Hoje Macau SociedadeMadeira | Maputo quer rever acordo com China para combater contrabando Maputo quer rever um memorando de entendimento sobre o sector florestal assinado com Pequim, num contexto de esforços para combater o contrabando de madeira, disse ontem à Lusa o director nacional de Florestas e Fauna Bravia moçambicano. “Já estamos a rever o memorando [de entendimento], no sentido de assinar, e é um memorando que ajusta aquilo que acontece actualmente, aquilo que nós fomos verificando, e achamos que, se a parte chinesa concordar com os princípios que nós estamos a apresentar, vamos assinar”, explicou à Lusa Imede Chafim Falume, à margem do Fórum Global de Madeira Legal e Sustentável (GLSTF) 2026. Os governos da China e de Moçambique assinaram em 2018 um acordo para permitir a troca de informações sobre a madeira exportada para o país asiático. “Acreditamos que eles vão apoiar-nos bastante nisto”, afirmou ainda Chafim Falume sobre a China, que, segundo apontou, absorve 90 por cento da madeira comercializada por Moçambique. Desde 2002 que existem restrições à exportação de madeira em toro, as quais foram reforçadas em 2017 para proibir a saída de espécies nativas de Moçambique. Em 2023, a proibição foi alargada a todas as espécies. Apesar das restrições do Governo moçambicano à exportação, a organização não-governamental internacional Environmental Investigation Agency (EIA) estimou em 2024 que, entre 2017 e 2023, foram enviadas para a China cerca de 3,7 milhões de toneladas de toros, com um valor calculado de 1,3 mil milhões de dólares. À Lusa, Imede Chafim Falume destacou o trabalho “muito grande” de combate ao contrabando desde o ano passado, que passou por “encerrar as vias de acesso”, uma “fiscalização intensa” e a introdução de um sistema digital de controlo da exportação da madeira. “O grande problema de Moçambique era, efectivamente, o contrabando para efeito de exportação. Nós achamos que o trabalho que desenvolvemos rapidamente [está a resultar], os cartéis, penso, andam meio aflitos, mas nós vamos continuar a fazer o nosso trabalho. Os níveis de contrabando reduziram bastante, comparando com os anos anteriores”, indicou. Qualidade garantida O responsável disse querer transmitir as preocupações moçambicanas aos principais compradores do sector durante este fórum, onde se encontram “os grandes ‘players’ no processo de comercialização de madeira”. “Queremos que eles venham ao nosso país instalar as unidades de processamento, e a partir de lá exportar os produtos. Acreditamos que vamos convencer, porque a nossa madeira é de muita qualidade”, salientou. Ainda de acordo com o responsável, Moçambique enfrenta desafios estruturais na gestão das florestas e um deles é a desflorestação, estimada em “mais de 267 mil hectares por ano”. “Há um desmatamento em níveis que achamos que é um bocado elevado”, disse ainda à Lusa. Entre os principais factores que identificou estão a agricultura itinerante, queimadas descontroladas, a produção de carvão vegetal e a urbanização. Ainda de acordo com o director nacional de Florestas e Fauna Bravia de Moçambique, cerca de 60 por cento da população moçambicana vive em zonas florestais e utiliza esses recursos no dia a dia. A quarta edição do Fórum Global de Madeira Legal e Sustentável reúne até hoje 800 participantes de 49 países e regiões. A presença de representantes de países de língua portuguesa, como Moçambique e Brasil, ou de países de língua espanhola, incluindo México, Peru e Equador, reforça a “dimensão internacional do Fórum e o papel de Macau enquanto plataforma de cooperação”, disse ontem no discurso de abertura o presidente do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) de Macau, Che Weng Keong.
Andreia Sofia Silva SociedadeSaúde | Casos de gripe, salmonella e escarlatina registam quebra mensal em Agosto Dados relativos ao mês de Agosto, disponibilizados pelos Serviços de Saúde (SS), mostram uma quebra mensal dos casos de gripe, salmonella e escarlatina, patologias que fazem parte da lista de doenças de declaração obrigatória. Segundo um comunicado dos SS, registaram-se em Agosto um total de 1.832 casos de doenças de declaração obrigatória, sendo que “as três doenças com maior número de casos foram a influenza (1.506 casos), a infecção por enterovírus (245 casos) e a varicela (20 casos)”, pode ler-se. Porém, em comparação com Julho, “as doenças cujo número de casos registados com alterações mais significativas” foram a infecção por escarlatina, com seis casos registados em Agosto, uma diminuição de 57,1 por cento; a salmonella, que registou 15 casos, uma diminuição de 44,4 por cento; e ainda a influenza, ou seja, a gripe, com menos 38,7 por cento dos casos. No caso da gripe, registaram-se em Agosto 1.506 casos, menos 38,7 por cento face aos 2.457 casos registados em Julho. Porém, comparando com igual período do ano passado, houve um aumento de 1,4 por cento, já que em Agosto de 2025 houve apenas 616 casos de gripe. Os SS confirmam ainda a ausência de novos casos de febre de dengue ou febre chikungunya em Agosto.
Hoje Macau SociedadeGripe | Vacinação arranca no final do mês As autoridades de saúde anunciaram que a vacinação contra a gripe sazonal vai arrancar a partir de dia 29 deste mês. A revelação foi feita por Leong Iek Hou, directora do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças dos Serviços de Saúde. Em declarações citadas pelo jornal Ou Mun, Leong indicou que o plano começa por dar prioridade aos grupos de alto risco. Por isso, a partir do próximo mês, os SS vão enviar pessoal médico a escolas, creches e lares para administrar as vacinas a idosos, estudantes, docentes e pessoal auxiliar nas escolas. Ao mesmo tempo, Leong Iek Hou avisou ainda que, de acordo com os dados de monitorização da gripe, o vírus tem estado “relativamente activo”. Na semana passada, a taxa de positividade do vírus atingiu os 23,5 por cento, valor superior à linha de alerta de 15 por cento. Apesar dos números elevados, Leong negou que se trate de um problema exclusivamente local, e justificou que os dados estão em linha com o que aconteceu no Interior e em Hong Kong. A responsável adiantou também que os SS têm planos para adquirir 215 mil doses da vacina contra a gripe, um número considerado suficiente. Contudo, se a procura ultrapassar a oferta vão ser adquiridas doses adicionais.
João Santos Filipe Manchete SociedadeCitigroup | Jogo atravessa um dos piores períodos da história recente A análise mais recente do banco de investimento traça um cenário negativo na principal indústria do jogo, mas os analistas George Choi e Timothy Chau admitem que ainda é cedo para tirar grandes conclusões O segmento mais elevado do mercado de massas está a atravessar um dos piores períodos recentes. O cenário é traçado no último relatório do banco de investimento Citigroup, citado pelo portal GGRAsia, e levou a uma revisão em baixa da estimativa das receitas para o mês de Setembro. Como consequência das observações mais recentes, o banco de investimento espera agora receitas brutas do jogo de 18 mil milhões de patacas em Setembro, quando antes esperava que atingissem 19 mil milhões de patacas. A nova estimativa implica uma redução queda de 4 por cento das receitas no terceiro trimestre face ao período homólogo. As observações dos analistas George Choi e Timothy Chau mostram que o volume das apostas no mercado premium de massas apresentou uma redução anual de 45 por cento face ao mesmo período do ano anterior. Este ano, as apostas observadas totalizaram 6,8 milhões de dólares de Hong Kong, enquanto em Setembro do ano passado tinham atingido 12,3 milhões de dólares de Hong Kong. Além do montante apostado estar em quebra, o mesmo aconteceu com o número de jogadores do segmento mais alto do mercado de massas. O relatório indica que houve uma redução de 20 por cento do número de jogadores para 401 apostadores. Estes números representam uma média de apostas de 16.958 dólares por mão, uma diminuição de 31 por cento, dado que no período homólogo a média de aposta era de 24.550 dólares de Hong Kong por mão. “Os resultados da pesquisa nas mesas de jogo em Macau durante Setembro estão entre os piores da história recente”, escrevem os analistas. Ambiente mais tranquilo George Choi e Timothy Chau indicaram ainda que o ambiente foi mais tranquilo do que há três meses, quando começou o Campeonato Mundial de Futebol de 2026. No entanto, o banco de investimento admite que ainda não é possível concluir que os jogadores estão menos dispostos a jogar: “Não podemos concluir categoricamente que os fracos resultados são fruto de uma menor disposição dos jogadores para gastar ou da realização da nossa pesquisa num momento desfavorável”, foi vincado. Apesar do ambiente pouco optimista, o banco explica que os resultados das observações ainda não permitem tirar grandes conclusões porque, em Setembro de 2024 as observações também indicaram resultados fracos, mas seguiu-se uma forte recuperação em Outubro desse ano. A realidade de Setembro representa uma inversão face a Agosto, quando a pesquisa do Citi tinha revelado um crescimento anual de 7 por cento do volume de apostas no segmento premium de massas. Nesse mês, o total de apostas atingiu 14,3 milhões de dólares, apesar de uma quebra do número de jogadores na ordem dos 16 por cento.
Hoje Macau SociedadeDemência | Governo diz que avalia três mil pessoas por ano Os Serviços de Saúde (SS) referem que avaliam, por ano, mais de três mil pessoas para despiste de demência sendo que, após a avaliação do paciente, “cerca de 650 novos doentes são transferidos para tratamento na consulta da memória do Centro de Avaliação e Tratamento da Demência”. Numa nota, é ainda explicado que “o tempo médio de espera por um novo caso é inferior a quatro semanas, o que eleva a eficiência e a acessibilidade dos serviços de diagnóstico e tratamento da demência”. Os SS adiantaram estes dados a propósito da organização de actividades de celebração do “Mês Mundial da Demência”, celebrado em Setembro por designação da Alzheimer’s Disease International. Existe em Macau a “Comunidade amiga das pessoas com demência”, sendo que 209 unidades locais aderiram à “Aliança da comunidade amiga da demência”, existindo 120 embaixadores que chamam a atenção para a doença.
Hoje Macau SociedadeCocaína líquida | PJ desmantelou caso de tráfico A Polícia Judiciária (PJ) anunciou ontem ter detectado o primeiro caso de tráfico de cocaína líquida em Macau. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, a ocorrência envolve uma mulher boliviana de 26 anos que tentou entrar no território através do Aeroporto Internacional de Macau. A cocaína estava escondida nas costuras das peças de roupa encontradas dentro da mala de viagem da detida. No âmbito da intercepção, a PJ apreendeu 3,9 quilos de cocaína avaliados em 11,8 milhões de patacas. As autoridades indicaram ainda que estavam atentos à suspeita, devido à análise de risco feita com base no seu itinerário. Quando fizeram uma revista à mulher, as autoridades estranharam o peso anormal das roupas. À polícia, a detida confessou ter sido recrutada para servir como mula dos estupefacientes a troco de 5 mil dólares americanos. A PJ acredita que Macau não era o destino final da droga contrabandeada, pelo que continua a investigar o caso.
João Santos Filipe Manchete SociedadeAviação | Air Macau vai manter política de cancelamento de voos A empresa de Macau controlada pela Air China defende-se das críticas e afirma que o cancelamento de voos é “uma prática internacional comum” para lidar com o aumento do preço dos combustíveis Após o surgimento de várias críticas à Air Macau devido aos numerosos cancelamentos de voos, a empresa veio justificar a política com o aumento dos preços dos combustíveis. Em resposta ao canal chinês da Rádio Macau, a companhia argumentou que a vaga de cancelamentos é “uma prática internacional comum” na aviação face ao aumentos do custo do combustível, condições climatéricas adversas ou alterações do mercado. Na tomada de posição, a Air Macau admitiu ainda que vai continuar a cancelar voos, mas prometeu “envidar esforços” para ajustar os horários dos voos e avisar os passageiros com antecedência. Numa altura em que se aproximam as férias do Festival do Bolo Lunar, com um fim-de-semana prologando, e ainda os feriados da Semana Dourada, a Air Macau indicou também que vai fazer todos os possíveis para garantir a “estabilidade dos voos”. Segundo os dados da Air Macau, entre Julho e Agosto deste ano, foram realizados menos 400 voos face ao período homólogo. Em Setembro, até ao dia 21, a diminuição dos voos em comparação com Setembro do ano passado foi de 200 ligações. Apesar dos sobressaltos, a Air Macau considera que tem minimizado os inconvenientes para os passageiros ao celebrar acordos de transferência de passageiros com várias companhias aéreas de maior dimensão. Desta forma, a companhia indica que os passageiros podem apanhar outros voos e a empresa assume os custos extra relacionados com a necessidade de recorrer a outros meios de transporte. Como alternativa, se os passageiros já não quiserem viajar após o cancelamento, a empresa garante que devolve o dinheiro pago. Quase 40 queixas Por sua vez, o Conselho de Consumidores (CC) revelou que desde o início do ano, e até 10 de Setembro, recebeu 39 queixas relacionadas com o cancelamento dos voos da Air Macau. O CC também apelou à companhia para ter em consideração as circunstâncias reais e as exigências dos consumidores, tomando “medidas de forma adequada”. Todavia, os passageiros arriscam-se sempre a não serem compensados por eventuais danos dos cancelamentos. Segundo o presidente da Associação Seguradora de Macau, Ivan Cheung, geralmente os cancelamentos ou atrasos por motivos comerciais, como os que têm acontecido na Air Macau, não são cobertos pelos seguros de viagem. Sobre a política de cancelamentos, o presidente da Associação de Indústria Turística de Macau, Andy Wu, considerou que actualmente as agências de viagem que organizam deslocações ao Interior ainda escolhem a Air Macau como primeira opção. Todavia, como depois das férias de Verão a frequência dos voos da companhia se tornou instável, o dirigente admite que o cenário possa sofrer alterações. Por isso, Andy Wu aconselhou a Air Macau a assegurar a realização regular dos voos e a avisar os passageiros com antecedência sobre eventuais cancelamentos. Empresa Estatal Actualmente, a principal accionista da Air Macau é empresa-estatal Air China, com uma participação social de cerca de 75 por cento do capital social fixado em aproximadamente 2,38 mil milhões de patacas. Esta participação está avaliada em 1,78 mil milhões de patacas. O segundo maior accionista da Air Macau é a RAEM, com uma participação social de 24 por cento, o equivalente a 573 milhões de patacas. Constam ainda como accionistas com participações inferiores a 1 por cento a Sociedade de Turismo e Diversões de Macau, Serviços Aéreos Evergreen (Macau), IPE (Macau) – Investimentos e Participações Empresariais, Centro de Comércio Mundial Macau e Companhia de Seguros de Macau.
João Luz Manchete SociedadeTNR | Pedida disciplina a sector da administração de propriedades A DSAL reuniu associações do ramo da administração de propriedades, a quem pediu autodisciplina no respeito pela lei. O encontro foi motivado pela descoberta de um esquema de venda de quotas para contratar trabalhadores não-residentes numa empresa do sector, que resultou em 11 pessoas detidas Na quinta-feira, foi anunciada a detenção de 11 pessoas envolvidas num esquema de venda de quotas para a contratação de trabalhadores não-residentes (TNR) numa empresa de administração de propriedades. O caso motivou uma reunião de urgência, na sexta-feira, entre a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) e associações do sector. A DSAL pediu aos representantes que exigissem o reforço das boas práticas de gestão e autodisciplina aos seus membros e empresas afiliadas. Foi também pedido o cumprimento da lei que regula a contratação de não-residentes, com a DSAL a exigir que as empresas se abstenham de “transferir, vender ou emprestar quotas de TNR sob qualquer forma”, e “a cumprir zelosamente as suas responsabilidades enquanto empregadores”. Em relação ao caso concreto revelado pela Polícia Judiciária (PJ), a DSAL indicou ter realizado “de imediato uma análise exaustiva da situação laboral dos TNR da empresa”, iniciando os “procedimentos administrativos pertinentes”, ressalvando que “não irá tolerar” este tipo de comportamento. Manifestando “séria preocupação” face ao revelado pelas autoridades policiais, a DSAL frisou que se as empresas se envolverem em actividades ilegais “serão severamente punidas nos termos da lei”. “Além da revogação imediata das quotas TNR, estarão também sujeitas a multas administrativas, à inibição de futuros pedidos de emprego de quotas e a outras sanções administrativas relacionadas com trabalho ilegal”, foi acrescentado. Ordem e harmonia A DSAL sublinhou ainda que os TNR têm como papel exclusivo complementar a mão-de-obra local, e que nenhuma empresa ou indivíduo pode utilizar as quotas de TNR para benefício pessoal ou a transferi-las ilegalmente, “perturbando a boa ordem do mercado de trabalho de Macau”. A reacção da DSAL foi originada pela investigação da PJ que apurou que dois residentes da RAEM, o dono e o gerente de uma empresa de administração de propriedades, terão criado um esquema para vender quotas para a contratação de TNR. Ambos foram detidos, assim como dois funcionários do Interior da China e sete falsos TNR. Segundo as autoridades, o esquema, que permitiu ganhos indevidos de 1 milhão de renminbis, partia das quotas de TNR pedidas pela empresa, que as vendia a pessoas do Interior para virem para Macau exercer trabalhos por conta própria. A investigação começou em Maio quando um caso de falso emprego entrou no radar das autoridades, além de que os supostos horários de trabalho dos falsos trabalhadores eram incompatíveis com as horas a que passavam a fronteira. O caso foi encaminhado para o Ministério Público.
Andreia Sofia Silva SociedadeAssociação pede subsídios para registo de medicamentos chineses A Associação Comercial de Macau defende a criação de um subsídio para suportar os custos com o registo de medicamentos de medicina tradicional chinesa (MTC) produzidos ou registados em Macau, e também produzidos em Hengqin, em mercados exteriores. Num artigo de opinião publicado no jornal Ou Mun, assinado pela vogal do Conselho de Estudos Estratégicos da associação, Huang Yin, é descrito que um dos primeiros entraves para o acesso aos mercados são as tarifas elevadas para o registo e não a qualidade dos medicamentos, esperando-se que o Governo possa atribuir um subsídio para esta área. O artigo fala do caso de registo de medicamentos de MTC no Brasil, onde é necessário gastar centenas de milhares de patacas para cada produto, sendo que não estão incluídas ainda despesas de agenciamento, testes e cumprimento da legislação. Desta forma, na fase inicial de entrada de um medicamento no mercado, são poucas as vendas, pelo que, conforme descreveu Huang Yin, o investimento não compensa a produção e as vendas, o que leva as empresas a hesitar em dar este passo. Assim sendo, esta situação faz com que Macau, apesar de ter vantagens no registo de medicamentos de MTC por ser uma plataforma entre a China e países da língua portuguesa, não tenha ainda muitos medicamentos registados e vendidos no exterior. O artigo diz mesmo que é raro tal acontecer. Combinar apoios Segundo o mesmo artigo, uma empresa, quando quer apostar na venda de medicamentos, tem de assumir todas as despesas com o registo. Por isso, além de atribuir um subsídio, o Executivo deveria ter balcões de consulta para quem deseja registar estes medicamentos. A vogal da associação também defende que os medicamentos de MTC produzidos na China, mas registados em Macau, deveriam poder usufruir deste apoio. Huang Yin destacou que na Zona de cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin já é atribuído um subsídio que cobre 20 por cento dos custos de registo de produtos feitos em Hengqin e que vão para Macau. Assim, se este apoio for combinado com o subsídio a criar pelo Governo, pode-se facilitar os procedimentos para que Macau se transforme numa base para a venda de medicamentos de MTC em mercados do exterior.
João Santos Filipe Manchete SociedadeFundo | Investimento e Gestão de Macau passa a instituição financeira A empresa criada para gerir os 11 mil milhões da reserva que vão ser investidos em Macau e Hengqin foi autorizada a estabelecer-se na RAEM como instituição financeira A Sociedade de Investimento e Gestão de Macau, criada pelo Governo para gerir os 11 mil milhões de patacas que vão ser investidos na economia, foi autorizada a estabelecer-se como uma instituição financeira. A informação foi divulgada ontem, através de um despacho do Chefe do Executivo publicado no Boletim Oficial. “É autorizada a Sociedade de Investimento e Gestão de Macau Limitada […] com sede na Região Administrativa Especial de Macau, como instituição financeira, para o exercício da actividade de gestão de activos”, pode ler-se no documento divulgado ontem. A empresa, que tem um capital social de 100 milhões de patacas e é presidida por Che Weng Keong, foi anunciada em Maio para gerir os denominados “fundos de orientação” que se espera contribuam para a diversificação da economia, com o dinheiro a ser canalizado para Macau e Hengqin. O primeiro investimento neste tipo de fundos é de 11 mil milhões de patacas, montante proveniente da reserva financeira de Macau e que foi acumulado ao longo dos anos, principalmente devido às receitas do jogo. Che Weng Keong foi escolhido pelo Executivo para presidente, cargo que acumula com as funções de presidente do Conselho de Administração do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM). Entre os administradores da Sociedade Investimento e Gestão de Macau constam também Tam Chi Neng e Chan Chou Weng, ambos com um salário anual de 95.880 patacas, de acordo com o portal da Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos. Fábula da multiplicação Desde o estabelecimento, a Sociedade Investimento e Gestão de Macau criou duas subsidiárias denominadas Macau Gestão de Projecto (Número Um) e Macau Gestão de Projecto (Número Dois). Tanto a Macau Gestão de Projecto (Número Um) como a Macau Gestão de Projecto (Número Dois) têm um capital social de 25 mil patacas, apresentam como objecto social a gestão de investimento de projectos e revelam como único administrador Tam Chi Neng. Quando o Executivo anunciou a criação da Sociedade Investimento e Gestão de Macau prometeu que a empresa iria ter uma postura de investimento focada no longo prazo orientada pelas políticas governativas e pelos mercados. Estes valores foram explicados com a intenção de “garantir que a afectação dos investimentos dos fundos de orientação esteja em conformidade com as orientações das indústrias emergentes prioritárias constantes das políticas industriais do Governo da RAEM, promovendo a modernização industrial e a sinergia entre Macau e Hengqin”.
Hoje Macau SociedadeDSAT | Preparado novo parque de estacionamento A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) vai transformar a zona de estacionamento para motociclos situada junto à Avenida Marginal do Patane num parque de estacionamento público. O plano foi anunciado através de um comunicado e o futuro espaço vai disponibilizar 93 lugares para motociclos e ciclomotores. O espaço vai passar a designar-se Parque de Estacionamento Público da Avenida Marginal do Patane. A abertura está prevista para o final de Outubro, em data que só vai ser anunciada posteriormente. Seguindo a tendência mais recente, o Executivo não permite o pagamento em dinheiro vivo, apenas através dos seguinte meios: Mpark, cartão Macau Pass, MPay e QuickPass da UnionPay. Os primeiros 15 minutos de estacionamento são grátis, mas a partir dessa altura o pagamento é feito por períodos de meia hora. Durante o dia, cada meia hora de estacionamento custa 1 pataca, com o preço a descer para 50 avos durante o horário nocturno. Zona A | Mais 2.632 lugares de estacionamento A Zona A dos Novos Aterros vai passar a contar com mais 2.632 lugares de estacionamento para automóveis ligeiros e motociclos, em três edifícios de habitação económica: Tong Man, Tong Keong e Tong Ip. De acordo com o despacho publicado em Boletim Oficial, o reforço da oferta de estacionamento na ilha artificial arranca de forma faseada. Os parques dos edifícios Tong Man e Tong Ip entram em funcionamento ainda no decorrer deste mês, ao passo que a estrutura do edifício Tong Keong deverá entrar em funcionamento em meados do próximo mês. Os três edifícios fizeram parte do concurso de candidaturas à habitação económica lançado em 2021. Em termos do preço do estacionamento, adopta-se o regime de cobrança de períodos de 30 minutos. Para os veículos ligeiros, a tarifa fixa-se em 3 patacas no período diurno e 1,5 patacas no período nocturno. No caso dos motociclos e ciclomotores, o valor a pagar será de 1 pataca durante o dia e de cinquenta avos durante a noite.
Hoje Macau SociedadeMICE | DOC DMC e smallWORLD celebraram 18 anos de actividade A DOC DMC Macau & Hong Kong e a smallWORLD celebraram o 18.º aniversário na semana passada, num evento que reuniu mais de 100 convidados da indústria de Reuniões, Incentivos, Conferências e Exposições (MICE) de Macau no Riverside Macau. O evento serviu também para lançar a Macau Event Company (MEC), uma nova empresa especializada em gestão de eventos, produção de eventos e serviços de entretenimento. A celebração reuniu profissionais de hotéis, empresas de gestão de destinos, agências de eventos, organismos governamentais, câmaras de comércio, parceiros do sector, clientes, fornecedores e amigos. Segundo um comunicado da DOC DMC e smallWORLD, o seu fundador e director, Bruno Simões reflectiu sobre as quase duas décadas de percurso profissional. “Os últimos 18 anos foram uma viagem incrível”, afirmou, destacando as ligações estabelecidas com colaboradores, clientes e parceiros de diferentes países e culturas.
João Santos Filipe Manchete SociedadeCrime | Detido por tentativa de homicídio relacionada com dívida Uma dívida de 15 mil dólares terá estado na origem do diferendo que terminou com mais de 10 facadas. O alegado criminoso esteve praticamente um ano em excesso de permanência, sem que tivesse sido interceptado pelas autoridades Um homem em situação irregular em Macau foi detido por, alegadamente, ter esfaqueado outro devido a uma dívida de 15 mil dólares de Hong Kong. O crime foi divulgado na sexta-feira pela Polícia Judiciária (PJ), e o detido foi encaminhado para o Ministério Público (MP). O caso aconteceu na sexta-feira de madrugada, durante um encontro entre os dois homens, num restaurante na Avenida de D. Rodrigo Rodrigues. Nessa ocasião, o detido terá pedido a devolução do montante emprestado para apostar nos casinos do território. Como o devedor se recusou pagar a dívida, o detido foi à cozinha, pegou numa faca e atacou a vítima na cabeça e na parte superior do corpo. O agredido tentou defender-se do ataque com um banco de madeira, mas sofreu ferimentos em várias zonas do corpo, com pelo menos 10 golpes na cabeça e parte superior do corpo. Após o ataque com a faca, o agressor colocou-se em fuga. No entanto, os trabalhadores do restaurante auxiliaram a vítima, que foi transportada para o Hospital Kiang Wu, e alertaram a polícia para o sucedido. As autoridades procederam à detenção na manhã de sexta-feira, numa casa de massagens no NAPE. Promessa de gorjeta Segundo a informação da PJ, a vítima e o suspeito conheceram-se no mês passado, quando também se encontraram num restaurante. Nesse encontro, o agressor aceitou emprestar 15 mil dólares de Hong Kong à vítima, com a condição de receber uma “gorjeta” em caso de vitória do jogador, além da devolução do dinheiro emprestado. No entanto, nas mesas dos casinos, a sorte não esteve do lado do devedor, que perdeu o dinheiro todo e ficou sem capacidade financeira para devolver o dinheiro. Com o empréstimo por pagar, os dois reuniram-se pela primeira vez na noite de quarta-feira. Nessa altura, o agressor não conseguiu cobrar a dívida, mas ambos agendaram um novo encontro para a madrugada de sexta-feira. No segundo encontro, como o homem que estava ilegalmente em Macau considerou que o devedor não estava a lidar com o assunto de forma séria e não tinha planos para pagar a dívida decidiu partir para a agressão. Segundo o relatório médico, a vítima sofreu lesões na cabeça, rosto e tronco, além de uma fractura na falange média do dedo mindinho da mão direita. O jornal Ou Mun indica que os médicos estimaram o período de recuperação em três meses. O suspeito tem 36 anos, é residente do Interior e afirmou estar desempregado. Encontrava-se em excesso de permanência no território há cerca de um ano. Durante a intervenção, a polícia apreendeu a faca de cozinha com uma lâmina de 18 centímetros que foi utilizada no crime. Como as autoridades consideraram que o atacante visou zonas vitais da vítima, a Polícia Judiciária concluiu que houve intenção de matar, pelo que indiciou o suspeito por homicídio na forma tentada, detenção de arma proibida e empréstimo ilícito para a prática do jogo. A situação de excesso de permanência do suspeito será objecto de um processo autónomo.
Hoje Macau SociedadeZona A | Residentes querem mais autocarros Os moradores da Zona A dos Novos Aterros querem mais paragens de autocarro e maior frequência deste meio de transporte. O pedido é deixado num comunicado da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), que na passada sexta-feira organizou um colóquio para recolher as opiniões dos residentes desta zona sobre transportes públicos. Segundo a mesma nota, os residentes disseram que as alterações feitas pelas autoridades ao serviço de autocarros não incluíram novas carreiras. Por sua vez, os autocarros que já circulavam na Zona A passam apenas a ter novas paragens, sendo que algumas carreiras já não páram no edifício Tong Seng, o que obriga os moradores deste prédio a andar mais distâncias a pé para apanhar o autocarro. Segundo a mesma nota, os residentes queixam-se de que só neste edifício moram mais de mil pessoas com muitas necessidades em termos de transportes, pelo que esperam que a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) possa criar mais paragens de autocarro perto do edifício Tong Seng ou alterar os actuais percursos para que passem neste local. No dia em que a FAOM divulgou o comunicado, a DSAT anunciou que, além de três novas paragens de autocarros, criou uma paragem provisória segundo sugestões dos residentes, e que já está em funcionamento. Assim, as carreiras 2A, 51B, 101 e 102 vão passar nesta paragem provisória.
Hoje Macau SociedadeMacau Pass | Empresa rejeita falhas de segurança A Macau Pass assegura, em comunicado, que não existem falhas de segurança na plataforma MPay. A questão surgiu depois de um residente se ter queixado nas redes sociais de que o filho ficou sem duas mil patacas que tinha na conta de MPay, uma vez que o antigo titular conseguiu fazer, na noite da última quinta-feira, a transferência sem existir verificação da actual titularidade da conta. Porém, a Macau Pass rejeita que o caso esteja relacionado com falhas na segurança do sistema, referindo que, após uma investigação preliminar, confirmou-se que não se tratou de invasão por hackers ou invasão de outro tipo. A empresa explicou tratar-se de uma disputa por parte da operadora de telecomunicações com a nova distribuição do número de telefone, já que o número de telefone atribuído ao titular da conta já estava conectado com a MPay, tendo existido problemas na confirmação da conta e respectiva confirmação dos dados telefónicos. No mesmo comunicado, a MPay promete cooperar com a Polícia Judiciária e demais entidades supervisoras para a resolução do caso.
Hoje Macau Manchete SociedadeTurismo | Número de visitantes subiu 6% para 4,5 milhões em Agosto Macau recebeu em Agosto quase 4,5 milhões de visitantes, uma subida homóloga de 6,1 por cento, apesar da queda de quase 10 por cento dos turistas internacionais. Em oito meses, entraram no território quase 29 milhões de visitantes, mais 7,7 por cento face ao mesmo período de 2025 Macau ficou a escassos 22 mil visitantes de atingir o registo de 4,5 milhões entradas de turistas em Agosto, indicou a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) na sexta-feira. O número de turistas no mês passado foi 6,1 por cento superior a Agosto do ano passado. Entre os visitantes que se deslocaram a Macau em Agosto, mais de metade (quase 2,9 milhões) eram excursionistas, o que representa um aumento de 11,7 por cento face ao mesmo período do ano anterior. Já o número de turistas (1,63 milhões) registou uma queda de 2,4 por cento em Agosto, em termos anuais, acrescenta a nota. A maioria dos visitantes (perto de 3,6 milhões) era proveniente da China continental, mais 9,3 por cento, sendo que 643,4 mil chegaram de Hong Kong, uma descida de 5,6 por cento, e 101,3 mil de Taiwan, mais 13,7 por cento, em comparação com o mesmo período de 2025. Os visitantes internacionais (item que exclui o Interior da China, Hong Kong e Taiwan), refere ainda a nota da DSEC, totalizaram em Agosto 171,7 mil, o que representa uma queda de 9,8 por cento, em termos homólogos. Visto à lupa Nos mercados do Sudeste Asiático, a Malásia foi a excepção à regra, com o aumento de 2,1 por cento de entradas no mês em análise, para um total de 8.161 turistas. Já Filipinas registaram uma quebra anual de 18,5 por cento para quase 31.300 pessoas, enquanto as entradas de turistas vindos da Indonésia decresceram 16,9 por cento face a Agosto de 2025, para um total de 11,1 mil. Quanto ao Sul da Ásia, o número de entradas de visitantes da Índia (6.430) baixou 17,6 por cento, em relação a Agosto do ano anterior. A tendência de quebra alastrou-se aos mercados do Nordeste Asiático, com o número de entradas de visitantes da República da Coreia (30.738) e o do Japão (11.464) a caírem 12,6 e 31,1 por cento, respectivamente. No agregado dos primeiros oito meses de 2026, porém, entraram no território quase 29 milhões de visitantes, ou seja, mais 7,7 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. No total, o aumento de visitantes entre Janeiro e Agosto ficou a dever-se ao número de excursionistas que subiu 13,6 por cento em termos anuais (17,85 milhões), enquanto o número de turistas individuais permaneceu quase igual (quebra de 0,6 por cento para 11,1 milhões). Já os visitantes internacionais totalizaram 1,77 milhões nos primeiros oito meses do ano, representando um crescimento de 3,4 por cento em relação ao mesmo período de 2025.
João Santos Filipe Manchete SociedadeHabitação | Compras e vendas com queda de 16% em Agosto Ao longo do último mês, o mercado de habitação voltou a contrair, com menos transacções e a preços mais baratos. Coloane foi a zona mais cara do território para comprar casa Em Agosto, o número de compras e vendas de habitação registou uma redução mensal de 15,9 por cento, para 253 transacções. Em Julho deste ano, o número de transacções no território tinha sido de 301. Os dados mais recentes do mercado imobiliário foram divulgados ontem pela Direcção de Serviços de Finanças (DSF) e mostram que Agosto é o segundo mês consecutivo de contracção, depois de em Junho ter sido registado um total de 433 compras e vendas. No corrente ano, o mês com mais actividade no mercado foi Fevereiro, quando foram totalizadas 494 transacções de habitação. Em relação aos dados de Agosto deste ano, o maior número de transacções ocorreu na Península de Macau (187), mercado seguido pela Taipa (46) e por Coloane (20). A Península e a Taipa foram os locais que pressionaram negativamente o mercado, dado que em Julho tinham registado 241 e 49 compras e vendas, respectivamente. No entanto, Coloane apresentou uma tendência contrária, com as transacções a crescerem, dado que no mês anterior tinham sido inscritas 11 compras e vendas. Quando a comparação do número de compras e vendas é feita em termos anuais, o mercado apresenta um crescimento de 7,7 por cento. Em Agosto de 2025 houve um total de 235 transacções, uma diferença de 18 compras e vendas. Os números estão muito longe da realidade pré-covid, dado que em Agosto de 2019 foram registadas 770 transacções. Preços em queda Em relação aos valores praticados em Agosto, o preço médio por metro quadrado foi de 65.998 patacas, o que representou uma redução mensal de 2,5 por cento, dado que em Julho o preço médio tinha sido de 67.667 patacas. Na Península, o preço médio do metro quadrado foi de 63.851 patacas, na Taipa de 63.466 patacas e em Coloane de 85.388 patacas. Em relação a Julho, os preços médios ficaram mais baixos na Península e na Taipa, dado que anteriormente atingiram 66.932 e 69.347 patacas, respectivamente. Todavia, o cenário foi diferente em Coloane, onde o valor médio do metro quadrado valorizou, dado que em Julho tinha sido de 72.835 patacas. Em termos anuais, o metro quadrado apresentou uma desvalorização de 17,9 por cento, uma vez que em Agosto de 2025 o preço atingiu 80.370 patacas. No corrente ano, o preço por metro quadrado mais elevado foi registado em Junho, com 87.869 patacas. Também em relação ao preço, o mercado está muito afastado da realidade pré-pandemia. Em Agosto de 2019, o metro quadrado era comercializado, em média, por 116.856 patacas, uma diferença negativa de 43,5 por cento.
Hoje Macau SociedadeCrimes | Onze detidos por contratações falsas de não residentes O dono e o gerente de uma empresa de administração de propriedades, ambos residentes locais, foram detidos por alegadamente terem criado um esquema para vender quotas para a contratação de trabalhadores não residentes. O caso foi apresentado pela Polícia Judiciária (PJ) em conferência de imprensa, havendo 11 detidos. Segundo a polícia, em colaboração com outras duas pessoas da mesma empresa, o esquema permitiu ganhos indevidos de 1 milhão de renminbis. As quotas de trabalhadores não residentes eram pedidas pela empresa, que depois as vendia a pessoas do Interior para virem para o território exercer trabalhos por conta própria. Os dois colaboradores, naturais do Interior, foram detidos, assim como sete falsos trabalhadores não residentes. As investigações que levaram às detenções apresentadas ontem começaram em Maio deste ano, quando foi detectado o primeiro caso de falso emprego ligado à empresa no centro do caso. As autoridades começaram a investigar mais a fundo a sociedade, e verificaram que os horários dos trabalhadores não residentes contratados, assim como as horas em que atravessavam as fronteiras, eram incompatíveis com as operações da companhia. Segundo o apurado pelas investigações, cada trabalhador não residente pagava no primeiro ano 45 mil renminbis, com os preços a descerem para 36 mil renminbis por cada ano de renovação do cartão azul. Segundo a PJ, os dois cabecilhas criaram o esquema para lidar com as dificuldades financeiras da empresa, que começaram em 2024. O caso foi encaminhado para o Ministério Público.
Hoje Macau SociedadeAv. da Amizade | Entupimentos levam a limpeza de esgotos A Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP) procedeu à limpeza de alguns pontos da rede de esgotos na zona da Avenida da Amizade devido ao entupimento por excesso de gordura. Segundo um comunicado da DSOP, o entupimento deu-se perto da Rua de Cantão e da Rua de Pequim, tendo as autoridades feito o apelo para que os donos de restaurantes cumpram a legislação e assumam “a responsabilidade de manutenção das instalações de retenção de gorduras, evitando o lançamento de gorduras nas redes públicas de esgotos”. Lai Chi Vun | DSOP avança com reparação de esgotos A Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP) vai iniciar a “reparação urgente” do sistema de esgotos na povoação de Lai Chi Vun, em Coloane, o que obriga ao encerramento do trânsito junto à Estrada de Lai Chi Vun. Segundo uma nota da DSOP, verificou-se que os esgotos pressurizados localizados na sala de bombas nas imediações da Estrada de Lai Chi Vun, entre os números 12 a 16, ficaram danificados. Desta forma decidiu-se iniciar a obra “para resolver o problema da higiene ambiental resultante do refluxo de água de esgotos”, e ainda para “garantir a segurança da circulação de peões e de veículos”. Os trabalhos começaram ontem, quinta-feira 17, e irão durar apenas cinco dias.
Hoje Macau Manchete SociedadeAMCM | Taxa de juro de referência sobe pela primeira vez desde 2023 Os reguladores financeiros de Macau e Hong Kong aprovaram ontem a primeira subida da principal taxa de juro de referência desde 2023, seguindo a Reserva Federal norte-americana. A autoridade monetária de Hong Kong alertou para consideráveis incertezas quanto a futuros custos de financiamento A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) aumentou em 0,25 pontos percentuais, para 4,25 por cento a taxa de redesconto, valor cobrado aos bancos por injecções de capital de curta duração, com efeito imediato, de acordo com um comunicado. O regulador financeiro da RAEM seguiu assim o aumento anunciado na quarta-feira pela Fed. A AMCM disse que a subida era inevitável, por a pataca estar indexada ao dólar de Hong Kong, pelo que “a taxa de juros em Macau é consistente com a taxa de juros em Hong Kong”. A decisão da AMCM surgiu menos de meia hora depois de a Autoridade Monetária de Hong Kong (HKMA, na sigla em inglês) ter anunciado a subida da taxa de juro de referência, devido ao aumento imposto pelo banco central dos EUA. O dólar de Hong Kong está indexado ao dólar norte-americano. O director-geral da Autoridade Monetária de Hong Kong, Eddie Yue, ressalvou ontem que existem consideráveis incertezas quanto ao futuro dos custos de financiamento, embora salientando que o rácio de crédito malparado na região vizinha se mantem estável. Vida a crédito Na quarta-feira, a Reserva Federal norte-americana (Fed), o banco central dos Estados Unidos, decidiu, por unanimidade, aumentar as taxas de juro em 25 pontos base, para o intervalo entre 3,75 e 4 por cento, após uma reunião de dois dias. A Fed não aumentava as taxas directoras, que orientam os custos dos empréstimos, desde o Verão de 2023. De acordo com projecções apresentadas pelo presidente da Reserva, Kevin Warsh, será provavelmente necessário proceder a uma nova subida das taxas de juro até ao final do ano para combater a inflação. A subida da taxa de juro surge numa altura em que o crédito malparado tem vindo a cair em Macau, depois de ter atingido um recorde histórico de 57,8 mil milhões de patacas em Junho de 2025. De acordo com dados oficiais da AMCM, os empréstimos vencidos caíram, pelo terceiro mês consecutivo, para 46 mil milhões de patacas, no final de Julho passado. O crédito vencido representava em Julho 4,4 por cento dos empréstimos dos bancos de Macau. Uma percentagem que sobe para 4,7 por cento no caso do crédito a instituições ou indivíduos fora da RAEM. Ainda assim, a percentagem de crédito bancário vencido em Macau está longe do recorde de 25,3 por cento alcançado em meados de 2001, em plena crise económica mundial causada pelo rebentar da bolha especulativa das empresas ligadas à Internet.
João Santos Filipe Manchete SociedadeJogo | CLSA revê estimativas de crescimento em baixa A CLSA estima que as receitas do jogo se expandam 2,4 por cento no próximo ano e 4,3 por cento em 2028. Em relação aos lucros das concessionárias, a corretora alerta para uma redução, devido ao aumento dos custos operacionais A corretora CLSA confessa ter adoptado uma visão “mais cautelosa” sobre o mercado do jogo e cortou as previsões de crescimento para 2027 e 2028. A informação foi divulgada através do mais recente relatório sobre a principal indústria de Macau, citado na terça-feira pelo portal GGRAsia. Segundo as novas previsões, a estimativa do crescimento de 2027 situa-se em 2,4 por cento, num total de 259,2 mil milhões de patacas. Este valor significa um corte de 4 por cento, face à estimativa anterior, que era de 269,1 mil milhões de patacas. Em relação a 2028, o relatório assinado pelo analista Jeffrey Kiang apresenta receitas de 270,4 mil milhões de patacas, o que significaria um crescimento de 4,3 por cento em comparação com 2027. Todavia, face aos números anteriores, este valor representa uma redução de 3 por cento, dado que a previsão anterior era de 280,1 mil milhões de patacas. A média diária das receitas brutas seria assim de 710 milhões de patacas em 2027 e de 739 milhões de patacas em 2028. Apesar do ambiente mais conservador, em relação ao ano em curso, a previsão fica “praticamente inalterada”, com a CLSA a indicar que as receitas deverão atingir 253,2 mil milhões de patacas. Jeffrey Kiang reconhece que após o Mundial de Futebol, que afastou os jogadores do território, houve uma “recuperação notável” que se reflecte tanto ao nível das receitas como do número de visitantes. No entanto, a realidade não permite grandes recuperações: “não achamos que o cenário macroeconómico seja favorável o suficiente para impulsionar um crescimento incremental a partir do ritmo de receita actual”, justificou. Menos propício Como parte do ambiente menos favorável às receitas dos casinos de Macau, a corretora aponta os números mais recentes do índice de lucros industriais do Interior, mercado de onde vem a maioria dos jogadores. Jeffrey Kiang defende que o índice de lucros industriais do Interior e as receitas brutas do jogo em Macau têm uma correlação positiva, ou seja, quando os lucros industriais aumentam as receitas do jogo crescem, e quando os lucros industriais caem as receitas também sofrem uma diminuição. “Assumindo que essa correlação se mantenha, os ventos contrários macroeconómicos permanecem para Macau, uma vez que o referido diferencial tem sido negativo desde Fevereiro”, foi indicado. A CLSA espera ainda que a margem de EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) se mantenha sob pressão em 2027, devido ao crescimento rápido das despesas operacionais das concessionárias. O aumento das despesas deverá ultrapassar o crescimento das receitas e ser impulsionado por aumentos salariais. “Na nossa perspectiva, a pressão sobre as despesas operacionais não se dissipa facilmente, uma vez que tem havido uma pressão ascendente sobre os custos com pessoal”, explicou a CLSA. “Houve um aumento salarial consistente para funcionários não gestores de pelo menos 2,5 por cento a cada ano, anunciado em 2024, 2025 e 2026. Estes ajustes salariais são altamente semelhantes em toda a linha”, foi vincado.
Hoje Macau SociedadeCrime | Detido por apanhar auscultadores esquecidos Um homem foi detido na sexta-feira por ser suspeito de se ter apropriado de uma caixa de auscultadores perdida. A informação foi revelada ontem, e o detido é um trabalhador não residente do Interior suspeito do crime de apropriação em caso de acessão ou de coisa achada. A investigação do caso começou depois de um residente local ter parado a mota na Estrada Marginal da Areia Preta, por volta das 19h50 de 21 de Julho, para atender uma chamada telefónica. No entanto, quando arrancou esqueceu-se da caixa no local. Cerca de 10 minutos depois regressou, mas a caixa tinha desaparecido. Fez queixa e calculou o prejuízo em 1.500 patacas. Após investigação e com recurso ao sistema de videovigilância Olhos no Céu, a PSP identificou o suspeito e interceptou-o na passada sexta-feira no seu local de trabalho, na Rua do Praia da Manduco. A caixa de auscultadores foi recuperada. Questionado pelas autoridades, o detido confessou a prática do crime e mostrou-se disponível para indemnizar a vítima.
Hoje Macau SociedadeCentros de saúde | Lançado serviço que antecipa consultas O subdirector dos Serviços de Saúde, Tai Wa Hou, revelou ontem que será lançado em breve um serviço que irá prestar informações ao médico antes das consultas. Este serviço, que o responsável não explicou se seria promovido através de uma máquina, ou de qualquer outra tecnologia, vai arrancar primeiro nos centros de saúde, antes de chegar às urgências hospitalares. O serviço, prometido pela secretária para os Assuntos Sociais e Cultura na Assembleia Legislativa no final de Julho, permite introduzir informações do utente enquanto espera para entrar no consultório, incluindo sintomas. Os dados são analisados por um software de inteligência artificial e enviados para o médico para auxiliar no diagnóstico. Tai Wa Hou salientou que a tecnologia será testada em centros de saúde ainda este ano e que, após avaliação de eficácia, será expandida aos hospitais e serviços de urgência. As autoridades esperam que a ferramenta digital ajude a reduzir o tempo de espera e melhorar o atendimento. O subdirector dos Serviços de Saúde acrescentou que será dada assistência a idosos, ou quem não está familiarizado com produtos digitais, por profissionais de saúde e pessoal de triagem.
Hoje Macau SociedadeAreia Preta | MRU abre arrendamento de 95 lojas no Lote P Os espaços comerciais no Lote P da Areia Preta estão disponíveis para arrendamento, indicou ontem a Macau Renovação Urbana (MRU) em comunicado. As 95 lojas estão localizadas nos edifícios Ut Koi e Lok Koi, destinados à habitação temporária, e nos seis blocos do Pearl Metropolitan, o complexo construído para os compradores lesados do Pearl Horizon. Os espaços comerciais ocupam uma área total de cerca de 32.000 metros quadrados e situam-se em zonas exclusivamente pedonais, ao longo da Avenida do Nordeste, da Rua da Pérola e da Avenida da Pérola Oriental. Segundo a MRU, os espaços comerciais estão destinados a cafetarias e restauração, comércio a retalho e supermercados, assim como para espaços de lazer e serviços de apoio de dia. A empresa de capitais públicos refere que tem como objectivo criar uma zona comercial dinâmica, atraindo marcas comerciais diversificadas e salienta a boa localização das lojas, próximas dos acessos à Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, da Ponte de Macau, e dos postos fronteiriços das Portas do Cerco e Qingmao. Foi realizada na segunda-feira uma sessão para esclarecer dúvidas de agentes imobiliários sobre os detalhes do arrendamento dos espaços.