João Santos Filipe Manchete SociedadeIA | Associação admite substituição de trabalhadores A Associação Económica de Macau acredita que os trabalhadores não residentes vão ser os mais afectados pela implementação da inteligência artificial, mas reconhece que vai ficar mais complicado para os jovens de Macau entrarem no mercado de trabalho A Associação Económica de Macau admite que os recém-licenciados vão ter cada vez mais dificuldades em encontrar um emprego devido à implementação da inteligência artificial (IA), mas defende que a tendência não se verifica apenas em Macau. A posição consta de um artigo de opinião publicado no jornal Ou Mun pelo subchefe do Conselho de Jovens da associação, Leong Ka Hou. No artigo, o responsável explicou que os trabalhos caracterizados por uma elevada repetição de tarefas, processos padronizados e fácil adaptação da tecnologia vão ser os mais afectados pela substituição. Leong apontou que os exemplos fora da RAEM mostram que a adopção das novas tecnologias está a reduzir gradualmente os postos de trabalho que normalmente eram ocupados pelos mais jovens, quando iniciavam a carreira profissional. O responsável destacou os casos de Hong Kong e Singapura e afirmou que, nestas cidades, as vagas de emprego a tempo inteiro para profissionais em início de carreira continuam a diminuir. Leong Ka Hou argumentou ainda que face à expansão da inteligência artificial as empresas mostram-se mais cautelosas nas contratações. Macau melhor Apesar do cenário negativo, o subchefe do Conselho de Jovens da Associação Económica de Macau considera que o impacto em Macau vai ser sentido de forma mais gradual, do que nas outras jurisdições mais ligadas à indústria manufactureira. Leong Ka Hou argumentou que a economia de Macau se foca principalmente no sector dos serviços, no qual a maioria das posições depende do atendimento presencial e que dificilmente é substituída por máquinas. O membro da associação considera que a substituição dos trabalhadores até pode ter um efeito positivo em Macau, com a redução do conflito entre residentes e trabalhadores não residentes (TNR). Leong Ka Hou explicou este ponto de vista com o facto de os TNR ocuparem maioritariamente os trabalhos menos qualificados, pelo que serão os primeiros a ser afectados pelo fenómeno. Como os TNR são os mais afectados, Leong indica que a substituição é uma oportunidade para melhorar a estrutura dos recursos humanos de Macau. Apesar destas alterações, devido ao envelhecimento populacional, Leong Ka Hou considerou que a oferta de mão-de-obra em Macau é inerentemente insuficiente, pelo que sugere ao Governo a adopção de uma estratégia para a transformação da força de trabalho, com base nas tendências futuras de emprego e através da requalificação profissional dos residentes, de forma a prepará-los para os futuros empregos. Leong Ka Hou pediu ainda um mecanismo de formação em tecnologias de IA e a formação de quadros nas indústrias de saúde, finanças, tecnologias de ponta e desporto, cultura, exposições e convenções.
Hoje Macau SociedadeUber | Semana Dourada leva a aumento da procura Na Semana Dourada (1 a 7 de Outubro), a Uber anunciou ter registado um aumento de 130 por cento no número de passageiros vindos do Interior da China, em comparação com a semana anterior. Os números foram revelados através de um comunicado emitido ontem pela plataforma de táxis. A empresa considerou que os dados mostram “não só a elevada confiança dos utilizadores do Interior na Uber e a continuidade dos seus hábitos de viagem, mas também o notável sucesso da Uber em alavancar a tecnologia para ajudar o sector de táxis local de Macau a atrair com precisão as oportunidades do turismo transfronteiriço”. Além dos hotéis de luxo, os principais destinos dos clientes da plataforma de transporte foram as Ruínas de São Paulo, a Torre de Macau e o Centro de Ciência de Macau. “Estamos muito encorajados com os resultados alcançados em Macau durante a ‘Semana Dourada’ deste ano. O crescimento superior a 130 por cento no número de passageiros activos do Interior prova que o Uber Taxi proporcionou aos utilizadores do Interior uma experiência de viagem conveniente e fiável”, considerou Estyn Chung, Director-Geral da Uber em Taiwan, Hong Kong e Macau.
Hoje Macau SociedadeTakeaway | Associação alerta para burlas com encomendas falsas A Associação do Sector Takeaway de Macau alerta para a existência de um esquema de burlas com encomendas de grandes quantidades de comida. O aviso foi deixado depois de a associação ter recebido relatos de burlas de diferentes comerciantes, um dos quais com perdas de dezenas de milhares de patacas. Num comunicado, a associação revela que os burlões utilizam a função de mensagem das plataformas de encomenda de takeaway no esquema. Os criminosos fazem-se passar por trabalhadores de escolas locais e afirmam que têm a intenção de fazer uma grande encomenda. Após os contactos iniciais, os burlões sugerem que a conversa passe para outras aplicações para ultimarem os detalhes do negócio. Quando os comerciantes passam a comunicar com os criminosos noutras plataformas, é-lhes explicado que a encomenda depende da compra de produtos caros em Hong Kong. No entanto, as escolas querem simplificar o processo de aquisição, pelo que é pedida ajuda aos comerciantes para adiantarem parte desse dinheiro. Ao mesmo tempo, é prometido que todo o dinheiro, o custo da comida e dos produtos de Hong Kong, vai ser entregue com a compra final. Os burlões enviam ainda comprovativos falsos das compras em Hong Kong. Após a transferência dos comerciantes para os burlões, não é feita qualquer encomenda de comida. A associação afirma também acreditar que os burlões escolhem as vítimas nas listas de negócios mais populares nas aplicações móveis.
João Santos Filipe Manchete SociedadeEstudo | Mais de 60% das empresas inquiridas congelaram salários O Inquérito sobre Salários e Benefícios da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau de 2026 revela que metade das empresas inquiridas despediu trabalhadores, afectando 0,1 por cento dos postos de trabalho Cerca de 61 por cento das empresas do território participantes no Inquérito sobre Salários e Benefícios da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau de 2026 congelaram salários entre Julho de 2025 e Junho de 2026. O dado foi avançado pelo jornal Ou Mun, e representa 23 empresas num total de 38 participantes de Macau no inquérito. Tendo em conta todas as 38 empresas, o aumento salarial médio no território foi de 1,1 por cento. No entanto, quando são consideradas apenas as 15 empresas que efectivamente aumentaram ordenados, o incremento médio foi de 2,5 por cento. Os resultados apurados no inquérito realizado pela Hong Kong Baptist University, e que conta com a colaboração da Universidade de Macau, mostram ainda que os aumentos têm vindo a ficar mais pequenos. No ano transacto, entre Julho de 2024 e Junho de 2025, o aumento médio geral do salário nas empresas inquiridas tinha atingido 2,5 por cento, acima do valor mais recente. Porém, nem tudo são más notícias para os trabalhadores, os inquiridos estimam que em 2027 os aumentos médios atinjam 3,1 por cento. “As previsões de aumento salarial para 2027 recuperaram tanto em Hong Kong como Macau e nas cidades da província de Cantão. Isto reflecte o facto de, embora as empresas continuem a enfrentar desafios decorrentes do ambiente económico externo e pressões de custos, manterem a confiança no seu desenvolvimento futuro e na necessidade de quadros qualificados”, afirmou Ray Leung, presidente da Associação de Gestão de Talentos de Hong Kong e presidente da Comissão do Inquérito sobre Salários e Benefícios da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau de 2026. Importa realçar que todas as empresas de Macau inquiridas previram aumentar salários no próximo ano. Metade despediram Os dados citados pelo jornal Ou Mun mostram também que 19 das 38 empresas tiveram “funcionários que saíram de forma involuntária”. Este número significa que houve saídas forçadas de trabalhadores em metade (50 por cento) das empresas inquiridas. Em termos da dimensão dos despedimentos, o inquérito concluiu que envolveram 0,9 por cento do total de funcionários das empresas inquiridas. No capítulo das políticas de contratação, 14 empresas tinham vagas por preencher que equivalem a 1 por cento do total de funcionários, número que foi apontado como uma redução em comparação com o ano anterior. No período analisado, as empresas inquiridas revelaram taxas de rotatividade de pessoal entre 5,6 por cento e 7,3 por cento dos trabalhadores. Esta rotatividade inclui as pessoas forçadas a sair, mas também as que saem de forma voluntária. A principal razão indicada pelos trabalhadores que abandonaram as empresas de forma voluntária foi terem encontrado outros trabalhos com melhores oportunidades de promoção e desenvolvimento, seguida pela oferta de melhores condições salariais. A rotatividade aconteceu principalmente ao nível dos trabalhadores dos quadros médios, chefias e trabalhadores especializados.
João Luz Manchete SociedadeDroga | Consumo aumentou 3,5% no primeiro semestre No primeiro semestre do ano, o sistema de registo de toxicodependentes contava 88 consumidores de drogas em Macau, o equivalente a um aumento de 3,5 por cento. O ice continua a ser a estupefaciente mais consumido no território Segundo os dados do “Sistema de Registo Central dos Toxicodependentes de Macau”, o número total de toxicodependentes registados no primeiro semestre deste ano foi de 88, um aumento de 3,5 por cento em termos homólogos face a 2025, indicou o Instituto de Acção Social (IAS), num comunicado relativo à sessão plenária da comissão de luta contra a droga. Dos 88 consumidores, dois tinham menos de 21 anos, o que representou 2,3 por cento do número total registado. Importa referir que, uma vez que este sistema se baseia nos consumidores apanhados pelas autoridades policiais e nos que procuram tratamento em instituições e organizações privadas, os dados não apresentam um retrato fidedigno do fenómeno do consumo de drogas no território. Aliás, contabilizam pessoas que, por estarem detidas ou em tratamento, não consomem drogas. Ainda assim, o IAS acrescentou que a metanfetamina (ice) foi a droga mais consumida, correspondente a 15,5 por cento dos casos, seguida da heroína, com uma percentagem de 10,3 por cento. No que diz respeito aos locais de consumo, mais de 80 por cento dos toxicodependentes consumiram drogas em Macau e mais de 80 por cento em locais relativamente ocultos, ou seja, em casa própria ou em casas de amigos. Nacionalismo em tudo Durante a reunião da comissão de luta contra a droga, que se realizou na manhã de sexta-feira, a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, destacou que o combate à droga “é um dos trabalhos principais do Governo”, fundamental para a “construção de uma cidade segura e saudável”. A governante lembrou que o IAS lançou este ano, pela primeira vez, o “Plano de estudo e aprendizagem de combate à droga dos jovens da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”, no Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas, que disponibilizou “12 roteiros de estudo entre Guangdong, Hong Kong e Macau”. Estes roteiros incluíram passagens por pontos históricos importantes durante a visita a Macau “do herói de combate à droga, Lin Zexu”. Lin Zexu foi um político e filósofo chinês que desempenhou um papel crucial na Primeira Guerra do Ópio, ao vincar a sua oposição firme à venda de ópio, sendo até hoje considerado um símbolo na luta contra a droga. O IAS acrescenta que as diversas actividades do Dia Internacional contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas, contaram com a participação de mais de 35 mil pessoas e que o objectivo foi também “promover o sentimento de amor pela pátria e por Macau”.
Hoje Macau SociedadeInflação | Números revelam maior subida em seis anos O índice de preços no consumidor (IPC) aumentou 1,16 por cento nos primeiros nove meses, em comparação com igual período de 2025, o valor mais elevado em seis anos, foi anunciado, na sexta-feira. De acordo com dados oficiais, a inflação homóloga entre Janeiro e Setembro foi a mais alta desde 2020, no início da pandemia de covid-19, quando atingiu 1,37 por cento e terminou o ano em 0,81 por cento. Caso a tendência dos primeiros nove meses se mantenha até ao fim de 2026, a inflação irá fechar o ano no valor mais elevado desde 2019, antes do início da pandemia, quando atingiu 2,75 por cento. Os dados divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelam que a primeira razão para a aceleração da inflação foi uma subida de 11,2 por cento no preço dos combustíveis para veículos. A instabilidade geopolítica no Médio Oriente tem contribuído para pressionar os mercados energéticos, com reflexos nos preços dos combustíveis e do gás natural a nível mundial. A inflação também se fez sentir nos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas (mais 1,15 por cento), com o custo das refeições adquiridas fora de casa a subir 1,23 por cento. Os gastos com rendas ou hipotecas de apartamentos subiram 0,33 por cento e 0,49 por cento, respectivamente. Já o valor do ouro subiu 27 por cento no preço da joalharia, ourivesaria e relógios, produtos populares entre os turistas da China continental.
Hoje Macau SociedadeVisitantes | Subida de 8,5 por cento até Setembro Macau registou 32,18 milhões de entradas de visitantes nos primeiros nove meses de 2026, um aumento de 8,5 por cento face ao mesmo período do ano passado. Os números foram divulgados pelos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Do número total, cerca de 19,7 milhões de visitantes vieram a Macau em excursões entre Janeiro e Setembro, mais 14,5 por cento em termos homólogos. O período médio de permanência para os turistas que visitaram o território manteve-se nos 2,3 dias. Os visitantes provenientes do Interior continuaram a representar a maioria das entradas, com 23,88 milhões de visitantes, um crescimento homólogo de 10,7 por cento, com o número de visitantes oriundos de Taiwan a aumentar 21,3 por cento, para 882.023 entradas, enquanto os provenientes de Hong Kong recuaram ligeiramente 0,3 por cento, para 5,46 milhões. As entradas de visitantes internacionais de outros países e regiões ascenderam a 1,95 milhões nos primeiros nove meses do ano, mais 3,4 por cento do que no período homólogo. No Sudeste Asiático, a Tailândia registou o maior crescimento entre os principais mercados, com as entradas a subirem 34,8 por cento, para 154.885 visitantes. Em sentido contrário, as Filipinas e a Indonésia registaram quedas de 5,2 por cento e 16,5 por cento, respectivamente, para 363.120 e 122.366 visitantes. No Sul da Ásia, o número de visitantes provenientes da Índia aumentou 13,5 por cento, para 91.857 entradas. Já no Nordeste Asiático, a República da Coreia registou uma descida de 2,1 por cento, para 374.590 visitantes. Entre os mercados de longa distância, os Estados Unidos registaram um crescimento homólogo de 6,9 por cento, com 120.071 visitantes a entrarem em Macau nos três primeiros trimestres de 2026.
Hoje Macau SociedadeCasinos | Mais de 800 pessoas pediram exclusão de acesso este ano Os números de 2026 ano aproximam-se do recorde de pedidos de exclusão de acesso aos casinos, desde que a lei estabeleceu o mecanismo para garantir o jogo responsável, em 2012. De acordo com os dados da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), nos primeiros nove meses deste ano as autoridades registaram 904 pedidos de exclusão de acesso a casinos, dos quais 833 foram solicitados pela própria pessoa. Os restantes 71 foram pedidos por terceiros. No ano passado, a DICJ recebeu o maior número de pedidos de exclusão, 952 no total, mas tendo em conta que nos três trimestres deste ano o volume de pedidos tem seguido uma média de cerca de três centenas, o registo de 2025 pode ser batido antes do final do ano. Em termos sequenciais, os dados da DICJ mostram um aumento progressivo, com 282 pedidos nos primeiros três meses do ano, que passaram para 305 no segundo trimestre e 317 no terceiro trimestre.
Hoje Macau Manchete SociedadeDSPA | Poluição do ar diminuiu no Delta do Rio das Pérolas Os níveis de poluentes atmosféricos no Delta do Rio das Pérolas, incluindo Macau e Hong Kong, caíram entre 23 e 86 por cento nos últimos 20 anos, segundo a Rede de Monitorização da Qualidade do Ar Nas últimas duas décadas, os níveis de poluentes atmosféricos no Delta do Rio das Pérolas diminuíram entre 23 e 86 por cento. A Rede de Monitorização da Qualidade do Ar mostra que, em 2025, os níveis de todos os tipos de poluentes atmosféricos – dióxido de enxofre, dióxido de azoto, monóxido de carbono, partículas inaláveis e partículas finas – “apresentaram todos eles uma tendência decrescente contínua”. De entre esses valores, destacam-se os referentes às concentrações de partículas finas, que baixaram para “um nível que figura entre os melhores do país”. “Isto mostra que as medidas de redução de emissões implementadas por Guangdong, Hong Kong e Macau nos últimos anos foram eficazes para melhorar a qualidade do ar na Região do Delta do Rio das Pérolas”, afirmou a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) na comunicação. A DSPA acrescentou que, ao longo dos anos, os Governos de Guangdong, Hong Kong e Macau têm vindo a lançar várias políticas e medidas no sentido de melhorar a qualidade do ar na região. Em Macau, foram lançadas medidas para melhorar a qualidade do ar, como a eliminação de veículos altamente poluidores, a promoção de veículos eléctricos e o controlo da emissão de gases de escape dos veículos. Em 2025, o Governo procedeu à restrição dos valores-limite de alguns parâmetros para a gasolina sem chumbo. Na quinta-feira, o Conselho Executivo anunciou restrições ainda maiores aos valores-limite de emissão para os motociclos e ciclomotores e para os automóveis a gasóleo em circulação, que irão entrar em vigor a 1 de Janeiro de 2028. A DSPA afirmou que está a explorar o potencial de aplicação de recursos fotovoltaicos em espaços públicos e a optimizar a proporção de energia eléctrica limpa na estrutura energética, para “controlar a emissão de poluentes atmosféricos locais e melhorar a qualidade do ar”. Aqui ao lado Em Hong Kong, em Maio de 2025, o Governo voltou a restringir os limites permitidos de emissões de poluentes atmosféricos do sector de energia eléctrica, numa medida que irá entrar em vigor a partir de 2030. Em comparação com 2010, os limites máximos de emissões de dióxido de enxofre, óxidos de azoto e partículas inaláveis provenientes das centrais eléctricas foram reduzidos em 91, 80 e 75 por cento, respectivamente. Além disso, o Governo de Hong Kong planeia eliminar progressivamente cerca de 40 mil veículos comerciais a gasóleo mais antigos até ao final de 2027. “Até finais de Agosto de 2026, mais de 33.700 veículos visados tinham sido abatidos”, segundo o relatório. Hong Kong também planeia suspender os novos registos de veículos particulares movidos a combustíveis fósseis e híbridos até 2035, colocar em circulação, até ao final de 2027, cerca de 700 autocarros eléctricos e cerca de três mil táxis eléctricos, para alcançar zero emissões de gases poluentes até 2050. No que respeita às embarcações, em 2019, Hong Kong, em colaboração com as cidades da Grande Baía, “estabeleceu, nas áreas marítimas do Delta do Rio das Pérolas”, uma zona de controlo de emissões de poluentes atmosféricos provenientes de embarcações, “estipulando que todas as embarcações” que naveguem ou fundeiem nas áreas marítimas de Hong Kong “têm de utilizar combustíveis que cumpram as normas”. Após a implementação da medida, a estação junto ao Terminal Marítimo de Contentores de Kwai Chung registou, “em 2025, uma redução de 50 por cento das concentrações anuais de dióxido de enxofre em comparação com as de 2018, o que demonstra que a medida de controlo foi eficaz”.
Hoje Macau Manchete SociedadeGoverno afirma que não retirou filme “Digger” e cinema culpa distribuidora O Governo de Macau garantiu à Lusa que não teve qualquer papel na retirada do novo filme do actor norte-americano Tom Cruise e a empresa dona dos cinemas onde “Digger” iria estrear culpou a distribuidora. A película do realizador mexicano Alejandro González Iñárritu estreou-se a nível mundial em 1 de Outubro, mas foi retirada à última hora dos cinemas das regiões chinesas de Macau e Hong Kong. O Instituto Cultural (IC) de Macau, que detém a competência de aprovar e classificar todos os filmes exibidos ao público no território, negou qualquer intervenção no caso de “Digger”. Numa resposta escrita a questões da Lusa, o IC sublinhou que a Comissão de Classificação dos Espectáculos “não chegou a proceder à apreciação do pedido de classificação etária” deste filme. “Digger” iria ser exibido nos cinemas do Galaxy Macau, mas não chegou a estrear e todas as referências à longa-metragem foram retiradas do portal do empreendimento na Internet. Mas a empresa Galaxy Entertainment, proprietária do Galaxy Macau, também rejeitou qualquer responsabilidade na retirada do filme do estúdio Warner Bros e apontou o dedo à distribuidora. “Todos os procedimentos relacionados com o lançamento de filmes são definidos pelas distribuidoras, e não pela Galaxy Cinemas, que funciona como local de exibição”, sublinhou a empresa. “Dúvidas específicas sobre a exibição de determinados filmes devem ser encaminhadas para as respectivas distribuidoras”, acrescentou a concessionária, numa resposta escrita a questões da Lusa. Silêncio dos inocentes Desde 2021 que a Universal Pictures é a distribuidora, nas duas regiões, dos filmes da Warner Bros, após este estúdio ter encerrado as operações em Hong Kong. A Lusa pediu esclarecimentos à subsidiária da Universal Pictures em Hong Kong e à empresa-mãe, nos Estados Unidos, mas não obteve qualquer resposta. De acordo com a imprensa de Hong Kong, “Digger”, que deveria estrear-se em 01 de Outubro, Dia Nacional da China, foi retirado à última hora dos cinemas locais devido a “diálogo sensível”. A película inclui uma cena em que é sugerido um ataque nuclear contra o país e outra em que uma personagem descreve a população chinesa como “amarela” e um “cancro”.
João Luz Manchete SociedadeSands China | Receitas subiram 1,4% no terceiro trimestre A Sands China teve receitas líquidas de 1,93 mil milhões de dólares no terceiro trimestre, uma subida anual de 1,4 por cento e de 8,4 por cento face ao trimestre anterior. Apesar disso, os lucros líquidos caíram 30 por cento. O CEO da Las Vegas Sands descreveu os resultados como “aberrantes” O terceiro trimestre deste ano foi estranho para a Sands China, de acordo com os resultados apresentados ontem à bolsa de valores de Hong Kong. A concessionária de jogo teve em simultâneo uma quebra anual de 29,8 por cento dos lucros líquidos, em termos anuais, que se fixaram em 191 milhões de dólares, e uma subida homóloga de 1,4 por cento das receitas líquidas, no período em análise, para 1,93 mil milhões de dólares. Nos primeiros nove meses de 2026, a receita líquida da operadora subiu 7,8 por cento face ao mesmo período do ano passado, chegando aos 5,81 mil milhões de dólares. Ainda assim, a Sands sofreu uma queda de 14 por cento no lucro líquido nos primeiros nove meses do ano para 592 milhões de dólares. Numa conferência de imprensa sobre os resultados da empresa mãe, a Las Vegas Sands, o director executivo Patrick Dumont realçou o quão atípico foi o período entre Julho e Setembro. “Um trimestre como este, acredito que isto foi uma aberração. Algumas pessoas não apareceram, mas as boas notícias é que elas andam por aí, algures. Fizemos muitos progressos em áreas em que queríamos melhorar, criando melhores experiências para os nossos clientes, mas quando os clientes não aparecem, isso é um bocado problemático”, afirmou o responsável. Patrick Dumont enumerou a incerteza macroeconómica na Ásia, e também a nível global, e o Campeonato do Mundo de Futebol (que se estendeu até meados de Julho), como possíveis razões para performance no trimestre em análise em Macau e Singapura. Visão do Cotai Indo por partes, as receitas líquidas do The Londoner Macao no terceiro trimestre deste ano chegaram aos 685 milhões de dólares, resultado que representou uma quebra anual ligeira de 0,1 por cento. Quanto aos lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA, em inglês), o Londoner registou uma quebra anual de 18,7 por cento para 178 milhões de dólares. Do outro lado da Estrada da Baía de Nossa Senhora da Esperança, o The Venetian Macao apurou 649 milhões de dólares no trimestre em análise, menos 6,2 por cento em termos homólogos. No que respeita ao desempenho operacional global, o The Venetian Macao alcançou um EBITDA de 205 milhões de dólares, menos 15,3 por cento em relação aos 242 milhões de dólares anteriores.
Hoje Macau SociedadePJ | Inspector suspenso por conduzir embriagado A Polícia Judiciária (PJ) aplicou a pena disciplinar de suspensão de funções a um investigador criminal condenado em tribunal pela prática do crime de condução em estado de embriaguez, de acordo com um despacho do secretário para a Segurança. O caso remonta à madrugada de 25 de Julho do ano passado, quando o Corpo de Polícia de Segurança Pública recebeu uma queixa de um cidadão, por volta das 05h, de que estaria um veículo estacionado ilegalmente na Rua Nova da Areia Preta. Os agentes policiais deslocaram-se ao local e encontraram um veículo ligeiro com o motor ligado, estacionado na faixa de rodagem, com um homem a dormir no lugar do condutor. O indivíduo, investigador criminal da PJ, que se encontrava de folga, fez o teste do balão e acusou uma taxa de alcoolemia superior à legalmente permitida. No início de Dezembro do ano passado, o inspector foi condenado pela prática do crime de condução em estado de embriaguez a pena de prisão de quatro meses, suspensa por dois anos, e inibição de condução por 1 ano e 4 meses. O caso levou a direcção da PJ a reforçar a supervisão interna, a gestão e a sensibilização para aumentar a consciencialização sobre o cumprimento da lei, de modo a evitar a ocorrência de casos semelhantes.
Hoje Macau Manchete SociedadeMundo Hispânico | Proximidade cultural facilita negócios com Macau Os empresários dos países de língua castelhana acreditam que a proximidade de Macau com Portugal pode ajudá-los a entrar no mercado do Interior e a promover mais trocas comerciais Empresários e representantes defendem que a proximidade cultural de Macau com os países de língua espanhola facilita a aproximação ao mercado chinês, numa altura em que a estratégia do território foi alargada ao mundo hispânico. Há cerca de 20 anos que Borja Sanchez acompanha o que se passa em Macau. O empresário, nascido em Barcelona mas com raízes na Galiza, chegou em 2006 a Hong Kong para promover a gastronomia espanhola nas duas regiões e, após sete anos, co-fundou a empresa Los Ibéricos, dedicada à importação e distribuição de produtos alimentares espanhóis. Do outro lado do rio das Pérolas, o empresário foi assistindo às sucessivas políticas de diversificação económica de Macau e acredita que a decisão de servir de ponte entre a China e os países de língua espanhola “é uma evolução lógica”. “O Governo chinês compreendeu que somos um bloco cultural distinto. Penso que compreendem muito bem, graças a Macau, o mundo dos países de língua portuguesa. E é uma consequência lógica e natural”, notou, em declarações à Lusa no primeiro dia da 31.ª edição da Feira Internacional de Macau (MIF). A China definiu Macau como plataforma para o reforço da cooperação económica e comercial com o universo lusófono em 2003, ano em que criou o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Mais de duas décadas depois, o desígnio foi alargado aos países de língua espanhola. Se a nova visão para Macau se vai concretizar ou não, Sanchez diz que “depende da vontade”. “O que ocorre muitas vezes com as iniciativas do Governo de Macau, na minha opinião, é que são em teoria muito interessantes, mas acabam em nada”. “Macau tem todos os recursos para os canalizar nesse sentido. Tem infra-estruturas, orçamento, tem a necessidade de diversificar a economia e acho que o pode fazer, se quiser”, reforçou, sublinhando a oferta hoteleira, de restauração e a forte presença da cultura portuguesa no território. Aqui tão perto A ideia da proximidade cultural é partilhada pelo cônsul-geral de Espanha em Hong Kong e Macau, para quem esta estratégia representa para Madrid “uma oportunidade para ampliar tanto o comércio como o investimento em Macau e de Macau” para outras geografias. “[Macau] é também um local próximo da história, da língua e da cultura espanhola, portuguesa e ibérica. Por isso, é sempre um lugar muito acolhedor para fazer negócios”, notou Jesús Gracia Aldaz. O diplomata destacou ainda a “aproximação entre Espanha e China nos últimos anos”. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, visitou a China quatro vezes nos últimos quatro anos, e os reis de Espanha deslocaram-se no final de 2025 ao país asiático. Actualmente, vivem cerca de 4.500 espanhóis na China e, de acordo com o diplomata, em Hong Kong residem dois mil e em Macau à volta de 500. Miguel Latorre, um dos directores da Câmara de Comércio Espanhola em Hong Kong, chegou à região em 2023 e considera que o alargamento oferece aos empresários espanhóis algo difícil de encontrar noutras cidades da região. “Os espanhóis, portugueses, somos irmãos”, afirmou, recordando que se sentiu num “terreno familiar” quando visitou Macau pela primeira vez. Essa proximidade gera confiança e tranquilidade para empresários hispanófonos, defende. “Vemos isto como uma ponte perfeita entre a China, Hong Kong e o ecossistema que se criou na Grande Baía (…) consideramos esta expansão um sinal muito positivo”, notou. Para Victor Herrera, gestor da consultora CW CPA — firma de Hong Kong focada no apoio a empresas da América Latina interessadas em entrar na Ásia —, a inclusão dos países de língua espanhola por Macau “é muito importante”. Ao chegar a Hong Kong, onde se fala sobretudo cantonês e inglês, falta “um músculo” para promover negócios focados especificamente na região que fala espanhol, pelo que a intenção de Macau promover estas actividades “seria perfeita”, referiu. O responsável mexicano enumerou as duas maiores dificuldades da entrada dos empresários dos países de língua espanhola na China: a língua, embora amenizada agora com o desenvolvimento de novas tecnologias de tradução, e a falta de conhecimento legal.
Hoje Macau SociedadeTurismo | Macau foi o segundo destino mais popular na China No terceiro trimestre do ano, Macau foi o segundo destino turístico mais popular para os cidadãos do Interior, de acordo com a informação divulgada na terça-feira pela Administração Nacional de Imigração. Em termos de popularidade, a RAEM foi apenas ultrapassada por Hong Kong. Entre Julho e Setembro, os cidadãos do Interior realizaram 48,51 milhões de viagens, o que representou um aumento de 7,5 por cento face ao período homólogo. No entanto, a informação oficial não especifica o número de viagens para cada destino. Fora do país, a Coreia do Sul foi o destino mais popular, seguida pelo Vietname, Tailândia, Japão, Singapura, Malásia, Rússia e Indonésia. Até ao final de Agosto, Macau recebeu 28,96 milhões de visitantes, um aumento de 7,7 por cento em comparação com o período homólogo. Os turistas do Interior foram responsáveis por 21,55 milhões, o que representa 74,4 por cento do total.
João Santos Filipe Manchete SociedadeRuído | Pedida mais eficácia no tratamento das queixas O deputado ligado à comunidade de Fujian, Nick Lei, defende um regime que facilite a recolha de provas nos casos de excesso de ruído e alerta que em média, a cada hora, há pelo menos uma queixa O deputado Nick Lei defende que o Governo tem de melhorar a eficácia do mecanismo de queixas sobre ruído, principalmente no que diz respeito à recolha de provas. A posição consta de uma interpelação escrita do legislador ligado à comunidade de Fujian. Nick Lei aponta, de acordo com os dados oficiais, que no ano passado, a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) registou 10.182 queixas sobre ruído. Este número representou uma queda anual de 372 queixas face às 10.554 de 2024, mas o legislador destaca que continua a ser registada uma queixa a cada hora. Além disso, Lei apontou que entre as 10.182 denúncias, apenas em 117 casos foi possível identificar os infractores e multá-los, o que significa uma proporção de 1,1 por cento de todas as queixas. Por isso, Lei entende que é necessário facilitar a recolha de provas sobre a existência de ruído para lidar com o impacto na vida dos residentes: “A região vizinha [Hong Kong] introduziu tecnologias para ajudar na execução da lei e no tratamento das queixas, com ferramentas para localizar o ruído de alta frequência vindo de origem desconhecida ou de forma irregular”, aponta. “O Governo pode seguir estas experiências […] e estudar a introdução das tecnologias e ferramentas para resolver as dificuldades de recolha de provas?”, questiona. Desde 2020, Hong Kong passou a utilizar câmaras acústicas para os agentes do Departamento de Protecção Ambiental investigarem a origem do ruído. Estes equipamentos recolhem som e imagem e conseguem identificar a origem do som. Apesar desta sugestão, Lei reconhece que identificar a origem do ruído é um grande desafio, porque, muitas vezes, tratam-se de fenómenos repentinos e aleatórios com origem em residências ou lojas. Revisão da lei Além de pedir ao Governo que facilite a recolha de provas, Nick Lei espera igualmente uma apresentação de um calendário para a revisão da lei porque “há muitas vozes na sociedade a pedir a revisão”. O deputado recorda que no passado o Executivo recusou fazer a revisão, por indicar que é necessário haver um consenso social e um equilíbrio entre as rotinas diárias dos residentes e as suas actividades. Contudo, o membro da Assembleia Legislativa considera que estão reunidas as condições para avançar com a revisão. No documento, Nick Lei sugere que o Governo dê formação sobre mediação do ruído aos administradores de condomínios, para que estes possam intervir e pedir o respeito pelos limites do volume do som, quando identificarem potenciais casos de infracção.
Hoje Macau SociedadeHospital São Januário | Sessão de esclarecimento sobre pneumonia russa Os Serviços de Saúde organizaram no Centro Hospitalar Conde de São Januário uma “sessão de esclarecimento sobre a vigilância e a resposta à pneumonia de causa desconhecida”, que foi detectada na Rússia, para profissionais de saúde da linha da frente. As autoridades vincam que, “de acordo com as informações da Organização Mundial da Saúde, as autoridades russas ainda não confirmaram qualquer caso de peste bubónica e as informações disponíveis não permitem, por ora, uma conclusão definitiva, mantendo-se o caso envolto em incerteza”. Assim sendo, Macau irá actuar “em observância do princípio de prevenção prudente e a fim de reforçar a capacidade de resposta dos profissionais de saúde da linha da frente perante emergências de saúde pública”. Os representantes do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças dos Serviços de Saúde apresentaram a situação actual da pneumonia de causa desconhecida na Rússia, assim como indicações diagnósticas, procedimentos de notificação e de envio de amostras para análise, triagem e o controlo de infecção, para que “os profissionais de saúde da linha da frente identifiquem precocemente os casos suspeitos e os notifiquem de imediato”.
Hoje Macau SociedadePorto Interior | Mais 4,5 toneladas de gordura retiradas de esgotos A Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP) removeu recentemente mais de 4.500 quilos de resíduos de gordura sólida da rede de drenagem do Travessa dos Becos e das áreas envolventes e instalou equipamentos temporários de recolha de óleos alimentares usados na Rua de Camilo Pessanha e no Travessa dos Becos. Numa resposta enviada ao canal chinês da Rádio Macau, a DSOP indicou que “a quantidade alarmante de gordura reflecte que o escoamento de águas residuais com gordura do sector da restauração adere facilmente aos tubos, formando blocos de gordura que causam obstruções graves e afectam a drenagem”. A remoção de gordura, feita em colaboração com o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) é uma situação recorrente. Em meados de Julho, a DSOP removeu 1.500 quilos de gordura da rede de drenagem num quarteirão entre a Rua dos Mercadores e a Rua da Madeira. Entre Janeiro e Setembro, a DSOP, em conjunto com o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), realizou mais de 760 inspecções aos separadores de gordura de estabelecimentos de restauração e oficinas de processamento, que resultaram em 76 autos de notícia. Apesar de ser um problema constante, a DSOP garante que vai continuar a combater a descarga ilegal gordura para as redes de drenagem e esgotos.
João Luz Manchete SociedadeUM | Quase 30 pessoas adoecem em jantar de colégio Num jantar do Colégio Memorial Moon Chun da Universidade de Macau, em que participaram cerca de 200 pessoas, 28 adoeceram com gastroenterite e foi detectada salmonela num doente. O jantar foi serviço pela cozinha central do Lisboeta Macau O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) foi notificado pelo Serviços de Saúde relativamente a um caso suspeito de gastroenterite colectiva, envolvendo um total de 28 pessoas que participaram num jantar no Colégio Memorial Moon Chun da Universidade de Macau. Segundo a investigação epidemiológica das autoridades de saúde, os pacientes apresentaram sintomas como febre, dores abdominais, diarreia e vómitos após a refeição, “tendo sido detectada salmonela na amostra de fezes de um dos doentes”, indicou ontem o IAM em comunicado. Durante o jantar, em que participaram cerca de 200 pessoas, foram servidas refeições preparadas pela cozinha central do Lisboeta Macau. Como tal, o IAM destacou pessoal para o Lisboeta Macau para fazer uma investigação sanitária, recolhendo amostras de alimentos e do ambiente para análise laboratorial e examinando o processo de manuseamento dos alimentos. Segundo o IAM, as refeições servidas incluíram filetes de garoupa fritos, frango assado, cheesecake de citrinos, salada de salmão fumado com quinoa, milho e ovo, entre outros alimentos. “Com base no registo de consumo, período de incubação e sintomas, é bastante provável que o incidente tenha sido provocado por agentes patogénicos bacterianos”, foi acrescentado. O pão nosso O IAM garantiu que vai continuar a acompanhar e a investigar o incidente na Universidade de Macau, apelando às pessoas que jantaram no evento para procurarem assistência médica o mais rapidamente possível caso apresentam sintomas, e para contactarem a Linha Aberta de Segurança Alimentar do IAM. As autoridades vincam que o sector da restauração deve cumprir os requisitos de higiene e segurança alimentar, gerir o stock com razoabilidade para evitar a “deterioração de alimentos por armazenamento prolongado, mantendo também os recibos de fornecimento e os registos de vendas”. O alerta foi alargado aos consumidores, em especial os grupos de alto risco, como crianças, idosos, grávidas e pessoas com sistema imunitário mais frágil, para evitarem o consumo de alimentos crus ou mal cozinhados. O HM analisou os dados partilhados pelos Serviços de Saúde desde o início do ano, até ao último caso reportado a 29 de Setembro, foram registados 21 casos colectivos de gastroenterite em escolas, lares e centros de recuperação, com a contabilidade de doentes a ascender a 191. O caso com o maior número de infecções aconteceu no início de Abril, na secção Primária da Escola Hou Kong (na Rua de Afonso de Albuquerque), com 46 alunos doentes.
Hoje Macau SociedadeIAM | Esplanadas abertas até às 22h O horário de funcionamento das esplanadas no território passa a ser estendido até às 22h. Segundo um comunicado ontem divulgado pelo Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), a decisão foi tomada depois de ser tido em conta “o ambiente comunitário e de vida da população”. O IAM explicou ainda que a extensão de horário está de acordo com a actual legislação sobre o ruído, beneficiando o ambiente de negócios e promovendo a economia nocturna. O IAM voltou a aceitar candidaturas a esplanadas, tendo referido que, desde Agosto de 2025 e até esta terça-feira, dia 20, foram emitidas 58 novas licenças. Assim, o número total de licenças válidas aumentou mais de três vezes em comparação com o período antes do lançamento de novas licenças, foi explicado.
Hoje Macau SociedadeBilhetes | Burlas causam prejuízos de 18.954 patacas Entre sexta-feira e domingo, a Polícia Judiciária recebeu quatro queixas de burlas na compra online de bilhetes para concertos, com os prejuízos das vítimas a atingirem 18.954 patacas. A informação foi divulgada ontem pelas autoridades e citada pelo jornal Ou Mun. Todas as vítimas são residentes do Interior, descritas pelas autoridades como jovens, e foram atraídas para o esquema através das redes sociais, onde responderam a publicações a prometer bilhetes para “concertos muito concorridos”. Após entrarem em contacto com o autor das publicações, os jovens concordaram realizar transferências bancárias que variaram entre 700 e 8.500 patacas. No entanto, os bilhetes nunca foram entregues, e após reclamação das vítimas, os burlões pediram mais dinheiro com diferentes propósitos para “garantirem” a entrega ou bloquearam os contactos com os queixosos. O caso está em investigação e, até ontem, não tinham sido feitas detenções. Jogo Ilegal | Dois detidos devido a apostas por telefone A Polícia Judiciária anunciou a detenção de dois homens por suspeita de envolvimento em apostas por telefone num casino do Cotai. Segundo a informação divulgada ontem, um dos suspeitos era responsável por filmar secretamente as jogadas nas mesas de bacará, enquanto o outro actuava como vigia. A situação foi descoberta pela PJ no domingo, na sequência de uma denúncia que levou à pronta detenção dos suspeitos. Além das detenções, foram apreendidas ferramentas utilizadas no crime, assim como 281.500 dólares de Hong Kong em fichas e numerário. Os dois homens detidos têm 43 e 50 anos, são do Interior e afirmaram estar desempregados. A PJ indiciou os dois homens pelo crime de exploração ilícita de jogos de fortuna ou azar online ou jogos mútuos online, que prevê uma pena de prisão que pode chegar aos oito anos. O caso foi remetido para o Ministério Público.
Hoje Macau SociedadeTrânsito | DSAT não vai instalar semáforos com contagem A Direcção de Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) não planeia instalar temporizadores que fazem contagem decrescente em semáforos para peões nas zonas antigas da cidade, nem nos semáforos para veículos nas principais vias. A posição foi tomada em resposta a uma interpelação escrita de Chan Lai Kei, que apontava para a desadequação de semáforos em travessias face ao “aumento acelerado da densidade populacional e do envelhecimento da sociedade em Macau, e ainda com o crescimento contínuo do número de visitantes”. O deputado ligado à comunidade de Fujian considera desadequadas as instalações de travessias, em particular nas zonas mais movimentadas, obrigando peões a atravessar a estrada por fases, esperando num espaço reduzido. A DSAT refere que não tem planos para alterar a situação, referindo vagamente que “peões e condutores reagem de forma diferente à contagem decrescente”. Sobre a travessia de estradas, a DSAT salienta que desde 2019 foram optimizadas mais de 400 passadeiras, incluindo a instalação de “travessias pedonais omnidireccionais”.
João Luz Manchete SociedadeGrande Baía | Dias mais quentes e mais chuvosos em 2025 No ano passado, em Macau, Hong Kong e na Grande Baía houve mais dias com temperaturas elevadas, com chuvadas fortes e mais tufões a atingirem terra. Estas são algumas conclusões de um estudo conjunto das duas regiões administrativas especiais e de Guangdong relativo a 2025 Um relatório anual realizado pelos Serviços Meteorológicos e Geofísicos da RAEM, o Observatório de Hong Kong e os Serviços Meteorológicos de Guangdong indica que no ano passado, a região teve mais dias de altas temperaturas, mais dias de chuva intensa e menos dias de névoa seca ou smog. No capítulo dos tufões, 2025 teve o primeiro tufão mais cedo e mais tempestades atingiram ou afectaram a região. Em 2025, a temperatura média na Grande Baía foi de 23,1 graus, o que representou uma subida de 0,7 graus face ao número médio anual (estabelecido pelo padrão climático baseado em dados dos últimos anos). Em relação ao número de dias de temperaturas elevadas, o relatório indica que no ano passado foram registados 26,5 dias, mais 7,1 dias face à média normal, com o apontamento de que Macau registou dois dias com temperaturas máximas diárias iguais ou superiores a 35 graus centígrados. O relatório conjunto revela que a precipitação média na Grande Baía foi de 2.056,9 milímetros, volume que representou um crescimento de 7 por cento, em relação à média normal, enquanto no período de cheias, a precipitação média subiu 22 por cento face a 2024. Além das chuvas, o ano passado foi também marcado pela maior frequência de trovoadas, sem, no entanto, haver registo de vítimas mortais, enquanto os dias com névoa seca ou smog caíram face a 2024. Ventos e custos O relatório conclui que em 2025, cerca de 2,83 milhões de pessoas foram afectadas por desastres meteorológicos na Grande Baía, incluindo duas mortes, que levaram ao colapso de 437 habitações e a perdas económicas directas de quase 16,4 mil milhões de yuan. Ao longo do ano, 14 tufões atingiram a terra ou impactaram a Grande Baía, afectando quase 2,1 milhões de pessoas, danificando 26,8 mil hectares de cultivo. Tudo somado, os 14 tufões resultaram em perdas económicas directas de cerca de 9,9 mil milhões de yuan. Em matéria de tufões, o estudo conjunto destaca dois recordes locais. O tufão Whipa levou à emissão do sinal 10 de tempestade mais precoce desde que há registos em Macau, ou seja, 1968. Cerca de dois meses depois, o Ragasa levou de novo as autoridades locais a emitir o sinal 10, também a primeira vez que Macau teve dois tufões que levaram à subida do maior sinal de tempestade no mesmo ano desde que há registos. Além disso, o Ragasa também bateu o recorde de maior duração em sinal 10, que esteve içado durante 10 horas e meia.
João Santos Filipe SociedadeSeaport antecipa que concessionárias viram lucro diminuir no terceiro trimestre No terceiro trimestre do ano, os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA, em inglês) das concessionárias terão sofrido uma quebra de 10,6 por cento em termos anuais. A estimativa consta no relatório mais recente da Seaport Research Partners, que é citado pelo portal GGRAsia, e a tendência deverá prolongar-se até ao final do ano. No documento, o analista Vitaly Umansky explica que a redução dos lucros no terceiro trimestre resulta da comparação face ao período homólogo. No entanto, entre o segundo e o terceiro trimestre a margem de lucro terá apresentado um aumento, tido como esperado devido a factores de sazonalidade. A redução do lucro não deve ficar estancada no terceiro trimestre e o mesmo cenário é antecipado para os meses de Outubro até Dezembro. “Estima-se que o quarto trimestre traga contratempos contínuos, mas não tão graves como no terceiro trimestre, com as receitas brutas do jogo a recuarem cerca de 0,7 por cento em termos anuais e o EBITDA a cair 3,4 por cento”, previu Umansky. A Seaport Research Partners aponta que no mercado actual, em que a expansão acontece a um ritmo lento, a competição entre as diferentes concessionárias passa a ganhar importância acrescida: “O ganho de quota de mercado, o controlo das despesas operacionais e a optimização das estratégias de comissões e do reinvestimento em jogadores são agora factores diferenciadores e muito mais importantes”, explicou. Galaxy em altas As receitas do jogo totalizaram 60,21 mil milhões de patacas no terceiro trimestre, uma redução anual de 3,8 por cento. Em termos do desempenho das concessionárias, Vitaly Umansky apontou que Sands China e o Grupo Galaxy Entertainment terão apresentado maiores ganhos de quota de mercado, seguidas pela MGM China Holdings. Esta tendência significa que a Wynn Macau, a Melco Resorts & Entertainment e a SJM Holdings terão perdido espaço. No entanto, em termos das receitas, o analista considera que só a Galaxy vai apresentar melhorias: “No terceiro trimestre em Macau, estimamos que apenas a Galaxy Entertainment mostre ganhos anuais de EBITDA operacional, com a MGM China amplamente estável e os restantes a apresentarem quedas em termos anuais”, apontou. Texas Capital Securities | Melco é a concessionária menos “apetecível” A corretora Texas Capital Securities deixou de aconselhar a compra de acções da concessionária Melco Resorts & Entertainment. A posição surge no relatório assinado pelo analista David Bain, e citado pelo portal GGRAsia. Segundo a corretora, a modificação é justificada com as menores expectativas face ao crescimento das receitas do jogo, assim como o aumento da concorrência entre as concessionárias, que vai ter impacto nos lucros a curto prazo. David Bain revelou ainda que as previsões da corretora para os lucros declarados pela Melco Resorts no terceiro e quarto trimestres de 2026 ficaram “significativamente” abaixo do consenso do mercado.
João Santos Filipe Manchete SociedadeImobiliário | Preços com nova redução anual em Setembro A diminuição dos preços foi acompanhada de um aumento ligeiro no número de transacções, com mais quatro compras e vendas. A comparação anual trimestral confirma também uma redução dos preços, acompanhada do aumento de transacções Em Setembro deste ano, os preços da habitação apresentaram uma redução anual de cerca de 8,5 por cento, de acordo com os dados mais recentes divulgados pela Direcção dos Serviços de Finanças (DSF). No nono mês deste ano, o preço médio do metro quadrado foi de 69.236 patacas, quando em igual período de 2025 tinha sido de 75.655, o que representa uma diferença de 6.419 patacas. Em Setembro de 2025, o preço médio mais elevado do metro quadrado tinha sido registado na Taipa, com 80.454 patacas. Este ano, o valor diminuiu para 64.454 patacas por metro, uma diferença de 16.000 patacas, o que representa 19,89 por cento. Coloane voltou a ser o local onde a habitação é mais cara, como normalmente acontece. E neste capítulo, os números mostram uma valorização de 13.883 patacas no valor do metro quadrado, de 72.180 patacas para 86.063 patacas. Este valor representa um aumento do preço de 19,23 por cento. Em relação à Península de Macau, o metro quadrado desvalorizou 7,77 por cento, o equivalente a 5.758 patacas, de 74.127 patacas, em Setembro de 2025, para 68.369 patacas em Setembro deste ano. Mais transacções Os preços mais baixos reflectiram-se num aumento ligeiro do número de transacções, com mais quatro compras e vendas de habitação. Em Setembro de 2025, o mercado tinha registado 247 transacções, número que aumentou para 251 no mês mais recente, uma diferença de 1,62 por cento. O mercado mais activo foi o da Península com um total de 183 compras e vendas, menos duas do que no período homólogo (185), uma diminuição de 1,08 por cento. Na Taipa, a redução do número de transacções foi mais acentuada, de 19,23 por cento, de 52 para 42 compras e vendas. A excepção aconteceu em Coloane, onde houve mais 16 transacções, um crescimento de 160 por cento, de 10 compras e vendas para 26. A Península de Macau é o mercado dominante com uma quota de 72,91 por cento, seguida pela Taipa, 16,73 por cento e Coloane (10,36 por cento). Números trimestrais Em termos do terceiro trimestre do ano, verificou-se uma desvalorização média de 12,33 por cento nos preços por metro quadrado, que valiam 77.147 patacas no terceiro trimestre de 2025 e passaram a valer 67.634 patacas, no trimestre mais recente. A queda dos preços levou a um crescimento de 4,14 por cento no número de compras e vendas de habitação em Macau, que aumentaram de 773 no terceiro trimestre de 2025 para 805 no trimestre mais recente. Este crescimento foi impulsionado por Coloane, onde o número de negócios mais do que duplicou, passando de 28 para 57 transacções. Na península registaram-se mais cinco transacções, que cresceram de 606 para 611, enquanto na Taipa houve uma redução, de 139 para 137 compras e vendas de habitação.