Filipinas | Quase 250 estrangeiros detidos em operação contra burlas

As autoridades das Filipinas detiveram mais de 200 trabalhadores estrangeiros, na sua maioria chineses, na maior operação de 2026 contra os centros de burlas do arquipélago, informou ontem o Serviço de Imigração local. A operação simultânea, coordenada pelas diversas forças de segurança, decorreu nos municípios de Siay e Alicia, na província de Zamboanga Sibugay, no sul do país.

Os 244 trabalhadores estrangeiros detidos são “na sua maioria chineses”, segundo o serviço, que identificou também um grupo de cidadãos provenientes de países do Sudeste Asiático, como o Vietname, a Birmânia, o Camboja ou a Indonésia. Todos ficaram sob custódia das autoridades, enquanto se inicia o processo de deportação.

O Serviço de Imigração assegurou que está a investigar “possíveis violações relacionadas com o tráfico de pessoas”.

Nos locais alvo da operação, as autoridades apreenderam milhares de telemóveis e outros dispositivos informáticos, como computadores ou cartões SIM, que eram utilizados para “cometer fraudes online”, o que “permitiu desmascarar uma operação ilegal organizada através da Internet”.

“Continuaremos a aplicar as nossas leis de imigração contra os estrangeiros que violem as condições da sua permanência e garantiremos que as Filipinas não sejam utilizadas como base para actividades ilegais”, declarou o chefe do departamento, Joel Viado.

Os centros alvo da operação foram identificados como Operadores de Jogo Extraterritoriais, casinos virtuais dirigidos especialmente a cidadãos chineses, que, após oito anos de actividade, se tornaram sinónimos de fraudes, escravatura e tráfico de seres humanos.

Apesar de terem sido proibidos no final de 2024, as autoridades filipinas receiam que algumas empresas de jogos virtuais continuem a operar na clandestinidade.

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