Início de Setembro marcado por receitas do jogo abaixo do esperado

Nos primeiros 20 dias de Setembro, a média diária das receitas brutas do jogo apresentou uma redução mensal de 14 por cento para 610 milhões de patacas. O número foi adiantado pela UBS no mais recente relatório do jogo, citado pelo portal GGRAsia.

De acordo com o banco de investimento suíço, a redução das receitas está a acontecer devido ao menor volume de apostas no segmento premium do mercado de massas. Também no início da semana, um relatório do Citigroup identificou esta tendência.

Os números indicados pela UBS ficam abaixo da expectativa dos analistas para este mês, com as previsões para as receitas diárias a variarem entre os 650 milhões e os 670 milhões de patacas.

As previsões iniciais dos analistas anteviam que em Setembro o sector do jogo iria apresentar uma expansão de 7 a 10 por cento, em comparação com o período homólogo. No ano passado, Setembro registou receitas de 18,3 mil milhões de patacas, naquele que foi o segundo pior mês de 2025, apenas superado negativamente por Janeiro, quando as receitas foram de 18,2 mil milhões de patacas.

Peso dos impostos

No relatório, a UBS explica que a diminuição das receitas do jogo de Agosto para Setembro é um fenómeno sazonal comum. No entanto, o banco de investimento considera que a quebra é mais acentuada do que o esperado.

Os analistas explicam que entre 2015 e 2019, antes do impacto da pandemia da COVID-19, a quebra das receitas entre Agosto e Setembro era de cerca de 5 por cento.

No entanto, este ano, o declínio mensal está a atingir o nível de 14 por cento. O banco de investimento explica que esta diferença pode estar ligada à nova política fiscal do Interior da China, que expandiu o escopo da tributação do dinheiro de pessoas singulares. “O declínio em cadeia parece ser liderado pelos segmentos premium, coincidindo com a implementação das regras do imposto sobre o rendimento das pessoas singulares aplicáveis a fundos fiduciários offshore”, escreveu a UBS.

Desde 24 de Julho que as autoridades centrais impuseram um imposto sobre os activos colocados por residentes fiscais singulares chineses em fundos offshore e sobre os rendimentos gerados por esses activos.

25 Set 2026

MGM Resorts | Multimilionário retira oferta para adquirir empresa

Barry Diller retirou a proposta para adquirir a gigante americana por considerar que as negociações não seguiram o rumo desejado. O negócio que teria implicações MGM China, concessionária do jogo no território, estava avaliado em 18 mil milhões de dólares americanos

O grupo People Incorporated, do multimilionário Barry Diller, retirou a proposta para adquirir o controlo total da MGM Resorts International. O anúncio foi feito na manhã de ontem, e fez com que as acções da empresa-mãe da concessionária MGM China caíssem 8 por cento.

“Não sentimos que as coisas estivessem a caminhar na direcção que esperávamos e, por isso, tivemos de decidir deixar de tentar tornar a companhia privada, por agora”, afirmou Barry Diller, através de um comunicado citado pela agência Reuters.

Em Junho deste ano, o grupo People Incorporated apresentou uma proposta de cerca de 18 mil milhões de dólares americanos para comprar a totalidade da empresa americana. Se a proposta tivesse sido bem-sucedida, a MGM iria deixar de estar cotada na Bolsa de Nova Iorque.

Apesar da compra falhada, o grupo do empresário americano continua a manter 26,1 por cento do capital social daquela que é uma das principais empresas do jogo nos Estados Unidos. “O que permanece inabalável é a nossa crença no futuro da MGM Resorts. Continuamos a deter 66,8 milhões de acções, o que representa aproximadamente 27 por cento da MGM Resorts, e temos total confiança tanto na gestão como nas perspectivas da empresa”, destacou o empresário.

O negócio era relevante para Macau porque a MGM Resorts International é a principal accionista da MGM China, uma das seis concessionárias do jogo no território, e que conta igualmente com a empresária Pansy Ho como uma das principais accionista.

Apesar deste desfecho, no comunicado divulgado ontem, Barry Diller admitiu “continuar interessado na possibilidade de uma transacção estratégica” da MGM e mostrou abertura para futuras parcerias.

Confiança no futuro

Face ao colapso das negociações, Paul Salem, presidente do Conselho de Administração da MGM Resorts, considerou que a direcção da empresa está entusiasmada com as condições actuais.

“O Conselho de Administração continua entusiasmado com a ideia de continuar a liderar a MGM Resorts como uma empresa independente. A nossa posição de liderança em Las Vegas, as nossas propriedades regionais de referência e o contínuo dinamismo da BetMGM destacam o valor que oferecemos aos nossos accionistas”, afirmou Salem.

O responsável vincou ainda a importância dos investimentos em Macau e no Japão, onde a empresa deverá abrir um novo casino, em Osaka, em 2030. “O nosso portfólio internacional da MGM China e a oportunidade significativa que se avizinha com o MGM Osaka sustentam um caminho claro para o aumento do valor para os accionistas”, destacou o responsável.

25 Set 2026

Pátio das Palmas | Aprovado restauro de portão histórico

O Governo anunciou ontem que vai preservar o Portão do Pátio das Palmas, estrutura arquitectónica da era portuguesa situada na zona histórica da cidade.

O portão, datado de 1875, fica junto às Ruínas de São Paulo e ao Templo de Na Tcha e apresenta “fendas nas paredes e vegetação infestante”, afirmou ontem a directora do Instituto Cultural, Leong Wai Man, na Reunião Plenária Ordinária do Conselho do Património Cultural.

Segundo a responsável, o portão ostenta a inscrição “Lueng Wing Hing Incensos” e foi outrora uma fábrica de incenso. Actualmente, no interior do imóvel funcionam uma habitação privada e um pátio. “A indústria de fabrico de incenso foi outrora uma das três principais indústrias artesanais de Macau”, disse Leong Wai Man, a par das indústrias de fósforos e de panchões.

De acordo com o sítio do Património Cultural de Macau, o volume de produção da indústria de fabrico de incenso atingiu o seu pico entre as décadas de 1950 e 1970, altura em que se encontravam em operação mais de 40 fábricas locais.

“A abertura económica do Interior da China e a escassez de espaço e de recursos humanos necessários à produção provocaram o declínio desta indústria tradicional em Macau, restando actualmente apenas alguns artífices a exercer este ofício”, indicou o mesmo sítio.

A responsável sublinhou que, quer pela sua antiguidade, quer pela indústria artesanal que representa, quer ainda pelo seu papel na identidade da rua, “o portão tem um valor considerável e merece ser restaurado pelo Governo da RAEM”. O orçamento preliminar é de cerca de 200 mil patacas e a obra deverá arrancar ainda este ano.

25 Set 2026

Transferências | Números de telefone reutilizados podem ser identificados

A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) diz estar a analisar, em conjunto com as operadoras de telecomunicações, a possibilidade de os números de telemóvel reutilizados virem a ser identificados pelos bancos.

Segundo noticiou o canal chinês da Rádio Macau, a ideia é que se melhore o sistema de verificação de contactos telefónicos em estreita comunicação com os bancos sempre que haja alterações de dados. Um ouvinte disse recentemente no programa matinal Fórum Macau, do canal chinês da Rádio Macau, que após ter mudado de número de telemóvel recorreu ao serviço “transferência fácil” de uma aplicação de telemóvel de uma instituição bancária para transferir dinheiro da sua conta, mas nunca recebeu o montante.

A AMCM explicou ao residente que este não fez devidamente o registo do contacto em sua posse, já que o antigo titular do mesmo número de telemóvel já se teria registado no banco como utilizador do serviço “transferência fácil”. Desta forma, como está em causa a segurança do dinheiro, o banco não pode proceder ao reembolso sem o acordo da pessoa que recebeu, ou seja, o antigo titular do número de telefone. O caso está a ser acompanhado pelas autoridades competentes, foi referido.

25 Set 2026

Prostituição | Rede desmantelada com 77 suspeitos detidos

As autoridades de Macau e Guangdong detiveram 47 pessoas numa investigação a uma rede de prostituição que desde Março facturou cerca de 5,3 milhões de dólares de Hong Kong. Além de Macau, a polícia deteve membros da rede em Zhuhai, Guangzhou, Shenzhen, Foshan e Zhongshan

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou ontem a detenção de 47 suspeitos de operarem uma rede de prostituição transfronteiriça que trazia mulheres para Macau, ao abrigo de uma operação conjunta com as forças policiais de Guangdong. As detenções aconteceram em Macau e nalgumas das principais cidades da Grande Baía: Guangzhou, Zhuhai, Shenzhen, Foshan e Zhongshan.

Segundo as informações divulgadas ontem pela PJ, é pressuposto que o grupo criminoso estivesse em actividade há, pelo menos, meio ano, período durante o qual apurou um montante total estimado em cerca de 5,3 milhões de dólares de Hong Kong. As autoridades chegaram a este valor calculando os preços médios de “transacções” entre 1.000 e 2.500 dólares de Hong Kong.

Além dos 47 detidos dos dois lados da fronteira, as autoridades interceptaram 15 prostitutas no Cotai e na Taipa, enquanto no Interior da China foram interceptadas outras 15 prostitutas que trabalhavam na rede. Importa referir que a prostituição não é criminalizada em ambas as jurisdições, mas a exploração e organização é crime, ou seja, as prostitutas não serão alvo de processos crime.

Em Macau, os 16 detidos foram entregues ao Ministério Público por suspeitas dos crimes de exploração de prostituição (punido com pena de prisão de um a três anos), e associação criminosa (punido com pena de prisão de três a 10 anos).

Online e offline

As autoridades acrescentaram que existem possibilidades de haver ainda suspeitos a monte e que a investigação irá continuar.

Entre os detidos, destaque para a cabecilha, uma mulher de 39 anos do Interior da China que a polícia acredita liderar o grupo. Yi terá criado e gerido grupos de conversação em redes sociais, onde as operações entre proxenetas e prostitutas eram combinadas.

Para entrar na rede de prostituição que operava em Macau, onde as mulheres conseguiam inflacionar o preço, as mulheres tinham de pagar uma quota. O histórico de conversações nestes grupos era regularmente apagado.

O grupo contava ainda com a contribuição de proxenetas, que angariavam clientes nas imediações de hotéis, e informavam a líder do grupo que atribuía uma prostituta disponível e próxima.

Para controlar as patrulhas policiais e assegurar que a rede operava com tranquilidade, um segurança de origem nepalesa que trabalhava no hotel informava o grupo da proximidade das autoridades. O segurança foi um dos detidos em Macau.

Em termos de distribuição dos “rendimentos”, a prostituta ficava com 1.000 dólares de Hong Kong por cada “sessão”, sendo o restante dinheiro dividido pela organização.

25 Set 2026

Sudeste Asiático | Residente sequestrada salva por autoridades

A Polícia Judiciária (PJ) revelou ontem que uma jovem residente foi salva depois de ter sido sequestrada no Sudeste Asiático, tendo regressado a Macau no último sábado.

De acordo com o canal chinês da Rádio Macau, com base na investigação da PJ, a vítima conheceu um burlão na rede social Douyin, versão chinesa do Tiktok, no início deste mês. O homem convidou-a para uma festa na região do Sudeste Asiático com viagem grátis, refeições e alojamento.

A vítima partiu do aeroporto de Guangzhou no dia 12 deste mês, mas a família não a conseguiu contactar no dia seguinte e denunciou o caso. A PJ apontou que, após a chegada, a vítima foi para outro destino segundo as instruções do burlão, tendo sido posteriormente sequestrada com ameaças de ser levada para uma sede de fraudes. Com a coordenação das autoridades da China, as autoridades do Sudeste Asiático resgataram a vítima no passado dia 13 de Setembro.

24 Set 2026

Trânsito | Acidente fatal com moto na Zona A

Um homem de 37 anos morreu na madrugada de ontem, na sequência de um acidente quando circulava de moto na Zona A dos Novos Aterros, na Avenida da Ponte de Macau.

A informação foi divulgada pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), que indicou que o homem se terá despistado sozinho, por volta das 3h30. Quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local, o residente apresentava sinais de fractura na perna direita, laceração no braço direito e várias escoriações no rosto.

O ferido encontrava-se sem respiração nem batimentos cardíacos e foi transportado de urgência para o Centro Hospitalar Conde de São Januário, onde foi declarado morto. O acidente provocou ainda a destruição de três rails no passeio. As autoridades pediram a possíveis testemunhas do embate que se apresentem para prestar depoimento.

24 Set 2026

Semana dourada | Mais de 20 hotéis de luxo esgotados

Com a semana dourada à porta, 21 hotéis de luxo com casinos no resort estão esgotados para, pelo menos, cinco noites durante os feriados do Dia Nacional. Os quartos duplos ainda disponíveis estão com preços entre cerca de 4 mil e 15 mil patacas por noite

O início de Outubro em Macau é sinónimo de ruas cheias, fronteiras entupidas e lotação esgotada nos hotéis da cidade, e este ano não será excepção. Ontem, 21 dos 36 hotéis de luxo em resorts de concessionárias de jogo tinham, pelo menos, cinco noites completamente lotadas durante os feriados da semana dourada de Outubro.

O período de férias em questão foi estabelecido pelo Conselho de Estado para os dias entre 1 e 7 de Outubro, inclusive.

Segundo o portal GGAsia, até segunda-feira, nove das 36 unidades hoteleiras já não tinham quartos para todas as sete noites. Os resultados foram apurados através de buscas nos motores de reservas oficiais desses hotéis, a larga maioria no Cotai, com foco nos quartos standard para duas pessoas, apesar de alguns dos hotéis incluídos na pesquisa apenas disponibilizarem suites.

Entre as unidades hoteleiras que já não têm quartos para os sete dias de feriados contam-se o Grand Lisboa e os hotéis Karl Lagerfeld e Palazzo Versace Macau no Grand Lisboa Palace, todos propriedades da SJM Holdings Ltd.

No universo Galaxy Entertainment Group, estão completamente lotados o Hotel Okura Macau, The Ritz-Carlton e no empreendimento Galaxy Macau o Raffles e Capella. Quanto às propriedades da Sands China, o Paiza Lofts no The Parisian e o Paiza Grand no Londoner têm os sete dias esgotados.

No bom caminho

Entre os hotéis que têm, pelo menos, cinco das sete noites esgotadas, contam-se o hotel de marca própria Grand Lisboa Palace, o MGM Macau e M Tower, Emerald Tower e Skylofts no MGM Cotai, assim como o Wynn Macau e Wynn Palace, o Galaxy Hotel, Banyan Tree Macau e JW Marriott Hotel.

O Londoner Court e o The Grand Suites no Four Seasons, também só já têm quartos disponíveis para duas das sete noites da semana dourada de Outubro.

Em relação aos quartos que ainda estão disponíveis, a busca do GGAsia indica que a noite mais cara dos feriados é 4 de Outubro, um domingo. Os preços da pernoita variam entre pouco mais de 4.000 e cerca de 15.000 patacas, sem contar impostos e taxas de serviço.

Na recta final da semana dourada, nos dias 6 e 7 de Outubro, os preços dos quartos apresentam uma quebra de dois dígitos em relação ao mesmo período do ano passado.

24 Set 2026

Aviação | Pedidos para minimizar impacto de cancelamentos

O presidente da Autoridade de Aviação Civil (AACM), Pun Wa Kin, veio a público mostrar compreensão face ao cancelamento frequente de voos e defendeu que Macau tem cada vez mais ligações internacionais de longo curso

Face à vaga de cancelamentos de voos da Air Macau, que já começou a afectar as ligações previstas para a Semana Dourada, o presidente Autoridade de Aviação Civil (AACM), Pun Wa Kin, afirmou que a autoridade pediu às companhias de aviação para “minimizarem” o impacto dos cancelamentos. As declarações foram prestadas, ontem, ao canal chinês da Rádio Macau, à margem do programa matinal Fórum Macau.

Pun garantiu ainda que a AACM pediu às companhias de aviação para “assegurarem os direitos dos passageiros” afectados pelos cancelamentos, de acordo com as orientações emitidas anteriormente pela autoridade.

Nas declarações prestadas, o presidente da AACM defendeu a política de cancelamentos, que relacionou com o aumento dos combustíveis. “Desde Abril que houve uma subida muito grande dos preços dos combustíveis, o que afecta todas as companhias aéreas, dado que se trata de uma grande pressão em termos dos custos de exploração. Quanto mais sobem os preços, maiores os custos para as companhias áereas”, justificou Pun Wa Kin. “Observámos a situação dos voos cancelados e pedimos às companhias aéreas para assegurarem os direitos dos passageiros. O nosso desejo é que as companhias cancelem ou alterem o menor número de voos possível”, acrescentou.

Para continuar

Na terça-feira, a Air Macau divulgou através da Rádio Macau que vai continuar a cancelar voos. Com o anúncio, a companhia argumentou que a vaga de cancelamentos é “uma prática internacional comum” na aviação face ao aumento do custo do combustível, condições climatéricas adversas ou alterações do mercado.

Apesar desta posição, a Air Macau prometeu “envidar esforços” para ajustar os horários dos voos e avisar os passageiros com antecedência, de forma a evitar criar inconvenientes.

Segundo o Conselho de Consumidores, desde o início do ano até 10 de Setembro foram recebidas 39 queixas relacionadas com o cancelamento dos voos da Air Macau. O CC apelou também à companhia para ter em consideração as circunstâncias reais e as exigências dos consumidores, tomando “medidas de forma adequada”.

Mais ligações

Durante a participação no Fórum Macau, Pun Wa Kin ouviu vários residentes pedirem mais rotas aéreas para destinos na Europa ou na América do Norte. Face a estes pedidos, o responsável indicou que a Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau lançou um programa de estímulo para promover novas rotas de longa distância, através da isenção de tarifas cobradas aos voos e passageiros.

Pun considerou ainda que houve companhias aéreas que já lançaram voos de longa distância, com partida em Macau. Sobre estas ligações, o responsável explicou que há várias ligações para Taipé, onde os passageiros depois apanham voos para os Estados Unidos.

Em termos do transporte de cargas, Pun Wa Kin informou que actualmente a autoridade está a analisar o pedido de uma companhia aérea para estabelecer uma base de transporte de carga em Macau.

24 Set 2026

Madeira | Maputo quer rever acordo com China para combater contrabando

Maputo quer rever um memorando de entendimento sobre o sector florestal assinado com Pequim, num contexto de esforços para combater o contrabando de madeira, disse ontem à Lusa o director nacional de Florestas e Fauna Bravia moçambicano.

“Já estamos a rever o memorando [de entendimento], no sentido de assinar, e é um memorando que ajusta aquilo que acontece actualmente, aquilo que nós fomos verificando, e achamos que, se a parte chinesa concordar com os princípios que nós estamos a apresentar, vamos assinar”, explicou à Lusa Imede Chafim Falume, à margem do Fórum Global de Madeira Legal e Sustentável (GLSTF) 2026.

Os governos da China e de Moçambique assinaram em 2018 um acordo para permitir a troca de informações sobre a madeira exportada para o país asiático.

“Acreditamos que eles vão apoiar-nos bastante nisto”, afirmou ainda Chafim Falume sobre a China, que, segundo apontou, absorve 90 por cento da madeira comercializada por Moçambique. Desde 2002 que existem restrições à exportação de madeira em toro, as quais foram reforçadas em 2017 para proibir a saída de espécies nativas de Moçambique. Em 2023, a proibição foi alargada a todas as espécies.

Apesar das restrições do Governo moçambicano à exportação, a organização não-governamental internacional Environmental Investigation Agency (EIA) estimou em 2024 que, entre 2017 e 2023, foram enviadas para a China cerca de 3,7 milhões de toneladas de toros, com um valor calculado de 1,3 mil milhões de dólares.

À Lusa, Imede Chafim Falume destacou o trabalho “muito grande” de combate ao contrabando desde o ano passado, que passou por “encerrar as vias de acesso”, uma “fiscalização intensa” e a introdução de um sistema digital de controlo da exportação da madeira.

“O grande problema de Moçambique era, efectivamente, o contrabando para efeito de exportação. Nós achamos que o trabalho que desenvolvemos rapidamente [está a resultar], os cartéis, penso, andam meio aflitos, mas nós vamos continuar a fazer o nosso trabalho. Os níveis de contrabando reduziram bastante, comparando com os anos anteriores”, indicou.

Qualidade garantida

O responsável disse querer transmitir as preocupações moçambicanas aos principais compradores do sector durante este fórum, onde se encontram “os grandes ‘players’ no processo de comercialização de madeira”.

“Queremos que eles venham ao nosso país instalar as unidades de processamento, e a partir de lá exportar os produtos. Acreditamos que vamos convencer, porque a nossa madeira é de muita qualidade”, salientou.

Ainda de acordo com o responsável, Moçambique enfrenta desafios estruturais na gestão das florestas e um deles é a desflorestação, estimada em “mais de 267 mil hectares por ano”. “Há um desmatamento em níveis que achamos que é um bocado elevado”, disse ainda à Lusa. Entre os principais factores que identificou estão a agricultura itinerante, queimadas descontroladas, a produção de carvão vegetal e a urbanização.

Ainda de acordo com o director nacional de Florestas e Fauna Bravia de Moçambique, cerca de 60 por cento da população moçambicana vive em zonas florestais e utiliza esses recursos no dia a dia. A quarta edição do Fórum Global de Madeira Legal e Sustentável reúne até hoje 800 participantes de 49 países e regiões.

A presença de representantes de países de língua portuguesa, como Moçambique e Brasil, ou de países de língua espanhola, incluindo México, Peru e Equador, reforça a “dimensão internacional do Fórum e o papel de Macau enquanto plataforma de cooperação”, disse ontem no discurso de abertura o presidente do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) de Macau, Che Weng Keong.

23 Set 2026

Saúde | Casos de gripe, salmonella e escarlatina registam quebra mensal em Agosto

Dados relativos ao mês de Agosto, disponibilizados pelos Serviços de Saúde (SS), mostram uma quebra mensal dos casos de gripe, salmonella e escarlatina, patologias que fazem parte da lista de doenças de declaração obrigatória.

Segundo um comunicado dos SS, registaram-se em Agosto um total de 1.832 casos de doenças de declaração obrigatória, sendo que “as três doenças com maior número de casos foram a influenza (1.506 casos), a infecção por enterovírus (245 casos) e a varicela (20 casos)”, pode ler-se.

Porém, em comparação com Julho, “as doenças cujo número de casos registados com alterações mais significativas” foram a infecção por escarlatina, com seis casos registados em Agosto, uma diminuição de 57,1 por cento; a salmonella, que registou 15 casos, uma diminuição de 44,4 por cento; e ainda a influenza, ou seja, a gripe, com menos 38,7 por cento dos casos.

No caso da gripe, registaram-se em Agosto 1.506 casos, menos 38,7 por cento face aos 2.457 casos registados em Julho. Porém, comparando com igual período do ano passado, houve um aumento de 1,4 por cento, já que em Agosto de 2025 houve apenas 616 casos de gripe. Os SS confirmam ainda a ausência de novos casos de febre de dengue ou febre chikungunya em Agosto.

23 Set 2026

Gripe | Vacinação arranca no final do mês

As autoridades de saúde anunciaram que a vacinação contra a gripe sazonal vai arrancar a partir de dia 29 deste mês. A revelação foi feita por Leong Iek Hou, directora do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças dos Serviços de Saúde.

Em declarações citadas pelo jornal Ou Mun, Leong indicou que o plano começa por dar prioridade aos grupos de alto risco. Por isso, a partir do próximo mês, os SS vão enviar pessoal médico a escolas, creches e lares para administrar as vacinas a idosos, estudantes, docentes e pessoal auxiliar nas escolas.

Ao mesmo tempo, Leong Iek Hou avisou ainda que, de acordo com os dados de monitorização da gripe, o vírus tem estado “relativamente activo”. Na semana passada, a taxa de positividade do vírus atingiu os 23,5 por cento, valor superior à linha de alerta de 15 por cento.

Apesar dos números elevados, Leong negou que se trate de um problema exclusivamente local, e justificou que os dados estão em linha com o que aconteceu no Interior e em Hong Kong.

A responsável adiantou também que os SS têm planos para adquirir 215 mil doses da vacina contra a gripe, um número considerado suficiente. Contudo, se a procura ultrapassar a oferta vão ser adquiridas doses adicionais.

23 Set 2026

Citigroup | Jogo atravessa um dos piores períodos da história recente

A análise mais recente do banco de investimento traça um cenário negativo na principal indústria do jogo, mas os analistas George Choi e Timothy Chau admitem que ainda é cedo para tirar grandes conclusões

O segmento mais elevado do mercado de massas está a atravessar um dos piores períodos recentes. O cenário é traçado no último relatório do banco de investimento Citigroup, citado pelo portal GGRAsia, e levou a uma revisão em baixa da estimativa das receitas para o mês de Setembro.

Como consequência das observações mais recentes, o banco de investimento espera agora receitas brutas do jogo de 18 mil milhões de patacas em Setembro, quando antes esperava que atingissem 19 mil milhões de patacas. A nova estimativa implica uma redução queda de 4 por cento das receitas no terceiro trimestre face ao período homólogo.

As observações dos analistas George Choi e Timothy Chau mostram que o volume das apostas no mercado premium de massas apresentou uma redução anual de 45 por cento face ao mesmo período do ano anterior. Este ano, as apostas observadas totalizaram 6,8 milhões de dólares de Hong Kong, enquanto em Setembro do ano passado tinham atingido 12,3 milhões de dólares de Hong Kong.

Além do montante apostado estar em quebra, o mesmo aconteceu com o número de jogadores do segmento mais alto do mercado de massas. O relatório indica que houve uma redução de 20 por cento do número de jogadores para 401 apostadores. Estes números representam uma média de apostas de 16.958 dólares por mão, uma diminuição de 31 por cento, dado que no período homólogo a média de aposta era de 24.550 dólares de Hong Kong por mão.

“Os resultados da pesquisa nas mesas de jogo em Macau durante Setembro estão entre os piores da história recente”, escrevem os analistas.

Ambiente mais tranquilo

George Choi e Timothy Chau indicaram ainda que o ambiente foi mais tranquilo do que há três meses, quando começou o Campeonato Mundial de Futebol de 2026. No entanto, o banco de investimento admite que ainda não é possível concluir que os jogadores estão menos dispostos a jogar: “Não podemos concluir categoricamente que os fracos resultados são fruto de uma menor disposição dos jogadores para gastar ou da realização da nossa pesquisa num momento desfavorável”, foi vincado.

Apesar do ambiente pouco optimista, o banco explica que os resultados das observações ainda não permitem tirar grandes conclusões porque, em Setembro de 2024 as observações também indicaram resultados fracos, mas seguiu-se uma forte recuperação em Outubro desse ano.

A realidade de Setembro representa uma inversão face a Agosto, quando a pesquisa do Citi tinha revelado um crescimento anual de 7 por cento do volume de apostas no segmento premium de massas. Nesse mês, o total de apostas atingiu 14,3 milhões de dólares, apesar de uma quebra do número de jogadores na ordem dos 16 por cento.

23 Set 2026

Demência | Governo diz que avalia três mil pessoas por ano

Os Serviços de Saúde (SS) referem que avaliam, por ano, mais de três mil pessoas para despiste de demência sendo que, após a avaliação do paciente, “cerca de 650 novos doentes são transferidos para tratamento na consulta da memória do Centro de Avaliação e Tratamento da Demência”.

Numa nota, é ainda explicado que “o tempo médio de espera por um novo caso é inferior a quatro semanas, o que eleva a eficiência e a acessibilidade dos serviços de diagnóstico e tratamento da demência”. Os SS adiantaram estes dados a propósito da organização de actividades de celebração do “Mês Mundial da Demência”, celebrado em Setembro por designação da Alzheimer’s Disease International.

Existe em Macau a “Comunidade amiga das pessoas com demência”, sendo que 209 unidades locais aderiram à “Aliança da comunidade amiga da demência”, existindo 120 embaixadores que chamam a atenção para a doença.

23 Set 2026

Cocaína líquida | PJ desmantelou caso de tráfico

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou ontem ter detectado o primeiro caso de tráfico de cocaína líquida em Macau. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, a ocorrência envolve uma mulher boliviana de 26 anos que tentou entrar no território através do Aeroporto Internacional de Macau.

A cocaína estava escondida nas costuras das peças de roupa encontradas dentro da mala de viagem da detida. No âmbito da intercepção, a PJ apreendeu 3,9 quilos de cocaína avaliados em 11,8 milhões de patacas. As autoridades indicaram ainda que estavam atentos à suspeita, devido à análise de risco feita com base no seu itinerário.

Quando fizeram uma revista à mulher, as autoridades estranharam o peso anormal das roupas. À polícia, a detida confessou ter sido recrutada para servir como mula dos estupefacientes a troco de 5 mil dólares americanos. A PJ acredita que Macau não era o destino final da droga contrabandeada, pelo que continua a investigar o caso.

23 Set 2026

Aviação | Air Macau vai manter política de cancelamento de voos

A empresa de Macau controlada pela Air China defende-se das críticas e afirma que o cancelamento de voos é “uma prática internacional comum” para lidar com o aumento do preço dos combustíveis

Após o surgimento de várias críticas à Air Macau devido aos numerosos cancelamentos de voos, a empresa veio justificar a política com o aumento dos preços dos combustíveis.

Em resposta ao canal chinês da Rádio Macau, a companhia argumentou que a vaga de cancelamentos é “uma prática internacional comum” na aviação face ao aumentos do custo do combustível, condições climatéricas adversas ou alterações do mercado.

Na tomada de posição, a Air Macau admitiu ainda que vai continuar a cancelar voos, mas prometeu “envidar esforços” para ajustar os horários dos voos e avisar os passageiros com antecedência.

Numa altura em que se aproximam as férias do Festival do Bolo Lunar, com um fim-de-semana prologando, e ainda os feriados da Semana Dourada, a Air Macau indicou também que vai fazer todos os possíveis para garantir a “estabilidade dos voos”.

Segundo os dados da Air Macau, entre Julho e Agosto deste ano, foram realizados menos 400 voos face ao período homólogo. Em Setembro, até ao dia 21, a diminuição dos voos em comparação com Setembro do ano passado foi de 200 ligações.

Apesar dos sobressaltos, a Air Macau considera que tem minimizado os inconvenientes para os passageiros ao celebrar acordos de transferência de passageiros com várias companhias aéreas de maior dimensão. Desta forma, a companhia indica que os passageiros podem apanhar outros voos e a empresa assume os custos extra relacionados com a necessidade de recorrer a outros meios de transporte. Como alternativa, se os passageiros já não quiserem viajar após o cancelamento, a empresa garante que devolve o dinheiro pago.

Quase 40 queixas

Por sua vez, o Conselho de Consumidores (CC) revelou que desde o início do ano, e até 10 de Setembro, recebeu 39 queixas relacionadas com o cancelamento dos voos da Air Macau. O CC também apelou à companhia para ter em consideração as circunstâncias reais e as exigências dos consumidores, tomando “medidas de forma adequada”.

Todavia, os passageiros arriscam-se sempre a não serem compensados por eventuais danos dos cancelamentos. Segundo o presidente da Associação Seguradora de Macau, Ivan Cheung, geralmente os cancelamentos ou atrasos por motivos comerciais, como os que têm acontecido na Air Macau, não são cobertos pelos seguros de viagem.

Sobre a política de cancelamentos, o presidente da Associação de Indústria Turística de Macau, Andy Wu, considerou que actualmente as agências de viagem que organizam deslocações ao Interior ainda escolhem a Air Macau como primeira opção.

Todavia, como depois das férias de Verão a frequência dos voos da companhia se tornou instável, o dirigente admite que o cenário possa sofrer alterações. Por isso, Andy Wu aconselhou a Air Macau a assegurar a realização regular dos voos e a avisar os passageiros com antecedência sobre eventuais cancelamentos.

Empresa Estatal

Actualmente, a principal accionista da Air Macau é empresa-estatal Air China, com uma participação social de cerca de 75 por cento do capital social fixado em aproximadamente 2,38 mil milhões de patacas. Esta participação está avaliada em 1,78 mil milhões de patacas.

O segundo maior accionista da Air Macau é a RAEM, com uma participação social de 24 por cento, o equivalente a 573 milhões de patacas. Constam ainda como accionistas com participações inferiores a 1 por cento a Sociedade de Turismo e Diversões de Macau, Serviços Aéreos Evergreen (Macau), IPE (Macau) – Investimentos e Participações Empresariais, Centro de Comércio Mundial Macau e Companhia de Seguros de Macau.

23 Set 2026

TNR | Pedida disciplina a sector da administração de propriedades

A DSAL reuniu associações do ramo da administração de propriedades, a quem pediu autodisciplina no respeito pela lei. O encontro foi motivado pela descoberta de um esquema de venda de quotas para contratar trabalhadores não-residentes numa empresa do sector, que resultou em 11 pessoas detidas

Na quinta-feira, foi anunciada a detenção de 11 pessoas envolvidas num esquema de venda de quotas para a contratação de trabalhadores não-residentes (TNR) numa empresa de administração de propriedades.

O caso motivou uma reunião de urgência, na sexta-feira, entre a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) e associações do sector. A DSAL pediu aos representantes que exigissem o reforço das boas práticas de gestão e autodisciplina aos seus membros e empresas afiliadas.

Foi também pedido o cumprimento da lei que regula a contratação de não-residentes, com a DSAL a exigir que as empresas se abstenham de “transferir, vender ou emprestar quotas de TNR sob qualquer forma”, e “a cumprir zelosamente as suas responsabilidades enquanto empregadores”.

Em relação ao caso concreto revelado pela Polícia Judiciária (PJ), a DSAL indicou ter realizado “de imediato uma análise exaustiva da situação laboral dos TNR da empresa”, iniciando os “procedimentos administrativos pertinentes”, ressalvando que “não irá tolerar” este tipo de comportamento.

Manifestando “séria preocupação” face ao revelado pelas autoridades policiais, a DSAL frisou que se as empresas se envolverem em actividades ilegais “serão severamente punidas nos termos da lei”. “Além da revogação imediata das quotas TNR, estarão também sujeitas a multas administrativas, à inibição de futuros pedidos de emprego de quotas e a outras sanções administrativas relacionadas com trabalho ilegal”, foi acrescentado.

Ordem e harmonia

A DSAL sublinhou ainda que os TNR têm como papel exclusivo complementar a mão-de-obra local, e que nenhuma empresa ou indivíduo pode utilizar as quotas de TNR para benefício pessoal ou a transferi-las ilegalmente, “perturbando a boa ordem do mercado de trabalho de Macau”.

A reacção da DSAL foi originada pela investigação da PJ que apurou que dois residentes da RAEM, o dono e o gerente de uma empresa de administração de propriedades, terão criado um esquema para vender quotas para a contratação de TNR. Ambos foram detidos, assim como dois funcionários do Interior da China e sete falsos TNR.

Segundo as autoridades, o esquema, que permitiu ganhos indevidos de 1 milhão de renminbis, partia das quotas de TNR pedidas pela empresa, que as vendia a pessoas do Interior para virem para Macau exercer trabalhos por conta própria.

A investigação começou em Maio quando um caso de falso emprego entrou no radar das autoridades, além de que os supostos horários de trabalho dos falsos trabalhadores eram incompatíveis com as horas a que passavam a fronteira. O caso foi encaminhado para o Ministério Público.

22 Set 2026

Associação pede subsídios para registo de medicamentos chineses

A Associação Comercial de Macau defende a criação de um subsídio para suportar os custos com o registo de medicamentos de medicina tradicional chinesa (MTC) produzidos ou registados em Macau, e também produzidos em Hengqin, em mercados exteriores.

Num artigo de opinião publicado no jornal Ou Mun, assinado pela vogal do Conselho de Estudos Estratégicos da associação, Huang Yin, é descrito que um dos primeiros entraves para o acesso aos mercados são as tarifas elevadas para o registo e não a qualidade dos medicamentos, esperando-se que o Governo possa atribuir um subsídio para esta área.

O artigo fala do caso de registo de medicamentos de MTC no Brasil, onde é necessário gastar centenas de milhares de patacas para cada produto, sendo que não estão incluídas ainda despesas de agenciamento, testes e cumprimento da legislação.

Desta forma, na fase inicial de entrada de um medicamento no mercado, são poucas as vendas, pelo que, conforme descreveu Huang Yin, o investimento não compensa a produção e as vendas, o que leva as empresas a hesitar em dar este passo.

Assim sendo, esta situação faz com que Macau, apesar de ter vantagens no registo de medicamentos de MTC por ser uma plataforma entre a China e países da língua portuguesa, não tenha ainda muitos medicamentos registados e vendidos no exterior. O artigo diz mesmo que é raro tal acontecer.

Combinar apoios

Segundo o mesmo artigo, uma empresa, quando quer apostar na venda de medicamentos, tem de assumir todas as despesas com o registo. Por isso, além de atribuir um subsídio, o Executivo deveria ter balcões de consulta para quem deseja registar estes medicamentos. A vogal da associação também defende que os medicamentos de MTC produzidos na China, mas registados em Macau, deveriam poder usufruir deste apoio.

Huang Yin destacou que na Zona de cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin já é atribuído um subsídio que cobre 20 por cento dos custos de registo de produtos feitos em Hengqin e que vão para Macau. Assim, se este apoio for combinado com o subsídio a criar pelo Governo, pode-se facilitar os procedimentos para que Macau se transforme numa base para a venda de medicamentos de MTC em mercados do exterior.

22 Set 2026

Fundo | Investimento e Gestão de Macau passa a instituição financeira

A empresa criada para gerir os 11 mil milhões da reserva que vão ser investidos em Macau e Hengqin foi autorizada a estabelecer-se na RAEM como instituição financeira

A Sociedade de Investimento e Gestão de Macau, criada pelo Governo para gerir os 11 mil milhões de patacas que vão ser investidos na economia, foi autorizada a estabelecer-se como uma instituição financeira. A informação foi divulgada ontem, através de um despacho do Chefe do Executivo publicado no Boletim Oficial.

“É autorizada a Sociedade de Investimento e Gestão de Macau Limitada […] com sede na Região Administrativa Especial de Macau, como instituição financeira, para o exercício da actividade de gestão de activos”, pode ler-se no documento divulgado ontem.

A empresa, que tem um capital social de 100 milhões de patacas e é presidida por Che Weng Keong, foi anunciada em Maio para gerir os denominados “fundos de orientação” que se espera contribuam para a diversificação da economia, com o dinheiro a ser canalizado para Macau e Hengqin.

O primeiro investimento neste tipo de fundos é de 11 mil milhões de patacas, montante proveniente da reserva financeira de Macau e que foi acumulado ao longo dos anos, principalmente devido às receitas do jogo. Che Weng Keong foi escolhido pelo Executivo para presidente, cargo que acumula com as funções de presidente do Conselho de Administração do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM).

Entre os administradores da Sociedade Investimento e Gestão de Macau constam também Tam Chi Neng e Chan Chou Weng, ambos com um salário anual de 95.880 patacas, de acordo com o portal da Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos.

Fábula da multiplicação

Desde o estabelecimento, a Sociedade Investimento e Gestão de Macau criou duas subsidiárias denominadas Macau Gestão de Projecto (Número Um) e Macau Gestão de Projecto (Número Dois).

Tanto a Macau Gestão de Projecto (Número Um) como a Macau Gestão de Projecto (Número Dois) têm um capital social de 25 mil patacas, apresentam como objecto social a gestão de investimento de projectos e revelam como único administrador Tam Chi Neng.

Quando o Executivo anunciou a criação da Sociedade Investimento e Gestão de Macau prometeu que a empresa iria ter uma postura de investimento focada no longo prazo orientada pelas políticas governativas e pelos mercados. Estes valores foram explicados com a intenção de “garantir que a afectação dos investimentos dos fundos de orientação esteja em conformidade com as orientações das indústrias emergentes prioritárias constantes das políticas industriais do Governo da RAEM, promovendo a modernização industrial e a sinergia entre Macau e Hengqin”.

22 Set 2026

DSAT | Preparado novo parque de estacionamento

A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) vai transformar a zona de estacionamento para motociclos situada junto à Avenida Marginal do Patane num parque de estacionamento público. O plano foi anunciado através de um comunicado e o futuro espaço vai disponibilizar 93 lugares para motociclos e ciclomotores.

O espaço vai passar a designar-se Parque de Estacionamento Público da Avenida Marginal do Patane. A abertura está prevista para o final de Outubro, em data que só vai ser anunciada posteriormente. Seguindo a tendência mais recente, o Executivo não permite o pagamento em dinheiro vivo, apenas através dos seguinte meios: Mpark, cartão Macau Pass, MPay e QuickPass da UnionPay.

Os primeiros 15 minutos de estacionamento são grátis, mas a partir dessa altura o pagamento é feito por períodos de meia hora. Durante o dia, cada meia hora de estacionamento custa 1 pataca, com o preço a descer para 50 avos durante o horário nocturno.

Zona A | Mais 2.632 lugares de estacionamento

A Zona A dos Novos Aterros vai passar a contar com mais 2.632 lugares de estacionamento para automóveis ligeiros e motociclos, em três edifícios de habitação económica: Tong Man, Tong Keong e Tong Ip.

De acordo com o despacho publicado em Boletim Oficial, o reforço da oferta de estacionamento na ilha artificial arranca de forma faseada. Os parques dos edifícios Tong Man e Tong Ip entram em funcionamento ainda no decorrer deste mês, ao passo que a estrutura do edifício Tong Keong deverá entrar em funcionamento em meados do próximo mês.

Os três edifícios fizeram parte do concurso de candidaturas à habitação económica lançado em 2021. Em termos do preço do estacionamento, adopta-se o regime de cobrança de períodos de 30 minutos. Para os veículos ligeiros, a tarifa fixa-se em 3 patacas no período diurno e 1,5 patacas no período nocturno. No caso dos motociclos e ciclomotores, o valor a pagar será de 1 pataca durante o dia e de cinquenta avos durante a noite.

22 Set 2026

MICE | DOC DMC e smallWORLD celebraram 18 anos de actividade

A DOC DMC Macau & Hong Kong e a smallWORLD celebraram o 18.º aniversário na semana passada, num evento que reuniu mais de 100 convidados da indústria de Reuniões, Incentivos, Conferências e Exposições (MICE) de Macau no Riverside Macau.

O evento serviu também para lançar a Macau Event Company (MEC), uma nova empresa especializada em gestão de eventos, produção de eventos e serviços de entretenimento. A celebração reuniu profissionais de hotéis, empresas de gestão de destinos, agências de eventos, organismos governamentais, câmaras de comércio, parceiros do sector, clientes, fornecedores e amigos.

Segundo um comunicado da DOC DMC e smallWORLD, o seu fundador e director, Bruno Simões reflectiu sobre as quase duas décadas de percurso profissional. “Os últimos 18 anos foram uma viagem incrível”, afirmou, destacando as ligações estabelecidas com colaboradores, clientes e parceiros de diferentes países e culturas.

21 Set 2026

Crime | Detido por tentativa de homicídio relacionada com dívida

Uma dívida de 15 mil dólares terá estado na origem do diferendo que terminou com mais de 10 facadas. O alegado criminoso esteve praticamente um ano em excesso de permanência, sem que tivesse sido interceptado pelas autoridades

Um homem em situação irregular em Macau foi detido por, alegadamente, ter esfaqueado outro devido a uma dívida de 15 mil dólares de Hong Kong. O crime foi divulgado na sexta-feira pela Polícia Judiciária (PJ), e o detido foi encaminhado para o Ministério Público (MP).

O caso aconteceu na sexta-feira de madrugada, durante um encontro entre os dois homens, num restaurante na Avenida de D. Rodrigo Rodrigues. Nessa ocasião, o detido terá pedido a devolução do montante emprestado para apostar nos casinos do território.

Como o devedor se recusou pagar a dívida, o detido foi à cozinha, pegou numa faca e atacou a vítima na cabeça e na parte superior do corpo. O agredido tentou defender-se do ataque com um banco de madeira, mas sofreu ferimentos em várias zonas do corpo, com pelo menos 10 golpes na cabeça e parte superior do corpo.

Após o ataque com a faca, o agressor colocou-se em fuga. No entanto, os trabalhadores do restaurante auxiliaram a vítima, que foi transportada para o Hospital Kiang Wu, e alertaram a polícia para o sucedido. As autoridades procederam à detenção na manhã de sexta-feira, numa casa de massagens no NAPE.

Promessa de gorjeta

Segundo a informação da PJ, a vítima e o suspeito conheceram-se no mês passado, quando também se encontraram num restaurante. Nesse encontro, o agressor aceitou emprestar 15 mil dólares de Hong Kong à vítima, com a condição de receber uma “gorjeta” em caso de vitória do jogador, além da devolução do dinheiro emprestado.

No entanto, nas mesas dos casinos, a sorte não esteve do lado do devedor, que perdeu o dinheiro todo e ficou sem capacidade financeira para devolver o dinheiro. Com o empréstimo por pagar, os dois reuniram-se pela primeira vez na noite de quarta-feira. Nessa altura, o agressor não conseguiu cobrar a dívida, mas ambos agendaram um novo encontro para a madrugada de sexta-feira.

No segundo encontro, como o homem que estava ilegalmente em Macau considerou que o devedor não estava a lidar com o assunto de forma séria e não tinha planos para pagar a dívida decidiu partir para a agressão.

Segundo o relatório médico, a vítima sofreu lesões na cabeça, rosto e tronco, além de uma fractura na falange média do dedo mindinho da mão direita. O jornal Ou Mun indica que os médicos estimaram o período de recuperação em três meses.

O suspeito tem 36 anos, é residente do Interior e afirmou estar desempregado. Encontrava-se em excesso de permanência no território há cerca de um ano.

Durante a intervenção, a polícia apreendeu a faca de cozinha com uma lâmina de 18 centímetros que foi utilizada no crime. Como as autoridades consideraram que o atacante visou zonas vitais da vítima, a Polícia Judiciária concluiu que houve intenção de matar, pelo que indiciou o suspeito por homicídio na forma tentada, detenção de arma proibida e empréstimo ilícito para a prática do jogo. A situação de excesso de permanência do suspeito será objecto de um processo autónomo.

21 Set 2026

Zona A | Residentes querem mais autocarros

Os moradores da Zona A dos Novos Aterros querem mais paragens de autocarro e maior frequência deste meio de transporte. O pedido é deixado num comunicado da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), que na passada sexta-feira organizou um colóquio para recolher as opiniões dos residentes desta zona sobre transportes públicos.

Segundo a mesma nota, os residentes disseram que as alterações feitas pelas autoridades ao serviço de autocarros não incluíram novas carreiras. Por sua vez, os autocarros que já circulavam na Zona A passam apenas a ter novas paragens, sendo que algumas carreiras já não páram no edifício Tong Seng, o que obriga os moradores deste prédio a andar mais distâncias a pé para apanhar o autocarro.

Segundo a mesma nota, os residentes queixam-se de que só neste edifício moram mais de mil pessoas com muitas necessidades em termos de transportes, pelo que esperam que a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) possa criar mais paragens de autocarro perto do edifício Tong Seng ou alterar os actuais percursos para que passem neste local.

No dia em que a FAOM divulgou o comunicado, a DSAT anunciou que, além de três novas paragens de autocarros, criou uma paragem provisória segundo sugestões dos residentes, e que já está em funcionamento. Assim, as carreiras 2A, 51B, 101 e 102 vão passar nesta paragem provisória.

21 Set 2026

Macau Pass | Empresa rejeita falhas de segurança

A Macau Pass assegura, em comunicado, que não existem falhas de segurança na plataforma MPay. A questão surgiu depois de um residente se ter queixado nas redes sociais de que o filho ficou sem duas mil patacas que tinha na conta de MPay, uma vez que o antigo titular conseguiu fazer, na noite da última quinta-feira, a transferência sem existir verificação da actual titularidade da conta.

Porém, a Macau Pass rejeita que o caso esteja relacionado com falhas na segurança do sistema, referindo que, após uma investigação preliminar, confirmou-se que não se tratou de invasão por hackers ou invasão de outro tipo.

A empresa explicou tratar-se de uma disputa por parte da operadora de telecomunicações com a nova distribuição do número de telefone, já que o número de telefone atribuído ao titular da conta já estava conectado com a MPay, tendo existido problemas na confirmação da conta e respectiva confirmação dos dados telefónicos. No mesmo comunicado, a MPay promete cooperar com a Polícia Judiciária e demais entidades supervisoras para a resolução do caso.

21 Set 2026