Trabalho | Poder do Povo volta a pedir substituição de TNR ao Governo

A antiga Associação Poder do Povo, que mudou o nome para Residentes de Macau Ajudam-se a Si Próprios, entregou ontem uma carta ao Chefe do Executivo a pedir ao Governo de Sam Hou Fai para apostar na formação de quadros qualificados entre os jovens locais. Apesar da mudança de nome, a associação continua a insistir na substituição de trabalhadores não-residentes (TNR).
Na missiva entregue a Sam Hou Fai, o presidente da associação, Lam Weng Ioi, criticou o programa de captação de quadros qualificados por atribuir “centenas” de BIR de Macau por ano, quando existem trabalhadores locais que correspondem aos critérios do programa. O responsável mencionou o programa para a indústria de big health como exemplo da uma medida que não privilegia os locais, que tem como critérios dois anos de experiência profissional na área e formação universitária.
Além disso, o dirigente pediu paciência às empresas, apelando à aposta em residentes recém-licenciados, e criticou a desactualização das políticas de gestão de TNR.

13 Mar 2026

Economia | Hengqin quer atrair lojas centenárias de Macau

As autoridades de Hengqin querem atrair as lojas centenárias e com características de Macau para a Ilha da Montanha. Para tal, lançaram apoios como a entrega de um subsídio de 300 mil renminbis. As medidas foram divulgadas na quarta-feira, durante uma apresentação das novas políticas de apoio à economia, que decorreu no Centro de Convenções e Exposições IFC de Hengqin.
O evento de quarta-feira visou informar a audiência sobre os benefícios para a economia dos novos apoios, que começaram a ser distribuídos no início do mês e se vão prolongar até ao final de 2029. Também como parte das medidas, consta a intenção de promover uma integração mais profunda entre Hengqin e Macau.
É neste contexto que surgem os apoios para atrair para a Ilha da Montanha as lojas em Macau classificadas pelo Governo da RAEM como “Marca Centenária”, “Marca Típica de Macau” ou “Lojas com Características Especializadas e Delicadas”. Segundo o Executivo, que atribui as distinções, as marcas centenárias são as que têm “um legado histórico centenário, uma base cultural profunda e distintiva e possuem técnicas únicas”. As marcas típicas têm “uma longa história” ou “produtos, técnicas ou serviços herdados e transmitidos de geração-em-geração”. Finalmente, a classificação das Lojas com Características Especializadas e Delicadas distingue as lojas com “boa qualidade e integridade” que obtêm “uma reputação favorável”.
De acordo com as novas medidas aplicadas em Hengqin, se as subsidiárias destas lojas se estabelecerem no território e cumprirem os requisitos do programa, depois de operarem durante um ano têm direito a um apoio financeiro de 300 mil renminbis, pago de uma vez.
As medidas de apoio visam também a economia de baixa altitude, como a distribuição de drones, passeios turísticos de helicóptero e espectáculos de drones.

Tudo orquestrado
Segundo o comunicado da Direcção dos Serviços de Desenvolvimento Económico da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, o chefe da Divisão de Cultura, Turismo, Convenções e Exposições e Comércio, Lam In Kit, destacou que as medidas estão alinhadas com os objectivos da segunda fase de desenvolvimento da zona de cooperação, que passa por uma melhor integração de Hengqin e Macau.
O responsável apontou que as medidas constituem um sistema de apoios de “modernização industrial, diversificação negocial e actualização dos serviços”, que assim vai abranger mais pessoas e empresas, na esperança de que se injecte uma nova dinâmica na transformação de Hengqin numa Ilha Internacional de Turismo e Lazer e numa zona turística com classe mundial.
Durante a apresentação das medidas, foi também anunciado que o acesso aos apoios para as Pequenas e Médias Empresas vão ser facilitados. No caso das PME com volumes de negócios de 300 mil a um milhão de renminbi, haverá um pagamento de um apoio no valor de 5 por cento do volume de negócios, que não pode ser superior a 50 mil renminbis. Se o volume de negócios ultrapassar um milhão de renminbis, as empresas podem obter um bónus de dez por cento do volume, limitado a um máximo de 100 mil renminbis.

13 Mar 2026

Economia | Pedido regresso de cupões de consumo

A Associação Industrial e Comercial de Macau defende uma economia híbrida, com períodos em que as PME vivem com base no aumento de turistas, nas épocas altas, e nos apoios ao consumo, durante as épocas baixas

 

Face à redução do número de turistas em Macau, no pós-Ano Novo Lunar, o presidente executivo da Associação Industrial e Comercial de Macau, Ng Wah Wai, defendeu mais medidas de incentivo ao consumo interno, como os cupões de desconto. A posição de Ng foi partilhada em declarações citadas pelo jornal Ou Mun.

Segundo a Associação Industrial e Comercial de Macau, os cupões de desconto são uma forma eficiente de promover a economia durante os períodos em que há menos turistas no território. Ng defendeu uma economia híbrida, com períodos em que as Pequenas e Médias Empresas (PME) conseguem viver apenas com as receitas adicionais dos turistas, durante as épocas altas, e outros em que face à redução dos visitantes, as PME recebem a ajuda dos cupões de consumo.

Ng Wah Wai avisou igualmente que o número de visitantes em Macau vai continuar a diminuir gradualmente nos próximos meses, pelo que a distribuição de cupões é vital para impulsionar a economia comunitária, e aliviar as preocupações das PME.

O presidente executivo da Associação Industrial e Comercial de Macau apelou também ao Executivo para que pondere permitir a utilização dos cupões em mais sectores, além da restauração e do retalho, e que aumente o montante directamente atribuído aos idosos.

Novos modelos

A possibilidade de serem distribuídos mais cupões de consumo foi abordada também por Matthew Liu Ting Chi, docente da Faculdade de Gestão de Empresas da Universidade de Macau.

Liu defendeu o programa dos cupões, por considerar que numa perspectiva macroeconómica e microeconómica estas medidas de incentivo ao consumo trazem efectivamente uma nova vitalidade ao mercado.

No entanto, o académico sugeriu que o Executivo pondere alterar o modelo utilizado nas últimas edições de atribuição de cupões. Até agora, este tipo de programas tem funcionado com os cupões a poderem ser obtidos por sorteio, realizado com base no consumo efectuado nos dias de semana. Os cupões podem depois ser utilizados no fim-de-semana imediatamente seguinte ao sorteio, e apenas nesses dias. Liu Ting Chi sugere um novo modelo em que as pessoas só se podem habilitar aos cupões quando consomem ao fim-de-semana, podendo depois utilizar os descontos durante os dias da semana.

O académico pediu também um período mais longo para a utilização dos cupões, além do fim-de-semana imediatamente a seguir à atribuição, para permitir novos padrões de consumo.

Desta forma, o académico da UM acredita que o consumo vai abranger mais sectores, além dos supermercados, farmácias e restaurantes, os sectores mais beneficiados pelas medidas anteriores.

12 Mar 2026

IAM | Calçada portuguesa pode ser de material antiderrapante

A calçada portuguesa fora das zonas históricas pode ser substituída por material antiderrapante, mantendo o padrão e design original, segundo um responsável do Instituto para os Assuntos Municipais. Nas zonas históricas, as autoridades vão manter a calçada, um dos elementos distintivos da cidade

 

A calçada portuguesa pode ser substituída por outro tipo de pavimento, antiderrapante, mas mantendo o mesmo tipo de padrão e estética. A ideia foi avançada ontem por Ng Chi Lun, do Departamento de Vias Públicas e Saneamento do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM), durante o programa Fórum Macau do canal chinês da Rádio Macau.

O responsável afirmou que o seu departamento irá continuar a vistoriar e optimizar as calçadas portuguesas nas zonas históricas da cidade, assim como nas zonas tampão, adjacentes a áreas sujeitas a protecção patrimonial.

O tema principal do dia foi a campanha de limpeza da cidade, que irá avançar no fim do mês. Segundo indicou o presidente do IAM, Chao Wai Ieng, a campanha deste ano será mais abrangente do que a do ano passado, e com maior duração. “Lançámos a campanha pela primeira vez no ano passado, com a participação de vários serviços públicos, associações e instituições, no total de cerca de 50 mil pessoas. Montámos pontos de consulta e exposição nos bairros residenciais e elevámos a consciência da população para a manutenção de ambientes urbanos higiénicos e limpos, e para o combate aos ratos”, indicou o presidente do IAM.

Chegar mais longe

Chao Wai Ieng afirmou também que este ano o IAM pretende reforçar a frequência de acções de limpeza em edifícios sem assembleia de condóminos, organização de moradores ou uma empresa que tome conta da administração.

O lixo foi no ano passado a causa da larga maioria das queixas recebidas pelo Grupo de Trabalho de Embelezamento e Limpeza da Cidade, que deu seguimento a 7.489 denúncias relativas a higiene e beleza das ruas. Destes quase 7.500 casos, cerca de 97 por cento foram resolvidos.

Também no ano passado, o IAM puniu cerca de 15 mil infrações por motivos higiénicos, mais de metade relacionados com acumulação de lixo nas vias públicas. Quanto às infracções cometidas por turistas, as mais frequentes foram deitar lixo no chão ou cuspir.

O chefe do Departamento de Higiene Ambiental e Licenciamento do IAM, em resposta a um ouvinte, afirmou que o Parque Central da Taipa se destaca como um dos locais alvo de mais queixas devido à presença de fezes de cão.

12 Mar 2026

Tecnologia | Defendida criação de leis para robôs humanóides

O conselheiro Zeng Zengwei defendeu a criação de legislação para regular a circulação de robôs humanóides em Macau, depois da aparição na RAEM, na semana passada, de um vídeo que se tornou viral nas redes sociais de uma mulher a ralhar com um robô

O membro do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Norte, Zeng Zengwei, defendeu a necessidade de criar legislação para regular o desenvolvimento dos robôs humanóides. A posição foi tomada numa reunião do conselho na quarta-feira, depois de um primeiro aparecimento de um robô humanóide nas ruas, mas antes do episódio mais recente, quando uma mulher foi filmada a dar um sermão a um robô.

Na intervenção da reunião, Zeng Zengwei alertou para os perigos que os robôs podem constituir, principalmente quando circulam junto de escolas e outros equipamentos sociais, em zonas com maior densidade populacional. “Recentemente um robô humanóide foi visto a circular nas ruas, como forma de promoção de uma empresa. O robô humanóide apareceu nas proximidades das escolas e de paragens de autocarros, locais densamente povoados”, descreveu o conselheiro. “No entanto, durante a caminhada, o robô teve vários encontrões pequenos, mas frequentes, com transeuntes. Eu testemunhei um desses encontrões com um estudante, quando este aguardava pelo autocarro”, revelou.

Uma vez que os robôs são máquinas e que a circulação entre a população pode implicar a causa de danos, em casos de avarias ou circunstâncias inesperadas, Zeng Zengwei indicou que é preciso definir um regime sobre as responsabilidades legais, em caso de acidentes e ferimentos.

Protecção de dados

O conselheiro surgiu assim a elaboração de “leis relacionadas com robôs humanóides, particularmente focados nas ameaçadas à segurança e ordem” durante a utilização dos espaços públicos, assim como a regulação da captação de imagens, para garantir o respeito pela lei da protecção de dados pessoais.

Além disso, foi igualmente defendida a necessidade de fazer um registo sobre os robôs humanóides que utilizam as ruas locais, assim como a criação de um sistema de certificação de segurança.

Apesar das críticas, o conselheiro destacou a importância do desenvolvimento tecnológico e do espírito empreendedor.

A mais recente polémica com robôs humanóides aconteceu na sexta-feira à noite, quando uma das máquinas foi levada por agentes do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), de acordo com as publicações nas redes sociais, sem que se tenha havido qualquer tipo de explicações públicas. O HM questionou as autoridades sobre o episódio, mas até ontem não recebeu qualquer resposta sobre o episódio. Antes da “detenção” do robô, uma mulher foi filmada a ralhar com o humanóide e a chamar-lhe maluco, depois de ter ficado assustada com a presença da máquina. Em reacção o robô levanta os braços, o que levou a mulher a abandonar o local.

10 Mar 2026

Hong Kong | Roubados 10 milhões a residente de Macau e familiar

Um residente de Macau e um familiar de Hong Kong foram alvo de um roubo de cerca de 10 milhões de dólares de Hong Kong, na sexta-feira, na estação do metro Sheung Wan. O caso foi revelado pela polícia de Hong Kong, e os ladrões detidos logo no local.

Segundo a informação divulgada em conferência de imprensa, as vítimas foram roubadas por dois ladrões, depois de serem ameaçadas com uma faca. O roubo aconteceu logo depois de o residente de Macau e o familiar terem trocado moeda numa loja de câmbio em Hillier Street. Nessa operação, as vítimas trocaram dólares americanos e renminbi pelos 10 milhões de dólares de Hong Kong.

Após o assalto, os ladrões foram detidos, porque os agentes apareceram rapidamente no local. Também um polícia interceptou um carro que se encontrava nas proximidades e deteve o condutor, que é tido como cúmplice dos detidos.

O superintendente de polícia, Lo Ka Chun, revelou que durante o assalto e a detenção, apenas o residente de Macau ficou ferido, de forma ligeira, numa mão. Os ferimentos aconteceram durante a resistência inicial face ao roubo, e apesar de não serem graves, o residente de Macau foi conduzido ao Hospital Queen Mary.

Lo Ka Chun reconheceu ainda que a polícia já tinha recebido uma denúncia para a possibilidade de uma associação criminosa estar a planear este roubo. Segundo a investigação inicial, os três detidos são portadores do bilhete de identidade de residente de Hong Kong e um dos deles tem passaporte filipino. Além disso, alguns detidos têm ligações com as tríades. Este é o terceiro caso do género, nos últimos três meses, em Sheung Wan.

9 Mar 2026

Turismo | Pedida maior capacidade nas fronteiras e análises de consumo

Apesar de os números de turistas que visitaram Macau durante os feriados do Ano Novo Lunar terem batido todos os recordes, a economia comunitária e o comércio dos bairros residenciais não foi beneficiada. Este tem sido um dos paradoxos económicos do território, que vive a duas velocidades, que teima em não ser resolvido e que foi tema ontem de uma palestra do Centro da Política da Sabedoria Colectiva, conduzida pelo deputado Ngan Iek Hang.
O legislador eleito pela lista dos Moradores enalteceu os esforços do Governo na organização de actividades nos bairros fora dos circuitos turísticos, mas apelou a que estes eventos e atracções sejam mais publicitados nas redes sociais chinesas. A promoção é importante para permitir aos visitantes planearem o percurso pela cidade, criando alternativas aos pontos mais conhecidos.
O deputado defende também que os postos fronteiriços devem reforçar a sua capacidade para conseguirem processar o volume crescente de travessias, em especial nas Portas do Cerco, Qingmao e Hengqin.

Fazer mais e melhor
Em relação ao consumo de turistas nos bairros residenciais, Ngan Iek Hang recordou que o Governo lançou vários programas, como as lojas com características próprias, que não surtiram o efeito desejado. Apesar disso, defende que são precisas mais medidas e empenho dos comerciantes para atingir os objectivos desejados.
Porém, o legislador entende que o Governo deveria analisar detalhadamente as tendências de consumo nas lojas e restaurantes dos bairros, de forma a elaborar medidas precisas que correspondam ao desenvolvimento económico dessas zonas da cidade.
Os transportes e ligações entre as várias zonas da cidade são outro ponto que pode ser melhorado. “Nos próximos feriados, deveríamos reordenar as carreiras de autocarro e melhorar as condições pedestres, permitindo aos visitantes conhecerem as proximidades de zonas como NAPE e Horta e Costa”, afirmou, exemplificando a possibilidade de publicitar percursos que podem ser feitos a pé, usando o Túnel da Guia e pela zona do Conselheiro Ferreira de Almeida.
A palestra que decorreu ontem teve como convidado o presidente da Federação da Indústria e Comércio de Macau Centro e Sul Distritos, Lei Cheok Kuan, que enalteceu o trabalho de comunicação feito pelo Governo no caso da zona pedonal na Rua de Nossa Senhora do Amparo. O responsável indicou que 98 por cento dos comerciantes da zona reportaram melhorias nos negócios durante os feriados do Ano Novo Lunar, algo que não se verificou no ano anterior.

6 Mar 2026

Irão | Petróleo e fecho do Estreito de Ormuz inflaciona produtos lusos

Sequelas da guerra no Irão vão fazer-se sentir nos preços de produtos importados da Europa, incluindo de Portugal. O transporte marítimo de carga poderá demorar mais de três meses, quando no passado bastava apenas um mês. A Associação dos Fornecedores de Macau alerta ainda para a subida do preço do petróleo e o fecho do Estreito de Ormuz

 

Além do sangue derramado no Médio Oriente, a ofensiva nos Estados Unidos e Israel contra o Irão, e a resposta de Teerão terá repercussões na economia global, com Macau a não ficar imune, apesar das lições aprendidas durante a pandemia.

O presidente da Associação da União dos Fornecedores de Macau, Ip Sio Man, prevê que os preços de produtos importados vão subir, com particular incidência sobre as trocas comerciais entre a Europa e a Ásia através de transporte marítimo. Em declarações ao jornal Ou Mun, o representante afirmou que a guerra no Médio Oriente e o encerramento do Estreito de Ormuz à navegação irá atrasar ainda mais os transportes marítimos de carga que alimentam as relações comerciais entre a Europa e a Ásia.

O responsável indica que antes das tensões no Mar Vermelho, provocadas pelo bloqueio dos Hutis do Iémen em resposta ao genocídio em Gaza, o transporte de navios de carga entre a Europa e Ásia já havia aumentado de um para dois meses. Com a nova ofensiva e o encerramento do Estreito de Ormuz, o transporte pode ultrapassar os três meses.

Entre os produtos importados por Macau que podem ser mais afectados, Ip Sio Man destacou o vinho, azeite e produtos enlatados portugueses.

Contentores e prateleiras

O efeito económico do conflito irá também fazer-se sentir no aumento do preço do petróleo, que por sua vez vai empurrar a inflação dos custos de transporte. O dirigente associativo aponta que actualmente um contentor de carga custa 10 mil patacas, mas que esse valor irá subir de certeza, acrescido pelos receios de volatilidade cambial.

Todas estas condicionamentos vão fazer-se sentir ainda antes dos produtos chegaram às prateleiras dos supermercados e superfícies comerciais. As demoras no transporte obrigarão comerciantes a alargar o inventário e o ciclo de armazenamento poderá passar de dois a três meses para um período que pode chegar a meio ano. Esta disrupção resultará no aumento dos custos de armazenamento.

Face a todos estes factores, Ip Sio Man conclui que é inevitável o aumento dos preços dos produtos importados. Recorde-se que no ano passado, o índice de valor unitário das exportações subiu 1,9 por cento em termos anuais, naquela que foi a subida mais alta dos últimos 12 anos.

Também a guerra tarifária entra nestas contas. Ip Sio Man afirma que os custos de produção interna nos Estados Unidos aumentaram com as tarifas de Donald Trump, elevando a pressão sobre as indústrias de manufactura a nível global e tornando mais caro o comércio internacional e as importações.

Porém, o responsável realça que os produtos europeus representam uma fatia relativamente pequena no mercado de Macau, excluindo nos bens de luxo e dos produtos lácteos (que ocupam o segundo lugar em termos de local de origem).

Em relação a este panorama, Ip Sio Man afirma que na sequência da pandemia da covid-19, muitos fornecedores locais se viram forçados a descentralizar as cadeias de fornecimentos, procurando fontes produtoras mais próximas.

Por isso, apesar de manterem as fontes dos produtos europeus, os fornecedores de Macau passaram a comprar mais produtos lácteos na Austrália, Nova Zelândia e Interior da China, suavizando o impacto da cadeia logística europeia.

5 Mar 2026

Justiça | Advogados de todos os arguidos do caso Lee Sio Kuan negam crimes

Lee Sio Kuan e Wu U Choi estão acusados pelo Ministério Público de 48 crimes de falsificação de documento e 235 crimes de corrupção eleitoral

Os 18 arguidos do caso de corrupção eleitoral que envolve a lista Ou Mun Kong I, candidata às eleições legislativas de 2021, recusaram ter cometido qualquer crime. A posição foi tomada no Tribunal Judicial de Base (TJB), na segunda-feira, pelos advogados de defesa, durante a realização das alegações finais do julgamento. Por sua vez, todos os arguidos optaram por manter-se em silêncio.

Lee Sio Kuan, mandatário e cabeça-de-lista da Ou Mun Kong I, e Wu U Choi estão acusados de 48 crimes de falsificação de documento e 235 crimes de corrupção eleitoral. Che Mio Peng e os restantes 15 arguidos foram acusados por um crime de corrupção eleitoral.

Segundo o Ministério Público (MP), Lee Sio Kuan financiou, organizou e ofereceu uma excursão de meio dia a mais de 200 residentes, que incluiu um guia turístico, refeições e presentes com slogans de apoio à lista.

A acusação considera que a oferta da viagem teve como objectivo levar os eleitores a assinar o formulário da lista, no âmbito da recolha das 300 assinaturas para constituir a comissão de candidatura, entregue à Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL).

O advogado de defesa de Lee Sio Kuan considerou que o seu cliente não é culpado do crime de falsificação de documento, porque agiu com negligência, sem dolo. Face ao elevado número de formulários de apoio à comissão de candidatura, o advogado reconheceu que Lee agiu com descuido, e que se tivesse tido consciência da existência de assinaturas falsificadas que teria impedido a submissão das mesmas.

Quanto às acusações de corrupção eleitoral, o advogado argumentou que não houve premeditação da excursão, e que Lee sio Kuan não pediu nem ordenou directamente às outras pessoas que organizassem a excursão.

Os papéis de Wu e Che

Na perspectiva do MP, Wu U Choi e Che Mio Peng foram também fundamentais para a viagem, uma vez que ajudaram na organização e convidaram residentes para participar no evento.

No entanto, o advogado de Wu U Choi recusou esta versão. Segundo o mandatário, o seu cliente realizou a excursão com base numa lógica estritamente comercial, desconhecendo as razões e os objectivos da organização. O advogado afirmou que as provas apresentadas ao longo do julgamento pelo MP referentes à falsificação de assinatura são insuficientes para provar a prática dos crimes.

Por sua vez, o advogado de Che Mio Peng revelou que a arguida não conhecia bem Lee Sio Kuan, e que o seu envolvimento nas excursões se ficou unicamente a dever ao facto de ter uma rede de conhecimentos ligada ao turismo no Interior. O defensor de Che também afirmou que a sua cliente apenas agiu devido a um pedido de Wu U Choi, e que nunca teve intenção de influenciar os residentes a assinarem os formulários de constituição da comissão de candidatura. O advogado de Che Mio Peng também referiu que a cliente não assinou o formulário nem recebeu benefícios directos.

Em relação à defesa dos restantes arguidos, os advogados justificaram a participação nas viagens e a assinatura dos formulários com a pouca instrução dos clientes, muitos deles idosos, com baixo nível de escolaridade, havendo inclusive analfabetos, que não conseguiam entender as consequências dos seus actos. A leitura da sentença está agendada para 10 de Abril.

4 Mar 2026

Ensino | Arrancaram entrevistas para o pré-escolar

Começaram as primeiras entrevistas de admissão ao ensino pré-escolar. Este ano, as autoridades contaram cerca de 3.600 crianças que vão entrar nos infantários de Macau. Entretanto, Governo e escolas procuram adaptar-se à baixa natalidade

Começaram no domingo, em 11 escolas, as primeiras vagas de entrevistas de admissão para alunos que se estreiam no ensino pré-escolar. Segundos dados do Governo, entraram no sistema este ano cerca de 3.600 crianças.

Para acompanhar o processo, o subdirector dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), Wong Ka Ki, visitou uma das primeiras escolas a iniciar o plano de admissão, a Escola dos Moradores de Macau.

Segundo o director da escola, Kong Chio Iok, o número de crianças matriculadas este ano é semelhante ao ano passado. Porém, o tema da baixa natalidade foi incontornável durante a visita dos responsáveis da DSEDJ, de acordo com o relato feito pelo jornal Ou Mun.

Para já, o director da escola prevê que irá manter entre duas ou três turmas do primeiro ano do ensino infantil. Sob o declínio da taxa de natalidade, Kong Chio Iok entende que poderá trazer oportunidades para redefinir currículos, corpo docente, assim como melhorar a qualidade do ensino. Como tal, o director espera que o Governo lance medidas temporárias, ou a curto prazo, para garantir a estabilização dos recursos educativos e dos professores.

Ouvir o sector

O director da Escola dos Moradores de Macau revelou ainda que a nova escola na Zona A dos Novos Aterros deverá ser inaugurada no ano lectivo 2028/2029, e que a rede de escolas afectas à associação irá sofrer alterações, com a secção do ensino secundário a mudar-se para a Zona A, e que as instalações actuais nas Portas do Cerco vão passar a servir o ensino primário e infantil.

Por seu turno, Wong Ka Ki afirmou que para responder ao declínio da taxa de natalidade, a DSEDJ comunicou com escolas e académicos para recolher opiniões e planear medidas de apoio. O responsável indicou que o Governo vai ajudar as escolas a alargar o escopo do ensino, explorando áreas de educação fora do ensino regular, com conteúdos curriculares dirigidos a adultos e educação contínua.

Wong Ka Ki acrescentou ainda que a formação de professores será alargada e que as escolas podem contar com o apoio do Governo na organização de cursos extracurriculares.

3 Mar 2026

Alta velocidade | Arrancam obras do segmento Hezhou-Hengqin

O Governo de Guangdong vai começar a construção o segmento Hezhou-Hengqin do comboio de alta velocidade da linha Guangzhou-Zhuhai-Macau este ano, segundo foi anunciado num comunicado onde é traçado o balanço de trabalhos realizados na província. Este troço terá condições para se ligar ao metro ligeiro de Macau.

Além disso, Guangdong está também a programar o projecto da linha do comboio de alta velocidade que liga Hong Kong, Shenzhen, Zhuhai e Macau, com vista a promover a integração de Hengqin e Macau na rede ferroviária de alta velocidade do país. Segundo os dados da linha Guangzhou-Zhuhai-Macau, o percurso completo tem aproximadamente 190 quilómetros de extensão, começando na Estação Ferroviária Norte de Guangzhou, passando pelo Aeroporto Internacional de Guangzhou Baiyun, Huangpu Yuzhu, Guangzhou Nansha, cidade Zhongshan, Hezhou, que pertence ao distrito de Zhuhai, chegando depois ao Posto Fronteiriço de Hengqin.

Tanto com o segmento do comboio com ligação ao metro ligeiro da RAEM, como no caso do projecto de alta velocidade que liga as duas RAE’s, Shenzhen e Zhuhai, as autoridades da província vão tentar que estejam integrados no planeamento nacional de infra-estruturas, com decisão do Governo Central.

27 Fev 2026

Economia | Wong Un Fai fala em “janela de oportunidade” para Macau

Wong Un Fai, vice-secretário-geral da associação para o Desenvolvimento de Macau, defendeu, num artigo de opinião publicado no jornal Ou Mun, que a economia do território tem actualmente “uma janela de oportunidade” tendo em conta que Macau está a atravessar um período de transformação das suas indústrias, sendo que o caminho é para que haja um desenvolvimento mais saudável e diversificado.

O responsável recordou que o Produto Interno Bruto (PIB) de Macau recuperou cerca de 90 por cento face aos números pré-pandemia, sendo que o turismo continua a representar uma importante fatia do PIB. Wong Un Fai não esqueceu que o mercado imobiliário revelou, em Janeiro, transacções mais activas, com mais de 800 casos de pedido de isenção de selo. Tal representa um nível mais elevado face ao nível médio mensal dos pedidos do ano passado.

No artigo de opinião é referido, porém, que esta recuperação económica não é sentida em todos os sectores, tendo em conta que os benefícios para o turismo continuam a verificar-se em alguns locais e os bairros comunitários continuam a ter falta de visitantes. Quanto ao consumo, está dependente dos festivais que se realizam, lembrou.

Wong Un Fai disse ainda que os anos de pandemia mostraram como a economia de Macau pode ficar vulnerável se depender de um único sector, pelo que agora, em plena recuperação económica, há espaço para avançar com reforma e planeamento.

Em relação ao Governo, o dirigente associativo diz que é necessário um maior esclarecimento público das políticas e que haja uma perspectiva mais alargada, pois o mercado não gosta de incerteza. Por isso, na sua visão, o Executivo tem de continuar a dar sinais em prol da estabilidade das previsões económicas e da construção de um “ciclo virtuoso” de investimento e inovação.

Wong Un Fai concluiu que a economia de Macau já saiu do ponto mais baixo, mas falta ainda terminar a sua mudança estrutural.

25 Fev 2026

Nick Lei quer reforçar mecanismos de combate ao trabalho ilegal

Nick Lei, deputado à Assembleia Legislativa (AL), considera que é necessário reforçar, em Macau, o combate ao trabalho ilegal. Nesse sentido, enviou ao Governo uma interpelação escrita pedindo que o Governo reveja a lei, no sentido de preencher as lacunas existentes no combate ao emprego ilegal, a fim de aumentar as penalizações e elevar os custos de manter trabalhadores ilegais.

A ideia surgiu ao deputado depois do caso de uma equipa de fotógrafos que vieram a Macau fotografar um casamento realizado junto a uma estrada em Ka-Hó, Coloane. Segundo referiu o deputado, não só o responsável da equipa era suspeito pelo trabalho ilegal, como o motorista e outro trabalhador não residente, que participou no evento, eram suspeitos de trabalhar mediante outra categoria profissional sem aquela para a qual tinham obtido autorização.

Nick Lei destaca que este caso chamou a atenção da sociedade quanto à importância do combate ao trabalho ilegal.

Neste sentido, o legislador entende que, nos últimos anos, o fenómeno do trabalho ilegal tem vindo a tornar-se mais oculto, envolvendo novas indústrias. O deputado destaca que, em publicações de redes sociais do Interior da China, há empresas e profissionais que divulgam negócios ou serviços como a remodelação de casas, serviços de fotografia, maquilhagem, guia turístico e catering.

“O Governo disse que ia supervisionar as informações divulgadas em redes sociais, promovendo uma coordenação entre departamentos para reforçar essas inspecções, mas os efeitos não são muito claros. Será que o Executivo pode comunicar com os diferentes sectores, através de plataformas da comunicação social, a fim de criar um mecanismo imediato de denúncias, a fim de aumentar a sua eficácia?”, questionou.

Dados desactualizados

Nick Lei argumentou que o regulamento sobre a proibição do trabalho ilegal está em vigor há 21 anos, e os montantes das penalizações estão desactualizados para a sociedade moderna actual, face ao número de infracções que continua a aumentar.

Quanto aos dados de trabalho ilegal, Nick Lei espera que o Governo possa apresentar estatísticas mais detalhadas, ao invés de apenas divulgar o número de inspecções realizadas e as pessoas interceptadas. “Será que o Governo pode apresentar detalhes sobre o conteúdo destes dados, divulgando, por exemplo, qual o tipo de infracção realizada, a categoria profissional e a residência original, para que os sectores sociais prestem atenção e seja possível procurar resoluções?”, questionou.

25 Fev 2026

Pensões ilegais | Exigido combate a anúncios online

Song Pek Kei apela ao combate a quem publica nas redes sociais anúncios a oferecer hospedagem ilegal em casas particulares, e que as contas sejam banidas. Tanto a deputada, como o empresário do turismo Andy Wu realçam a fraca oferta de alojamento legal a preços económicos como uma das razões para irregularidades

Umas semanas antes dos feriados do Ano Novo Lunar, no fim de Janeiro, começaram a surgir nas redes sociais, principalmente nas chinesas, anúncios para o aluguer de quartos para turistas que estavam a ponderar visitar Macau nos feriados. Apesar do fenómeno não ser uma novidade na região, algumas publicações ofereciam “camas” em Macau entre 100 e 150 renminbis. Song Pek Kei voltou a insurgir-se contra as pensões ilegais. Num artigo publicado ontem no jornal do Cidadão, a deputada ligada à comunidade de Fujian sugere que o Governo estabeleça um mecanismo de coordenação com as redes sociais, como a Douyin (o TikTok chinês), para eliminar publicações com ofertas de quartos em pensões ilegais e banir as contas que as partilham.

A deputada considera que, finda a pandemia e a paralisia do turismo, o fenómeno das pensões ilegais regressou em força, com mais casos face ao passado, acompanhando o aumento do número de turistas que visita Macau e os recordes sucessivos de entradas.

Recorde-se que nos primeiros 20 dias do ano, as autoridades inspeccionaram 25 apartamentos suspeitos de prestação ilegal de alojamento, dos quais 17 foram selados.

Song Pek Kei salientou que as pensões ilegais persistem com base em duas situações: os preços pouco acessíveis e fraca oferta de hotéis económicos, e as pessoas que estão em Macau em excesso de permanência. A deputada indicou que neste momento, cerca de 6.000 pessoas estão no território em excesso de permanência.

Da concorrência

Com quartos de hotel a preços incomparáveis em Zhuhai, tanto Song Pek Kei, como o empresário de agência de turismo e dirigente associativo Andy Wu consideram que a oferta hoteleira local de baixo custo não é suficiente, apesar das alterações legais que passaram a permitir a oferta de hotéis-cápsula. Opinião partilhada pelo presidente da Associação de Indústria Turística de Macau, Andy Wu, que também ao jornal do Cidadão destacou a pouca oferta de opções de baixo custo.

Para o dirigente, a oferta de acomodação para turistas que estejam ilegalmente em Macau prejudica o desenvolvimento saudável da indústria do turismo.

Além disso, apontou que os preços entre os hotéis económicos e os hotéis de cinco estrelas não são assim tão diferentes, principalmente em dias úteis, e que estão longe os valores praticados em Zhuhai, com quartos entre 100 e 200 renminbis.

24 Fev 2026

Associação dos Advogados de Macau declara apoio à lei de Comissão de Defesa da Segurança do Estado

A Associação dos Advogados de Macau, presidida pelo ex-deputado Vong Hin Fai, considera razoáveis e necessários os requerimentos exigidos pela proposta de lei que irá regular a Comissão de Defesa da Segurança do Estado. Num artigo de opinião assinado pela associação, publicado no jornal Ou Mun, é defendido o veto à participação de advogados em qualquer processo considerado de alguma forma relacionado com a segurança nacional
No texto, a associação argumenta que muitos países e regiões têm leis semelhantes, apontado os exemplos do Estatuto de Advogado especial no Reino Unido e no Canadá, a lei de procedimentos de informações classificadas nos Estados Unidos da América e o regulamento dos praticantes de direito em Hong Kong.
Todos os regimes mencionados pela AAM têm por base sistemas jurídicos do estilo Common Law, a tradição britânica, que contrasta com a realidade de Macau, que adopta um sistema legal da chamada tradição continental, com raízes na Alemanha e França e que vigora também Portugal.

Apoio total
A associação também disse que concorda e apoia a proposta de lei, por considerar que avança e melhora as atribuições e as competências da comissão enquanto “aplica completamente a perspectiva geral da segurança nacional”.
A associação cita ainda a nota justificativa para vincar que “a defesa da segurança do Estado constitui uma responsabilidade constitucional da RAEM”.
A Associação dos Advogados de Macau destacou também que Macau tem de “implementar as decisões e instruções do Governo Central no âmbito da segurança nacional” e que esta proposta de lei ao reforçar os poderes da comissão vai manter “a coerência com as normas da lei da segurança nacional de Hong Kong” e “articular-se com a Lei Eleitoral para o Chefe do Executivo e a Lei Eleitoral para a Assembleia Legislativa”.

12 Fev 2026

Metro Ligeiro | Correspondência com autocarros ainda este ano

Quem apanhar um autocarro público depois de sair do Metro Ligeiro vai ter um desconto na tarifa, à semelhança do que se verifica com os autocarros. A medida será implementada ainda este ano. O transporte ferroviário vai passar também a ter torniquetes e pagamentos electrónicos

A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) vai implementar este ano a correspondência de tarifas entre o Metro Ligeiro e os autocarros públicos, permitindo pagar um bilhete com desconto no segundo transporte entre o Metro Ligeiro e o autocarro, ou vice-versa.

A medida deverá arrancar este ano, confirmou ontem o subdirector substituto da DSAT, Mok Soi Tou, aos microfones do Fórum Macau, do canal chinês da Rádio Macau.

A questão da correspondência foi levantada por um ouvinte e o responsável da DSAT avançou que a correspondência será concretizada aproveitando dois momentos. “Vamos aproveitar as oportunidades de actualização de máquinas de acesso (torniquetes) ao Metro Ligeiro e da renovação dos contratos de concessão dos autocarros públicos, para começar a correspondência este ano”, indicou Mok Soi Tou.

O responsável acrescentou que as carreiras dos autocarros serão ajustadas à medida que forem inauguradas mais estações do Metro Ligeiro, e que paragens de autocarro e instalações pedonais serão melhoradas e dotadas de informações sobre a correspondência dos transportes.

Portas abertas

O responsável da DSAT salientou que desde a criação do Metro Ligeiro, as carreiras dos autocarros foram sempre adaptadas à medida que abriam novas estações. A inauguração da estação do metro nas Portas do Cerco irá levar a muitas alterações das carreiras de autocarro que servem o ponto de maior fluxo de pessoas no território. O subdirector prevê que a maioria dos turistas que entrem em Macau passem a usar o Metro Ligeiro para chegar ao Cotai.

Por seu turno, o director da Sociedade do Metro Ligeiro de Macau, Ng Keng Chung, que está prevista para o terceiro trimestre deste ano a instalação dos torniquetes, permitindo usar as plataformas de pagamento por código QR, à semelhança do que acontece nos autocarros. Serão aceites as aplicações MPay, Alipay e WeChat Pay.

A substituição dos torniquetes não será feita de uma vez, e as estações do Metro Ligeiro vão passar a contar com máquinas automáticas de venda de bilhetes que aceitam pagamentos electrónicos.

O director da DSOP, Lam Wai Hou não afastou a possibilidade de a rede do Metro Ligeiro vir a ter mais de seis linhas e manteve a previsão de que a Linha Leste seja inaugurada em 2029.

12 Fev 2026

Imobiliário | Agência espera efeitos de isenção após 1.º trimestre

A directora do grupo imobiliário Sun City diz que até agora o mercado ainda não reflecte as isenções fiscais lançadas pelo Governo, mas acredita que o efeito comece a ser sentido após o primeiro trimestre de 2026. A responsável apontou sacrifício de lucros e redução de inventário como factores que levaram ao ligeiro aumento de vendas

O sacrifício de lucros e a necessidade de reduzir inventários de imóveis para novas habitações pode explicar parte da ténue recuperação das vendas de apartamentos em Macau, explica a directora do grupo imobiliário Sun City, Lei Choi Hong. A responsável aponta que estas tácticas são usadas para atrair compradores e levá-los a trocar de casa por uma de maiores dimensões.

Em declarações ao jornal Cheng Pou, a directora do grupo imobiliário explicou as “tácticas de sobrevivência” do sector, numa altura em que refere ainda não se sentiram no mercado os efeitos das isenções de imposto de selo, entre outros incentivos lançados pelo Governo.

Apesar das medidas públicas, Lei Choi Hong não espera melhorias ao nível de vendas antes do fim de Março. No entanto, desde a segunda metade do ano passado, a responsável considera que o mercado melhorou ligeiramente, com mais clientes a visitarem imóveis e as vendas a registarem um ligeiro aumento. Também a quebra dos preços dos imóveis abrandou, sobretudo depois de o Governo ter anunciado medidas para o mercado imobiliário.

O aumento da actividade no sector, na óptica da directora da imobiliária, pode indicar uma tendência de recuperação da confiança dos consumidores, apesar de ainda existirem muitas reticências devido a receios de instabilidade no ambiente de trabalho e à capacidade para pagar hipotecas.

Inversão do paradigma

Quanto ao tipo de apartamento, Lei Choi Hong dá conta do maior interesse de compradores por casas de pequena e média dimensão, tendo em conta o tamanho dos agregadores familiares e a capacidade financeira para pagar empréstimos bancários.

Outro factor enumerado pela responsável, é a tendência, que se começou a fazer sentir durante a pandemia, de os residentes de Macau começarem a preferir arrendar uma casa em vez de a comprar, inversão que reflecte a perda de confiança no mercado.

Lei Choi Hong espera que a optimização da política de vistos para grandes investidores atraia capital para a região, de forma a revitalizar o segmento de luxo do mercado imobiliário, assim como quadros qualificados de sectores tecnológicos. Neste capítulo, sugeriu que o Governo aumente os critérios de capital para projectos de investimento, por exemplo, obrigando que os candidatos comprem imóveis com um valor mínimo de 10 milhões de patacas.

11 Fev 2026

AAM declara apoio à lei de Comissão de Defesa da Segurança do Estado

A Associação dos Advogados de Macau, presidida pelo ex-deputado Vong Hin Fai, considera razoáveis e necessários os requerimentos exigidos pela proposta de lei que irá regular a Comissão de Defesa da Segurança do Estado. Num artigo de opinião assinado pela associação, publicado ontem no jornal Ou Mun, é defendido o veto à participação de advogados em qualquer processo considerado de alguma forma relacionado com a segurança nacional

No texto, a associação argumenta que muitos países e regiões têm leis semelhantes, apontado os exemplos do Estatuto de Advogado especial no Reino Unido e no Canadá, a lei de procedimentos de informações classificadas nos Estados Unidos da América e o regulamento dos praticantes de direito em Hong Kong.

Todos os regimes mencionados pela AAM têm por base sistemas jurídicos do estilo Common Law, a tradição britânica, que contrasta com a realidade de Macau, que adopta um sistema legal da chamada tradição continental, com raízes na Alemanha e França e que vigora também Portugal.

Apoio total

A associação também disse que concorda e apoia a proposta de lei, por considerar que avança e melhora as atribuições e as competências da comissão enquanto “aplica completamente a perspectiva geral da segurança nacional”.

A associação cita ainda a nota justificativa para vincar que “a defesa da segurança do Estado constitui uma responsabilidade constitucional da RAEM”.

A Associação dos Advogados de Macau destacou também que Macau tem de “implementar as decisões e instruções do Governo Central no âmbito da segurança nacional” e que esta proposta de lei ao reforçar os poderes da comissão vai manter “a coerência com as normas da lei da segurança nacional de Hong Kong” e “articular-se com a Lei Eleitoral para o Chefe do Executivo e a Lei Eleitoral para a Assembleia Legislativa”.

11 Fev 2026

Segurança alimentar | Pedidas melhorias na supervisão

O deputado ligado à comunidade de Fujian está preocupado com o transporte dos alimentos no caso das plataformas de comida e também com as recolhas mais recentes de produtos para bebés

Após os casos de produtos para bebés retirados do mercado e do registo de intoxicações alimentares em restaurantes luxo locais, o deputado Chan Lai Kei quer que o Governo reforce a supervisão alimentar. O pedido consta de uma interpelação escrita, divulgada ontem.

De acordo com o deputado ligado à comunidade de Fujian, apesar de o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) ter anunciado que no ano passado a taxa geral de aprovação das inspecções realizadas por amostragem de alimentos foi de 99 por cento, a segurança alimentar enfrenta mais e novos desafios.

Em relação aos produtos para bebés, tendo em conta os casos recentes de recolha de alimentos, como leite em pó, o deputado quer saber se as autoridades vão ser mais exigentes na disponibilização da informação sobre a origem e percurso dos artigos.

“As regiões vizinhas já estabeleceram um ‘sistema de rotulagem para rastrear os alimentos infantis’, exigindo que os importadores forneçam informações completas sobre a cadeia de produção para que os pais possam verificar o percurso dos alimentos através de um código QR”, escreveu Chan. “Será que o IAM vai avançar com o estabelecimento de um ‘plano especial de supervisão para alimentos infantis’, implementando testes mais frequentes para o leite em pó e alimentos complementares infantis, bem como publicar regularmente os níveis de segurança das marcas?”, questionou.

Perigos do take-away

Outros desafios surgem associados ao aumento progressivo do número de visitantes e a uma nova cultura de take-away não só de comidas, mas também de bebidas.

De acordo com Chan, o número de pedidos pelas plataformas take-away não pára de subir todos os anos. No entanto, durante o transporte e os tempos de espera, o deputado indica que não há qualquer controlo de temperatura nem regulamentação face à higiene, devido a “lacunas regulatórias”. Este é um aspecto que o deputado espera ver alterado: “Como é que as autoridades vão reforçar a cooperação interdepartamental, e formular normas obrigatórias para a higiene das caixas de take-away, limites de tempo para a entrega e separação de embalagens no transporte de alimentos quentes e frios […]?” pergunta.

Chan Lai Kei sugere ainda que sejam utilizadas formas digitais para fazer um controlo à distância dos alimentos, com inspecções aleatórias.

No documento, o legislador aponta também que Macau acolhe mais de 40 milhões de visitantes anualmente, e que os banquetes e festivais são frequentes, o que faz crescer os riscos alimentares. Por esta razão, Chan Lai Kei sugere ao Governo a elaboração de um plano de resposta à segurança alimentar durante a época alta do turismo para que possa rastrear rapidamente a origem de uma eventual intoxicação.

10 Fev 2026

Saúde Mental | Deputados pedem melhor acompanhamento de alunos

Com o número de pedidos de ajuda de alunos a subir, os deputados Lam Lon Wai e Loi I Weng querem mais empenho do Governo na melhoria da saúde mental, e pedem que se recorra a inteligência artificial

Os deputados Lam Lon Wai e Loi I Weng defendem a utilização de tecnologias mais recentes, principalmente de inteligência artificial, para acompanhar a saúde mental dos jovens em Macau. Foi desta forma que os legisladores reagiram aos dados mais recentes publicados pela Secção de Acompanhamento de Menores da Polícia Judiciária.

De acordo com as autoridades, no ano passado foram apresentados 250 pedidos de assistência por parte de menores com sintomas de perturbação emocional ou stress, o que correspondeu a um aumento de 64 por cento em termos anuais. O aumento foi o mais acentuado na RAEM, desde que há registos.

Em comunicado, Lam Lon Wai, que também é subdirector da Escola Secundária para Filhos e Irmãos dos Operários, argumentou que para garantir o crescimento saudável dos alunos é necessário estabelecer um mecanismo de cooperação entre família, escola, Governo e sociedade.

O deputado afirmou que a família é a primeira linha de defesa, pelo que os pais devem prestar mais atenção à mudança de humor dos filhos, às suas amizades, utilização da internet, particularmente durante as férias longas. O subdirector também indicou que os pais têm de acompanhar de muito perto os filhos para identificarem sinais de risco.

Papel das escolas

Além disso, Lam Lon Wai apontou que as escolas devem continuar a apostar na educação para a vida, saúde mental e na educação jurídica dos mais jovens, para que os estudantes desenvolvam valores correctos, enquanto membros da sociedade.

Na perspectiva de Lam, este papel deve ser complementado pelo Governo e pela sociedade através do reforço dos apoios à saúde mental e desenvolvimento de canais de ajuda. A promoção deve recorrer às redes sociais, para ser mais abrangente.

Por seu turno, a deputada e também subdirectora da Escola da Associação Geral das Mulheres, Loi I Weng, defende que o Governo deve utilizar inteligência artificial para monitorizar a saúde mental dos jovens nas escolas, através da recolha de dados e análise, para identificar e intervir nos casos potenciais.

A responsável também espera que o Governo dote as escolas de mais recursos para aliviar a carga de trabalho dos auxiliares que estão na linha da frente e para aumentar a qualidade e eficácia destes serviços de acompanhamento.

A questão da saúde mental ganhou predominância durante os anos da pandemia e pós-pandemia, com os dados a crescerem de forma sustentada. As autoridades lidaram com este aumento ao tomarem a opção de deixarem de divulgar as estatísticas.

9 Fev 2026

Uber | Deputado pede regulação e questiona tratamento de dados

Leong Sun Iok está preocupado com a falta de regulamentação dos serviços de táxis online, em resposta à reentrada da Uber em Macau, e defende a criação de uma lei específica para proteger direitos de passageiros e motoristas. O deputado questiona também a localização dos servidores da Uber

O uso de aplicações móveis para chamar táxis é uma realidade consensual em todo o mundo há muitos anos, à excepção de Macau. O reinício de operações da Uber em Macau, anunciado na terça-feira, motivou de imediato reacções para o retorno à velha ordem, ou preocupações sobre a abertura dos serviços.

Uma das vozes da consternação é o deputado Leong Sun Iok. O legislador dos Operários está preocupado com a falta de regulamentação das aplicações para pedir serviços de táxi, e de uma lei específica que garanta os direitos de passageiros e motoristas. Como tal, espera que o Governo avance com legislação em breve.

Em declarações ao jornal Ou Mun, o deputado argumentou que se um passageiro cancelar uma reserva, o taxista não terá força para compensar a perda. O mesmo pode acontecer ao cliente, se a plataforma tiver problemas temporários que levem ao cancelamento do pedido.

Apesar de a Uber ter garantido que as tarifas cobradas são as mesmas, “de acordo com o taxímetro oficial”, Leong Sun Iok afirmou que a legislação em vigor proíbe a cobrança de tarifas adicionais, mas que há plataformas que as cobram de qualquer das formas.

À procura de problemas

Também o serviço de transporte entre Macau e Hong Kong facultado pela Uber preocupa o deputado, que destacou que a lei obriga o veículo estar licenciado e o motorista a ter cartão de identificação de condutor de táxi para evitar infracções. Recorde-se que neste aspecto, a Uber indicou que o serviço estará a cargo de um operador de transportes transfronteiriços, a empresa Kwoon Chung Bus Holdings.

Na óptica do deputado, apesar de a Uber usar exclusivamente táxis licenciados de Macau, o cliente deve estar alerta e confirmar a legalidade do veículo, porque em caso de acidente de viação pode não estar coberto por seguro. Nesse sentido, Leong Sun Iok também apelou ao Governo para combater táxis ilegais.

A localização “incerta” dos servidores de dados da Uber representa outro receio de Leong Sun Iok, uma vez que a legislação da RAEM obriga à instalação de servidores em Macau, exigência que quatro plataformas de táxi online cumprem.

5 Fev 2026

TJB | Testemunhas negaram assinar formulário da lista Ou Mun Kong I

Na última sessão do julgamento em que Lee Sio Kuan é acusado de corrupção eleitoral nas eleições de 2021, 13 testemunhas negaram ter assinado o reconhecimento da lista Ou Mun Kong I, apesar do formulário conter os seus números de cartão de residente. Uma testemunha confirmou a entrega de detergente para a roupa e guarda-chuvas durante uma excursão

Na sessão de julgamento de segunda-feira em que Lee Sio Kuan é acusado de corrupção eleitoral nas eleições legislativas de 2021, e que envolve mais 17 arguidos, 13 testemunhas negaram alguma vez ter assinado os documentos de pedido de reconhecimento da lista de candidatura Ou Mun Kong I. Isto, apesar de na sessão no Tribunal Judicial de Base (TJB) o delegado do Ministério Público ter mostrado o documento de reconhecimento da lista, contendo assinaturas e o número do bilhete de identidade de residente das testemunhas, de acordo com o relato do canal chinês da Rádio Macau.

Logo na primeira sessão do julgamento, outras testemunhas negaram assinar documentos semelhantes, com a acusação também a mostrar em tribunal pedidos com as suas assinaturas e número do bilhete de identidade de residente.

Recorde-se que o Lee Sio Kuan é acusado de ter montado um esquema para oferecer viagens, refeições e presentes a mais de 200 residentes.

Na audiência de segunda-feira, foi ouvida uma testemunha que confirmou ter sido contratada para serviços de guia turístico numa viagem, com duração de meio dia, organizada pelo mandatário da lista Ou Mun Kong I, Lee Sio Kuan. A testemunha confirmou ter recebido 300 patacas pelo trabalho e ter visto pessoas que iriam participar na viagem a assinar documentos no local de encontro antes do arranque da excursão. Porém, a guia ressalvou não ter visto o conteúdo dos documentos, não confirmando tratarem-se de pedidos de reconhecimento de candidatura para as eleições legislativas.

Pequenos delitos

A guia turística que testemunhou no TJB, uma de oito outros profissionais que diz terem trabalhado no mesmo serviço, afirmou ainda que durante a excursão os organizadores distribuíram detergente para lavar a roupa e guarda-chuva entre os participantes.

O processo chegou ao TJB depois de uma investigação do Comissariado contra a Corrupção (CCAC), concluída em Dezembro de 2022. “Na sequência do encaminhamento do caso pelo Ministério Público, o CCAC procedeu à instauração de um processo de inquérito e descobriu que o referido mandatário e um guia turístico se responsabilizavam pela organização de um passeio turístico de meio dia, tendo providenciado refeições e distribuído prendas tais como detergentes líquidos para roupa e guarda-chuvas com os dizeres “votem nesta lista de candidatura” impressos nos mesmos. Tais actividades e prendas foram todas financiadas pelo referido mandatário, tendo conseguido angariar mais de 200 eleitores para preencherem os seus dados de identificação pessoal e assinarem os respectivos boletins de propositura da lista em causa”, foi indicado à altura.

4 Fev 2026

Zona A | Moradores queixam-se de ambiente provocado por obras

Os residentes das novas habitações na Zona A dos Novo Aterros queixam-se dos vários problemas causados pelo facto de grande parte do aterro ainda ter obras em curso. Os lamentos foram relatados ao jornal Ou Mun.

Segundo o jornal Ou Mun, uma residente que mora no edifício Tong Seng, de apelido Chan, apontou que vários estaleiros de obras operam todo o dia e sem parar. Por isso, a moradora deixou a esperança que as autoridades adoptem medidas para reforçar a redução de ruído e de poeiras, com vista a reduzir o impacto junto dos residentes na zona.

Outra residente, moradora no edifício Tong Kai, de apelido Leong, apontou que apesar de o Governo já ter anunciado a circulação de autocarros com percursos provisórios na Zona A, a oferta é insuficiente e que se espera que os transportes públicos melhorem o mais rapidamente possível.

Leong pede a diversificação das carreiras de autocarros com a inclusão de mais bairros comunitários.

Já um residente do edifício Tong Chong, de apelido Chao, observou que quando há vento se sentem no ar o pó e a areia das obras, o que conjugado com o facto de as zonas verdes não estarem totalmente pavimentadas causa elevados níveis de poluição do ar.

Chao também criticou a falta contentores de lixo públicos nos aterros, que resulta na acumulação de lixo nas ruas, como pontas de cigarro e embalagens de comida. Este residente indicou ainda que os moradores do edifício Tong Chong têm enfrentado problemas com as fracções, como o facto de haver pregos expostos, e de terem sido registadas quedas de cimento ou da pintura das paredes.

2 Fev 2026

Ensino | Escolas com falta de conselheiros pedagógicos

O director da Escola Choi Nong Chi, Vong Kuoc Ieng, alertou para a perda de conselheiros pedagógicos nas escolas, que se está a agravar nos últimos anos e que implica alguns dos trabalhadores mais experientes. Em declarações ao jornal Ou Mun, o responsável explicou que os serviços de aconselhamentos dos alunos nos campus estão ameaçados.
Em declarações ao jornal Ou Mun, o responsável explicou os conselheiros pedagógicos orientam os alunos, dão apoio emocional aos estudantes e orientações a nível da saúde e do percurso escolar. Estes conselheiros, organizam ainda palestras e encontros temáticos com os encarregados de educação.
No entanto, Vong Kuoc Ieng apontou que os conselheiros pedagógicos tendem a deixar a área, depois de alguns anos, para se tornarem professores, ingressarem na função pública ou mudarem-se para outras áreas profissionais.
O director da escola afirmou que esta rotatividade tem impacto nos estabelecimentos de ensino e que se estão a perder bons profissionais. O problema é mais grave, porque tem impacto nas crianças que são acompanhadas e que muitas vezes, depois de trabalharem com um conselheiro, não se conseguem adaptar a uma nova pessoa.
Vong Kuoc Ieng lamentou também o processo demorado na formação de conselheiros pedagógicos e que, não raras vezes, algum tempo depois, estes deixem a profissão, o que disse ser frustrante.
Face a estas dificuldades, o responsável pediu a criação de uma carreira para esta classe e defendeu que deve haver aumentos dos salários, para acabar com o ciclo vicioso de abandono.

1 Fev 2026