Manchete SociedadeAir Macau | Passageiros queixam-se de ficarem retidos 10 horas João Luz e Nunu Wu - 28 Jul 2026 Os passageiros do voo da Air Macau desviado para Nanning indicaram ter ficado retidos no avião e no aeroporto quase 10 horas, só com água e noodles instantâneos, por não terem consigo o salvo-conduto e apenas o passaporte da RAEM. Depois da odisseia, os residentes voltaram no domingo a Macau Na tarde de domingo, a Direcção dos Serviços de Turismo revelou que estava a acompanhar com “grande preocupação” a situação do voo da Air Macau que, devido ao tufão Noul, aterrou em Nanning, na província de Guangxi, no sábado por volta das 19h30. O voo que tinha partido de Osaka, no Japão, com destino ao Aeroporto Internacional de Macau levava a bordo 166 passageiros, 93 destes residentes da RAEM. Apesar de não haver confirmação por parte do Governo, ou da Air Macau, um passageiro indicou ontem ao HM que tinha regressado a Macau, confirmando publicações divulgadas na madrugada de ontem. Nas redes sociais, começaram a ser partilhados relatos do que se passava a bordo da aeronave da companhia aérea local, com residentes a revelarem ter ficado retidos no avião e no aeroporto quase 10 horas. Um residente publicou no Xiaohongshu um pedido de ajuda, afirmando que os passageiros estavam retidos no avião, sem água ou mantimentos e que a sua criança estava a chorar. Mais tarde, o internauta revelou que lhe teria sido negada entrada em Nanning por não ter consigo o Salvo-Conduto de Ida e Volta para o Interior da China. Recorde-se que estes passageiros vinham do Japão, onde entraram com passaporte. Noutras publicações no Facebook, foi indicado que durante as quase 10 horas de espera, os passageiros apenas receberam água e noodles instantâneos. Importa referir que a DST indicou no domingo que “as autoridades de controlo fronteiriço do continente prestaram a assistência adequada aos passageiros” durante o período em que ficaram retidos. Entrada difícil É descrito num grupo de Facebook dedicado transportes em Macau que vários passageiros procuraram ajuda à Gabinete de Gestão de Crise da DST, assim como à Autoridade da Aviação Civil da RAEM, ao Corpo de Polícia de Segurança Público e à Air Macau. No domingo, a DST indicou ter recebido nove pedidos de assistência e queixas de residentes. A situação gerou debates nas redes sociais sobre a impossibilidade de residentes de Macau entrarem no Interior da China mediante a apresentação do Passaporte da RAEM, apesar de serem cidadãos chineses. Outros internautas focaram mais as suas críticas na forma como a Air Macau tratou o problema. Outra crítica apontada às autoridades alfandegárias de Guangxi, prende-se com o facto de esta não ter sido a primeira vez que um voo que tinha Macau como destino acabou por aterrar de emergência no aeroporto em questão. Como tal, os internautas questionam a razão para a confusão e lentidão das autoridades do Interior. O HM enviou questões à DST sobre o incidente, mas até ao fecho da edição não recebeu respostas.