Nunu Wu Manchete SociedadeImobiliário | Agência espera efeitos de isenção após 1.º trimestre A directora do grupo imobiliário Sun City diz que até agora o mercado ainda não reflecte as isenções fiscais lançadas pelo Governo, mas acredita que o efeito comece a ser sentido após o primeiro trimestre de 2026. A responsável apontou sacrifício de lucros e redução de inventário como factores que levaram ao ligeiro aumento de vendas O sacrifício de lucros e a necessidade de reduzir inventários de imóveis para novas habitações pode explicar parte da ténue recuperação das vendas de apartamentos em Macau, explica a directora do grupo imobiliário Sun City, Lei Choi Hong. A responsável aponta que estas tácticas são usadas para atrair compradores e levá-los a trocar de casa por uma de maiores dimensões. Em declarações ao jornal Cheng Pou, a directora do grupo imobiliário explicou as “tácticas de sobrevivência” do sector, numa altura em que refere ainda não se sentiram no mercado os efeitos das isenções de imposto de selo, entre outros incentivos lançados pelo Governo. Apesar das medidas públicas, Lei Choi Hong não espera melhorias ao nível de vendas antes do fim de Março. No entanto, desde a segunda metade do ano passado, a responsável considera que o mercado melhorou ligeiramente, com mais clientes a visitarem imóveis e as vendas a registarem um ligeiro aumento. Também a quebra dos preços dos imóveis abrandou, sobretudo depois de o Governo ter anunciado medidas para o mercado imobiliário. O aumento da actividade no sector, na óptica da directora da imobiliária, pode indicar uma tendência de recuperação da confiança dos consumidores, apesar de ainda existirem muitas reticências devido a receios de instabilidade no ambiente de trabalho e à capacidade para pagar hipotecas. Inversão do paradigma Quanto ao tipo de apartamento, Lei Choi Hong dá conta do maior interesse de compradores por casas de pequena e média dimensão, tendo em conta o tamanho dos agregadores familiares e a capacidade financeira para pagar empréstimos bancários. Outro factor enumerado pela responsável, é a tendência, que se começou a fazer sentir durante a pandemia, de os residentes de Macau começarem a preferir arrendar uma casa em vez de a comprar, inversão que reflecte a perda de confiança no mercado. Lei Choi Hong espera que a optimização da política de vistos para grandes investidores atraia capital para a região, de forma a revitalizar o segmento de luxo do mercado imobiliário, assim como quadros qualificados de sectores tecnológicos. Neste capítulo, sugeriu que o Governo aumente os critérios de capital para projectos de investimento, por exemplo, obrigando que os candidatos comprem imóveis com um valor mínimo de 10 milhões de patacas.
João Luz Manchete SociedadeAno Novo Chinês | Ruas na Taipa Velha e Centro cortadas ao trânsito A Taipa Velha e a Rua de Nossa Senhora do Amparo vão estar cortadas ao trânsito entre os dias 17 e 22 de Fevereiro, das 12h às 19h, nos primeiros seis dias do Ano Novo Chinês, e a circulação condicionada nas áreas envolventes. Serviços de limpeza e controlo de multidões serão reforçados durante os feriados Com a chegada prevista de cerca de 1,5 milhões de turistas a Macau durante os feriados do Ano Novo Chinês, a cidade prepara-se para proporcionar uma boa experiência a quem a irá visitar, dentro dos possíveis que ruas exíguas e multidões permitem. A principal medida, anunciada ontem pelo Governo, será o corte ao trânsito na Taipa Velha e na Rua de Nossa Senhora do Amparo entre os dias 17 e 22 de Fevereiro, nos primeiros seis dias do Ano Novo Chinês. A circulação automóvel será interrompida entre as 12h e as 19h. Na Taipa, a zona pedonal vai situar-se entre o cruzamento da Rua de Fernão Mendes Pinto com a Rua do Supico (antiga paragem de autocarros da Piscina do Carmo) e o cruzamento da Rua Correia da Silva com a Rua Governador Tamagnini Barbosa (junto do Museu da História da Taipa e Coloane). Na Rua de Nossa Senhora do Amparo, a zona pedonal abrange a rua toda “junto das Ruínas de São Paulo e algum troço da Rua da Tercena”, é indicado num comunicado conjunto de sete serviços públicos, incluindo forças de segurança. O Executivo estabelece também que a partir deste ano irá implementar estas zonas pedonais nos dois locais referidos também nos feriados do 1 de Maio e Semana Dourada do Dia Nacional, além do Ano Novo Chinês. Virado de pantanas As zonas pedonais vão implicar medidas provisórias de controlo do trânsito nos seus arredores, com vedações para delimitar as zonas, circulação invertida em alguns troços, proibição de estacionamento e criação de zonas provisórias para tomada e largada de passageiros. As áreas mencionadas vão também contar com um reforço de agentes policiais para manter a ordem e o fluxo de pessoas, assim como fazer controlo de multidões. Para animar os turistas, as zonas pedonais vão ter espectáculos, jogos interactivos de tendinhas, workshops e actividades de distribuição de bênçãos. Também na área entre o cruzamento do Largo do Pagode do Bazar e da Rua de Cinco de Outubro, realizar-se-á o Mercado Nocturno do Pagode do Bazer que funcionará entre 21 e 22 de Fevereiro, das 18h às 21h.
Hoje Macau SociedadeTurismo | Lançada “ofensiva promocional” na Tailândia e Indonésia A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) participou em Janeiro e Fevereiro em duas feiras internacionais de turismo da Tailândia e da Indonésia, “para prosseguir com a ofensiva promocional no Sudeste Asiático”, e “consolidar a imagem de Macau como destino turístico de curta distância”, indicou ontem a entidade liderada por Helena de Senna Fernandes. A primeira paragem foi Banguecoque, onde decorreu entre 22 e 25 de Janeiro, a Feira Internacional de Turismo de Tailândia. A DST revela que o stand de Macau atraiu cerca de 24 mil visitantes durante os quatro dias da exposição. A paragem seguinte foi Jacarta, onde a DST participou na Feira Internacional de Turismo da Indonésia, entre os dias 5 e 8 de Fevereiro, com sessões de apresentação e interacção com o público, assim como estabelecendo cooperação com operadores para promover produtos turísticos de Macau. A direcção de serviços vinca que o mercado do Sudeste Asiático está em expansão. No ano passado, os visitantes provenientes da Tailândia e da Indonésia estavam entre os cinco principais mercados internacionais de visitantes de Macau, com 208 mil visitantes indonésios e 186 mil visitantes tailandeses, mais 13,6 e 38,1 por cento, em termos anuais.
Hoje Macau SociedadeJogo | Fevereiro arranca com quebra mensal Nos primeiros oito dias de Fevereiro as receitas do jogo apresentaram uma quebra de cerca de 14 por cento, quando a comparação é feita com o mês anterior. Os números constam do relatório sobre o jogo em Macau do banco de investimento Citi, que cita fontes da indústria. “As receitas de Macau nos primeiros oito dias de Fevereiro terão atingido aproximadamente 5,0 mil milhões de patacas” afirmou a instituição no relatório. “Isto implica uma taxa diária de aproximadamente 625 milhões de patacas, cerca de 14 por cento inferior à taxa de receita bruta do jogo em Janeiro (cerca de 730 milhões de patacas por dia) e cerca de 11 por cento inferior à de Fevereiro de 2025”, quando era de cerca de 705 milhões de patacas por dia. “O registo de uma taxa das receitas brutas mais moderada reflecte provavelmente um abrandamento sazonal, nada surpreendente, dos volumes das apostas antes do Ano Novo Chinês”, foi acrescentado. “Com base em fontes do sector, os volumes VIP caíram aproximadamente 12 a 14 por cento em relação ao mês anterior, e o as receitas brutas do jogo de massas caíram aproximadamente 11 a 13 por cento em relação ao mês anterior”, foi destacado. Apesar do início mais lento em Fevereiro, o banco espera que o somatório das recentes de Janeiro e Fevereiro apresente um aumento de 13,5 por cento em comparação com o que aconteceu em 2025. No ano passado, o festival do Ano Novo Lunar, uma das épocas altas do jogo, coincidiu com o final de Janeiro e o início de Fevereiro.
Andreia Sofia Silva SociedadeConcertos | Burla com bilhetes desfalca cinco mulheres Cinco mulheres oriundas do interior da China terão sido burladas em mais de 18 mil patacas num esquema relacionado com bilhetes para concertos. Segundo noticiou o canal chinês da Rádio Macau, o esquema de burla era semelhante a todas as vítimas e começava com um comentário do alegado burlão em publicações nas redes sociais feitas pelas mulheres que desejavam ir a concertos e tinham dificuldades em adquirir ingressos. Uma das vítimas perdeu um total de 10.438 patacas, tendo começado por transferir seis mil patacas como pagamento de dois bilhetes que o burlão teria arranjado. Depois, o suspeito disse que os ingressos já estavam esgotados, prometendo um reembolso que nunca aconteceu. O burlão enviou ainda códigos QR para que as vítimas contactassem um falso funcionário de um departamento financeiro que iria ajudar ao reembolso, levando as vítimas a transferir mais dinheiro. No caso desta mulher, foram transferidas mais três mil patacas, tendo o suspeito alegado que a operação não tinha sido bem-sucedida, exigindo mais pagamentos. Só então a mulher percebeu que poderia estar a ser vítima de burla, queixando-se à polícia. A Polícia Judiciária (PJ) diz ter recebido denúncias relativamente a cinco casos de burla entre os dias 6 e 8 de Fevereiro, estando todos a ser alvo de investigação. Ainda não houve detenções.
João Luz Manchete SociedadeInvestigação | Empresário Ng Lap Seng nos ficheiros Epstein O empresário local Ng Lap Seng, condenado no processo das Obras Públicas, surge em cinco ficheiros Epstein devido ao julgamento em Nova Iorque em que foi condenado a três anos de prisão. As referências aparecem em newsletters de análise a tendências de investigação a crimes de “colarinho branco” e em trocas de e-mails entre departamentos do FBI O empresário de Macau Ng Lap Seng, que saiu da prisão de Coloane no ano passado depois de ter cumprido dois anos e meio de pena no processo das Obras Públicas, também surge nos ficheiros Epstein, analisados pelo HM. Recorde-se que Ng Lap Seng foi condenado em 2018 nos Estados Unidos a três anos de prisão por ter subornado o presidente da Assembleia-geral das Nações Unidas, John Ashe, para garantir o apoio à construção de um centro de conferências da organização internacional em Macau. Num e-mail enviado por uma firma de analistas jurídicos, com o receptor rasurado, em que é feita uma compilação notícias e análises a casos de corrupção financeira, surge uma notícia sobre o caso Ng Lap Seng e a forma como uma cúmplice do empresário, encarregue de entregar o suborno, escapou a uma pena de prisão por ter colaborado com a justiça. A outra referência a Ng Lap Seng surge num e-mail enviado pelo próprio Departamento de Justiça, cerca de uma semana antes da morte de Jeffrey Epstein, com uma newsletter sobre tendências de investigações em casos de corrupção internacional. O empresário de Macau é mencionado num artigo onde se refere ter pago a uma firma de segurança, constituída em parte por ex-agentes do FBI, para tratar da sua segurança num apartamento em Nova Iorque (mid-town), enquanto aguardava o início do julgamento. Os outros três documentos em que surge o nome de Ng Lap Seng, são trocas de e-mails entre departamentos do FBI, datados entre o fim de Maio e o início de Junho de 2019, cerca de dois meses antes de Jeffrey Epstein ter sido encontrado morto numa cela do Centro Metropolitano Correccional de Nova Iorque. O assunto dos e-mails indicado é a gestão dos documentos apurados na investigação. No fim dos e-mails são enumerados os casos tratados pelo Ministério Público do distrito sul de Nova Iorque, em colaboração com o FBI, incluindo o caso de Ng Lap Seng. A vida é uma festa Um outro detalhe lúbrico onde surgem referências a Macau na “Biblioteca Epstein”, como designa o Departamento de Justiça norte-americano”, é no processo que Hanna Bouveng moveu contra o dono do New York Global Group, o magnata Benjamin Wey, num processo que culminou em 2015 com uma indeminização de 18 milhões de dólares, que viria a ser reduzida para 5,6 milhões de dólares. O empresário, nascido em Tianjin, foi acusado de difamação, num de muitos processos judiciais que enfrentou. Na “carreira” judicial de Benjamin Wey desponta a acusação de oito crimes de conspiração, fraude financeira e electrónica e lavagem de dinheiro, por suspeitas de uso de contas offshore para ocultar transacções entre empresas chinesas e empresas de fachada americanas. O caso acabaria por ruir devido à obtenção ilegal de provas. Não são claras as razões para os ficheiros Epstein conterem documentos do processo judicial entre Hanna Bouveng e Benjamin Wey, algo recorrente na “biblioteca” documental, onde a falta de contexto é a norma. Porém, no processo aparece a acusação de que dois arguidos, incluindo Wey, terão publicado um artigo numa revista com o título: “Quer atrair mulheres suecas?”. Hanna Bouveng, de nacionalidade sueca, é caracterizada no artigo como “uma rapariga que gosta de festas e que acabou de chegar às discotecas de Nova Iorque após um ano a proporcionar ‘entretenimento’ em discotecas de Hong Kong e casinos de Macau”, aludindo a actividades de prostituição.
João Santos Filipe Manchete SociedadeEconomia | Pedidas medidas concretas para promover NAPE Com as pequenas e médias empresas a lidarem com a realidade do encerramento dos casinos-satélite, o deputado ligado à comunidade de Jiangme, Lee Koi Ian, pede ao Executivo um plano com medidas concretas para promover a economia no NAPE Com o NAPE a enfrentar o fim dos casinos-satélite e o respectivo impacto na economia local, o deputado Lee Koi Ian pede ao Governo que apresente medidas para lidar com os novos problemas. A posição foi tomada através de uma interpelação escrita, divulgada no portal da Assembleia Legislativa. “À medida que os casinos-satélites cessaram gradualmente as suas operações no NAPE, os distritos comerciais circundantes enfrentam um declínio acentuado no número de visitantes, mergulhando toda a zona numa situação difícil, caracterizada pelo desequilíbrio entre sectores e pela perda de clientes”, começa por traçar como cenário o deputado apoiado pela comunidade de Jiangmen. Lee Koi Ian reconhece igualmente que as Linhas de Acção Governativa para este ano prometem promover “uma série de eventos ao estilo de carnaval” no NAPE, com experiências que se espera que atraiam um maior “consumo cultural e turístico” de forma a “revitalizar a imagem da comunidade e aumentar a vitalidade da zona comercial”. Todavia, o legislador vem agora pedir ao Executivo planos mais concretos. “Dado o valor da localização e a base comercial dos distritos circundantes do NAPE, é crucial estabelecer um mecanismo de revitalização a longo prazo. Esta é a abordagem central para evitar a dependência de políticas de curto prazo, quebrar o impasse da concorrência homogeneizada e cultivar um ecossistema comercial sustentável”, atirou. “O Governo tem um plano especializado para revitalizar as zonas comerciais à volta do NAPE?”, questiona. Mudanças profundas Lee Koi Ian alerta também para as dificuldades não só de atrair os turistas para aquela zona da cidade, mas fazer com que queiram ficar e consumir no local, tendo em conta a existência de outros locais mais atractivos. “A transição nas zonas comerciais de destino de passagem para destino de consumo não é apenas central para o desenvolvimento sustentável. É também uma medida crucial para criar um ecossistema comercial local”, defende Lee Koi Ian. “Neste contexto, que medidas específicas irá o Governo introduzir para nas zonas comerciais do ZAPE, para ajudar as pequenas e médias empresas a modernizarem-se, ao mesmo tempo que se cultivam formatos de negócio distintos?”, interroga. O deputado pede ainda que se optimizem as infra-estruturas do NAPE, expandam as instalações pedestres e se organizem “diversos eventos para aumentar a circulação de pessoas e estimular a vitalidade do consumo local”. O pedido é feito apesar das medidas serem encaradas apenas como cuidados paliativos para facilitar a transição.
Hoje Macau SociedadeTurismo | Associações querem actividades nos bairros para atrair visitantes O presidente da Associação de Indústria Turística de Macau, Andy Wu, acha que o Governo pode melhorar os planos para atrair turistas para os bairros residenciais, que ficam à margem em termos de comércio dos muitos visitantes que chegam a Macau. Em declarações ao jornal Ou Mun, o também empresário defendeu que apesar de no ano passado o Governo ter lançado várias actividades em bairros residenciais, a curta duração das iniciativas não permitiu criar entre os turistas impressões duradouras. Sem pedir uma programação diária nestas zonas da cidade, Andy Wu gostaria de ver actividades regulares todos os fins-de-semana, de forma a meter “no mapa” dos turistas lugares que normalmente não são visitados. Além disso, o responsável entende que os transportes para os bairros comunitários devem ser melhorados para facilitar o acesso de turistas. Com os feriados do Ano Novo Chinês na próxima semana, também o empresário de agências de viagens Paul Wong indicou que o Governo deve continuar a fechar zonas da cidade ao trânsito para desviar visitantes dos pontos turísticos mais concorridos.
Hoje Macau SociedadePearl Horizon | Só 338 residentes compraram fracções de substituição Apenas 338 residentes dos 1.923 lesados com a não construção do Pearl Horizon avançaram para a compra dos apartamentos de substituição, disponibilizados pela Macau Renovação Urbana. Os dados foram divulgados ontem pelo canal chinês da Rádio Macau. Os apartamentos de substituição visavam auxiliar os residentes que ficaram sem as fracções que estavam a pagar quando o Governo recuperou o terreno onde iria ser construído o empreendimento de luxo Pearl Horizon. O prazo para a compra terminou no final de Janeiro, de acordo com o despacho do Chefe do Executivo publicado em Novembro do ano passado. O número, representa 17,6 por cento dos residentes lesados. Os apartamentos de substituição ficam localizados no edifício Pearl Metropolitan, composto por seis blocos de apartamentos com 50 andares, fornecendo 2.064 fracções autónomas.
Hoje Macau SociedadeTimor-Leste | ONG ajuda médicos a realizarem internatos em Macau A Fundação GX tem apoiado estudantes de Timor-Leste a realizarem internatos médicos em Hong Kong e Macau, disse ontem o presidente da organização não governamental (ONG). Leung Chun-ying explicou que a GX, com sede em Hong Kong, tem dado apoio financeiro para permitir que estudantes de medicina da Universidade Nacional Timor Lorosa’e se desloquem a uma das duas regiões chinesas. Numa entrevista à emissora pública de Hong Kong RTHK, o antigo líder do Governo do território disse que a fundação expandiu o trabalho para dez países em quatro continentes, oferecendo oito tipos diferentes de assistência. Leung disse que a GX assinou acordos com três instituições locais de ensino superior: a Universidade de Hong Kong, a Universidade Chinesa e a Universidade Politécnica. O objectivo, explicou o ex-chefe do Executivo de HK, é ajudar os estudantes a participarem em trabalhos humanitários, para que possam aprender “benevolência” em Hong Kong e “compaixão” no estrangeiro. Leung defendeu que, face às grandes mudanças no panorama internacional, a China precisa não só de consolidar as amizades existentes com outros países, mas também de fazer novas. Em Outubro de 2024, a directora executiva da GX, Emily Chan Ying-yang, disse à Lusa que a fundação queria aplicar em outros países, a começar pelas Honduras, um projecto que inverteu em Timor-Leste o rápido crescimento da dengue. Entre Janeiro e Julho, a GX instalou mais de 1.670 lâmpadas anti-mosquitos e distribuiu quase 30 mil fitas adesivas para apanhar insectos, perto de 18 mil testes rápidos de detecção da dengue e cerca de 500 redes anti-mosquitos, nos 14 municípios timorenses.
Hoje Macau Manchete SociedadeCooperação | Coimbra e Macau com programa de investigação O programa de colaboração académica entre universidades das duas cidades vai centrar-se na promoção de estudos sino-portugueses e contempla a digitalização de arquivos históricos A Universidade de Coimbra e a Universidade Politécnica de Macau lançaram um programa de investigação em Humanidades Digitais, centrado na promoção de estudos sino-portugueses, que passa pela digitalização de arquivos históricos, anunciou a instituição chinesa. A iniciativa tem como objectivo “desenvolver ainda mais o papel de Macau como ponte de intercâmbio académico entre a China e os países de língua portuguesa e aprofundar a cooperação internacional na investigação científica interdisciplinar”, lê-se num comunicado da Universidade Politécnica de Macau (UPM). O novo programa, lançado oficialmente esta semana, vai reunir “as vantagens das duas universidades” para “desenvolver inovações de investigação multidimensionais”, centrando-se na “promoção de estudos de humanidades sino-portugueses, incluindo a digitalização dos arquivos históricos, a investigação e o desenvolvimento em modelos de linguagem portuguesa de grande escala e inteligência artificial, a revitalização digital do património cultural, bem como a comunicação digital contemporânea”. Ainda de acordo com o comunicado, o vice-reitor da Universidade de Coimbra (UC), Nuno Mendonça, referiu na ocasião que, com a inteligência artificial a alterar profundamente a investigação e o ensino, “a ascensão das humanidades digitais não é apenas um desafio técnico, mas também um diálogo profundo que envolve ética e cultura”. “Com os séculos de experiência nos estudos da cultura chinesa, a UC serve de ponte académica entre o Oriente e o Ocidente, com o objectivo de integrar as tecnologias linguísticas, as indústrias criativas e a investigação em património cultural através deste programa”, disse Mendonça, citado na nota. Laboratórios académicos No futuro, as duas universidades vão cooperar para criar laboratórios académicos que “serão pioneiros na inovação tecnológica no campus em Hengqin, um espaço que simboliza a fusão entre tradição e inovação”, reforçou. As duas instituições de ensino assinaram um acordo “para estabelecer uma base de cooperação no domínio do ensino superior na ‘Cidade (Universitária) de Educação Internacional de Macau e Hengqin’, a fim de construir um ‘campus internacional’ orientado para a comunidade mundial”, lembrou, por seu turno, o reitor da UPM. Neste sentido, disse Marcus Im, o novo programa assume uma missão significativa. Com foco “nas tecnologias da linguagem e dos textos e nas aplicações digitais”, e através da “construção de uma base de dados de textos interlinguísticos, promove a inovação de dados nas ciências humanas e sociais”. Por outro lado, através de exposições digitais e experiências interactivas, “estimula a divulgação e a partilha de recursos multiculturais”, constatou o reitor da UPM, também citado na nota. O novo campus da Universidade Politécnica de Macau estará integrado numa cidade universitária, que vai abranger também o novo campus da Universidade de Macau, cujas obras arrancaram em Dezembro do ano passado. Na apresentação das Linhas de Acção Governativa para 2026, no final do ano passado, o Governo local referiu que, numa primeira fase, Universidade de Macau, Universidade Politécnica de Macau e Universidade de Turismo de Macau vão estabelecer-se no local, “prevendo-se que iniciem as actividades lectivas a partir de Setembro de 2026, com o número de estudantes fixado em 1.200, no primeiro ano, e com predominância ao nível de pós-graduação”.
Hoje Macau SociedadeTurismo | Aumentam gastos em elementos não jogo No quarto trimestre de 2025, a despesa total dos visitantes não relacionada com o jogo cifrou-se em 21,87 mil milhões de patacas, mais 14,2 por cento, em termos anuais. O número foi revelado na sexta-feira pela Direcção de Serviços de Estatística e Censos (DSEC). O aumento foi justificado com a despesa total dos excursionistas (5,34 mil milhões de patacas) que subiu 85,9 por cento. A despesa total dos turistas (16,54 mil milhões de patacas) cresceu 1,6 por cento. Contudo, os números mostram que as pessoas estão a gastar menos. A despesa per capita dos visitantes não relacionada com o jogo (2.104 patacas) diminuiu 1,0 por cento, em termos anuais, o que significa que o aumento é conseguido à custa do crescimento de o número de turistas, que individualmente estão a gastar menos. Analisando a despesa per capita dos visitantes por principais origens, os gastos dos visitantes do Interior da China (2.245 patacas), de Hong Kong (988 patacas) e a dos visitantes internacionais (2.064 patacas) desceram 10,3 por cento, 2,1 por cento, e 3,5 por cento face a 2024. A despesa per capita dos visitantes de Taiwan (2.083 patacas) cresceu 6,7 por cento.
Hoje Macau SociedadeFronteiras | Novo recorde de passagens a dez dias do Novo Ano Lunar Macau registou um novo máximo histórico de entradas e saídas nas fronteiras, quando faltam dez dias para o Ano Novo Lunar, a maior migração anual do mundo, foi ontem anunciado. A Polícia de Segurança Pública (PSP) de Macau indicou que as fronteiras do território registaram a passagem de cerca de 867 mil pessoas no sábado, o número mais elevado desde que os registos diários começaram. Num comunicado, a PSP referiu que a maior fatia dos movimentos (39,1 por cento) deveu-se aos turistas. Macau, capital mundial dos casinos, recebeu cerca de 174 mil visitantes no sábado, ainda assim longe do recorde diário, fixado em 2 de Janeiro: 188 mil. Por outro lado, os residentes de Macau foram responsáveis por 36,7 por cento das entradas e saídas nas fronteiras da região, enquanto os trabalhadores migrantes representaram 21,6 por cento. De acordo com os dados da PSP, a maior fronteira do território, as Portas do Cerco, foi também a mais movimentada, com quase 463 mil passagens, o valor diário mais elevado dos últimos cinco anos, desde o início da pandemia de covid-19.
Hoje Macau Manchete SociedadeConcertos | Grupo sul-coreano sobe ao palco sem cantor japonês O cantor japonês Shotaro ficou de fora dos dois concertos do grupo Riize em Macau, o que foi justificado com “circunstâncias imprevisíveis”. As autoridades de Macau não se pronunciaram oficialmente, mas na Coreia do Sul as notícias indicam a existência de um boicote a artistas do país nipónico A organização dos dois concertos dos Riize em Macau, que decorreram no fim-de-semana, confirmou que o grupo masculino sul-coreano actuou sem o cantor japonês Shotaro, numa altura de tensões entre Pequim e Tóquio. Os Riize, que actualmente têm seis elementos, subiram ao palco da Galaxy Arena, no hotel-casino Galaxy Macau, com apenas cinco artistas, disse a empresa IME Macau. Num comunicado publicado nas redes sociais e citado pelo canal em língua portuguesa da televisão pública TDM – Teledifusão de Macau, a empresa justificou a decisão com “circunstâncias imprevisíveis”, sem mais detalhes. Questionada na terça-feira sobre o cancelamento de espectáculos com artistas japonesas, a directora dos Serviços de Turismo de Macau disse não ter “informação concreta sobre a situação”. Maria Helena de Senna Fernandes falava à margem da apresentação do desfile do Ano Novo Lunar, que celebra o ano do Cavalo. Ao contrário de anos anteriores, não haverá grupos do Japão. Em 28 de Janeiro, a emissora sul-coreana MBC, que estava a organizar o ‘Show! Music Core in Macau’, um festival de música da Coreia do Sul, que incluía bandas que integram artistas japoneses, cancelou o evento. O festival estava marcado igualmente para o passado fim-de-semana, no Local de Espectáculos ao Ar Livre, na zona do Cotai, criado pelo Governo da RAEM. A MBC não deu qualquer explicação para a decisão, dizendo apenas que foi tomada “após uma análise completa das circunstâncias locais e das condições logísticas gerais”. Pelos vistos Ainda antes do anúncio oficial por parte da MBC, a imprensa da Coreia do Sul já tinha avançado com o possível cancelamento devido à alegada dificuldade dos artistas japoneses em obter vistos para actuar em Macau. A Lusa tentou confirmar esta informação junto dos Serviços de Imigração da Polícia de Segurança Pública, o Instituto Cultural (IC) de Macau e a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, mas não obteve qualquer resposta. Em 12 de Dezembro, a presidente do IC negou qualquer interferência no cancelamento de concertos com artistas japoneses marcados para a região e garantiu que se trata apenas de decisões comerciais dos organizadores. “Acho que diferentes partes têm os seus factores de ponderação”, disse Leong Wai Man, numa conferência de imprensa. “É normal ter ajustamentos sobre concertos ou diferentes eventos. Situações de cancelamento por força maior, é algo corrente”, acrescentou. Questionada pela Lusa sobre se havia indicações do Governo para a não realização de eventos culturais com artistas do Japão, Leong Wai Man garantiu que “esta é uma questão do sector comercial, é uma decisão do organizador” “Não tenho mais nada a acrescentar”, sublinhou a dirigente. Em Dezembro, tinham sido cancelados espectáculos com artistas japoneses em pelo menos três diferentes hotéis-casinos de Macau. Em Novembro, a primeira-ministra do Japão falou no parlamento nipónico sobre uma eventual intervenção militar japonesa num conflito entre a China continental e Taiwan. Sanae Takaichi afirmou que, se uma situação de emergência em Taiwan implicasse “o envio de navios de guerra e o recurso à força, isso poderia constituir uma ameaça à sobrevivência do Japão”. Dias depois, Pequim desaconselhou deslocações ao Japão, exemplo seguido mais tarde pelas regiões semiautónomas de Macau e Hong Kong. Ao contrário do habitual, o Governo de Hong Kong não enviou qualquer representante a um evento organizado pelo consulado do Japão na quinta-feira, para assinalar o aniversário do imperador nipónico Naruhito, avançou o portal de notícias Hong Kong Free Press.
Hoje Macau SociedadeConstrução | Salários perderam valor em 2025 O salário real médio dos trabalhadores da construção civil teve uma quebra de 1,9 por cento no ano passado, de acordo com os dados apresentados pelos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Apesar disso, o índice do salário real do pintor aumentou 5,8 por cento, face a 2024, ao passo que o do assentador de tijolo e estucador desceu 3 por cento. O índice médio de preços dos materiais de construção dos edifícios de habitação correspondeu a 122,3 no ano de referência, menos 1,1 por cento, face a 2024. O índice de preços da madeira e o do betão pronto desceram 1,8 por cento e 1,4 por cento, respectivamente, em termos anuais, enquanto o do cabo eléctrico aumentou 2,1 por cento.
Hoje Macau SociedadeEconomia | Macau com mais 275 empresas no ano passado Em 2025 constituíram-se 4.678 sociedades (mais 123, face a 2024), a maioria no ramo de actividade económica do comércio por grosso e a retalho (1.640) e no ramo dos serviços prestados às empresas (1.352). Ao mesmo tempo dissolveram-se 946 sociedades, tendo o crescimento líquido do número de sociedades sido de 3.732 (mais 275). Os números foram revelados na sexta-feira pela Direcção de Serviços de Estatística e Censos (DSEC). O capital social das sociedades constituídas totalizou 545 milhões de patacas. Entre as sociedades constituídas, 3.430 (73,3 por cento do total) pertenciam ao escalão de capital social inferior a 50 mil patacas e o capital social destas sociedades (88 milhões de patacas) correspondeu a 16,2 por cento do total. Constituíram-se ainda 52 sociedades com um escalão de capital social igual ou superior a um milhão de patacas e o capital social destas sociedades (287 milhões de patacas) representou 52,7 por cento do total.
Hoje Macau SociedadeJogo | Menos empréstimos ilegais em 2025 No ano passado, a Polícia Judiciária iniciou um total de 192 investigações relacionadas com empréstimos ilegais para jogo, o que representou uma quebra de 23,8 por cento face a 2024. Os números foram divulgados ontem durante um simpósio sobe as estatísticas do ano passado. Apesar de haver menos empréstimos, o número de inquéritos instaurados relacionados com o jogo aumentou 62,6 por cento, para um total de 2.314. Este aumento foi justificado com o crime de troca ilegal de dinheiro para o jogo. Esta foi uma prática que as autoridades locais sempre entenderam não ser necessário criminalizar. Contudo, em 2024, depois das críticas vindas do Interior em que a prática em Macau destas trocas de dinheiro foi identificada como uma vulnerabilidade para a segurança do país, o Governo da RAEM acabou por avançar com a criminalização. Nas declarações prestadas, Sit Chong Meng, director da PJ, afirmou que desde que a lei de combate às trocas ilegais de dinheiro para o jogo entrou em vigor até Dezembro de 2025 foram concluídos 567 casos, que levaram à detenção de 867 pessoas. A polícia apreendeu mais de 94 milhões de dólares de Hong Kong, sendo que algumas operações foram conduzidas em cooperação com as autoridades do Interior. De acordo com o jornal Ou Mun, o aumento da criminalidade resultou também de “melhorias estatísticas”, que não foram especificadas. Sit avisou também que “à medida que as iniciativas policiais se intensificam, as actividades dos gangues de câmbio de dinheiro tornaram-se cada vez mais secretas e os padrões criminosos mais sofisticados”. Contudo, o respomsável prometeu que a PJ “vai acompanhar de perto e de forma persistente” as redes criminosas que utilizam os negócios legítimos para esconderem estas trocas ilegais.
Hoje Macau Manchete SociedadeEmperor | Vendido ouro do chão por 100 milhões O grupo Emperor, responsável pelo hotel com o mesmo nome em Macau, acordou a venda de várias barras de ouro que estavam colocadas no chão do hotel. O anúncio foi feito ontem à Bolsa de Hong Kong, e a venda do metal ficou acordada por 99,7 milhões de dólares de Hong Kong, no que deverá representar num lucro líquido de 90,2 milhões. Sobre os motivos para a venda do ouro, o grupo explica se enquadra numa nova estratégia para a exploração do hotel, face ao fim da operação do espaço de jogo, que no passado fez com que o Emperor Hotel fosse um casino-satélite. “Após o encerramento das suas operações de jogo, o Grupo tem vindo a planear activamente outras instalações de entretenimento e diversão para melhorar a sua experiência global de hospitalidade e alargar a sua base de receitas”, foi apontado. “Os metais preciosos que originalmente faziam parte do design interior e do equipamento do hotel, já não são relevantes para o tema do hotel no futuro”, foi acrescentado. O Conselho de Administração da empresa explicou também que a venda se realiza numa altura em que o valor do ouro tem atingido números históricos. O comprador é a empresa Heraeus Metals Hong Kong, a representação do grupo alemão Heraeus, fundado em 1660, e que se dedica a actividades como a comercialização de metais preciosos, reciclagem, saúde, produtos electrónicos e semicondutores.
Hoje Macau Manchete SociedadeMGM China | Lucros aumentaram 10,7 por cento A concessionária do leão anunciou um crescimento anual das receitas que promete uma entrada auspiciosa no Ano do Cavalo. Em 2025, a MGM China anunciou lucros recorde de 1,2 mil milhões de dólares A operadora de jogo em Macau MGM China anunciou lucros recorde de 1,2 mil milhões de dólares em 2025, um aumento anual de 10,7 por cento. Trata-se do terceiro ano consecutivo com um novo máximo, depois de, em 2023, a MGM China ter registado um recorde histórico de lucros antes de juros, impostos, depreciação, amortização (EBITDA, na sigla em inglês) de cerca de 921 milhões de dólares e, em 2024, de aproximadamente 1,13 milhões de dólares. Estes dados, de acordo com um comunicado enviado à bolsa de valores de Nova Iorque na quarta-feira, foram publicados “de forma inadvertida”, já que a data de publicação estava marcada para dia 11 de Fevereiro. Os resultados, escreveu a empresa, vão ser hoje divulgados “após o encerramento do mercado” Ainda de acordo com o documento, no último trimestre do ano passado, a MGM China alcançou lucros de 332,3 milhões de dólares, uma subida de 30,5 por cento em relação ao mesmo período do ano passado (254,7 milhões de dólares). A empresa terminou o ano ainda com uma subida anual de 10,9 por cento nas receitas, com ganhos de 4,5 mil milhões de dólares em 2025 face aos 4,02 mil milhões de dólares obtidos no ano anterior. Em termos trimestrais, a MGM China alcançou receitas líquidas de 1,24 mil milhões de dólares nos últimos três meses do ano, o que representa um acréscimo de 21,4 por cento em relação ao mesmo período de 2024 (1,02 mil milhões de dólares). Acima do esperado Em reacção aos resultados anunciados, citados pelo portal GGR Asia, a empresa de serviços financeiros Jefferies considerou que ficaram entre 3 por cento e 5 por cento acima das expectativas. No entanto, o dia de ontem ficou marcado por uma suspensão do comércio das acções da MGM China na Bolsa de Hong Kong. A suspensão aconteceu na parte da manhã, depois de a empresa-mãe, a MGM Resorts, ter por anunciado “inadvertidamente” os resultados da MGM China, ainda antes do comunicado desta às autoridades da Bola de Hong Kong. Seis concessionárias do jogo, MGM, Galaxy, Venetian, Melco, Wynn e SJM, operam em Macau, o único local na China onde o jogo em casino é legal. Os casinos da região fecharam o ano de 2024 com receitas de 226,8 mil milhões de patacas, mais 23,9 por cento do que em 2023 (183,1 mil milhões de patacas). As receitas dos casinos de Macau atingiram no ano passado 247,4 mil milhões de patacas, um aumento de 9,1 por cento em comparação com o ano anterior.
João Luz Manchete SociedadeNovo Bairro Hengqin | Menos de 40% das casas vendidas Até ao passado mês de Janeiro, tinham sido vendidos 1.610 apartamentos a residentes no Novo Bairro de Macau em Hengqin, segundo dados revelados ao HM. Entre o fim de 2024 e o mês passado, foram vendidas 222 fracções, menos do que os apartamentos vendidos em Macau apenas em Novembro A venda de apartamentos no Novo Bairro de Macau em Hengqin continua a seguir um ritmo muito abaixo do mercado local, mesmo com a crise que o sector do imobiliário atravessa. Segundo dados revelados pela Macau Renovação Urbana ao HM, até Janeiro de 2026 tinham sido vendidos 1.610 apartamentos no Novo Bairro de Macau a residentes da RAEM, o que representa uma proporção de 39,5 por cento do total das fracções disponíveis. No fim de Maio do ano passado, o relatório anual da Macau Renovação Urbana revelava terem sido comprados 1.388 apartamentos no complexo habitacional da Ilha da Montanha desde que foram colocados à venda em Novembro de 2023, o que representava apenas 34 por cento do volume total de fracções (4.070). Feitas as contas, entre o fim de 2024 e o mês passado, foram vendidas 222 fracções no Novo Bairro de Macau em Hengqin, um volume inferior às vendas registadas em Macau apenas no passado mês de Novembro, quando dados da Direcção dos Serviços de Finanças revelam 238 fracções vendidas, apesar da crise que afecta o sector imobiliário na RAEM. Casa dos talentos O anémico registo de vendas no complexo habitacional para residentes de Macau na Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin ganha contornos mais graves tendo em conta o levantamento de restrições que as autoridades de Hengqin têm introduzido desde 2024. Esta semana, foi anunciado que residentes de Macau podem comprar duas fracções no complexo habitacional. Porém, as autoridades de Hengqin foram implementando sucessivas medidas para impulsionar as vendas. Os critérios foram ajustados, incluindo a remoção do limite de idade, permitindo que menores de idade sejam proprietários, a restrição de revenda nos cinco anos após a compra foi removida, assim como o ajustamento do limite à aquisição de unidades residenciais. Além disso, em Setembro de 2025, a Macau Renovação Urbana anunciou o início da venda dos fracções na Torre 11 do complexo habitacional, com preços a descontos especiais para lugares de estacionamento, obras de renovação e na compra de electrodomésticos. A empresa de capitais públicos indicou também ao HM que foram reservados 200 apartamentos arrendados a “entidades que preencham os critérios” para alojar talentos não-residentes. O arrendamento destas fracções no Novo Bairro de Macau foi estabelecido no contrato de transferência do direito de uso do solo assinado a 21 de Abril de 2020 para o projecto. O alojamento destes quadros qualificados ficou reservado nas torres 17 e 18 do complexo habitacional.
Hoje Macau SociedadeAeroporto | CAM aponta para 8,14 milhões de passageiros em 2026 Após um ano de 2025 em que o aeroporto perdeu passageiros e voos comerciais, os responsáveis pela CAM – Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau acreditam que 2026 vai ser diferente. De acordo com os números apresentados durante um almoço de Ano Novo Lunar, organizado ontem, a empresa estima receber 8,14 milhões de passageiros e 63 mil chegadas e partidas de voos comerciais ao longo deste ano. Os números indicados pela empresa, e citados pelo jornal Ou Mun, representam um aumento anual de 8,2 por cento do número de passageiros e de 8,6 por cento do número de chegadas e partidas de voos comerciais. A estimativa anual do número de passageiros de 2026 não deixa de ficar abaixo do que acontecia antes da pandemia. Em 2019, o aeroporto recebeu um total de 9,61 milhões de passageiros, o valor mais elevado desde que começou a funcionar, e no ano anterior tinha recebido 8,26 milhões de passageiros. O aumento do número de passageiros é esperado, apesar do presidente da Comissão Executiva da empresa, Simon Chan Weng Hong, ter revelado que a partir de Outubro deste ano e até Outubro de 2029 o aeroporto vai estar encerrado entre a noite as 8h da manhã. O encerramento foi justificado com a expansão da infra-estrutura e o aterro de terrenos. Em relação a estas obras, Simon Chan afirmou que se espera um “impacto mínimo” no funcionamento do aeroporto. O presidente da Comissão Executiva da CAM revelou também que em Abril vão abrir novos restaurantes no aeroporto, com a disponibilização de refeições confeccionadas por algumas das marcas locais mais conhecidas.
Hoje Macau Manchete SociedadeVírus Nipah | Governo prepara capacidade de resposta do sector da aviação Os Serviços de Saúde realizaram na terça-feira a palestra “Conhecimentos sobre a infecção pelo vírus Nipah”, destinada a representantes da Autoridade de Aviação Civil, da CAM, Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau, S.A.R.L. e das companhias aéreas. Os Serviços de Saúde (SS) indicaram ontem que o evento teve como objectivo informar e reforçar a sensibilização para os casos de infecção pelo vírus Nipah detectados no Estado de Bengala Ocidental, no leste da Índia, assim como aperfeiçoar a capacidade de resposta do sector da aviação. Mais de 100 gestores e trabalhadores de linha da frente ouviram as explicações sobre vias de transmissão, sintomas clínicos e pontos importantes de protecção individual. As autoridades salientaram a importância do posto fronteiriço como “a primeira linha de defesa contra a importação de doenças infecciosas graves”, dos profissionais do aeroporto e companhias aéreas para a protecção da saúde dos residentes. Os SS garantiram também o reforço da avaliação e o exame médico aos indivíduos com história de viagem relevante que apresentem sintomas nos postos fronteiriços. Para tal, foi criado um “mecanismo de coordenação interdepartamental eficaz com o aeroporto, a Autoridade de Aviação Civil e os serviços competentes”. Além disso, “de acordo com a investigação global nacional e a avaliação de risco da Organização Mundial de Saúde”, actualmente, o impacto do vírus Nipah para Macau é “relativamente baixo”.
Nunu Wu Manchete SociedadeUber | Deputado pede regulação e questiona tratamento de dados Leong Sun Iok está preocupado com a falta de regulamentação dos serviços de táxis online, em resposta à reentrada da Uber em Macau, e defende a criação de uma lei específica para proteger direitos de passageiros e motoristas. O deputado questiona também a localização dos servidores da Uber O uso de aplicações móveis para chamar táxis é uma realidade consensual em todo o mundo há muitos anos, à excepção de Macau. O reinício de operações da Uber em Macau, anunciado na terça-feira, motivou de imediato reacções para o retorno à velha ordem, ou preocupações sobre a abertura dos serviços. Uma das vozes da consternação é o deputado Leong Sun Iok. O legislador dos Operários está preocupado com a falta de regulamentação das aplicações para pedir serviços de táxi, e de uma lei específica que garanta os direitos de passageiros e motoristas. Como tal, espera que o Governo avance com legislação em breve. Em declarações ao jornal Ou Mun, o deputado argumentou que se um passageiro cancelar uma reserva, o taxista não terá força para compensar a perda. O mesmo pode acontecer ao cliente, se a plataforma tiver problemas temporários que levem ao cancelamento do pedido. Apesar de a Uber ter garantido que as tarifas cobradas são as mesmas, “de acordo com o taxímetro oficial”, Leong Sun Iok afirmou que a legislação em vigor proíbe a cobrança de tarifas adicionais, mas que há plataformas que as cobram de qualquer das formas. À procura de problemas Também o serviço de transporte entre Macau e Hong Kong facultado pela Uber preocupa o deputado, que destacou que a lei obriga o veículo estar licenciado e o motorista a ter cartão de identificação de condutor de táxi para evitar infracções. Recorde-se que neste aspecto, a Uber indicou que o serviço estará a cargo de um operador de transportes transfronteiriços, a empresa Kwoon Chung Bus Holdings. Na óptica do deputado, apesar de a Uber usar exclusivamente táxis licenciados de Macau, o cliente deve estar alerta e confirmar a legalidade do veículo, porque em caso de acidente de viação pode não estar coberto por seguro. Nesse sentido, Leong Sun Iok também apelou ao Governo para combater táxis ilegais. A localização “incerta” dos servidores de dados da Uber representa outro receio de Leong Sun Iok, uma vez que a legislação da RAEM obriga à instalação de servidores em Macau, exigência que quatro plataformas de táxi online cumprem.
João Santos Filipe Manchete SociedadeBiblioteca Central | Superestrutura vai custar 343,9 milhões de patacas A Companhia de Construção Urbana J&T foi a escolhida entre 30 empresas que entraram no concurso para construir o edifício da nova biblioteca. Segundo a Direcção dos Serviços de Obras Públicas, os trabalhos vão demorar cerca de um ano e meio As obras de construção da superestrutura da nova Biblioteca Central vão custar 343,9 milhões de patacas, de acordo com informação divulgada ontem no portal da Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP). A superestrutura é constituída por todos os elementos estruturais de um edifício acima do nível do solo e as obras têm de ser terminadas em 589 dias, um pouco mais do que um ano e meio. A Companhia de Construção Urbana J&T Limitada foi a escolhida para realizar os trabalhos, entre um total de 30 empresas que participaram no concurso público, realizado na segunda metade do ano passado. O valor das propostas apresentadas variou entre 313,9 milhões de patacas e 370,5 milhões de patacas. O prazo de execução das propostas apresentadas variou entre 558 dias e 590 dias, sendo que o concurso público definia como período máximo 620 dias. Além do preço, que contava 50 por cento para a decisão final, e do prazo de execução (15 por cento), os restantes critérios de decisão do concurso incluíam a experiência e qualidade em obras (20 por cento), programa de execução (10 por cento), e plano do programa dos recursos humanos e proporção de trabalhadores residentes em cargos de gestão (5 por cento). A futura biblioteca vai ocupar uma área de cerca de 2.960 metros quadrados e o projecto prevê a construção de quatro pisos de altura e cave, com uma área bruta de construção de cerca de 13.800 metros quadrados. De acordo com os dados oficiais, esta área de construção é “dez vezes superior à da antiga biblioteca central”, localizada no lado oposto da Praça do Tap Seac. O rés-do-chão e os pisos superiores da construção vão receber instalações como auditórios, zona de leitura de jornais e revistas, bibliotecas para adultos e crianças, salas de reuniões e espaços multimédia dedicados ao ensino. Projecto atribulado A construção da nova biblioteca de Macau está pensada há mais de 10 anos com os processos da escolha do local e elaboração do projecto a ficarem marcados por várias polémicas. Inicialmente, durante o segundo mandato de Fernando Chui Sai On como Chefe do Executivo, foi revelado um convite ao arquitecto português Álvaro Siza Vieira para desenhar a futura biblioteca. Contudo, devido à pressão de grupos de interesses locais, o convite ao arquitecto português foi retirado, o que levou à realização de um concurso público. No âmbito do primeiro concurso, foi escolhido um projecto do atelier do arquitecto Carlos Marreiros, com um preço de 18,68 milhões de patacas. A biblioteca estava planeada para o antigo tribunal. No entanto, as obras nunca chegaram a arrancar, porque face às críticas sobre a localização, o Executivo optou por escolher um novo local, a Praça do Tap Seac, que implicou a demolição do antigo Hotel Estoril. As mudanças levaram à realização de mais um concurso público, desta feita internacional que terminou com a escolha do atelier holandês Mecanoo. É este projecto que está a ser agora construído.