Tabaco | Alvis Lo faz balanço positivo de programa-piloto

Alvis Lo revelou que o número de advertências para não fumar na zona do Parque Dr. Carlos D’Assumpção caiu de 40 por dia para duas por dia, com a implementação do projecto-piloto

O director dos Serviços de Saúde (SS), Alvis Lo, fez ontem um balanço positivo do projecto-piloto que estendeu a proibição de fumar em várias ruas circundantes ao Parque Dr. Carlos D’Assumpção. O programa está em curso há cerca de dois meses, e os SS admitem instalar mais zonas de fumo. Actualmente, existem nove áreas para fumar perto do Parque Dr. Carlos D’Assumpção.

Em declarações à imprensa, Alvis Lo afirmou que nos primeiros dias do programa-piloto, o director dos SS admitiu que havia uma média de cerca de 40 pessoas a serem alertadas para não fumarem nas zonas proibidas. Contudo, com o passar do tempo o número de advertências foi reduzido para duas por dia.

O director revelou igualmente que como actualmente está a decorrer uma fase experimental os advertidos não foram multados, apenas advertidos. No entanto, dado a mudança de comportamentos, Alvis Lo considerou que o projecto está a produzir resultados.

Apesar do balanço positivo, os Serviços de Saúde têm planos para instalar mais locais para fumar naquela zona. As instalações devem entrar em funcionamento no próximo mês. O responsável explicou que o plano inicial é instalar zonas para fumadores, que concentrem o fumo e ainda cinzeiros.

Alvis Lo admitiu ainda que o programa em curso vai sofrer ajustes de acordo com a aceitação dos moradores e comerciantes das zonas afectadas: “Estamos a experimentar com modelos diferentes, tendo em conta a consulta pública recentemente concluída sobre a alteração da lei. Vamos fazer os ajustes de acordo as opiniões baseadas de todas as partes,” apontou.

Portas do Cerco e Ruínas

Ao mesmo tempo, o director dos SS afirmou que está a ser equacionado alargar as áreas de proibição de fumar existentes nas Portas do Cerco e nas Ruínas de São Paulo.

No entanto, o responsável considera que é necessário esperar até o modelo operacional que está a ser desenvolvido ficar mais maduro. Além disso, Alvis Lo prometeu ouvir as opiniões da população, e ponderar estender a proibição a outras zonas densamente povoadas.

Em meados deste mês, terminou a consulta pública para alterar a lei do tabaco. A proposta ainda não foi concluída, mas espera-se a proibição total de possuir ou fumar cigarros electrónicos e produtos semelhantes, como os cigarros aquecidos ou até cachimbos de água. Como parte da consulta foi igualmente ouvida a opinião da população sobre o alargamento das zonas na cidade onde é proibido fumar.

Casinos e restaurantes dominam infracções

Os Serviços de Saúde (SS) dizem ter detectado, no primeiro trimestre deste ano, 1.524 casos de infracção à lei do tabaco, no contexto de 65.548 inspecções realizadas a estabelecimentos. Trata-se, segundo um comunicado oficial, de uma média diária de 728 inspecções. Neste conjunto, incluem-se 1.459 casos de fumo ilegal, 43 casos de transporte de cigarros electrónicos na entrada ou saída da RAEM e 22 casos suspeitos de violação da lei.

Os casinos lideram o número de infracções, com 254 casos, representando 17,4 por cento; seguindo-se os estabelecimentos de restauração, com 245 casos, uma representação de 16,8 por cento. Por sua vez, nas paragens de veículos de transporte colectivo de passageiros ocorreram 192 casos, 13,2 por cento. Destaca-se que os Serviços de Saúde e a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos realizaram 163 inspecções conjuntas aos casinos de Macau, tendo sido detectados 254 casos de fumo ilegal.

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