Saúde | Conferência e festival INCLUSION entre hoje e sexta-feira

A Conferência e Festival INCLUSION arrancam hoje no MGM Cotai, com um cartaz que se irá estender até à próxima sexta-feira, reunindo especialistas internacionais, educadores, profissionais de saúde, famílias, activistas e atletas para cinco dias de diálogo, aprendizagem e envolvimento comunitário inclusivo por toda a cidade.

O dia de abertura da conferência será organizado hoje pela MGM no MGM COTAI, passando para a Escola das Nações amanhã, num evento organizado pela Melco. Ambas as sessões da conferência serão gratuitas e abertas a profissionais, educadores, pais, cuidadores, organizações não-governamentais e simpatizantes de Macau e da Grande Baía.

Organizada pela Associação de Caridade dos Leitores da Macau Business, o evento tem como objectivo lançar debates em torno da neurodiversidade, educação inclusiva, saúde mental, reabilitação e inovação social. Segundo a organização do evento, a edição deste ano vai centrar-se nas abordagens científicas e estratégias para reforçar os sistemas de apoio a indivíduos neurodiversos e às suas famílias.

A associação espera que a edição deste ano receba mais de 600 participantes de Macau, Grande Baía, Ásia, Europa e outras regiões ao longo do programa de cinco dias.

18 Mai 2026

Livro | Poemas de Maria Anna Tamagnini reeditados em Portugal

Foi lançada, no último sábado, a nova edição de “Lin-Tchi-Fá / Flor de Lótus”, livro de poesia de Maria Anna Tamagnini editado em 1925 e que revela muito sobre a presença da autora a Oriente e sobre a sociedade de Macau à época. Maria Anna era esposa do Governador Tamagnini Barbosa e uma mulher pioneira no seu tempo, destaca ao HM o editor, Henrique Levy

É com a chancela da N9na Poesia que acaba de ser editado, em Portugal, mais uma obra literária relacionada com Macau. Trata-se de “Lin-Tchi-Fá / Flor de Lótus”, livro de poesia de Maria Anna Acciaioli Tamagnini, publicado originalmente em 1925. Maria Anna foi para Macau devido à nomeação do seu marido, Artur Tamagnini de Sousa Barbosa, como Governador do território, tendo aí contactado com a cultura chinesa e uma sociedade muito particular.

Segundo um comunicado da editora, trata-se de “uma obra singular no panorama literário português, marcada por uma imaginação orientalista rara e por uma sensibilidade poética que distingue a sua autora”.

A “recuperação e reedição” de “Lin-Tchi-Fá / Flor de Lótus” justifica-se “pelo valor literário intrínseco da obra, pela singularidade da sua visão orientalista e pelo contributo que oferece para compreender as formas através das quais uma mulher escritora conseguiu afirmar a sua voz num contexto cultural marcado por fortes assimetrias de género”.

Desta forma, “esta nova edição procura restituir visibilidade a uma autora injustamente marginalizada pela historiografia literária e reinscrever a sua poesia no diálogo contemporâneo sobre cruzamentos culturais, sensibilidades e tradições poéticas”.

Ao HM, Henrique Levy, editor da obra e ex-residente de Macau, contou que esta edição está relacionada não só com a celebração do centenário da publicação do livro, em 2025, como se interliga ainda com outra edição, em inglês e chinês, editada pela Praia Grande Edições. A tradução ficou a cargo de Lian Zimo e Ian Watts.

“A poesia de Maria Anna Tamagnini tem um interesse muito especial porque é a única poetisa orientalista portuguesa”, começou por dizer. “O livro saiu em 1925, ela morreu em 1933 e não teve oportunidade de escrever outro. Ela esteve em Macau como primeira dama e em vez de se entregar somente a obras de caridade, conviveu com filósofos e poetas chinesas, participou em tertúlias e aprendeu a língua chinesa.”

O casamento com Artur Tamagnini Barbosa aconteceu muito cedo, quando Maria Anna tinha apenas 16 anos. Aos 19 anos, foi para Macau. “É importantíssimo este olhar feminino do Oriente, e este livro é muito revelador disso, sendo uma marca muito grande na literatura portuguesa”, acrescentou Henrique Levy.

Vida ceifada

Maria Anna Acciaioli Tamagnini nasceu em 1900, em Torres Vedras, e faleceu muito jovem por complicações de parto. Estudou na Faculdade de Letras de Lisboa, onde conheceu aquele que viria a ser o seu marido, e com quem teve cinco filhos. Entre 1918–1919 e 1926–1930 viveu em Macau, nos mesmos anos de Camilo Pessanha, pelo que a sua escrita ganhou também algumas influências do Simbolismo, Parnasianismo e Orientalismo, se bem que Henrique Levy destaque “a afinidade” com a poesia de Florbela Espanca.

“Não há nada que nos prove que [Maria Anna Tamagnini] tenha conhecido a poetisa, mas a poesia sim, e tinha uma grande afinidade com ela”, mas sem a componente de tristeza que os poemas de Florbela Espanca têm. Ao invés disso, encontramos “denúncia e observação do papel da mulher”.

Nos poemas de “Lin-Tchi-Fá / Flor de Lótus” encontramos escritos sobre a vida das mulheres, mas também “sobre os jardins, a música, a envolvência oriental que, para ela, era uma novidade”. “Todo o espanto, a organização social, as casas de ópio, sempre com uma visão um pouco crítica em relação à sociedade oriental em que se foi inserir”, acrescentou.

Maria Anna Tamagnini teve o privilégio de, como mulher, ter estudado, sendo que o casamento lhe permitiu ter contacto com um novo mundo oriental. Henrique Levy destaca a empatia que Maria Anna Tamagnini teve em relação ao que lhe era desconhecido: a cultura chinesa.

“Ela fazia tertúlias com intelectuais chineses, poetas e filósofos, no Palácio de Santa Sancha. Falava com eles em chinês e interessava-se muito [por esse mundo], e o que estou a dizer é muito importante, porque representa a empatia pelo outro, não é? Falamos de uma mulher que vai daqui para o Oriente, e em vez de ter tido um papel simplificado e cómodo de primeira dama, vai interessar-se por uma outra cultura, pelo outro, pela sua língua. Não só há uma aceitação, como uma busca, uma procura por ‘Onde é que eu estou, quem são estas pessoas, que cultura transportam?'”, frisou o editor.

História ainda não é delas

Henrique Levy considera que a forma como a história dos Descobrimentos portugueses tem sido contada deixa para segundo plano os portugueses que tentaram perceber o outro, a sua língua e cultura. Maria Anna Tamagnini é só mais um exemplo, a que se junta o do jesuíta Francisco de Pina, que aprendeu vietnamita e “fixou a língua vietnamita que se escreve hoje”, ou Bento de Góis, nascido em 1562 nos Açores e foi o primeiro europeu a percorrer o caminho terrestre da Índia para a China, através da Ásia Central.

“O papel dos portugueses nem sempre foi o de Afonso de Albuquerque e de outros sanguinários. Mas o que a história faz foi limpar aqueles que tiveram outro tipo de papel e que foram ao encontro do outro, que sentiram empatia, que se tentaram integrar no outro, que não forçaram a sua língua, a religião, os hábitos culturais. Maria Anna Tamagnini não foi a única.”

Reeditar “Lin-Tchi-Fá / Flor de Lótus” é também importante para dar destaque a mais uma mulher na poesia portuguesa. “Há muitas Maria Anna esquecidas na literatura portuguesa, que é altamente misógina e patriarcal. A literatura portuguesa põe praticamente a mulher de lado. Esquece-a, tanto no século XIX como XX. Mesmo no século XXI, muitas vezes, as mulheres não têm a mesma projecção, e não é só na literatura. A mulher é ostracizada em grande parte das actividades”, considerou.

18 Mai 2026

Studio City cria programa de apoio para cineastas emergentes

O Studio City, da operadora Melco Resorts & Entertainment, associou-se à plataforma global de curtas-metragens criativas NOWNESS para criar um programa de apoio a novos realizadores. Chama-se “Macau 8 Minutes”, está aberto a realizadores de todo o mundo e aceita candidaturas até ao dia 14 de Junho.

Segundo uma nota do Studio City, o programa tem base em Macau, mas com uma perspectiva internacional, e foi concebido no passado mês de Dezembro “para assinalar o décimo aniversário do Studio City”. O objectivo é “apoiar uma nova geração de cineastas, incentivando-os a reinterpretar a cultura de Macau através de perspectivas contemporâneas e de uma linguagem cinematográfica inovadora”.

O “Macau 8 Minutes” lança o desafio a novos criadores para criarem obras que combinem “o espírito da cidade e a sua expressão pessoal numa duração breve”, convidando à submissão de “propostas originais de curtas-metragens inspiradas em Macau e filmadas na cidade, explorando a sua identidade cultural única”.

Serão escolhidos “três cineastas emergentes”, sendo que cada um irá receber em financiamento de 250.000 renminbis para produzir uma curta-metragem, com um máximo de oito minutos, filmada em Macau. Os candidatos devem submeter online uma proposta completa de projecto de curta-metragem através do site oficial “Macau 8 Minutes”.

Um certo conceito

Segundo o Studio City, há uma simbologia em torno do número oito, já que “não representa apenas uma abordagem disciplinada ao ritmo narrativo; mas também faz referência à icónica roda-gigante em forma de oito do Studio City, a Golden Reel, um símbolo único que liga imaginação e realidade e permite que a alegria se renove continuamente”.

Além disso, os oito minutos incorporam “a tensão artística do cinema”, com a ideia de se poder “criar possibilidades infinitas e encanto duradouro dentro de um enquadramento limitado”.

Além do montante atribuído, “o programa oferece apoio completo e integrado, permitindo que as ideias ganhem forma num contexto real”, sendo ainda convidados “três conceituados cineastas asiáticos com perspectiva internacional para formar um painel de mentores e júri, participando no aperfeiçoamento criativo e oferecendo orientação durante as filmagens dos projectos selecionados”.

Será anunciada uma lista de mentores, com os quais “os jovens cineastas seleccionados poderão não apenas desenvolver os seus projectos, mas também aperfeiçoar a sua linguagem cinematográfica e abordagens criativas com maior precisão e impacto”.

Por sua vez, a NOWNESS disponibiliza “gestão de produção estruturada e apoio criativo internacional”, trazendo uma “visão curatorial global e perspectiva editorial para reforçar a identidade cultural e o alcance do programa”.

Os projectos seleccionados serão anunciados em meados de Julho de 2026, seguindo-se a fase de desenvolvimento criativo e produção. As três curtas-metragens concluídas vão estrear no Studio City em Dezembro deste ano.

15 Mai 2026

FAM | Companhia de teatro de Hong Kong apresenta musical “A Noite Estrelada”

O cartaz deste fim-de-semana do Festival de Artes de Macau apresenta um musical de uma das mais conceituadas companhias teatrais de Hong Kong, a Família de Actores, precedido de uma conversa com o encenador e dramaturgo, Bee Wan. Outra proposta musical para o fim-de-semana é o espectáculo “1014 – Nanyin x Jazz”

O cartaz deste fim-de-semana da 36ª edição do Festival de Artes de Macau (FAM) tem tudo para atrair fãs de musicais apresentados em palco. “A Noite Estrelada” sobe ao palco do grande auditório do Centro Cultural de Macau (CCM) hoje, às 20h, e amanhã, às 15h, revelando “inesperados laços de ternura”. A peça é produzida pela “Família de Actores, uma das “principais companhias de teatro musical de Hong Kong”, descreve a organização do festival.

O público pode assistir “a uma viagem emotiva repleta de risos e lágrimas”, centrando-se na história de “um homem desiludido e uma artesã de Foshan, cujos caminhos se fundem”.

“Após um mal-sucedido primeiro encontro, desenrola-se uma história que aborda laços familiares, amor e identidade cultural. Inesperadamente, um par de estatuetas de cerâmica de Shiwan revela uma ligação há muito perdida entre irmãs a viver em cidades diferentes, levando o público a reflectir sobre o significado de ‘lar'”, descreve-se ainda.

O actor e cantor Hubert Wu protagoniza este musical, que “combina a tradição artística de Foshan com uma narrativa notável e melodias comoventes”. A dramaturgia está a cargo de Matthew Cheng, com encenação e adaptação de Bee Wan, que hoje dará uma palestra sobre o espectáculo, entre as 19h e 19h30, no CCM.

Segundo a programação do FAM, será partilhada a “trajectória criativa” de Bee Wan nesta sessão, incluindo o facto de “A Noite Estrelada” conter “elementos culturais de Lingnan na peça”, que também integra “formas tradicionais como a cerâmica de Shiwan e ópera cantonense, num cenário de teatro musical contemporâneo”. Bee Wan é encenador residente na companhia Família de Actores e é formado pela Academia de Artes Performativas de Hong Kong.

A China aqui tão perto

Há mais teatro para ver este fim-de-semana no FAM. No sábado, às 19h45, e domingo, às 14h45, o pequeno auditório do CCM acolhe “1014 – Nanyin x Jazz”, pela companhia Teatro Estúdio Tang Shu-wing, tido como “um dos encenadores chineses mais dinâmicos e criativos da sua geração”, segundo o Courrier International. Os bilhetes para os espectáculos custam entre 300 e 400 patacas.

Aqui revela-se a Nanyin “como uma forma de arte ancestral longínqua, cujo repertório e prática remontam a vertentes da música chinesa antiga”. Neste contexto, a Nanyin cantonense “emergiu como um estilo musical distinto, tendo prosperado no Sul da China a partir de finais da dinastia Qing”. Na mesma época, mas do outro lado do mundo, em Nova Orleães “o jazz ganhava proeminência”.

“Apesar das suas raízes distintas, tanto a Nanyin como o jazz funcionam como genuínas expressões de arte popular, captando emoções através de narrativas melódicas”.

Esta peça relata um pouco deste percurso musical, tendo estreado há dois anos. A história centra-se “num casal que se submete a uma experiência transformadora ao implantar um chip para apagar uma memória difícil, substituindo-a por uma agradável vivência artificial”. Acontece que “surge uma situação desestabilizadora” que leva os protagonistas a ter de solucionar o problema de uma forma diferente. A peça visa ainda “explorar a forma como gerações de artistas chineses têm expressado esperanças e incertezas através destas sonoridades”, ou seja, o Jazz e a Nanyian.

Jim Hui é o dramaturgo deste projecto, enquanto que Tang Shu-wing é responsável pela encenação e direcção artística. Daniel Chu é o director musical, compositor e letrista. Os intérpretes são Yuen Siu-fai e Ashley Lin.

15 Mai 2026

Conversa sobre caligrafia de Macau e Hong Kong este domingo

O Barra Slow Festival prolonga-se até ao final do mês com palestras e exposições que podem ainda ser visitadas, incluindo os pavilhões em bambu da autoria de João Ó e Rita Machado e que permanecem na zona da Barra.

Apesar dos principais eventos do festival deste ano já terem tido lugar, este domingo, às 15h, acontece a palestra “Traços de Tinta do Sul – Um século de coexistência da caligrafia aplicada entre Hong Kong e Macau”, com moderação do calígrafo Mok Hei Sai e apresentação de Westley Wong Chun Yat, de Hong Kong.

O evento acontece no segundo andar das Oficinas Navais nº2, das 15h às 17h, servindo de complemento à exposição, “Nuvens e Fumo — Exposição de Caligrafia e Cerimónia do Chá de Mok Hei Sai”, disponível até ao final do mês, também nas Oficinas Navais.

Segundo uma nota oficial, nesta palestra explora-se o tema da “estreita relação entre a caligrafia, cultura local e o desenvolvimento histórico” nos dois territórios, contando-se a história do universo da caligrafia que liga China, Macau e Hong Kong.

“Desde o final da dinastia Qing até ao período da República da China, estudiosos e calígrafos foram migrando para sul, circulando entre Hong Kong e Macau, ensinando discípulos e transmitindo técnicas”, além de estabelecerem “uma estreita ligação entre os dois territórios”.

Explora-se, assim, nesta sessão “a evolução histórica da ‘caligrafia aplicada’ em ambos os territórios”, além de se discutir “o valor comercial da arte da caligrafia desde o final da dinastia Qing”.

Marcas documentadas

Um dos pontos centrais desta sessão é o projecto de investigação desenvolvido pelo orador desde 2020, “Marcas de Tinta”, que documentou o trabalho de “diversos calígrafos que contribuíram para a cultura visual de Hong Kong”, e que resultou no livro “Marcas de Tinta de Hong Kong”. Esta obra, editada em 2024, recebeu, no ano passado, o Prémio Bienal de Publicação de Hong Kong, na categoria “Livros Ilustrados”.

Os casos estudados no projecto “Marcas de Tinta” visam ainda uma reflexão “sobre estratégias futuras de preservação da história da arte pública”. Foi desenvolvido um trabalho de recolha e documentação das obras destes calígrafos que foram integradas em espaços públicos, nomeadamente “letreiros comerciais, monumentos, epitáfios, dísticos, cartões de visita e embalagens publicitárias”.

Wong Chun Yat, que tem o nome artístico de Suen Yau, é também director criativo e professor convidado da Universidade Politécnica de Hong Kong. O projecto “Marcas de Tinta” recebeu apoio de entidades como a Sir David Wilson Heritage Trust e Hong Kong Design Ambassadors.

Outra mostra do Barra Slow Festival que ainda pode ser vista até ao final do mês, no primeiro andar das Oficinas Navais nº2, é “From Inside Out: The Appearance of Tea Exhibition”, com trabalhos de 35 designers de Macau e China, com curadoria de Au Chon Hin e Young Huale.

Apresentam-se aqui “trabalhos de mais de 50 marcas de chá”, recorrendo-se ao “minimalismo, sustentabilidade e experiência sensorial”. Aqui, o chá revela-se como um “meio que permite às pessoas abrandar o ritmo, explorando novas possibilidades no fluxo do tempo e espaço”.

“A exposição mostra como o chá transcende as fronteiras físicas através da embalagem, da marca e da comunicação, evoluindo para uma forma de expressão e uma atitude de vida”, destaca a organização do festival.

14 Mai 2026

Armazém do Boi | Mostra de vídeo experimental a partir de domingo

São 11 os artistas que participam na EXIM 2025 – Time & Movement, Experimental Moving Image Exhibition, para ver no Centro de Cultura e Artes Performativas Cardeal Newman de Macau a partir deste domingo, dia 17. Trata-se de uma mostra inteiramente dedicada ao vídeo experimental organizada pelo Armazém do Boi e que conta com um português, Gonçalo Magalhães, no rol de participantes

O Armazém do Boi apresenta, a partir deste domingo, dia 17, uma exposição dedicada ao vídeo experimental e artístico, intitulada “EXIM 2025 – Time&Movement, Experimental Moving Image Exhibtion” [Tempo&Movimento, Exposição de Imagem Experimental em Movimento], e que pode ser vista no Centro de Cultura e Artes Performativas Cardeal Newman de Macau a partir das 16h.

A curadoria está a cargo de Bianca Lei, que convidou 11 artistas de Macau, Hong Kong e interior da China para exporem os seus trabalhos. Nomes como Elaine Ho, Dong Jun ou Felix Vong fazem parte do cartaz. Destaca-se ainda o trabalho do português Gonçalo Magalhães, um artista visual ligado a Macau.

Segundo uma nota do Armazém do Boi sobre esta mostra, o público pode ver estes projectos artísticos em duas salas distintas, sendo que numa das zonas as obras “alinham-se de forma estreita com a vida quotidiana no vocabulário visual e na narrativa, iniciando um diálogo directo com as pessoas, objectos e acontecimentos do nosso ambiente”.

Exploram-se, de forma artística, elementos como “alimentos quotidianos familiares e as ruas da cidade”, bem como “paisagens naturais e redes de nuvens que, silenciosamente, permeiam a existência contemporânea”.

Real e o surreal

Na sala com vídeos sobre a vida de todos os dias, as imagens mostram como os artistas “empregam figuras, pincéis, gelo e até dados pessoais para desenhar, reconstruir e revelar uma faceta diferente da vida”. Convida-se, nesta parte da exposição, o público “a examinar o conflito entre espaços reais e virtuais, passado e presente, eficiência e futilidade, e a interacção entre a humanidade e o espaço”.

Entretanto, na segunda sala da EXIM 2025, podem ver-se “imagens poderosas e altamente simbólicas”, com “cenas oníricas e fantásticas” e ainda “efeitos audiovisuais fragmentados”.

Podem ver-se e sentir-se “mundos sensoriais surreais que testam as nossas percepções e emoções através do impacto ou da provocação”, procurando-se, desta forma, “imergir o público em reinos visuais meticulosamente construídos e em contextos paradoxais”.

A EXIM 2025 pode ser visitada, de forma gratuita, até ao dia 22 de Junho. A organização da exposição destaca que podem ser vistas “imagens em movimento que rompem as fronteiras da ‘imobilidade eterna’ da arte, transitando das segunda e terceira dimensões para uma quarta dimensão”, que não é mais do que “o tempo”.

Desta forma, “tempo e movimento constituem a essência intrínseca e a matéria fundamental das obras” expostas na EXIM 2025. “Através de técnicas de filmagem ou edição, o tempo pode ser expandido, comprimido ou ter a sua lógica interrompida, sobrepondo passado, presente e futuro. O tempo deixa de ser uma progressão linear e passa a poder ser editado, invertido ou repetido infinitamente”, lê-se ainda.

14 Mai 2026

Rota das Letras | Concerto de Rodrigo Leão em Dezembro

O concerto “O Rapaz da Montanha”, do músico português Rodrigo Leão, tem nova data, acontece a 10 de Dezembro deste ano, às 20h, no grande auditório do Centro Cultural de Macau (CCM). Recorde-se que este espectáculo integrou a programação da mais recente edição do festival literário Rota das Letras, mas foi adiado devido à suspensão de voos provocada pelo conflito no Médio Oriente.

Segundo um comunicado da organização do festival, foi feito um trabalho de comunicação “em estreita colaboração com o artista para confirmar a nova data, mantendo a integridade da produção original”. Todos os bilhetes previamente adquiridos permanecem válidos para a nova data. Os detentores de bilhetes que necessitem de assistência ou reembolso devem contactar os responsáveis do Festival Literário de Macau.

Rodrigo Leão é uma figura de destaque na música portuguesa contemporânea. Membro fundador de bandas emblemáticas como os Sétima Legião e Madredeus, a sua carreira a solo tem obtido reconhecimento internacional pela fusão única de canção popular, arranjos clássicos e minimalismo electrónico.

13 Mai 2026

Letras&Companhia | Peça de teatro “A Revolta dos Lusecos” este sábado

A Sílaba – Associação Educativa e Literária juntou-se ao festival “Letras&Companhia” e apresenta no sábado a peça de teatro “A Revolta dos Lusecos”, escrita por Carlos Alberto Silva e interpretada por 14 crianças. A peça tem como pano de fundo o 25 de Abril e o fim do Estado Novo

O universo da revolução do 25 de Abril será o ponto de partida de um evento do festival de literatura infantil “Letras&Companhia”. Trata-se da peça “A Revolta dos Lusecos”, da autoria de Carlos Alberto Silva, e que será interpretado por 14 crianças através de um trabalho de encenação da Sílaba – Associação Educativa e Literária.

Segundo o programa do festival, a peça faz uma “abordagem lúdica e participativa” dos “acontecimentos marcantes do 25 de Abril de 1974”, utilizando “a narrativa literária como ferramenta de mediação histórica”.

Com esta peça, os programadores do festival esperam “sensibilizar o público mais jovem para os valores da liberdade e da cidadania, transformando a leitura numa experiência viva e partilhada em palco”. A peça será apresentada no IPOR a partir das 18h.

Ao HM, Susana Diniz, presidente e fundadora da Sílaba, disse que surgiu a oportunidade de apresentar esta peça em Macau dado o autor ser amigo da associação. Além disso, “A Revolta dos Lusecos” foi “o primeiro a sair na ‘Dinis Caixapiz’ em 2024”, que é “uma caixa de subscrição de livros infantis” com apoios do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Fundo de Desenvolvimento e Cooperação de Macau.

Segundo Susana Diniz, esta “rede de apoio institucional ajudou a criar as condições para trazermos a peça a Macau e integrá-la neste festival, numa lógica de partilha cultural entre Portugal e Macau”.

A ideia foi “tornar a aprendizagem mais fácil e mais viva” com a apresentação desta peça, cuja ideia central foi desenvolvida na Sílaba. Desta forma, “A Revolta dos Lusecos” permite à associação “representar parte de uma história recente de Portugal que é muito importante: a transição para a democracia após o Estado Novo”.

“É uma oportunidade única para mostrar às crianças e aos jovens de Macau que o caminho para a democracia foi difícil, que não foi um processo automático ou inevitável, mas sim o resultado de coragem, resistência e sacrifício de muitas pessoas. Acreditamos que esta mensagem é universal e relevante para qualquer jovem, independentemente do contexto geográfico”, disse Susana Diniz.

A fundadora da Sílaba acrescentou que trabalhar uma obra criada por um autor conhecido ajuda a criar “uma ponte mais directa e afectiva entre os miúdos e a história”.

Missão cumprida

Susana Diniz é a responsável pela encenação, com o auxílio de outros membros da associação, uma colaboração que descrever como “essencial para gerir um projecto desta dimensão”.

“O espectáculo vai contar com música, imagens projectadas e os miúdos em palco, num cenário construído para a ocasião”, descreve Susana Diniz, que fala ainda no trabalho desenvolvido ao nível da adaptação do texto e preparação das crianças. Tem sido “muito gratificante ver que eles se divertem e, sobretudo, que compreendem as suas personagens”, frisou. “Quando um miúdo de 10 anos consegue explicar o que sentia um luseco em 1974, percebemos que o teatro está a cumprir a sua função: contar uma história e fazê-la viver dentro de quem a conta.”

13 Mai 2026

Creative Macau | Xi Di com mostra que vai além da caligrafia

A galeria da Creative Macau apresenta, até 30 de Maio, a exposição “Tinta como Vazio”, com trabalhos de instalação e caligrafia de Xi Di, poeta, escritor e calígrafo radicado em Macau.

Segundo a Creative Macau, há mais de uma década que o trabalho de Xi Di “ultrapassa as fronteiras da poesia, ficção, caligrafia e teatro”, sendo que, nos últimos anos, a sua “prática criativa evoluiu para uma ‘integração’ mais livre”.

Xi Di tem vindo a centrar-se mais na caligrafia contemporânea, “o que permite que o texto se liberte da página, entrelaçando-se com a poesia, a instalação e o espaço teatral”, é descrito pela organização.

Desta forma, nesta mostra “Xi Di vai além dos formatos caligráficos tradicionais”, tratando o pincel, a tinta e o papel “como elementos estruturais do ambiente espacial, situando as linhas caligráficas em contextos contemporâneos de pintura, vídeo e instalação para criar uma experiência visual imersiva”.

Nesta mostra, “o texto já não é meramente ‘lido’, mas ‘sentido'”, ou seja, “um ambiente a ser habitado”. “Ao fundir profundas raízes literárias com uma visão contemporânea de espírito livre, o seu trabalho a tinta serve não só como herança, mas como uma ressonância vital da vida moderna”, adianta a Creative Macau, sendo que “Ink as Void” é “um diálogo entre caligrafia, literatura e espaço”.

“Para o artista, cada traço é simultaneamente um verso e uma instalação espacial”, onde a “tinta” serve de “ponte que liga estas dimensões, redefinindo a posição da caligrafia no domínio espacial”, acrescenta-se na mesma nota.

No que diz respeito à escrita de Xi Di, os seus poemas estão presentes em “importantes antologias tanto a nível local como internacional, caracterizando-se por uma voz simultaneamente suave e resoluta, que capta sentimentos pessoais a par de reflexões sobre a era contemporânea”.

13 Mai 2026

Mostra de Macau na Bienal de Veneza para ver até Novembro

A exposição “Polifonia de Jacone”, com trabalhos dos artistas locais Eric Fok Hoi Seng, O Chi Wai e Veronica Lei Fong Ieng, está patente até 22 de Novembro na 61ª edição da Exposição Internacional de Arte – Bienal de Veneza. Com curadoria de Feng Yan e Cindy Ng Sio Ieng, e organizada pelo Instituto Cultural (IC) e Museu de Arte de Macau (MAM), a mostra foi recentemente inaugurada em Veneza.

Segundo uma nota do IC, a exposição segue “o fio narrativo da trajectória de vida do pintor, e poeta convertido ao catolicismo da dinastia Qing inicial, Wu Li (conhecido em português como Jacone), bem como a confluência cultural de Macau”.

Os três artistas, “através de uma lente contemporânea, desconstroem e reimaginam este legado, focando fragmentos esquecidos da história”, sendo que o projecto está de acordo com o tema da Bienal deste ano, “Em Tons Menores”. Segundo o IC, o conjunto de criações oferece ao público “uma meditação sobre compreensão e fusão intercultural no contexto da globalização”.

O IC descreve que os três artistas “respondem à jornada transcultural de Wu Li a partir das suas perspectivas distintas”, sendo que Eric Fok Hoi Seng “revisita cenas históricas através de pinturas minuciosas, criando uma disjunção entre o real e o imaginado”. Já O Chi Wai “trabalha com imagens e instalação para examinar a fluidez da fé e da cultura”, enquanto Veronica Lei Fong Ieng “tece memória e lugar com sensibilidade perceptiva”.

A “polifonia” de Jacone “emerge do diálogo entre estas obras e aborda a questão premente de como, num contexto global marcado pela convergência cultural, se pode traçar um caminho para a compreensão intercultural e o autodiálogo, permanecendo enraizado nas próprias raízes culturais”.

Desta forma, acrescenta o IC, “a exposição oferece também uma nova perspectiva sobre a identidade cultural singular de Macau como fronteira histórica do encontro entre Oriente e Ocidente”.

Uma figura peculiar

Wu Li “foi uma figura pioneira na troca intercultural durante o final da dinastia Ming e início da dinastia Qing”, tendo viajado para “Macau durante o reinado de Kangxi com intenção de seguir para Roma para estudos teológicos”.

Porém, Wu Li nunca chegou à Europa e ficou em Macau para prosseguir estudos em Teologia. Registou as suas experiências no álbum poético “Sanba Li (Colecção de Poemas de São Paulo)” e deixou “um testemunho vital do papel histórico da cidade como ponto de encontro entre as culturas chinesa e ocidental”.

Desta forma, a mostra patente na Bienal de Veneza “gira em torno da vida e produção cultural de Wu Li, empregando a linguagem da arte contemporânea para dar forma tangível à viagem europeia que permaneceu por cumprir há mais de trezentos anos”. “Polifonia de Jacone” pode ser vista gratuitamente em frente ao núcleo principal da Bienal, no Arsenale, Campo della Tana, Castello 2126/A, 30122, em Veneza.

13 Mai 2026

Museu do Grande Prémio celebra cinco anos de existência

É no próximo dia 1 de Junho que o Museu do Grande Prémio de Macau celebra o quinto aniversário com uma série de actividades. Já a celebração do Dia Internacional dos Museus, acontece na próxima segunda-feira, 18 de Maio, com o tema “Museus a unir um mundo dividido”. Para começar, nesse dia o museu terá entrada gratuita, com actividades especiais que decorrem neste fim-de-semana.

Uma delas é a leitura da história infantil “Passeio da Mak Mak por Macau – Grande Prémio de Macau”, das 15h às 16h, incluindo a “narração da história, pequenos trabalhos manuais, jogos e sessão de fotografias com a Mak Mak”, destinando-se a crianças com cinco ou mais anos de idade, acompanhadas por um dos pais ou encarregado de educação. Há 15 vagas disponíveis.

Por sua vez, a 23 de Maio realizam-se três sessões do workshop “Let’s Glow! – Workshop de Placas de Néon de Corrida”, nos horários das 10h30, 13h30 e 16h. Cada sessão dispõe de 15 vagas para pares (pais/filhos) ou para participantes individuais.

Carnaval na rua

Também no dia 17, domingo, realiza-se o “Carnaval do Dia Internacional dos Museus de Macau 2026”, entre as 14h e as 18h, na Praça dos Lótus no Bairro da Ilha Verde, sendo que o Museu do Grande Prémio de Macau terá uma banca com o jogo “Pista de Dedo: A Batalha dos Pequenos Pilotos”.

Destaque também para a realização, no dia 31 de Maio, de “Senna Lendário – Workshop de Modelo de Madeira de Corrida F3”, a “primeira iniciativa em antecipação do quinto aniversário do museu”. Há três sessões, às 10h30, 13h30 e 16h, sendo que os participantes poderão montar uma maqueta de madeira do carro F3 de Ayrton Senna, um produto que foi premiado nos “Hong Kong Smart Design Awards”.

No dia de aniversário, 1 de Junho, será ainda entregue a cada visitante um autocolante com um motivo gráfico para ser afixado num painel interactivo com a silhueta do número “5”, construindo-se uma grande instalação alusiva ao aniversário.

Os presentes poderão ainda participar gratuitamente, nas instalações do Museu, no jogo interactivo “Caça ao tesouro com lupa: Aventura para decifrar códigos”, sendo que o prémio principal é um modelo em miniatura do carro campeão Triumph TR2, construído com peças exclusivas MOC (My Own Creation).

12 Mai 2026

“Somos” | Moçambicano Hamir da Silva arrecada primeiro prémio de concurso de fotografia

Já são conhecidos os vencedores da sétima edição do concurso de fotografia “Somos – Imagens da Lusofonia 2025/26”, que deu o primeiro prémio ao fotógrafo moçambicano Hamir da Silva. Dois portugueses arrecadaram o segundo e terceiro prémio. A mostra com os trabalhos seleccionados pode ser vista nas Casas Museu da Taipa

A Somos – Associação de Comunicação em Língua Portuguesa acaba de divulgar os vencedores da mais recente edição, a sétima, do concurso de fotografia “Somos – Imagens da Lusofonia 2025/26”. Esta edição teve como tema “O Hoje do Passado” e voltou a dar o primeiro prémio a Moçambique, nomeadamente ao fotógrafo Hamir da Silva.

Segundo um comunicado da associação, este concorreu “com a imagem de um homem a sintonizar a frequência de um rádio antigo, resistente ao tempo, num mundo que corre atrás das novas tecnologias”.

A fotografia de Hamir, intitulada “Resiliência da comunicação”, remete “para a intemporalidade de um rádio antigo e duas latas unidas por um fio improvisado, numa reinvenção da infância e da cultura de brincar que atravessa gerações”. Por sua vez, “no centro da imagem, um homem sintoniza, pacientemente, a frequência do aparelho que resiste ao tempo”, explica a associação, sendo que “enquanto o mundo corre atrás de novas tecnologias, o senhor Gilbert relembra que o simples pode ser extraordinário e que a memória tem o poder de unir pessoas”.

Hamir da Silva recebe dez mil patacas de prémio, bem como uma viagem e estadia em Macau, para participar na cerimónia de inauguração da exposição e em workshops organizados localmente.

O segundo prémio foi atribuído a Adão Salgado, de Portugal, e Carlos Júlio Teixeira, também de Portugal, ganhou o terceiro lugar. Ambos apresentaram “fotografias de tradições que perduram até hoje, desde a pesca artesanal- Arte Xávega – ao coro de mulheres durante a festa a São Vicente”.

A exposição de fotografia que resulta deste concurso será inaugurada a 29 de Maio, a partir das 18h30, nas Casas Museu da Taipa.

Pescas e festas

Adão Salgado, que ficou em segundo lugar, ganhando sete mil patacas de prémio, apresentou a concurso a fotografia “O mar como legado vivo”, representando “a técnica secular da pesca tradicional portuguesa – Arte Xávega – que continua a alimentar comunidades e a definir a alma do litoral português”.

Trata-se de “um ciclo produtivo pleno de função e propósito: a rede que sobe o areal traz consigo o sustento de agora e a herança de outrora; apoiado pelo esforço dos pescadores, assiste-se à vitalidade de um ofício que resiste à globalização”.

Já Carlos Júlio Teixeira recebeu o terceiro prémio, no valor de cinco mil patacas, com a imagem “A fé cantada” tirada no interior de uma igreja, durante a festa devotada a São Vicente. Aqui, “vozes reúnem-se em coro num acto de fé pública, quase ancestral”, tratando-se de “mulheres que cantam, e é na sua voz que permanecem vivas as memórias de um povo que canta para não esquecer”.

Outros prémios

A Somos atribuiu ainda três menções honrosas a Carlos Costa (Portugal) com “Varge” tirada em Trás-os-Montes durante as “Festas dos Rapazes”, uma tradição antiga e emblemática da região. Clarice Carvalho (Brasil) ganhou a distinção com “Presente do passado”, imagem que representa “a força da escrita a atravessar o tempo, permanecendo activa não como vestígio, mas como continuidade”.

Por sua vez, Marcos Júnior, também de Moçambique e que venceu a edição anterior do concurso, ganhou a menção honrosa com “Crescer entre memórias”, imagem “tirada diante de uma casa onde paredes antigas carregam histórias coloniais”.

Representam-se, aqui, “vozes distantes e marcas de uma relação histórica entre Moçambique e Portugal, construída num tempo que não lhes pertence as crianças brincam como se o passado nunca tivesse sido pesado”.

Gonçalo Lobo Pinheiro, fotojornalista que presidiu ao júri do concurso e membro da Somos, disse, citado por um comunicado, que este concurso voltou a “ser um sucesso ao nível da participação”, com centenas de fotografias a concurso, provenientes de diversos pontos da esfera lusófona. Um dado que confirma a vitalidade do projecto e o seu alcance internacional, “algo que muito nos orgulha”. Ao nível das obras submetidas destacaram-se propostas muito “consistentes, que justificaram plenamente a selecção final”.

Assim, disse, os vencedores, bem como as menções honrosas atribuídas “reflectem a diversidade geográfica e criativa do universo lusófono”. A mostra inclui 34 fotografias além das imagens que arrecadaram os primeiros prémios e menções honrosas. Terá curadoria do arquitecto e fotógrafo, Francisco Ricarte.

12 Mai 2026

Galeria Amagao | Kay Zhang apresenta exposição individual

“Delta of Venus”, em parceria com a 1844 – Associação Macau Espaço de Arte Fotográfica é a proposta mais recente da galeria de arte Amagao, no Artyzen Grand Lapa. Nesta exposição, com trabalhos da artista Kay Zhang, revelam-se temáticas relacionadas com a memória pessoal e a identidade

A galeria Amagao, no Artyzen Grand Lapa, e a 1844 – Associação Macau Espaço de Arte Fotográfica apresentam até 7 de Junho a exposição “Delta of Venus”, de Kay Zhang, uma mostra que “reúne um conjunto marcante de obras que exploram a memória pessoal, a identidade e a subtil interação entre a realidade e a imaginação”, revela-se numa nota.

A exposição é composta por 48 obras em desenho, aguarela e colagem sobre papel, incluindo composições realizadas em páginas e capas de livros, reflectindo-se, desta forma, “a linguagem artística em constante evolução de Kay Zhang”. Kay vive entre Macau e Pequim e “a sua prática artística está profundamente enraizada na sua experiência em Macau, onde histórias sobrepostas e a diversidade cultural continuam a moldar a sua perspectiva”.

Da inspiração

“Delta of Venus” inspira-se nos escritos da escritora Anaïs Nin, “cuja exploração da intimidade, da ficção e da narrativa pessoal ressoa profundamente com o trabalho de Zhang”.

Desta forma, e com recurso “a um processo de montagem de fragmentos provenientes da literatura, da memória e da experiência vivida”, as composições da artista “movem-se entre o real e o imaginado, criando narrativas visuais simultaneamente complexas e introspectivas”.

Citada pela mesma nota, Kay Zhang disse que “ao longo dos anos o meu trabalho esteve sempre ligado à literatura, à memória e ao corpo”, sendo que “Delta of Venus” representa “simultaneamente uma reflexão e um novo começo”. Trata-se de um projecto que inclui “obras de diferentes períodos, mas marca também um regresso ao trabalho manual, à colagem, à pintura e a uma forma de criação mais intuitiva e pessoal”.

“Espero que os visitantes possam dedicar tempo, observar com atenção e encontrar a sua própria ligação com estas obras”, adiantou a artista. Na galeria Amagao podem ver-se “obras anteriores, definidas por tons ricos e detalhes minuciosos, que são apresentadas lado a lado com trabalhos mais recentes, e que adoptam uma expressão mais leve e fluida”.

“Esta mudança reflecte uma transformação mais profunda na abordagem da artista, passando da intensidade para uma sensação mais serena de liberdade, onde a expressão é guiada mais pelo instinto do que pela expectativa”.

A co-curadoria desta exposição está a cargo de Ieong Man Pan, que sobre o título desta mostra explicou fazer referência “a uma obra literária onde a verdade, ficção e memória coexistem numa narrativa profundamente pessoal”, algo que está “muito alinhado com a prática de Kay Zhang”.

“As suas obras não são representações directas da realidade, mas sim espaços construídos onde fragmentos de experiência se unem. O que vemos pode ser montado, mas o que sentimos é real”, referiu Ieong Man Pan.

No trabalho de Kay Zhang “a colagem continua a ser central”. “Ao cortar, sobrepor e reconstruir imagens, Zhang cria composições que se revelam íntimas, mas abertas a múltiplas interpretações. A presença recorrente da figura humana surge de forma subtil e contemplativa, convidando os visitantes a observar em vez de interpretar, e a relacionarem-se com a obra de forma pessoal”, é acrescentado.

“Delta of Venus” oferece “uma exploração silenciosa, mas poderosa, da identidade, da memória e da transformação”, sendo que “através de composições delicadas e narrativas em camadas, a exposição desdobra-se como páginas de um diário privado, proporcionando a cada visitante momentos de reflexão, curiosidade e conexão”. “Delta of Venus”, o livro de Anaïs Nin, foi publicado pela primeira vez em 1978, explorando o tema da sexualidade da mulher em conjugação com outras partes da sua vida.

11 Mai 2026

Saracoteio recebe 60 filmes e vídeos sobre dança

Um programa lançado por festivais de Macau, Portugal e Cabo Verde recebeu cerca de 60 filmes e vídeos de dança provenientes de seis países de territórios lusófonos, disse a organização à Lusa.

Mary Wong, curadora do Rollout Dance Film Festival de Macau, revelou que o Saracoteio – Dança no Ecrã recebeu obras de Portugal, Brasil, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e do território. “Alguns artistas destes locais até trabalharam em conjunto para apresentar obras de colaboração”, sublinhou a bailarina, que tem nacionalidade portuguesa.

“O processo de selecção terá início em breve. Esperamos ter os resultados até ao final de Maio”, acrescentou Wong. A convocatória para o Saracoteio esteve aberta até 30 de Abril a obras de autores ou produtores “naturais ou residentes em países ou regiões de língua oficial portuguesa”.

A iniciativa é do Rollout, em parceria com a 34.ª Quinzena de Dança de Almada e o Festival Uabá de Cabo Verde. As obras seleccionadas irão integrar os três festivais, a começar pelo Uabá, na ilha de Santiago, entre 21 e 25 de Setembro, logo seguido por Almada, de 25 de Setembro a 11 de Outubro, com o Rollout de Macau previsto para Dezembro.

Estreitar laços

Em declarações à Lusa em Abril, Mary Wong sublinhou que, mais do que uma parceria pontual, o objectivo do Saracoteio passa por estreitar laços entre artistas de diferentes paragens.

No início de Outubro, bailarinos de Macau irão a Portugal apresentar quatro obras. No início de Dezembro, será a vez da Quinzena de Dança de Almada levar trabalhos de dança à região chinesa. As autoridades chinesas “estão a promover esta forte ligação entre os países lusófonos e a China, através de Macau, claro. Acho que essa é a grande narrativa”, afirmou Wong.

Mas Wong acredita que, na esfera da cultura, é mais importante criar “fortes ligações” entre artistas do que esperar por políticas governamentais. A bailarina sente também “um laço emocional” com Portugal.

Wong esteve três meses em Lisboa para um programa de intercâmbio de dança, em 2014. Três anos depois, começou um mestrado em Estudos de Cultura na Universidade Católica. “A cultura é muito diferente. As oportunidades de financiamento são muito mais fáceis aqui. E isso permite-nos fazer este tipo de intercâmbios internacionais com melhores recursos”, diz a bailarina.

Por outro lado, “precisamos de mais diversidade nas nossas criações artísticas”, defendeu Wong. “E isso será melhorado se tivermos uma perspectiva diferente, do ecossistema ocidental”, acrescentou.

11 Mai 2026

Angela’s Café apresenta espectáculo dia 16

O Angela’s Café, situado no Lisboeta Macau, no Cotai, apresenta no próximo dia 16 de Maio, sábado, a actuação “First Beats Where the Music Begins”, com três músicos de Macau: Chak Seng Lam, Gregory Wong e Winky Lei. Segundo um comunicado da Sociedade de Jogos de Macau (SJM), estes músicos apresentam “um programa de solos de saxofone e duetos de trombone”, com o qual os presentes “poderão saborear a cozinha portuguesa e macaense de assinatura, deixando-se envolver pelos ritmos comoventes do jazz”.

A ideia é criar, com esta actuação, “uma celebração multissensorial onde o paladar e o som convergem”. Cada entrada custa 298 patacas, com o espectáculo a ter início às 19h. Esta entrada inclui um cocktail de boas-vindas e petiscos tipicamente portugueses, onde não faltarão bitoque com bife de alcatra, caldo verde, creme de leite ou salada de bacalhau.

“First Beats Where the Music Begins” é “um novo passo do Lisboeta Macau no fomento do intercâmbio cultural através das artes performativas”, destaca a mesma nota. O objectivo da SJM é, assim, “trazer novas surpresas culturais a residentes e visitantes”, apoiando, ao mesmo tempo, “a visão de Macau como ‘Cidade da Gastronomia’ e ‘Cidade das Artes Performativas'”.

Lembrar os anos 50

O que se pode esperar na noite de sábado, 16, é uma actuação “de jazz suave”, acrescentando-se “calor ao ambiente nostálgico dos anos 50”. “As vibrações do saxofone e o tom profundo e rico do trombone ecoam com a decoração retro, permitindo aos convidados sentir o espírito de uma elegância intemporal”, destaca a SJM.

Quanto aos músicos presentes em palco, Chak Seng Lam é licenciado pelo Conservatório Real de Música de Haia, e é saxofonista e professor. Gregory Wong, por sua vez, é um trombonista de jazz macaense, foi formado pelos mestres Chu Ping-shan e Zé Eduardo, e está muito ligado ao jazz em Portugal. “As suas actuações abrangem géneros clássicos e populares, e a vasta experiência em palco em diversas produções consolidou-o como uma figura representativa da cena jazzística de Macau”, é descrito.

Já Winky Lei é licenciada pela Universidade Nacional de Tsinghua e é professora de trombone, trabalhando também ao nível da interpretação.

8 Mai 2026

Letras&Companhia | Afonso Cruz apresenta hoje “Assim, mas sem ser Assim”

O escritor Afonso Cruz, nome sonante da literatura portuguesa contemporânea, apresenta hoje na Livraria Portuguesa, a partir das 18h30, a sua obra “Assim, mas sem ser Assim – Considerações de um Misantropo”, no âmbito do festival Letras&Companhia. Eis uma história sobre o significado de misantropo do ponto de vista de um jovem que é incentivado a comunicar pelo pai. A edição deste ano do Festival é subordinada ao tema “A minha Cidade”

O Festival Letras&Companhia, que arrancou esta semana, tem hoje um dos momentos altos do evento, com a apresentação do livro para a infância de Afonso Cruz, intitulado “Assim, mas sem ser Assim – Considerações de um Misantropo”. A sessão decorre na Livraria Portuguesa a partir das 18h30, revelando-se ao público local uma história sobre o significado de um misantropo, diálogos entre um pai e um filho e a importância de comunicar com o que está à volta.

Segundo a sinopse da obra, editada pela Caminho, a história traz “um brilhante conjunto de situações e de personagens do quotidiano com um acento de reflexão sobre a actualidade social – a Crise – de forma acessível e sensível aos mais jovens”. “O meu pai diz que passo muito tempo em casa, diz que devo comunicar com as pessoas, e eu, claro, obedeço porque o meu pai costuma dar bons conselhos e usa barba. Muito bem, disse-lhe eu, mas o que significa misantropo?”, questiona-se na obra.

Na descrição do livro feita pela Caminho, descreve-se como esta é uma história que “põe a nu os desequilíbrios e desajustes de um microcosmos muito particular: os vizinhos que partilham os vários andares do prédio onde vive e com os quais é ‘incentivado’ pelo pai (que tem barba e dá bons conselhos) a ‘comunicar’, procurando entabular com eles algumas conversas, com maior ou menor resistência da parte dos visados”.

Assim, “as situações criadas nestas tentativas de comunicação estão pontuadas pelo humor que decorre do cómico de situação ou de personagem, como acontece quando toca à campainha do vizinho poeta durante quatro minutos e vinte e três segundos”.

Sempre que o jovem tenta comunicar há uma certa “espontaneidade de encontros esporádicos entre vizinhos”, sendo que o leitor percebe “um sistema particular do narrador com vista a alargar as suas capacidades ‘comunicativas’, revelando, em alguns momentos, características de uma estratégia quase científica, porque as conclusões retiradas decorrem da observação atenta e crítica dos ‘fenómenos'”, lê-se.

“Assim, mas sem ser Assim – Considerações de um Misantropo” destina-se “quer a crianças quer a adultos”, sendo “uma espécie de revelação de uma verdade universal que preferimos esconder ou ignorar, sob a capa de cariz mais ou menos social ou político”. Há uma “mensagem implícita”, como a ideia de que “a relação das pessoas umas com as outras e com o mundo necessita de ser repensada e perspectivada segundo um ponto de vista mais humano e mais justo”.

Outras letras

Entretanto, o “Letras&Companhia – Festival Literário para Pais e Filhos” traz amanhã a cerimónia oficial de abertura que decorre, a partir das 15h30, na Escola Portuguesa de Macau, com destaque para a realização “de um mini-concerto escolar a cargo da Escola Sun Wah” e a entrega de mini-bibliotecas, “uma actividade anual que visa promover a leitura em português e dar a conhecer autores portugueses às crianças das escolas da RAEM”, com livros em português e chinês.

Também amanhã, mas ao final do dia, a partir das 18h, decorre a sessão “Ao entardecer a biblioteca I”, na sede do Instituto Português do Oriente (IPOR), que organiza o festival. Nesta sessão, o IPOR abre as suas portas “para que as crianças possam explorar o mundo misterioso onde os livros são guardiões do imaginário”, descreve o programa. O evento está pensado para crianças e jovens dos 8 aos 11 anos, tratando-se de um “programa que vai pela noite dentro até à manhã do dia seguinte, composto por oficinas criativas, sessões de leitura e dramatização de contos onde o fantástico, o suspense e a surpresa dominam”.

No domingo, decorre uma acção de formação pensada para formadores e professores com o ilustrador André Letria. “Ler o Livro, Ler o Mundo: O Poder do Álbum Ilustrado – Oficina de literacia visual” é o nome da iniciativa focada nos álbuns ilustrados para crianças e jovens, que são “muito mais do que simples histórias acompanhadas de imagens”, mas também “ferramentas poderosas para formar leitores plenos — capazes não só de decifrar palavras, mas também de ler, interpretar e questionar imagens”. A actividade decorre no IPOR entre as 10h e as 13h. Andrea Magalhães protagoniza também outra oficina, “O meu Mealheiro Colorido”, a partir das 11h, no IPOR.

O sexto festival Letras & Companhia aborda a relação entre as cidades e quem nelas vive, disse à Lusa a organizadora. A directora do IPOR disse que o tema desta edição, “A Minha Cidade”, partiu de um encontro com o ilustrador português André Letria. “Nós já tínhamos pensado que o tema (…) seria à volta do envolvimento das crianças com o espaço e o André tem uma série de mapas ilustrados”, explicou Patrícia Ribeiro.

André Leiria lançou o desafio e alunos de quatro escolas locais criaram “imensos mapas ilustrados” da região chinesa, cerca de 30 dos quais estarão expostos no IPOR de domingo até 24 de Maio.

O criador da editora Pato Lógico irá ainda lançar o seu próprio mapa de Macau e dinamizar oficinas sobre ilustração em escolas e uma formação de professores sobre literacia visual. As actividades já começaram na terça-feira, com o Mercado das Letrinhas, uma feira de livros infantis de autores lusófonos – alguns também disponíveis em chinês e inglês – que vai estar na Livraria Portuguesa até 24 de Maio.

8 Mai 2026

Museu Marítimo | Workshops exploram tradições marítimas

Decorrem este sábado e domingo diversos workshops no Museu Marítimo, na zona da Barra, com o intuito de celebrar o Dia Internacional dos Museus 2026. Segundo a Direcção dos Serviços de Assuntos Marítimos e de Água (DSAMA), as iniciativas decorrem entre as 10h e as 12h30, e entre as 14h30 e as 17h30, com o objectivo de “aprofundar o conhecimento e o interesse do público pela história e cultura marítimas tradicionais de Macau”.

Os workshops intitulam-se “Chave ao Farol da Guia – Workshop de cartões à mão do Farol da Guia”, “Jogo interactivo – conhecer balizas marítimas” e ainda “Aventura Aquática – conduzir modelos de barco”.

Decorre ainda a exposição comemorativa “Um Século de Vigília – 160 anos do Farol da Guia e 10 anos da Gestão das Áreas Marítimas”, que revela ao público “a evolução do Farol da Guia no apoio à navegação ao longo de mais de cem anos”, bem como “o processo de desenvolvimento da gestão das áreas marítimas de Macau através de objectos valiosos de interesse cultural, arquivos históricos e dispositivos interactivos”. A DSAMA acrescenta que esta mostra atraiu mais de 75 mil visitantes, estando patente até 8 de Junho.

7 Mai 2026

FRC recebe hoje palestra sobre responsabilidade civil

A Fundação Rui Cunha (FRC) apresenta hoje, a partir das 18h30, a conferência “Regras Antigas de Responsabilidade Civil Sob Nova Análise”, no âmbito do ciclo “Reflexões ao Cair da Tarde”, com a participação de Isabel Mousinho de Figueiredo, professora auxiliar no Departamento de Estudos de Direito de Macau da Faculdade de Direito da Universidade de Macau. O moderador será Ricardo Vera-Cruz, advogado do escritório de Leonel Alves.

O tema da conferência explora o desajuste das regras de responsabilidade civil na Alemanha e Inglaterra do séc. XIX e a era moderna e economia digital. A observação de conceitos como “ilegalidade e responsabilidade civil” justificou “recorrer ao direito comparado para esclarecer futuras decisões judiciais”, descreve uma nota da FRC.

Isabel Mousinho de Figueiredo reconhece que “as recentes decisões dos jurados nos EUA que condenaram a Meta e a Google representam um progresso bem-vindo, há muito esperado”. “Isto levanta uma questão mais profunda: que danos devem ser indemnizáveis? O legislador alemão em 1896 restringiu o poder judicial ao exigir a prova de acto voluntário, ilegalidade, culpa, nexo de causalidade e dano para a responsabilidade civil extracontratual. Com isto, apenas os danos físicos devem ser indemnizáveis, a menos que seja claramente declarado o contrário. Mas esta fórmula não ajuda a resolver casos difíceis”, pode ler-se.

Conceitos em análise

Serão analisados conceitos como “acto”, “ilegalidade”, “culpa”, “nexo causal” e “dano”, no sentido em que só “auxiliam os decisores com os exemplos clássicos, para os quais foram originalmente desenvolvidos”, explica a advogada, que acrescenta que a “metodologia alemã acaba por ter como resultado o Direito jurisprudencial”.

“A diferença entre o Direito consuetudinário é, portanto, que a regra alemã abrange menos casos. Podemos melhorar ambas as abordagens, fundindo-as e preparando-as para o futuro além do presente digital”, refere.

Isabel Mousinho de Figueiredo é professora adjunta na Universidade de Macau, onde lecciona Direito Civil e Comparado. Obteve o seu bacharelato, mestrado e doutoramento pela Universidade de Lisboa, Portugal, e é especializada em Direito Privado. Leccionou Direito Contratual, Direito Processual, Jurisprudência e Direito de Propriedade na Universidade de Lisboa. Foi linguista jurídica no Tribunal de Justiça da União Europeia.

É membro da Ordem dos Advogados de Portugal há mais de 20 anos e é autora de um livro sobre Direito de Responsabilidade Civil, além de outras publicações jurídicas em inglês, alemão, italiano, espanhol e português.

7 Mai 2026

Teatro | Grupo Agucheiras apresenta em Lisboa “Performances com Sabor — Macau”

O projecto teatral “Espaço das Agucheiras” apresenta no sábado, no Centro Científico e Cultural de Macau em Lisboa, a peça “Performances com Sabor – Macau”, uma mistura de teatro com performance inspirada nas viagens do poeta Luís de Camões

Luís Vaz de Camões, autor de Os Lusíadas, entre tantos outros escritos que fizeram dele o maior poeta e escritor português, foi também um grande viajante numa vida cheia de peripécias, tendo passado pelo Oriente.

A pensar nessas viagens e aventuras, o grupo teatral “Espaço das Agucheiras”, que conta com a conhecida actriz portuguesa São José Lapa no grupo de criadores, desenvolveu a performance teatral “Performances com Sabor – Macau”, que se apresenta no sábado no Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM). Segundo explicou ao HM Inês Lapa Lopes, artista visual, actriz e encenadora ligada ao “Espaço das Agucheiras”, apresentam-se no Museu de Macau (dentro das instalações do CCCM), “três cenas espalhadas por três espaços do museu”.

O público poderá ver “uma performance a que acrescentámos sabor”, com a imaginação dos encontros de Camões. Participam os actores e artistas Alexandra Sargento, Guilherme Macedo e Luís Gaspar para representar estes encontros e diálogos onde Camões é protagonista, sendo que as três cenas terão “momentos de imersão sonora”, contando-se também com “a participação do público na leitura da poesia de Camões”.

Destaque para a presença da gastronomia macaense nesta iniciativa, através da vice-presidente da Casa de Macau em Lisboa, Maria João dos Santos Ferreira.

A peça nasce de um “imenso engenho e fantasia sobre Macau do século XVI criado por João Paiva”, autor do texto desta performance “com o seu saber de historiador. João Paiva inspirou-se na investigação feita pela equipa desde que esta ‘Performance com Sabor – Macau’ era apenas um projecto no papel”, explicou.

Inês Lapa Lopes considera que a ida de Camões para o Oriente “está envolta em muitas suposições, como convém às boas histórias”. Camões “terá embarcado em Abril de 1562 rumo ao porto de Patane numa viagem que demoraria cerca de dois meses”, embora “outros dizem não ter lá estado”. “Optamos por imaginar com os primeiros e embarcamos com Camões rumo ao destino Macau, onde poderá até ter escrito parte da sua epopeia”, acrescentou.

Segundo Inês Lapa Lopes, “fazia todo o sentido que esta ‘paragem’ pelos caminhos de Camões fosse feita no Museu de Macau, cuja colecção tão bem traduz as influências mútuas entre Oriente e Ocidente”.

No sábado o público poderá “deambular pelo museu para observar as belíssimas peças da colecção, que coincidem com o período em que Camões terá estado em Macau e outras tantas, mais tardias, onde se lê a influência de Portugal e dos interesses comerciais fundados nessa época”.

Um ciclo de representações

O “Espaço das Agucheiras” tem desenvolvido o ciclo “Performances com Sabor” inspirado nas viagens de Camões em outros destinos. Entre Setembro e Outubro do ano passado, convidaram o público a percorrer “os caminhos que o levaram a Ceuta e depois à Índia”, através de “eventos com teatro, música ao vivo, partilha poética e gastronomia trazida sempre por chefs desses lugares”.

A ideia do “Espaço das Agucheiras” é, aliás, “partilhar o que terá sido a sua vida [de Camões], bem como as suas experiências degustativas”. As Agucheiras desenvolvem ainda o projecto “CAMÕES – 1524 Mares Navegas”, com apoio da República Portuguesa – Cultura, que “celebra a vida e obra deste nosso enorme poeta”.

O “Espaço das Agucheiras” é uma cooperativa cultural criada em 2006 graças ao espectáculo “Sonho de uma Noite de Verão”, com encenação de São José Lapa, nas Agucheiras. A direcção do Espaço está a cargo de São José Lapa e Inês Lapa Lopes, tendo a cooperativa levado a cabo interpretações de textos de William Shakespeare, Harold Pinter, Leonardo da Vinci, Samuel Beckett, Nuno Bragança, Anton Tchekhov, Fernando Pessoa, Abel Neves, Jaime Salazar Sampaio ou Hélia Correia. Além disso, o “Espaço das Agucheiras” desenvolve “projectos com a comunidade”, como exposições, filmes, documentários e trabalho com escolas.

7 Mai 2026

Sé Catedral | Concerto de violino com orquestra este sábado

Decorre este sábado, na Sé Catedral, a partir das 20h, um concerto de música clássica com Georgii Moroz, vencedor do “Concurso Internacional de Violino de Singapura 2026 – Concerto dos Vencedores”. Esta actuação acontece no âmbito da temporada 2025-2026 da Orquestra de Macau (OM), que também se junta à apresentação de Georgii Moroz.

O programa do concerto inclui a “Abertura de ‘Maskarade'” de Carl Nielsen; o “Concerto para Violino N.º 1 em Sol menor, Op. 26”, de Max Bruch; e a “Sinfonia N.º 4 em Dó menor, D. 417, ‘Trágica'”, de Franz Schubert, e tem a duração aproximada de 1h15 minutos, sem intervalo. Os bilhetes custam 150 patacas.

O “Concurso Internacional de Violino de Singapura”, organizado pelo Conservatório de Música Yong Siew Toh da Universidade Nacional de Singapura, é um evento musical trienal da região da Ásia-Pacífico, destinado a promover o desenvolvimento da música clássica e a proporcionar aos jovens violinistas uma plataforma de exibição do seu talento.

Após várias etapas de selecção, incluindo solos, música de câmara e concertos, o candidato ucraniano Georgii Moroz venceu o Primeiro Prémio da última edição do Concurso, “tendo a sua interpretação sido elogiada como um ‘diálogo cheio de alma’ e o seu virtuosismo e subtileza emocional recebido com grande aclamação”, destaca uma nota da organização do espectáculo.

6 Mai 2026

Bilhetes para peça em patuá no FAM já estão à venda

Já estão à venda desde sábado bilhetes para cinco espectáculos da 36.ª edição do Festival de Artes de Macau (FAM), sendo um deles o espectáculo de teatro em patuá dos Dóci Papiaçam di Macau, agendado já para este mês. O Instituto Cultural (IC) disponibiliza entradas gratuitas para o espectáculo de abertura do evento, “O Lótus na Rota da Seda – Tradições em Movimento”.

Este espectáculo é protagonizado pelo Grupo de Danças e Cantares BIRLIK juntamente com grupos de dança locais, revelando um fluir “entre ruas e o palco”, com “expressões artísticas do folclore cazaque que vão espalhar uma nova energia, trazidas pelo Grupo de Danças e Cantares BIRLIK, um colectivo que promove a união interétnica, a amizade e o diálogo cultural entre os povos”.

Os bilhetes gratuitos podem ser levantados desde sábado nos diversos pontos de venda de ingressos para o festival e na página electrónica da Bilheteira de Enjoy Macao. Enquanto isso, podem ser adquiridos bilhetes para os espectáculos “Eterna Juventude 2.0”, “Agora Como? (E Agora?)”, “Coração de Lótus”, “A Velha Casa das Orquídeas” e “A Noite de Zheng Guanying – Dança Teatro Ambiental”.

Este último espectáculo, da autoria da Associação de Dança Hou Kong, acontece nos dias 20 e 21 de Junho na Casa do Mandarim, com os bilhetes a custarem 300 patacas. “Sob o céu nocturno, entremos no pátio iluminado da antiga residência da família de Zheng Guanying. Ao atravessarmos portões e corredores, é como se estivéssemos na presença do próprio Zheng — uma figura central na história cultural de Macau”, lê-se na sinopse do espectáculo, que transforma a Casa do Mandarim “num palco vivo”.

Patuá para ver e ouvir

“Agora Como? (E Agora?)” é a peça em patuá deste ano, protagonizada, como habitualmente, pelos Dóci Papiaçam di Macau, nos dias 23 e 24 de Maio, primeiro às 20h e, no segundo dia, às 15h, no grande auditório do Centro Cultural de Macau.

A história, da autoria de Miguel de Senna Fernandes, gira em torno de Marta e Elena, “ambas filhas do velho Secundino, antigo proprietário de um restaurante macaense, que regressam a Macau para tomar conta do negócio deixado pelo pai, recentemente falecido”.

Porém, as irmãs “chegam num período em que a economia continua a enfrentar dificuldades, apesar do aumento das receitas dos casinos e do número de turistas”. Trata-se de uma história que tem “como pano de fundo o encerramento definitivo dos casinos-satélite e o surto de consumismo no interior da China”.

Outro dos espectáculos que já tem bilhetes disponíveis, o “Eterna Juventude 2.0”, estreou em 2006 na 17ª edição do FAM, pelo Teatro de Lavradores, regressando agora 20 anos depois numa versão revista e encenada pelo dramaturgo Lawrence Lei. A produção está a cargo de Jacky Li, enquanto a protagonista é a actriz Carmen Kong. A peça parte da Rua de Felicidade para contar uma história de amor ao longo de sessenta anos.

O FAM decorre entre os dias 8 de Maio e 27 de Junho e tem como tema “Novas Correntes de Inspiração”, apresentando uma selecção de 15 programas e nove actividades do Festival Extra.

6 Mai 2026

Música | Instrumentos musicais chineses são destaque em conferência

A Universidade Nova de Lisboa e o Palácio Nacional de Mafra são os palcos escolhidos para se falar e ouvir a música chinesa e asiática. A 9.ª edição da “Conferência de Lisboa: Música e Instrumentos Musicais Chineses” começou esta terça-feira e prolonga-se até sexta-feira, servindo para olhar de perto instrumentos como o gamão, o guqin ou até o Naamyam, música narrativa popular no sul da China, Macau e Hong Kong

Decorre esta semana, até sexta-feira, a 9.ª edição da “Conferência de Lisboa: Música e Instrumentos Musicais Chineses”, que se realiza na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e também no Palácio Nacional de Mafra. Segundo uma nota oficial sobre o evento, a conferência reúne “académicos, músicos e entusiastas da música chinesa para explorar o rico património cultural e as tradições em constante mudança associadas aos instrumentos musicais chineses”.

Trata-se de uma organização do Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança, sediado na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, a European Foundation for Chinese Music Research; os Institutos Confúcio da Universidades de Aveiro e do Minho; e a Câmara Municipal de Mafra. Também dá apoio ao evento a Fundação Jorge Álvares, “principal entidade financiadora”.

Do programa constam diversas apresentações académicas sobre instrumentos musicais chineses e asiáticos, sem esquecer o universo da musicologia, promovendo-se ainda concertos e recitais.

Do cartaz faz também parte a exposição multimédia “Encre de Chine – Impressions de Voyage: A visual Chronicle based on Paintings and Photographs by Christophe Deschamps: China, 1986”, com trabalhos de Christophe Deschamps.

Conversas e concertos

Esta terça-feira, dia de arranque do festival, foi lançado o livro “Chinese Music and Musical Instruments: Encounters in Lisbon 2016-2019”, com edição de Helen Rees, Frank Kouwenhoven e Enio de Souza, este último um dos grandes promotores do festival.

Já hoje, decorrem as sessões, na Universidade Nova de Lisboa, dedicadas à “Música, Dança e Performance na China”, nomeadamente a de Hu Yile, da Universidade de Hong Kong, com o nome “Secular Spectacles in Sacred Spaces: Music, Dance and Acrobatics Performance in Chinese Buddhist Art”. Helen Rees, do Departamento de Etnomusicologia da UCLA (Universidade de California, Los Angeles), irá falar sobre a “Musical Life in Mid-20th Century Taizhou, Jiangsu Province: Recollections of a Resident”.

Por sua vez, Antoinette Cheng, da Universidade de Oxford, apresenta a sessão “Blindness, Radio and the Transformation of Naamyam in Macau and Hong Kong.

O festival encerra esta sexta-feira no Palácio Nacional de Mafra com um debate em torno da “Música de Outros Países Asiáticos e Ocidentais e os principais géneros”, destacando-se a apresentação, por parte de Susana Sardo, da Universidade de Aveiro, de “Fado de Goa – Post-Memory and the Recasting of Colonial Sound in Goa”.

Macau ganha também destaque no cartaz neste dia, com “Macau: its Composers and Music Composed about and to the Territory”, com apresentações de John Robinson, da University fo South Florida; ou Rui Magno Pinto, do Centro de Estudos Musicais da Universidade Nova de Lisboa.

O concerto de encerramento começa às 18h, no Palácio Nacional de Mafra, e conta com sonoridades de grupos de gamelão da Universidade Nova de Lisboa e “renomeados” músicos chineses e ocidentais como Deng Haiqiong, com o instrumento guzheng, e ainda Jacob Alford, com o guqin. Destacam-se as actuações de Helen Rees, Chi Li e Rão Kyao, na flauta.

6 Mai 2026

Timor-Leste | Bordalo II na terceira edição do TT Tasi Fest

Bordalo II é um dos artistas convidados para participar no TT Tasi Fest, um festival de música em Timor-Leste, que promove a sustentabilidade, a protecção dos oceanos e o consumo responsável, anunciou ontem a organização. O TT Tasi Fest vai acontecer em Díli entre 29 e 30 de Maio, e nele vão também participar os Calema, que já tinham participado na primeira edição do festival em 2024.

Em Díli, Bordalo II vai participar numa residência artística e “criar duas obras originais de grande escala, utilizando materiais reciclados recolhidos localmente, incluindo chinelos, plásticos, pneus e outros objectos descartados”, lê-se num comunicado divulgado à imprensa.

“As obras irão celebrar a extraordinária biodiversidade de Timor-Leste ao mesmo tempo que chamam a atenção para a necessidade urgente de proteger os seus oceanos e ecossistemas marinhos”, salienta a organização do evento. Segundo a organização do TT Tasi Fest, a visita de Bordalo II vai servir de base para a realização de uma “série de ‘workshops’ interactivos, palestras e sessões educativas focadas na conservação marina, sustentabilidade e reciclagem criativa”.

“Bordalo II irá também colaborar de perto com artistas timorenses de destaque durante o processo criativo, valorizando o talento artístico local e reforçando o importante papel da arte na transmissão de mensagens de conservação e consciencialização ambiental”, refere o comunicado.

Os Calema vão actuar em 30 de Maio, no último dia do festival em que actuam uma série de bandas locais. “Após uma participação memorável na primeira edição, o duo volta agora ao país, reforçando a ligação artística e cultural construída com o público timorense e consolidando o crescimento do festival como um dos principais eventos musicais internacionais da região”, afirmou a organização do festival.

O primeiro dia do festival, em 29 de Maio, conta com a actuação do cantor australiano Guy Sebastian e do cantor indonésio Iwan Fals e de bandas timorenses.

5 Mai 2026

FRC | A arte da tinta e da forma pela mão de Leong Sin Teng

A Fundação Rui Cunha apresenta hoje uma nova exposição, com entrada gratuita. Trata-se de “Impressões Esculpidas: A Harmonia entre Tinta e Forma”, uma mostra em nome próprio de Leong Sin Teng. Neste conjunto de trabalhos artísticos explora-se o feminino na conjugação com a cultura chinesa

É hoje inaugurada, a partir das 18h30, mais uma exposição de arte na Fundação Rui Cunha (FRC). Trata-se de “Impressões Esculpidas: A Harmonia entre Tinta e Forma”, da autoria de Leong Sin Teng, e que pode ser vista até ao dia 16 deste mês.

A artista é professora associada na Escola de Arte e Design da Faculdade de Comércio de Guangzhou e tem uma obra pessoal que “reflecte novas possibilidades dentro da criação escultural, com peças e materiais que fogem às figuras tridimensionais típicas”, descreve a FRC, em comunicado. Esta mostra conta ainda com o apoio da Associação de Arte Juvenil de Macau e Associação dos Artistas de Belas-Artes de Macau, revelando 28 obras “com significativo impacto”.

Estas “incorporam técnicas ousadas, como a manipulação do vidro e a introdução de cores suaves em aguarela, de luz eléctrica, de transparência e de sombra, que a artista explora neste projecto”. O curador desta mostra é Wong Ka Long, que descreve materiais como “cerâmica, tinta, vidro e o bronze, nas suas mãos, não são conceitos fixos, mas sim meios que transportam luz, sombra e charme feminino”.

Desta forma, nas suas palavras, “os contornos de molduras de estilo ocidental parecem emergir da névoa; depois de preenchidas com barro de porcelana oriental, é como se tivessem sido nutridas pelo calor do corpo durante centenas de anos”. Para o curador, nesta exposição varia-se “entre a clareza e a turvação”, com Leong Sin Teng a oferecer ao público “o poder da nebulosidade, permitindo que momentos materializados deixem rastos tangíveis”.

Clássicos e encontros

Nesta mostra, subsiste um mote relacionado com a cultura chinesa – “Flores no espelho, lua na água — visíveis, mas intangíveis”, que remete para a ideia de “coisas belas, mas ilusórias” muito presente “na imagem clássica chinesa”. “Da perspectiva feminina desta exposição, a sua conotação foi estendida a ‘emoções genuínas sob a superficialidade ilusória’ — muito à semelhança da forma como as mulheres percepcionam a beleza”, descreve ainda o curador.

Wong Ka Long defende, segundo a mesma nota, que as obras de Leong Sin Teng revelam “uma outra realidade: uma fluidez na integração perfeita de elementos culturais tradicionais chineses com enquadramentos de estilo ocidental, que acendem faíscas brilhantes de colisão cultural entre o Oriente e o Ocidente”.

Percurso académico

Relativamente ao perfil da artista, Leong Sin Teng é natural de Macau, tem licenciatura em Belas-Artes, e mestrado em Arte Pública, adquiridos na Academia de Belas Artes de Cantão. Prosseguiu depois os estudos e obteve o doutoramento em Educação pela Universidade da Cidade de Macau. Nos últimos anos, tem-se concentrado na criação e investigação de escultura, arte pública e arte contemporânea, leccionando na Escola de Arte e Design da Faculdade de Comércio de Guangzhou.

As suas obras fazem parte de colecções, como as que se encontram expostas no Parque Yuexiu, na cidade de Cantão, ou o Museu de Arte da Academia de Belas Artes de Cantão, entre outras. Foi uma das integrantes do Projecto de Formação de Jovens Talentos em Escultura da Grande Baía-Guangdong-Hong Kong-Macau em 2024, pela Fundação Nacional de Artes da China. Assumiu também diversas outras funções, incluindo a de Vice-Directora e Secretária-Geral da Federação das Associações dos Sectores Culturais de Macau. É Vice-Directora da Associação de Arte de Macau, Directora da Associação de Arte Jovem de Macau, e Directora-Supervisora da Associação de Antigos Alunos de Macau da Academia de Belas Artes de Cantão.

O seu pai é um escultor de renome em Macau, autor da “Estátua de Mazu” em Coloane, e a dos “Doze Signos do Zodíaco” na Taipa, figura que influenciou a sua paixão pelas artes desde a infância. As obras vão estar expostas até ao próximo dia 16 de Maio.

5 Mai 2026