Vaticano cria equipa de atletismo com religiosos e funcionários

O Vaticano apresentou ontem a sua primeira associação desportiva, “Athletica Vaticana”, que terá uma equipa composta por padres, freiras e funcionários do Vaticano, para mostrar que o desporto pode ser uma ferramenta de solidariedade.

A associação nasce de um acordo com o Comité Olímpico Italiano (CONI) e será composto por cerca de 70 pessoas com o objectivo de fazer uma “corrida divertida”, disse em conferência de imprensa o subsecretário do Conselho Pontifício para a Cultura e presidente da “Athletica Vaticana”.

Através de um acordo com o CONI, a associação poderá participar em competições em Itália e no resto da Europa, e realizará a sua primeira corrida a 20 de Janeiro nas ruas de Roma.

A associação tem também dois jovens refugiados como parceiros honorários tendo sido ainda assinado um protocolo com a Federação Italiana de Desportos Paraolímpicos e Experimentais, uma iniciativa que visa demonstrar como o desporto pode promover a inclusão.

A apresentação também contou com a presença do presidente do Pontifício Conselho da Cultura, o cardeal Gianfranco Ravasi, que destacou a relação entre o desporto, solidariedade e a fé.

O papa Francisco defendeu em várias ocasiões os valores do desporto como um antídoto ao individualismo e como uma ajuda para fomentar uma cultura de encontro.

11 Jan 2019

Nelson Évora no meeting pista coberta de L’Eure

O atleta português Nelson Évora vai ser uma das figuras do Meeting de L’Eure, em pista coberta, anunciou ontem a organização da prova francesa, que se realiza no dia 1 de Fevereiro em Val-de-Reuil.

O sportinguista surge como um dos destaques da reunião normanda para a prova do triplo-salto, que se realiza uma semana antes dos Campeonatos de Portugal de pista coberta e duas semanas antes da final do nacional de clubes.

Campeão olímpico (2008), mundial (2007) e europeu (2018) ao ar livre, Nelson Évora fará assim uma das suas primeiras provas ‘indoor’ deste ano, com olhos postos nos Europeus, onde certamente quererá defender os títulos conquistados em 2015 e 2017.

Nelson Évora defrontará um velho conhecido das pistas e dos treinos, o francês Teddy Tamgho, também orientado pelo cubano Ivan Pedroso. Campeão mundial em 2013, o gaulês é um dos cinco homens que saltaram acima dos 18 metros e que, tal como o campeão português, também sofreu lesões traumáticas que o afastaram das competições.

9 Jan 2019

Guia | Banco da China paga 500 mil patacas para prova de atletismo

O Banco da China pagou 500 mil patacas para ser o principal patrocinador da Corrida Fun Run do Circuito da Guia, prova de atletismo que vai dar a oportunidade a duas mil pessoas de percorrerem a pé o traçado do Grande Prémio de Macau. O evento está agendado para 11 de Novembro, com partida às 06h30 da manhã, e o principal patrocinador foi apresentado ontem, em conferência de imprensa, que serviu também para entregar o cheque do patrocínio.

“O nosso objectivo é fazer com que as pessoas possam sentir as emoções da pista e para se sentirem mais próximas do circuito da Guia”, disse Pun Weng Kun, presidente do Instituto do Desporto.

Esta é a primeira vez que uma corrida de atletismo se realiza no circuito da Guia e neste momento pode também ser a última. “É uma actividade organizada pela primeira vez, mas não sabemos se vamos repeti-la no futuro. Neste momento é apenas mais um evento que faz parte das celebrações da 65.ª edição do Grande Prémio de Macau”, explicou o responsável.

A principal prova de automobilismo de Macau vai realizar-se entre 15 e 18 de Novembro. Contudo, a corrida de atletismo está agendada para 11, um domingo. Pun foi questionado sobre a razão do evento acontecer quase uma semana antes das provas de automobilismo: “O Grande Prémio exige uma preparação muito grande. Por isso se fizéssemos a corrida mais perto das provas de automobilismos, haveria outros problemas, que assim não se colocam”, respondeu.

As inscrições para a prova, que tem um percurso com 6,2 quilómetros, já estão encerradas. A partida está agendada para as 06h30 à frente do Edifício do Grande Prémio e os participantes vão ter um limite de uma hora e quinze minutos para completar uma volta ao percurso.

12 Out 2018

Nélson Évora pensa nos mundiais de 2019 sem olhar para Pichardo

O atleta português Nélson Évora afirmou ontem estar com os olhos no mundial de 2019, a realizar em Doha, no Qatar, e não quis alongar-se sobre a luta pelas medalhas por Portugal com o recém-naturalizado Pedro Pichardo.

Nélson Évora, que falava à margem da sua homenagem pelos 10 anos da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, integrada no programa ‘Portugal sou eu’, garantiu também ser tão otimista ao ponto de já se estar a ver em Tóquio, em 2020.

“Estou já a pensar nas medalhas. É uma grande responsabilidade, mas não tenho como escapar dela. Quero estar nesses Jogos Olímpicos e fazer melhor de sempre e permitir que a sorte esteja do meu lado para poder trazer aquilo que tanto ambiciono”, disse.

Para Nélson Évora, o importante é pensar ano a ano e já em 2019 tem o campeonato do mundo de atletismo. Esta prova irá contar também o Pablo Pichardo, cubano que hoje viu ser-lhe concedida a nacionalidade portuguesa.

Questionado sobre como irá trabalhar com outro atleta na luta pelas medalhas, Nélson Évora foi parco em palavra e não se quis alongar sobre o assunto.

“Não é uma questão que me diga respeito. Já disse tudo o que tinha a dizer sobre esse assunto. Acho que não tenho nada a dizer. Não me compete opinar sobre isso. Já falei demasiado sobre esse assunto. Já todos sabem aquilo que penso. Todos temos o mesmo sentimento. É pena que todos não ajam em concordância com aquilo que pensam”, criticou.

Em relação à comemoração do 10.º aniversário da medalha de ouro de Pequim2008, o atleta do triplo salto garante que não pensa muito nesse momento.

“Quando estamos no ativo, não nos fixamos naquilo que fizemos, mas naquilo que queremos fazer. A realidade é que este ano é caso para dizer ‘uau’ já faz 10 anos! Fixo-me na minha ambição e na minha vontade de ir contra todas as estatísticas e fazer coisas especiais. Tenho o mundial no próximo ano. São os últimos dois anos antes de acabar este ciclo olímpico. Quero ganhar medalhas de ouro para Portugal. Quero fazer saltos gigantes para poder entrar na história do triplo salto mundial”, prometeu.

No discurso de homenagem, Nélson Évora, em tom de boa disposição, disse que não há muitas pessoas com tão bom gosto quanto ele. Motivo pelo qual se mudou do Benfica para o Sporting.

“Mudei para um clube que acreditou que é possível ir mais além. Um clube que acreditou que não era o fim”, realçou, destacando que não sofreu com o período conturbado vivido no Sporting e que culminou com a eleição de Frederico Varandas para a presidência.

O campeão olímpico foi claro: “Nós, os desportistas, temos de estar focados no nosso trabalho. Dentro de muito poucos anos o Sporting será a melhor marca a nível internacional. Frederico Varandas é o nosso presidente. Dou os parabéns a todos os sportinguistas que foram votar. É a prova que todos amam o seu clube. Não pude estar presente por questões profissionais. Sou otimista e sei que vai tudo correr bem”.

13 Set 2018

Atletismo | Costa felicita Nelson Évora pelo título europeu

Oprimeiro-ministro, António Costa, deu ontem os parabéns a Nelson Évora pela conquista do título europeu de triplo salto, e saudou os finalistas na prova de estafeta masculina, em mensagens publicadas na sua conta oficial no Twitter.

“Parabéns Nelson Évora! Os campeões afirmam-se nas dificuldades. Grande salto, em Berlim. Mais uma vez, o Ouro tem as cores nacionais. Parabéns pelo esforço e pela conquista. Uma palavra de saudação extensível a todos os atletas e equipas técnicas nacionais que, marcando presença nesta prova, honram o nome de Portugal”, escreveu António Costa dirigindo-se ao novo campeão europeu do triplo salto. Nelson Évora sagrou-se pela primeira vez campeão europeu do triplo salto, conquistando o ouro nos campeonatos disputados em Berlim, com a marca de 17,10 metros na final.

O atleta do Sporting, campeão mundial em 2007 e campeão olímpico em 2008, conseguiu, aos 34 anos, o único grande título que lhe faltava ao ar livre, com a melhor marca da temporada, alcançada ao quinto ensaio.

António Costa saudou ainda o quarteto português que disputou a final de 4×100 metros, nos campeonatos de Berlim, tendo a equipa nacional de estafeta terminado a prova no sétimo lugar, mas melhorando o tempo face ao resultado da meia-final. “Uma palavra de saudação para os finalistas José Pedro Lopes, Diogo Antunes, Frederico Curvelo e Carlos Nascimento. Portugal qualificou-se este domingo para a final dos 4×100 metros dos Campeonatos Europeus de atletismo, em Berlim. Parabéns!”, escreveu Costa.

14 Ago 2018

Europeus de Atletismo | Portuguesa Liliana Cá ficou em sétimo lugar na final do disco

A portuguesa Liliana Cá terminou a sua participação nos Campeonatos Europeus de atletismo com o sétimo lugar na final do lançamento do disco, em Berlim, depois de relegar Irina Rodrigues para a nona posição.

As duas viram-se a lutar pelo apuramento para os três lançamentos finais, precisamente na última ronda dos três primeiros lançamentos.

Irina Rodrigues tinha conseguido lançar a 58,00 metros (marca que chegou a dar-lhe o terceiro lugar ao segundo ensaio), e Liliana Cá, no último lançamento, depois de dois nulos, alcançou 58,01 metros, eliminando a compatriota. As duas portuguesas abraçaram-se na pista, chorando, e Liliana Cá continou em prova.

Depois, ao quinto ensaio, Liliana melhorou parra 58,91 metros e subiu para o sétimo lugar, numa prova em que a croata Sandra Perkovic lançou 67,62 metros, garantindo assim o seu quinto título europeu consecutivo desde 2010, impedindo uma tripla alemã. A segunda foi precisamente Nadine Muller (63,00) e a terceira foi Shanice Craft (62,46).

“Este sétimo lugar deixa-me feliz, mas tenho de confessar que estava à espera de melhor, queria mesmo fazer o meu recorde pessoal”, afirmou Liliana Cá.

Sobre a luta com Irina Rodrigues, o desfecho de a ter “empurrado” para fora dos três últimos ensaios deixou-a triste, com ambas abraçadas na pista após esse desfecho.

“Pois, estou feliz por ter estado na fina e ser sétima, mas triste por ela, por ter sido eu. Queria tanto que fossemos as duas aos lançamentos finais. Mas ali era eu ou ela?”, referiu.

Já na final, sem a compatriota, Liliana Cá estava finalmente na nata dos lançamentos europeus.

“Senti que estava ali por pleno direito e a meio senti que todas podíamos chegar às medalhas. E todas nós melhorámos em relação ás marcas da qualificação, por isso foi renhida esta final”, notou.

“Este resultado dá-me mais motivação para trabalhar mais, o resultado que me deixa entrar no Plano de Preparação Olímpica vai ajudar-me em coisas fundamentais, como aquisição de material para treinar, que é o que mais nos preocupa”, concluiu a atleta.

Já Irina Rodrigues cumpriu o seu sonho de chegar à final de uma grande competição, mas ainda não foi desta que conseguiu ser totalmente feliz.

“Estou contente por estar numa final de uma grande competição, especialmente nos Europeus. Acho que já foi bom, mas não foi ainda o que queria”, referiu a atleta.

Sobre o momento em que se viu afasada pelo terceiro lançamento de Liliana Cá, Irina Rodrigues diz que “foi pura competição”.

“Ela tinha de lutar por aquele lugar e foi o que fez. Estou contente por ela”, completou Irina Rodrigues, que vai competir campeonatos Ibero-Americanos, em Trujillo (Peru), de 24 a 26 de agosto.

Evelise Veiga oitava no comprimento nos Europeus de Atletismo

A portuguesa Evelise Veiga fechou ontem a sua participação nos Campeonatos Europeus de atletismo, em Berlim, com o oitavo lugar na final do salto em comprimento.

Evelise Veiga abriu o concurso com a marca de 6,47 metros (v: +0,6 m/s), que viria a ser a sua melhor em toda a final, que lhe garantiu o acesso aos três últimos saltos. Os seus outros saltos foram 6,39, nulo, 6,14, 6,30 e nulo.

A vencedora do concurso foi a alemã Malaika Mihambo, com 6,75 metros, no terceiro ensaio, à frente de Marina Bekh, da Ucrânia (6,73) e da britânica Shara Proctor (6,70).

12 Ago 2018

Atletismo | Pedro Ribeiro vence corrida à Torre de Macau

O atleta Pedro Ribeiro conquistou ontem a corrida ao topo da Torre de Macau, depois de ter demorado 24 minutos e 1 segundo para cumprir a distância de quatro quilómetros e os 1298 degraus que levam ao 61.º andar do edifício.

Esta é, pelo menos, a terceira vez que o corredor vence a prova, depois dos triunfos de 2003, edição inaugural, e de 2012. Apesar do atleta estar inscrito na categoria C, para corredores com idades entre os 40 e 49 anos, conseguiu o tempo mais rápido de todas as categorias, que englobam pessoas com idades entre 10 aos 70 anos. Na categoria de senhoras Yang Mei Na foi a mais rápida com o tempo de 24 minutos e 19 segundos. No total participaram 600 atletas.

26 Fev 2018

Filipe Souza ía conduzir um Chevrolet mas já não vai

Filipe Clemente Souza tinha um acordo para disputar as corridas do Campeonato do Mundo FIA de Carros de Turismo (WTCC)  em Ningbo, na República Popular da China, e em Motegi, no Japão, com a equipa espanhola Campos Racing. Contudo, a estrutura de Adrian Campos resolveu alterar as condições acordadas inicialmente com Souza para este conduzir o Chevrolet Cruze RML TC1. Logo a seguir, a apareceu o interesse nos serviços do piloto macaense por parte da RC Motorsport, uma equipa com base em França e que herdou os LADA Vesta TC1 que pertenciam à equipa da fábrica antes desta abandonar o WTCC no final da temporada de 2016. Chegar a acordo com a RC Motorsport  não terá sido difícil e o piloto da RAEM irá assim conduzir o carro russo utilizado pelo piloto português Manuel Pedro Fernandes na prova WTCC nas ruas de Vila Real em Junho.

Sem facilidades

Souza regressa assim ao WTCC, onde competiu pela primeira vez em 2011, vencendo em 2014 o Troféu Asiático. No entanto, o piloto de matriz portuguesa nunca teve a oportunidade de conduzir um S2000 TC1, algo que acontecerá pela primeira vez no primeiro treino-livre oficial a realizar no novo circuito de Ningbo, a 14 de Outubro.

Campeão de carros de Turismo de Macau em 2015 e 2016, na classe “AAMC Challenge”, Souza repetiu o mini-campeonato do território e está este ano a competir no campeonato TCR China, onde obteve um segundo lugar na prova de abertura em Xangai. Para as provas do WTCC, Souza mantém as expectativas moderadas dada a competitividade inferior do LADA em relação aos rivais Honda, Citroen ou Volvo, e também à sua menor experiência face a uma concorrência que conduz estes carros o ano todo.

“Sei que vai ser um bocado difícil para mim, já que nunca conduzi nesta pista (Ningbo) e o carro também é novo para mim. Vou dar o meu melhor. Tal como todos os pilotos, vou lutar pela melhor posição possível”, assevera o piloto que é apoiado pela Sniper Capital nesta incursão no mundial.

Francois Ribeiro, o responsável máximo pela Eurosport Events, a empresa que promove o WTCC, deu as boas vindas a Souza, elogiando a postura do piloto de Macau. “É muito bom ter o Filipe de volta ao WTCC e para a RC Motorsport ter um terceiro carro na grelha de partida. A temporada de 2017 do WTCC está a ser muito competitiva, portanto será um desafio para o Filipe, mas ele tem a atitude certa para tirar o máximo desta oportunidade”, afirmou o responsável francês.

Nestas duas provas, Souza fará equipa com os habituais pilotos da equipa, o francês Yann Ehrlacher e o norte-americano Kevin Gleason. Todavia, no Grande Prémio de Macau, Souza irá participar na Taça de Carros de Turismo de Macau – CTM, prova em que terminou na segunda posição o ano passado. A RC Motorsport e o Eurosport Events estão agora à procura de um piloto para guiar o carro russo no Circuito da Guia e este terá sido oferecido a pelo menos dois pilotos portugueses e também a alguns pilotos de carros de Turismo do território.

Atletismo | Inês Henriques com ouro e recorde do mundo

Inês Henriques conquistou ontem a medalha de ouro nos 50 km marcha, nos mundiais de atletismo que decorrem em Londres, uma prova que tinha apenas sete atletas inscritas e que cuja distância se disputava pela primeira vez em mundiais.

A atleta portuguesa liderou toda a prova, mas descolou verdadeiramente da concorrência, duas atletas chinesas, por volta dos 30 km. Tirou mais de dois minutos ao recorde mundial, que já era seu, fixado em Janeiro, terminando com 4h05.56.

Atrás de si as chinesas Hang Yin (4.08.59), que bateu largamente o seu recorde pessoal e fixou um recorde da Ásia, e Shuqing Yang (4h20.50), que bateu o recorde pessoal também.

Em quarto lugar ficou a norte-americana Kathleen Burnett, a última a terminar a prova, com 4h21.51, recorde americano.

Num evento muito duro e em estreia, recorde-se, a norte-americana Erin Talcott foi desclassificada e a brasileira Nair da Rosa e outra norte-americana, Susan Randall, desistiram.

Na prova masculina, que decorreu ao mesmo tempo, venceu, sem surpresas, o francês neto de portugueses Yohann Diniz, com 3h33.11, recorde dos campeonatos, à frente de dois japoneses, Hiroki Arai e Kai Kobayashi.

João Vieira foi 11.º com 3h45.28 e Pedro Isidro foi 32.º com 4h02.30.

14 Ago 2017