Hoje Macau Manchete SociedadeUM | IA afasta alunos da área da tradução para português O director do departamento de Português da Universidade de Macau (UM) afirmou ontem que a inteligência artificial (IA) está a ser vista “como uma espécie de papão” e a afastar estudantes da área da tradução. “Há uma espécie de entendimento comum de que a inteligência artificial irá acabar com a tradução. Para as pessoas que trabalham na área do português, da linguística, da tradução, essa relação de causa e efeito (…) não faz sentido”, disse João Veloso aos jornalistas, em declarações à margem de um concurso de língua portuguesa, na UM. Existe uma “certa histeria à volta da questão da inteligência artificial”, completou. Veloso reconheceu que, até há alguns anos, a tradução era a área mais procurada dentro dos estudos de pós-graduação, com mais candidatos do que vagas. “Temos vindo a reparar que nos últimos anos não é bem essa a situação com que somos confrontados”, afirmou, sublinhando que há um decréscimo na procura. O director indicou que, em conversas com alunos de licenciatura, estes afirmam não pretender seguir tradução nos estudos pós-graduados “por causa da tradução automática e da inteligência artificial”. Receio que Veloso diz ser alimentado por “algum discurso público” de “algumas instituições”, publicações e intervenções de pessoas com responsabilidades. Sem fundamento O responsável defendeu que a ideia de que a IA vai acabar com o trabalho dos tradutores “não tem grande fundamento” e que tanto inteligência artificial como tradução automática têm “muitas vantagens” se forem usadas como ferramenta auxiliar de trabalho. “No departamento do português trabalhamos muito com a tradução literária – também contemplamos a tradução técnica, jurídica, comercial, etc. Na tradução literária, a inteligência artificial ainda – ou eu pessoalmente diria nunca – atingirá o nível de um tradutor humano”, reforçou. Segundo João Veloso, os cursos do departamento de Português da Universidade de Macau chegam a mais de mil alunos, entre estudantes de licenciatura, mestrados e doutoramentos deste departamento da faculdade de Artes e Humanidades, alunos da faculdade de Direito e outros que frequentam as disciplinas de língua oferecidas transversalmente em todos os cursos da instituição de ensino superior. Nove alunos de várias universidades de Macau participaram ontem de manhã na 22.ª edição do concurso de eloquência em língua portuguesa, que este ano assinalou os 100 anos da morte de Camilo Pessanha, poeta que viveu e morreu no território. “Esta tradição dos chamados concursos de eloquência é muito popular na Ásia. E neste contexto faz o maior sentido e tem vindo a ser um sucesso”, referiu ainda João Veloso. Apesar de poucos alunos presentes e de algumas edições canceladas nos últimos anos, o director notou tratar-se de uma iniciativa “muito importante”, porque “alimenta a visibilidade e o interesse do português e do estudo português”.
Hoje Macau SociedadeEnsino superior | Macau no top 30 regional Macau tem pela primeira vez um representante no top 30 do ranking do ensino superior na Ásia Times Higher Education Asia University Rankings (THE). De acordo com o ranking, divulgado na terça-feira, a Universidade de Macau subiu seis posições para o 28.º lugar. O território conta ainda com mais duas instituições classificadas: a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST na sigla inglesa), em 52.º lugar conjunto, e a Universidade Cidade de Macau, que se estreia na faixa 201–250. O ranking asiático da THE baseia-se em métricas como “citações, excelência em investigação, patentes, internacionalização e ambiente de ensino”, oferecendo o que a organização descreve como a avaliação mais abrangente das universidades da região. A edição de 2026 confirma a liderança da China, com a Universidade de Tsinghua a manter o primeiro lugar pelo oitavo ano consecutivo e a Universidade de Pequim em segundo. O director de assuntos globais da THE, Phil Baty, afirmou num comunicado que os resultados demonstram “o desempenho extraordinário da China no ensino superior e na investigação”, destacando também a crescente influência do Sudeste Asiático, com a Malásia a emergir como “um importante protagonista no ensino superior, não apenas no continente, mas no mundo”. Cinco das dez primeiras posições são ocupadas por instituições chinesas, acompanhadas por duas universidades de Singapura, duas de Hong Kong e uma do Japão. A Universidade de Tóquio subiu para o quarto lugar conjunto, a melhor posição em uma década.
Hoje Macau SociedadeTDM | Emissora apresenta lucro de 16,7 milhões No ano passado a Teledifusão de Macau (TDM) apresentou um lucro de 16,7 milhões de patacas, um aumento face ao lucro de 2024, que se situou em 13,2 milhões de patacas. No entanto, tanto o resultado positivo, como o aumento do lucro só foi possível porque o Executivo aumento os subsídios entregues à emissora. Em 2024 o subsídio tinha sido de 335,7 milhões, entre o subsídio de exploração (315,7 milhões) e o subsídio para investimento (20,0 milhões de patacas). No ano passado, o total de subsídios aumentou 5,5 por cento, o que representou 18,7 milhões de patacas, para 354,4 milhões de patacas. Em 2025 a TDM recebeu 339,3 milhões de patacas como subsídio de exploração e 15,1 milhões como subsídio para investimento. Sem estes apoios do Governo da RAEM, a empresa com capitais públicos teria tido, no ano passado, um resultado negativo de 337,7 milhões de patacas.
João Santos Filipe Manchete SociedadeRenovação Urbana | Registado lucro de 787,9 milhões de patacas No espaço de um ano, os lucros da Macau Renovação Urbana caíram para mais de metade, o que pode ser explicado com o menor volume de vendas no Novo Bairro de Macau A Macau Renovação Urbana apresentou um lucro de 787,9 milhões de patacas no ano passado. Os resultados foram apresentados ontem através do portal da Direcção Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos (DSSGAP). Em termos anuais, o lucro de 787,9 milhões de patacas representa uma quebra dos ganhos superior 50 por cento, dado que em 2024 os lucros tinham sido de 1.791 milhões de patacas. A principal diferença aconteceu ao nível das receitas, com os lucros operacionais a caírem para 2.040 milhões de patacas em 2025, quando no ano anterior tinham atingido 3.694 milhões de patacas. Esta é uma diferença que pode ser justificada com o facto de a procura por habitações em projectos como o Novo Bairro de Macau, na Ilha da Montanha, ter abrandado. Entre os 2.040 milhões de patacas em receitas, o relatório indica que se devem à venda de habitações, enquanto 14 milhões de patacas foram gerados através do arrendamento de espaços. As actividades de arrendamento da empresa, embora com um peso muito limitado nos resultados finais, mostram uma melhoria, significativa, dado que em 2024 este tipo de receitas era de 4 milhões de patacas. Quanto às outras receitas, a empresa apresentou ganhos de 5,1 milhões de patacas, também uma diminuição face ao ano anterior, em que o montante tinha sido de 15,8 milhões de patacas. A redução das receitas foi acompanhada por uma redução dos custos de exploração. Em 2025, os custos da empresa foram de 1.344 milhões de patacas, quando em 2024 tinham sido de 2.699 milhões, uma redução de 50 por cento. Foco no Iao Hon Em relação ao corrente ano, a Macau Renovação Urbana está focada em continuar a promover a renovação dos edifícios do território, com especial foco no Bairro do Iao Hon. Além disso, consta no documento partilhado ontem que vão ser estudadas alterações, não especificadas, aos moldes como são utilizadas as habitações de substituição. Estas habitações foram construídas na Areia Preta com o objectivo de alojarem os moradores de edifícios que sejam alvo de obras de renovação ou reconstrução. A Macau Renovação Urbana foi criada em 2019 com capitais públicos, sendo controlada a 96 por cento pela RAEM, a 3 por cento pelo Fundo de Desenvolvimento Industrial e de Comercialização e a 1 por cento pelo Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia.
João Santos Filipe SociedadeCPSP | Recusada entrada de cerca de 2500 pessoas Para combater a situação do abuso da medida de trânsito, o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) recusou, entre Janeiro e 20 de Abril, a entrada de cerca de 2500 cidadãos chineses. Num comunicado do CPSP, a entidade explicou que através da triagem de dados e de inspecções de entrada reforçadas, foram identificados vários indivíduos que não corresponderam aos requisitos de admissão. Estes 2.500 portadores do passaporte chinês não conseguiram mostrar documentos válidos para apanhar um transporte para fora de Macau, ou não deixaram Macau segundo as exigências do visto obtido, ou entraram e saíram frequentemente de Macau, como tentativa de permanecerem no território. O CPSP também avisou que os turistas não devem acreditar nas instruções das redes sociais sobre como evitar os regulamentos para permanecer na RAEM. Actualmente, os portadores de passaporte chinês podem entrar em Macau e permanecer o máximo de sete dias, se tiverem viagem marcada para o exterior. Hengqin | Defendida circulação progressiva de carros O membro da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês da Província de Guangdong, Lao Chi Long, e o membro de Macau à Assembleia Popular Nacional, Dominic Sio Chi Wai, defendem que o programa que vai permitir aos carros de Macau que circulam em Hengqin entrarem em toda a província de Cantão deve ser implementado de forma progressiva. Lao Chi Long explicou que se agora fossem aceites na província de Cantão todos os carros com matrícula de Macau os canais na fronteira não iriam ter capacidade suficiente para escoar o trânsito. Por sua vez, Dominic Sio Chi Wai, prevê que na fase inicial a política da circulação de carros de Macau em Hengqin para a circulação em Guangdong só vai ser aplicada a quem mora e trabalha em Hengqin. Após a fase posterior, o ex-deputado indica que progressivamente mais carros vão ser autorizados a circular na província do Interior.
João Santos Filipe Manchete SociedadeFeriados | Anunciados nove fins-de-semana prolongados em 2027 Cinco meses, cinco fins-de-semana prolongados. Entre Janeiro e Maio, os trabalhadores da Função Pública vão ter um período de descanso prolongado todos os meses. Outubro e Dezembro também contam com paragens prolongadas Os trabalhadores da Administração Pública vão gozar de nove fins-de-semana prolongados no próximo ano. O calendário foi publicado ontem, no Boletim Oficial, através de despacho assinado por Leong Weng In, directora dos Serviços de Administração e Função Pública. De acordo com os dados apresentados, em 2027 os funcionários públicos vão gozar de 20 feriados, aos quais se juntam seis dias de descanso compensatório e ainda duas tolerâncias de ponto para os períodos da tarde. O primeiro fim-de-semana prolongado acontece logo com o arranque de 2027, dado que 1 de Janeiro, uma sexta-feira, é feriado para assinalar o dia da Fraternidade Universal. Os trabalhadores gozam assim de três dias de descanso ininterruptos. O segundo fim-de-semana continuado, decorre em Fevereiro, com as celebrações do Ano Novo Lunar. Logo na sexta-feira, 5 de Fevereiro, há tolerância de ponto na parte da tarde. Entre feriados e dias compensatórios de descanso, os funcionários públicos só têm de regressar ao trabalho a 11 de Fevereiro, uma quinta-feira, num total de cinco dias de descanso, antecedidos de uma sexta-feira com tolerância de ponto na parte da tarde. Mais um mês, mais um fim-de-semana prolongado, e vai ser assim até Maio. No que diz respeito a Março, o fim-de-semana prolongado decorre entre o dia 26, que assinala a Morte de Cristo, e 29 de Março, uma segunda-feira, que é utilizada para compensar o facto do feriado da Páscoa ser assinalado ao domingo, como acontece sempre. Terminada a Páscoa, os trabalhadores começam uma nova semana de quatro dias trabalho e depois têm logo outro fim-de-semana prolongado. Este deve-se ao Dia do Cheng Ming, que coincide com 5 de Abril, uma segunda-feira. Em Maio, o Dia de Trabalhador acontece a um sábado, pelo que dia 3, segunda-feira, foi decretado dia de descanso compensatório. Ainda neste mês, celebra-se o Dia do Buda, que coincide com uma quinta-feira, no dia 13. Ritmo mais lento Na segunda metade do ano, o ritmo dos feriados abranda, com quatro fins-de-semana alargados, divididos por Outubro e Dezembro. O segundo semestre arranca com um feriado a 9 de Junho, para celebrar os Barcos-dragão, seguindo-se Julho e Agosto, meses em que não há qualquer feriado. Em Setembro, o dia 16 vai ser feriado devido ao dia seguinte ao Bolo Lunar. Com o início de Outubro, e as celebrações do estabelecimento da República Popular da China, regressam os períodos prolongados de descanso. A primeira paragem decorre entre 1 de Outubro, uma sexta-feira e segunda-feira, devido a um dia compensatório. Também o fim-de-semana seguinte é alargado, com as celebrações do Culto do Antepassados (Chong Yeong), na sexta-feira, dia 8. Os feriados prolongados regressam com as celebrações da transferência de soberania, o 20 e Dezembro, que calha a uma segunda-feira. Também a véspera de Natal é feriado, dia 24, sexta-feira, e dado que haverá compensação de descanso no dia 27, segunda-feira, há uma paragem de quatro dias. Aos fins-de-semana prolongados do segundo semestre juntam-se os feriados 2 de Novembro, terça-feira, 8 de Dezembro, quarta-feira e 22 de Dezembro, quarta-feira. Também a 31 de Dezembro, há tolerância de ponto, na parte da tarde.
Hoje Macau SociedadeSaúde | Gripe dominou casos em Março A gripe foi a doença mais comum, em Março deste ano, na lista das 45 doenças de declaração obrigatória registada pelos Serviços de Saúde (SS). Segundo dados ontem divulgados, em Março registaram-se 1.998 casos de doenças com registo obrigatório em Macau, sendo que os casos de gripe foram 1.785, um aumento de 1,9 por cento face a Fevereiro deste ano, quando houve apenas 618 casos. Em segundo lugar, surgem as infecções por norovírus, com 61 casos, menos 63,3 por cento em termos mensais, e depois 50 casos de infecção por enterovírus, um aumento mensal de 1,6 por cento. Os 1.785 casos de gripe registados em Março correspondem ainda “a um aumento de cerca de 4,6 vezes em relação aos 320 casos registados no mês homólogo do ano anterior”, ou seja, 2025. No que diz respeito à febre da dengue, não foi registado nenhum caso em Março, tendo os SS registado apenas um caso importado de febre chikungunya.
João Santos Filipe Manchete SociedadeImobiliário | Vendas com aumento anual de 39 por cento O número de compras e vendas de habitação subiu para 328 durante o mês de Março, um crescimento anual. Apesar do aumento de transacções, o preço do metro quadrado continua a apresentar quebras Em Março, o número de vendas de imobiliário registou um aumento anual de 39 por cento, de acordo com os dados mais recentes da Direcção de Serviços de Finanças (DSF). As compras e vendas totalizaram assim 328 transacções no último mês, quando no período homólogo tinham sido 236. No mês mais recente, o mercado mais activo foi o da Península, com um total de 260 transacções, mais 79 do que no período homólogo, quando houve 181 compras e vendas neste mercado. Também na Taipa e em Coloane, o número de transacções cresceu, para 54 e 14, respectivamente, quando há um ano não tinha ido além das 50 e 5 compras e vendas. Apesar de haver mais transacções, os preços apresentam uma redução. No último mês, o preço médio do metro quadrado foi de 69.625 patacas, quando há um ano tinha sido de 74.041 patacas, uma diferença de 6 por cento. Recentemente, os preços mais altos foram praticados no mercado da Península, com o metro quadrado a ser comercializado por 71.403 patacas. Há um ano, o preço era de 73.988 patacas por metro quadrado, pelo que se registou uma redução de 3,5 por cento. Na Taipa, o preço mais recente do metro quadrado foi de 63.278, a redução mais acentuada no território, dado que em Março de 2025 o preço médio atingia 74.678 patacas, uma diferença de 15 por cento. A excepção à redução aconteceu em Coloane, onde o preço do metro quadrado aumentou de 68.606 patacas para 70.967 patacas, uma subida anual de 3,4 por cento. Redução mensal Em termos mensais, as variações são menos positivas para o mercado, uma vez que houve reduções ao nível das transacções e do preço. No segundo mês do ano, o número de transacções tinha atingido 494 compras e vendas, o número mais elevado desde Agosto de 2021, quando houve um total de 545 transacções. A diferença é que em 2021 o preço médio do metro quadrado atingia 103.337 patacas, e no mês de Fevereiro de 2026 não foi além de 77.713 patacas. Quando comparação é feita entre Fevereiro de Março deste ano, a redução do número de transacções foi de 10 por cento, das 494 compras e vendas para 328. A maior quebra acontece na Península, de 411 transacções para 260. Na Taipa, as 65 compras e vendas caíram para 54, e em Coloane a redução foi de 18 para 14. Em termos dos preços, na Península o metro quadrado caiu de 80.672 patacas para 71.403 e na Taipa de 67.970 patacas. A excepção aconteceu em Coloane, com o preço a apresentar um aumento de 66.747 patacas para 70.976 patacas.
Hoje Macau SociedadeJogo | Citi destaca performance da Wynn Macau A concessionária Wynn Macau registou as três apostas mais altas do segmento de massas premium ao longo deste mês, de acordo com o relatório do banco de investimento Citi. Segundo as observações dos analistas George Choi e Timothy Chau, citadas pelo portal GGRAsia, três clientes da operadora apostaram em jogadas individuais 400 mil dólares de Hong Kong, 330 mil dólares de Hong Kong e 300 mil dólares de Hong Kong. Os analistas explicam que este sucesso da operadora norte-americana se deve à renovação e expansão do espaço de jogo Chariman’s Club. O valor total das apostas registado nas observações Abril de 2026 superou 13 milhões dólares de Hong Kong, o que, segundo a instituição, representou um aumento de 17 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior. O número de jogadores no segmento de massa premium observado ascendeu a 644, o que representa um aumento de 5 por cento em relação a Abril de 2025, de acordo com o relatório.
João Santos Filipe Manchete SociedadeTurismo | Macau pode beneficiar com aumento dos combustíveis Com os preços das viagens para o estrangeiro a ficarem mais caras, Macau pode tornar-se o destino de eleição durante a Semana Dourada para os turistas do Interior Duas associações locais ligadas ao turismo acreditam que Macau pode beneficiar com o aumento dos preços dos combustíveis durante a Semana Dourada, uma vez que os turistas do Interior podem abdicar de realizar férias no estrangeiro, para poupar dinheiro, e virar as atenções para a RAEM. Segundo o presidente da Associação de Inovação e Serviços de Turismo de Lazer de Macau, Paul Wong, durante a Semana Dourada o turismo local vive essencialmente dos turistas do Interior, com os feriados este ano a decorrer entre 1 e 5 de Maio. Por isso, explicou Paul Wong, como os preços das viagens estão mais caros, e também várias ligações aéreas estão a ser canceladas, é expectável que os turistas optem por deslocações maus curtas, para controlarem os gastos e evitar cancelamentos de ligações. Nesta lógica, o dirigente associativo considera que Macau se torna um destino mais atractivo. Por sua vez, o presidente da Associação dos Hoteleiros de Macau e deputado, Cheung Kin Chung, admitiu que a indústria está a sofrer as pressões do aumento dos preços, mas que vai tentar manter o montante cobrado aos clientes, o que pode tornar Macau mais atractivo. Cheung Kin Chung revelou também que para lidar com os aumentos dos preços dos combustíveis, o sector do turismo está focado em explorar as ligações a Macau através do comboio da alta velocidade no Interior. Por esta razão, e apesar de o sector desejar explorar mais o mercado dos turistas internacionais, o deputado admitiu que o tipo de turistas vai ser afectado, com um maior foco nos visitantes da Grande Baía. Reservas a subir Em relação às reservas de hotéis, Paul Wong ainda não adiantou qualquer tipo de número, mas reconheceu que estão a subir de forma gradual, como esperado. Segundo este dirigente associativo, uma vez que as reservas são feitas por turistas com vistos individuais, as escolhas são feitas mais perto da data de viagem, ao contrário do que acontece com as excursões. Wong indicou também que os hotéis do Cotai estão a garantir que haverá o maior número possível de hotéis no mercado. Sobre a Semana Dourada, Paul Wong destacou os planos do Governo, que fazem com que as concessionárias disponibilizem shuttles para os turistas visitarem os bairros residenciais, onde se espera que possam consumir mais. Sobre este plano, o presidente da Associação de Inovação e Serviços de Turismo de Lazer de Macau afirmou que uma implementação bem-sucedida por levar a que a iniciativa se repita aos fins-de-semana. Contudo, Wong alertou que para que os bairros comunitários sejam mais atractivos para os turistas talvez seja necessário distribuir vales de consumo aos visitantes.
Hoje Macau SociedadeIA | Universidade de Évora desenvolve modelo português de baixo custo A Universidade de Évora (UÉ) conseguiu desenvolver modelos de linguagem de Inteligência Artificial (IA) em português, que atingem níveis de desempenho comparáveis aos das grandes tecnológicas globais, indicou ontem à Lusa o Professor Catedrático Paulo Quaresma. O investigador, que se encontra em Macau para um seminário na Universidade de São José (USJ), explicou que a estratégia da instituição alentejana passa pela criação de modelos mais pequenos e eficientes, focados especificamente na língua portuguesa e nas suas variantes. Um modelo de linguagem é um sistema de inteligência artificial treinado para entender, processar e gerar linguagem humana. “Temos conseguido mostrar que modelos bem mais pequenos do que os das grandes empresas norte-americanas, que têm custos enormes para serem produzidos, conseguem obter resultados ao mesmo nível em determinadas tarefas”, afirmou Paulo Quaresma à Lusa. Segundo o docente do Departamento de Informática da UÉ, os resultados desta investigação são disponibilizados em modelos abertos, podendo ser utilizados por outras universidades e empresas. Relativamente aos desafios técnicos, o especialista apontou a curadoria de dados como o principal obstáculo. Para o investigador, não basta recolher grandes volumes de texto da internet; é imperativo filtrar e garantir a qualidade linguística e a correção dos conteúdos que servem de base ao treino dos modelos. A presença de Paulo Quaresma em Macau visa também o reforço da cooperação académica com a USJ, instituição com a qual a Universidade de Évora já mantém protocolos de colaboração. O docente adiantou que o objectivo passa por estender esta parceria à área dos modelos de linguagem e à captação de alunos de doutoramento para projetos de investigação conjunta entre Portugal e a Região Administrativa Especial chinesa. “Temos já uma cooperação na orientação de alunos de doutoramento com a USJ, mas esta é uma oportunidade para estender o trabalho à área dos modelos de linguagem e captar novos investigadores que queiram trabalhar connosco”, destacou.
João Santos Filipe Manchete SociedadeParque Industrial | Concepção adjudicada por 197,8 milhões O futuro Parque Industrial de Investigação e Desenvolvimento das Ciências e Tecnologias de Macau vai ficar localizado na Avenida Wai Leong e na Zona E1 Oeste dos Novos Aterros. Os planos de concepção foram adjudicados à empresa estatal Beijing Industrial Designing & Researching Institute Co. Os dois planos de concepção do Plano Concepcional para o Parque Industrial de Investigação e Desenvolvimento das Ciências e Tecnologias de Macau foram adjudicadas por 197,8 milhões de patacas à Beijing Industrial Designing & Researching Institute Co., Ltd.. As instalações que vão ser construídas para se transformarem no grande centro de investigação industrial e científico na RAEM vão ficar localizadas na Avenida Wai Leong e na Zona E1 Oeste dos Novos Aterros. De acordo com a informação divulgada pela Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), o plano de concepção para a parcela do parque na Avenida Wai Leong foi entregue à empresa de estatal por cerca de 49,3 milhões de patacas. O pagamento previsto vai ser feito em renminbis, totalizando 42,9 milhões. No caso do lote na Zona E1 Oeste dos Novos Aterros, o plano de concepção vai custar 148,5 milhões de patacas, ou 129,1 milhões de renminbi. Os planos, apesar dos montantes envolvidos, foram adjudicados directamente à empresa estatal, depois de terem sido apresentadas duas propostas por escrito, uma para cada um dos lotes. Os dois projectos têm de ser apresentados pela empresa até ao final do próximo ano, para depois se dar início às obras. No terreno da Avenida Wai Long, a área bruta de construção vai ser de 150 mil metros quadrados, incluindo as encostas e o Túnel da Colina da Taipa Grande, e na Zona E1 dos Novos Aterros Urbanos a área bruta de construção totaliza cerca de 500 mil metros quadrados. A empresa Beijing Industrial Designing & Researching Institute Co. foi fundada em 1961, é uma das principais empresas de tecnologia nacional, ao fazer parte do grupo Zhongguancun Development Group. Diversificação da Economia O parque foi apresentado durante a consulta pública, que decorreu no final do ano passado, como uma forma de dar “uma boa resposta à questão inadiável do desenvolvimento da diversificação adequada da economia”. O documento da consulta apontava que a pandemia da Covid-19 mostrou “a urgência de desenvolvimento da diversificação da estrutura industrial” da RAEM, dado que o produto interno bruto (PIB) apresentou uma redução a 50 por cento. No documento da consulta era ainda garantido que o parque faz parte do caminho para o futuro, porque “a promoção do desenvolvimento da indústria científica e tecnológica” vai desenvolver “uma nova força para Macau cultivar novos motores de crescimento económico e apoiar o desenvolvimento da diversificação adequada da economia”. “A construção do Parque Industrial de Investigação e Desenvolvimento das Ciências e Tecnologias de Macau é, assim, um projecto de grande relevância para a implementação das orientações estratégicas do Estado, o apoio ao desenvolvimento da indústria científica”, foi acrescentado.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeBNU assina acordo com Manteigaria, do grupo Portugália O Banco Nacional Ultramarino (BNU) vai assinar um protocolo com o grupo Portugália, que detém a marca “Manteigaria”, de produção de pastéis de nata. Recorde-se que a Manteigaria já está em Macau, onde a empresa fez um investimento de dois milhões de euros, e deverá chegar este ano a Hong Kong. “Vamos celebrar um protocolo entre o BNU e a Manteigaria numa lógica de desenvolvimento das suas operações em Macau, Hong Kong e outras cidades da Grande Baía, em que se utiliza Macau como plataforma”, disse Carlos Cid Álvares, CEO do BNU, aos jornalistas. O BNU faz parte do grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), banco público português, e Carlos Cid Álvares explicou que, no contexto destes negócios portugueses que procuram a sua expansão, “a CGD estará aí para os apoiar”. “Que venham mais manteigarias, temos todo o gosto em fazer isso”, referindo-se a apoios bancários na expansão da marca. Em relação à visita de Sam Hou Fai a Lisboa e Madrid, Cid Álvares falou na existência de “uma vontade política enorme” para que haja um reforço de relações comerciais. “Esta comitiva de 120 pessoas demonstra isso. Há pessoas do sector público, privado, e acredito que com tantos protocolos a serem assinados, com uma comitiva desta dimensão e com a vinda do Chefe do Executivo, que visita as três principais figuras do Estado português, há uma vontade para que este intercâmbio aconteça, quer em termos de investimento, quer em termos de trading e volume de negócios.” Vistos a melhorar Carlos Cid Álvares defendeu ainda que “empresas dos países de língua portuguesa e latino-americanos terão todo o interesse em vir para Macau, que é completamente ‘friendly’ para os estrangeiros, sendo um dos sítios mais seguros do mundo, com a Ásia para se viajar e um bom sistema de ensino”. Porém, “há coisas a melhorar” para que os negócios floresçam, nomeadamente ao nível “do sistema de vistos de trabalho”. “Tem havido tentativas de melhoria por parte do Governo, para que [o sistema] possa ser menos burocrático e incerto e permita que as famílias dos CEO e CFO se juntem”, rematou. O CEO do BNU lembrou que os negócios de Portugal com Macau não passam apenas pelo vinho. Aliás, “o vinho ocupa uma percentagem ridícula das exportações portuguesas”. “Portugal tem empresas de primeira linha a competir no mercado internacional, sendo os melhores em seis ou sete sectores de actividade. Lembro-me do tomate, azeite, cortiça, café e dos moldes, ou até a pasta de papel. Estão habituadas a competir no mercado internacional e podem acrescentar valor com parcerias com empresas de Macau, num mercado como é o chinês, ou da Grande Baía, com cerca de 80 milhões de consumidores”, exemplificou.
Hoje Macau SociedadeIncêndio | Fogo causado por gato Deflagrou no último sábado, de manhã, um incêndio causado acidentalmente por um gato que terá tocado no interruptor de um fogão cerâmico. O caso, segundo noticiou o jornal Ou Mun, aconteceu num edifício na Avenida do Conselheiro Ferreira de Almeida, tendo o Corpo de Bombeiros explicado que o incidente teve lugar num apartamento no 20.º andar do prédio, com o fogo a ser imediatamente extinto. Foram evacuadas cerca de 30 pessoas para um local seguro, sendo que três se sentiram mal, mas não necessitaram de tratamento hospitalar. Contrabando | Homem interceptado com grãos de prata Um homem foi interceptado quando tentava passar pelo Posto Fronteiriço de Hengqin, para entrar na China, com grãos de prata, no dia 10 deste mês. O caso foi relatado pelo Alfândega de Gongbei. Durante a inspecção, um agente alfandegário descobriu seis pacotes de grãos de prata, presos às pernas do homem com fita adesiva. Segundo o organismo, o agente alfandegário observou uma anormalidade no caminhar do homem, enquanto este seguia rapidamente para o corredor sem bens para declarar. Quanto aos grãos de prata apreendidos, a pesagem indicou 7,62 quilos. Fronteiras | Apreendidos charutos avaliados em 4,54 milhões Os Serviços de Alfândega (SA) anunciaram a intercepção de 307 quilos em charutos, avaliados em 4,54 milhões de patacas, no Porto Interior. A informação foi divulgada pelas autoridades Os 307 quilos ultrapassavam o valor declarado com o carregamento em causa. Segundo um comunicado dos SA, o imposto a pagar pelos bens não declarados era de 1,33 milhões de patacas. Os agentes dos SA identificaram que os produtos se destinavam a uma empresa local. Sendo a violação da lei do comércio externo e o responsável da empresa podem ser multados num máximo de 100 mil patacas. As mercadorias apreendidas podem ser declaradas perdidas a favor da RAEM. PJ | Detida por troca ilegal de dinheiro A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de uma mulher, com 39 anos, devido a uma troca ilegal de dinheiro. A suspeita foi detida no Cotai, a 13 de Abril, quando fazia uma troca de dinheiro com um jogador, recebendo 9.600 renminbis através de um código QR, e entregando 10 mil dólares de Hong Kong em notas. Quando revelou o caso, a PJ indicou que a mulher se dedicava a esta actividade ilegal pelo menos desde Julho do ano passado e que terá obtido lucros no valor de 45 mil dólares de Hong Kong. Na operação, foram apreendidos 49 mil dólares de Hong Kong e 11.700 dólares de Hong Kong em fichas. O caso foi remetido para o Ministério Público (MP).
Hoje Macau Manchete SociedadeCrime | Detidas 34 pessoas por branqueamento de 45,6 milhões A rede de branqueamento de capital operava entre o Interior e Macau e as detenções resultaram de uma operação conjunta. As autoridades acreditam que a rede operava pelo menos desde Janeiro do ano passado, obtendo ganhos ilícitos de aproximadamente 2,5 milhões de yuan A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de 34 suspeitos de branqueamento de 45,6 milhões de yuan, fraude e falsificação de documentos. As detenções resultaram de uma operação conjunta com as autoridades do Interior. A operação, realizada na quinta-feira, resultou em 25 detidos em Macau e nove no interior da China, incluindo três alegados cabecilhas, disse o chefe da divisão de crimes organizados da Polícia Judiciária (PJ), Ho Wai Lok, em conferência de imprensa. A PJ acredita que, desde Janeiro de 2025, terão sido branqueados pelo menos 45,6 milhões de yuan, obtendo ganhos ilícitos de aproximadamente 2,5 milhões de yuan. “Em Macau, entre os 25 suspeitos, dois são residentes de Hong Kong e os restantes são da China continental”, disse Ho. As autoridades apreenderam 5,7 milhões de dólares de Hong Kong em numerário, bem como equipamento para falsificar cartões de identidade e cartões bancários da China continental, incluindo impressoras, hologramas e trituradoras. A polícia do Interior da China deteve nove pessoas em Guangxi, no sul do país, e noutras províncias, entre os quais os três alegados cabecilhas, afirmou Ho. Outras 31 pessoas, tinham sido detidas no início do ano na vizinha cidade de Zhuhai, numa operação que levou ao desmantelamento de 11 bancos ilegais ligados ao mesmo grupo de crime organizado. Hierarquia organizada Segundo a PJ, o grupo operava a três níveis: “membros de baixa hierarquia abordavam apostadores junto a casinos e hotéis, oferecendo taxas de câmbio favoráveis para converter numerário ou fichas de Hong Kong em yuan. Os intermediários contactavam então os superiores, sediados na China continental, para efectuarem transferências bancárias”, explicou o responsável. A polícia disse que alguns apostadores viram as contas bancárias congeladas pouco depois de receberem o dinheiro. Outros, tornaram-se suspeitos ao regressar à China continental, depois de a polícia ter verificado que tinham recebido nas contas bancárias fundos que tinham sido desviados de vítimas de burlas online em oito províncias do país. Registou-se um total de 12 casos relacionados, com as perdas totais das vítimas a ascenderem a 3,59 milhões de yuan.
João Santos Filipe SociedadeEPM | Participação voluntária em campo militar A Escola Portuguesa de Macau (EPM) garante que a participação do grupo de 16 alunos no Acampamento da Defesa Nacional se deveu à vontade dos encarregados de educação. As explicações foram fornecidas ao HM, depois de terem sido enviadas perguntas sobre uma publicação divulgada nas redes sociais da instituição de ensino. “À semelhança de anos anteriores, no presente ano lectivo, vários estudantes da EPM participaram no Acampamento da Defesa Nacional do ano lectivo 2025-2026, dinamizado pela DSEDJ”, foi explicado. “No cumprimento das orientações da DSEDJ, esta iniciativa foi divulgada aos alunos do 8.º ano pelos respectivos Directores de Turma. Os Encarregados de Educação dos alunos que manifestaram interesse em participar nesta actividade deram o seu consentimento”, foi acrescentado. Em relação à realização deste tipo de actividades no futuro e ao facto de poderem envolver o manuseamento de armas brancas e réplicas de armas de fogo, entre menores, a EPM remeteu comentários para a “entidade promotora da actividade”.
Hoje Macau Manchete SociedadeLançada primeira base de dados sobre estudos camonianos A Universidade de Macau (UM) e a Universidade de Coimbra (UC) acabam de lançar o “Camões Lab”, a primeira base de dados digital sobre estudos camonianos desenvolvida em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian, Fundação “la Caixa” e Imprensa Nacional-Casa da Moeda. O lançamento decorreu em Coimbra, sendo a UM “parceira principal” deste projecto, destaca-se num comunicado oficial da UM. “Camões Lab” visa contribuir “para a preservação cultural e para a investigação em humanidades digitais”, sendo que, nas palavras do reitor da UC, Amílcar Falcão, o projecto é “inovador” e tem “uma visão de futuro, que ajuda a levar a obra de Camões para além do meio académico, alcançando um público mais vasto”. Delfim Leão, vice-reitor da UC, descreveu que o “Camões Lab” é uma plataforma que estará disponível aos utilizadores “por fases, prevendo-se que a primeira entre em funcionamento em meados de 2026 e que a construção global fique concluída até ao final de 2027”. Manuel Portela, director da Biblioteca Geral da UC, “salientou que a plataforma evoluirá para uma base de conhecimento académico dinâmica, em permanente actualização e de acesso aberto”. Digitalizar e preservar Este projecto nasce numa altura em que se celebram os 500 anos do nascimento de Luís de Camões, poeta maior da língua portuguesa e autor de “Os Lusíadas”, uma epopeia sobre os Descobrimentos. A plataforma criada entre a UM e UC visa “criar uma plataforma digital de referência mundial para os estudos camonianos, preservando, estudando e promovendo, em formato digital, a sua obra literária”. Pretende-se uma integração de “tecnologias de processamento de linguagem natural e de inteligência artificial, procedendo à marcação estruturada dos textos segundo a norma internacional XML-TEI”. Além disso, irão identificar-se “através de anotações semânticas figuras históricas, personagens literárias e informações geográficas, de modo a reforçar a legibilidade e a interoperabilidade dos textos em ambiente de investigação digital”. A ideia é concretizar “o duplo objectivo de preservação textual e de aplicação digital”.
Nunu Wu Manchete SociedadeAviação | Air Macau admite cancelamento de 400 voos em Maio e Junho A empresa justifica-se com o aumento do preço dos combustíveis, que aponta ter subido para 205 dólares americanos por barril. A Air Macau admite ser incapaz de explorar comercialmente o negócio nestas circunstâncias, mas defende-se dizendo que segue as práticas internacionais A Air Macau admite que cancelou 400 voos previstos para Maio e Junho, o que justificou com o aumento do preço do combustível. A reacção surge depois de nas últimas semanas terem aparecido várias informações de que a companhia aérea de Macau estava a cancelar vários voos regionais, sem que houvesse confirmação oficial. No sábado, de acordo com uma resposta citada pelo jornal Ou Mun e pelo canal chinês da Rádio Macau, a empresa admitiu que já tinha cancelado 155 voos internacionais. A estes, juntam-se outros 245 voos para destinos no Interior, o que significa que, em média, a Air Macau está a cancelar seis voos por dia. Quando questionada sobre os motivos dos cancelamentos, a transportadora local, que é controlada pela empresa estatal que também controla a Air China, justificou-se ao indicar que o preço do combustível para aviação internacional subiu para 205 dólares americanos por barril, e que nem o aumento da “taxa e combustível” permitiu cobrir os custos operacionais crescentes. Segundo a Air Macau, os cancelamentos antecipados fazem com que os passageiros não sejam surpreendidos por alterações na véspera da viagem, e assim possam proteger melhor os seus direitos. A companhia local defendeu também que os cancelamentos com duas semanas de antecedência são uma prática internacional na forma como se lida com o aumento dos preços do combustível. Os cancelamentos acontecem numa altura em que Macau tenta atrair cada vez mais visitantes internacionais. Sobre este aspecto, a empresa, que tem como accionista o Governo da RAEM, indica que está a fazer “todos os esforços” para preservar as ligações a Macau. Queixas recebidas Por sua vez, o Conselho de Consumidores (CC), que é controlado pelo Governo, o segundo maior accionista na Air Macau, revelou ao canal chinês da Rádio Macau ter recebido cinco queixas desde o início de Abril. As queixas foram apresentadas por três residentes e dois turistas. Ao mesmo tempo, o organismo liderado Leong Pek San afirmou que quando recebe qualquer queixa entra em contacto com as companhias aéreas “o mais rapidamente possível” para informar a empresa sobre as denúncias e “mediar os litígios entre as duas partes”. Em algum momento, na resposta citada pela Rádio Macau, o Conselho Consumidores coloca a possibilidade de haver sanções. Em vez disso, a autoridade “insta” as companhas aéreas “a notificar antecipadamente os consumidores com reservas e a disponibilizar opções adequadas de remarcação e reembolso, caso sejam necessários ajustes nos voos”.
Hoje Macau SociedadeEconomia | PIB de Macau cresceu 10% até Março A Associação Económica de Macau diz que o Produto Interno Bruto (PIB) da região deverá ter registado um aumento de 10 por cento no primeiro trimestre de 2026, em comparação com igual período do ano passado. De acordo com um relatório divulgado na quarta-feira, a associação acredita que a economia local poderá ter atingido 108 mil milhões de patacas entre Janeiro e Março. “No primeiro trimestre de 2026, a macroeconomia teve um arranque forte”, afirmou a associação, impulsionada por um “desempenho robusto” das indústrias do turismo, lazer e finanças. Na capital mundial dos casinos, o sector do jogo manteve o “ímpeto ascendente”, com receitas brutas no primeiro trimestre de 65,9 mil milhões de patacas, referiu o documento. “Isso representa um aumento de 14,3 por cento face aos 57,66 mil milhões de patacas registados no mesmo período do ano passado,” acrescentou a associação. O relatório sublinha que os números do turismo “também se mantiveram robustos”, com mais de 10 milhões de visitantes no primeiro trimestre, um “aumento significativo” em comparação com o mesmo período de 2025. As taxas de ocupação dos estabelecimentos hoteleiros “mantiveram-se em níveis elevados durante um longo período”, afirmou a associação. Emprego favorável O mercado de trabalho também “se manteve estável”, com o emprego total e a taxa de desemprego “a permanecer em níveis relativamente favoráveis”, refere o documento. Macau registou uma taxa de desemprego de 1,7 por cento entre Dezembro e Fevereiro, um valor igual ao do período entre Novembro e Janeiro, e perto do mínimo histórico de 1,6 por cento fixado há dois anos. De acordo com os mais recentes dados oficiais, o número de desempregados era de 6.400, menos 100 do que entre Novembro e Janeiro. “Isso reflecte a contínua e significativa força motriz do sector do turismo e lazer na indústria de serviços”, acrescentaram os economistas. No entanto, a associação alertou que a economia de Macau pode enfrentar “pressões duplas de preços elevados do petróleo e fraca despesa dos consumidores” no segundo trimestre. “A situação pouco clara no Médio Oriente criou um elevado grau de incerteza para a economia global”, alerta o relatório. “Enquanto economia orientada para a exportação [de serviços], Macau poderá ter dificuldades em permanecer ileso da guerra”, sugeriu a associação. O documento acrescenta que o Governo local precisa de “monitorizar de perto a economia e a sociedade locais” face às possíveis pressões duplas.
Hoje Macau SociedadeCasinos | Receitas de jogo VIP sobem 35% até Março As receitas oriundas dos grandes apostadores, um segmento conhecido como jogo VIP em Macau, capital mundial dos casinos, registaram uma subida homóloga de 35 por cento no primeiro trimestre de 2026, foi ontem anunciado. O chamado jogo bacará VIP atingiu receitas de 19,8 mil milhões de patacas entre Janeiro e Março, divulgou a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) da região semiautónoma chinesa. As receitas das grandes apostas já tinham crescido 24,1 por cento em 2025, embora continuem longe dos picos históricos atingidos antes da pandemia da covid-19. Em 2019, o bacará para este segmento representava 46,2 por cento das receitas totais dos casinos. Mas no primeiro trimestre de 2025 ficou-se por uma fatia de 29,7 por cento. As grandes apostas foram afectadas pela detenção do líder da maior empresa angariadora de apostas VIP do mundo, em Novembro de 2021. O antigo diretor executivo da Suncity Alvin Chau Cheok Wa foi condenado, em Janeiro de 2023, a 18 anos de prisão, num caso que fez cair de 85 para 18 o número de licenças de promotores de jogo emitidas em Macau. De acordo com dados da DICJ, o número de licenças tem vindo a recuperar e atingiu 31 no final de Março. Ainda assim, permanece aquém do limite máximo fixado pelo Governo, que é de 50. Também as receitas do jogo mais popular em Macau, o bacará no chamado mercado de massas, aumentaram 6,6 por cento no primeiro trimestre, em comparação com igual período de 2025, para 36,6 mil milhões de patacas. O bacará de massas representou 55,5 por cento do total das receitas dos casinos no território entre Janeiro e Março, sendo de longe o jogo de fortuna e azar mais procurado pelos apostadores chineses. As receitas das máquinas electrónicas de jogos aumentaram 21,7 por cento em comparação com igual período de 2025, para 3,98 mil milhões de patacas.
João Santos Filipe Manchete SociedadeActivos Públicos | Empresa da UM com lucro de 2,7 milhões Os resultados mais recentes da empresa que realiza estudos ficam marcados por uma correcção do lucro de 2024, que passou de 781 mil patacas para 2,9 milhões de patacas No ano passado, a UMTEC, empresa controlada pela Universidade de Macau, apresentou um lucro de 2,7 milhões de patacas, de acordo com os dados divulgados ontem pela Direcção dos Serviços da Supervisão e Gestão dos Activos Públicos (DSSGAP). Os resultados mais recentes apresentam uma revisão da contabilidade relativa a 2024. Em 2025, as vendas da empresa, que disponibiliza serviços de investigação, dispararam de 18,1 milhões de patacas para 31,2 milhões de patacas. Contudo, os custos das vendas também ficaram mais caros, com uma subida de 15,3 milhões para 23,1 milhões de patacas. Como resultado destas alterações, os lucros brutos subiram de 2,8 milhões para 8,1 milhões de patacas. No entanto, a UMTEC gerou menos dinheiro em “operações de financiamento”, com os ganhos a serem reduzidos em 400 mil patacas, e com os “outros rendimentos”, com a fonte das receitas a apresentar uma redução de quase 2 milhões de patacas. Ao mesmo tempo, as “outras despesas” da empresa apresentaram um salto significativo ao atingirem 2,8 milhões de patacas, quando no ano anterior não tinham ido além de 233 mil patacas. Esta diferença foi justificada com maiores perdas devido a trocas cambiais. As variações indicadas explicam o motivo que leva a empresa a apresentar uma redução dos lucros, apesar de até ter obtido receitas maiores do que no ano anterior. Resultados corrigidos Apesar das diferenças, os resultados da UMTEC ficam marcados pela correcção dos números declarados relativamente a 2024. No ano passado, a UMTEC tinha declarado lucros em 2024 de 781 mil patacas. Contudo, os resultados de ontem apresentam uma correcção desses números, que saltaram de 781 mil patacas para 2,9 milhões de patacas. Estas alteração foi explicada com a forma como os investimentos em moeda que não a pataca foram calculados, principalmente tendo em conta a construção do novo campus na Ilha da Montanha, através da subsidiária Guangdong Hengqin UM Higher Education Development. “A administração observou uma diferença técnica entre a taxa de câmbio original utilizada e a taxa de referência adoptada nas melhores práticas de mercado em vigor, resultante principalmente da selecção de diferentes plataformas de referência de taxas de câmbio”, foi justificado. “Para cumprir rigorosamente as normas de relato financeiro e garantir que o valor contabilístico do investimento reflecte com precisão o valor real durante esse período, a taxa de câmbio à vista aplicável à data da transacção foi tecnicamente revista de 1,118 para 1,1347”, foi acrescentado. Face a esta alteração, em 2024 os “outros rendimentos” da empresa aumentaram de 30 mil patacas para 2,2 mil milhões de patacas, justificando a correcção do lucro. Mais lucros A UMCERT Investigação e Ensaios em Engenharia, uma das empresas detidas pela Universidade de Macau (UM) para prestar serviços de pesquisa, registou um lucro de 7,3 milhões no ano passado. Os resultados foram apresentados no portal da Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicas (DSSGAP) e representam uma quebra em relação a 2024, quando o lucro tinha atingido as 10,5 milhões de patacas. A UMCERT Investigação e Ensaios em Engenharia é uma das três empresas controladas pela Universidade de Macau. As restantes são a UMTEC, que também se dedica à investigação, e a Guangdong Hengqin UM Higher Education Development, que vai ser responsável pelo desenvolvimento do novo campus da UM no Interior, num investimento que poderá chegar aos 4 mil milhões de renminbis.
Hoje Macau SociedadeInquérito | Trabalhadores a tempo inteiro são mais de metade Um inquérito realizado pela Associação de Gestão de Macau, divulgado esta quarta-feira, revela que os inquiridos com trabalho a tempo inteiro representam quase 60 por cento. Segundo o jornal Ou Mun, a equipa responsável pelo estudo indicou que a taxa de desemprego foi de oito por cento, com mais de 60 por cento dos empregados a manterem o emprego num período de três a dez anos, o que revela estabilidade a nível laboral. O inquérito avança ainda que os inquiridos têm uma grande vontade de trabalhar na região da Grande Baía, sendo que a primeira escolha recai sobre Zhuhai, seguindo-se Shenzhen. Questionados sobre assuntos onde é necessária a cooperação entre o Governo, empresas e empregados, os inquiridos falaram no salário, ambiente familiar e conveniência em termos de transporte. Lau Veng Seng, presidente da associação e antigo deputado, afirmou que o inquérito mostra como o foco dos empregados mudou, passando da ideia de garantir bens materiais para questões como a importância da resiliência psicológica e crescimento pessoal. Samuel Tong, presidente do Instituto de Gestão de Macau, defendeu que os empregados devem recorrer ao programa de aperfeiçoamento e desenvolvimento contínuo do Governo para melhorarem ferramentas, a fim de assumirem outro tipo de trabalhos. Samuel Tong defendeu também que as empresas podem criar programas de viagens de negócios para quem quer trabalhar em Zhuhai ou Hengqin, devendo ser reforçada a divulgação da Zona de Cooperação pelo Governo. O responsável pensa que o Executivo deve criar uma base de dados dos quadros qualificados na Grande Baía, a fim de rastrear a taxa de rotatividade dos trabalhadores.
João Santos Filipe Manchete SociedadeEPM | Alunos participaram em acampamento militar Um grupo de alunos esteve cinco dias em Zhuhai no Centro de Formação e Educação para a Defesa Nacional, onde trocaram os uniformes da EPM pelas fardas militares. Segundo um jornal do Interior, as iniciativas deste género envolvem o manuseamento de armas, mas as fotos da escola não mostram estudantes armados Um grupo de cerca de 16 estudantes da Escola Portuguesa de Macau (EPM) participou, em Zhuhai, num dos acampamentos militares no Interior para promover o patriotismo. A iniciativa foi organizada em conjunto pela Departamento de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) e pela General Association of Chinese Students of Macau, e divulgada pela instituição de ensino, através das redes sociais. “O Acampamento da Defesa Nacional do ano lectivo 2025-26 organizado pelo Departamento de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) e co-organizado pela General Association of Chinese Students of Macau, decorreu de 30 de Março a 03 de Abril, no Centro de Formação e Educação para a Defesa Nacional, em Zhuhai”, comunicou a escola. A instituição de ensino classificou ainda a iniciativa como “uma actividade de cinco dias em que os estudantes tiveram a oportunidade de vivenciar um treino militar, em regime de internato”. “O objectivo foi cultivar o senso de disciplina, o espírito de equipa, além de fortalecer o sentido de patriotismo”, foi acrescentado. O HM contactou a EPM para perceber os moldes da participação da escola na iniciativa, a forma de selecção dos alunos no acampamento e ainda se no futuro haverá mais estudantes a participar em iniciativas semelhantes. Até ao fecho da edição de ontem não foi recebida qualquer resposta. Projecto do Governo O envolvimento de estudantes locais em acampamentos militares em Zhuhai tornou-se uma prática frequente nos últimos anos, no âmbito das políticas nacionalistas, com a participação dos alunos a ser divulgadas nas redes sociais pelas instituições de ensino. Em 2024, foi tornado público que “as autoridades relevantes de Macau estabeleceram uma cooperação de longo-prazo com o Centro de Formação e Educação para a Defesa Nacional de Zhuhai para a organização de campos militares”. A informação foi divulgada pelo portal do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central na RAEM, que citou um artigo do jornal estatal de Guangdong Southern Daily. O artigo referia ainda que todos os anos, cerca de 4.000 alunos do 8º ano de escolaridade de Macau iriam a Zhuhai participar em “campos de actividades de educação para a segurança nacional”. Neste artigo, era indicado que os treinos iam envolver o “manuseio de armas, competências básicas de estratégia militar, combate corpo a corpo (incluindo com armas brancas), obedecer a ordens”, simulação de situações de combate e cerimónias de hastear da bandeira nacional. O HM tentou perceber junto da EPM se houve manuseamento de armas em Zhuhai, mas não recebeu qualquer resposta. As fotos divulgadas pela EPM não mostram armas.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeIAM | Aberto concurso público para pavilhão infantil na Venceslau de Morais Está aberto o concurso público para a elaboração do projecto de obra do Pavilhão Infantil de Exploração na Avenida de Venceslau de Morais, disponível no primeiro e segundo andar do Edifício Mong Son, na Avenida de Venceslau de Morais. Segundo o despacho publicado esta quarta-feira em Boletim Oficial (BO), o prazo de validade das propostas é de 90 dias, devendo ser entregue uma caução provisória de 60 mil patacas, com a caução definitiva a valer quatro por cento do preço global da adjudicação. As propostas devem ser submetidas junto do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) até ao dia 27 de Maio, pelas 17h, sendo que o acto público decorre no dia seguinte. Segundo é descrito no despacho, há duas partes a ter em conta na elaboração do projecto de obra, nomeadamente a “prestação de serviços de concepção e de assistência técnica, sendo o prazo total de concepção de 110 dias úteis”. O Governo vai ter em conta, para a adjudicação, critérios como a “remuneração total dos serviços”, o “preço global da obra” e a “proporção de trabalhadores residentes das empresas dos concorrentes”, sem esquecer a “experiência na concepção de projecto com itens similares”.