Jogo | CLSA revê estimativas de crescimento em baixa

A CLSA estima que as receitas do jogo se expandam 2,4 por cento no próximo ano e 4,3 por cento em 2028. Em relação aos lucros das concessionárias, a corretora alerta para uma redução, devido ao aumento dos custos operacionais

A corretora CLSA confessa ter adoptado uma visão “mais cautelosa” sobre o mercado do jogo e cortou as previsões de crescimento para 2027 e 2028. A informação foi divulgada através do mais recente relatório sobre a principal indústria de Macau, citado na terça-feira pelo portal GGRAsia.

Segundo as novas previsões, a estimativa do crescimento de 2027 situa-se em 2,4 por cento, num total de 259,2 mil milhões de patacas. Este valor significa um corte de 4 por cento, face à estimativa anterior, que era de 269,1 mil milhões de patacas.

Em relação a 2028, o relatório assinado pelo analista Jeffrey Kiang apresenta receitas de 270,4 mil milhões de patacas, o que significaria um crescimento de 4,3 por cento em comparação com 2027. Todavia, face aos números anteriores, este valor representa uma redução de 3 por cento, dado que a previsão anterior era de 280,1 mil milhões de patacas.

A média diária das receitas brutas seria assim de 710 milhões de patacas em 2027 e de 739 milhões de patacas em 2028.

Apesar do ambiente mais conservador, em relação ao ano em curso, a previsão fica “praticamente inalterada”, com a CLSA a indicar que as receitas deverão atingir 253,2 mil milhões de patacas.

Jeffrey Kiang reconhece que após o Mundial de Futebol, que afastou os jogadores do território, houve uma “recuperação notável” que se reflecte tanto ao nível das receitas como do número de visitantes. No entanto, a realidade não permite grandes recuperações: “não achamos que o cenário macroeconómico seja favorável o suficiente para impulsionar um crescimento incremental a partir do ritmo de receita actual”, justificou.

Menos propício

Como parte do ambiente menos favorável às receitas dos casinos de Macau, a corretora aponta os números mais recentes do índice de lucros industriais do Interior, mercado de onde vem a maioria dos jogadores.

Jeffrey Kiang defende que o índice de lucros industriais do Interior e as receitas brutas do jogo em Macau têm uma correlação positiva, ou seja, quando os lucros industriais aumentam as receitas do jogo crescem, e quando os lucros industriais caem as receitas também sofrem uma diminuição. “Assumindo que essa correlação se mantenha, os ventos contrários macroeconómicos permanecem para Macau, uma vez que o referido diferencial tem sido negativo desde Fevereiro”, foi indicado.

A CLSA espera ainda que a margem de EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) se mantenha sob pressão em 2027, devido ao crescimento rápido das despesas operacionais das concessionárias. O aumento das despesas deverá ultrapassar o crescimento das receitas e ser impulsionado por aumentos salariais.

“Na nossa perspectiva, a pressão sobre as despesas operacionais não se dissipa facilmente, uma vez que tem havido uma pressão ascendente sobre os custos com pessoal”, explicou a CLSA. “Houve um aumento salarial consistente para funcionários não gestores de pelo menos 2,5 por cento a cada ano, anunciado em 2024, 2025 e 2026. Estes ajustes salariais são altamente semelhantes em toda a linha”, foi vincado.

17 Set 2026

Crime | Detido por apanhar auscultadores esquecidos

Um homem foi detido na sexta-feira por ser suspeito de se ter apropriado de uma caixa de auscultadores perdida. A informação foi revelada ontem, e o detido é um trabalhador não residente do Interior suspeito do crime de apropriação em caso de acessão ou de coisa achada.

A investigação do caso começou depois de um residente local ter parado a mota na Estrada Marginal da Areia Preta, por volta das 19h50 de 21 de Julho, para atender uma chamada telefónica. No entanto, quando arrancou esqueceu-se da caixa no local.

Cerca de 10 minutos depois regressou, mas a caixa tinha desaparecido. Fez queixa e calculou o prejuízo em 1.500 patacas. Após investigação e com recurso ao sistema de videovigilância Olhos no Céu, a PSP identificou o suspeito e interceptou-o na passada sexta-feira no seu local de trabalho, na Rua do Praia da Manduco. A caixa de auscultadores foi recuperada. Questionado pelas autoridades, o detido confessou a prática do crime e mostrou-se disponível para indemnizar a vítima.

17 Set 2026

Centros de saúde | Lançado serviço que antecipa consultas

O subdirector dos Serviços de Saúde, Tai Wa Hou, revelou ontem que será lançado em breve um serviço que irá prestar informações ao médico antes das consultas. Este serviço, que o responsável não explicou se seria promovido através de uma máquina, ou de qualquer outra tecnologia, vai arrancar primeiro nos centros de saúde, antes de chegar às urgências hospitalares.

O serviço, prometido pela secretária para os Assuntos Sociais e Cultura na Assembleia Legislativa no final de Julho, permite introduzir informações do utente enquanto espera para entrar no consultório, incluindo sintomas. Os dados são analisados por um software de inteligência artificial e enviados para o médico para auxiliar no diagnóstico.

Tai Wa Hou salientou que a tecnologia será testada em centros de saúde ainda este ano e que, após avaliação de eficácia, será expandida aos hospitais e serviços de urgência. As autoridades esperam que a ferramenta digital ajude a reduzir o tempo de espera e melhorar o atendimento.

O subdirector dos Serviços de Saúde acrescentou que será dada assistência a idosos, ou quem não está familiarizado com produtos digitais, por profissionais de saúde e pessoal de triagem.

17 Set 2026

Areia Preta | MRU abre arrendamento de 95 lojas no Lote P

Os espaços comerciais no Lote P da Areia Preta estão disponíveis para arrendamento, indicou ontem a Macau Renovação Urbana (MRU) em comunicado. As 95 lojas estão localizadas nos edifícios Ut Koi e Lok Koi, destinados à habitação temporária, e nos seis blocos do Pearl Metropolitan, o complexo construído para os compradores lesados do Pearl Horizon.

Os espaços comerciais ocupam uma área total de cerca de 32.000 metros quadrados e situam-se em zonas exclusivamente pedonais, ao longo da Avenida do Nordeste, da Rua da Pérola e da Avenida da Pérola Oriental.

Segundo a MRU, os espaços comerciais estão destinados a cafetarias e restauração, comércio a retalho e supermercados, assim como para espaços de lazer e serviços de apoio de dia.

A empresa de capitais públicos refere que tem como objectivo criar uma zona comercial dinâmica, atraindo marcas comerciais diversificadas e salienta a boa localização das lojas, próximas dos acessos à Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, da Ponte de Macau, e dos postos fronteiriços das Portas do Cerco e Qingmao.

Foi realizada na segunda-feira uma sessão para esclarecer dúvidas de agentes imobiliários sobre os detalhes do arrendamento dos espaços.

17 Set 2026

Macau Pass | Pai de vítima de falha exige pedido de desculpas

O progenitor da criança quer que a Macau Pass venha a público explicar as falhas de segurança. Além disso, argumenta que as dúvidas sobre a segurança da plataforma Mpay são demasiado sérias para serem levadas de ânimo leve

O pai da alegada vítima de uma falha de segurança da MPay, que resultou na perda de 2 mil patacas, quer que a Macau Pass venha a público assumir os erros. A posição foi tomada através de uma publicação nas redes sociais, com o progenitor do lesado a pedir à empresa do grupo Alibaba medidas necessárias para garantir a confiança dos clientes.

A polémica que envolve a plataforma MPay surgiu nas redes sociais, quando um internauta denunciou que a titularidade da carteira electrónica do seu filho de 10 anos tinha sido transferida para outra pessoa.

Segundo a mesma queixa, o facto de o número de telemóvel do filho ter sido reciclado, ou seja, ter pertencido anteriormente a outra pessoa, foi suficiente para convencer a Macau Pass a entregar-lhe a conta associada a esse número, sem verificações de segurança. Como resultado, o filho, que actualmente está na posse do número de telemóvel associado à conta, ficou sem acesso à sua carteira digital e às 2 mil patacas que tinha guardadas.

Agora, numa nova publicação, o pai do lesado insiste que a empresa ligada à Alibaba tem de assumir os erros e falhas para justificar merecer a confiança dos residentes. “Como uma das plataformas de pagamentos com maior taxa de utilização em Macau, os residentes depositam capital na MPay por terem confiança [na empresa]. A MPay tem a obrigação de garantir a segurança de cada cêntimo”, afirmou.

O autor também considerou que a falha não pode ser tratada de “ânimo leve” porque resultou de erro humano, em conjunto com falhas sistémicas. Quando fez a denúncia do caso pela primeira vez, o progenitor do lesado revelou que o antigo proprietário do número conseguiu ficar com a carteira do filho, sem nunca ter de confirmar através de um código SMS que estava na posse do número de telefone associado à conta da MPay. A transferência terá resultado de uma conversa com o serviço ao cliente.

Maior segurança

Ao longo da publicação foram ainda expostas outras falhas de segurança, como a ausência de um mecanismo de alerta interno: “Quando registamos uma conta na plataforma MPay, o sistema não nos alerta que o número de telefone já tinha sido registado anteriormente. Isto significa que o sistema do back-office não tem um mecanismo para associar e remover os números de telefone aos bilhetes de identidade, o que faz com que possa haver confusão nos registos da empresa sobre a identidade do real proprietário das carteiras electrónicas”, indicou.

O progenitor também alertou para os riscos de os proprietários de números reciclados poderem ficar sem carteiras electrónicas, dado que é possível recuperar carteiras digitais associadas a números, sem a verificação de segurança por código enviado por SMS.

No texto mais recente, o autor vincou ainda que não está disponível para negociar com a empresa uma compensação de forma privada, e que o assunto exige vários esclarecimentos públicos, assim como um pedido de desculpas.

Anteriormente, na primeira reacção a este caso, a Macau Pass, citada pelo canal chinês da Rádio Macau, prometeu total cooperação com a investigação em curso das autoridades e defendeu que “os seus mecanismos de segurança estão a funcionar normalmente, não tendo sido detectada qualquer anomalia ao nível da segurança do sistema”.

17 Set 2026

IPOR | Mais de dez universidades suspendem português na China

Mais de dez universidades no Interior da China suspenderam estudos de língua portuguesa nos últimos três anos, após um pico de cerca de 60 instituições com oferta curricular, indicou o Instituto Português do Oriente

“Existem 39 universidades da China com cursos de português, a que somamos mais cinco de Macau, ou seja, 44 no total”, referiu à Lusa a direcção do Instituto Português do Oriente (IPOR). O pico da oferta formativa, continuou o IPOR, “foi no ano lectivo 2022/2023, com cerca de 55 a 60 universidades a proporcionarem estudos em português”. “Não conseguimos ter dados exactos”, reforçou o instituto, que tem como missão preservar e difundir a língua e a cultura portuguesas no Oriente.

A Universidade de Sun Yat-sen, em Guangzhou, foi um dos estabelecimentos visados, notou à Lusa o académico da Universidade Politécnica de Macau (UPM) Manuel Duarte João Pires, que leccionou anteriormente naquela instituição do Interior da China.

“Tinha um programa de ‘minor’, que era um programa de 2+2, ou seja, de dupla certificação, e agora não tem”, reflectiu o académico, também autor do estudo “Vinte anos de ensino de Português na China: exponencial, saturado e o futuro”, publicado em Agosto. Na investigação, Pires traça o percurso do ensino da língua portuguesa na China, com o primeiro curso de licenciatura a ser estabelecido no Instituto de Radiodifusão de Pequim (hoje Universidade de Comunicação da China), “focado em formar profissionais para atender à demanda de relações diplomáticas com países de língua portuguesa, especialmente aqueles de África que então lutavam pela independência”.

Depois de uma suspensão e “envio de muitos professores e alunos para trabalhos rurais” durante a Revolução Cultural (1966-1976), houve “um renascimento do ensino de línguas estrangeiras”.

Nas últimas duas décadas, o ensino da língua portuguesa passou de uma presença residual para uma expansão acelerada. Até 2005, aponta o autor, apenas três universidades ofereciam licenciaturas em português, mas a “globalização e modernização da China” e a intensificação das relações económicas com países de língua portuguesa, sobretudo Brasil e Angola, transformou o idioma numa ferramenta de empregabilidade.

Dezenas de instituições abriram cursos, num crescimento descrito como exponencial: de acordo com fontes consultadas pelo autor, no ano lectivo 2012/2013 eram 19 universidades; em 2017 chegavam a 37 e em 2022 contabilizavam-se 56, com mais de seis mil alunos e mais de 300 professores.

Momento disruptivo

Nos últimos anos, porém, esse crescimento entrou em fase de estagnação, com a suspensão de cursos e universidades a redimensionarem a oferta.

“Depois veio a pandemia, agora a questão da inteligência artificial [IA], também os cursos de STEM [sigla para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática], muito procurados pelas famílias, pelo meio académico”, indica Pires.

A articulação com a sociedade civil, particularmente com empresas e instituições que operam no espaço de língua portuguesa, é essencial para a revitalização do português na China, defende. “Vejo isso muito parado, não sei se por questões políticas, mas a sociedade civil entrar na universidade é algo muito difícil”, refere à Lusa. Estágios profissionais integrados nos planos de estudo, projectos desenvolvidos em colaboração com empresas e a participação regular de profissionais activos nas universidades podem ajudar a reduzir o fosso entre a formação académica e as exigências do mundo profissional, propõe-se na investigação.

O autor sugere ainda a “diversificação dos enfoques de ensino a favor de abordagens especializadas adaptadas às necessidades específicas de diferentes sectores profissionais”.

No contexto chinês, completa, esta adaptação pode assumir “formas concretas como a criação de programas interdisciplinares onde o português fosse ensinado como ferramenta de trabalho”, em áreas como engenharia civil, para projectos em Angola ou Moçambique, saúde pública, para cooperação com o Brasil, ou comércio electrónico, para plataformas digitais como a Ali Express nos mercados de língua portuguesa.

À Lusa, o investigador salienta que este processo de estagnação, face ao crescimento da IA, não é exclusivo do português, mas alcança o ensino de línguas em geral.

“Desde o início que se associa à língua ao seu poder económico. Ou seja, isso é indissociável”, ressalva, sublinhando que “a médio prazo” o lugar do português vai depender sempre das relações económicas e políticas com os países da esfera da lusofonia. “Já chegou também a um patamar de 56 universidades, não haverá muito mais para crescer a nível de ensino superior”, complementa, notando que “o crescimento exponencial não é sempre infinito” e este talvez seja um “processo natural”.

Pires admite que a situação é diferente em Macau, onde o português é uma das línguas oficiais”: “É mais difícil as coisas mudarem como muda no Interior da China, onde há uma perspectiva mais pragmática, mais económica em relação aos cursos”.

17 Set 2026

Saúde | Nick Lei pede reforço de apoio psicológico a alunos

Os estabelecimentos de ensino de Macau devem estar apetrechados de sistema de alerta para detectar precocemente riscos de segurança e mecanismos reforçados de apoio psicológico aos alunos, defende Nick Lei.

Numa interpelação escrita, o deputado exige medidas para prevenir casos como o que se registou no início deste ano lectivo quando um aluno da Escola São João de Brito atacou com um líquido corrosivo uma professora, que era a sua directora de turma.

A docente, com mais de 60 anos, sofreu queimaduras químicas de terceiro grau na cara e noutras partes do corpo e corre o risco de ficar cega do olho esquerdo.

Nick Lei pede ao Executivo de Sam Hou Fai que aposte em campanhas de sensibilização, dentro e fora da escola, que promovam a saúde mental dos jovens. Pegando no exemplo da agressão na Escola São João de Brito, o deputado pede melhorias na “avaliação preventiva de riscos, identificação de perigos e controlo na fonte” de possíveis incidentes.

O legislador da bancada parlamentar de Fujian perguntou ao Governo se tem um mecanismo de avaliação preventiva, que permita fazer a identificação sistemática e padronizada para vários tipos de crises de segurança, assim como directrizes para responder a lacunas de segurança.

16 Set 2026

Bolo Lunar | Andy Wu prevê mais de 110 mil visitantes diários

O presidente da Associação de Indústria Turística prevê que no fim-de-semana prolongado do Festival do Bolo Lunar, Macau receba diariamente entre 110 e 120 mil visitantes. Andy Wu estima também uma ocupação de taxa hoteleira entre 80 e 90 por cento

Com o fim-de-semana prolongado pelo feriado do Festival do Bolo Lunar no horizonte, entre 25 e 27 de Setembro para os turistas do Interior da China, o presidente da Associação de Indústria Turística estima que Macau volte a receber uma enchente de turistas.

Andy Wu espera que durante os três dias entrem em Macau uma média diária entre 110 mil e 120 mil visitantes. Em declarações ao jornal Ou Mun, o empresário de agência de turismo lembrou que o território já recebe diariamente cerca de 100 mil turistas, não sendo, portanto, de estranhar que essa fasquia aumente, em particular no sábado, 26, com a possibilidade de o volume ultrapassar as 120 mil pessoas.

Em relação à taxa de ocupação hoteleira durante o Festival do Bolo Lunar, Andy Wu estima uma boa temporada para o sector, com taxas a variar entre 80 e 90 por cento.

Apesar de esperar o aumento de volume de turistas, o responsável salientou que este ano não foram lançadas promoções especiais para assinalar o feriado em conjugação com eventos organizados em Macau. Como tal, o Concurso Internacional de Fogo de Artifício de Macau acaba por ser o principal destaque turístico durante o feriado, facto que não se materializou, para já, em promoções temáticas oferecidas por hotéis.

Porém, como ainda falta uma semana e meia até o Festival do Bolo Lunar, Andy Wu espera que os hotéis da ZAPE tirem partido da localização geográfica para lançar promoções de quartos que permitam assistir ao fogo de artifício. O evento, argumenta, poderá desviar uma parte do fluxo de turistas que normalmente é canalizado para o Cotai, beneficiando os negócios na península.

Bons vizinhos

Uma questão que se tem colocado cada vez mais sobre a capacidade de atracção turística do Concurso Internacional de Fogo de Artifício de Macau é o facto de o evento poder ser visto a partir de Hengqin.

A possibilidade de a Ilha da Montanha desviar turistas que normalmente viriam a Macau durante o Festival do Bolo Lunar não preocupa Andy Wu, uma vez que a competitividade de Macau não se esgota no fogo de artifício, ou outros eventos, face aos recursos turísticos abrangentes e encantos exclusivos da cidade.

Além disso, Andy Wu considera que entre Macau e Hengqin, não existe uma relação competitiva de tentativa de desviar turistas, mas uma ligação de complementaridade com vantagens para ambos os territórios no âmbito do turismo cultural na Grande Baía.

16 Set 2026

Bairros Históricos | Loi I Weng diz que programa está a falhar às PME

A deputada das Mulheres pede ao Executivo que repense a estratégia de promover eventos culturais nos bairros históricos. A legisladora sugere uma nova estratégia para “reter” os turistas por mais tempo naqueles locais

A deputada Loi I Weng pede ao Governo que apresente novas medidas para ajudar a promover os negócios nos bairros históricos. O pedido faz parte de uma interpelação escrita, em que a legisladora das Mulheres aponta as falhas do modelo económico baseado na promoção de eventos culturais nestes bairros.

Segundo a opção do Executivo, as concessionárias ficam obrigadas a promover eventos em determinadas zonas históricas, como a Barra ou a Rua da Felicidade. A esperança é que estes eventos levem mais pessoas àqueles locais e incentivem o consumo nas pequenas e médias empresas.

No entanto, Loi I Weng aponta que apesar dos investimentos nos bairros o dinheiro não está a chegar às empresas com menor dimensão: “analisando o funcionamento actual das zonas históricas, verifica-se que os avultados recursos afectados ainda não foram eficazmente convertidos em benefícios reais para a economia comunitária, subsistindo várias contradições estruturais profundas que urge resolver”, justifica a deputada.

Sobre os problemas, Loi considera que a coordenação entre o discurso político e a implementação “não é suficientemente eficaz”, com a prática a não corresponder ao pretendido.

Fornecedores fixos

Além disso, Loi I Weng explica que as concessionárias recorrem quase sempre aos seus fornecedores de há vários anos na organização dos eventos, pelo que o número de empresas beneficiadas por estas iniciativas acaba por ser limitado.

Em relação a este aspecto, a deputada quer saber se a Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico e a Direcção dos Serviços de Turismo vão criar “mecanismos” para obrigar “as entidades operadoras dos bairros históricos a publicar periodicamente listas de aquisição e de recrutamento” de serviços. O objectivo passa por criar mais oportunidades para outras empresas serem beneficiadas com os eventos.

Por último, a legisladora explica que os turistas visitam as iniciativas, mas muitas vezes nem consomem nos locais: “a atracção de visitantes mantém-se ao nível superficial, faltando um mecanismo de longo prazo que conduza os visitantes às ruas e vielas interiores”, aponta. “As actividades nas zonas históricas concentram-se sobretudo nas praças principais ou em troços específicos, onde os turistas fazem uma visita rápida e partem, sem se deslocarem às ruas e vielas das zonas antigas envolventes para consumir. Muitos comerciantes das lojas antigas referem não ter beneficiado do fluxo de pessoas gerado pelo programa”, acrescentou.

Neste capítulo, a deputada defende que a aprovação dos projectos financiados com capitais públicos deve ser mais criteriosa, com a atribuição de prioridade a propostas que façam com que os turistas caminhem pelas zonas envolventes dos bairros históricos.

16 Set 2026

OCBC | Banco afirma compromisso com Macau

Após ter sido anunciado que o Banco OCBC Macau vai deixar de prestar vários serviços no território, como a disponibilização de cartões de crédito ou de empréstimos hipotecários residenciais, a instituição nega qualquer intenção de fechar as portas.

“Estes ajustamentos inserem-se nos esforços contínuos do OCBC Macau para optimizar a sua carteira de negócios e distribui de recursos, permitindo ao banco reforçar o foco nas suas actividades essenciais e consolidar ainda mais a sua capacidade de prestação de serviços”, foi explicado. “As medidas não afectam o compromisso do banco com Macau, a sua capacidade de servir os clientes nem o apoio que lhes proporciona. O OCBC Macau continuará a operar de forma sólida e estável, prestando aos clientes serviços financeiros fiáveis”, foi acrescentado.

No comunicado, o banco com sede em Singapura afirma ainda estar “empenhado em investir em Macau” e em “aprofundar as suas raízes no mercado local”.

A instituição apontou também que “vai permanecer firmemente enraizada” na RAEM e a pensar nas operações e no desenvolvimento “a longo prazo”. “Sendo parte integrante de uma das principais instituições financeiras do Sudeste Asiático, o OCBC Macau conta com o apoio da vasta rede regional do Grupo OCBC, da sua sólida base financeira e de capacidades financeiras abrangentes.

Com base nestes trunfos, o Banco irá reforçar ainda mais a sua gestão de fortunas e as competências bancárias fundamentais, avançar na transformação da banca digital, investir nos seus serviços e na experiência do cliente, bem como formar um grupo sólido de profissionais com especialização em gestão de fortunas”, foi apontado.

16 Set 2026

Óbito | Kevin Thompson faleceu aos 74 anos

O professor britânico Kevin Thompson, ligado a inúmeras entidades locais e a viver em Macau desde 2013, faleceu aos 74 anos.

Segundo noticiou a imprensa local, Kevin Thompson estava ligado à educação, tendo sido um dos fundadores do Moon Chun Memorial College, da Universidade de Macau, além de ter sido presidente da Câmara de Comércio Europeia em Macau, bem como vice-presidente da Câmara de Comércio Britânica em Macau.

Numa nota divulgada nas redes sociais, a Câmara de Comércio de França em Macau destacou o facto de Kevin Thompson ter trazido “uma perspectiva única e inestimável à Câmara de Comércio – ajudando a fundir a nossa comunidade de negócios com a sua profunda paixão pelas artes, cultura e educação”.

“O mundo conheceu-o como uma proeminente figura do mundo das artes performativas e como antigo mestre do Moon Chun Memorial College na Universidade de Macau, mas na Câmara de Comércio vamos lembrá-lo como um cavalheiro cosmopolita que defendeu incansavelmente os laços culturais e empresariais entre Macau, França e toda a comunidade europeia”, lê-se ainda na mesma nota.

Kevin Thompson foi condecorado, em 2017, Cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra pelas mãos do Presidente francês Emmanuel Macron. Em 2022, foi ainda agraciado com o “Prémio da Paz” atribuído pelos “Sino Phil Asia International Peac Awards” pelo seu trabalho desenvolvido na área da educação, belas artes e desenvolvimento da juventude.

Kevin Thompson mudou-se para a Ásia em 2004, tendo sido director da Academia de Artes Cénicas de Hong Kong e director fundador do Conservatório de Birmingham, no Reino Unido.

15 Set 2026

MPay | AMCM “atenta” a acusações sobre falhas de segurança

A MPay foi acusada de permitir o roubo de uma conta, ao transferir a titularidade sem verificar a identidade do dono da conta, resultando na perda de 2 mil patacas do novo titular, uma criança de 10 anos. A AMCM assegura que está atenta ao caso e a possíveis falhas de segurança

 

A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) afirma estar “atenta” às acusações de existência de fragilidades na segurança da plataforma de pagamentos MPay, explorada pela Macau Pass, que integra o grupo Alibaba. A plataforma de pagamentos está a ser acusada de transferir a titularidade da conta de um utilizador sem qualquer verificação de identidade por SMS, o que terá permitido um alegado roubo de fundos.

A polémica que envolve a plataforma MPay surgiu durante o fim-de-semana nas redes sociais, quando um internauta denunciou que a titularidade da carteira electrónica do seu filho de 10 anos tinha sido transferida para outra pessoa, com perdas de 2 mil patacas.

A transferência de titularidade terá sido possível porque anteriormente o número de telemóvel da criança tinha pertencido a outra pessoa. Esta pessoa também tinha registado uma conta na plataforma MPay com o mesmo número.

Contudo, com o passar dos anos, o número ficou inactivo e foi reciclado pela CTM e atribuído ao filho do denunciante. Este utilizou o número para registar uma conta na plataforma MPay para a criança, para onde transferia todas as semanas 70 patacas.

Todavia, o antigo proprietário do número de telemóvel terá contactado a MPay para recuperar a conta antiga, o que conseguiu: “Afinal, aquele número de telefone já tinha sido usado anteriormente para registar uma conta na MPay. O antigo titular da conta pediu para reaver a conta sem precisar do código de verificação por SMS, e a MPay, sem qualquer tipo de aviso, transferiu directamente a conta do actual titular do número para o nome do antigo titular…”, relatou o queixoso numa publicação num grupo de Facebook.

“Só posso dizer que esta falha no sistema da MPay fez com que o meu filho ficasse a usar a conta antiga de outra pessoa. Naquele momento fiquei de queixo caído e só me apetecia perguntar: afinal, para que serve o código de verificação do telemóvel?”, acrescentou.

Investigação em curso

O relato difundido nas redes sociais tornou-se viral, com o denunciante a recomendar que as pessoas nunca mais utilizem a aplicação MPay. O homem divulgou também ter apresentado queixa à Polícia Judiciária (PJ), pelo que o caso está sob investigação.

Na publicação online, o autor reconheceu estar conformado com a perda de 2 mil patacas, e recomendou às pessoas que registem sempre os números de telemóvel em todas as aplicações possíveis, para impedir roubos deste género.

Numa resposta citada pelo canal chinês da Rádio Macau, a AMCM indicou que o caso denunciado se trata de uma disputa sobre a titularidade da conta e que está a ser acompanhado pelos órgãos judiciários.

A AMCM afirmou ainda que presta muita atenção à segurança do uso dos pagamentos electrónicos, pelo que exige às instituições de pagamento o estabelecimento de medidas adequadas de verificação de identidade em etapas como o registo de conta, redefinição de palavra-passe, transacções e verificação de identidade, de modo a garantir a segurança dos pagamentos e a salvaguardar os direitos e interesses dos clientes.

Por sua vez, a Macau Pass prometeu total cooperação com a investigação e defendeu que “os seus mecanismos de segurança estão a funcionar normalmente, não tendo sido detectada qualquer anomalia ao nível da segurança do sistema”.

15 Set 2026

Metro Ligeiro | Conselheiro quer mais comércio ligado à cultura

O membro do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários Si Iat defende que no planeamento das zonas comerciais do Metro Ligeiro se deve apostar no turismo cultural. O conselheiro defende a introdução de produtos dos países de língua portuguesa

 

No planeamento dos espaços comerciais do Metro Ligeiro deve ser dada atenção à cultura e património, apostando-se em modelos de negócio que estabeleçam uma ligação com as zonas de Macau por onde passa este meio de transporte.

A ideia foi defendida por Si Iat, conselheiro dos Serviços Comunitários, que, segundo o Jornal do Cidadão, sugeriu ao Governo os exemplos das cidades da Grande Baía ao combinar o transporte urbano com o turismo cultural. Em declarações ao jornal chinês, o conselheiro explicou que se deve apostar em negócios e espaços comerciais que promovam a cultura de cada bairro ou zona de Macau, revitalizando-se, desta forma, o ambiente comercial do Metro Ligeiro.

Outra das sugestões de Si Iat passa pela atracção de marcas de Macau para as estações do Metro Ligeiro, além da aposta numa zona de exposição de produtos oriundos dos países de língua portuguesa. O responsável defendeu também que a entidade gestora deste meio de transporte, a Sociedade do Metro Ligeiro de Macau, pode trabalhar com as autoridades no sentido de reservar algumas lojas com renda controlada para que os jovens locais possam desenvolver os seus negócios.

Si Iat deu o exemplo da empresa gestora do metro de Hong Kong, a MTR Corporation Limited, que cobra a renda das lojas conforme as receitas obtidas, ao invés de cobrar um montante mensal fixo.

Patacas nas fronteiras

Tendo em conta as estações do Metro Ligeiro que vão estar perto dos postos fronteiriços das Portas do Cerco e Qingmao, o conselheiro disse que a aposta das autoridades deve ser em lojas de conveniência, tendo em conta o elevado número de visitantes.

Si Iat considera que podiam ser abertas lojas de levantamento de mercadorias com isenção de impostos, lojas de lembranças turísticas ou ainda de venda de cartões de telemóvel, bem como de câmbio de moeda. A ideia é disponibilizar os serviços mais procurados pelos visitantes dentro das estações, ou nos percursos de ligação.

Porém, Si Iat defende que o comércio nestes espaços do metro deve procurar dar resposta às necessidades dos moradores destas zonas que vão trabalhar ou que simplesmente usam o metro para se deslocar no dia-a-dia, com a abertura de supermercados, cafés, cabeleireiros ou lojas do Taobao.

As estações do metro também poderiam acolher feiras aos fins-de-semana ou feriados, acrescentou, além de que algumas lojas poderiam ser alugadas a curto prazo para a apresentação de produtos da área das indústrias criativas.

Por sua vez, Kuok Meng Chit, membro do Conselho Consultivo do Trânsito, disse que a estação do Metro Ligeiro da Barra faz uma importante ligação entre meios de transporte, mas que as lojas que estão na estação não estão localizadas nas zonas que os passageiros têm de atravessar, o que afecta o interesse comercial destes espaços.

Assim, o conselheiro disse que, o planeamento dos espaços comerciais do Metro Ligeiro deve dar atenção à localização das lojas, para que haja uma conjugação com os percursos feitos pelos passageiros.

15 Set 2026

Jogo | Receitas com aumento de 8,8 por cento no ano passado

Dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos mostram que as receitas das concessionárias de jogo aumentaram 8,8 por cento no ano passado para o montante de 251,8 mil milhões de patacas. Tal significa que as receitas superaram as despesas do sector, que subiram 7,5 por cento, para um total de 101,4 mil milhões.

As receitas dos jogos de fortuna ou azar representaram 98,3 por cento do total. Os dados, relativos ao inquérito anual feito à indústria do jogo, mostram ainda que a maior subida, no tocante às despesas das operadoras, deveu-se à compra de bens, comissões e descontos feitos a clientes.

A subida foi de 11,6 por cento, para 25,9 mil milhões de patacas. Já os custos operacionais cresceram 7,7 por cento para 43,7 mil milhões, enquanto os salários representaram um aumento de seis por cento, para 22,8 mil milhões de patacas.

15 Set 2026

Banca | OCBC deixa de aceitar pedidos de empréstimos

A sucursal de Macau do OCBC Bank deixou de aceitar, desde ontem, pedidos para cartões de crédito, empréstimos hipotecários residenciais, empréstimos para aquisição de automóveis e ainda empréstimos pessoais.

Segundo um comunicado do banco, estas alterações dizem respeito à nova “orientação estratégica” do banco, que passa pelo reforço “no foco da gestão do património e outros serviços bancários essenciais”.

Desta forma, “os actuais titulares de cartões de crédito receberão comunicações separadas do banco com detalhes sobre as disposições de transição relevantes, datas importantes e outras informações relacionadas”. Já os clientes que contraíram empréstimos “não haverá alterações nas condições dos seus empréstimos actuais”, explica o OCBC Bank. A sucursal destaca também a manutenção do “firme compromisso de servir a comunidade de Macau e apoiar os clientes em todas as fases do seu percurso financeiro”.

15 Set 2026

El Niño | SMG alerta que tufões podem tornar-se mais intensos

Os Serviços Meteorológicos e Geofísicos avisam a população para se preparar para o impacto de supertufões ainda este ano. Devido ao El Niño, esperam-se menos tufões, mas cada vez mais intensos

Os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) avisaram que o fenómeno El Niño aumenta o risco de o sul da China ser atingido por tufões mais intensos ainda este ano. O El Niño é caracterizado por um aumento nas temperaturas da superfície no centro e leste do Pacífico equatorial. Normalmente ocorre a cada dois a sete anos e dura aproximadamente nove a doze meses.

Os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) de Macau alertaram que, quando o El Niño ocorre, “o número de tempestades tropicais que entram no mar do Sul da China é, em geral, inferior ao normal, mas a sua intensidade tende a ser mais forte”.

Isto porque “as águas quentes do Oceano Pacífico equatorial acumulam-se nas regiões central e oriental do oceano”, pelo que “os locais de formação das tempestades tropicais deslocam-se para leste”, explicaram os SMG, num comunicado.

“Como as tempestades tropicais dispõem de mais tempo para se desenvolver sobre o oceano, absorvendo continuamente o vapor de água e a energia térmica oceânica, a sua intensidade costuma ser também mais forte”, sublinhou a agência. Além disso, referiram os SMG, o El Niño deverá transportar “mais ar quente e húmido para a região” do sul da China, “resultando num nível de precipitação no inverno de Macau superior ao normal”.

O mais forte

A agência recordou que, de acordo com previsões da Organização Meteorológica Mundial e do Centro Nacional de Clima da China, o El Niño poderá ser o “mais forte desde que há registos observacionais”.

“As previsões apontam para que a sua intensidade possa evoluir para o nível “superforte” (ultrapassando os +2,5 °C), e se mantenha até Fevereiro de 2027″, disseram os SMG. Em Maio, o director-adjunto interino da agência meteorológica de Hong Kong já tinha avisado que o fenómeno aumenta o risco de o sul da China ser atingido este ano por supertufões.

O dirigente do Observatório de Hong Kong, Choy Chun-wing, previu que a região deverá ser afectada por entre quatro e sete tempestades tropicais em 2026, menos do que as 14 registadas no ano passado. No entanto, Choy alertou que o El Niño aumenta a probabilidade de as tempestades tropicais se transformarem em supertufões.

Os tufões são fenómenos recorrentes no Sudeste Asiático, quando as águas quentes do Oceano Pacífico favorecem a formação de ciclones, e o sul da China é atingido todos os anos por dezenas dessas tempestades tropicais.

Cenário esperado

No final de Março, os SMG de Macau não excluíram a possibilidade de a região ser afectada por supertufões semelhantes ao Ragasa, a mais poderosa tempestade registada no planeta em 2025.

Segundo um estudo publicado em 2024, os tufões na região estão a formar-se mais perto da costa do que no passado, intensificando-se mais rapidamente e permanecendo mais tempo sobre terra, em consequência das alterações climáticas.

De acordo com cientistas, as alterações climáticas estão a provocar fenómenos meteorológicos extremos mais frequentes e intensos em todo o mundo.

14 Set 2026

MUST | Investigação em ciências marinhas integra projecto da ONU

Um projecto de investigação em ciências marinhas da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST, na sigla em inglês) foi seleccionado como projecto oficial da Década do Oceano das Nações Unidas.

A Comissão Oceanográfica Intergovernamental da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO, na sigla em inglês) lançou esta iniciativa para estimular a inovação na ciência marinha e promover o desenvolvimento sustentável dos oceanos.

De acordo com um comunicado divulgado pela MUST, os projectos reconhecidos são considerados como tendo o potencial para avançar a ciência marinha através da colaboração, inovação e soluções práticas.

A investigação vai estudar a integração entre as ciências marinhas, a sociedade e as políticas de governação, para garantir que os oceanos continuam a manter emissões negativas de carbono, refere o comunicado.

O projecto é liderado pelo Chen Mingbao, professor do Instituto para o Desenvolvimento Sustentável e do Centro para o Desenvolvimento Marinho da MUST e pretende “colmatar toda a cadeia desde a investigação científica até à formulação de políticas e à acção social”.

A investigação irá ser coordenada com instituições e investigadores marinhos em países como o Brasil, Noruega, Espanha e Argentina, e colaborar com a Universidade de Xiamen, a Universidade da Ciência e Tecnologia do Sul e a Universidade Oceânica da China.

Chen Mingbao foi também recentemente seleccionado como especialista para o Processo Regular das Nações Unidas para a Elaboração de Relatórios e Avaliação Globais do Estado do Meio Marinho.

14 Set 2026

MGM abre hotel em Shenzhen

A MGM China acaba de anunciar um novo investimento na cidade chinesa de Shenzhen, através da subsidiária MGM Hospitality Group. Trata-se do hotel “Shenzhen Prince Bay”, com 298 quartos, um empreendimento situado em Prince Bay, zona de Shekou, no distrito de Nansha.

Segundo um comunicado da empresa, trata-se de uma aposta clara na região da Grande Baía, estando o hotel “situado junto a uma importante porta de entrada marítima”, nomeadamente o porto de cruzeiros de Shekou.

Segundo a MGM China, a unidade hoteleira “proporciona um acesso facilitado às cidades da região e a mercados internacionais, contribuindo para o desenvolvimento de Shenzhen enquanto importante destino internacional de consumo, enriquecendo-se também a sua oferta cultural e turística”.

Citada por uma nota, Pansy Ho, presidente e directora-executiva da MGM China, disse que a chegada do “Shenzhen Prince Bay” representa “mais do que a abertura de um novo hotel”, mas também “o compromisso duradouro com o mercado chinês”.

Toque cinematográfico

O empreendimento tem a assinatura do atelier GP Architects e da empresa LTW Designworks, tendo como conceito a ideia de “jardim à beira-mar”. O projecto baseia-se ainda “em três actos inspirados no cinema clássico da MGM: um refúgio florestal, uma descoberta cromática e um retiro tranquilo entre as montanhas e o mar”.

No que diz respeito a arquitectura e decoração de interiores, a inspiração surgiu “da linha costeira de Prince Bay e do património ligado ao porto de cruzeiros”. Os hóspedes podem, assim, ver elementos estéticos relacionados com a água, com “grande impacto no átrio”, existindo ainda “uma instalação artística ao nível do céu e o topo suspenso da torre”.

Trata-se de evocar “o convés de um navio de cruzeiro”, sempre “com o romantismo da costa marítima em cada perspectiva”. O empreendimento conta ainda com uma área de três mil metros quadrados para eventos, espaços de lazer e de treino.

Yang Lirong, presidente da empresa Yunnan Xiangfeng Industrial Group, proprietária do hotel, disse que, em conjunto com a MGM China, criou-se um destino “que combina o charme distinto do porto com padrões elevados de hotelaria, elevando as ofertas de Prince Bay em matéria de negócios, turismo e cultura”.

14 Set 2026

BIR | José Cesário vê “sinais positivos” da parte do Governo de Sam Hou Fai

O deputado acredita num novo regime para facilitar a aquisição de residência por cidadãos portugueses e declara haver “intenções positivas” no que diz respeito à presença portuguesa em Macau

O líder da Comissão de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas da Assembleia da República de Portugal, José Cesário, considera que “há sinais positivos” que podem desbloquear a emissão do bilhete de identidade de residentes para cidadãos portugueses. As declarações foram prestadas ao canal em língua portuguesa da TDM, durante uma visita a Macau.

“Sei que há, eu diria, intenções positivas no sentido de dar garantias de que os portugueses continuam presentes em Macau. Recentemente foram nomeados dois magistrados portugueses para Macau e isso é muito importante”, afirmou o deputado do Partido Social Democrata. “O actual Chefe do Executivo é muito interessado, muito empenhado nesta relação, na presença portuguesa em Macau. Eu acho que tem havido sinais positivos e acho que poderá haver ainda mais”, frisou.

Desde 2023 que a Administração Pública de Macau acabou com o acesso preferencial de portugueses ao bilhete de identidade para residente, justificado pelo desempenho do exercício de funções técnicas especializadas.

Com as regras actuais, os portugueses que se mudem para Macau ficam abrangidos pelo regime de trabalhadores não residentes, o que impede a fixação de residência permanente e obriga a que os contratos de trabalho tenham um termo fixo, normalmente renovado a cada dois anos.

À espera da Comissão Mista

Desde as alterações legais que os políticos portugueses que visitam Macau, entre eles o primeiro-ministro, Luís Montenegro, expressam o desejo da criação de um novo regime especial para os cidadãos portugueses.

Este assunto deverá ser um dos tópicos de debate entre as duas partes na próxima Reunião da Comissão Mista, um acordo de cooperação entre as duas partes.

Não há qualquer reunião plenária da Comissão Mista desde 2019, antes da pandemia, e, apesar de as duas partes fazerem promessas frequentes de um novo encontro, este tem sido adiado ano após ano.

Sobre o futuro encontro, José Cesário mostrou-se confiante: “Não tenho qualquer informação privilegiada, acabou de reunir uma subcomissão [mista de educação]. Sei que é vontade dos Governos a sua realização breve, mas não sei mais do que isso”, apontou. “Acredito que a reunião se realize em breve”, reconheceu.

José Cesário realizou uma visita a Macau, onde, como tradicionalmente acontece, visitou a sede da Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM). Sobre a visita, Cesário, o também ex-secretário da Comunidades Portuguesas, afirmou servir para ouvir os portugueses. “Eu tenho sempre muita expectativa. Não venho cá apenas para debitar um discurso, venho sobretudo ouvir”, explicou. “Já tive a oportunidade de avaliar bem a importância que tem o facto de termos de fazer todos um esforço para manter a presença muito viva de Macau em Portugal e também manter a presença de Portugal aqui, em Macau”, apontou.

14 Set 2026

MPay | PJ alerta para nova burla

A Polícia Judiciária (PJ) alertou ontem a população para uma nova burla por SMS, em que os criminosos se fazem passar por representantes da plataforma de pagamentos electrónicos MPay.

Segundo um comunicado, os burlões enviam SMS às pessoas a afirmar que o endereço IP associado à conta de MPay tem um problema, pelo que os utilizadores precisam de actualizar as informações com os dados pessoais.

A mensagem indica igualmente que se os dados não forem actualizados a conta pode ser classificada como de risco. No formulário com os dados pessoais, indicado através de uma hiperligação, é pedido aos residentes que revelem a palavra-passe, a palavra-passe de transacção e o código de verificação.

Os dados são depois utilizados pelos burlões para controlar a conta das vítimas e fazerem transacções de grande valor sem autorização. Entre 4 e 9 de Setembro, a PJ recebeu 14 denúncias de residentes burlados. As perdas totais atingiram 93 mil patacas, com os casos individuais a variarem entre 190 e 14 mil patacas.

11 Set 2026

ARTM | Vida saudável promovida em torneio de basquetebol

A Associação de Reabilitação dos Toxicodependentes de Macau (ARTM) organiza no sábado e domingo um torneio de basquetebol, ao abrigo do Projecto Be Cool. Segundo um comunicado emitido pela ARTM, a iniciativa foi concebida para promover um estilo de vida saudável entre adolescentes e melhorar as suas competências sociais e pessoais.

“Para além da actividade física, o evento reforça a resiliência emocional, promove o controlo dos impulsos e fomenta um sentimento de pertença, factores que funcionam como elementos protectores contra comportamentos de risco”, completa a associação.

O torneio, que terá lugar na Escola Luso-Chinesa Técnico-Profissional, arranca amanhã às 14h depois da cerimónia de abertura, com os jogos a terminarem às 18h. No domingo, a bola começa a rolar às 10h, com os jogos finais marcados para as 15h30, seguidos da entrega de prémios aos vencedores.

11 Set 2026

Saúde | Quase um terço dos alunos do 1º ao 6º ano sofre de miopia

Cerca de 29 por cento dos estudantes de Macau, do 1º ao 6º ano, sofre de miopia e 13,5 por cento de astigmatismo. Os problemas não ficam por aqui: 13,5 por cento têm excesso de peso e 42 por cento sofrem de cáries dentárias. O Governo apelou aos pais para terem em conta a saúde dos filhos

Os jovens de Macau não estão muito saudáveis, de acordo com os dados do Programa de Saúde Escolar 2025/2026, anunciados ontem pelos Serviços de Saúde (SS). As autoridades realizaram um estudo alargado, a estudantes de 97 escolas do território, assim como a Escola de Hengqin Afiliada à Escola Secundária Hou Kong, em que participaram 52 mil alunos do 1º ano ao 6º ano de escolaridade.

O estudo releva que 13,5 por cento dos estudantes inquiridos tem excesso de peso, incluindo casos de obesidade. Do universo de jovens com peso a mais, 13,3 por cento sofre de uma doente de pele (acantose nigricans) que está associada ao risco de diabetes ou doenças cardiovasculares precoces.

Os SS partilharam ainda um estudo do Hospital Kiang Wu a jovens do ensino secundário, que revela que 18,8 por cento dos alunos do 7º ao 9º ano também têm excesso de peso, enquanto 8,8 por cento sofre de má nutrição.

Os dados do Hospital Kiang Wu resultaram de consultas a 546 jovens.

Os resultados do Programa de Saúde Escolar 2025/2026 revelam que os problemas de visão constituem uma das situações mais prevalentes entre os jovens inquiridos. Pouco mais de 29 por cento tem miopia, o que representa cerca de 14.200 jovens, enquanto 13,5 por cento sofre de astigmatismo, mais de 7.000 alunos.

Doces chatices

Entre os 52.000 alunos que participaram no estudo, 37.000 não usam óculos,

apesar de 22,6 por cento sofrerem de problemas como miopia, hipermetropia e astigmatismo, percentagem que corresponde a 8.385 alunos.

Segundo o canal chinês da Rádio Macau, a equipa que conduziu o estudo referiu que os problemas de visão estão a afectar alunos cada vez mais jovens, e tendem a agravar-se com a idade. Por exemplo, o número de estudantes com miopia duplica do 2º ano para o 4º ano de escolaridade.

Face a esta realidade, as autoridades apelaram aos pais para levarem os filhos a consultas de oftalmologia para encontrar soluções que corrijam problemas de visão o mais precocemente possível.

O inquérito demonstra ainda que entre os alunos do 3º e 5º de escolaridade, 42,3 por cento têm cáries dentárias, proporção que representa 5.214 estudantes.

Em relação à triagem auditiva, os resultados não foram tão desanimadores. Os SS indicaram que entre os alunos do 1º ano os problemas auditivos afectam 0,16 por cento das crianças (seis), enquanto no 3º ano a percentagem sobe para 1 por cento (48 alunos). As autoridades indicaram que estas crianças foram encaminhadas para acompanhamento de especialidade médica.

Foi também referido que 3,2 por cento dos alunos do 5º ano sobre de problemas de coluna, o equivalente a 207 jovens. As autoridades de saúde não explicaram a razão para os resultados serem apresentados de forma escalonada e não global. Porém, apelaram aos pais para tomarem atenção à saúde dos filhos, aconselhando que façam, pelo menos, uma hora de exercício físico por dia, e o tempo em frente a ecrãs limitado a duas horas por dia.

11 Set 2026

Autocarros | Song Pek Kei pede melhores ligações para Hac Sá

Apesar do aproximar do fim do Verão, a deputada defende que a Praia de Hac Sá continua a ser muito procurada, pelo que é necessário aumentar a frequência dos autocarros públicos

A deputada Song Pek Kei pediu ao Governo para criar melhores ligações de autocarro para a Praia de Hac Sá, devido à crescente procura por residentes e turistas. A solicitação consta de uma interpelação divulgada ontem e tem em conta a redução do número de autocarros ligada ao fim da época balnear.

Segundo a deputada ligada à comunidade de Fujian, “o número de residentes e turistas que se deslocam” à Praia de Hac Sá e zonas próximas “não pára de crescer”, independentemente da época do ano.

Todavia, a legisladora avisa que as ligações por transportes públicos são tidas como insuficientes. “Todos os fins-de-semana e feriados continuam a registar-se problemas como o congestionamento das estradas em redor de Hac Sá, tempo excessivo de espera pelos autocarros e a escassez de lugares de estacionamento”, descreve Song Pek Kei.

A deputada alerta ainda que não se espera que a situação melhore a curto prazo, uma vez que com o final do Verão o autocarro n.º 15 deixou de passar pela Praia de Hac Sá, assim como o autocarro nocturno N3.

Neste cenário, as viagens são feitas nos autocarros n.º 26A e n.º 21A, que para Song têm muitos problemas. Em relação ao autocarro 21A, a deputada aponta que o “intervalo entre as viagens é relativamente longo”, o que faz acumular o número de passageiros. No 26A, tido como a ligação principal, a situação não é muito melhor, e Song indica que a viatura “fica frequentemente cheia a meio do percurso, fazendo com que os residentes por vezes enfrentem longos tempos de espera ou não consigam embarcar”.

Face às dificuldades, a deputada questiona o Executivo sobre a existência de planos para ajustar a frequência dos autocarros e facilitar as deslocações para a praia.

Os mais utilizados

Além das ligações à praia, a deputada alerta também para a necessidade de melhorar outras carreiras. Com recurso aos dados oficiais, a deputada aponta que entre Janeiro e Junho o volume de passageiros dos autocarros públicos atingiu os 120 milhões, o que representa um aumento anual de 6,12 por cento.

Contudo, Song Pek Kei considera que as ligações de autocarros ainda apresentam muitos problemas, como acontece quando existe uma “sobreposição de rotas em zonas turísticas muito frequentadas”, indicando os exemplos da Praia Grande e a Avenida de Almeida Ribeiro. Para a deputada, esta sobreposição “provoca filas de veículos nas paragens que resultam em congestionamentos na rede viária”, além de fazer com que o sistema seja menos eficiente.

Em relação a este problema, Song questiona o Governo sobre a possibilidade de repensar as ligações existentes, com uma maior aposta em autocarros que liguem pontos específicos, de forma a reduzir a sobreposição excessiva.

11 Set 2026

Citigroup | Receitas de jogo devem crescer 12%

Em Setembro, as receitas brutas do jogo deverão crescer 12 por cento, para cerca de 20,5 mil milhões de patacas. A previsão foi feita pelo banco de investimento Citigroup, num relatório citado pela Rádio Macau.

Segundo os dados apresentados, nos primeiros seis dias do mês a receita média diária atingiu 633 milhões de patacas. O número representa uma descida de 10 pro cento em comparação com a média diária observada durante o mês de Agosto, embora reflicta uma subida de 4 por cento face ao período homólogo do ano transacto.

A redução em termos mensais é encarada como normal, dado o funcionamento do mercado. As estimativas de crescimento para Setembro depois de um mês de Agosto, em que a receita bruta do jogo se fixou nos 21,9 mil milhões de patacas, o que representa um recuo homólogo de 1,2 por cento.

10 Set 2026