João Santos Filipe SociedadeCBRE acredita em melhorias nos resultados da SJM, mas aponta desafios A empresa de serviços financeiros CBRE acredita que os resultados da SJM podem “apresentar sinais de melhoria” ao longo deste ano, depois de as contas de 2025 da concessionária terem sido marcadas por uma redução de 15 por cento nos Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (EBITDA, em inglês). As previsões constam de um relatório da empresa americana, citado pelo portal GGRAsia, que aponta vários factores com os quais a concessionária vai ter de lidar. Segundo os analistas John DeCree e Max Marsh, os possíveis motivos de optimismo prendem-se com os investimentos feitos nas renovações dos hotéis-casinos da empresa, assim como a criação de uma nova equipa de marketing. “Na segunda metade do ano, esperamos uma recuperação mais gradual e menos certa, dado o ambiente altamente competitivo em Macau. No entanto, reconhecemos que a nova equipa de marketing e os investimentos imobiliários da SJM podem superar as nossas expectativas”, foi comunicado. Apesar das expectativas, a CBRE reconheceu que a empresa fundada por Stanley Ho e gerida por Daisy Ho tem “arestas para limar”, que vão além do encerramento dos casinos-satélite ligados ao grupo. Dilemas internos Sobre as arestas a limar, a CBRE identificou “o reposicionamento da sua base de activos para servir melhor os clientes do segmento de massas; a reorganização da equipa de marketing e a modernização da sua estratégia promocional”. A necessidade de “aumentar a eficiência interna” e “reduzir os custos de operação” foram outros aspectos mencionados pelos analistas John DeCree e Max Marsh. Todavia, antes das melhorias, espera-se um período de maior instabilidade na exploração do negócio, com a SJM a ter de lidar com a “relocalização das mesas de jogo, das slot-machines e dos empregados dos casinos-satélite encerrados”. A esta instabilidade, juntam-se os trabalhos de renovação do Hotel Lisboa. Sobre os resultados recentes, a CBRE admitiu que os números e as tendências apresentadas pela concessionária “são decepcionantes”.
João Luz Manchete SociedadeCuidados paliativos | Cerca de 80% das camas ocupadas A taxa de utilização das camas de cuidados paliativos é de cerca de 80 por cento, segundo o director dos Serviços de Saúde que promete ajustar a oferta no futuro. Estes serviços são prestados principalmente a doentes terminais com cancro “Os Serviços de Saúde e as instituições médicas subsidiadas prestam principalmente serviços de cuidados paliativos e de cuidados em fase terminal aos doentes terminais com cancro, sendo a taxa de utilização das camas de cuidados paliativos de cerca de 80 por cento”, indicou o director dos Serviços de Saúde, Alvis Lo. Em resposta a uma interpelação escrita de Song Pek Kei, o responsável afirmou que os Serviços de Saúde irão ajustar, “o número de camas de acordo com a respectiva procura, articulando com o planeamento do desenvolvimento global das instalações médicas, optimizando a disposição dos serviços e a distribuição dos recursos”. Em relação ao cancro, Alvis Lo afirma que os programas de rastreio de Macau foram baseados no equilíbrio entre as orientações internacionais e “a realidade local”, incidindo sobre o cancro do colo do útero, cancro colorrectal, cancro pulmonar e cancro da mama. Alvis Lo acrescenta ainda que no que diz respeito ao cancro do pulmão a prevenção, e o incentivo à cessação tabágica, “continua a ser a intervenção mais eficaz e com melhor relação custo-benefício”. Actualmente, os grupos prioritários para rastreio de cancro do pulmão, através da tomografia computorizada de baixa dose, são pessoas com idades entre 50 e 74 anos, que tenham fumado há pelo menos 30 anos, ou que tenham deixado de fumar há menos de 15 anos. Controlo apertado Alvis Lo também traçou um panorama geral da realidade da hepatite B e Macau, começando por sublinhar que foi atribuído à RAEM o certificado da região da Região do Pacífico Ocidental da Organização Mundial de Saúde, porque a doença “é controlada com sucesso”. O responsável acrescenta que, hoje em dia, a principal faixa etária de infectados com a doença se concentra em indivíduos com mais de 50 anos. Tendo em conta estes dados, os Serviços de Saúde reforçaram, a partir do ano passado, o teste de rastreio da hepatite B a residentes com mais de 50 anos e foram disponibilizadas consultas externas de hepologia em todos os centros de saúde. Além disso, Alvis Lo indicou que para doentes infectados com hepatite B são agendados exames ecográficos e análises sanguíneas regularmente.
João Santos Filipe Manchete SociedadeTaipa Pequena | Problemas com passeios, autocarros e lixo O deputado Nick Lei alerta para as dificuldades da zona e pede melhorias na Estrada Lou Lim Ieok e na Estrada de Sete Tanques que servem uma população de cerca de 1.600 residentes. O legislador aponta ainda o perigo da falta de passeios em algumas áreas O deputado Nick Lei defende a criação de passeios na Estrada Lou Lim Ieok e na Estrada de Sete Tanques, na Taipa Pequena, para evitar que os cidadãos tenham de andar na estrada quando se deslocam. Além disso, o legislador ligado à comunidade de Fujian alerta também para a necessidade de mais carreiras de autocarros e de substituir os contentores do lixo. Em relação à falta de passeios, o deputado avisa o Governo que “os residentes são obrigados a andar nas faixas de rodagem”, o que “causa muita insegurança à população”. Além disso, Lei indica que “quando passa um veículo a situação torna-se perigosa e ameaça a segurança dos peões”. Por isso, o membro da Assembleia Legislativa questiona: “De que planos concretos dispõe o Governo para melhorar o ambiente pedonal daquela zona, incluindo a criação de passeios para peões, passadeiras e outras instalações, com vista a salvaguardar a segurança dos residentes?”. Não só a falta de passeios para garantir a segurança dos residentes é criticada, a interpelação revela também incompreensão com o facto de aquela zona apenas ser servida por um único autocarro. “Quanto aos transportes públicos, neste momento, só a carreira n.º 35 passa pela Estrada Lou Lim Ieok, e não passa nenhuma carreira na Estrada de Sete Tanques, para além disso, aquela carreira só circula nas Ilhas, ou seja, não chega à Península de Macau, causando grandes inconveniências para os residentes que querem deslocar-se para o exterior”, foi descrito. “Os residentes que queiram deslocar-se para a Península de Macau têm de fazer o transbordo nas paragens periféricas e ainda têm de percorrer uma certa distância a pé para chegarem a uma outra paragem de autocarro”, acrescentou. Nick indica que este cenário é incompreensível, uma vez que nestas estradas existem “várias residências privadas, com uma população de cerca de 1600 pessoas”. Acumulação de lixo Na interpelação, o deputado aponta também que o ambiente da zona é afectado pela capacidade dos caixotes do lixo, tida como insuficiente. “No que respeita às instalações de recolha de lixo, veja-se o exemplo do Edifício ‘Jardins de Lisboa’, aqui só há um contentor de lixo com tampa, cuja capacidade é limitada e fica cheio facilmente, originando problemas de higiene ambiental, tais como a acumulação de lixo e a dissipação de odores”, descreveu. “Os residentes esperam que sejam instalados, o mais rápido possível, contentores de lixo de compressão, com vista a resolver os problemas de higiene, tais como, de lixo a céu aberto, mau cheiro e águas residuais, e, ao mesmo tempo, reduzir o tempo de recolha e transporte do lixo, optimizando, deste modo, a higiene dos bairros comunitários”, apontou. “Com vista a melhorar a higiene ambiental e a qualidade de vida dos residentes daquela zona e optimizar as instalações de recolha de lixo do complexo habitacional dos “Jardins de Lisboa”, quando é que o Governo vai substituir os antigos contentores de lixo por contentores de compressão?”, perguntou.
Hoje Macau SociedadeCombustíveis | Associações pedem maior transparência nos preços O presidente da Associação dos Consumidores das Companhias de Utilidade Pública de Macau, Chiang Chong Fai, apelou ao Governo para reforçar a inspecção aos preços dos combustíveis e aumentar a transparência. A posição foi tomada, em declarações ao canal chinês da Rádio Macau. A questão surge relacionada com a guerra declarada pelos Estados Unidos e Israel ao Irão, mas não é nova. Nos últimos anos vários deputados também pediram maior transparência do Governo face aos preços dos combustíveis. No entanto, ontem, as associações ouvidas pelo canal chinês da Rádio Macau consideram que o aumento do preço do petróleo não vai ter um impacto imediato em Macau. Chiang Chong Fai explicou que até agora o aumento foi sentido principalmente ao nível do crude, porque os produtos petrolíferos são transaccionados em contratos futuros, que em teoria não devem reflectir logo os aumentos do crude no mercado. Porém, Chiang Chong Fai alertou que se os fornecedores do petróleo aumentarem os preços, as autoridades têm que verificar se as razões do aumento forem razoáveis. O dirigente também considerou que o Governo deve pensar em reforçar a transparência na divulgação de informações. Por seu turno, o presidente da Associação Económica de Macau, Lau Pun Lap, afirmou que impacto da guerra no preço do petróleo vai depender da duração do conflito. O responsável apontou que muitos produtos que Macau recebe dependem da China. Todavia, o presidente da associação mostrou-se confiante na capacidade do Governo Central para estabilizar os preços e aliviar a pressão da inflação vinda de fora.
Nunu Wu Manchete SociedadeTecnologia | Defendida criação de leis para robôs humanóides O conselheiro Zeng Zengwei defendeu a criação de legislação para regular a circulação de robôs humanóides em Macau, depois da aparição na RAEM, na semana passada, de um vídeo que se tornou viral nas redes sociais de uma mulher a ralhar com um robô O membro do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Norte, Zeng Zengwei, defendeu a necessidade de criar legislação para regular o desenvolvimento dos robôs humanóides. A posição foi tomada numa reunião do conselho na quarta-feira, depois de um primeiro aparecimento de um robô humanóide nas ruas, mas antes do episódio mais recente, quando uma mulher foi filmada a dar um sermão a um robô. Na intervenção da reunião, Zeng Zengwei alertou para os perigos que os robôs podem constituir, principalmente quando circulam junto de escolas e outros equipamentos sociais, em zonas com maior densidade populacional. “Recentemente um robô humanóide foi visto a circular nas ruas, como forma de promoção de uma empresa. O robô humanóide apareceu nas proximidades das escolas e de paragens de autocarros, locais densamente povoados”, descreveu o conselheiro. “No entanto, durante a caminhada, o robô teve vários encontrões pequenos, mas frequentes, com transeuntes. Eu testemunhei um desses encontrões com um estudante, quando este aguardava pelo autocarro”, revelou. Uma vez que os robôs são máquinas e que a circulação entre a população pode implicar a causa de danos, em casos de avarias ou circunstâncias inesperadas, Zeng Zengwei indicou que é preciso definir um regime sobre as responsabilidades legais, em caso de acidentes e ferimentos. Protecção de dados O conselheiro surgiu assim a elaboração de “leis relacionadas com robôs humanóides, particularmente focados nas ameaçadas à segurança e ordem” durante a utilização dos espaços públicos, assim como a regulação da captação de imagens, para garantir o respeito pela lei da protecção de dados pessoais. Além disso, foi igualmente defendida a necessidade de fazer um registo sobre os robôs humanóides que utilizam as ruas locais, assim como a criação de um sistema de certificação de segurança. Apesar das críticas, o conselheiro destacou a importância do desenvolvimento tecnológico e do espírito empreendedor. A mais recente polémica com robôs humanóides aconteceu na sexta-feira à noite, quando uma das máquinas foi levada por agentes do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), de acordo com as publicações nas redes sociais, sem que se tenha havido qualquer tipo de explicações públicas. O HM questionou as autoridades sobre o episódio, mas até ontem não recebeu qualquer resposta sobre o episódio. Antes da “detenção” do robô, uma mulher foi filmada a ralhar com o humanóide e a chamar-lhe maluco, depois de ter ficado assustada com a presença da máquina. Em reacção o robô levanta os braços, o que levou a mulher a abandonar o local.
Hoje Macau SociedadeInvestigação | Redes sociais servem para encontrar genros e noras Os pais chineses estão a recorrer às redes sociais para encontrar genros e noras, através de anúncios e discussões centrados em atributos práticos e pautados por uma notável “ausência de amor”, revela uma investigação da Universidade de Macau. A investigação de Todd Lyle Sandel, professor do departamento de Comunicação da Universidade de Macau (UM), centra-se no envolvimento parental em grupos de encontros na plataforma de mensagens WeChat (semelhante ao WhatsApp na China), onde os pais descrevem frequentemente os filhos como se listassem produtos num mercado: “Altura, peso, educação, situação económica, casa própria” são os critérios típicos apresentados, revelou na sexta-feira o investigador na apresentação do trabalho, que ainda decorre. “O que é impressionante é a ausência de ‘amor’ ou ‘sentimento’ nos anúncios de apresentação”, acrescentou Sandel, o foco está em características mensuráveis, não na ligação emocional, disse numa conferência na UM. “Os homens casam para baixo, as mulheres casam para cima”, com a expectativa de “homens como provedores e mulheres como donas de casa”, sendo que a preferência dominante é que uma “mulher case com um homem mais velho que tenha casa, rendimento mais elevado e seja altamente escolarizado”, aponta a investigação. Esta prática reflecte os mercados matrimoniais físicos ainda hoje encontrados em parques de várias cidades chinesas, onde os pais expõem pedaços de papel com detalhes sobre a idade, educação e profissão de potenciais cônjuges para os filhos e filhas. A análise de Sandel baseia-se na observação, iniciada em 2024, de um grupo de WeChat com aproximadamente 500 membros dedicado à procura de parceiros para os filhos pelos pais, funcionando como uma versão digital dos tradicionais mercados matrimoniais em parques. Num dos anúncios recolhidos pelo investigador, uma mãe escreve sobre a filha: “Boa índole, figura esbelta, pele clara, normalmente não usa maquilhagem, aparenta ser muito mais nova do que a idade real”. Pretende um homem “mais alto do que 170 cm, emprego estável, que trabalhe em Guangzhou, não seja careca, não seja gordo, tenha temperamento calmo, seja responsável, honesto, de preferência que não fume ou beba pouco e partilhe as tarefas domésticas”. A descrição dos rapazes pelos pais dá ênfase aos bens materiais e morais: “filho único, pais reformados, tem casa própria, é ambicioso, tem carta de condução, respeita os mais velhos”. Realidades paralelas Da investigação de Sandel, duas realidades sociológicas distintas, mas interligadas, ganham destaque: as dificuldades enfrentadas por mulheres altamente bem-sucedidas, no topo da pirâmide social, as chamadas “mulheres sobrantes”; e a dos homens das classes mais baixas, especialmente nas áreas rurais. “As mulheres com níveis elevados de educação e rendimento têm dificuldade em encontrar parceiro porque o paradigma tradicional exige que o homem seja ‘superior'”, explicou o investigador. “No topo da pirâmide, há poucos homens que preenchem este critério”, acrescentou. Inversamente, Todd Lyle Sandel observou que os homens em zonas rurais enfrentam uma escassez de mulheres, uma situação motivada pelo desequilíbrio ainda existente na proporção de géneros e pela migração de mulheres para os centros urbanos. A idade média do primeiro casamento, segundo Sandel, de acordo com dados de 2020, é em média aos 29,54 anos para os homens e aos 28,14 anos para as mulheres, sendo que se verifica uma tendência para o aumento da idade em ambos os casos, crescente ano após ano. Finalmente, de acordo com os resultados da investigação de Sandel até agora, a observação do grupo de WeChat sugere que encontrar com sucesso um par um genro ou uma nora através destes canais “é raro”.
João Santos Filipe Manchete SociedadeTribunal | Ex-CEO de grupo Star falhou por ligações com Suncity O Tribunal Federal da Austrália considerou que Matthias Bekier violou as suas obrigações de diligência, na forma como lidou com o grupo fundado por Alvin Chao. No entanto, a justiça ilibou os outros ex-directores do grupo australiano de qualquer falha Um juiz do Tribunal Federal da Austrália decidiu que o ex-administrador do grupo Star Matthias Bekier violou as suas obrigações legais, devido às ligações com a promotora de jogo Suncity. O caso remonta a 2022, quando a Comissão Australiana de Valores Mobiliários e Investimentos (ASIC, em inglês) instaurou um processo contra o grupo de casinos australiano, por considerar que não foram adoptados os procedimentos necessário para mitigar os riscos de branqueamento de capitais. De acordo com a Sky News Australia, o juiz Michael Lee decidiu que o ex-presidente do conselho de administração da Star, Matt Bekier, e a jurista da empresa, Paula Martin, falharam nos seus deveres de diligência, principalmente no que diz respeito às operações da Suncity no casino The Star. A empresa de Macau explorava uma sala de jogo com o nome Salon 95 no casino localizado em Sydney. Segundo a decisão, Bekier devia ter tido conhecimento dos relatórios sobre as ligações dos promotores de jogo Alvin Chau e Qin Sixin, e terminado as relações comerciais com estes empresários. Michael Lee indicou também que Bekier devia ter conhecimento dos riscos devido às alegadas ligações de Alvin Chau com o crime organizado. Em relação a Qin, além de promotor, era jogador no casino The Star, e foi detido no início da década de 2010, por suspeita de lavagem de dinheiro e de actividades bancárias ilegais. Derrota do regulador Segundo a Sky News Australia, a decisão foi uma derrota para o regulador, uma vez que a ASIC pretendia que a justiça considerasse não só que todos os directores da empresa tinham falhado nas suas obrigações de diligência, como também parte deles tinham prestado declarações enganadoras aos reguladores. A ASIC também defendeu em tribunal que os funcionários da Star manuseavam sacos com notas de 50 dólares amarradas com elásticos, que depois eram entregues nas mesas de jogo em sacos térmicos, enquanto os operadores bloqueavam a visão das câmaras de CCTV com cobertores. Apesar da posição do regulador, o juiz considerou inocentes os ex-directores da Star John O’Neill, Richard Sheppard, Katie Lahey, Sally Pitkin, Gerard Bradley, Benjamin Heap e Zlatko Todorcevski, por entender que não deixaram “de exercer os seus poderes e cumprir as suas funções”.
Hoje Macau Manchete SociedadeLisboa-Hong Kong | Empresários avisam que ligação requer subsídios O especialista Erik Young considera que os voos de ligação a Portugal iriam servir não só Hong Kong, mas toda a Grande Baía, incluindo Macau. Porém, avisa que o sucesso da ligação dependeria da forma como Lisboa lidasse com os passageiros de África e do Brasil Representantes empresariais e do sector de aviação alertam que uma ligação aérea entre Lisboa e Hong Kong teria custos elevados e poderia precisar de apoios estatais para reduzir o risco. Uma possível ligação aérea entre Portugal e Hong Kong voltou a ganhar destaque após contactos recentes entre autoridades portuguesas e a Autoridade do Aeroporto de Hong Kong. No início de Fevereiro, decorreu uma reunião entre o cônsul-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, Alexandre Leitão, e a directora executiva da Autoridade do Aeroporto de Hong Kong (AAHK, na sigla em inglês), Vivian Cheung Kar-fay. “[O encontro em Hong Kong foi uma] oportunidade de abordarmos assuntos de interesse mútuo”, disse o Consulado na altura. Numa resposta escrita a questões da agência Lusa, a AAHK disse que tem procurado “estabelecer contactos com companhias aéreas e parceiros comerciais do sector global, incluindo autoridades governamentais e operadores aeroportuários”. Segundo Erik Young, especialista em aviação sediado em Hong Kong, uma transportadora como a TAP teria que olhar para “além do simples interesse dos passageiros” e analisar vários “pilares críticos”. O consultor destacou que “seria necessário avaliar o equilíbrio entre viagens de negócios de alto rendimento, turismo e, crucial para este tipo de percurso de longo curso”, a capacidade de carga no porão. “Um voo destes não serve apenas Hong Kong; o seu sucesso depende da área de captação da Grande Baía e da eficiência com que o hub de Lisboa consegue ligar passageiros a mercados secundários no Brasil e em África”, apontou o especialista em aviação. Ligações com PLP Em termos económicos, sublinhou que se deve observar as “tendências de investimento estrangeiro directo, os volumes de comércio entre a Grande China e os mercados lusófonos”, e a competitividade relativa da frota da TAP face às transportadoras que oferecem ligações com uma escala. Young apontou ainda que para rotas de longo curso com custos de entrada elevados, “algum tipo de apoio inicial ou um Acordo de Serviços Aéreos robusto” é frequentemente o factor decisivo na mitigação do risco. “Em última análise, não é uma questão de sim ou não. Trata-se de um projecto de viabilidade aprofundado e não de uma observação rápida. O caso comercial exige um alinhamento muito específico destes pontos”, concluiu. O secretário-geral da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Chinesa (CCILC), Bernardo Mendia, disse à Lusa que a possibilidade de uma ligação aérea directa entre Portugal e Hong Kong ou Macau “surge ciclicamente no debate público devido ao interesse histórico e económico crescente entre Portugal e o sul da China. “Do ponto de vista técnico, hoje essa ligação parece ser possível”, disse Mendia, lembrando que a distância entre Lisboa e Hong Kong ronda os 11 mil quilómetros e que aeronaves modernas de longo curso, como o Airbus A330-900neo da TAP Air Portugal, têm autonomia suficiente para realizar o voo sem escalas. No entanto, o responsável destacou que “a questão central não é tecnológica, mas sobretudo económica” pois “as rotas intercontinentais exigem uma massa crítica consistente de passageiros e carga para serem sustentáveis”. Actualmente, o mercado entre Portugal e o sul da China é servido de forma indirecta através de grandes hubs europeus e do Médio Oriente. “Existem mais de 300 voos semanais entre a região da Grande Baía Guangdong–Hong Kong–Macau e Lisboa com ligação intermédia em aeroportos como Paris, Frankfurt, Istambul ou Dubai. Isto demonstra que existe procura, mas ainda distribuída por esses grandes centros de ligação”, acrescentou. Potencial significativo Apesar disso, Mendia considera que o potencial estratégico é significativo, considerando que Grande Baía, que integra Hong Kong, Macau, Shenzhen e Guangzhou, reúne mais de 70 milhões de habitantes e constitui um dos maiores polos económicos do mundo. O espaço da lusofonia reúne cerca de 260 milhões de pessoas, o que cria um eixo potencial muito relevante entre a Ásia e os países de língua portuguesa, avisa, no qual “Portugal pode desempenhar um papel natural de plataforma de ligação”. Neste contexto, uma ligação directa poderia beneficiar não apenas do tráfego entre Portugal e o sul da China, mas também de fluxos mais amplos entre a Ásia e os mercados lusófonos. “Lisboa pode tirar partido da sua posição geográfica e da rede atlântica da TAP Air Portugal”, disse. O secretário-geral da CCILC apontou ainda um cenário “particularmente interessante” de algum eventual envolvimento de uma companhia aérea chinesa no processo de privatização da TAP. “Nesse caso, poderia abrir-se a possibilidade de posicionar Lisboa como um verdadeiro hub de ligação entre a Europa, a Ásia e o espaço lusófono”, afirmou. “Em vez de os passageiros portugueses terem de se deslocar a grandes capitais europeias para voar para a Ásia, poderia acontecer o inverso: passageiros de várias cidades europeias passarem a utilizar Lisboa como porta de entrada para voos directos para a Ásia, com todos os benefícios para Portugal associados”, acrescentou. Se tal vier a acontecer, concluiu Mendia, “Lisboa poderá afirmar-se como um ponto de encontro natural entre três grandes espaços económicos: a Europa, a Grande Baía do sul da China e o mundo lusófono”.
Hoje Macau SociedadeJogo | SJM culpa fecho de casinos-satélite por prejuízos em 2025 A concessionária do jogo em Macau SJM Holdings culpou ontem o encerramento de oito ‘casinos-satélite’, após terminar 2025 com um prejuízo de 429 milhões de dólares de Hong Kong. Em 2024, o grupo fundado pelo magnata do jogo Stanley Ho Hung Sun (1921-2020) tinha registado um lucro de três milhões de dólares de Hong Kong. Num comunicado enviado à bolsa de valores de Hong Kong, a empresa admitiu que o desempenho financeiro no ano passado “foi afectado pelo encerramento progressivo dos casinos-satélite”. Quando a legislação que regula os casinos foi alterada, em 2022, estabeleceu-se o final de 2025 como data limite para terminar a actividade destes espaços de jogo. No entanto, a SJM apenas encerrou oito ‘casinos-satélite’, dos nove que detinha, uma vez que a empresa adquiriu, por 1,75 mil milhões de dólares de Hong Kong, o Casino Royal Arc e obteve autorização do Governo para gerir directamente o espaço. “Estes desenvolvimentos resultaram numa perturbação das receitas a curto prazo; consequentemente, exerceram pressão sobre a rendibilidade global e a quota de mercado durante o período de transição”, disse a operadora. A quota de mercado da SJM encolheu 1,1 pontos percentuais, para 11,9 por cento, em 2025, uma vez que as receitas do grupo caíram 0,7 por cento, para 28,6 mil milhões de dólares de Hong Kong em 2025. Já as receitas do jogo nos casinos geridos directamente pela SJM aumentaram 4,6 por cento, para 18,9 mil milhões de dólares de Hong Kong. A presidente da SJM, Daisy Ho Chiu-fung, defendeu no comunicado que há razões para optimismo ao “abrir um novo e empolgante capítulo”, depois de “um período de significativo realinhamento estratégico”. A empresa sublinhou que as receitas vindas do chamado mercado de massas – apostadores que não recorrem a crédito – já ultrapassaram em 44,4 por cento o nível atingido em 2019, antes da pandemia de covid-19. Após a compra do Royal Arc, a dívida da SJM aumentou 7,3 por cento, para 29,3 mil milhões de dólares de Hong Kong.
Hoje Macau SociedadeBurla | Homem engana mulher com negócio fictício Um homem foi detido, depois de ter burlado uma mulher de Hong Kong, num valor de aproximadamente 320 mil patacas. O caso foi divulgado ontem pela Polícia Judiciária (PJ). Segundo os contornos, citados pelo jornal Ou Mun, a primeira vez que o residente comprou um carro usado para a vítima, que depois o revendeu, foi em 2024, sem que tivesse havido qualquer tipo de problemas. Por esse motivo, a mulher voltou a recorrer ao suspeito, em Março do ano passado, uma vez que queria expandir o seu negócio de compra de carros usados para revenda. A vítima pediu ao agora detido que lhe comprasse mais dois carros por 531 mil dólares de Hong Kong (HKD), e entregou-lhe uma caução de 50 mil HKD. Todos os procedimentos de compra das viaturas foram efectuados pelo suspeito, dado que a vítima se encontrava fora de Macau. Com base na relação de confiança, o suspeito pediu à vítima que fizesse o pagamento das duas viaturas, depois de criar um grupo de conversação numa aplicação online, onde também se encontraria um outro homem, apresentado como o vendedor. A mulher aceitou fazer logo o pagamento de 311 mil HKD, equivalente a 350 mil patacas. Todavia, a mulher nunca recebeu as viaturas, e com o passar do tempo, questionou o residente, que acabou por lhe dizer que o outro homem tinha perdido todo o dinheiro no jogo e não queria entregar as viaturas. Sem carros, o suspeitou perguntou então à mulher se ela queria apresentar queixa, e mostrou-se disponível para tratar de tudo. A vítima concordou, mas de seguida o residente deixou de estar contactável, o que levantou suspeitas. A mulher acabou por apresentar queixa, e o homem foi detido na quarta-feira, ao entrar em Macau pela Ponte de Hong Kong-Zhuhai-Macau. A polícia suspeita também que no momento da detenção o homem estava na posse de um telemóvel de 19 mil patacas, que se acredita ter sido furtado.
João Santos Filipe Manchete SociedadeCCAC | Investigado motorista do TUI por alegada burla Um motorista do Gabinete do Presidente do Tribunal de Última Instância (GPTUI) está indiciado pela prática de burla num valor superior a 120 mil patacas, com o caso a ser encaminhado para o Ministério Público (MP). A informação foi divulgada ontem pelo Comissariado contra a Corrupção (CCAC), depois de ter recebido uma denúncia contra o motorista. Segundo a investigação preliminar do CCAC, o motorista fez o pedido de subsídio de família, apesar de saber que os rendimentos do agregado familiar ultrapassavam os limites para se aceder a este apoio social previsto para os funcionários públicos. “Na sequência da investigação, o CCAC descobriu que o motorista em causa vivia com a sua mulher e os seus sogros há muitos anos, tendo pleno conhecimento de que o seu sogro trabalhava a tempo inteiro e auferia uma remuneração mensal fixa, que os sogros recebiam Pensão para Idosos, e que o montante total do rendimento anual per capita de ambos já ultrapassava o limite máximo fixado para poder requerer o subsídio de família”, foi comunicado. “Ainda assim, o motorista em causa entregou ao serviço a que pertence o ‘pedido de subsídio de família’, entre outros documentos, com informações falsas. No total, esta burla em subsídios de família atingiu mais de 120 mil patacas”, foi acrescentado. Quando os funcionários públicos têm familiares a seu cargo e estes familiares auferem rendimentos anuais inferior a 56.400 patacas (média de 4.700 patacas por mês), os funcionários podem pedir o subsídio de família, que actualmente corresponde a um valor mensal de 940 patacas, por cada um dos familiares. Por ano, o subsídio pode chegar assim a um total de 11.280 patacas, por cada familiar. Segundo o CCAC, o motorista terá assim prestado informações falsas para aceder aos subsídios, recendo mais de 120 mil patacas de forma indevida. Cinco anos de prisão O caso foi encaminhado para o Ministério Público, sendo o homem indiciado pelo crime de burla de valor elevado. O Código Penal prevê uma pena que pode chegar aos cinco anos de prisão para este crime ou uma multa de 600 dias. Considera-se existir uma burla de valor elevado, quando o dinheiro obtido ultrapassa as 30 mil patacas, mas fica abaixo das 150 mil patacas. No comunicado em que divulgou a investigação, o CCAC defendeu também que “o subsídio de família destina-se aos trabalhadores da função pública e tem como objectivo suportar as despesas com a vida dos seus familiares”. “Os trabalhadores da função pública devem declarar a situação real de forma verdadeira e precisa, e receber os subsídios de acordo com os requisitos exigidos, não devendo correr riscos e prestar falsas declarações para obter vantagens económicas indevidas”, foi deixado como aviso.
João Santos Filipe SociedadeTelecomunicações | Pedida maior protecção de consumidores O Centro da Políticas da Sabedoria Colectiva defende que o mercado das telecomunicações está a caminhar para um duopólio, pelo que apela às autoridades para reforçarem a regulamentação e protegerem os consumidores. A mensagem foi deixada por Loi Man Keong, vice-presidente da associação ligada aos Moradores, na sequência da aquisição da Hutchison Telecom (Macau) pela Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM), por 10 milhões de patacas, segundo o canal chinês da TDM. Segundo Loi Man Keong, citado pelo jornal Ou Mun, as novas alterações deixam essencialmente o mercado de Macau com dois agentes, a CTM e a China Telecom, pelo que este cenário “levanta inevitavelmente preocupações sobre o ambiente competitivo na indústria e as práticas ao nível dos preços”. O dirigente associativo espera assim que o Governo vá “reforçar a supervisão do mercado, de forma a proteger os direitos dos consumidores”. Apesar das preocupações, Loi Man Keong considera positiva a aquisição da Hutchison Telecom (Macau), que se fazia representar pela marca 3. Para Loi, esta operadora adoptou, nos últimos anos, uma “postura passiva e negativa” no que diz respeito à implementação do serviços de 5G, pelo que a qualidade e cobertura dos serviços ficava muito abaixo do que seria expectável. “Muitos dos clientes não conseguiram mudar de operadora, devido às obrigações contratuais. Mas com esta aquisição, os problemas sentidos pelos clientes da Hutchison talvez melhorem”, apontou Loi. Esta é a segunda operadora a sofrer alterações desde 2024. No final desse ano, a operadora SmarTone (Macau) deixou o mercado, com os seus clientes a serem transferidos para a CTM. Agora, a operadora detida maioritariamente pelo grupo estatal chinês CITIC adquire também a Hutchison Telecom (Macau). Os detalhes do negócio não foram revelados publicamente, apesar de os rumores terem começado a circular nos últimos dias. Mercado pequeno Sobre as alterações no mercado das telecomunicações nos últimos anos, Loi Man Keong apontou como motivos a “pequena dimensão” do mesmo. O dirigente associativo indicou também que a principal fonte de receitas das operadoras de telecomunicações são os serviços cobrados aos turistas em Macau, que utilizam dados móveis, pelo que o volume dos clientes e utilização da rede pelos residentes é considerada reduzida. Por este motivo, Loi indica que não há muitas empresas em investir na RAEM. Neste cenário, Loi defendeu que o Executivo faça um aumento do investimento em infra-estruturas de telecomunicações, e mais obras, para que as operadoras possam optimizar os serviços, ao mesmo tempo que se reduzem os custos de entrada no mercado e de operação. Veio para ficar Por sua vez, o Governo da RAEM, através da Direcção dos Serviços de Correios e Telecomunicações (CTT), garante que a Hutchison Telecom (Macau) vai manter-se no mercado, apesar de ter os mesmos accionistas que a CTM. “Esta transmissão de participações sociais envolve, essencialmente, uma alteração dos accionistas da Hutchison, que continua a operar a sua rede e a prestar serviços”, foi apontado. “Por outras palavras, actualmente, o mercado continua a contar com três operadoras de telecomunicações móveis, e o Governo continua a fiscalizar, rigorosamente, o cumprimento, por parte da Hutchison, das suas obrigações constantes da licença, garantindo a prestação dos serviços de telecomunicações móveis estáveis aos utilizadores”, foi explicado. Por outro lado, os CTT garantem que nos “diplomas legais e licenças vigentes, encontram-se estabelecidas normas relativas a práticas concorrenciais das operadoras, proibindo actos que falseiem a igualdade de condições de concorrência ou que se traduzam em abuso de posição dominante”. Finalmente, o Governo prometeu até ao final do ano uma proposta Lei das Telecomunicações, que está a ser adiada há vários anos.
Nunu Wu Manchete SociedadeIrão | Petróleo e fecho do Estreito de Ormuz inflaciona produtos lusos Sequelas da guerra no Irão vão fazer-se sentir nos preços de produtos importados da Europa, incluindo de Portugal. O transporte marítimo de carga poderá demorar mais de três meses, quando no passado bastava apenas um mês. A Associação dos Fornecedores de Macau alerta ainda para a subida do preço do petróleo e o fecho do Estreito de Ormuz Além do sangue derramado no Médio Oriente, a ofensiva nos Estados Unidos e Israel contra o Irão, e a resposta de Teerão terá repercussões na economia global, com Macau a não ficar imune, apesar das lições aprendidas durante a pandemia. O presidente da Associação da União dos Fornecedores de Macau, Ip Sio Man, prevê que os preços de produtos importados vão subir, com particular incidência sobre as trocas comerciais entre a Europa e a Ásia através de transporte marítimo. Em declarações ao jornal Ou Mun, o representante afirmou que a guerra no Médio Oriente e o encerramento do Estreito de Ormuz à navegação irá atrasar ainda mais os transportes marítimos de carga que alimentam as relações comerciais entre a Europa e a Ásia. O responsável indica que antes das tensões no Mar Vermelho, provocadas pelo bloqueio dos Hutis do Iémen em resposta ao genocídio em Gaza, o transporte de navios de carga entre a Europa e Ásia já havia aumentado de um para dois meses. Com a nova ofensiva e o encerramento do Estreito de Ormuz, o transporte pode ultrapassar os três meses. Entre os produtos importados por Macau que podem ser mais afectados, Ip Sio Man destacou o vinho, azeite e produtos enlatados portugueses. Contentores e prateleiras O efeito económico do conflito irá também fazer-se sentir no aumento do preço do petróleo, que por sua vez vai empurrar a inflação dos custos de transporte. O dirigente associativo aponta que actualmente um contentor de carga custa 10 mil patacas, mas que esse valor irá subir de certeza, acrescido pelos receios de volatilidade cambial. Todas estas condicionamentos vão fazer-se sentir ainda antes dos produtos chegaram às prateleiras dos supermercados e superfícies comerciais. As demoras no transporte obrigarão comerciantes a alargar o inventário e o ciclo de armazenamento poderá passar de dois a três meses para um período que pode chegar a meio ano. Esta disrupção resultará no aumento dos custos de armazenamento. Face a todos estes factores, Ip Sio Man conclui que é inevitável o aumento dos preços dos produtos importados. Recorde-se que no ano passado, o índice de valor unitário das exportações subiu 1,9 por cento em termos anuais, naquela que foi a subida mais alta dos últimos 12 anos. Também a guerra tarifária entra nestas contas. Ip Sio Man afirma que os custos de produção interna nos Estados Unidos aumentaram com as tarifas de Donald Trump, elevando a pressão sobre as indústrias de manufactura a nível global e tornando mais caro o comércio internacional e as importações. Porém, o responsável realça que os produtos europeus representam uma fatia relativamente pequena no mercado de Macau, excluindo nos bens de luxo e dos produtos lácteos (que ocupam o segundo lugar em termos de local de origem). Em relação a este panorama, Ip Sio Man afirma que na sequência da pandemia da covid-19, muitos fornecedores locais se viram forçados a descentralizar as cadeias de fornecimentos, procurando fontes produtoras mais próximas. Por isso, apesar de manterem as fontes dos produtos europeus, os fornecedores de Macau passaram a comprar mais produtos lácteos na Austrália, Nova Zelândia e Interior da China, suavizando o impacto da cadeia logística europeia.
João Santos Filipe Manchete SociedadeCombustíveis | Portal mostra preços com tendências opostas A informação do portal do Conselho dos Consumidores sobre os veículos apresenta preços que passam meses sem serem actualizados. Porém, os três combustíveis para veículos que permitem fazer comparações com os dias antes e durante a guerra no Irão mostram variações para todos os gostos Na sequência dos bombardeamentos do Irão pelos Estados Unidos e Israel, o preço do petróleo está aumentou. No entanto, a pouca informação disponível no portal do Conselho dos Consumidores (CC) sobre os combustíveis mostra um mercado com variações opostas. Apesar de disponibilizar dados sobre os preços dos combustíveis, o Conselho dos Consumidores indica que a actualização é realizada de forma irregular. Por isso, dos 11 combustíveis apresentados no portal, apenas é possível realizar a comparação de três tipos, tendo em conta o preço na semana anterior aos bombardeamentos e nos dias seguintes. Nos restantes casos, os preços não são actualizados há meses ou semanas. No caso da gasolina sem chumbo vendida pela Nam Kwong Oil, o preço actualizado a 28 de Fevereiro, um sábado, mostrava que o litro estava a ser vendido por 14,20 patacas. Este é o preço sem qualquer desconto e aplicado em todos os pontos de abastecimento da marca no território. Porém, com descontos, o preço poderia baixar para 12,50 patacas por litro. A actualização do preço no dia de ontem, 4 de Março, mantinha o preço original em 14,20 patacas por litro. Porém, a promoção especial de quarta-feira da gasolineira permitia pagar apenas 11,82 patacas. Os restantes preços da gasolina sem chumbo das marcas Shell, Esso e Caltex foram actualizados anteontem e ontem. Porém, as actualizações anteriores tinham sido feitas a 15 de Dezembro, 24 de Outubro e 6 de Julho, respectivamente, pelo que não é possível fazer comparações. No caso da Total, ontem ao meio-dia, o preço não era actualizado desde 11 de Julho. Sobe e desce Em relação à gasolina premium, os preços registaram movimentações opostas. Segundo o portal do CC, apenas estão disponíveis no mercado duas marcas: Shell e Esso. No caso da primeira, a 26 de Fevereiro, quinta-feira, o preço original do combustível, isto é, sem descontos, em todos os oito postos era de 16,61 patacas por litro. No entanto, a actualização de ontem mostra uma redução do preço do litro de 8,2 por cento, para 15,25 patacas por litro. No caso da Esso, no dia 25 de Fevereiro a gasolina premium ficou mais cara. O preço a 25 de Fevereiro era de 16,50 patacas por litro e subiu para 16,90 patacas por litro no dia de ontem, um aumento de 1,8 por cento, ou 40 centavos. O portal mostra também que não é possível fazer nenhuma comparação das movimentações do preço do diesel. Segundo a informação oficial existem cinco marcas no mercado, Total, Shell, Esso, Caltex e Nam Kwong Oil. Os preços da Shell e Catelx foram actualizados na terça-feira para valores entre 16,76 patacas por litro e 14,06/15,25 patacas por litro. Contudo, as actualizações anteriores destes preços tinham acontecido a 15 de Julho e 6 de Julho, respectivamente.
João Santos Filipe Manchete SociedadeRendas | JLL espera estabilização dos preços Depois dos preços terem caído “acentuadamente” no ano passado, a imobiliária JLL aponta que as rendas devem estabilizar ao longo do ano, tanto ao nível da habitação, como dos espaços comerciais Uma previsão de mercado divulgada ontem pela consultora imobiliária JLL aponta que as rendas de habitação e de espaços comerciais em Macau deverão estabilizar este ano, mesmo com o valor patrimonial ainda sob pressão. Num relatório, a empresa indica que os preços residenciais, que caíram acentuadamente em 2025, deverão manter-se estáveis em 2026, após as medidas governamentais para aliviar os encargos hipotecários, incluindo isenção de imposto de selo e flexibilização dos rácios de empréstimo sobre o valor da propriedade. Os bancos também reduziram as taxas de juro no final do ano passado, ajudando a sustentar a procura. “Os promotores imobiliários reduziram preços para impulsionar vendas no ano passado e, com políticas de apoio agora em vigor, o mercado residencial deverá estabilizar a curto prazo”, disse o director sénior de Avaliação e Risco da JLL em Macau, Mark Wong. “Mas a procura limitada a longo prazo e a ausência de grandes projectos de infra-estruturas continuarão a pesar sobre o sector”, acrescentou, de acordo com o relatório. Os dados mostram que o valor patrimonial da habitação caiu 16,5 por cento em 2025, enquanto o dos imóveis de luxo recuou 14,7 por cento. As rendas das unidades convencionais desceram 10,3 por cento, embora as rendas das residências de gama alta tenham subido 1,1 por cento. A JLL prevê que tanto rendas como valores patrimoniais se mantenham estáveis em 2026. O mercado de escritórios também enfrentou dificuldades no último ano, com rendas gerais a caírem 3,4 por cento e valor patrimonial a recuar 7,9 por cento. A taxa de desocupação subiu para 15,3 por cento, reflectindo a fraca procura. Valor patrimonial a cair A JLL – lê-se ainda no relatório – espera que as rendas estabilizem em 2026, embora o valor patrimonial possa cair até 5 por cento. O sector retalhista registou igualmente pressões, com as vendas totais a caírem 5,4 por cento entre Janeiro e Setembro do ano passado. As rendas recuaram 0,9 por cento em 2025. Embora as zonas turísticas comecem a atrair novamente investidores, as lojas de bairro continuam sob pressão devido às elevadas taxas de incumprimento de empréstimos. A JLL prevê que os valores patrimoniais do retalho possam cair mais 5 por cento este ano. A economia de Macau mostrou sinais de resiliência em 2025, com o produto interno bruto (PIB) a crescer 4,7 por cento para 415,32 mil milhões de patacas e as receitas do jogo a subirem 9,1 por cento para 247,4 mil milhões de patacas. Já as receitas do jogo do segmento VIP aumentaram 24,1 por cento para 67,98 mil milhões de patacas. As entradas de visitantes cresceram, no ano que passou, 14,7 por cento, para 40 milhões, impulsionadas sobretudo por turistas do Interior. Apesar da recuperação do turismo e do jogo, Wong alertou para desafios estruturais persistentes. “O crescimento económico regressou aos níveis pré-pandemia, mas os motores concentram-se apenas em algumas indústrias”, afirmou. “O sentimento no mercado comercial é fraco e o encerramento dos casinos satélite continuará a representar desafios”, disse.
Hoje Macau SociedadeTaiwan | Responsáveis de centro comercial que explodiu negam acusações Está a decorrer em Taiwan o julgamento que coloca no banco dos arguidos dois responsáveis do centro comercial Shin Kong Mitsukoshi, em Taichung, onde ocorreu uma explosão de gás em Fevereiro do ano passado, que resultou em cinco mortos e 38 feridos. Entre as vítimas, contam-se três residentes da RAEM que perderam a vida e quatro que ficaram com ferimentos. O julgamento arrancou ontem, e o gerente do centro comercial, o subgerente da empresa-mãe para a região de Taichung (que tem vários centros comerciais) e um funcionário declararam-se inocentes, negando acusações de homicídio por negligência, ofensa por negligência e violação da lei de segurança e saúde ocupacional. O centro comercial em questão é responsável pela maior receita e fluxo de visitantes de todo o grupo, que possui centros em vários locais de Taiwan. Segundo indicou o jornal de Taiwan Liberty Times, a acusação argumentou que devido às dimensões do espaço a segurança pública deveria ser implementada com os mais elevados padrões de rigor, mas que isso não aconteceu, com a empresa a ignorar exigências legais e a correr riscos nas obras por motivos financeiros que motivaram a explosão. A investigação terá revelado que os responsáveis não pediram as devidas autorizações legais para fazer a obra, não foi elaborado um plano de prevenção de incêndios, e o fornecimento de gás não foi interrompido durante os trabalhos. O julgamento prossegue hoje à tarde, com inquirições a mais arguidos, que são no total 13.
Hoje Macau Manchete SociedadeMetro Ligeiro | Fevereiro bate recorde de passageiros Depois do registo bem-sucedido num primeiro mês de circulação com viagens gratuitas para residentes, o meio de transporte bateu finalmente essa afluência de passageiros ao fim de cinco anos O metro ligeiro de Macau registou, em média, 33.100 passageiros por dia em Fevereiro, o número mensal mais elevado desde a inauguração, disse ontem a operadora. De acordo com dados oficiais divulgados pela Sociedade do Metro Ligeiro de Macau, a média de passageiros aumentou 10,3 por cento em comparação com Janeiro e subiu 30,8 por cento em relação ao mesmo mês de 2025. O metro ligeiro foi inaugurado a 10 de Dezembro de 2019 e esse mês detinha o recorde absoluto, com uma média diária de 33 mil passageiros, sendo que nessa altura as viagens eram gratuitas. Em Fevereiro de 2020, com o início da cobrança de tarifas e a detecção dos primeiros casos de infecção pelo novo coronavírus em Macau, a média diária de passageiros caiu para 1.100. O metro ligeiro voltaria a registar este valor mínimo em Julho de 2022, mês em que a cidade esteve em confinamento durante duas semanas devido a um surto de covid-19. Em Dezembro de 2024, começou a operar a extensão do metro ligeiro de superfície que liga Macau à vizinha Hengqin (ilha da Montanha), com 2,2 quilómetros. Um mês antes, foi inaugurada a linha que vai até Seac Pai Van, um bairro de Coloane onde o Governo de Macau construiu 60 mil apartamentos de habitação pública. Expansão aos poucos O metro ligeiro arrancou com apenas uma linha, que circulava só na ilha da Taipa, com uma extensão de 9,3 quilómetros e 11 estações, com uma frequência de dez a 15 minutos, durante quase 17 horas diárias. A ligação do metro até à Barra, no sul da península de Macau, através do piso inferior da ponte Sai Van, começou a operar em Dezembro de 2023. Com a extensão do metro ligeiro, as autoridades prevêem que o volume de passageiros atinja 137 mil pessoas por dia, em 2030. O Governo lançou no final de 2022 os concursos para a concepção e construção da Linha Leste do metro ligeiro, que fará a ligação ao norte da península de Macau, onde se situa a principal fronteira com o Interior. No final de Janeiro, o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam Vai Man, disse que a operadora prometeu, ainda este ano, implementar o pagamento electrónico, assim como um sistema de transbordo entre os autocarros e o metro ligeiro. Terminou em 28 de Fevereiro uma consulta pública sobre o desenvolvimento do metro ligeiro, que prevê que a construção da Linha Leste deve estar concluída em 2029. Os planos incluem uma Linha Sul, que irá ligar o posto fronteiriço da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau à estação da Barra, uma Linha Oeste, da fronteira de Qingmao à Barra, e uma ligação à vila de Coloane.
Hoje Macau SociedadeImobiliário | Associação quer subsídio na compra de primeira casa A Associação Comercial de Fomento Predial de Macau defende que o Governo deve subsidiar o pagamento das taxas de juro nos créditos para compra de primeira habitação, cobrindo 2 por cento destes juros. O presidente da associação, Lok Wai Tak, entende que as medidas aprovadas pelo Governo, como benefícios fiscais e flexibilização dos limites máximos da hipoteca, não foram suficientes para travar a queda do mercado imobiliário e que são precisas mais políticas para o sector ultrapassar os desafios que enfrenta. Em declarações citadas pelo jornal Ou Mun, o dirigente associativo indicou também que o sentimento prevalente no mercado continua a ser a cautela, enquanto as vendas de imóveis e os preços prosseguem em rota descendente. Como tal, apelou ao Governo que tenha em conta a realidade imobiliária de Hong Kong, um dos mercados mais especulativos do mundo. Também o presidente da Federação Internacional de Imobiliário, Che Chan U, apontou a fraqueza da economia mundial e as dificuldades das pequenas e médias empresas locais como um panorama que não ajuda à confiança do mercado imobiliário. O dirigente tem esperança de que o Executivo de Sam Hou Fai introduza uma política de residência por investimento para estabilizar os preços imóveis.
João Santos Filipe Manchete SociedadeSJM | Anunciado alargamento de licença de maternidade Com o anúncio mais recente da empresa fundada por Stanley Ho, todas as concessionárias do jogo seguem o exemplo da Sands China e aumentam a licença de maternidade de 70 para 90 dias e a licença de paternidade de cinco para sete dias Desde ontem, que todas as concessionárias do jogo adoptaram a política de aumentar a licença de maternidade para 90 dias e a licença de paternidade para sete dias. A confirmação da nova prática generalizada na indústria do jogo chegou depois de a SJM Resorts ter anunciado as novas medidas para os trabalhadores. “Desde de 1 de Março de 2026, a empresa aumentou oficialmente os benefícios parentais, passando a licença de maternidade remunerada de 70 para 90 dias e a licença de paternidade remunerada de cinco para sete dias”, foi anunciado. “Este reforço apoia activamente a política do Governo da RAEM de incentivo à natalidade e demonstra ainda mais o compromisso da empresa em promover um local de trabalho favorável à família”, foi acrescentado. Os alargamentos das licenças remuneradas aplicam-se apenas às funcionárias e funcionários “com pelo menos um ano de serviço”, pelo que se não atingirem este patamar ficam sujeitos ao regime anterior. “O bem-estar e a felicidade familiar dos nossos funcionários sempre estiveram no centro dos nossos valores, e uma estrutura robusta de apoio à família é fundamental para atrair e reter os melhores talentos”, afirmou a directora-geral da SJM, Daisy Ho. “Esta última melhoria é um verdadeiro reflexo do compromisso inabalável com o nosso pessoal, e esperamos que, através do reforço dos nossos benefícios parentais, a SJM possa ser o pilar de apoio mais fiável para todos os funcionários durante os momentos mais significativos das suas vidas”, frisou. Tendência geral A SJM foi a última concessionária do jogo a anunciar a medida, numa tendência que começou com a Sands China a 25 de Fevereiro. Anúncios semelhantes foram feitos pela Galaxy, Wynn Macau, MGM China, e Melco. No entanto, as medidas não acontecem, no vazio. O Governo está a realizar uma consulta pública para aumentar a licença de maternidade de 70 para 90 dias e também os dias de férias anuais dos trabalhadores dos actuais seis para um máximo de 12. Os dias de férias passam a depender do número de ano de anos em que o trabalhador está na empresa e por cada dois anos acumula mais um dia. As concessionárias estão assim a antecipar as medidas que podem entrar em vigor até ao próximo ano, mas que ainda precisam de ser aprovadas na Assembleia Legislativa, o que deverá acontecer ao longo deste ano.
Hoje Macau Manchete SociedadeMédio Oriente | Pedidos de informações sobem para 16 Desde o início do mês, e da ofensiva dos Estados Unidos contra o Irão, até ontem, a Direcção de Serviços de Turismo (DST) recebeu um total de 16 pedidos de assistência e informações, de acordo com os dados citados pelo jornal Ou Mun. Entre estes, 11 pedidos (cerca de 70 por cento) estavam relacionados com pessoas retidas no Dubai, Abu Dhabi e Bahrein ou que pretendiam divulgar às autoridades os seus planos de viagem para o Médio Oriente. Os restantes cinco pedidos (cerca de 30 por cento) foram motivados com pedidos de informações relacionados com reembolsos e cancelamentos de viagens de excursões de Macau que pretendiam viajar para o Médio Oriente. Segundo o jornal Ou Mun, a Direcção de Serviços de Turismo prometeu continuar a acompanhar os desenvolvimentos na região.
Hoje Macau Manchete SociedadeVisitantes | Macau volta a fixar novo recorde máximo Macau recebeu 3,65 milhões de visitantes em Janeiro, o valor mais elevado de sempre para o primeiro mês, apesar de o Ano Novo Lunar ter calhado em Fevereiro, foi ontem anunciado. De acordo com a Direcção dos Serviços de Estatísticas e Censos (DSEC), o número de turistas que passou pelo território foi apenas superior em 767 em comparação com o mesmo período de 2025. Ainda assim, foi suficiente para ser o valor mais elevado para qualquer mês de Janeiro desde que a DSEC começou a compilar dados mensais, em 1998, ainda durante a administração portuguesa. A região já tinha registado quatro máximos históricos para os meses de Setembro (3,8 milhões), Outubro (3,47 milhões), Novembro (3,35 milhões) e Dezembro (3,58 milhões). Macau recebeu mais de 40 milhões de visitantes em 2025, um novo máximo histórico, ultrapassando o anterior recorde de 39,4 milhões, fixado em 2019, antes da pandemia de covid-19. Janeiro alcançou um recorde apesar do Ano Novo Lunar, um período alargado de feriados na China continental e um pico turístico para Macau, ter calhado no final de Fevereiro. Em 2025, o início do Ano Novo Lunar foi em 29 de Janeiro. As origens Aliás, a DSEC aponta esta diferença para explicar a queda homóloga de 9,6 por cento, para 1,45 milhões, no número de visitantes vindos do interior da China com visto individual. Ainda assim, a esmagadora maioria (89,8 por cento) dos turistas que chegaram a Macau em Janeiro vieram da China continental ou Hong Kong. No entanto, quase 62 por cento dos visitantes (2,25 milhões) chegaram em excursões organizadas e passaram menos de um dia em Macau no ano passado. A queda nos mercados da China continental e de Hong Kong foi compensada por uma subida de 20,7 por cento no número de visitantes vindos de Taiwan, assim como por um aumento de 15,5 por cento nos turistas vindos do resto do mundo. Macau recebeu quase 278.500 visitantes vindos do estrangeiro, referiu a DSEC, que não inclui Taiwan. Este é o valor mais elevado para Janeiro desde 2019, antes do início da pandemia. A recuperar Em 16 de Dezembro, a directora dos Serviços de Turismo de Macau sublinhou que o número de visitantes internacionais tinha recuperado até cerca de 80 por cento dos níveis pré-pandemia. Em Agosto, Maria Helena de Senna Fernandes tinha apontado como objectivo mais de três milhões de turistas internacionais em 2025. Mas Macau falhou essa meta, ficando-se por 2,76 milhões de visitantes vindos do estrangeiro, ainda assim um aumento de 13,7 por cento em comparação com 2024. Cidadãos da Arábia Saudita, Qatar, Kuwait, Barém e Omã passaram a estar dispensados de visto para entrar na cidade a partir de 16 de Julho. Em 17 de Fevereiro, Senna Fernandes disse que Portugal será uma das prioridades de Macau no que toca a atrair mais visitantes estrangeiros. A região voltou a marcar presença na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), que decorreu entre 25 de Fevereiro e 01 de Março, depois de um ano de ausência.
Hoje Macau SociedadeSarampo | Serviços de Saúde alertam para surtos no Japão Os Serviços de Saúde (SS) emitiram um comunicado a alertar para os casos de sarampo com grande destaque para as ocorrências recentes no Japão, pedindo à população que se vacine. O comunicado foi divulgado ontem em português, depois de ter sido divulgado em chinês na sexta-feira. “Os Serviços de Saúde continuam a acompanhar de perto a situação epidemiológica do sarampo em todo o mundo. Em tempos recentes, observou-se um aumento substancial de casos de sarampo em diversas regiões do Japão, tendo-se verificado uma propagação contínua da doença na Indonésia e nas Filipinas, entre outros países, bem como na Europa e nos Estados Unidos da América”, foi comunicado. “Os Serviços de Saúde apelam oas residentes que viajem para fora para assegurarem que a vacinação contra o sarampo está concluída e, para os indivíduos que ainda não possuem imunidade, que a completem com uma antecedência mínima de duas semanas”, foi acrescentado. Os SS citam os “dados mais recentes dos departamentos no âmbito de saúde do Japão” para indicar que até 18 de Fevereiro foram registados “43 casos de sarampo, número que já ultrapassou o registado no período homólogo do ano passado”. “Destes casos, destacam-se os registados nas prefeituras de Tóquio, Osaka, Chiba e Niigata”, foi indicado.
Hoje Macau SociedadeRetalho | 2025 terminou com menos receitas e vendas O ano de 2025 fechou para os estabelecimentos do comércio a retalho com uma redução anual de 3,2 por cento em termos do volume de negócios, cifrando-se em 69,58 mil milhões de patacas. Os dados foram divulgados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), através de um comunicado. “Em comparação com 2024, o volume de negócios dos estabelecimentos do comércio a retalho desceu 3,2 por cento em 2025, observando-se que o de artigos de couro e o de mercadorias de armazéns e quinquilharias desceram 11,0 por cento e 5,6 por cento”, foi indicado. No polo oposto, as autoridades indicaram que o “volume de negócios de artigos de comunicação” registou um aumento de 11,4 por cento. A redução das receitas teve por base uma menor venda de produtos. O ano passado fechou assim com uma diminuição anual de 5,9 por cento, em termos do volume de vendas. “Destaca-se que o índice médio do volume de vendas de relógios e joalharia (menos 15,2 por cento), o de automóveis (menos 9,5 por cento) e o de artigos de couro (menos 8,4 por cento) tiveram os maiores decréscimos, enquanto o de artigos de comunicação (mais 10,8 por cento) aumentou”, foi explicado.
João Luz SociedadeEnsino | Arrancaram entrevistas para o pré-escolar Começaram as primeiras entrevistas de admissão ao ensino pré-escolar. Este ano, as autoridades contaram cerca de 3.600 crianças que vão entrar nos infantários de Macau. Entretanto, Governo e escolas procuram adaptar-se à baixa natalidade Começaram no domingo, em 11 escolas, as primeiras vagas de entrevistas de admissão para alunos que se estreiam no ensino pré-escolar. Segundos dados do Governo, entraram no sistema este ano cerca de 3.600 crianças. Para acompanhar o processo, o subdirector dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), Wong Ka Ki, visitou uma das primeiras escolas a iniciar o plano de admissão, a Escola dos Moradores de Macau. Segundo o director da escola, Kong Chio Iok, o número de crianças matriculadas este ano é semelhante ao ano passado. Porém, o tema da baixa natalidade foi incontornável durante a visita dos responsáveis da DSEDJ, de acordo com o relato feito pelo jornal Ou Mun. Para já, o director da escola prevê que irá manter entre duas ou três turmas do primeiro ano do ensino infantil. Sob o declínio da taxa de natalidade, Kong Chio Iok entende que poderá trazer oportunidades para redefinir currículos, corpo docente, assim como melhorar a qualidade do ensino. Como tal, o director espera que o Governo lance medidas temporárias, ou a curto prazo, para garantir a estabilização dos recursos educativos e dos professores. Ouvir o sector O director da Escola dos Moradores de Macau revelou ainda que a nova escola na Zona A dos Novos Aterros deverá ser inaugurada no ano lectivo 2028/2029, e que a rede de escolas afectas à associação irá sofrer alterações, com a secção do ensino secundário a mudar-se para a Zona A, e que as instalações actuais nas Portas do Cerco vão passar a servir o ensino primário e infantil. Por seu turno, Wong Ka Ki afirmou que para responder ao declínio da taxa de natalidade, a DSEDJ comunicou com escolas e académicos para recolher opiniões e planear medidas de apoio. O responsável indicou que o Governo vai ajudar as escolas a alargar o escopo do ensino, explorando áreas de educação fora do ensino regular, com conteúdos curriculares dirigidos a adultos e educação contínua. Wong Ka Ki acrescentou ainda que a formação de professores será alargada e que as escolas podem contar com o apoio do Governo na organização de cursos extracurriculares.