramentas para planeamento ou promoção de viagens suportadas por inteligência artificial. O chamado “turismo inteligente” designa de uma forma mais geral a utilização de tecnologias digitais para intensificar os fluxos de informação, consolidar a formação de redes e promover tomadas de decisão mais informadas e partilhadas, eventualmente contribuindo para a chamada “co-criação de experiências”. A digitalização do turismo tem as suas origens nos sistemas de distribuição de serviços originalmente desenvolvidos por companhias aéreas, desde os anos 1960, mas seria a Internet a acelerar e globalizar a digitalização. E as redes sociais. A emergência das redes sociais promoveu a criação de um universo mais interactivo, potencialmente em tempo real e envolvendo largos números de utilizadores e vários de tipos de suportes. A generalização da utilização de telefones móveis permanentemente conectados à internet, mesmo em viagens ao estrangeiro, aumentou ainda mais este potencial para a utilização intensiva e interactiva de dados e informação. Esta “co-criação”, no entanto, esconde evidentes desequilíbrios de poder. Tais como? No que diz respeito ao turista, ou consumidor em geral, cabe normalmente o papel de fornecer informação, por exemplo através das redes sociais. Essa informação é obtida, acumulada e comercializada, por vezes sem consentimento ou até sem conhecimento, para eventualmente se traduzir na criação, adaptação ou promoção de produtos e serviços. Este processo é particularmente importante no caso do turismo, por haver normalmente um período longo entre a decisão de viajar e a viagem propriamente dita. Esse período de exploração e planeamento de viagem é aproveitado pelas empresas de marketing turístico para tentar influenciar as escolhas. Este tipo de interacção também introduz uma diferença na “espacialidade” da provisão de serviços turísticos, que normalmente são produzidos e consumidos ao mesmo tempo e no mesmo lugar, numa relação directa entre produtor e consumidor. A digitalização do turismo antecipa grande parte destas interações e fluxos de informação e transfere-as para grandes empresas tecnológicas ou de marketing e distribuição. Num mundo onde cada vez se viaja mais, os percursos são mais curtos e o acesso à informação é imenso, como podem os países e regiões ser competitivos na oferta turística? O turismo contemporâneo vive num ambiente internacional altamente competitivo. Mas da mesma forma que há uma grande variedade de destinos e ofertas, também há uma grande diversidade de preferências e consumos, aquilo que se vai designando como “hiper-personalização”, resultado da tal abundância de informação e oportunidade de interação. O desafio que se coloca aos destinos é o de identificar os recursos, produtos e serviços que se possam ajustar a um determinado grupo de consumidores, para comunicar com eficácia. Esta competitividade ultrapassa em muito o âmbito estrito dos serviços turísticos porque também requer serviços de mobilidade e transporte, infra-estruturas variadas, segurança, apoio médico, ou fácil comunicação. Qualquer lugar que pretenda desenvolver a sua indústria turística tem que intervir sobre todos estes factores. O livro aborda também como os “processos sociais” moldam o desenvolvimento do turismo. No caso da China, por exemplo, acredita que estamos a assistir a uma mudança, que terá consequências para Macau? Parece-me que Macau está numa posição altamente privilegiada para desenvolver outras formas de turismo. A China é o maior mercado emissor do mundo, a subida generalizada de rendimentos das últimas décadas permite a muitos milhões de pessoas explorarem a oportunidade de viajar. Macau é um destino muito próximo e ao mesmo tempo distinto, com as suas particularidades históricas e culturais. Para a população chinesa não era fácil visitar Macau e há certamente um interesse muito grande. Como entra o projecto da Grande Baía nisso tudo? A estratégia que está a ser seguida com a integração da Grande Baía permite desenvolver uma oferta cosmopolita e diversificada que pode certamente atrair turistas chineses e de outras partes do mundo. De resto, estas três áreas têm excelentes escolas de hotelaria e turismo, que garantem pessoal qualificado para a gestão e planeamento do turismo. O elemento de diferenciação que a cultura portuguesa introduz neste contexto pode certamente contribuir para o sucesso da transição de um turismo focado nos casinos para outras formas que valorizem mais a cultura e o património. É possível ter um turismo sustentável? Os problemas e as dificuldades da sustentabilidade do turismo são mais visíveis do que noutros sectores. A tal “espacialidade” do turismo (em que o consumidor é obrigado a deslocar-se ao local de consumo), implica que as consequências desse consumo se tornem mais evidentes. Esses efeitos são menos óbvios quando se trata da insustentabilidade de unidades industriais ou de formas de agricultura intensiva em áreas relativamente isoladas. Como as estratégias de massificação para redução de custos e rentabilização de investimentos também se aplicam ao turismo, as consequências sobre o ambiente ou a qualidade de vida dos residentes nos destinos podem ser devastadoras. A sustentabilidade implica uma perspectiva de longo prazo baseada na ideia de que as decisões de hoje não implicam consequências negativas futuras. Práticas sustentáveis dependem do controlo dos impactos que se vão acumulando ao longo do tempo por agentes económicos individuais e independentes. Como pode ser feito esse controlo? Quando um hotel ou uma companhia aérea definem que capacidade vão instalar nos seus serviços podem eventualmente estimar o impacto que os consumidores vão provocar no ambiente ou economia locais. Já terão mais dificuldades em antecipar que impactos vão ser gerados nos 10, 15 ou 20 anos seguintes ao investimento. E, seguramente, será impossível aferir como esse impacto se acumula aos impactos provocados por outros prestadores de serviços, agora ou no futuro. Ou seja: ainda que a ideia de sustentabilidade seja generalizadamente aceite, os agentes económicos não têm, na prática, mecanismos ou instrumentos para a avaliar. A regulação da utilização de recursos e territórios por entidades públicas com uma perspectiva mais abrangente e de futuro, pode contribuir para a sustentabilidade de uma forma mais eficaz do que a regulação associada à dinâmica dos mercados, que em muitos casos se tem revelado altamente predatória. A economia chinesa é um desses exemplos e pode eventualmente beneficiar disso. E no caso concreto de Macau? Macau tem problemas historicamente conhecidos: áreas ultra-urbanizadas e poluídas, com grandes consumos energéticos e produção de resíduos; grande concentração de turistas numa área relativamente pequena de grande interesse histórico e cultural; grande dependência do jogo, com os decorrentes desequilíbrios na apropriação de benefícios do turismo. A transição em curso para novas formas de turismo deve resolver melhor estes problemas e a regulação pelo estado terá certamente melhores resultados do que a baseada nas dinâmicas de mercado.
Hoje Macau SociedadeTurismo | Janeiro registou mais de três milhões de visitantes Macau recebeu em Janeiro quase 3,65 milhões de visitantes, mais 27,4 por cento do que no mesmo mês de 2024 e o segundo valor mais elevado de sempre, foi ontem anunciado. De acordo com dados oficiais, o número de turistas que passou pelo território só foi superado por Agosto, mês que registou mais de 3,65 milhões de visitantes. No entanto, segundo a Direção dos Serviços de Estatísticas e Censos, mais de 59 por cento dos visitantes (2,16 milhões) chegaram em excursões organizadas e passaram menos de um dia na cidade. Em 2024, o Governo Central divulgou uma série de medidas de apoio a Macau, como o aumento do limite de isenção fiscal de bens para uso pessoal adquiridos por visitantes da China. Ao mesmo tempo, as autoridades chinesas alargaram a mais 10 cidades da China a lista de locais com “vistos individuais” para visitar Hong Kong e Macau. Além disso, desde 1 de Janeiro que os residentes da vizinha cidade de Zhuhai podem visitar Macau uma vez por semana e ficar até sete dias. Em resultado, a esmagadora maioria (91,3 por cento) dos turistas que chegaram a Macau em Janeiro vieram da China continental ou Hong Kong, enquanto apenas 241 mil foram visitantes internacionais. Um quase recorde Janeiro ficou perto de fixar um novo recorde, apesar do número de pessoas que visitaram Macau durante a chamada ‘semana dourada’ do Ano Novo Lunar ter sido 3,5 por cento menor do que no mesmo período de feriados de 2024. De acordo com dados da Polícia de Segurança Pública de Macau, entre 28 de Janeiro e 4 de Fevereiro entraram na região 1,31 milhões de turistas, uma média diária de 163.700. Em 17 de Janeiro, a directora dos Serviços de Turismo de Macau (DST), Maria Helena de Senna Fernandes, disse que esperava uma média diária de 185 mil visitantes durante a ‘semana dourada’. No mesmo dia, Senna Fernandes disse que Portugal pode ajudar Macau a atrair no futuro mais visitantes vindos do resto da Europa. A dirigente deu como exemplo a reunião semianual da Confederação Europeia das Associações de Agências de Viagens e Operadores Turísticos (ECTAA, na sigla em inglês), que se irá realizar em Macau, em Junho. “Foi através da APAVT [Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo] que nós fomos apresentados à ECTAA”, sublinhou Senna Fernandes. “Embora vá ter menos do que 100 pessoas, eles representam, no todo, 80 mil agências de viagens de toda a Europa”, sublinhou a dirigente. Senna Fernandes disse ainda esperar que Macau possa receber entre 38 e 39 milhões de visitantes este ano. Em agosto, a dirigente apontou como meta mais de três milhões de visitantes internacionais em 2025. Macau recebeu no ano passado 34,9 milhões de visitantes, mais 23,8 por cento do que no ano anterior, mas ainda longe do recorde de 39,4 milhões fixado em 2019, antes da pandemia.
Hoje Macau SociedadeDST | Concurso distingue itinerários turísticos A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) publicou ontem a lista de vencedores de um concurso para a concepção de itinerários “Visitar e Aprender”, destinado a incentivar estudantes, e o público geral, a criar roteiros que aliem os recursos turísticos de Macau ao conceito de “ensino e aprendizagem com passeio”. O objectivo é potenciar as visitas de estudo a Macau. O concurso, lançado no final de Abril do ano passado, motivou a entrega de 186 propostas concorrentes, incluindo 69 de grupos de estudantes e 117 de grupos gerais. Entre as propostas recebidas, foram seleccionados 20 trabalhos premiados, incluindo prémios de ouro, prata e bronze, e 14 menções honrosas. Os trabalhos seleccionados, e os prémios, foram divididos em dois grupos, um só para estudantes e outro para o público geral. No grupo de estudantes, serão atribuídos ao prémio de ouro, prata, bronze e às menções honrosas recompensas no valor de 10.000, 7.500, 5.000 e 3.000 patacas, respectivamente. No grupo geral, o valor das recompensas é o dobro. A cerimónia de entrega dos prémios terá lugar em Abril, durante a 13.ª Expo Internacional de Turismo (Indústria) de Macau.
João Santos Filipe SociedadeEconomista apela ao sector turístico para ser preparar para dificuldades Samuel Tong, economista e membro do Conselho Executivo, considera que a indústria do turismo vai “enfrentar desafios” ao longo deste ano e alertou para a necessidade de os negócios locais se tornarem mais competitivos. As declarações do presidente da Associação de Estudo de Economia Política de Macau foram prestadas ao jornal Exmoo. Segundo Tong, apesar de vários indicadores relacionados com o turismo apresentarem valores elevados, como o número de visitantes, a taxa de ocupação dos hotéis ou os preços dos quartos dos hotéis, a capacidade de consumo dos visitantes está a ficar mais fraca. Esta nova tendência foi explicada com o impacto das novas tarifas aplicadas por Donald Trump aos produtos exportados pela China para os Estados Unidos, o surgimento de mais disputas no comércio mundial e as possíveis alterações às taxas de juro pela Reserva Federal nos Estados Unidos, que podem fazer os produtos em Macau mais caros para os turistas chineses. Face a estes desenvolvimentos, o economista alertou os negócios locais dependentes do turismo para a necessidade de se prepararem para mudanças, oferecendo produtos mais atractivos. Maior concorrência Na lógica de Samuel Tong, a menor capacidade de consumo vai fazer com que a concorrência entre Macau e as regiões vizinhas assuma maior importância, o que pode contribuir para desviar os turistas de Macau, ou, pelo menos, fazer com que consumam menos quando visitam o território. O economista considerou assim que Macau se tem de “preparar para o perigo” nestes “tempos de paz” e fortalecer a oferta de produtos, o que indicou que pode ser conseguido com uma maior ligação entre Macau e a Ilha da Montanha. Uma forma de conseguir preparar o mercado para os tempos mais complicados passa também por uma “melhor utilização dos acordos de aviação”, para que sejam abertas mais ligações a Macau, para “expandir diversas fontes de turistas, e utilizar activamente a integração regional da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”. Em relação às estimativas do Governo para as receitas brutas do jogo (240 mil milhões de patacas), o economista afirmou estar confiante que o valor vai ser mais elevado do que no ano passado, quando foi de 226,78 mil milhões de patacas.
Jorge Rodrigues Simão Perspectivas VozesMacau no Ano da Serpente e o Turismo de Massas (Continuação da edição de 6 de Fevereiro) A área que vai do Largo do Senado até à Rua de S. Domingos, Rua da Palha, Travessa do Bispo e Travessa da Sé devia ser minuciosamente planeada em termos turísticos e gastronómicos devendo as lojas ali situadas destinadas à culinária chinesa, macaense, portuguesa e internacional e os restantes espaços serem explorados por lojas de interesse turístico e recomendadas pelos Serviços de Turismo de Macau. Só desta forma Macau honrará a distinção de ter sido considerada Cidade Criativa na área da Gastronomia pela UNESCO e se produzirá em parte a tão almejada diversificação económica. Outros tipos de planeamento urbano à actividade turística e roteiros gastronómicos devem ser igualmente criados em outras zonas de Macau, Taipa e Coloane. O turismo de massas altera a paisagem social de qualquer destino. Em Macau, o afluxo de milhões de turistas todos os anos transformou os costumes e tradições locais. A população local, que é significativamente mais pequena do que o número anual de turistas, vê as suas práticas culturais e estilo de vida ofuscados pela crescente comercialização da região. O equilíbrio entre a preservação da identidade cultural e a satisfação do turismo de massas é complexo. O anterior Chefe do Executivo de Macau, Ho Iat Seng, defendia iniciativas que promovessem o turismo cultural, com o objectivo de mostrar o rico património de Macau a par das suas atracções modernas. Estes esforços incluem projectos de conservação do património e promoção do artesanato local, permitindo aos residentes interagir com os turistas de forma autêntica e respeitosa. Por outro lado, o sentimento local pode ser um desafio, uma vez que alguns residentes expressam frustração com a presença esmagadora de turistas. A crescente população de turistas cria aglomeração nos espaços e instalações públicas, levando à insatisfação dos habitantes locais. A resolução destas tensões é essencial para manter uma coexistência harmoniosa entre residentes e visitantes. O impacto ambiental do turismo de massas é outro aspecto crítico que merece ser discutido. A rápida urbanização de Macau conduziu a alterações ecológicas notáveis. A construção de resorts e casinos resultou na perda de habitats e no aumento da poluição. O aumento do número de turistas diários contribui para a produção de resíduos (onde os ratos vão proliferando e invadindo também as lojas no Centro Histórico incluindo as que servem alimentos) e para a utilização excessiva dos recursos locais, o que suscita preocupações de sustentabilidade. Os esforços recentes iniciados pelo governo de Macau centram-se na atenuação destes efeitos negativos através de regulamentos ambientais e iniciativas ecológicas. Com o objectivo de promover práticas de turismo sustentável, as propostas incluem o incentivo à utilização de transportes públicos (insuficientes e onde os utentes são encaixotados por empregados das concessionárias na Praça Ferreira do Amaral e motoristas como se de gado se tratasse aos gritos e onde as malas de grande porte dos turistas ocupam o lugar dos utentes e os ferem por vezes sem que ninguém proíba tal prática) e a promoção de iniciativas de construção ecológica para novos empreendimentos. Estas políticas reflectem uma consciência crescente da necessidade de preservar o ambiente de Macau a par das suas ambições económicas. Várias personalidades influentes moldaram a paisagem turística de Macau. Entre elas encontra-se o saudoso Dr. Stanley Ho, uma das figuras mais proeminentes da indústria dos casinos e um dos principais arquitectos da transformação de Macau num centro global de jogo. A sua visão e investimentos tiveram um impacto duradouro na região, levando à construção de vários marcos que são agora sinónimos do turismo de Macau. Além disso, os líderes dos sectores público e privado são cruciais na promoção de práticas de turismo responsável que os residentes exigem. Os profissionais da hotelaria e gestão do turismo devem defender estratégias sustentáveis para equilibrar o crescimento económico e a conservação do ambiente. Os seus esforços devem contribuir para as discussões em curso sobre a manutenção de um modelo de turismo viável face às mudanças na dinâmica do mercado. As perspectivas sobre o turismo de massas em Macau variam muito entre as partes interessadas. Os funcionários do governo enfatizam frequentemente os benefícios económicos, vendo o turismo como um motor vital para o crescimento. Promovem políticas que atraem investimentos e operadores turísticos, argumentando que estas medidas criam oportunidades de emprego e melhoram as infra-estruturas. Por outro lado, os residentes locais podem ter uma percepção mais crítica do turismo. Salientam os efeitos negativos na sua qualidade de vida, incluindo a diluição cultural e o aumento do custo de vida. As suas vozes ilustram a necessidade de uma abordagem mais inclusiva do desenvolvimento do turismo que dê prioridade à participação e ao feedback da comunidade. Do ponto de vista empresarial, os operadores do sector do turismo são apanhados entre as necessidades dos turistas e as preocupações da comunidade local. Embora se esforcem por atrair visitantes, têm também de considerar a sustentabilidade a longo prazo das suas operações. Se o sentimento local continuar a azedar, isso pode acabar por pôr em risco os seus negócios. Olhando para o futuro, Macau enfrenta vários desafios de desenvolvimento. A pandemia da COVID-19 teve um impacto dramático no turismo global, incluindo em Macau, onde o número de visitantes caiu significativamente desde o início de 2020. As estratégias de recuperação devem agora alinhar-se com os objectivos de desenvolvimento sustentável. O governo está a explorar a diversificação para além do jogo e do turismo de massas, promovendo o turismo cultural, os eventos desportivos e as atracções familiares como vias alternativas. Com a retoma das viagens, Macau tem a oportunidade de reconceptualizar o seu modelo de turismo. A adopção de iniciativas de ecoturismo e culturais pode ajudar a atrair um maior número de visitantes. Estratégias de marketing inovadoras que realcem o património cultural único e a beleza natural de Macau podem aumentar a sua atracção e, ao mesmo tempo, atenuar os aspectos negativos do turismo de massas. A colaboração sectorial entre os organismos governamentais, as comunidades locais e o sector privado será crucial para moldar uma paisagem turística futura que beneficie todas as partes interessadas. O envolvimento das populações locais no planeamento do turismo e na tomada de decisões pode criar um sentido de propriedade partilhado, conduzindo, em última análise, a um quadro turístico sustentável e inclusivo. A relação entre a evolução cultural de Macau e o fenómeno do turismo de massas revela uma dinâmica multifacetada e complexa. O ano da Serpente serve de reflexo ao crescimento e transformação neste contexto. Embora o turismo de massas tenha gerado benefícios económicos significativos, também apresenta desafios relacionados com as consequências sociais, ambientais e culturais. Para garantir uma abordagem equilibrada, as partes interessadas devem trabalhar em colaboração para navegar nos meandros do desenvolvimento do turismo, assegurando que Macau mantém a sua identidade única, ao mesmo tempo que beneficia economicamente. À medida que a paisagem turística evolui, a adopção de práticas sustentáveis e a promoção do envolvimento da comunidade serão fundamentais para preservar a essência de Macau para as gerações futuras.
Hoje Macau SociedadeTurismo | Despesa per capita de visitantes caiu 14,6% em 2024 Ao longo do ano passado, a despesa per capita dos visitantes foi de 2.157 patacas, menos 14,6 por cento, em relação a 2023, revelou na sexta-feira a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos. Se analisarmos a diferença entre turistas e excursionistas, as despesas per capita caíram 8,2 e 12,7 por cento, para 3.884 e 691 patacas, respectivamente. Porém, face ao aumento de anual de entradas de visitantes em Macau em 2024 (23,8 por cento), a despesa total fora do jogo cresceu 5,8 por cento para cerca de 75,4 mil milhões de patacas. A DSEC indica que os visitantes fizeram despesas principalmente em compras (45,4 por cento), alojamento (25,5 por cento) e em alimentação (20,9 por cento). Os visitantes que gastaram mais per capital vieram a Macau assistir a espectáculos e competições (5.076 patacas) e convenções e exposições (4.323 patacas). Quanto aos padrões de consumo consoante a origem dos turistas, destaque para a quebra das despesas per capita dos visitantes do Interior da China, que caíram 18,1 por cento em relação a 2023, de Hong Kong (que uma diminuição de 13 por cento), da Coreia do Sul e da Tailândia, com quebras de 33,8 e 22,7 por cento, respectivamente. A única excepção assinalada pela DSEC foi a despesa per capita dos visitantes de Singapura (2.834 patacas) que cresceu 6,6 por cento.
Hoje Macau PolíticaAno Novo Lunar | Cheung Kin Chung elogia desempenho do turismo O presidente da direcção da Associação das Agências de Turismo de Macau e da Associação dos Hoteleiros de Macau, Cheung Kin Chung, considerou que o turismo local teve um desempenho “bom” durante os dias do Ano Novo Lunar. Em declarações citadas pelo jornal Ou Mun, o também deputado nomeado justificou a boa performance do sector com o aumento do número de excursões a visitarem o território e a taxa de ocupação dos quartos dos hotéis acima de 90 por cento. As declarações do deputado surgem num contexto em que a média de visitantes ao longo dos feriados do Ano Novo Lunar está a ficar abaixo das expectativas da Direcção de Serviços de Turismo. No final de Janeiro, Helena de Senna Fernandes tinha previsto uma média diária de 185 mil turistas durante os dias do Ano Novo Lunar. Até ao final do sétimo dia das festividades tinham entrado em Macau 1.172.355 pessoas, o que representava uma média diária de 167,5 mil turistas. Como parte do balanço positivo do desempenho do turismo, o deputado e empresário indicou que os preços ficaram apenas ligeiramente mais caros do que no ano passado, mas vincou que não se pode falar de preços excessivos, tendo em conta a oferta dos hotéis. Ao mesmo tempo, destacou que não houve problemas nem queixas sobre os serviços prestados. Cheung Kin Chung afirmou ainda, de acordo com o jornal Ou Mun, que a “qualidade” dos turistas aumentou, porque visitam mais locais culturais, históricos e experimentam diferentes tipos de comida.
Hoje Macau SociedadeTurismo | Guangdong, Xangai e Zheijiang foram principais mercados emissores Ao longo de 2024, a província vizinha de Guangdong voltou a ser o principal mercado emissor de turistas que visitaram Macau, com Xangai a ficar no segundo lugar do “pódio” pelo segundo ano consecutivo. A ascensão de Xangai enquanto cidade de origem de turistas que chegam à RAEM é notória face ao período pré-pandémico, ou seja, antes de 2019. Os dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos mostram que a província de Zhejiang ficou em terceiro lugar no pódio de mercados emissores. Em termos de repartição dos números de visitantes do continente em 2024, Guangdong forneceu 13,11 milhões, um aumento de 27,5 por cento em relação ao ano anterior. A província vizinha registou um aumento de 2,26 por cento em relação a 2019. Para 2024, o segundo lugar em Xangai forneceu pouco mais de 872.000 visitantes, um aumento de 11,2 por cento em relação ao ano anterior e um ganho de 20,8 por cento em relação a 2019. A província de Zhejiang, em terceiro lugar, forneceu a Macau 840.646 visitantes em 2024, um aumento de 25,0 por cento em relação ao ano anterior e 6,6 por cento em comparação com 2019.
João Santos Filipe Manchete SociedadeTurismo | Número de visitantes de Zhuhai cresce 26,1% A medida do Interior para facilitar a entrada de turistas de Zhuhai em Macau está a levar a um crescimento das entradas no território, que já se traduz numa subida de 26,1 por cento face ao ano passado Desde o início do ano, o número de turistas que entraram em Macau vindos de Zhuhai reflecte um crescimento de 26,1 por cento, de acordo com os dados revelados pela Administração Nacional de Imigração da China, na terça-feira. Os números oficiais indicam um total de 257 mil entradas em Macau de residentes de Zhuhai. A subida do número acontece no seguimento da entrada em vigor das novas medidas no Interior que desde o início do ano permitem aos residentes de Zhuhai obter um visto que os autoriza a entrar em Macau uma vez por semana, desde que não excedam um total de sete dias. Além do visto indicado, existe uma outra modalidade para os residentes de Hengqin, que faz parte de Zhuhai, mas que permite entradas múltiplas em Macau, desde que se considere que os candidatos aos vistos tenham um regime económico especial. De acordo com o portal GGR Asia, a Administração Nacional de Imigração da China classificou o crescimento como “notável”. No entanto, os dados não permitem saber quantas deslocações foram realizadas com os novos vistos de entradas e quantas foram feitas ao abrigo dos anteriores vistos de turismo, que continuam em vigor. Os números foram divulgados no âmbito da análise da Administração Nacional de Imigração da China aos dados sobre as viagens domésticas e ao trabalho de controlo das fronteiras realizado no ano passado. Mais entradas As estatísticas da Administração Nacional de Imigração da China estão em linha com as declarações prestadas na semana passada por Maria Helena de Senna Fernandes, directora dos Serviços de Turismo. Em declarações aos órgãos de comunicação social, na sexta-feira, Maria Helena de Senna Fernandes afirmou que com a facilitação das entradas em Macau por parte das autoridades do Interior o número de visitantes estava a crescer. A responsável apontou que entre os dias 3 e 5 de Janeiro, sexta-feira a domingo, a cidade recebeu sempre mais de 100 mil turistas por dia. Em Janeiro do ano passado, Macau recebeu 2,86 milhões de visitantes, uma média diária de 92.321 visitantes. Entre estes, 71,9 por cento eram provenientes do Interior.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeTurismo | Número de visitantes sobe 26,2% em 11 meses O número de visitantes nos primeiros 11 meses do ano foi de 31.888.313, o que representa um aumento de 26,2 por cento face ao mesmo período do ano passado. Segundo dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) divulgados ontem, verifica-se, assim, “uma recuperação de 87,8 por cento em relação ao número de entradas de visitantes nos onze primeiros meses de 2019”. Além disso, nos últimos meses, incluindo Novembro, o número de entradas de visitantes internacionais fixou-se em 2.130.891, um aumento anual de 74,5 por cento, e ainda uma recuperação na ordem dos 75,8 por cento do número registado nos 11 meses de 2019. No que diz respeito apenas ao mês de Novembro, o número de entradas de visitantes em Macau atingiu 2.832.041, mais 9,6 por cento em termos anuais, registando-se uma recuperação de 97,3 por cento do número de entradas de visitantes no mesmo mês de 2019. Realça-se que o número de entradas de excursionistas (1.548.454) e o de turistas (1.283.587) subiram 14,1 e 4,6 por cento, respectivamente, face a Novembro de 2023. Em Novembro, os turistas oriundos do Interior da China foram 1.965.651, mais 11 por cento, sendo que deste grupo 927.890 eram de visitantes com visto individual, um aumento de 6 por cento. Ainda em Novembro, o número de entradas de visitantes internacionais totalizou 241.057, crescendo 20,9 por cento em termos anuais e sete por cento face ao mês homólogo de 2019. Destaque para a subida de 61,1 por cento dos turistas da Coreia do Sul, que foram 48.594.
Hoje Macau SociedadeTurismo | Alerta para falta de atracções e jogo na Tailândia Dois analistas disseram à Lusa que uma eventual legalização do jogo na Tailândia e a ausência de novas atracções além dos casinos pairam sob o futuro da economia de Macau, altamente dependente do turismo. Nos primeiros nove meses do ano, o Produto Interno Bruto da região recuperou para 87,3 por cento do nível registado antes da pandemia, mas os serviços turísticos continuam a representar 79,7 por cento da economia. “Há aqui uma recuperação económica fantástica na área dos casinos e tudo que está ligado ao turismo, hotelaria, restauração”, confirmou o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa Carlos Cid Álvares. Mas este admitiu que “há um não crescimento ou até uma queda nos pequenos negócios” longe dos casinos. O analista da consultora de jogo IGamix, Ben Lee, lembrou que, tal como os antecessores, o próximo líder de Macau “voltou a proferir palavras muito fortes e encorajadoras” no que toca à diversificação da economia. Glenn McCartney, professor da Universidade de Macau, acredita que as operadoras ficaram sem mãos a medir depois dos casinos se terem tornado “uma oferta muito aliciante” para os grandes jogadores. Mas este segmento VIP, que chegou a representar 60 por cento das receitas dos casinos em 2013, foi afectado pela detenção do líder do grupo junket Suncity, em Novembro de 2021. Ben Lee acredita que a formação jurídica de Sam Hou Fai poderá ajudá-lo a combater a “burocracia de Macau e os interesses instalados”. Glenn McCartney sublinhou a importância de áreas como o turismo médico e “a economia nocturna”, para garantir que os visitantes passam mais tempo e gastam mais dinheiro em Macau. O Governo tailandês está a preparar um projecto de lei que permite a construção de empreendimentos integrados de jogo, semelhantes aos de Macau, abertos a estrangeiros.
Hoje Macau SociedadeTurismo | Número de visitantes ultrapassa 3 milhões em Outubro Macau recebeu mais de 3,1 milhões de visitantes em Outubro, uma subida de 13,7 por cento em termos anuais, indicam dados divulgados ontem pelas autoridades. A entrada de 3.135.358 visitantes no território representa “uma recuperação de 97,7 por cento do número” verificado no mesmo mês de 2019, ainda antes da pandemia da covid-19, disse a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). No mês em análise, os números dos excursionistas (1.789.072) e dos turistas (1.346.286) subiram, em termos anuais, 23,2 e 3,1 por cento, respectivamente, referiu a DSEC, em comunicado. Em termos de origens de visitantes, a maioria (2.263.443) chegou do Interior da China, o que representa uma subida de 16,1 por cento em relação ao mesmo mês de 2023. Já entre Janeiro e Outubro, o número de visitantes em Macau totalizou 29.056.272, mais 28,1 por cento face ao período homólogo de 2023. Na semana passada, a Polícia de Segurança Pública (PSP) anunciou que o número de visitantes a chegar a Macau, este ano, até 10 de Novembro, ultrapassou 30 milhões. Macau recebeu no ano passado 28,2 milhões de visitantes, quase cinco vezes mais do que no ano anterior e 71,6 por cento do recorde de 39,4 milhões fixado em 2019, de acordo com dados oficiais da DSEC.
Hoje Macau SociedadeTurismo | Macau já recebeu mais visitantes do que em 2023 O número de visitantes a chegar a Macau, este ano, já ultrapassou os 30 milhões, anunciou o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), mais do que em todo o ano passado. O CPSP indicou que o total de 30 milhões de turistas foi ultrapassado até às 12h de domingo, num comunicado divulgado no mesmo dia à noite. No ano passado, Macau recebeu 28,2 milhões de visitantes, quase cinco vezes mais do que no ano anterior e 71,6 por cento do recorde de 39,4 milhões fixado em 2019, de acordo com dados oficiais da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos. O CPSP acrescentou que o número de turistas “tem registado um acréscimo notório” durante 2024. Até domingo, Macau registou a chegada de cerca de 95 mil visitantes, em média, por dia, mais 27 por cento do que no ano passado e cerca de 87 por cento do nível antes do início da pandemia. Cerca de 91 por cento dos visitantes vieram do Interior da China ou de Hong Kong, enquanto apenas 7 por cento vieram do estrangeiro.
João Luz Manchete PolíticaTurismo | Governo quer atrair visitas de estudo para Macau A Direcção dos Serviços de Turismo está a apostar na promoção de Macau enquanto destino para visitas de educativas. Entre os elementos a explorar enquanto recursos turísticos, o Governo destaca a cultura, história, arquitectura, culinária, medicina tradicional chinesa e educação patriótica A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) reiterou a vontade de explorar o mercado das viagens de estudo para atrair outro tipo de público e criar produtos turísticos diferentes. A prioridade foi sublinhada pelo director substituto da DST, Hoi Io Meng, em resposta a uma interpelação escrita do deputado Ho Ion Sang. Como tal, o Governo pretende explorar os recursos de viagens de estudo, “bem como a encorajar o sector a lançar vários itinerários, com base na imagem de Macau como “Cidade Cultural da Ásia Oriental” de 2025 e nos seus elementos únicos, nomeadamente a cultura, história, arquitectura, culinária e medicina tradicional chinesa, e a educação patriótica de ‘Um País, Dois Sistemas’”. O objectivo é proporcionar oportunidades diversificadas de aprendizagem e experiência, explica o responsável da DST. Apesar de destacar a educação patriótica enquanto um dos “elementos únicos” turísticos locais, incluindo o princípio ‘Um País, Dois Sistemas’, o Governo quer chegar aos mercados estrangeiros das visitas de estudo. Como tal, vão continuar a ser organizados seminários de apresentação turística e visitas de inspecção para promover o turismo de estudo de Macau nos mercados do Interior da China e do estrangeiro. Ao mar largo Uma das questões colocadas pelo deputado Ho Ion Sang teve como foco as vantagens geográficas de Macau e a sua posição costeira, e o papel que desempenhou historicamente enquanto “porto de comércio e navegação na Rota Marítima da Seda e um ponto importante na exportação de mercadorias da China para o mundo”. Neste ponto, Hoi Io Meng afirmou que o Instituto Cultural tem entre as suas prioridades a criação do primeiro roteiro transfronteiriço, dedicado às construções históricas, culturais e educativas. Além disso, irá lançar também o website “Roteiros temáticos do património cultural de Macau”, com o objectivo de proporcionar a estudantes, residentes e turistas a aquisição de conhecimentos “sobre Macau e a Rota da Seda Marítima e o intercâmbio cultural entre a China e o Ocidente”. O responsável da DST mencionou também a nomeação de Macau como “Cidade Cultural da Ásia Oriental” de 2025, e a prioridade de realçar as “vantagens de Macau como ponto de encontro das culturas chinesa e ocidental e de intercâmbio internacional, aprofundando o intercâmbio e a cooperação cultural, artística e turística entre Macau e os países da Ásia Oriental”.
João Santos Filipe Manchete SociedadeEstudo | Turistas pouco satisfeitos com itens culturais portugueses Não é um aspecto assim tão importante para os visitantes, mas o contacto com a cultura portuguesa fica aquém das expectativas dos turistas. O mesmo acontece com o centro histórico de Macau, face à imagem criada pelas redes sociais Os elementos da cultura portuguesa no Centro Histórico de Macau são um dos aspectos que menos satisfazem os turistas face às expectativas iniciais. A conclusão faz parte de um artigo que integra a revista do Simpósio Internacional de Design Ecológico 2023, que decorreu na cidade de Cantão e que contou com a participação de académicos da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau. O trabalho publicado na revista do simpósio, que identifica como autores Chen Xin, Xie Lu, Gao Mingcan e Ren Xinmun, resultou da realização de 300 questionários junto de turistas falantes de cantonês para avaliar a satisfação com 15 aspectos, como o contacto com a cultura portuguesa, a rede de transportes, as dificuldades no planeamento inteligente das deslocações, o ambiente de consumo, qualidade dos hotéis ou dos serviços do turismo. O aspecto que menos agrada aos turistas, tendo em conta as expectativas antes da visita, é a rede de transportes e as dificuldades de deslocação, seguido pelas dificuldades de “planeamento inteligente dos itinerários” da visita. Após estas duas dimensões, os inquiridos admitiram terem ficado menos satisfeitos com os elementos da cultura portuguesa, face às expectativas iniciais. Os autores consideram assim haver necessidade de o sector do turismo responder para alterar a situação face estes aspectos, embora reconheçam que, com base nos questionários, os elementos não são tidos como muito importantes para os visitantes. “Os clientes têm um baixo grau de satisfação em termos de viagens e transportes, planeamento inteligente de itinerários, cultura e serviços portugueses e serviços do pessoal de viagens e turismo”, é indicado pelos autores. “Para aumentarem o grau de satisfação dos clientes, as agências responsáveis pela organização de visitas ao centro histórico de Macau precisam de melhorar os aspectos indicados”, é sugerido. No pólo oposto, os turistas mostraram-se mais agradados com as “características regionais” que o turismo local apresenta, embora este critério não seja explicado no estudo, com a passagem nas fronteiras e com o que consideraram a diversidade da oferta turística. Realidades distintas As conclusões do artigo indicam ainda que a maior parte dos inquiridos visitou o centro histórico da região devido à promoção nas redes sociais, mas que a realidade ficou aquém das expectativas. “No inquérito, verificou-se que a maioria dos visitantes de outros locais foi atraída para Macau pela publicidade positiva das redes sociais ou da Internet”, foi indicado. “Os resultados do inquérito também revelam que a percepção da maioria dos visitantes sobre a zona histórica de Macau é inferior ao esperado, e os visitantes têm geralmente a sensação de que ‘não é tão boa como imaginavam’, o que mostra que existe um certo desfasamento entre o ambiente turístico real da zona histórica da cidade de Macau e a promoção dos meios de comunicação social na Internet”, foi acrescentado. Os autores alertam o sector para estes factores que podem constituir-se como um risco a longo prazo, se não forem resolvidos, uma vez que podem afectar a imagem turística do território.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeSemana Dourada | Sector do turismo satisfeito com resultados A Semana Dourada, recentemente terminada, é a prova de como o sector do turismo voltou aos seus tempos áureos. Associações dizem-se satisfeitas com os resultados, que foram de encontro às expectativas, tendo em conta os recordes batidos Foto de Rómulo Santos Terminada na segunda-feira, a Semana Dourada deixou nas associações do sector do turismo sinais de optimismo. Segundo o jornal Ou Mun, as reacções foram positivas face ao número de visitantes, que bateu recordes em alguns dias ou a taxa de ocupação hoteleira. O balanço foi apresentado em conferência de imprensa pela Associação dos Hoteleiros de Macau. Na apresentação, destacou-se o facto de, no dia 3, ter sido registado um total de 174,5 mil entradas de visitantes no território, um novo recorde diário. Citado pelo mesmo jornal, Cheung Kin Chung, presidente da associação, lembrou que, em média, Macau recebeu 158 mil turistas nos primeiros cinco dias da Semana Dourada, o que demonstra que o panorama geral do turismo é bom, com Macau a ser beneficiado pelas políticas de Pequim nesta área. Já Lou Chi Leong, vice-presidente da associação, recordou que não só o volume diário de turistas nos feriados ultrapassou as previsões, como a taxa de ocupação hoteleira foi além dos 90 por cento, correspondendo também às expectativas do sector para estes dias. Relativamente ao preço médio dos quartos, foi igual ao registado na Semana Dourada de 2019. Zhu Nanying, vice-presidente da associação, apontou que a grande maioria dos visitantes foram turistas individuais e não excursões, que registaram um número estável. A responsável lembrou que as excursões ocorreram sobretudo nos dias 2 e 5 de Outubro, tendo sido elogiada a boa preparação de passeios e demais logística por parte dos excursionistas. Para o sector do turismo, este foi o ano com maior sucesso em termos de organização de excursões. Boas previsões Na mesma conferência de imprensa da Associação dos Hoteleiros de Macau, houve ainda espaço para previsões sobre o quarto trimestre. Cheung Kin Chung prevê um melhor desempenho do mercado, e apontou que o sector vai continuar a organizar acções de formação para os empregados. Zhu Nanying defendeu que o Governo deve realizar mais acções para atrair turistas internacionais, nomeadamente através da medida de oferta de bilhetes de autocarro e ferry, que poderia ser estendida. Além desta iniciativa, a vice-presidente apontou que podem ser lançadas ofertas na área do alojamento, dando apoios às agências de viagens para que criem acções de campanha na busca de turistas internacionais. Em termos do panorama de recursos humanos na área do turismo, Zhu Nanying disse estar satisfeita porque há mais pessoas a trabalhar como guias turísticos, destacando, porém, a falta de motoristas de autocarros turísticos, esperando que o Executivo possa também dar mais apoio nesta matéria.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeTurismo | Quarta-feira bateu recorde em número de visitantes Macau recebeu, esta quarta-feira, 166,1 mil visitantes, número que ultrapassa as 162,1 mil pessoas que, há cinco anos, visitaram o território também na Semana Dourada, mas no dia 5 de Outubro. Governo fala em “níveis ideais” de turistas para este período. Zona das Ruínas de São Paulo tem sido sujeita a controlo de multidões Os números de visitantes de Macau durante a chamada Semana Dourada estão a corresponder às expectativas das autoridades. Na quarta-feira, no dia seguinte ao Dia Nacional da China, o território recebeu 166,1 mil visitantes, número que “ultrapassou o recorde de 162,1 mil registado a 5 de Outubro de 2019, marcando o número mais elevado de que há registo estatístico nos feriados do Dia Nacional”, apontou a Direcção dos Serviços de Turismo (DST), em comunicado. Números oficiais preliminares, apontam que o território recebeu na terça-feira, 1 de Outubro, data dos 75 anos da implantação da República Popular da China (RPC), 128,3 mil visitantes, sendo que, em conjunto com os visitantes do dia 2, quarta-feira, “correspondem a um total de perto de 277 mil”, com um aumento de 20 por cento da média diária, é referido na mesma nota. A DST destaca ainda dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) sobre os visitantes de há cinco anos, que mostram como o território tem registado uma boa recuperação no sector do turismo. “Os três anteriores valores diários mais elevados registados por altura do Dia Nacional ocorreram todos nos feriados de 2019: dia 5 de Outubro (162,1 mil), dia 3 (161,6 mil) e dia 2 (159,3 mil)”. Mais de 700 mil Números divulgados pelo Corpo de Polícia e Segurança Pública (CPSP) revelam ainda a enchente registada em Macau nos últimos dias: um total de 708.954 entradas e saídas nos postos fronteiriços, quase 710 mil pessoas. A DST destaca também que “a recuperação da indústria turística local decorre a um ritmo célere e avança para um novo patamar de desenvolvimento”, tendo em conta o panorama “positivo” do sector nos períodos do Ano Novo Chinês e férias de Verão, sem esquecer que “o número de visitantes em Agosto registou novo recorde histórico”. A zona das Ruínas de São Paulo, um dos monumentos mais visitados do território, foi ainda alvo de medidas de controlo de multidões, dado o elevado número de visitantes no local, além de que muitos percursos de autocarro foram alterados para melhor circulação no território. Na mesma nota, a DST destaca que para estes números contribuíram também os muitos eventos e actividades organizadas para estes dias de celebração, nomeadamente o 32.º Concurso Internacional de Fogo-de-Artifício de Macau que, no dia 1, contou com as apresentações de empresas de pirotecnia do Interior da China e de Itália. No próximo domingo, dia 6, será dia de apresentar os dois últimos espectáculos do evento, a cargo de companhias do Japão e Portugal.
João Santos Filipe Manchete SociedadeTurismo | Número de visitantes bate recordes, mas consumo preocupa O novo recorde de visitantes por dia é visto como um sinal de alento para o comércio. No entanto, Paul Wong, presidente da Associação de Inovação e Serviços de Turismo de Lazer de Macau, admite que em termos de lucros, a situação fica aquém dos melhores dias de 2019 O recorde no número de turistas durante o Verão está a surpreender as associações e os negócios ligados ao turismo. Apesar das boas notícias para o sector, o poder de compra dos novos visitantes fica aquém das expectativas, o que é encarado como um sinal de alarme para os comerciantes. No sábado passado, o número de turistas a entrar no território foi superior a 166 mil, o que representa um aumento de 7,5 por cento em comparação com o recorde anterior, de 155 mil visitantes num único dia, no Verão de 2019. Em declarações ao Jornal Ou Mun, Paul Wong, presidente da Associação de Inovação e Serviços de Turismo de Lazer de Macau, reagiu ao novo recorde e reconheceu que em termos de visitantes, o número de é “inesperadamente” alto, acima das melhores expectativas do sector. Paul Wong revelou também que em comparação com o passado recente existe um ambiente de maior optimismo entre os comerciantes, porque o turismo tem mostrado capacidade para atrair cada vez mais visitantes do Interior, numa altura de competição intensa com outros destinos. Wong explicou que há cada vez mais países do sudeste asiático a tentarem atrair turistas do Interior, com políticas de entrada sem necessidade de visto. Face ao contexto regional, o dirigente associativo afirma que o território tem mostrado ser muito competitivo, mantendo uma “reputação muito forte” no outro lado da fronteira. Problemas de ocasião Apesar dos números positivos, o presidente da Associação de Inovação e Serviços de Turismo de Lazer de Macau reconheceu que o poder de compra dos novos visitantes é uma preocupação, com impacto para o comércio local. Paul Wong explicou que nos pós-pandemia existe um novo tipo de visitantes, com um poder de compra mais fraco. Além disso, os comerciantes ainda estão a encontrar dificuldades para se adaptarem às “novas preferências” dos visitantes, que mudaram consideravelmente. O responsável associativo revelou também que face a todas as mudanças, os lucros estão longe dos resultados de 2019. Face ao problema, Paul Wong espera que o sector consiga adaptar-se melhor aos novos consumidores, para que as pessoas gastem mais dinheiro. Além disso, considera que o Governo tem de assumir um papel de liderança a melhorar os transportes em Macau, facilitar a circulação de pessoas e criar atracções nos bairros residenciais, para que mais pessoas sejam beneficiadas com o turismo. Em relação ao futuro mais próximo, com o ano lectivo a começar em Setembro, Paul Wong espera uma redução do número de turistas, para valores semelhantes aos do ano passado. Contudo, mostrou-se confiante que entre Outubro e Dezembro, devido aos vários eventos para celebrar o dia da implementação da República Popular da China e às outras festividades, que haja um crescimento em relação ao ano passado.
João Luz Manchete SociedadeTurismo de massas | Coutinho denuncia “efeitos negativos” e pede equilíbrio Pereira Coutinho está preocupado com os efeitos do turismo de massas e pede ao Governo para dialogar com as autoridades do Interior para encontrar um equilíbrio quanto ao número de pessoas autorizadas a entrar em Macau. Para atrair turistas internacionais, sugere o fim do monopólio das rotas aéreas que operam no Aeroporto de Macau “Mas afinal quantos mais turistas pode receber esta pequena cidade de Macau sem afectar a qualidade de vida dos seus residentes e sem degradar os locais que visitam e sem que tenhamos de aguentar com o aumento da criminalidade relacionada com a usura e troca de divisas, o aumento da poluição sonora e a superlotação nos transportes públicos?” A pergunta foi endereçada por Pereira Coutinho ao Governo, ontem na Assembleia Legislativa, numa intervenção antes da ordem do dia em que denuncia os efeitos negativos do turismo de massas. Apesar de reconhecer a importância da indústria, o deputado defende que o crescimento do turismo deve ser “saudável com enfoque na sustentabilidade dos transportes públicos (autocarros e táxis) sendo prioridade das prioridades os interesses fundamentais dos residentes e dos turistas em matéria de deslocações”. Além de apurar os efeitos positivos e negativos da actividade turística para a comunidade local, principalmente nos pontos com excesso de turistas, Pereira Coutinho entende ser urgente “que as autoridades competentes em articulação com as congéneres do interior do continente encontrem um equilíbrio do número de visitantes autorizados a visitar Macau”. O deputado indica ainda ter recebido muitas queixas no seu gabinete de atendimento aos cidadãos sobre “o aumento descontrolado do número de turistas concentrados em determinadas zonas turísticas com elevada concentração populacional oriundos dum ‘turismo de massas’, provocando a saturação e degradação dos espaços públicos”. Concorrência livre Pereira Coutinho salientou ainda a diminuta proporção de turistas internacionais, que correspondem apenas a 7,3 por cento da totalidade de visitantes, problema que tem de ser resolvido através da “principal ferramenta”, o Aeroporto Internacional de Macau, que precisa ser “desenferrujada”. Para tal, defende a introdução de concorrência na prestação e fornecimento de serviços “e competição entre as companhias aéreas, eliminando o monopólio das rotas aéreas, o proteccionismo dos horários de voos (slots) e taxas aeroportuárias, os serviços em terra”. Esta abertura à concorrência, aliada a tarifas aéreas mais baratas e atractivas foram algumas soluções sugeridas pelo deputado para captar mercados internacionais. Além disso, Coutinho indica ser “imperativo expandir e modernizar com investimentos em infra-estruturas como a construção de pista adicional e a actualização e modernização dos equipamentos para aumentar a capacidade operacional” do aeroporto.
João Luz Manchete SociedadeTurismo | Julho com média diária de 96 mil visitantes Até à passada quinta-feira, o dia deste mês com a maior entrada de turistas foi 20 de Julho quando entraram em Macau 135 mil visitantes. O território registou uma média diária de 96 mil turistas nos primeiros 25 dias de Julho. Desde o início do ano, mais de 19 milhões de pessoas visitaram Macau Nos primeiros 25 dias de Julho, entraram em Macau quase 2,4 milhões de turistas, indicaram ontem os Serviços de Turismo (DST) em comunicado. O dia com maior número de entradas do mês foi 20 de Julho (sábado), quando as autoridades registaram a entrada de 135.575 turistas no território. “As férias do Verão começaram em Julho e o número de turistas que visitam Macau continua a crescer”, destaca a DST. Os dados provisórios do Governo apontam para a entrada no território, entre 1 e 25 de Julho, de 2,39 milhões de visitantes, com uma média diária de quase 96 mil, um fluxo turístico que representa uma subida anual de 9,5 por cento e uma recuperação para 85,6 por cento dos níveis verificados no mesmo período de 2019. Face ao crescimento estatístico da entrada de turistas, a DST recorda trabalho promocional feito até hoje. “Graças à época alta de viagens de Verão, desde o início de Julho, o número de turistas em Macau tem sido impressionante”, declara o organismo governamental liderado por Helena de Senna Fernandes. Desde o início do ano até 25 de Julho, o número de visitantes ultrapassou os 19,1 milhões, com os turistas internacionais a chegarem quase a 1,31 milhões, valores que representam subidas de 38,2 e 126,6 por cento, respectivamente. Quartos crescentes Além das enchentes de pessoas nas ruas, o Governo realçou ontem o reflexo do aumento do número de turistas na vitalidade do sector hoteleiro. Os dados provisórios avançados pela DST apontaram para uma taxa de ocupação média de 88,5 por cento na primeira metade do ano, mediana que contrasta com a verificada no primeiro semestre do ano passado (77,9 por cento), e que representa um aumento de mais de 10 por cento face a 2019. A DST indica ainda que nos primeiros seis meses do ano pernoitaram em hotéis do território mais de 7,8 milhões de hóspedes, um aumento homólogo de 29,1 por cento, com uma estadia média de 2,3 dias. A permanência de mais turistas em Macau contribuirá para estimular o consumo turístico. No comunicado difundido ontem, a DST realça uma série de actividades e eventos programados para o resto do ano com o intuito de atrair mais turistas. Um deles é o relançamento de uma pequena excursão de autocarro pelas ruas que fazem o Circuito da Guia, uma iniciativa do Museu do Grande Prémio de Macau. A popularidade da actividade levou o museu a voltar a apostar nas excursões nos fins-de-semana de Verão, até ao final de Agosto.
João Luz Manchete SociedadeTurismo | Primeiro semestre com 16,7 milhões de visitantes Nos primeiros seis meses de 2024, Macau recebeu mais de 16,7 milhões de turistas, uma subida anual de 43,6 por cento e um fluxo de turistas que ficou a 82,4 por cento dos níveis de 2019. Os visitantes internacionais ultrapassaram 1,1 milhões, com as proveniências mais concorridas a serem os países das maiores comunidades migrantes, como Filipinas e Indonésia Os dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) sobre o movimento de visitantes durante o primeiro semestre do ano reflectem a experiência de andar nas zonas de maior fluxo de turistas. Nos primeiros seis meses de 2024, o número de turistas que visitaram Macau ultrapassou 16,7 milhões, um aumento anual de 43,6 por cento, “registando-se uma recuperação de 82,4 por cento do número de entradas de visitantes do primeiro semestre de 2019”. O período de permanência médio de permanência no território foi de 1,2 dias. Destes 16,7 milhões de turistas, mais de 15,1 milhões chegaram a Macau vindos do Interior da China e Hong Kong. Aliás, o aumento dos turistas chineses quase corresponde à variação dos visitantes no geral, em especial os que chegaram das nove cidades da Grande Baía. Na primeira metade do ano, mais de 11,5 milhões de turistas vindos do Interior da China visitaram Macau, correspondendo a uma subida anual de 52,9 por cento, chegando a mais de 80 por cento dos níveis verificados nos primeiros seis meses de 2019. Das nove cidades do Delta do Rio das Pérolas da Grande Baía chegaram a Macau quase 5,6 milhões de visitantes, volume que correspondeu a uma subida anual de 48,2 por cento. Amostras residuais Das 10 novas cidades do Interior da China que passaram a emitir vistos individuais, chegaram mais de 251 mil turistas, mas apenas 21.668 eram visitantes com visto individual. De Hong Kong chegaram 3,6 milhões de turistas no primeiro semestre de 2024, correspondendo a uma subida anual de 4,5 por cento, atingindo quase o mesmo volume (97,7 por cento) de visitantes antes da pandemia. Em relação aos turistas internacionais, no primeiro semestre deste ano as entradas atingiram sensivelmente dois terços dos fluxos verificados antes da pandemia, ainda assim registaram um aumento anual de 146,3 por cento para um total de mais de 1,1 milhões de turistas. Deste universo, quase 486 mil vieram do sudeste asiático, com os países de origem das maiores comunidades migrantes nos lugares cimeiros. Das Filipinas, vieram 234,3 mil visitantes e quase 92 mil da Indonésia. Da Malásia chegaram mais de 85 mil pessoas e da Tailândia quase 74,5 mil. Quanto ao Nordeste Asiático, a Coreia do Sul continua a ser o maior mercado emissor, com quase 232 mil turistas no primeiro semestre do ano, registo que representa mais do quíntuplo em relação ao período homólogo. Do Japão entraram quase 62 mil turistas, mais 178,7 por cento em termos anuais, e dos Estados Unidos da América chegaram quase 70 mil turistas (mais 129,4 por cento face ao primeiro semestre de 2023).
Hoje Macau SociedadeTurismo | Mais de um milhão de estrangeiros em seis meses Nos primeiros seis meses deste ano, Macau recebeu 1,1 milhões de visitantes internacionais, segundo dados provisórios avançados ontem pelo subdirector dos Serviços de Turismo (DST) ao canal chinês da Rádio Macau. Face aos números do primeiro semestre, Ricky Hoi demonstrou optimismo em relação à superação da meta de dois milhões de turistas estrangeiros este ano. Recorde-se que em 2023, Macau recebeu mais de 1,4 milhão de turistas internacionais, fasquia que continua distante dos mais de três milhões de visitantes estrangeiros registados em 2019. Ricky Hoi adiantou que uma das estratégias da DST para alargar o leque de turistas estrangeiros passa pelas parcerias estabelecidas com Hong Kong, por exemplo ao nível da captação de turistas que chegam à região vizinha em rotas de cruzeiros. O responsável adiantou que actualmente seis cruzeiros que param em Hong Kong organizam visitas de um dia a Macau, trazendo para o território visitantes da Europa, Estados Unidos, Canadá e Austrália. Seguindo o objectivo de alargar a visibilidade de Macau em mais mercados internacionais, a DST está a preparar uma campanha de promoção turística de larga escala para a segunda metade de 2024.
Hoje Macau SociedadeTurismo | Hotéis com quase 1,2 milhões de hóspedes em Maio Os hotéis de Macau receberam mais de 1,19 milhões de hóspedes em Maio, uma subida de 8,4 por cento em termos anuais, foi ontem anunciado. Em Maio, o território contava com 143 estabelecimentos hoteleiros, mais 13 do que no mesmo período do ano passado, a disponibilizar 47 mil quartos, de acordo com um comunicado da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). No mês em análise, a taxa de ocupação média dos quartos de hóspedes dos estabelecimentos hoteleiros fixou-se em 83,6 por cento, subindo 4,9 pontos percentuais, em termos anuais, indica a mesma nota. Do total de 1.196.000 hóspedes, 870 mil chegaram da China continental, mais 9,7 por cento, em termos anuais, e 164 mil de Hong Kong, uma descida de 17,4 por cento. Já o número de hóspedes internacionais (88 mil), subiu 66,1 por cento. Entre Janeiro e Maio deste ano, os estabelecimentos hoteleiros do território hospedaram 6,13 milhões de pessoas, mais 25 por cento, face a idêntico período de 2023. Macau recebeu quase 14,2 milhões de visitantes durante esse período, uma subida de 50,2 por cento em termos anuais, segundo dados da DSEC.
Hoje Macau Manchete SociedadeTurismo | Número de visitantes sobe 21,6% em Maio Macau recebeu em Maio mais de 2,69 milhões de visitantes, 21,6 por cento acima do que no mesmo mês de 2023 e um valor que representa 79,3 por cento do registado antes do início da pandemia de covid-19 Durante o mês passado, Macau foi visitado por mais de 2,69 milhões de turistas, total que representou um aumento anual de 21,6 por cento e que atingiu 79,3 por cento do registo antes da pandemia ter interrompido os fluxos fronteiriços, paralisando a indústria do turismo. Mais de metade dos visitantes (1,43 milhões) chegaram em excursões organizadas e passaram menos de um dia em Macau, de acordo com a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). O mês de Maio incluiu um período de feriados relativos ao Dia do Trabalhador no Interior da China o primeiro destino de origem para o turismo de Macau, durante o qual a cidade recebeu quase 604.400 visitantes. Tendo em conta o mês inteiro, os turistas chineses ultrapassaram os 1,85 milhões, uma subida em termos anuais de 25,9 por cento, mais de metade oriundos das nove cidades do Delta do Rio das Pérolas da Grande Baía, com quase 933 mil visitantes (mais 30,3 por cento, em termos anuais). A partir de 27 de Maio, os residentes de mais oito cidades da China continental – todas capitais de províncias ou regiões autónomas – passaram a poder pedir um visto individual para visitar Macau, em vez de serem obrigados a viajar em excursões organizadas. Os dados oficiais mostram ainda que 90,6 por cento dos turistas que entraram em Macau vieram do Interior da China ou Hong Kong. Menos de um quarto No mês passado, o número de turistas internacionais foi de quase 185 mil, total que representou uma subida anual de 74,4 por cento para um nível que ficou a 61,3 por cento do registo de Maio de 2019. Quase 50 mil vieram de dois dos países de origem das mais representativas comunidades de imigrantes que residem em Macau. Da Indonésia, chegaram mais de 14,5 mil visitantes. Já as entradas de nacionais das Filipinas, ascenderam a 35.852 pessoas. Um dos mercados que mais contribui para a contabilidade de turistas internacionais continua a ser a Coreia do Sul, com 34 mil visitantes no mês passado, fasquia que ainda assim ficou a 51,7 por cento do registo de Maio de 2019. Do Japão, chegaram quase 10 mil turistas, total que ficou a 29,4 por cento do registo do mês homólogo de 2019. Em relação aos visitantes de longa distância, o número de entradas de visitantes dos Estados Unidos da América (10.027) equivaleu a 58,9 por cento do número de Maio de 2019. Em 4 de Junho, a directora dos Serviços de Turismo de Macau, a Helena de Senna Fernandes, disse que iria usar a nomeação da região como Cidade Cultural da Ásia Oriental 2025 “para promover Macau junto de uma audiência mais alargada”. Nos primeiros cinco meses de 2024, Macau recebeu quase 14,2 milhões de visitantes, mais 50,2 por cento do que em igual período do ano passado e 17,6 por cento menos do que entre Janeiro e Maio de 2019.