Desaparecimento | Homem apresentou falsa queixa

A Polícia Judiciária (PJ) revelou o caso de um homem com 41 anos que fez uma queixa falsa, ao denunciar o desaparecimento de um “amigo”. Após a denúncia, a PJ começou a investigar o caso, e seguiu o rasto dos dois homens no Cotai, onde tinham estado hospedados.

No entanto, a versão da queixa não correspondia à realidade, uma vez que as imagens de videovigilância mostravam os dois homens a entrarem e a saírem do quarto regularmente, o que o queixoso não tinha revelado. Por esse motivo, a PJ chamou o denunciante outra vez, para confirmar o relato.

No entanto, o queixoso confessou que tinha feito uma queixa falsa, com o objectivo de encontrar o amigo, que se tratava de um homem que tinha conhecido recentemente e que tinha fugido, depois de lhe furtar 30 mil dólares de Hong Kong em fichas de jogo. A PJ está também a investigar a possibilidade de os dois homens estarem envolvidos em actividades ilegais de troca de dinheiro.

Crime | Detida por ficar com telemóvel achado

Uma mulher foi detida depois de se ter apropriado de um telemóvel deixado esquecido num supermercado. O caso foi divulgado ontem pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) e citado pelo jornal Ou Mun. De acordo com os contornos divulgados, o crime aconteceu no dia 15 de Maio, quando a detida, uma trabalhadora não-residente das Filipinas, entrou num supermercado, na Taipa, e viu um telemóvel no balcão de pagamentos.

A mulher apropriou-se do aparelho. No entanto, a proprietário do equipamento, que era igualmente uma trabalhadora não-residente das Filipinas, apresentou queixa junto da polícia, e declarou que o telemóvel estava avaliado em 3.500 patacas. Quando a polícia investigou o caso conseguiu identificar a suspeita, pelo que procedeu à sua detenção. O caso foi encaminhado para o Ministério Público.

AMCM | Alerta para portais de phishing a imitar seguradora

A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) emitiu um comunicado a alertar para a existência de portais de phishing que se fazem passar pela página oficial da seguradora Companhia de Seguros Popular da China (Hong Kong) Limitada. Portais de phishing são páginas electrónicas feitas a imitar portais oficiais, com a intenção de enganar os utilizadores e levá-los a revelar os dados bancários ou de contas em instituições financeiras.

“A AMCM vem por este meio relembrar o público que, em caso de dúvida sobre qualquer número de telefone e ‘hyperlink’, o público pode utilizar a mini-aplicação “Antiburla” da Polícia Judiciária (PJ) para verificar o índice de risco de burla associado a esse número de telefone e ‘hyperlink’”, foi comunicado. A AMCM indicou também que os utilizadores que suspeitem ter utilizado um portal de phishing devem informar imediatamente a instituição copiada assim como as autoridades.

22 Mai 2026

Junkets | Queixas da concorrência desleal de massas “premium”

Apesar do aumento das receitas dos junkets, o presidente da Associação Profissional de Promotores de Jogo de Macau queixa-se de concorrência desleal e injustiça fiscal. U Io Hung destaca a forma como o segmento de massas premium é operado, incluindo com a concessão de empréstimos

Nos primeiros três meses de 2026, o bacará VIP gerou receitas de 19,8 mil milhões de patacas, segundo dados da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, resultado que significou uma subida homóloga de 35 por cento.

Apesar da evolução, o presidente da Associação Profissional de Promotores de Jogo de Macau, U Io Hung, queixa-se de concorrência desleal das concessionárias, mais especificamente na forma como operam o segmento massas premium.

Em declarações ao jornal Ming Pao, o dirigente associativo salientou que as concessionárias começaram a emitir notas de crédito para grandes apostadores (markers), comportamento semelhante ao praticado pelos junkets, e um dos motivos que as autoridades terão usado para justificar o aperto ao jogo VIP.

Além destes créditos, U Io Hung argumenta que a obrigatoriedade de pagar 5 por cento de imposto sobre as comissões pagas a promotores de jogo coloca o sector numa situação de desvantagem, uma vez que os créditos concedidos pelas concessionárias a jogadores premium não estão sujeitos a taxação.

Lugar ao sol

O representante dos promotores de jogo revelou também que irá tentar que seja concedido ao sector isenções fiscais que estão previstas na legislação. A lei que regula a exploração de jogo em Macau prevê a possibilidade de o Chefe do Executivo isentar parcialmente o pagamento do imposto sobre as comissões por um período não superior a cinco anos, desde que não exceda 40 por cento do valor a pagar.

Para lá das operações, U Io Hung indicou que a criminalização das trocas de dinheiro para jogar modificou o ambiente nas imediações das áreas de jogo, aumentando a violência dos delitos. O dirigente indicou ao Ming Pao que a indústria do jogo passou a ser afectada por outros crimes, como roubos através de transferências bancárias forçadas, usura e burlas. Uma evolução que, na sua óptica, deve ser endereçada pelas autoridades.

O sector do jogo VIP tem sofrido grandes impactos desde a campanha que culminou na condenação de director executivo da Suncity Alvin Chau, altura em que as licenças de promotores de jogo em Macau caíram de 85 para 18. De acordo com dados da DICJ, o número de licenças tem recuperado e atingiu 31 no final de Março deste ano. Ainda assim, permanece aquém do limite máximo fixado pelo Governo, que é de 50.

22 Mai 2026

Inquérito | Residentes crêem precisar de 6,6 milhões na reforma

Os residentes aspiram reformar-se aos 62 anos de idade, e acreditam precisarem de 6,6 milhões de patacas para o resto da vida. Um inquérito encomendado pela seguradora FWD mostra que a maioria dos residentes está pressionada face ao ritmo de crescimento das suas poupanças

Os residentes de Macau têm a expectativa de se reformar aos 62 anos e acreditam que com 6,6 milhões de patacas em poupanças podem enfrentar a vida pós-trabalho. A conclusão consta de um inquérito apresentado pela seguradora FWD, sobre os planos de reforma dos residentes da RAEM e de Hong Kong.

Segundo o inquérito, citado pelo portal Macau News Agency, 64 por cento dos 1.008 residentes de Macau e Hong Kong inquiridos afirmou sentir-se “ansioso, preocupado ou a tentar lidar com” o estado das suas finanças pessoais.

As respostas mostram um sentimento generalizado de inquietação em relação às poupanças. O inquérito foi encomendado pela seguradora a uma empresa de estudos com os inquiridos a situarem-se numa faixa etária entre os 21 e os 65 anos.

Entre aqueles que reconheceram estar sob pressão financeira, 58 por cento apontaram como principal causa da preocupação o aumento continuo do custo de vida. Ao mesmo tempo, 48 por cento indicaram estar preocupados com o custo da saúde e 47 por cento reconheceu estar a ter problemas para lidar com o facto de não conseguir poupar dinheiro suficiente para ter uma reforma “confortável”.

Apesar do montante indicado de 6,6 milhões de patacas, os responsáveis apontam que pode haver uma discrepância entre o dinheiro indicado e os gastos reais. “Num contexto de inflação crescente e em que há um aumento das despesas com cuidados de saúde, surge uma situação potencial para se verificar uma discrepância entre as poupanças para a reforma previstas pelo público e as suas necessidades reais de poupança”, afirmou Ken Lau, director-geral da FWD para a Grande China e director executivo em Hong Kong, num comunicado. “Este risco de longevidade não deve ser ignorado”, alertou.

Jovens preocupados

Os resultados mostram também que os jovens adultos são cada vez mais exigentes quanto ao dinheiro que consideram ser necessário para a vivência pós-profissional. Os inquiridos com idades entre os 21 e 29 anos afirmaram terem planos para se reformarem aos 60 anos e necessitarem de cerca de 7,8 milhões de patacas para a reforma. A média quando são considerados todos os inquiridos é mais baixa, e fixa-se nos 6,6 milhões de patacas.

Ao mesmo tempo, os residentes com idades entre os 30 e 44 anos admitem terem problemas para conseguirem lidar com o facto de terem de contribuir ao mesmo tempo para as despesas com os pais e os filhos. Cerca de 71 por cento afirmaram abdicarem das suas poupanças pessoais, para cuidar da família.

Ao mesmo tempo, 57 por cento das pessoas com idades entre os 30 e 44 anos confessou que gasta mensalmente pelo menos 20 por cento do orçamento para pagar despesas com os pais e os filhos. Já as pessoas com idades entre 45 e 62 anos, 62 por cento afirmaram estarem preocupados com o facto de as suas poupanças não estarem a crescer ao ritmo necessário para cobrir as despesas da reforma.

22 Mai 2026

Cooperação | Macau e Cazaquistão celebraram acordos judiciais

Macau e Cazaquistão celebraram ontem três acordos judiciais, numa cerimónia em o secretário para a Administração e Justiça, Wong Sio Chak, representou a RAEM, e o Procurador-Geral da República, Berik Assylov, representou o Governo cazaque. Os acordos versam sobre auxílio judiciário mútuo em matéria penal, entrega de infractores em fuga e transferência de pessoas condenadas.

O gabinete do secretário para a Administração e Justiça realça que a assinatura dos três acordos “possui um significado bastante especial, pois simboliza o avanço para um novo patamar da relação de cooperação entre os dois lados, além de demonstrar os excelentes resultados obtidos pela RAEM no domínio da cooperação judiciária com o exterior”.

O Executivo salienta que os acordos são nucleares no domínio da cooperação judiciária em matéria penal, e permite a criação de “um mecanismo de colaboração claro e de alta eficiência” para a recuperação de bens furtados, captura de fugitivos, investigação e recolha de provas.

A cooperação foi também aplaudida pela capacidade para combater actividades criminosas transfronteiriças e proporcionar “uma melhor garantia jurídica destinada à cooperação económica e comercial e à circulação de pessoas entre os dois lados”.

Além disso, permitirá que pessoas condenadas regressem ao local de origem com vista ao cumprimento de pena, o que é favorável para a reabilitação e reintegração na sociedade, demonstrando “o espírito humanitário e do Estado de Direito”.

21 Mai 2026

Jogo | Citigroup aponta para receitas superiores a 22,5 mil milhões em Maio

A principal indústria de Macau continua a crescer, à medida que aumenta o fluxo de turistas. O banco de investimento acredita que as receitas deste mês superem 22,5 mil milhões de patacas, com a ajuda da Semana Dourada e do cartaz de espectáculos

O Citigroup estima que as receitas dos casinos vão ser superiores a 22,5 mil milhões de patacas ao longo deste mês, o que representaria uma subida anual de 6 por cento. As previsões do banco, citadas ontem pela Rádio Macau, contrastam com a performance de Maio de 2024 quando as receitas do jogo totalizaram 20,2 mil milhões de patacas.

Segundo a emissora pública, os analistas apontam que as receitas do jogo nos primeiros 17 dias de Maio tenham sido ligeiramente inferiores a 13 mil milhões de patacas. Para este valor representou uma média diária de 693 milhões de patacas por dia, entre 11 e 17 de Maio.

Contudo, os analistas acreditam que nos restantes dias até ao final do mês a média diária das receitas terá de rondar 704 milhões de patacas, o que irá permitir superar o valor dos 22,5 milhões patacas.

A previsão dos analistas do Citigroup é sustentada com o aumento do número de visitantes na segunda metade do mês associada a vários espectáculos que vão ser organizados nos empreendimentos turísticos das concessionárias, como o concerto da girlband coreana IVE, o espectáculo da boyband EXO e o evento de luta UFC Fight Night.

Perto dos melhores registos

Caso a previsão do banco de investimento se confirme, as receitas de Maio, que inclui o pico de turismo ligado à Semana Dourada, vão ficar perto dos melhores registos mensais deste ano. Até Abril, o mês com receitas de jogo mais elevado foi Janeiro, com um total de 22,63 mil milhões de patacas, seguido pelo registo de Março, em que as receitas foram de 22,61 mil milhões de patacas.

Nos primeiros quatro dos meses deste ano, os casinos registaram receitas brutas de 85,8 mil milhões de patacas, o que correspondeu a um aumento anual de 12,1 por cento, uma vez que o montante acumulado entre Janeiro e Abril foi de 76,5 mil milhões de patacas.

Apesar da recuperação do jogo no pós-pandemia, o valor das receitas ainda se encontra a 86,1 por cento do nível de 2019, quando entre Janeiro e Abril as receitas do jogo atingiram 99,7 mil milhões de patacas.

21 Mai 2026

Concertos | Nick Lei pede clarificação de regras de segurança

Depois da confusão no Cotai durante o festival “K-Spark”, Nick Lei interpelou o Governo sobre a necessidade de clarificar regras de segurança no Local de Espectáculos ao Ar Livre. Além disso, defende que a futura concessão do espaço não deve olhar apenas para o lucro

O deputado Nick Lei defende a necessidade de clarificar as regras de segurança no Local de Espectáculos ao Ar Livre, tendo em conta o recente episódio de desacatos entre fãs ocorrido no “K-Spark”, festival de música pop sul-coreana (K-Pop), no início deste mês.

Recorde-se que o facto de o evento ter lugares sentados com cadeiras desdobráveis fez com que dezenas de pessoas tenham deslocado as cadeiras mais para a frente do palco, o que gerou alguns desacatos.

Na interpelação escrita, o deputado referiu algumas opiniões divulgadas nas redes sociais sobre o facto de o espectáculo revelar regras insuficientes de segurança, bem como a falta de controlo da multidão.

“Podem as autoridades elaborar regras claras sobre a utilização do espaço, bem como orientações para o comportamento dos espectadores, melhorar a gestão de segurança e a ordem”, questionou. Nick Lei pediu ainda a criação de um “mecanismo de mediação para [o registo] de bilhetes e normas para o reembolso dos bilhetes” que sejam adquiridos em diferentes regiões vizinhas, a fim de “assegurar que as actividades se realizam de forma segura e ordenada”.

Nick Lei, ligado à comunidade de Fujian, recordou que as autoridades do Interior da China possuem já regras para a realização de espectáculos de grande dimensão, como os princípios de “organizador responsável de evento com supervisão do Governo”, ou “prioridade à segurança e prevenção acima de tudo”.

Porém, e ainda que exista em Macau um regulamento para a utilização do Local de Espectáculos ao Ar Livre, Nick Lei considera que o documento não é claro quanto a regras de segurança.

Para o deputado, deve ser criado um sistema “segundo o número de participantes, fazendo-se a diferenciação, em matéria de segurança, para actividades de escala diferente”, sem esquecer a implementação de diferentes “procedimentos de apreciação e aprovação, e respostas de emergência”.

O deputado pede ainda que seja integrada a “participação de entidades profissionais na avaliação de segurança”, sendo importante a elaboração de “normas regulamentares vinculativas para garantir o sucesso da realização dos espectáculos no futuro”.

O Local de Espectáculos ao Ar Livre fica no cruzamento da Avenida do Aeroporto com a Rua de Ténis, no Cotai, entre o Grand Lisboa Palace e o Hotel Lisboeta, com uma área 94 mil metros quadrados e capacidade para mais de 50 mil pessoas. O Instituto Cultural definiu mapas que incluem a “Zona de Espectadores”, “Zona Tampão para Evacuação”, “Zona do Palco e dos Batidores” e “Zona de Espera (controlo de segurança)”.

Olhar além dos lucros

Nick Lei defende também que a filosofia quanto à futura concessão do Local de Espectáculos ao Ar Livre não deve ser puramente comercial, mas incorporar obrigações públicas além de olhar a critérios como a obtenção de lucros e o valor comercial da zona, a fim de garantir apoios à comunidade. Tais necessidades devem ficar claras no contrato de concessão, referiu.

“Pode o Governo especificar no futuro contrato os indicadores concretos, nomeadamente um número mínimo de espectáculos para fins de caridade, a cobrança mais baixa em horários específicos e a obrigatoriedade de abrir o local à comunidade em períodos em que não se realizam espectáculos”, lê-se na interpelação.

21 Mai 2026

Pagamentos Electrónicos | Keypay abre actividade em Macau

A empresa financeira Keypay Limited foi autorizada a instalar-se em Macau, de acordo com um despacho publicado no Boletim Oficial.

Segundo o documento, assinado pelo Chefe do Executivo, a empresa apenas pode ter como objecto social “a prestação de serviços de pagamento adquirentes de instrumentos de pagamento electrónico”.

A empresa vai constituir-se como sociedade anónima, com um capital social de 20 milhões de patacas e vai ter de aprovar estatutos determinados posteriormente pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM). No exercício da actividade, a empresa fica também obrigada a seguir as “condições fixadas” pelo regulador, pode ler-se no despacho assinado por Sam Hou Fai.

20 Mai 2026

Imobiliário | Mais transacções mas a preços mais baixos

Em Abril, foram compradas e vendidas 338 habitações, o que representou um aumento mensal de 3 por cento e um crescimento anual de 19 por cento. No entanto, os preços estão em quebra

No mês de Abril, foram registadas 338 compras e vendas de casa, o que representou um aumento mensal de 3 por cento. Os números foram revelados no portal da Direcção de Serviços de Finanças (DSF), com o preço médio por metro quadrado a cair para 68 mil patacas.

No último mês, houve 338 transacções de habitações, com um total de 227 a serem comercializadas na Península de Macau, o que representou 68 por cento de todas as compras e vendas de habitação em Abril. O segundo mercado mais activo, foi o da Taipa com 76 transacções, o que significou 22 por cento das transacções. O mercado menos activo foi o de Coloane, com 35 compras e vendas, 10 por cento do total.

Os números de transacções em Abril mostram um aumento de 3 por cento face a Março, mês em que o número de negócios registados foi de 328 unidades. Ao mesmo tempo, a comparação anual do número de transacções mostra um aumento de 19 por cento, dado que em Abril de 2025 o número de compras e vendas tinha sido de 283.

Em termos dos preços mais recentes, o preço médio em Abril foi de 68.000 patacas por metro quadrado. Esta foi uma redução mensal de 2,3 por cento, dado que em Março o valor do metro quadrado era de 69.625 patacas.

Os preços mais elevados foram praticados em Coloane, com o metro quadrado a ser comercializado por 81.261 patacas. No pólo oposto, os preços mais baratos estão na Península de Macau, com uma média de 66.304 patacas por metro quadrado. Na Taipa, a compra e venda de habitação teve um custo médio em Abril de 67.970 patacas por metro quadrado.

Em baixa

Os dados mais recentes da DSF revelam que em Abril foram registados os preços mais baratos do ano. Em Janeiro, o metro quadrado foi comercializado por 69.241 patacas, um valor que atingiu o pico do ano em Fevereiro, ao saltar para 77.747 patacas. No entanto, desde essa altura caiu para 69.625 patacas em Março e agora foi reduzido para 68.000, uma diferença de 13 por cento face ao valor mais elevado deste ano.

Quando a comparação é feita com o ano anterior, Abril apresentou um aumento anual de 19 por cento, em termos do número de transacções, dado que em Abril de 2025 houve um total de 283 transacções, uma diferença de 55 transacções no espaço de um ano.

Em relação aos preços, a comparação anual reforça a tendência de redução, dado que em Abril de 2025 o preço médio do metro quadrado era de 75.183 patacas, mais quase 7.200 patacas do que acontece actualmente.

20 Mai 2026

Ébola | Instituições médicas alteram zonas de isolamento

Todas as instituições médicas foram obrigadas a rever as condições de zonas destinadas a isolamento e a actualizar mecanismos de transferência de doentes. Os profissionais de saúde foram instruídos a perguntar o historial de viagens a quem apresente sintomas semelhantes aos do Ébola

Depois de anunciarem que seriam emitidas instruções para profissionais de saúde e autoridades fronteiriças, os Serviços de Saúde concretizaram as medidas que vão ser implementadas para prevenir um surto de Ébola em Macau.

Na segunda-feira, foi accionado o mecanismo de contingência e os trabalhos preparatórios para a prevenção desta epidemia no Centro Hospitalar Conde de São Januário e organizada uma palestra para reforçar a capacidade de resposta dos profissionais de saúde da linha da frente. Os termos tratados incluíram a actual situação epidemiológica do Ébola, triagem e despistagem, notificação e envio para análise laboratorial, e a utilização correcta do equipamento de protecção individual.

Os profissionais de saúde foram também instruídos a perguntarem a doentes suspeitos de estarem infectados com Ébola o historial de viagem nos 21 dias anteriores ao surgimento dos primeiros sintomas.

Ao mesmo tempo, “todas as instituições médicas foram também obrigadas a rever as suas instalações de isolamento, o mecanismo de transferência de doentes e a organização do controlo de infecção”.

Trancas à porta

Além do pessoal médico, o Governo está focado nas medidas de prevenção na fronteira. Assim sendo, “todos os portadores de passaporte das regiões afectadas que entram em Macau devem ser submetidos a inquirição e inspecção pelo pessoal de inspecção sanitária dos postos fronteiriços”.

Se forem detectados sintomas suspeitos do vírus, as pessoas devem ser de imediato transportadas para o Hospital Conde de São Januário para avaliação e exames mais pormenorizados.

Mesmo quem esteve em “regiões afectadas” pelo Ébola e não apresente sintomas, será alvo de acompanhamento do estado de saúde. Os Serviços de Saúde não referiram de que forma será feito o acompanhamento, nem se estas pessoas serão sujeitas a quarentena.

À chegada a Macau, pessoas “com história de residência, de viagem ou de contacto com pessoas relacionadas com regiões afectadas”, mesmo que não tenham sintomas têm de prestar uma “declaração de saúde por iniciativa própria” aos Serviços de Saúde. As autoridades afixaram avisos nos átrios das chegadas aos postos fronteiriços a alertar para a obrigação.

20 Mai 2026

Ébola | Rastreio reforçado para quem vem de zonas afectadas

Os Serviços de Saúde vão reforçar os rastreios para quem tenha passado por zonas afectadas por surtos de Ébola. Foram accionados mecanismos para isolar pessoas infectadas e serão emitidas instruções para profissionais de saúde. As autoridades salientam o baixo risco de infecção em Macau

Os Serviços de Saúde (SS) garantiram ontem que vão reforçar a supervisão médica de pessoas que cheguem a Macau provenientes de zonas de África afectadas pelos mais recentes surtos de Ébola que surgiram na República Democrática do Congo e Uganda, que levou a Organização Mundial de Saúde a declarar emergência de saúde global.

As autoridades de Macau vão também rastrear a pessoas que transitem pelas zonas afectadas. Se foram detectados casos suspeitos, “estes serão imediatamente encaminhados para instituições médicas para isolamento e exames complementares”.

Os SS salientam que, com base nas informações actuais, o Ébola está a propagar-se principalmente em algumas regiões de África, e que o fluxo de visitantes entre as áreas afectadas e Macau é limitado. Face a esta situação, e como Macau não registou qualquer caso confirmado de Ébola, “o risco imediato deste vírus para Macau é baixo, e os residentes não precisam de se preocupar demasiado”.

Ainda assim, as autoridades apelam aos residentes para manterem “bons hábitos de higiene pessoal e evitar o contacto com animais selvagens e fluidos corporais de doentes, caso tenham de viajar para zonas afectadas”. Além disso, foi pedida vigilância perante sintomas como febre, vómitos ou hemorragias.

Para o que der e vier

No que diz respeito à resposta médica, o Governo salienta que as instituições de saúde de Macau estão preparadas para lidar com doenças infecciosas de alto risco, incluindo na capacidade de isolamento e testagem, assim como no tratamento clínico.

Os SS vão também actualizar as orientações para as “instituições médicas, alertando os profissionais de saúde para estarem atentos à história de viagem e aos respectivos sintomas, identificarem e comunicarem os casos suspeitos o mais cedo possível e cumprirem rigorosamente as medidas de controlo da infecção”.

Em relação à primeira barreira de protecção, as fronteiras do território, o Governo indicou prontidão recordando que no ano passado foi realizado um simulacro de contingência relacionada com doenças transmissíveis, em conjunto com as autoridades fronteiriças, para testar a coordenação e resposta rápida na contenção de doenças infeciosas.

19 Mai 2026

PJ | Quatro detidos por uso e tráfico de space-oil e metanfetaminas

Quatro homens de nacionalidade filipina foram detidos pela Polícia Judiciária por suspeitas de consumo e tráfico de drogas, de acordo com informação divulgada ontem. Durante a operação, as autoridades apreenderam dois cigarros electrónicos com etomidato, também conhecido como space oil, e ketamina. Foram ainda apreendidas 10 gramas de metanfetaminas. As três substâncias apanhadas pela polícia terão um valor no mercado negro a rondar as 31 mil patacas.

A investigação começou com a monitorização de um dos suspeitos que entrou em Macau no domingo, vindo de Hong Kong, através da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau. O indivíduo encontrou-se com um compatriota trabalhador não-residente na zona central de Macau e nessa altura os agentes policiais agiram e revistaram os homens, encontrando os dois cartuchos para cigarros electrónicos e parafernália para o consumo de drogas.

Na casa do trabalhador não-residente, foram interceptados mais dois homens e encontrados nove pequenas embalagens de metanfetamina. Todos os envolvidos testaram positivo em análises à urina. A polícia acrescenta que o indivíduo alegadamente trouxe a droga de Hong Kong, actividade a que se dedicava desde o mês passado, e que os restantes três suspeitos revendiam as drogas a compatriotas.

19 Mai 2026

Sands China | “Carnaval de Compras” em Julho

A operadora de jogo Sands China volta a realizar este ano mais uma edição do “Sands Shopping Carnival”, um “carnaval de compras” que visa a participação do sector local do retalho.

O evento decorre no Venetian entre os dias 23 e 26 de Julho, e as inscrições dos negócios locais e pequenas e médias empresas (PME) arranca hoje, prolongando-se até ao dia 29 de Maio. Aquele que é chamado de “maior evento de saldos” do território pela organização já vai na sétima edição, tendo servido “como uma importante plataforma de negócios e promoção para as PME locais, parceiros comunitários e retalhistas da Sands”, descreve-se num comunicado.

A participação das empresas é gratuita durante os quatro dias do evento, que desde 2020 já contou com mais de 640 mil visitantes. Além disso, a Sands China destaca como este “carnaval” tem “conseguido estimular, com sucesso, o consumo local e dos visitantes em Macau”, tendo disponibilizado quatro mil stands de exposição desde o início do certame.

Para este ano, espera-se que o evento “conte com mais de 580 stands”, oferecendo-se ao público “uma vasta gama de zonas temáticas, incluindo produtos para o lar, gastronomia e vinhos, praça de alimentação, cultura e criatividade, retalhistas da Sands, especialidades e lembranças de Macau, bem como diversão em família e experiências desportivas”.

19 Mai 2026

Ponte da Amizade | Circulação só numa faixa até meados de Agosto

A Ponte da Amizade vai ter o trânsito condicionado a partir das 10h de sábado até meados de Agosto devido a obras de manutenção no tabuleiro, indicou ontem o Grupo de Coordenação de Obras Viárias.

A última obra de manutenção de larga escala na ponte foi realizada há 25 anos. Entretanto, as autoridades argumentam que a camada de asfalto do tabuleiro apresenta um elevado desgaste e que, após dias de chuva, surgem frequentemente “buracos nas juntas de dilatação dos viadutos de acesso”, o que representa um risco para a circulação rodoviária.

Assim, a partir das 10h de sábado, a circulação automóvel vai passar a ser feita “numa única faixa de rodagem, de forma faseada, nos viadutos de acesso em ambos os sentidos da Ponte da Amizade”. As autoridades apelaram aos condutores para utilizarem mais a nova Ponte Macau. Também os veículos pesados, com mais de 3,5 toneladas, vão ficar interditos de circular na Ponte da Amizade, à excepção de autocarros públicos.

O Grupo de Coordenação de Obras Viárias indicou que, após a avaliação da urgência das obras, foi decidido avançar com as obras entre Maio e Agosto para coincidir com as férias de Verão das escolas. Os trabalhos vão decorrer não só na Ponte da Amizade, como noutros nove locais espalhados pela cidade, principalmente para instalação de condutas, reordenar redes de drenagem, reparar esgotos e instalar colectores de águas residuais.

As autoridades vincaram a meta de concluir todas as obras e reabrir plena a circulação rodoviária antes do início do ano lectivo, em Setembro.

19 Mai 2026

Parquímetros | Nick Lei quer notificação de multas por SMS

O deputado Nick Lei considera que o Corpo de Polícia de Segurança Pública deve rever o formato de tratamento das infracções rodoviárias, a fim de incluir nas notificações por SMS as multas nos parquímetros para melhorar a rotatividade no estacionamento

Nick Lei, deputado à Assembleia Legislativa (AL), interpelou o Governo quanto à necessidade de revisão, por parte do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), da forma como são tratadas as infracções rodoviárias, a fim melhorar o sistema de tratamento das multas por tempo de estacionamento excessivo.

Segundo a interpelação, o deputado, ligado à comunidade de Fujian em Macau, destacou que o CPSP actualizou o formato de tratamento das infracções rodoviárias, mas excluiu as multas nos parquímetros. Essa actualização passou por uma renovação dos equipamentos para que os condutores passassem a receber SMS dez minutos após receberem uma multa. Tudo para remover os carros o mais depressa possível e, assim, escoar o fluxo de trânsito.

Porém, actualmente, “o serviço de notificação por SMS das infracções rodoviárias não inclui as infracções nos parquímetros de estacionamento, havendo grande diferença em relação às restantes situações de infracções”, destacou.

“Para que seja melhorado o mecanismo de notificações, e para que se aumente a rotatividade dos lugares de estacionamento na via pública, podem as autoridades pensar em incluir, no sistema de notificações por SMS, a infracção de não pagamento das tarifas de parquímetros, evitando-se assim custos sociais subsequentes?”, questionou.

Meios obsoletos

Além de pedir a notificação das multas por SMS, Nick Lei referiu que, no actual sistema de pagamento digital de multas por infracções rodoviárias, também ficaram de fora as infracções nos parquímetros de estacionamento.

“Após o carro ser bloqueado ou removido, os donos precisam de ir ao Departamento de Trânsito pagar a multa em numerário. Será que o Governo pode incentivar as empresas a proporcionarem meios de pagamento electrónico, a fim de responder à procura da sociedade?”, sugeriu.

De frisar que, no passado, o Governo justificou a exclusão das multas de estacionamento do sistema de notificações por SMS para não causar confusão nos infractores, destacando que, apesar de não informar os condutores por SMS, estes têm de cumprir a lei no que ao estacionamento diz respeito.

Para Nick Lei, a ausência de avisos por SMS faz com que os condutores se esqueçam do tempo de estacionamento pago, levando a situações ilegais com consequentes bloqueios de viaturas, perdas de tempo e de dinheiro. O deputado destaca também que esta situação leva a gastos de recursos do CPSP e impede a rotatividade de lugares de estacionamento.

19 Mai 2026

GP Consumo | Retalho com 60% de gastos no primeiro mês

A edição deste ano do Grande Prémio para o Consumo nas zonas comunitárias gerou, nas primeiras quatro semanas, gastos de cerca de 560 milhões de patacas, com 60 por cento do valor a ser direccionado para o sector do retalho. Governo diz ter sido registada maior adesão face ao ano passado

Dados ontem divulgados pela Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) revelam que a edição deste ano do Grande Prémio para o consumo nas zonas comunitárias gerou, no primeiro mês de implementação, mais de 560 milhões de patacas de consumo em negócios locais, tendo sido distribuídos quase sete milhões de cupões, um total de 6,947 milhões.

No que diz respeito aos sectores onde foram gastos estes cupões, destaca-se o retalho com 60 por cento dos gastos, seguindo-se a restauração com 30,6 por cento. No total, mais de 20 mil estabelecimentos comerciais, com espaço físico, no território estão abrangidos por este programa que visa incentivar o consumo local.

No primeiro mês de actividade do Grande Prémio de Consumo, registaram-se 3,492 milhões de transacções qualificadas para sortear cupões. A DSEDT chama a atenção para o facto de este montante representar “um aumento de, aproximadamente, quatro por cento face às 3,356 milhões de transacções registadas no mesmo período da edição anterior”.

Dos 6,947 milhões de cupões distribuídos, foram usados, no primeiro mês, mais de 118 milhões de patacas, com descontos imediatos em cartão no montante superior a 31 milhões de patacas.

Maior adesão

Segundo a DSEDT, a edição deste ano do Grande Prémio de Consumo registou um “aumento na taxa de utilização dos benefícios, com mais diferentes sectores beneficiados”. A taxa de utilização global, em termos de montante, “ultrapassou os 92 por cento, sendo a primeira vez que superou os 90 por cento desde o lançamento” da medida do Grande Prémio de Consumo.

Para o Executivo, tais dados significam que, “com o prolongamento do prazo de utilização” da medida, “os residentes conseguem planear melhor para fazer consumo com benefícios”. Desta forma, permite-se a utilização dos cupões não apenas no retalho, mas em “outros sectores de consumo imediato como a restauração, beneficiando assim mais diferentes sectores” económicos.

O Grande prémio para o consumo nas zonas comunitárias 2026 é da responsabilidade da DSEDT em conjunto com a Associação Comercial de Macau. Em termos gerais, deu-se “o crescimento no grau de participação dos residentes, de entusiasmo pelo consumo e de equilíbrio dos benefícios entre os diferentes sectores, em comparação com a edição anterior”.

Deu-se ainda um contributo ao estímulo do “consumo local durante os fins-de-semana”. Esta actividade prolonga-se até 18 de Junho.

19 Mai 2026

Dia da Criança | Data assinalada com prendas a crianças internadas

O Governo vai organizar uma série de actividades para assinalar o Dia Mundial da Crianças, celebrado a 1 de Junho. Segundo o Instituto de Acção Social (IAS), o “cartaz” de celebrações inclui “representações culturais e artísticas” de dos estudantes do ensino primário e da Guarnição em Macau do Exército de Libertação do Povo Chinês, organização de arraiais, distribuição de prendas às crianças internadas nos hospitais e uma palestra sobre “Direitos das Crianças e Protecção Jurídica”.

No dia 31 de Maio, será organizada uma visita ao Quartel militar da Taipa para cerca de 600 estudantes do ensino primário de Macau, “de modo a permitir que os estudantes do ensino primário sintam a atmosfera festiva e celebrem a consciência da etnia e promovam o amor pela pátria e por Macau”.

No dia seguinte, serão entregues prendas a crianças internadas no Centro Hospitalar Conde de São Januário e no Hospital Kiang Wu. As autoridades não referiram detalhes sobre os chamados arraiais que vão decorrer no Campo dos Operários, Jardim Cidade das Flores e no Centro de Ciência.

Será também organizada uma palestra para funcionários de equipamentos socais sobre “Direitos da Criança e Protecção Jurídica”. Mas a diversão não se fica por aqui, com uma actividade em que o protagonista será a mascote do Comissariado contra a Corrupção: “O Urso Mensageiro Guilherme aborda contigo a honestidade 2026”.

19 Mai 2026

Ensino católico | Académico destaca adaptação a “situação sociopolítica”

Um académico de Hong Kong afirma que, com a transição política nas regiões administrativas especiais, “o desafio da educação católica” passa pela adaptação à “nova situação sociopolítica” e perceber como servir melhor o país

A transição de Hong Kong e Macau para a China, em 1997 e 1999, respectivamente, “significa que as duas regiões administrativas especiais têm de se adaptar à nova configuração política”, disse à Lusa Thomas Kwan Choi-Tse, professor e director interino do departamento de Política e Administração Educacional da Universidade Chinesa de Hong Kong.

Kwan falou à margem de uma conferência académica para dirigentes na Educação Católica, realizada na Universidade de São José, e que juntou até sábado especialistas de várias geografias da região.

“Vejo que um dos desafios [da educação católica] reside em como servir melhor não só Hong Kong e Macau, mas também a Grande China”, continuou o investigador, fazendo uso de um termo utilizado pela China e que engloba também Taiwan. “Apercebo-me de uma maior troca de informações entre, digamos, Hong Kong e a China, para que haja um melhor entendimento mútuo”, reforçou.

Neste sentido, a Diocese de Hong Kong tem feito “algumas alterações”, nomeadamente nos programas escolares, com a ambição de “acrescentar um tempero chinês ao currículo actual”, referiu Kwan, autor da investigação “Programa de educação religiosa da Igreja Católica em Hong Kong: Desafios e respostas desde 1997”, publicado em 2015.

Embora retenha fortes elementos religiosos no currículo, a Igreja Católica em Hong Kong “ampliou e reorientou” o programa, reformulando conteúdos e métodos pedagógicos, refere-se neste estudo, sublinhando que “o novo programa se caracteriza por ajustes e diferenciação, pela valorização da fé cristã e pela assimilação selectiva da cultura chinesa”.

À Lusa, Kwan frisa esta abordagem à cultura chinesa e menciona o padre italiano Matteo Ricci (1552-1610), uma das figuras fundadoras das missões jesuítas na China, que chegou a Macau em 1582: “ele desempenha um papel entre o Oriente e o Ocidente, então pode encontrar-se alguma história sobre a contribuição da teoria católica para a cultura chinesa”.

Interferências externas

Ainda sobre Hong Kong, o responsável sublinhou o “papel estratégico” da ex-colónia britânica na comunicação entre os dois lados da fronteira. “Até agora não existe uma relação diplomática formal entre o Vaticano e a China. E o estatuto especial de Hong Kong desempenha um papel subtil na facilitação da comunicação”, concretizou.

Estima-se que existam cerca de 12 milhões de católicos no país. Em Hong Kong, de acordo com a diocese, vivem perto de 400 mil, enquanto a Diocese de Macau aponta para uma comunidade de 30 mil fiéis na cidade. Em Macau, a Lei Básica estabelece que o Governo “não interfere nos assuntos internos das organizações religiosas”.

18 Mai 2026

Rendas | Habitação ligeiramente mais barata

No primeiro trimestre de 2026, a renda média por metro quadrado de área útil da habitação cifrou-se em 140 patacas, de acordo com os dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Em relação ao último trimestre do ano passado, este valor representa uma redução de 0,4 por cento. Os dados foram revelados na sexta-feira.

Em relação às fracções autónomas utilizadas, como lojas, a renda média foi de 467 patacas, uma redução trimestral de 1,2 por cento, enquanto nos escritórios foi de 274 patacas, uma diminuição mensal de 1,5 por cento, e nas fracções industriais 177 patacas, uma quebra de 2,2 por cento.

Pagamentos Móveis | Valor das transacções sobe 6,7%

No primeiro trimestre deste ano, o montante dos pagamentos electrónicos atingiu 8,5 mil milhões de patacas, um aumento anual de 6,7 por cento, de acordo com os dados divulgados pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM).

O número de transacções realizadas aumentou 7,1 por cento, chegando às 96,8 milhões. O valor médio por transacção foi de 87,5 patacas. Até ao final de Março, 112.694 unidades aceitavam pagamentos móveis e QR Code.

18 Mai 2026

K-Pop | Macau e Hong Kong aproveitam restrições no Interior

Com a proibição informal dos concertos de K-pop no Interior, as regiões especiais aproveitam a oportunidade para promover o turismo. Em Macau, os resultados são mais limitados

Os chineses do Interior sempre se deslocaram a Macau e Hong Kong à procura do que não encontram ali, desde oportunidades de trabalho a menos restrições, mas recentemente surgiu algo inusitado: concertos de K-Pop.

Dez anos após a proibição informal de concertos de K-Pop na China continental, o género musical sul-coreano continua a mobilizar milhões de fãs chineses, garantem à Lusa fãs e académicos, com Macau e Hong Kong a serem as regiões onde os concertos são autorizados. A K-Pop é um género musical da Coreia do Sul, que combina pop, hip-hop, R&B e electrónica.

Surgido nos anos 90, o género musical tornou-se um fenómeno global focado em grupos de ídolos, como o grupo masculino BTS ou o feminino Blackpink, presentes regularmente nas listas de músicas mais ouvidas e nos maiores festivais de música internacionais.

No último mês, mais de 30.000 pessoas, a maioria do Interior da China, estiveram presentes no K-Spark. Cassie Yan, uma advogada de 32 anos da província de Fujian, que esteve presente em Macau para o festival, diz à Lusa que o seu fascínio pela K-Pop foi uma “parte marcante da vida escolar”. “Partilhar recortes de revistas nos intervalos, recomendar grupos uns aos outros, discutir os programas e visuais dos ídolos e até aprender coreografias tornou-se uma linguagem social comum”, descreve.

A fã conta ainda como nos últimos 10 anos esta paixão se “traduziu cada vez mais em viagens”, seja para o exterior, seja para Macau e Hong Kong, porque as RAEs são os únicos locais onde concertos de artistas de K-Pop são permitidos.

O investigador de sociologia na Universidade Kansai Gaidai em Osaka, Ingyu Oh, descreve à Lusa que, até 2016, a China funcionava como um os maiores mercados para a indústria, além de “viveiro de talentos, plataforma de marcas e infra-estrutura de digressões”, quando uma súbita proibição pós um fim a essa presença.

Olá misseis, adeus K-pop

Nesse ano, uma decisão por parte da Coreia do Sul de instalar um sistema norte-americano de defesa antimíssil foi visto por Pequim como uma ameaça à sua segurança, levando à imposição de uma proibição não-oficial sobre artistas, ‘shows’ e conteúdos de entretenimento sul-coreanos, mas também restringindo transmissões televisivas de concertos.

“A proibição desmantelou o ecossistema”, explica Ingyu. “O que resta é um sistema sustentado na internet e sem acesso físico ao mercado”, acrescenta. Para o especialista, desde 2016, o consumo de conteúdos culturais sul-coreanos passou a ser “regulado de forma opaca e caso-a-caso”, funcionando como um instrumento de diplomacia por parte do Governo chinês.

Algo semelhante aconteceu recentemente, com ‘performances’ de artistas japoneses, canceladas abruptamente desde Novembro do ano passado, depois da líder do Japão, Sanae Takaichi, ter afirmado no parlamento nipónico que o país poderia intervir no caso de uma invasão por parte da China a Taiwan.

Apesar da proibição, Ingyu realça que o fenómeno K-Pop se manteve vivo na China com “uma economia de fãs intensamente organizada e sustentada digitalmente”.

O especialista aponta que as importações de álbuns sul-coreanos atingiram quase 60 milhões de dólares em 2023, quase o dobro do ano anterior, impulsionadas sobretudo por compras ‘online’. Macau tem tentado usar concertos e eventos de entretenimento em grande escala como uma estratégia para diversificar a economia.

Nos últimos anos, isso traduziu-se em concertos de bandas de K-Pop, realizados quase semanalmente. “Macau não é necessariamente o melhor lugar, mas é a opção mais equilibrada. Praticamente todos os grandes grupos em digressão mundial incluem Macau nos itinerários”, descreve Cassie Yen à Lusa. A fã considera que, comparada com Hong Kong e Taiwan, “Macau oferece melhor relação qualidade-preço, boa hotelaria e bons recintos”.

Ainda assim, diz Ingyu, Macau e Hong Kong não conseguem satisfazer a procura maciça dos fãs chineses e, embora ofereçam visibilidade ao género, “não proporcionam nem estabilidade nem escala”, com concertos cancelados à última hora e, sobretudo no caso de Macau, com recintos limitados pela dimensão do mercado.

Lucros difíceis

Patricia Cheong, presidente da Associação Internacional das Indústrias Culturais e Desportivas de Macau, admite à Lusa que a actual capacidade de eventos de Macau “não é fácil para os organizadores terem lucros”.

“Hong Kong tem mais vantagens para atrair artistas de topo, graças a recintos maiores, como o novo Estádio de Kai Tak”, sublinha, referindo-se a um novo espaço aberto na cidade em 2026 com capacidade para 50.000 pessoas.

Quanto ao futuro, Ingyu vê poucas hipóteses de uma reabertura plena do interior da China, sugerindo que o que pode vir a acontecer é um “alívio selectivo e simbólico, mais do que uma normalização completa”.

“Melhorias no tom diplomático podem produzir aberturas incrementais, mas um regresso total ao intercâmbio cultural pré-2016 é improvável, sem uma mudança estrutural mais ampla na geopolítica regional”, prevê o investigador.

18 Mai 2026

Novos empréstimos hipotecários sobem 65% em Março

Macau registou em Março uma recuperação de 65,3 por cento na aprovação de novos créditos para habitação, segundo dados divulgados pela Autoridade Monetária de Macau, na sexta-feira. Os créditos para compra de casa subiram mais de 65,3 por cento em relação a Fevereiro, atingindo cerca de 1,09 mil milhões de patacas, quase todos concedidos a residentes locais.

Estes valores representam uma franca recuperação depois de Fevereiro ter registado uma quebra de 58,3 por cento face ao mês anterior no volume de empréstimos para habitação. Já os empréstimos atribuídos a não residentes, em Março tiveram apenas um peso residual, de 3,39 milhões de patacas.

Em contrapartida, os créditos comerciais ligados ao imobiliário recuaram mais de 23 por cento, fixando-se em 375,35 milhões de patacas, com a maioria destinada a residentes, embora em queda acentuada. No final de Março, o saldo total dos empréstimos para habitação desceu ligeiramente, para 203,9 mil milhões de patacas, menos 0,4 por cento face ao mês anterior e menos 5,4 por cento em termos homólogos.

Saldo comercial a baixar

O saldo dos créditos comerciais caiu para 134,72 mil milhões de patacas, menos 1,1 por cento em relação a Fevereiro e menos 9,2 por cento face ao mesmo mês de 2025. O crédito malparado nos créditos para habitação baixou para 3,5 por cento, enquanto nos créditos comerciais recuou para 5,2 por cento.

Num relatório em Março, a consultora imobiliária JLL afirmou que os preços do imobiliário residencial em Macau, que caíram acentuadamente em 2025, deverão manter-se estáveis em 2026, após medidas governamentais para aliviar os encargos hipotecários, incluindo isenção de imposto de selo e flexibilização dos rácios de empréstimo sobre o valor da propriedade.

Os bancos de Macau obtiveram um lucro de 4,02 mil milhões de patacas nos primeiros três meses do ano, mais 5,4 por cento do que no mesmo período de 2025.

18 Mai 2026

Tribunal reduz pena a homem em caso de violência familiar

O Tribunal de Segunda Instância (TSI) reduziu a pena a um homem por violência em contexto familiar contra o seu pai e filho, portador de deficiência mental e diversos problemas do foro mental. Segundo o acórdão do TSI ontem divulgado, o homem tinha sido, na primeira instância, condenado a uma pena de prisão efectiva de três anos pelos crimes de violência doméstica contra o filho e ainda de ofensa qualificada à integridade física do seu pai. Porém, após recurso do acusado, este passa a ter uma pena suspensa de dois anos de prisão.

O filho deste homem nasceu em 1994 e, segundo o acórdão, a relação entre eles sempre foi “extremamente afastada e hostil”, sendo que o rapaz, “desde a infância, foi frequentemente agredido e repreendido”, tendo sofrido “maus-tratos por longo tempo”. Foi posteriormente “diagnosticado com depressão persistente, perturbações de ansiedade e transtorno de personalidade borderline, sendo portador de deficiência mental ligeira”.

Registou-se um primeiro caso de agressão entre pai e filho na noite de 22 de Novembro de 2023, quando o rapaz destruiu “objectos depois de ter consumido álcool em casa”, sendo que por volta da uma da manhã o pai voltou a casa, repreendendo o filho, e aí houve uma troca de empurrões entre os dois.

O TSI descreve que o homem “deu várias bofetadas e socos na cara” do filho, além de o ter “pressionado no chão, causando-lhe contusões na cara, e fracturas do osso nasal e da parede anterior do seio maxilar direito”. O rapaz precisou de “um mês para recuperar”.

Mas este homem bateu também no seu pai na manhã do dia 29 de Fevereiro de 2024, em casa. O TSI descreve como o “socou na boca com o punho direito, fazendo com que os dentes na parte direita da mandíbula se soltassem e precisassem de ser extraídos com sutura”.

O pai deste homem “necessitou de cinco dias para recuperar”, tendo recusado depor na audiência no Tribunal Judicial de Base (TJB). Porém, “no dia dos factos, descreveu à polícia, em pormenor, a agressão, exigindo a efectivação da responsabilidade penal”, lê-se.

Sem violência doméstica

O agressor apresentou recurso da decisão dizendo que o TJB decidiu a pena “apenas com base no único depoimento do seu filho, portador de deficiência mental, que tem um mau relacionamento com ele, sendo insuficiente a prova”. Além disso, argumentou que agrediu o pai “por mera negligência, pedindo a convolação do crime ou a concessão da suspensão da execução da pena”.

No caso da agressão do homem ao filho, o TSI destacou “ser verdade” que o homem o “agrediu, repreendeu e maltratou por longo período de tempo desde a infância”, mas a Lei de prevenção e combate à violência doméstica entrou em vigor em 2016, “altura em que o primeiro ofendido [o rapaz] já perfazia 22 anos de anos, atingindo a maioridade”.

Destaca-se que “as provas existentes eram insuficientes para comprovar que desde a entrada em vigor da referida lei, até à ocorrência dos factos, em 2023”, o homem tinha “continuado a infligir maus-tratos que constituíssem o crime” de violência doméstica, pelo que o TJB, no entender do TSI, “aplicou erradamente” dois artigos da legislação sobre violência doméstica.

Desta forma, o homem recebeu a condenação de dois anos de prisão, suspensa na sua execução por um período de três anos, pela prática de dois crimes de ofensa qualificada à integridade física, retirando-se o quadro jurídico de violência doméstica.

15 Mai 2026

Advocacia | Lupi & Associados faz parceria com Morais Leitão

O escritório legal de advogados Lupi & Associados anunciou o estabelecimento de uma “parceria estratégica” com a Morais Leitão, sociedade de advogados e consultores. “Este investimento reforça a estratégia internacional dos escritórios no espaço lusófono e, em particular, no eixo China-África, um corredor de crescente relevância no actual contexto das relações económicas internacionais”, foi considerado pela Lupi & Associados, através de um comunicado.

A parceria vai permitir disponibilizar “um acompanhamento jurídico integrado e articulado a operações transfronteiriças envolvendo a China, África, Brasil, Portugal e TimorLeste” em áreas como os “sectores das energias renováveis e do oil & gas nos países lusófonos e na África subsaariana, do mining em Angola, Brasil, Moçambique e TimorLeste, das infra-estruturas no continente africano”.

Em relação à Morais Leitão é indicado que além da presença em Singapura, TimorLeste e agora em Macau, através da Lupi & Associados, que “passa a assegurar uma cobertura integrada da região APAC, reforçando a sua capacidade de prestação de serviços jurídicos de elevado valor a clientes da região”.

No comunicado, é ainda destacado que Macau “assume um papel central enquanto plataforma de ligação entre a China e os países de língua portuguesa, funcionando como ponto de articulação privilegiado para investidores chineses com interesses em África, bem como para grupos africanos que desenvolvem operações com parceiros chineses”.

15 Mai 2026

Prédios antigos | Caso de masturbação põe em causa segurança

Uma responsável da Associação da Construção Conjunta de Um Bom Lar considera que a fraca gestão de espaços comuns em edifícios antigos ficou evidente no caso do bombeiro apanhado a masturbar-se nas escadas de um prédio. O Corpo de Bombeiros instaurou um processo disciplinar e suspendeu as funções do suspeito

O caso do bombeiro que foi apanhado a masturbar-se nas escadas de um prédio de habitação por uma jovem de 12 anos preocupou a vice-secretária da Associação da Construção Conjunta de Um Bom Lar (presidida pela deputada Wong Kit Cheng) em relação à segurança em edifícios habitacionais, especialmente os mais antigos.

Num comunicado, Chan Hio Teng afirmou que o incidente “não só causou danos psicológicos à menina que o testemunhou, como, mesmo tratando-se de um caso isolado […] realça lacunas na gestão dos espaços comuns dos edifícios habitacionais”.

A responsável ligada à Associação Geral das Mulheres de Macau justifica que os espaços comuns, como escadas, corredores e terraços, são áreas partilhadas onde os moradores circulam. Como tal, devem ser “locais seguros, limpos e devidamente geridos”. Porém, Chan Hio Teng refere é frequente encontrar portas de entrada de prédios em mau estado, que não se fecham, facilitando a entrada de estranhos.

“A maioria dos edifícios antigos não tem sistema de videovigilância, nem manutenção adequada, tornando escadas em áreas com pouca iluminação criando locais para comportamentos ilegais ou indecentes”, acrescentou a responsável da Associação da Construção Conjunta de Um Bom Lar.

Face a esta situação, e com muitos proprietários idosos sem vontade de gastar dinheiro em obras, Chan Hio Teng sugere o alargamento do âmbito de financiamento do Fundo de Reparação Predial para instalar sistemas de vigilância de CCTV, controlo inteligente de acessos (como reconhecimento facial para abrir a porta do prédio) e acções de sensibilização para a segurança.

Minoria ética

Entretanto, o Corpo de Bombeiros (CB) instaurou um processo disciplinar e o bombeiro ficou com funções suspensas preventivamente. Além disso, o CB ordenou o reforço da “moral e a supervisão, alertando, de forma rigorosa, todo o pessoal a observar estritamente a lei em qualquer momento, cumprir a deontologia profissional e preservar o prestígio da força”.

Recorde-se que o indivíduo em causa foi detido na terça-feira, uma semana depois de ter sido apanhado por uma jovem de 12 anos de idade a masturbar-se nas escadas de um prédio. A menor contou aos pais, que alertaram as autoridades. Segundo a Polícia Judiciária, o bombeiro admitiu que no dia anterior a ter sido apanhado fez a mesma coisa noutro prédio de habitação.

15 Mai 2026

HK | Adrian Ho ofereceu 100 bifanas a deputados e jornalistas

Na quarta-feira, o deputado o Conselho Legislativo voltou a considerar que as bifanas de Hong Kong são superiores às de Macau e comprou 100 unidades para deputados e jornalistas, para “provar” as suas declarações

Adrian Pedro Ho King Hon comprou 100 bifanas para oferecer aos colegas e jornalistas no Conselho Legislativo, em Hong Kong, na quarta-feira. Esta foi a reacção mais recente do deputado e sobrinho de Edmund Ho, depois de afirmar que as bifanas de Macau não são tão boas como as de Hong Kong e que a comida na RAEM é “extremamente banal”.

Segundo o portal HK01, as bifanas foram todas comidas em minutos por deputados e jornalistas, o que levou o deputado ligado ao partido Novo Poder Popular a considerar que tinha provado a veracidade das suas afirmações sobre a qualidade superior da comida em Hong Kong. Ainda assim, o legislador admitiu que o gosto é sempre uma questão pessoal.

O sobrinho do primeiro Chefe do Executivo de Macau confessou também que devido à grande quantidade de bifanas encomendadas na mesma loja, o proprietário exigiu pré-pagamento, por temer que o deputado não pagasse a totalidade da conta.

No entanto, nem todos ficaram convencidos. Mark Chong Ho-fung, deputado ligado ao partido Mesa Redonda, comeu a bifana oferecida, mas horas depois escreveu nas redes sociais que preferia as bifanas em Macau. “Acho que as bifanas de Macau são mais saborosas”, escreveu nas redes sociais.

Cidade Criativa Gastronómica

A polémica sobre a qualidade das bifanas de Macau e Hong Kong foi gerada por Adrian Pedro Ho King Hong durante uma sessão parlamentar, em que questionou a qualidade dos produtos à venda na Rua do Cunha.

Nessa ocasião, Ho afirmou que os residentes de Hong Kong só preferem comer em Macau este tipo de comida, porque se deixaram atrair pela “fama” da gastronomia. “Tudo isto se pode comer em Hong Kong, mas não sei por que razão é apresentado como uma iguaria”, afirmou Adrian Ho. “Atrevo-me a dizer que a bifana de Hong Kong é mais saborosa que a de Macau. Por que razão os turistas vão a Macau para comer aquela bifana? Por foi criado um certo ambiente propício”, vincou.

Os comentários de Ho não se limitaram à bifana, com o deputado a lançar dúvidas sobre a qualidade dos pastéis de nata, carne seca e bolos de amêndoa em Macau, categorizando-os como “extremamente normal” e abaixo da qualidade de Hong Kong. Segundo o jornal HK01, a Direcção de Serviços de Turismo de Macau foi abordada sobre e limitou-se a responder que Macau foi escolhida como Cidade Criativa Gastronómica pela UNESCO.

15 Mai 2026