AMCM | Lucros dos bancos de Macau quase duplicam em 2025

Os bancos de Macau obtiveram um lucro de 7,34 mil milhões de patacas em 2025, quase o dobro do registado no ano anterior (mais 92,7 por cento), foi ontem anunciado.

De acordo com dados oficiais da Autoridade Monetária de Macau (AMCM), a principal razão para a subida dos lucros foi um aumento de 8,4 por cento, para 17,5 mil milhões de patacas, na margem de juros, a diferença entre as receitas dos empréstimos e as despesas com depósitos.

Isto apesar da AMCM ter aprovado três descidas da principal taxa de juro de referência em 2025, a última das quais um corte de 0,25 pontos percentuais, introduzida em 11 de Dezembro, seguindo a Reserva Federal norte-americana.

Os empréstimos, a principal fonte de receitas da banca a nível mundial, diminuíram 0,4 por cento em comparação com o final de Dezembro de 2024, fixando-se em 1,02 biliões de patacas.

Pelo contrário, os depósitos junto dos bancos de Macau aumentaram 9,6 por cento, para 1,39 biliões de patacas no final do ano passado, disse a AMCM. Apesar dos proveitos terem disparado em 2025, ficaram longe do ano mais lucrativo de sempre para a banca da região: 2020, quando os lucros ficaram perto de 17 mil milhões de patacas.

Outras contas

Macau tem dois bancos emissores de moeda: a sucursal local do banco estatal chinês Banco da China e o Banco Nacional Ultramarino (BNU), que pertence ao Grupo Caixa Geral de Depósitos. O BNU anunciou em Novembro lucros líquidos de 315,3 milhões de patacas nos três primeiros trimestres de 2025, uma diminuição homóloga de 29 por cento, que o banco atribuiu à evolução das taxas de juro.

O crédito malparado caiu 11,6 por cento ao longo do ano passado para 49,7 mil milhões de patacas. Foi a primeira queda anual dos empréstimos vencidos desde 2013.

Os empréstimos vencidos representavam 4,9 por cento dos empréstimos dos bancos de Macau, menos 0,6 pontos percentuais do que no final de 2024. Uma percentagem que sobe para 5,6 por cento no caso do crédito a instituições ou indivíduos fora da região chinesa.

A Autoridade Bancária Europeia, a agência reguladora da UE, por exemplo, considera que os bancos com pelo menos 5 por cento dos empréstimos malparados têm “elevada exposição” ao risco e devem estabelecer uma estratégia para resolver o problema.

Ainda assim, a percentagem de crédito bancário vencido em Macau está longe do recorde de 25,3 por cento alcançado em meados de 2001, em plena crise económica mundial causada pelo rebentar da bolha especulativa das empresas ligadas à Internet.

4 Fev 2026

Uber | Serviços locais de táxi e transporte entre HK lançados

A Uber anunciou ontem a oferta de serviços de táxi em Macau, através de carros já licenciados, assim como transportes entre a RAEM e Hong Kong. A confirmação surge depois de a empresa ter divulgado estar a recrutar em Macau motoristas de táxi licenciados

A Uber está de regresso a Macau, depois de ter operado no território por menos de dois anos, entre 2015 e 2017. Na segunda-feira, a empresa publicou um anúncio de recrutamento de condutores entre taxistas licenciados e ontem confirmou o lançamento do serviço de táxis na cidade e entre Macau e Hong Kong.

“A Uber está a introduzir viagens de táxi em Macau através da aplicação Uber. Os passageiros podem solicitar táxis licenciados de Macau, com tarifas cobradas de acordo com o taxímetro oficial e pagas directamente na aplicação. A aplicação permite o uso de vários idiomas e elimina a necessidade de pagamentos em dinheiro ou aplicações adicionais, oferecendo uma experiência consistente para visitantes e residentes”, indicou a empresa em comunicado.

Como é habitual nas aplicações de táxis, os passageiros vão poder acompanhar o itinerário, a hora estimada de chegada, assim como aceder a um serviço de assistência em casos de emergência.

Entre A e B

A outra novidade em termos de serviços de transporte, é a ligação entre Macau e Hong Kong, permitindo a ligação de ponto a ponto nos dois sentidos, através da marcação de “limousines”, indicando o preço da viagem antecipadamente, incluindo portagens de Ponte do Delta e túneis.

Este serviço privado será fornecido por um operador de transportes transfronteiriços, a empresa Kwoon Chung Bus Holdings, sem a necessidade de mudar de veículo.

Para aceder a este serviço, os passageiros precisam marcar a viagem na aplicação com, pelo menos, 24 horas de antecedência. As reservas podem ser feitas até um máximo de 90 dias antes da viagem e podem ser canceladas gratuitamente até seis horas antes da hora designada para a partida.

“Temos o prazer de introduzir uma nova forma de viajar facilmente entre Hong Kong e Macau, assim como dentro de Macau. É óptimo poder contribuir para os objectivos do turismo de Macau, assim como ajudar os residentes locais a movimentarem-se pela cidade e proporcionar novas oportunidades aos condutores de Macau”, afirmou o director-geral da Uber Hong Kong, Estyn Chung.

Obrigatório usar táxis registados

Após o anúncio da entrada em Macau da Uber, a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) emitiu um comunicado a recordar que as aplicações têm de contratar táxis oficiais para a prestação do serviço. “A exploração dos serviços de táxis deve cumprir as disposições do ‘Regime jurídico do transporte de passageiros em automóveis ligeiros de aluguer’, designadamente através da utilização de táxis com alvará válido e da condução”, foi comunicado.

“Paralelamente, caso os condutores de táxi não cobrem as tarifas de acordo com a lei ou faltem ao serviço após aceitação da chamada, poderão incorrer em infracção relativamente às normas supramencionadas sobre cobrança abusiva ou recusa de prestação de transporte, sendo que as duas entidades procederão nos termos da lei”, foi acrescentado. No anúncio do regresso a Macau, a empresa Uber comprometeu-se a utilizar os táxis licenciados. O serviço vai incluir travessias entre Macau e Hong Kong, outro aspecto visado pelas autoridades.

“A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) e o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) constataram que, recentemente, algumas empresas de plataforma lançaram os serviços dos ‘veículos especiais transfronteiriços entre Hong Kong e Macau’ e ‘táxis com taxímetros’ de Macau”, foi apontado. “A DSAT e o CPSP recordam que a exploração dos serviços de veículos de aluguer de transporte transfronteiriço entre Hong Kong e Macau e de táxis de Macau carece de autorização nos termos da lei, devendo as respectivas plataformas cooperar com veículos legalmente autorizados para o efeito”, foi vincado.

O comunicado indica ainda que o “Governo está a promover, de forma activa, os trabalhos de revisão da lei para a supervisão das plataformas de serviços de táxis online, planeando introduzir uma gestão normalizada de modo a salvaguardar de forma mais eficaz os direitos e interesses dos passageiros e condutores”.

4 Fev 2026

Médicos | Abertas inscrições para exame do Interior da China

Os Serviços de Saúde indicaram ontem que estão abertas as inscrições para o Exame Nacional de Qualificação de Médico do Interior da China de 2026, para médicos, médicos dentistas e médicos de medicina tradicional chinesa autorizados a exercer em Macau.

São elegíveis profissionais autorizados para a prática da actividade em Macau, e que exerçam actividade de prestação de cuidados de saúde no território há mais de um ano, com um “grau académico superior ao de licenciado em especialidade de medicina ou de estomatologia (medicina dentária) no Interior da China”. Os médicos devem ser residentes permanentes da RAEM.

As condições para clínicos de medicina tradicional chinesa são semelhantes, mas é pedida licenciatura, ou grau académico superior, conferido por instituição de ensino superior do Interior da China reconhecida pelo Serviço Administrativo de Educação do Conselho de Estado, ou pela Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau.

O primeiro passo, é a inscrição online, no portal da Rede Nacional de Exames Médicos, até 11 de Fevereiro. Em seguida, os candidatos devem deslocar-se à Divisão de Licenciamento para o Exercício de Actividades de Saúde dos Serviços de Saúde (no Centro de Saúde da Ilha Verde), entre 3 e 10 de Março.

4 Fev 2026

Local de Espectáculos | Defendido arrendamento por zonas

Face ao que considera ser uma baixa taxa de utilização do Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau, a deputada das Mulheres, Wong Kit Cheng, sugere que o Governo divida o local e faça diferentes arrendamentos ao mesmo tempo. O objectivo passa por facultar o espaço ao mercado local

A deputada Wong Kit Cheng quer saber se o Governo vai dividir o Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau para permitir diferentes arrendamentos por grupos de espectáculos locais. A questão faz parte de uma interpelação escrita, divulgada no portal da Assembleia Legislativa (AL).

Segundo a legisladora ligada à Associação das Mulheres, a “dimensão da área de espectáculos e o custo substancial do arrendamento de toda a zona” diminuem a vontade dos grupos locais realizarem actividades no Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau, situado no Cotai.

Para fazer face a estes condicionamentos, Wong acredita que deve ser pensada uma divisão do local em diferentes espaços, para haver mais arrendamentos, além de se ter de pensar em “apoios específicos ao desenvolvimento das artes performativas locais e dos grupos comunitários”.

“As autoridades vão explorar activamente a implementação de um modelo de arrendamento mais flexível por zonas para a área de espectáculos?”, questiona. “Por exemplo, vão permitir que alguns grupos locais se candidatem ao arrendamento parcial da área para realizar eventos de média dimensão, com reduções das taxas para diminuir as barreiras de utilização?”, acrescentou.

Wong Kit Cheng indica que o modelo que apresenta na interpelação é inspirado no modelo de exploração do Parque da Vitória em Hong Kong.

A legisladora pede igualmente explicações sobre como é que as autoridades vão implementar um modelo de exploração do espaço que permita a montagem de campos de basquetebol e outras opções de divertimento para as famílias.

Concentrações preocupam

Na interpelação, Wong Kit Cheng critica ainda o facto de “as taxas de utilização” do espaço “continuarem baixas”, apesar de já terem sido acolhidos “vários eventos de grande escala”.

Apesar do espaço explorado pelo Governo ser arrendado frequentemente para grandes espectáculos, os cancelamentos tornaram-se habituais. Em Setembro do ano passado, o festival S20, que inclui música e jactos de água, foi cancelado, sem que houvesse qualquer explicação oficial. Este mês, o festival MBC Show! Music Core in Macau, que devia decorrer neste fim-de-semana, foi igualmente cancelado, com os media sul-coreanos a indicarem que se deveu à recusa das autoridades em permitir que os artistas japoneses obtivessem vistos temporários de trabalho.

Mesmo com baixas taxas de utilização, a deputada alerta para os problemas repetidos de congestionamentos e excesso de concentração de pessoas, quando os espectáculos acabam, por incapacidade da rede de transportes públicos.

“A localização do Local de Espectáculos na periferia do Cotai apresenta desafios”, apontou. Embora o local esteja ligado por metro ligeiro, as ligações de transportes públicos em geral, as disposições temporárias de estacionamento e as indicações […] continuam a ser inadequadas”, avisou. “A gestão do fluxo de pessoas e do tráfego após os eventos representam um desafio notável. Se estas instalações de apoio continuarem a ser inadequadas, mesmo com a expansão do âmbito de utilização da área de espectáculos vai afectar negativamente a vontade dos residentes de utilizar o local e a sua experiência geral”, apontou.

4 Fev 2026

CCAC iliba Administração de ilegalidades, mas reduz altura de construção

O Comissariado contra a Corrupção (CCAC) ilibou a Administração de qualquer ilegalidade no processo de aprovação da construção de um edifício com 90 metros de altura no lote n.º 465-513 na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues. Apesar deste aspecto, o CCAC sugere que a altura do projecto do edifício seja reduzida para 60 metros, como foi proposto pela Associação Novo Macau.

Os resultados divulgados ontem pelo CCAC colocam assim um ponto final num inquérito que demorou quase cinco anos.

Para justificar que não foram cometidas ilegalidades pelas Obras Públicas, o CCAC considerou que a Administração calculou a altura máxima de construção de 90 metros com base na Circular n.º 01/DSSOPT/2009. “Como os serviços de obras públicas tomaram-na como padrão de apreciação e aprovação no âmbito dos indicadores de altura dos edifícios e de construção em lotes, é entendimento do CCAC que não se verificou qualquer ilegalidade ou irregularidade administrativa”, foi explicado. “Os serviços de obras públicas, durante o processamento do projecto de planta de condições urbanísticas, recorreram às descrições relativas ao índice de utilização do solo máximo permitido e ao índice de ocupação do solo máximo permitido de acordo com o disposto na referida circular”, foi acrescentado.

A informação sobre o inquérito não apresenta cálculos para indicar o motivo que torna legal a adopção da altura de 90 metros.

Apoiar o recuo

No entanto, o CCAC sugere que o Governo aprove apenas uma altura de 60 metros de altura para aquele local. A proposta do CCAC tem por base o recuo do Executivo, tornado público anteriormente, depois do Centro do Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) ter começado a acompanhar esta construção.

A questão à volta da altura de 90 metros prende-se com um eventual bloqueio da paisagem visual para o Farol da Guia.

As obras no local não deverão avançar tão depressa, explica o CCAC, porque “o planeamento e o projecto de construção” só “podem avançar depois da resolução tomada pelo Centro do Património Mundial na próxima fase”. Os resultados do inquérito foram enviados ao Chefe do Executivo.

4 Fev 2026

Metro Ligeiro | Ano arranca com recorde de passageiros em Janeiro

Impulsionado pelo turismo, o Metro Ligeiro é cada vez mais utilizado. No primeiro mês do ano, o transporte público registou uma média diária de 30 mil passageiros

O Metro Ligeiro registou, em média, 30 mil passageiros por dia em Janeiro, o número mais elevado para o primeiro mês do ano desde a inauguração, disse ontem a operadora.

De acordo com dados oficiais divulgados pela Sociedade do Metro Ligeiro de Macau, a média de passageiros aumentou 8,7 por cento, em comparação com Dezembro, e subiu 18,6 por cento em relação ao mesmo mês de 2024.

O Metro Ligeiro foi inaugurado a 10 de Dezembro de 2019 e esse mês continua a deter o recorde absoluto, com uma média diária de 33 mil passageiros, sendo que nessa altura as viagens eram gratuitas.

Em Fevereiro de 2020, com o início da cobrança de tarifas e a detecção dos primeiros casos de infecção pelo novo coronavírus em Macau, a média diária de passageiros caiu para 1.100. O Metro Ligeiro voltaria a registar este valor mínimo em Julho de 2022, mês em que a cidade esteve em confinamento durante duas semanas devido a um surto de covid-19.

Em Dezembro de 2024, começou a operar a extensão do Metro Ligeiro de superfície que liga Macau à vizinha Ilha da Montanha, com 2,2 quilómetros. Um mês antes, foi inaugurada a linha que vai até Seac Pai Van, um bairro de Coloane onde o Governo de Macau construiu 60 mil apartamentos de habitação pública.

O Metro Ligeiro arrancou com apenas uma linha, que circulava só na ilha da Taipa, com uma extensão de 9,3 quilómetros e 11 estações, com uma frequência de 10 a 15 minutos, durante quase 17 horas diárias.

A ligação do metro até à Barra, no sul da península de Macau, através do piso inferior da ponte Sai Van, começou a operar em Dezembro de 2023. Com a extensão do Metro Ligeiro, as autoridades prevêem que o volume de passageiros atinja 137 mil pessoas por dia, em 2030.

Linha Leste em construção

O Governo lançou no final de 2022 os concursos para a concepção e construção da Linha Leste, que fará a ligação ao norte da península de Macau, onde se situa a principal fronteira com a China continental.

No final de Janeiro, o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam Vai Man, disse que a operadora prometeu, ainda este ano, implementar o pagamento electrónico, assim como um sistema de transbordo entre os autocarros e o Metro Ligeiro.

Está a decorrer, até 28 de Fevereiro, uma consulta pública sobre o desenvolvimento do transporte, que prevê que a construção da Linha Leste seja concluída em 2029. Os planos incluem uma Linha Sul, que irá ligar o posto fronteiriço da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau à estação da Barra, uma Linha Oeste, da fronteira de Qingmao à Barra, e uma ligação à vila de Coloane. A primeira linha, prometida durante mais de uma década, custou 10,2 mil milhões de patacas.

4 Fev 2026

Portugal | Macau e Hong Kong alertam para atrasos no correio

Os Correios das regiões chinesas de Macau e Hong Kong alertaram ontem que as cartas e encomendas com destino a Portugal poderão sofrer atrasos devido à destruição causada pela depressão Kristin. Num comunicado, o Hongkong Post anunciou que “os serviços de entrega de correio para Portugal estão sujeitos a atrasos devido às condições meteorológicas adversas”, de acordo com indicação dos CTT – Correios de Portugal.

Os Correios da vizinha região de Macau disseram, numa resposta escrita à Lusa, que também foram notificados pelos CTT que, “devido às condições meteorológicas adversas em Portugal, os serviços de entrega de correio de Macau para aquele destino vão sofrer atrasos”.

O Governo português decretou situação de calamidade, que foi no domingo prolongada até 08 de Fevereiro, numa reunião extraordinária do Conselho de Ministros.

3 Fev 2026

TNR | Macau contratou mais de 1.100 trabalhadores migrantes em 2025

As empresas e famílias de Macau contrataram 1.100 trabalhadores migrantes em 2025, segundo dados oficiais ontem divulgados.

De acordo com o Corpo de Polícia de Segurança Pública, no final de Dezembro, Macau tinha 183.679 trabalhadores sem estatuto de residente, mais 1.137 do que no fim de 2024.

A mão-de-obra vinda do exterior, incluindo da China continental, está no valor mais elevado desde Junho de 2020, no início da pandemia de covid-19.

Desde o pico máximo de 196.538, atingido no final de 2019, antes da pandemia, e até Janeiro de 2023, a cidade perdeu quase 45 mil não-residentes, que correspondiam a 11,3 por cento da população activa.

Em Janeiro de 2023, quando acabou o fim da política ‘zero covid’, que esteve em vigor em Macau e na China continental durante quase mais de três anos, Macau tinha menos de 152 mil migrantes, o número mais baixo desde Abril de 2014.

As estatísticas, divulgadas pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, revelam que, desde o fim da política ‘zero covid’, o número de trabalhadores não-residentes aumentou em 31.801.

A principal razão para o crescimento da mão-de-obra migrante em 2025 foram os empregados domésticos, cujo número ultrapassou 28.611 no final de Dezembro, o valor mais elevado desde Março de 2021.

Em todo o ano passado, as famílias de Macau contrataram mais 1.176 empregados domésticos.

A partir de Agosto, a DSAL passou a apresentar de forma separada as estatísticas para os empregados domésticos dos restantes trabalhadores migrantes, não os incluindo na soma total da mão de obra não residente.

3 Fev 2026

Moeda | Associação diz que após lei de troca ilegal crime aumentou

A Associação Profissional de Promotores de Jogo de Macau considera que desde que entrou em vigor a lei que criminalizou a troca ilegal de moeda, em Outubro de 2024, o fenómeno não diminuiu, muito pelo contrário.

Em declarações ao jornal de Hong Kong Ming Pao, o presidente da associação, U Io Hung, destacou que os efeitos da criminalização apenas incidem sobre os meios indirectos de câmbio através de casas de penhores e lojas de mariscos secos. Porém, a troca de yuan, ou outra divisa, por dólares de Hong Kong passaram para as ruas ou para as proximidades das áreas de jogo, como os centros comerciais dos grandes resorts com casinos.

O dirigente associativo acrescentou que a troca ilegal de moeda é uma realidade decorrente do facto de os turistas do Interior da China serem sujeitos ao controlo de saída de capitais quando viajam para Macau, o que limita o montante de dinheiro que trazem. Assim sendo, se quiserem continuar a jogar têm de recorrer a quem troca moeda ilegalmente, combinando a transferência de fundos por dinheiro vivo em locais mais recatados, como quartos de hotel.

U Io Hung salienta o perigo destas actividades passarem para a via pública. “O mais perigoso é que, quando uma pessoa passa perto de casinos pode ser abordada por indivíduos que fazem troca ilegal de moeda. Depois de trocar uma pequena quantia de dinheiro na rua, se a pessoa entra no casino é presa”, indicou.

U Io Hung indicou ainda que, a partir do momento em que as autoridades reforçaram o combate à actividade, as taxas cobradas aos jogadores para câmbios clandestinos aumentaram para 1,65 por cento, quando antes da lei era de 0,04 por cento, e pouco depois da entrada em vigor passou para 1,1 por cento.

 

 

3 Fev 2026

Crime | Apanhado no aeroporto com mais de 4,5 quilos de heroína

A Polícia Judiciária deteve no sábado um homem do Interior da China no aeroporto de Macau suspeito de transportar mais de 4,5 quilogramas de heroína. Segundo as autoridades, a droga apreendida vale 6,38 milhões de patacas no mercado negro

 

No sábado passado, a Polícia Judiciária deteve um indivíduo do Interior da China, com 20 anos de idade, no Aeroporto Internacional de Macau por suspeitas de tráfico de droga. Segundo avançaram ontem as autoridades policiais, o homem trazia na bagagem dois sacos de plástico, com o exterior tingindo por óleo de chilis e café moído, uma táctica usada para ocultar cheiro de estupefacientes. No interior dos sacos estavam 4.559 gramas de heroína, que a Polícia Judiciária indica ter um valor no mercado negro de 6,38 milhões de patacas.

Comentando os materiais que manchavam os sacos onde era transportada a heroína, as autoridades indicaram que a utilização de substâncias com forte cheiro é usada para diluir o cheiro das drogas e escapar à detecção de cães farejadores de droga.

Com a investigação ainda em curso, a Polícia Judiciária referiu que a origem e o destino final da heroína ainda não foram apurados, mas que Macau seria um ponto de passagem. As autoridades ainda desconhecem o envolvimento de mais pessoas suspeitas.

 

Armadilha pronta

Segundo o relato das autoridades, citado pelo canal chinês da Rádio Macau, a Polícia Judiciária recebeu informações de que iria aterrar no aeroporto de Macau, vindo do estrangeiro, um passageiro suspeito de estar a traficar droga.

A operação que conduziu à detenção do jovem desempregado foi montada em conjunto com os Serviços de Alfândega e o Corpo de Polícia de Segurança Pública. O suspeito foi detido quando se preparava para recolher a mala no cinto de bagagem.

Durante a inspecção, os agentes policiais repararam que apesar de estar vazia, a mala apresentava um peso anormalmente excessivo. Como tal, cortaram o forro de tecido da bagagem, onde encontraram os sacos com estupefacientes.

As autoridades apuraram ainda que o suspeito terá sido recrutado por uma organização criminosa que se dedica ao tráfico de droga, e que terá confessado que receberia 5.000 renminbis após a entrega da heroína.

O indivíduo foi encaminhado para o Ministério para a continuação da investigação, suspeito da prática do crime de tráfico de drogas.

A Polícia Judiciária alertou ontem a população para a gravidade do crime de tráfico de drogas, que pode ser punido com pena de prisão até 15 anos, e para não aceitarem transportar encomendas com artigos de origem desconhecida para Macau.

3 Fev 2026

Emprego | Disponibilizadas 142 vagas no sector da restauração

A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) e a Federação da Associação dos Operários de Macau (FAOM) vão organizar três sessões de emparelhamento de emprego que disponibilizam 142 ofertas de emprego, dirigidas principalmente ao sector da restauração. O anúncio foi feito ontem num comunicado na DSAL e as sessões vão acontecer entre 9 e 12 de Fevereiro, com as inscrições a decorrerem entre as 9h de hoje e o meio-dia de 8 de Fevereiro.

As sessões foram justificadas com a intenção de “ajudar a integração laboral dos residentes de Macau com necessidade de emprego o mais breve possível e atenuar a pressão do sector na procura de recursos humanos”.

Na tarde do dia 9 de Fevereiro vai ser realizada a sessão de emparelhamento para o sector de restauração, com as empresas participantes a Bright Luck Gourmet Company Ltd, Café Good Fortune e Good Fortune Kitchen. As posições disponíveis são para emprego para supervisor, chefe, cozinheiro, empregado de serviços de restauração, ajudante de cozinheiro, empregado logístico de armazém, motorista de veículos de mercadorias,

Na manhã do dia 11 de Fevereiro, é realizada a sessão de emparelhamento para a Venetian Macau, com um total de 85 vagas de emprego para gestor de restauração II, chefe de restauração, supervisor de gestão, técnico de chá, cozinheiro I (cozinha chinesa/ocidental), empregado de serviços de restauração, empregado de limpeza de talheres e de utensílios de cozinha.

No dia 12 de Fevereiro, de manhã e à tarde, é realizada uma sessão com a Galaxy”, com um total de 32 vagas de emprego, para assistente de gerente de restauração, supervisor dos serviços de atendimento, chefe da equipa de cozinheiros, agente de recepção e empregado de serviços de restauração.

 

3 Fev 2026

Habitação | 760 fracções entraram no mercado

No quarto trimestre de 2025, seis empreendimentos habitacionais privados obtiveram licença de utilização, o que corresponde a 760 fracções habitacionais. Os dados foram divulgados ontem pela Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana (DSSCU), no âmbito da estatística sobre a construção de empreendimentos.

Além dos prédios que ficaram disponíveis para habitar, estavam em construção ou em fase de vistoria mais 41 empreendimentos habitacionais privados que vão proporcionar 1.671 fracções habitacionais.

Encontram-se ainda em fase de projecto, um total de 70 empreendimentos habitacionais que segundo a DSSCU vão disponibilizar 5.993 fracções habitacionais.

Quanto aos hotéis, no final do ano passado havia três unidades hoteleiras em construção, que vão disponibilizar 204 quartos. Contabilizavam-se ainda 12 hotéis em fase de projecto que se espera acrescentem mais 1.432 quartos à oferta do território.

Em relação aos números do ano passado, registaram-se um total de 1.068 fracções habitacionais a entrar no mercado, depois de receberem licença de ocupação. Foi ainda registado o início das obras de 669 fracções, feitas vistorias em 821 fracções e aprovada a construção de mais 1.458 fracções habitacionais.

Ainda a nível dos hotéis, em 2025 foi concluído um empreendimento que juntou ao mercado mais 2.724 quartos.

 

3 Fev 2026

Construção | Pedido apoio à remoção de obras ilegais

O antigo deputado Wu Chou Kit acredita que a revisão do Regime Jurídico da Construção Urbana vai ser positiva para a sociedade, por promover a actividade económica para as construtoras e contribuir para a renovação da cidade

 

O ex-deputado e engenheiro Wu Chou Kit defende que o Governo subsidie a remoção das construções ilegais. A posição foi tomada pelo presidente da Associação de Engenheiros de Macau, em declarações prestadas ao Jornal do Cidadão, numa altura em que o Governo quer avançar com a revisão do Regime Jurídico da Construção Urbana.

Wu afirma compreender que o plano da revisão passa por incentivar os residentes a avançarem para a demolição das infra-estruturas ilegais de baixo risco.

Contudo, o presidente da associação começou por indicar que não é claro para a população o significado de infra-estruturas de baixo risco, pedindo ao Executivo que avance com esclarecimentos adicionais sobre este aspecto.

Wu Chou Kit defendeu ainda que é benéfico para o desenvolvimento social encurtar o tempo necessário para aprovar as licenças de demolição de obras ilegais e facilitar os procedimentos.

Todavia, de forma a ser mais eficaz, Wu considera que o Governo deve financiar os residentes no esforço de demolição das obras que construíram de forma ilegal. O engenheiro acredita que desta forma os cidadãos vão ser mais “activos” a remover as estruturas ilegais.

Além disso, por uma questão de segurança, o engenheiro vincou a necessidade de a população ouvir as opiniões de profissionais antes de decidir se as obras que pretendem fazer são de baixo risco.

 

Mais negócio

O ex-deputado elogiou ainda a opção do Executivo de avançar com a revisão do Regime Jurídico da Construção Urbana, por considerar que vai criar melhores condições de negócio para as empresas de construção, ao mesmo tempo que promove a segurança pública.

Segundo Wu Chou Kit as alterações que constam no diploma vão permitir que as licenças de construção sejam obtidas mais rapidamente e por meios electrónicos, o que deverá acelerar todo o procedimento. Wu explicou ainda que esta era uma reivindicação antiga do sector privado e que está de acordo com as políticas de aposta na governação electrónica.

Finalmente, o engenheiro elogiou as alterações ao Regime Jurídico da Construção Urbana por irem tornar mais fácil a realização de obras nas zonas protegidas da cidade, com a dispensa de licenças de construção. Segundo Wu, quanto mais fácil for construir naqueles locais e mais se afastar a necessidade de licenças, mais fácil será levar a cabo o plano de revitalização das zonas antigas, e ao mesmo tempo haverá também mais oportunidades de negócio para as construtoras. Este foi um aspecto que o ex-deputado afirmou ter vantagens para todos.

3 Fev 2026

MBC Show! nCH nega quebras contratuais e desvio de fundos

A empresa da Coreia do Sul considera que as acusações da CQ (Macau) sobre as repetidas “violações graves do contrato” e desvio de fundos são falsas. Segundo a nCH, a justificação da CQ (Macau) para o cancelamento do festival em Macau não corresponde à realidade

 

A nCH Entertainment recusa as acusações de ter cometido “repetidamente graves violações do contrato” e desviado fundos no âmbito da organização do festival MBC Show! Music Core in Macau. Foi desta forma que a empresa da Coreia do Sul reagiu a um comunicado da Companhia de Entretenimento e Comunicação Cultural (Macau) CQ sobre o cancelamento do evento.

O festival com grupos de pop coreano estava originalmente agendado para os dias 7 e 8 de Fevereiro, no Local de Espectáculos ao Ar Livre. Contudo, acabou cancelado, devido a “circunstâncias locais”, depois de terem começado a surgir notícias na Coreia do Sul a indicar que as autoridades de Macau não estavam a autorizar a entrada de artistas japoneses no território para fins profissionais.

Face ao cancelamento, a CQ (Macau), envolvida na organização, emitiu um comunicado a acusar as empresas coreanas nCH Entertainment e Storypeak de falhas contratuais, desvio de fundos e ocultação de informação sobre o financiamento do evento.

Ao HM, a nCH Entertainment nega as acusações: “Como organizadora inicial deste evento, a nCH Entertainment sente uma forte responsabilidade pelo cancelamento do espectáculo. No entanto, gostaríamos de esclarecer que as alegações feitas pela CQ na sua declaração — nomeadamente, que a nCH cometeu ‘repetidas violações do contrato e apropriação indevida de fundos’ — não são verdadeiras”, afirmou a empresa, através a resposta a perguntas enviadas por email. “Agradecemos sinceramente os esforços da CQ e dos nossos parceiros locais em Macau na preparação deste evento e reconhecemos que as falhas da nCH também contribuíram para o infeliz resultado que levou ao cancelamento do concerto”, foi acrescentado.

Além de negar as acusações, a empresa da Coreia do Sul explicou ao HM que nunca assinou qualquer contrato com a CQ (Macau), com quem também não teve comunicações directas. A nCH Entertainment admitiu ainda só ter tido conhecimento do comunicado público da empresa de Macau, depois de ter sido contactada pelo HM.

 

Sem base nos factos

No comunicado da semana passada, a CQ (Macau) afirmou que “a razão fundamental para o cancelamento é que os direitos do espectáculo foram concedidos a organizadores coreanos sem capacidade para cumprir as suas obrigações contratuais, nomeadamente a ‘nCH Entertainment’ e a ‘STORYPEAK’”.

Esta versão é igualmente recusada pela empresa coreana: “as razões citadas pela CQ para o cancelamento do evento, especificamente aquelas que atribuem culpa à nCH, não se baseiam em factos”, foi apontado. “Caso essas alegações não sejam corrigidas, vamos considerar tomar medidas legais para esclarecer a verdade”, foi vincado.

Apesar de recusar as razões apontadas pela CQ (Macau), a nCH não revelou os motivos que levaram ao cancelamento.

 

O elefante na sala

O cancelamento de espectáculos em Macau com artistas japoneses não é novo, e a Companhia de Entretenimento e Comunicação Cultural (Macau) CQ esteve envolvida em ocorrências anteriores.

O primeiro cancelamento a envolver a CQ aconteceu em Dezembro do ano passado, quando a empresa anunciou que o concerto em Macau do grupo Hi-Fi Un!corn não seria realizado devido a “circunstâncias imprevisíveis”. Os Hi-Fi Un!corn são um grupo de rock com membros da Coreia do Sul e do Japão.

A justificação para a não realização do evento foi a existência de “circunstâncias imprevisíveis”, que foi igualmente utilizada em Xangai, quando o Interior começou a cancelar as actuações dos artistas japoneses.

Os cancelamentos na China, com excepção de Hong Kong, surgiram depois de Takaichi Sanae, primeira-ministra do Japão, ter comentado a possibilidade de uma intervenção japonesa num eventual conflito armado entre o Interior e Taiwan. Em Macau, após as declarações, foram cancelados os concertos das artistas japonesas Ayumi Hamasaki e Mika Nakashima e também dos grupos Nexz e Hi-Fi Un!corn, integrados por alguns membros japoneses.

No dia 25 de Janeiro, o HM entrou em contacto com Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), os Serviços de Economia, Direcção de Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), Serviços de Alfândega e Instituto Cultural (IC) para obter reacções às informações que circulavam na Coreia do Sul, mas até agora não obteve qualquer resposta. Anteriormente, o IC recusou ter qualquer ligação com os cancelamentos.

3 Fev 2026

Zona A | Moradores queixam-se de ambiente provocado por obras

Os residentes das novas habitações na Zona A dos Novo Aterros queixam-se dos vários problemas causados pelo facto de grande parte do aterro ainda ter obras em curso. Os lamentos foram relatados ao jornal Ou Mun.

Segundo o jornal Ou Mun, uma residente que mora no edifício Tong Seng, de apelido Chan, apontou que vários estaleiros de obras operam todo o dia e sem parar. Por isso, a moradora deixou a esperança que as autoridades adoptem medidas para reforçar a redução de ruído e de poeiras, com vista a reduzir o impacto junto dos residentes na zona.

Outra residente, moradora no edifício Tong Kai, de apelido Leong, apontou que apesar de o Governo já ter anunciado a circulação de autocarros com percursos provisórios na Zona A, a oferta é insuficiente e que se espera que os transportes públicos melhorem o mais rapidamente possível.

Leong pede a diversificação das carreiras de autocarros com a inclusão de mais bairros comunitários.

Já um residente do edifício Tong Chong, de apelido Chao, observou que quando há vento se sentem no ar o pó e a areia das obras, o que conjugado com o facto de as zonas verdes não estarem totalmente pavimentadas causa elevados níveis de poluição do ar.

Chao também criticou a falta contentores de lixo públicos nos aterros, que resulta na acumulação de lixo nas ruas, como pontas de cigarro e embalagens de comida. Este residente indicou ainda que os moradores do edifício Tong Chong têm enfrentado problemas com as fracções, como o facto de haver pregos expostos, e de terem sido registadas quedas de cimento ou da pintura das paredes.

2 Fev 2026

Jogo | Receitas com subida anual de 24% para 22,63 mil milhões

Em termos mensais, em Janeiro, as receitas dos casinos apresentaram um crescimento de 8,4 por cento. Os números foram divulgados ontem pela DICJ e superam as expectativas dos analistas

 

As receitas do jogo registaram em Janeiro um aumento mensal de 8,4 por cento e anual de 24 por cento, de acordo com dados anunciados ontem, que superam as previsões de analistas.

Os casinos do território arrecadaram 22,633 mil milhões de patacas em Janeiro, contra 18,254 mil milhões de patacas no mesmo mês de 2025, de acordo com dados da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) de Macau.

Em Dezembro do ano passado, as receitas brutas dos casinos tinham totalizado 20,888 mil milhões de patacas.

Com excepção das receitas de Outubro do ano passado, que ultrapassaram ligeiramente os 24 mil milhões de patacas, as receitas de Janeiro deste ano são as mais elevadas desde 2020, altura do início da pandemia.

Em 26 de Janeiro, analistas do banco JP Morgan previram “um crescimento da receita bruta de jogo de Janeiro entre 15 por cento e 20 por cento em relação ao ano anterior, provavelmente mais próximo do limite superior desse intervalo”.

Numa nota, os analistas DS Kim, Selina Li e Lindsey Qian projectaram que as receitas dos casinos de Macau vão subir “cerca de 13 por cento nos dois primeiros meses de 2026 e no primeiro trimestre”.

Janeiro e Fevereiro são normalmente épocas altas do jogo, dependendo da altura em que decorre o Ano Novo Lunar, que traz milhões de turistas a Macau e que também é uma época tradicional de jogo, mesmo entre os residentes. Esta é a única altura do ano em que os funcionários públicos podem jogar de forma legal.

Expectativas moderadas

No mesmo dia, a BMI, parte do grupo da agência de notação financeira Fitch Ratings, apontou para “um crescimento moderado, de um dígito, baixo a médio” das receitas do jogo em todo o ano de 2026.

As receitas dos casinos de Macau atingiram no ano passado 247,4 mil milhões de patacas, um aumento de 9,1 por cento em comparação com o ano anterior.

Capital mundial do jogo, Macau é o único local na China onde o jogo em casino é legal. Operam no território seis concessionárias, MGM, Galaxy, Venetian, Melco, Wynn e SJM, que renovaram, em Dezembro de 2023, o contrato de concessão para os dez anos seguintes e que entrou em vigor em 1 de Janeiro de 2024.

2 Fev 2026

Economia | PIB cresce 4,7 por cento em 2025

O Produto Interno Bruto (PIB) de Macau cresceu 4,7 por cento em 2025, sobretudo devido ao “crescimento exponencial” do benefício económico dos serviços, graças ao aumento do número de visitantes, anunciaram as autoridades.

Os dados preliminares divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelam uma desaceleração, uma vez que o PIB do território tinha crescido quase o dobro em 2024: 8,8 por cento.

A economia de Macau – dominada pelo turismo – começou o ano passado a encolher 1,3 por cento no primeiro trimestre, a primeira queda do PIB desde o final de 2022, altura em que a região vivia em plena pandemia.

Depois da queda entre Janeiro e Março, a economia da cidade cresceu 5,1 por cento no segundo trimestre, 8 por cento no terceiro e 7,6 por cento entre Outubro e Dezembro, referiu a DSEC, em comunicado.

O PIB de Macau manteve no último trimestre “uma tendência de crescimento estável e progressivo, dado que as exportações de serviços continuaram a ter crescimento exponencial”, acrescentou.

A DSEC sublinhou o “aumento notável do número de visitantes”, que justificou com a realização “de vários eventos de grande envergadura” e com “uma série de medidas do Governo” para atrair mais turistas.

2 Fev 2026

Hotelaria | Confirmado recorde de hóspedes no ano passado

Os estabelecimentos hoteleiros de Macau fixaram um novo recorde em 2025, com quase 14,6 milhões de hóspedes, mais 1 por cento do que o anterior máximo, atingido no ano anterior, foi sexta-feira anunciado.

De acordo com dados oficiais da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), os hotéis e pensões da região acolheram mais pessoas, apesar de o número de quartos ter caído para 45 mil no final de Dezembro, menos 200 do que um mês antes.

A ocupação média dos estabelecimentos hoteleiros de Macau aumentou 3,1 pontos percentuais para 89,4 por cento, o valor mais elevado desde 2019, antes da pandemia.

No final de Dezembro, o território tinha 147 hotéis e pensões, mais um do que no ano passado e o número mais elevado desde que a DSEC começou a compilar estes dados, em 1997.

Um factor que terá ajudado os hotéis a encher os quartos foi um corte de 3,5 por cento, para 1.353 patacas, nos preços médios em 2025, de acordo com dados da Associação de Hotéis de Macau, que reúne 48 estabelecimentos locais.

Segundo o relatório, divulgado pela Direcção dos Serviços de Turismo na semana passada, a descida deveu-se sobretudo aos hotéis de cinco estrelas, cujo preço médio caiu 5 por cento, para 1.514 patacas.

No caso de Dezembro, os preços médios dos quartos caíram ainda mais, 4,7 por cento, para 1.392 patacas, em comparação com igual mês de 2024, também devido a uma diminuição de 6,2 por cento, para 1.552 patacas, nos hotéis de cinco estrelas.

2 Fev 2026

DSEC | Desemprego a crescer após fecho de ‘casinos-satélite’

A construção foi a área onde o desemprego mais cresceu, ao contrário do sector do jogo, onde se contrataram mais pessoas, apesar do encerramento dos casinos. As concessionárias prometeram manter os trabalhadores residentes dos espaços encerrados

 

A taxa de desemprego em Macau aumentou, pela primeira vez em seis meses, para 1,8 por cento, entre Outubro e Dezembro, foi sexta-feira anunciado, após o encerramento de dez ‘casinos-satélite’.

De acordo com a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), o indicador subiu 0,1 pontos percentuais em comparação com o período entre Setembro e Novembro, com o número de desempregados a crescer em cerca de 100, para 6.800.

Ainda assim, a taxa representa menos de metade do registado no terceiro trimestre de 2022 (4 por cento), o valor mais alto desde 2006, numa altura em que Macau vivia em plena crise económica causada pela pandemia de covid-19.

A recuperação motivada pelo fim da política ‘zero covid’, que esteve em vigor em Macau e na China continental durante quase mais de três anos, levou o desemprego a cair para 1,6 por cento entre Novembro de 2024 e Janeiro de 2025, um mínimo histórico desde que a DSEC começou a recolher dados sobre o desemprego em Macau, em 1992, ainda antes da transição de administração do território, de Portugal para a China.

O principal responsável pelo aumento do desemprego foi o sector da construção, que despediu cerca de 2.300 pessoas.

Pelo contrário, a mão-de-obra nos casinos – o maior empregador privado de Macau – aumentou em cerca de 900, apesar do encerramento até ao final de 2025 de dez ‘casinos-satélite’, onde trabalhavam cerca de 5.600 residentes.

Os ‘casinos-satélite’, sob a alçada das concessionárias, são geridos por outras empresas, sendo uma herança da administração portuguesa e que já existia antes da liberalização do jogo no território, em 2002.

Os dias do fim

Quando a legislação que regula os casinos foi alterada, em 2022, estabeleceu-se o final de 2025 como data limite para terminar a actividade destes espaços de jogo.

Macau é a capital mundial do jogo e o único local na China onde o jogo em casino é legal. Operam na região seis concessionárias de casinos, cujo contrato de concessão, válido por 10 anos, entrou em vigor em 1 de Janeiro de 2023.

As três concessionárias que tinham a tutela dos ‘casinos-satélite’ prometeram garantir, em outros espaços de jogo, o emprego dos funcionários com estatuto de residente em Macau e directamente contratados pelas empresas.

Já os outros trabalhadores locais, foram “convidados a candidatarem-se a vagas relacionadas” dentro do grupo, “com prioridade para contratação” e com condições iguais às que tinham, referiu uma das operadoras, a SJM, fundada pelo falecido magnata Stanley Ho (1921-2020).

A reguladora dos casinos, a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos prometeu cooperar com a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais para assegurar o cumprimento das garantias dadas pelas concessionárias, nomeadamente “a recolocação de todos os referidos trabalhadores”.

2 Fev 2026

MBC Show! | CQ acusa parceiras de desvio de fundos e falhas contratuais

Apesar das acusações da empresa de Macau CQ, não é dado como certo que o caso avance para os tribunais. A CQ recusou que o cancelamento do Festival MBC Show! Music Core in Macau tenha acontecido devido a “circunstâncias locais”, mas ignorou as acusações de que as autoridades de Macau estão a negar vistos de trabalho para artistas japoneses

 

Após o cancelamento do festival MBC Show! Music Core in Macau, o organizador local veio a terreiro recusar que o cancelamento se justifique com “circunstâncias locais”. A Companhia de Entretenimento e Comunicação Cultural (Macau) CQ acusa as parceiras coreanas de se apropriarem de fundos e violarem os contratos para o espectáculo. Contudo, a empresa local ignora totalmente a questão de as autoridades de Macau estarem a recusar vistos de trabalho aos artistas japoneses.

O festival com grupos de pop coreano estava originalmente agendado para os dias 7 e 8 de Fevereiro, no Local de Espectáculos ao Ar Livre. Contudo, nas últimas semanas, sugiram várias notícias nos meios de comunicação da Coreia do Sul a indicar que o evento estava em risco, porque as autoridades de Macau não estão a autorizar a entrada para fins profissionais de artistas japoneses.

No entanto, a empresa CQ (Macau) veio agora negar que o cancelamento se tenha ficado a dever a “circunstâncias locais”. A CQ acusa antes as empresas coreanas NCh Entertainment e Storypeak de violarem os contratos assinados.

“No comunicado a anunciar o cancelamento, a MBC afirmou que a causa era atribuível a ‘circunstâncias locais’. A este respeito, temos de emitir um esclarecimento com base nos factos: esta afirmação é totalmente inconsistente com a realidade”, começar por posicionar-se a empresa local. “A razão fundamental para o cancelamento é que os direitos do espectáculo foram concedidos a organizadores coreanos sem capacidade para cumprir as suas obrigações contratuais, nomeadamente a ‘nCH Entertainment’ e a ‘STORYPEAK’”, foi acrescentado.

A empresa que tem como administradores Ng Sao In e Mui Chong Lam vai mais longe e indica que “a nCH Entertainment cometeu repetidamente graves violações do contrato e desviou fundos, enquanto a STORYPEAK ocultou informações relativas ao financiamento e ao andamento do projecto e induziu fraudulentamente certos parceiros a adiantar pagamentos em seu nome”.

A CQ indica que o desvio dos fundos congelou toda a logística do evento, que impediu que este fosse realizado nos dias previstos.

O HM contactou a empresa nCH Entertainment para obter uma reacção às acusações, mas até ao fecho da edição não recebeu qualquer resposta.

Processo? Talvez não

Apesar das acusações de desvio de fundos, a CQ não dá como certa a instauração dos procedimentos legais contra as empresas nCH Entertainment e STORYPEAK. “Lamentamos profundamente e estamos insatisfeitos pelo facto de o evento não ter podido ser realizado com sucesso, e apresentamos as nossas sinceras desculpas a todos os fãs, artistas e parceiros que estavam ansiosos por ele”, foi indicado. “Ao mesmo tempo, reservamo-nos o direito de prosseguir a responsabilidade legal contra as partes infractoras pelas perdas decorrentes deste assunto”, foi acrescentado.

A confirmação do cancelamento o festival chegou na semana passada, com a empresa MBC a justificar o desfecho com as “condições locais” de Macau, e a indicar que iria procurar organizar o evento no futuro quando se registassem “condições mais estáveis”. A posição da MBC, citada pelos órgãos de comunicação social da Coreia do Sul, também não comentava directamente o bloqueio das autoridades de Macau a artistas japoneses, apesar da informação ter circulado nas semanas anteriores.

História repete-se

O cancelamento de espectáculos em Macau com artistas japoneses não é novo. E esta também não é a primeira vez que a Companhia de Entretenimento e Comunicação Cultural (Macau) CQ está envolvida.

O primeiro cancelamento a envolver a CQ aconteceu em Dezembro do ano passado, quando a empresa anunciou que o concerto em Macau do grupo Hi-Fi Un!corn não seria realizado devido a “circunstâncias imprevisíveis”. Os Hi-Fi Un!corn são um grupo de rock com membros da Coreia do Sul e do Japão.

A justificação para a não realização do evento foi a existência de “circunstâncias imprevisíveis”, que foi igualmente utilizada em Xangai, quando o Interior começou a cancelar as actuações dos artistas japoneses.

Os cancelamentos na China, com excepção de Hong Kong, surgiram depois de Takaichi Sanae, primeira-Ministra do Japão, ter comentado a possibilidade de uma intervenção japonesa num eventual conflito armado entre o Interior e Taiwan. Em Macau, após estas declarações, foram cancelados os concertos das artistas japonesas Ayumi Hamasaki e Mika Nakashima. Também os grupos Nexz e Hi-Fi Un!corn, que integram artistas com nacionalidade japonesa foram cancelados.

No dia 25 de Janeiro, o HM entrou em contacto com Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), os Serviços de Economia, Direcção de Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), Serviços de Alfândega e Instituto Cultural (IC) para obter reacções às informações que circulavam na Coreia do Sul, mas até agora não obteve qualquer resposta. No entanto, anteriormente, o IC recusou ter qualquer ligação com os cancelamentos.

2 Fev 2026

Ensino | Escolas com falta de conselheiros pedagógicos

O director da Escola Choi Nong Chi, Vong Kuoc Ieng, alertou para a perda de conselheiros pedagógicos nas escolas, que se está a agravar nos últimos anos e que implica alguns dos trabalhadores mais experientes. Em declarações ao jornal Ou Mun, o responsável explicou que os serviços de aconselhamentos dos alunos nos campus estão ameaçados.
Em declarações ao jornal Ou Mun, o responsável explicou os conselheiros pedagógicos orientam os alunos, dão apoio emocional aos estudantes e orientações a nível da saúde e do percurso escolar. Estes conselheiros, organizam ainda palestras e encontros temáticos com os encarregados de educação.
No entanto, Vong Kuoc Ieng apontou que os conselheiros pedagógicos tendem a deixar a área, depois de alguns anos, para se tornarem professores, ingressarem na função pública ou mudarem-se para outras áreas profissionais.
O director da escola afirmou que esta rotatividade tem impacto nos estabelecimentos de ensino e que se estão a perder bons profissionais. O problema é mais grave, porque tem impacto nas crianças que são acompanhadas e que muitas vezes, depois de trabalharem com um conselheiro, não se conseguem adaptar a uma nova pessoa.
Vong Kuoc Ieng lamentou também o processo demorado na formação de conselheiros pedagógicos e que, não raras vezes, algum tempo depois, estes deixem a profissão, o que disse ser frustrante.
Face a estas dificuldades, o responsável pediu a criação de uma carreira para esta classe e defendeu que deve haver aumentos dos salários, para acabar com o ciclo vicioso de abandono.

1 Fev 2026

Vírus Nipah | Governo apela à calma e prepara medidas de prevenção

“Em relação aos recentes casos de infecção pelo vírus Nipah registados no Bengala Ocidental, Leste da Índia, os Serviços de Saúde têm prestado estreita atenção à situação local. Até ao momento, a situação epidemiológica ainda se limita ao local, pelo que se apela aos residentes para não entrarem em pânico.” Foi desta forma que o Governo pediu calma à população, em relação ao surto do vírus, extremamente contagioso, que se alastra na Índia, e que está a trazer recordações dos primeiros tempos da covid-19.
Apesar de apelar à calma, os Serviços de Saúde (SS) garantem ter reforçado medidas de prevenção, como a “avaliação e exame médico nos postos fronteiriços para indivíduos com historial de viagem relevante e que apresentam sintomas, aumento da capacidade de detecção do vírus, preparação das instalações de isolamento, assim como planos de tratamento médico”.
Com os planos de prevenção e controlo a prontos, as autoridades de saúde organizaram na quarta-feira um colóquio, que contou com a participação de mais de uma centena de pessoas, entre representantes de associações de saúde e organizações e instituições sem fins lucrativos que prestam serviços médicos. O objectivo foi aumentar a vigilância do sector da saúde relativamente a infecções pelo vírus Nipah, a sua detecção precoce e a comunicação de casos suspeitos

Tão longe e tão perto
Durante o colóquio, o director dos SS, Alvis Lo, referiu que apesar da distância entre a Índia e Macau, a normal circulação de pessoas e a conveniência do transporte internacional não só aproximam regiões, como tornam doenças de elevado grau contágio num problema global.
Para já, o Governo reforçou a “linha de defesa” nas fronteiras, com orientações para o “envio de casos suspeitos detectados nos postos fronteiriços para avaliação hospitalar”. Foram também afixados nos átrios de entrada dos postos fronteiriços “avisos sobre a declaração voluntária de saúde por parte de viajantes assintomáticos com histórico de permanência ou contacto relevante”.
As autoridades de saúde indicam manter “uma comunicação estreita com o sector de aviação civil de Macau”, para sensibilizar o pessoal da linha da frente em relação a infeções por vírus Nipah e notificar atempadamente os casos suspeitos.
A reserva de reagentes de teste e equipamentos de protecção individual também está entre as prioridades do Governo, assim como o reforço da divulgação pública.
O vírus Nipah constitui um agente zoonótico potencialmente fatal, identificado em 1999. Nos últimos 20 anos, foram registados vários casos de infecção humana no Bangladesh e na Índia. As autoridades desaconselharam também deslocações às regiões afectadas.

1 Fev 2026

Sands China | Lucros caiem 14,2 por cento em 2025

A operadora de casinos Sands China anunciou lucros de 901 milhões de dólares em 2025, menos 14,2 por cento do que no ano anterior. A empresa tinha terminado 2024 com lucros de 1,05 mil milhões de dólares, um aumento de 50,9 por cento.
A Sands terminou o ano passado com uma queda homóloga de 10,1 por cento dos lucros nos últimos três meses, invertendo uma subida homóloga de 1,5 por cento no terceiro trimestre. A operadora tinha registado descidas de 13 por cento e 32 por cento nos lucros no primeiro e segundo trimestres, respectivamente.
Os lucros encolheram apesar de as receitas dos cinco casinos da Sands em Macau terem subido 5,1 por cento em 2025, para 7,44 mil milhões de dólares.
O aumento homólogo das receitas foi ainda maior no último trimestre, 16,4 por cento, para 2,05 mil milhões de dólares.
Com as receitas a subir, a Sands China registou lucros operacionais de 608 milhões de dólares no último trimestre de 2025, uma subida de 6,5 por cento em termos anuais.
Mas no total do ano passado, os lucros operacionais do grupo encolheram 0,86 por cento, para 2,31 mil milhões de dólares.

Custos da NBA
Numa teleconferência com investidores, o presidente da Sands China, Grant Chum Kwan Lock, referiu que as despesas da empresa aumentaram no quarto trimestre, devido aos dois jogos de pré-época da liga norte-americana de basquetebol (NBA).
Os dois jogos, em 10 e 12 de Outubro, trouxeram a Macau as equipas dos Brooklyn Nets e dos Phoenix Suns e encheram a Venetian Arena, propriedade da Sands China, que tem capacidade para 14 mil pessoas.
Foram os primeiros jogos da NBA na China depois de seis anos de ruptura.
Em 9 e 11 de Outubro de 2026, os Houston Rockets irão defrontar, no mesmo local, os Dallas Marevicks, cujo dono é Patrick Dumont, director executivo da empresa-mãe da Sands China, a norte-americana Las Vegas Sands (LVS).
O presidente da LVS, Robert Goldstein, recordou que a operadora fez um “compromisso de uma década de realizar investimentos que reforcem a atractividade de Macau para o turismo de negócios e lazer e apoiem o seu desenvolvimento como um centro mundial”.
“Continuamos entusiasmados com as nossas oportunidades de alcançar crescimento tanto em Macau como em Singapura, nos próximos anos”, notou Goldstein, citado num comunicado da Sands China.
A empresa é uma das seis concessionárias de casinos que operam na região chinesa e cujo contrato de concessão, válido por 10 anos, entrou em vigor em 1 de Janeiro de 2023.
A Sands China fez investimentos totais no valor de 274 milhões de dólares entre Outubro e Dezembro, incluindo 121 milhões de dólares em Macau.

1 Fev 2026

Tabaco e álcool | Infracções aumentaram quase 28% em 2025

As infracções à lei de controlo do tabaco e álcool aumentaram 27,9 por cento no ano passado, face a 2024, com quase 5.500 violações da lei detectadas, a larguíssima maioria incindindo em fumadores. As autoridades atribuem a subida à optimização das inspecções e ao aumento do fluxo de turistas em 2025

 

No ano passado, o número de infracções à lei de controlo do tabaco e álcool aumentaram mais de um quarto, 27,9 por cento, face os casos detectados em 2024, para um total de 5.474 casos, mais 1.194 em termos anuais.

A esmagadora maioria das violações da lei foram cometidas por fumadores, com 5.008 casos, mais 1.064 face a 2024, um aumento de 27 por cento, o que significa uma média diária superior a 15 multas por dia. Aliás, em todas as categorias relativas ao combate ao tabagismo 2025 foi um ano de crescimento em todas as vertentes.

Os casos de pessoas apanhadas a atravessar a fronteira para entrar em Macau com cigarros electrónicos mais que duplicou face a 2024 (+102,6 por cento) para um total de 316 casos.

Em relação aos locais onde é proibido fumar, os mais frequentes continuam a ser os casinos, onde foram identificados 1.111 casos, seguidos por restaurantes (780 casos) e finalmente parques, jardins e espaços recreativos com 414 casos identificados no ano passado.

 

Sempre a subir

Os Serviços de Saúde (SS) atribuem “o aumento dos casos de fumo ilegal a uma conjugação de factores, incluindo a contínua optimização dos métodos de inspecção, assim como a sua frequência”. Para dar uma ideia da dimensão da caça ao fumador, em 2025 foram realizadas mais de 240.700 inspecções ao consumo ilegal de tabaco, o que dá uma média de quase 600 inspecções diárias.

Outro dado que fez subir as estatísticas, de acordo com as autoridades, foi o aumento de turistas que visitaram Macau em 2025. O número de turistas apanhados a violar as leis de controlo do tabaco aumentou 48 por cento, de 2.063 casos em 2024, para 3.050 no ano passado. Os SS justificam também a subida de infracções com a falta de capacidade para cumprir as responsabilidades estabelecidas pela lei de controlo do tabaco.

Os esforços do Governo para apertar o cerco ao tabagismo e consumo de álcool envolvem a cooperação de vários departamentos e serviços públicos. No caso do controlo do tabagismo, o território é inspeccionado por pessoal dos Serviços de Saúde, Corpo de Polícia de Segurança Pública, Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos e Serviços de Alfândega.

Em relação ao controlo do consumo de álcool, as autoridades detectaram no ano passado apenas 16 casos, seis dos quais relativos à venda de bebidas alcoólicas a menores, ou a permitir o seu consumo.

As restantes infracções relacionaram-se com a falta de sinalização da proibição de bebidas alcoólicas a menores, ou de identificação destes produtos nos espaços comerciais.

29 Jan 2026