HK | Adrian Ho ofereceu 100 bifanas a deputados e jornalistas

Na quarta-feira, o deputado o Conselho Legislativo voltou a considerar que as bifanas de Hong Kong são superiores às de Macau e comprou 100 unidades para deputados e jornalistas, para “provar” as suas declarações

Adrian Pedro Ho King Hon comprou 100 bifanas para oferecer aos colegas e jornalistas no Conselho Legislativo, em Hong Kong, na quarta-feira. Esta foi a reacção mais recente do deputado e sobrinho de Edmund Ho, depois de afirmar que as bifanas de Macau não são tão boas como as de Hong Kong e que a comida na RAEM é “extremamente banal”.

Segundo o portal HK01, as bifanas foram todas comidas em minutos por deputados e jornalistas, o que levou o deputado ligado ao partido Novo Poder Popular a considerar que tinha provado a veracidade das suas afirmações sobre a qualidade superior da comida em Hong Kong. Ainda assim, o legislador admitiu que o gosto é sempre uma questão pessoal.

O sobrinho do primeiro Chefe do Executivo de Macau confessou também que devido à grande quantidade de bifanas encomendadas na mesma loja, o proprietário exigiu pré-pagamento, por temer que o deputado não pagasse a totalidade da conta.

No entanto, nem todos ficaram convencidos. Mark Chong Ho-fung, deputado ligado ao partido Mesa Redonda, comeu a bifana oferecida, mas horas depois escreveu nas redes sociais que preferia as bifanas em Macau. “Acho que as bifanas de Macau são mais saborosas”, escreveu nas redes sociais.

Cidade Criativa Gastronómica

A polémica sobre a qualidade das bifanas de Macau e Hong Kong foi gerada por Adrian Pedro Ho King Hong durante uma sessão parlamentar, em que questionou a qualidade dos produtos à venda na Rua do Cunha.

Nessa ocasião, Ho afirmou que os residentes de Hong Kong só preferem comer em Macau este tipo de comida, porque se deixaram atrair pela “fama” da gastronomia. “Tudo isto se pode comer em Hong Kong, mas não sei por que razão é apresentado como uma iguaria”, afirmou Adrian Ho. “Atrevo-me a dizer que a bifana de Hong Kong é mais saborosa que a de Macau. Por que razão os turistas vão a Macau para comer aquela bifana? Por foi criado um certo ambiente propício”, vincou.

Os comentários de Ho não se limitaram à bifana, com o deputado a lançar dúvidas sobre a qualidade dos pastéis de nata, carne seca e bolos de amêndoa em Macau, categorizando-os como “extremamente normal” e abaixo da qualidade de Hong Kong. Segundo o jornal HK01, a Direcção de Serviços de Turismo de Macau foi abordada sobre e limitou-se a responder que Macau foi escolhida como Cidade Criativa Gastronómica pela UNESCO.

15 Mai 2026

Cotai | Wong Ka Lon quer melhores condições contra incêndios

O deputado alerta o Executivo para a falta de segurança no Cotai, em particular em dias com grandes multidões, como a passagem de ano. Wong teme a falta de recursos para lidar com emergências e acha que Hong Kong é exemplo a seguir no que diz respeito a incêndios

O deputado Wong Ka Lon defende que o Executivo tem de adoptar mais medidas de segurança para a possibilidade de se verificarem incidentes no Cotai, um local com grande concentração de pessoas. O assunto foi abordado pelo deputado eleito pela via indirecta, através de uma interpelação escrita, em que indica que os recursos de emergência não estão preparados para situações de grandes emergências.

No documento, Wong traça uma situação preocupante no Cotai, onde indica viverem mais de 30 mil pessoas, às quais se juntam 37 mil quartos de hotéis, com uma taxa de ocupação que por vezes é superior a 90 por cento. Além destas, o legislador aponta que também é comum que durante certos eventos, como a passagem de ano, haja grandes multidões no local.

“Quanto à distribuição dos recursos contra incêndios na zona do COTAI, o número de estações do Corpo de Bombeiros é limitado. Perante uma área urbana extensa, edifícios de grande dimensão e um fluxo enorme de pessoas em curtos períodos, a capacidade de resposta a emergências e a uma evacuação em larga escala enfrenta pressões estruturais”, alertou o legislador.

Por isso, o deputado quer saber se o Governo vai “proceder a uma investigação específica sobre os riscos de segurança” e criar “mecanismos dinâmicos de avaliação desses riscos” para reforçar “a distribuição dos recursos de combate a incêndios”.

Pessoas paradas

Wong Ka Lon pede também ao Executivo que aprenda com o exemplo de Hong Kong, onde em Novembro do ano passado as chamas no complexo habitacional Wang Fuk Court causaram 168 pessoas, segundo os números oficiais.

“O grave incêndio no Wang Fuk Court, em Hong Kong, onde as chamas deflagraram por um longo período, causou numerosas vítimas, bem como expôs perigos fatais, como materiais de construção inflamáveis, distância reduzida entre edifícios, instalações de combate a incêndios obsoletas e dificuldades na evacuação e resgate”, apontou. “Em Macau, após os grandes eventos, registam-se frequentemente aglomerações e permanência prolongada de multidões, e isso também poderá desencadear facilmente acidentes graves de debandada, resultando em esmagamento de pessoas caso ocorresse repentinamente um incêndio, portanto, os riscos para a segurança não podem ser ignorados”, avisou.

“Face ao risco de aglomeração de pessoas quando existem grandes eventos e aos ensinamentos que devemos ter aprendido dos acidentes graves na sequência de incêndios ocorridos noutros locais, o Governo deve aperfeiçoar o mecanismo interdepartamental de inspecção e execução da lei, optimizando os planos de contingência para a evacuação dos fluxos de pessoas”, considerou.

15 Mai 2026

Activos Públicos | Criada empresa para gerir fundos de 11 mil milhões

A nova empresa tem um capital social de 100 milhões de patacas e vai ter uma equipa liderada por Che Weng Keong, actualmente presidente do IPIM, António Lam Chi Neng e Chan Chou Weng

O Governo anunciou ontem a criação da Sociedade de Investimento e Gestão de Macau Limitada para gerir fundos de 11 mil milhões de patacas criados para diversificar a economia. A informação foi divulgada ontem, através de uma nota de imprensa do gabinete do secretário para a Economia e Finanças, que actualmente está a ser dirigido pelo Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, após Tai Kin Ip ter abandonado o cargo.

Segundo as informações divulgadas, a nova empresa vai ser “responsável pela gestão de fundos” no que diz respeito ao “funcionamento quotidiano”, “aplicação financeira” e “execução das decisões de investimento”. O objectivo é permitir que os fundos possam conduzir à “modernização” das indústrias e “o desenvolvimento de empresas tecnológicas em fase inicial”.

Com a nova empresa, o Executivo espera também que os responsáveis pela gestão tenham uma ligação permanente com o mercado, para identificar oportunidades de investimento. “O Governo incentiva os gestores de fundos a contactarem com os investidores do mercado que cumpram os requisitos, alavancando o capital privado para formar uma sinergia entre o Governo e o mercado, de modo a promover conjuntamente a modernização e diversificação industrial”, foi apontado.

A empresa tem um capital social de 100 milhões de patacas e dois accionistas: a RAEM, que é proprietária de 99 por cento do capital social, e o Fundo de Desenvolvimento Industrial e de Comercialização, que detém um por cento.

O cargo de presidente do Conselho de Administração foi atribuído a Che Weng Keong, que é igualmente presidente do Conselho de Administração do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM). Fazem ainda parte do conselho de administração António Lam Chi Neng, jurista e anterior conselheiro de Tai Kin Ip, e Chan Chou Weng, subdirector da Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT).

Novo Conselho de Orientação

Além da empresa, o Governo anunciou também a criação do Conselho de Orientação dos Fundos de Orientação. Segundo as explicações de ontem, este vai ser um órgão consultivo “composto por dirigentes governamentais, profissionais, académicos e representantes das áreas profissionais” que vão emitir “pareceres sobre as orientações políticas, o planeamento estratégico e as matérias” consideradas relevantes.

O Executivo prometeu uma equipa “profissional” que vai ser “responsável por matérias como o investimento, o controlo de riscos, a investigação e a conformidade legal”. “A equipa acolherá quadros qualificados versáteis, dotados de visão financeira internacional e conhecimento das indústrias locais. Será ainda estabelecido um sistema de níveis profissionais e mecanismos de incentivo em múltiplos patamares, de modo a proporcionar um apoio sólido para a operação estável e duradoura dos fundos de orientação”, foi prometido.

14 Mai 2026

Creche Smart | CCAC confirma investigação a diferendo com IAS

O Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) promete revelar publicamente os resultados ao diferendo entre o Instituto de Acção Social (IAS) e a associação Zonta Club de Macau

O Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) confirmou que tem a decorrer uma investigação ao caso do corte do financiamento do Instituto de Acção Social (IAS) à Creche Smart, gerida pela associação Zonta Club de Macau. A posição do CCAC foi relatada pelo canal chinês da Rádio Macau, ontem, depois de nos dias mais recentes o caso ter gerado novos comunicados, na sequência dos procedimentos de admissão das creches subsidiadas.

Segundo o organismo liderado por Ao Ieong Seong a investigação foi instaurada depois de uma queixa administrativa e os resultados vão ser divulgados assim que os procedimentos de averiguação “profunda” forem concluídos.

O CCAC reconheceu também que “tomou nota” do comunicado mais recente da Zonta Club de Macau, em que esta prometia abdicar do processo a decorrer em tribunal, face aos resultados apurados pelo CCAC.

Após a posição do CCAC ser divulgada, a Creche Smart partilhou nas redes sociais uma hiperligação para a notícia e escreveu que o CCAC está a investigar “se as autoridades cometeram abuso de poder”. Esta é a crença da associação Zonta Club de Macau, que não se tem coibido de pedir ao Governo para controlar as acções do presidente do IAS, Hon Wai.

Apesar da polémica, e apesar do risco de a Creche Smart ficar sem instalações e financiamento público, a instituição de ensino revelou que recebeu 82 inscrições para o ano lectivo de 2026/2027.

Exigências de fiscalização

Em Março do ano passado, o IAS cortou o financiamento e recuperou as instalações na Taipa, onde opera a creche Smart. Num primeiro momento, o IAS limitou-se a indicar que as duas partes não tinham chegado a acordo no que diz respeito a “princípios básicos” e “importantes aspectos de organização”.

Posteriormente, o IAS revelou que a decisão estava relacionada com a fiscalização relacionada com os subsídios públicos atribuídos à creche.

A decisão do IAS foi contestada pela associação, que avançou para os tribunais com uma providência cautelar para suspender, inicialmente, o corte de apoios financeiros e a recuperação do espaço. O Tribunal Administrativo e o Tribunal de Segunda Instância, após recurso do IAS, aceitaram a providência cautelar da Zonta Club de Macau.

Além disso, a associação apresentou uma queixa ao Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) e mostrou-se disponível para abdicar dos processos em tribunal, em virtude das conclusões da investigação. A Zonta, reconheceu erros, mas mostrou-se disponível para ser investigada pela Polícia Judiciária, para proteger a sua reputação.

13 Mai 2026

Cartão de consumo | Executivo recusa nova ronda de 10 mil patacas

Chan Hao Weng queria uma nova ronda de cartão de consumo devido ao impacto do aumento dos combustíveis, principalmente entre as famílias mais carenciadas, mas o Governo prefere rever os apoios existentes

O Executivo afastou a possibilidade de distribuir um novo cartão de consumo no valor de 10 mil patacas. A posição foi tomada por Yau Yun Wah, director dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), em resposta a interpelação do deputado Chan Hao Weng.

O legislador ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) pretendia que o Executivo lançasse uma nova ronda do cartão de consumo para fazer face ao aumento dos preços, devido ao impacto da subida dos combustíveis, e auxiliar as famílias mais vulneráveis.

No entanto, Yau Yun Wah defende que o Governo tem várias medidas para famílias vulneráveis, não colocando a possibilidade de distribuir cartões de consumo, optando antes por rever as medidas em vigor: “Em relação à questão mencionada na interpelação sobre o cartão de consumo, o Governo da RAEM já promoveu uma série das medidas que beneficiam a vida da população, e continuará a rever a eficiência das mesmas”, escreveu Yau.

Como parte das medidas, o director da DSEDT destacou que ao longo deste ano as famílias consideradas carenciadas, como as monoparentais, com membros com doenças crónicas ou membros com deficiências, vão receber 14 meses de subsídio de apoios aos mais carenciados.

O director indicou que este apoio pode ser complementado com outros subsídios como a pensão para idosos, subsídio para idosos, comparticipação pecuniária, vales de saúde, repartição extraordinária de saldos orçamentais, cuidados de saúde gratuitos e isenção das tarifas dos autocarros públicos.

Combustíveis controlados

Sobre o controlo dos preços dos combustíveis, Yau Yun Wah realçou o trabalho do Grupo de Trabalho Interdepartamental para a Fiscalização dos Combustíveis na comunicação com o sector dos combustíveis, em que se pede aos agentes do mercado que assumam “responsabilidades sociais” para garantir um “abastecimento estável” e a estabilização dos preços.

O director da DSEDT elogiou também a eficácia do mecanismo de divulgação de preços dos combustíveis do Conselho de Consumidores (CC), em que, em certos casos, passam meses sem actualizados. “A fim de tornar maior a transparência dos preços dos produtos combustíveis, o CC tem divulgado oportunamente, através da aplicação móvel ‘Posto das Informações de Preços dos Combustíveis’, as informações relativas aos preços de retalho, aos preços com desconto e aos benefícios de variados tipos de produtos combustíveis, para que os consumidores consultem e façam comparação”, apontou.

13 Mai 2026

Hantavírus | SS consideram risco de contágio em Macau “baixo”

Os Serviços de Saúde (SS) estão a acompanhar o cruzeiro MV Hondius, actualmente atracado em Espanha, onde surgiu um surto de Hantavírus. As autoridades de saúde aconselham os residentes a tomar precauções, embora não esperem contágios em Macau

Os Serviços de Saúde (SS) estão a acompanhar os desenvolvimentos mais recentes do surto de hantavírus a bordo do cruzeiro MV Hondius, mas consideram o risco de transmissão em Macau “baixo”. A posição foi tomada antes do fim-de-semana, através de um comunicado, primeiramente difundido apenas em chinês.

Na mensagem, os SS indicaram “estarem a acompanhar de perto o caso” e não haver qualquer registo de ocorrências em Macau “nos últimos 30 anos”, o que levou a que o “risco de transmissão do hantavírus” no território fosse considerado em “baixo”.

Apesar deste dado, as autoridades pediram aos residentes, principalmente os que pretendem sair da China, que se mantenham atentos e tomem as cautelas necessárias. “Os residentes, especialmente aqueles que planeiam viajar para o estrangeiro, devem continuar a prestar atenção à higiene pessoal e ambiental, evitando o contacto com roedores, como ratos e ratazanas, para reduzir o risco de infecção”, foi aconselhado.

As autoridades explicaram ainda que a doença por hantavírus é causada pela infecção pelo hantavírus e divide-se em síndrome hemorrágica renal e síndrome pulmonar por hantavírus. No caso da síndrome hemorrágica renal, após a infecção, o período de incubação é geralmente de 12 a 16 dias, podendo ir até 56 dias. Na síndrome pulmonar por hantavírus, o período de incubação é geralmente de seis dias a várias semanas, com uma média de cerca de 14 dias.

A transmissão ocorre através da saliva, urina ou fezes de roedores infectados com o vírus. As pessoas podem ainda infectar-se através do contacto com objectos contaminados ou da inalação de aerossóis, sendo a transmissão entre pessoas rara.

Surto activo

De acordo a Organização Mundial de Saúde (OMS) desde 4 de Maio que há um surto de infecção pelo vírus Hantavirus no cruzeiro MV Hondius, que tem bandeira neerlandesa, e está atracado em Espanha, onde decorre quarentena. Até 6 de Maio, registavam-se três casos confirmados de infecção e cinco suspeitos, com o registo de três mortes.

Além disso, as autoridades de saúde de todo o mundo procuravam descobrir vários passageiros, com diferentes naturalidades, como Estados Unidos, Taiwan, Espanha ou Holanda, que tinham deixado o cruzeiro, ainda antes de ser declarada a situação de emergência.

Segundo os SS, existem casos de hantavírus em todo o mundo com a febre hemorrágica com síndrome renal a ser mais comum na Ásia, Europa e África, enquanto a síndrome pulmonar por hantavírus ocorre principalmente na América do Norte e na América do Sul.

11 Mai 2026

Turismo | Sobrinho de Edmundo Ho diz que bifana é melhor em Hong Kong

Adrian Pedro Ho King Hong considera que a comida em Macau é “extremamente normal” e que em Hong Kong a qualidade é melhor. Ainda assim, o deputado em Hong Kong elogia a estratégia de promoção turística da RAEM

O sobrinho de Edmundo Ho e deputado em Hong Kong Adrian Pedro Ho King Hong afirmou que a bifana da RAEHK é superior à de Macau e pediu uma maior aposta na gastronomia em Hong Kong ao Executivo da região vizinha. As declarações foram prestadas durante uma sessão do Conselho Legislativo, na semana passada, pelo também neto do falecido Ho Yin.

Segundo Adrian Ho, os residentes de Hong Kong que visitem a Rua do Cunha percebem facilmente que a qualidade da bifana de Hong Kong é superior à de Macau. Contudo, o legislador afirmou que os residentes da RAEHK preferem comer em Macau este tipo de comida, porque se deixaram atrair pela “fama” da gastronomia.

Apesar da crítica à qualidade da comida de Macau, o legislador elogiou a aposta local no turismo, na criação de um ambiente atractivo para os turistas: “Tudo isto se pode comer em Hong Kong, mas não sei por que razão é apresentado como uma iguaria”, afirmou Adrian Ho. “Atrevo-me a dizer que a bifana de Hong Kong é mais saborosa que a de Macau. Por que razão os turistas vão a Macau para comer aquela bifana? Por foi criado um certo ambiente propício”, vincou.

Os comentários de Ho não se limitaram à bifana, com o deputado a lançar dúvidas sobre a qualidade dos pastéis de nata, carne seca e bolos de amêndoa em Macau, categorizando-os como “extremamente normal” e abaixo da qualidade de Hong Kong.

Uma cara nova

Adrian Ho é deputado em Hong Kong desde Dezembro de 2022, tendo sido eleito pelo partido Novo Poder Popular, liderado por Regina Ip.

Apesar das ligações a Macau, e do facto de ter como avô paterno Ho Yin, ser sobrinho do ex-Chefe do Executivo da RAEM e filho do empresário Ho Hao Veng, Adrian Ho nasceu em Hong Kong, onde frequentou a escolaridade, antes de se mudar para o Reino Unido. Antes de regressar a Hong Kong, licenciou-se nos Estados Unidos na prestigiada Escola de Gestão de Wharton na Universidade da Pensilvânia.

Como político, destacou-se durante os protestos de Hong Kong de 2019, depois de ter criado um grupo na rede social Facebook com o nome “Save HK”, atraindo mais de 200 mil utilizadores. A nível profissional, depois de regressar a Hong Kong, trabalhou em bancos de investimento, focando a sua atenção na indústria eólica, ao investir no Interior da China, na província de Xinjiang.

11 Mai 2026

Creche Smart | IAS insiste na falta de fiscalização financeira

O Instituto de Acção Social defende que a decisão de cessar a cooperação com a Creche Smart e recuperar as instalações se prende com a fiscalização do financiamento da instituição. Além disso, promete mais explicações após os processos em tribunal

Em reacção ao mais recente comunicado da associação Zonta Club de Macau sobre a Creche Smart, o Instituto de Acção Social (IAS) insiste que não foram cumpridas as exigências de fiscalização financeiras relativas à instituição de ensino. Este motivo levou a que o IAS avançasse para o corte do financiamento e recuperasse as instalações da creche, decisão que está a ser contestada pela associação nos tribunais.

“Há já algum tempo que o Zonta Club de Macau não satisfazia as exigências de fiscalização de apoio financeiro do IAS em termos da aplicação dos seus recursos financeiros. Em virtude da persistência da situação durante um período prolongado, o IAS avançou com a cessação da cooperação em conformidade com a lei, nomeadamente cessar o financiamento e exigir a devolução das instalações da creche”, afirmou o IAS, numa resposta ao HM.

No entanto, o facto de ainda recorrerem alguns processos administrativos leva a que o IAS opte por não comentar mais detalhes sobre o caso. “Tendo a cessação da relação de cooperação entre as partes envolvido vários processos administrativos, alguns dos quais ainda se encontram a ser apreciados no tribunal, o IAS, neste momento, não tem mais informações a divulgar”, foi apontado.

Acusações de perseguição

Na segunda-feira a associação Zonta Club de Macau pediu ao Governo para controlar o presidente do IAS, Hon Wai, para evitar abusos de poder. A posição da entidade responsável pela Creche Smart foi tornada pública nas redes sociais, depois do relatório do IAS sobre a creche e da publicação no portal da entidade pública sobre admissões em creches que a cooperação entre a instituição de ensino e o IAS foi “cessada” e que há uma acção judicial a decorrer nos tribunais.

Em Março do ano passado, o IAS cortou o financiamento e recuperou as instalações na Taipa, onde opera a creche Smart. Num primeiro momento, o IAS limitou-se a indicar que as duas partes não tinham chegado a acordo no que diz respeito a “princípios básicos” e “importantes aspectos de organização”.

A decisão do IAS foi contestada pela associação, que avançou para os tribunais com uma providência cautelar para suspender, inicialmente, o corte de apoios financeiros e a recuperação do espaço. O Tribunal Administrativo e o Tribunal de Segunda Instância, após recurso do IAS, aceitaram a providência cautelar da Zonta Club de Macau.

Além disso, a associação apresentou uma queixa ao Comissariado Contra a Corrupção (CCAC) e mostrou-se disponível para abdicar dos processos em tribunal, em virtude das conclusões da investigação. A Zonta, reconheceu erros, mas mostrou-se disponível para ser investigada pela Polícia Judiciária, para proteger a sua reputação

8 Mai 2026

Rua da Emenda | Loi I Weng critica instalações velhas e pede renovação

A deputada das Mulheres quer criar um novo “cartão de visita” nas ruas perpendiculares da Avenida Horta e Costa, para desenvolver o comércio nas zonas residenciais

A deputada Loi I Weng defende que o Governo deve fazer uma renovação da Rua da Emenda, uma das perpendiculares à Avenida Horta e Costa, adjacente à zona do mercado dos Três Candeeiros, que foi definida como zona pedonal. O assunto foi abordado através de uma interpelação escrita, divulgada ontem pela legisladora ligada à Associação das Mulheres.

“A zona das cinco ruas envolventes à Rua da Emenda é actualmente a maior zona de vendilhões em Macau. Após o reordenamento realizado em 2012, foi classificada pelo Governo como uma das poucas zonas pedonais de Macau, sendo, ao longo dos anos, uma das ruas mais características e históricas”, considerou. “Nesta zona, há muitos vendilhões com muita vivacidade quotidiana e uma grande variedade de iguarias, o que demonstra plenamente o encanto único das comunidades tradicionais de Macau”, acrescentou.

Loi I Weng destacou igualmente que a localização “geográfica privilegiada” associada aos elementos comerciais com “potencial suficiente” para transformar a zona “num novo motor e num novo cartão de visita para o desenvolvimento da economia dos bairros comunitários de Macau”.

Bom, mas mau

Apesar das qualidades e potencialidades, Loi I Weng avisa que a zona está a degradar-se porque “já se passaram mais de 14 anos desde o reordenamento em 2012”, e que algumas instalações mostram “sinais de envelhecimento”, pelo que “agora há que optimizar as instalações, os modelos comerciais e o ambiente naquela zona”.

Por isso, a deputada quer saber se o Governo vai avançar com a renovação das instalações, como as bancas de vendas, para criar um novo ambiente de consumo.

Ao mesmo tempo, no âmbito das actividades do Grupo de Trabalho de Embelezamento e Limpeza da Cidade vão ser realizados programas-piloto de intervenção em diferentes locais de Macau. A deputada quer saber se a rua da Emenda e as zonas circundantes vão ser incluídas nesses programas e ser alvo de intervenção, com a instalação de nova iluminação, novas zonas verdes e novas tabuletas.

Finalmente, a deputada espera que o Governo impulsione o comércio na Rua da Emenda com a realização de feiras e outros eventos, assim como esplanadas, para criar uma zona onde os jovens podem estabelecer novos negócios, ao mesmo tempo que se promove a ocupação de algumas bancas que actualmente estão fechadas.

7 Mai 2026

Aviação | Conselheira pede supervisão rigorosa de “companhia aérea”

A conselheira dos Serviços Comunitários das Ilhas Hoi Kit Leng alertou o Governo para falhas na regulação da aviação, permitindo que “uma companhia aérea local” cancele voos e apresente justificações vagas que complicam o processo para accionar seguros

A conselheira Hoi Kit Leng acha que o Governo deve supervisionar as acções de uma companhia aérea em Macau, depois de uma vaga recente de cancelamentos de voos. A conselheira nunca identificou a companhia aérea em causa, durante a reunião do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários das Ilhas na terça-feira, mas a descrição coincide com a Air Macau.

Segundo o jornal Ou Mun, a responsável destacou que o problema não se prendeu com os cancelamentos, que até podem ser justificados dadas as condições actuais relacionadas com o preço dos combustíveis, mas antes com a falta da transparência. A companhia justificou os cancelamentos com “motivos ligados à empresa”. A justificação foi entendida como vaga e fez com que passageiros afectados por cancelamentos enfrentassem dificuldades na altura de accionarem os seguros de viagem.

Além disso, Hoi Kit Leng criticou a política de compensações da companhia, porque apenas oferece como soluções a alteração da data do voo ou o reembolso do dinheiro pago pela viagem não realizada. Segundo a conselheira, esta política é insuficiente porque a empresa não vai cobrir os danos causados aos clientes, como acontece com o cancelamento de hotéis, aumento do preço dos novos bilhetes, entre outros.

Hoi Kit Leng indicou ainda que quando há cancelamentos de voos em grande escala o atendimento aos clientes fica paralisado e regista atrasos significativos na divulgação das informações.

Mais liderança

Para resolver estes assuntos, Hoi Kit Leng defendeu que a Autoridade de Aviação Civil tem de assumir um papel de liderança e estudar a elaboração de normas para a protecção dos direitos dos passageiros em Macau. A conselheira sugeriu às autoridades locais que se inspirem na regulação da União Europeia.

Como exemplo de falta de regulação, Hoi Kit Leng pediu a implementação de normas que regulem as compensações nos casos em que os passageiros têm de atravessar a fronteira para apanhar voo. Salientou também a necessidade de um reembolso do custo da viagem ou da alteração da data, nos casos em que os cancelamentos se prendem apenas com decisões comerciais.

Hoi Kit Leng defende ainda a proibição de justificações vagas da companhia aérea de, e pediu ao Governo para criar um mecanismo para a mediação de litígios, liderado pela Direcção dos Serviços de Turismo e pelo Conselho de Consumidores.

Anteriormente a Air Macau admitiu publicamente ter cancelado cerca de 400 voos entre Maio e Junho devido aos preços do combustível, que aumentaram depois do bloqueio do estreito de Ormuz. As explicações só foram avançadas depois de surgirem queixas nas redes sociais, motivadas por cancelamentos de voos quase em cima da hora marcada para embarcar.

7 Mai 2026

IAS | Creche Smart pede ao Governo que controle acções de Hon Wai

A Zonta Club de Macau queixa-se de perseguição pelo presidente do IAS, pede ao Governo para o controlar e promete que, se o CCAC encontrar ilegalidades nas suas contas, desiste das acções em tribunal. A entidade está também disponível para ser investigada pela PJ, de forma a proteger a sua reputação

A associação Zonta Club de Macau (ZM) pediu ao Governo para controlar o presidente do Instituto de Acção Social (IAS), Hon Wai, para evitar abusos de poder. A posição da entidade responsável pela creche Smart foi tornada pública nas redes sociais, depois do mais recente relatório do IAS sobre a creche e ainda por ter indicado no portal onde divulgou as admissões nas creches que a cooperação entre a instituição de ensino e o IAS foi “cessada” e que há uma acção judicial a decorrer nos tribunais.

Em Março do ano passado, o IAS decidiu cortar o financiamento e recuperar as instalações na Taipa, onde opera a creche Smart. Os fundamentos para a decisão nunca foram clarificados pelo Governo, que num primeiro momento se limitou a dizer que as duas partes não tinham chegado a acordo no que diz respeito a “princípios básicos” e “importantes aspectos de organização”.

A decisão do IAS foi contestada pela associação, que avançou para os tribunais com uma providência cautelar para suspender, inicialmente, o corte de apoios financeiros e a recuperação do espaço. O Tribunal Administrativo e o Tribunal de Segunda Instância, após recurso do IAS, aceitaram a providência cautelar da Zonta Club de Macau.

No entanto, a informação no portal das creches terá levado vários pais a questionarem a associação sobre o sucedido, com esta a emitir um novo comunicado. Além disso, o relatório de avaliação do IAS sobre a creche continua a apontar falhas.

Em resposta aos desenvolvimentos recentes, a associação começa por indicar que o relatório de avaliação do IAS não corresponde à situação factual do estabelecimento. A ZM aponta igualmente que apesar de se ter mostrado sempre disponível para prestar todos os esclarecimentos exigidos pelo IAS, que o presidente Hon Wai tem “levantado várias suspeitas” e acusado a entidade de “alegadas irregularidades”. Esta situação terá gerado stress psicológico na associação e na creche, assim como “sérias preocupações sobre os danos reputacionais”.

Cartas na mesa

No comunicado, a associação revela que a postura do IAS foi inicialmente motivada por “atrasos” na actualização dos dados sobre os trabalhadores durante a pandemia, uma vez que a creche começou a funcionar em Macau em 2019, depois de ser convidada pelo Executivo da RAEM, em 2016. A informação terá sido carregada no sistema da IAS de forma incorrecta.

Sobre este aspecto a creche indica que, num primeiro momento, os trabalhadores do IAS consideraram que tinha havido um erro, mas que não havia qualquer elemento que indicasse a tentativa de manipular os números.

Contudo, mais tarde o IAS considerou que devia ter sido declarado um grupo de quatro trabalhadores em vez de três, enquanto a associação entende que só tinha de declarar três, porque um desses funcionários não ia ter o vencimento subsidiado pelo IAS. Hon Wai terá igualmente considerado que foram contratados trabalhadores que não desempenharam funções essenciais e não deviam ter sido subsidiados.

Todavia, a creche defende-se ao argumentar que entre 2019 e 2021 devolveu mais de 2 milhões de patacas aos IAS, por sua iniciativa, porque os subsídios ficaram acima das necessidades. Além disso, aponta que as contas têm sido auditadas, sem que tivessem sido encontradas irregularidades. “Estas acções exemplificam que a ZM segue de forma consistente os princípios da honestidade, coerência e cooperação”, foi vincado.

A Zonta pede ainda ao presidente do IAS que prove que as tarefas dos trabalhadores considerados excessivos não eram essenciais e que justifique como aquelas tarefas poderiam ser realizadas pelos outros trabalhadores. Face a este diferendo, a ZM conclui que o presidente Hon Wai “tem criado de forma repetida disputas, suspendido o financiamento da instituição e alegado o uso inapropriado das instalações”.

A ZM explica também que face a esta postura tentou sempre resolver o diferendo pelas vias institucionais, evitando recorrer aos tribunais e ao Comissariado Contra a Corrupção (CCAC), para defender o “bem maior”. Porém, afirma que teve de apresentar queixa no CCAC, por não ter tido outra opção, devido aos danos para a sua reputação e às acções repetidas de Hon Wai.

Pedido controlo

Diante das alegações de Hon Wai, a ZM defende que tem seguido sempre as instruções do Governo e que jamais pretende impor a sua posição, mostrando total disponibilidade para obedecer ao que for decidido pelo Executivo.

A Zonta declara também que está pronta para desistir de todas as acções em tribunal, onde contesta a decisão do corte de financiamento e remoção das instalações, face aos resultados da investigação do CCAC. Esta postura é justificada pela associação com a vontade de poupar dinheiro à RAEM. Ao mesmo tempo, a ZM mostra-se disponível para ser investigada pela Polícia Judiciária (PJ), porque acredita que desta forma a sua reputação vai ser mantida.

Finalmente, a Zonta pede ao Governo para “exercer uma supervisão rigorosa e eficiente sobre os nomeados para os cargos públicos, de acordo com a lei e cumprimento das suas funções, para prevenir abusos de autoridade, responder às preocupações públicas, restaurar a confiança e defender a dignidade do primado do direito e da justiça social”. O HM contactou o IAS sobre a postura do presidente Hon Wai, mas até ao fecho da edição não recebeu resposta.

6 Mai 2026

Cotai | FAOM pede mudanças devido a confusão no Local ao Ar Livre

Após a confusão no festival K-Spark, Leong Meng Ian, da FAOM, pediu ao Executivo mudanças na exploração do espaço e criticou a falta de civismo de alguns espectadores

A directora da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), Leong Meng Ian, sugeriu mudanças no Local de Espectáculos ao Ar Livre de Macau, depois da confusão de sábado, que terminou com cenas de pancadaria. Segundo Leong, o Executivo tem de aprender com a experiência caótica do passado fim-de-semana, exigindo que os organizadores tomem medidas necessárias para garantir que quem compra bilhetes pode disfrutar de um espectáculo sem sobressaltos.

O espectáculo K-Spark teve como principal artista o cantor coreano G-Dragon, e ficou marcado pela disponibilização de cadeiras dobráveis, uma vez que todos os lugares eram sentados. Como as cadeiras não estavam fixas, vários fãs moveram as cadeiras o mais para a frente possível, o que gerou tensão entre os membros da audiência, com várias pessoas a queixarem-se que ficavam com o campo de visão para o placo bloqueado. Além das queixas, até porque houve pessoas a colocaram-se de pé nas cadeiras, surgiu pelo menos uma cena de pancadaria, que se tornou viral online.

Face aos episódios divulgados online, Leong Meng Ian pediu ao Governo para aprender com a experiência de organizadores de eventos habituados a lidar com milhares de pessoas. Ao mesmo tempo, apontou que os organizadores têm de colocar mais ecrãs gigantes na zona de espectáculos.

A também membro do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários das Ilhas alertou ainda para a demora de cerca de 20 minutos para entrar no local de espectáculos, o que gerou uma grande concentração de pessoas. Para Leong, este tipo de demoras pode ter consequências “catastróficas” se houver alguma emergência ou momentos de pânico, com a possibilidade vítimas mortais em casos de esmagamento.

Críticas à assistência

Apesar das falhas, Leong Meng Ian considera que grande parte dos problemas se deveu à falta de civismo da audiência, que não ficou no local onde estavam as cadeiras. A responsável defende que o Executivo deve emitir instruções para a zona de espectáculos, para garantir comportamentos civilizados.

Leong Meng Ian também elogiou o Executivo pelas novas medidas para escoar o público no fim dos espectáculos. A responsável indicou que os espectadores demoraram cerca de 20 minutos a abandonar o recinto no fim do evento.

5 Mai 2026

Espectáculos | Cadeiras dobráveis geram cenas de violência

O festival de Kpop no K-Spark in Macau foi um sucesso e os bilhetes esgotaram rapidamente. No entanto, os organizadores só disponibilizaram lugares sentados, o que espalhou a confusão entre os fãs

O festival de Kpop no K-Spark in Macau, que decorreu no sábado no Local e Espectáculos ao Ar Livre, ficou marcado pela confusão criada com a colocação de cadeiras dobráveis à frente do palco, uma zona que normalmente é para lugares em pé. Ansiosos por estarem mais pertos dos ídolos, vários fãs não se coibiram de colocar as cadeiras móveis o mais à frente possível, perto do palco, o que gerou momentos de tensão, inclusive cenas de pancadaria.

As imagens da confusão foram divulgadas pelos fãs nas redes sociais, com várias queixas, principalmente através da rede social Threads.

Apesar de ser um lugar de concertos ao ar livre, os organizadores apenas disponibilizaram lugares sentados, mesmo em zonas que normalmente são para lugares em pé. A esperança era que as pessoas respeitassem o lugar onde as cadeiras móveis estavam colocadas.

No entanto, pouco depois de se sentarem, os fãs perceberam que podiam mover as cadeiras mais perto do palco, porque não havia controlo. A situação gerou imediatamente mal-estar, porque quem respeitou o lugar onde tinham sido colocadas as cadeiras ficou com a visão para o palco bloqueada. E os momentos de tensão acabaram mesmo por gerar cenas de pancadaria, pelo menos num caso, que também foi divulgado online, com puxões de cabelos entre fãs, chapadas e empurrões.

Concerto esgotado

Apesar da confusão, o espectáculo foi um sucesso de vendas e os 30 mil bilhetes disponíveis esgotaram rapidamente. Os preços variavam entre as 799 patacas e 2.999 patacas. O espaço tem uma capacidade máxima para 80 mil pessoas, embora normalmente não seja totalmente utilizado, o que voltou a acontecer.

O principal cabeça-de-cartaz foi o cantor coreano G-Dragon, cuja presença em Macau fica mais uma vez marcada por polémica. Em Junho do ano passado, durante outra passagem pelo território, os concertos foram alvos de uma operação contra a contratação ilegal de trabalhadores não-residentes. Em causa, esteve o facto de três mulheres do Interior, envolvidas na equipa de vendas dos organizadores, terem contratado cerca de 68 estudantes, igualmente do Interior, que aproveitaram os vistos para trabalhar, o que constitui uma situação ilegal.

Daesung foi o segundo cantor mais popular do evento, também ele coreano e colega de G-Dragon no grupo de Kpop Big Bang, embora ambos tivessem actuado a solo. Os outros artistas, foram os grupos P1Harmony, Kiss of Life e Kiiikiii.

4 Mai 2026

PME | Crédito malparado caiu 6,3 por cento no 2.º semestre de 2025

Apesar da redução do valor total do crédito malparado, a taxa de incumprimento tem crescido, o que foi explicado com a existência de menos crédito no mercado

Na segunda metade do ano passado, o crédito malparado das pequenas e médias empresas (PME) apresentou uma redução de 6,5 por cento, de acordo com o relatório sobre as Estatística de Crédito das PME. No entanto, os dados da Autoridade Monetária de Macau (AMCM), mostram que a taxa de incumprimento está a subir.

No final de Dezembro de 2025 as dívidas de PME em atraso há mais de três meses atingiram 5,3 mil milhões de patacas, uma redução de 6,5 por cento em comparação com os dados de Junho desse ano, quando as dívidas chegavam a 5,6 mil milhões de patacas.

A grande maioria das dívidas em atraso está por pagar há mais de um ano. O relatório aponta que dos 5,3 mil milhões de patacas em crédito malparado 3,7 mil milhões de patacas estão há mais de um ano por pagar, o que representa uma proporção de 70,9 por cento. A segunda fatia mais relevante, das dívidas tem um atraso de seis meses a um ano, com um valor de 1,4 mil milhões de patacas, ou 25,7 por cento do total. As dívidas com um atraso superior a três meses, mas inferior a seis meses são de 177,9 milhões de patacas, o que significa 3,4 por cento do total.

Apesar da redução do incumprimento, a taxa de incumprimento tem crescido, atingido 7,9 por cento em Dezembro, quando em Junho não ia além dos 7,6 por cento, um aumento de 0,3 pontos percentuais. Nas conclusões do relatório, a AMCM indica que este aumento se deveu ao facto de haver menos crédito no mercado das PME.

Menos crédito às PME

No espaço de seis meses o crédito emitido pelas instituições de crédito às PME apresentou uma redução de 74,5 mil milhões de patacas para 67,3 por cento, uma diminuição de 9,7 por cento.

O sector que mais recorreu aos empréstimos foi a construção civil, com 42,6 por cento do total, seguido pela categoria “outros”, com 33 por cento. As vendas por grosso e retalho foram o terceiro sector mais significativo, ao receberem 13,8 por cento dos empréstimos, enquanto os restaurantes, hotéis e actividades semelhantes foram responsáveis por 6,8 por cento, enquanto a manufactura pediu 1,9 por cento do crédito total, e os transportes, armazéns e comunicações 1,3 por cento.

Em relação aos principais motivos que levaram as instituições de crédito a recusar empréstimos, no topo da lista surge a “fraca credibilidade”, invocada em 33,3 por cento dos pedidos recusados. Entre outros motivos mais utlizados surge o “desempenho pouco satisfatório” e ainda a “falta de transparência”.

30 Abr 2026

Hengqin | Novo Bairro de Macau oferece fracções espaçosas

A Macau Renovação Urbana anunciou ontem que vai disponibilizar apartamentos modelo de maiores dimensões no Novo Bairro de Macau em Henqgin, para visitas de potenciais compradores. A empresa afirma que moram no complexo habitacional mais de 4.000 residentes da RAEM

O Novo Bairro de Macau, em Hengqin, vai disponibilizar a potenciais compradores fracções modelo correspondentes a fracções mais espaçosas no terceiro andar do Bloco 4, indicou ontem a Macau Renovação Urbana em comunicado. A empresa de capitais públicos revelou que os apartamentos em questão têm “salas de estar espaçosas, áreas multifuncionais e soluções de arrumação flexíveis, o que aumenta significativamente a sensação de amplitude e a entrada de luz natural nos interiores”. A área total destes apartamentos, que estão à venda, é de 118 metros quadrados, área que normalmente correspondente a um imóvel ou quatro a cinco assoalhadas.

Além disso, a Macau Renovação Urbana acrescentou que, actualmente, moram no complexo habitacional mais de 4.000 residentes de Macau. O número de moradores avançado ontem não especifica quantos apartamentos foram vendidos. Porém, o número de moradores da RAEM não difere muito dos últimos dados de vendas, que apontavam para 1.610 fracções vendidas desde o início das vendas, em Novembro de 2023, menos de 40 por cento do total de fracções nos blocos de apartamentos, como noticiou o HM no início do passado mês de Fevereiro. Deste total de vendas, se em cada apartamento viverem três pessoas, isso daria um total de 4.830 moradores. Recorde-se que o Novo Bairro de Macau tem 4.070 apartamentos.

Às mil maravilhas

Apesar de existir uma fronteira entre a RAEM e o Novo Bairro, a Macau Renovação Urbana continua a publicitar as vantagens de mudar para as torres de apartamentos, a começar pelos equipamentos: centros de saúde, escolas, restaurantes, supermercados e autocarros e ligação com o posto fronteiriço de Hengqin. Outro “trunfo” para vender apartamentos no Novo Bairro de Macau diz respeito aos espaços verdes circundantes.

A Macau Renovação Urbana citou ainda um morador, residente da RAEM, que se mudou para o Novo Bairro em Setembro de 2024, depois de comprar uma fracção no primeiro dia de vendas (28 de Novembro de 2023), tornando-se um dos primeiros proprietários a concluir o processo de compra. Além da atmosfera aprazível, o residente, de apelido Hoi, é citado a elogiar a organização dos espaços e a facilidade de deslocação entre Hengqin e Macau, que demora “pouco mais de meia hora”.

29 Abr 2026

Resíduos | Novo Centro de Recuperação a funcionar em 2027

O Novo Centro de Recuperação de Resíduos Orgânicos, que teve um custo estimado de construção e exploração de 1,87 mil milhões de patacas, vai começar a funcionar no próximo ano. A exploração inclui a participação das empresas Tongfang Environment e Wangneng Environment

O Novo Centro de Recuperação de Resíduos Orgânicos vai entrar em funcionamento no próximo ano. A confirmação partiu de Ip Kuong Lam, director dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA), na resposta a uma interpelação da deputada Song Pek Kei.

Segundo Ip Kuong Lam a entrada em funcionamento da nova infra-estrutura vai acontecer no próximo ano, sem que haja especificação de uma data concreta, e vai permitir “elevar ainda mais o nível da reciclagem de resíduos”. O centro está localizado a Leste do Aterro para Resíduos de Materiais de Construção, junto à Avenida do Aeroporto, no COTAI.

As obras da infra-estrutura de reciclagem começaram na segunda metade de 2023, com os trabalhos a serem adjudicados ao consórcio constituído pelas empresas China Railway First Group, Tongfang Environment, Wangneng Environment e Grupo de Construção OMAS. O consórcio venceu o concurso de construção e de exploração da infra-estrutura ao apresentar uma proposta de 1,87 mil milhões de patacas pelas obras e exploração.

As obras foram contratualizadas com um custo de 1,15 mil milhões de patacas, embora a despesa pudesse aumentar, consoante a evolução dos preços dos materiais de construção e mão-de-obra. A este custo, acrescem ainda 720 milhões de patacas, como assistência para a exploração do centro.

Dividir os ganhos

Segundo o contrato de 2023, quando o consórcio começar a exploração do Centro de Recuperação de Resíduos Orgânicos fica obrigado a entregar 30 por cento das receitas ao Governo. A exploração está prevista para um período inicial de 15 anos.

O acordo define ainda que as receitas que estão sujeitas a partilha com o Governo têm de resultar da “venda de energia renovável produzida pelo centro”, “venda de resíduos gordurosos a recicladores qualificados para efeitos de reciclagem”, “exportação do excedente dos fertilizantes orgânicos para o exterior para efeitos de reciclagem” e “venda dos créditos de carbono gerados a partir do tratamento de resíduos alimentares e de gorduras, etc., no mercado do comércio de créditos de carbono”.

Na primeira fase, a capacidade de tratamento diário do centro vai ser de 150 toneladas de resíduos alimentares e de 420 metros cúbicos de águas residuais, transportados por camiões-cisterna. Estas águas são constituídas principalmente por água residual retida nas câmaras retentoras de gorduras de cozinhas de restaurantes e águas residuais químicas de sanitários móveis de estaleiros de obras.

29 Abr 2026

IPIM | Mais de 40 empresas externas interessadas em abrir lojas na RAEM

Apesar do interesse no programa promovido pelo IPIM, o presidente da instituição acredita que apenas 18, 46 por cento, se devem estabelecer efectivamente em Macau. O apoio máximo foi fixado em 1 milhão de patacas

Mais de 40 empresas de fora mostraram interesse em começar a operar em Macau, ao abrigo do Plano para o Desenvolvimento Económico no âmbito de Apoio ao Estabelecimento da Primeira Loja em Macau. O programa é promovido pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM) e o número foi revelado pelo presidente Che Weng Keong, em resposta a uma interpelação da deputada Loi I Weng.

“Na primeira fase de candidatura ao ‘Plano para o Desenvolvimento Económico no âmbito de Apoio ao Estabelecimento da Primeira Loja em Macau’ que decorreu de 1 de Novembro do ano passado a 31 de Janeiro do corrente ano, foram recebidas mais de 40 candidaturas”, foi comunicado.

No entanto, o número de empresas que efectivamente vão operar em Macau ao abrigo deste programa deverá ser inferior, de 18 negócios. Che explicou que as previsões mais recentes apontam para que “cerca de 46 por cento das quais [empresas interessadas] venham a estabelecer as suas lojas nas zonas designadas no âmbito do plano, como, por exemplo, a Zona de Aterros do Porto Exterior, área de San Kio e Areia Preta, entre outras”.

A primeira fase do programa visou as lojas estabelecidas em Macau desde Agosto de 2025, tendo como principais focos marcas ligadas aos países de língua portuguesa, espanhola, mas incluindo também o Interior, Hong Kong e Taiwan.

Até 1 milhão de patacas

Os apoios para estas lojas podem chegar a um máximo de um milhão de patacas, dependendo das despesas efectivas, do número de trabalhadores locais e da zona onde ficam instaladas. O subsídio mais básico é de 500 mil patacas e tem por base as despesas realizadas.

No entanto, as lojas que se instalarem na Zona de Aterros do Porto Exterior, Areia Preta, Iao Hon, Barca, Barra, Fai Chi Kei, Doca do Lamau, Tamagnini Barbosa e Ilha Verde podem receber mais 300 mil patacas. Além disso, se as lojas tiverem uma área entre 100 metros quadrados e 150 metros quadrados, há um apoio adicional de 100 mil patacas. Se a área for superior a 150 metros quadrados, o apoio sobe para 200 mil patacas. Finalmente, os negócios que contratarem entre 10 e 15 trabalhadores locais recebem mais 50 mil patacas. Se o número de empregados domésticos ficar acima dos 15, o apoio financeiro sobe para 100 mil patacas.

O programa tem como objectivo “aumentar a atractividade do ambiente de negócios da cidade, atrair marcas estrangeiras a estabelecerem as suas primeiras lojas em Macau e enriquecer a oferta de consumo local”. A segunda fase do programa arranca em Maio e prolonga-se até ao final de Julho.

29 Abr 2026

Justiça | Quase 20 juízes portugueses querem vir para Macau

Quase 20 magistrados de Portugal mostraram interesse em vir trabalhar para Macau, no âmbito do concurso de recrutamento de dois juízes para exercerem funções nos tribunais de primeira instância de Macau na área cível. A informação foi divulgada pelo Canal Macau, no domingo.

Segundo a informação da emissora, houve um total de 18 candidatos. No entanto, uma pessoa foi logo excluída por ser magistrada na área administrativa e fiscal em Portugal, e não estar a exercer nos tribunais judiciais, um dos requisitos do concurso. A maioria dos interessados em exercer em Macau são magistradas, mais de 10, enquanto os magistrados do sexo masculino são seis.

Após a entrega das candidaturas, decorre uma fase de pré-selecção a cargo da Comissão Independente Responsável pela Indigitação de Juízes da RAEM. Esta comissão vai escolher os candidatos que considerar mais adequados, para depois realizar as entrevistas de escolha. Não foram revelados os números de candidatos que vão ser entrevistados. Finda a entrevista, a comissão elege os magistrados escolhidos para virem trabalhar para Macau.

As candidaturas para este concurso foram aceites até 31 de Março, e segundo o documento elaborado pela Comissão Independente Responsável pela Indigitação de Juízes da RAEM, foi exigida aos candidatos uma antiguidade superior a sete anos e inferior a 15 anos, sendo a nomeação válida por dois anos, podendo ser renovável.

28 Abr 2026

Apoios públicos | Fundo de apoio à ciência distribuiu 578 milhões

O Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia atribuiu no primeiro trimestre deste ano 34,6 milhões de patacas ao Centro Internacional de Tecnologia e Indústria de Macau. A Universidade de Macau e a Universidade Cidade de Macau foram as instituições mais apoiadas

No primeiro trimestre de 2026, o Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia (FDCT) atribuiu 577,7 milhões de patacas em apoios. O maior subsídio individual atingiu 34,6 milhões de patacas e destinou-se à associação Instituto de Tecnologia e Indústria de Macau (MIIT, na sigla em inglês), para o Centro Internacional de Tecnologia e Indústria de Macau.

Os dados foram revelados no portal da Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos (DSSGAP), e deixam antever mais subsídios para este projecto, uma vez que os 34,6 milhões de patacas têm a indicação de serem a primeira prestação.

Em Fevereiro deste ano, no tradicional discurso de Ano Novo Lunar, o ex-secretário para a Economia e Finanças, Tai Kin Ip, revelou que o centro de investigação do MIIT ia iniciar as operações no segundo trimestre deste ano. O centro tem uma área de cerca de 2 mil metros quadrados e está instalado na NAPE, no anterior Centro de Incubação de Negócios para os Jovens de Macau.

Nessa ocasião, o então responsável pela pasta da economia e finanças revelou também que já tinha sido constituída uma equipa especializada em investimento e operações de centros tecnológicos, que fez várias viagens ao Interior para perceber como funcionam centros semelhantes e preparar o início da actividade.

UM recebeu 249 milhões

Em termos dos principais apoios, a entidade mais subsidiada no primeiro trimestre do ano foi a Universidade de Macau, com 225 projectos financiados, num total de 249,1 milhões de patacas.

Os maiores apoios recebidos pela principal universidade pública da região atingiram 15 milhões de patacas, um montante que se repetiu três vezes e que visou subsidiar os Laboratórios do Estado em Macau, que se dedicam à investigação para o desenvolvimento de uma cidade inteligente, integração de circuitos analógicos e digitais e ainda no campo da medicina tradicional chinesa.

Por sua vez, a Universidade Cidade de Macau recebeu 230,5 milhões de patacas em apoios, além de dois outros apoios de 15 milhões de patacas, devido ao facto de explorar dois laboratórios do Estado. Ainda em termos do apoio à investigação, a Universidade Politécnica de Macau recebeu 14,6 milhões de patacas em apoios, a Universidade Cidade de Macau um total de 11,5 milhões de patacas e a Universidade de São José 2,6 milhões de patacas.

28 Abr 2026

Leong Hong Sai quer celebrar combatentes locais da guerra contra o Vietname

O deputado Leong Hong Sai quer que o Executivo construa um museu para celebrar os residentes de Macau que participaram na Guerra contra o Japão, na Guerra Civil da Coreia e na Guerra contra o Vietname. O assunto foi abordado através de uma interpelação escrita, com o deputado a considerar que estes residentes merecem ser homenageados pelos “feitos heroicos”.

“Para homenagear os seus feitos heróicos, as autoridades devem criar uma exposição permanente temática, nomeadamente, no Museu de Macau, na Biblioteca Central de Macau ou na Base da Educação do Amor pela Pátria, destinada a exibir artefactos, crachás, fotografias e histórias destes veteranos, bem como a possibilidade de gravar nos principais parques públicos monumentos comemorativos os nomes dos bravos veteranos de Macau que participaram nestes conflitos. Vão fazê-lo?”, perguntou o legislador.

O deputado considerou ainda que o conflito entre o Vietname e a China, que durou cerca de três semanas em 1979, foi uma “guerra de autodefesa contra a agressão do Vietname”. Por isso, Leong Hong Sai quer que o Governo faça documentários patrióticos sobre estes soldados, para serem exibidos no dia 1 de Agosto, quando se assinala a fundação do Exército de Libertação Popular, principalmente entre os jovens.

Novos roteiros

Além disso, o legislador perguntou se as autoridades vão criar um roteiro de turismo vermelho na RAEM. “As autoridades devem criar um roteiro para as visitas culturais vermelhas, por forma a implementar o tema de Amor pela Pátria em Macau, e incluir as histórias da participação da população de Macau na guerra de resistência contra a agressão japonesa, na guerra de resistência à agressão dos EUA para ajudar a Coreia e na guerra de autodefesa contra a agressão do Vietname no ensino primário e secundário, transmitindo a história através da aprendizagem”, vincou.

Apesar de durante estes acontecimentos Macau fazer parte dos territórios ultramarinos portugueses, Leong Hong Sai defendeu que “Macau sempre partilhou o mesmo destino do país, respirando em uníssono e partilhando o mesmo destino com a Pátria”.

28 Abr 2026

CAM | Negociações para criar ligação Macau- Lisboa

A CAM quer mais voos para grandes centros de transporte no Interior, que permitam mais partidas de Macau para a Europa, com escalas pelo meio. A nível do transporte de carga, os dados oficiais mostram uma procura cada vez maior

A CAM – Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau está em negociações com a Capital Airlines, transportadora do Interior, para lançar voos entre Macau e Lisboa. A revelação foi feita por Edman Lei, subdirector do Departamento de Marketing da CAM, em declarações à TDM.

“Esperamos lançar voos da Capital Airlines de Hangzhou para Macau de forma a podermos usar Hangzhou como ponto de trânsito nos voos directos para Lisboa”, revelou Edman Lei. A Capital Airlines tem actualmente um voo entre Hangzhou e Lisboa. O objectivo da CAM é voar para Hangzhou, como ponto de trânsito para os passageiros apanharem nesse aeroporto os voos directos.

Os planos da empresa passam não só por utilizar este método no voo para Lisboa, mas igualmente em outras ligações aéreas. “Utilizando Pequim, Chengdu e Chongqin como centros de trânsito, o aeroporto tem como objectivo manter os tempos de ligação nas três horas e oferecer um serviço de check-in de bagagem num único ponto para voos com destino a países como Espanha e outros europeus”, explicou.

O voo entre Macau e Portugal, com escala em Hangzhou, faria assim parte da estratégia da CAM de diversificar a oferta de voos do território para centros de aviação no Interior, aproveitando a maior oferta destes aeroportos.

Aposta na carga

Nas declarações prestadas à TDM, os responsáveis da CAM destacaram ainda o maior crescimento do transporte de cargas, que contrasta com a situação a nível dos passageiros, que no ano passado sofreu uma quebra.

“Em 2025, o volume de carga nas rotas europeias foi de aproximadamente 31.700, representando cerca de 29,3 por cento do volume total de carga do aeroporto. Deste total, a rota para Madrid movimentou aproximadamente 8.700 toneladas, representando cerca de 8 por cento”, revelou Frank Wu, director do Departamento Logística e Desenvolvimento da Aviação Geral da CAM.

“O comércio electrónico transfronteiriço é o principal motor, representando 90 por cento do volume de carga do aeroporto. Para rotas de longa de distância, o aeroporto planeia promover voos na plataforma sino-portuguesa e pretende expandir-se para a América do Sul, tal como o Brasil. O Brasil tem uma grande população e uma elevada frequência de utilização de serviço de comércio electrónico”, acrescentou.

27 Abr 2026

Tabaco | Alvis Lo faz balanço positivo de programa-piloto

Alvis Lo revelou que o número de advertências para não fumar na zona do Parque Dr. Carlos D’Assumpção caiu de 40 por dia para duas por dia, com a implementação do projecto-piloto

O director dos Serviços de Saúde (SS), Alvis Lo, fez ontem um balanço positivo do projecto-piloto que estendeu a proibição de fumar em várias ruas circundantes ao Parque Dr. Carlos D’Assumpção. O programa está em curso há cerca de dois meses, e os SS admitem instalar mais zonas de fumo. Actualmente, existem nove áreas para fumar perto do Parque Dr. Carlos D’Assumpção.

Em declarações à imprensa, Alvis Lo afirmou que nos primeiros dias do programa-piloto, o director dos SS admitiu que havia uma média de cerca de 40 pessoas a serem alertadas para não fumarem nas zonas proibidas. Contudo, com o passar do tempo o número de advertências foi reduzido para duas por dia.

O director revelou igualmente que como actualmente está a decorrer uma fase experimental os advertidos não foram multados, apenas advertidos. No entanto, dado a mudança de comportamentos, Alvis Lo considerou que o projecto está a produzir resultados.

Apesar do balanço positivo, os Serviços de Saúde têm planos para instalar mais locais para fumar naquela zona. As instalações devem entrar em funcionamento no próximo mês. O responsável explicou que o plano inicial é instalar zonas para fumadores, que concentrem o fumo e ainda cinzeiros.

Alvis Lo admitiu ainda que o programa em curso vai sofrer ajustes de acordo com a aceitação dos moradores e comerciantes das zonas afectadas: “Estamos a experimentar com modelos diferentes, tendo em conta a consulta pública recentemente concluída sobre a alteração da lei. Vamos fazer os ajustes de acordo as opiniões baseadas de todas as partes,” apontou.

Portas do Cerco e Ruínas

Ao mesmo tempo, o director dos SS afirmou que está a ser equacionado alargar as áreas de proibição de fumar existentes nas Portas do Cerco e nas Ruínas de São Paulo.

No entanto, o responsável considera que é necessário esperar até o modelo operacional que está a ser desenvolvido ficar mais maduro. Além disso, Alvis Lo prometeu ouvir as opiniões da população, e ponderar estender a proibição a outras zonas densamente povoadas.

Em meados deste mês, terminou a consulta pública para alterar a lei do tabaco. A proposta ainda não foi concluída, mas espera-se a proibição total de possuir ou fumar cigarros electrónicos e produtos semelhantes, como os cigarros aquecidos ou até cachimbos de água. Como parte da consulta foi igualmente ouvida a opinião da população sobre o alargamento das zonas na cidade onde é proibido fumar.

Casinos e restaurantes dominam infracções

Os Serviços de Saúde (SS) dizem ter detectado, no primeiro trimestre deste ano, 1.524 casos de infracção à lei do tabaco, no contexto de 65.548 inspecções realizadas a estabelecimentos. Trata-se, segundo um comunicado oficial, de uma média diária de 728 inspecções. Neste conjunto, incluem-se 1.459 casos de fumo ilegal, 43 casos de transporte de cigarros electrónicos na entrada ou saída da RAEM e 22 casos suspeitos de violação da lei.

Os casinos lideram o número de infracções, com 254 casos, representando 17,4 por cento; seguindo-se os estabelecimentos de restauração, com 245 casos, uma representação de 16,8 por cento. Por sua vez, nas paragens de veículos de transporte colectivo de passageiros ocorreram 192 casos, 13,2 por cento. Destaca-se que os Serviços de Saúde e a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos realizaram 163 inspecções conjuntas aos casinos de Macau, tendo sido detectados 254 casos de fumo ilegal.

24 Abr 2026

Lei sindical | Três sindicatos aprovados no primeiro ano

Dois, dos três sindicatos registados, estão ligados à Federação das Associações dos Operários de Macau e têm como principal objectivo, antes da defesa dos interesses dos trabalhadores, a promoção do patriotismo

Em pouco mais de um ano, três sindicatos conseguiram registar-se junto da Direcção de Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL). Os dados foram adiantados ao HM pela própria entidade, depois da lei sindical ter entrado em vigor a 31 de Março de 2025

“Até 31 de Março de 2026, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais recebeu um total de cinco pedidos de registo de sindicatos, dos quais três foram aprovados, um foi indeferido e um está em fase de análise”, foi comunicado. “Os três sindicatos acima referidos, cujo registo foi aprovado, foram registados em 2025”, foi acrescentado.

Sobre os pedidos aprovados, a informação pública mostra que dois dos três sindicados estão ligados à Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM). Em ambos os casos, não apresentam denominação em português nem em inglês. O motivo da recusa do registo revelado não foi indicado. O primeiro sindicato reconhecido da RAEM foi registado 21 de Outubro de 2025. O nome em chinês corresponde a União dos Trabalhadores da Indústria de Transportes de Macau.

Nos estatutos publicados no Boletim Oficial, o sindicato apresenta-se como “parte integrante da causa sindical patriótica” e define como principal objectivo “promover o patriotismo e o amor por Macau entre os trabalhadores da indústria de transportes” e “a solidariedade e a ajuda mútua”, aos quais acrescenta a “preocupação com a sociedade e a participação nos assuntos sociais”, “fortalecimento da força sindical”, “desenvolvimento do intercâmbio técnico e a formação” e organização diversas actividades culturais, recreativas e de lazer”. Segundo a descrição, as actividades vão ser realizadas para “defender e promover os direitos laborais dos trabalhadores, e representar os membros na resolução e negociação de litígios ou diferendos laborais de natureza individual”.

FAOM vezes dois

Também o segundo sindicato a ser registado está ligado à FAOM, com a denominação em chinês a poder ser lida como Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Transformadora de Macau.

No entanto, os estatutos apresentam algumas diferenças, uma vez que o primeiro objectivo é a união dos trabalhadores da indústria, e só depois surge a promoção do patriotismo e do amor por Macau. Apesar disso, este sindicato também se apresenta como “parte integrante da causa sindical patriótica”. Contudo, tem objectivos mais focados nos trabalhadores, como a “formação profissional” a “melhoria da qualificação dos trabalhadores” e a “promoção actividade do emprego”. Na lista de objectivos, consta ainda a intenção de “defender e promover os direitos laborais dos trabalhadores, e representar os membros na resolução e negociação de litígios ou diferendos laborais de natureza individual”.

Das Telecomunicações

O terceiro sindicado registado, apresenta como nome em português União da Indústria de Tecnologia da Informação de Macau. Na apresentação, este sindicato indica pautar-se pelo “espírito patriótico e de amor a Macau” e apoiar “activamente” a integração da RAEM no “panorama geral do desenvolvimento nacional”.

No entanto, apresenta como primeiro objectivo a “defesa dos direitos dos membros” a nível da segurança e saúde no trabalho, assim como uma entidade de auxílio aos membros da resolução de “litígios ou controvérsias laborais, prestando serviços de aconselhamento jurídico e apoio”.

Esta sindicato aponta ainda como objectivos a melhoria das competências profissionais dos membros, a promoção da inovação tecnológica, cooperação entre indústria, academia e investigação e elevação dos padrões do sector. Apesar de ser uma exigência da Lei Básica, que foi aprovada em 1993, entrando em vigor em 1999, apenas em 2025 Macau assegurou a primeira lei sindical.

24 Abr 2026

Renovação Urbana | Registado lucro de 787,9 milhões de patacas

No espaço de um ano, os lucros da Macau Renovação Urbana caíram para mais de metade, o que pode ser explicado com o menor volume de vendas no Novo Bairro de Macau

A Macau Renovação Urbana apresentou um lucro de 787,9 milhões de patacas no ano passado. Os resultados foram apresentados ontem através do portal da Direcção Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos (DSSGAP). Em termos anuais, o lucro de 787,9 milhões de patacas representa uma quebra dos ganhos superior 50 por cento, dado que em 2024 os lucros tinham sido de 1.791 milhões de patacas.

A principal diferença aconteceu ao nível das receitas, com os lucros operacionais a caírem para 2.040 milhões de patacas em 2025, quando no ano anterior tinham atingido 3.694 milhões de patacas. Esta é uma diferença que pode ser justificada com o facto de a procura por habitações em projectos como o Novo Bairro de Macau, na Ilha da Montanha, ter abrandado.

Entre os 2.040 milhões de patacas em receitas, o relatório indica que se devem à venda de habitações, enquanto 14 milhões de patacas foram gerados através do arrendamento de espaços. As actividades de arrendamento da empresa, embora com um peso muito limitado nos resultados finais, mostram uma melhoria, significativa, dado que em 2024 este tipo de receitas era de 4 milhões de patacas.

Quanto às outras receitas, a empresa apresentou ganhos de 5,1 milhões de patacas, também uma diminuição face ao ano anterior, em que o montante tinha sido de 15,8 milhões de patacas. A redução das receitas foi acompanhada por uma redução dos custos de exploração. Em 2025, os custos da empresa foram de 1.344 milhões de patacas, quando em 2024 tinham sido de 2.699 milhões, uma redução de 50 por cento.

Foco no Iao Hon

Em relação ao corrente ano, a Macau Renovação Urbana está focada em continuar a promover a renovação dos edifícios do território, com especial foco no Bairro do Iao Hon.

Além disso, consta no documento partilhado ontem que vão ser estudadas alterações, não especificadas, aos moldes como são utilizadas as habitações de substituição. Estas habitações foram construídas na Areia Preta com o objectivo de alojarem os moradores de edifícios que sejam alvo de obras de renovação ou reconstrução.

A Macau Renovação Urbana foi criada em 2019 com capitais públicos, sendo controlada a 96 por cento pela RAEM, a 3 por cento pelo Fundo de Desenvolvimento Industrial e de Comercialização e a 1 por cento pelo Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia.

23 Abr 2026