João Santos Filipe Manchete SociedadePJ | Menores envolvidos em roubo, agressão e gravações ilícitas A vítima do ataque é uma menor. Antes do episódio de segunda-feira, tinha havido um desentendimento online num grupo de conversação de Wechat com mais de 100 pessoas A Polícia Judiciária (PJ) revelou o caso de uma menor que foi agredida, roubada e gravada ilegalmente por outros seis menores. A investigação do caso foi espoletada por vídeos que circularam online, alegadamente gravados pelos menores responsáveis pelas agressões. Na conferência de imprensa, a PJ revelou que os menores responsáveis pelo bullying são seis, três rapazes e três raparigas, com idades entre os 11 e os 15 anos. A vítima, do sexo feminino, também é menor. A situação que levou à intervenção da PJ aconteceu na segunda-feira por volta das 18h, quando a vítima e uma amiga passavam por um estabelecimento de comidas e se cruzaram com os seis suspeitos. Nessa altura, segundo a versão das autoridades, o grupo de menores ordenou à vítima e à amiga que entrassem no restaurante. A vítima entrou, mas a amiga abandonou o local, mencionando um motivo pessoal. Depois, uma das seis crianças exigiu à vítima que pagasse 200 patacas, como custo de portagem por atravessar a rua. Após a recusa, um dos menores pediu a outros três que levassem a vítima para umas escadas ao lado do restaurante, onde aconteceram as primeiras agressões, com murros e pontapés. Sem conseguirem o pagamento, o grupo levou a vítima para um terraço de um outro edifício, onde se seguiram mais agressões. Durante o segundo ataque, os membros que não estavam envolvidos nas agressões incentivaram os outros e gravaram as cenas. Após a segunda vaga de ataques, a agredida aceitou fazer a transferência de 200 patacas, através de uma plataforma de pagamentos. Apesar disso, a agressões não ficaram por aí. A PJ indica que mesmo após o pagamento, só depois de mais alguns murros e pontapés é que a vítima conseguiu abandonar o local. Imagens online Nos vídeos divulgados online, que se tornaram virais, é possível ver uma menor a agredir a vítima com murros, que se tenta defender, como se estivesse num combate de boxe. Em outro vídeo, pode ver-se o grupo dos menores a aproximarem-se da vítima e a troçarem dela. Esta aparenta estar a ser filmada contra a sua vontade. A PJ indicou que, após a realização de um exame médico a vítima apresentava múltiplas contusões no corpo. O telemóvel que serviu para gravar o vídeo foi também apreendido. Face às imagens, a polícia pediu à Direcção de Serviços de Educação de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) que contactasse os pais da vítima, para se deslocarem à esquadra para responder a perguntas e decidirem se queriam apresentar queixa. A PJ também identificou os alegados agressores, que foram contactados através das escolas que frequentam. Segundo a investigação, todos os envolvidos no caso conheceram-se online, através de um grupo da aplicação WeChat com mais de uma centena de jovens. Foi nesse grupo de conversa que terá havido um desentendimento anterior, por motivos fúteis, que depois terá levado à situação de segunda-feira. Os seis membros do grupo são suspeitos da prática de roubo e de ofensa simples à integridade física. Um deles é também suspeito da prática do crime de gravações e fotografias ilícitas. O caso foi remetido para o Ministério Público. DSEDJ avisa crianças Após o caso ter sido tornado público, a DSEDJ emitiu um comunicado a indicar que “está a acompanhar com elevada preocupação” o caso. “Assim que tomou conhecimento do incidente, a DSEDJ coordenou-se imediatamente com a escola e as instituições de aconselhamento para prestar um acompanhamento directo aos alunos e encarregados de educação envolvidos, tendo também providenciado a deslocação de conselheiros escolares às autoridades policiais para prestar o devido apoio”, foi comunicado. “A DSEDJ apela aos jovens para que cumpram rigorosamente a lei, ponderem as consequências antes de qualquer acto e nunca desafiem a lei por impulso. Ao mesmo tempo, apela aos pais para que estejam atentos e se preocupem com a vida quotidiana e as amizades dos seus filhos”, foi acrescentado. Também o deputado José Pereira Coutinho recebeu a família da vítima e defendeu que está na altura de criminalizar o bullying. O legislador ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) considerou que há “muitos casos semelhantes” que ficam por ser acompanhados porque as vítimas têm medo e não fazem queixa.
João Santos Filipe Manchete SociedadeHabitação | Preço médio do metro quadrado acima de 70 mil patacas Depois de em Abril o preço do imobiliário ter caído para o valor mais baixo desde 2013, Maio trouxe uma ligeira recuperação com o preço médio do metro quadrado a subir para 70.806 patacas Em Maio, o preço médio do metro quadrado da habitação foi negociado por 70.806 patacas, o que representou um aumento mensal de 17,4 por cento, de acordo com os dados da Direcção de Serviços de Finanças (DSF). Em Abril o preço médio do metro quadrado tinha sido de 68.000 patacas, o valor mais baixo desde Agosto de 2013. Em termos dos diferentes mercados do território, o preço médio mais elevado foi registado em Coloane, com um valor de 76.910 metros quadrados. Ainda assim, e ao contrário da tendência global, este mercado apresentou uma redução de 5,4 por cento, dado que em Abril o metro quadrado tinha sido comprado e vendido a uma média de 81.261 patacas. Nos mercados da Península de Macau e da Taipa, os preços mostraram um aumento mensal. Em Macau, a subida mensal foi de aproximadamente 4,7 por cento de 66.304 patacas para 69.420 patacas. Na Taipa, as casas ficaram mais caras 6,6 por cento, passando de 67.970 patacas para 72.488 patacas. Quando a comparação dos preços é feita com Maio do ano passado, o crescimento é menos acentuado, na ordem 1,5 por cento. Em Maio de 2025, o preço médio do metro quadrado tinha sido de 69.735 patacas, com preços médios na Península de Macau de 67.386 patacas, na Taipa de 70.934 patacas e em Coloane de 92.184 patacas. Menos transacções Os números revelados na terça-feira à tarde pela DSF mostram também que com preços mais caros o mercado registou menos transacções. Em Maio, o número de vendas de habitação registou uma redução mensal anual de 10,4 por cento. As compras e vendas totalizaram assim 303 transacções no último mês, quando em Abril tinham sido 338. No mês mais recente, o mercado mais activo foi o da Península, com um total de 209 transacções, menos 18 do que no período homólogo, quando houve 227 compras e vendas neste mercado. Também em Coloane o número de transacções registou uma redução de 35 compras e vendas, em Abril, para 16 em Maio. No entanto, na Taipa a tendência foi oposta, com o número de transacções a crescer mensalmente de 76 em Abril para 78 em Maio. Em termos anuais, o número de transacções teve um aumento de 54,6 por cento, de 196 transacções em Maio de 2025 para as 303 transacções de Maio deste ano. No período homólogo tinham sido registadas 209 transacções na Península de Macau, 78 na Taipa e 16 em Coloane.
Hoje Macau SociedadeCaso “Tou Fa Kon” | Filhos de empresário herdam acções Os filhos do empresário Teng Man Lai, envolvido no processo dos vendilhões situados no terreno conhecido como “Tou Fa Kon”, na Rua do Padre João Clímaco, dizem ter herdado as acções e empresas subordinadas à Companhia de Construção e Fomento Predial Mei Mei, dado o falecimento do pai a 2 de Janeiro deste ano. A informação consta num anúncio publicado no jornal Ou Mun, assinado por um dos filhos, Teng Si Chi. Este apontou que a empresa tem capitais suficientes e que não tem necessidade de pedir financiamentos ou empréstimos, adoptando a postura empresarial de “fazer o que se consegue”. Recorde-se que o caso dos vendilhões no terreno “Tou Fa Kon”, situado perto do Mercado Vermelho, opôs o empresário Teng Man Lai a John Lo. Em 2012, Teng Man Lai declarou perante a justiça, com base num acórdão judicial de 2004, ser proprietário do terreno com a respectiva venda concretizada a John Lo. Porém, os comerciantes afirmam não ter sido informados sobre a mudança de propriedade do terreno, argumentando que fazem ali negócios desde o século passado. Em 2017, o Tribunal de Última Instância considerou Teng Man Lai como legítimo proprietário do terreno.
Hoje Macau SociedadeTecnologia | ‘Startup’ do Brasil vence edição alargada de concurso A ‘startup’ brasileira Phycolabs, que transforma algas em produtos têxteis, venceu ontem o sexto concurso de tecnologia e inovação em Macau, a primeira edição alargada aos países de língua espanhola, anunciou o júri. Em Março, o Governo de Macau anunciou que iria abrir portas a ‘startups’ de países de mercados hispânicos num concurso que até agora estava reservado para tecnológicas de Portugal e Brasil. Em resultado, a competição, organizada pela Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico de Macau, recebeu a candidatura de mais de 70 projectos por parte de cerca de 30 incubadoras e instituições de ensino superior, dos quais 17 entraram na fase final, vindos de Brasil, Portugal, Espanha, Peru. A Phycolabs irá receber um prémio de 200 mil patacas e a fundadora da tecnológica, Thamires Pontes, mostrou-se emocionada pela vitória e pela oportunidade de “voltar a Macau”. O projecto brasileiro já tinha, em Dezembro, ficado em segundo lugar na quinta edição da competição sino-lusófona para ‘start-ups’ e universidades 929 Challenge, também em Macau. Em segundo lugar, com um prémio de 150 mil patacas, ficou a espanhola Airway Shield, que fabrica um equipamento médico para facilitar intubações. Já a terceira posição, com um prémio de 120 mil patacas, foi para a portuguesa Complear, que ajuda empresas de saúde digital a cumprir as exigências dos reguladores. A Complear tinha vencido em Dezembro a 929 Challenge em Macau. O concurso distinguiu ainda com 40 mil patacas a espanhola Phasica Bioscience, como tendo o “maior potencial para transferência de valor tecnológico”, e a brasileira Onkos Diagnósticos Moleculares, por ter o “maior potencial de desenvolvimento na Grande Baía”.
João Santos Filipe Manchete SociedadeEspaços públicos | Pedidas punições mais duras para infracções O legislador dos Moradores, Leong Hong Sai, está preocupado com o arremesso de objectos de edifícios altos para a rua e pede que se pondere a criminalização da conduta, mesmo que não haja feridos ou mortos a registar O deputado Leong Hong Sai, ligado aos Moradores, defendeu a necessidade de o regulamento geral dos espaços públicos prever punições mais pesadas. A posição foi tomada durante uma palestra na União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM), realizada na segunda-feira, que visou a discussão do regulamento. Na perspectiva de Leong Hong Sai, as punições previstas no regulamento para certos comportamentos têm de ser revistas pelo Governo. O deputado explicou que actualmente uma pessoa que atire objectos para a via pública não recebe qualquer punição, a não ser que cause danos ou ferimentos. Também quem atira lixo para a rede de escoamento de águas, que depois pode causar inundações, é multado em 600 patacas, quantia tida como insuficiente. “Anteriormente, o Governo abordou este assunto e considerou que o valor da multa em 600 patacas não acompanhou o desenvolvimento social nem responde às expectativas da população”, argumentou Leong. “Achamos que a multa deve ser elevada de forma apropriada para conseguir um melhor efeito dissuasor, para evitar que seja mais barato para os comerciantes deitar o lixo na rede de esgotos, em vez de fazerem o tratamento correcto”, acrescentou. Leong Hong Sai também considerou que a direcção da alteração do regulamento deve ter em conta o grau de perigo criado para o público pelos comportamentos que espera ver penalizados, assim como a reincidência. Lançamento de objectos O legislador vincou também que Macau precisa de acompanhar Hong Kong e o Interior da China, onde a conduta de atirar objectos dos edifícios para a rua é considerada um crime e é penalizada com pena de prisão. Leong Hong Sai afirmou que a intenção de criminalizar o comportamento é criar um maior efeito dissuasor, e que a prisão das pessoas deve acontecer, mesmo quando os actos não causem feridos nem mortos. Sobre este tipo de comportamentos, Leong Hong Sai afirmou ter recebido queixas de vários residentes, principalmente porque é muito difícil identificar os responsáveis pelo arremesso dos objectos para a rua. O legislador defendeu assim um mecanismo de investigação que não privilegie tanto a privacidade, de forma a garantir a segurança pública. “O Governo deve aumentar os mecanismos de videovigilância nos locais onde são registados mais casos de arremesso de objectos para a via pública e onde há maiores riscos para a segurança”, defendeu. O deputado apontou ainda que os residentes também se queixam que o facto de muitos objectos serem deixados nos espaços comuns dos edifícios, como forma de armazenamento temporária, cria riscos acrescidos e bloqueia caminhos de emergência.
João Santos Filipe SociedadeJogo | Início do mês confirma tendência de redução anual de receitas Segundo o banco de investimento Citigroup, o Campeonato Mundial é o principal responsável pela menor disponibilidade para apostar em Macau. Com um calendário desportivo recheado, o foco passou das mesas de jogo dos casinos para as partidas de futebol Nos primeiros 14 dias de Junho, os casinos registaram cerca de 9 mil milhões de patacas em receitas brutas do jogo. O número consta no relatório do banco de investimento Citigroup, divulgado na segunda-feira. Segundo a instituição, citada pelo portal GGRAsia, a semana que terminou a 14 de Junho registou um abrandamento das apostas para uma média diária de 586 milhões de patacas de receitas. Este valor representa uma redução de 20 por cento face a Maio, quando a média diária das receitas atingiu 729 milhões de patacas. Os números mais recentes revelam igualmente uma diminuição de 16 por cento em comparação com a primeira semana do próprio mês de Maio, quando as receitas estavam a entrar nos casinos a um ritmo médio de 700 milhões de patacas por dia. Na perspectiva do Citigroup, este abrandamento das receitas “está provavelmente” ligado ao início do Campeonato Mundial de Futebol, que decorre até 20 de Julho no Canadá, Estados Unidos e México. Para os analistas, as apostas no campeonato estão a reduzir o orçamento que os jogadores normalmente reservam para as mesas do território. Pela primeira vez o Mundial de futebol conta com a participação de 48 equipas, o que se vai traduzir num total de 104 jogos. Segundo o Citigroup, a expansão do torneio vai ter um impacto maior no jogo de Macau face às edições anteriores, que duravam menos tempo e tinham menos jogos. Como indícios desta tendência, os analistas apontam também que o segmento VIP está a ter maiores problemas para manter os jogadores nas mesas de jogo. Previsão mantida No relatório de segunda-feira, e apesar do cenário menos optimista, o Citigroup manteve a previsão das receitas de jogo em 19 mil milhões de patacas, como havia referido anteriormente. Este valor significa uma redução anual de 10 por cento. Todavia, para que este valor seja efectivamente alcançado, os analistas estimam que as receitas médias diárias do jogo a partir de 15 de Junho têm de atingir os 625 milhões de patacas. Este valor não é tido como inalcançável devido à realização de mais espectáculos nas propriedades das concessionárias na segunda metade deste mês, que se espera que contribua para um maior número de visitantes e apostadores. O banco de investimento destaca em particular os espectáculos de Keung To, estrela de Hong Kong, membro do grupo Mirror, no Galaxy Arena, e Wakin Chau, cantor de Taiwan, com o espectáculo a ser organizado pela Sands China na Arena Londoner. “Acreditamos que estes espectáculos podem ajudar a atenuar o potencial da quebra das receitas brutas do jogo”, foi indicado.
Hoje Macau SociedadeÓbito | Morreu antigo dirigente da FAOM O ex-vice-presidente da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) e membro da Comissão Eleitoral do Chefe do Executivo, Fong Ka Fai faleceu aos 69 anos. A informação foi divulgada ontem através de um comunicado, e a causa de morte foi apontada como “doença prologada”. A morte aconteceu na madrugada da passada sexta-feira. No âmbito das ligações à associação tradicional, Fong Ka Fai foi um dos fundadores em 1998 da Escola Secundária Técnico-Profissional da Federação das Associações dos Operários de Macau, onde desempenhou as funções de reitor. Em 2010, no âmbito de uma procura crescente, foi também o responsável pelo desenvolvimento do ensino do ensino nocturno, para trabalhadores que procuravam desenvolver outras qualificações. O funeral de Fong Ka Fai vai ser realizado amanhã, sendo o corpo transportado depois para ser cremado em Zhuhai.
Hoje Macau SociedadeAPEC | Polícias da Grande Baía reforçam cooperação As forças policiais de Macau, Hong Kong e Guangdong reuniram na passada quinta-feira em Hong Kong para “reforçar a cooperação e combater severamente todos os tipos de crimes transfronteiriços” tendo em conta a realização das reuniões da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), em Guangdong, Hong Kong e Macau. Segundo um comunicado divulgado ontem pelos Serviços de Polícia Unitários (SPU), as autoridades das três regiões estão empenhadas nos trabalhos de segurança, promovendo “a inovação da tecnologia policial e o intercâmbio de experiências, defendendo, em conjunto, a segurança e a estabilidade”. A reunião serviu também para a partilha de experiências e dos resultados do combate à criminalidade transfronteiriça ao longo do ano passado. A criminalidade organizada foi um dos temas mais debatidos, segundo os SPU, com foco nos crimes de branqueamento de capitais, droga, crimes económicos, organizações secretas, prostituição e jogo. O combate às burlas e salvaguarda da cibersegurança também foram temas abordados. Este foi o 29.º encontro entre as chefias das polícias das três regiões. Branqueamento | Plano estratégico discutido O Grupo de Trabalho Interdepartamental contra o Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo esteve reunido para discutir o Plano Estratégico da RAEM para o combate ao branqueamento de capitais, financiamento ao terrorismo e financiamento à proliferação de armas de destruição maciça. O encontro aconteceu na semana passada, mas apenas foi divulgado ontem, num comunicado dos Serviços de Polícia Unitários. O novo plano estratégico entrou em vigor este ano e vai prolongar-se até 2030. Na reunião da semana passada, foram ainda abordadas as recomendações de acompanhamento do último relatório de avaliação mútua da RAEM, assim como a recente sobre a proposta de lei sobre o combate aos actos de branqueamento de capitais e de financiamento ilícito.
João Luz Manchete SociedadeTurismo | Fronteiras movimentadas no fim-de-semana A Administração Nacional de Imigração estima que no fim-de-semana prolongado pelo feriado do Festival dos Barcos-Dragão as fronteiras de Macau registem, diariamente, cerca de 720 mil travessias nos dois sentidos. Sem surpresas, o posto fronteiriço com mais movimento previsto é o das Portas do Cerco Com o fim-de-semana prolongado pelo feriado do Festival dos Barcos-Dragão na sexta-feira, são esperadas novas enchentes nas fronteiras. A Administração Nacional de Imigração emitiu ontem um comunicado em que estima que as quatro fronteiras com Macau mais movimentadas registem cerca de 720 mil travessias diariamente. Mais de metade dos movimentos fronteiriços diários, cerca de 370 mil, devem ocorrer na fronteira entre Gongbei e as Portas do Cerco. As restantes travessias serão repartidas entre o posto fronteiriço da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, com 122 mil travessias diárias, Qingmao com 115 mil movimentos fronteiriços e a fronteira de Hengqin com uma estimativa de 105 mil travessias por dia. A Administração Nacional de Imigração explica a previsível azáfama nas fronteiras nas regiões administrativas especiais com as “várias corridas de barcos-dragão e eventos de grande escala que se vão realizar em Guangdong, Hong Kong e Macau”. “A combinação do turismo transfronteiriço com as visitas familiares aumentará significativamente o fluxo de pessoas nos postos fronteiriços terrestres adjacentes a Hong Kong e Macau”, é acrescentado. O quadro maior A nível nacional, as autoridades estimam que o número médio diário de pessoas que atravessam fronteiras para entrar e sair da China atinja este fim-de-semana cerca de 2,2 milhões, o que representa um aumento de 11,7 por cento em relação ao feriado do Festival dos Barcos-Dragão do ano passado, com o volume diário mais elevado a ultrapassar os 2,35 milhões. Do total de travessias fronteiriças em toda a China, é estimado que as fronteiras com Macau sejam responsáveis por quase um terço dos movimentos, ou seja, 32,7 por cento. É também indicado que os principais aeroportos chineses deverão registar um ligeiro aumento no tráfego de passageiros de entrada e saída, com os aeroportos de Xangai Pudong, Pequim Capital, Guangzhou Baiyun, Shenzhen Bao’an, Pequim Daxing e Chengdu Tianfu, com previsões de um tráfego médio diário de passageiros de entrada e saída de 104 mil, 52 mil, 52 mil, 21 mil, 19 mil e 17 mil, respectivamente. Todos, ficam a menos de 100 mil movimentos do que é estimado para a fronteira das Portas do Cerco. Face ao esperado fluxo de pessoas, as autoridades chinesas garantiram que vão reforçar a monitorização de entradas e saídas e abrir corredores de inspecção para aumentar a eficiência.
Hoje Macau Manchete SociedadeEPM | Ministro promete “transição suave” na nova direcção O ministro português da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, prometeu ontem fazer “tudo o que for possível” para que o novo director da Escola Portuguesa de Macau (EPM) esteja em funções no início do próximo ano lectivo. Após uma reunião com o Conselho de Administração da Fundação EPM, Fernando Alexandre confirmou que o actual diretor, Acácio de Brito, aceitou o convite para assumir a liderança da Escola Portuguesa de Luanda já em 2026/27. “Ele está disponível para ir para Luanda e aceder ao convite que eu lhe fiz”, disse o ministro. “A decisão está tomada”, acrescentou. Acácio de Brito “tem um conjunto de características e basicamente o que eu próprio estou a fazer, é essa avaliação”, explicou Fernando Alexandre. Quando se tornou diretor da EPM, em Março de 2023, Acácio de Brito liderava a Escola Portuguesa de Díli-CELP-Ruy Cinatti em Timor-Leste, posto que ocupava desde Setembro de 2015. Em 2024, comunicou a pelo menos seis professores o fim do vínculo laboral, medida que gerou polémica, com uma petição pública contra críticas por parte do conselho regional das Comunidades Portuguesas. Os docentes são detentores de bilhete de residente e encontram-se em Macau ao abrigo de uma licença especial de Portugal, com a tutela da Educação da região chinesa a instar na altura a EPM a respeitar as leis laborais locais. A medida levou também a uma intervenção do Ministério da Educação português, que reverteu o afastamento. A mudança de Acácio de Brito para Angola “não tem a ver com promoção nem despromoção, ou seja, as escolas portuguesas no estrangeiro são todas importantes”, garantiu Fernando Alexandre. Tutelada pelo Ministério da Educação de Portugal, a Escola Portuguesa de Luanda está a ser gerida por uma comissão administrativa provisória liderada por Alexandre Lima. Em Novembro de 2025, os docentes dessa instituição ameaçaram realizar uma greve, alegando que o Ministério da Educação português não estava a cumprir diplomas legais que garantem subsídios de deslocação e instalação. Seria a segunda paralisação do ano, depois de, em Março do mesmo ano, terem realizado uma greve de dois dias para exigir equidade salarial e melhores condições laborais. Quanto à nova direção da EPM, “obviamente faremos tudo o que for possível para que a transição seja o mais suave para o projecto educativo e que, estou certo, não será perturbado”, disse Fernando Alexandre. No entanto, o ministro sublinhou que, depois da Fundação EPM propor um nome para novo diretor, “há um conjunto de autorizações, que são administrativas (…) e que dependem do executivo da RAEM [Região Administrativa Especial de Macau]”. “Nós faremos tudo para manter a estabilidade deste excelente projecto educativo, que é um projecto importantíssimo para a língua portuguesa, para a cultura portuguesa, para esta ligação de Portugal ao território de Macau”, disse Fernando Alexandre. Em expansão A escola vai ser alvo de obras de ampliação, com vista a aumentar a capacidade para albergar entre 1.000 a 1.200 alunos, incluindo obras de melhoramento, aumento das salas, substituição dos elevadores, e renovação da fachada. A EPM foi constituída em 1998 como herdeira de três instituições de ensino em língua portuguesa: a Escola Primária Oficial, a Escola Comercial e o Liceu de Macau. No mesmo ano foi criada a Fundação Escola Portuguesa de Macau, que gere a escola, resultado da colaboração entre o Estado Português, a Fundação Oriente e a Associação Promotora da Instrução dos Macaenses.
Hoje Macau SociedadeHabitação | Mais empréstimos para compra Em Abril, os novos empréstimos hipotecários para habitação (EHHs) cresceram 5,2 por cento face a Março, para o valor de 1,15 mil milhões de patacas. Os dados foram revelados ontem pela Autoridade Monetária de Macau. Em relação ao período homólogo, os EHHs apresentaram um crescimento de aproximadamente 30 por cento, dado que em Abril de 2025 o montante de novos empréstimos tinha sido de 883 milhões de patacas. Ao mesmo tempo, os novos empréstimos hipotecários comerciais para actividades imobiliárias (ECAIs) foram de 1,62 mil milhões patacas, um aumento mensal de 332 por cento. Em Abril de ano passado, os novos ECAIs tinham sido de 1,52 mil milhões de patacas. No final de Abril de 2026, o rácio das dívidas não pagas aos EHHs registou um ligeiro aumento para o nível de 3,6 por cento, face a Março, mas em termos anuais não sofreu alterações. O rácio das dívidas não pagas dos ECAIs atingiu 5,6 por cento, correspondendo a um aumento de 0,4 pontos percentuais em relação ao mês anterior e de 0,1 pontos percentuais face a Abril do ano passado. Economia | Prevista estagnação em Junho A Associação Económica de Macau acaba de divulgar o mais recente Índice de Prosperidade Económica de Macau que prevê um cenário de estagnação no crescimento económico este mês, com previsões de subida para os meses de Julho e Agosto. Segundo o relatório de análise do Índice, a associação fala de incertezas do ambiente externo no que diz respeito à inflação em termos mundiais. O documento dá conta de que os últimos dados da inflação nos EUA ultrapassaram as expectativas de mercado, batendo recordes desde Abril de 2023. Trata-se de um cenário que, segundo a análise, continua a reduzir as possibilidades de corte de juros a curto prazo. A associação apontou uma das razões para a estagnação de crescimento, já que este mês decorre o período de exames de acesso ao ensino superior na China, o “Gaokao”, pelo que as famílias têm pouca vontade de viajar; o campeonato do mundo de futebol, também pode desviar a vontade de consumo e de viagens dos turistas.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeTaipa | Recuperação de terrenos leva a infestação de ratos Um conjunto de terrenos recuperados junto ao empreendimento Nova Grand, em frente ao Parque Central da Taipa, levou a uma infestação de ratos, segundo relatos de residentes nas redes sociais. O Instituto para os Assuntos Municipais promete resolver o assunto Vários residentes da Taipa queixam-se que a recuperação de terrenos junto ao empreendimento Nova Grand, em frente ao Parque Central da Taipa, levou a uma infestação de roedores. Segundo noticiou o jornal Ou Mun, as queixas dos moradores surgiram nas redes sociais, com publicações de vídeos onde se vê um grupo de ratos num dos terrenos. “Actualmente, há muitos ratos na Taipa, nos terrenos recuperados junto ao Nova Grand. Quando é que o Governo pode prestar atenção a este assunto? Há muitas escolas nas proximidades, como a Escola Pui Tou, Escola Secundaria Pui Va, Escola das Nações e Escola dos Moradores de Macau. O Governo deve limpar a relva ou colocar um piso de cimento para que os residentes façam ali exercício. A relva está, actualmente, cheia de pragas e tenho medo que haja uma infestação na Taipa”, lê-se numa das publicações. O jornal Ou Mun entrevistou alguns residentes que afirmam que os ratos andam frequentemente pelos terrenos já desocupados, queixando-se de que muitos invadiram as suas casas, entrando pelas frestas das portas ou pelos canos. Um responsável de uma escola situada nas imediações, que não quis ser identificado, revelou que a instituição de ensino está a prestar muita atenção ao caso e se for necessário vai adoptar medidas em coordenação com as autoridades. O responsável afirmou também que outro problema grave é o panorama de infestação de mosquitos, e pediu o reforço dos trabalhos do Governo para a sua eliminação. Promessas do IAM Na mesma notícia, lê-se que o vice-presidente da Associação Promotora para o Desenvolvimento da Comunidade da Taipa, Lam Ka Chun, disse ter contactado o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) para o organismo acompanhar o caso. O dirigente associativo afirmou ter informado o IAM assim que soube da situação dos ratos, para que haja o menor impacto possível. Entretanto, o IAM já terá enviado funcionários ao local para o tratamento e colocação de ratoeiras. Lam Ka Chun, também membro do Conselho Consultivo para os Assuntos Municipais do IAM, defendeu uma maior inspecção e gestão dos terrenos recuperados e vazios, nomeadamente através da organização corrente da recolha do lixo e corte de relva, a fim de prevenir a infestação de mosquitos e roedores.
Hoje Macau SociedadeUniversidades lusófonas enfrentam “transformação profunda” A presidente da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP) afirmou ontem em Macau que as instituições de ensino superior lusófonas enfrentam “uma época de transformação profunda”, marcada pela inteligência artificial e a digitalização. “A inteligência artificial está a alterar a forma como produzimos, partilhamos e utilizamos o conhecimento, e a transformação digital redefine os processos de ensino, aprendizagem e investigação”, disse Astrigilda Silveira, na abertura do 35.º Encontro da AULP organizado no território. Este encontro junta 36 reitores e presidentes de instituições de ensino superior dos Países de Língua Portuguesa (PLP) até amanhã, e coincide com o IV Fórum de Reitores da China, Macau e Países de Língua Portuguesa. Espírito cooperativo Sobre outro assunto, Silveira alertou também que as “alterações climáticas desafiam particularmente os pequenos Estados insulares, as regiões costeiras e as comunidades mais vulneráveis”, sublinhando que as universidades devem assumir-se como “líderes e promotoras da mudança”, formando profissionais “altamente qualificados e cidadãos comprometidos” com o desenvolvimento sustentável. “Nenhuma universidade, por mais forte que seja, conseguirá responder sozinha aos grandes desafios globais. Precisamos da ciência colaborativa, da rede de investigação, de partilhar infra-estruturas, conhecimentos e talentos”, frisou. A também reitora da Universidade de Cabo Verde destacou que os programas de mobilidade, as parcerias internacionais e projectos de investigação colaborativa já demonstraram o valor acrescentado da associação, mas advertiu que os próximos anos exigem “mais ambição”. Entre as prioridades, apontou o reforço da colaboração científica entre os membros, a internacionalização da produção científica em língua portuguesa, a aceleração da transformação digital e da transição energética, bem como a criação de mais oportunidades para estudantes e investigadores. “A nossa língua é um património comum, mas é também um activo estratégico, um instrumento de aproximação e uma plataforma para a construção de soluções globais a partir de realidades diversas”, afirmou, defendendo que o português deve continuar a afirmar-se como “língua da ciência, inovação e conhecimento”. Apelou a que o “espírito de cooperação que caracteriza Macau” inspire os trabalhos e decisões da comunidade académica lusófona. “Que daqui surjam novas ideias, novos projectos, novas parcerias e uma renovada ambição para os 40 anos da nossa Associação”, concluiu.
João Santos Filipe Manchete SociedadeEPM | Financiamento de Portugal aprovado, mas ainda não chegou A poucos dias do fim do ano lectivo, a EPM ainda não terá recebido o dinheiro atribuído pelo Governo de Portugal. O montante ronda 1,12 milhões de euros, inferior aos 1,5 milhões de euros pretendidos A semanas do fim do ano lectivo, o financiamento do Governo português à Escola Portuguesa de Macau (EPM) ainda está por ser recebido. A revelação foi feita pelo Canal Macau da TDM, após a autorização para libertar as verbas ter sido aprovada a 8 de Junho. Segundo a televisão pública, o financiamento para o ano lectivo de 2025/2026 foi aprovado a 8 de Junho, nas vésperas do ministro da Educação, Fernando Alexandre, viajar para Macau, onde participou nas celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. No entanto, o dinheiro ainda não terá entrada nas contas da instituição de ensino, que este ano serviu como lugar da tradicional recepção do cônsul à comunidade portuguesa. Pelo menos desde o mandato de Vítor Sereno como cônsul-geral de Portugal em Macau que a recepção era realizada na residência oficial consular. Além disso, aponta a mesma fonte que o valor que vai ser recebido é inferior em 300 mil euros (2,8 milhões patacas) ao pedido pela Fundação da Escola Portuguesa às autoridades portuguesas, em Novembro do ano passado. O valor do financiamento será assim de cerca de 1,12 milhões de euros (10,4 milhões de patacas). Sobe e desce No ano passado, depois de ter sido anunciado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, durante uma visita a Macau, o apoio do Estado português à EPM aumentou para 1,12 milhões de euros. De acordo com a TDM, em 2012 os 1,12 milhões de euros encolheram para 810 mil euros (7,6 milhões de patacas) e no ano seguinte sofreram novo corte para 766 mil euros (7,2 milhões de patacas). As notícias sobre o financiamento da EPM surgem depois de na semana passada o ministro da Educação ter anunciado, durante a visita em Macau, que o director da EPM está a caminho da Escola Portuguesa de Luanda. A revelação apanhou de surpresa o Conselho de Administração da Escola Portuguesa de Macau, que semanas antes tinha votado a continuidade de Acácio Brito, numa decisão que não foi consensual. O nome do sucessor ainda não é conhecido, mas existe a possibilidade de o escolhido ser João Miguel Gonçalves. Na viagem a Macau, Fernando Alexandre recusou comentar esta possibilidade.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeEPM | Ministro convidou Neto Valente a continuar na Fundação O ministro da Educação, Ciência e Tecnologia de Portugal, Fernando Alexandre, incentivou Jorge Neto Valente a continuar à frente da Fundação da Escola Portuguesa de Macau (FEPM) depois do caso em que Acácio de Brito foi recolocado na Escola Portuguesa de Luanda, após ter renovado contrato com a EPM. Quem o confirmou foi Amélia António, presidente da Casa de Portugal em Macau, em declarações à TDM Rádio Macau. “A reacção que o senhor ministro teve foi tentar convencer o doutor Neto Valente a permanecer no cargo, [dizendo] que contava com a disponibilidade e trabalho dele”, disse a também membro do Conselho de Curadores da FEPM. Amélia António acrescentou que este convite, “depois de se fazer uma coisa destas [a saída de Acácio de Brito depois da decisão da FEPM], cai muito mal”. “Não sei se estará [Neto Valente] nessa disposição ou não [para aceitar a permanência no cargo]. Foi [um acto] muito deselegante e desagradável”, considerou Amélia António, referindo-se à posição de Fernando Alexandre sobre a saída de Acácio de Brito da direcção da EPM. Recorde-se que este anúncio foi feito aquando das celebrações do 10 de Junho – Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas, que contou com a presença de uma comitiva do Governo português. Preocupação com Setembro Nas mesmas declarações, Amélia António revelou ainda estar preocupada com o arranque do novo ano lectivo na EPM, tendo em conta que, para ter um novo director, é necessário que este cumpra os requisitos exigidos pelo Governo da RAEM. “A nomeação de um novo director obedece a regras que, no espaço de tempo que temos, é praticamente impossível de cumprir”, disse, referindo-se à obrigatoriedade de ter o curso de directores da Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude. A responsável falou das “burocracias” e dificuldades que se enfrentam para garantir um novo director para a escola. “Temo muito pelo início de um novo ano lectivo, estou seriamente preocupada”, acrescentou. Recorde-se que um dos nomes apontados para substituir Acácio de Brito é o de João Miguel Gonçalves, director-geral dos Estabelecimentos Escolares de Portugal até ao próximo dia 1 de Julho.
João Luz Manchete SociedadeCombustíveis | Detectado erro em descontos nos postos da Shell Ao longo de 10 dias, nos postos da Shell não foram deduzidos todos os descontos aos clientes no âmbito dos subsídios do Governo. O erro de facturação levou a uma diferença de cerca de 30 mil patacas. Após a vistoria que detectou o erro, a Shell iniciou a devolução aos clientes A Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) revelou ter encontrado um erro durante vistorias à aplicação dos planos de subsídios para os preços dos combustíveis. Num comunicado, emitido na sexta-feira, é indicado que “na parte de manhã dos dias 26 de Maio a 4 de Junho, nos postos de abastecimento de gasolina da companhia Shell”, “não foram deduzidos todos os descontos existentes para clientes ao preço de venda, antes de deduzir o subsídio do Governo”. A falha foi justificada por um erro no sistema de facturação. A diferença envolvida nas vendas de gasolina, lesou os consumidores num total de 30 mil patacas. Por cada venda de combustível para motociclos o erro de facturação resultou numa diferença de cerca de 0,4 a 0,7 patacas, enquanto cada transacção relativa a veículos envolveu uma diferença de cerca de 2 a 5 patacas. A venda de gasóleo não foi afectada. O Governo indicou que a Shell rectificou o sistema e, “em conformidade com as exigências da DSEDT, implementou medidas para a restituição da diferença de preço”. Além disso, “prometeu também oferecer compensação adicional aos clientes afectados”. Os consumidores afectados podem dirigir-se aos postos de abastecimento da Shell para recuperar a diferença de preço. Para tal, é preciso apresentar “recibos de transacção, registos de pagamentos electrónicos”. A DSEDT acrescentou ainda que é possível recorrer às gravações de vídeo dos postos de abastecimento de gasolina. Em cima da situação Apesar do erro de facturação, que durou uma dezena de dias, a DSEDT indicou ter feito mais de 130 vistorias a postos de abastecimento de gasolina e estabelecimentos de venda de gás de petróleo liquefeito em Macau. O Governo salienta que, através do Grupo de Trabalho Interdepartamental para a Fiscalização dos Combustíveis, tem acompanhado “de perto” o cumprimento das normas por parte dos fornecedores de combustível, enviando regularmente pessoal para inspeccionar os estabelecimentos de venda de combustível. Os inspectores focam a sua acção nos “registos de fornecimento, de venda e de armazenamento de combustíveis, bem como as respectivas facturas”. Além disso, foi também enviado pessoal ao Terminal de Combustíveis do Porto de Ká-Hó para confirmar os registos de saída e comparar os dados de venda. Recorde-se que este plano de subsídios para fazer face às flutuações nos preços globais do petróleo, devido à guerra no Irão, começou a 11 de Maio, primeiro para o gasóleo. A medida acabou por ser alargada à compra de gás de petróleo liquefeito e gasolina sem chumbo.
Hoje Macau SociedadeJustiça | Mantida pensa suspensa por ameaças O Tribunal de Segunda Instância (TSI) confirmou a pena suspensa de um ano e nove de prisão para um homem que foi condenado por quatro crimes de ameaça. Segundo a informação divulgada pelos tribunais, o homem ameaçou três colegas da esposa, por ciúmes, através de publicações online em que colocou fotos dos visados e escreveu textos a ameaçar matar as suas famílias. Houve também situações em que o homem contactou por telefone as vítimas com ameaças de morte, o que levou os visados a apresentarem queixa. Além da condenação a um ano e nove meses de pena suspensa, o criminoso foi igualmente condenado a pagar 5 mil patacas e 10 mil patacas a duas das vítimas. Após a condenação no Tribunal Judicial de Base, o homem recorreu da sentença, por considerar que não havia provas suficientes para ser condenado. No entanto, os juízes da segunda instância consideraram que o TJB decidiu de forma correcta e mantiveram a pena. Droga | Mulheres detidas com estupefacientes A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de duas mulheres, cidadãs Vietname, por venderem estupefacientes em Macau. Segundo a informação citada pelo jornal Ou Mun, além das detenções foram apreendidas drogas avaliadas em 1,86 milhões de patacas. Uma das mulheres detida tem 33 anos, estava desempregada, apesar de se encontrar em Macau como trabalhador não-residente e no passado tinha desempenhado as funções de massagista. A outra detida, tem 36 anos, é trabalhadora não-residente e massagista. Entre os estupefacientes apreendidos, as autoridades encontraram quase 1.5 quilogramas em 286 embalagens com metanfetaminas, 159 com cetamina, 33 com ecstasy e 10 com comprimidos de ecstasy. Quando as mulheres foram detidas, recusaram indicar às autoridades a proveniência das drogas. O caso foi encaminhado para o Ministério Público.
Hoje Macau SociedadeIAM | Patas de galinha retiradas do mercado O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) ordenou a retirada do mercado de patas de galinha sem ossos produzidas pela empresa Macau Full Basket Industria Lda. A informação foi divulgada em comunicado, e o produto foi recolhido devido a uma inspecção em que foram detectadas ireregulardades ligadas aos níveis de “listeria monocytogenes”. “De acordo com as ‘Orientações sobre Critérios Microbiológicos para Alimentos Prontos a Comer’, foi detectado um nível ‘insatisfatório’ de Listeria monocytogenes na amostra”, foi explicado. “O IAM acompanhou e tratou de imediato do caso, ordenando ao estabelecimento envolvido que suspendesse a produção, fornecimento e procedesse à recolha dos produtos alimentares em causa”, foi acrescentado. A informação do IAM indicou também que as “bactérias do género listeria” podem sobreviver e reproduzir-se a baixas temperaturas, mas se os alimentos foram bem aquecidos podem ser eliminadas. O consumo de comida contaminada “pode causar doenças e, geralmente, os infectados apresentam sintomas como febre, dores musculares, dores de cabeça, náuseas, vómitos ou diarreia”. No caso das pessoas com baixa imunidade, tais como recém-nascidos e idosos, o IAM indicou que podem sofrer complicações graves se foram infectadas.
Hoje Macau SociedadeServiços de Saúde | Negada existência de casos de Ébola Os Serviços de Saúde (SS) emitiram um comunicado a refutar os boatos sobre a existência de casos de Ébola no território. “Relativamente aos rumores que circulam nas redes sociais sobre casos de Ébola em Macau, os Serviços de Saúde esclarecem que nunca houve, até à presente data, qualquer caso confirmado da doença”, pode ler-se na mensagem. “Esta informação é falsa e os Serviços de Saúde condenam veementemente aqueles que, de forma malévola, divulgam informações falsas sobre a epidemia, causando pânico desnecessário e perturbando a ordem social”, foi adicionado. Os SS indicaram também que a origem dos rumores vai ser investigada pelas autoridades, porque constitui crime. “Os Serviços de Saúde salientam que a criação e a divulgação de informações falsas sobre a epidemia constituem crime, tendo comunicado o incidente de imediato à Polícia Judiciária para proceder às devidas diligências. Os residentes são alertados para não divulgarem informações sem confirmação oficial”, foi apontado.
Hoje Macau Manchete SociedadeObras | Macau aperta controlo após incêndio em Hong Kong Após a maior tragédia em Hong Kong dos últimos anos, com o incêndio em Tai Po que fez mais de 160 vítimas mortais, o Corpo de Bombeiros aumentou o número de fiscalizações em obras, mas não foram detectadas quaisquer infracções As inspecções a armazéns e estaleiros de obras dispararam no primeiro trimestre, na sequência do incêndio de Novembro em Hong Kong, mas os bombeiros de Macau não encontraram qualquer violação da segurança. Numa resposta escrita a questões colocadas pela Lusa, o Corpo de Bombeiros (CB) indicou que realizou 1.275 vistorias entre Janeiro e Março, mais 80,9 por cento do que no mesmo período de 2025. O CB explicou que as inspecções no terreno em espaços industriais abrangeram “bocas-de-incêndio, instalações intermédias de armazenamento e estaleiro de construção”. Durante as vistorias, “não foram encontradas violações das leis de segurança contra incêndios e das leis relativas a produtos perigosos”, referiram os bombeiros. O CB confirmou que o aumento das inspecções a estaleiros de obras foi uma resposta ao incêndio que matou 168 pessoas em Tai Po, tornando-se o mais mortífero em Hong Kong desde 1948. Os bombeiros sublinharam ainda que realizaram 2.839 vistorias de segurança contra incêndios em edifícios comunitários no primeiro trimestre, tendo aberto 40 processos, com outros 28 ainda em investigação. Estes 68 casos envolveram principalmente a colocação indevida de objectos, incluindo motociclos, em corredores de evacuação, e a maioria foi resolvida após advertências verbais, disse o CB. Do outro lado Uma comissão independente de investigação iniciou em Março, em Hong Kong as audiências sobre o incêndio, que começou a 26 de Novembro, e devastou o complexo de habitação social de Wang Fuk, que albergava mais de 4.600 pessoas. O advogado principal da comissão disse que as chamas terão começado numa plataforma num poço de luz entre dois apartamentos, tendo sido encontradas pontas de cigarro no local e em andaimes. As sete torres devastadas pelo incêndio estavam em obras e cobertas por andaimes de bambu, redes de protecção não resistentes ao fogo e painéis de espuma, que podem ter contribuído para a rápida propagação do incêndio. A polícia e a agência anticorrupção de Hong Kong acusaram na quarta-feira sete pessoas e duas empresas de 25 crimes ligados ao incêndio, incluindo homicídio involuntário, conspiração para cometer fraude e branqueamento de capitais. Em 19 de Maio, o Governo de Hong Kong enviou para o parlamento uma proposta que impõe multas de três milhões de dólares de Hong Kong e uma pena máxima de seis meses de prisão para quem fumar em estaleiros.
Hoje Macau SociedadeHengqin | Campus luso-chinês reforça cooperação académica e científica O primeiro campus comum entre universidades de Portugal e Macau vai nascer em Hengqin, e segundo o ministro da Educação português terá impacto directo na investigação, inovação e mobilidade académica entre Portugal e a China. Um protocolo foi assinado pelos reitores da Universidade de Coimbra (UC) e a Universidade Politécnica de Macau (UPM) para a criação de um Campus Global Conjunto UPM-UCoimbra em Hengqin. “Este é um passo decisivo para a projecção da Universidade de Coimbra a nível internacional”, afirmou o reitor da UC, sublinhando que o campus permitirá “desenvolver programas conjuntos de licenciatura, mestrado e doutoramento com graus duplos reconhecidos em Portugal e Macau”, e dinamizar projectos de investigação, criar incubadoras e laboratórios conjuntos, e fomentar o intercâmbio académico. O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, explicou que a inovação do acordo reside na criação de um campus físico em Hengqin, com dois laboratórios dedicados onde “trabalharão investigadores das duas instituições”. Segundo o ministro, este acordo insere-se numa rede já consolidada de cooperação académica e científica entre Portugal e a China.
João Santos Filipe Manchete SociedadeEPM | João Gonçalves apontado como sucessor de Acácio de Brito Depois do anúncio de que Acácio de Brito estará de partida para Luanda, João Miguel Gonçalves foi apontado como o único nome em cima da mesa, até ao momento, para dirigir a Escola Portuguesa de Macau. O Ministro da Educação português salientou que a decisão cabe ao conselho de administração da Fundação da EPM Com Acácio de Brito de saída da direcção da Escola Portuguesa de Macau (EPM), para liderar a Escola Portuguesa de Luanda, o primeiro nome a ser avançado pelo Canal Macau da TDM como possibilidade para dirigir a EPM é João Miguel Gonçalves, director-geral dos Estabelecimentos Escolares de Portugal até ao próximo dia 1 de Julho. Um despacho do gabinete do Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, publicado na segunda-feira no Diário da República declara a extinção da Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, liderada desde 2020 por João Miguel Gonçalves. Na quarta-feira, à margem das comemorações na RAEM do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, o ministro Fernando Alexandre não comentou a possibilidade de João Miguel Gonçalves vir a substituir Acácio de Brito à frente da EPM, vincando que a decisão teria de caber ao conselho de administração da Fundação Escola Portuguesa de Macau. A Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares foi apenas um dos dominós que caíram no rol de extinções de organismos públicos de ensino público português, numa reestruturação anunciado pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação. A reestruturação aprovada em Conselho de Ministros há sensivelmente um ano, foi justificada com a necessidade de reformar uma “estrutura anacrónica”, fragmentada em termos organizacionais, com sistemas de informação desintegrados e governação desarticulada. Cartão de apresentação João Miguel Gonçalves é director-geral dos Estabelecimentos Escolares desde Junho de 2020, desde de ter sido delegado regional de educação do norte da Direcção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, entre Outubro de 2018 e Maio de 2020. Antes disso, dirigiu a Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Marco de Canaveses desde Julho de 2013. Em termos académicos, João Gonçalves também tem um vasto currículo, com destaque para a licenciatura em Filosofia – Ramo Educacional, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e ter frequentado o Curso Avançado em Gestão Pública, pelo ISCTE, e o Programa de Formação em Gestão Pública, pela Universidade do Minho. Segundo informação divulgada num portal da Direcção-Geral da Educação, João Miguel Gonçalves é também licenciado em Canto Teatral pela Conservatório Superior de Música de Gaia, e tem “uma carreira como cantor lírico, com trabalhos realizados em Portugal e no estrangeiro”.
João Santos Filipe Manchete SociedadeVeteranos | Associação faz torneio de homenagem a Dédé Depois de quase 40 anos em Macau a jogar futebol, José Cruz, mas conhecido como Dédé, está de regresso a Portugal. Mas, antes, vai ser homenageado pela sua carreira, forma de estar e importância para a modalidade no território Após 40 anos a viver em Macau, José Cruz, mais conhecido como Dédé, vai regressar a Portugal para prosseguir a carreira profissional. No entanto, a marca deixada no futebol local levou a Associação dos Veteranos do Futebol de Macau a realizar um torneio de futebol para homenagear aquele que é um dos membros fundadores. A iniciativa vai decorrer amanhã, no Campo D. Bosco, a partir das 17h, e foi explicada pelo fundador e ex-presidente da associação, Francisco Manhão, com a popularidade do português no futebol local. “O Dédé vai regressar em definitivo a Portugal, mas ele contribuiu para o futebol de Macau, jogou durante muitos anos na primeira divisão, terá sido o jogador que passou por mais equipas no futebol local e que mais jogos realizou”, justificou Manhão, ao HM. Após a abertura das inscrições para o evento foram reunidas quase de pronto 30 inscrições. Segundo o responsável pelo torneio, este facto mostra a importância do jogador e ex-funcionário público local. “Só mostra que o Dédé é muito popular no círculo do futebol de Macau, mas também em todas as comunidades”, vincou. “Ele é muito boa pessoa, muito simpático e, como costumo dizer, não faz mal a ninguém, por isso as pessoas gostam muito dele. Por isso, decidimos fazer esta homenagem para estar mais uma vez com ele, uma presença que valorizamos muito. É uma homenagem muito merecida”, acrescentou. Percurso longo Dédé admitiu estar “muito feliz e honrado” com a homenagem, que destacou ser a primeira feita a uma pessoa em vida pela Associação dos Veteranos do Futebol de Macau. O atleta de 65 anos foi um dos membros fundadores da associação em 1999: “É um torneio que mostra o reconhecimento da associação pela minha dedicação ao grupo, personalidade, interesse e maneira de estar na associação”, disse ao HM. “É uma homenagem que tem a ver com a minha saída de Macau, mas é apenas uma saída física. Vou estar sempre disponível para continuar a contribuir para a associação no que conseguir e não me vou desligar”, prometeu. Chegado a Macau em 1989 para jogar futebol, na altura como ponta-de-lança, Dédé representou clubes como o Sporting de Macau, Casa do Futebol Clube do Porto, Monte Carlo, Negro Rubro e até a formação do Consulado de Macau, no projecto liderado pelo cônsul Vítor Sereno. O percurso, que vai continuar em Portugal, não se limitou ao futebol de 11 também incluiu jogos de futsal, Bolinha e vários troféus. Contudo, com o passar dos anos, Dédé foi recuando no terreno, até chegar a defesa. “Joguei em muitas equipas, algumas com nomes mais relevantes, mas também é natural porque as pessoas procuram jogadores versáteis, que conseguem desempenhar várias funções em campo. Além disso, como viram que eu era uma pessoa com quem conseguiam lidar facilmente, que não queria quezílias, isso fortaleceu a minha vida desportiva”, comentou sobre o percurso. “Também é natural que uma pessoa que vive quase 40 anos em Macau tenha jogado futebol de salão, futebol de 11, Bolinha e jogos de amizade. E mesmo sem se querer, ou planear, acaba-se por mudar de equipa, por razões pessoais, e também monetárias, mais no início da vida em Macau, embora eu não tenha propriamente jogado por dinheiro”, partilha Dédé sobre o percurso. “Aliás, acho que o facto de eu não jogar por dinheiro, porque consegui uma vida estável como escrivão nos tribunais, permitiu-me encarar o futebol pelo meu bem-estar, por me sentir melhor. Esta minha postura levou a que fosse reconhecido, fizesse mais amigos e posso dizer que estou muito bem integrado em Macau, em todas as comunidades, seja a chinesa, a portuguesa, a tailandesa ou filipina”, apontou. Saudades a bater Com o aproximar da despedida do território, o funcionário público e futebolista admite que já sente muitas saudades de Macau, um território onde afirma que foi muito bem tratado e que sente como porto de abrigo. “Ainda não me fui embora e já estou cheio de saudades. São quase 40 anos de Macau e como estou com 65 anos posso dizer que foram anos que me construíram muito como homem”, reconhece Dédé. “Macau para mim é um porto de abrigo e quero voltar frequentemente. Não tenho aqui família de sangue, mas tenho uma família de adopção muito grande. Aliás, esta família adoptiva é tão grande, que tenho antes de considerar que é uma população adoptada, não é só um povo nem uma família. Estou completamente identificado com Macau”, confessou.
Hoje Macau SociedadeVício do jogo | Associação recebe mais de 1.200 pedidos de apoio Entre Janeiro e Maio, o Gabinete Coordenador dos Serviços Sociais Sheng Kung Hui Macau recebeu 1.254 pedidos de auxílio relacionados com o vício do jogo. Os números foram divulgados pela directora da linha de apoio 24 horas da associação, Lao Mei I. O número apresentado num artigo do jornal Ou Mun representa um aumento de 17 por cento em comparação com o período homólogo. Entre as pessoas que pediam apoio através da linha telefónica, 31 por cento, praticamente uma pessoa em cada três, tinha 35 anos ou menos. Além disso, e dado o Campeonato Mundial de Futebol, que começou esta madrugada, Lao Mei I revelou que 14 por cento dos pedidos de auxílio estavam relacionados com o vício em apostas online. Como o Mundial é considerado época propícia às apostas online, Lao aconselhou as famílias a acompanharem-se mutuamente, para detectar de forma precoce sinais de vício ou de situações menos saudáveis.