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Rui Reigoto é um nome incontornável do motociclismo de velocidade em Portugal. O piloto de Chaves que coleccionou ao longo da sua carreira desportiva vários títulos nacionais nas principais categorias do Campeonato Nacional de Velocidade, bem como vitórias importantes em provas internacionais, como no Grande Prémio de Macau, gostaria de regressar ao Circuito da Guia em Novembro, no entanto, a regulamentação do 51º Grande Prémio de Motos de Macau não o permite.

Actualmente, os requisitos de participação na prova de duas rodas do Grande Prémio obrigam a que os pilotos tenham participado na prova do território nos últimos dois anos (2015 ou 2016), ou então que tenham tomado parte em eventos de estrada como a Ilha de Man, o Grande Prémio do Ulster ou a North West 200. Apesar de cumprir o segundo critério, que exige a que os pilotos tenham competido nos últimos anos na classe Superbikes ou Superstock 1000 de um campeonato nacional reconhecido, Reigoto já não corre no Circuito da Guia desde 2008, onde tripulou uma Kawazaki na agora extinta classe Supersport, nem tem possibilidades de participar nas provas britânicas. Esta situação não deixa de ser frustrante para um piloto que também conquistou títulos em provas de resistência.

“Sempre que fui a Macau obtive bons resultados e só por uma vez não fui o melhor português”, relembra Reigoto ao HM.

Questionado pelo HM se a organização da prova deveria abrir uma excepção para o seu caso, o piloto de Chaves é bastante claro:  “Não digo abrir uma excepção só por abrir. Sou um piloto que já ganhei em Macau em 1998 e 2000 (classe Supersport) e acho que os vencedores deveriam ter uma atenção mais especial. Felizmente tenho um currículo que fala por mim.”

Vontade não falta

Se num passado recente Portugal contava com três motociclistas nas grelhas de partida do Grande Prémio de Motos, este ano, a exemplo do que aconteceu em 2016, apenas André Pires cumpre os requisitos de selecção para estar presente na prova. Apesar das restrições, o evento da RAEM continua a despertar bastante interesse em Portugal e a Federação de Motociclismo de Portugal (FMP) não esconde que gostava de num futuro próximo contar com uma participação mais numerosa.

“Não são os portugueses que não querem ir… Macau é que não deixa ir ninguém sem antes participar noutras provas que se realizam no Reino Unido”, salienta o piloto da equipa lusa Yamaha Reigoto JBS / Anubisnetworks. O piloto nortenho admite que “não tem receio em participar em qualquer prova desde que tenha um pouco de colaboração dos organizadores, pois não vivo a 100 km das provas em questão, mas a mais de 3000 km…”

Reigoto, que nas pistas portuguesas mantém a invencibilidade esta temporada na categoria de Superbike, após ter vencido ambas as corridas do passado fim-de-semana no Autódromo do Estoril, realça que  “desde que eu e o Luís Carreira deixamos de correr em Macau, nunca mais tivemos um português ao nosso nível. Os resultados de todos falam por si”.

Embora este ano não possa competir na prova e de uma alteração nos critérios de selecção do Grande Prémio de Motos ser pouco provável a curto prazo, Reigoto reconhece que “ir a Macau ainda hoje é um sonho, porque adoro a pista, as pessoas e a atmosfera do Grande Prémio…”

O Circuito da Guia continua a preencher o imaginário dos pilotos de motas em Portugal e a FMP quer manter as boas relações com os agentes do território, sendo expectável que o actual cenário melhore para os pilotos lusos nos tempos vindouros.

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