Hoje Macau Manchete SociedadeEnsino | Novo ano letivo arranca em Macau com menos três mil estudantes O ano lectivo 2026/2027 arrancou em Macau com cerca de 86 mil alunos, disse o responsável pela tutela da educação, menos três mil do que no ano anterior. “O número de turmas do ensino secundário continua a aumentar devido ao ‘baby boom’ dos anos anteriores, enquanto o número de turmas do ensino pré-escolar está em tendência decrescente”, afirmou o director dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), ao canal chinês da emissora pública TDM, à margem de visitas às escolas no primeiro dia de aulas, na terça-feira. No ano passado, na mesma ocasião, Kong Chi Meng revelou que o ensino não superior de Macau tinha um total de 89 mil alunos. Kong confirmou também que, no novo ano lectivo, duas escolas foram fundidas. O Jardim de Infância Caritas passou a estar sob a alçada da Escola São João de Brito, um estabelecimento de ensino católico gerido pela Caritas de Macau. Em Junho, a DSEDJ disse à Lusa que existem entre nove a 11 escolas com intenção de fusão ou transformação. No ano lectivo de 2025/2026, Macau tinha menos 26 turmas de creche do que no ano anterior, enquanto o número de educadores de infância diminuiu em 63, de acordo com dados citados pela deputada Ella Lei Cheng I em Abril. Em Março, o único jardim-de-infância português de Macau, o Jardim de Infância D. José da Costa Nunes, reduziu o seu corpo docente de 24 para 18 professores. Macau registou em 2025 2.871 recém-nascidos, o menor número de nascimentos em quase 50 anos. No primeiro trimestre de 2026, nasceram no território 690 bebés, menos 8por cento em comparação com o primeiro trimestre do ano passado, segundo dados oficiais. De acordo com um relatório do Fundo das Nações Unidas para a População, a taxa de fecundidade total em Macau caiu em 2025 para 0,7 filhos por mulher em idade fértil, a mais baixa do mundo, juntamente com a vizinha região de Hong Kong. Também a taxa de natalidade em Macau tem vindo a cair desde há 11 anos consecutivos, atingindo em 2025 outro mínimo histórico de 0,47 nascimentos por cada mulher entre 15 e 49 anos, segundo dados oficiais.
Hoje Macau SociedadeJustiça | Juristas aplaudem chegada de juízes portugueses Dois juristas ouvidos pela TDM Rádio Macau consideram que a chegada dos dois juízes portugueses a Macau, Filipa Vaz da Fonseca e Ricardo Botica Quintas, é um “sinal muito positivo” dado por Pequim. Vitalino Canas, jurista e antigo chefe de gabinete do Governador Carlos Melancia, referiu que a China “certamente estará interessada em preservar esta identidade própria do sistema jurídico de Macau”. “É uma mais-valia de que dispõe para desempenhar o papel de grande promotor ao nível mundial de vários movimentos”, acrescentou. Já Eduardo Vera-Cruz Pinto, director da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, disse tratar-se de “um sinal muito positivo”. “A presença da língua portuguesa e do desenvolvimento de falantes de português em Macau e na China é de uma importância tão grande que a China entendeu isso. E, à medida que for melhor entendendo, a importância estratégica da relação entre Portugal e a China coloca a China melhor colocada na Europa, nos países africanos de expressão portuguesa e no Brasil”, frisou.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeLisboa | Restaurante Patuá volta a fechar portas Aberto em 2019, encerrado temporariamente em 2024 por causa das rendas elevadas, o restaurante Patuá, de comida macaense, vai fechar portas definitivamente pelo mesmo motivo, em Lisboa. A decisão foi anunciada na mais recente crónica de Ricardo Dias Felner publicada no Expresso, intitulada “O Patuá e a cozinha macaense” É em Lisboa que o restaurante de comida macaense Patuá, projecto de Francisco Rodrigues e Daniela Silvestre, tem dado a conhecer ao mundo a tradicional comida de Macau, feita da fusão de sabores ocidentais e asiáticos. Com portas abertas em Outubro de 2019, o restaurante não resistiu aos elevados preços das rendas de Lisboa, fechando temporariamente em 2024. Porém, o mesmo cenário voltou a surgir e os donos vão mesmo encerrar o estabelecimento, conforme foi anunciado na mais recentes crónica do jornalista Ricardo Dias Felner no semanário português Expresso. “Na verdade, Portugal poderá ficar sem nenhum representante de uma gastronomia original, de que é parte. No final do jantar do Patuá, Daniela Silvestre, companheira de Francisco Rodrigues, a mulher que dirige a sala, contou-me que o restaurante vai fechar, em Setembro”, pode ler-se. O cronista salienta a elevada pontuação do espaço, com 4,8 na plataforma Google Maps. “No dia em que lá fui, a casa estava cheia. O problema é o mesmo que ditou o primeiro encerramento, em 2024: vão ter de abandonar o sítio onde estão; e a renda que pagariam, noutro lugar, aos preços actuais, inviabilizaria o negócio. Lamentável. Para a restauração de Lisboa. Para a culinária macaense. Para Portugal”, pode ler-se. Actualmente, o negócio funciona na Rua Angelina Vidal, tendo como chefe de cozinha Francisco Rodrigues, macaense que nunca pôs um pé no território, mas cujas ligações familiares e histórias de Macau nunca o deixaram ficar sem vínculo. Daniela é a sua companheira e formou-se em antropologia, tendo sido sempre fascinada pela cultura oriental, conforme confessou ao HM numa entrevista conjunta realizada em 2021. Comida de fora Conforme descreve Ricardo Dias Felner, a comida macaense fica praticamente em extinção em Portugal quando o Patuá encerrar portas. Existe o restaurante “Macau Dim Sum”, em Lisboa e Oeiras, mas como o nome indica, é um espaço que serve mais comida chinesa do que outra coisa. Actualmente, a Casa de Macau em Portugal disponibiliza, uma vez por semana, um almoço tipicamente macaense preparado por um chef, mas não se trata de um restaurante. A iniciativa está, porém, aberta a sócios e ao público em geral. Na agenda desta entidade consta também um evento, de cariz semanal, onde o minchi é protagonista, juntamente com uma actuação ao vivo. O Patuá sempre foi conhecido como um restaurante cheio de clientes, com um ambiente de tasca, em que é difícil arranjar mesa. Lá são servidos pratos como o tradicional minchi, bacalhau à macaísta ou peixe à Cantão, e que dificilmente poderão ser provados noutros lugares em Portugal. “Eu é que trago a bagagem da comunidade macaense do lado da minha mãe”, contou Francisco, em 2021, ao HM. “A minha avó era chinesa, o meu avô de Castelo Branco. A influência macaense sempre foi ecoando nos anos em que trabalhei na cozinha, de forma inconsciente. Assumir o lado macaense foi também para não deixar isto morrer”, rematou.
Hoje Macau SociedadeSaudel | Ciclone Tropical pode voltar a aproximar-se Ontem, a probabilidade de o sinal n.º 3 de tempestade tropical ser içado devido à passagem do ciclone Saudel mantinha-se “relativamente baixa”, de acordo com a Direcção dos Serviços Meteorológicos e Geofísicos (DSMG). Todavia, nos próximos dias, o ciclone tropical pode aproximar-se da RAEM e levar a uma intensificação das chuvas e do vento. “A probabilidade de Macau ser afectado directamente pela sua circulação é relativamente baixa; assim sendo, a probabilidade de emissão do Sinal n.º 3 de Tempestade Tropical é relativamente baixa”, indicou a DSMG. “No entanto, a trajectória de ‘Saudel’ na última metade desta semana ainda apresenta um elevado grau de incerteza, existe a possibilidade de rodar sobre si e aproximar-se novamente da Foz do Rio das Pérolas. Nessa altura, a intensidade do vento em Macau poderá aumentar, e os aguaceiros deverão intensificar-se”, foi acrescentado.
João Santos Filipe Manchete SociedadeJogo | Previsto que receitas voltem a crescer este mês Os relatórios da JP Morgan Securities e da Seaport Research Partners colocam as receitas dos casinos a crescer entre 7 e 10 por cento, em termos anuais, em Setembro. Nos três meses anteriores, o mercado do jogo esteve em contracção Após três meses em que as receitas do jogo apresentaram quebras anuais, os analistas acreditam que Setembro vai marcar o regresso do crescimento. De acordo com os relatórios mais recentes da JP Morgan Securities e da Seaport Research Partners, citados pelo portal GGRAsia, em Setembro as receitas podem apresentar um crescimento homólogo de 7 a 10 por cento. Segundo a JP Morgan, ao longo do corrente mês as receitas brutas dos casinos devem atingir 19,64 mil milhões de patacas, o que representa um aumento anual de cerca de 7 por cento. Para os analistas Daniel Politzer, Samuel Nielsen e Michael Hirsh, o crescimento anual em Setembro pode ser ajudado pelo facto de no ano passado o território ter sido afectado por um tufão, o que prejudicou o nível das receitas nesses dias de Setembro de 2025. Nesse mês, as receitas foram de 18,29 mil milhões de patacas, o que significou um aumento de 6 por cento face a Setembro de 2024, mas uma redução de 17 por cento em comparação com Agosto de 2025. Por sua vez, a Seaport prevê uma média diária das receitas brutas em Setembro de 671 milhões de patacas, uma descida mensal de 5,1 por cento face aos 706 milhões de patacas registados em Agosto. Segundo o analista Vitaly Umansky, Setembro é “tipicamente” um mês fraco que pode ser afectado pelo mau tempo. Apesar destes aspectos negativos, a Seaport não se coíbe de colocar o crescimento homólogo em 10 por cento, o que significaria receitas brutas a rondarem os 20,12 mil milhões de patacas. Em relação ao terceiro trimestre, ambas as instituições prevêem que a receita bruta dos casinos de Macau registe uma ligeira queda em termos homólogos. A JP Morgan aponta para uma contracção de 1 por cento, para os 61,80 mil milhões de patacas. A Seaport antecipa uma redução de 0,5 por cento, mostrando-se, mais uma vez, mais optimista. Agosto desiludiu Nos relatórios também foram abordados os números de Agosto, revelados pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) na terça-feira. Em Agosto, as receitas caíram 1,2 por cento em termos anuais, de 22,16 mil milhões de patacas para 21,89 mil milhões de patacas. Segundo a JP Morgan, entre Julho e Agosto houve uma melhoria de 4 por cento, mas esta não justifica grande valorização porque “reflecte mais um mês de Julho fraco do que propriamente um Agosto forte”. A instituição estimou ainda que a receita do jogo VIP tenha caído 5 por cento em termos homólogos durante o mês de Agosto, enquanto as receitas do mercado de massa e das slot machines se mantiveram praticamente estagnadas. “Embora não consideremos os resultados maus, também não há muito motivo para entusiasmo”, pode ler-se no relatório da JP Morgan. Também a Seaport descreveu as receitas de Agosto como “mais fracas do que o inicialmente esperado”. Além disso, o relatório assinado por Vitaly Umansky indica que há poucas provas que confirmem que as receitas dos casinos foram afectadas pelo Campeonato do Mundo da FIFA, realizado em Junho e Julho.
Hoje Macau SociedadeObras | PJ alerta para esquemas de burlas A Polícia Judiciária (PJ) alertou ontem para a ocorrência de esquemas de burlas relacionadas com obras em edifícios para a reparação de infiltrações de água. Segundo noticiou o jornal Ou Mun, a PJ descreveu que estes esquemas estiveram mais activos entre os anos de 2024 e 2025, com as vítimas a descreverem, nas redes sociais, como só perceberam o esquema de que tinham sido alvo depois da contratação da empresa e da conclusão da obra. A PJ diz que este tipo de burla voltou ao território, já que até Julho deste ano houve oito denúncias, com perdas monetárias que variam entre 8,5 e 41 mil patacas. O valor total de perdas para as vítimas foi de cerca de 150 mil patacas. As autoridades explicaram que os burlões fazem propaganda dos serviços nas redes sociais, telefonam para o contacto de Macau e alegam que usam materiais que rondam as 600 e 990 patacas por libra de peso, mas o valor real é de algumas dezenas de patacas. Na obra, é usada a maior quantidade possível de material que também não resolve o problema das infiltrações de água, vendo-se as vítimas obrigadas a pagar a reparação. Só depois deste processo é que as pessoas percebem ter sido enganadas, mas aí já não conseguem entrar em contacto com os burlões.
João Santos Filipe Manchete SociedadeCrime | Ataque de aluno contra professora motivado por críticas anteriores A agressão com um líquido corrosivo causou queimaduras de terceiro grau em 18 por cento do corpo da docente, que corre o risco de perder a visão de um olho O aluno da Escola São João de Brito que atacou uma professora com um líquido corrosivo terá sido motivado por críticas anteriores. A revelação foi feita ontem pela Polícia Judiciária (PJ), durante uma conferência de imprensa em que o caso foi abordado. O estudante e a professora conheciam-se há pelo menos quatro anos. A relação entre os dois remonta ao 2.º ano do ensino secundário complementar do detido (equivalente ao 8.º ano de escolaridade), quando teve a vítima como directora de turma. No âmbito da relação escolar, a docente terá feito críticas ao aluno que nunca foram esquecidas. Os anos avançaram, mas no final do ano lectivo passado o detido começou a preparar o ataque, após ficar a saber que a docente ia voltar a ser a sua directora de turma. A informação terá sido divulgada na cerimónia de conclusão do ano lectivo anterior. De acordo com a PJ, o aluno de 18 anos terá ficado nervoso com a perspectiva de ser alvo de perseguição por parte da docente, e planeou o ataque para impedir que a professora desempenhasse as funções de directora de turma, ou, em alternativa, ser suspenso e não ter de lidar com a docente. Na manhã de terça-feira, no primeiro dia de aulas, o aluno dirigiu-se a um supermercado e comprou um produto corrosivo para desentupir canos. Já na escola, aguardou pela professora junto à porta da sala de aulas, e quando a docente surgiu atirou a solução contra o rosto e o corpo da vítima. A professora pediu imediatamente socorro, e o aluno foi retirado do local por outros professores. A docente, que tem mais de 60 anos, sofreu queimaduras químicas de terceiro grau na cara e noutras partes do corpo e corre o risco de ficar cega do olho esquerdo. Segundo o relatório médico, as queimaduras abrangeram 18 por cento do seu corpo, embora seja necessária uma nova avaliação médica para determinar a gravidade de todas as lesões e o período de recuperação. Por sua vez, o atacante ficou ferido nas mãos, e vai precisar de cerca de 15 dias para recuperar. Ofensa grave O detido está indiciado pela prática do crime de ofensa grave à integridade física, que é punido com pena de prisão entre dois e 10 anos. No entanto, se for considerado pelo tribunal que a ofensa aconteceu “em circunstâncias que revelem especial censurabilidade ou perversidade do agente”, a pena pode ser agravada em um terço. O caso foi encaminhado para o Ministério Público, e as autoridades revelaram que o detido não tem registo criminal. Na conferência de imprensa de ontem, a PJ apelou aos jovens que “mantenham a calma e a contenção perante conflitos” e que evitem “resolver os problemas com recurso à violência”. As autoridades aconselharam ainda os alunos a procurarem sempre apoio junto de pessoas em quem confiem. Também foi pedido aos pais que acompanhem mais de perto as crianças. Acto condenado O presidente e o vice-presidente da Associação de Educação de Macau, Cheang Hong Kuong e Vong Kuoc Ieng, dizem sentir-se chocados com o episódio da professora atacada com ácido por um aluno da Escola São João de Brito esta terça-feira, dia de arranque do ano lectivo. Segundo o jornal Ou Mun, os dirigentes associativos destacam que nenhuma razão justifica este acto, tendo Cheang Hong Kuong dito que este é um exemplo de como os professores enfrentam cada vez mais pressões no emprego, e também riscos para a sua segurança. Este defendeu que o Governo deve tratar o assunto com seriedade e pedir responsabilizações conforme a lei. Já Vong Kuoc Ieng disse que quaisquer actos ofensivos não podem ser tolerados em ambiente escolar, acrescentando que as escolas e famílias devem ter um método de comunicação mais estreita com os alunos. No que diz respeito aos encarregados de educação, devem ter mais atenção às mudanças emocionais e actos dos filhos, sobretudo em períodos de férias, mantendo contacto com as escolas para a prevenção de casos semelhantes no futuro, sugeriu.
Hoje Macau SociedadeMacau Legend reduziu as perdas anuais, mas continua a registar prejuízos A antiga operadora de casinos Macau Legend anunciou um prejuízo de 136,8 milhões de dólares de Hong Kong na primeira metade do ano, menos 90,4 por cento em termos homólogos. Num comunicado enviado à bolsa de valores de Hong Kong, na segunda-feira à noite, a Macau Legend justificou a melhoria com a ausência nas contas do impacto do encerramento do último ‘casino-satélite’ da empresa. Em 2025, a operadora registou uma queda de 1,18 mil milhões de dólares de Hong Kong no valor contabilístico do empreendimento Doca dos Pescadores, devido ao encerramento, em Novembro, do ‘casino-satélite’ Legend Palace. Os ‘casinos-satélite’, sob a alçada de três das seis concessionárias oficiais, eram geridos por outras empresas, sendo uma herança da administração portuguesa e que já existia antes da liberalização do jogo no território, em 2002. Dez dos 11 ‘casinos-satélite’ que ainda operavam em 2025 fecharam portas, enquanto a SJM adquiriu o Casino Royal Arc e obteve autorização do Governo para gerir directamente o espaço. A Macau Legend terminou 2025 com um prejuízo de 1,57 mil milhões de dólares de Hong Kong , mais do dobro do registado no ano anterior. Futuro em risco No relatório de segunda-feira a operadora admitiu ter “dúvidas significativas sobre a capacidade do grupo de continuar em actividade” devido a dívidas totais de 2,68 mil milhões de dólares de Hong Kong. Em Setembro de 2025, a empresa lançou um concurso público para a venda do projecto imobiliário Ponto Legend, situado na ilha da Montanha, e que inclui uma praça ao ‘estilo manuelino’. O período de licitação decorreu até ao final de Outubro de 2025, mas a Macau Legend não anunciou ter recebido ou aceite qualquer proposta. Em Março de 2025, a Macau Legend já tinha previsto um prejuízo contabilístico de 45,9 milhões de dólares de Hong Kong devido à ameaça de reversão do hotel-casino que a empresa deixou por acabar na Praia. Em Janeiro passado, o Governo de Cabo Verde tomou mesmo posse dos bens e edifício do hotel-casino que a Macau Legend abandonou há anos. Três dias depois, a empresa disse que as autoridades cabo-verdianas não tinham “qualquer fundamento legítimo” para reaver a propriedade. Em Março, o Governo de Cabo Verde lançou um concurso de ideias para o espaço, aberto até meados de Abril, sendo que as propostas que forem seleccionadas serão objecto de consulta pública. Em Abril, a Macau Legend garantiu que não desistiu do hotel-casino e que estava a ponderar “possíveis acções (…), sob assessoria jurídica”, face à perda da propriedade no ilhéu de Santa Maria e na orla marítima da Gamboa. O relatório financeiro referente a 2025 revela que a Macau Legend reservou 32,4 milhões de dólares de Hong Kong para as despesas de uma eventual litigância em torno do projecto na capital cabo-verdiana.
Hoje Macau Manchete SociedadeJogo | Receitas brutas com quebra anual de 1,2% em Agosto Os números de Agosto mostram as receitas a caírem em termos anuais pelo terceiro mês consecutivo. Esta é a série mais negativa para a indústria do jogo, desde a pandemia da Covid-19 As receitas dos casinos caíram em Agosto, em termos homólogos, pelo terceiro mês consecutivo, foi ontem anunciado. De acordo com dados oficiais divulgados pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos, o sector arrecadou 21,9 mil milhões de patacas no mês passado, menos 1,2 por cento do que em Agosto de 2025. As receitas dos casinos de Macau já tinham registado quedas homólogas de 12,1 por cento em Junho e de 8,4 por cento em Julho, algo que os analistas tinham justificado com o impacto do Mundial de futebol. O banco de investimento Citigroup indicou numa nota que as apostas no torneio, que decorreu entre 11 de Junho e 19 de Julho, reduziram o orçamento que os jogadores normalmente reservam para as mesas de Macau. É a primeira vez desde 2021, em plena pandemia de covid-19, que os casinos do território registam três meses consecutivos com as receitas a cair em termos homólogos. A indústria do jogo fechou 2025 com receitas de 247,4 mil milhões de patacas, o valor mais elevado desde 2019, antes do início da pandemia. O orçamento do Governo para este ano, aprovado em Dezembro de 2025, prevê que as receitas atinjam 236 mil milhões de patacas, o que representaria uma queda de 4,61 por cento em comparação com o ano passado. O então secretário para a Economia e Finanças, Anton Tai Kin Ip, defendeu a previsão como “bastante prudente” e recusou apontar uma meta para o crescimento da economia da região, que descreveu como altamente “vulnerável a flutuações”. Recorde em 2013 O recorde de receitas dos casinos foi atingido em 2013 – 360,7 mil milhões de patacas – antes das autoridades da China continental terem lançado uma campanha para limitar os fluxos ilegais de capitais. De acordo com dados oficiais, Macau recebeu quase 24,5 milhões de visitantes nos primeiros sete meses de 2026, mais 8 por cento do que no mesmo período do ano passado. Os casinos representaram quase metade (47,3 por cento) do Produto Interno Bruto de Macau em 2025. Se ao jogo se juntar o turismo, então este sector reuniu 74,1 por cento da economia local. Apesar da crise sofrida durante a pandemia, os casinos davam no final de Junho trabalho a cerca de 66.100 pessoas, ou seja, 17,6 por cento da população empregada. Além disso, os impostos sobre o jogo representavam 84,6 por cento do total das receitas públicas de Macau nos primeiros sete meses do ano.
Hoje Macau SociedadeHengqin | UPM e UTM assinam acordo para uso de terreno Foi assinado, esta segunda-feira, o acordo para a transferência de uso de terrenos e utilização do futuro campus universitário em Hengqin por parte da Universidade Politécnica de Macau (UPM) e Universidade de Turismo de Macau (UTM), entendimento esse firmado com a entidade gestora da Zona de Cooperação Aprofundada de Guangdong e Macau em Hengqin. Desta forma, “as três universidades públicas de Macau – Universidade de Macau, Universidade Politécnica de Macau e Universidade de Turismo de Macau – concluíram a aquisição de terrenos em Hengqin”, pode ler-se num comunicado oficial. A ideia é construir “uma nova cidade de educação a nível internacional na Grande Baía”. O projecto da UPM e UTM tem mais de 459 mil metros quadrados, sendo que as duas instituições de ensino vão ter um campus em conjunto com edifícios de aulas, laboratórios, biblioteca, residências universitárias e instalações desportivas. Espera-se que as obras deste campus arranquem em 2027, ficando “praticamente concluído em 2030”.
Nunu Wu Manchete SociedadeEscolas | Regresso às aulas marcado por ataque com líquido corrosivo Um aluno de 18 anos atacou uma professora com um ácido corrosivo, e os dois precisaram de receber tratamento hospitalar. Ontem, à hora de fecho do HM, os motivos do ataque ainda não tinham sido divulgados pelas autoridades O primeiro dia do novo ano lectivo ficou marcado por um ataque com um líquido corrosivo de um aluno a uma professora, na Escola São João de Brito, na Rua de Pedro Coutinho. Segundo a informação do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), a vítima do ataque, uma docente com mais de 60 anos, ficou com ferimentos no rosto e noutras partes do corpo. O aluno, que as autoridades referiram ter 18 anos, ficou ferido nas mãos. “Às 8h24, o nosso serviço recebeu uma denúncia de um incidente por ofensa à integridade física numa escola na Rua de Pedro Coutinho, no qual um aluno é suspeito de ter atirado soda cáustica a uma professora”, indicou o CPSP, numa resposta escrita enviada à Agência Lusa, depois de o caso ter sido tornado público. “Ambos foram transportados para o Centro Hospitalar Conde de São Januário para receberem tratamento”, foi acrescentado. Até ontem à hora de fecho da edição, os motivos do ataque não tinham sido revelados. Ainda antes da divulgação pública do caso que marcou o dia de ontem, o director dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), Kong Chi Meng, tinha considerado o regresso às aulas “um sucesso”. A manhã incluiu para o responsável uma visita matinal à Escola São Paulo e à Escola Keang Peng. À margem deste evento, segundo o canal chinês da Rádio Macau, Kong Chi Meng afirmou que o número de alunos se manteve em cerca de 86 mil, tal como no ano passado. Também o número de turmas foi semelhante ao do ano passado, embora tenha havido um aumento em termos do número de alunos a frequentar o ensino secundário. Todavia, no ensino infantil houve uma redução dos inscritos. Sobre a redução da natalidade em Macau, o director da DSEDJ afirmou que foram lançadas medidas de apoio, com um novo programa de subsídios para apoiar a fusão de escolas ou a conversão das instituições de ensino. Trânsito “estável” Em relação ao trânsito na manhã de ontem, a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) fez um balanço positivo da situação nas estradas do território. “Apesar da instabilidade das condições meteorológicas, o funcionamento geral do trânsito decorreu com normalidade. De acordo com os dados estatísticos em tempo real dos autocarros, durante a hora de ponta matinal, entre as 6h e as 9h de hoje [ontem], as duas operadoras de autocarros realizaram, no total, mais de 2.000 viagens, o que representa um aumento de 4 por cento em comparação com o mesmo período das férias de Verão”, foi comunicado. “Entre as 6h e as 9h de hoje [ontem], foram transportados de autocarro mais de 123 mil passageiros, um número semelhante ao registado no período homólogo do primeiro dia de aulas do ano passado, dos quais cerca de 13 mil utilizaram o cartão de estudante”, foi acrescentado. Por sua vez, como parte da explicação da situação do trânsito, Kong Chi Meng revelou que a DSEDJ pediu às escolas para realizarem várias cerimónias de abertura, em diferentes horários, de forma a dividirem os alunos, em vez de optarem por uma única cerimónia com maior concentração de estudantes.
Andreia Sofia Silva Manchete Sociedade“Saudel” | Içado sinal 1 de tempestade. Possibilidade “moderada” de sinal 3 Os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) içaram na noite desta segunda-feira, 31, o sinal 1 de tempestade tropical a propósito da aproximação da tempestade tropical “Saudel”. Segundo informação oficial do website dos SMG, a possibilidade de aumentar o sinal de tempestade, nomeadamente para 3, é “moderada”, não existindo qualquer previsão quanto à possível chegada do sinal 8 de tempestade. O sinal 1 de tempestade deverá manter-se em vigor até às 10h desta terça-feira, 1 de Setembro. Segundo as últimas previsões, o “Saudel”, localizado no mar leste da ilha de Hainan, deverá passar a cerca de 300 quilómetros a sul de Macau “no início desta terça-feira”. Depois disso, “vai mover-se para o quadrante Leste, em direcção à região Nordeste do Mar do Sul da China, onde vai encontrar condições para continuar a intensificar-se”, é explicado. Em relação às condições meteorológicas, e tendo em conta a junção de um estado de depressão tropical com uma monção de nordeste, o tempo esta terça-feira, 1, deverá registar aguaceiros ocasionais e algumas trovoadas. “Durante a passagem das bandas de chuva, o vento pode atingir ocasionalmente o grau 6 da escala de Beaufort, com rajadas”, o que explica a possibilidade “moderada” de se passar ao sinal 3 de tempestade.
Hoje Macau SociedadeAir Macau | Prejuízo encolhe 14,2% na primeira metade de 2026 O prejuízo da companhia aérea Air Macau encolheu 14,2 por cento na primeira metade do ano, em comparação com igual período de 2025, para 331 milhões de yuan. Segundo a empresa mãe, a companhia aérea estatal chinesa Air China, as receitas operacionais da Air Macau entre Janeiro e junho subiram 16 por cento em termos homólogos, atingindo 1,74 mil milhões de yuan. De acordo com o relatório financeiro da Air China, divulgado no domingo à noite, a companhia aérea de bandeira de Macau registou também um aumento de 7,9 por cento no número de passageiros, para 1,69 milhões. A taxa média de ocupação dos voos da Air Macau subiu 2,6 pontos percentuais, atingindo 78,34 por cento, enquanto os passageiros-quilómetro pagos, um indicador importante da procura de viagens, aumentaram 3,3 por cento. O relatório não menciona qualquer razão para os prejuízos da Air Macau. Mas a Air China aponta para o aumento do preço dos combustíveis como justificação para uma perda total de 2,29 mil milhões de yuan (do grupo, mais 26,6 por cento do que na primeira metade de 2025. Desde 2020 A Air Macau tem vindo a registar prejuízos consecutivos desde 2020, com o início da pandemia da covid-19, que levou à imposição de restrições à vinda de turistas da China continental, o principal mercado para Macau. Nos últimos seis anos, a companhia aérea acumulou perdas totais de 3,89 mil milhões de yuan, incluindo 655 milhões de yuan só em 2025. No final de 2024, os avcionistas injectaram 1,6 mil milhões de patacas na Air Macau, incluindo 344,1 milhões de patacas em dinheiro público, naquela que foi a quarta injecção de capital na empresa desde 2009. Em Fevereiro passado, a região semiautónoma chinesa implementou um novo regime jurídico da aviação civil, que liberaliza o mercado e põe fim ao monopólio da Air Macau, que vinha desde 1995. No entanto, o Governo ainda não emitiu concessões a qualquer outra companhia aérea, além da licença de operação válida por 20 anos dada à Air Macau. O Aeroporto Internacional de Macau, inaugurado em 1995, ainda durante a administração portuguesa, tem actualmente voos regulares de passageiros operados por 29 companhias aéreas para 47 destinos na China continental, Taiwan, Sudeste Asiático, Japão e Coreia do Sul. Em Junho, a empresa chinesa WGL Group assinou um acordo com uma companhia latino-americana para impulsionar a abertura, por Macau, de uma rota aérea directa de carga para a América Latina. Em Abril de 2025, arrancou a primeira rota de carga de longo curso entre Macau e Madrid, operada pela companhia aérea de bandeira da Etiópia, a Ethiopian Airlines.
Hoje Macau SociedadeEnsino | Poucas vagas para alunos nascidos em 2014 A Associação de Educação de Macau alertou para o facto de este ano poder representar a entrada no ensino secundário de alunos nascidos em 2014, ano em que nasceram cerca de 7.000 bebés em Macau. O ano em questão foi, no zodíaco chinês, um ano do cavalo, considerado auspicioso para um casal ter um bebé, o que poderá levar ao aumento do número de alunos no ensino secundário neste ano lectivo que começa agora. Em declarações ao jornal Ou Mun, o vice-presidente da associação, Vong Kuoc Ieng, realçou que muitos destes bebés moram no Interior da China, mas que como têm bilhete de identidade de residente da RAEM podem estudar no território. O responsável salienta que completar o secundário em Macau permite a estes estudantes ser admitidos em universidades chinesas sem fazer o exame nacional (Gaokao) ao abrigo do programa de admissão conjunta dos alunos recomendados de Macau pelas instituições regulares de ensino superior do Interior da China. Vong Kuoc Ieng indicou que no ano lectivo anterior, mais de 400 alunos regressaram a Macau para ingressar no ensino secundário e que a escassez de vagas se pode intensificar este ano.
Hoje Macau Manchete SociedadeNepal | Cruz Vermelha doa 1,3 milhões para apoiar vítimas de enxurrada De acordo com um comunicado publicado no portal da Cruz Vermelha de Macau, a instituição doou um milhão de yuan para o Tibete e 50 mil dólares (405,8 mil patacas) para o Nepal, para apoiar as vítimas nas áreas afectadas pela enxurrada de quarta-feira. A cheia súbita que atingiu a zona fronteiriça entre o Nepal e o Tibete causou pelo menos 788 mortos, de acordo com um novo balanço divulgado ontem. Além das doações, a Cruz Vermelha de Macau abriu duas contas bancárias para angariar fundos e apelou à população para que estenda uma mão amiga e apoie os esforços de socorro de emergência” nas áreas afectadas, bem como para responder às “necessidades imediatas das vítimas”. Também a Cáritas de Macau está a criar uma conta para recolher donativos para apoiar o Nepal, disse à Lusa o director da instituição, que apelou à contribuição do público. No entanto, Paul Pun Chi Meng admitiu que, como “a economia não tem estado muito boa ultimamente, talvez não consigamos angariar muito dinheiro”.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadePortuguese Business Awards | Associação Sílaba premiada A associação local Sílaba, focada na promoção da leitura em português, acaba de receber dois prémios nos Portuguese Business Awards 2026, nas áreas da educação literária e literacia cultural. Susana Diniz, fundadora, destaca que estes prémios dão ênfase “a uma ideia nascida aqui [em Macau] com raízes na língua e cultura portuguesa” A edição deste ano dos Portuguese Business Awards, atribuídos pela EU Business News, distinguiu a Sílaba – Associação Educativa e Literária em duas categorias. São elas o “Literary Education Initiative of the Year 2026” [Iniciativa de Educação Literária do Ano] e “Cultural Literacy Excellence Award 2026” [Prémio de Excelência em Literacia Cultural]. As distinções foram anunciadas pela própria associação nas redes sociais. “Ganhámos um prémio de negócios. A Sílaba está nos Portuguese Business Awards 2026 da EU Business News. Quem diria que histórias para crianças também contam como negócio e que o melhor negócio é o que não parece negócio nenhum.” Ao HM, Susana Diniz, fundadora do projecto, destaca que estes dois prémios mostram, acima de tudo, como “uma ideia nascida aqui [em Macau], com raízes na língua e cultura portuguesa, consegue ter eco além-fronteiras”. “A Sílaba é uma equipa pequena que faz um esforço grande, e tentamos fazer o melhor trabalho possível todos os dias. Quando isso é notado fora de Macau, confirma-se que estamos no caminho certo”, adiantou. Uma das últimas iniciativas da Sílaba foi a criação da caixa “Dinis Caixapiz”, um serviço de subscrição de livros infantis e juvenis que permite aos pequenos leitores, dos 0 aos 13 anos, receberem livros seleccionados por especialistas e que chegam numa caixa com muitas surpresas. Além disso, o Dinis é a mascote da associação, um boneco em tamanho grande que tenta atrair crianças e jovens para a língua portuguesa. Uma revista digital Susana Diniz diz que a Sílaba “acredita que livros para crianças importam e o prémio valida essa aposta”, sendo que o maior desafio, daqui para a frente, é “dar projecção ao projecto sem perder a essência do que somos”. Isso passa pela aposta na diversificação de conteúdos, esclarece. “Queremos chegar mais longe, mas de forma sustentável e eficaz. Mas para isso não basta crescer, tem de acontecer com sentido. Por isso, estamos a converter e a adaptar os nossos conteúdos, nomeadamente a Dinis Magazine, para formato digital.” Esta mudança não pretende substituir o livro no formato físico, mas sim “complementá-lo para que chegue a famílias que não estão em Macau, a escolas que não têm acesso aos nossos materiais, a crianças que crescem longe do português, mas que podem encontra lo connosco”. A fundadora da Sílaba salienta: “Fazer isto bem exige recursos que nem sempre temos, mas é o caminho.” Na Sílaba há ainda acesso a clubes de leitura com a mascote Dinis e aulas de línguas.
Hoje Macau SociedadeMacau Pass | AMCM exige explicações sobre avaria do sistema A Autoridade Monetária de Macau (AMCM) exigiu explicações à Macau Pass pela avaria do sistema de pagamentos e transacções electrónicas da aplicação de telemóvel MPay entre as 12h e 14h30 deste domingo. Segundo o canal chinês da Rádio Macau, surgiram várias queixas nas redes sociais de clientes e comerciantes sobre a falha do sistema, tendo a AMCM exigido a entrega de um relatório com o apuramento das causas do incidente. Foram também exigidas medidas preventivas a fim de evitar problemas semelhantes no futuro. A entidade explicou também que o serviço voltou a funcionar normalmente a partir das 13h45 de domingo. Durante a falha técnica, o pagamento das viagens de autocarro manteve-se sem alterações. A Macau Pass já explicou, entretanto, que as falhas se deveram à instabilidade das redes, necessitando ainda de apurar causas e a extensão dos danos. A empresa diz ter feito um inquérito a comerciantes sobre o episódio.
João Luz Manchete SociedadeIAM | Lançado alerta para noodles com formaldeído O Instituto para os Assuntos Municipais emitiu um alerta à população para não consumir noodles pré-embalados da marca Hsin Tung Yang Rice Noodles. As autoridades sanitárias de Hong Kong encontraram formaldeído, a substância que esteve na base de um escândalo com couves em Hebei O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) lançou no domingo à noite um alerta para uma análise feita em Hong Kong que detectou a presença de vestígios de formaldeído numa amostra de noodles de arroz pré-embalado. Num comunicado emitido apenas em chinês, o IAM mostrou-se “profundamente preocupado com o incidente e emitiu imediatamente um alerta à indústria alimentar local e enviou pessoal para inspeccionar o mercado para impedir que o produto circule em Macau”. Além disso, foi pedido às empresas importadoras que tenham lotes do produto que parem imediatamente seu o fornecimento e venda e apelado ao público para não consumir os noddles de arroz em questão. O produto onde foi detectado formaldeído são embalagens de 300 gramas de Hsin Tung Yang Rice Noodles, com data de validade de 10 de Abril de 2029, originárias de Taiwan. O comunicado do IAM surge cerca de 24 horas depois de um comunicado do Executivo de Hong Kong ter informado que o Centro da Segurança Alimentar, do Departamento de Higiene Alimentar e Ambiental, encontrou numa amostra do produto em questão formaldeído num nível de 12 partes por milhão. Lotes retirados O formaldeído é um produto químico industrial que, por vezes, é utilizado indevidamente como conservante alimentar e agente branqueador no processamento de alimentos. “Embora a Agência Internacional para a Investigação do Cancro classifique o formaldeído um carcinogéneo do Grupo 1, essa classificação aplica-se apenas ao formaldeído ingerido por inalação”. Como tal, não é previsível que o nível detectado “tenha efeitos adversos para a saúde em condições normais de consumo”, indica o IAM. Porém, enquanto medida de precaução, o IAM instou o público a parar imediatamente de consumir produtos do lote afectado. O IAM assegurou ainda que irá monitorizar a situação e prevenir que os noddles em questão sejam comercializados. Na semana passada, a China foi abalada por um escândalo depois de ter sido publicado um vídeo nas redes sociais onde se viam trabalhadores a mergulhar couves numa solução de formaldeído antes de serem colocadas num camião. O vídeo foi declarado verídico pelas autoridades, que lançaram uma investigação a partir da propriedade onde foi filmado o vídeo, na província de Hebei. Também na semana passada, o IAM confirmou que Macau não importou vegetais dessa zona.
Andreia Sofia Silva SociedadeCentro de explicações | Tribunal mantém multa de 50 mil patacas O Tribunal de Segunda Instância (TSI) manteve a multa de 50 mil patacas aplicada a uma responsável de um centro de explicações por ter operado sem licença. Segundo o acórdão ontem divulgado, o caso remonta a Julho de 2023, quando a chefe do centro de apoio pedagógico em Macau pediu a concessão de licença à Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ). Porém, a 4 de Setembro, numa acção de fiscalização, os agentes da DSEDJ perceberam que o centro estava já a funcionar sem que a licença tivesse sido atribuída, pois viram “uma funcionária do centro a acompanhar uma criança em fato de treino de um jardim de infância”, que estava à espera que os pais a fossem buscar. Desta forma, “suspeitou-se da prestação de serviço de apoio pedagógico pela instituição sem licença válida”, tendo a responsável do centro sido convidada a dar explicações sobre o sucedido. A 23 de Maio de 2024 foi proferido o despacho por parte do director da DSEDJ quanto à prestação “de serviços de apoio pedagógico sem licença válida”, pelo que lhe foi aplicada a multa de 50 mil patacas. A mulher recorreu junto do Tribunal Administrativo, mas o recurso foi “julgado improcedente”. O TSI veio agora manter a decisão que dá razão ao Governo.
João Luz Manchete SociedadeAreia Preta | Rendas de habitação temporária entre 3.430 e 9.240 patacas As rendas das fracções de habitação temporária, nos blocos construídos no terreno que estava destinado ao Pearl Horizon, variam entre 3.430 e 9.240 patacas, consoante a tipologia, área, piso e orientação solar. O despacho que fixou as rendas estipula que estas serão revistas de dois em dois anos Um ano e meio depois de concluídas as obras de construção das torres de habitação temporária no Lote P na Areia Preta, no antigo terreno do Pearl Horizon, o Governo divulgou as rendas das fracções dos dois edifícios. Segundo um despacho publicado ontem no Boletim Oficial, assinado pelo Chefe do Executivo, as rendas dos 2.803 apartamentos variam entre 3.430 e as 9.240 patacas. No despacho assinado por Sam Hou Fai é referido que os “valores concretos das rendas das fracções” são fixados tendo em consideração a área bruta de utilização, a tipologia, a localização do piso e a orientação solar. No Edifício Ut Koi, que ocupa a parcela B do terreno onde nasceu o complexo habitacional, a renda mensal mais barata é de 5.090 patacas, por um T1 entre 50,5 e 53 metros quadrados de área bruta, enquanto a mais cara tem o valor 9.240 patacas por um T3 com área bruta entre 100 e 102,4 metros quadrados. Neste edifício, os apartamentos T1 têm rendas entre 5.090 e 5.750 patacas, enquanto os T2 no bloco 1 têm rendas entre 6.200 e 7.050 patacas. No bloco 2 do Edifício Ut Koi, as rendas são ligeiramente mais baratas, entre 6.180 e 6.870 patacas. Já os T3 têm rendas entre 8.170 e 8.730 patacas no bloco 1 e 8.470 a 9.240 patacas no bloco 2. Mesmo ali ao lado Por sua vez, o Edifício Lok Koi, na parcela C do terreno, têm três tipologias disponíveis: estúdios, T1 e T2, divididos entre seis blocos. O estúdio mais barato custa 3.430. patacas por mês e tem uma área bruta de pouco mais de 30 metros quadrados. Os estúdios no Lok Koi têm rendas que vão até às 4.050 patacas mensais, por uma fracção com 33,1 metros quadrados. Em relação aos T1, as rendas dos apartamentos, distribuídos entre as seis torres, custam entre 4.600 patacas e 5.980 patacas, por fracções com áreas brutas entre 44,2 e 53,2 metros quadrados. Já as fracções T2 têm rendas fixadas entre 5.940 e 7.310 metros quadrados, para apartamentos que vão de 64,4 a 71,6 metros quadrados de área bruta. O despacho publicado ontem estipula que as rendas sejam revistas obrigatoriamente a cada dois anos. O terreno que estava destinado ao complexo do Pearl Horizon ficou com duas parcelas para habitação temporária para moradores de prédios sujeitos a renovação urbana, enquanto a outra parcela foi entregue a lesados do caso judicial que acabou com a condenação da Polytex ao pagamento de 91,2 milhões de dólares de Hong Kong a compradores de fracções.
Hoje Macau Manchete SociedadeDireito | Advogados portugueses vão poder exercer na Grande Baía Os advogados de Macau, incluindo os portugueses, vão poder, a partir de 1 de Setembro, exercer em nove cidades do sul da China, segundo uma reforma aprovada pelo parlamento chinês. O Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, o órgão legislativo máximo da China, aprovou na sexta-feira alterações à lei que regula o exercício da advocacia. As mudanças abrem as portas da Grande Baía a advogados de Macau e Hong Kong, que passam a poder prestar serviços jurídicos específicos nas áreas cível e comercial. Para exercer na província vizinha, os advogados de Macau terão de primeiro passar num exame jurídico organizado pelo departamento de administração judicial do Conselho de Estado. O mesmo departamento irá definir também os requisitos de inscrição para o exame, os procedimentos de candidatura para o exercício da advocacia e o âmbito da prática permitida. Em 2024, o presidente da Associação dos Advogados de Macau, Vong Hin Fai, disse que, dos cerca de 450 inscritos, 40 por cento eram oriundos de países lusófonos e 80 por cento dominavam a língua portuguesa. Vong Hin Fai falava antes de liderar uma delegação da Ordem de Advogados de Macau numa visita a Portugal, onde se encontrou com a Ordem dos Advogados de Portugal. No entanto, não houve qualquer anúncio sobre uma eventual reactivação de um protocolo entre as duas ordens que facilitava a inscrição e o início do exercício para advogados portugueses em Macau, e que está suspenso desde 2013.
Hoje Macau SociedadePensões ilegais | CPSP desmantela dois espaços O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) desmantelou duas pensões alegadamente ilegais situadas em apartamentos nas zonas do ZAPE e NAPE. Segundo um comunicado do CPSP, foram apanhados 19 residentes oriundos da China, sendo que 17 indivíduos indicaram que alugavam quartos, no valor que variava entre 150 e 400 dólares de Hong Kong por dia, mediante apresentação de outra pessoa. O CPSP descobriu também que uma das pessoas é suspeita de violar a lei da contratação de trabalhadores não residentes, enquanto outra é suspeita de não cumprir o regulamento sobre a proibição do trabalho ilegal. O CPSP também informou a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) sobre o caso. A DST identificou depois os dois apartamentos como sendo pensões ilegais, tendo os espaços sido vedados.
Hoje Macau Manchete SociedadeHotelaria | Registada maior ocupação até Julho desde a pandemia Os estabelecimentos hoteleiros de Macau registaram a maior ocupação média para os primeiros sete meses do ano desde antes da pandemia de covid-19. O aumento da ocupação ocorre ao mesmo tempo que os preços dos quartos diminuíram, em especial nos hotéis de quatro estrelas A Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) anunciou na sexta-feira que 90,6 por cento de todos os quartos dos hotéis e pensões de Macau estiveram reservados entre Janeiro e Julho. Além de representar um aumento de 1,2 pontos percentuais em comparação com o mesmo período de 2025, a ocupação média foi a mais elevada para os primeiros sete meses do ano desde 2019. Os estabelecimentos hoteleiros de Macau já tinham fechado o ano passado com uma ocupação média de 89,4 por cento, o valor mais elevado desde antes do início da pandemia. Os hotéis e pensões do território estiveram mais cheios apesar de terem tido menos hóspedes entre Janeiro e Julho, 8,37 milhões, uma queda homóloga de 1,4 por cento. A redução sentiu-se, sobretudo, nos principais mercados de origem dos turistas – China continental e a vizinha região de Hong Kong – enquanto o número de hóspedes internacionais subiu 12,2 por cento para 753 mil. No final de Julho, Macau tinha 149 hotéis e pensões, um máximo histórico, disponibilizando cerca de 45.300 quartos, mais 100 do que um ano antes, referiu a DSEC. No entanto, no espaço de um ano, os estabelecimentos hoteleiros da cidade passaram a poder albergar apenas 118 mil hóspedes em simultâneo, menos 2.100 do que em Julho de 2025. No mês passado, a Direção dos Serviços de Solos e Construção Urbana de Macau disse que estava a ser construído um novo hotel, com um total de 131 quartos, e em fase de projecto mais 11, que poderão disponibilizar 1.369 quartos. Cortes ajudam Um factor que terá ajudado os hotéis a encher os quartos foi um corte homólogo nos preços médios até Junho, de 2,7 por cento para 1.287 patacas, de acordo com dados da Associação de Hotéis de Macau, que reúne 48 estabelecimentos locais. Segundo o relatório da Direcção dos Serviços de Turismo, a maior redução registou-se nos hotéis de quatro estrelas, cujo preço médio caiu 5,1 por cento para 1.011 patacas. Em 2025, os estabelecimentos que fazem parte da Associação de Hotéis de Macau já tinham cortado em 3,5 por cento os preços médios. Macau recebeu nos primeiros sete meses 24,5 milhões de visitantes, mais 8 por cento do que no mesmo período de 2025. No entanto, 61,2 por cento dos visitantes (15 milhões) chegaram em excursões organizadas e passaram menos de um dia na cidade. O consumo médio de cada visitante em Macau, excluindo nos casinos, caiu 7,3 por cento em 2025, para duas mil patacas. Mas na primeira metade deste ano a despesa ‘per capita’ dos turistas não relacionada com o jogo subiu 7,8 por cento em termos anuais para 2.123 patacas.
Nunu Wu Manchete SociedadeTaipa | Leong Hong Sai quer mais centros e postos de saúde O deputado defende a construção de mais centros de saúde na Taipa, na zona central, perto do Jockey Club e na Taipa Velha. Leong Hong Sai argumenta que face à densidade populacional da Taipa, o acesso a serviços de saúde é fraco, mesmo com a actualização do plano de ordenamento urbanístico Leong Hong Sai considera que a Taipa tem falta de centros e postos de saúde, apesar de a actualização do Plano de Ordenamento Urbanístico da Zona Norte da Taipa prever um terreno para a construção de um centro de saúde. Numa interpelação escrita divulgada na sexta-feira, o deputado dos Moradores defende a necessidade de construir centros de saúde ou postos de saúdes nas proximidades da zona central, nas imediações do Jockey Club, assim como na Taipa Velha. Citando o princípio do ciclo de vida de 15 minutos, previsto no planeamento urbanístico do Governo, de que os residentes deveriam conseguir deslocar-se a pé a um centro de saúde em 15 minutos, Leong Hong Sai realça que meta está longe de ser uma realidade na Taipa. O deputado argumentou que a Taipa tem mais de 100 mil habitantes, sendo um dos distritos mais densamente povoados de Macau. No entanto, a ilha é apenas servida por duas instituições públicas de saúde, o Centro de Saúde de Nossa Senhora do Carmo-Lago e o Centro de Saúde dos Jardins do Oceano na zona. “É necessário continuar a melhorar as actuais instalações para responder de forma rápida ao aumento da procura de serviços médicos devido ao crescimento e envelhecimento da população,” lê-se na interpelação escrita. Brasa e sardinha O deputado dos Moradores também sugeriu que o Governo pode tomar como referência o modelo de “Comunidade Saudável” estabelecido no Edifício do Bairro da Ilha Verde, na zona norte da península de Macau. O modela assenta na colaboração entre os Serviços de Saúde e a União Geral das Associações dos Moradores de Macau para fornecer cuidados médicos gratuitos a residentes com doenças agudas comuns, tais como constipações e gastroenterites. O deputado pergunta ao Executivo se pode “criar postos de saúde temporários ou clínicas móveis em algumas zonas da Taipa onde faltam recursos médicos”, e se pode “prolongar o horário de atendimento nocturno e ao fim-de-semana nos Centro de Saúde de Nossa Senhora do Carmo-Lago e dos Jardins do Oceano”. Quanto ao centro de saúde da Taipa que o Governo está a planear, Leong Hong Sai perguntou se a configuração será baseada nos serviços especializados dos centros de saúde de Macau, optimizados segundo a estrutura de idades da população da zona. Leong Hong Sai defende que a nova instalação deve operar em coordenação com os centros de saúde já existentes na ilha, para não repetir serviços e ter uma melhor cobertura.