Hoje Macau PolíticaHengqin | Criado “Cartão de Talentos de Macau-Hengqin” Foi oficialmente lançado esta segunda-feira o “Cartão de Talentos de Macau-Hengqin”, desenvolvido pelas autoridades de Macau em parceria com a Zona de Cooperação Aprofundada de Guangdong e Macau em Hengqin. Segundo um comunicado oficial, pretende-se, com este cartão, “promover a integração e conexão de serviços públicos para talentos entre Macau e Hengqin”, sendo que este cartão fica ligado ao “Cartão de Excelência” da província de Guangdong, dando benefícios e vantagens a quadros qualificados para viver e trabalhar na Zona de Cooperação, existindo três bancos parceiros que disponibilizam diversos pacotes promocionais para quem viva entre as duas regiões, nomeadamente “redução de taxas, serviços financeiros transfronteiriços em diferentes moedas, financiamento e descontos para consumidores”. Em termos gerais, o “Cartão de Talentos Macau-Hengqin” não serve apenas “como meio para reconhecer a identidade, mas como incentivo à inovação e empreendedorismo de talentos”, pode ler-se.
João Luz Manchete PolíticaHengqin | Universidades da RAEM vão trabalhar em rede no novo campus As três universidades de Macau vão operar em rede no novo campus na Ilha da Montanha, com os estudantes a poderem inscrever-se em disciplinas das diferentes universidades. A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, presidiu ontem à abertura oficial do ano lectivo no campus de Hengqin Arrancou oficialmente o ano lectivo no campus universitário em Hengqin, com a cerimónia de inauguração a contar com a participação do Chefe do Executivo, das secretárias para os Assuntos Sociais e Cultura e para a Economia e Finanças, o director do Gabinete de Ligação do Governo Central na RAEM, entre outros titulares de cargos de departamentos públicos. Recorde-se que a primeira fase do novo campus universitário de Hengqin já começou a funcionar, com a Universidade Politécnica, a Universidade de Macau e a Universidade de Turismo a oferecer cursos de pós-graduação para mais de 1.450 alunos. A secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, O Lam, destacou que as três instituições de ensino superior público vão operar em rede no campus da Ilha da Montanha. A cooperação entre as três universidades irá permitir aos estudantes escolherem os seus planos académicos, combinando disciplinas leccionadas nas três universidades. “Neste semestre, os estudantes do campus vão poder assistir a aulas de disciplinas de outras universidades”, na qualidade apenas de assistentes”, nas até ao próximo ano, poderão também frequentar disciplinas de outras universidades”, indicou O Lam. A secretária afirmou também que as três universidades de Macau presentes no campus de Hengqin vão disponibilizar cursos de “micro-especialização”, a alunos inscritos numa das instituições, que vão contar para os créditos. “Esperamos que, através deste modelo de partilha de cursos e desenvolvimento conjunto de especializações, as três universidades possam tirar partido dos seus recursos disciplinares vantajosos para formar em conjunto talentos interdisciplinares”, apontou a governante. Ir mais além O Lam realçou que o campus universitário “não é apenas uma extensão do espaço educativo das instituições de ensino superior de Macau”, mas também uma plataforma internacional de ciência e educação enraizada na Grande Baía, com ligações ao mundo. “Tendo a internacionalização como objectivo, a Cidade Universitária introduz continuamente recursos internacionais de ensino e investigação, empenhando-se em promover a internacionalização da formação de talentos, da investigação científica e do intercâmbio tecnológico”, afirmou a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, acrescentando que o campus irá concretizar o conceito “estudar no estrangeiro sem sair de casa”. O Lam sublinhou o foco educativo nas ciências, engenharias e nas “áreas interdisciplinares e de disciplinas de vanguarda”. Além disso, deixou uma mensagem aos estudantes para que “façam bom uso dos recursos da plataforma aberta e partilhada da Cidade Universitária”, “aproveitem as oportunidades da educação internacionalizada.” A secretária aconselhou os alunos a cultivarem “um forte sentido de responsabilidade nacional”, integrando os “ideais pessoais no desenvolvimento global do país”.
Hoje Macau PolíticaEscola patriótica Hou Kong quer atrair alunos de Macau para Hengqin Nelson Moura – Lusa. A agência Lusa viajou a convite da Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin Com professores virtuais de inteligência artificial (IA), cães robóticos e um currículo que mistura padrões internacionais com valores patrióticos, uma nova escola quer atrair estudantes de Macau para Hengqin. A Escola de Hengqin Anexa à Hou Kong foi inaugurada em Setembro de 2025 como o primeiro estabelecimento no Interior da China destinado a estudantes residentes de Macau, na Zona de Cooperação Aprofundada Macau-Guangdong, em Hengqin. Como parte dos esforços para atrair residentes para Hengqin está esta nova escola, com capacidade para cerca de 1.200 alunos entre turmas de ensino infantil, primário e secundário, funcionando sob gestão da Escola Secundária Hou Kong de Macau. Com cinco andares e quase 10.000 metros quadrados, na versão actual, a escola quer oferecer um espaço maior do que a maioria das escolas, e até universidades de Macau, oferecendo campos de basquetebol, futebol e uma pista de corrida. Inserida no sistema público de ensino gratuito de Macau, a escola está também incluída no Novo Bairro de Macau em Hengqin. Após uma visita guiada à escola, a subdirectora dos Serviços para os Assuntos de Subsistência da Zona de Cooperação Aprofundada de Hengqin, Xu Fengmei, destacou que “a educação na cooperação Hengqin-Macau está a evoluir de uma simples ligação para uma integração profunda”. Numa pequena sala de aula do secundário destinado ao ensino de tecnologia e IA, um guia fez uma demonstração do novo quadro de aula usado para ensinar os alunos sobre novas tecnologias. Vários modelos de professor AI podem ser escolhidos, desde conhecidos intelectuais chineses como Confúcio ou Lu Xun, ao físico e cientista Albert Einstein. Depois de escolher este último, o guia demonstra como um professor pode escrever o guião que será repetido em mandarim por este Einstein virtual. Outras tecnologias disponíveis, e produzidas na China, incluem uma máquina de diagnóstico de medicina tradicional chinesa e cães robóticos, para iniciar os estudantes nas mais recentes tecnologias. Sempre em linha Actualmente, acolhe cerca de mil alunos, a maioria residentes de Macau, apesar de a escola estar aberta a estudantes de Hong Kong e Taiwan. Fundada em 1932, a Escola Hou Kong é conhecida pelo currículo fortemente alinhado com o Partido Comunista Chinês e valores patrióticos, tendo como lema oficial “lealdade, diligência, pragmatismo e inovação”. Nas celebrações anuais da fundação da República Popular da China, a instituição recorda tradicionalmente que a sua directora Du Lan liderou professores e alunos a 1 de Outubro de 1949 para hastear, pela primeira vez em Macau, a nova bandeira vermelha com cinco estrelas amarelas do país. “Queremos que os estudantes cresçam com uma visão internacional, mas também com responsabilidade patriótica e ligação à pátria” destacou Hong.
Hoje Macau Manchete PolíticaHengqin | “Cidade Alemã” falhada acolhe alunos de nova cidade universitária Reportagem de Nelson Moura – Agência Lusa. A agência Lusa viajou a convite da Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin Um projecto comercial falhado com arquitectura de inspiração alemã em Hengqin foi reaproveitado como um campus de universidades de Macau, que pretende acolher pelo menos 20.000 estudantes até 2029 Alunos estudam e vivem agora em réplicas de edifícios tradicionais da Bavária concebidos anteriormente para a “Cidade Alemã”, uma réplica urbana de inspiração alemã que tencionava atrair empresas alemãs, ou ligadas à Alemanha, para Hengqin. Iniciado em 2019 pela empresa de Hong Kong TFG International com um investimento de 1,6 mil milhões de yuans, o complexo com uma área bruta de construção de 140.000 metros quadrados planeava construir quatro torres de escritórios em estilo europeu, ruas comerciais temáticas alemãs com lojas de comida e cerveja, além de um hotel e um centro empresarial de alta tecnologia em parceria com a Siemens. O projecto com design do arquitecto Alain Bony foi pensado para servir como porta de entrada para mais de 500 empresas alemãs ou ligadas à tecnologia alemã no país. Em 2020, a empresa anunciou que uma primeira fase de vendas de escritórios tinha gerado 230 milhões de yuans, mas a segunda fase viria a ser suspensa durante a pandemia de covid-19. Em 2025 foi anunciado que toda a área seria reconvertida como parte da Cidade Universitária. Num relatório recente, o Governo de Macau destacou que as autoridades chinesas pretendem que o projecto responda à procura crescente de vagas universitárias na China, oferecendo aos jovens chineses uma experiência equivalente a estudar no estrangeiro sem sair do país. Inter-nacional Durante uma visita para meios de comunicação de Macau, o director dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), Kong Chi Meng, indicou que o campus conta já com 1.400 estudantes de pósgraduação. “Temos actualmente 39 cursos e transferimos alguns docentes de Macau para Hengqin, além de termos recrutado novos professores,” apontou Kong. Nesta primeira fase os alunos têm aulas nos edifícios reconvertidos da “Cidade Alemã”, com alguns prédios usados também como dormitórios, restaurantes e ginásios para os estudantes. “A segunda fase já terá em conjunto cursos de licenciatura, mestrado e doutoramento, envolvendo também a Universidade Politécnica de Macau e a Universidade de Turismo de Macau”, acrescentou. Dos 1.400 alunos, quase todos são ou de Macau ou do Interior da China, com apenas oito estudantes internacionais, um deles de Moçambique. O objectivo global, disse, é atingir 20 mil estudantes nas fases seguintes, com aposta em áreas como engenharia, saúde, inteligência artificial e direito. Angela Zhang, uma doutoranda de 30 anos em design explica que acabou em Hengqin por uma mudança do departamento da Universidade de Macau onde estava a estudar, tendo já no currículo experiência de estudo no Instituto Pratt em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Por outro lado, Serein Qi, uma estudante de doutoramento de 26 anos da província de Henan, que frequenta a Universidade de Turismo de Macau na área do património cultural, explicou que a escolha de Hengqin foi inicialmente “um pouco aleatória”, mas que acabou por ser positiva graças ao custo de vida mais baixo em comparação com Macau. Com licenciatura feita em Tianjin e mestrado em Londres, Qi considera que Hengqin oferece um espaço académico internacional sem perder ligação ao Interior da China.
Hoje Macau PolíticaZona de Cooperação | Pong Ka Fui, da DSEC, na Comissão Executiva O responsável máximo pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), Pong Kai Fu, passa a dirigir a Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin. Segundo despacho assinado pelo Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, e publicado esta quarta-feira em Boletim Oficial, Pong Ka Fui passa a exercer estas funções a partir do dia 1 de Setembro, com comissão de serviço de dois anos. Além deste dirigente, foram nomeadas as chefias da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico, Autoridade Monetária de Macau e Instituto de Habitação, respectivamente: Cheung Wai, Ip Kuai Lam e Cui Ning, Sio U Lam exercem função de subdirector, Chan Kong On e Ng Chan Teng exercem função de chefe e subchefe de divisão. Na comissão, estes dirigentes recebem o semelhante à remuneração mensal do abono especial correspondente ao índice 250 da tabela salarial da Função Pública referente aos cargos de director e subdirector, e ainda relativa ao índice 200 para os cargos de chefe e subchefe. Tal significa um salário de cerca de 23 mil patacas para Pong Kai Fu e de 18 mil patacas para os restantes dirigentes.
Hoje Macau PolíticaHengqin | Apresentadas medidas para apoiar sector da aviação A Direcção do Desenvolvimento Industrial da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin, Guangdong-Macau apresentou um plano para promover o desenvolvimento integrado do Centro Internacional de Transporte Aéreo de Macau na Margem Ocidental do Rio das Pérolas. O plano contempla várias medidas de apoio para reduzir os custos operacionais de logística, como um subsídio de 1 yuan por cada quilo de carga que empresas de transporte internacional de mercadorias que passem pelo terminal de carga de Hengqin do Aeroporto de Macau, num máximo de 5 milhões de yuan por ano. No chão, as autoridades de Hengqin vão atribuir um subsídio no valor de 50 por cento dos custos reais anuais de exploração e manutenção das instalações de serviço usados por empresas de importação e exportação, até um limite máximo anual de 2 milhões de yuan. Os apoios vão-se estender ao armazenamento, através de um apoio para cobrir 50 por cento do arrendamento em armazéns em Hengqin, até um milhão de yuan por ano. Também o manuseamento e tratamento de mercadorias será subsidiado para incentivar a utilização do Terminal de Carga de Hengqin. As autoridades realçam que os apoios serão mais generosos para empresas com capital de Macau, ou empresas do programa “Cultivar e Fortalecer”. Também os profissionais empregados na zona de cooperação na área da logística aérea transfronteiriça podem candidatar-se a um subsídio de subsistência de 40 mil yuan por pessoa, distribuído a uma taxa de 30 por cento nos primeiros dois anos e de 40 por cento no terceiro ano.
João Luz Manchete SociedadeEmprego | Coutinho sugere a jovens oportunidades em Hengqin A ATFPM organizou um seminário sobre oportunidades de trabalho para os jovens. Depois de retratar um cenário complexo, que não se reflecte nas estatísticas, Pereira Coutinho destacou as oportunidades criadas pelo Centro de Serviços Económicos e Comerciais em Hengqin A Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) organizou no sábado à tarde um seminário sobre as oportunidades de emprego para jovens. Depois de traçar um cenário das dificuldades que os mais novos, em especial os recém-licenciados, sentem na entrada no mercado de trabalho, o deputado Pereira Coutinho apontou como uma das soluções o Centro de Serviços Económicos e Comerciais dos Países de Língua Portuguesa e Espanhola em Hengqing. O orador do seminário começou por referir que “Macau atravessa uma fase de bom desenvolvimento económico, com um PIB bastante promissor” e que nos próximos anos a diversificação da economia irá proporcionar “novos rumos no futuro, tanto na área empresarial como na procura de emprego qualificado”. Assim sendo, o deputado refere que o “centro representa uma mais-valia única para os jovens de Macau, pois permite o acesso a estágios profissionais internacionais, programas de formação especializada, redes de contactos empresariais e oportunidades de intercâmbio cultural e económico”. O deputado salientou a vantagem dos jovens de Macau por dominarem a língua portuguesa, conhecerem a realidade dos países lusófonos e possuírem formação multicultural. Estas capacidades tornam os jovens de Macau aptos para “projectos de cooperação comercial, negociação internacional, tradução e consultadoria empresarial entre a Grande Baía, Hengqing e os mercados de língua portuguesa e espanhola”, salientou. Ponto de partida Coutinho frisou também que o centro em Hengqin apoia a criação de pequenos negócios e start-ups de jovens, facilitando o acesso a financiamento, orientação técnica e mercados externos, e permitindo uma escapatória à dependência dos sectores tradicionais do turismo e do jogo. O deputado começou por referir que a realidade do emprego jovem fica oculta entre os valores estatísticos, em particular os recém-licenciados das universidades locais. Coutinho citou dados dos Serviços de Estatística e Censos do terceiro trimestre de 2025, quando “a taxa de desemprego dos residentes com idades entre os 16 e os 24 anos atingiu os 11,7 por cento, bastante superior à média local de 2,4 por cento”. O legislador indicou que “metade destes desempregados possui formação superior, carecendo de experiência profissional” e que o mercado laboral passou a pedir “cada vez mais qualificações académicas e experiência acumulada durante o percurso escolar, nomeadamente através de estágios profissionais”. Outro problema identificado por José Pereira Coutinho, é a própria estrutura económica, que “continua excessivamente concentrada nos sectores do turismo e do jogo, que absorvem 44 por cento da mão-de-obra”. Como tal, jovens com licenciaturas em “medicina, engenharia, construção civil, direito ou ciência e tecnologia têm grandes dificuldades em encontrar postos de trabalho relacionados com a sua formação. Muitos acabam por aceitar funções não especializadas e desligadas dos seus cursos”, conclui.
Hoje Macau PolíticaHengqin | Bombeiros começam actividade para diversificar economia Realizou-se ontem a cerimónia que marca o início da actividade do ramo de Hengqin da Brigada Geral de Socorro de Combate a Incêndios da Província de Guangdong, indicaram as autoridades do Interior da China. O início de actividade da brigada de bombeiros marca a “criação formal de um sistema moderno de bombeiros e salvamento na Zona de Cooperação Aprofundada”. Segundo a agência China News, a brigada “irá concentrar-se na missão principal de servir o desenvolvimento económico moderadamente diversificado de Macau e acelerar a construção de um sistema moderno de bombeiros e salvamento adaptado ao desenvolvimento integrado”. A corporação comprometeu-se em “prevenir e conter de forma resoluta” incêndios de grande dimensão, aprofundar a coordenação de normas e mecanismos de segurança contra incêndios entre Hengqin e Macau”, e na resposta a emergências que envolvam a travessia da fronteira. As autoridades salientam que o objectivo da brigada de bombeiros da Ilha da Montanha é construir “uma linha de defesa sólida e fiável em matéria de segurança contra incêndios para a vida pacífica e próspera dos residentes de Hengqin e de Macau”.
Hoje Macau PolíticaHengqin | PIB com crescimento de 7,5% no primeiro semestre O Produto Interno Bruto (PIB) da Ilha da Montanha cresceu 7,5 por cento em termos homólogos no primeiro semestre de 2026. Segundo dados das autoridades da Zona de Cooperação, citados pela Rádio Macau, o sector terciário representou 90 por cento da riqueza gerada entre Janeiro e Junho. A indústria transformadora foi responsável pelos restantes 10 por cento. Até final de Junho, estavam registadas 8.193 empresas com investimento de Macau em Hengqin, mais 11,5 por cento face ao ano anterior, representando 15,4 por cento do total de entidades na zona. A Zona de Cooperação Aprofundada Guangdong‑Macau foi criada em Setembro de 2021, e tem uma gestão conjunta do governador de Guangdong e do Chefe do Executivo de Macau.
Hoje Macau PolíticaHengqin | Secretária Ng Wai Han coordena comissão executiva A secretária para a Economia e Finanças, Ng Wai Han, foi nomeada coordenadora da Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin. A informação foi revelada na sexta-feira pela própria comissão executiva. Numa nota divulgada no sábado pelo gabinete da secretária, foi indicado que Ng Wai Han visitou na segunda quinzena de Julho várias associações locais para ouvir opiniões sobre as áreas da economia e finanças. A governante reuniu com a Associação Comercial de Macau, Federação das Associações dos Operários de Macau, União Geral das Associações dos Moradores de Macau, Associação Geral das Mulheres de Macau, Aliança de Sustento e Economia de Macau, Aliança de Povo de Instituição de Macau, Associação Geral dos Chineses Ultramarinos de Macau, Federação de Juventude de Macau, Associação Industrial e Comercial de Macau e associações comerciais locais. Durante as visitas, a secretária enfatizou a importância destes encontros como forma de “aproximação à comunidade para conhecer a realidade social e a opinião pública”. Ng Wai Han pretende que as políticas da área da economia e finanças “estejam sintonizadas com a evolução da sociedade e que os frutos do desenvolvimento económico cheguem efectivamente a toda a população”.
Nunu Wu Manchete SociedadeHengqin | Excursionistas quase triplicam no primeiro semestre Na primeira metade deste ano, Hengqin e Macau receberam 96,3 mil excursionistas, total que quase equivaleu ao registo de todo o ano passado, ou um aumento de quase 170 por cento. As autoridades de Hengqin relevaram que desde que começaram as excursões com múltiplas entradas, Maio de 2024, o número de excursionistas superou os 200 mil No primeiro semestre de 2026, Macau e Hengqin receberam 93,6 mil turistas ao abrigo da política de excursão com múltiplas entradas entre os dois territórios, segundo a Direcção dos Serviços de Desenvolvimento Industrial da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin. A direcção de serviços salienta que este registo significa um aumento anual de 168,7 por cento, quase totalizando o número de excursionistas de 2025. As autoridades indicam também que, desde que entrou em vigor a política de excursão com múltiplas entradas entre Hengqin e Macau em Maio de 2024, até 30 de Junho, os dois territórios acolheram um total de 204,4 mil excursionistas. Actualmente, existem 58 agências de viagem que vendem pacotes turísticos conjuntos para os dois territórios, cobrindo oito províncias chinesas, mas as autoridades da Ilha da Montanha estimam que o número de agências aumente para 61 ainda este ano. Em linha ascendente A direcção de serviços de Hengqin indica também que na primeira metade de 2026 foram realizados 11 eventos de exposições e convenções conjuntos em Macau e Hengqin, quase o dobro em comparação com o mesmo período do ano passado. Nesse capítulo, o organismo garante que vai reforçar o mecanismo de coordenação com Macau para promover o modelo de “um evento organizado em múltiplos destinos”. No seguimento do aumento de turistas para os dois destinos, no mês passado foram inauguradas três unidades hoteleiras na Zona de Cooperação Aprofundada, aumentando o número de quartos na Ilha da Montanha para cerca de 107 mil quartos. Na primeira metade deste ano, a taxa média de ocupação hoteleira foi de 60,6 por cento. As autoridades indicam também que entraram na Ilha da Montanha pelo Posto Fronteiriço de Hengqin 96 mil travessias fronteiriças de estrangeiros, nos primeiros seis meses deste ano, mais 76,9 por cento em comparação com 2025 no mesmo período.
Hoje Macau PolíticaHengqin | IAS vai aumentar apoio às famílias O Instituto de Acção Social (IAS) organizou uma reunião com representantes de associações estabelecidas em Hengqin, e prometeu introduzir mais serviços de apoio familiar na Ilha da Montanha. Segundo um comunicado divulgado ontem, a chefe do Departamento de Serviços Familiares e Comunitários do IAS, Lei Lai Peng, indicou que o plano educativo da vida familiar em Hengqin será reforçado. Estes planos incluem apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade, apoio à comunicação entre familiares, gestão e divisão de tarefas domésticas, técnicas para procurar um equilíbrio entre emprego e família. É também fornecida assistência para ajudar a lidar com relações intergeracionais, para incrementar conhecimentos tecnológicos e proteger crianças. Olhando para os próximos seis meses, as equipas das associações em Hengqin vão organizar visitas às instituições dos serviços sociais, geridas pelo Governo conjunto da zona de cooperação, relacionadas com questões familiares de bem-estar da população.
João Santos Filipe PolíticaCooperação | UPM e UTM criam empresa conjunta para investir em Hengqin Desde 2024, que as instituições de ensino superior de Macau criaram quatro empresas para investir na Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin. O investimento inicial nestas companhias atinge os 7 mil milhões de patacas A Universidade Politécnica de Macau (UPM) e a Universidade de Turismo de Macau (UTM) criaram uma empresa em parceria para investir na Ilha da Montanha. A informação foi revelada ontem, através do portal da Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos (DSSGAP). A nova empresa vai exigir um investimento conjunto inicial de 2,19 mil milhões de patacas. O projecto intitula-se “Companhia para o Desenvolvimento do Ensino Superior da UPM e UTM na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin”, com sede na Avenida de Hong Kong-Macau em Hengqin e iniciou as operações com um capital social de 1,85 mil milhões de renminbis, o equivalente a 2,19 mil milhões de patacas. Em termos das participações sociais, a UPM vai fazer um investimento directo de 43 milhões de renminbis, e indirecto de 883,7 milhões de renminbis, através da Inovação Tecnológica da UPM Sociedade Unipessoal Limitada, entidade que controla a 100 por cento. No total, a UPM entra para a parceria com 926,7 milhões de renminbis, cerca de 1,1 mil milhões de patacas. As contas são semelhantes no caso da UTM, que investe directamente 43 milhões de renminbis e indirectamente 883,7 milhões de renminbis, através da companhia Desenvolvimento de Cultura e Turismo da Universidade de Turismo de Macau. À semelhança da parceira, o investimento total ronda os 926,7 milhões de renminbis. A empresa conjunta apresenta como objecto social a realização de “actividades de testes e avaliações no domínio da educação e do ensino”, “serviços de consultoria na área da educação” e “actividades de investimento com fundos próprios”. Milhões acumulados A parceria entre a UPM e a UTM resulta na quarta empresa criada por universidades de Macau para investir no Interior, numa altura em que várias instituições estão envolvidas no projecto Cidade Universitária, a construção de novos pólos académicos em Hengqin, na Zona de Cooperação. Esta aposta, contabilizando com a criação das empresas e a realização do capital social representa um investimento de 5,9 mil milhões de renminbis, o que equivale a 7,00 mil milhões de patacas A primeira universidade a anunciar a expansão para a Ilha da Montanha foi a Universidade de Macau, em 2024, com a construção de um segundo campus universitário. A aposta está a ser feita através da empresa Guangdong Hengqin UM Higher Education Development, que implicou um investimento inicial de 4 mil milhões de renminbis, o equivalente a 4,74 mil milhões de patacas. Também nesse ano, a UTM criou a “Companhia de Consultadoria em Educação da Universidade de Turismo de Macau na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin” com um investimento inicial de 100 mil renminbis. Mais recentemente, já este ano, a UPM estabeleceu a “Companhia para o Desenvolvimento do Ensino Superior da UPM na Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin” com um capital social de 55 milhões de renminbis. Agora, a empresa conjunta vem exigir mais um investimento de 1,85 mil milhões de renminbis.
Nunu Wu Manchete PolíticaHengqin | Entrada de veículos de Macau em toda a província no horizonte As autoridades de Guangdong deram o primeiro passo para possibilitar a circulação em toda a província a veículos de Macau autorizados nas estradas de Hengqin. Esse passo foi a recolha de opiniões. Num primeiro instante, será dada prioridade a residentes que vivam, trabalhem ou tenham negócios na zona de cooperação Poderá estar para breve a correcção de uma incongruência ao nível das políticas de integração entre a RAEM e a província vizinha de Guangdong em que os veículos com matrícula de Macau autorizados a entrar em Hengqin não podiam conduzir nas estradas de Guangdong, e os autorizados a conduzir em Guangdong não podiam entrar em Hengqin. Na segunda-feira, o Gabinete para os assuntos da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin do Governo Popular da Província de Guangdong começou a recolher opiniões sobre a possibilidade de os veículos de Macau em Hengqin poderem circular em Guangdong. O período de auscultação irá decorrer até quarta-feira da próxima semana. Segundo as autoridades provinciais, para solicitar autorização para saírem da Ilha da Montanha para o Interior, os condutores de Macau devem cumprir os mesmos requisitos que lhes permitem conduzir em Hengqin. A saber, são elegíveis residentes que compraram um imóvel ou trabalhem na zona de cooperação, que tenham chegado a Hengqin a através do programa de captação de quadros qualificados. No entanto, as autoridades de Guangdong sublinharam que será dada prioridade a pedidos submetidos por residentes que vivam, trabalhem e criem negócios na Zona de Cooperação Aprofundada. Regras do jogo Cada veículo com matrícula da RAEM pode registar um máximo de dois condutores de Macau, que precisam de ter carta de condução do Interior da China, assim como documentos válidos de migração, para poderem sair de Hengqin e conduzir no resto da província. Quando a medida entrar em vigor e forem entregues pedidos para circular em Hengqin, os requerentes podem logo pedir também a saída da ilha. Além disso, a validade da licença provisória para entrar em Guangdong precisa de ser igual à do seguro obrigatório, mas o período máximo não pode ultrapassar um ano. Porém, a permanência dos veículos do lado de lá da fronteira não é ilimitada. A contar do primeiro dia de entrada em Hengqin, os veículos devem regressar a Macau num prazo máximo de seis meses. Se saírem de Hengqin, não podem permanecer em Guangdong mais de 30 dias seguidos, e o número de dias acumulados não pode ultrapassar 180 dias por ano. Quem violar estas regras de permanência ou conduzir fora de Guangdong, pode ficar entre 1 a 2 anos sem licença. A polícia de Guangdong incluiu ainda um capítulo sobre responsabilidade legal que pode levar ao cancelamento da licença, sem que possa ser pedida nova licença num espaço de três anos. Estas penalizações aplicam-se a quem use o carro para fazer contrabando, imigração ilegal, ou em caso de fuga após acidente de trânsito.
Hoje Macau PolíticaAssociações | Pedidas mais vagas em Hengqin para residentes A Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) e a União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM) querem que as autoridades de Hengqin abram mais vagas de emprego para residentes de Macau na zona de cooperação aprofundada. A posição foi tomada, após o anúncio de que 4.450 jovens candidatos da RAEM tinham concorrido a 50 empregos no equivalente à Função Pública de Hengqin. Em declarações ao jornal Ou Mun, a chefe da comissão de juventude da FAOM, Cheng Ka Man, afirmou que a popularidade revelada no concurso demonstra o entusiasmo crescente da juventude de Macau em sair da sua zona de conforto e no desenvolvimento de Hengqin. A responsável garantiu que a comissão que lidera irá prestar apoio aos jovens de Macau, para que estes aproveitem as oportunidades de desenvolvimento em Hengqin e na Grande Baía. Também a vice-presidente da UGAMM, Cheong Sok Leng, encarou com optimismo o elevado volume de candidatos aos postos em Hengqin e sugeriu que sejam criados mais empregos para jovens locais em Macau nas quatro indústrias prioritárias, ao mesmo tempo que se aposta na ida de talentos da RAEM para o Interior da China.
Hoje Macau SociedadeHengqin | Campus luso-chinês reforça cooperação académica e científica O primeiro campus comum entre universidades de Portugal e Macau vai nascer em Hengqin, e segundo o ministro da Educação português terá impacto directo na investigação, inovação e mobilidade académica entre Portugal e a China. Um protocolo foi assinado pelos reitores da Universidade de Coimbra (UC) e a Universidade Politécnica de Macau (UPM) para a criação de um Campus Global Conjunto UPM-UCoimbra em Hengqin. “Este é um passo decisivo para a projecção da Universidade de Coimbra a nível internacional”, afirmou o reitor da UC, sublinhando que o campus permitirá “desenvolver programas conjuntos de licenciatura, mestrado e doutoramento com graus duplos reconhecidos em Portugal e Macau”, e dinamizar projectos de investigação, criar incubadoras e laboratórios conjuntos, e fomentar o intercâmbio académico. O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, explicou que a inovação do acordo reside na criação de um campus físico em Hengqin, com dois laboratórios dedicados onde “trabalharão investigadores das duas instituições”. Segundo o ministro, este acordo insere-se numa rede já consolidada de cooperação académica e científica entre Portugal e a China.
João Luz Manchete PolíticaEmprego| Mais de 4.500 candidatos a 50 vagas em Hengqin As candidaturas a 50 empregos em Hengqin atraíram 4.550 jovens de Macau, indicou ontem a Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada. As autoridades de Hengqin apontam que esta ronda de recrutamento registou um aumento de 33 por cento face a rondas anteriores Terminou o período de recrutamento para preencher 50 vagas de emprego abertas pela Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin, que contou com 4.550 candidaturas de jovens residentes permanentes de Macau, indicou ontem a comissão executiva. As autoridades apontam que, em média, para cada vaga registaram-se 91 candidaturas e que, comparando com as duas rondas de recrutamento similares esta registou um aumento de 33 por cento. A comissão executiva conclui que o número de candidaturas reflecte “um aumento significativo do interesse dos jovens de Macau em trabalhar na zona de cooperação em Hengqin”. As autoridades acrescentam que, segundo as candidaturas apresentadas, as áreas mais procuradas pelos residentes são desenvolvimento industrial, e áreas administrativas, jurídicas e relacionadas com bem-estar da população. Estas áreas congregaram quase 80 por cento do total das candidaturas, envolvendo cargos como recepção de documentos, segurança social, actividades de intercâmbio juvenil, promoção de investimentos e a radiodifusão, televisão e publicação de notícias. O facto de esta ronda de recrutamento não exigir experiência profissional foi destacado pelas autoridades como factor determinante para a atracção de candidaturas de recém-licenciados. Alargar horizontes A Direcção dos Serviços de Assuntos Administrativos da zona de cooperação, responsável pela campanha de recrutamento, afirmou que a sua missão original é proporcionar oportunidades de emprego de alta qualidade e alargar as perspectivas de carreira dos jovens de Macau, num contexto de aprofundamento da integração entre os dois territórios. Neste aspecto, as autoridades de Hengqin sublinham a necessidade especial de contratar “jovens talentos familiarizados com Macau para participarem na gestão dos assuntos públicos da zona de cooperação”. A fase seguinte do processo passará pela selecção de currículos, assim como uma bateria de exames escritos, médicos e entrevistas. As autoridades sublinham que os departamentos competentes vão “respeitar rigorosamente os princípios de abertura, equidade e imparcialidade” ao longo do processo. Quando as candidaturas abriram, foi indicado que os rendimentos brutos anuais podem atingir 330 mil renminbis, e que os contratos de trabalho vão garantir o direito a 22 dias de férias por ano.
João Luz Manchete SociedadeHengqin | Patrulhamento reforçado após homicídio de estudante Depois do homicídio de uma estudante da MUST em Hengqin, a três quilómetros do Novo Bairro de Macau, as autoridades da zona de cooperação reforçaram a frequência de patrulhamento na fronteira, zonas comerciais e residenciais. Foram também identificadas zonas pouco iluminadas e isoladas para reordenar Após o homicídio de uma estudante da MUST em Hengqin, no passado dia 20 de Março, as autoridades da Zona de Cooperação garantem ter reforçado o policiamento e reordenado as zonas consideradas potencialmente inseguras. “Os departamentos de segurança pública da Zona de Cooperação aumentaram a frequência de patrulhamento em postos fronteiriços, zonas comerciais, escolas e bairros comunitários com elevada concentração de estudantes e jovens”, revelou o director substituto dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), Teng Sio Hang, em resposta a uma interpelação escrita de Che Sai Wang. O responsável da DSEDJ acrescenta que as autoridades da Ilha da Montanha desenvolveram operações especiais para reforçar a dissuasão de potenciais infrações, sem especificar que tipo de operações foram realizadas. O homicídio aconteceu na sequência do assalto a um apartamento onde moravam quatro estudantes, quando estavam duas vítimas na fracção. O Departamento de Segurança Pública de Hengqin emitiu na altura um comunicado a confirmar a detenção de um homem de 26 anos de idade, suspeito de ter atacado as duas mulheres, resultando na morte da aluna da MUST. Essa foi a última comunicação pública sobre o caso que aconteceu a três quilómetros do Novo Bairro de Macau e a menos de um quilómetro da fronteira com a RAEM. Até hoje, nada se sabe sobre suspeito, onde está detido, se já foi julgado ou condenado, correndo rumores nas redes sociais de que se terá suicidado. Apesar da opacidade no que toca a questões policiais, justiça e segurança, Teng Sio Hang vinca a boa comunicação entre as autoridades do Interior e da RAEM. Pontos negros Além do reforço do policiamento, as autoridades de Hengqin fizeram um levantamento de locais pouco iluminados ou com potenciais “riscos de segurança”, de forma a reordenar “vias principais e secundárias, troços isolados, parques, praças e zonas comerciais nocturnas”. O objectivo é criar um ambiente seguro para quem anda na rua à noite. Serão também organizadas campanhas de divulgação sobre protecção pessoal e reforço da consciência para aspectos de segurança, avançou o responsável da DSEDJ. Che Sai Wang salientou o pânico e a reacção pública que o homicídio provocou, ainda para mais numa altura em que o Executivo incentiva residentes da RAEM a mudarem-se para Henqgin, vontade materializada nos diversos mega-projectos, como a Cidade Internacional de Educação (Universitária) Macau–Hengqin. O deputado apontou que, após o homicídio, “alguns estudantes reduziram as saídas nocturnas nos seus tempos livres, e os pais e a comunidade estudantil manifestaram maior ansiedade em relação à segurança nas deslocações”. O legislador argumenta mesmo que o caso pode ter afectado “a confiança dos residentes de Macau na aquisição de habitação e emprego em Hengqin”.
Hoje Macau SociedadeHengqin | Mais de 700 casos judiciais ligados a Macau Os tribunais de Hengqin resolveram, entre 2022 e Dezembro do ano passado, um total de 730 casos judiciais relacionados com Macau. Os dados foram noticiados pelo jornal Ou Mun e revelam que estes processos envolveram pedidos de auxílio judiciária à RAEM, nomeadamente a obtenção de provas num período de oito dias, tido como o mais rápido possível, a cumprir pelos tribunais locais. No início de 2022, o Supremo Tribunal Popular da China autorizou os tribunais da Zona da Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, bem como os tribunais de Qianhai, Shenzhen, Nansha, Guangzhou e o Tribunal de Última Instância de Macau a tratarem de pedidos mútuos de citações ou notificações em processos judiciais, ou relacionados com as provas inerentes aos casos.
Hoje Macau SociedadeAudiovisual | Produção de microdramas para exportar Reportagem de Vítor Quintã, agência Lusa Na zona económica especial junto a Macau, dezenas de estúdios filmam microdramas para exportar – incluindo em português, tendo o Brasil como alvo – sobre amor proibido, vingança e outros temas. Uma equipa totalmente chinesa está a preparar, numa réplica de uma igreja católica, uma cena de um dos quatro microdramas em rodagem no Estúdio Internacional de Cinema e Televisão de Hengqin (HIFS, na sigla em inglês). Segundo o mais recente Relatório Anual sobre o Desenvolvimento dos Serviços Audiovisuais na Internet, no final de 2024, perto de 1,1 mil milhões de chineses tinham acesso a vídeos curtos, sendo que 98,4 por cento eram utilizadores activos. “A dimensão da indústria superou os 1,22 biliões de yuan, impulsionada pelo consumo de vídeos curtos e ‘live streaming’”, revelou o relatório, publicado pelas autoridades chinesas. Mas, nos bastidores de um dos 11 edifícios do complexo da empresa COL em Hengqin (ilha da Montanha), que só começou a operar em 9 de Janeiro, todos os actores são estrangeiros. A maioria do conteúdo continua a ter como destino a China continental, mas a aposta no estrangeiro começou há uma década, disse à Lusa o director-geral adjunto da HIFS. “Começámos em 2016 com a internacionalização dos microdramas”, disse Leo Li Meng, à margem de uma visita de jornalistas de Macau à zona económica especial, no município de Zhuhai. Criações de raiz Mas se, no início, as produções originais em chinês eram apenas legendadas ou dobradas em inglês, o passo seguinte foi criar microdramas de raiz para os mercados estrangeiros, incluindo o Brasil, explicou o executivo. Afinal, em 2024, perto de 90 por cento dos mais de 213 milhões de brasileiros consumia vídeos curtos, sublinha a legenda de um enorme mapa colocado logo à entrada do HIFS. E para esse objectivo “fica mais barato filmar em Hengqin”, sublinhou Li, graças às “vantagens dos vistos”. As empresas sediadas na zona económica especial podem obter vistos de 90 dias para estrangeiros envolvidos em filmagens. O resultado são microdramas, com uma duração entre um e dois minutos, vendidos a poucos euros em aplicações para telemóveis com nomes sugestivos, como “Criando o Filho da Amante” ou “Quadrigémeos do Tio do Meu Ex”. Relações extraconjugais, filhos fora do matrimónio, amores proibidos, vingança e violência estão entre os temas dos microdramas, com títulos que muito provavelmente acabariam banidos na China continental. No final de Novembro, Xi Jinping prometeu reforçar a governança da Internet, combater “o conteúdo prejudicial”, que, defendeu o líder chinês, “polui a moral social e prejudica os interesses do público”. No início de Janeiro, o regulador chinês da Internet divulgou uma lista de conteúdo proibido nas redes sociais, incluindo “expressões obscenas e material sexualmente sugestivo”.
Hoje Macau China / ÁsiaBrasil | Centro sino-lusófono abre gabinete em Junho Um novo centro de serviços económicos entre a China e os países lusófonos e hispânicos vai abrir em Junho um gabinete no Brasil, com outra delegação planeada para Portugal, disse ontem à Lusa uma dirigente. A vice-coordenadora do Centro de Serviços Económicos e Comerciais entre a China e os Países de Língua Portuguesa/Espanhola, conhecido como CECP, anunciou que o gabinete no Brasil já foi registado. Ng In Cheong acrescentou que outra delegação deverá abrir no México “no Outono”, enquanto os trabalhos para abrir um gabinete em Portugal – que também cubra a vizinha Espanha – “estão a progredir”. A dirigente falava à margem de uma visita de jornalistas de Macau ao CECP, que foi criado em Dezembro, na vizinha zona económica especial de Hengqin (ilha de Montanha), no município de Zhuhai. Nesse mesmo mês, o líder do Governo de Macau, Sam Hou Fai, revelou que o novo centro já estava a operar, disponibilizando serviços “a nível jurídico e contabilístico” a empresas estrangeiras. O centro trabalha ainda com o Fundo de Orientação Industrial para atrair empresas para Hengqin. O valor do fundo foi em Janeiro reforçado de 10 para 30 mil milhões de yuan, disse Ng In Cheong. Visita a Portugal Sam Hou Fai, o primeiro Chefe do Executivo da região chinesa a dominar a língua portuguesa, irá visitar Portugal e Espanha entre 17 e 23 de Abril, na primeira deslocação internacional desde que tomou posse, no final de 2024. Ng In Cheong disse que o líder de Macau irá ser acompanhado por “mais de uma dúzia” de companhias locais e da China continental, incluindo perto de uma dezena já com operações em Hengqin. O objectivo, explicou a dirigente, é ajudar os grupos chineses a “compreender o mercado local, realizar inspecções no terreno [e] entrarem em contacto com as autoridades e as empresas locais”. Ng deu como exemplo uma empresa de Pequim que produz “instrumentos oftalmológicos de alta precisão”, já usados para cirurgias no Hospital Kiang Wu, em Macau. A companhia “quer mesmo expandir-se para o mercado português e abrir uma fábrica em Portugal”, sublinhou a directora-adjunta da Direção de Assuntos Jurídicos da zona económica especial. Durante a visita de Abril, o CECP pode ajudar a encontrar terrenos para a fábrica, identificar potenciais parceiros, recrutar pessoal, registar uma sucursal e contratar “advogados de confiança”, disse Ng. A dirigente disse que Portugal é, para as empresas chinesas, “um ótimo ponto de partida para a expansão no mercado europeu”, porque os custos são mais baixos, mas os portugueses são “altamente qualificados”. Reportagem de Vítor Quintã, agência Lusa, que viajou a convite da Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin
João Luz Manchete PolíticaHengqin | Mais um dirigente de empresa estatal acusado de corrupção O antigo gerente-geral da Da Heng Qin Investment, Wu Pusheng, foi acusado de receber subornos e abuso de recursos públicos. Wu Pusheng é o segundo dirigente da empresa responsável pelo desenvolvimento de Hengqin a cair nas malhas da justiça chinesa em menos de um ano Wu Pusheng, que foi dirigente-geral da empresa estatal Da Heng Qin Investment, vai ser julgado pela suspeita aceitar subornos, abuso de poder e de recursos públicos para proveito próprio, depois de ter sido anunciado que corre um processo criminal que já foi encaminhado para o Ministério Público. As informações foram divulgadas na segunda-feira pela Comissão Municipal de Inspecção e Supervisão Disciplinar de Zhuhai. Em comunicado, as autoridades da cidade vizinha referem que Wu Pusheng teve uma crise ideológica, traindo as missões políticas originais, demonstrou deslealdade e desonestidade perante o Partido Comunista Chinês (PCC) e não colaborou com a investigação. Acção que terão determinado a expulsão do partido. A entidade acusou o empresário de violar “princípios fundamentais de integridade, receber prendas, dinheiro e violar as regras do PCC. Além disso, foi acusado de receber subornos, abusar de recursos públicos para o uso privado, concorrência desleal, abuso de poder para beneficiar terceiros em contratação de projectos de obras e aceitar ilegalmente grandes somas de dinheiro e bens materiais de elevado valor. A Comissão Municipal de Inspecção e Supervisão Disciplinar de Zhuhai acrescentou que Wu Pusheng “não se conteve” em continuar acções graves, mesmo depois do 18.º Congresso Nacional do PCC, em 2012, onde Xi Jinping deu início à campanha anti-corrupção. Disco riscado As acusações que recaem sobre Wu Pusheng são semelhantes às que incidiram sobre Hu Jia, o ex-presidente da Da Heng Qin Investment e seguem a linha habitual da campanha anti-corrupção. Em Maio do ano passado, o antigo presidente do grupo empresarial, Hu Jia foi acusado de violações à disciplina e à lei e ficou sob investigação da Comissão Municipal de Inspecção e Supervisão Disciplinar de Zhuhai. Em Setembro, o organismo anunciou que Hu Jia recebeu subornos entre 2015 e 2024, acabando também por ser expulso do PCC e a investigação seguiu para o Ministério Público. Após a divulgação do caso de Hu Jia, o vice-director do Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada Su Kun demitiu-se do cargo por “motivos pessoais”. Su Kun está desde 4 de Fevereiro a cumprir um período experimental de seis meses como técnico superior assessor no gabinete do secretário para Administração e Justiça Wong Sio Chak.
Nunu Wu Manchete PolíticaEconomia | Hengqin quer atrair lojas centenárias de Macau As autoridades de Hengqin querem atrair as lojas centenárias e com características de Macau para a Ilha da Montanha. Para tal, lançaram apoios como a entrega de um subsídio de 300 mil renminbis. As medidas foram divulgadas na quarta-feira, durante uma apresentação das novas políticas de apoio à economia, que decorreu no Centro de Convenções e Exposições IFC de Hengqin. O evento de quarta-feira visou informar a audiência sobre os benefícios para a economia dos novos apoios, que começaram a ser distribuídos no início do mês e se vão prolongar até ao final de 2029. Também como parte das medidas, consta a intenção de promover uma integração mais profunda entre Hengqin e Macau. É neste contexto que surgem os apoios para atrair para a Ilha da Montanha as lojas em Macau classificadas pelo Governo da RAEM como “Marca Centenária”, “Marca Típica de Macau” ou “Lojas com Características Especializadas e Delicadas”. Segundo o Executivo, que atribui as distinções, as marcas centenárias são as que têm “um legado histórico centenário, uma base cultural profunda e distintiva e possuem técnicas únicas”. As marcas típicas têm “uma longa história” ou “produtos, técnicas ou serviços herdados e transmitidos de geração-em-geração”. Finalmente, a classificação das Lojas com Características Especializadas e Delicadas distingue as lojas com “boa qualidade e integridade” que obtêm “uma reputação favorável”. De acordo com as novas medidas aplicadas em Hengqin, se as subsidiárias destas lojas se estabelecerem no território e cumprirem os requisitos do programa, depois de operarem durante um ano têm direito a um apoio financeiro de 300 mil renminbis, pago de uma vez. As medidas de apoio visam também a economia de baixa altitude, como a distribuição de drones, passeios turísticos de helicóptero e espectáculos de drones. Tudo orquestrado Segundo o comunicado da Direcção dos Serviços de Desenvolvimento Económico da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, o chefe da Divisão de Cultura, Turismo, Convenções e Exposições e Comércio, Lam In Kit, destacou que as medidas estão alinhadas com os objectivos da segunda fase de desenvolvimento da zona de cooperação, que passa por uma melhor integração de Hengqin e Macau. O responsável apontou que as medidas constituem um sistema de apoios de “modernização industrial, diversificação negocial e actualização dos serviços”, que assim vai abranger mais pessoas e empresas, na esperança de que se injecte uma nova dinâmica na transformação de Hengqin numa Ilha Internacional de Turismo e Lazer e numa zona turística com classe mundial. Durante a apresentação das medidas, foi também anunciado que o acesso aos apoios para as Pequenas e Médias Empresas vão ser facilitados. No caso das PME com volumes de negócios de 300 mil a um milhão de renminbi, haverá um pagamento de um apoio no valor de 5 por cento do volume de negócios, que não pode ser superior a 50 mil renminbis. Se o volume de negócios ultrapassar um milhão de renminbis, as empresas podem obter um bónus de dez por cento do volume, limitado a um máximo de 100 mil renminbis.
Andreia Sofia Silva PolíticaDesenvolvimento contínuo | Pedida extensão de plano a Hengqin O deputado Chan Lai Kei interpelou ontem o Governo, no período de antes da ordem do dia, quanto à necessidade de “acelerar a extensão” do Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo à Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin. Chan Lai Kei deixou esta questão tendo em conta que o Governo anunciou, no último relatório das Linhas de Acção Governativa (LAG), que “ia ser lançada uma nova fase deste programa”. “Considero que se trata da oportunidade ideal para avaliar e melhorar o posicionamento desse Programa, pois o alargamento do âmbito de aplicação do Fundo de Educação Continuada a Hengqin constitui uma medida pragmática para concretizar a integração entre Macau e Hengqin e responder às aspirações dos residentes”, destacou o deputado. Chan Lai Kei pede que sejam incluídas “instituições de formação com capital de Macau em Hengqin no âmbito de reconhecimento da nova fase do programa”, com a possibilidade de haver mais oferta formativa, sugerindo também a criação de uma “Conta Única de acesso comum” com “informações sobre o aperfeiçoamento entre Macau e Hengqin”.