Selecção portuguesa de futebol treina e viaja até Milão

A selecção portuguesa de futebol volta hoje a treinar na Cidade do Futebol, em Oeiras, e durante a tarde viaja até Milão, onde no sábado vai defrontar a Itália, em jogo da Liga das Nações.

Portugal tem uma sessão agendada para as 10h30, a última em solo luso antes do duelo com os transalpinos, com os primeiros 15 minutos a serem abertos à comunicação social. Antes, às 10h00, um jogador ainda a designar irá falar aos jornalistas em conferência de imprensa, igualmente na Cidade do Futebol.

Esta quarta-feira o seleccionador Fernando Santos teve todos os 24 jogadores convocados à sua disposição.

Após o almoço, às 14h30, a comitiva lusa viaja até Milão, cidade que no sábado vai receber, em San Siro, o encontro da grupo 3 da Liga A da Liga das Nações.

Portugal necessita apenas um empate para se qualificar para a ‘final four’ da competição, mas mesmo uma derrota em Milão poderá ser retificada três dias mais tarde, em 20 de Novembro, quando receber a lanterna-vermelha e já despromovida Polónia, em Guimarães.

15 Nov 2018

Seleção portuguesa arranca preparação para Polónia com apenas 14 jogadores

A seleção portuguesa de futebol realizou ontem o primeiro treino de preparação para os jogos com a Polónia, para a Liga das Nações A, e Escócia, de caráter particular, numa sessão com apenas 14 disponíveis.

Na Cidade do Futebol, em Oeiras, o selecionador Fernando Santos teve à disposição os guarda-redes Rui Patrício, Beto e Cláudio Ramos, os defesas João Cancelo, Kévin Rodrigues, Mário Rui e Pedro Mendes, os médios Gedson, Sérgio Oliveira, Rúben Neves e Renato Sanches e os avançados Hélder Costa, Rafa e Bruma.

Os restantes 11 atletas convocados (Pepe, Rúben Dias, Cédric, Luís Neto, Bruno Fernandes, William Carvalho, Pizzi, Danilo, Bernardo Silva, Éder e André Silva) não subiram ao relvado e ficaram no ginásio a fazer trabalho de recuperação.

Nos 15 minutos da sessão abertos aos jornalistas, os jogadores de campo disponíveis realizaram aquecimento com bola, antes de serem divididos em duas equipas para um exercício de posse de bola, enquanto os três guarda-redes trabalharam à parte com o técnico Fernando Justino.

Portugal defronta a Polónia em Chorzow, na quinta-feira, na segunda jornada do Grupo 3 da Liga das Nações A, visitando três dias depois a Escócia, para um encontro particular.

9 Out 2018

Fernando Santos: “Acredito no Ronaldo e sei que ele não cometeria um crime desse tipo”

O selecionador nacional de futebol, Fernando Santos, mostrou-se solidário para com Cristiano Ronaldo e disse não acreditar que o capitão de Portugal tenha cometido o crime de que está a ser acusado.

“Estou completamente de acordo com as declarações do presidente da Federação [Fernando Gomes]. Apesar de separar as questões pessoais das profissionais, tenho sempre atenção às questões pessoais dos meus jogadores. Acredito no que ele publicou há dias, reafirmando que está inocente. Conheço bem o Cristiano Ronaldo, acredito plenamente no que ele diz e sei que ele não cometeria um crime desse tipo”, afirmou, em conferência de imprensa.

Fernando Santos, que divulgou a convocatória para o encontro da Liga das Nações A com a Polónia e o particular com a Escócia, na qual volta a não estar incluído Ronaldo, que está a ser alvo de uma investigação nos Estados Unidos por alegada violação de uma mulher norte-americana.

A conferência acabou, inevitavelmente, por ser dominada por esta situação que envolve o jogador da Juventus, mas o selecionador recusou-se a revelar o teor da conversa que manteve com o jogador e “amigo” Cristiano Ronaldo.

Já hoje, em declarações à Lusa, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) manifestou “total solidariedade” em relação ao internacional luso.

Numa mensagem publicada na rede social Twitter, na véspera, Cristiano Ronaldo negou “terminantemente” as acusações de que é alvo. “Considero a violação um crime abjeto, contrário a tudo aquilo que sou e em que acredito. Não vou alimentar o espetáculo mediático montado por quem se quer promover à minha custa”, escreveu o capitão da seleção portuguesa.

O jogador da Juventus, de 32 anos, é acusado por Kathryn Mayorga, que diz ter sido violada por Cristiano Ronaldo em 13 de junho de 2009 durante uma festa num hotel de Las Vegas, no estado norte-americano do Nevada.

A polícia local anunciou na segunda-feira a reabertura da investigação, depois de Kathryn Mayorga, professora, de 34 anos, ter apresentado queixa na semana passada num tribunal do condado de Clarck, Las Vegas.

Kathryn Mayroga denunciou a presumível violação à polícia de Las Vegas em 2009 e foi submetida a exames médicos, mas, segundo as autoridades, recusou-se a identificar o alegado agressor, uma versão contrariada na quarta-feira por um dos seus advogados, Leslie Stovall, que garante que a sua cliente nomeou Cristiano Ronaldo.

Os advogados, que dizem não perceber por que parou a investigação, vão apresentar uma ação contra Ronaldo pelos crimes de violação sexual, tentativa de assédio sexual, coação para fraude, agressão a uma pessoa vulnerável, conspiração, difamação, abuso de processo, tentativa de silenciar o caso, tentativa de concretizar um acordo de não divulgação, negligência e violação de contrato.

Assim que for notificado, o internacional português da equipa italiana Juventus terá 20 dias para responder à queixa.

Os advogados de Mayorga referem ainda que a mulher terá sofrido distúrbios emocionais na sequência do incidente, tendo ficado frágil e sofrido de depressão. A situação terá ainda levado a suposta vítima a pensar em suicídio, bem como ao abuso do álcool, perda do emprego e com relações pessoais afetadas.

Argumentam também que a mulher foi conduzida a um especialista, que lhe diagnosticou uma disfunção pós-traumática e uma depressão, consequência da alegada violação por parte de Cristiano Ronaldo.

Kathryn Mayorga alega que terá sido coagida a assinar um acordo de confidencialidade a troco de cerca de 375 mil dólares, assentimento que agora os seus advogados consideram não ter valor legal.

Presidente da FPF manifesta “total solidariedade”

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Fernando Gomes, manifestou também “total solidariedade” em relação a Cristiano Ronaldo.

“Em meu nome e em nome da Federação Portuguesa de Futebol expresso total solidariedade ao Cristiano Ronaldo, numa altura em que o seu bom nome e reputação estão a ser postos em causa. Acredito nas palavras que ele emitiu ontem [quarta-feira], não só porque defendo a presunção de inocência como princípio basilar de um estado de direito, mas também porque conheço o Ronaldo há muitos anos e sou testemunha do seu bom caráter”, disse Fernando Gomes, em declarações à Lusa.

4 Out 2018

Mundial 2018 | Rocky 4

É sempre assim. Raras as vezes tenho o privilégio de ver um jogo de futebol em que joga uma das minhas equipas (Benfica e selecção) com tranquilidade. Todas as partidas se revestem de uma carga dramática que suplanta a normal intensidade que o desporto deveria ter. Sofro sempre até ao fim ao torcer por equipas que têm o inevitável fado de atravessar a via dolorosa da incerteza.

O jogo de ontem foi mais um desses exemplos. Com um golo madrugador, tínhamos tudo para fechar o jogo com contra-ataques venenosos. Mas não. Fechamo-nos e voltámos a abraçar o sofrimento, com fé na virgem e em todos os santinhos, que não o Fernando, e negámos batimentos cardíacos dentro do que é clinicamente aceitável. Não me levem a mal, não cuspo no prato onde comi e ainda hoje me emociono a pensar na final do Europeu, mas o nosso seleccionador é tudo menos audacioso, apesar da inegável estrelinha. Mas é isto.

Somos o Rocky Balboa que, depois de ser afiambrado sem misericórdia pelo monstro Ivan Drago, vai buscar forças, sabe-se lá onde, para num golpe milagroso e romântico que derruba a montanha de músculos russa. Apesar de termos o melhor jogador do mundo, apequenamo-nos para num ápice caprichoso nos agigantarmos. É um fenómeno curioso, uma erecção emocional, um golpe de teatro que provoca taquicardias. Não conseguimos ganhar serenamente, como a Alemanha, esse não é o nosso estilo. Vivemos com o credo na boca, a garganta seca que pede cerveja e uma vontade indizível de repetir o grito depois do golo do Éder.

21 Jun 2018

Mundial 2018: Seleccionador sabe que portugueses estão com a seleção mesmo longe de Kratovo

O selecionador português de futebol, Fernando Santos, assumiu a convicção no apoio nacional à equipa das ‘quinas’ no Mundial2018, à distância, ao contrário do que ocorreu no Euro2016.

“Não vai fazer falta, mas gostávamos muito de ter o apoio que tivemos no Europeu. Temos o apoio do povo português, que sabe que não viemos aqui para participar no campeonato do mundo, mas para ganhar cada jogo. Certamente teremos nas praças em Portugal corações a vibrar intensamente, acreditando que esta equipa vai cumprir os objetivos”, vincou o técnico.

Em Kratovo, a cerca de 50 quilómetros sudeste de Moscovo, a seleção lusa, que retomou hoje os treinos, dificilmente vai contar com a onda de entusiasmo ocorrida no Euro2016, com o centro de estágio de Marcoussis, em França, repleto de emigrantes.

“Claro que preferíamos ter o apoio como em Marcoussis. Nos momentos menos fortes é muito importante quando o sentimos. Quando não estamos a ganhar, o apoio é muito importante, mas os meus jogadores estão preparados para isso. Temos de ser nós a fazer isso”, afirmou.

Fernando Santos realçou a convicção de que o país está com a seleção, recordando o último desafio de preparação, com a Argélia, na quinta-feira, no Estádio da Luz, em Lisboa, onde a chuva não impediu 50.000 adeptos de apoiarem a seleção.

“Obviamente que preferia ter aqui na Rússia mais de 20.000 ou 30.000, mas sentir que o povo português está connosco é motivo mais do que suficiente”, frisou.

A serenidade de Fernando Santos estende-se aos 23 futebolistas que dirige, afiançando que confia plenamente na capacidade de todos para jogarem e cumprirem, com sucesso, a missão que lhes for confiada.

“Vou dormir tranquilo, coloque em campo quem colocar. Dor de cabeça é quando vou para a cama e não sei o que fazer. É bom sinal dormir tranquilo. Estão a aptos, sabem o que fazer em campo. Espero que ainda possam melhorar”, justificou.

O selecionador refutou as observações feitas por alguns jornalistas estrangeiros de que a equipa das ‘quinas’ se faz menos favorita do que realmente é.

“Portugal nunca é humilde de mais. Afirma-se como candidato à vitória”, sublinhou, garantindo que os seus 23 ‘peões’ estão “ótimos” e prontos a entrar em competição.

Quanto aos desafios da primeira fase, descartou a possibilidade de gerir o grupo mediante os adversários, justificando que há demasiadas condicionantes e realidades para pensar em desafios além do próximo.

“[Se é] Impossível. Depende dos resultados, o que acontecer, de como reagem aos jogos. Não sou treinador para levar intenções para o jogo. Podem até jogar os mesmo todos os jogos”, admitiu.

Fernando Santos entende que esse tipo de planeamento seria pernicioso: “Seria mau para os atletas. Eles sabem o quanto são importantes. Jogam porque entendo que devem jogar, não pelo ‘ranking’ do adversário. Os jogadores ficariam muito incomodados. Seria falta de confiança do treinador”.

O técnico disse ainda que o quartel-general instalado em Kratovo está a ser do agrado da seleção.

“Quando vim aqui a primeira vez fiquei um pouco assustado, não pelo espaço em si, porque à partida era bom, mas pelas condições globais. O campo está bom e os jogadores estão satisfeitos”, concluiu.

A equipa das ‘quinas’ vai estrear-se no Mundial2018 frente à Espanha, na sexta-feira, em Sochi, no primeiro jogo do Grupo B, seguindo-se desafios com Marrocos, a 20 de junho, em Moscovo, e Irão, de Carlos Queiroz, a 25, em Saransk.

11 Jun 2018