Nunu Wu Manchete PolíticaHengqin | Entrada de veículos de Macau em toda a província no horizonte As autoridades de Guangdong deram o primeiro passo para possibilitar a circulação em toda a província a veículos de Macau autorizados nas estradas de Hengqin. Esse passo foi a recolha de opiniões. Num primeiro instante, será dada prioridade a residentes que vivam, trabalhem ou tenham negócios na zona de cooperação Poderá estar para breve a correcção de uma incongruência ao nível das políticas de integração entre a RAEM e a província vizinha de Guangdong em que os veículos com matrícula de Macau autorizados a entrar em Hengqin não podiam conduzir nas estradas de Guangdong, e os autorizados a conduzir em Guangdong não podiam entrar em Hengqin. Na segunda-feira, o Gabinete para os assuntos da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin do Governo Popular da Província de Guangdong começou a recolher opiniões sobre a possibilidade de os veículos de Macau em Hengqin poderem circular em Guangdong. O período de auscultação irá decorrer até quarta-feira da próxima semana. Segundo as autoridades provinciais, para solicitar autorização para saírem da Ilha da Montanha para o Interior, os condutores de Macau devem cumprir os mesmos requisitos que lhes permitem conduzir em Hengqin. A saber, são elegíveis residentes que compraram um imóvel ou trabalhem na zona de cooperação, que tenham chegado a Hengqin a através do programa de captação de quadros qualificados. No entanto, as autoridades de Guangdong sublinharam que será dada prioridade a pedidos submetidos por residentes que vivam, trabalhem e criem negócios na Zona de Cooperação Aprofundada. Regras do jogo Cada veículo com matrícula da RAEM pode registar um máximo de dois condutores de Macau, que precisam de ter carta de condução do Interior da China, assim como documentos válidos de migração, para poderem sair de Hengqin e conduzir no resto da província. Quando a medida entrar em vigor e forem entregues pedidos para circular em Hengqin, os requerentes podem logo pedir também a saída da ilha. Além disso, a validade da licença provisória para entrar em Guangdong precisa de ser igual à do seguro obrigatório, mas o período máximo não pode ultrapassar um ano. Porém, a permanência dos veículos do lado de lá da fronteira não é ilimitada. A contar do primeiro dia de entrada em Hengqin, os veículos devem regressar a Macau num prazo máximo de seis meses. Se saírem de Hengqin, não podem permanecer em Guangdong mais de 30 dias seguidos, e o número de dias acumulados não pode ultrapassar 180 dias por ano. Quem violar estas regras de permanência ou conduzir fora de Guangdong, pode ficar entre 1 a 2 anos sem licença. A polícia de Guangdong incluiu ainda um capítulo sobre responsabilidade legal que pode levar ao cancelamento da licença, sem que possa ser pedida nova licença num espaço de três anos. Estas penalizações aplicam-se a quem use o carro para fazer contrabando, imigração ilegal, ou em caso de fuga após acidente de trânsito.
Nunu Wu PolíticaEspectáculos | Pedidas promoções com bilhetes A Associação Industrial e Comercial da Zona Norte de Macau quer que o Governo subsidie as despesas nos bairros comunitários dos turistas que vêm ao território assistir a espectáculos. A ideia foi sugerida por Wong Kin Chong, presidente da associação, que espera ver um maior aproveitamento do desenvolvimento nos últimos anos da economia dos concertos. Na perspectiva de Wong, o Executivo tem de assumir a liderança da economia ao promover descontos e ofertas nos bairros comunitários para aqueles que compram bilhetes para assistir a espectáculos. O objectivo passa por inverter a tendência actual dos turistas que deixam logo o território depois de assistirem aos espectáculos. No entanto, Wong Kin Chong defende que é preciso fazer com que as pessoas gastem mais dinheiro, principalmente nos bairros comunitários, onde os negócios enfrentam maiores dificuldades. No que toca aos benefícios de consumo, Wong Kin Chong sugeriu a atribuição de um cupão de alojamento hoteleiro ou de restauração, no valor de 100 patacas, para os que têm bilhetes para os espectáculos e dormem pelo menos uma noite no território. O dirigente associativo sugeriu também a melhoria de infra-estruturas e da sinalética na RAEM, para atrair os espectadores para os bairros mais tradicionais. Por sua vez, a Associação dos Proprietários de Estabelecimentos União da San Kio de Macau, através do presidente Pun Man Leong, admite as promoções, mas defendeu que não devem ser suportadas pelo comércio. Pun explicou que actualmente a maior parte das lojas não tem essa capacidade financeira, pelo que espera que o Governo utilize o orçamento da RAEM para assumir os custos. Todavia, Pun Man Leong alertou também o comércio local de que não basta esperar pelas promoções e que é preciso diferenciar-se para oferecer produtos que despertem o interesse dos turistas. Se este aspecto falhar, o presidente da associação avisa que os turistas não vão aos bairros comunitários.
Nunu Wu Manchete PolíticaFunção Pública | Song Pek Kei pede alívio da pressão A legisladora ligada à comunidade de Fujian considera que os funcionários públicos estão cada vez mais carregados com trabalho, pelo que pede ao Governo maior reconhecimento da situação actual, através de novos apoios A deputada Song Pek Kei defende que o Executivo deve aliviar a carga de trabalhos dos funcionários públicos e atribuir mais subsídios, principalmente aos reformados. A posição da legisladora ligada à comunidade de Fujian consta de uma interpelação escrita. Segundo a deputada, a Administração está a atribuir aos seus trabalhadores cada vez mais tarefas administrativas e uma carga horária mais pesada. Por isso, Song Pek Kei entende que o Governo de Sam Hou Fai precisa de mostrar que valoriza os funcionários, com medidas para “aliviar a pressão” do quotidiano e “cuidar” do pessoal. A membro da Assembleia Legislativa pede assim a adopção de medidas para responder à situação do quadro de trabalhadores, e afirma que o sistema actual está a resultar numa rotatividade dos quadros, dado que há cada vez mais pessoas a optar por deixar a função pública. Song Pek Kei fez também um balanço negativo das medidas para simplificar as carreiras da administração pública. Segundo a deputada, vive-se uma contradição, porque muitos dos funcionários que fazem trabalho de atendimento aos balcões acabam por ter de fazer cada vez mais trabalho administrativo. Enquanto a simplificação foi apresentada no passado como uma forma de especializar cada vez mais os trabalhadores, Song aponta que na prática há cada vez mais funcionários a terem de realizar tarefas com naturezas muito diferentes das previstas na carreira. Pecado original A legisladora considera assim que a “intenção original da reforma” administrativa não está a ser cumprida, o que tem um impacto directo na “eficiência dos trabalhos”, tidos como menos eficientes. Ao mesmo tempo, Song Pek Kei pediu ao Governo para alterar o sistema de mobilidade interna. A deputada recorreu a dados oficiais para indicar que desde a entrada em vigor do sistema actual, em Março de 2023, e o final de Fevereiro deste ano, foram transferidas 353 pessoas em 59 serviços. Este número foi considerado insuficiente e uma prova de que as necessidades actuais não estão a ter resposta. No entanto, a deputada também reconheceu que o Executivo tem planos para fazer uma nova revisão legislativa nesta área. Por isso, questionou o andamento dos trabalhos: “Qual é o estado actual da revisão por parte das autoridades, especialmente no que diz respeito à transferência de pessoal. Vai haver um reforço da comunicação interdepartamental para promover um ambiente de trabalho mais positivo para os funcionários públicos?”, perguntou. A legisladora recordou também que o Executivo fez a promessa de manter o regime de previdência dos trabalhadores dos serviços públicos, pelo que pede um aprofundamento dos apoios existentes. “Por exemplo, o Executivo vai permitir que os trabalhadores abrangidos pelo regime de previdência e com determinados anos de serviço tenham acesso a um subsídio para habitação durante a reforma?”, questionou.
Nunu Wu Manchete SociedadeSubemprego | Associação alerta para falta de confiança das empresas A Associação dos Recursos Humanos de Macau considera que a subida da taxa de subemprego é um sinal sobre o estado da economia e afirma que esta tendência aumenta a pressão económica sobre os residentes A Associação dos Recursos Humanos de Macau considera que o aumento da taxa de subemprego reflecte a falta de confiança das empresas na economia, que estão a optar por trabalhadores a tempo parcial. O subemprego verifica-se quando um empregado trabalha menos horas pagas do que aquelas que desejava, como acontece, por exemplo, em situações de layoff ou de emprego parcial. Ao jornal Ou Mun, o presidente da associação, Choi Chin Man, explicou que a subida da taxa de subemprego para 2,4 por cento resulta do ambiente económico actual que faz com que as empresas evitem os vínculos laborais a tempo inteiro e prefiram os contratos a tempo parcial. Choi indicou também que o facto de haver mais pessoas disponíveis para realizarem vários trabalhos em regime de part-time não reflecte uma preferência, mas antes a falta de alternativas. No entanto, a Associação dos Recursos Humanos de Macau alerta para os efeitos nocivos desta tendência. Segundo o responsável, o facto de estes trabalhadores não gozarem da totalidade da protecção laboral prevista na lei faz com que sintam uma pressão económica e familiar maior. O dirigente associativo apontou também que este tipo de fenómeno muitas vezes não vem reflectido nas estatísticas oficiais, o que faz com que seja um problema “oculto”. Ainda sobre o mercado de trabalho a tempo parcial, Choi alertou para a “forte sazonalidade”, o que faz com que as necessidades dessa mão-de-obra variem ao longo do ano, havendo alturas em que até garantir um trabalho deste género é difícil. Concessionárias douradas Sobre o mercado de trabalho, a Associação dos Recursos Humanos de Macau indicou que actualmente apenas as concessionárias de jogo estão a contratar trabalhadores de forma regular. Em relação aos negócios nas zonas comunitárias e nas zonas antigas, Choi Chin Man explicou que os incentivos ao consumo do Governo, através do sorteio de cupões de desconto, apenas aliviaram alguma pressão, mas não resolvem as dificuldades operacionais. E como não se espera uma alteração desta tendência, Choi indicou que mesmo que na segunda metade do ano se verifique uma redução da taxa de subemprego não é de esperar que estes problemas fiquem resolvidos. Apesar dos problemas, Choi Chin Man elogiou a cooperação entre o Executivo e as concessionárias de jogo, que adoptaram o modelo: “contratar, primeiro, formar depois”. Para o dirigente da associação esta iniciativa está a apresentar resultados, pelo que deixou o desejo de que seja estendida a outros sectores, como empresas estatais, bancos, instituições de interesse público e de ensino superior.
Nunu Wu SociedadeAliança do Povo | Pedida solução para edifícios sem administração A Aliança de Povo de Instituição de Macau pediu ao Governo para acelerar a conclusão do estudo sobre o modelo de gestão conjunta de imóveis para edifícios velhos. A posição foi tomada depois de um andaime ter colapsa do num centro comercial no Iao Hon, acidente que não causou feridos. A gestão conjunta de imóveis para os edifícios velhos é uma ideia copiada de Hong Kong, que permite a contratação de uma entidade para gerir vários edifícios antigos sem moradores ou proprietários capazes de chegarem a um acordo sobre como gerir os espaços comuns. Segundo o jornal Ou Mun, o vice-presidente da associação, Yuan Hanjun, explicou que o centro comercial no Iao Hon está há anos sem manutenção de longo prazo e que o acidente foi um sinal de alerta. Yuan argumentou que a sociedade tem de se mobilizar para evitar este tipo de ocorrências, ao implementar o modelo de gestão conjunta. O vice-presidente sugeriu ainda que o Governo subsidie as obras destes imóveis, quando não houver corpo de gestão do edifícios e capacidade financeira.
Nunu Wu Manchete PolíticaImobiliário | Segundo trimestre com preços mais baixos em 13 anos A menor disposição dos bancos na concessão de empréstimos para a compra de imóveis, o maior controlo de capitais no Interior da China e a incerteza sobre a subida dos juros nos Estados Unidos são nuvens negras que pairam sobre o mercado imobiliário local O mercado imobiliário de Macau registou o preço médio por metro quadrado mais baixo em 13 anos no segundo trimestre deste ano, segundo dados publicados ontem pela agência imobiliária Centaline Property. De acordo com um relatório de mercado da Centaline Macau e Hengqin, o preço médio por metro quadrado para imóveis residenciais atingiu os 68.000 dólares de Hong Kong, uma queda de 4 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. Depois de ter atingido um pico de 72.634 dólares de Hong Kong no primeiro trimestre, a agência apontou que o valor caiu para 68.000 dólares de Hong Kong no segundo trimestre. A empresa acrescenta que o mercado local vai continuar a atravessar um período difícil até ao final do ano. A posição foi tomada na quarta-feira, através do balanço da empresa sobre os primeiros seis meses do ano. O director-geral da sucursal da Centaline em Macau e Hengqin, Pun Chi Meng, explicou que o mercado tem de lidar com três desafios: a restrição dos bancos nos empréstimos para compra de imóveis, o maior controlo dos fluxos de capital no Interior da China e as alterações nas taxas de juro. “Os bancos estão a aprovar cada vez menos pedidos de hipotecas, sobretudo ao nível dos imóveis comerciais, em que deixaram de aceitar os pedidos de financiamento, e também nas hipotecas de habitação, em que aplicam critérios cada vez mais rigorosos”, explicou Pun. “Também recentemente, as autoridades chinesas começaram a travar de forma mais intensa as saídas de capital para o exterior, o que fez com que o número de compradores em Hong Kong e Macau tenha reduzido em Junho”, revelou. Ao mesmo tempo, a incerteza sobre o aumento da taxa de juros pela Reserva Federal Americana nos próximos seis meses contribui para afastar mais pessoas do mercado imobiliário. Ainda em relação ao mercado da habitação, Pun explicou que “muitos proprietários foram impacientes e reduziram o preço para garantir a venda das habitações”. Por isso, os “dados mostraram que os preços de muitas das transacções habitacionais ficaram em níveis historicamente baixos”. Em relação às lojas nos bairros comunitários, o agente da Centaline indicou que, devido a um “ambiente de negócios complicado” gerado pela “concorrência do Interior da China e do comércio electrónico”, “não só o preço das transacções ficou mais baixo, mas o mesmo aconteceu com as rendas e a taxa de ocupação”, que afirmou terem atingido “mínimos históricos”. Rendas baixas No balanço, e com base nos dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), o director da Centaline, Jack Lei, apontou que, na primeira metade deste ano, o volume das transacções de lojas foi de 149, representando uma queda de 20 por cento em termos anuais. No entanto, revelando uma tendência oposta, Lei indicou que na zona central ou nas zonas dos casinos no NAPE as rendas continuam a subir para uma média de 65 patacas por pé quadrado e 77 patacas por pé quadrado, respectivamente. Contudo, Jack Lei disse que nos bairros comunitários, tal como na zona da Rua de Horta e Costa e na Rua da Barca, a taxa de ocupação é baixa e o valor médio da renda é de 20 patacas por pé quadrado. Jack Lei ainda vincou que, devido ao impacto do encerramento dos casinos-satélite, a taxa de desocupação de lojas da ZAPE subiu para 13 por cento no segundo trimestre, uma ocupação considerada “péssima”.
Nunu Wu Manchete SociedadeAnimais | Deputada quer combate à crueldade e abandono Loi I Weng defendeu a revisão da lei da protecção dos animais, que está em vigor há 10 anos, por não ser suficiente para travar abandonos e penalizar actos cruéis. A deputada sugere também a criação de mais zonas para animais na cidade Desde 2016 que a lei da protecção dos animais vigora em Macau, mas para a deputada Loi I Weng há ainda muito a melhorar na defesa dos direitos dos animais. Em declarações ao programa matinal Fórum Macau do canal chinês da Rádio Macau, a deputada considerou ser necessário rever a legislação, referindo que o diploma está em vigor há dez anos, sem normas que desincentivem ao abandono de animais e o seu tratamento cruel. Além disso, Loi I Weng considera que é ainda difícil a criminalização de actos cruéis contra animais. “A lei não deve ser apenas uma ferramenta para punir depois de um episódio infeliz, deve também ser um guia para antes da ocorrência desses episódios”, disse. Ainda assim, a deputada ligada à Associação Geral de Mulheres defende que a protecção dos animais é um dos indicadores de uma sociedade civilizada. “Podemos ver que demos os primeiros passos no desenvolvimento desta área, mas temos ainda um caminho a percorrer até atingir um objectivo ideal. Tanto a lei como as instalações devem acompanhar esta mudança social, sendo necessário aumentar a consciencialização dos donos”, defendeu. Loi I Weng pede também melhorias nas infra-estruturas urbanas para o acolhimento de animais, como “a criação de zonas para passeio de cães com melhores condições de higiene”, bem como espaços para os animais beberem água ou ainda acções de incentivo para que comerciantes e negócios possam disponibilizar serviços a pensar nos animais de estimação dos clientes. A deputada diz que os donos têm de assumir as suas responsabilidades cívicas, nomeadamente na recolha dos excrementos dos animais, entre outras acções. Metro com cães Quem também participou no debate do programa Fórum Macau foi o vice-presidente do Conselho Consultivo para os Assuntos Municipais do Instituto para os Assuntos Municipais, Kou Ngon Fong. Este referiu que as autoridades de Hong Kong têm lançado várias medidas a pensar nos animais, nomeadamente a permissão da presença de cães em restaurantes e em transportes públicos. O responsável disse que o Metro Ligeiro poderá aceitar, de forma experimental, animais de estimação, mas é preciso haver consenso social sobre esta matéria, porque há pessoas que têm medo de animais. Kou Ngon Fong acrescentou que é importante pensar no equilíbrio da defesa de direitos de pessoas e animais. Por seu turno, Aeson Lei, presidente da Associação de Qualidade Verde Marca, afirmou que actualmente cerca de 90 restaurantes em Macau permitem a entrada de animais de estimação. Há ainda 50 estabelecimentos que toleram animais de estimação. Aeson Lei acredita que a aceitação dos animais nestas situações contribui para melhorar a imagem internacional de Macau, além de trazer maior procura aos negócios.
Nunu Wu SociedadeIdosos | Wong Chon Kit pede subsídio para ajudar a pagar a luz O deputado defende a criação de mais medidas de apoio para idosos que vivem sozinhos e sem apoio familiar, como um subsídio para ajudar a pagar a conta da electricidade nas épocas de maior calor O deputado Wong Chon Kit defende que devem ser implementadas mais medidas de apoio aos idosos que vivem sozinhos, tendo em conta a ocorrência de períodos de calor. O Instituto de Acção Social (IAS) revelou que há cerca de 20 mil idosos a viverem sozinhos no território, ou apenas com o cônjuge. Quando o calor aperta, estes idosos optam, muitas vezes, por não ligar o ar condicionado para poupar na factura de electricidade, ou não sentem as elevadas temperaturas por questões de saúde, o que faz com que ocorram muitos casos de exaustão por calor, ou outros problemas de saúde. Desta forma, Wong Chon Kit defende que as autoridades devem ser mais activas na resposta a estes casos, não devendo depender apenas dos pedidos de ajuda por parte dos idosos. Segundo noticiou o jornal Ou Mun, o deputado, e vice-presidente da Federação de Médicos e Saúde de Macau, alertou para a importância da prevenção, sugerindo que os funcionários do IAS meçam a temperatura dos idosos quando os visitam em casa. O responsável pede ainda que seja verificada a ventilação das habitações, devendo abrir-se as janelas ou ligar ares condicionados caso necessário. Wong Chon Kit sugeriu ainda que seja providenciado alojamento provisório para idosos que não tenham as devidas condições de habitabilidade devido ao calor. Mais subsídios Na opinião de Wong Chon Kit, as autoridades devem também equacionar a criação de um subsídio para as tarifas da electricidade, destinado apenas a idosos que vivem sozinhos, a ser pago nos períodos em que se registam elevadas temperaturas. Wong Chon Kit disse ainda ao Ou Mun que a atribuição do subsídio poderia ser activada assim que fosse emitido o sinal de temperatura elevada, numa medida com melhor relação custo-benefício e que teria carácter preventivo, ao invés de se esperar pela resolução após ocorrência de um problema de saúde. Além deste tipo de apoio, o deputado sugeriu que as empresas de gestão de condomínios peçam aos porteiros ou seguranças dos prédios que prestem mais atenção às fracções onde vivem idosos sozinhos, através de inspecções frequentes. A ideia é perceber se houve alguma mudança na rotina do morador, com vista a prevenir ocorrências devido ao calor. Wong Chon Kit sugere ainda o reforço da divulgação dos sintomas de exaustão por calor, nomeadamente fadiga ou falta de apetite, que obriga a idas aos centros de saúde ou instituições de prestação de serviços a idosos, para evitar atrasos no diagnóstico e de tratamento a problemas de saúde que daí possam advir.
Nunu Wu Manchete PolíticaLei do Trânsito | Conselheiro pede revisão ainda nesta legislatura Ip Wai Keong entende que há condições para o Governo apresentar, ainda nesta legislatura, uma nova proposta de revisão da Lei do Trânsito Rodoviário. O membro do Conselho Consultivo do Trânsito apela à urgência legislativa devido à elevada ocorrência de acidentes O membro do Conselho Consultivo do Trânsito, Ip Wai Keong, considera que é necessário alterar a Lei do Trânsito Rodoviário, cuja proposta de lei caducou por não ter sido aprovada no hemiciclo até ao final da legislatura anterior. Em declarações ao Jornal do Cidadão, o responsável disse que existem condições para apresentar nova proposta de lei até ao final desta legislatura. O conselheiro sugere que o Governo dê prioridade às medidas menos polémicas para avançar com a revisão da legislação, focando depois as partes que geram mais debate. No entender do responsável, as medidas menos complexas relacionam-se com a segurança rodoviária, nomeadamente a regulação das travessias de peões e a proibição do uso de telemóvel durante a condução. Ip Wai Keong refere que mesmo que o Governo não consiga alterar a lei, pode elaborar algumas normas administrativas para regular o comportamento dos condutores. Estas declarações surgem numa altura em que o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) acaba de publicar um mapa com os pontos onde ocorreram mais acidentes de trânsito, contabilizando-se um total de 3.426 acidentes só no primeiro trimestre deste ano. Ip Wai Keong recordou que o panorama dos acidentes não mudou muito em relação ao ano passado, com os mapas disponibilizados pelo CPSP a serem semelhantes, pelo que é importante elevar a consciencialização dos condutores sobre a importância de uma condução segura. O conselheiro destacou que, nos pontos onde acontecem mais acidentes, há muito trânsito e intersecção de veículos, sugerindo que o Governo faça um novo planeamento destas vias com mais semáforos, ajuste de percursos e de passadeiras, optimizando a visibilidade para peões e carros. Foi também sugerida a colocação de lombas para redução de velocidade, mais pontos de iluminação nocturno e estabelecimento de limites de velocidade em alguns troços. A carta da discórdia Um dos pontos mais polémicos na revisão da Lei do Trânsito Rodoviário, segundo Ip Wai Keong, é a retirada de pontos na carta de condução por cada multa atribuída. Desta forma, o conselheiro defende que o Executivo deve reforçar a comunicação com a sociedade para se chegar rapidamente a um consenso sobre esta matéria, a fim de se conseguir acelerar o processo de revisão. Tendo em conta que em Hong Kong e no Interior da China existe este sistema de pontos na carta de condução, Ip Wai Keong pede que as autoridades de Macau tenham em conta as experiências nas regiões vizinhas e possam rever a lei consoante a situação local, para garantir a segurança rodoviária e proteger os direitos e interesses dos operadores de transportes. A ideia é evitar grandes alterações neste sector, acrescentou.
Nunu Wu Manchete SociedadePatrimónio | Pedida instalação de equipamentos de combate a incêndios O conselheiro Si Kun Hong pede também ao Governo para criar um arquivo digital sobre o património classificado, para permitir a reconstrução em caso de acidentes com impactos significativos O membro do Conselho do Património Cultural, Si Kun Hong, considera que o Governo deve promover a instalação de equipamentos de combate a incêndios dentro dos edifícios protegidos. A posição foi tomada em declarações ao jornal Ou Mun, depois de o Instituto Cultural (IC) ter confirmado que o incêndio da semana passada num edifício protegido na Avenida de Almeida Ribeiro não resultou em danos estruturais. Em declarações ao jornal Ou Mun, o também engenheiro avisou que existem várias complicações no combate a incêndios e nas respostas a emergências nos bairros antigos, devido à reduzida largura das vias que dificultam o acesso. Além disso, a situação exige maiores cuidados porque são zonas com uma elevada densidade populacional. O conselheiro considera assim que é necessário reforçar a capacidade de prevenção contra riscos, com a instalação de equipamentos mais modernos de deteção e combate automático, mas também a criação atempada de rotas de resgate. Para o engenheiro, o simples “combate” às chamas no local pelos bombeiros pode ser insuficiente para garantir a segurança de pessoas e estruturas. Por esta razão, Si Kun Hong defende que deve ser estabelecido um mecanismo conjunto de prevenção contra incêndios em bairros antigos, que envolva o Corpo de Bombeiros, mas também as Obras Públicas, o Instituto Cultural e a empresa responsável pela instalação da electricidade. Este mecanismo deveria ter como funções a realização de inspecções regulares, para identificar riscos e sugerir medidas para colmatar as falhas. Além de inspecções, Si Kun Hong sugeriu a realização de exercícios interdepartamentais que simulem situações de incêndios em bairros antigos, para assegurar que as vias de emergência são mantidas sem obstáculos. Corrigir à mão Por outro lado, o conselheiro defendeu que o Governo deve criar arquivos digitais sobre os edifícios protegidos, ao registar digitalmente a fachada, os elementos decorativos e as características espaciais. Este registo é tido como a “última linha de defesa para a preservação do património cultural” e será utilizado para permitir a reconstrução segundo o aspecto anterior, em caso de destruição Por seu turno, a vice-presidente da Associação dos Jovens de Povo, ligada à Aliança do Povo de Instituição de Macau, Ng Wan Hei, considerou que o incêndio da semana passada expôs um “ângulo morto” da fiscalização. Segundo a responsável, o IC não conseguiu inspecionar as tubagens de água e electricidade do edifício para reduzir os riscos de segurança, dado que o património é privado. Por isso, Ng apelou às autoridades para reforçarem a divulgação e persuasão para os proprietários dos imóveis classificados fazerem as inspecções a tubagens de água e electricidade.
Nunu Wu PolíticaZona de Cooperação | Mais de 1.300 candidatos fazem prova escrita Mais de 1.300 candidatos fizeram no sábado provas escritas para 50 vagas nos serviços públicos da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. O concurso está aberto apenas a residentes de Macau A Direcção dos Serviços de Assuntos Administrativos da Zona de Cooperação Aprofundada revelou que, na tarde de sábado, 1.304 candidatos realizaram provas escritas para um concurso para cargos públicos na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. O concurso, que visa a contratação de residentes da RAEM para 50 vagas na Zona de Cooperação, atraiu 4.550 candidatos, sendo que, após uma primeira selecção, 1.426 ficaram qualificados para as provas escritas, que se realizaram em duas escolas situadas em Hengqin, em 48 salas de exame. Segundo um comunicado da referida direcção de serviços, após apresentação de documentos adicionais por parte dos candidatos, um total de 1.304 pessoas puderam fazer as provas escritas, representando uma taxa de participação de 91,44 por cento. Esta taxa é considerada pela entidade responsável como a mais elevada em comparação com as mais recentes provas escritas realizadas em concursos deste género. Autocarros para ajudar As autoridades de Hengqin referem que 781 candidatos aptos a realizar as provas escritas já haviam passado no concurso de avaliação de competências integradas, feito em Macau. Estes candidatos partiram de uma posição de vantagem, com a possibilidade de receberem pontos adicionais no processo de selecção para as provas escritas. A Direcção dos Serviços de Assuntos Administrativos da Zona de Cooperação Aprofundada disse ainda que foi criado um serviço de autocarros exclusivo para garantir que nenhum candidato faltasse às provas, tendo sido transportados de forma gratuita cerca de 500 candidatos entre o Posto Fronteiriço de Hengqin e as escolas na Zona de Cooperação. Além disso, foram mobilizados agentes de trânsito nas proximidades das escolas para organizar o trânsito. As regras do concurso público determinam ainda que, depois das provas escritas, serão escolhidos 250 candidatos para a fase de entrevistas, o que representa a proporção de uma vaga por cada cinco candidatos. Segundo foi anunciado em Maio, as 50 vagas de emprego disponíveis neste concurso dizem respeito às áreas jurídica, administrativa, gestão financeira, estatística, planeamento urbanístico ou desenvolvimento de quadros qualificados, estando definido um salário base de 19 mil renminbis. O salário, durante o período experimental, será de 80 por cento desse montante. Pediam-se candidatos com idades compreendidas entre os 18 e 38 anos, nascidos entre 21 de Maio de 1987 e 20 de Maio de 2008.
Nunu Wu Manchete SociedadeRenovação Urbana | Associação pede entrada de privados A Associação Geral do Sector Imobiliário de Macau quer que o Executivo permita a entrada de empresas privadas na Renovação Urbana. O vice-presidente Chris Wong Sai Fat sugere também construção em altura para financiar a reconstrução dos prédios A Associação Geral do Sector Imobiliário de Macau defende que o Governo deve distribuir mais incentivos à renovação urbana, ao agilizar procedimentos e permitir a entrada dos privados neste mercado. A posição foi tomada pelo vice-presidente executivo da associação, Chris Wong Sai Fat, em declarações ao jornal Ou Mun. Actualmente, as obras de renovação de um prédio podem ser realizadas se tiverem o apoio de 80 por cento dos proprietários. O responsável destacou que o número é positivo, dado que não há muito tempo o apoio necessário era mais elevado. No entanto, Chris Wong entende que há margem para reduzir ainda mais o critério, como se faz nas regiões vizinhas. A alteração é tida como mais importante para prédios com mais de 40 anos, e que vão precisar de ser renovados mais depressa. Ao mesmo tempo, Wong afirmou que para promover a renovação urbana, o Governo deve permitir uma maior utilização do solo e construções mais altas. O dirigente entende que desta forma é possível construir novas habitações nos prédios reconstruidos. Estas fracções autónomas podem depois ser vendidas para reduzir o investimento feito pelos proprietários do prédio, permitindo que mais gente pague o investimento da obra. Segundo o modelo actual da renovação urbana, o processo está a cargo da Macau Renovação Urbana, empresa com capitais da RAEM. Chris Wong defende que o Governo deve promover a entrada dos privados neste processo. Segundo o dirigente, como a Macau Renovação Urbana é uma empresa com capitais públicos, o seu envolvimento é susceptível de levantar várias dúvidas sobre a utilização eficaz do erário público, e reduzir a velocidade do processo. Nesta lógica, a introdução das empresas privadas no mercado é encarada como forma de acelerar os trabalhos. Rendas a baixar Nas declarações prestadas ao jornal Ou Mun, o vice-presidente executivo da Associação Geral do Sector Imobiliário de Macau abordou ainda a situação do mercado do arrendamento de lojas. Segundo os dados mais recentes da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), as rendas tiveram uma redução trimestral de 1,2 por cento e anual de 3,4 por cento. Todavia, o território continua a apresentar uma economia a duas velocidades, dado que em locais como a zona central, o Patane e junto das Ruínas de São Paulo as rendas das lojas apresentaram um crescimento entre 1,9 e 27,2 por cento. No pólo oposto, na zona do San Kio as rendas caíram 19,7 por cento em três anos. Chris Wong apontou que o valor das rendas de lojas em locais como a Pérola Oriental e no centro da Taipa têm mostrado uma redução mais ligeira, porque são áreas com mais pessoas, logo mais clientes, o que permite sustentar o comércio local. No entanto, o dirigente explicou que nos bairros antigos, como o San Kio e a Praia do Manduco, as rendas são mais baixas, devido à maior concentração de prédios antigos. Os moradores com mais idade optam assim por procurar casas com melhores condições e com elevadores, e alugam as habitações a trabalhadores não-residentes do Sudeste Asiático. Como estes têm menor capacidade de consumo, as rendas das lojas acabam por ser mais baixas.
Nunu Wu Manchete SociedadeAlmeida Ribeiro | Incêndio em edifício antigo não causa feridos Um curto-circuito terá provocado um incêndio na cave de uma loja perto do edifício Chow Tai Fook. O fogo começou de madrugada e só foi extinto ao início da tarde. Por se tratar de um edifício antigo, o Instituto Cultural vai avaliar a necessidade de reparação da fachada Foto:DR A Avenida de Almeida Ribeiro foi ontem palco de um incêndio que deflagrou a partir das 05h da manhã, na cave de uma loja perto do edifício Chow Tai Fook, conhecida marca de joalharia. O fogo ficou resolvido por volta das 14h30 e obrigou ao corte de trânsito naquela que é uma das principais artérias do território mais de uma hora e meia, afectando também o funcionamento normal das carreiras de autocarros. Não houve feridos, nem necessidade de evacuar pessoas, tendo o Corpo de Bombeiros (CB) enviado ao local 44 bombeiros, 10 carros de emergência e um drone para ajudar nas operações. Segundo noticiou o jornal Ou Mun, as autoridades revelaram, após uma investigação preliminar, que o incêndio terá sido provocado por um curto circuito causado pelos cabos do ar-condicionado. O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) enviou 35 agentes para o local. Quando o CB chegou à zona, depararam-se com uma nuvem de fumo a sair da loja. Além disso, foi detectada uma fuga de corrente eléctrica, que impediu a entrada imediata no local para extinguir o incêndio, e levou ao pedido para o corte do fornecimento de electricidade à loja à Companhia de Electricidade de Macau. Os soldados da paz optaram por pulverizar água a partir do exterior do edifício, arrombando a porta quando as condições de segurança o permitiram. IC acompanha incidente Uma vez que o edifício onde se deu o incêndio pertence à área do património histórico a proteger, funcionários do Instituto Cultural (IC) também se deslocaram ao local para avaliar a situação. Em declarações ao Ou Mun, a presidente do IC, Deland Leong Wai Man, garantiu que o local vai ser inspeccionado em conjunto com a Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana para serem avaliados os danos, nomeadamente na fachada do edifício, e se são necessárias obras de reparação. A presidente do IC apontou que a fachada é o foco em termos de protecção do património, pelo que, se ficar danificada com o incêndio, serão cumpridos os critérios para o restauro patrimonial. Deland Leong Wai Man adiantou que, se for preciso avançar com o restauro da fachada, será essencial seguir o projecto e materiais originais, para garantir a preservação do património e a sua autenticidade.
Nunu Wu Manchete PolíticaHac Sá | Nick Lei pede melhores infra-estruturas na praia Nick Lei entende que a praia de Hac Sá precisa de melhores infra-estruturas e planeamento, tendo em conta o futuro Campo de Aventuras Juvenis. O deputado exige também autocarros que liguem as fronteiras a Hac Sá O deputado Nick Lei alertou, numa interpelação escrita, para a necessidade de melhorar as infra-estruturas públicas junto à praia de Hac Sá, em Coloane, tendo em conta o arranque experimental de operações do Campo de Aventuras Juvenis da Praia de Hac Sá no quarto trimestre de 2027. “Prevê-se que, no segundo semestre deste ano, passem a estar abertas ao público as zonas para carros infantis e local de campismo, levando ao aumento do fluxo de residentes e turistas na praia e nas instalações de Hac Sá. Pode o Governo concretizar planos para que a zona se torne mais divertida e atractiva?”, questionou. O legislador ligado à comunidade de Fujian disse ainda que as instalações recreativas da praia de Hac Sá, bem como os locais próximos, são uma das zonas preferidas dos residentes para momentos de lazer, e que, nos últimos anos, o Governo tem escolhido a praia de Hac Sá para a organização de eventos, como o festival “Hush!”. O deputado realça que estes eventos passaram a atrair para Coloane mais visitantes jovens de regiões vizinhas, além da população local. Outros valores se levantam Nick Lei destacou que, além da importância turística, a praia de Hac Sá é também importante em termos arqueológicos, por ter uma ligação próxima à cultura tradicional Hakka. Desta forma, o Governo deve, no entender do deputado, reformular o sistema de trânsito no local a fim de criar maiores conveniências aos visitantes. O deputado refere na interpelação queixas de utilizadores, relativamente ao cancelamento, desde Maio de 2017, da carreira 25 por parte da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT). Actualmente, existem apenas as carreiras de autocarros 21A, 26A, 15T e N3 (nocturna) com acesso a Hac-Sá. “Estas carreiras passam apenas por zonas residenciais e não incluem os postos fronteiriços, não sendo possível levar os turistas para Hac Sá”, lê-se na interpelação escrita. Por esta razão, Nick Lei pediu um novo planeamento das carreiras de autocarros a fim de garantir percursos directos entre todos os postos fronteiriços e a praia de Hac Sá.
Nunu Wu EventosFotografia | Wang Zhengping com exposição inédita em Lisboa A galeria Ochre Space, em Lisboa, apresenta até 4 de Julho a mostra “Wang Zhengping: O Cavalo Selvagem da Mongólia Interior”, a primeira exposição do fotógrafo chinês em Portugal. Ao HM, Wang diz que os cavalos são como os humanos e conta como a fotografia sempre foi uma paixão Wang Zhengping, um dos fotógrafos chineses contemporâneos mais importantes, tem, nos últimos dias, fotografado alguns dos sítios mais icónicos de Portugal ao sabor da vontade da sua lente. Esteve no Cabo da Roca e aproveitou para fotografar muito o Oceano Atlântico, as ruelas do Porto ou a baixa de Lisboa, com as suas gentes. Wang Zhengping esteve em Portugal a propósito da inauguração de uma exposição em nome próprio, a primeira vez que tal acontece. É na galeria de fotografia Ochre Space, projecto do advogado, fotógrafo e curador João Miguel Barros, que se pode ver, até 4 de Julho, “Wang Zhengping: O Cavalo Selvagem da Mongólia Interior”. A mostra e baseada no livro “Mongolian Horse in North Wind” publicado em Pequim, em 2024. Destaque para o facto de o trabalho de Wang Zhengping já ter sido revelado em Macau no âmbito de uma edição do festival literário Rota das Letras, com a exposição “The Wind Blows Through the Grassland”. O HM conversou com Wang Zhengping na cave da Ochre Space um dia antes da inauguração da mostra. O cavalo é, para si, muito mais do que um animal, mas quase como um humano. E com a fotografia, Wang revela mais do que a cultura das estepes da Mongólia Interior, de onde é natural: uma quase magia demonstrada em imagens de grande qualidade estética. “Para mim os cavalos são como pessoas, têm emoções, como se estivessem tristes ou felizes, então fotografo os cavalos com se fossem pessoas”, contou. Citado por uma nota da organização, João Miguel Barros, fundador da Ochre Space e curador da exposição, descreve como estas imagens “revelam uma prática fotográfica que oscila entre a observação documental e a visão poética”, nas quais os cavalos “surgem não apenas como sujeitos fotográficos, mas como símbolos de resistência, liberdade e continuidade cultural numa das paisagens mais marcantes da Ásia”. Neste projecto pode ser encontrada uma “diversidade de registos e atmosferas”, como “retratos silenciosos de cavalos solitários contra a vastidão da estepe coberta de neve, composições banhadas pela luz dourada do crepúsculo e imagens cruas do Inverno, esculpidas pelo vento norte que dá nome ao livro”, descreve ainda João Miguel Barros. Questionado sobre se o seu trabalho contribui para aumentar a atenção para a cultura mongol e das estepes, aponta-nos, como resposta, uma entrevista que recentemente deu à revista “China Photography”, em Junho. “Alguns dizem que documento uma civilização nómada em desaparecimento. Não gosto de rótulos. Organizo o meu arquivo em três grandes núcleos: cavalos, mongóis e estepe”, disse à publicação. Paragem na carreira Wang Zhengping é natural da Mongólia Interior, região autónoma do Norte da China, e há mais de 15 anos que fotografa o cavalo mongol e as paisagens que lhe estão associadas. É fotógrafo desde os anos 80 e formou-se na Academia de Belas-Artes Lu Xun em 1987, mas muito antes, em 1982, fez um curso de fotografia em Harbin, orientado por Wu Yinxian e Li Zhensheng. Ao HM, recorda como já gostava de fotografia desde os anos da escola secundária. “Antes de entrar para a Academia de Belas-Artes Lu Xun já costumava ver fotografias de outros fotógrafos chineses, e ficava fascinado com elas. Depois comecei a gostar dos seus trabalhos, e comecei aí a gostar de fotografia e de tirar boas fotografias, e tirei fotografias do pôr-do-sol, fiz retratos…” No ano em que se formou, Wang Zhengping venceu a Medalha de Ouro na primeira Exposição Nacional de Fotografia de Paisagem, e continuou a vencer por oito ou nove anos. Até que parou. “Comecei a participar em alguns concursos de fotografia na China, e até ganhei algumas medalhas, mas depois de ganhar uma medalha de ouro num concurso, percebi que este prémio não era bem o que queria”, recordou ao HM. Fez uma pausa de três anos em que não disparou a máquina, ao mesmo tempo que trabalhava numa galeria. Em 1990 dedicou-se ao comércio. Wang assume que nunca deixou por completo o mundo das artes, mas, na fotografia, buscava algo mais, algo que ainda não tinha visto na China. “Quando via o trabalho de alguns fotógrafos, tudo me parecia muito normal e tradicional”, como se houvesse uma única forma de fotografar no país, acrescenta. O período em que trabalhou na galeria, e o contacto que teve com outras formas de arte, acabaram por o influenciar esteticamente e fazê-lo regressar à fotografia. Afinal de contas, a paixão ainda estava longe de terminar. “Gosto de fotografia desde criança e não podia desistir. Não fotografei durante três anos, e tentei evitar olhar para livros de fotografia ou [o trabalho] de outros fotógrafos chineses.” A magia dos cavalos À “China Photography”, Wang Zhengping descreveu como chegou a fotografar “os cavalos no Inverno, alugando um pequeno automóvel por 300 yuan por dia”. Na conversa com o HM, destaca o momento em que sentiu uma conexão com o animal. “Na estepe, quando houve uma corrida com centenas de cavalos, tirei uma fotografia. Mas um dos cavalos parou e baixou-se na minha direcção, mas não me magoou. Senti uma ligação, como se os cavalos se baixassem para me salvar.” Imagem sem planos Em 2009, Wang Zhengping foi distinguido com o Prémio Golden Statue de Fotografia da China, o mais prestigiado galardão fotográfico do país. Porém, isso não mudou o olhar humilde que tem sobre o seu próprio trabalho. “Não tenho referências de outros artistas porque, para mim, a fotografia é como um hobby. Pego na câmara e uso-a como uma ferramenta, jogo com ela.” “Na verdade, trabalho como fotógrafo há mais de 40 anos, e posso dizer que sou um fotógrafo profissional. Numa fase inicial procurava ganhar prémios, mas, depois, deixaram de ser importantes. [Percebi que] só através do processo [de fotografar] podia conhecer-me”, como pessoa e como fotógrafo, explicou. Wang Zhengping diz não estar a trabalhar em nenhum novo projecto. Fotografa uns meses e depois pára, conforme “a percepção sobre a sociedade, o mundo e a experiência de fotografia”. “Não me vejo como um artista maravilhoso”, disse. Confessa que desde 2016 que não trabalha mediante um tema. Agora, as imagens que capta vão sendo organizadas em ficheiros pessoais, e depois o tempo decide o destino a dar a essas fotografias. “Posso dizer que todos os lugares do país [China], até de países estrangeiros, vejo o que tenho de fotografar, e só depois é que organizo.” Numa era em que cada vez mais se fotografa com o telemóvel, e em que a inteligência artificial é, crescentemente, produtora de imagens, Wang Zhengping não afasta nenhuma destas possibilidades, apesar de não fotografar muito com o telemóvel. “Qualquer ferramenta que sirva para fotografar é boa. Não importa qual é a câmara. Contudo, prefiro usar máquina fotográfica, para mim é melhor porque não compreendo muito bem como funciona o telemóvel, há muitas funcionalidades que não sei usar. Comecei a usar a câmara digital em 2011 e tinha medo que gozassem comigo por não a saber usar.”
Nunu Wu Manchete PolíticaTransportes | Deputados pedem boa gestão e capacidade de resposta O deputado Leong Pou U interpelou o Governo sobre a necessidade de organização atempada do sistema de transportes a pensar no Verão, a fim de facilitar a deslocação de turistas e residentes. Já Kou Kam Fai pede planos de resposta sobre obras viárias A realização de obras nas vias públicas, o fluxo de turismo e a chegada dos meses de Verão são três factores que preocupam dois deputados. Leong Pou U e Kou Kam Fai apelam à organização atempada do trânsito, a fim de evitar constrangimentos na cidade. A ideia é que as obras possam terminar a tempo de arrancar um novo ano lectivo, em Setembro. Numa interpelação escrita enviada ao Governo, Leong Pou U defendeu que as autoridades devem planear de forma antecipada o novo sistema de transporte antes da chegada das férias de Verão, tendo em conta o aumento do número de turistas e para que a experiência de transporte seja melhorada para os utilizadores. Leong Pou U, ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), recordou que o Governo previu um aumento anual do número de turistas em cerca de dez por cento, para quase 44 milhões de pessoas. “Tendo em conta que o número de turistas vai continuar a subir, a capacidade dos meios de transporte de Macau não consegue aumentar ao mesmo ritmo, e durante os feriados principais é costume formarem-se longas filas nas paragens de autocarros e de táxis. É frequente os autocarros não pararem nas paragens por estarem cheios”, disse. Assim, o deputado quer saber que medidas e planos de resposta tem o Executivo para lidar com a pressão nos transportes públicos durante o Verão. Tendo em conta as várias obras viárias, Leong Pou U quer saber como serão aliviados eventuais impactos na população e turismo. Atenção à escola Também o deputado Kou Kam Fai falou deste assunto em declarações ao jornal Ou Mun, defendendo que as empresas a quem são adjudicadas as obras viárias devem elaborar planos de resposta, de necessidades de mão-de-obra e a respectiva calendarização, para garantir que os trabalhos terminam dentro do prazo previsto, tendo em conta a abertura do ano lectivo 2026/2027. O também director da Escola Secundária Pui Ching disse estar preocupado com a chegada da época das chuvas fortes e tufões, o que pode causar impacto no andamento das obras viárias e atrasar os trabalhos. Kou Kam Fai disse ainda que, nesta altura, é a fase final do ano lectivo 2025/2026, pelo que há apenas algumas actividades específicas em andamento, registando-se menos idas de alunos às escolas no ensino secundário. Por sua vez, nos ensinos primário e infantil há ainda aulas por mais duas semanas.
Nunu Wu Desporto MancheteGrande Prémio de Macau | Presidente da FIA defende Fórmula 4 O presidente da Federação Internacional do Automóvel afastou, para já, a possibilidade de a competição de Fórmula 3 regressar ao circuito da Guia e elogiou a Fórmula 4, que “está cada vez mais forte” O presidente da FIA (Federação Internacional do Automóvel), Mohammed Ben Sulayem, defendeu ontem a aposta na Fórmula 4, em vez do regresso à competição com os Fórmula 3. A posição foi tomada numa conferência de imprensa, durante uma visita ao Kartódromo de Macau, em que o responsável mostrou total abertura para se adaptar e apoiar as necessidades da Associação Geral de Automóvel de Macau (AAMC) e do Grande Prémio de Macau. Quando questionado sobre a possibilidade do regresso da Fórmula 3 ao circuito da Guia, o responsável defendeu que os carros Fórmula 4 são os mais indicados para esta parte do mundo. Actualmente, a prova principal do Grande Prémio é disputada com carros da Fórmula Regional, um nível intermédio entre a Fórmula 3 e Fórmula 4. “Algumas pessoas podem pensar, como estava a falar com o AAMC, que a Fórmula 3 é melhor do que a Fórmula 4. Não, a Fórmula 4 está cada vez mais forte. Se formos a ver, há mais pessoas envolvidas na Fórmula 4 do que na Fórmula 3”, começou por indicar. “E porquê? Porque é muito popular, porque tem preços mais acessíveis e isso é bom para o público”, vincou. Quando questionado sobre o facto de a Fórmula 3 ter maior visibilidade internacional, Mohammed Ben Sulayem considerou que são as provas que constroem essa visibilidade e não as categorias por si. “Nós criamos as categorias de classe mundial, vocês [Grande Prémio de Macau] e os vossos fãs criam as categorias de classe mundial e os fãs também. A classe mundial não se cria a partir do topo, vem da base”, defendeu. “A classe mundial é criada quando as pessoas têm a oportunidade de pegar num carro, participar numa prova qualquer e tentar bater os outros pilotos. Por isso, a Fórmula 4 vai ter um futuro muito bom”, indicou. “[Os Fórmula 4] são campeonatos feitos especificamente para esta parte do mundo. Não acredito que exista uma fórmula que sirva todo o mundo. As necessidades desta parte da Ásia não são as mesmas de outras partes, já para não falar do Médio Oriente, de África ou da América Latina. Por isso sou um grande crente que estamos a criar um campeonato em conjunto, tendo em conta as necessidades do AAMC”, vincou. Sem GP? “Impensável” Mohammed Ben Sulayem destacou ainda que é “impensável” que se deixe de realizar o Grande Prémio de Macau e mostrou-se aberto a mudar as regras que forem necessárias para acomodar os desejos do AAMC. “As regras não foram escritas por Deus. As regras foram escritas por homens e podem ser melhoradas pelos homens”, explicou. “Por isso, para mim, e na FIA, vamos ajustar as regras que for necessário. Não é só ajustar, nós vamos apoiar o Grande Prémio de Macau. E se eles quiserem [AAMC] vamos adaptar e homologar um certo campeonato. Ficaríamos mais do que felizes por fazê-lo, porque para nós a Ásia é muito importante”, prometeu. Mohammed Ben Sulayem está em Macau para participar nas Conferências da FIA deste ano, que decorrem entre 23 e 25 de Junho. No dia 26 decorre, também em Macau, a Assembleia Geral Extraordinária da FIA.
Nunu Wu Manchete SociedadeEspaços públicos | Pedidas punições mais duras para infracções O legislador dos Moradores, Leong Hong Sai, está preocupado com o arremesso de objectos de edifícios altos para a rua e pede que se pondere a criminalização da conduta, mesmo que não haja feridos ou mortos a registar O deputado Leong Hong Sai, ligado aos Moradores, defendeu a necessidade de o regulamento geral dos espaços públicos prever punições mais pesadas. A posição foi tomada durante uma palestra na União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM), realizada na segunda-feira, que visou a discussão do regulamento. Na perspectiva de Leong Hong Sai, as punições previstas no regulamento para certos comportamentos têm de ser revistas pelo Governo. O deputado explicou que actualmente uma pessoa que atire objectos para a via pública não recebe qualquer punição, a não ser que cause danos ou ferimentos. Também quem atira lixo para a rede de escoamento de águas, que depois pode causar inundações, é multado em 600 patacas, quantia tida como insuficiente. “Anteriormente, o Governo abordou este assunto e considerou que o valor da multa em 600 patacas não acompanhou o desenvolvimento social nem responde às expectativas da população”, argumentou Leong. “Achamos que a multa deve ser elevada de forma apropriada para conseguir um melhor efeito dissuasor, para evitar que seja mais barato para os comerciantes deitar o lixo na rede de esgotos, em vez de fazerem o tratamento correcto”, acrescentou. Leong Hong Sai também considerou que a direcção da alteração do regulamento deve ter em conta o grau de perigo criado para o público pelos comportamentos que espera ver penalizados, assim como a reincidência. Lançamento de objectos O legislador vincou também que Macau precisa de acompanhar Hong Kong e o Interior da China, onde a conduta de atirar objectos dos edifícios para a rua é considerada um crime e é penalizada com pena de prisão. Leong Hong Sai afirmou que a intenção de criminalizar o comportamento é criar um maior efeito dissuasor, e que a prisão das pessoas deve acontecer, mesmo quando os actos não causem feridos nem mortos. Sobre este tipo de comportamentos, Leong Hong Sai afirmou ter recebido queixas de vários residentes, principalmente porque é muito difícil identificar os responsáveis pelo arremesso dos objectos para a rua. O legislador defendeu assim um mecanismo de investigação que não privilegie tanto a privacidade, de forma a garantir a segurança pública. “O Governo deve aumentar os mecanismos de videovigilância nos locais onde são registados mais casos de arremesso de objectos para a via pública e onde há maiores riscos para a segurança”, defendeu. O deputado apontou ainda que os residentes também se queixam que o facto de muitos objectos serem deixados nos espaços comuns dos edifícios, como forma de armazenamento temporária, cria riscos acrescidos e bloqueia caminhos de emergência.
Nunu Wu Manchete SociedadeTaipa | Recuperação de terrenos leva a infestação de ratos Um conjunto de terrenos recuperados junto ao empreendimento Nova Grand, em frente ao Parque Central da Taipa, levou a uma infestação de ratos, segundo relatos de residentes nas redes sociais. O Instituto para os Assuntos Municipais promete resolver o assunto Vários residentes da Taipa queixam-se que a recuperação de terrenos junto ao empreendimento Nova Grand, em frente ao Parque Central da Taipa, levou a uma infestação de roedores. Segundo noticiou o jornal Ou Mun, as queixas dos moradores surgiram nas redes sociais, com publicações de vídeos onde se vê um grupo de ratos num dos terrenos. “Actualmente, há muitos ratos na Taipa, nos terrenos recuperados junto ao Nova Grand. Quando é que o Governo pode prestar atenção a este assunto? Há muitas escolas nas proximidades, como a Escola Pui Tou, Escola Secundaria Pui Va, Escola das Nações e Escola dos Moradores de Macau. O Governo deve limpar a relva ou colocar um piso de cimento para que os residentes façam ali exercício. A relva está, actualmente, cheia de pragas e tenho medo que haja uma infestação na Taipa”, lê-se numa das publicações. O jornal Ou Mun entrevistou alguns residentes que afirmam que os ratos andam frequentemente pelos terrenos já desocupados, queixando-se de que muitos invadiram as suas casas, entrando pelas frestas das portas ou pelos canos. Um responsável de uma escola situada nas imediações, que não quis ser identificado, revelou que a instituição de ensino está a prestar muita atenção ao caso e se for necessário vai adoptar medidas em coordenação com as autoridades. O responsável afirmou também que outro problema grave é o panorama de infestação de mosquitos, e pediu o reforço dos trabalhos do Governo para a sua eliminação. Promessas do IAM Na mesma notícia, lê-se que o vice-presidente da Associação Promotora para o Desenvolvimento da Comunidade da Taipa, Lam Ka Chun, disse ter contactado o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) para o organismo acompanhar o caso. O dirigente associativo afirmou ter informado o IAM assim que soube da situação dos ratos, para que haja o menor impacto possível. Entretanto, o IAM já terá enviado funcionários ao local para o tratamento e colocação de ratoeiras. Lam Ka Chun, também membro do Conselho Consultivo para os Assuntos Municipais do IAM, defendeu uma maior inspecção e gestão dos terrenos recuperados e vazios, nomeadamente através da organização corrente da recolha do lixo e corte de relva, a fim de prevenir a infestação de mosquitos e roedores.
Nunu Wu Manchete PolíticaPolícia | Pedida supervisão mais eficaz após caso de prostituição Song Pei Kei sugeriu a criação de mecanismos mais eficazes de controlo das polícias, para evitar que pessoas em posições de poder utilizem os cargos para cometer ilegalidades. Johnson Ian critica as autoridades pela dualidade de critérios na divulgação de informações A deputada Song Pek Kei defendeu a introdução de “melhorias” no mecanismo de supervisão das polícias, após ter sido revelado que o 2º Comandante do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) foi um dos principais suspeitos envolvidos numa rede de prostituição desmantelada. O pedido consta de uma interpelação escrita da deputada ligada à comunidade de Fujian. A deputada elogiou as autoridades por conseguirem indiciar os vários arguidos, em de uma investigação que alegadamente terá durado sete anos. Todavia, para Song Pek Kei, esta situação também mostra que é necessário melhorar a supervisão das polícias e fazer uma revisão do mecanismo de fiscalização existentes. Na perspectiva da legisladora, o actual mecanismo disciplinar dentro das polícias também é insuficiente porque a única forma de lidar com os casos é a penalização ou reparação da situação criadas, depois de serem detectadas as potenciais ilegalidades. Song acredita que esta forma de actuar mostra uma “lacuna estrutural” e que as autoridades deviam ter outras formas de controlar as polícias. Neste sentido, Song Pek Kei quer saber como vai o Governo criar um sistema nas polícias mais eficaz de “avaliação de riscos” das condutas dos agentes, um “sistema regular de rotação de funções” e um mecanismo de auditorias frequentes para “evitar o abuso de poder” pelos agentes em posições de chefias. Críticas abrangentes Song Pek Kei não foi a única a criticar os mecanismos de controlo das políticas. Também o ex-candidato à Assembleia Legislativa, Johnson Ian, censurou o Governo pelo que considerou a falta transparência na divulgação da identidade das chefias envolvidas no caso. Numa coluna de opinião publicada no jornal Son Pou, o também ex-jornalista recordou que na primeira conferência de imprensa sobre o caso, a polícia apenas indicou que estavam envolvidos na rede de prostituição três agentes do CPSP e dois agentes reformados da Polícia Judiciária. Segundo Ian, a transparência exigia que desde o primeiro momento houvesse mais informação sobre os nomes, posição na hierarquia dos envolvidos, assim como a idade. Johnson Ian apontou ainda que a falta de informação nas comunicações das autoridades não impediu que algumas pessoas identificassem os envolvidos, como aconteceu em publicações nas redes sociais, associações locais e até entre jornalistas. O cronista referiu também que alguns internautas conseguiram reconhecer o 2º comandante do CPSP, Leong Heng Hong, devido às roupas que utilizaram na altura em que foi transportado para o Ministério Público, antes de haver confirmação sobre os envolvidos. Outros Casos Johnson Ian argumentou ainda que noutros casos mediáticos, como os que envolveram Ao Man Long, Ho Chio Meng e Kong Chi, as identidades foram reveladas. Porém, desta vez os procedimentos foram diferentes, o que no seu entender apenas contribuiu para haver mais danos à credibilidade. No início do mês, a PJ anunciou a detenção de 26 pessoas, incluindo três polícias e dois agentes reformados, por alegadamente estarem envolvidos numa rede de prostituição. Entre 2024 e o fim das operações, as saunas controladas pelo grupo terão gerado lucros de 790 milhões de patacas. Entre os detidos está Leong Heng Hong, 2º comandante do CPSP.
Nunu Wu Manchete SociedadeTrânsito | Avó e neta atropeladas numa passadeira Ontem de manhã, registou-se mais um atropelamento numa passadeira, desta vez sem consequências fatais. Uma avó e a neta de 5 anos foram colhidas na passadeira por um motociclista que, segundo as autoridades, não prestou atenção à estrada. As vítimas sofreram ferimentos ligeiros nas mãos e pernas Uma senhora de 61 anos e uma criança de cinco anos, avó e neta, foram atropeladas ontem de manhã, por volta das 08h30, por um motociclo, quando atravessavam uma passadeira no cruzamento entre a Avenida do Ouvidor Arriaga e a Rua do Padre João Clímaco. Segundo o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), o condutor do motociclo tem cerca de 50 anos e suspeita-se que não terá prestado atenção à estrada. As autoridades passaram uma multa ao condutor por não ceder prioridade numa passagem para peões. O condutor foi também sujeito ao teste para apurar taxa de álcool no sangue, que deu negativo. As duas vítimas, que são residentes da RAEM, foram transportadas para o Centro Hospitalar Conde de São Januário devido a ferimentos ligeiros nas mãos e pernas, mas o seu estado clínico não inspirou cuidados. Segundo informações do Corpo de Bombeiros citadas pelo canal chinês da TDM, as duas vítimas chegaram ao hospital em estado estável. Em modo repetição Apesar das autoridades não terem especificado a multa que passaram ao condutor, a Lei do Trânsito Rodoviário prevê que a não cedência de passagem a peões implica uma multa entre 600 e 2.500 patacas. Em caso de reincidência, a coima pode variar entre 1.200 e 5.000 patacas, e inibição de condução pelo período de dois a seis meses. É a segunda vez em menos de uma semana que uma criança é atropelada enquanto atravessa uma passadeira nas ruas de Macau. Na noite da passada quarta-feira, um menino de 10 anos faleceu quando uma viatura de sete lugares o atropelou numa passadeira na Avenida do Conselheiro Borja, A morte da criança gerou uma onda de revolta e solidariedade entre a população, inclusive com o Chefe do Executivo a enviar condolências à família, através de uma mensagem lida pelo secretário Wong Sio Chak, numa conferência de imprensa do Conselho Executivo. Sam Hou Fai pretende avançar com uma consulta pública o mais rapidamente possível para alterar a Lei do Trânsito Rodoviário, antecipando a revisão legal que estava apontada para 2028.
Nunu Wu PolíticaLei do trânsito | Ron Lam exige sistema por pontos O ex-deputado Ron Lam U Tou defende que deve ser criado um sistema de pontos na carta de condução para que a lei do trânsito rodoviário tenha um efeito dissuasor mais eficaz. Numa publicação feita na rede social Facebook, Ron Lam lembrou o recente acidente que vitimou uma criança de dez anos, atropelada na passadeira, destacando que o Governo chegou a propor a criação de um sistema de pontuação para as cartas de condução. Tal sugestão constava numa proposta de lei de revisão da legislação rodoviária que caducou, por não ter sido aprovada até ao fim da legislatura. O sistema de pontos na carta consiste na crescente perda de pontos conforme o número de infracções cometidas, podendo levar mesmo à perda da carta de condução. Ron Lam acredita que a proposta anteriormente feita pelo Executivo não seria dissuasora o suficiente por não incluir actos como não cedência de passagem a peões na passadeira, transgressão das regras dos semáforos ou não cumprimento dos limites de velocidade. Assim, o antigo deputado defende que as autoridades devem ter por referência as medidas e a legislação em vigor nas regiões vizinhas, nomeadamente a introdução de meios oficiais de denúncia sempre que haja situações de condução imprópria ou perigosa, ao invés de apenas haver reacção depois da divulgação de vídeos nas redes sociais. Ron Lam pede ainda que as aulas de condução nas escolas reforcem o ensino de uma condução defensiva.
Nunu Wu Manchete SociedadeAtropelamento | Governo envia condolências à família da criança A mensagem de condolências após a morte do menino de 10 anos foi enviada pelo Chefe do Executivo, através de Wong Sio Chak, secretário para a Administração e Justiça e porta-voz do Conselho Executivo. Sam Hou Fai pediu uma revisão rápida da lei do trânsito, com o lançamento para breve de uma consulta pública Com a cidade de luto, após a morte de um menino de 10 anos atropelado numa passadeira na Avenida do Conselheiro Borja, o Chefe do Executivo enviou condolências à família, numa conferência do Conselho Executivo, através do porta-voz Wong Sio Chak. A mensagem foi deixada na sexta-feira, numa altura em que as críticas às políticas de trânsito e à desvalorização da governação de Macau se propagavam online. “Através de mim, o Chefe do Executivo pretende apresentar as condolências à família do rapaz”, afirmou Wong Sio Chak. Embora Sam Hou Fai não tenha estado presente nem tenha dado a cara após o acidente, a ocasião foi utilizada por Wong para revelar as “ordens” do líder do Governo. “O Chefe do Executivo dá grande importância ao acidente, pediu imediatamente ao secretário para a Segurança para organizar as entidades e ir ao local tratar do caso e investigar rigorosamente”, leu o porta-voz do Conselho Executivo e secretário para a Administração e Justiça. “Também pediu à DSEDJ [Direcção de Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude] para prestar as condolências do Governo da RAEM”, acrescentou. Sam Hou Fai terá ainda indicado à DSEDJ e ao Instituto de Acção Social para “prestarem todo o apoio necessário” e “acompanharem” a família a “ultrapassar este momento difícil”. A missiva revelou igualmente que Sam Hou Fai “ordenou” às entidades governamentais que “tomem medidas preventivas para evitar o acontecimento destas tragédias”. “Falta de consenso” Durante a conferência de imprensa Wong Sio Chak foi também confrontado com o facto de a Assembleia Legislativa ter deixado cair a proposta do Governo para alterar a lei de trânsito. Na altura, os deputados afirmaram que não havia condições para aprovar o diploma devido a “problemas técnicos”, “operacionais” e “por falta de maturidade”. Segundo o secretário, a queda do diploma no hemiciclo ficou a dever-se à falta de consenso da sociedade. “Como sabem a Lei de Trânsito Rodoviário, por vários motivos, não conseguiu obter o consenso da sociedade. Durante o processo de revisão legislativa houve certas dificuldades, por isso, no final, com muita pena, não se conseguiu avançar [com a aprovação do diploma]”, apontou. E face às críticas da sociedade face à inacção na revisão da lei, Wong Sio Chak revelou que Sam Hou Fai quer lançar uma nova consulta pública o mais rapidamente possível para alterar a legislação: “No início o nosso plano era de abrir uma consulta pública fazer rever a lei em 2028”, confessou Wong. “Mas, o Chefe do Executivo pediu que se faça a revisão o mais rapidamente possível. Não vamos esperar por 2028, mas ainda não consigo adiantar uma data para o início da consulta”, contou. Doadas mais de 700 mil patacas Uma campanha de doações do jornal Ou Mun arrecadou mais de 700 mil patacas para a família da criança falecida. Segundo a publicação, foram recebidos donativos que totalizaram 667.909 patacas, 52.630 dólares de Hong Kong e 2.000 renminbis. O jornal Ou Mun informou, na noite da sexta-feira, que entregou o dinheiro à Escola Lin Fong Pou Chai, onde a criança estudava. O director da escola, Ho Man Fai, confirmou ter recebido o dinheiro e prometeu entregá-lo à família. Os donativos foram recolhidos, apesar de a família enlutada ter comunicado a partir da escola que não tem dificuldades financeiras. Ainda assim, agradeceu o dinheiro recolhido.
Nunu Wu Manchete SociedadeAcidente | Criança de 10 anos é atropelada na passadeira e morre A morte mais recente por atropelamento em passadeiras mobilizou grande parte da população, que se deslocou ao local para deixar coroas de flores, guloseimas, refeições e chorar. Desde 2013, esta é a segunda morte de crianças em idades escolar em passadeiras da Avenida do Conselheiro Borja Um menino com 10 anos morreu na noite de quarta-feira, depois de ter tentado atravessar a Avenida do Conselheiro Borja, numa passadeira. A criança, atropelada por uma viatura com sete lugares, por volta das 20h18, foi transportada para o hospital, mas declarada sem vida minutos depois. Segundo um vídeo partilhado online, que terá captado parte do atropelamento, é possível ver o veículo a atingir a criança e a passar-lhe por cima, embora, nesse momento, a criança não seja atingida por qualquer roda da viatura. Após o embate, o menino ficou estendido na estrada, enquanto o veículo pára e o condutor se aproxima da criança para verificar o seu estado. Quando as autoridades chegaram ao local, encontraram a vítima no chão, numa grande poça de sangue, pelo que fecharam a via ao trânsito, enquanto eram realizadas as operações de salvamento. A criança foi assistida pelo Corpo de Bombeiros (CB) e transportada, de urgência, para o Hospital Kiang Wu. No entanto, os esforços das equipas de salvamento mostraram-se inglórios, com o menino a ser declarado morto por volta das 20h42. Segundo os dados divulgados pela polícia, tanto a vítima mortal como o condutor são residentes de Macau. O condutor, que tem cerca de 40 anos, realizou o teste do álcool e o resultado foi negativo, o que as autoridades indicaram corresponder às declarações prestadas no local. Segundo as imagens que circularam ontem nas redes sociais, o veículo envolvido no embate é um monovolume com sete lugares, da marca Honda e modelo Stepwgn, com cor preta. Ontem, as autoridades comunicaram que o homem foi indiciado pelo crime de homicídio por negligência, e que o caso foi encaminhado para o Ministério Público (MP). Também foi divulgado que o condutor confessou não ter reparado que havia uma pessoa a tentar atravessar a passadeira. Homenagem geral Ontem, depois das notícias do acidente se terem espalhado nas redes sociais, várias pessoas deslocaram-se ao lugar do atropelamento para prestarem homenagem à vítima. Com o passar das horas, acumularam-se junto do local do atropelamento coroas de flores, doces, brinquedos e até refeições. No local, era ainda possível ver alguns cidadãos emocionados com lágrimas nos olhos. A escola frequentada pela vítima também teve uma reacção pública, ao mudar a cor do portal da escola para tons de cinzento. Ao mesmo tempo nas redes sociais surgiram várias reacções a criticar o condutor por estar ao telemóvel, momento depois do acidente. A matrícula do veículo, que acabou rebocado pelas autoridades para investigação, foi igualmente amplamente partilhada, assim como alegados dados do condutor. As autoridades também foram alvo das críticas, pela complacência face aos condutores ao telemóvel e aos casos de não cedência de passagem nas passadeiras. Histórias repetidas Esta não é a primeira criança a morrer na Avenida do Conselheiro Borja ao tentar atravessar na passadeira. Em Junho de 2013, a cerca de 300 metros do local do acidente de ontem, também um menino com nove anos perdeu a vida. As circunstâncias do acidente são bastantes semelhantes, porque o atropelamento se deveu igualmente ao facto do condutor de uma carrinha não ter cedido a passagem na passadeira e de a criança também estar vestida com o uniforme escolar. O embate aconteceu por volta das 18h30, o menino foi transportado para o Centro Hospitalar Conde de São Januário, onde minutos depois foi declarado morto. Multas a aumentar No ano passado, o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) passou 619 multas por não cedência de passagem nas passadeiras. No entanto, este ano, o número multas está a aumentar. Entre Janeiro e Abril deste ano o número de multas foi de 247, uma subida face ao período homólogo de 17,62 por cento, dado que entre Janeiro e Abril de 2025 o número tinha sido de 210. No ano passado, houve ainda 7.651 pessoas multadas por atravessarem a estrada fora da passadeira. Entre Janeiro e Abril de 2025, houve 3.252 pessoas multadas por este motivo, um número que registou uma queda de 46,43 por cento nos primeiros quatro meses deste ano, com um total de 1.742 multas por esse motivo.