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O Festival Experimental de Animação Cross-Straits, ou EXiM 2017, decorre no próximo fim-de-semana, de 17 a 19 de Novembro, no Auditório do Museu de Arte de Macau. O evento inclui três sessões de visionamento, sendo que a sessão inaugural acontece no próximo dia 17 de Novembro, sexta-feira, pelas 19h e é organizado pelo Armazém do Boi.

As manifestações de experimentalismo na área da animação normalmente transcendem a tradicional narrativa do vídeo e do filme para conceitos que extravasam os habitais cânones da criação cinematográfica.

Ao longo do tempo, este tipo de criações tornaram-se uma forma de criação artística com presença em exposições de arte contemporânea.

Os organizadores do evento convidaram três curadores com bastante traquejo no que toca à arte contemporânea e ao cinema experimental. A saber: Cao Kai do Interior da China, Phoebe Man de Hong Kong e Chang Jay de Taiwan. Os três curadores escolheram uma selecção de 34 trabalhos, aos quais se juntam mais quatro de artistas locais e que forma o cartaz do EXiM 2017.

Tendo em conta o surgimento nos últimos anos de uma grande profusão de meios electrónicos e digitais, inclusive no campo do software, os artistas viram as possibilidades em animação multiplicarem-se a um ritmo acelerado. Desta forma, não é de estranhar que o cinema de animação tenha sido escolhido como conceito condutor do EXiM 2017.

Da diversidade

A organização deste evento, de acordo com o comunicado do Armazém do Boi, é estimular a criação local de arte experimental neste ramo, de forma a manter Macau a par da cena internacional, rompendo com as amarras conceptuais que normalmente constrangem a expressão cinematográfica.

Por outro lado, a escolha destes três curadores visa imprimir no cartaz do festival uma multiplicidade de influências e visões artísticas diversas. Macau, Hong Kong, Interior da China e Taiwan têm fundos históricos distintos, com níveis de desenvolvimento e ideologias sociais diferentes. Todas estas envolvências inspiram a criação artística de formas variadas em cada região. Ou seja, o público não só pode assistir às criações cinematográficas, mas também ter um vislumbre das influências sociais das produções.

As sessões começam sempre às 19h e têm entrada livre.

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