Hoje Macau SociedadeNBA | Macau recebe Dallas Mavericks e Houston Rockets A National Basketball Association (NBA) e a concessionária Sands China anunciaram a realização de dois jogos de pré-época em Macau, em Outubro deste ano, com a participação das equipas Dallas Mavericks e Houston Rockets. Os jogos fazem parte da parceria entre a concessionária do jogo e a NBA, que entrou em vigor no ano passado, e que já trouxe os Phoenix Suns e Brooklyn Nets ao território. Em condições normais, os jogos anunciados ontem vão decorrer a 9 e 11 de Outubro na Arena The Venetian e podem contar com a participação de grandes estrelas como Kevin Durant, Anthony Davis ou Kyrie Irving. Além dos dois jogos, a NBA e a Sands vão realizar encontros com os fãs, como os eventos NBA House e o NBA Fan Day apresentado pela Alibaba Cloud ou a Semana da Comunidade, que é organizada pelas entidades NBA Cares e Sands Cares. Os detalhes sobre as actividades e a venda de bilhetes vão ser revelados mais perto do evento. Os jogos na Arena The Venetian vão ter transmissão em mais de 200 países e territórios, através de diferentes canais de distribuição ou redes sociais. Além da Sands e NBA estão envolvidos na parceria as empresas Taobao 88VIP, Alibaba Cloud, Ant International, Amazon Web Services, Gatorade, Mengniu Group, Nike e Tissot.
Hoje Macau SociedadeDengue | Registado primeiro caso importado do ano Os Serviços de Saúde foram notificados na segunda-feira de um caso de dengue importado, o primeiro de 2026. O doente é um residente de Macau, de 28 anos, que viajou nas últimas semanas no Vietname, entre 20 e 27 de Dezembro, e Taiwan, entre 31 de Dezembro e 4 de Janeiro. O residente viajou com a família, mas, até ao momento, nenhum outro familiar demonstrou sintomas. O paciente começou a sentir febre no primeiro dia do ano e recorreu a assistência médica ainda em Taiwan. No domingo, o residente começou a desenvolver uma erupção cutânea nos membros e no domingo foi ao Serviço de Urgência das Ilhas, onde foi diagnosticado com dengue. Os Serviços de Saúde revelaram ontem que o indivíduo continua com febre e está internado Centro Hospitalar Conde de São Januário. Apesar de reiterar que a dengue não se transmite entre pessoas, e que o caso foi importado, as autoridades procederam à “eliminação preventiva de mosquitos nas áreas circundantes da residência e dos principais locais de actividade do doente”. Os locais onde foram aplicados químicos para eliminar mosquitos foram o Edifício The Pacifica Garden, na Estrada Coronel Nicolau de Mesquita, na Taipa, e o edifício Ko Fu e a zona de lazer contígua, na Avenida do General Castelo Branco, perto da Ilha Verde. As autoridades recomendaram precauções adicionais contra mosquitos durante viagens a áreas endémicas de dengue, como o Sudeste Asiático.
João Santos Filipe Manchete SociedadeJogo | Fitch avalia novas obrigações da SJM como especulativas A agência de notação financeira acredita que o grupo tem um longo caminho para percorrer para reduzir o endividamento. Um dos problemas identificado é a incerteza sobre os resultados do Grand Lisboa Palace e a falta de atracção a nível do mercado de massas A agência de notação financeira Fitch avaliou como especulativos os novos títulos não subordinados que vão ser emitidos em Janeiro pela SJM. Este é um tipo de dívida pago de forma prioritária face a outros tipos e o anúncio da emissão foi feito na segunda-feira, embora os pormenores só devam ser conhecidos nos próximos dias. De acordo com o relatório da Fitch, citado pelo portal GGR Asia, a nota “BB-” para os novos títulos de dívida foi justificada com “as perspectivas negativas que recaem sobre o próprio grupo”. O nível “BB-” da escala de avaliações significa que os títulos são encarados como especulativos e que existem riscos “elevados” de incumprimento. Os factores com impacto negativo na avaliação do grupo, elencados pelos analistas Samuel Hui, Rebecca Tang e Tyran Kam, apontam para a redução dos lucros da empresa nos próximos anos. A Fitch explica que 2025 vai confirmar um crescimento dos lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização da SJM Holdings, tal como aconteceu em 2024, mas em 2027 espera-se uma redução desses lucros, que deverão ficar abaixo da performance de 2024. No relatório, a agência observa igualmente que a SJM está a fazer um caminho positivo para reduzir os níveis de endividamento. Contudo, não deixa de se mostrar preocupada com os impactos dos resultados do Grand Lisboa Palace, no Cotai, e o encerramento de vários casinos-satélite. Dias de incerteza Sobre o desenvolvimento do Grand Lisboa Palace, é referido que o casino sofre do problema de estar afastado do centro do Cotai. No entanto, os analistas apontam que a empresa tem feito todos os esforços para aumentar a atractividade do espaço em termos do mercado de massas, o que tem passado por tentar melhorar a ligação com o resto da cidade. Em relação aos casinos-satélite, a aquisição pela SJM do L’Arc Macau, que vai passar a explorar directamente, é tida como positiva e uma forma de tentar “reter metade da quota de mercado dos casinos-satélite encerrados”, utilizando para este efeito as mesas de jogo que ficaram livres com os outros satélites que fecharam as portas. A Fitch entende também que o L’Arc Macau tem a vantagem de estar virado para o segmento de clientes que frequentava os casinos encerrados.
Hoje Macau SociedadePortas do Cerco | Acidente leva três pessoas ao hospital Três pessoas tiveram ontem de ser levadas para o hospital, depois de estarem envolvidas numa colisão entre dois carros na Praça das Portas do Cerco. De acordo com o canal chinês da Rádio Macau, o acidente aconteceu por volta das 10h30 da manhã e todos os feridos são do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 59 e 66 anos. As vítimas apresentaram ferimentos na cabeça e nas costas, mas todas foram consideradas numa condição estável. As intervenientes foram tratadas no Hospital Kiang Wu. Trânsito | Colisão na Rua do Campo causa um ferido Um acidente na manhã de ontem na Rua do Campo causou um ferido ligeiro, de acordo com a informação do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP). O sinistro ocorreu por volta das 8h, num cruzamento, quando um veículo ligeiro colidiu com uma mota. O ferido tem 40 anos, era o condutor da moto e foi transportado para Centro Hospitalar Conde de São Januário com lesões na cara e num dos polegares. A condição do residente era considerada estável. No veículo ligeiro, não se registou qualquer ferido. As autoridades adiantaram ao canal chinês da Rádio Macau que o acidente terá tido origem numa ultrapassagem pela esquerda do carro, que terá surpreendido o condutor da moto. O condutor do carro é um residente local com cerca de 20 anos e terá sido multado devido à manobra perigosa. Os testes do balão realizados aos condutores tiveram resultados negativos.
Hoje Macau Manchete SociedadePonte HZM | Mais de 100 milhões de travessias desde abertura A Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau registou mais de 100 milhões de travessias de passageiros desde a inauguração, em Outubro de 2018. Metade do fluxo transfronteiriço foi registado em apenas 20 meses dos mais de sete anos desde a inauguração da ponte Desde a abertura ao trânsito da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau (Ponte HZM), no final de Outubro de 2018, foram registadas mais de 100 milhões de travessias de passageiros. Com o fim da pandemia de covid-19 e a maior abertura da estrutura a automóveis privados, o volume de tráfego acelerou de forma dramática, sublinhou o responsável da Estação de Inspecção Fronteiriça do posto da ponte. “Demorou mais de cinco anos para o tráfego de passageiros no posto fronteiriço ultrapassar os primeiros 50 milhões de viagens, enquanto os segundos 50 milhões foram alcançados em apenas um ano e oito meses”, afirmou Chen Faqiu. Inaugurada em 2018, a ponte tem uma extensão total de cerca de 55 quilómetros, que inclui um túnel submarino de quase sete quilómetros entre duas ilhas artificiais, construído para facilitar a navegação no delta do Rio das Pérolas. Os residentes de Hong Kong e Macau representam 58,7 por cento do volume total de passageiros, com mais de 58,7 milhões de travessias registadas. Apenas em 2025, foram efectuadas cerca de 18 milhões de viagens por residentes a deslocarem-se de e para o Interior da China, quase três vezes mais do que em 2019. O tráfego de veículos também disparou. Mais de 8,4 milhões de viaturas registadas em Hong Kong e Macau com autorização de circulação transfronteiriça foram inspeccionadas. “Conduzir até à China continental através da ponte tornou-se parte do dia-a-dia dos residentes de Hong Kong e Macau”, noticiou a Xinhua. Por outro lado, a ponte já processou um total acumulado de 39,4 milhões de viagens de cidadãos do Interior da China com destino a Macau e Hong Kong. Mais de 12,6 milhões dessas viagens ocorreram em 2025, estabelecendo um recorde histórico. Questão de perspectiva A construção da ponte arrancou em 2009, mas foi afectada por atrasos, a morte de mais de 20 trabalhadores e derrapagens orçamentais. O custo final da infra-estrutura está estimado em 16,4 mil milhões de dólares, mais 25 por cento do que o inicialmente previsto. Em Junho, o Corpo de Polícia de Segurança Pública anunciou que os turistas de 82 países, incluindo Portugal, Brasil e Cabo Verde, poderão entrar na região através da ponte, sem precisar de sair do veículo. O objectivo é “promover o intercâmbio cultural internacional e ajudar Macau a tornar-se uma plataforma aberta ao exterior (…) e uma janela importante para o intercâmbio entre as civilizações chinesa e ocidental”, disse a polícia. No final de Abril, o então secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, anunciou planos para acelerar o controlo fronteiriço de visitantes estrangeiros, sem estatuto de residente ou autorização de trabalho, através da utilização de canais electrónicos automáticos. Passados sete anos e pouco mais de dois meses, a maior ponte do mundo ultrapassou 100 milhões de passageiros. Em 25 anos de funcionamento da travessia ferroviária na Ponte 25 de Abril, sem contar o tráfego automóvel, foram transportados mais de 498 milhões de passageiros, o que dá uma média de mais de 139 milhões a cada sete anos. Lusa /JL
Hoje Macau Manchete SociedadeMais uma cantora japonesa com concerto cancelado em Macau A cantora japonesa Mika Nakashima anunciou o cancelamento, “devido a circunstâncias incontornáveis”, de um concerto previsto para 14 de Março em Macau, numa altura em que se vivem tensões diplomáticas entre Pequim e Tóquio. Num comunicado publicado na página oficial de Nakashima na Internet, a artista sublinhou que está “em negociações para reagendar o concerto”, que estava marcado para o hotel-casino Londoner Macau, e agradece a compreensão dos fãs. O concerto em Macau seria o primeiro de uma digressão asiática da cantora e actriz de 42 anos, que continua a incluir passagens por Banguecoque, Taipé, Kuala Lumpur, Seul, Osaka e Tóquio. Em 12 de Dezembro, o Governo de Macau negou qualquer interferência no cancelamento de pelo menos três concertos com artistas japoneses marcados para a região e garantiu que se trataram apenas de decisões comerciais dos organizadores. “Acho que diferentes partes têm os seus factores de ponderação”, disse, numa conferência de imprensa, a presidente do Instituto Cultural, Deland Leong Wai Man. “É normal ter ajustamentos sobre concertos ou diferentes eventos. Situações de cancelamento por força maior, é algo corrente”, acrescentou. Porém, a vaga de cancelamentos tem afectado apenas eventos com artistas japoneses. Em 9 de Dezembro, o hotel-casino Venetian Macau – que pertence ao mesmo grupo do Londoner Macau – anunciou o cancelamento de um concerto da cantora de ‘pop’ japonesa Ayumi Hamasaki, em 10 de Janeiro. Isto após o espetáculo de Hamasaki em Xangai, em 29 de Novembro, ter sido cancelado. Um dia antes, tinha também sido cancelado um espectáculo de Natal, previsto para 25 de Dezembro no Studio City, que incluía a banda feminina Say My Name, que integra as japonesas Hitomi Honda e Terada Mei. No mesmo dia, foi cancelado um terceiro espectáculo, desta vez da banda Hi-Fi Un!corn, grupo que integra artistas japoneses, marcado para 21 de Dezembro num terceiro hotel-casino, Galaxy Macau. Pura coincidência Questionada pela Lusa sobre se havia indicações do Governo para a não realização de eventos culturais com artistas do Japão, Deland Leong Wai Man garantiu que “esta é uma questão do sector comercial, é uma decisão do organizador”. “Não tenho mais nada a acrescentar”, sublinhou a dirigente. Em 15 de Novembro, Macau seguiu o exemplo de Pequim e desaconselhou deslocações ao Japão, “dado que a partir de meados deste ano, a tendência de ocorrência de ataques no Japão contra cidadãos chineses tem vindo a aumentar”.
Hoje Macau SociedadeRuínas de São Paulo | Ano arranca com obras de restauro Ontem foram instalados andaimes na fachada das Ruínas de São Paulo para a segunda fase dos trabalhos de restauro. De acordo com informação veiculado pelo canal chinês da Rádio Macau, as obras deverão prolongar-se até 9 de Fevereiro. Como resultado, desde o passado domingo, a zona arqueológica atrás da fachada das Ruínas de São Paulo, assim como o Museu de Arte Sacra e a Cripta estão encerrados ao público. O encerramento vai ser mantido até amanhã. Os encerramentos nas Ruínas regressam em Fevereiro, altura em que a Exposição de Realidade Virtual vai estar encerrada entre 4 e 6. Também no próximo mês, a zona arqueológica atrás da fachada das Ruínas de São Paulo, o Museu de Arte Sacra e a Cripta voltam a estar encerrados ao público, igualmente entre os dias 4 e 6 de Fevereiro.
João Santos Filipe Manchete SociedadeZona Norte | Elevado fluxo de turistas sem impacto nos negócios Apesar do elevado número de turistas que visitou Macau nos últimos dias, os efeitos na económica comunitária continuam a ser reduzidos. Alguns comerciantes queixam-se de um Natal pouco movimentado Apesar do elevado número de turistas que entrou no território nos feriados do Natal e Ano Novo, comerciantes da zona norte da península revelam que a actividade económica não apresentou melhorias. O relato foi traçado pelo jornal Ou Mun, na edição de ontem, e contrasta com as enchentes nas principais atracções turísticas. De acordo com o cenário traçado no Bairro do Iao Hon, alguns restaurantes que são actualmente mais populares nas redes sociais conseguiram mais clientes. No entanto, esta movimentação não contribuiu para melhorar a actividade económica naquela zona da cidade. Ao jornal Ou Mun, Chan, uma trabalhadora de uma loja de venda de roupa afirmou que as ruas continuaram desertas e que o Bairro do Iao Hon nunca foi um lugar popular para turistas. Chan indicou que a realização de eventos pelo Governo com base em desenhos animados e descontos de consumo tiveram um impacto reduzido, mas que mesmo assim não é sustentável. Assim que as iniciativas terminam, o número de turistas que vai àquela zona baixa imediatamente. A funcionária da loja de vestuário explicou ainda que é cada vez mais difícil para os negócios físicos competirem com a concorrência dos preços praticados no Interior da China ou das compras online. Chan revelou que a competição levou ao encerramento de várias lojas encerrassem, produzindo um efeito dominó, que contribuiu para a “desertificação” comercial do bairro. A mulher deixou assim o desejo que o Governo organize novas iniciativas no Iao Hon durante o novo ano e que continue a embelezar as ruas, para tornar o local mais atractivo. Efeitos limitados Também uma residente de apelido Leong, responsável por um restaurante no Iao Hon, reconheceu que o impacto dos visitantes é limitado. Em relação ao seu negócio, a residente afirmou que tem beneficiado do turismo. No início servia mais os clientes locais, mas as redes sociais vieram tornar o seu espaço muito popular entre visitantes do Interior da China, o que leva a que cada vez mais turistas visitem o restaurante para comer e tirar fotografias. Apesar do sucesso, Leong observou que o impacto dos turistas é limitado, porque as deslocações àquela zona são orientadas para restaurantes. Assim que acabam as refeições e tiram as fotografias, os turistas deixam a zona norte, sem se aventurarem pelo bairro ou visitarem outras lojas. A empresária reconheceu também que a maioria dos restaurantes na zona enfrenta dificuldades e que o volume de negócios durante o período do Natal foi extremamente reduzido. Sobre o futuro, Leong destacou a importância das medidas adoptadas pelo Governo para apoiar as pequenas e médias e empresas (PME). Contudo, reconheceu que as medidas são temporárias e que os comerciantes têm de lidar sozinhos com a queda do volume de negócios, dado que o cenário presente não deverá sofrer alterações.
Hoje Macau SociedadeDSPA | Plano de substituição de veículos chega à terceira fase A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) aceita, desde ontem, candidaturas para a terceira fase do “Plano de apoio financeiro ao abate de veículos antigos movidos a gasóleo”, que decorre até ao dia 4 de Janeiro de 2028. A medida é dirigida a “proprietários de veículos antigos movidos a gasóleo matriculados e registados até 31 de Dezembro de 2019, estando excluídos os proprietários de veículos antigos movidos a gasóleo cuja matrícula tenha sido cancelada em 15 de Dezembro de 2025 ou em data posterior, e que sejam novamente matriculados após os referidos cancelamentos”. No primeiro ano o prazo de candidaturas vai até 4 de Janeiro de 2027, sendo dado um apoio entre 25 mil e 155 mil patacas. No segundo ano, cujas candidaturas vão de 5 de Janeiro de 2027 a 4 de Janeiro de 2028, os apoios variam entre 15 mil e 93 mil patacas.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeHabitação para troca | Prometido alargamento de políticas Raymond Tam revelou ontem que o Executivo está a estudar o alargamento da aplicação da habitação para troca e da habitação para alojamento temporário”, nos empreendimentos já construídos. Na primeira reunião do ano do Conselho para a Renovação Urbana, foi ainda prometida a reconstrução de mais edifícios antigos Na primeira reunião plenária de 2026 do Conselho para a Renovação Urbana (CRU), que decorreu ontem, o Governo prometeu alargar a aplicação das políticas de habitação para troca e alojamento temporário. Citado por um comunicado do CRU, Raymond Tam, secretário para os Transportes e Obras Públicas, declarou que “será aprofundado o estudo sobre o alargamento do âmbito de aplicação da habitação para troca e da habitação para alojamento temporário, já concluídas”. O objectivo desta medida é “assegurar a utilização racional dos recursos existentes e a ponderar, com prudência, novas formas de promover a renovação urbana”, mas o governante não adiantou mais detalhes. Recorde-se que o primeiro projecto de habitação para troca foi concluído em Março do ano passado, tendo surgido no âmbito do processo do empreendimento Pearl Horizon. Tratou-se de uma concessão cujo prazo chegou ao fim sem que as obras tenham sido concluídas. No que diz respeito à renovação de prédios antigos no bairro do Iao Hon, o governante deixou a promessa de continuar a realizar a reconstrução dos chamados “Sete Conjuntos de Prédios do Bairro Iao Hon” antigos. Além disso, o secretário prometeu que em 2026 “será igualmente reforçada a reconstrução de edifícios individuais”, além de se promover o aumento “de instalações públicas nos bairros antigos”. Raymond Tam declarou também na reunião do CRU que “a renovação urbana constitui uma prioridade para o Governo, estando os trabalhos a ser desenvolvidos de forma estável”. Discutir e dinamizar A reunião desta segunda-feira serviu também para ouvir os três grupos especializados ligados a este organismo, que fizeram “o ponto da situação sobre o andamento dos seus trabalhos”. A reunião serviu ainda para discutir “o mecanismo de longo prazo referente à habitação para troca e à habitação para alojamento temporário”. Os membros do CRU discutiram a necessidade de “promoção pragmática da renovação urbana através da optimização administrativa”, bem como da importância da “dinamização dos bairros comunitários através do seu embelezamento, com vista à melhoria da qualidade de vida dos residentes”.
Hoje Macau SociedadeDSAL | Criado plano de reintegração profissional para mulheres Arrancam hoje as inscrições para o “Plano de reintegração profissional para mulheres”, criado pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) em parceria com a operadora de jogo Sands China. O objectivo, segundo uma nota da DSAL, é “dar apoio às mulheres que deixaram o mercado de trabalho por motivos familiares ou pessoais”, para que possam “reconstruir gradualmente a sua capacidade profissional e confiança e reintegrarem-se com sucesso no mundo profissional”. O plano abrange “medidas como apoio em grupo, formação profissional, prática de trabalho e horários de trabalho flexíveis”, sendo que as inscrições decorrem até ao dia 16 de Janeiro. Há 29 vagas de emprego disponíveis, distribuídas por 16 postos de trabalho, em categorias profissionais como “Administração”, “Serviço de cliente e vendas” ou “Operação de resorts integrados”. O plano dura seis meses, sendo que a Sands China se compromete a “fornecer apoio em várias áreas, tais como o auxílio na construção de uma rede de contactos sociais”, atribuindo ainda “pessoal específico para acompanhar regularmente a situação após a integração [das candidatas] no cargo”. Disponibilizam-se “opções de horário flexível, com um mínimo de 20 horas de trabalho por semana, e isenção de turnos nocturnos”. As candidatas com um “bom desempenho poderão ser transferidas para cargos a tempo inteiro”, podendo também manter horário flexível. Haverá seminários informativos nos dias 22 e 23 de Janeiro, sendo que depois dessas datas serão realizadas as entrevistas.
Andreia Sofia Silva SociedadeIAS | Criado apoio de creches gratuitas para famílias vulneráveis O Instituto de Acção Social (IAS) acaba de criar o “Regime de Creche Gratuita para Crianças de Famílias em Situação Vulnerável”, em parceria com 30 creches, e cujas inscrições começam a 12 de Janeiro. Segundo um comunicado divulgado pelo IAS, o regime pretende “prestar serviços de creches subsidiadas, de forma gratuita, para crianças de famílias com dificuldades económicas e privadas de condições de serem cuidadas pela sua família”. As crianças devem ser residentes da RAEM e ter menos de três anos, além de estarem em famílias monoparentais, com membros deficientes, doentes crónicos, ou compostas apenas por avós e netos. Estão ainda incluídas famílias que sejam beneficiárias do subsídio regular do IAS. Para concorrerem ao apoio, as famílias compostas por duas pessoas não devem ter um rendimento mensal superior a 19.975 patacas, enquanto que no caso de uma família com oito ou mais pessoas, o rendimento por mês não deve ir além das 50.675 patacas. O prazo de candidaturas termina dia 23 de Janeiro.
Hoje Macau Manchete SociedadeLandmark | As horas derradeiras do último casino-satélite Centenas de pessoas despediram-se na noite de 30 de Dezembro do Landmark, o último ‘casino-satélite’ de Macau a encerrar portas e um capítulo da história do jogo no território. Clientes e funcionários realçam o simbolismo do encerramento do antigo Pharaoh’s Palace Reportagem de Catarina Domingues, da agência Lusa Samuel Lei e o casino Landmark são retratos de uma era prestes a extinguir-se. Lei é imagem de uma geração que, no início do século, transitou do secundário para trabalhar como ‘croupier’ nos casinos de Macau que surgiram após a liberalização do jogo. Já o Landmark, então chamado de Pharaoh’s Palace, foi o primeiro ‘casino-satélite’ do território, um modelo de gestão adoptado por Stanley Ho Hung-sun (1921-2020) – que deteve até 2002 o monopólio do jogo -, para fazer frente à concorrência. O Landmark, sob a tutela da Sociedade de Jogos de Macau (SJM), foi também o último a fechar portas, depois de a nova lei que regula o jogo, aprovada em 2022, estabelecer o último dia de 2025 como data limite para terminar a actividade destes ‘satélite’. O relógio marcava 22h na noite de 30 de Dezembro. Samuel, acompanhado de três antigos colegas, presta um último tributo ao lugar onde trabalhou entre 2003 e 2006, onde começou por ganhar 11 mil patacas. “Na altura, o salário médio em Macau eram cinco ou seis mil patacas e se te formasses na universidade ganhavas talvez oito mil. Era um atractivo para adolescentes”, conta à Lusa. Duas décadas depois, nota Samuel, a opção da mesa de jogo em detrimento do ingresso no ensino superior é menos saliente, com uma subida magra dos salários dos ‘croupiers’, que “rondam 18 mil patacas”. Samuel e os amigos encontram-se no terceiro andar do casino, onde em tempos funcionou a única sala do Pharaoh’s Palace. A encarar os quatro vultos, uma esfinge gigante, representação da pegada egípcia pensada pelo empresário local David Chow Kam Fai – “o primeiro casino temático de Macau”, lê-se na página do projecto. No bengaleiro, já nada resta. Sem mais malas ou casacos por velar, Yu, uma das mais de mil funcionárias do espaço, conta os minutos para “este momento importante”. “Quero ir lá para baixo, gostava de filmar”, nota a funcionária, que vai ser transferida para o casino Lisboa, propriedade da SJM. A empresa, que só em 2025 encerrou oito ‘casinos-satélite’, comprometeu-se a assegurar os empregos dos trabalhadores. Pelas 22h30, já só há actividade no rés-do-chão. Numa das alas, funcionários, de colete vermelho, contam fichas de uma mesa do jogo de dados ‘big and small’, que acabou de vagar. Mais de uma centena de pessoas inclinam-se sobre seis mesas de bacará, o jogo que mais dinheiro faz circular nos casinos locais. Aposta-se até ao último minuto. A civilização egípcia, estampada nas paredes deste salão, e funcionários da Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos testemunham o momento. “Vim de propósito assistir ao encerramento”, diz Xiao Xiao, da província de Hubei, centro da China. “Tantas pessoas de Hubei que aqui estão”, complementa. Numa mesa oposta, Gaia, de Macau, joga pelo simbolismo. Tem na mão uma ficha no valor de 500 dólares de Hong Kong. “A minha mãe trabalha aqui há mais de 20 anos, é um momento muito especial”, diz. Até ao último suspiro Os ‘casinos-satélite’ apareceram em Macau no despontar do século como consequência da liberalização do jogo, embora fundados sobre um modelo existente durante a administração portuguesa: casinos de privados, mas geridos pela empresa de Stanley Ho. Segundo este modelo, conhecido como “4+4+2”, 40 por cento das receitas revertiam a favor do Governo, 40 por cento de Ho e 20 por cento dos proprietários, explica à Lusa o especialista de jogo Ben Lee. Com a liberalização do sector, nota Lee, evoluiu-se para um novo arranjo, mantendo-se os 40 por cento do Governo, “cerca de 4 a 5 por cento – pura taxa de franquia – para a SJM” e o restante para os proprietários, sendo-lhes conferida a totalidade da gestão. “A expansão dos ‘casinos-satélite’ foi também uma das estratégias de Stanley Ho para contrariar a entrada dos novos grandes casinos-resorts. O velho ditado: a quantidade tem a sua própria qualidade, e durante algum tempo foram muito eficazes”, analisa ainda o fundador da consultora de jogo IGamix. Após a transferência de Macau, nota o especialista, Ho “encontrou uma lacuna que permitiu a proliferação” destes casinos. “E o Governo, de alguma forma, aceitou isso como um ‘fait accompli’, sem realmente investigar a legalidade”, acrescentou. Lee, que chegou a administrar o ‘casino-satélite’ Diamond, no hotel Holiday Inn, recorda como Pequim foi apanhado “de surpresa” com a distribuição das licenças de jogo. Em 2002 foram celebrados contratos entre o Governo de Macau, a SJM, a Galaxy Casino e a Wynn Resorts Macau para a atribuição de três concessões. No fim desse ano, foi feita uma alteração ao contrato de concessão do Galaxy Casino, que permitia à Las Vegas Sands entrar no jogo, mediante subconcessão. A SJM e a Wynn vieram também a assinar contratos de subconcessão, com a MGM e a Melco Resorts, respectivamente. Há cerca de uma década, acrescenta Lee, “começou a dizer-se” que representantes de Pequim estavam em contacto com pessoas ligadas ao sector. “E as perguntas que faziam: Como é que três concessões se tornaram seis? E como acabaram três operadores norte-americanos a controlar 50 por cento das concessões e subconcessões, quando inicialmente só se falava num? E os casinos satélite surgiram sem aviso prévio. (…) E então, penso que a mensagem ficou muito clara: ‘limpar tudo’”, explica. Pelas 23h35 de 30 de Dezembro, é dada ordem para sair. Lá fora, mais de duas centenas de pessoas esperam pela contagem decrescente, até que, chegadas as 23h59, a cortina, ali colocada para cobrir o nome do casino, bloqueia e ameaça cair. Só dois homens empoleirados numa plataforma elevatória conseguem completar a derradeira tarefa. E o Egipto dá por fim o último suspiro em Macau.
Hoje Macau SociedadeDomésticas | Atingido número mais elevado desde 2021 O número de empregados domésticos em Macau ultrapassou 28.500 no final de Novembro, o valor mais elevado desde Março de 2021. Segundo dados do Corpo de Polícia de Segurança Pública, divulgados pela Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), o território tinha 28.563 famílias com empregados domésticos, mais 161 do que no final de Outubro. Desde o pico máximo de 31.044, atingido em Abril de 2020, no início da pandemia de covid-19, e até Fevereiro de 2023, Macau perdeu mais de oito mil empregados domésticos. Desde então, em menos de três anos, o número de empregados domésticos subiu mais de 5.500, o correspondente a um aumento de 24 por cento. Recorde-se que os empregados domésticos voltaram a ser excluídos do salário mínimo, cujo valor aumentou em 2,9 por cento – 211,4 patacas, para 7.280 patacas desde o início do ano.
Hoje Macau SociedadeSTDM | Grupo Estoril-Sol desiste da Póvoa do Varzim O Grupo Estoril-Sol, controlado pela STDM, desistiu do concurso público de atribuição da concessão para explorar o casino da Póvoa do Varzim, ao não participar no procedimento. A informação foi adiantada pelo jornal Expresso e significa que o grupo ligado aos descendentes de Stanley Ho abdica da concessão que actualmente controla. Face a esta situação, a empresa ligada a Macau apenas vai tentar manter o controlo do histórico Casino Estoril e do Casino de Lisboa. O casino da Póvoa do Varzim teve como único candidato o grupo francês Lucien Barrière. No final de 2024, o Grupo Estoril-Sol controlava 63 por cento do mercado do jogo em Portugal. Além disso, devido a atrasos do Governo português nos novos concursos público, os contratos de jogo do Grupo Estoril-Sol para os três casinos foram prolongados por um prazo de 120 dais, contado a partir de 1 de Janeiro. Inicialmente, o prazo dos contratos de concessão expirava a 31 de Dezembro.
Hoje Macau SociedadeAeroporto | Número de passageiros caiu 1,6 por cento em 2025 O número de passageiros que passaram pelo Aeroporto Internacional de Macau caiu 1,6 por cento em 2025 “devido ao contexto económico e alguns factores de incerteza”, disse a companhia gestora. Num comunicado divulgado na sexta-feira, a CAM – Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau revelou ter registado cerca de 7,52 milhões de passageiros no ano passado. “Devido ao contexto económico e a alguns factores de incerteza, o tráfego de passageiros ficou aquém das expectativas durante o primeiro semestre e o período de férias de Verão”, lamentou a empresa. Em Abril, a CAM já tinha admitido que poderia falhar as metas de passageiros e carga fixadas para 2025, devido à “situação geopolítica e à instabilidade económica mundial”. Em Fevereiro de 2025, o presidente da operadora, Simon Chan Weng Hong, tinha previsto para o ano mais de oito milhões de passageiros, 65 mil movimentos de voo e um volume de carga de 113 mil toneladas. Ainda assim, o número de passageiros vindos do estrangeiro subiu 7 por cento, o total de rotas internacionais aumentou 26 por cento e o volume de carga registou um crescimento anual de 1,08 por cento, sublinhou a CAM no comunicado de sexta-feira. O aeroporto de Macau tem actualmente voos regulares de passageiros operados por 29 companhias aéreas para 47 destinos na China continental, Taiwan, Sudeste Asiático, Japão e Coreia do Sul, de acordo com o portal da CAM. Face à queda do número total de passageiros, a empresa afirmou ter agido “de forma proactiva, colaborando com diversas partes interessadas para atrair novas companhias aéreas”, o que levou a uma recuperação no quarto trimestre. A CAM sublinhou ainda que “está em contacto activo com várias companhias aéreas nacionais e internacionais para discutir o lançamento de novas rotas, incluindo uma possível cooperação com companhias aéreas do Médio Oriente”.
Hoje Macau Manchete SociedadeJogo | Receitas dos casinos fecharam 2025 com subida de 9,1 por cento As receitas dos casinos de Macau ultrapassaram no ano passado 247,4 mil milhões de patacas, um aumento de 9,1 por cento em comparação com o ano anterior. Apesar do aumento anual de 14,8 por cento das receitas em Dezembro, a performance ficou aquém dos resultados de Novembro Os casinos de Macau amealharam mais de 247,4 mil milhões de patacas ao longo de 2025, um resultado que representa um aumento de 9,1 por cento face ao registo de 2024, segundo os dados oficiais divulgados pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ). Apenas em Dezembro, o sector arrecadou 20,9 mil milhões de patacas, mais 14,8 por cento do que no mesmo mês de 2024. Ainda assim, o valor do mês passado representa um recuo de 0,95 por cento em comparação com Novembro. Recorde-se que as receitas dos casinos de Macau fecharam o ano passado com o valor mais elevado desde 2019 (292,5 mil milhões de patacas), antes do início da pandemia de covid-19. O valor ultrapassa o previsto tanto no orçamento inicial para 2025, ou seja, os 240 mil milhões de patacas, assim como no orçamento revisto para 2025, aprovado pela Assembleia Legislativa (AL) em Julho, que era de 228 mil milhões de patacas. O orçamento para 2026, aprovado na AL em 18 de Dezembro, prevê que as receitas atinjam 236 mil milhões de patacas, o que representaria uma queda de 4,61 por cento em comparação com o ano passado. Espinha dorsal O secretário para a Economia e Finanças, Anton Tai Kin Ip, defendeu a previsão como “bastante prudente” e recusou apontar uma meta para o crescimento da economia da região, que descreveu como altamente “vulnerável a flutuações”. O recorde de receitas dos casinos foi atingido em 2013 – 360,7 mil milhões de patacas – antes de as autoridades da China continental terem lançado uma campanha para limitar os fluxos ilegais de capitais. Ainda assim, a indústria dos casinos tem beneficiado de sucessivos recordes ao nível da entrada de turistas chineses no território. De acordo com dados oficiais, Macau recebeu quase 36,5 milhões de visitantes nos primeiros 11 meses de 2025, mais 14,4 por cento do que no mesmo período de 2024 e mais do que em todo o ano anterior. A indústria do jogo, o motor da economia da cidade, representava em 2019 51 por cento do Produto Interno Bruto de Macau e, apesar da crise durante a pandemia, dava no final Novembro trabalho a cerca de 69.100 pessoas, ou seja, 18,2 por cento da população empregada.
Hoje Macau SociedadeReserva financeira | Atingido segundo valor mais alto de sempre Os activos da reserva financeira de Macau valiam no final de Outubro 661,1 mil milhões de patacas, o segundo valor mais elevado de sempre. Segundo a Autoridade Monetária de Macau (AMCM), a reserva só ficou aquém do recorde histórico de 663,6 mil milhões de patacas, atingido em Fevereiro de 2021, apesar de o território estar então em plena pandemia. Um balanço publicado no Boletim Oficial da região semiautónoma chinesa mostra que o valor da reserva subiu 44,9 mil milhões de patacas nos primeiros dez meses de 2025. De acordo com a AMCM, a reserva já se valorizou mais do que em 2024, ano em que os activos subiram 35,7 mil milhões de patacas, o valor anual mais elevado desde a pandemia de covid-19. No ano passado, registou-se o aumento mais elevado desde 2019, quando o valor da reserva financeira de Macau subiu 70,6 mil milhões de patacas. Só em Outubro, a reserva ganhou 2,34 mil milhões de patacas. O valor da reserva extraordinária no final de Outubro era de 456,5 mil milhões de patacas e a reserva básica, equivalente a 150 por cento do orçamento público, era de 167,3 mil milhões de patacas.
Hoje Macau Manchete SociedadeNascimentos | 2025 com registo mais fraco em quase meio século O director do Hospital Conde de São Januário revelou que Macau, que em 2024 já teve a mais baixa natalidade do mundo, registou em 2025 o menor número de nascimentos em quase 50 anos. No ano passado, nasceram no território menos 20,4 por cento dos bebés nascidos em 2024 De acordo com dados preliminares, Macau registou 2.871 recém-nascidos no ano passado, disse o director substituto do Centro Hospitalar Conde de São Januário, Tai Wa Hou, citado pelo canal em chinês da emissora pública TDM. Este número representa uma queda de 20,4 por cento em comparação com 2024, ano em que nasceram em Macau 3.607 bebés, e fica muito aquém das expectativas das autoridades locais. No final de Janeiro de 2025, o subdirector dos Serviços de Saúde, Kuok Cheong U, tinha previsto menos de 3.500 nascimentos durante esse ano, número que já seria o mais baixo desde 2004. Mas o número revelado por Tai Wa Hou faz com que 2025 tenha sido o ano menos fértil desde 1978, quando a cidade, então sob administração portuguesa, registou 2.407 recém-nascidos. No entanto, enquanto em 1978 Macau tinha menos de 249 mil habitantes, no final de Setembro de 2024 a região já registava uma população de quase 687 mil. O número de nascimentos caiu, assim, pelo sexto ano consecutivo e está cada vez mais longe do máximo histórico de 7.913 fixado em 1988, que foi um Ano Lunar do Dragão. Considerado um símbolo da realeza, fortuna e poder e única figura mítica entre os 12 signos do milenar zodíaco chinês, o Dragão tem um conjunto de características que tradicionalmente leva os casais a planear ter filhos durante esse período. Ainda pior Macau registou em 2024 apenas 0,58 nascimentos por mulher, muito longe do valor necessário para a substituição de gerações (2,1), a menor taxa de fecundidade de sempre na região e a mais baixa do mundo, de acordo com dados oficiais. Este valor é ainda mais baixo do que a estimativa feita num relatório divulgado em Julho pelo Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas (UNDESA, na sigla em inglês): 0,68 nascimentos por mulher. Apesar de mais optimista, a estimativa da UNDESA já indicava que Macau teria tido em 2024 a mais baixa natalidade do mundo, a uma grande distância da segunda jurisdição na lista, Singapura, com 0,95 nascimentos por mulher. O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, admitiu ser necessário “criar condições em termos de educação e emprego” para subir a baixa natalidade, que apontou como um dos maiores desafios da cidade a longo prazo. No início de Julho, a Assembleia Legislativa aprovou uma revisão do orçamento para reforçar os apoios sociais, incluindo a criação de um subsídio, no valor total de 54 mil patacas, para as crianças até aos três anos. Durante a campanha eleitoral, Sam Hou Fai prometeu ainda estudar a extensão da licença de maternidade, actualmente fixada em 70 dias, e a criação de um fundo de providência central obrigatório. Na quarta-feira passada, o Fundo de Segurança Social (FSS) defendeu que “sejam estabelecidas condições para iniciar a implementação, de forma gradual e ordenada” de um regime obrigatório. Um relatório, encomendado a uma instituição académica, concluiu que “as contribuições para o regime (…) não deverão causar demasiada pressão aos empregadores, e os trabalhadores podem obter uma melhor protecção na aposentação”.
Hoje Macau SociedadeGestão de doenças crónicas em Macau vai centrar-se na prevenção O Executivo vai mudar de paradigma da gestão de doenças crónicas em 2026, “transitando do modelo centrado na terapia pós-doença para uma abordagem focada na prevenção e gestão precoce”, indicaram ontem os Serviços de Saúde (SS). A alteração da filosofia na abordagem às doenças crónicas foi apresentada pelo director dos SS, Alvis Lo, durante a reunião plenária do Conselho para os Assuntos Médicos, a que preside. Alvis Lo acrescentou que a mudança de foco é “imprescindível” para “alcançar o objectivo de Cidade Saudável Macau”, assim como a descentralização dos recursos médicos, o aprofundamento do Programa de Comunidade Saudável e o reforço da gestão dinâmica de saúde. Alvis Lo afirmou ter expectativas que, até 2030, as taxas de conhecimento, terapia e controlo das doenças crónicas dos residentes “possam ser totalmente elevadas, de modo a reduzir eficazmente o risco de morte por doenças crónicas”. O responsável máximo do Executivo da área da Saúde realçou também a importância elevar os níveis de rastreios e tratamentos precoces. Quanto à utilização de vales de saúde por residentes, foram atendidas cerca de 34 mil pessoas para medição da pressão arterial ou do peso, “o que contribuiu para elevar a consciencialização do público sobre a prevenção de doenças”, foi indicado. Jogar na defensiva As doenças crónicas são a principal causa de morte e o maior encargo para o sistema de saúde de Macau. A alteração de paradigma anunciada por Alvis Lo conta com alguns programas já existentes. Um deles é o Programa de Rastreio das Doenças Crónicas, que arrancou em meados de Agosto deste ano, abrangendo patologias como hipertensão, diabetes, doenças oncológicas, dislipidemia e obesidade. O programa de rastreio, aberto residentes com mais de 18 anos de idade, abrange também o sector privado através das clínicas aderentes ao programa. Os utentes têm apenas de marcar uma consulta e, de acordo com a recomendação dos médicos, fazer testes ou análises clínicas. Antes do programa ter sido anunciado, o Governo realizou acções de formação para acreditação a 90 médicos de Macau. Destes, cerca de 80 por cento tinham menos de 45 anos e aproximadamente 50 por cento menos de 35 anos. Porém, ontem os representantes dos Serviços de Saúde revelaram que, até ao momento, estão registados no Programa de Rastreio de Doenças Crónicas 70 médicos participantes.
João Santos Filipe SociedadeTroca de dinheiro | Rusga visa negócio de 60 milhões de dólares de Hong Kong A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de duas mulheres por alegadamente estarem envolvidas em trocas ilegais de dinheiro para o jogo num casino do Cotai. De acordo com as estimativas da polícia, o negócio que operava numa joalharia terá movimentado mais de 60 milhões de dólares de Hong Kong, com os lucros a serem de 1 milhão de dólares de Hong Kong. As detidas são uma residente local, de 36 anos, e uma mulher do Interior da China, de 27 anos. Ambas desempenhavam as funções de vendedoras no espaço comercial. Na conferência de imprensa de ontem em que o caso foi apresentado, os representantes da PJ admitiram estarem actualmente a investigar o paradeiro do proprietário do espaço comercial. Além das detenções foram apreendidos cerca de 500 mil dólares de Hong Kong em dinheiro vivo. Também foi apreendido um telemóvel, que alegadamente terá sido utilizado para combinar as trocas de dinheiro. A investigação terá partido de denúncias anónimas que alertaram as autoridades para a possibilidade de no interior da loja estarem a decorrer trocas ilegais de dinheiro. As detenções aconteceram depois de os agentes terem passado um dia a vigiar o que acontecia no espaço comercial, tendo decidido actuar depois de assistirem a três clientes com “comportamento suspeito”. A loja operava no casino, que não foi identificado, desde 2019, e as duas empregadas confessaram a existência de trocas de dinheiro. As detidas recebiam salários de 13 mil patacas e 15 mil patacas, que incluíam o pagamento de horas extra.
Andreia Sofia Silva SociedadeTurismo | Excursionistas chineses com quebra de quase 24% A Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) revelou ontem que o número de excursionistas registou uma quebra anual de 12,5 por cento em Novembro, para um total de 191.000. Destaque para o facto de o número de entradas de visitantes em excursões provenientes do Interior da China, 148.000, ter descido em Novembro 23,7 por cento, enquanto o de visitantes internacionais em excursões, 28.000, cresceu 33,8 por cento. No final de Novembro, Macau tinha um parque hoteleiro com 147 unidades, apenas mais um face a Novembro de 2024, que disponibilizaram 45.000 quartos de hóspedes, mais 3,5 por cento. A taxa de ocupação nesse mês fixou-se nos 90,2 por cento, sendo que a taxa de ocupação dos hotéis de 5 estrelas, de 94 por cento, subiu 2,5 pontos percentuais, ao passo que a dos hotéis de 4 estrelas (84,6 por cento) e a dos hotéis de 3 estrelas (84,3 por cento) diminuíram 1,2 e 3,1 pontos percentuais, respectivamente.
João Santos Filipe Manchete SociedadeJogo | Morgan Stanley menos optimista face a resultados da MGM China O banco de investimento prevê que o novo contrato da MGM China com a empresa-mãe, para a utilização da marca MGM, vai ter um impacto significativo nos resultados financeiros da concessionária de jogo A subida dos custos para a utilização da marca MGM pela concessionária do jogo MGM China levou o banco de investimento Morgan Stanley a reduzir as expectativas face aos resultados financeiros da empresa. Numa nota divulgada aos investidores, o banco de investimento espera agora que o resultados financeiros da concessionária se enquadrem na média do mercado, quando antes previa que superassem a média. A alteração das expectativas face à MGM China tem em conta o novo contrato de utilização da marca da empresa MGM. Segundo os detalhes divulgados antes do Natal, a MGM China vai passar a pagar 3,5 por cento das receitas líquidas mensais consolidadas, quando até agora pagava 1,75 por cento. Esta diferença significa que a MGM China vai pagar praticamente o dobro à MGM Resorts International, a empresa-mãe. Com base nesta alteração, a Morgan Stanley explica que os novos pagamentos devem custar cerca de 7 por cento dos lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA, em inglês) por ano à concessionária. O acordo revelado recentemente tem a duração de 20 anos, dependente da renovação da concessão do jogo após 2030, e prevê para 2026 um pagamento máximo de 188,3 milhões de dólares americanos (1,5 mil milhões de patacas). No entanto, a empresa de serviços financeiros CBRE Equity Research acredita que o valor dos lucros da MGM China para o próximo ano deve resultar num pagamento de cerca de 166 milhões de dólares (1,3 mil milhões de patacas). Valores históricos O pagamento de cerca de 166 milhões de dólares para o próximo ano contrasta o que tem acontecido pelo menos desde 2023. Nesse ano, o primeiro sem restrições de circulação após a pandemia da covid-19, a MGM China pagou à MGM Resorts International cerca de 55,2 milhões de dólares. No ano seguinte, os pagamentos subiram para 70,9 milhões de dólares, o que reflecte a melhoria do desempenho financeiro da empresa. Os pagamentos do ano em curso ainda não são conhecidos, mas até ao final de Setembro totalizaram 56,5 milhões de dólares. Tendo em conta que este ritmo de lucros é mantido, apesar de o mercado ter apresentado uma expansão nos meses mais recentes, o pagamento para este ano deverá rondar 75,3 milhões de dólares americanos.
Hoje Macau Manchete SociedadeInvestigação | Criado prémio para estudos sobre relações sino-portuguesas O “Prémio Fundação Jorge Álvares-General Vasco Rocha Vieira-Amizade Portugal-China” irá atribuir 25 mil euros por ano e pretende reconhecer as instituições que promovam iniciativas para reforçar a aproximação entre as comunidades portuguesa, chinesa e macaense A Fundação Jorge Álvares lançou um prémio anual, no valor de 25 mil euros, para incentivar o estudo e a investigação das relações entre Portugal e China, através de Macau, lê-se na página da entidade. Com o “Prémio Fundação Jorge Álvares-General Vasco Rocha Vieira-Amizade Portugal-China”, pretende também reconhecer-se “instituições que promovam iniciativas relevantes no sentido de reforçar a aproximação entre as comunidades portuguesa, chinesa e macaense”, refere-se no portal da fundação. “Visa homenagear e contribuir para perpetuar a memória do último governador de Macau, fundador da Fundação Jorge Álvares, seu curador e primeiro presidente, falecido há cerca de um ano”, escreveu na segunda-feira, nas redes sociais, o actual curador, Tiago Vasconcelos. O prémio vai ser atribuído, de forma alternada, a instituições, em anos pares e a partir de 2026, e a trabalhos de investigação, em anos ímpares, sendo este lançado em 2027. No primeiro caso, o galardão está aberto a qualquer instituição, nacional ou estrangeira, recompensando “acções relevantes que desenvolvam ou aprofundem o relacionamento entre as comunidades portuguesa, chinesa e macaense”, nos domínios da cultura e línguas portuguesa, chinesa ou do patuá, da ciência, da educação, da filantropia, entre outros. Investigação aberta No que diz respeito aos trabalhos de investigação, o prémio “é aberto a qualquer pessoa sem restrição de ordem académica, nacionalidade ou outra”, e recompensa “a qualidade de estudos e trabalhos escritos num tema, a indicar para cada edição, no âmbito das relações entre Portugal e a China, particularmente através de Macau”. “Da assinatura da declaração conjunta à transferência da administração portuguesa de Macau” é, de acordo com o regulamento, o tema para a primeira edição do prémio na categoria de investigação. Vasco Joaquim Rocha Vieira nasceu em 16 de Agosto de 1939. Foi Chefe do Estado-Maior do Exército e, por inerência, membro do Conselho da Revolução entre 1976 e 1978. Desempenhou as funções de ministro da República dos Açores (1986-1991) e em 1991 foi nomeado para Governador de Macau pelo então Presidente da República português, Mário Soares. Foi o 138º e último governador português de Macau, cargo que ocupou até 1999, quando se processou a transferência do território para a China.