Hoje Macau Manchete SociedadeÉbola | Alerta para viagens à República Democrática do Congo A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) lançou um alerta a aconselhar os residentes de Macau “para evitarem, sempre que não seja estritamente necessário, deslocar-se à República Democrática do Congo (também conhecida como Congo-Kinshasa)”. O alerta foi justificado pelo facto de a Organização Mundial da Saúde ter classificado o surto da doença por vírus Ébola na República Democrática do Congo e no Uganda como uma Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional, existindo a tendência de propagação do surto na República Democrática do Congo. A entidade liderada por Helena de Senna Fernandes acrescentou que “os residentes de Macau que se encontram naquele destino devem acompanhar de perto a evolução do surto, reforçar a sua consciência de prevenção e adoptar as devidas medidas de protecção individual. Mais de 900 casos suspeitos ou confirmados na RDCongo Os casos suspeitos ou confirmados de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) ascendem a mais de 900, incluindo 101 em que a presença do vírus foi identificada em laboratório, alertou ontem a Organização Mundial da Saúde (OMS). O director-geral da agência, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou as dificuldades em lidar com o surto na província de Ituri, epicentro da crise, onde uma em cada quatro pessoas necessita de assistência humanitária e uma em cada cinco é deslocada interna. “A violência está a obrigar as pessoas a fugir, incluindo profissionais de saúde e humanitários, o que está a dificultar gravemente os esforços para alargar o rastreio de contactos do Ébola e identificar as infecções com antecedência suficiente para prestar apoio”, sublinhou. Até à data, foram registadas 204 “mortes prováveis” devido à epidemia declarada em 15 de Maio, informou no sábado o Governo congolês. Angola, que faz fronteira com a RDCongo, está entre os 10 países africanos que correm o risco de ser afectados pelo vírus Ébola, além RDCongo e do Uganda, alertou no sábado a agência de saúde Africa CDC. As crises de longa data no leste da RDCongo, que tornaram a região palco de um dos piores desastres humanitários do mundo, afectam a resposta ao Ébola por vários motivos. Por um lado, a região enfrenta uma ameaça constante de violência. O leste da RDCongo tem sido palco de violência por parte de dezenas de grupos rebeldes distintos há anos, alguns deles com ligações a países estrangeiros ou ao Estado Islâmico(EI). Por outro lado, os rebeldes do grupo armado Movimento 23 de Março (M23), alegadamente apoiados pelo Ruanda, controlam partes da região e, embora o Governo da RDCongo ainda controle em grande parte a província de Ituri, no nordeste, que é o epicentro do surto de Ébola, esse controlo é frágil. Surtos habituais A RDCongo é regularmente afectada por surtos e epidemias do vírus Ébola, que se transmite através do contacto directo com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas ou animais infectados e provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas. A actual epidemia corresponde a uma nova estirpe do Ébola, para a qual não existe vacina e cuja taxa de mortalidade varia entre 30 por cento e 50 por cento, segundo a OMS. O Ébola provoca uma febre hemorrágica mortal, mas o vírus, que causou mais de 15 mil mortes em África nos últimos 50 anos, é menos contagioso do que a covid-19 ou o sarampo. Na ausência de vacina e de tratamento aprovado contra a estirpe Bundibugyo do vírus, responsável pela epidemia actual, as directrizes de contenção assentam essencialmente no cumprimento das medidas de prevenção sanitária e na detecção rápida dos casos.
Hoje Macau Manchete SociedadeTurismo | Mais de 14,6 milhões de visitantes em quatro meses Mais de 14,6 milhões de pessoas visitaram Macau nos primeiros quatro meses de 2026, um registo recordista. O fluxo crescente de turistas alargou-se a Maio. Só no sábado e domingo, entraram em Macau mais de 300 mil visitantes Macau registou a entrada de mais de 14,65 milhões de visitantes nos primeiros quatro meses do ano, mais 13,1 por cento do que em igual período em 2025, no que consiste um recorde histórico para o período em análise. Nos quatro primeiros meses de 2026, o número de entradas de visitantes na RAEM totalizou 14.655.300, segundo os dados divulgados na sexta-feira pela Direcção de Serviços de Estatística e Censos (DSEC), que divide a cifra em entradas de excursionistas (9.103.273) e de turistas (5.552.027), cujo crescimento foi de 20,1 e 3,3 por cento, respectivamente. Nos quatro primeiros meses do ano, o número de entradas de visitantes internacionais foi de 1.009.892, mais 10,7 por cento, face ao período homólogo de 2025, sendo que o período médio de permanência dos visitantes (1,0 dias) diminuiu 0,1 dias, face aos quatro primeiros meses de 2025, e o dos turistas (2,2 dias) desceu 0,1 dias. Durante o mês de Abril, especificamente, o número de entradas de visitantes foi de 3.441.396, mais 11,3 por cento, em termos anuais, um registo que composto por entradas de excursionistas (2.095.953) e de turistas (1.345.443), que aumentaram 19,4 e 0,6 por cento, respectivamente. Já o período médio de permanência dos visitantes (1,0 dias), diminuiu 0,1 dias, face a Abril de 2025, e o dos turistas (2,3 dias) manteve-se, informou a DSEC. Quem é quem Em termos de origens de visitantes, no mês de referência, o número de entradas de visitantes do Interior da China fixou-se em 2.405.286, mais 13,1 por cento, em termos anuais. O número de visitantes provenientes de Hong Kong (680.521) e de Taiwan (101.453) aumentaram 3,1 e 32,2 por cento no mês em análise. As entradas de visitantes internacionais totalizaram 254.136, mais 10,5 por cento, em termos anuais, lideradas por turistas das Filipinas (51.544), Coreia do Sul (40.603) e Tailândia (29.008), com subidas de 19,6, 9,1 e 41,8 por cento, face a Abril de 2025. Em relação aos visitantes de longa distância, o número de entradas de visitantes dos Estados Unidos da América (15.299) aumentou 13,9 por cento, face a Abril do ano anterior, sublinham os serviços. Além dos números da DSEC para os primeiros quatro meses de 2026, o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) anunciou ontem que o número de travessias registadas nos postos fronteiriços (nos dois sentidos), desde o início do ano, ultrapassou 100 milhões. A marca antecipou o registo do ano passado em 14 dias, segundo a contabilidade do CPSP. Somando os registos de sábado e domingo, as autoridades revelam que mais de 300 mil visitantes entraram em Macau nos dois dias, com destaque para sábado quando as entradas chegaram quase às 160 mil. Turismo | Associação espera mais visitantes fora de Guangdong Leng Sai Vai, presidente da Associação de Federação da Indústria e Comercial de Turismo de Macau, disse ao jornal Ou Mun que as autoridades devem procurar captar visitantes de alta qualidade, ou seja, de zonas mais afastadas de Guangdong, que possam permanecer e fazer compras em Macau, e não apenas buscar um maior número de turistas. Segundo o jornal Ou Mun, o responsável citou os dados dos turistas relativos a Abril e também dos primeiros quatro meses do ano, que revelam um aumento consecutivo, argumentando que estes resultam das políticas de facilitação de visitas dos cidadãos do interior da China para Macau aprovadas pelo Governo Central. Porém, Leng Sai Vai destacou que como a maioria dos turistas oriundos da região do delta do rio das pérolas não pretende pernoitar em Macau, fica difícil que o consumo local atinja valores mais elevados. Desta forma, o responsável acredita que o Governo deve reforçar as actividades de promoção turística em zonas mais afastadas da província de Guangdong e até noutras províncias chinesas, pois a face à distância maior, será também maior a probabilidade de os visitantes pernoitarem no território. O dirigente associativo recordou ainda que o parque de estacionamento do Posto Fronteiriço da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau tem cerca de três mil vagas para turistas de Hong Kong, mas a taxa de ocupação não é alta. Assim, o Governo poderia permitir que esses lugares fossem ocupados por carros com matrícula do Interior da China para um melhor aproveitamento dos recursos públicos. Ao mesmo tempo, tal poderia levar a um aumento do consumo nos negócios localizados perto do parque.
Hoje Macau SociedadeHabitação | Movimentos de 7,15 mil milhões até Março Nos primeiros três meses do ano, foram transaccionadas 1.613 fracções autónomas habitacionais, o que representou um aumento de 878 transacções, em termos trimestrais. As 1.613 fracções foram negociadas por 7,15 mil milhões de patacas, um crescimento trimestral de 113,9 por cento. Os dados foram divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). No mesmo período, foram também transaccionados 729 lugares de estacionamento, por um total de 1,16 milhões de patacas. O preço médio por metro quadrado, de área útil, das fracções autónomas habitacionais globais fixou-se nas 67.484 patacas, uma redução trimestral de 0,8 por cento. Todavia, o preço médio das fracções autónomas habitacionais de edifícios construídos situou-se em 66.693 patacas, uma subida de 1,5 por cento, em termos trimestrais. CPSP | Detectados 55 trabalhadores ilegais em Abril Durante o mês de Março, a Direcção de Serviços dos Assuntos Laborais e o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) realizaram 304 inspecções conjuntas, que resultaram na identificação de 55 trabalhadores ilegais. Os números foram avançados ontem pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública. Em relação a Abril, registou-se uma redução do número de trabalhadores ilegais, uma vez que no terceiro mês do ano tinham sido identificados 79 casos. No entanto, nessa altura, foram fiscalizados mais locais, num total de 445. Os dados revelados ontem, permitem também concluir que nos primeiros três meses do ano foram verificadas situações de 263 trabalhadores ilegais, em 1.568 locais inspeccionados.
João Santos Filipe Manchete SociedadePortugueses | Número de imigrantes para Macau a cair Em 2024, 14 portugueses imigraram para Macau, o número mais baixo desde o ano 2000. A informação consta do Relatório Emigração Portuguesa, elaborado pelo Observatório da Emigração Em 2024, o número de imigrantes portugueses a mudar-se para Macau baixou para 14 e atingiu o número mais baixo desde 2000, de acordo com os dados do Relatório Emigração Portuguesa 2025, elaborado pelo Observatório da Emigração. Em relação à parte de Macau, o documento tem por base os números da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Segundo o documento, o valor de 14 imigrantes de Portugal representa uma diminuição anual de 73,6 por cento em comparação com 2023, quando chegaram ao território 53 imigrantes do país europeu. De acordo com o relatório, primeiramente citado pelo portal Macau News Agency, para encontrar um registo pior que o do ano passado é necessário recuar a 2000, o primeiro ano depois da transferência. Nessa altura houve apenas quatro portugueses a imigrarem para Macau. No entanto, os dados divulgados não permitem perceber se aos novos imigrantes foram concedidos bilhetes de identidade de residentes (BIR) ou cartões de trabalhador não-residente, o cartão azul. Em termos da imigração total para Macau, o relatório indica que em 2024 houve 1.074 novos imigrantes, e os 14 portugueses representam 1,3 por cento deste universo. Neste capítulo, a percentagem de portugueses no total de imigrantes é a baixa desde que este tipo de estatística surge no relatório, em 2007. Para encontrar um valor semelhante é preciso recuar a 2009, quando houve um total de 9.489 imigrantes e em que 137 eram portugueses, o que se concretizou numa proporção de 1,4 por cento. Pior que na covid-19 Os dados mais recentes mostram também que o número de imigrantes vindos de Portugal está abaixo mesmo dos anos da covid-19, quando os não-residentes nem podiam entrar em Macau, devido à política de zero casos. A covid prolongou-se entre 2020 e 2023 e as restrições e entrada foram sendo flexibilizadas ou apertadas de acordo com o surgimento de casos em Macau e também a situação no Interior. Em 2020, houve 67 portugueses a imigrarem para Macau, o número baixou para 18 no ano seguinte, em 2021, e subiu para 20 em 2022. Em 2023, ano em que entraram em vigor as restrições para dificultar a obtenção de bilhete de identidade de residente pelos portugueses, houve 53 portugueses a imigrarem. Finalmente, em 2024, os dados mais recentes mostram o valor a baixar para 14.
Hoje Macau SociedadeSaúde | Registo de três médicos por 1.000 habitantes em 2025 No final de 2025, Macau tinha uma média de três médicos por cada 1.000 habitantes, de acordo com os números divulgados na sexta-feira pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Segundo a mesma informação, havia um total de 2.055 médicos inscritos no ano passado. Além destes, contabilizavam-se ainda 707 médicos de medicina tradicional chinesa/mestres de medicina tradicional chinesa inscritos, 288 médicos dentistas/odontologistas e 3.039 enfermeiros registados. Com base nestes números, existia 1,0 médico de medicina tradicional chinesa/mestres de medicina tradicional chinesa por 1.000 habitantes; 0,4 dentistas/odontologistas por 1.000 habitantes e 4,4 enfermeiros por 1.000 habitantes. No final do ano passado, os seis hospitais da RAEM disponibilizaram um total de 1.882 camas de internamento, um aumento de 103 camas, que foi justificado com a entrada em funcionamento das camas de internamento no Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas – Centro Médico de Macau do Peking Union Medical College Hospital. Em 2025, a taxa de utilização das camas de internamento dos hospitais foi de 72,8 por cento, registando-se um acréscimo anual de 1,3 pontos percentuais. No ano passado, foram atendidos 3,94 milhões de pacientes nos 767 estabelecimentos de cuidados de saúde primários. O número de indivíduos atendidos nos consultórios particulares foi de 3,0 milhões e nos estabelecimentos públicos de 940 mil.
Hoje Macau SociedadeEconomia | Inflação subiu 1,21 por cento em Abril O Índice de Preços no Consumidor (IPC) em Macau subiu 1,21 por cento em Abril, em termos anuais, anunciou a Direcção de Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Os preços dos produtos alimentares e bebidas não alcoólicas aumentaram 1,11 por cento, face a Abril de 2025, “devido sobretudo à subida dos preços das refeições adquiridas fora de casa e de ‘take-away'”, e o índice de preços da secção dos transportes subiu 3,97 por cento, “em virtude da ascensão dos preços da gasolina”, indicou na sexta-feira a DSEC, em comunicado. Também os preços da secção dos produtos e serviços diversos – como cuidados pessoais, seguros, artigos de joalharia, ourivesaria e de relógios – subiram 3,61 por cento, e os preços da secção do vestuário e calçado aumentaram 2,33 por cento, em termos anuais. Numa comparação mensal, o IPC aumentou 0,31 por cento em Abril, em relação a Março de 2026, com subidas nos preços da secção dos transportes (+2,47 por cento) e do vestuário e calçado (+1,44 por cento). Já o IPC Geral médio dos 12 meses terminados no mês de referência, em relação aos 12 meses imediatamente anteriores (Maio de 2024 a Abril de 2025), ascendeu 0,61 por cento, refere-se ainda no comunicado da DSEC.
Hoje Macau SociedadeComércio | Negócios do retalho sobem 23% no primeiro trimestre Nos primeiros três meses deste ano, o volume de negócios dos estabelecimentos do comércio a retalho cifrou-se em 21,64 mil milhões de patacas, valor que representou uma subida anual de 23 por cento, e 11,9 por cento, em termos trimestrais, informou a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). A DSEC realça que “o volume de negócios de artigos de comunicação (+91,5 por cento) e o de relógios e joalharia (+52,1 por cento) registaram as subidas mais expressivas”. Também as lojas de produtos cosméticos e de higiene, de vestuário para adultos e de artigos de couro, ascenderam 27,9, 25,7 e 20,1 por cento, respectivamente, face ao primeiro trimestre de 2025, porém, o de supermercados diminuiu 5,2 por cento. Depois de eliminados os factores que influenciam os preços, o índice do volume de vendas do comércio a retalho aumentou 16,5 por cento no trimestre de referência, em termos anuais, sentido positivo que foi contrariado com o índice do volume de vendas de supermercados, que caiu 5,4 por cento no primeiro trimestre, face ao período homólogo de 2025.
Hoje Macau SociedadeA história de Andrew Stow e dos seus pastéis de nata em Macau Andrew Stow estaria “muito orgulhoso” por ver o pastel que criou tornar-se património intangível de Macau, mas a irmã disse à Lusa que não há planos para expandir o negócio, que vende até 48 mil pastéis por dia. A vida do britânico, que chegou a Macau para trabalhar como farmacêutico industrial em 1979, mudou por completo em 1988, após casar com Margaret Wong, que actualmente ainda gere a pastelaria “Café e Nata”, criada por ambos. Foi durante a lua-de-mel que Stow (1955-2006) provou pela primeira vez um “pastel de Belém” ao balcão de uma das confeitarias mais famosas de Portugal e ponto de paragem obrigatório de quem visita a capital. Andrew “viu a loucura em Lisboa para beber uma bica com um pastel de nata e pensou ‘Porque é que isto não existe em Macau’?”, recorda Eileen Stow, que gere o negócio desde a morte súbita do irmão, aos 51 anos. O pastel de nata “aparecia ocasionalmente no ‘buffet’” do antigo hotel Hyatt, na Taipa, onde Andrew chegou a trabalhar, “mas não havia nada disponível, na rua, todos os dias”, diz a irmã. Foi então que um “lunático britânico”, como classifica Eileen, entre risos, abriu a loja Lord Stow’s no coração da pitoresca vila de Coloane, em 1989, onde tentou criar a sua própria versão do pastel de nata. Andrew “era o tipo de pessoa que nunca queria copiar nada, não conseguia perceber porque alguém quereria só replicar uma receita. Ele sempre achou que, se és criativo, tens de colocar o teu toque”, diz a irmã. Eileen recorda que a reacção dos portugueses foi que o resultado “não era bem um pastel de nata”, ao que Andrew respondeu: ” É isto que eu vendo, não comprem se não gostarem”. Os pasteleiros da Lord Stow’s acharam que “estava queimado por cima, nenhum chinês o iria comprar”, diz a irmã, mas os turistas renderam-se ao pastel que ficou conhecido em chinês como “tarte de ovo de estilo português”. História de sucesso Em Outubro passado, o Governo de Macau inscreveu 12 manifestações, incluindo o pastel inventado por Andrew e a dança folclórica portuguesa, na Lista do Património Cultural Intangível do território. Eileen diz que o irmão teria ficado “muito orgulhoso”, porque “adorava Macau”. “Se Andrew tivesse uma bola de cristal e soubesse o sucesso que ia ter, ter-lhe-ia chamado tarte de ovo de Macau”, acrescenta. Mas a distinção não muda os planos para manter o tamanho da operação, que actualmente vende em média “entre 35 e 38 mil pastéis por dia”, chegando a 48 mil no período do Ano Novo Lunar, diz Eileen. O pastel de nata tem sido reinventado um pouco por toda a Ásia, tendo chegado mesmo, através de Margaret, ex-mulher de Andrew, aos balcões da cadeia de “fast-food” norte-americana Kentucky Fried Chicken (KFC) na China continental. No final da década de 90, Andrew e Eileen, que se mudou para Macau em 1993 para ajudar a gerir o sucesso da Lord Stow’s, decidiram apostar no ‘franchise’ em Hong Kong, Taiwan, Coreia do Sul e Tailândia. Mas a ambição de uma expansão alargada perdeu-se devido às muitas “imitações” das tartes de ovo, mantendo actualmente uma presença apenas no Japão e Filipinas. Foi na vizinha região de Hong Kong que a febre dos pastéis atingiu o auge: “criando aquilo a que costumávamos chamar, em tom de brincadeira, a guerra das tortas de ovo”, recorda Eileen. “Havia pessoas de carteira na mão a entrar na nossa pastelaria para literalmente subornar a nossa equipa. Isso é um livro que irei escrever um dia, depois de passar a negócio à Audrey [filha de Andrew]”, diz a empresária. O território esteve mais de quatro séculos, até 1999, sob administração portuguesa, mas Eileen não estranha ter sido um inglês a promover o pastel de nata na Ásia. Antigamente, sublinha a empresária, “a maioria dos portugueses vinha para cá como funcionários públicos de alto nível, não vinham abrir um pequeno negócio e ficar em Macau”. “Há uma atitude muito diferente no pensamento dos portugueses agora que os casinos estão cá e o turismo disparou”, acrescenta Eileen.
Hoje Macau SociedadeDesaparecimento | Homem apresentou falsa queixa A Polícia Judiciária (PJ) revelou o caso de um homem com 41 anos que fez uma queixa falsa, ao denunciar o desaparecimento de um “amigo”. Após a denúncia, a PJ começou a investigar o caso, e seguiu o rasto dos dois homens no Cotai, onde tinham estado hospedados. No entanto, a versão da queixa não correspondia à realidade, uma vez que as imagens de videovigilância mostravam os dois homens a entrarem e a saírem do quarto regularmente, o que o queixoso não tinha revelado. Por esse motivo, a PJ chamou o denunciante outra vez, para confirmar o relato. No entanto, o queixoso confessou que tinha feito uma queixa falsa, com o objectivo de encontrar o amigo, que se tratava de um homem que tinha conhecido recentemente e que tinha fugido, depois de lhe furtar 30 mil dólares de Hong Kong em fichas de jogo. A PJ está também a investigar a possibilidade de os dois homens estarem envolvidos em actividades ilegais de troca de dinheiro. Crime | Detida por ficar com telemóvel achado Uma mulher foi detida depois de se ter apropriado de um telemóvel deixado esquecido num supermercado. O caso foi divulgado ontem pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) e citado pelo jornal Ou Mun. De acordo com os contornos divulgados, o crime aconteceu no dia 15 de Maio, quando a detida, uma trabalhadora não-residente das Filipinas, entrou num supermercado, na Taipa, e viu um telemóvel no balcão de pagamentos. A mulher apropriou-se do aparelho. No entanto, a proprietário do equipamento, que era igualmente uma trabalhadora não-residente das Filipinas, apresentou queixa junto da polícia, e declarou que o telemóvel estava avaliado em 3.500 patacas. Quando a polícia investigou o caso conseguiu identificar a suspeita, pelo que procedeu à sua detenção. O caso foi encaminhado para o Ministério Público. AMCM | Alerta para portais de phishing a imitar seguradora A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) emitiu um comunicado a alertar para a existência de portais de phishing que se fazem passar pela página oficial da seguradora Companhia de Seguros Popular da China (Hong Kong) Limitada. Portais de phishing são páginas electrónicas feitas a imitar portais oficiais, com a intenção de enganar os utilizadores e levá-los a revelar os dados bancários ou de contas em instituições financeiras. “A AMCM vem por este meio relembrar o público que, em caso de dúvida sobre qualquer número de telefone e ‘hyperlink’, o público pode utilizar a mini-aplicação “Antiburla” da Polícia Judiciária (PJ) para verificar o índice de risco de burla associado a esse número de telefone e ‘hyperlink’”, foi comunicado. A AMCM indicou também que os utilizadores que suspeitem ter utilizado um portal de phishing devem informar imediatamente a instituição copiada assim como as autoridades.
Nunu Wu Manchete SociedadeJunkets | Queixas da concorrência desleal de massas “premium” Apesar do aumento das receitas dos junkets, o presidente da Associação Profissional de Promotores de Jogo de Macau queixa-se de concorrência desleal e injustiça fiscal. U Io Hung destaca a forma como o segmento de massas premium é operado, incluindo com a concessão de empréstimos Nos primeiros três meses de 2026, o bacará VIP gerou receitas de 19,8 mil milhões de patacas, segundo dados da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, resultado que significou uma subida homóloga de 35 por cento. Apesar da evolução, o presidente da Associação Profissional de Promotores de Jogo de Macau, U Io Hung, queixa-se de concorrência desleal das concessionárias, mais especificamente na forma como operam o segmento massas premium. Em declarações ao jornal Ming Pao, o dirigente associativo salientou que as concessionárias começaram a emitir notas de crédito para grandes apostadores (markers), comportamento semelhante ao praticado pelos junkets, e um dos motivos que as autoridades terão usado para justificar o aperto ao jogo VIP. Além destes créditos, U Io Hung argumenta que a obrigatoriedade de pagar 5 por cento de imposto sobre as comissões pagas a promotores de jogo coloca o sector numa situação de desvantagem, uma vez que os créditos concedidos pelas concessionárias a jogadores premium não estão sujeitos a taxação. Lugar ao sol O representante dos promotores de jogo revelou também que irá tentar que seja concedido ao sector isenções fiscais que estão previstas na legislação. A lei que regula a exploração de jogo em Macau prevê a possibilidade de o Chefe do Executivo isentar parcialmente o pagamento do imposto sobre as comissões por um período não superior a cinco anos, desde que não exceda 40 por cento do valor a pagar. Para lá das operações, U Io Hung indicou que a criminalização das trocas de dinheiro para jogar modificou o ambiente nas imediações das áreas de jogo, aumentando a violência dos delitos. O dirigente indicou ao Ming Pao que a indústria do jogo passou a ser afectada por outros crimes, como roubos através de transferências bancárias forçadas, usura e burlas. Uma evolução que, na sua óptica, deve ser endereçada pelas autoridades. O sector do jogo VIP tem sofrido grandes impactos desde a campanha que culminou na condenação de director executivo da Suncity Alvin Chau, altura em que as licenças de promotores de jogo em Macau caíram de 85 para 18. De acordo com dados da DICJ, o número de licenças tem recuperado e atingiu 31 no final de Março deste ano. Ainda assim, permanece aquém do limite máximo fixado pelo Governo, que é de 50.
João Santos Filipe Manchete SociedadeInquérito | Residentes crêem precisar de 6,6 milhões na reforma Os residentes aspiram reformar-se aos 62 anos de idade, e acreditam precisarem de 6,6 milhões de patacas para o resto da vida. Um inquérito encomendado pela seguradora FWD mostra que a maioria dos residentes está pressionada face ao ritmo de crescimento das suas poupanças Os residentes de Macau têm a expectativa de se reformar aos 62 anos e acreditam que com 6,6 milhões de patacas em poupanças podem enfrentar a vida pós-trabalho. A conclusão consta de um inquérito apresentado pela seguradora FWD, sobre os planos de reforma dos residentes da RAEM e de Hong Kong. Segundo o inquérito, citado pelo portal Macau News Agency, 64 por cento dos 1.008 residentes de Macau e Hong Kong inquiridos afirmou sentir-se “ansioso, preocupado ou a tentar lidar com” o estado das suas finanças pessoais. As respostas mostram um sentimento generalizado de inquietação em relação às poupanças. O inquérito foi encomendado pela seguradora a uma empresa de estudos com os inquiridos a situarem-se numa faixa etária entre os 21 e os 65 anos. Entre aqueles que reconheceram estar sob pressão financeira, 58 por cento apontaram como principal causa da preocupação o aumento continuo do custo de vida. Ao mesmo tempo, 48 por cento indicaram estar preocupados com o custo da saúde e 47 por cento reconheceu estar a ter problemas para lidar com o facto de não conseguir poupar dinheiro suficiente para ter uma reforma “confortável”. Apesar do montante indicado de 6,6 milhões de patacas, os responsáveis apontam que pode haver uma discrepância entre o dinheiro indicado e os gastos reais. “Num contexto de inflação crescente e em que há um aumento das despesas com cuidados de saúde, surge uma situação potencial para se verificar uma discrepância entre as poupanças para a reforma previstas pelo público e as suas necessidades reais de poupança”, afirmou Ken Lau, director-geral da FWD para a Grande China e director executivo em Hong Kong, num comunicado. “Este risco de longevidade não deve ser ignorado”, alertou. Jovens preocupados Os resultados mostram também que os jovens adultos são cada vez mais exigentes quanto ao dinheiro que consideram ser necessário para a vivência pós-profissional. Os inquiridos com idades entre os 21 e 29 anos afirmaram terem planos para se reformarem aos 60 anos e necessitarem de cerca de 7,8 milhões de patacas para a reforma. A média quando são considerados todos os inquiridos é mais baixa, e fixa-se nos 6,6 milhões de patacas. Ao mesmo tempo, os residentes com idades entre os 30 e 44 anos admitem terem problemas para conseguirem lidar com o facto de terem de contribuir ao mesmo tempo para as despesas com os pais e os filhos. Cerca de 71 por cento afirmaram abdicarem das suas poupanças pessoais, para cuidar da família. Ao mesmo tempo, 57 por cento das pessoas com idades entre os 30 e 44 anos confessou que gasta mensalmente pelo menos 20 por cento do orçamento para pagar despesas com os pais e os filhos. Já as pessoas com idades entre 45 e 62 anos, 62 por cento afirmaram estarem preocupados com o facto de as suas poupanças não estarem a crescer ao ritmo necessário para cobrir as despesas da reforma.
Hoje Macau SociedadeCooperação | Macau e Cazaquistão celebraram acordos judiciais Macau e Cazaquistão celebraram ontem três acordos judiciais, numa cerimónia em o secretário para a Administração e Justiça, Wong Sio Chak, representou a RAEM, e o Procurador-Geral da República, Berik Assylov, representou o Governo cazaque. Os acordos versam sobre auxílio judiciário mútuo em matéria penal, entrega de infractores em fuga e transferência de pessoas condenadas. O gabinete do secretário para a Administração e Justiça realça que a assinatura dos três acordos “possui um significado bastante especial, pois simboliza o avanço para um novo patamar da relação de cooperação entre os dois lados, além de demonstrar os excelentes resultados obtidos pela RAEM no domínio da cooperação judiciária com o exterior”. O Executivo salienta que os acordos são nucleares no domínio da cooperação judiciária em matéria penal, e permite a criação de “um mecanismo de colaboração claro e de alta eficiência” para a recuperação de bens furtados, captura de fugitivos, investigação e recolha de provas. A cooperação foi também aplaudida pela capacidade para combater actividades criminosas transfronteiriças e proporcionar “uma melhor garantia jurídica destinada à cooperação económica e comercial e à circulação de pessoas entre os dois lados”. Além disso, permitirá que pessoas condenadas regressem ao local de origem com vista ao cumprimento de pena, o que é favorável para a reabilitação e reintegração na sociedade, demonstrando “o espírito humanitário e do Estado de Direito”.
João Santos Filipe Manchete SociedadeJogo | Citigroup aponta para receitas superiores a 22,5 mil milhões em Maio A principal indústria de Macau continua a crescer, à medida que aumenta o fluxo de turistas. O banco de investimento acredita que as receitas deste mês superem 22,5 mil milhões de patacas, com a ajuda da Semana Dourada e do cartaz de espectáculos O Citigroup estima que as receitas dos casinos vão ser superiores a 22,5 mil milhões de patacas ao longo deste mês, o que representaria uma subida anual de 6 por cento. As previsões do banco, citadas ontem pela Rádio Macau, contrastam com a performance de Maio de 2024 quando as receitas do jogo totalizaram 20,2 mil milhões de patacas. Segundo a emissora pública, os analistas apontam que as receitas do jogo nos primeiros 17 dias de Maio tenham sido ligeiramente inferiores a 13 mil milhões de patacas. Para este valor representou uma média diária de 693 milhões de patacas por dia, entre 11 e 17 de Maio. Contudo, os analistas acreditam que nos restantes dias até ao final do mês a média diária das receitas terá de rondar 704 milhões de patacas, o que irá permitir superar o valor dos 22,5 milhões patacas. A previsão dos analistas do Citigroup é sustentada com o aumento do número de visitantes na segunda metade do mês associada a vários espectáculos que vão ser organizados nos empreendimentos turísticos das concessionárias, como o concerto da girlband coreana IVE, o espectáculo da boyband EXO e o evento de luta UFC Fight Night. Perto dos melhores registos Caso a previsão do banco de investimento se confirme, as receitas de Maio, que inclui o pico de turismo ligado à Semana Dourada, vão ficar perto dos melhores registos mensais deste ano. Até Abril, o mês com receitas de jogo mais elevado foi Janeiro, com um total de 22,63 mil milhões de patacas, seguido pelo registo de Março, em que as receitas foram de 22,61 mil milhões de patacas. Nos primeiros quatro dos meses deste ano, os casinos registaram receitas brutas de 85,8 mil milhões de patacas, o que correspondeu a um aumento anual de 12,1 por cento, uma vez que o montante acumulado entre Janeiro e Abril foi de 76,5 mil milhões de patacas. Apesar da recuperação do jogo no pós-pandemia, o valor das receitas ainda se encontra a 86,1 por cento do nível de 2019, quando entre Janeiro e Abril as receitas do jogo atingiram 99,7 mil milhões de patacas.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeConcertos | Nick Lei pede clarificação de regras de segurança Depois da confusão no Cotai durante o festival “K-Spark”, Nick Lei interpelou o Governo sobre a necessidade de clarificar regras de segurança no Local de Espectáculos ao Ar Livre. Além disso, defende que a futura concessão do espaço não deve olhar apenas para o lucro O deputado Nick Lei defende a necessidade de clarificar as regras de segurança no Local de Espectáculos ao Ar Livre, tendo em conta o recente episódio de desacatos entre fãs ocorrido no “K-Spark”, festival de música pop sul-coreana (K-Pop), no início deste mês. Recorde-se que o facto de o evento ter lugares sentados com cadeiras desdobráveis fez com que dezenas de pessoas tenham deslocado as cadeiras mais para a frente do palco, o que gerou alguns desacatos. Na interpelação escrita, o deputado referiu algumas opiniões divulgadas nas redes sociais sobre o facto de o espectáculo revelar regras insuficientes de segurança, bem como a falta de controlo da multidão. “Podem as autoridades elaborar regras claras sobre a utilização do espaço, bem como orientações para o comportamento dos espectadores, melhorar a gestão de segurança e a ordem”, questionou. Nick Lei pediu ainda a criação de um “mecanismo de mediação para [o registo] de bilhetes e normas para o reembolso dos bilhetes” que sejam adquiridos em diferentes regiões vizinhas, a fim de “assegurar que as actividades se realizam de forma segura e ordenada”. Nick Lei, ligado à comunidade de Fujian, recordou que as autoridades do Interior da China possuem já regras para a realização de espectáculos de grande dimensão, como os princípios de “organizador responsável de evento com supervisão do Governo”, ou “prioridade à segurança e prevenção acima de tudo”. Porém, e ainda que exista em Macau um regulamento para a utilização do Local de Espectáculos ao Ar Livre, Nick Lei considera que o documento não é claro quanto a regras de segurança. Para o deputado, deve ser criado um sistema “segundo o número de participantes, fazendo-se a diferenciação, em matéria de segurança, para actividades de escala diferente”, sem esquecer a implementação de diferentes “procedimentos de apreciação e aprovação, e respostas de emergência”. O deputado pede ainda que seja integrada a “participação de entidades profissionais na avaliação de segurança”, sendo importante a elaboração de “normas regulamentares vinculativas para garantir o sucesso da realização dos espectáculos no futuro”. O Local de Espectáculos ao Ar Livre fica no cruzamento da Avenida do Aeroporto com a Rua de Ténis, no Cotai, entre o Grand Lisboa Palace e o Hotel Lisboeta, com uma área 94 mil metros quadrados e capacidade para mais de 50 mil pessoas. O Instituto Cultural definiu mapas que incluem a “Zona de Espectadores”, “Zona Tampão para Evacuação”, “Zona do Palco e dos Batidores” e “Zona de Espera (controlo de segurança)”. Olhar além dos lucros Nick Lei defende também que a filosofia quanto à futura concessão do Local de Espectáculos ao Ar Livre não deve ser puramente comercial, mas incorporar obrigações públicas além de olhar a critérios como a obtenção de lucros e o valor comercial da zona, a fim de garantir apoios à comunidade. Tais necessidades devem ficar claras no contrato de concessão, referiu. “Pode o Governo especificar no futuro contrato os indicadores concretos, nomeadamente um número mínimo de espectáculos para fins de caridade, a cobrança mais baixa em horários específicos e a obrigatoriedade de abrir o local à comunidade em períodos em que não se realizam espectáculos”, lê-se na interpelação.
Hoje Macau SociedadePagamentos Electrónicos | Keypay abre actividade em Macau A empresa financeira Keypay Limited foi autorizada a instalar-se em Macau, de acordo com um despacho publicado no Boletim Oficial. Segundo o documento, assinado pelo Chefe do Executivo, a empresa apenas pode ter como objecto social “a prestação de serviços de pagamento adquirentes de instrumentos de pagamento electrónico”. A empresa vai constituir-se como sociedade anónima, com um capital social de 20 milhões de patacas e vai ter de aprovar estatutos determinados posteriormente pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM). No exercício da actividade, a empresa fica também obrigada a seguir as “condições fixadas” pelo regulador, pode ler-se no despacho assinado por Sam Hou Fai.
João Santos Filipe Manchete SociedadeImobiliário | Mais transacções mas a preços mais baixos Em Abril, foram compradas e vendidas 338 habitações, o que representou um aumento mensal de 3 por cento e um crescimento anual de 19 por cento. No entanto, os preços estão em quebra No mês de Abril, foram registadas 338 compras e vendas de casa, o que representou um aumento mensal de 3 por cento. Os números foram revelados no portal da Direcção de Serviços de Finanças (DSF), com o preço médio por metro quadrado a cair para 68 mil patacas. No último mês, houve 338 transacções de habitações, com um total de 227 a serem comercializadas na Península de Macau, o que representou 68 por cento de todas as compras e vendas de habitação em Abril. O segundo mercado mais activo, foi o da Taipa com 76 transacções, o que significou 22 por cento das transacções. O mercado menos activo foi o de Coloane, com 35 compras e vendas, 10 por cento do total. Os números de transacções em Abril mostram um aumento de 3 por cento face a Março, mês em que o número de negócios registados foi de 328 unidades. Ao mesmo tempo, a comparação anual do número de transacções mostra um aumento de 19 por cento, dado que em Abril de 2025 o número de compras e vendas tinha sido de 283. Em termos dos preços mais recentes, o preço médio em Abril foi de 68.000 patacas por metro quadrado. Esta foi uma redução mensal de 2,3 por cento, dado que em Março o valor do metro quadrado era de 69.625 patacas. Os preços mais elevados foram praticados em Coloane, com o metro quadrado a ser comercializado por 81.261 patacas. No pólo oposto, os preços mais baratos estão na Península de Macau, com uma média de 66.304 patacas por metro quadrado. Na Taipa, a compra e venda de habitação teve um custo médio em Abril de 67.970 patacas por metro quadrado. Em baixa Os dados mais recentes da DSF revelam que em Abril foram registados os preços mais baratos do ano. Em Janeiro, o metro quadrado foi comercializado por 69.241 patacas, um valor que atingiu o pico do ano em Fevereiro, ao saltar para 77.747 patacas. No entanto, desde essa altura caiu para 69.625 patacas em Março e agora foi reduzido para 68.000, uma diferença de 13 por cento face ao valor mais elevado deste ano. Quando a comparação é feita com o ano anterior, Abril apresentou um aumento anual de 19 por cento, em termos do número de transacções, dado que em Abril de 2025 houve um total de 283 transacções, uma diferença de 55 transacções no espaço de um ano. Em relação aos preços, a comparação anual reforça a tendência de redução, dado que em Abril de 2025 o preço médio do metro quadrado era de 75.183 patacas, mais quase 7.200 patacas do que acontece actualmente.
João Luz Manchete SociedadeÉbola | Instituições médicas alteram zonas de isolamento Todas as instituições médicas foram obrigadas a rever as condições de zonas destinadas a isolamento e a actualizar mecanismos de transferência de doentes. Os profissionais de saúde foram instruídos a perguntar o historial de viagens a quem apresente sintomas semelhantes aos do Ébola Depois de anunciarem que seriam emitidas instruções para profissionais de saúde e autoridades fronteiriças, os Serviços de Saúde concretizaram as medidas que vão ser implementadas para prevenir um surto de Ébola em Macau. Na segunda-feira, foi accionado o mecanismo de contingência e os trabalhos preparatórios para a prevenção desta epidemia no Centro Hospitalar Conde de São Januário e organizada uma palestra para reforçar a capacidade de resposta dos profissionais de saúde da linha da frente. Os termos tratados incluíram a actual situação epidemiológica do Ébola, triagem e despistagem, notificação e envio para análise laboratorial, e a utilização correcta do equipamento de protecção individual. Os profissionais de saúde foram também instruídos a perguntarem a doentes suspeitos de estarem infectados com Ébola o historial de viagem nos 21 dias anteriores ao surgimento dos primeiros sintomas. Ao mesmo tempo, “todas as instituições médicas foram também obrigadas a rever as suas instalações de isolamento, o mecanismo de transferência de doentes e a organização do controlo de infecção”. Trancas à porta Além do pessoal médico, o Governo está focado nas medidas de prevenção na fronteira. Assim sendo, “todos os portadores de passaporte das regiões afectadas que entram em Macau devem ser submetidos a inquirição e inspecção pelo pessoal de inspecção sanitária dos postos fronteiriços”. Se forem detectados sintomas suspeitos do vírus, as pessoas devem ser de imediato transportadas para o Hospital Conde de São Januário para avaliação e exames mais pormenorizados. Mesmo quem esteve em “regiões afectadas” pelo Ébola e não apresente sintomas, será alvo de acompanhamento do estado de saúde. Os Serviços de Saúde não referiram de que forma será feito o acompanhamento, nem se estas pessoas serão sujeitas a quarentena. À chegada a Macau, pessoas “com história de residência, de viagem ou de contacto com pessoas relacionadas com regiões afectadas”, mesmo que não tenham sintomas têm de prestar uma “declaração de saúde por iniciativa própria” aos Serviços de Saúde. As autoridades afixaram avisos nos átrios das chegadas aos postos fronteiriços a alertar para a obrigação.
João Luz Manchete SociedadeÉbola | Rastreio reforçado para quem vem de zonas afectadas Os Serviços de Saúde vão reforçar os rastreios para quem tenha passado por zonas afectadas por surtos de Ébola. Foram accionados mecanismos para isolar pessoas infectadas e serão emitidas instruções para profissionais de saúde. As autoridades salientam o baixo risco de infecção em Macau Os Serviços de Saúde (SS) garantiram ontem que vão reforçar a supervisão médica de pessoas que cheguem a Macau provenientes de zonas de África afectadas pelos mais recentes surtos de Ébola que surgiram na República Democrática do Congo e Uganda, que levou a Organização Mundial de Saúde a declarar emergência de saúde global. As autoridades de Macau vão também rastrear a pessoas que transitem pelas zonas afectadas. Se foram detectados casos suspeitos, “estes serão imediatamente encaminhados para instituições médicas para isolamento e exames complementares”. Os SS salientam que, com base nas informações actuais, o Ébola está a propagar-se principalmente em algumas regiões de África, e que o fluxo de visitantes entre as áreas afectadas e Macau é limitado. Face a esta situação, e como Macau não registou qualquer caso confirmado de Ébola, “o risco imediato deste vírus para Macau é baixo, e os residentes não precisam de se preocupar demasiado”. Ainda assim, as autoridades apelam aos residentes para manterem “bons hábitos de higiene pessoal e evitar o contacto com animais selvagens e fluidos corporais de doentes, caso tenham de viajar para zonas afectadas”. Além disso, foi pedida vigilância perante sintomas como febre, vómitos ou hemorragias. Para o que der e vier No que diz respeito à resposta médica, o Governo salienta que as instituições de saúde de Macau estão preparadas para lidar com doenças infecciosas de alto risco, incluindo na capacidade de isolamento e testagem, assim como no tratamento clínico. Os SS vão também actualizar as orientações para as “instituições médicas, alertando os profissionais de saúde para estarem atentos à história de viagem e aos respectivos sintomas, identificarem e comunicarem os casos suspeitos o mais cedo possível e cumprirem rigorosamente as medidas de controlo da infecção”. Em relação à primeira barreira de protecção, as fronteiras do território, o Governo indicou prontidão recordando que no ano passado foi realizado um simulacro de contingência relacionada com doenças transmissíveis, em conjunto com as autoridades fronteiriças, para testar a coordenação e resposta rápida na contenção de doenças infeciosas.
Hoje Macau SociedadePJ | Quatro detidos por uso e tráfico de space-oil e metanfetaminas Quatro homens de nacionalidade filipina foram detidos pela Polícia Judiciária por suspeitas de consumo e tráfico de drogas, de acordo com informação divulgada ontem. Durante a operação, as autoridades apreenderam dois cigarros electrónicos com etomidato, também conhecido como space oil, e ketamina. Foram ainda apreendidas 10 gramas de metanfetaminas. As três substâncias apanhadas pela polícia terão um valor no mercado negro a rondar as 31 mil patacas. A investigação começou com a monitorização de um dos suspeitos que entrou em Macau no domingo, vindo de Hong Kong, através da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau. O indivíduo encontrou-se com um compatriota trabalhador não-residente na zona central de Macau e nessa altura os agentes policiais agiram e revistaram os homens, encontrando os dois cartuchos para cigarros electrónicos e parafernália para o consumo de drogas. Na casa do trabalhador não-residente, foram interceptados mais dois homens e encontrados nove pequenas embalagens de metanfetamina. Todos os envolvidos testaram positivo em análises à urina. A polícia acrescenta que o indivíduo alegadamente trouxe a droga de Hong Kong, actividade a que se dedicava desde o mês passado, e que os restantes três suspeitos revendiam as drogas a compatriotas.
Hoje Macau SociedadeSands China | “Carnaval de Compras” em Julho A operadora de jogo Sands China volta a realizar este ano mais uma edição do “Sands Shopping Carnival”, um “carnaval de compras” que visa a participação do sector local do retalho. O evento decorre no Venetian entre os dias 23 e 26 de Julho, e as inscrições dos negócios locais e pequenas e médias empresas (PME) arranca hoje, prolongando-se até ao dia 29 de Maio. Aquele que é chamado de “maior evento de saldos” do território pela organização já vai na sétima edição, tendo servido “como uma importante plataforma de negócios e promoção para as PME locais, parceiros comunitários e retalhistas da Sands”, descreve-se num comunicado. A participação das empresas é gratuita durante os quatro dias do evento, que desde 2020 já contou com mais de 640 mil visitantes. Além disso, a Sands China destaca como este “carnaval” tem “conseguido estimular, com sucesso, o consumo local e dos visitantes em Macau”, tendo disponibilizado quatro mil stands de exposição desde o início do certame. Para este ano, espera-se que o evento “conte com mais de 580 stands”, oferecendo-se ao público “uma vasta gama de zonas temáticas, incluindo produtos para o lar, gastronomia e vinhos, praça de alimentação, cultura e criatividade, retalhistas da Sands, especialidades e lembranças de Macau, bem como diversão em família e experiências desportivas”.
Hoje Macau SociedadePonte da Amizade | Circulação só numa faixa até meados de Agosto A Ponte da Amizade vai ter o trânsito condicionado a partir das 10h de sábado até meados de Agosto devido a obras de manutenção no tabuleiro, indicou ontem o Grupo de Coordenação de Obras Viárias. A última obra de manutenção de larga escala na ponte foi realizada há 25 anos. Entretanto, as autoridades argumentam que a camada de asfalto do tabuleiro apresenta um elevado desgaste e que, após dias de chuva, surgem frequentemente “buracos nas juntas de dilatação dos viadutos de acesso”, o que representa um risco para a circulação rodoviária. Assim, a partir das 10h de sábado, a circulação automóvel vai passar a ser feita “numa única faixa de rodagem, de forma faseada, nos viadutos de acesso em ambos os sentidos da Ponte da Amizade”. As autoridades apelaram aos condutores para utilizarem mais a nova Ponte Macau. Também os veículos pesados, com mais de 3,5 toneladas, vão ficar interditos de circular na Ponte da Amizade, à excepção de autocarros públicos. O Grupo de Coordenação de Obras Viárias indicou que, após a avaliação da urgência das obras, foi decidido avançar com as obras entre Maio e Agosto para coincidir com as férias de Verão das escolas. Os trabalhos vão decorrer não só na Ponte da Amizade, como noutros nove locais espalhados pela cidade, principalmente para instalação de condutas, reordenar redes de drenagem, reparar esgotos e instalar colectores de águas residuais. As autoridades vincaram a meta de concluir todas as obras e reabrir plena a circulação rodoviária antes do início do ano lectivo, em Setembro.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeParquímetros | Nick Lei quer notificação de multas por SMS O deputado Nick Lei considera que o Corpo de Polícia de Segurança Pública deve rever o formato de tratamento das infracções rodoviárias, a fim de incluir nas notificações por SMS as multas nos parquímetros para melhorar a rotatividade no estacionamento Nick Lei, deputado à Assembleia Legislativa (AL), interpelou o Governo quanto à necessidade de revisão, por parte do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), da forma como são tratadas as infracções rodoviárias, a fim melhorar o sistema de tratamento das multas por tempo de estacionamento excessivo. Segundo a interpelação, o deputado, ligado à comunidade de Fujian em Macau, destacou que o CPSP actualizou o formato de tratamento das infracções rodoviárias, mas excluiu as multas nos parquímetros. Essa actualização passou por uma renovação dos equipamentos para que os condutores passassem a receber SMS dez minutos após receberem uma multa. Tudo para remover os carros o mais depressa possível e, assim, escoar o fluxo de trânsito. Porém, actualmente, “o serviço de notificação por SMS das infracções rodoviárias não inclui as infracções nos parquímetros de estacionamento, havendo grande diferença em relação às restantes situações de infracções”, destacou. “Para que seja melhorado o mecanismo de notificações, e para que se aumente a rotatividade dos lugares de estacionamento na via pública, podem as autoridades pensar em incluir, no sistema de notificações por SMS, a infracção de não pagamento das tarifas de parquímetros, evitando-se assim custos sociais subsequentes?”, questionou. Meios obsoletos Além de pedir a notificação das multas por SMS, Nick Lei referiu que, no actual sistema de pagamento digital de multas por infracções rodoviárias, também ficaram de fora as infracções nos parquímetros de estacionamento. “Após o carro ser bloqueado ou removido, os donos precisam de ir ao Departamento de Trânsito pagar a multa em numerário. Será que o Governo pode incentivar as empresas a proporcionarem meios de pagamento electrónico, a fim de responder à procura da sociedade?”, sugeriu. De frisar que, no passado, o Governo justificou a exclusão das multas de estacionamento do sistema de notificações por SMS para não causar confusão nos infractores, destacando que, apesar de não informar os condutores por SMS, estes têm de cumprir a lei no que ao estacionamento diz respeito. Para Nick Lei, a ausência de avisos por SMS faz com que os condutores se esqueçam do tempo de estacionamento pago, levando a situações ilegais com consequentes bloqueios de viaturas, perdas de tempo e de dinheiro. O deputado destaca também que esta situação leva a gastos de recursos do CPSP e impede a rotatividade de lugares de estacionamento.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeGP Consumo | Retalho com 60% de gastos no primeiro mês A edição deste ano do Grande Prémio para o Consumo nas zonas comunitárias gerou, nas primeiras quatro semanas, gastos de cerca de 560 milhões de patacas, com 60 por cento do valor a ser direccionado para o sector do retalho. Governo diz ter sido registada maior adesão face ao ano passado Dados ontem divulgados pela Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) revelam que a edição deste ano do Grande Prémio para o consumo nas zonas comunitárias gerou, no primeiro mês de implementação, mais de 560 milhões de patacas de consumo em negócios locais, tendo sido distribuídos quase sete milhões de cupões, um total de 6,947 milhões. No que diz respeito aos sectores onde foram gastos estes cupões, destaca-se o retalho com 60 por cento dos gastos, seguindo-se a restauração com 30,6 por cento. No total, mais de 20 mil estabelecimentos comerciais, com espaço físico, no território estão abrangidos por este programa que visa incentivar o consumo local. No primeiro mês de actividade do Grande Prémio de Consumo, registaram-se 3,492 milhões de transacções qualificadas para sortear cupões. A DSEDT chama a atenção para o facto de este montante representar “um aumento de, aproximadamente, quatro por cento face às 3,356 milhões de transacções registadas no mesmo período da edição anterior”. Dos 6,947 milhões de cupões distribuídos, foram usados, no primeiro mês, mais de 118 milhões de patacas, com descontos imediatos em cartão no montante superior a 31 milhões de patacas. Maior adesão Segundo a DSEDT, a edição deste ano do Grande Prémio de Consumo registou um “aumento na taxa de utilização dos benefícios, com mais diferentes sectores beneficiados”. A taxa de utilização global, em termos de montante, “ultrapassou os 92 por cento, sendo a primeira vez que superou os 90 por cento desde o lançamento” da medida do Grande Prémio de Consumo. Para o Executivo, tais dados significam que, “com o prolongamento do prazo de utilização” da medida, “os residentes conseguem planear melhor para fazer consumo com benefícios”. Desta forma, permite-se a utilização dos cupões não apenas no retalho, mas em “outros sectores de consumo imediato como a restauração, beneficiando assim mais diferentes sectores” económicos. O Grande prémio para o consumo nas zonas comunitárias 2026 é da responsabilidade da DSEDT em conjunto com a Associação Comercial de Macau. Em termos gerais, deu-se “o crescimento no grau de participação dos residentes, de entusiasmo pelo consumo e de equilíbrio dos benefícios entre os diferentes sectores, em comparação com a edição anterior”. Deu-se ainda um contributo ao estímulo do “consumo local durante os fins-de-semana”. Esta actividade prolonga-se até 18 de Junho.
Hoje Macau SociedadeDia da Criança | Data assinalada com prendas a crianças internadas O Governo vai organizar uma série de actividades para assinalar o Dia Mundial da Crianças, celebrado a 1 de Junho. Segundo o Instituto de Acção Social (IAS), o “cartaz” de celebrações inclui “representações culturais e artísticas” de dos estudantes do ensino primário e da Guarnição em Macau do Exército de Libertação do Povo Chinês, organização de arraiais, distribuição de prendas às crianças internadas nos hospitais e uma palestra sobre “Direitos das Crianças e Protecção Jurídica”. No dia 31 de Maio, será organizada uma visita ao Quartel militar da Taipa para cerca de 600 estudantes do ensino primário de Macau, “de modo a permitir que os estudantes do ensino primário sintam a atmosfera festiva e celebrem a consciência da etnia e promovam o amor pela pátria e por Macau”. No dia seguinte, serão entregues prendas a crianças internadas no Centro Hospitalar Conde de São Januário e no Hospital Kiang Wu. As autoridades não referiram detalhes sobre os chamados arraiais que vão decorrer no Campo dos Operários, Jardim Cidade das Flores e no Centro de Ciência. Será também organizada uma palestra para funcionários de equipamentos socais sobre “Direitos da Criança e Protecção Jurídica”. Mas a diversão não se fica por aqui, com uma actividade em que o protagonista será a mascote do Comissariado contra a Corrupção: “O Urso Mensageiro Guilherme aborda contigo a honestidade 2026”.