Epidemia | Aumenta para 170 o número de mortos na China

[dropcap]O[/dropcap] número de pessoas que morreram devido ao novo coronavírus, detetado na cidade de Wuhan, na província de Hubei, na China, aumentou hoje para 170, havendo o registo de 1.032 novos casos de infecção, anunciaram as autoridades de Pequim

De acordo com as autoridades chinesas, citadas pela agência France-Presse, todas as vítimas mortais registadas nas últimas 24 horas ocorreram na província de Hubei. O número de pessoas infectadas em território chinês ultrapassa as seis mil.

Além do território continental da China, foram reportados casos de infeção em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos da América, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, Austrália, Canadá, Alemanha, França (primeiro país europeu a detetar casos do novo coronavírus), Finlândia e Emirados Árabes Unidos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu convocar para hoje o Comité de Emergência para determinar se este surto vírico deve ser declarado uma emergência de saúde pública internacional.

A decisão foi comunicada na quarta-feira através de uma publicação do director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na rede social Twitter, uma semana depois de a organização ter considerado prematura a declaração de emergência de saúde pública internacional, no final de uma reunião de dois dias do mesmo comité, que é constituído por especialistas, incluindo epidemiologistas.

A comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakidou, disse que a maioria dos Estados-membros da União Europeia está “muito bem preparada” para lidar com o novo coronavírus, mas admitiu que poderá ser necessário “financiamento de emergência” para os países conseguirem dar resposta, caso seja necessário.

Stella Kyriakidou recordou que, “até ao momento, existem quatro casos confirmados em França, quatro na Alemanha” e que na tarde de quarta-feira se soube de um caso em território finlandês.

A comissária europeia garantiu que Bruxelas está em “contacto permanente” com estes e outros países da União Europeia para “garantir que as medidas necessárias de contenção são adoptadas”.

Fonte europeia disse à agência Lusa, na quarta-feira, que 17 cidadãos portugueses que estão na China – quase todos em Wuhan, na província de Hubei -, já pediram para deixar o país.

“Ao todo, 17 portugueses já manifestaram vontade de sair da China, de acordo com as autoridades portuguesas”, indicou fonte da Comissão Europeia, após um ponto de situação feito esta tarde pelo executivo comunitário com representantes dos Estados-membros relativamente ao surto.

Um estudo genético divulgado também na quarta-feira confirma que o novo coronavírus terá sido transmitido aos humanos através de um animal selvagem, ainda desconhecido, que foi infetado por morcegos.

O estudo, conduzido por cientistas chineses, incluindo do Centro de Prevenção e Controlo da Doença da China, analisou o genoma do coronavírus de nove doentes diagnosticados com pneumonia viral, na cidade de Wuhan, onde começou o surto em dezembro.

O trabalho, divulgado na publicação médica britânica The Embora com cautelas, os autores do estudo admitem que o novo coronavírus não é resultado de uma mutação genética de outro coronavírus, mas pode ter entrado nas células humanas da mesma forma que o coronavírus que causou a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), também identificada pela primeira vez na China, em 2002 e 2003.

30 Jan 2020

Epidemia | Aumenta para 170 o número de mortos na China

[dropcap]O[/dropcap] número de pessoas que morreram devido ao novo coronavírus, detetado na cidade de Wuhan, na província de Hubei, na China, aumentou hoje para 170, havendo o registo de 1.032 novos casos de infecção, anunciaram as autoridades de Pequim
De acordo com as autoridades chinesas, citadas pela agência France-Presse, todas as vítimas mortais registadas nas últimas 24 horas ocorreram na província de Hubei. O número de pessoas infectadas em território chinês ultrapassa as seis mil.
Além do território continental da China, foram reportados casos de infeção em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos da América, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, Austrália, Canadá, Alemanha, França (primeiro país europeu a detetar casos do novo coronavírus), Finlândia e Emirados Árabes Unidos.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu convocar para hoje o Comité de Emergência para determinar se este surto vírico deve ser declarado uma emergência de saúde pública internacional.
A decisão foi comunicada na quarta-feira através de uma publicação do director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na rede social Twitter, uma semana depois de a organização ter considerado prematura a declaração de emergência de saúde pública internacional, no final de uma reunião de dois dias do mesmo comité, que é constituído por especialistas, incluindo epidemiologistas.
A comissária europeia da Saúde, Stella Kyriakidou, disse que a maioria dos Estados-membros da União Europeia está “muito bem preparada” para lidar com o novo coronavírus, mas admitiu que poderá ser necessário “financiamento de emergência” para os países conseguirem dar resposta, caso seja necessário.
Stella Kyriakidou recordou que, “até ao momento, existem quatro casos confirmados em França, quatro na Alemanha” e que na tarde de quarta-feira se soube de um caso em território finlandês.
A comissária europeia garantiu que Bruxelas está em “contacto permanente” com estes e outros países da União Europeia para “garantir que as medidas necessárias de contenção são adoptadas”.
Fonte europeia disse à agência Lusa, na quarta-feira, que 17 cidadãos portugueses que estão na China – quase todos em Wuhan, na província de Hubei -, já pediram para deixar o país.
“Ao todo, 17 portugueses já manifestaram vontade de sair da China, de acordo com as autoridades portuguesas”, indicou fonte da Comissão Europeia, após um ponto de situação feito esta tarde pelo executivo comunitário com representantes dos Estados-membros relativamente ao surto.
Um estudo genético divulgado também na quarta-feira confirma que o novo coronavírus terá sido transmitido aos humanos através de um animal selvagem, ainda desconhecido, que foi infetado por morcegos.
O estudo, conduzido por cientistas chineses, incluindo do Centro de Prevenção e Controlo da Doença da China, analisou o genoma do coronavírus de nove doentes diagnosticados com pneumonia viral, na cidade de Wuhan, onde começou o surto em dezembro.
O trabalho, divulgado na publicação médica britânica The Embora com cautelas, os autores do estudo admitem que o novo coronavírus não é resultado de uma mutação genética de outro coronavírus, mas pode ter entrado nas células humanas da mesma forma que o coronavírus que causou a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), também identificada pela primeira vez na China, em 2002 e 2003.

30 Jan 2020

Wuhan | OMS convoca novamente Comité de Emergência para reunião hoje

[dropcap]A[/dropcap] Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu voltar a convocar, para hoje, o Comité de Emergência para determinar se o surto do novo coronavírus, com origem na China, deve ser uma emergência de saúde pública internacional.

A decisão foi ontem comunicada na rede social Twitter pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, depois de há uma semana a organização ter considerado prematura a declaração de emergência de saúde pública internacional, no final de uma reunião de dois dias do mesmo comité, formado por especialistas, incluindo epidemiologistas.

Tedros Adhanom Ghebreyesus justificou a convocação, de novo, do Comité de Emergência com o “risco de propagação mundial” do coronavírus (família de vírus que causa pneumonia). A reunião decorrerá na sede da OMS, em Genebra, na Suíça.

A China elevou hoje para 132 mortos e mais de 5.900 infectados o balanço do novo coronavírus detetado em dezembro na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei, no centro do país.

Além do território continental da China, também foram reportados casos de infeção em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, Austrália, Canadá, França, Alemanha e Finlândia.

Uma emergência de saúde pública internacional supõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.

Para a declarar, a OMS considera três critérios: uma situação extraordinária, de risco de rápida expansão para outros países e de resposta internacional coordenada.

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, apesar de a maioria das infeções se ter verificado na China, com apenas 68 casos confirmados noutros 15 países, uma transmissão inter-humana foi registada fora da China (Alemanha, Vietname e Japão).

“Ainda que os números fora da China sejam ainda relativamente baixos, são suscetíveis de dar origem a uma epidemia bem maior”, afirmou em conferência de imprensa, na sede da OMS.

De acordo com o diretor-geral da OMS, a maior parte das pessoas infectadas apresenta “sintomas ligeiros”, mas uma em cada cinco sofre de uma doença grave, como pneumonia e insuficiência respiratória.

“O mundo inteiro deve estar em alerta, o mundo inteiro deve agir”, declarou o diretor dos programas de emergência da OMS, Michael Ryan, em Genebra.

No domingo, o diretor-geral da OMS deslocou-se à China, onde se encontrou com representantes do Governo e peritos de saúde.

Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou ontem que teve “encontros francos” com o Presidente chinês, Xi Jinping, que colocou em prática “uma resposta nacional monumental”. Na terça-feira, a OMS anunciou o envio de especialistas internacionais para a China.

A emergência de saúde pública internacional foi declarada para as epidemias da gripe H1N1, em 2009, dos vírus Zika, em 2016, pólio, em 2014, e do Ébola, que atingiu uma parte da África Ocidental, de 2014 a 2016, e a República Democrática do Congo, em 2018.

O número de casos de infeção pelo novo coronavírus, designado provisoriamente pela OMS como “2019-nCoV”, ultrapassa a cifra de contágios verificada com a epidemia da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), causada por um outro coronavírus, mas igualmente detetada na China e que se estendeu a outros países, em 2002 e 2003.

A SARS infectou 5.327 pessoas na China e provocou 774 mortos no mundo, incluindo 349 na China continental.

30 Jan 2020

Wuhan | OMS convoca novamente Comité de Emergência para reunião hoje

[dropcap]A[/dropcap] Organização Mundial de Saúde (OMS) decidiu voltar a convocar, para hoje, o Comité de Emergência para determinar se o surto do novo coronavírus, com origem na China, deve ser uma emergência de saúde pública internacional.
A decisão foi ontem comunicada na rede social Twitter pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, depois de há uma semana a organização ter considerado prematura a declaração de emergência de saúde pública internacional, no final de uma reunião de dois dias do mesmo comité, formado por especialistas, incluindo epidemiologistas.
Tedros Adhanom Ghebreyesus justificou a convocação, de novo, do Comité de Emergência com o “risco de propagação mundial” do coronavírus (família de vírus que causa pneumonia). A reunião decorrerá na sede da OMS, em Genebra, na Suíça.
A China elevou hoje para 132 mortos e mais de 5.900 infectados o balanço do novo coronavírus detetado em dezembro na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei, no centro do país.
Além do território continental da China, também foram reportados casos de infeção em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, Austrália, Canadá, França, Alemanha e Finlândia.
Uma emergência de saúde pública internacional supõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial.
Para a declarar, a OMS considera três critérios: uma situação extraordinária, de risco de rápida expansão para outros países e de resposta internacional coordenada.
Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, apesar de a maioria das infeções se ter verificado na China, com apenas 68 casos confirmados noutros 15 países, uma transmissão inter-humana foi registada fora da China (Alemanha, Vietname e Japão).
“Ainda que os números fora da China sejam ainda relativamente baixos, são suscetíveis de dar origem a uma epidemia bem maior”, afirmou em conferência de imprensa, na sede da OMS.
De acordo com o diretor-geral da OMS, a maior parte das pessoas infectadas apresenta “sintomas ligeiros”, mas uma em cada cinco sofre de uma doença grave, como pneumonia e insuficiência respiratória.
“O mundo inteiro deve estar em alerta, o mundo inteiro deve agir”, declarou o diretor dos programas de emergência da OMS, Michael Ryan, em Genebra.
No domingo, o diretor-geral da OMS deslocou-se à China, onde se encontrou com representantes do Governo e peritos de saúde.
Tedros Adhanom Ghebreyesus afirmou ontem que teve “encontros francos” com o Presidente chinês, Xi Jinping, que colocou em prática “uma resposta nacional monumental”. Na terça-feira, a OMS anunciou o envio de especialistas internacionais para a China.
A emergência de saúde pública internacional foi declarada para as epidemias da gripe H1N1, em 2009, dos vírus Zika, em 2016, pólio, em 2014, e do Ébola, que atingiu uma parte da África Ocidental, de 2014 a 2016, e a República Democrática do Congo, em 2018.
O número de casos de infeção pelo novo coronavírus, designado provisoriamente pela OMS como “2019-nCoV”, ultrapassa a cifra de contágios verificada com a epidemia da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), causada por um outro coronavírus, mas igualmente detetada na China e que se estendeu a outros países, em 2002 e 2003.
A SARS infectou 5.327 pessoas na China e provocou 774 mortos no mundo, incluindo 349 na China continental.

30 Jan 2020

Wuhan | Estudo genético confirma que transmissão aos humanos terá origem em animal selvagem

[dropcap]U[/dropcap]m estudo genético ontem divulgado confirma que o novo coronavírus com origem na China terá sido transmitido aos humanos através de um animal selvagem, ainda desconhecido, que foi infectado por morcegos.

O estudo, conduzido por cientistas chineses, incluindo do Centro de Prevenção e Controlo da Doença da China, analisou o genoma do coronavírus de nove doentes diagnosticados com pneumonia viral, na cidade de Wuhan, onde começou o surto em dezembro.

O trabalho, divulgado na publicação médica britânica The Lancet e que valida em laboratório uma tese assumida por especialistas, sugere que o novo coronavírus, designado provisoriamente pela Organização Mundial de Saúde como “2019-nCoV”, teve como hospedeiro inicial um morcego e foi transmitido às pessoas através de um animal selvagem, ainda desconhecido, que era vendido no mercado de animais vivos de Huanan, em Wuhan, capital da província de Hubei, no centro da China.

Embora com cautelas, os autores do estudo admitem que o novo coronavírus não é resultado de uma mutação genética de outro coronavírus, mas pode ter entrado nas células humanas da mesma forma que o coronavírus que causou a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), também identificada pela primeira vez na China, em 2002 e 2003.

Os investigadores analisaram amostras de genomas (informação genética) do “2019-nCoV” – oito sequências completas e duas parciais – recolhidas dos nove doentes com pneumonia viral. Oito dos pacientes frequentaram o mercado de Huanan, o restante esteve num hotel próximo antes de ficar doente.

De acordo com a equipa científica, as amostras das sequências genéticas são quase idênticas, pelo que o coronavírus terá emergido nos humanos muito recentemente e sido detetado rapidamente.

A China elevou hoje para 132 mortos e mais de 5.900 infectados o balanço de vítimas do novo coronavírus identificado no final do ano em Wuhan.

Além do território continental da China, foram reportados casos de infeção em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, Austrália, Canadá, Alemanha, França, Finlândia e Emirados Árabes Unidos.

A Organização Mundial de Saúde decidiu hoje voltar a convocar, na quinta-feira, o Comité de Emergência para determinar se o surto do novo coronavírus deve ser uma emergência de saúde pública internacional.

30 Jan 2020

Wuhan | Estudo genético confirma que transmissão aos humanos terá origem em animal selvagem

[dropcap]U[/dropcap]m estudo genético ontem divulgado confirma que o novo coronavírus com origem na China terá sido transmitido aos humanos através de um animal selvagem, ainda desconhecido, que foi infectado por morcegos.
O estudo, conduzido por cientistas chineses, incluindo do Centro de Prevenção e Controlo da Doença da China, analisou o genoma do coronavírus de nove doentes diagnosticados com pneumonia viral, na cidade de Wuhan, onde começou o surto em dezembro.
O trabalho, divulgado na publicação médica britânica The Lancet e que valida em laboratório uma tese assumida por especialistas, sugere que o novo coronavírus, designado provisoriamente pela Organização Mundial de Saúde como “2019-nCoV”, teve como hospedeiro inicial um morcego e foi transmitido às pessoas através de um animal selvagem, ainda desconhecido, que era vendido no mercado de animais vivos de Huanan, em Wuhan, capital da província de Hubei, no centro da China.
Embora com cautelas, os autores do estudo admitem que o novo coronavírus não é resultado de uma mutação genética de outro coronavírus, mas pode ter entrado nas células humanas da mesma forma que o coronavírus que causou a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), também identificada pela primeira vez na China, em 2002 e 2003.
Os investigadores analisaram amostras de genomas (informação genética) do “2019-nCoV” – oito sequências completas e duas parciais – recolhidas dos nove doentes com pneumonia viral. Oito dos pacientes frequentaram o mercado de Huanan, o restante esteve num hotel próximo antes de ficar doente.
De acordo com a equipa científica, as amostras das sequências genéticas são quase idênticas, pelo que o coronavírus terá emergido nos humanos muito recentemente e sido detetado rapidamente.
A China elevou hoje para 132 mortos e mais de 5.900 infectados o balanço de vítimas do novo coronavírus identificado no final do ano em Wuhan.
Além do território continental da China, foram reportados casos de infeção em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, Austrália, Canadá, Alemanha, França, Finlândia e Emirados Árabes Unidos.
A Organização Mundial de Saúde decidiu hoje voltar a convocar, na quinta-feira, o Comité de Emergência para determinar se o surto do novo coronavírus deve ser uma emergência de saúde pública internacional.

30 Jan 2020

Wuhan | Perito chinês diz que pico do surto deverá acontecer “entre uma semana a 10 dias”

[dropcap]O[/dropcap] pico do surto do novo coronavírus, detetado na China e que já fez mais de 100 mortos naquele país, deverá acontecer “entre uma semana a 10 dias”, antevê um especialista chinês citado hoje pelos ‘media’ estatais chineses.

“É difícil prever exactamente quando o pico será atingido. Mas deverá acontecer entre cerca de uma semana a 10 dias”, disse Zhong Nanshan, em declarações à agência noticiosa estatal Nova China (Xinhua), em relação ao novo coronavírus (2019-nCoV) que provoca doença respiratória potencialmente grave, como a pneumonia.

O mais recente balanço das autoridades chinesas dá conta de 106 mortos, todos verificados na China, e mais de 4.5000 pessoas infectadas, principalmente na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei (centro), onde o vírus foi identificado pela primeira vez.

Considerado um dos melhores especialistas chineses em doenças respiratórias, Zhong Nanshan tem sido frequentemente citado pelos ‘media’ chineses.

Por exemplo, na passada quinta-feira, o perito tinha previsto que o surto não deveria ter “um desenvolvimento de larga escala”.

Zhong Nanshan ganhou reputação por ter ajudado a conter a epidemia da síndrome respiratória aguda grave (SARS) em 2002 e 2003, que matou 774 pessoas em todo o mundo, dos quais 648 na China, incluindo em Hong Kong.

Nas declarações hoje divulgadas pela Xinhua, o especialista indicou que, apesar da inexistência neste momento de uma vacina, “a taxa de mortalidade [associada ao novo coronavírus] deve continuar a baixar” por causa dos esforços das equipas médicas.

Mas ainda existem muitas interrogações sobre esta nova estirpe, nomeadamente sobre as vias de transmissão.

Zeng Guang, chefe de epidemiologia do centro chinês de controlo e de prevenção de doenças, indicou hoje que “em comparação com a SARS, o novo coronavírus foi realmente mais dissimulado”.

O vírus propagou-se rapidamente na zona de Wuhan, especialmente porque “nos casos com sintomas menos fortes, pode ser confundido como uma constipação clássica”, afirmou Zeng Guang, em declarações à televisão pública CCTV.

O epidemiologista acredita, no entanto, que a situação deve melhorar perante as previsões meteorológicas de aumento das temperaturas, uma vez que tal cenário “não é favorável ao desenvolvimento de doenças respiratórias infecciosas”.

Além do território continental da China, também foram reportados casos de infeção pelo novo coronavírus em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Alemanha, Austrália e Canadá.

As pessoas infectadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que demora entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detetado.

As autoridades chinesas, que já admitiram que a capacidade de propagação do novo vírus se reforçou, decretaram restrições drásticas de viagens em todo o país para tentar conter a propagação do surto, bem como anunciaram a construção em tempo recorde de hospitais em Wuhan e um reforço de 6.000 médicos para a província epicentro do coronavírus.

A par destas medidas e outras, a cidade de Wuhan está em quarentena e isolada do mundo desde a passada quinta-feira.

O Governo chinês decidiu prolongar o período de férias do Ano Novo Lunar, que deveria terminar na quinta-feira, para tentar limitar a movimentação da população.

29 Jan 2020

Wuhan | Perito chinês diz que pico do surto deverá acontecer "entre uma semana a 10 dias"

[dropcap]O[/dropcap] pico do surto do novo coronavírus, detetado na China e que já fez mais de 100 mortos naquele país, deverá acontecer “entre uma semana a 10 dias”, antevê um especialista chinês citado hoje pelos ‘media’ estatais chineses.
“É difícil prever exactamente quando o pico será atingido. Mas deverá acontecer entre cerca de uma semana a 10 dias”, disse Zhong Nanshan, em declarações à agência noticiosa estatal Nova China (Xinhua), em relação ao novo coronavírus (2019-nCoV) que provoca doença respiratória potencialmente grave, como a pneumonia.
O mais recente balanço das autoridades chinesas dá conta de 106 mortos, todos verificados na China, e mais de 4.5000 pessoas infectadas, principalmente na cidade de Wuhan, capital da província de Hubei (centro), onde o vírus foi identificado pela primeira vez.
Considerado um dos melhores especialistas chineses em doenças respiratórias, Zhong Nanshan tem sido frequentemente citado pelos ‘media’ chineses.
Por exemplo, na passada quinta-feira, o perito tinha previsto que o surto não deveria ter “um desenvolvimento de larga escala”.
Zhong Nanshan ganhou reputação por ter ajudado a conter a epidemia da síndrome respiratória aguda grave (SARS) em 2002 e 2003, que matou 774 pessoas em todo o mundo, dos quais 648 na China, incluindo em Hong Kong.
Nas declarações hoje divulgadas pela Xinhua, o especialista indicou que, apesar da inexistência neste momento de uma vacina, “a taxa de mortalidade [associada ao novo coronavírus] deve continuar a baixar” por causa dos esforços das equipas médicas.
Mas ainda existem muitas interrogações sobre esta nova estirpe, nomeadamente sobre as vias de transmissão.
Zeng Guang, chefe de epidemiologia do centro chinês de controlo e de prevenção de doenças, indicou hoje que “em comparação com a SARS, o novo coronavírus foi realmente mais dissimulado”.
O vírus propagou-se rapidamente na zona de Wuhan, especialmente porque “nos casos com sintomas menos fortes, pode ser confundido como uma constipação clássica”, afirmou Zeng Guang, em declarações à televisão pública CCTV.
O epidemiologista acredita, no entanto, que a situação deve melhorar perante as previsões meteorológicas de aumento das temperaturas, uma vez que tal cenário “não é favorável ao desenvolvimento de doenças respiratórias infecciosas”.
Além do território continental da China, também foram reportados casos de infeção pelo novo coronavírus em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Alemanha, Austrália e Canadá.
As pessoas infectadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que demora entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detetado.
As autoridades chinesas, que já admitiram que a capacidade de propagação do novo vírus se reforçou, decretaram restrições drásticas de viagens em todo o país para tentar conter a propagação do surto, bem como anunciaram a construção em tempo recorde de hospitais em Wuhan e um reforço de 6.000 médicos para a província epicentro do coronavírus.
A par destas medidas e outras, a cidade de Wuhan está em quarentena e isolada do mundo desde a passada quinta-feira.
O Governo chinês decidiu prolongar o período de férias do Ano Novo Lunar, que deveria terminar na quinta-feira, para tentar limitar a movimentação da população.

29 Jan 2020

Wuhan | Centro europeu admite ser “provável” mais casos na UE além de França e Alemanha

[dropcap]O[/dropcap] Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças admitiu ontem como “provável” surgirem mais casos de coronavírus chinês importados para a União Europeia (UE), além de França e Alemanha, mas manteve o risco de contágio no nível ‘moderado’.

“Nesta fase do surto […], é provável que haja mais casos importados para a Europa”, indica o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC, sigla inglesa) num comunicado hoje divulgado.

De acordo com esta entidade, pode esperar-se “uma transmissão local e limitada” na UE, mas isso “não altera o quadro geral para a Europa, nem altera a avaliação de que atualmente existe uma probabilidade ‘moderada’” de contágio.

“À medida que mais casos são relatados globalmente, isso também aumenta a probabilidade de casos” na UE, mas estes são aumentos “esporádicos”, assegura a ECDC.

Ainda assim, este centro europeu volta a apelar aos Estados-membros da UE que adotem “medidas oportunas e rigorosas de prevenção e controlo de infeções”, isto com o “fim de evitar uma maior disseminação na comunidade e nos serviços de saúde”.

Também hoje, foi anunciado que a UE vai enviar dois aviões, entre quarta e sexta-feira, à região chinesa de Wuhan que vão repatriar, devido ao coronavírus, 250 franceses e outros 100 cidadãos europeus que o solicitem, independentemente da nacionalidade.

A China elevou para 106 mortos e mais de 4.000 infectados o balanço do novo coronavírus detetado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

As autoridades de Pequim confirmaram a primeira morte na capital chinesa de uma pessoa infectada pelo novo coronavírus (2019-nCoV), um homem de 50 anos que esteve na cidade de Wuhan, em 08 de janeiro.

Um primeiro caso confirmado na Alemanha de contaminação com este vírus foi registado esta segunda-feira, o segundo país afetado da Europa, depois de França.

Além do território continental da China, também foram reportados casos de infeção em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Alemanha, Austrália e Canadá.

As autoridades chinesas admitiram que a capacidade de propagação do vírus se reforçou. As pessoas infectadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que demora entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detectado.

29 Jan 2020

Wuhan | Centro europeu admite ser “provável” mais casos na UE além de França e Alemanha

[dropcap]O[/dropcap] Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças admitiu ontem como “provável” surgirem mais casos de coronavírus chinês importados para a União Europeia (UE), além de França e Alemanha, mas manteve o risco de contágio no nível ‘moderado’.
“Nesta fase do surto […], é provável que haja mais casos importados para a Europa”, indica o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC, sigla inglesa) num comunicado hoje divulgado.
De acordo com esta entidade, pode esperar-se “uma transmissão local e limitada” na UE, mas isso “não altera o quadro geral para a Europa, nem altera a avaliação de que atualmente existe uma probabilidade ‘moderada’” de contágio.
“À medida que mais casos são relatados globalmente, isso também aumenta a probabilidade de casos” na UE, mas estes são aumentos “esporádicos”, assegura a ECDC.
Ainda assim, este centro europeu volta a apelar aos Estados-membros da UE que adotem “medidas oportunas e rigorosas de prevenção e controlo de infeções”, isto com o “fim de evitar uma maior disseminação na comunidade e nos serviços de saúde”.
Também hoje, foi anunciado que a UE vai enviar dois aviões, entre quarta e sexta-feira, à região chinesa de Wuhan que vão repatriar, devido ao coronavírus, 250 franceses e outros 100 cidadãos europeus que o solicitem, independentemente da nacionalidade.
A China elevou para 106 mortos e mais de 4.000 infectados o balanço do novo coronavírus detetado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).
As autoridades de Pequim confirmaram a primeira morte na capital chinesa de uma pessoa infectada pelo novo coronavírus (2019-nCoV), um homem de 50 anos que esteve na cidade de Wuhan, em 08 de janeiro.
Um primeiro caso confirmado na Alemanha de contaminação com este vírus foi registado esta segunda-feira, o segundo país afetado da Europa, depois de França.
Além do território continental da China, também foram reportados casos de infeção em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Alemanha, Austrália e Canadá.
As autoridades chinesas admitiram que a capacidade de propagação do vírus se reforçou. As pessoas infectadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que demora entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detectado.

29 Jan 2020

Wuhan | Ministra da Saúde de Portugal diz que hospitais estão preparados para eventual epidemia

[dropcap]A[/dropcap] ministra da Saúde, Marta Temido, assegurou ontem que os hospitais portugueses estão preparados para lidar com uma eventual epidemia de coronavírus e que a situação está a ser tratada de forma “tranquila, mas rigorosa”.

“Se houver alguma situação que ultrapasse aquilo que estamos agora a preparar temos dispositivos que nos permitem responder a todas as necessidades”, afirmou a ministra em declarações a jornalistas, em Sintra, à margem de uma reunião sobre os investimentos neste concelho na área da saúde.

“Temos acompanhado a evolução da situação com tranquilidade, mas com grande rigor e seguindo sempre com muito cuidado aquilo que são as diretrizes internacionais. Essa é a melhor forma de nos proteger a todos”, sublinhou.

Relativamente à retirada dos portugueses da cidade chinesa de Wuhan, onde teve origem o surto do novo vírus, que provoca pneumonias, Marta Temido explicou que aquilo que as autoridades farão à chegada “é a aplicação dos protocolos que estão definidos pela Organização Mundial de Saúde”.

“É necessário avaliar se as pessoas embarcam já num contexto de algum sintoma, se durante o voo acontece algum sintoma ou se à chegada há algum sintoma. Aquilo que iremos fazer a aplicação rigorosa dos protocolos”, reiterou.

O Governo português quer retirar por via aérea os portugueses retidos em Wuhan, cidade que, entretanto, foi colocada em quarentena.

Num comunicado dirigido aos cerca de 20 cidadãos nacionais que residem na cidade, a embaixada portuguesa esclareceu na segunda-feira que iniciou “de imediato todos os passos” para proceder à retirada, recorrendo a um avião civil fretado, que leve estes portugueses “diretamente para Portugal”.

A China elevou para 106 mortos e mais de 4.500 infectados o balanço do novo coronavírus detetado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

As autoridades de Pequim confirmaram a primeira morte na capital chinesa de uma pessoa infectada pelo novo coronavírus (2019-nCoV), um homem de 50 anos que esteve na cidade de Wuhan, em 08 de janeiro.

Um primeiro caso confirmado de contaminação com este vírus foi registado na Alemanha esta segunda-feira, o segundo país afetado da Europa, depois de França.

Além do território continental da China, também foram reportados casos de infeção em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Alemanha, Austrália e Canadá.

As autoridades chinesas admitiram que a capacidade de propagação do vírus se reforçou.

As pessoas infectadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que demora entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detetado.

Os sintomas associados à infeção causada pelo coronavírus com o nome provisório de 2019-nCoV são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, como falta de ar.

29 Jan 2020

Wuhan | Ministra da Saúde de Portugal diz que hospitais estão preparados para eventual epidemia

[dropcap]A[/dropcap] ministra da Saúde, Marta Temido, assegurou ontem que os hospitais portugueses estão preparados para lidar com uma eventual epidemia de coronavírus e que a situação está a ser tratada de forma “tranquila, mas rigorosa”.
“Se houver alguma situação que ultrapasse aquilo que estamos agora a preparar temos dispositivos que nos permitem responder a todas as necessidades”, afirmou a ministra em declarações a jornalistas, em Sintra, à margem de uma reunião sobre os investimentos neste concelho na área da saúde.
“Temos acompanhado a evolução da situação com tranquilidade, mas com grande rigor e seguindo sempre com muito cuidado aquilo que são as diretrizes internacionais. Essa é a melhor forma de nos proteger a todos”, sublinhou.
Relativamente à retirada dos portugueses da cidade chinesa de Wuhan, onde teve origem o surto do novo vírus, que provoca pneumonias, Marta Temido explicou que aquilo que as autoridades farão à chegada “é a aplicação dos protocolos que estão definidos pela Organização Mundial de Saúde”.
“É necessário avaliar se as pessoas embarcam já num contexto de algum sintoma, se durante o voo acontece algum sintoma ou se à chegada há algum sintoma. Aquilo que iremos fazer a aplicação rigorosa dos protocolos”, reiterou.
O Governo português quer retirar por via aérea os portugueses retidos em Wuhan, cidade que, entretanto, foi colocada em quarentena.
Num comunicado dirigido aos cerca de 20 cidadãos nacionais que residem na cidade, a embaixada portuguesa esclareceu na segunda-feira que iniciou “de imediato todos os passos” para proceder à retirada, recorrendo a um avião civil fretado, que leve estes portugueses “diretamente para Portugal”.
A China elevou para 106 mortos e mais de 4.500 infectados o balanço do novo coronavírus detetado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).
As autoridades de Pequim confirmaram a primeira morte na capital chinesa de uma pessoa infectada pelo novo coronavírus (2019-nCoV), um homem de 50 anos que esteve na cidade de Wuhan, em 08 de janeiro.
Um primeiro caso confirmado de contaminação com este vírus foi registado na Alemanha esta segunda-feira, o segundo país afetado da Europa, depois de França.
Além do território continental da China, também foram reportados casos de infeção em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Alemanha, Austrália e Canadá.
As autoridades chinesas admitiram que a capacidade de propagação do vírus se reforçou.
As pessoas infectadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que demora entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detetado.
Os sintomas associados à infeção causada pelo coronavírus com o nome provisório de 2019-nCoV são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, como falta de ar.

29 Jan 2020

Turista chinês é o quarto caso confirmado de coronavírus em França

[dropcap]U[/dropcap]m turista chinês octogenário que se encontra “num estado clínico grave” é o quarto caso de contaminação pelo novo coronavírus confirmado em França, divulgou ontem o Director-geral de Saúde francês.

Numa conferência de imprensa, Jérôme Salomon precisou que o homem é oriundo da província de Hubei (centro da China), onde fica Wuhan, cidade com 11 milhões de habitantes onde o novo vírus foi identificado pela primeira vez.

Segundo o responsável, o octogenário apresentava sintomas graves, encontrando-se nos cuidados intensivos num hospital de Paris.

As autoridades francesas estão a tentar localizar as pessoas que terão tido contacto com o turista chinês desde que este chegou a França.

Jérôme Salomon acrescentou que as autoridades estão a reforçar as medidas de vigilância a pessoas que chegaram recentemente da província epicentro do coronavírus.

Três outras pessoas já estavam hospitalizadas em França com o novo coronavírus (2019-nCoV) que provoca doença respiratória potencialmente grave, como a pneumonia.

Os casos franceses foram os primeiros a serem relatados na Europa.

O mais recente balanço das autoridades chinesas dá conta de 106 mortos, todos verificados na China, e mais de 4.5000 pessoas infectadas, principalmente na cidade de Wuhan.

Além do território continental da China, também foram reportados casos de infeção pelo novo coronavírus em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Alemanha, Austrália e Canadá.

Após um pedido de França, a União Europeia (UE) informou hoje que vai enviar dois aviões, entre quarta e sexta-feira, à região chinesa de Wuhan para repatriar 250 franceses e outros 100 cidadãos europeus que o solicitem, “independentemente da nacionalidade”.

29 Jan 2020

Wuhan | Um alemão e um japonês contaminados sem terem estado na China

[dropcap]A[/dropcap]s autoridades de saúde confirmaram hoje a existência de dois casos, um na Alemanha e outro no Japão, de doentes com coronavírus que não estiveram na China, tendo sido infectados nos seus países por doentes que estiveram em Wuhan.

Segundo as autoridades de saúde do Estado da Baviera, na Alemanha, o doente alemão – o primeiro europeu infectado pelo vírus sem ter estado na China – foi hoje hospitalizado.

O homem tem 33 anos e trabalha para um fornecedor de automóveis na Baviera, tendo sido infectado em Janeiro por uma colega que foi da China para a Alemanha para fazer uma formação durante alguns dias, adiantaram as autoridades sanitárias.

A funcionária chinesa esteve entre 19 e 22 de janeiro na Alemanha e, ao regressar ao seu país, “sentiu-se mal”, contou o director do Serviço de Saúde da Baviera, Andreas Zapf.

A mulher foi de imediato diagnosticada como caso positivo de coronavírus e, entretanto, um dos funcionários da empresa da Baviera que havia participado na formação, apresentou também sintomas de gripe, acabando por ser confirmado como um caso positivo.

Até agora nenhum outro caso suspeito foi relatado na Alemanha, mas as autoridades estão a avaliar 40 pessoas que entraram em contacto com os dois funcionários infectados, dentro ou fora da empresa.

Um outro caso de contaminação no próprio solo aconteceu no Japão. As autoridades japonesas anunciaram hoje um caso do vírus num homem que não visitou a China, mas transportou turistas de Wuhan, cidade onde o coronavírus teve origem.

O homem, de 60 anos, vive na cidade turística de Narra, e transportou, este mês, dois grupos de turistas de Wuhan num autocarro, tendo sido hospitalizado no sábado com sintomas de gripe, informou o Ministério da Saúde do Japão.

A China elevou para 106 mortos e mais de 4.000 infectados o balanço do novo coronavírus detectado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

As autoridades de Pequim confirmaram a primeira morte na capital chinesa de uma pessoa infectada pelo novo coronavírus (2019-nCoV), um homem de 50 anos que esteve na cidade de Wuhan, em 8 de Janeiro.

Um primeiro caso confirmado de contaminação com este vírus foi registado na Alemanha esta segunda-feira, o segundo país afetado da Europa, depois de França.

Além do território continental da China, também foram reportados casos de infeção em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Alemanha, Austrália e Canadá. As autoridades chinesas admitiram que a capacidade de propagação do vírus se reforçou.

As pessoas infectadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que demora entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detectado. O Governo chinês decidiu prolongar o período de férias do Ano Novo Lunar, que deveria terminar na quinta-feira, para tentar limitar a movimentação da população.

A região de Wuhan encontra-se em regime de quarentena, situação que afeta 56 milhões de pessoas. Alguns países, como Estados Unidos, Japão, França, Alemanha e Portugal, estão a preparar com as autoridades chinesas a retirada dos seus cidadãos de Wuhan, onde também se encontram duas dezenas de portugueses.

28 Jan 2020

Wuhan | Um alemão e um japonês contaminados sem terem estado na China

[dropcap]A[/dropcap]s autoridades de saúde confirmaram hoje a existência de dois casos, um na Alemanha e outro no Japão, de doentes com coronavírus que não estiveram na China, tendo sido infectados nos seus países por doentes que estiveram em Wuhan.
Segundo as autoridades de saúde do Estado da Baviera, na Alemanha, o doente alemão – o primeiro europeu infectado pelo vírus sem ter estado na China – foi hoje hospitalizado.
O homem tem 33 anos e trabalha para um fornecedor de automóveis na Baviera, tendo sido infectado em Janeiro por uma colega que foi da China para a Alemanha para fazer uma formação durante alguns dias, adiantaram as autoridades sanitárias.
A funcionária chinesa esteve entre 19 e 22 de janeiro na Alemanha e, ao regressar ao seu país, “sentiu-se mal”, contou o director do Serviço de Saúde da Baviera, Andreas Zapf.
A mulher foi de imediato diagnosticada como caso positivo de coronavírus e, entretanto, um dos funcionários da empresa da Baviera que havia participado na formação, apresentou também sintomas de gripe, acabando por ser confirmado como um caso positivo.
Até agora nenhum outro caso suspeito foi relatado na Alemanha, mas as autoridades estão a avaliar 40 pessoas que entraram em contacto com os dois funcionários infectados, dentro ou fora da empresa.
Um outro caso de contaminação no próprio solo aconteceu no Japão. As autoridades japonesas anunciaram hoje um caso do vírus num homem que não visitou a China, mas transportou turistas de Wuhan, cidade onde o coronavírus teve origem.
O homem, de 60 anos, vive na cidade turística de Narra, e transportou, este mês, dois grupos de turistas de Wuhan num autocarro, tendo sido hospitalizado no sábado com sintomas de gripe, informou o Ministério da Saúde do Japão.
A China elevou para 106 mortos e mais de 4.000 infectados o balanço do novo coronavírus detectado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).
As autoridades de Pequim confirmaram a primeira morte na capital chinesa de uma pessoa infectada pelo novo coronavírus (2019-nCoV), um homem de 50 anos que esteve na cidade de Wuhan, em 8 de Janeiro.
Um primeiro caso confirmado de contaminação com este vírus foi registado na Alemanha esta segunda-feira, o segundo país afetado da Europa, depois de França.
Além do território continental da China, também foram reportados casos de infeção em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Alemanha, Austrália e Canadá. As autoridades chinesas admitiram que a capacidade de propagação do vírus se reforçou.
As pessoas infectadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que demora entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detectado. O Governo chinês decidiu prolongar o período de férias do Ano Novo Lunar, que deveria terminar na quinta-feira, para tentar limitar a movimentação da população.
A região de Wuhan encontra-se em regime de quarentena, situação que afeta 56 milhões de pessoas. Alguns países, como Estados Unidos, Japão, França, Alemanha e Portugal, estão a preparar com as autoridades chinesas a retirada dos seus cidadãos de Wuhan, onde também se encontram duas dezenas de portugueses.

28 Jan 2020

Portugueses em Wuhan “estão saudáveis” e protocolos de saúde para os retirar são precaução

[dropcap]A[/dropcap] directora-geral da Saúde disse na segunda-feira que os portugueses a viver em Wuhan, a cidade chinesa de onde é originário o novo coronavírus, “estão saudáveis” e estão previstos protocolos de saúde para uma eventual retirada desses cidadãos.

“À partida, tanto quanto sabemos, eles [os cidadãos portugueses a viver em Wuhan, na China] não estão com sintomas, nem com sinais de doença. Estão saudáveis e estão bem. Virão [para Portugal] como qualquer outro passageiro assintomático”, afirmou à agência Lusa Graça Freitas.

O Governo português quer retirar por via aérea os portugueses retidos em Wuhan, cidade que, entretanto, foi colocada em quarentena.

Num comunicado dirigido aos cerca de 20 cidadãos nacionais que residem na cidade, a embaixada portuguesa esclareceu na segunda-feira que iniciou “de imediato todos os passos” para proceder à retirada, recorrendo a um avião civil fretado, que leve estes portugueses “diretamente para Portugal”.

Graça Freitas explicou que, “como eles vêm do epicentro da doença”, à chegada a Portugal será feita uma “pequena história clínica, para perceber se estiveram em contacto com doentes” infectados com o novo coronavírus ou se estiveram em contacto com animais.

“[Se estes cidadãos não apresentarem sintomas] ficamos a saber para onde vão, ficamos com o contacto deles, damos o contacto das autoridades de saúde da área de residência para, se nos próximos dias desenvolverem sintomatologia, poderem contactar essa autoridade de saúde”, prosseguiu a responsável da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Na eventualidade de algum destes portugueses desenvolverem sintomas, deverão contactar as autoridades de saúde recomendadas pela DGS, indicar se tiveram contacto com outras pessoas fora da residência, com doentes ou animais e poderá também ser pedida “alguma precaução de isolamento social”.

Graça Freitas explicou ainda que haverá protocolos de saúde completamente diferentes se “eles estiverem doentes já lá [em Wuhan]” ou se exibirem sintomas a bordo do avião.

“Podem embarcar lá sem sinais, nem sintomas e desenvolver os sinais e sintomas a bordo. Também há um protocolo para isso”, referiu, esclarecendo que tal passará por o comandante do avião alertar as autoridades de saúde em terra e esses doentes serem retirados.

Situada no centro da China, a cidade de Wuhan foi colocada na semana passada sob uma quarentena de facto, com saídas e entradas interditas pelas autoridades durante período indefinido, apanhando os residentes de surpresa.

O Governo português estudou inicialmente uma retirada via terrestre para Xangai, no leste da China, de onde os portugueses voariam para Portugal.

No entanto, a passagem por terra necessitaria das autorizações das províncias que separam Hubei de Xangai, o que “levaria mais tempo que o previsto a ser obtido” e exigiria que os cidadãos portugueses fossem colocados sob quarentena num desses territórios antes de saírem da China.

O Governo português equaciona ainda realizar aquela operação em conjunto com os esforços de evacuação de outros países da União Europeia, dentro do mecanismo de solidariedade europeu, previsto para este tipo de situações.

Pelo menos 81 pessoas morreram e mais de 2.700 foram infectadas pelo novo coronavírus.

A doença foi identificada como um novo tipo de coronavírus, semelhante à pneumonia atípica, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que entre 2002 e 2003 matou 650 pessoas na China continental e em Hong Kong.

Os sintomas associados à infeção causada pelo coronavírus com o nome provisório de 2019-nCoV são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, como falta de ar.

28 Jan 2020

Portugueses em Wuhan "estão saudáveis" e protocolos de saúde para os retirar são precaução

[dropcap]A[/dropcap] directora-geral da Saúde disse na segunda-feira que os portugueses a viver em Wuhan, a cidade chinesa de onde é originário o novo coronavírus, “estão saudáveis” e estão previstos protocolos de saúde para uma eventual retirada desses cidadãos.
“À partida, tanto quanto sabemos, eles [os cidadãos portugueses a viver em Wuhan, na China] não estão com sintomas, nem com sinais de doença. Estão saudáveis e estão bem. Virão [para Portugal] como qualquer outro passageiro assintomático”, afirmou à agência Lusa Graça Freitas.
O Governo português quer retirar por via aérea os portugueses retidos em Wuhan, cidade que, entretanto, foi colocada em quarentena.
Num comunicado dirigido aos cerca de 20 cidadãos nacionais que residem na cidade, a embaixada portuguesa esclareceu na segunda-feira que iniciou “de imediato todos os passos” para proceder à retirada, recorrendo a um avião civil fretado, que leve estes portugueses “diretamente para Portugal”.
Graça Freitas explicou que, “como eles vêm do epicentro da doença”, à chegada a Portugal será feita uma “pequena história clínica, para perceber se estiveram em contacto com doentes” infectados com o novo coronavírus ou se estiveram em contacto com animais.
“[Se estes cidadãos não apresentarem sintomas] ficamos a saber para onde vão, ficamos com o contacto deles, damos o contacto das autoridades de saúde da área de residência para, se nos próximos dias desenvolverem sintomatologia, poderem contactar essa autoridade de saúde”, prosseguiu a responsável da Direção-Geral da Saúde (DGS).
Na eventualidade de algum destes portugueses desenvolverem sintomas, deverão contactar as autoridades de saúde recomendadas pela DGS, indicar se tiveram contacto com outras pessoas fora da residência, com doentes ou animais e poderá também ser pedida “alguma precaução de isolamento social”.
Graça Freitas explicou ainda que haverá protocolos de saúde completamente diferentes se “eles estiverem doentes já lá [em Wuhan]” ou se exibirem sintomas a bordo do avião.
“Podem embarcar lá sem sinais, nem sintomas e desenvolver os sinais e sintomas a bordo. Também há um protocolo para isso”, referiu, esclarecendo que tal passará por o comandante do avião alertar as autoridades de saúde em terra e esses doentes serem retirados.
Situada no centro da China, a cidade de Wuhan foi colocada na semana passada sob uma quarentena de facto, com saídas e entradas interditas pelas autoridades durante período indefinido, apanhando os residentes de surpresa.
O Governo português estudou inicialmente uma retirada via terrestre para Xangai, no leste da China, de onde os portugueses voariam para Portugal.
No entanto, a passagem por terra necessitaria das autorizações das províncias que separam Hubei de Xangai, o que “levaria mais tempo que o previsto a ser obtido” e exigiria que os cidadãos portugueses fossem colocados sob quarentena num desses territórios antes de saírem da China.
O Governo português equaciona ainda realizar aquela operação em conjunto com os esforços de evacuação de outros países da União Europeia, dentro do mecanismo de solidariedade europeu, previsto para este tipo de situações.
Pelo menos 81 pessoas morreram e mais de 2.700 foram infectadas pelo novo coronavírus.
A doença foi identificada como um novo tipo de coronavírus, semelhante à pneumonia atípica, ou Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), que entre 2002 e 2003 matou 650 pessoas na China continental e em Hong Kong.
Os sintomas associados à infeção causada pelo coronavírus com o nome provisório de 2019-nCoV são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, como falta de ar.

28 Jan 2020

Confirmada primeira morte em Pequim por causa do coronavírus

[dropcap]A[/dropcap]s autoridades de Pequim confirmaram ontem a primeira morte na capital chinesa de uma pessoa infectada pelo novo coronavírus (2019-nCoV), estirpe detetada na China e que já causou várias dezenas de vítimas mortais naquele país.

A vítima mortal é um homem de 50 anos que esteve na cidade de Wuhan, centro do surto do novo coronavírus, no passado dia 08 de janeiro, segundo o comité de saúde pública de Pequim, que precisou que o paciente morreu hoje devido a uma insuficiência respiratória.

A mesma fonte explicou que o homem começou a apresentar sintomas, nomeadamente febre, após de ter regressado a Pequim, sete dias depois.

A China tinha elevado hoje para 80 mortos – antes de ser anunciado este caso em Pequim – e mais de 2.700 infectados o balanço de vítimas do novo coronavírus detetado no final do ano em Wuhan, capital da província de Hubei (centro).

Entre os casos de infeção referenciados até à data pelas autoridades, 80 foram registados em Pequim, cidade com 20 milhões de habitantes.

Além do território continental da China, também foram reportados casos de infeção em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Camboja, Nepal, Malásia, França, Austrália e Canadá.

As autoridades chinesas, que já admitiram que a capacidade de propagação do vírus se reforçou, decretaram restrições drásticas de viagens em todo o país para tentar conter a propagação do surto.

Wuhan, cidade com 11 milhões de habitantes, está em quarentena e isolada do mundo desde a passada quinta-feira.

A maioria das lojas de comércio em Wuhan está encerrada e está proibida a circulação de veículos não essenciais.

Pequim, por sua vez, interrompeu a circulação de autocarros de longa duração de ou para a capital chinesa.

28 Jan 2020

China envia quase 6.000 médicos para Hubei para reforçar luta contra surto

[dropcap]A[/dropcap] China enviou quase 6.000 médicos de todo o país para a província de Hubei para reforçarem a luta contra o novo surto de coronavírus, disse hoje uma autoridade de saúde.

Um total de 4.130 médicos, integrados em 30 equipas, já chegaram e começaram a trabalhar, disse Jiao Yahui, um responsável da Comissão Nacional de Saúde, durante uma conferência de imprensa realizada em Pequim, acrescentando que mais 1.800 chegarão até o final do dia de hoje. As primeiras equipas foram enviadas da cidade de Xangai e da província de Guangdong na sexta-feira.

A China elevou hoje para 106 o número de mortos causados pelo coronavírus detetado em Wuhan, tendo sido detetados quase 1.300 novos casos, o que aumenta o balanço para mais de 4.000 infectados.

As autoridades de saúde da província central de Hubei, onde a epidemia começou, disseram que o vírus matou mais 24 pessoas e infectou 1.291, aumentando o número de pacientes confirmados para mais de 4.000 na China.

As autoridades de Pequim já tinham confirmado a primeira morte na capital chinesa de uma pessoa infectada pelo novo coronavírus (2019-nCoV), um homem de 50 anos que esteve na cidade de Wuhan, em 08 de janeiro.

Além do território continental da China, também foram reportados casos de infeção em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Alemanha, Austrália e Canadá.

Alguns países, como Estados Unidos, França, Alemanha e Portugal estão a preparar com as autoridades chinesas a retirada dos seus cidadãos de Wuhan, onde também se encontram duas dezenas de portugueses. O Japão anunciou que vai enviar ainda hoje um avião para retirar cerca de 200 nacionais daquela cidade chinesa.

As autoridades chinesas admitiram que a capacidade de propagação do vírus se reforçou.

As pessoas infectadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que demora entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detetado.

O Governo decidiu prolongar o período de férias do Ano Novo Lunar, que deveria terminar na quinta-feira, para tentar limitar a movimentação da população.

28 Jan 2020

Epidemia de Wuhan | Primeiro caso detectado no Canadá

[dropcap]A[/dropcap]s autoridades médicas do Canadá anunciaram no sábado que foi detectado em Toronto o primeiro caso do novo coronavírus responsável pelo surto infeccioso na cidade chinesa de Whuan, que já provocou a morte de dezenas de pessoas na China.

O doente, um homem com cerca de 50 anos, esteve na cidade chinesa de Wuhan, onde esta nova infeção surgiu em Dezembro. Regressou ao Canadá em 22 de janeiro e foi hospitalizado no hospital Sunnybrook de Toronto no dia seguinte.

Em conferência de imprensa em Ontário, os responsáveis locais referiram que os exames realizados no doente revelaram a presença do coronavírus designado 2019-nCoV pela Organização Mundial de Saúde.

Em comunicado, a unidade hospitalar referiu que o doente foi imediatamente isolado e adoptadas todas as precauções para o pessoal e outros doentes. Foi ainda referido que foi confirmado o diagnóstico do novo coronavírus.

As autoridades assinalaram, no entanto, que aguardam novos exames realizados no Laboratório Nacional de Microbiologia do Canadá para confirmar em definitivo o diagnóstico.

No sábado, o Governo chinês anunciou que o número de mortos devido ao novo coronavírus detetado na China aumentou para 54, para além do surgimento de mais de 300 novos casos.

Na província de Hubei foram registados 13 novos óbitos devido à epidemia viral, elevando o balanço para 54 mortos, e 323 novos casos de infeções por coronavírus foram confirmados, anunciaram no domingo as autoridades.

Os últimos dados de Hubei, epicentro do contágio, elevam para 1.610 o número total de casos de infeções confirmadas no conjunto do país, de acordo com as informações do Governo central.

O novo coronavírus foi detetado na cidade chinesa de Wuhan (centro) no final de 2019.

O Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) tinha informado hoje que foram reportados 1.350 casos laboratorialmente confirmados de infeção desde 31 de dezembro, maioritariamente na China, incluindo 15 profissionais de saúde.

Além da China, Macau e Hong Kong, estão confirmados casos de infeção em Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França e Austrália.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) reportou o primeiro caso suspeito de infeção de um homem que regressou de Wuhan no sábado, e que foi internado no Hospital Curry Cabral, em Lisboa.

Todos os casos reportados fora da China referem história recente de viagem a Wuhan, segundo a ECDC.

O organismo europeu considera baixa a possibilidade de transmissão secundária no espaço da União Europeia, “desde que sejam cumpridas as práticas de prevenção e controlo de infeção relacionadas com um eventual caso importado”.

As autoridades chinesas alertaram que o país está no ponto “mais crítico” no que toca à prevenção e controlo do vírus, cancelaram as celebrações do Ano Lunar do Rato e colocaram em quarentena 13 cidades.

Os sintomas associados à infeção causada pelo novo coronavírus (denominado provisoriamente 2019-nCoV) são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, incluindo falta de ar.

26 Jan 2020

Epidemia de Wuhan | Primeiro caso detectado no Canadá

[dropcap]A[/dropcap]s autoridades médicas do Canadá anunciaram no sábado que foi detectado em Toronto o primeiro caso do novo coronavírus responsável pelo surto infeccioso na cidade chinesa de Whuan, que já provocou a morte de dezenas de pessoas na China.
O doente, um homem com cerca de 50 anos, esteve na cidade chinesa de Wuhan, onde esta nova infeção surgiu em Dezembro. Regressou ao Canadá em 22 de janeiro e foi hospitalizado no hospital Sunnybrook de Toronto no dia seguinte.
Em conferência de imprensa em Ontário, os responsáveis locais referiram que os exames realizados no doente revelaram a presença do coronavírus designado 2019-nCoV pela Organização Mundial de Saúde.
Em comunicado, a unidade hospitalar referiu que o doente foi imediatamente isolado e adoptadas todas as precauções para o pessoal e outros doentes. Foi ainda referido que foi confirmado o diagnóstico do novo coronavírus.
As autoridades assinalaram, no entanto, que aguardam novos exames realizados no Laboratório Nacional de Microbiologia do Canadá para confirmar em definitivo o diagnóstico.
No sábado, o Governo chinês anunciou que o número de mortos devido ao novo coronavírus detetado na China aumentou para 54, para além do surgimento de mais de 300 novos casos.
Na província de Hubei foram registados 13 novos óbitos devido à epidemia viral, elevando o balanço para 54 mortos, e 323 novos casos de infeções por coronavírus foram confirmados, anunciaram no domingo as autoridades.
Os últimos dados de Hubei, epicentro do contágio, elevam para 1.610 o número total de casos de infeções confirmadas no conjunto do país, de acordo com as informações do Governo central.
O novo coronavírus foi detetado na cidade chinesa de Wuhan (centro) no final de 2019.
O Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) tinha informado hoje que foram reportados 1.350 casos laboratorialmente confirmados de infeção desde 31 de dezembro, maioritariamente na China, incluindo 15 profissionais de saúde.
Além da China, Macau e Hong Kong, estão confirmados casos de infeção em Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França e Austrália.
Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) reportou o primeiro caso suspeito de infeção de um homem que regressou de Wuhan no sábado, e que foi internado no Hospital Curry Cabral, em Lisboa.
Todos os casos reportados fora da China referem história recente de viagem a Wuhan, segundo a ECDC.
O organismo europeu considera baixa a possibilidade de transmissão secundária no espaço da União Europeia, “desde que sejam cumpridas as práticas de prevenção e controlo de infeção relacionadas com um eventual caso importado”.
As autoridades chinesas alertaram que o país está no ponto “mais crítico” no que toca à prevenção e controlo do vírus, cancelaram as celebrações do Ano Lunar do Rato e colocaram em quarentena 13 cidades.
Os sintomas associados à infeção causada pelo novo coronavírus (denominado provisoriamente 2019-nCoV) são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, incluindo falta de ar.

26 Jan 2020

Epidemia de Wuhan | Caso sob observação em Lisboa com resultado negativo

[dropcap]A[/dropcap] Direção-Geral da Saúde (DGS) informou hoje que o caso suspeito de infeção por novo coronavírus, em observação em Lisboa, foi negativo, após realização de análises.

“A Direção-Geral da Saúde (DGS) informa que o primeiro caso suspeito de infeção por novo Coronavírus (2019-nCoV) em Portugal foi negativo após realização de análises laboratoriais pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), com duas amostras biológicas negativas”, pode ler-se no comunicado hoje divulgado pela DGS.

Um homem regressado da China no sábado estava sob observação no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, por suspeita de infeção pelo novo vírus detetado naquele país.

“A DGS mantém-se atenta e a acompanhar a situação, em articulação permanente com instituições/organizações nacionais e internacionais para adoção de medidas a nível nacional e em consonância com as recomendações que forem sendo emitidas” pela Organização Mundial de Saúde e pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), segundo o comunicado hoje divulgado.

A entidade dirigida por Graça Freitas afirma ainda que “já foi publicada no ‘site’ da DGS uma orientação sobre o novo Coronavírus (2019-nCoV), com os procedimentos a adotar pelos profissionais em caso de suspeita ou confirmação de caso de infeção”.

56 mortos na China

O número de mortos na China causado pelo novo coronovírus detetado em Wuhan, cidade de 11 milhões de habitantes e capital da província de Hubei, no centro do país, aumentou para 56, anunciou hoje a Comissão Nacional de Saúde chinesa. O balanço de infetados na China passou para 1.975 pessoas, das quais 324 estão em estado grave.

Além da China continental, há quase meia centena de infeções confirmadas em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Austrália e Canadá.

O Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) admitiu que a possibilidade de transmissão secundária no espaço da União Europeia é baixa, “desde que sejam cumpridas as práticas de prevenção e controlo de infeção relacionadas com um eventual caso importado”.

As autoridades chinesas alertaram que o país está no ponto “mais crítico” no que toca à prevenção e controlo do vírus, cancelaram as celebrações do Ano Lunar do Rato e colocaram em quarentena 13 cidades.

Os sintomas associados à infeção causada pelo coronavírus com o nome provisório de 2019-nCoV são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, como falta de ar.

A DGS recomenda a quem viaje para a China medidas como “seguir as recomendações das autoridades de saúde do país”, “evitar contacto próximo com pessoas que apresentem sinais ou sintomas de infeções respiratórias graves”, “lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto com pessoas doentes”, “evitar contacto com animais” ou “adotar medidas de etiqueta respiratória”.

Apoios a portugueses em Wuhan

Uma fonte do gabinete da secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, disse no sábado à Lusa que as autoridades portuguesas estão a cooperar com outros países europeus para reforçar o apoio aos cidadãos nacionais que se encontram em Wuhan e admitiu a possibilidade de serem retirados daquela cidade.

Um dos cenários, adiantou a mesma fonte, é o de retirar os portugueses daquela cidade, “se isso for viável à luz das regras de saúde pública”.

Duas dezenas de portugueses tinham sido referenciados na sexta-feira, pelo Governo, como residentes ou em visita a Wuhan, sendo que “14 pessoas estavam já registadas como residentes em Wuhan junto da embaixada de Portugal em Pequim”.

A embaixada tem remetido “para as recomendações formuladas no Portal das Comunidades Portuguesas”, cujo alerta recomenda aos viajantes que “reconsiderem a realização de deslocações não essenciais à China”.

26 Jan 2020

Epidemia de Wuhan | Caso sob observação em Lisboa com resultado negativo

[dropcap]A[/dropcap] Direção-Geral da Saúde (DGS) informou hoje que o caso suspeito de infeção por novo coronavírus, em observação em Lisboa, foi negativo, após realização de análises.
“A Direção-Geral da Saúde (DGS) informa que o primeiro caso suspeito de infeção por novo Coronavírus (2019-nCoV) em Portugal foi negativo após realização de análises laboratoriais pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), com duas amostras biológicas negativas”, pode ler-se no comunicado hoje divulgado pela DGS.
Um homem regressado da China no sábado estava sob observação no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, por suspeita de infeção pelo novo vírus detetado naquele país.
“A DGS mantém-se atenta e a acompanhar a situação, em articulação permanente com instituições/organizações nacionais e internacionais para adoção de medidas a nível nacional e em consonância com as recomendações que forem sendo emitidas” pela Organização Mundial de Saúde e pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), segundo o comunicado hoje divulgado.
A entidade dirigida por Graça Freitas afirma ainda que “já foi publicada no ‘site’ da DGS uma orientação sobre o novo Coronavírus (2019-nCoV), com os procedimentos a adotar pelos profissionais em caso de suspeita ou confirmação de caso de infeção”.

56 mortos na China

O número de mortos na China causado pelo novo coronovírus detetado em Wuhan, cidade de 11 milhões de habitantes e capital da província de Hubei, no centro do país, aumentou para 56, anunciou hoje a Comissão Nacional de Saúde chinesa. O balanço de infetados na China passou para 1.975 pessoas, das quais 324 estão em estado grave.
Além da China continental, há quase meia centena de infeções confirmadas em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Austrália e Canadá.
O Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) admitiu que a possibilidade de transmissão secundária no espaço da União Europeia é baixa, “desde que sejam cumpridas as práticas de prevenção e controlo de infeção relacionadas com um eventual caso importado”.
As autoridades chinesas alertaram que o país está no ponto “mais crítico” no que toca à prevenção e controlo do vírus, cancelaram as celebrações do Ano Lunar do Rato e colocaram em quarentena 13 cidades.
Os sintomas associados à infeção causada pelo coronavírus com o nome provisório de 2019-nCoV são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, como falta de ar.
A DGS recomenda a quem viaje para a China medidas como “seguir as recomendações das autoridades de saúde do país”, “evitar contacto próximo com pessoas que apresentem sinais ou sintomas de infeções respiratórias graves”, “lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto com pessoas doentes”, “evitar contacto com animais” ou “adotar medidas de etiqueta respiratória”.

Apoios a portugueses em Wuhan

Uma fonte do gabinete da secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, disse no sábado à Lusa que as autoridades portuguesas estão a cooperar com outros países europeus para reforçar o apoio aos cidadãos nacionais que se encontram em Wuhan e admitiu a possibilidade de serem retirados daquela cidade.
Um dos cenários, adiantou a mesma fonte, é o de retirar os portugueses daquela cidade, “se isso for viável à luz das regras de saúde pública”.
Duas dezenas de portugueses tinham sido referenciados na sexta-feira, pelo Governo, como residentes ou em visita a Wuhan, sendo que “14 pessoas estavam já registadas como residentes em Wuhan junto da embaixada de Portugal em Pequim”.
A embaixada tem remetido “para as recomendações formuladas no Portal das Comunidades Portuguesas”, cujo alerta recomenda aos viajantes que “reconsiderem a realização de deslocações não essenciais à China”.

26 Jan 2020

China começa a desenvolver vacina contra o novo coronavírus

[dropcap]A[/dropcap] China começou a desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus, que já provocou a morte a 56 pessoas e infectou 1.975 pessoas no país, informou hoje o jornal oficial do Partido Comunista Chinês (PCC).

De acordo com o jornal Diário do Povo, o cientista Xu Wenbo, do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças, disse que este centro já se encontra desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus “depois de isolar com sucesso a primeira estripe do vírus”.

A notícia chega numa altura em que a China está a expandir as de prevenção para a disseminação do vírus, como o encerramento do acesso à cidade de Shantou, no sudeste, ou a suspensão dos serviços de autocarro interprovinciais em Pequim, Tianjin, Xian e na província de shandong.

Além disso, Xangai, no leste do país e que ontem registou a sua primeira morte devido ao novo coronavírus, anunciou a suspensão da linha de comboio que liga o centro da cidade ao bairro de Anting, na fronteira com a província de Jiangsu.

A Comissão Nacional de Saúde da China tinha anunciado esta manhã (madrugada em Lisboa) que o número de mortos causado pelo coronavírus aumentou para 56, tendo sido registados 1.975 casos da doença no país. A comissão acrescentou que 324 pacientes estão em estado considerado grave.

As autoridades chinesas alertaram que o país está no ponto “mais crítico” no que toca à prevenção e controlo do vírus. Pelo menos 13 cidades chinesas foram colocadas em quarentena.

Os sintomas associados à infeção causada pelo novo coronavírus (denominado provisoriamente 2019-nCoV) são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, incluindo falta de ar.

Além da China continental, foram confirmados três dezenas de casos de infeção em Macau, Hong Kong, Taiwan, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos, Singapura, Vietname, Nepal, Malásia, França, Austrália e Canadá.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde reportou o primeiro caso suspeito de infeção de um homem que regressou de Wuhan no sábado, e que foi internado no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, em situação estável.

O Centro Europeu de Controlo de Doenças (ECDC, na sigla em inglês) considerou baixa a possibilidade de transmissão secundária no espaço da União Europeia, “desde que sejam cumpridas as práticas de prevenção e controlo de infeção relacionadas com um eventual caso importado”.

26 Jan 2020