Hoje Macau SociedadeAPAVT | Congresso para reforçar captação de turistas A Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) organiza o seu 50.º Congresso em Macau e espera um evento memorável, para captar mais turistas A Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo diz que a estratégia de aproximação ao principal mercado emissor de turistas, a China, foi um dos motivos para a escolha de Macau para o seu 50.º Congresso. “Há um trabalho de anos e anos com Macau, que, quando corre bem e se vai tornando mais intenso de ano para ano, acaba por ‘pedir’, de forma natural, a ocorrência de um congresso, como aconteceu este ano”, começa por dizer o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT) à Lusa quando questionado sobre a escolha do local. Macau vai acolher pela sexta vez aquele que é considerado o maior congresso do sector do turismo. Para além do motivo apontado, Pedro Costa Ferreira reforça que “há uma óbvia estratégia de aproximação ao maior mercado emissor de turismo do mundo, a China, estratégia que é absolutamente assumida tanto pelos operadores privados, como pelo Turismo de Portugal”. O 50.º Congresso Nacional da APAVT, que se realiza de 2 a 4 de Dezembro em Macau, tem como tema “75 anos a olhar o futuro” e assinala o culminar das comemorações dos 75 anos da associação. “A partir de dia 2, estaremos todos juntos, públicos e privados, em Macau”, afirma. Questionado sobre o número de profissionais inscritos este ano, Pedro Costa Ferreira disse que, até sexta-feira de manhã, o evento tinha passado “as mil acreditações, que é o número mais alto” dos congressos da APAVT desde que há registo. “É um número extraordinário, mesmo pensando que tínhamos expectativas muito altas. O facto de ser em Macau, cidade onde não íamos desde 2017, de ser o nosso 75.º aniversário, de ser o nosso 50.º congresso, ou ainda o facto de incorporarmos o ‘roadshow’ [apresentação] do Turismo de Portugal pela Ásia, num dos nossos painéis, terão sido razões fundamentais para este resultado tão positivo”, explica à Lusa. Evento memorável Assim, sobre as expectativas, o responsável afirma: “Com sinceridade, esperamos um congresso memorável”. Já sobre os principais desafios, Pedro Costa Ferreira refere que começaram quando há um congresso organizado do outro lado do mundo. Depois com “a adesão que teve, pelos temas apresentados, pelos oradores envolvidos, pela ligação com o mercado emissor chinês, o desafio, a partir deste momento, é gerir um congresso com umas centenas e pessoas acima do que é usual. Manter a proximidade aos associados, manter o fluxo normal dos trabalhos, realizar o transporte das pessoas, etc”, explica. No que diz respeito à escolha do tema, garante que “revela ambição e segue um modelo estratégico de desenvolvimento”. “Na verdade, vamos olhar o futuro, ‘em cima’ dos melhores números do sector, ocorridos em 2024, e a serem consolidados ao longo deste ano. Por outro lado, sentimos que, ao longo de 75 anos de história, foi assim que vivemos cada ano, a preparar o futuro, a planear o futuro, a pensar no futuro. Vamos afinal comemorar o 75.º aniversário, da mesma forma como vivemos cada ano da nossa vida, a olhar o futuro”, conclui o presidente da APAVT.
Hoje Macau SociedadeTimor-Leste destaca acordo com Macau para início de voos directos O Governo timorense sublinhou na sexta-feira a importância do Acordo de Serviços Aéreos, em preparação para ser assinado entre Macau e Timor-Leste, pela possibilidade que abre aos voos aéreos directos do país para a região. Num discurso no Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau), que abriu uma sessão de promoção do investimento em Timor-Leste, o ministro timorense para o Planeamento e Investimento Estratégico (MPAE), Gastão Francisco de Sousa, sublinhou a importância do acordo, pela “possibilidade de estabelecer ligações aéreas directas entre Timor-Leste, Macau e a Grande Baía”. O voo semanal entre Díli e Xiamen, na província chinesa de Fujian, “continua a reforçar as ligações” entre Timor-Leste e China, sublinhou o dirigente, referindo-se à única rota aérea directa entre os dois países, inaugurada em Fevereiro. Referindo-se ainda ao plano de acção trienal do Fórum de Macau, o ministro timorense destacou as medidas previstas no sector financeiro ao incluir o “uso da moeda chinesa, o renminbi (RMB), no comércio bilateral”, e saudou “a abertura dos mercados financeiros chineses ao investimento externo”. “Para Timor-Leste, esta cooperação permitiria apoiar a comunidade empresarial chinesa em Díli, reforçar fluxos de investimento e aprofundar a integração regional, sobretudo no contexto da ASEAN [Associação de Nações do Sudeste Asiático]”, organização à qual Timor-Leste aderiu formalmente em Outubro. Acordos renovados O líder do Governo de Macau, Sam Hou Fai, destacou na semana passada a prioridade dada à “promoção do renmimbi” nas trocas comerciais com os mercados lusófonos. O Chefe do Executivo recordou que, em Maio, os bancos centrais da China e do Brasil assinaram um memorando de cooperação estratégica financeira e renovaram um acordo bilateral de linhas de câmbio nas moedas locais. Pequim impõe um rígido controlo ao fluxo de capitais, sobretudo para fora do país.
Hoje Macau Manchete SociedadeAir Macau | Actualizado ‘software’ de A320 após notificação de Airbus A Autoridade de Aviação Civil de Macau (AACM) assegura que a Air Macau também procedeu à actualização do software para corrigir os problemas detectados a nível mundial A Autoridade de Aviação Civil de Macau anunciou no sábado que a Air Macau actualizou o ‘software’ de controlo de voo das aeronaves A320, após a Airbus pedir aos clientes para substituírem este ‘software’ vulnerável à radiação solar. “Na sequência da notificação da Airbus em 28 de Novembro de 2025, que solicitava actualizações de ‘software’ preventivas para as aeronaves da família A320, a Autoridade de Aviação Civil (AACM) instruiu imediatamente a Air Macau a avaliar e solucionar o problema”, lê-se num comunicado da autoridade. Após este pedido, continua-se na nota, a companhia aérea de bandeira de Macau “agiu prontamente, actualizando os ‘softwares’ necessários nas aeronaves afectadas” e “realizando os ajustes necessários na reprogramação de voos afectados, minimizando os transtornos aos passageiros”. A AACM vai “continuar a monitorizar a situação para garantir a segurança operacional dos serviços aéreos”, conclui-se. De acordo com o canal de rádio chinês da Teledifusão de Macau, 12 aeronaves da Air Macau foram afectadas, sendo esperados “pequenos atrasos nos voos”. A Airbus anunciou na sexta-feira a recolha de aproximadamente 6.000 aviões A320 para a substituição urgente do ‘software’ de controlo de voo, vulnerável à radiação solar, após um incidente no final de Outubro nos Estados Unidos. Em comunicado, a fabricante aeronáutica informou que solicitou a todas as companhias aéreas clientes que utilizam este ‘software’ que “suspendam imediatamente os seus voos” após a análise do incidente técnico. A empresa reconheceu que “estas recomendações causarão interrupções operacionais para os passageiros e clientes”. “Pedimos desculpa pelo incómodo causado e trabalharemos em estreita colaboração com os operadores, mantendo a segurança como a nossa prioridade absoluta e primordial”, acrescentou. Problema geral A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) indicou em comunicado que foi informada da situação pela Airbus. “Estas medidas podem causar interrupções de curto prazo nos horários dos voos e, consequentemente, transtornos para os passageiros. No entanto, como sempre acontece na aviação, a segurança é primordial”, referiu a EASA. O incidente ocorreu em 30 de Outubro, num voo da JetBlue entre Cancún, no México, e Newark, perto de Nova Iorque, quando uma aeronave teve de realizar uma aterragem de emergência em Tampa, na Florida. A análise do incidente “revelou que a intensa radiação solar pode corromper dados essenciais para o funcionamento dos controlos de voo”, informou a empresa europeia. Para a maioria das aeronaves, a actualização do ‘software’ da versão anterior demorará “algumas horas”. Mas, para cerca de mil aeronaves, implicará a troca do ‘hardware’ do computador, “o que levará semanas”, revelou à agência France-Presse (AFP) fonte ligada ao processo. O incidente envolve um dispositivo – ELAC – Elevator Aileron Computer – fabricado pela Thales. Este fornecedor da Airbus esclareceu à AFP que não era responsável pelo problema: “A funcionalidade em causa é suportada por um ‘software’ que não é da responsabilidade da Thales”, garantiu. A Airbus não especificou qual a empresa que concebeu e actualiza este ‘software’.
Hoje Macau SociedadeBalança Comercial | Défice de 9,92 mil milhões em Outubro Em Outubro, o défice da balança comercial foi de 9,92 mil milhões de patacas, de acordo com a Direcção de Serviços de Estatística e Censos (DSEC). No mês em análise, foram exportados 1,30 mil milhões de patacas em mercadorias e importaram-se 11,22 mil milhões de patacas de mercadorias, o que representou aumentos anuais de 7,9 por cento e 0,7 por cento. Já o valor da reexportação (1,17 mil milhões de patacas) subiu 8,0 por cento, face a Outubro de 2024. O valor da reexportação de relógios de pulso aumentou 13,8 por cento, porém, o de diamantes e joalharia com diamantes diminuiu 7,9 por cento. O valor da exportação doméstica (130 milhões de patacas) registou um crescimento homólogo de 6,7 por cento, enquanto o valor da exportação doméstica de produtos farmacêuticos e produtos químicos orgânicos subiu 70,5 por cento. No entanto, o valor da exportação doméstica de vestuário diminuiu 22,7 por cento.
Hoje Macau SociedadeDesemprego | Redução para 1,7% apesar de ‘casinos-satélite’ A taxa de desemprego caiu para 1,7 por cento entre Agosto e Outubro, o valor mais baixo desde Janeiro, foi sexta-feira anunciado, apesar do encerramento de ‘casinos-satélite’. De acordo com a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), o indicador diminuiu 0,1 pontos percentuais em comparação com o período entre Julho e Setembro, com o número de desempregados a recuar em cerca de 200, para cerca de 6.700. A taxa representa menos de metade do registado no terceiro trimestre de 2022 (4 por cento), o valor mais alto desde 2006, numa altura em que Macau vivia em plena crise económica causada pela pandemia de covid-19. Mas a recuperação motivada pelo fim da política ‘zero covid’, que esteve em vigor em Macau durante mais de três anos, levou o desemprego a cair para 1,6 por cento entre Novembro de 2024 e Janeiro passado, um mínimo histórico desde que a DSEC começou a recolher dados sobre o desemprego em Macau, em 1992. Os hotéis contrataram mais cerca de 700 pessoas, em comparação com o período entre Julho e Setembro, enquanto a mão-de-obra nos casinos – o maior empregador privado da região – aumentou em cerca de 300. Pelo contrário, os restaurantes despediram cerca de 1.200 pessoas e o número de trabalhadores no comércio por grosso e a retalho diminuiu em cerca de 400.
João Santos Filipe Manchete SociedadeWindsor Arch | Tribunal mandou confiscar 265 apartamentos O confisco de apartamentos está relacionado com o facto de a construção não ter respeitado o plano originalmente aprovado pelas autoridades. Apenas parte dos imóveis foi transaccionada com privados O Tribunal Judicial de Base (TJB) mandou confiscar 265 apartamentos no empreendimento no Windsor Arch, na Taipa, de acordo com informação revelada pelo jornal Ou Mu. Segundo a publicação, o confisco terá sido justificado com o facto de as unidades “excederem a área do projecto”. A maioria dos apartamentos ainda estava em nome da promotora, dado que nestas condições é difícil para os interessados obterem empréstimos bancários. Esta foi uma das razões que terá levado a que o promotor não tivesse colocado grande parte dos apartamentos no mercado. No entanto, o jornal Ou Mun indica que uma “pequena parte” dos imóveis confiscados terá sido transaccionada com privados, que foram surpreendidos com a medida. Citando fontes não identificadas de imobiliárias e de escritórios de advogados, a publicação indica que houve proprietários afectados pelo confisco a procurarem aconselhamento jurídico. Em algumas situações, apesar de os compradores se encontrarem na posse dos imóveis, não terá havido escritura pública, uma exigência da lei para que o negócio de compra e venda de imóveis seja válido. Os contratos de compra e venda poderão assim, na melhor das hipóteses, ser considerados contratos-promessa. Contudo, dado que não houve escritura pública, os apartamentos confiscados, apesar de eventuais pagamentos dos compradores, continuam em nome da promotora do projecto. O jornal revela também que estes privados estão “muito preocupados” com a situação e a possibilidade de ficarem sem os apartamentos. Caso Obras Públicas O projecto Windsor Arch esteve sob escrutínio judicial no âmbito do caso que resultou na condenação com penas de prisão de Jaime Carion e Li Canfeng, ex-directores das Obras Públicas. De acordo com a acusação do Ministério Público, os governantes terão recebidos vantagens patrimoniais, através das famílias, para aprovar as licenças de construção de diferentes projectos, entre os quais o Windsor Arch, promovido por William Kwan Wai Lam e Ng Lap Seng. Jaime Carion terá facilitado a aprovação do projecto, cujas características, dimensões e altura diferiam do estipulado no contrato de concessão e nos planos urbanísticos para a área. Neste caso, o MP alegou que Carion agiu de forma concertada com o seu, à altura, número dois na DSSOPT, Li Canfeng, pressionando técnicos dos serviços que dirigiam para dar luz verde a várias propostas de alterações ao projecto original. Como resultado, destas e de outras práticas relacionadas com outros projectos, Carion, julgado à revelia, foi condenado a 16 anos de prisão efectiva, por seis crimes de branqueamento de capitais e cinco crimes de corrupção passiva para acto ilícito. Li Canfeng foi condenado com uma pena de 17 anos de prisão por cinco crimes de corrupção passiva para acto ilícito, quatro de branqueamento de capitais, um de falsificação de documentos, um de abuso de poder e quatro de inexactidão dos elementos. Willian Kuan está a cumprir cinco anos e seis meses de prisão efectiva, por três crimes de corrupção activa e dois de branqueamento de capitais, enquanto Ng Lap Seng teve uma pena de 4 anos e 6 meses de prisão efectiva, por três crimes de branqueamento de capitais. Ilegalidades desconhecidas No entanto, o Ou Mun aponta que os compradores argumentaram desconhecer as ilegalidades na altura da compra e que, desde então, têm estado à espera do fim do caso judicial, para avançarem com a escritura pública dos negócios relativos aos imóveis. De acordo com a publicação, o projecto Windsor Arc tem 10 torres residenciais, cada uma com 45 pisos, divididos em 857 apartamentos, entre unidades T1, T2 e T3. Com excepção da torre n.º 7, houve confiscos em todas as outras e no caso das torres n.º 1 e n.º 4 a proporção do confisco terá atingido 85 por cento.
Hoje Macau SociedadeIH | 200 idosos em palestras sobre incêndios O Instituto de Habitação (IH) começou a organizar, no final da semana passada, palestras em centros de idosos de habitação social sobre “Prevenção contra incêndios domésticos”. As primeiras palestras, conduzidas por pessoal do Corpo de Bombeiros, contaram com a presença de cerca de 200 pessoas, na Habitação Social de Mong-Há – Edifício Mong Sin e Edifício Iat Seng da Habitação Social da Taipa. As informações prestadas focaram-se no “uso seguro dos aparelhos eléctricos e utilização correcta dos aparelhos a gás, bem como a prevenção de intoxicação por monóxido de carbono”. No dia 9 de Dezembro, será organizada uma palestra semelhante no Habitação Social do Fai Chi Kei – Edifício Fai Fu, e dois dias depois no Habitação Social de Seac Pai Van. O IH irá também “enviar trabalhadores aos edifícios de habitação social para distribuir panfletos aos arrendatários e divulgar as informações sobre a prevenção contra incêndios domésticos”. Bombeiros | Apenas sete carros de Zhuhai podem entrar em Macau No programa matinal Fórum Macau do canal chinês da Rádio Macau, o Comandante do Corpo de Bombeiros (CB), Wong Kin, revelou que apenas sete viaturas de combate a incêndios de Zhuhai e Hengqin têm matrículas que lhes permite entrar em Macau. A revelação foi adiantada em resposta a um ouvinte que perguntou se o CB pode pedir o apoio das autoridades do Interior da China se enfrentar incêndio sério em edifícios altos. Wong Kin ainda apontou que as autoridades de Guangdong, Hong Kong e Macau assinaram um acordo-quadro de cooperação de emergência no ano passado, e que as três regiões realizam exercícios no passado, cooperação que vai continuar em 2026. Além disso, Wong Kin alertou que, segundo a lei, os proprietários de edifícios altos devem verificar anualmente o sistema de protecção contra incêndios. Obras | Defendida preservação de andaimes de bambu O presidente da Associação dos Engenheiros de Macau, Wu Chou Kit, defende a utilização de andaimes de bambu por terem uma instalação fácil e versátil, mas também porque as estruturas fazem parte do património cultural intangível de Macau. Segundo o jornal Ou Mun, o ex-deputado sugeriu a aplicação de uma pintura antifogo em bambu para reforçar a resistência à ignição. Wu Chou Kit considera que as medidas de prevenção contra incêndios das obras públicas são rigorosas e seguras, mas receia que seja difícil regular as obras privadas ou pequenas. Como tal, espera que o sector da construção e os proprietários possam alertar os trabalhadores para darem prioridade à segurança contra incêndios.
Hoje Macau SociedadeJardim da Flora | Macacos vão mudar para Seac Pai Van O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) planeia transferir no início de Dezembro os 11 macacos do Jardim da Flora para o Pavilhão de Macacos no Parque de Seac Pai Van. Segundo um comunicado das autoridades municipais, a transferência irá “proporcionar um habitat mais confortável” aos animais. Além disso, foi referido que a zona que estava reservada aos símios já era usada “há muitos anos” e as gaiolas apresentavam danos, “como desprendimento de betão e exposição das armaduras de aço”. O IAM referiu também que “há ainda visitantes que dão comida aos macacos, o que constitui um risco para a saúde dos animais e pode favorecer a transmissão de doenças”. Os macacos transferidos vão ficar numa zona separada dos outros primatas, equipada com “um sistema de ajustamento de temperatura, apto para fornecer aos animais um espaço confortável de habitação e repouso, de acordo com diferentes climas”.
João Luz Manchete SociedadeConsumo | Campanha de descontos acaba domingo A campanha de descontos para estimular o consumo termina no domingo, após 13 semanas de sorteio de cupões para gastar no comércio e restauração dos bairros comunitários. Até 16 de Novembro, foram gastos cupões de desconto num valor acumulado de 328 milhões de patacas Chega ao fim no domingo mais uma edição do Grande Prémio do Consumo, que arrancou no passado dia 1 de Setembro, que desta feita teve um orçamento reforçado de 458 milhões de patacas para distribuir em benefícios de consumo atribuídos ao longo das 13 semanas. O orçamento desta edição aumentou 190 milhões de patacas, em relação à edição que decorreu entre Março e Maio deste ano, o que representou um incremento de 64,4 por cento. A Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) emitiu ontem um comunicado a revelar que entre o início de Setembro e 16 de Novembro (durante 11 das 13 semanas da campanha), “o valor acumulado dos benefícios electrónicos utilizados na actividade ultrapassou as 328 milhões de patacas”. Em relação aos descontos imediatos de 500 patacas atribuídos a idosos e/ou portadores de deficiência, o Governo alertou os residentes que ainda não carregaram os seus cartões antes da campanha terminar. Assim sendo, termina hoje o prazo para residentes portadores do Cartão de Registo de Avaliação da Deficiência carregarem o Cartão de Cuidados Sociais nas instituições e centros coordenados pelo Instituto de Acção Social. Para os residentes com mais de 65 anos, o prazo para carregar as 500 patacas no Macau Pass para Idosos termina no domingo, o último dia em que se podem usar os benefícios. A organização, conjunta entre a DSEDT e a Associação Comercial de Macau afirmou ontem que pretende “incentivar continuadamente os residentes a consumirem nos bairros comunitários durante os fins-de-semana, promovendo assim o ciclo de consumo local e reforçando a confiança das pequenas e médias empresas na sua operação”. O fim será mesmo o fim? O Grande Prémio do Consumo foi um dos mais frequentes pedidos de deputados, e de dirigentes associativos, durante os debates e depois da apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG) para o próximo ano. Na passada segunda-feira, aquando da apresentação das LAG para a tutela da Economia e Finanças, o secretário Tai Kin Ip não respondeu directamente aos deputados que pediram a continuidade da campanha. Sem se comprometer, o governante afirmou que o Executivo terá de “analisar cuidadosamente o ambiente de negócios” e se a situação melhora até ao fim do ano.
João Santos Filipe Manchete SociedadeImobiliário | Centaline diz que visitas e pedidos de informação dispararam O director da agência imobiliária acredita que as novas medidas para o imobiliário vão ter impacto a curto prazo, impulsionando as vendas de casas. Contudo, admite a insuficiência para inverter a tendência negativa O director da Agência Imobiliária Centaline de Macau e Hengqin, Roy Ho, afirmou que desde a semana passada o número de visitas de potenciais compradores de casa triplicou. O responsável considera que o crescimento se deve às medidas anunciadas pelo Executivo no âmbito das Linhas de Acção Governativa (LAG). Segundo o Governo, na compra de imóveis para habitação os primeiros seis milhões de patacas vão ficar isentos do pagamento de imposto de selo, num limite máximo de 120 mil patacas. Ao mesmo tempo, o limite do valor dos empréstimos hipotecários para habitação vai subir de 70 para 80 por cento do valor do imóvel. Roy Ho considerou que o aumento das visitas a imóveis é positivo, porque mostra que há mais gente interessada e que os compradores procuram a oferta ideal. O agente imobiliário acrescentou também que, nesta altura, não se espera um aumento de transacções, porque a data de entrada das novas medidas ainda não foi anunciada. No entanto, após a entrada em vigor, espera-se que os interessados avancem para a concretização dos negócios. Roy Ho revelou que logo na semana do anúncio da primeira medida apresentada com as LAG, que o número de visitas duplicou. Porém, o fluxo continuou a subir na semana seguinte, com a segunda ronda de medidas. Recuperação lenta Apesar do maior optimismo, o director da imobiliária reconheceu que não deverá haver uma recuperação imediata do preço dos imóveis. Neste sentido, o responsável previu que as habitações que terão sofrido aquilo que definiu como “uma queda excessiva” de preços entrem finalmente numa fase de estabilização. Em relação ao próximo ano, Roy Ho espera que o número de transacções aumente, mas considerou difícil antever a flutuação de preços dos imóveis. Ho antecipou ainda que os vendedores recuperem parte do poder negocial, depois de “longos anos” em que se viram forçados a diminuir os valores pedidos e a ceder quase sempre nas negociações. Com estas medidas, Roy Ho antevê que os vendedores apenas tenham de ceder até 5 por cento face ao preço anunciado. Esperar para ver Quanto à duração do impacto das medidas mais recentes, o director da Agência Imobiliária Centaline de Macau e Hengqin mostrou-se cauteloso. Roy Ho duvida que as duas medidas alterem a tendência de queda no mercado imobiliário a longo prazo. O responsável exemplificou que no ano passado o Governo retirou algumas restrições à procura, como isenções fiscais, o que levou a melhorias de curto prazo no mercado, mas que os efeitos desapareceram passados três meses. Face a este contexto, o agente imobiliário defendeu que o Governo deve continuar atento à tendência dos preços dos imóveis e promover novos incentivos.
Hoje Macau SociedadeGravidez | Novo serviço informativo na Conta Única Os Serviços de Saúde (SS) lançaram, no sábado, um serviço informativo destinado às grávidas na plataforma da Conta Única de Macau. Trata-se da “Plataforma de Gestão da Saúde de Grávidas e Puérperas”, com serviços “one stop” de “gestão integrada de saúde no âmbito do ciclo completo de gravidez”. Assim, através da Conta Única, as grávidas podem ter acesso aos “dados integrados do ciclo completo de gravidez”, sendo exibidos “os diversos indicadores e dados, bem como os exames e relatórios de digitalização dos registos de exames pré-natais das grávidas e parturientes”. As mulheres podem ainda monitorizar o peso e fazer orientação nutricional, dado que a aplicação de telemóvel permite fornecer “informações instrucionais nutricionais, tais como aconselhamento alimentar e ementas de referência, de acordo com a monitorização da evolução do peso da mulher grávida”. Haverá ainda espaço para “avaliação psicológica”, graças à “cooperação interdepartamental na criação de uma rede de apoio à saúde psicológica”, e ainda facilidade de marcação de exames e outros serviços necessários à gravidez. Os SS afirmam ainda, em comunicado, estar a trabalhar com o Instituto de Acção Social para o estabelecimento de uma ligação “com vários centros de serviços integrados de apoio à família na comunidade, desenvolvendo sinergias e optimizando os serviços de saúde física e mental das grávidas e parturientes”. Os SS dizem ter criado “uma rede abrangente de apoio às grávidas e parturientes”.
Hoje Macau SociedadeParque das Ciências e Tecnologias | Arrancou consulta pública A Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) começou ontem o período de recolha de opiniões sobre o planeamento do Parque das Ciências e Tecnologias, que se irá estender até 26 de Dezembro, com duas sessões públicas marcadas para os dias 3 e 14 de Dezembro. Para já, foram escolhidos dois locais para as instalações do Parque das Ciências e Tecnologias: o terreno da Avenida Wai Long e a parcela oeste da Zona E1 dos Novos Aterros Urbanos. O terreno na Avenida Wai Long, no nordeste da Taipa, fica entre o Aeroporto Internacional de Macau e a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, tem uma área de cerca de 83 mil metros quadrados. Para este local, afastado de zonas residenciais, estão pensadas instalações dedicadas à indústria biomédica, centros de investigação aplicada de investigação e desenvolvimento, “fábricas personalizadas e serviços de apoio industrial”. Na parcela na Zona E1 dos Novos Aterros, com 177 mil metros quadrados, será dada prioridade “à construção de zonas funcionais para tecnologias digitais, zona de circuitos integrados, zona de tecnologias aeroespaciais”, e ainda um “centro de dados e de computação, sala urbana de recepção, centro de serviços públicos e zona de vitalidade ribeirinha”. O Governo garante que vai “auscultar amplamente as opiniões e sugestões dos diversos sectores da sociedade sobre a localização do parque, o posicionamento do objectivo, proposta da selecção do local, o quadro de planeamento geral, o sistema de instalações complementares e a direcção de desenvolvimento industrial”.
Hoje Macau Sociedade‘Casinos-satélite’ | Kam Pek fecha portas em Macau A concessionária de jogo em Macau SJM Resorts anunciou ontem que o ‘casino-satélite’ Kam Pek Paradise, com quase 600 funcionários, irá encerrar em 01 de Dezembro. A SJM disse que o Kam Pek Parasise “vai cessar oficialmente operações às 23:59 (de segunda-feira, 01 de Dezembro”, tornando-se assim o sétimo ‘casino-satélite’ da região a fechar portas. Num comunicado, a SJM, fundada pelo magnata do jogo Stanley Ho Hung Sun (1921-2020), sublinhou que todos os funcionários locais dircetamente contratados pela empresa têm emprego garantido. A SJM explicou que o pessoal com estatuto de residente em Macau será “transferido para outros casinos da empresa para desempenhar funções relacionadas com o jogo, de acordo com as necessidades operacionais”. Já os funcionários locais que não foram contratados directamente pela SJM Resorts “são convidados a candidatarem-se a vagas relacionadas” dentro do grupo, “com prioridade para contratação” e com condições iguais às que tinham. Também ontem, a Direção de Inspeção e Coordenação de Jogos (DICJ) de Macau assegurou que vai “supervisionar rigorosamente, in loco, os procedimentos de encerramento” do Kam Pek Paradise. No que diz respeito aos 584 funcionários do casino, a DICJ garantiu, numa nota à imprensa, que vai manter a comunicação com a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, para assegurar o cumprimento das garantias dadas pela SJM, nomeadamente “a recolocação de todos os referidos trabalhadores”. A SJM sublinhou que “todas as mesas e máquinas de jogo actualmente em funcionamento no local vão ser transferidas para outros casinos da empresa”.
Andreia Sofia Silva SociedadeTUI | Reduzida pena a homem que tentou matar ex-mulher O Tribunal de Última Instância (TUI) decidiu reduzir a pena de prisão de 11 anos e seis meses para oito anos a um homem condenado por tentativa de homicídio da ex-mulher, por não ter sido “provada circunstância agravante”. O homem passou, assim, a estar condenado pelo crime tentado de homicídio simples, na sua forma tentada, e decretado em primeira instância pelo Tribunal Judicial de Base (TJB), e não o crime de homicídio qualificado, também na forma tentada. O TUI entendeu que o homem “só resolveu atacar B [a ex-mulher] depois de a ter inquirido e percebido que não pagaria a indemnização” exigida por este. “Apesar de se verificar que lhe veio a ideia de matar B [a mulher] desde 2017, trata-se apenas de um pensamento que tinha mente, e no período de 2017 a Abril de 2023 não ocorreu, de facto algum, a tomada de acções para concretizar a ideia de matar”, lê-se ainda. Os juízes consideraram também, segundo o acórdão ontem divulgado, que “não se verifica que A [o homem acusado] agiu com frieza de ânimo ao agredir B [a mulher]”, pelo que se deu provimento ao recurso apresentado pelo homem, considerando-se a “severidade excessiva da pena determinada” na segunda instância. O caso remonta a 2017, sendo que a mulher já era vítima de violência doméstica durante a relação. O homem “guardava rancor” à mulher “por esta ter denunciado os actos de violência doméstica dele e outras disputas familiares, surgindo-lhe a ideia de a matar”. Após o divórcio, o homem entendeu que a ex-mulher só tinha obtido o Bilhete de Identidade de Residente (BIR) graças ao casamento, pelo que “deveria pagar-lhe uma quantia a título de indemnização”. A hora do crime O crime começava então a entrar nos planos deste homem, que desde Abril de 2023 “guardava um martelo metálico na caixa do seu motociclo”. A 26 de Junho desse ano, parou a mota perto da residência da ex-mulher e “vagueou à sua espera nas proximidades”, depois, aproximou-se dela e “exigiu o pagamento da referida indemnização”. A mulher ignorou o homem e afastou-se, e foi aí que o homem “retirou o martelo metálico da caixa do seu motociclo, correu atrás [dela] e desferiu-lhe um golpe com o martelo na cabeça”, tendo esta “consequentemente caído no chão”. Descreve o acórdão que, “apesar da queda dela, [o homem] continuou a golpear a vítima com o martelo na cabeça por cinco vezes no total, só parando quando notou que [a mulher] estava deitada no chão com diminuição de consciência”. Na primeira instância, a 31 de Julho de 2024, o TJB condenou o homem pela prática de um crime de homicídio na forma tentada e um crime de detenção e uso de arma proibida, o que, em cúmulo jurídico, deu a pena de oito anos. Tanto o homem como o Ministério Público recorreram para a segunda instância, que aumentou a pena para 11 anos e seis meses pela prática de um crime de homicídio qualificado tentado, crime de detenção e uso de arma proibida. A 14 de Fevereiro deste ano, o TUI aceitou o recurso do condenado e enviou de novo o processo para o Tribunal de Segunda Instância (TSI), que repetiu o julgamento e manteve a sentença dos 11 anos e seis meses de prisão, mas o homem não aceitou a decisão e pediu novo recurso, alegando que o TSI “não cumpriu a obrigação de realização de novo julgamento, incorrendo no erro de interpretação e aplicação da lei”, determinando-se “uma pena excessivamente severa”. O agressor conseguiu agora conseguiu ver a sua pena reduzida.
Hoje Macau SociedadeTurismo | Governo firma acordo com aplicação chinesa de mapas A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) e a Gaode, empresa chinesa de mapas digitais, navegação e localização, assinaram um acordo de cooperação estratégica que culminou ontem no lançamento da plataforma “Viagem inteligente a Macau com um clique”. A função que pode ser usada na aplicação para telemóvel do Mapa Gaode disponibiliza informações da DST, como “eventos festivos, situações reais de pontos de interesse turístico, navegação de tráfego e itinerários de divertimento”, incluindo informação sobre alimentação, alojamento, viagens, entretenimento. A aplicação tem também uma “função de partilha, incentivando os utilizadores a trocarem sugestões práticas e estratégias de viagem”. Além disso, este ano, a Gaode classificou Macau como a primeira cidade prioritária dos “Super destinos no exterior”. A plataforma dedicada a Macau tem uma lista de estabelecimentos de rua, “reflectindo o grau de popularidade dos comerciantes de diferentes sectores”, ao mesmo tempo que sugere pontos de interesse em bairros comunitários.
João Luz Manchete SociedadeCamboja | Suspeitas de lavagem de dinheiro em Macau Empresas ligadas ao grupo Prince Holding e a Chen Zhi, acusado de cibercrime, tráfico humano e lavagem de dinheiro, realizaram negócios em Macau e Hong Kong. Uma das empresas foi a Companhia de Vinho Pou Long, que operou na RAEM e chegou a organizar um jantar de gala para idosos em 2020 Os tentáculos do polvo de um centro de burlas desmantelado no Camboja podem ter chegado a Macau e Hong Kong. Uma investigação do portal HK01 revelou que empresas relacionadas com o império criminoso do bilionário Chen Zhi operaram nas regiões administrativas especiais. O empresário chinês de 37 anos, é apontado como o “cérebro por trás de um império criminoso” e está no centro da maior apreensão de criptomoedas da história, com cerca de 14 mil milhões de dólares em bitcoins confiscados pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Os esquemas funcionavam, alegadamente, em complexos industriais no Camboja, onde trabalhadores estrangeiros eram forçados a cometer burlas online sob vigilância armada. Segundo a publicação de Hong Kong, no universo empresarial Prince Holding, presidido pelo empresário de Fujian, contam-se companhias que tiveram negócios em Macau de venda de bebidas alcoólicas através uma rede de empresas que tinha como denominador comum um empresário também activo em Hong Kong: Qiu Yong. O empresário, que consta da lista de 146 empresas e pessoas sancionadas pelos Estados Unidos devido à alegada prática dos crimes acima referidos, é portador de passaportes do Camboja e Santa Lúcia, uma pequena ilha nas Caraíbas, e era o principal accionista de oito empresas sediadas em Hong Kong, duas das quais já dissolvidas. Uma das empresas sediada e a operar na região vizinha foi a Wine Mini Store Digital Economy Industry Company, liderada em conjunto com Ng Sang Lei, residente de Macau e portadora do passaporte da RAEM. Uma teia no delta A Wine Mini Store tinha morada comercial em Tsim Sha Tsui no mesmo local em que estavam sediadas várias empresas que o bilionário foragido Chen Zhi controlava de forma indirecta através de empresas offshore das Ilhas Virgens Britânicas e empresas de Hong Kong. Entre as empresas criadas e dissolvidas, conta-se a Companhia de Vinho Pou Long, com domicílio em Tsim Sha Tsui, que foi totalmente detida por Ng Sang Lei antes da anulação do registo comercial em Outubro deste ano. Segundo notícias avançadas em Macau no passado, a Companhia de Vinho Pou Long lançou uma série de actividades, incluindo um jantar de gala para idosos, em Janeiro de 2020, que contou com a presença de Qiu Yong. Em Fevereiro de 2020, durante a explosão da covid-19 em Wuhan, a Companhia de Vinho Pou Long doou 1,5 milhões de patacas e 60 mil máscaras para as autoridades provinciais. Em relação à residente de Macau, o HM encontrou referências a Ng Sang Lei no Boletim Oficial, quando foi autorizada pela Autoridade Monetária de Macau a exercer na RAEM a profissão de mediadora de seguros em Junho de 2019. Menos de 10 meses depois, a residente foi alvo de um processo de infracção.
Hoje Macau SociedadeExposições | Mais eventos mas menos dinheiro Entre Janeiro e Setembro, foram realizadas 1.331 convenções e exposições em Macau, um aumento de 25,7 por cento em termos anuais, ou de 272 eventos. Os números foram divulgados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). No entanto, e apesar de haver mais eventos, os lucros do sector foram inferiores aos de 2024. As receitas geradas pelos eventos de convenções e exposições foram de 3,72 mil milhões de patacas, o que representou uma redução de 9,4 por cento, face ao período homólogo, quando as receitas atingiram 4,10 mil milhões de patacas. A DSEC explicou a redução das receitas anuais “devido principalmente à queda do número de visitantes em geral oriundos do exterior que vieram às exposições”. A quebra foi mais acentuada entre Janeiro de Junho, com o terceiro trimestre a ser a excepção. Em relação ao terceiro trimestre, realizaram-se 385 eventos de convenções e exposições, um aumento anual de 10,3 por cento, e o número de participantes e visitantes foi de 567.000, mais 8,2 por cento, em termos anuais. As receitas foram de 2,02 mil milhões de patacas, um aumento anual de 9,8 por cento, dado que no terceiro trimestre de 2024 as receitas não foram além de 1,84 mil milhões de patacas.
Hoje Macau SociedadeRetalho | Volume de negócios com quebra de 5,4 por cento Entre Janeiro e Setembro, o volume de negócios do comércio a retalho apresentou uma redução anual de 5,4 por cento para 50,56 mil milhões de patacas. Os dados foram divulgados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Entre as reduções, o volume de negócios de combustíveis para veículos a motor e o de artigos de couro baixaram 11,6 por cento e 11,1 por cento, respectivamente. No polo oposto, o volume de negócio das farmácias subiu 7,8 por cento. Ao mesmo tempo, o índice médio do volume de vendas dos estabelecimentos do comércio a retalho registou uma queda homóloga de 7,5 por cento. O índice médio do volume de vendas de relógios e joalharia desceu 19,6 por cento, enquanto o de farmácias cresceu 8,2 por cento. Em relação ao quarto trimestre do ano, a DSEC indica que 46,8 por cento dos retalhistas antecipam a estabilização do volume de vendas em termos anuais, enquanto 43,5 por cento prevêem a diminuição, ou seja, esperam que a situação ainda piore. No entanto, 9,7 por cento dos empresários mostrou-se optimista e espera melhorias. Apesar da quebra e da falta de optimismo, quando a análise é feita tendo apenas em conta o terceiro trimestre deste ano, o volume de negócios do comércio a retalho cresceu 2,2 por cento em termos anuais, para 16,96 mil milhões de patacas.
Hoje Macau SociedadeTurismo | Preços de quartos em hotéis de luxo caíram 1,8% Em média, o preço dos quartos de hotéis de cinco estrelas em Outubro registou uma quebra anual de 1,8 por cento para cerca de 1.572 patacas, no mês da Semana Dourada. Nos primeiros 10 meses deste ano, a diminuição chegou quase aos 5 por cento O preço médio de um quarto num hotel de cinco estrelas no passado mês de Outubro foi de cerca de 1.572 patacas, valor que representou uma descida anual de 1,8 por cento. No mesmo mês, que incluiu os feriados da Semana Dourada, a taxa média de ocupação manteve-se em 94,2 por cento, semelhante ao verificado em 2024. Os dados foram avançados pelo portal GGR Asia, com base no inquérito mensal da Associação de Hotéis de Macau, que recolhe informação de 48 unidades hoteleiras, 27 das quais de cinco estrelas. Segundo a contabilidade da associação, os preços médios dos quartos em hotéis de cinco estrelas têm registado quebras anuais consecutivas nos últimos 16 meses. Recorde-se que o segmento cinco estrelas domina o mercado hoteleiro da cidade. De acordo com os últimos dados oficiais, relativos ao mês de Setembro, o total dos quartos em hotéis de cinco estrelas representavam quase 60 por cento de todos os cerca de 44 mil quartos disponíveis em Macau. A proporção é mais significativa tendo em conta que as estatísticas do Governo incluem estabelecimentos abaixo de três estrelas. Copo quase cheio Se em Outubro o preço médio de uma noite num quarto de hotel de cinco estrelas foi de 1.572 patacas, nos primeiros 10 meses de 2025 o preço médio é quase 60 patacas inferior ao registo mensal, somando 1.513 patacas, o que representa uma descida anual de 4,8 por cento. Porém, entre Janeiro e o fim de Outubro, a taxa de ocupação dos hotéis de cinco estrelas subiu 2,3 por cento em termos anuais, para uma média de 94,4 por cento. Tendo em conta todos os hotéis de Macau, independentemente do número de estrelas, nos primeiros 10 meses de 2025, a taxa média de ocupação chegou a 93,6 por cento, mais 2,1 por cento face ao mesmo período do ao passado. O preço médio de uma noite desceu 3,2 por cento para cerca de 1.352 patacas. Macau recebeu 3,47 milhões de visitantes em Outubro, mais 10,8 por cento do que no mesmo período de 2024 e o valor mais elevado de sempre para o mês em análise desde que o Governo começou a compilar dados mensais em 1998, ainda durante a administração portuguesa. Só entre 1 e 8 de Outubro, o período de feriados, entraram em Macau 1,14 milhões de turistas. Apesar dos recordes de entradas em Outubro, com o aumento de excursionistas ou turistas que optaram por alojamento fora de Macau, o número de pernoitas cresceu apenas 1,7 por cento.
João Santos Filipe Manchete SociedadeJardim Desportivo | Obras da Zona 1 adjudicadas por 1,34 mil milhões A Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP) anunciou a atribuição da obra ao consórcio constituído pelo Grupo Construção Omas Limitada, Companhia de Engenharia de Túneis Shanghai S.A., e China Zhong Ji Indústria e Instalação (Macau) Lda. A construção da Zona 1 do futuro Jardim Desportivo para os Cidadãos, no antigo terreno do Canídromo, foi adjudicada 1,34 mil milhões de patacas, de acordo com a informação divulgada pela Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP). A obra foi adjudicada ao consórcio constituído pelo Grupo Construção Omas Limitada, Companhia de Engenharia de Túneis Shanghai S.A., e China Zhong Ji Indústria e Instalação (Macau) Lda. Este consórcio apresentou a nova proposta mais barata, entre as 17 admitidas no concurso público. Em relação ao período dos trabalhos, o consórcio comprometeu-se a finalizar as obras em 964 dias, o segundo período mais rápido. Este período foi igualmente apresentado por outras oito propostas. O júri do concurso preteriu a proposta do consórcio Companhia de Construção e Engenharia Rock-One, Limitada, Rock-One Imobiliária Empresa Limitada e Rock-One Desenvolvimento Empresa Limitada, que apresentava o preço mais baixo, de 1,27 mil milhões de patacas, assim como o menor prazo, num total de 913 dias. Plano de trabalho O Jardim Desportivo comporta uma área de 40.425 metros quadrados e vai estar dividido em quatro pavilhões, além de incluir uma pista de atletismo ao ar livre e uma cave. O primeiro pavilhão com quatro andares inclui duas piscinas, uma das quais para crianças, um campo de basquetebol, e uma pista de corridas e ciclovia. No segundo pavilhão, de seis andares, vão ser construídos um parque de skate, campos de ténis, zona de escalada, campos de voleibol e badminton. Em relação ao terceiro pavilhão, o projecto prevê uma construção com sete andares para albergar um campo de futebol de cinco, uma sala polivalente de dois andares, sala de actividades multiusos e espaços para actividades ao ar livre. Finalmente, o quarto pavilhão está pensado para as crianças, e segundo o projecto, prevê a construção de uma zona de actividades ao ar livre, um parque infantil e salas de aulas e de leitura. Na cave, terá lugar um parque de estacionamento público com 69 lugares para carros e 166 lugares para motos. Haverá um outro parque de estacionamento, a ser construído na segunda fase, com 415 lugares de estacionamento de veículos ligeiros e 425 para motos. As obras estão divididas em Zona 1 e Zona 2. Os trabalhos da Zona 1 vão arrancar primeiro e incluem a demolição das estruturas existentes no terreno e a construção dos pavilhões, excluindo o dedicado às crianças, a cave e o parque de estacionamento de menor dimensão.
João Luz Manchete SociedadeArquitecto José Maneiras morreu na noite de segunda-feira Partiu um dos decanos, “filho da terra”, da arquitectura moderna de Macau. José Maneiras faleceu na noite de segunda-feira aos 90 anos de idade. Nascido em Macau em 1935 e licenciado na antiga Escola de Belas Artes do Porto em 1962, José Maneiras dedicou a sua vida profissional a Macau, principalmente no plano arquitectónico, mas também cultural e político. O também arquitecto Carlos Marreiros, além da relação de amizade, profissional e institucional, conheceu José Maneiras desde a infância. “Ele era muito amigo da minha família, ia muitas vezes a casa do meu avô, e até me pegou ao colo”, conta ao HM. “Como cidadão era um homem consciente e activo, um homem de grandes princípios, de grande nobreza de alma e de grande independência. Não vergava ao dinheiro, nem ao poder. Um homem muito sério e um arquitecto extremamente honesto e competente”, afirma Carlos Marreiros. O apurado sentido de humor, que ia além de observações e episódios cómicos do quotidiano, era um traço de personalidade indissociável do arquitecto. “Ele sabia muitas anedotas e punha as pessoas a rir. Era um grande contador de estórias e o maior poliglota que conheci na minha vida. Era inteligente e arguto, lia muito bem a cidade. Intuía muito bem a política, onde teve um papel activo”. Recorde-se que no plano político e cívico, José Maneiras teve também uma vida cheia de actividade, desde a presidência do Leal Senado entre 1989 e 1993, ao papel activo no Centro Democrático de Macau. No pelotão da frente Um aspecto determinante na vida de José Maneiras foi a coragem com que abriu várias frentes, começando com o pioneirismo profissional. “O contributo dele para a cidade é muito importante, foi o primeiro filho da terra a regressar a Macau depois de se formar entre a geração de macaenses do pós-Segunda Grande Guerra Mundial”, conta Carlos Marreiros, que distingue José Maneiras enquanto “um dos decanos” da arquitectura macaense, juntamente com José Pereira Chan e Nuno Jorge. Não admira, portanto, que Maneiras tenha sido sócio n.º 1 da Associação dos Arquitectos de Macau. Longe dos tempos de abundância, Carlos Marreiros destaca a forma como José Maneiras acompanhou o primeiro boom de desenvolvimento de Macau, na década de 1970, que teria implicações no património histórico do território, à altura longe do reconhecimento internacional que hoje merece. “Sempre com um sentido crítico, opinativo e tecnicamente esclarecido”, Marreiros lembra como o amigo acompanhou esse período da história recente de Macau. “Até há bem pouco tempo ele participava em debates e seminários sobre a cidade. Tinha sempre uma opinião muito bem fundamentada”, lembra Carlos Marreiros. Em relação à obra que deixou, Marreiros destaca o centro para invisuais na zona da Areia Preta no norte da península, da Santa Casa da Misericórdia, as residências na Estrada do Visconde de São Januário e o bloco habitacional Conjunto São Francisco na Avenida da Praia Grande. José Maneiras desempenhou ainda um papel fundamental na pedozinação do Largo do Senado.
Hoje Macau SociedadeDengue | Registado novo caso importado Um homem com 29 anos foi identificado como o 31.º caso importado de febre da dengue ao longo deste ano. A informação foi divulgada ontem pelos Serviços de Saúde. “Trata-se de um homem de 29 anos que chegou a Macau vindo das Filipinas no dia 19 de Novembro para visitar familiares […] No dia da sua chegada, apresentou febre e dores musculares, mas não procurou assistência médica. No entanto, devido à persistência dos sintomas, no dia 23 de Novembro dirigiu-se ao Centro Hospitalar Conde de São Januário para receber tratamento”, foi revelado. O doente, com nacionalidade das Filipinas “encontra-se internado no hospital, com o estado clínico considerado estável”. As pessoas com quem coabitou não apresentaram “qualquer indisposição”. As autoridades procederam à eliminação química de mosquitos no local onde o homem ficou hospedado. Gripe | Doenças associadas em alta em Outubro Dados dos Serviços de Saúde (SS) relativos às doenças de declaração obrigatória mostram que, em Outubro, as patologias do foro da gripe dominaram, com 3.505 casos de influenza, 202 casos de infecção por enterovírus e 25 casos de escarlatina. Segundo um comunicado oficial, “as doenças que apresentaram alterações significativas em relação ao mês anterior foram a Influenza (aumento de 226,7 por cento), a infecção por enterovírus (aumento de 92,4 por cento) e a escarlatina (aumento de 25,0 por cento)”, é declarado. Relativamente aos casos de dengue, foram notificados em Outubro 12 casos, bem como 17 casos de febre chikungunya, três locais e 14 importados. Há um total de 45 doenças de declaração obrigatória.
João Santos Filipe Manchete SociedadeImobiliário | Empresários querem Governo a financiar juros Apesar dos novos incentivos fiscais e da maior facilidade no acesso ao crédito para a habitação, representantes dos promotores e agentes imobiliários duvidam que as medidas invertam a tendência de queda dos preços e do número de transacções Embora o Governo tenha anunciado novas medidas de apoio ao mercado imobiliário, a Associação Geral do Sector Imobiliário de Macau considera que as políticas são insuficientes, e pede ao Executivo que estude o financiamento dos juros do crédito bancário. Na semana passada, Sam Hou Fai anunciou com as Linhas de Acção Governativa (LAG) que os imóveis para habitação ficam isentos do pagamento do imposto de selo até ao valor de 6 milhões de patacas e num máximo de 120 mil patacas. Além disso, o presidente substituto do Conselho de Administração da Autoridade Monetária de Macau, Vong Sin Man, revelou que os limites do rácio dos valores dos empréstimos hipotecários destinados à aquisição de habitação vão ser aumentos de 70 por cento para 80 por cento. No entanto, as notícias são consideradas insuficientes no sector. Ao jornal Ou Mun, o presidente da Associação Geral do Sector Imobiliário de Macau, Chong Sio Kin, apontou que com a entrada em vigor das novas políticas, haverá um maior incentivo à compra e venda de habitação. O empresário também reconhece que o mercado pode sentir um efeito benéfico a curto prazo, devido aos promotores que têm habitações novas para vender ou apartamentos em vias de estarem construídas. Contudo, Chong Sio Kin indicou que o sector não acredita que vá resultar num efeito substancial, pelo menos enquanto não forem adoptadas outras medidas. Neste sentido, o presidente da associação recordou que no passado, em 1996, o Governo lançou um regime de bonificação ao crédito para aquisição ou locação financeira de habitação própria. O programa previa que fossem pagos os juros até ao valor máximo de 4 por cento, num período que podia chegar aos 10 anos. O dirigente associativo espera que esta medida possa servir de exemplo para o futuro e que o Executivo estude a sua viabilidade. Efeitos limitados Chong Sio Kin ainda defendeu que o Governo deve seguir as práticas de Hong Kong, e implemente uma nova política de residência por investimento. Assim, os não residentes podem obter residência, a troco de investimento imobiliário. Além disso, o empresário sugeriu ao Governo que atraia activamente quadros qualificados para Macau, porque acredita que estas pessoas têm capacidade financeira para comprar habitação. Por sua vez, o presidente da Associação dos Agentes Imobiliários do Sector Imobiliário de Macau, Franky Fong, também concorda que as duas medidas do Governo podem impulsionar a curto prazo as transacções habitacionais e o volume pode atingir um crescimento anual de 10 a 20 por cento no próximo ano. Todavia, o responsável concluiu que o impacto máximo resultará numa estabilização da queda dos preços e do número de transacções, não se esperando um crescimento efectivo.
João Santos Filipe Manchete SociedadePalácio de Cristal | SJM quer atrair público dos casinos-satélite Face ao encerramento dos casinos-satélite até ao final do ano, a concessionária do jogo vai reabrir um espaço no Hotel Lisboa para tentar absorver os clientes “abandonados” Em resposta à vaga de encerramentos de casinos-satélite, a SJM vai reabrir o Palácio de Cristal, no Hotel Lisboa, para tentar absorver os jogadores dos espaços fechados. A informação foi confirmada ontem pela concessionária, ao portal GGR Asia. A reabertura do espaço deverá acontecer, no pior cenário, no início de Dezembro, com as mesas da concessionária que foram libertadas pelo encerramento dos casino-satélites. Na melhor das hipóteses, a abertura pode ocorrer nos próximos dias. A SJM era a concessionária com mais acordos para a exploração de casinos-satélite, o que significa que disponibilizava as mesas de jogos e parte dos trabalhadores desses espaços, a troco de pagamentos das empresas que exploravam os casinos. No entanto, com os encerramentos dos casinos-satélite até ao final do ano, a concessionária recupera as mesas de jogo, e também os trabalhadores, com os quais estava ligada contratualmente, que exerciam funções nos casinos-satélite. Como parte das medidas de encerramento dos casinos-satélites, o Governo pressionou as concessionárias de jogo a absorver os trabalhadores com os quais tinham contratos, apesar dos postos de trabalho destes terem sido extintos. Obras em curso A zona do Palácio de Cristal esteve encerrada durante algum tempo, mas actualmente as obras são visíveis. E foi a concessionária que explicou a nova estratégia. “Podemos confirmar que a SJM Resorts está a preparar o relançamento da antiga área de jogo Palácio de Cristal, com a sua abertura prevista para o final de Novembro ou início de Dezembro, dependendo da aprovação final do Governo”, esclareceu a operadora ao portal GGR Asia. “O espaço renovado servirá principalmente o segmento de mercado tradicionalmente centrado nos casinos-satélite da península de Macau, ao oferecer serviços semelhante aos disponibilizados nos casinos-satélite com um tamanho médio”, foi acrescentado. O número de mesas de jogo do espaço reaberto não foi anunciado. Entre os casinos-satélite que tinham acordo com a SJM, apenas o casino L’Arc vai continuar a operar, depois de a concessionária ter acordado comprar o espaço por 1,75 mil milhões de dólares de Hong Kong.