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O tema deste ano do Festival Internacional de Música de Macau é “Estrelas em Ascensão” e promete trazer novos valores da música mundial aos palcos locais. O Instituto Cultural promete um evento ecléctico, com concertos de novos prodígios e um orçamento mais pequeno do que no ano passado

 

Um festival mais barato e orientado para os novos valores musicais internacionais. Este é o lema do Festival Internacional de Música de Macau (FIMM) que já mexe na sua 31.ª edição, que se realiza entre 29 de Setembro e 30 de Outubro. Este ano o evento sairá mais barato, 30 milhões de patacas, em comparação com os 38 milhões de patacas de orçamento do ano passado. “Reduzimos o orçamento, ajustámos alguns programas e focámos a promoção do festival nos meios online”, comenta Leung Hio Ming, presidente do Instituto Cultural (IC).

O festival deste ano tem como tema “Estrelas em Ascensão”, uma aposta que também representa alguma poupança.

A 31.ª edição será apadrinhada pela ópera “Andrea Chénier”, interpretada em quatro actos pela Filarmónica de Viena, que sobe ao palco do Grande Auditório do Centro Cultural de Macau (CCM) nos dias 29 de Setembro e 1 de Outubro.

A ópera, dirigida pelo maestro Andris Nelsons, relata a história de amor entre o poeta Chérnier e a fidalga Maddalena, uma paixão nascida com a violência da Revolução Francesa como pano de fundo.

A Filarmónica de Viena também encerra o cartaz com a interpretação de clássicos de Beethoven, Strauss e Wagner, fechando com chave de ouro austro-germânico o FIMM.

Ainda no âmbito da música clássica, os melómanos vão ter a oportunidade de assistir a uma noite dedicada à música de Beethoven interpretada pela The Deutsche Kammerphilharmonie Bremen, dirigida pelo maestro Paavo Järvi. O concerto, que marca o aniversário dos 210 anos da morte de Ludwig van Beethoven, está marcado para o dia 20 de Outubro no Grande Auditório do CCM. O público pode esperar interpretações das Sinfonias n.º1 e n.º3, assim como a Abertura de “As Criaturas de Prometeu”.

Pegando na tradição das grandes tragédias gregas, o FIMM apresenta a ópera “Orfeu e Eurídice”, do compositor Christoph Gluck. O espectáculo será ao ar livre, na Fortaleza do Monte, nos dias 21 e 22 de Outubro. A Ópera de Israel está a cargo desta produção que promete comover a plateia com as tribulações de Orfeu.

Nova prata

Ainda no domínio da música clássica, o FIMM conta no cartaz com um concerto do Quarteto de Cordas de Guimarães, que promete transportar o público numa viagem musical através dos períodos do classicismo, do romantismo, até ao século XX. O conjunto nascido no Minho traz na bagagem um repertório dividido entre composições de Mozart, Mendelssohn e Philip Glass.

A condizer com o tema “Estrelas em Ascensão”, o FIMM tem no seu cartaz vários nomes promissores no panorama musical internacional. Entre elas o Quarteto de Cordas Novus, que vem da Coreia do Sul para interpretar obras de Mozart, Tchaikovski e Ravel.

Outro dos destaques, no que a futuros talentos diz respeito, é o jovem pianista Lukas Geniušas, de origem russa e lituana, que já arrebatou vários prémios internacionais. O músico leva ao palco do Pequeno Auditório do CCM obras de Chopin, Ravel e Prokofiev no dia 27 de Outubro.

Num patamar mais moderno, o cartaz do FIMM conta com a presença do compositor e vibrafonista japonês, Masayoshi Fujita, também conhecido como El Fog. O nipónico baseado em Berlim é uma figura do experimentalismo musical que vai buscar inspiração ao jazz e à música electrónica para retirar o máximo do vibrafone, um instrumento semelhante ao xilofone.

Outro dos destaques mais jovens no cartaz da 31.ª edição do FIMM é a cantora Jazzmeia Hornm, uma autêntica estrela em ascensão com apenas 26 anos e um disco na bagagem, “A Social Call”. O álbum de estreia da norte-americana de Dallas será o fio condutor do concerto que apresenta na Fortaleza do Monte no dia 29 de Outubro.

Também no mesmo cenário ao ar livre, no dia 26 de Outubro, o público de Macau pode-se deliciar com as vozes do muito aclamado pela crítica internacional Soweto Gospel Choir. O grupo oriundo da África do Sul tem fama de dar tudo em palco ao longo dos 15 anos de carreira. Cantam, dançam, tocam percussão num misto de gospel africano, espiritualismo negro e reggae.

O público do FIIM pode ainda apreciar o talento de novos valores na secção do cartaz intitulada “Bravo Macau!”. Nesse âmbito, o primeiro jovem a subir ao palco é o violista Lo Cheng Io, de apenas 16 anos, que será acompanhado por um experiente músico ao piano, Suiong Wong. Os bilhetes são colocados à venda a 6 de Agosto, sendo que quem comprar até 13 de Agosto beneficia de um desconto.

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