João Luz Manchete SociedadeTNR | Pedida disciplina a sector da administração de propriedades A DSAL reuniu associações do ramo da administração de propriedades, a quem pediu autodisciplina no respeito pela lei. O encontro foi motivado pela descoberta de um esquema de venda de quotas para contratar trabalhadores não-residentes numa empresa do sector, que resultou em 11 pessoas detidas Na quinta-feira, foi anunciada a detenção de 11 pessoas envolvidas num esquema de venda de quotas para a contratação de trabalhadores não-residentes (TNR) numa empresa de administração de propriedades. O caso motivou uma reunião de urgência, na sexta-feira, entre a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) e associações do sector. A DSAL pediu aos representantes que exigissem o reforço das boas práticas de gestão e autodisciplina aos seus membros e empresas afiliadas. Foi também pedido o cumprimento da lei que regula a contratação de não-residentes, com a DSAL a exigir que as empresas se abstenham de “transferir, vender ou emprestar quotas de TNR sob qualquer forma”, e “a cumprir zelosamente as suas responsabilidades enquanto empregadores”. Em relação ao caso concreto revelado pela Polícia Judiciária (PJ), a DSAL indicou ter realizado “de imediato uma análise exaustiva da situação laboral dos TNR da empresa”, iniciando os “procedimentos administrativos pertinentes”, ressalvando que “não irá tolerar” este tipo de comportamento. Manifestando “séria preocupação” face ao revelado pelas autoridades policiais, a DSAL frisou que se as empresas se envolverem em actividades ilegais “serão severamente punidas nos termos da lei”. “Além da revogação imediata das quotas TNR, estarão também sujeitas a multas administrativas, à inibição de futuros pedidos de emprego de quotas e a outras sanções administrativas relacionadas com trabalho ilegal”, foi acrescentado. Ordem e harmonia A DSAL sublinhou ainda que os TNR têm como papel exclusivo complementar a mão-de-obra local, e que nenhuma empresa ou indivíduo pode utilizar as quotas de TNR para benefício pessoal ou a transferi-las ilegalmente, “perturbando a boa ordem do mercado de trabalho de Macau”. A reacção da DSAL foi originada pela investigação da PJ que apurou que dois residentes da RAEM, o dono e o gerente de uma empresa de administração de propriedades, terão criado um esquema para vender quotas para a contratação de TNR. Ambos foram detidos, assim como dois funcionários do Interior da China e sete falsos TNR. Segundo as autoridades, o esquema, que permitiu ganhos indevidos de 1 milhão de renminbis, partia das quotas de TNR pedidas pela empresa, que as vendia a pessoas do Interior para virem para Macau exercer trabalhos por conta própria. A investigação começou em Maio quando um caso de falso emprego entrou no radar das autoridades, além de que os supostos horários de trabalho dos falsos trabalhadores eram incompatíveis com as horas a que passavam a fronteira. O caso foi encaminhado para o Ministério Público.
Andreia Sofia Silva SociedadeAssociação pede subsídios para registo de medicamentos chineses A Associação Comercial de Macau defende a criação de um subsídio para suportar os custos com o registo de medicamentos de medicina tradicional chinesa (MTC) produzidos ou registados em Macau, e também produzidos em Hengqin, em mercados exteriores. Num artigo de opinião publicado no jornal Ou Mun, assinado pela vogal do Conselho de Estudos Estratégicos da associação, Huang Yin, é descrito que um dos primeiros entraves para o acesso aos mercados são as tarifas elevadas para o registo e não a qualidade dos medicamentos, esperando-se que o Governo possa atribuir um subsídio para esta área. O artigo fala do caso de registo de medicamentos de MTC no Brasil, onde é necessário gastar centenas de milhares de patacas para cada produto, sendo que não estão incluídas ainda despesas de agenciamento, testes e cumprimento da legislação. Desta forma, na fase inicial de entrada de um medicamento no mercado, são poucas as vendas, pelo que, conforme descreveu Huang Yin, o investimento não compensa a produção e as vendas, o que leva as empresas a hesitar em dar este passo. Assim sendo, esta situação faz com que Macau, apesar de ter vantagens no registo de medicamentos de MTC por ser uma plataforma entre a China e países da língua portuguesa, não tenha ainda muitos medicamentos registados e vendidos no exterior. O artigo diz mesmo que é raro tal acontecer. Combinar apoios Segundo o mesmo artigo, uma empresa, quando quer apostar na venda de medicamentos, tem de assumir todas as despesas com o registo. Por isso, além de atribuir um subsídio, o Executivo deveria ter balcões de consulta para quem deseja registar estes medicamentos. A vogal da associação também defende que os medicamentos de MTC produzidos na China, mas registados em Macau, deveriam poder usufruir deste apoio. Huang Yin destacou que na Zona de cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin já é atribuído um subsídio que cobre 20 por cento dos custos de registo de produtos feitos em Hengqin e que vão para Macau. Assim, se este apoio for combinado com o subsídio a criar pelo Governo, pode-se facilitar os procedimentos para que Macau se transforme numa base para a venda de medicamentos de MTC em mercados do exterior.
João Santos Filipe Manchete SociedadeFundo | Investimento e Gestão de Macau passa a instituição financeira A empresa criada para gerir os 11 mil milhões da reserva que vão ser investidos em Macau e Hengqin foi autorizada a estabelecer-se na RAEM como instituição financeira A Sociedade de Investimento e Gestão de Macau, criada pelo Governo para gerir os 11 mil milhões de patacas que vão ser investidos na economia, foi autorizada a estabelecer-se como uma instituição financeira. A informação foi divulgada ontem, através de um despacho do Chefe do Executivo publicado no Boletim Oficial. “É autorizada a Sociedade de Investimento e Gestão de Macau Limitada […] com sede na Região Administrativa Especial de Macau, como instituição financeira, para o exercício da actividade de gestão de activos”, pode ler-se no documento divulgado ontem. A empresa, que tem um capital social de 100 milhões de patacas e é presidida por Che Weng Keong, foi anunciada em Maio para gerir os denominados “fundos de orientação” que se espera contribuam para a diversificação da economia, com o dinheiro a ser canalizado para Macau e Hengqin. O primeiro investimento neste tipo de fundos é de 11 mil milhões de patacas, montante proveniente da reserva financeira de Macau e que foi acumulado ao longo dos anos, principalmente devido às receitas do jogo. Che Weng Keong foi escolhido pelo Executivo para presidente, cargo que acumula com as funções de presidente do Conselho de Administração do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM). Entre os administradores da Sociedade Investimento e Gestão de Macau constam também Tam Chi Neng e Chan Chou Weng, ambos com um salário anual de 95.880 patacas, de acordo com o portal da Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos. Fábula da multiplicação Desde o estabelecimento, a Sociedade Investimento e Gestão de Macau criou duas subsidiárias denominadas Macau Gestão de Projecto (Número Um) e Macau Gestão de Projecto (Número Dois). Tanto a Macau Gestão de Projecto (Número Um) como a Macau Gestão de Projecto (Número Dois) têm um capital social de 25 mil patacas, apresentam como objecto social a gestão de investimento de projectos e revelam como único administrador Tam Chi Neng. Quando o Executivo anunciou a criação da Sociedade Investimento e Gestão de Macau prometeu que a empresa iria ter uma postura de investimento focada no longo prazo orientada pelas políticas governativas e pelos mercados. Estes valores foram explicados com a intenção de “garantir que a afectação dos investimentos dos fundos de orientação esteja em conformidade com as orientações das indústrias emergentes prioritárias constantes das políticas industriais do Governo da RAEM, promovendo a modernização industrial e a sinergia entre Macau e Hengqin”.
Hoje Macau SociedadeDSAT | Preparado novo parque de estacionamento A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) vai transformar a zona de estacionamento para motociclos situada junto à Avenida Marginal do Patane num parque de estacionamento público. O plano foi anunciado através de um comunicado e o futuro espaço vai disponibilizar 93 lugares para motociclos e ciclomotores. O espaço vai passar a designar-se Parque de Estacionamento Público da Avenida Marginal do Patane. A abertura está prevista para o final de Outubro, em data que só vai ser anunciada posteriormente. Seguindo a tendência mais recente, o Executivo não permite o pagamento em dinheiro vivo, apenas através dos seguinte meios: Mpark, cartão Macau Pass, MPay e QuickPass da UnionPay. Os primeiros 15 minutos de estacionamento são grátis, mas a partir dessa altura o pagamento é feito por períodos de meia hora. Durante o dia, cada meia hora de estacionamento custa 1 pataca, com o preço a descer para 50 avos durante o horário nocturno. Zona A | Mais 2.632 lugares de estacionamento A Zona A dos Novos Aterros vai passar a contar com mais 2.632 lugares de estacionamento para automóveis ligeiros e motociclos, em três edifícios de habitação económica: Tong Man, Tong Keong e Tong Ip. De acordo com o despacho publicado em Boletim Oficial, o reforço da oferta de estacionamento na ilha artificial arranca de forma faseada. Os parques dos edifícios Tong Man e Tong Ip entram em funcionamento ainda no decorrer deste mês, ao passo que a estrutura do edifício Tong Keong deverá entrar em funcionamento em meados do próximo mês. Os três edifícios fizeram parte do concurso de candidaturas à habitação económica lançado em 2021. Em termos do preço do estacionamento, adopta-se o regime de cobrança de períodos de 30 minutos. Para os veículos ligeiros, a tarifa fixa-se em 3 patacas no período diurno e 1,5 patacas no período nocturno. No caso dos motociclos e ciclomotores, o valor a pagar será de 1 pataca durante o dia e de cinquenta avos durante a noite.
Hoje Macau SociedadeMICE | DOC DMC e smallWORLD celebraram 18 anos de actividade A DOC DMC Macau & Hong Kong e a smallWORLD celebraram o 18.º aniversário na semana passada, num evento que reuniu mais de 100 convidados da indústria de Reuniões, Incentivos, Conferências e Exposições (MICE) de Macau no Riverside Macau. O evento serviu também para lançar a Macau Event Company (MEC), uma nova empresa especializada em gestão de eventos, produção de eventos e serviços de entretenimento. A celebração reuniu profissionais de hotéis, empresas de gestão de destinos, agências de eventos, organismos governamentais, câmaras de comércio, parceiros do sector, clientes, fornecedores e amigos. Segundo um comunicado da DOC DMC e smallWORLD, o seu fundador e director, Bruno Simões reflectiu sobre as quase duas décadas de percurso profissional. “Os últimos 18 anos foram uma viagem incrível”, afirmou, destacando as ligações estabelecidas com colaboradores, clientes e parceiros de diferentes países e culturas.
João Santos Filipe Manchete SociedadeCrime | Detido por tentativa de homicídio relacionada com dívida Uma dívida de 15 mil dólares terá estado na origem do diferendo que terminou com mais de 10 facadas. O alegado criminoso esteve praticamente um ano em excesso de permanência, sem que tivesse sido interceptado pelas autoridades Um homem em situação irregular em Macau foi detido por, alegadamente, ter esfaqueado outro devido a uma dívida de 15 mil dólares de Hong Kong. O crime foi divulgado na sexta-feira pela Polícia Judiciária (PJ), e o detido foi encaminhado para o Ministério Público (MP). O caso aconteceu na sexta-feira de madrugada, durante um encontro entre os dois homens, num restaurante na Avenida de D. Rodrigo Rodrigues. Nessa ocasião, o detido terá pedido a devolução do montante emprestado para apostar nos casinos do território. Como o devedor se recusou pagar a dívida, o detido foi à cozinha, pegou numa faca e atacou a vítima na cabeça e na parte superior do corpo. O agredido tentou defender-se do ataque com um banco de madeira, mas sofreu ferimentos em várias zonas do corpo, com pelo menos 10 golpes na cabeça e parte superior do corpo. Após o ataque com a faca, o agressor colocou-se em fuga. No entanto, os trabalhadores do restaurante auxiliaram a vítima, que foi transportada para o Hospital Kiang Wu, e alertaram a polícia para o sucedido. As autoridades procederam à detenção na manhã de sexta-feira, numa casa de massagens no NAPE. Promessa de gorjeta Segundo a informação da PJ, a vítima e o suspeito conheceram-se no mês passado, quando também se encontraram num restaurante. Nesse encontro, o agressor aceitou emprestar 15 mil dólares de Hong Kong à vítima, com a condição de receber uma “gorjeta” em caso de vitória do jogador, além da devolução do dinheiro emprestado. No entanto, nas mesas dos casinos, a sorte não esteve do lado do devedor, que perdeu o dinheiro todo e ficou sem capacidade financeira para devolver o dinheiro. Com o empréstimo por pagar, os dois reuniram-se pela primeira vez na noite de quarta-feira. Nessa altura, o agressor não conseguiu cobrar a dívida, mas ambos agendaram um novo encontro para a madrugada de sexta-feira. No segundo encontro, como o homem que estava ilegalmente em Macau considerou que o devedor não estava a lidar com o assunto de forma séria e não tinha planos para pagar a dívida decidiu partir para a agressão. Segundo o relatório médico, a vítima sofreu lesões na cabeça, rosto e tronco, além de uma fractura na falange média do dedo mindinho da mão direita. O jornal Ou Mun indica que os médicos estimaram o período de recuperação em três meses. O suspeito tem 36 anos, é residente do Interior e afirmou estar desempregado. Encontrava-se em excesso de permanência no território há cerca de um ano. Durante a intervenção, a polícia apreendeu a faca de cozinha com uma lâmina de 18 centímetros que foi utilizada no crime. Como as autoridades consideraram que o atacante visou zonas vitais da vítima, a Polícia Judiciária concluiu que houve intenção de matar, pelo que indiciou o suspeito por homicídio na forma tentada, detenção de arma proibida e empréstimo ilícito para a prática do jogo. A situação de excesso de permanência do suspeito será objecto de um processo autónomo.
Hoje Macau SociedadeZona A | Residentes querem mais autocarros Os moradores da Zona A dos Novos Aterros querem mais paragens de autocarro e maior frequência deste meio de transporte. O pedido é deixado num comunicado da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), que na passada sexta-feira organizou um colóquio para recolher as opiniões dos residentes desta zona sobre transportes públicos. Segundo a mesma nota, os residentes disseram que as alterações feitas pelas autoridades ao serviço de autocarros não incluíram novas carreiras. Por sua vez, os autocarros que já circulavam na Zona A passam apenas a ter novas paragens, sendo que algumas carreiras já não páram no edifício Tong Seng, o que obriga os moradores deste prédio a andar mais distâncias a pé para apanhar o autocarro. Segundo a mesma nota, os residentes queixam-se de que só neste edifício moram mais de mil pessoas com muitas necessidades em termos de transportes, pelo que esperam que a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) possa criar mais paragens de autocarro perto do edifício Tong Seng ou alterar os actuais percursos para que passem neste local. No dia em que a FAOM divulgou o comunicado, a DSAT anunciou que, além de três novas paragens de autocarros, criou uma paragem provisória segundo sugestões dos residentes, e que já está em funcionamento. Assim, as carreiras 2A, 51B, 101 e 102 vão passar nesta paragem provisória.
Hoje Macau SociedadeMacau Pass | Empresa rejeita falhas de segurança A Macau Pass assegura, em comunicado, que não existem falhas de segurança na plataforma MPay. A questão surgiu depois de um residente se ter queixado nas redes sociais de que o filho ficou sem duas mil patacas que tinha na conta de MPay, uma vez que o antigo titular conseguiu fazer, na noite da última quinta-feira, a transferência sem existir verificação da actual titularidade da conta. Porém, a Macau Pass rejeita que o caso esteja relacionado com falhas na segurança do sistema, referindo que, após uma investigação preliminar, confirmou-se que não se tratou de invasão por hackers ou invasão de outro tipo. A empresa explicou tratar-se de uma disputa por parte da operadora de telecomunicações com a nova distribuição do número de telefone, já que o número de telefone atribuído ao titular da conta já estava conectado com a MPay, tendo existido problemas na confirmação da conta e respectiva confirmação dos dados telefónicos. No mesmo comunicado, a MPay promete cooperar com a Polícia Judiciária e demais entidades supervisoras para a resolução do caso.
Hoje Macau Manchete SociedadeTurismo | Número de visitantes subiu 6% para 4,5 milhões em Agosto Macau recebeu em Agosto quase 4,5 milhões de visitantes, uma subida homóloga de 6,1 por cento, apesar da queda de quase 10 por cento dos turistas internacionais. Em oito meses, entraram no território quase 29 milhões de visitantes, mais 7,7 por cento face ao mesmo período de 2025 Macau ficou a escassos 22 mil visitantes de atingir o registo de 4,5 milhões entradas de turistas em Agosto, indicou a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) na sexta-feira. O número de turistas no mês passado foi 6,1 por cento superior a Agosto do ano passado. Entre os visitantes que se deslocaram a Macau em Agosto, mais de metade (quase 2,9 milhões) eram excursionistas, o que representa um aumento de 11,7 por cento face ao mesmo período do ano anterior. Já o número de turistas (1,63 milhões) registou uma queda de 2,4 por cento em Agosto, em termos anuais, acrescenta a nota. A maioria dos visitantes (perto de 3,6 milhões) era proveniente da China continental, mais 9,3 por cento, sendo que 643,4 mil chegaram de Hong Kong, uma descida de 5,6 por cento, e 101,3 mil de Taiwan, mais 13,7 por cento, em comparação com o mesmo período de 2025. Os visitantes internacionais (item que exclui o Interior da China, Hong Kong e Taiwan), refere ainda a nota da DSEC, totalizaram em Agosto 171,7 mil, o que representa uma queda de 9,8 por cento, em termos homólogos. Visto à lupa Nos mercados do Sudeste Asiático, a Malásia foi a excepção à regra, com o aumento de 2,1 por cento de entradas no mês em análise, para um total de 8.161 turistas. Já Filipinas registaram uma quebra anual de 18,5 por cento para quase 31.300 pessoas, enquanto as entradas de turistas vindos da Indonésia decresceram 16,9 por cento face a Agosto de 2025, para um total de 11,1 mil. Quanto ao Sul da Ásia, o número de entradas de visitantes da Índia (6.430) baixou 17,6 por cento, em relação a Agosto do ano anterior. A tendência de quebra alastrou-se aos mercados do Nordeste Asiático, com o número de entradas de visitantes da República da Coreia (30.738) e o do Japão (11.464) a caírem 12,6 e 31,1 por cento, respectivamente. No agregado dos primeiros oito meses de 2026, porém, entraram no território quase 29 milhões de visitantes, ou seja, mais 7,7 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. No total, o aumento de visitantes entre Janeiro e Agosto ficou a dever-se ao número de excursionistas que subiu 13,6 por cento em termos anuais (17,85 milhões), enquanto o número de turistas individuais permaneceu quase igual (quebra de 0,6 por cento para 11,1 milhões). Já os visitantes internacionais totalizaram 1,77 milhões nos primeiros oito meses do ano, representando um crescimento de 3,4 por cento em relação ao mesmo período de 2025.
João Santos Filipe Manchete SociedadeHabitação | Compras e vendas com queda de 16% em Agosto Ao longo do último mês, o mercado de habitação voltou a contrair, com menos transacções e a preços mais baratos. Coloane foi a zona mais cara do território para comprar casa Em Agosto, o número de compras e vendas de habitação registou uma redução mensal de 15,9 por cento, para 253 transacções. Em Julho deste ano, o número de transacções no território tinha sido de 301. Os dados mais recentes do mercado imobiliário foram divulgados ontem pela Direcção de Serviços de Finanças (DSF) e mostram que Agosto é o segundo mês consecutivo de contracção, depois de em Junho ter sido registado um total de 433 compras e vendas. No corrente ano, o mês com mais actividade no mercado foi Fevereiro, quando foram totalizadas 494 transacções de habitação. Em relação aos dados de Agosto deste ano, o maior número de transacções ocorreu na Península de Macau (187), mercado seguido pela Taipa (46) e por Coloane (20). A Península e a Taipa foram os locais que pressionaram negativamente o mercado, dado que em Julho tinham registado 241 e 49 compras e vendas, respectivamente. No entanto, Coloane apresentou uma tendência contrária, com as transacções a crescerem, dado que no mês anterior tinham sido inscritas 11 compras e vendas. Quando a comparação do número de compras e vendas é feita em termos anuais, o mercado apresenta um crescimento de 7,7 por cento. Em Agosto de 2025 houve um total de 235 transacções, uma diferença de 18 compras e vendas. Os números estão muito longe da realidade pré-covid, dado que em Agosto de 2019 foram registadas 770 transacções. Preços em queda Em relação aos valores praticados em Agosto, o preço médio por metro quadrado foi de 65.998 patacas, o que representou uma redução mensal de 2,5 por cento, dado que em Julho o preço médio tinha sido de 67.667 patacas. Na Península, o preço médio do metro quadrado foi de 63.851 patacas, na Taipa de 63.466 patacas e em Coloane de 85.388 patacas. Em relação a Julho, os preços médios ficaram mais baixos na Península e na Taipa, dado que anteriormente atingiram 66.932 e 69.347 patacas, respectivamente. Todavia, o cenário foi diferente em Coloane, onde o valor médio do metro quadrado valorizou, dado que em Julho tinha sido de 72.835 patacas. Em termos anuais, o metro quadrado apresentou uma desvalorização de 17,9 por cento, uma vez que em Agosto de 2025 o preço atingiu 80.370 patacas. No corrente ano, o preço por metro quadrado mais elevado foi registado em Junho, com 87.869 patacas. Também em relação ao preço, o mercado está muito afastado da realidade pré-pandemia. Em Agosto de 2019, o metro quadrado era comercializado, em média, por 116.856 patacas, uma diferença negativa de 43,5 por cento.
Hoje Macau SociedadeCrimes | Onze detidos por contratações falsas de não residentes O dono e o gerente de uma empresa de administração de propriedades, ambos residentes locais, foram detidos por alegadamente terem criado um esquema para vender quotas para a contratação de trabalhadores não residentes. O caso foi apresentado pela Polícia Judiciária (PJ) em conferência de imprensa, havendo 11 detidos. Segundo a polícia, em colaboração com outras duas pessoas da mesma empresa, o esquema permitiu ganhos indevidos de 1 milhão de renminbis. As quotas de trabalhadores não residentes eram pedidas pela empresa, que depois as vendia a pessoas do Interior para virem para o território exercer trabalhos por conta própria. Os dois colaboradores, naturais do Interior, foram detidos, assim como sete falsos trabalhadores não residentes. As investigações que levaram às detenções apresentadas ontem começaram em Maio deste ano, quando foi detectado o primeiro caso de falso emprego ligado à empresa no centro do caso. As autoridades começaram a investigar mais a fundo a sociedade, e verificaram que os horários dos trabalhadores não residentes contratados, assim como as horas em que atravessavam as fronteiras, eram incompatíveis com as operações da companhia. Segundo o apurado pelas investigações, cada trabalhador não residente pagava no primeiro ano 45 mil renminbis, com os preços a descerem para 36 mil renminbis por cada ano de renovação do cartão azul. Segundo a PJ, os dois cabecilhas criaram o esquema para lidar com as dificuldades financeiras da empresa, que começaram em 2024. O caso foi encaminhado para o Ministério Público.
Hoje Macau SociedadeAv. da Amizade | Entupimentos levam a limpeza de esgotos A Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP) procedeu à limpeza de alguns pontos da rede de esgotos na zona da Avenida da Amizade devido ao entupimento por excesso de gordura. Segundo um comunicado da DSOP, o entupimento deu-se perto da Rua de Cantão e da Rua de Pequim, tendo as autoridades feito o apelo para que os donos de restaurantes cumpram a legislação e assumam “a responsabilidade de manutenção das instalações de retenção de gorduras, evitando o lançamento de gorduras nas redes públicas de esgotos”. Lai Chi Vun | DSOP avança com reparação de esgotos A Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP) vai iniciar a “reparação urgente” do sistema de esgotos na povoação de Lai Chi Vun, em Coloane, o que obriga ao encerramento do trânsito junto à Estrada de Lai Chi Vun. Segundo uma nota da DSOP, verificou-se que os esgotos pressurizados localizados na sala de bombas nas imediações da Estrada de Lai Chi Vun, entre os números 12 a 16, ficaram danificados. Desta forma decidiu-se iniciar a obra “para resolver o problema da higiene ambiental resultante do refluxo de água de esgotos”, e ainda para “garantir a segurança da circulação de peões e de veículos”. Os trabalhos começaram ontem, quinta-feira 17, e irão durar apenas cinco dias.
Hoje Macau Manchete SociedadeAMCM | Taxa de juro de referência sobe pela primeira vez desde 2023 Os reguladores financeiros de Macau e Hong Kong aprovaram ontem a primeira subida da principal taxa de juro de referência desde 2023, seguindo a Reserva Federal norte-americana. A autoridade monetária de Hong Kong alertou para consideráveis incertezas quanto a futuros custos de financiamento A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) aumentou em 0,25 pontos percentuais, para 4,25 por cento a taxa de redesconto, valor cobrado aos bancos por injecções de capital de curta duração, com efeito imediato, de acordo com um comunicado. O regulador financeiro da RAEM seguiu assim o aumento anunciado na quarta-feira pela Fed. A AMCM disse que a subida era inevitável, por a pataca estar indexada ao dólar de Hong Kong, pelo que “a taxa de juros em Macau é consistente com a taxa de juros em Hong Kong”. A decisão da AMCM surgiu menos de meia hora depois de a Autoridade Monetária de Hong Kong (HKMA, na sigla em inglês) ter anunciado a subida da taxa de juro de referência, devido ao aumento imposto pelo banco central dos EUA. O dólar de Hong Kong está indexado ao dólar norte-americano. O director-geral da Autoridade Monetária de Hong Kong, Eddie Yue, ressalvou ontem que existem consideráveis incertezas quanto ao futuro dos custos de financiamento, embora salientando que o rácio de crédito malparado na região vizinha se mantem estável. Vida a crédito Na quarta-feira, a Reserva Federal norte-americana (Fed), o banco central dos Estados Unidos, decidiu, por unanimidade, aumentar as taxas de juro em 25 pontos base, para o intervalo entre 3,75 e 4 por cento, após uma reunião de dois dias. A Fed não aumentava as taxas directoras, que orientam os custos dos empréstimos, desde o Verão de 2023. De acordo com projecções apresentadas pelo presidente da Reserva, Kevin Warsh, será provavelmente necessário proceder a uma nova subida das taxas de juro até ao final do ano para combater a inflação. A subida da taxa de juro surge numa altura em que o crédito malparado tem vindo a cair em Macau, depois de ter atingido um recorde histórico de 57,8 mil milhões de patacas em Junho de 2025. De acordo com dados oficiais da AMCM, os empréstimos vencidos caíram, pelo terceiro mês consecutivo, para 46 mil milhões de patacas, no final de Julho passado. O crédito vencido representava em Julho 4,4 por cento dos empréstimos dos bancos de Macau. Uma percentagem que sobe para 4,7 por cento no caso do crédito a instituições ou indivíduos fora da RAEM. Ainda assim, a percentagem de crédito bancário vencido em Macau está longe do recorde de 25,3 por cento alcançado em meados de 2001, em plena crise económica mundial causada pelo rebentar da bolha especulativa das empresas ligadas à Internet.
João Santos Filipe Manchete SociedadeJogo | CLSA revê estimativas de crescimento em baixa A CLSA estima que as receitas do jogo se expandam 2,4 por cento no próximo ano e 4,3 por cento em 2028. Em relação aos lucros das concessionárias, a corretora alerta para uma redução, devido ao aumento dos custos operacionais A corretora CLSA confessa ter adoptado uma visão “mais cautelosa” sobre o mercado do jogo e cortou as previsões de crescimento para 2027 e 2028. A informação foi divulgada através do mais recente relatório sobre a principal indústria de Macau, citado na terça-feira pelo portal GGRAsia. Segundo as novas previsões, a estimativa do crescimento de 2027 situa-se em 2,4 por cento, num total de 259,2 mil milhões de patacas. Este valor significa um corte de 4 por cento, face à estimativa anterior, que era de 269,1 mil milhões de patacas. Em relação a 2028, o relatório assinado pelo analista Jeffrey Kiang apresenta receitas de 270,4 mil milhões de patacas, o que significaria um crescimento de 4,3 por cento em comparação com 2027. Todavia, face aos números anteriores, este valor representa uma redução de 3 por cento, dado que a previsão anterior era de 280,1 mil milhões de patacas. A média diária das receitas brutas seria assim de 710 milhões de patacas em 2027 e de 739 milhões de patacas em 2028. Apesar do ambiente mais conservador, em relação ao ano em curso, a previsão fica “praticamente inalterada”, com a CLSA a indicar que as receitas deverão atingir 253,2 mil milhões de patacas. Jeffrey Kiang reconhece que após o Mundial de Futebol, que afastou os jogadores do território, houve uma “recuperação notável” que se reflecte tanto ao nível das receitas como do número de visitantes. No entanto, a realidade não permite grandes recuperações: “não achamos que o cenário macroeconómico seja favorável o suficiente para impulsionar um crescimento incremental a partir do ritmo de receita actual”, justificou. Menos propício Como parte do ambiente menos favorável às receitas dos casinos de Macau, a corretora aponta os números mais recentes do índice de lucros industriais do Interior, mercado de onde vem a maioria dos jogadores. Jeffrey Kiang defende que o índice de lucros industriais do Interior e as receitas brutas do jogo em Macau têm uma correlação positiva, ou seja, quando os lucros industriais aumentam as receitas do jogo crescem, e quando os lucros industriais caem as receitas também sofrem uma diminuição. “Assumindo que essa correlação se mantenha, os ventos contrários macroeconómicos permanecem para Macau, uma vez que o referido diferencial tem sido negativo desde Fevereiro”, foi indicado. A CLSA espera ainda que a margem de EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) se mantenha sob pressão em 2027, devido ao crescimento rápido das despesas operacionais das concessionárias. O aumento das despesas deverá ultrapassar o crescimento das receitas e ser impulsionado por aumentos salariais. “Na nossa perspectiva, a pressão sobre as despesas operacionais não se dissipa facilmente, uma vez que tem havido uma pressão ascendente sobre os custos com pessoal”, explicou a CLSA. “Houve um aumento salarial consistente para funcionários não gestores de pelo menos 2,5 por cento a cada ano, anunciado em 2024, 2025 e 2026. Estes ajustes salariais são altamente semelhantes em toda a linha”, foi vincado.
Hoje Macau SociedadeCrime | Detido por apanhar auscultadores esquecidos Um homem foi detido na sexta-feira por ser suspeito de se ter apropriado de uma caixa de auscultadores perdida. A informação foi revelada ontem, e o detido é um trabalhador não residente do Interior suspeito do crime de apropriação em caso de acessão ou de coisa achada. A investigação do caso começou depois de um residente local ter parado a mota na Estrada Marginal da Areia Preta, por volta das 19h50 de 21 de Julho, para atender uma chamada telefónica. No entanto, quando arrancou esqueceu-se da caixa no local. Cerca de 10 minutos depois regressou, mas a caixa tinha desaparecido. Fez queixa e calculou o prejuízo em 1.500 patacas. Após investigação e com recurso ao sistema de videovigilância Olhos no Céu, a PSP identificou o suspeito e interceptou-o na passada sexta-feira no seu local de trabalho, na Rua do Praia da Manduco. A caixa de auscultadores foi recuperada. Questionado pelas autoridades, o detido confessou a prática do crime e mostrou-se disponível para indemnizar a vítima.
Hoje Macau SociedadeCentros de saúde | Lançado serviço que antecipa consultas O subdirector dos Serviços de Saúde, Tai Wa Hou, revelou ontem que será lançado em breve um serviço que irá prestar informações ao médico antes das consultas. Este serviço, que o responsável não explicou se seria promovido através de uma máquina, ou de qualquer outra tecnologia, vai arrancar primeiro nos centros de saúde, antes de chegar às urgências hospitalares. O serviço, prometido pela secretária para os Assuntos Sociais e Cultura na Assembleia Legislativa no final de Julho, permite introduzir informações do utente enquanto espera para entrar no consultório, incluindo sintomas. Os dados são analisados por um software de inteligência artificial e enviados para o médico para auxiliar no diagnóstico. Tai Wa Hou salientou que a tecnologia será testada em centros de saúde ainda este ano e que, após avaliação de eficácia, será expandida aos hospitais e serviços de urgência. As autoridades esperam que a ferramenta digital ajude a reduzir o tempo de espera e melhorar o atendimento. O subdirector dos Serviços de Saúde acrescentou que será dada assistência a idosos, ou quem não está familiarizado com produtos digitais, por profissionais de saúde e pessoal de triagem.
Hoje Macau SociedadeAreia Preta | MRU abre arrendamento de 95 lojas no Lote P Os espaços comerciais no Lote P da Areia Preta estão disponíveis para arrendamento, indicou ontem a Macau Renovação Urbana (MRU) em comunicado. As 95 lojas estão localizadas nos edifícios Ut Koi e Lok Koi, destinados à habitação temporária, e nos seis blocos do Pearl Metropolitan, o complexo construído para os compradores lesados do Pearl Horizon. Os espaços comerciais ocupam uma área total de cerca de 32.000 metros quadrados e situam-se em zonas exclusivamente pedonais, ao longo da Avenida do Nordeste, da Rua da Pérola e da Avenida da Pérola Oriental. Segundo a MRU, os espaços comerciais estão destinados a cafetarias e restauração, comércio a retalho e supermercados, assim como para espaços de lazer e serviços de apoio de dia. A empresa de capitais públicos refere que tem como objectivo criar uma zona comercial dinâmica, atraindo marcas comerciais diversificadas e salienta a boa localização das lojas, próximas dos acessos à Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, da Ponte de Macau, e dos postos fronteiriços das Portas do Cerco e Qingmao. Foi realizada na segunda-feira uma sessão para esclarecer dúvidas de agentes imobiliários sobre os detalhes do arrendamento dos espaços.
Nunu Wu Manchete SociedadeMacau Pass | Pai de vítima de falha exige pedido de desculpas O progenitor da criança quer que a Macau Pass venha a público explicar as falhas de segurança. Além disso, argumenta que as dúvidas sobre a segurança da plataforma Mpay são demasiado sérias para serem levadas de ânimo leve O pai da alegada vítima de uma falha de segurança da MPay, que resultou na perda de 2 mil patacas, quer que a Macau Pass venha a público assumir os erros. A posição foi tomada através de uma publicação nas redes sociais, com o progenitor do lesado a pedir à empresa do grupo Alibaba medidas necessárias para garantir a confiança dos clientes. A polémica que envolve a plataforma MPay surgiu nas redes sociais, quando um internauta denunciou que a titularidade da carteira electrónica do seu filho de 10 anos tinha sido transferida para outra pessoa. Segundo a mesma queixa, o facto de o número de telemóvel do filho ter sido reciclado, ou seja, ter pertencido anteriormente a outra pessoa, foi suficiente para convencer a Macau Pass a entregar-lhe a conta associada a esse número, sem verificações de segurança. Como resultado, o filho, que actualmente está na posse do número de telemóvel associado à conta, ficou sem acesso à sua carteira digital e às 2 mil patacas que tinha guardadas. Agora, numa nova publicação, o pai do lesado insiste que a empresa ligada à Alibaba tem de assumir os erros e falhas para justificar merecer a confiança dos residentes. “Como uma das plataformas de pagamentos com maior taxa de utilização em Macau, os residentes depositam capital na MPay por terem confiança [na empresa]. A MPay tem a obrigação de garantir a segurança de cada cêntimo”, afirmou. O autor também considerou que a falha não pode ser tratada de “ânimo leve” porque resultou de erro humano, em conjunto com falhas sistémicas. Quando fez a denúncia do caso pela primeira vez, o progenitor do lesado revelou que o antigo proprietário do número conseguiu ficar com a carteira do filho, sem nunca ter de confirmar através de um código SMS que estava na posse do número de telefone associado à conta da MPay. A transferência terá resultado de uma conversa com o serviço ao cliente. Maior segurança Ao longo da publicação foram ainda expostas outras falhas de segurança, como a ausência de um mecanismo de alerta interno: “Quando registamos uma conta na plataforma MPay, o sistema não nos alerta que o número de telefone já tinha sido registado anteriormente. Isto significa que o sistema do back-office não tem um mecanismo para associar e remover os números de telefone aos bilhetes de identidade, o que faz com que possa haver confusão nos registos da empresa sobre a identidade do real proprietário das carteiras electrónicas”, indicou. O progenitor também alertou para os riscos de os proprietários de números reciclados poderem ficar sem carteiras electrónicas, dado que é possível recuperar carteiras digitais associadas a números, sem a verificação de segurança por código enviado por SMS. No texto mais recente, o autor vincou ainda que não está disponível para negociar com a empresa uma compensação de forma privada, e que o assunto exige vários esclarecimentos públicos, assim como um pedido de desculpas. Anteriormente, na primeira reacção a este caso, a Macau Pass, citada pelo canal chinês da Rádio Macau, prometeu total cooperação com a investigação em curso das autoridades e defendeu que “os seus mecanismos de segurança estão a funcionar normalmente, não tendo sido detectada qualquer anomalia ao nível da segurança do sistema”.
Hoje Macau Manchete SociedadeIPOR | Mais de dez universidades suspendem português na China Mais de dez universidades no Interior da China suspenderam estudos de língua portuguesa nos últimos três anos, após um pico de cerca de 60 instituições com oferta curricular, indicou o Instituto Português do Oriente “Existem 39 universidades da China com cursos de português, a que somamos mais cinco de Macau, ou seja, 44 no total”, referiu à Lusa a direcção do Instituto Português do Oriente (IPOR). O pico da oferta formativa, continuou o IPOR, “foi no ano lectivo 2022/2023, com cerca de 55 a 60 universidades a proporcionarem estudos em português”. “Não conseguimos ter dados exactos”, reforçou o instituto, que tem como missão preservar e difundir a língua e a cultura portuguesas no Oriente. A Universidade de Sun Yat-sen, em Guangzhou, foi um dos estabelecimentos visados, notou à Lusa o académico da Universidade Politécnica de Macau (UPM) Manuel Duarte João Pires, que leccionou anteriormente naquela instituição do Interior da China. “Tinha um programa de ‘minor’, que era um programa de 2+2, ou seja, de dupla certificação, e agora não tem”, reflectiu o académico, também autor do estudo “Vinte anos de ensino de Português na China: exponencial, saturado e o futuro”, publicado em Agosto. Na investigação, Pires traça o percurso do ensino da língua portuguesa na China, com o primeiro curso de licenciatura a ser estabelecido no Instituto de Radiodifusão de Pequim (hoje Universidade de Comunicação da China), “focado em formar profissionais para atender à demanda de relações diplomáticas com países de língua portuguesa, especialmente aqueles de África que então lutavam pela independência”. Depois de uma suspensão e “envio de muitos professores e alunos para trabalhos rurais” durante a Revolução Cultural (1966-1976), houve “um renascimento do ensino de línguas estrangeiras”. Nas últimas duas décadas, o ensino da língua portuguesa passou de uma presença residual para uma expansão acelerada. Até 2005, aponta o autor, apenas três universidades ofereciam licenciaturas em português, mas a “globalização e modernização da China” e a intensificação das relações económicas com países de língua portuguesa, sobretudo Brasil e Angola, transformou o idioma numa ferramenta de empregabilidade. Dezenas de instituições abriram cursos, num crescimento descrito como exponencial: de acordo com fontes consultadas pelo autor, no ano lectivo 2012/2013 eram 19 universidades; em 2017 chegavam a 37 e em 2022 contabilizavam-se 56, com mais de seis mil alunos e mais de 300 professores. Momento disruptivo Nos últimos anos, porém, esse crescimento entrou em fase de estagnação, com a suspensão de cursos e universidades a redimensionarem a oferta. “Depois veio a pandemia, agora a questão da inteligência artificial [IA], também os cursos de STEM [sigla para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática], muito procurados pelas famílias, pelo meio académico”, indica Pires. A articulação com a sociedade civil, particularmente com empresas e instituições que operam no espaço de língua portuguesa, é essencial para a revitalização do português na China, defende. “Vejo isso muito parado, não sei se por questões políticas, mas a sociedade civil entrar na universidade é algo muito difícil”, refere à Lusa. Estágios profissionais integrados nos planos de estudo, projectos desenvolvidos em colaboração com empresas e a participação regular de profissionais activos nas universidades podem ajudar a reduzir o fosso entre a formação académica e as exigências do mundo profissional, propõe-se na investigação. O autor sugere ainda a “diversificação dos enfoques de ensino a favor de abordagens especializadas adaptadas às necessidades específicas de diferentes sectores profissionais”. No contexto chinês, completa, esta adaptação pode assumir “formas concretas como a criação de programas interdisciplinares onde o português fosse ensinado como ferramenta de trabalho”, em áreas como engenharia civil, para projectos em Angola ou Moçambique, saúde pública, para cooperação com o Brasil, ou comércio electrónico, para plataformas digitais como a Ali Express nos mercados de língua portuguesa. À Lusa, o investigador salienta que este processo de estagnação, face ao crescimento da IA, não é exclusivo do português, mas alcança o ensino de línguas em geral. “Desde o início que se associa à língua ao seu poder económico. Ou seja, isso é indissociável”, ressalva, sublinhando que “a médio prazo” o lugar do português vai depender sempre das relações económicas e políticas com os países da esfera da lusofonia. “Já chegou também a um patamar de 56 universidades, não haverá muito mais para crescer a nível de ensino superior”, complementa, notando que “o crescimento exponencial não é sempre infinito” e este talvez seja um “processo natural”. Pires admite que a situação é diferente em Macau, onde o português é uma das línguas oficiais”: “É mais difícil as coisas mudarem como muda no Interior da China, onde há uma perspectiva mais pragmática, mais económica em relação aos cursos”.
Hoje Macau SociedadeSaúde | Nick Lei pede reforço de apoio psicológico a alunos Os estabelecimentos de ensino de Macau devem estar apetrechados de sistema de alerta para detectar precocemente riscos de segurança e mecanismos reforçados de apoio psicológico aos alunos, defende Nick Lei. Numa interpelação escrita, o deputado exige medidas para prevenir casos como o que se registou no início deste ano lectivo quando um aluno da Escola São João de Brito atacou com um líquido corrosivo uma professora, que era a sua directora de turma. A docente, com mais de 60 anos, sofreu queimaduras químicas de terceiro grau na cara e noutras partes do corpo e corre o risco de ficar cega do olho esquerdo. Nick Lei pede ao Executivo de Sam Hou Fai que aposte em campanhas de sensibilização, dentro e fora da escola, que promovam a saúde mental dos jovens. Pegando no exemplo da agressão na Escola São João de Brito, o deputado pede melhorias na “avaliação preventiva de riscos, identificação de perigos e controlo na fonte” de possíveis incidentes. O legislador da bancada parlamentar de Fujian perguntou ao Governo se tem um mecanismo de avaliação preventiva, que permita fazer a identificação sistemática e padronizada para vários tipos de crises de segurança, assim como directrizes para responder a lacunas de segurança.
Nunu Wu Manchete SociedadeBolo Lunar | Andy Wu prevê mais de 110 mil visitantes diários O presidente da Associação de Indústria Turística prevê que no fim-de-semana prolongado do Festival do Bolo Lunar, Macau receba diariamente entre 110 e 120 mil visitantes. Andy Wu estima também uma ocupação de taxa hoteleira entre 80 e 90 por cento Com o fim-de-semana prolongado pelo feriado do Festival do Bolo Lunar no horizonte, entre 25 e 27 de Setembro para os turistas do Interior da China, o presidente da Associação de Indústria Turística estima que Macau volte a receber uma enchente de turistas. Andy Wu espera que durante os três dias entrem em Macau uma média diária entre 110 mil e 120 mil visitantes. Em declarações ao jornal Ou Mun, o empresário de agência de turismo lembrou que o território já recebe diariamente cerca de 100 mil turistas, não sendo, portanto, de estranhar que essa fasquia aumente, em particular no sábado, 26, com a possibilidade de o volume ultrapassar as 120 mil pessoas. Em relação à taxa de ocupação hoteleira durante o Festival do Bolo Lunar, Andy Wu estima uma boa temporada para o sector, com taxas a variar entre 80 e 90 por cento. Apesar de esperar o aumento de volume de turistas, o responsável salientou que este ano não foram lançadas promoções especiais para assinalar o feriado em conjugação com eventos organizados em Macau. Como tal, o Concurso Internacional de Fogo de Artifício de Macau acaba por ser o principal destaque turístico durante o feriado, facto que não se materializou, para já, em promoções temáticas oferecidas por hotéis. Porém, como ainda falta uma semana e meia até o Festival do Bolo Lunar, Andy Wu espera que os hotéis da ZAPE tirem partido da localização geográfica para lançar promoções de quartos que permitam assistir ao fogo de artifício. O evento, argumenta, poderá desviar uma parte do fluxo de turistas que normalmente é canalizado para o Cotai, beneficiando os negócios na península. Bons vizinhos Uma questão que se tem colocado cada vez mais sobre a capacidade de atracção turística do Concurso Internacional de Fogo de Artifício de Macau é o facto de o evento poder ser visto a partir de Hengqin. A possibilidade de a Ilha da Montanha desviar turistas que normalmente viriam a Macau durante o Festival do Bolo Lunar não preocupa Andy Wu, uma vez que a competitividade de Macau não se esgota no fogo de artifício, ou outros eventos, face aos recursos turísticos abrangentes e encantos exclusivos da cidade. Além disso, Andy Wu considera que entre Macau e Hengqin, não existe uma relação competitiva de tentativa de desviar turistas, mas uma ligação de complementaridade com vantagens para ambos os territórios no âmbito do turismo cultural na Grande Baía.
João Santos Filipe Manchete SociedadeBairros Históricos | Loi I Weng diz que programa está a falhar às PME A deputada das Mulheres pede ao Executivo que repense a estratégia de promover eventos culturais nos bairros históricos. A legisladora sugere uma nova estratégia para “reter” os turistas por mais tempo naqueles locais A deputada Loi I Weng pede ao Governo que apresente novas medidas para ajudar a promover os negócios nos bairros históricos. O pedido faz parte de uma interpelação escrita, em que a legisladora das Mulheres aponta as falhas do modelo económico baseado na promoção de eventos culturais nestes bairros. Segundo a opção do Executivo, as concessionárias ficam obrigadas a promover eventos em determinadas zonas históricas, como a Barra ou a Rua da Felicidade. A esperança é que estes eventos levem mais pessoas àqueles locais e incentivem o consumo nas pequenas e médias empresas. No entanto, Loi I Weng aponta que apesar dos investimentos nos bairros o dinheiro não está a chegar às empresas com menor dimensão: “analisando o funcionamento actual das zonas históricas, verifica-se que os avultados recursos afectados ainda não foram eficazmente convertidos em benefícios reais para a economia comunitária, subsistindo várias contradições estruturais profundas que urge resolver”, justifica a deputada. Sobre os problemas, Loi considera que a coordenação entre o discurso político e a implementação “não é suficientemente eficaz”, com a prática a não corresponder ao pretendido. Fornecedores fixos Além disso, Loi I Weng explica que as concessionárias recorrem quase sempre aos seus fornecedores de há vários anos na organização dos eventos, pelo que o número de empresas beneficiadas por estas iniciativas acaba por ser limitado. Em relação a este aspecto, a deputada quer saber se a Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico e a Direcção dos Serviços de Turismo vão criar “mecanismos” para obrigar “as entidades operadoras dos bairros históricos a publicar periodicamente listas de aquisição e de recrutamento” de serviços. O objectivo passa por criar mais oportunidades para outras empresas serem beneficiadas com os eventos. Por último, a legisladora explica que os turistas visitam as iniciativas, mas muitas vezes nem consomem nos locais: “a atracção de visitantes mantém-se ao nível superficial, faltando um mecanismo de longo prazo que conduza os visitantes às ruas e vielas interiores”, aponta. “As actividades nas zonas históricas concentram-se sobretudo nas praças principais ou em troços específicos, onde os turistas fazem uma visita rápida e partem, sem se deslocarem às ruas e vielas das zonas antigas envolventes para consumir. Muitos comerciantes das lojas antigas referem não ter beneficiado do fluxo de pessoas gerado pelo programa”, acrescentou. Neste capítulo, a deputada defende que a aprovação dos projectos financiados com capitais públicos deve ser mais criteriosa, com a atribuição de prioridade a propostas que façam com que os turistas caminhem pelas zonas envolventes dos bairros históricos.
Hoje Macau SociedadeOCBC | Banco afirma compromisso com Macau Após ter sido anunciado que o Banco OCBC Macau vai deixar de prestar vários serviços no território, como a disponibilização de cartões de crédito ou de empréstimos hipotecários residenciais, a instituição nega qualquer intenção de fechar as portas. “Estes ajustamentos inserem-se nos esforços contínuos do OCBC Macau para optimizar a sua carteira de negócios e distribui de recursos, permitindo ao banco reforçar o foco nas suas actividades essenciais e consolidar ainda mais a sua capacidade de prestação de serviços”, foi explicado. “As medidas não afectam o compromisso do banco com Macau, a sua capacidade de servir os clientes nem o apoio que lhes proporciona. O OCBC Macau continuará a operar de forma sólida e estável, prestando aos clientes serviços financeiros fiáveis”, foi acrescentado. No comunicado, o banco com sede em Singapura afirma ainda estar “empenhado em investir em Macau” e em “aprofundar as suas raízes no mercado local”. A instituição apontou também que “vai permanecer firmemente enraizada” na RAEM e a pensar nas operações e no desenvolvimento “a longo prazo”. “Sendo parte integrante de uma das principais instituições financeiras do Sudeste Asiático, o OCBC Macau conta com o apoio da vasta rede regional do Grupo OCBC, da sua sólida base financeira e de capacidades financeiras abrangentes. Com base nestes trunfos, o Banco irá reforçar ainda mais a sua gestão de fortunas e as competências bancárias fundamentais, avançar na transformação da banca digital, investir nos seus serviços e na experiência do cliente, bem como formar um grupo sólido de profissionais com especialização em gestão de fortunas”, foi apontado.
Andreia Sofia Silva SociedadeÓbito | Kevin Thompson faleceu aos 74 anos O professor britânico Kevin Thompson, ligado a inúmeras entidades locais e a viver em Macau desde 2013, faleceu aos 74 anos. Segundo noticiou a imprensa local, Kevin Thompson estava ligado à educação, tendo sido um dos fundadores do Moon Chun Memorial College, da Universidade de Macau, além de ter sido presidente da Câmara de Comércio Europeia em Macau, bem como vice-presidente da Câmara de Comércio Britânica em Macau. Numa nota divulgada nas redes sociais, a Câmara de Comércio de França em Macau destacou o facto de Kevin Thompson ter trazido “uma perspectiva única e inestimável à Câmara de Comércio – ajudando a fundir a nossa comunidade de negócios com a sua profunda paixão pelas artes, cultura e educação”. “O mundo conheceu-o como uma proeminente figura do mundo das artes performativas e como antigo mestre do Moon Chun Memorial College na Universidade de Macau, mas na Câmara de Comércio vamos lembrá-lo como um cavalheiro cosmopolita que defendeu incansavelmente os laços culturais e empresariais entre Macau, França e toda a comunidade europeia”, lê-se ainda na mesma nota. Kevin Thompson foi condecorado, em 2017, Cavaleiro da Ordem Nacional da Legião de Honra pelas mãos do Presidente francês Emmanuel Macron. Em 2022, foi ainda agraciado com o “Prémio da Paz” atribuído pelos “Sino Phil Asia International Peac Awards” pelo seu trabalho desenvolvido na área da educação, belas artes e desenvolvimento da juventude. Kevin Thompson mudou-se para a Ásia em 2004, tendo sido director da Academia de Artes Cénicas de Hong Kong e director fundador do Conservatório de Birmingham, no Reino Unido.