Hoje Macau SociedadeAMCM | Lucros dos bancos de Macau quase duplicam em 2025 Os bancos de Macau obtiveram um lucro de 7,34 mil milhões de patacas em 2025, quase o dobro do registado no ano anterior (mais 92,7 por cento), foi ontem anunciado. De acordo com dados oficiais da Autoridade Monetária de Macau (AMCM), a principal razão para a subida dos lucros foi um aumento de 8,4 por cento, para 17,5 mil milhões de patacas, na margem de juros, a diferença entre as receitas dos empréstimos e as despesas com depósitos. Isto apesar da AMCM ter aprovado três descidas da principal taxa de juro de referência em 2025, a última das quais um corte de 0,25 pontos percentuais, introduzida em 11 de Dezembro, seguindo a Reserva Federal norte-americana. Os empréstimos, a principal fonte de receitas da banca a nível mundial, diminuíram 0,4 por cento em comparação com o final de Dezembro de 2024, fixando-se em 1,02 biliões de patacas. Pelo contrário, os depósitos junto dos bancos de Macau aumentaram 9,6 por cento, para 1,39 biliões de patacas no final do ano passado, disse a AMCM. Apesar dos proveitos terem disparado em 2025, ficaram longe do ano mais lucrativo de sempre para a banca da região: 2020, quando os lucros ficaram perto de 17 mil milhões de patacas. Outras contas Macau tem dois bancos emissores de moeda: a sucursal local do banco estatal chinês Banco da China e o Banco Nacional Ultramarino (BNU), que pertence ao Grupo Caixa Geral de Depósitos. O BNU anunciou em Novembro lucros líquidos de 315,3 milhões de patacas nos três primeiros trimestres de 2025, uma diminuição homóloga de 29 por cento, que o banco atribuiu à evolução das taxas de juro. O crédito malparado caiu 11,6 por cento ao longo do ano passado para 49,7 mil milhões de patacas. Foi a primeira queda anual dos empréstimos vencidos desde 2013. Os empréstimos vencidos representavam 4,9 por cento dos empréstimos dos bancos de Macau, menos 0,6 pontos percentuais do que no final de 2024. Uma percentagem que sobe para 5,6 por cento no caso do crédito a instituições ou indivíduos fora da região chinesa. A Autoridade Bancária Europeia, a agência reguladora da UE, por exemplo, considera que os bancos com pelo menos 5 por cento dos empréstimos malparados têm “elevada exposição” ao risco e devem estabelecer uma estratégia para resolver o problema. Ainda assim, a percentagem de crédito bancário vencido em Macau está longe do recorde de 25,3 por cento alcançado em meados de 2001, em plena crise económica mundial causada pelo rebentar da bolha especulativa das empresas ligadas à Internet.
Hoje Macau PolíticaAMCM | Novo presidente promete reforçar serviços sino-lusófonos O novo regulador financeiro de Macau prometeu ontem reforçar o papel da região administrativa especial chinesa como fornecedor de serviços entre a China continental e os mercados lusófonos. De acordo com um comunicado do gabinete do secretário para a Economia e Finanças, Simon Vong Sin Man apontou como objectivo “potenciar as funções da plataforma de serviços financeiros entre a China e os países de língua portuguesa”. O novo presidente da Autoridade Monetária de Macau (AMCM) falava num discurso proferido durante cerimónia de tomada de posse, que foi realizada à porta fechada, sem a presença da comunicação social. Na quarta-feira, a AMCM anunciou que um banco estatal chinês, o Banco de Desenvolvimento da China (CDB, na sigla em inglês), tinha completado a primeira emissão de dívida para financiar projectos nos países lusófonos, no valor de 5,5 mil milhões de yuan (660 milhões de euros). A AMCM defendeu ainda que a operação da sucursal do CDB na vizinha região de Hong Kong também “destaca a participação e contributo de Macau para a construção” de ‘Uma Faixa, Uma Rota’. No mesmo discurso, Simon Vong prometeu também promover o sistema da moeda digital de Macau, cujo protótipo foi lançado em Dezembro de 2024, com o apoio do banco central da China, a primeira grande economia do mundo a lançar uma moeda digital, o renmimbi digital ou e-CNY, em 2020. Em Novembro passado, o líder do Governo de Macau, Sam Hou Fai, disse que já encarregou uma instituição financeira, cuja identidade não revelou, de analisar a possibilidade de usar a pataca digital (e-Mop) no comércio sino-lusófono. Em Maio, o secretário para a Economia e Finanças, Anton Tai Kin Ip, tinha defendido que a pataca digital pode ser “um dos instrumentos de transação digitalizada para os países de língua portuguesa, para transações comerciais”.
Hoje Macau PolíticaReserva financeira de Macau subiu 7,6% até Novembro Segundo a Autoridade Monetária de Macau (AMCM), os activos da reserva financeira aumentaram 7,6 por cento nos primeiros 11 meses de 2025. Os dados da AMCM revelam também que no final de Novembro a reserva financeira valia 663,2 mil milhões de patacas, mais 47 mil milhões de patacas do que no final de 2024. Um balanço publicado ontem no Boletim Oficial mostra que a reserva já se valorizou mais do que em 2024, ano em que os activos subiram 35,7 mil milhões de patacas. O melhor ano de sempre para a reserva financeira foi 2019, antes do início da pandemia, quando os activos se valorizaram em 70,6 mil milhões de patacas. O valor atingido no final de Novembro é o segundo mais elevado de sempre, só aquém do recorde de 663,6 mil milhões de patacas, fixado em Fevereiro de 2021, apesar de o território viver então em plena pandemia. Ainda assim, de acordo com a AMCM, a valorização da reserva abrandou em Novembro, mês em que ganhou 2,15 mil milhões de patacas, menos 198,3 milhões de patacas do que o aumento de Outubro. Pratos da balança O valor da reserva extraordinária no final de Novembro era de 456,5 mil milhões de patacas e a reserva básica, equivalente a 150 por cento do orçamento público de Macau, era de 167,3 mil milhões de patacas. O orçamento inicial do território para 2025 previa uma subida de 7 por cento nas despesas totais, para 109,4 mil milhões de patacas. Mas a Assembleia Legislativa (AL) aprovou em Julho uma proposta apresentada pelo Governo para um novo orçamento, que inclui um aumento extra de 2,86 mil milhões de patacas nas despesas. Em Novembro, a AL deu também luz verde, por unanimidade, ao orçamento para 2026, que prevê despesas públicas de 113,5 mil milhões de patacas. Investimentos subcontratados representam a maior fatia da reserva financeira de Macau, 283,2 mil milhões de patacas, que inclui ainda depósitos e contas correntes no valor de 272 mil milhões de patacas e até títulos de crédito no montante de 104,4 mil milhões de patacas. Em 2024, os investimentos renderam à reserva financeira quase 31 mil milhões de patacas, correspondendo a uma taxa de rentabilidade de 5,3 por cento, disse a AMCM, no final de Fevereiro de 2025.
Hoje Macau PolíticaAMCM | Banco estatal emite dívida para apoiar projectos lusófonos O Governo anunciou ontem que o Banco de Desenvolvimento da China completou a primeira emissão de dívida para financiar projectos nos países lusófonos. A operação envolveu a emissão de obrigações públicas no montante global de 5,5 mil milhões de renminbis A Sucursal de Hong Kong do Banco de Desenvolvimento da China (CDB, na sigla em inglês) concluiu na terça-feira a operação, que envolveu obrigações públicas no valor de 5,5 mil milhões de renminbis (RMB), anunciou ontem a Autoridade Monetária de Macau (AMCM). O regulador local sublinhou, num comunicado, que é “a primeira emissão de obrigações temáticas destinadas à iniciativa ‘Uma Faixa, Uma Rota’ e aos países e regiões de língua portuguesa”. A AMCM salienta que a emissão de dívida é dirigida a investidores profissionais. Do montante total de 5,5 mil milhões de RMB, as obrigações temáticas com prazo de três anos ascenderam a 3,5 mil milhões de RMB, com uma taxa de juro fixada em 1,75 por cento. Já as obrigações temáticas com prazo de cinco anos, totalizaram 2 mil milhões de RMB, com uma taxa de juro fixada em 1,85 por cento. O lançamento das obrigações “representa uma importante demonstração” do apoio à afirmação de Macau como plataforma de serviços financeiros entre a China e os países de língua portuguesa, declarou a AMCM. A AMCM defendeu ainda que a operação da sucursal do CDB na vizinha região de Hong Kong também “destaca a participação e contributo de Macau para a construção” de ‘Uma Faixa, Uma Rota’. O CBD tornou-se o primeiro banco estatal chinês a emitir obrigações públicas em Macau, algo que a AMCM descreveu como “mais um marco relevante quanto à diversificação dos emitentes no mercado obrigacionista”. O plano global Em Novembro, o Chefe do Executivo sublinhou que o valor dos títulos de dívida emitidos em Macau, sobretudo pelas autoridades centrais ou locais chinesas, ultrapassou 100 mil milhões de patacas. Durante a discussão das Linhas de Acção Governativa para 2026, Sam Hou Fai afirmou que queria criar um mecanismo monetário para liquidar na RAEM as transacções comerciais entre a China e os países de língua portuguesa. Um mecanismo monetário, “incluindo os países de línguas portuguesa e espanhola”, pode também encorajar o mercado de obrigações, defendeu o primeiro líder da região semiautónoma chinesa que fala português. O Chefe do Executivo quer atrair os governos e as empresas dos países de línguas portuguesa e espanhola para emitirem dívida no mercado de obrigações de Macau. Em Janeiro de 2025, Henrietta Lau Hang Kun, dirigente da AMCM, disse que os bancos centrais de Angola e Timor–Leste estavam interessados em emitir dívida pública na região, para atrair investidores da China continental. Destaque O lançamento das obrigações “representa uma importante demonstração” do apoio à afirmação de Macau como plataforma de serviços financeiros entre a China e os países de língua portuguesa, declarou a AMCM
Hoje Macau PolíticaAMCM | Melhorado sistema de compra de fundos em RMB A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) lançou ontem o “Mecanismo de facilitação de fundos em RMB” [renminbi], com “um prazo relativamente longo”. O mecanismo surge no âmbito das medidas de recompra de obrigações na moeda chinesa, implementadas em 2023. O objectivo, segundo uma nota da AMCM, é “apoiar o desenvolvimento do mercado monetário e do mercado de obrigações locais”. Neste contexto, “os bancos locais podem utilizar obrigações qualificadas ao abrigo do mecanismo de ligação directa entre a ‘Central de Depósito de Valores Mobiliários de Macau’ (CSD) e a ‘Central Moneymarkets Unit’ (CMU) de Hong Kong para realizar operações de recompra”. A ideia é “potenciar ainda mais os efeitos de sinergia e desenvolvimento da colaboração entre as duas regiões”, lê-se na mesma nota. Foi também introduzido “um projecto especializado de swap cambial em RMB” face ao dólar de Hong Kong e americano, tendo por objectivo “melhorar a liquidez em RMB ‘offshore’ no mercado local” e “apoiar o desenvolvimento estável das actividades denominadas em RMB no mercado financeiro local”. Este projecto de swap cambial visa ainda “diversificar os canais de obtenção de fundos em RMB pelos bancos locais”. A AMCM promete “continuar a realizar operações no mercado monetário através de diversos instrumentos financeiros, mantendo a estabilidade do sistema monetário e financeiro de Macau e promovendo o desenvolvimento da indústria financeira moderna de qualidade”.
Hoje Macau SociedadeAMCM | Mais empréstimos aprovados em Outubro A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) revelou que o número de empréstimos atribuídos para fins de habitação e actividades imobiliárias aumentaram entre Setembro e Outubro deste ano. Porém, houve uma diminuição do seu saldo bruto. No caso dos empréstimos para a habitação, o crescimento mensal foi de 4 por cento, tendo registado o montante total de 1,18 mil milhões de patacas. Neste segmento, os empréstimos a residentes representaram, em Outubro, 97,4 por cento, crescendo 6,2 por cento, no valor global de 1,15 mil milhões de patacas. Porém, na clientela não-residente registou uma quebra de 41,7 por cento, para 30,51 mil milhões de patacas. Na componente imobiliária, destaca-se o grande aumento mensal de 310,1 por cento, com o montante de 845,71 milhões em Outubro, número que se explica pela “baixa base do mês anterior [Setembro]”. AMCM | Reservas cambiais subiram 1,1% em Novembro A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) revelou que as reservas cambiais da RAEM atingiram em Novembro 240,8 mil milhões de patacas, o que representa um aumento de 1,1 por cento relativamente aos dados rectificados do mês anterior, que atingiram 238,0 mil milhões de patacas. Estas são estimativas preliminares da AMCM. Além disso, a taxa de câmbio efectiva da pataca de Macau, ponderada pelas suas quotas do comércio, foi de 101,9 no mês de referência, representando um crescimento de 0,47 pontos em comparação com os dados do mês anterior [Outubro] e um decrescimento de 3,66 pontos relativos aos números reportados em Novembro do ano passado. Segundo a AMCM, tal implica que, em termos globais, “a pataca de Macau subiu mensalmente face às moedas dos principais parceiros comerciais de Macau, mas caiu anualmente”.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeAMCM | Compras online sem autorizações com códigos por SMS A Autoridade Monetária de Macau anunciou ontem o fim dos códigos enviados por SMS para autorizar transacções online e pediu aos bancos que criem autorizações nas aplicações de telemóvel. Para aceder aos novos métodos basta actualizar as aplicações A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) alterou as regras de segurança para as transacções online, seja transferência de dinheiro ou compras digitais. Até agora o cliente recebia, por SMS, um código para autorizar essa transferência de fundos da conta, mas agora cabe aos bancos criar um mecanismo de autorização na própria aplicação de telemóvel. Segundo um comunicado divulgado ontem pela AMCM, as novas funções visam aumentar “a segurança das transacções online mediante cartão bancário” e “salvaguardar os direitos dos titulares de cartões”. Assim, fica determinado que os bancos devem “introduzir uma funcionalidade de autorização de transacções online nas suas aplicações de ‘banco móvel’ a partir do final deste mês”, que vai substituir “os códigos de verificação SMS únicos para autorizar tais transacções”. Ainda assim, os clientes que não tenham activado o serviço de “banco móvel” podem continuar a receber códigos por SMS para autorizar compras online. Para a AMCM, as novas regras vão dar aos clientes dos bancos “informações mais claras sobre as transacções”, além de proporcionar “um canal mais seguro para autorizar transações online mediante cartão bancário, ajudando a impedir que fraudadores realizem transacções não autorizadas por meio do roubo de códigos de verificação por SMS”. Reduz-se, assim, “o risco de perdas financeiras para os titulares de cartões”, num território onde as burlas informáticas são um crime comum. Sem links ou códigos Face às novas regras de segurança, é explicado que os titulares dos cartões apenas necessitam actualizar as aplicações dos bancos para terem acesso às novas funcionalidades, sem terem de fazer novos registos. “No futuro, quando os titulares dos cartões introduzirem os dados dos seus cartões bancários no site de um comerciante, a página irá solicitar que abram e acedam à sua aplicação do ‘banco móvel’ para concluir a verificação de identidade necessária”, apresentando-se depois “as informações da transacção, incluindo os últimos quatro dígitos do cartão de crédito, o nome do comerciante, a moeda da transação e o montante”. A AMCM revela preocupação a travar casos de burla, tendo referido na mesma nota que desde Junho do ano passado que instruiu a banca a fornecer “canais convenientes, como linhas directas e serviços bancários online ou móveis” a clientes, permitindo que “activem ou desactivem funções de transacções online, ajustem limites de crédito e congelem ou comuniquem imediatamente o extravio dos seus cartões bancários”. Fica ainda determinado que os bancos não enviam aos clientes “qualquer tipo de ‘hyperlinks ou códigos QR para estes clicarem ou digitalizarem em SMS, ou emails enviados a clientes, a partir de Dezembro” deste ano. Além disso, no combate aos crimes de burla, é descrito que “as instituições financeiras também são obrigadas a reforçar as suas campanhas de sensibilização”.
Hoje Macau Manchete SociedadeTaxas de juro | Segunda descida em dois meses A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) aprovou ontem um corte de 0,25 pontos percentuais da principal taxa de juro de referência, a segunda descida em dois meses, seguindo a Reserva Federal (Fed) norte-americana. A AMCM fixou em 4,25 por cento a taxa de redesconto, valor cobrado aos bancos por injecções de capital de curta duração, com efeito imediato, de acordo com um comunicado. O regulador financeiro da região seguiu assim o corte anunciado na quarta-feira pela Fed. A AMCM disse que a descida era inevitável, por a moeda de Macau, a pataca, estar indexada ao dólar de Hong Kong, pelo que “a taxa de juros em Macau é consistente com a taxa de juros em Hong Kong”. A decisão da AMCM surgiu pouco depois de a Autoridade Monetária de Hong Kong (HKMA, na sigla em inglês) ter anunciado a descida da taxa de juro de referência, devido ao corte imposto pelo banco central dos EUA. O director executivo da HKMA disse ontem que o corte ajudará a aliviar o peso das prestações para os donos de imóveis e a reanimar os negócios imobiliários. No entanto, Eddie Yue Wai-man admitiu numa conferência de imprensa que o ritmo dos futuros cortes de juros permanece incerto.
Andreia Sofia Silva SociedadeAMCM | Queda mensal de depósitos e empréstimos Dados da Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM) relativamente aos depósitos, empréstimos e massa monetária revelam que, entre Julho e Agosto, houve uma quebra nos depósitos e empréstimos efectuados por residentes. Os empréstimos internos concedidos ao sector privado registaram uma quebra de 1,1 por cento face a Julho, tendo sido de 501,9 mil milhões de patacas. Por sua vez, a queda de empréstimos concedidos ao exterior foi ainda maior, na ordem dos 9,1 por cento, no valor de 511,8 mil milhões de patacas. Desta forma, as estatísticas da AMCM mostram que o volume total de empréstimos na banca caiu 5,3 por cento entre Julho e Agosto, uma quebra de 1.013,7 mil milhões de patacas. No tocante aos depósitos, a quebra mensal foi de 0,4 por cento, sendo de 813,8 mil milhões de patacas, enquanto que a quebra dos depósitos por não residentes foi bem maior, na ordem dos 7,1 por cento, no valor de 338,1 mil milhões de patacas. Os dados da AMCM mostram ainda que “os depósitos do sector público na actividade bancária cresceram para 220,9 mil milhões de patacas, representando um crescimento de 5,2 por cento”. Assim, em termos gerais, “o total dos depósitos da actividade bancária registou um decréscimo de 1,3 por cento, atingido 1.372,8 mil milhões de patacas”. Em termos mensais, a circulação monetária cresceu 0,3 por cento, mas os depósitos à ordem baixaram seis por cento.
Hoje Macau Manchete PolíticaAMCM | Reguladores de Macau e Cabo Verde reforçam cooperação O novo acordo foi assinado na quinta-feira e anunciado no dia seguinte. A assinatura decorreu durante a 12.º edição do Encontro de Governadores dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa, na Cidade da Praia A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) anunciou ter assinado um novo acordo para “aprofundar a cooperação” em matéria na supervisão financeira com o banco central de Cabo Verde. O regulador financeiro disse que o protocolo com o Banco de Cabo Verde abrange o “combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo, a cooperação técnica, a formação de quadros profissionais”. De acordo com um comunicado, o acordo cobre ainda “a supervisão e o intercâmbio relativos a serviços financeiros emergentes, com o objectivo de salvaguardar em conjunto a segurança e a estabilidade dos respectivos sistemas financeiros”. O documento foi assinado na quinta-feira, durante a 12.º edição do Encontro de Governadores dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa, realizado na capital de Cabo Verde, Praia. A reunião, que decorreu à porta fechada incluiu intervenções de governadores e representantes dos bancos centrais de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, e Timor-Leste assim como do Banco Central dos Estados da África Ocidental e do Banco dos Estados da África Central. “Esta iniciativa simboliza um aprofundamento da cooperação e intercâmbio entre as duas instituições no domínio da supervisão financeira,” acrescentou a AMCM. “Este novo acordo foca-se particularmente na colaboração em matéria de supervisão prudencial, estabelecendo um quadro específico para a cooperação entre a AMCM e o Banco de Cabo Verde,” acrescentou o regulador. Desde 1999 A AMCM assinou o primeiro acordo de cooperação e assistência técnica com o Banco de Cabo Verde em 1999. Em Setembro de 2024, durante a segunda Conferência dos Governadores dos Bancos Centrais e dos Quadros da Área Financeira entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que decorreu em Macau, o regulador financeiro de Macau anunciou que iria actualizar o protocolo com a institução homóloga de Cabo Verde. A AMCM já celebrou acordos de cooperação bilateral com 12 autoridades de supervisão financeira de oito países de língua portuguesa.
Hoje Macau SociedadeAMCM | Taxa de juro baixa 0,25 pontos percentuais A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) reduziu a taxa de juro de referência em 0,25 pontos percentuais, a primeira descida este ano, para 4,5 por cento. O anúncio foi feito através de comunicado, na quinta-feira à noite. “Atendendo à indexação da pataca ao dólar de Hong Kong, e para assegurar o funcionamento eficaz do regime de indexação cambial entre Macau e Hong Kong, é necessário que, em princípio, as variações nas taxas de juro de política monetária de ambas as regiões se mantenham alinhadas”, explicou a AMCM. Assim, continua, “a AMCM acompanhou a redução da taxa básica de juro em 25 pontos-base anunciada pela Autoridade Monetária de Hong Kong”, uma operação que “resultou, igualmente, do regime de indexação cambial entre o dólar de Hong Kong e o dólar dos Estados Unidos, dado que a Reserva Federal dos Estados Unidos da América (Fed) decidiu, a 17 de Setembro de 2025, reduzir em 25 pontos-base a meta para a faixa da taxa dos fundos federais”. A taxa de juro de referência é a taxa a que o banco central empresta aos bancos comerciais, e é normalmente inferior à taxa de juro praticada nos empréstimos aos clientes particulares e empresariais. “Nos primeiros sete meses de 2025, a taxa preferencial de empréstimos praticada pelas instituições bancárias de Macau manteve-se, de forma geral, no patamar de 5,51 por cento”, lembra a AMCM. A autoridade sinalizou ainda que “com a primeira redução da taxa de juros pela Fed neste ano, antevê-se a criação de margem para futuras descidas nas taxas de empréstimos em Macau, o que poderá aliviar a pressão financeira das empresas com créditos e dos mutuários hipotecários”.
Hoje Macau SociedadeAMCM | Superavit da conta corrente cresceu em 2024 Em 2024, o superavit da conta corrente de pagamentos situou-se em 144,3 mil milhões de patacas, tendo crescido 28,8 mil milhões, face aos 115,4 mil milhões registados em 2023. De acordo com um comunicado da AMCM de sexta-feira, “o superavit observado no comércio de serviços compensou o défice do comércio de mercadorias, bem como as saídas líquidas de rendimentos primários e secundários”. No ano passado, o défice da conta de mercadorias apresentou uma redução de 3,3 milhões de patacas. Segundo os dados apresentados, as exportações de mercadorias apresentaram uma redução de 12,1 por cento, ao mesmo tempo em que as importações caíram 6,1 por cento. No entanto, como o valor das importações é superior, a descida relativa mais lenta faz com que haja uma redução do défice comercial de 97,7 mil milhões de patacas em 2023 para 94,4 mil milhões de patacas em 2024. Ao mesmo tempo, o valor total das exportações da conta de serviços cresceu 10,1 por cento, o que foi justificado com o “acréscimo das exportações de serviços turísticos”. Também as importações de serviços aumentaram, neste caso em 9,3 por cento, o que fez com que o superavit registado na conta de serviços crescesse de 247,9 mil milhões de patacas para 273,2 mil milhões de patacas. Na conta de rendimento primário, que segundo a AMCM reflecte os fluxos transfronteiriços dos rendimentos dos factores, o valor da entrada aumentou entre 2023 e 2024, de 107,4 mil milhões de patacas para 110,0 mil milhões. O valor da saída desceu de 117,5 mil milhões para 114,7 mil milhões de patacas, que levou a uma saída líquida de 4,7 mil milhões de patacas em 2024.
Hoje Macau SociedadeAMCM | Privados recorrem menos ao crédito Entre Abril e Maio deste ano, os empréstimos dos bancos de Macau ao sector privado apresentaram uma redução de 1,4 por cento, em comparação com Abril, para 498,5 milhões de patacas. Os números foram revelados ontem pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM). Também os empréstimos da banca local para o exterior apresentaram uma redução, face a Abril, de 7,6 por cento, para 495,2 milhões de patacas. Como resultado, os empréstimos ao sector privado decresceram 4,6 por cento, em relação ao mês anterior, tendo atingido 993,7 mil milhões de patacas. Em termos da moeda dos empréstimos, 43,8 por cento eram em dólares de Hong Kong, 22,3 por cento em patacas, 21,8 por cento em dólares americanos, e 8,8 em renminbis. Depósitos | Registado crescimento em Maio Entre Abril e Maio, os depósitos dos residentes tiveram um crescimento de 1,3 por cento para 794,7 mil milhões de patacas, de acordo com os números relevados ontem pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM). Ao mesmo tempo, no espaço de um mês, os depósitos dos não residentes cresceram 0,4 por cento, para 351,0 mil milhões de patacas. Em Maio, os depósitos do sector público nos bancos também tiveram um crescimento, de 3,1 por cento para 216,1 mil milhões de patacas. O total dos depósitos nos bancos atingiu assim 1.361,7 mil milhões de patacas, um crescimento mensal de 1,4 por cento. Em termos da moeda dos depósitos, 47 por cento estavam em dólares de Hong Kong, 23,4 por cento em dólares americanos, 19,2 por cento em patacas e 8,2 em renminbis.
Hoje Macau PolíticaAMCM | Dívidas por pagar sobem 2,1 pontos percentuais O rácio das dívidas não pagas nos empréstimos comerciais para actividades imobiliárias teve um crescimento de 2,1 pontos percentuais em Março, face ao período homólogo, de acordo com as estatísticas da Autoridade Monetária de Macau (AMCM). O rácio das dívidas não pagas nos empréstimos para investimentos em imobiliário está agora em 5,4 por cento, quando há um ano rondava os 3,3 por cento. Em relação ao mês anterior, o aumento das dívidas não pagas foi de 0,1 pontos percentuais. No que diz respeito ao rácio das dívidas não pagas dos empréstimos hipotecários para habitação, houve um aumento anual em Março de 0,2 pontos percentuais, para 3,6 por cento. Este foi um valor que se manteve estável, quando comparado com o mês anterior. Em termos anuais, o volume dos novos empréstimos hipotecários para habitação apresentou uma redução de 14,1 por cento, para 776,5 milhões de patacas, o que significa que houve menos pessoas a endividar-se para comprar habitação. Em comparação com o mês anterior, registou-se um aumento de 7,2 por cento. No que diz respeito aos novos empréstimos comerciais para actividades imobiliárias, em Março, o valor cifrou-se em 1,94 mil milhões de patacas, um aumento anual de 172,5 por cento. Em comparação com o mês anterior, este montante significa um aumento de 27,4 por cento.
Hoje Macau SociedadeAMCM | Sobem transacções móveis no 1.º trimestre Dados da Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM) mostram que nos primeiros três meses do ano aumentaram o número de transacções de pagamentos móveis em Macau, bem como o seu valor. Assim, o número de transacções deste tipo foram 90,4 milhões, um aumento de 11,6 por cento face ao primeiro trimestre de 2024. Além disso, o valor desses pagamentos móveis foi de 7,9 mil milhões de patacas, mais 8,7 por cento em relação a igual período do ano passado. Até finais de Março deste ano, um total de 108.749 aparelhos e unidades, incluindo suportes de “QR Code”, aceitavam pagamentos móveis. Os dados da AMCM mostram ainda que no uso de cartões de crédito houve também um aumento do número de transacções, no total de 11,8 milhões, um aumento de 9,7 por cento face ao primeiro trimestre de 2024. Além disso, o número de transacções realizadas com cartões de débito foi de 1,2 milhões, com um valor total de transacções de 464,9 milhões de patacas. De frisar que estes valores do uso de cartões de débito não incluem os levantamentos em dinheiro nas caixas ATM.
Hoje Macau SociedadeAMCM | Depósitos cresceram 1,3 por cento em Março Os depósitos de residentes cresceram 1,3 por cento em Março, em comparação com o mês anterior, e atingiram 789 mil milhões de patacas, segundo dados divulgados pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM). Em relação aos não-residentes, os depósitos tiveram um crescimento de 9,1 por cento, para o valor de 360,1 mil milhões de patacas. Ao mesmo tempo, os depósitos do sector público na actividade bancária decresceram ligeiramente para 211,1 mil milhões de patacas. Como resultado, o total dos depósitos da actividade bancária registou um crescimento de 3,1 por cento quando comparado com o mês anterior, atingindo 1.360,2 mil milhões de patacas. Em termos dos depósitos, a maioria, 47,2 por cento, dizia respeito a dinheiro em dólares de Hong Kong, 24 por cento em dólares americanos, 19,1 por cento em patacas, e 2,8 por cento renminbis. A nível do crédito, os empréstimos internos ao sector privado decresceram 0,4 por cento em comparação com Fevereiro, para 511,3 mil milhões de patacas. No primeiro trimestre de 2025, os empréstimos bancários relacionados com transporte, armazenagem e comunicações e restaurantes, hotéis e similares aumentaram 3,0 por cento e 0,3 por cento, respectivamente, quando comparado com o trimestre anterior. Os empréstimos concedidos ao sector do comércio por grosso e a retalho e da construção apresentaram quebras de 3,4 por cento e 1,7 por cento.
Hoje Macau PolíticaAMCM | Reservas cambiais caem para os 235,8 mil milhões No final de Março, as reservas cambiais da RAEM cifravam-se em 235,8 mil milhões de patacas, o que representou uma descida de 2,3 por cento face a Fevereiro, de acordo com os dados mais recentes da Autoridade Monetária de Macau (AMCM). Em Fevereiro, as reservas tinham atingido os 241,5 mil milhões de patacas. No final de Março de 2025, as reservas cambiais da RAEM corresponderiam a cerca de 11 vezes a circulação monetária, ou 90,6 por cento do agregado monetário M2 em patacas. O agregado M2 corresponde aos valores da circulação monetária e dos depósitos à ordem somados aos depósitos de poupança, os depósitos com pré-aviso, os depósitos a prazo, outros depósitos e os certificados de depósitos. No final de Março, a taxa de câmbio efectiva da pataca, ponderada pelas suas quotas do comércio, foi de 105,2, representando um decrescimento de 1,55 pontos em comparação com os dados registados no mês anterior e um crescimento de 1,08 pontos relativos face a Março de 2024, implicando que globalmente, a pataca caiu mensalmente face às moedas dos principais parceiros comerciais de Macau, mas subiu anualmente.
João Santos Filipe Manchete SociedadeAMCM | Central de Depósito e Liquidação de Valores Mobiliários perde 7,18 milhões A Central de Depósito e Liquidação de Valores Mobiliários de Macau, controlada a 100 por cento pela RAEM, continua a registar prejuízos sucessivos. Desde 2022, a empresa criada para diversificar a economia de Macau nunca apresentou lucros A empresa Central de Depósito e Liquidação de Valores Mobiliários de Macau (MCSD, na sigla em inglês) registou prejuízos de 7,18 milhões de patacas no ano passado. Este é o segundo ano consecutivo com perdas da empresa controlada a 100 por cento pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM), que tinha apresentado perdas de 6,7 milhões de patacas no ano anterior. Criada em 2021, a MCSD surgiu no âmbito da política do Governo de Ho Iat Seng para diversificar a economia na área das finanças e tem como funções a exploração das infra-estruturas financeiras, de serviços de registo central, compensação, liquidação e de depósito de valores mobiliários. No âmbito destas funções, a MCSD tem prestado apoio ao mercado de empréstimos obrigacionistas. No entanto, os números da empresa teimam em continuar a apresentar prejuízos. No primeiro ano completo de operações, em 2022, a empresa que tem um capital social de 50 milhões de patacas, apresentou prejuízos de 3,9 milhões de patacas. No ano seguinte, os prejuízos subiram para 6,7 milhões de patacas e os dados mais recentes mostram um novo recorde negativo de 7,18 milhões de patacas. Mais receitas e despesas Apesar do cenário negativo, as receitas originadas por contratos com participantes no mercado financeiro de Macau até registaram um aumento. Actualmente, no portal da MCSD, surgem registadas como “participantes” cerca de 90 entidades. Em 2024, as receitas derivadas dos contratos de participação subiram para 2,9 milhões de patacas, quando no ano anterior tinham sido de cerca de 966 mil patacas. Em termos das restantes receitas do ano passado, foi apurado um 1 milhão de patacas em juros, com os outros serviços a geraram 11.300 patacas e os ganhos com câmbios a gerarem 721 patacas. Em termos das despesas houve igualmente um aumento para 11,2 milhões de patacas em 2024, face aos 9,2 milhões de patacas de 2023. O custo mais elevado foi para as remunerações dos trabalhadores que subiram de 3,1 milhões de patacas para 4,6 milhões de patacas. Para este aumento contribuiu o recrutamento de cinco funcionários, totalizando 13 trabalhadores no fim de 2024. A outra grande despesa deveu-se ao pagamento dos serviços de correio telecomunicações que foi de 3,2 milhões de patacas, abaixo do custo de 3,3 milhões do ano anterior.
Hoje Macau SociedadeAMCM | Mais depósitos e menos empréstimos em Dezembro Dados da Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM) relativos à massa monetária em circulação em Dezembro denotam que esta voltou a crescer no último mês do ano passado, sendo que “os depósitos de residentes aumentaram relativamente ao mês anterior, mas os empréstimos de residentes decresceram”. O crescimento dos depósitos à ordem foi de 6,6 por cento, com os depósitos dos residentes a crescerem apenas 0,7 por cento, de não residentes a baixar quatro por cento e os depósitos do sector público a registarem um aumento de 5,6 por cento. Como resultado, o total dos depósitos da actividade bancária registou um crescimento de 0,3 por cento quando comparado com o mês anterior, tendo atingido 1.272,9 mil milhões de patacas. Destaque para a quebra de 0,4 por cento nos empréstimos atribuídos ao sector privado face a Novembro de 2024, no valor de 516,3 mil milhões de patacas.
Hoje Macau PolíticaObrigações | Criada ligação directa com Hong Kong A Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM) juntou-se à homóloga Hong Kong Monetary Authority (HKMA) para criar um serviço de ligação de Macau à bolsa de valores da região vizinha. Trata-se da “Central Moneymarkets Unit” (CMU) que será operada pela “CMU OmniClear Limited”, uma empresa subsidiária detida a 100 por cento pelo “Exchange Fund of Hong Kong” e pela Central de Depósito de Valores Mobiliários de Macau, operada pela Central de Depósito e Liquidação de Valores Mobiliários de Macau – Sociedade Unipessoal Limitada. Esta entidade é detida na totalidade pela AMCM. O objectivo da criação da CMU é “promover o desenvolvimento integrado dos mercados de obrigações das duas regiões”. Este projecto irá, segundo uma nota oficial da AMCM, “proporcionar um canal transfronteiriço para financiamento e investimento, permitindo que os investidores de ambas as regiões participem de forma mais conveniente e eficiente nos mercados obrigacionistas de uma e outra parte”.
Hoje Macau PolíticaAMCM | Reserva financeira ganhou 36,6 mil milhões este ano A reserva financeira de Macau atingiu em Setembro o valor mais elevado dos últimos dois anos, aumentando 36,6 mil milhões de patacas desde o final de 2023, foi ontem anunciado. A reserva cifrou-se em 616,9 mil milhões de patacas no final de Setembro, o valor mais alto desde Março de 2022, indicam dados publicados no Boletim Oficial pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM). Ainda assim, o valor permanece longe do recorde de 663,7 mil milhões de patacas atingido em Fevereiro de 2021, em plena pandemia da covid-19. O valor da reserva extraordinária no final de Setembro era de 431,9 mil milhões de patacas e a reserva básica, equivalente a 150 por cento do orçamento público de Macau para este ano, era de 153,4 mil milhões de patacas. A reserva financeira de Macau é maioritariamente composta por depósitos e contas correntes no valor de 239,4 mil milhões de patacas, títulos de crédito no montante de 125,4 mil milhões de patacas e até 250,5 mil milhões de patacas em investimentos subcontratados. A reserva financeira de Macau ganhou 22,2 mil milhões de patacas no ano passado, depois de ter perdido quase quatro vezes mais no ano anterior. Isto apesar de, em 2023, as autoridades da região terem voltado a transferir quase 10,4 mil milhões de patacas da reserva financeira para o orçamento público. No final de Janeiro, a AMCM sublinhou que os investimentos renderam à reserva financeira quase 29 mil milhões de patacas em 2023, correspondendo a uma taxa de rentabilidade de 5,2 por cento.
Andreia Sofia Silva SociedadeAMCM | Empréstimos para habitação e imobiliário a crescer Dados da Autoridade Monetária e Cambial de Macau (AMCM) relativos ao mês de Setembro revelam que os novos empréstimos hipotecários para habitação (EHHs) e os empréstimos comerciais para actividades imobiliárias (ECAIs) aprovados cresceram face a Agosto, mas houve “um declínio no saldo bruto” dos empréstimos à habitação, enquanto nos empréstimos para o sector imobiliário se registou uma subida. Em Setembro de 2024, os novos EHHs aprovados pelos bancos cresceram 142,1 por cento em relação ao mês anterior, no valor de 3,05 mil milhões de patacas. Neste tipo de empréstimo, os residentes representaram 98,4 por cento do total, um crescimento de 145,1 por cento, tendo os empréstimos sido de três mil milhões. Por sua vez, os empréstimos a não residentes subiram ligeiramente mais, 145,1 por cento, no valor total de 48,66 milhões. No tocante aos empréstimos para o imobiliário, registou-se um crescimento de 8,4 por cento face a Agosto, com o valor total de 1,03 mil milhões de patacas. Os residentes locais que pediram este tipo de empréstimo representaram 91,4 por cento, mais 0,5 por cento face ao mês anterior.
Hoje Macau SociedadeCartões de crédito | Dívidas crescem 30 milhões O débito não pago ligado aos cartões de crédito registou um aumento de 30 milhões de patacas no espaço de um ano, de acordo com as “Estatísticas relativas ao pagamento móvel e a cartões de pagamento – 3.º Trimestre 2024” publicadas pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM). Entre Julho e Setembro o valor total das dívidas relacionadas com cartões de crédito atingiu 2,72 mil milhões de patacas, um aumento de 1,4 por cento face ao montante de 2,69 mil milhões de patacas do período homólogo. No entanto, entre o segundo trimestre, as dívidas ligadas aos cartões de crédito tiveram uma redução de 1,9 por cento, dado que entre Abril e Junho o crédito atingiu 2,78 mil milhões de patacas. No domínio dos pagamentos móveis, o número de transacções no terceiro trimestre desse ano aumentou 2,9 por cento face ao trimestre anterior, com 88,1 milhões transacções. O valor das transacções foi de 7,6 mil milhões de patacas, um crescimento de 6 por cento.
Hoje Macau SociedadeAMCM | Depósitos de residentes cresceram 6,9% Os depósitos dos residentes cresceram 6,9 por cento em Setembro face ao período homólogo, para 755,64 mil milhões de patacas, de acordo com dados divulgados pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM). Em comparação com Agosto, os depósitos dos residentes tiveram um crescimento mais ligeiro de 0,7 por cento. Em relação aos depósitos de não-residentes, houve uma redução de 7,4 por cento em comparação com o ano anterior, para 323,90 mil milhões de patacas. Face a Agosto, a redução foi de 0,6 por cento. No que diz respeito aos depósitos do sector público, comparando com o ano passado registou-se uma redução de 1,3 por cento, para 273,20 mil milhões de patacas. No entanto, quando se compara Setembro com Agosto houve um aumento de 1,9 por cento. Os empréstimos internos ao sector privado caíram 1,1 por cento entre Agosto e Setembro, e uma diminuição de 5,6 por cento, face ao ano passado, para 519,08 mil milhões de patacas. Segundo a AMCM, os empréstimos concedidos ao sector do “comércio por grosso e a retalho” e dos “restaurantes, hotéis e similares” tiveram quebras de 18,5 por cento e 5,0 por cento, respectivamente.