Covid-19 | Empresário lança nova campanha de apoio à comunidade chinesa em Portugal Andreia Sofia Silva - 17 Fev 2020 A imagem da Torre de Belém e o título “Força China” são o mote da mais recente campanha de apoio à comunidade chinesa promovida pelo empresário Han Zheng e apoiada por Y Ping Chow, presidente da Liga dos Chineses em Portugal. O objectivo da campanha é explicar aos portugueses que as lojas e restaurantes geridos por empresários chineses estão livres do novo coronavírus, numa altura em que a quebra nos negócios se faz sentir cada vez mais [dropcap]O[/dropcap] surto do novo coronavírus, que recentemente ganhou o nome oficial de Covid-19, tem vindo a afastar cada vez mais portugueses dos espaços comerciais geridos por chineses em Portugal. A fim de explicar aos clientes portugueses que é seguro frequentar restaurantes e lojas, o empresário Han Zheng lançou ontem uma nova campanha intitulada “Força China! – A China precisa do apoio do povo português”, que será divulgada nas redes sociais. O lançamento oficial foi feito na tarde de ontem, na zona do Parque das Nações. Han Zheng tem um negócio de produção de rebentos de soja, que fornece depois a restaurantes e supermercados chineses. Junto à imagem da Torre de Belém, em Lisboa, surge um texto que tenta desmistificar ideias que têm afastado os portugueses dos negócios geridos por chineses. “Nos restaurantes e nas lojas que temos e gerimos em Portugal, os bens alimentares e os artigos comerciais são adquiridos em Portugal e os nossos trabalhadores também são pessoas saudáveis residentes em Portugal”, pode ler-se. A mensagem diz ainda que vários membros da comunidade chinesa que regressaram recentemente da China têm cumprido um período de quarentena voluntária, além de terem adoptado outras medidas de protecção. “O nosso Governo e o novo povo estão a esforçar-se activamente por adoptar todo o tipo de providências para controlar a doença. Aos compatriotas que voltaram recentemente da China para Portugal, a comunidade chinesa também está a tomar a iniciativa de apelar e promover com empenho o isolamento profilático durante 14 dias.” Sem discriminação Esta não é a única campanha de sensibilização a decorrer em Portugal, uma vez que há várias mensagens de apoio a circular nas redes sociais, sobretudo através da plataforma WeChat. Ao HM, o empresário Han Zheng explicou porque decidiu criar esta campanha. “Tomei esta decisão por se tratar de uma iniciativa urgente, após ter constatado que os negócios da comunidade chinesa em Portugal estão a ser gravemente prejudicados. Estou ciente de que Portugal é um país amigo e tolerante e compreendo perfeitamente a frequência reduzida dos portugueses aos estabelecimentos comerciais dos chineses.” Para Han Zheng, a campanha “Força China!” tem como objectivo o fim da discriminação que se tem verificado em relação à comunidade chinesa a residir em Portugal. “Esta epidemia, apesar de acontecer numa certa zona, é um problema que toda a humanidade deve enfrentar. Mais tarde poderão ocorrer outras desgraças a acontecer com outros países ou outros povos. Espero que toda a humanidade esteja unida para combater este surto. Ele deve ser encarado com justiça, tolerância e compreensão, nada de discriminação nem preconceito.” O empresário, que tem uma filha já nascida em Portugal, diz que os portugueses começaram a ter medo dos chineses. “Os chineses que vivem em Portugal dedicam-se, na sua maioria, aos negócios. Agora, por causa do coronavírus, alguns portugueses começam a ter medo dos chineses. O coronavírus é terrível e até nós, os próprios chineses, temos medo dele e, naturalmente, os portugueses também.” Han Zheng não tem dúvidas de que “o que podemos fazer, neste momento, é adoptarmos, activa e empenhadamente, todas as medidas anti-vírus sem deixarmos que o vírus ataque residentes em Portugal”. O empresário destaca ainda de forma positiva o papel que as autoridades portuguesas têm desempenhado neste processo. “Estamos gratos à carta de solidariedade que o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou ao nosso Presidente Xi Jinping. As autoridades portuguesas de saúde estão a promover medidas de prevenção e controlo do vírus, incluindo o controlo sanitário no aeroporto. Os chineses que viajam da China para Portugal estão a colaborar activamente para cumprir essas medidas”, adiantou ao HM. “Quebra generalizada” Y Ping Chow, presidente da Liga dos Chineses em Portugal, diz concordar com esta campanha de sensibilização. “Temos feito tudo através do WeChat porque temos muitos grupos de trabalho que lançam estes apelos.” “A quebra [nos negócios] é generalizada e não está directamente ligada ao coronavírus, mas pode haver alguma influência. Há uma quebra, mas não gostaria muito de a ligar com o coronavírus. Nós próprios aconselhamos a comunidade a não fazer festas ou reuniões com grandes grupos em restaurantes chineses, para não gerar receios nos frequentadores portugueses e estrangeiros.” Com ou sem culpa do Covid-19, a verdade é que na área da restauração tem havido uma quebra na ordem dos 30 por cento. “Aconselhamos as pessoas que vieram há pouco tempo da China a não frequentarem os restaurantes, e isso leva logo a uma quebra dos clientes chineses. Os restaurantes trabalham muito com os turistas, e também se reflecte a quebra dos clientes que são turistas orientais.” Y Ping Chow não quer relacionar esta quebra de lucros nos restaurantes chineses apenas com a clientela portuguesa. “Não gostaria de dizer que os clientes portugueses são os principais porque também temos o apoio dos turistas. Não queremos dar essa má imagem dos clientes habituais portugueses.” Além das campanhas de sensibilização em prol da segurança dos negócios da comunidade, também têm sido angariados fundos para a compra de máscaras e outro material médico, dinheiro esse enviado para a China. Nota- O artigo contou com a ajuda na tradução da docente da Universidade de Aveiro Wang Suoying
Covid-19 | Grupo em quarentena no Pulido Valente deixou hospital Hoje Macau - 16 Fev 2020 [dropcap]O[/dropcap]s 20 cidadãos portugueses e brasileiros em isolamento voluntário no hospital Pulido Valente, em Lisboa, depois de repatriados da cidade chinesa onde foi detetado o novo coronavírus, já saíram das instalações hospitalares, constatou a Lusa na tarde de sábado no local. “A ministra da Saúde agradeceu-nos por termos ficado esse tempo todo aqui, fizemos tudo o que nos pediram, e não é fácil estar preso sem estar doente, é complicado, mas tivemos calma, e só temos de agradecer a parte deles também”, disse a brasileira Milene, em declarações aos jornalistas à saída do hospital. “A família já pode comemorar que saímos do hospital”, acrescentou, antes de agradecer às autoridades portuguesas: “O coração hoje é totalmente português, Portugal vai ficar eternamente nos nossos corações, temos uma enorme gratidão pela humanidade e por tudo o que fizeram por nós”, disse a futebolista que joga no clube de futebol de Wuhan, a cidade da China onde foi detetado o novo coronavírus (Covid-19). Os 18 portugueses e as duas brasileiras que estavam voluntariamente em quarentena no Hospital Pulido Valente, em Lisboa, começaram a sair pelas 15:30, de carro, e na maioria não falaram aos jornalistas, já depois de a ministra da Saúde, Marta Temido, ter saído do local, alguns minutos antes. Desde o dia 2 de Fevereiro que estas 20 pessoas estavam instaladas no Hospital Pulido Valente (Centro Hospitalar de Lisboa Norte), numa quarentena voluntária que teve essencialmente caráter preventivo. Na sexta-feira, a Direcção-Geral da Saúde (DGS) já tinha informado que estas pessoas terminariam no sábado os 14 dias de isolamento, uma vez que as segundas análises laboratoriais que lhe foram feitas foram “todas negativas”.
Covid-19 | Grupo em quarentena no Pulido Valente deixou hospital Hoje Macau - 16 Fev 2020 [dropcap]O[/dropcap]s 20 cidadãos portugueses e brasileiros em isolamento voluntário no hospital Pulido Valente, em Lisboa, depois de repatriados da cidade chinesa onde foi detetado o novo coronavírus, já saíram das instalações hospitalares, constatou a Lusa na tarde de sábado no local. “A ministra da Saúde agradeceu-nos por termos ficado esse tempo todo aqui, fizemos tudo o que nos pediram, e não é fácil estar preso sem estar doente, é complicado, mas tivemos calma, e só temos de agradecer a parte deles também”, disse a brasileira Milene, em declarações aos jornalistas à saída do hospital. “A família já pode comemorar que saímos do hospital”, acrescentou, antes de agradecer às autoridades portuguesas: “O coração hoje é totalmente português, Portugal vai ficar eternamente nos nossos corações, temos uma enorme gratidão pela humanidade e por tudo o que fizeram por nós”, disse a futebolista que joga no clube de futebol de Wuhan, a cidade da China onde foi detetado o novo coronavírus (Covid-19). Os 18 portugueses e as duas brasileiras que estavam voluntariamente em quarentena no Hospital Pulido Valente, em Lisboa, começaram a sair pelas 15:30, de carro, e na maioria não falaram aos jornalistas, já depois de a ministra da Saúde, Marta Temido, ter saído do local, alguns minutos antes. Desde o dia 2 de Fevereiro que estas 20 pessoas estavam instaladas no Hospital Pulido Valente (Centro Hospitalar de Lisboa Norte), numa quarentena voluntária que teve essencialmente caráter preventivo. Na sexta-feira, a Direcção-Geral da Saúde (DGS) já tinha informado que estas pessoas terminariam no sábado os 14 dias de isolamento, uma vez que as segundas análises laboratoriais que lhe foram feitas foram “todas negativas”.
Covid-19 | Voluntários correm a salvar animais domésticos ao abandono em Wuhan Hoje Macau - 16 Fev 2020 [dropcap]D[/dropcap]u Fan passa os dias a vaguear por ruas desertas e a arrombar portas em Wuhan, numa corrida contra o tempo para resgatar milhares de animais de estimação, vítimas colaterais da epidemia que paralisou a cidade. “É óbvio que temos receio, mas cabe-nos assumir esta responsabilidade”, explica à agência Lusa o diretor da organização não-governamental Wuhan Small Animal Protection Association (Associação de Proteção dos Animais Domésticos de Wuhan). “Para salvar as vidas dos animais estamos dispostos a assumir o risco”, acrescenta Du, numa entrevista por telefone, a partir de Wuhan. Composta por 28 voluntários, a equipa liderada por Du corre contra o tempo, de bairro em bairro, numa megacidade com mais de onze milhões de habitantes, sem recurso a automóveis ou transportes públicos. “Todos os dias saímos de casa às 8:30 da manhã e regressamos ao início da noite”, revela. “Continuaremos a fazê-lo, até que a cidade retorne ao normal”. Até à data, a Associação já conseguiu resgatar mais de 600 cães e 30 gatos, que são mantidos numa moradia alugada nos subúrbios da cidade, ao cuidado de seis pessoas. A cidade foi colocada sob quarentena em 22 de janeiro, visando travar a propagação de um novo coronavírus, designado Covid-19, que fez já mais de 1.500 mortos e mais de 60.000 infectados no país asiático. A interdição de entradas e saídas impediu o regresso de milhões de residentes que se encontravam a viajar. Noutros casos, famílias inteiras foram hospitalizadas devido à infeção. Há também quem tenha abandonado os animais por temer que sejam portadores do vírus. No total, a Associação recebeu mais de 2.000 pedidos de resgate, sobretudo de donos que estavam fora quando Wuhan foi bloqueada, e receiam agora que os seus animais de estimação não tenham comida e água. Antes de invadir uma casa, os voluntários pedem ao respetivo proprietário que envie um vídeo a segurar o bilhete de identidade e a dar permissão. A seguir, são recebidos por animais esfomeados. Num vídeo partilhado por Du nas redes sociais, uma gata estava a parir quando ele chegou. Duas das crias morreram. “Face a este desastre, ajudar os animais é também uma obrigação dos seres humanos”, diz. O mercado de animais de estimação registou um ‘boom’, nos últimos anos, na China, tendo excedido, em 2019, os 200.000 milhões de yuan, segundo estimativas do sector citadas pela imprensa estatal. A mesma fonte apurou que há mais de 100 milhões de cães e gatos a serem criados em todo o país. Apesar de a Organização Mundial da Saúde ter descartado que cães e gatos possam ser intermediários no contágio do vírus, o temor levou ao abandono de animais domésticos por todo o país. Em várias cidades no norte da China donos foram proibidos de passear animais em público. Na cidade de Wuxi, província de Jiangsu, costa leste do país, uma equipa local do Comité de Prevenção da Epidemia enterrou um gato vivo, depois de o dono ter sido diagnosticado com o vírus, segundo a imprensa chinesa. Mas há quem considere a companhia de animais de estimação imprescindível numa altura em que milhões de pessoas em todo o país permanecem há semanas em casa, com entradas e saídas dos bairros controladas e, em alguns sítios, limitadas a uma em cada dois dias. “Estou há três semanas sozinha em casa”, conta Alice Xia, chinesa residente em Pequim, “sem a companhia da minha gata já teria enlouquecido”.
Covid-19 | Voluntários correm a salvar animais domésticos ao abandono em Wuhan Hoje Macau - 16 Fev 2020 [dropcap]D[/dropcap]u Fan passa os dias a vaguear por ruas desertas e a arrombar portas em Wuhan, numa corrida contra o tempo para resgatar milhares de animais de estimação, vítimas colaterais da epidemia que paralisou a cidade. “É óbvio que temos receio, mas cabe-nos assumir esta responsabilidade”, explica à agência Lusa o diretor da organização não-governamental Wuhan Small Animal Protection Association (Associação de Proteção dos Animais Domésticos de Wuhan). “Para salvar as vidas dos animais estamos dispostos a assumir o risco”, acrescenta Du, numa entrevista por telefone, a partir de Wuhan. Composta por 28 voluntários, a equipa liderada por Du corre contra o tempo, de bairro em bairro, numa megacidade com mais de onze milhões de habitantes, sem recurso a automóveis ou transportes públicos. “Todos os dias saímos de casa às 8:30 da manhã e regressamos ao início da noite”, revela. “Continuaremos a fazê-lo, até que a cidade retorne ao normal”. Até à data, a Associação já conseguiu resgatar mais de 600 cães e 30 gatos, que são mantidos numa moradia alugada nos subúrbios da cidade, ao cuidado de seis pessoas. A cidade foi colocada sob quarentena em 22 de janeiro, visando travar a propagação de um novo coronavírus, designado Covid-19, que fez já mais de 1.500 mortos e mais de 60.000 infectados no país asiático. A interdição de entradas e saídas impediu o regresso de milhões de residentes que se encontravam a viajar. Noutros casos, famílias inteiras foram hospitalizadas devido à infeção. Há também quem tenha abandonado os animais por temer que sejam portadores do vírus. No total, a Associação recebeu mais de 2.000 pedidos de resgate, sobretudo de donos que estavam fora quando Wuhan foi bloqueada, e receiam agora que os seus animais de estimação não tenham comida e água. Antes de invadir uma casa, os voluntários pedem ao respetivo proprietário que envie um vídeo a segurar o bilhete de identidade e a dar permissão. A seguir, são recebidos por animais esfomeados. Num vídeo partilhado por Du nas redes sociais, uma gata estava a parir quando ele chegou. Duas das crias morreram. “Face a este desastre, ajudar os animais é também uma obrigação dos seres humanos”, diz. O mercado de animais de estimação registou um ‘boom’, nos últimos anos, na China, tendo excedido, em 2019, os 200.000 milhões de yuan, segundo estimativas do sector citadas pela imprensa estatal. A mesma fonte apurou que há mais de 100 milhões de cães e gatos a serem criados em todo o país. Apesar de a Organização Mundial da Saúde ter descartado que cães e gatos possam ser intermediários no contágio do vírus, o temor levou ao abandono de animais domésticos por todo o país. Em várias cidades no norte da China donos foram proibidos de passear animais em público. Na cidade de Wuxi, província de Jiangsu, costa leste do país, uma equipa local do Comité de Prevenção da Epidemia enterrou um gato vivo, depois de o dono ter sido diagnosticado com o vírus, segundo a imprensa chinesa. Mas há quem considere a companhia de animais de estimação imprescindível numa altura em que milhões de pessoas em todo o país permanecem há semanas em casa, com entradas e saídas dos bairros controladas e, em alguns sítios, limitadas a uma em cada dois dias. “Estou há três semanas sozinha em casa”, conta Alice Xia, chinesa residente em Pequim, “sem a companhia da minha gata já teria enlouquecido”.
Covid-19 | Mais dois pacientes com alta em Macau Hoje Macau - 16 Fev 2020 [dropcap]D[/dropcap]ois casos confirmados de coronavírus Covid-19 em Macau tiveram hoje alta hospitalar, anunciaram os Serviços de Saúde locais em conferência de imprensa. Os dois pacientes, quarto e sextos casos importados registados no território, são uma mulher de 39 anos residente em Wuhan e o filho de 15 anos. A mulher tinha dado entrada no Centro Hospitalar Conde S. Januário (CHCSJ) em 25 de Janeiro. O sexto caso foi anunciado no dia 27 de Janeiro. Dos 10 casos registados em Macau, metade já teve alta, continuando internadas outras cinco pessoas. O território conta ainda 1.345 casos suspeitos e 1.325 casos excluídos, com 10 à espera de resultados de análises, disse o médico adjunto da direção do CHCSJ, Lo Iek Long. Além destes, 41 pessoas saíram do isolamento, acrescentou o responsável, no 12.º dia sem novos casos no território. “Estamos muito confiantes em que todos os pacientes terão alta”, afirmou Lo Iek Long. Já a responsável dos Serviços de Turismo, Inês Chan, indicou que os sete residentes de Macau em navios de cruzeiros, no Camboja e no Japão, vão ficar sob quarentena de 14 dias quando regressarem ao território. Dois residentes estão no navio Westerdam, no Camboja, e cinco no Diamond Princess, no Japão. Neste último, foram já detetadas 355 pessoas infectadas com o coronavírus Covid-19. Os cinco residentes que estavam no Diamond Princess chegam a Macau no dia 19 de Fevereiro, indicou. Na conferência de imprensa diária do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) indicou que entre 27 de Janeiro e sábado passaram pelas fronteiras de Macau 2,08 milhões de pessoas, o que representa uma queda de 81% comparativamente a igual período do ano anterior. As entradas de turistas caíram cerca de 90%, adiantou o responsável do CPSP, Lei Tak Fai. As autoridades de Macau reiteraram o apelo à população para que se mantenha em casa e evite a concentração de pessoas, sublinhando que “a vida normal ainda não regressou e a epidemia ainda não terminou”. O número de mortes na China causadas pelo coronavírus subiu para 1.665, depois de a Comissão Nacional de Saúde daquele país ter anunciado hoje mais 142 casos fatais nas últimas 24 horas. Já o número de infectados na China continental (que exclui Macau e Hong Kong) é agora de 68.500, verificando-se um aumento de 2.009 casos nas últimas 24 horas. Com estes números, o total de mortes a nível mundial é de 1.669. Além dos 1.665 mortos na China continental, há a registar um morto na região especial administrativa chinesa de Hong Kong, um nas Filipinas, um no Japão e um em França. As autoridades chinesas isolaram várias cidades da província de Hubei, no centro do país, para tentar controlar a epidemia, medida que abrange cerca de 60 milhões de pessoas. Em Portugal, surgiram até agora sete situações suspeitas, mas nenhum caso se confirmou. Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), há 44 casos confirmados na União Europeia e no Reino Unido.
Covid-19 | Mais dois pacientes com alta em Macau Hoje Macau - 16 Fev 2020 [dropcap]D[/dropcap]ois casos confirmados de coronavírus Covid-19 em Macau tiveram hoje alta hospitalar, anunciaram os Serviços de Saúde locais em conferência de imprensa. Os dois pacientes, quarto e sextos casos importados registados no território, são uma mulher de 39 anos residente em Wuhan e o filho de 15 anos. A mulher tinha dado entrada no Centro Hospitalar Conde S. Januário (CHCSJ) em 25 de Janeiro. O sexto caso foi anunciado no dia 27 de Janeiro. Dos 10 casos registados em Macau, metade já teve alta, continuando internadas outras cinco pessoas. O território conta ainda 1.345 casos suspeitos e 1.325 casos excluídos, com 10 à espera de resultados de análises, disse o médico adjunto da direção do CHCSJ, Lo Iek Long. Além destes, 41 pessoas saíram do isolamento, acrescentou o responsável, no 12.º dia sem novos casos no território. “Estamos muito confiantes em que todos os pacientes terão alta”, afirmou Lo Iek Long. Já a responsável dos Serviços de Turismo, Inês Chan, indicou que os sete residentes de Macau em navios de cruzeiros, no Camboja e no Japão, vão ficar sob quarentena de 14 dias quando regressarem ao território. Dois residentes estão no navio Westerdam, no Camboja, e cinco no Diamond Princess, no Japão. Neste último, foram já detetadas 355 pessoas infectadas com o coronavírus Covid-19. Os cinco residentes que estavam no Diamond Princess chegam a Macau no dia 19 de Fevereiro, indicou. Na conferência de imprensa diária do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus, o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) indicou que entre 27 de Janeiro e sábado passaram pelas fronteiras de Macau 2,08 milhões de pessoas, o que representa uma queda de 81% comparativamente a igual período do ano anterior. As entradas de turistas caíram cerca de 90%, adiantou o responsável do CPSP, Lei Tak Fai. As autoridades de Macau reiteraram o apelo à população para que se mantenha em casa e evite a concentração de pessoas, sublinhando que “a vida normal ainda não regressou e a epidemia ainda não terminou”. O número de mortes na China causadas pelo coronavírus subiu para 1.665, depois de a Comissão Nacional de Saúde daquele país ter anunciado hoje mais 142 casos fatais nas últimas 24 horas. Já o número de infectados na China continental (que exclui Macau e Hong Kong) é agora de 68.500, verificando-se um aumento de 2.009 casos nas últimas 24 horas. Com estes números, o total de mortes a nível mundial é de 1.669. Além dos 1.665 mortos na China continental, há a registar um morto na região especial administrativa chinesa de Hong Kong, um nas Filipinas, um no Japão e um em França. As autoridades chinesas isolaram várias cidades da província de Hubei, no centro do país, para tentar controlar a epidemia, medida que abrange cerca de 60 milhões de pessoas. Em Portugal, surgiram até agora sete situações suspeitas, mas nenhum caso se confirmou. Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), há 44 casos confirmados na União Europeia e no Reino Unido.
Covid-19 | Sobe para 1.665 número de mortos na China continental, mais 142 em 24 horas Hoje Macau - 16 Fev 202016 Fev 2020 [dropcap]O[/dropcap] número de mortes na China causadas pelo coronavírus Covid-19 subiu para 1.665, depois de a Comissão Nacional de Saúde daquele país ter anunciado hoje mais 142 casos fatais nas últimas 24 horas. Já o número de infectados na China continental (que exclui Macau e Hong Kong) é agora de 68.500, verificando-se um aumento de 2.009 casos nas últimas 24 horas. No mesmo período em análise, 1.323 pessoas receberam alta hospitalar na China continental. Só na província chinesa de Hubei registaram-se mais 139 mortes, elevando para 1.596 os casos fatais naquela região, foco da epidemia detetada no final e 2019. A comissão de saúde daquela província contabilizou ainda 1.843 novos casos, aumentando o número de infectados na região para 56.249. Com estas números, o total de mortes a nível mundial é de 1.669. Além dos 1.665 mortos na China continental, há a registar um morto na região especial administrativa chinesa de Hong Kong, um nas Filipinas, um no Japão e um em França. As autoridades chinesas isolaram várias cidades da província de Hubei, no centro do país, para tentar controlar a epidemia, medida que abrange cerca de 60 milhões de pessoas. Das últimas 139 mortes na província de Hubei, 110 ocorreram na sua capital, Wuhan, que está em quarentena desde 23 de janeiro. Em Portugal, surgiram até agora sete situações suspeitas, mas nenhum caso se confirmou. Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), há 44 casos confirmados na União Europeia e no Reino Unido.
Covid-19 | Sobe para 1.665 número de mortos na China continental, mais 142 em 24 horas Hoje Macau - 16 Fev 2020 [dropcap]O[/dropcap] número de mortes na China causadas pelo coronavírus Covid-19 subiu para 1.665, depois de a Comissão Nacional de Saúde daquele país ter anunciado hoje mais 142 casos fatais nas últimas 24 horas. Já o número de infectados na China continental (que exclui Macau e Hong Kong) é agora de 68.500, verificando-se um aumento de 2.009 casos nas últimas 24 horas. No mesmo período em análise, 1.323 pessoas receberam alta hospitalar na China continental. Só na província chinesa de Hubei registaram-se mais 139 mortes, elevando para 1.596 os casos fatais naquela região, foco da epidemia detetada no final e 2019. A comissão de saúde daquela província contabilizou ainda 1.843 novos casos, aumentando o número de infectados na região para 56.249. Com estas números, o total de mortes a nível mundial é de 1.669. Além dos 1.665 mortos na China continental, há a registar um morto na região especial administrativa chinesa de Hong Kong, um nas Filipinas, um no Japão e um em França. As autoridades chinesas isolaram várias cidades da província de Hubei, no centro do país, para tentar controlar a epidemia, medida que abrange cerca de 60 milhões de pessoas. Das últimas 139 mortes na província de Hubei, 110 ocorreram na sua capital, Wuhan, que está em quarentena desde 23 de janeiro. Em Portugal, surgiram até agora sete situações suspeitas, mas nenhum caso se confirmou. Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC), há 44 casos confirmados na União Europeia e no Reino Unido.
Covid-19 | 181 franceses repatriados de Wuhan saem de quarentena Hoje Macau - 14 Fev 2020 [dropcap]U[/dropcap]m total de 181 repatriados franceses, os primeiros a regressar da cidade chinesa de Wuhan, abandonaram hoje o centro de quarentena em Marselha, no sul de França, onde estiveram confinados desde 31 de Janeiro. Todos receberam um “certificado de não contagiosidade”, disse uma fonte da Cruz Vermelha à agência de notícias France-Presse. Na sexta-feira, às 06:30, as primeiras pessoas confinadas, e que regressaram de Whuan, foram conduzidas pela Cruz Vermelha através da câmara de saída do centro de contenção, uma grande tenda branca onde tiraram a máscara e lavaram as mãos com gel desinfetante. Todos poderão retomar as suas vidas normalmente, pela primeira vez desde a partida de Wuhan, na China central: entre esses repatriados, as autoridades não relataram qualquer contaminação pelo novo coronavírus. Permanecem ainda em quarentena 44 pessoas confinadas no mesmo centro de férias e 113 outras em Aix-en-Provence, na mesma região. Todos regressaram a França com vários voos especiais vindos de Whuan, cidade epicentro do surto Covid-19.
Covid-19 | 181 franceses repatriados de Wuhan saem de quarentena Hoje Macau - 14 Fev 2020 [dropcap]U[/dropcap]m total de 181 repatriados franceses, os primeiros a regressar da cidade chinesa de Wuhan, abandonaram hoje o centro de quarentena em Marselha, no sul de França, onde estiveram confinados desde 31 de Janeiro. Todos receberam um “certificado de não contagiosidade”, disse uma fonte da Cruz Vermelha à agência de notícias France-Presse. Na sexta-feira, às 06:30, as primeiras pessoas confinadas, e que regressaram de Whuan, foram conduzidas pela Cruz Vermelha através da câmara de saída do centro de contenção, uma grande tenda branca onde tiraram a máscara e lavaram as mãos com gel desinfetante. Todos poderão retomar as suas vidas normalmente, pela primeira vez desde a partida de Wuhan, na China central: entre esses repatriados, as autoridades não relataram qualquer contaminação pelo novo coronavírus. Permanecem ainda em quarentena 44 pessoas confinadas no mesmo centro de férias e 113 outras em Aix-en-Provence, na mesma região. Todos regressaram a França com vários voos especiais vindos de Whuan, cidade epicentro do surto Covid-19.
Covid-19 | Centro Europeu de Doenças diz que novos números não representam aumento do surto Hoje Macau - 14 Fev 2020 [dropcap]O[/dropcap] Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças afirmou hoje que, apesar do aumento do número casos de Covid-19, devido ao novo método de contagem chinês, tal “não significa que a epidemia esteja a aumentar”. “As autoridades chinesas confirmaram que mudaram o método como os casos estão a ser contabilizados […], incluindo agora todos os casos suspeitos com diagnóstico clínico de pneumonia, o que significa que estes novos casos não foram necessariamente confirmados em laboratório como tendo Covid-19”, indica o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC, na sigla em inglês) numa resposta escrita enviada à agência Lusa. De acordo com este centro, que faz a monitorização do Covid-19 na Europa, “apesar da mudança [na contagem], não se pode comparar o número de casos relatados até agora com este novo número [das autoridades chinesas] e isso não significa necessariamente que a epidemia esteja a aumentar na China”. Na resposta enviada à Lusa, o ECDC explica que, “para casos na Europa, a atual definição de caso não tem em consideração os casos suspeitos”. “Um caso confirmado é uma pessoa com confirmação laboratorial da infeção com Covid-19, independentemente dos sinais e sintomas clínicos”, clarifica esta entidade. Assim, os dados mais recentes do ECDC – que estão “de acordo com a definição de caso aplicada nos países relevantes” – indicam que, entre 31 de dezembro e hoje, foram registados 60.330 casos de Covid-19 em todo o mundo, tendo-se registado 1.369 mortes. Segundo o ECDC, existem, neste momento, 35 casos confirmados na União Europeia (UE): 16 na Alemanha, 11 em França, três em Itália, dois em Espanha e um na Bélgica, na Finlândia e na Suécia. A estes acrescem, na Europa, nove casos no Reino Unido. Por isso, o ECDC considera que, “atualmente, o risco de infeção por SARS-CoV-2 para a população da UE, Espaço Económico Europeu e Reino Unido é baixo”. Também hoje, a Comissão Nacional de Saúde da China reportou 121 mortes, nas últimas 24 horas, pelo novo coronavírus, designado Covid-19, fixando em 1.380 o número total de vítimas mortais em todo o continente chinês. Na quinta-feira, as autoridades chinesas passaram a utilizar um novo método de contagem, que inclui “casos clinicamente diagnosticados”, mas que não foram ainda sujeitos a exame laboratorial e, portanto, ausentes até agora das estatísticas. No primeiro dia após a entrada em vigor do novo método, a China reportou aumentos recorde no número de mortos e infectados. Para além do continente chinês, Hong Kong e as Filipinas reportaram um morto cada um e, embora trinta países tenham diagnosticado casos de pneumonia por COVID-19, a China responde por cerca de 99% dos infectados.
Covid-19 | Centro Europeu de Doenças diz que novos números não representam aumento do surto Hoje Macau - 14 Fev 2020 [dropcap]O[/dropcap] Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças afirmou hoje que, apesar do aumento do número casos de Covid-19, devido ao novo método de contagem chinês, tal “não significa que a epidemia esteja a aumentar”. “As autoridades chinesas confirmaram que mudaram o método como os casos estão a ser contabilizados […], incluindo agora todos os casos suspeitos com diagnóstico clínico de pneumonia, o que significa que estes novos casos não foram necessariamente confirmados em laboratório como tendo Covid-19”, indica o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC, na sigla em inglês) numa resposta escrita enviada à agência Lusa. De acordo com este centro, que faz a monitorização do Covid-19 na Europa, “apesar da mudança [na contagem], não se pode comparar o número de casos relatados até agora com este novo número [das autoridades chinesas] e isso não significa necessariamente que a epidemia esteja a aumentar na China”. Na resposta enviada à Lusa, o ECDC explica que, “para casos na Europa, a atual definição de caso não tem em consideração os casos suspeitos”. “Um caso confirmado é uma pessoa com confirmação laboratorial da infeção com Covid-19, independentemente dos sinais e sintomas clínicos”, clarifica esta entidade. Assim, os dados mais recentes do ECDC – que estão “de acordo com a definição de caso aplicada nos países relevantes” – indicam que, entre 31 de dezembro e hoje, foram registados 60.330 casos de Covid-19 em todo o mundo, tendo-se registado 1.369 mortes. Segundo o ECDC, existem, neste momento, 35 casos confirmados na União Europeia (UE): 16 na Alemanha, 11 em França, três em Itália, dois em Espanha e um na Bélgica, na Finlândia e na Suécia. A estes acrescem, na Europa, nove casos no Reino Unido. Por isso, o ECDC considera que, “atualmente, o risco de infeção por SARS-CoV-2 para a população da UE, Espaço Económico Europeu e Reino Unido é baixo”. Também hoje, a Comissão Nacional de Saúde da China reportou 121 mortes, nas últimas 24 horas, pelo novo coronavírus, designado Covid-19, fixando em 1.380 o número total de vítimas mortais em todo o continente chinês. Na quinta-feira, as autoridades chinesas passaram a utilizar um novo método de contagem, que inclui “casos clinicamente diagnosticados”, mas que não foram ainda sujeitos a exame laboratorial e, portanto, ausentes até agora das estatísticas. No primeiro dia após a entrada em vigor do novo método, a China reportou aumentos recorde no número de mortos e infectados. Para além do continente chinês, Hong Kong e as Filipinas reportaram um morto cada um e, embora trinta países tenham diagnosticado casos de pneumonia por COVID-19, a China responde por cerca de 99% dos infectados.
Covid-19 | Comissão Nacional de Saúde reporta mais 121 mortos em toda a China Hoje Macau - 14 Fev 2020 [dropcap]A[/dropcap] Comissão Nacional de Saúde da China reportou hoje 121 mortes, nas últimas 24 horas, pelo novo coronavírus, designado Covid-19, fixando em 1.380 o número total de vítimas mortais em todo o continente chinês. Segundo a Comissão Nacional de Saúde, o número de infectados cresceu 5.090, para 63.581, na totalidade da República Popular da China, que exclui Macau e Hong Kong. O principal órgão de saúde da China reviu assim em baixa os dados difundidos ao início da manhã (hora local) pelas autoridades de Hubei, apontando que houve duplicados na “recolha e registo de dados”. Segundo a Comissão Nacional de Saúde, o número atual de infeções na China Continental é de 63.851, um aumento de 5.090, em relação ao dia anterior. Os números anteriores divulgados pelas autoridades de Hubei fixaram o número de infectados acima dos 65.000, mas a Comissão apontou, entretanto, que aquele número está incorrecto. Segundo a Comissão Nacional de Saúde, só na província de Hubei, epicentro da epidemia, morreram 116 pessoas, nas últimas 24 horas, fixando o total em 1.318, e surgiram 4.823 novos casos. A mesma fonte informou ainda que entre os novos casos registados a nível nacional, 2.174 são graves, enquanto 1.081 pessoas receberam alta após superarem a doença. Mais de 490.000 pessoas que estiveram em contacto próximo com pacientes que estão a ser acompanhadas, segundo as autoridades. Na quinta-feira, as autoridades passaram a utilizar um novo método de contagem, que inclui “casos clinicamente diagnosticados”, mas que não foram ainda sujeitos a exame laboratorial e, portanto, ausentes até agora das estatísticas. No primeiro dia após a entrada em vigor do novo método, a China reportou aumentos recorde no número de mortos e infectados. Os atrasos no diagnóstico do vírus podem ser significativos, já que muitos pacientes aguardam até uma semana pelos resultados dos exames em laboratório, que são enviados para Pequim. Permitir que os médicos diagnostiquem diretamente os pacientes permitirá que mais pessoas recebam tratamento, inclusive em vários hospitais construídos de raiz em Wuhan, capital de Hubei, especificamente para o tratamento de infectados com o Covid-19. Para além do continente chinês, Hong Kong e as Filipinas reportaram um morto cada um e, embora trinta países tenham diagnosticado casos de pneumonia por COVID-19, a China responde por cerca de 99% dos infectados.
Covid-19 | Comissão Nacional de Saúde reporta mais 121 mortos em toda a China Hoje Macau - 14 Fev 2020 [dropcap]A[/dropcap] Comissão Nacional de Saúde da China reportou hoje 121 mortes, nas últimas 24 horas, pelo novo coronavírus, designado Covid-19, fixando em 1.380 o número total de vítimas mortais em todo o continente chinês. Segundo a Comissão Nacional de Saúde, o número de infectados cresceu 5.090, para 63.581, na totalidade da República Popular da China, que exclui Macau e Hong Kong. O principal órgão de saúde da China reviu assim em baixa os dados difundidos ao início da manhã (hora local) pelas autoridades de Hubei, apontando que houve duplicados na “recolha e registo de dados”. Segundo a Comissão Nacional de Saúde, o número atual de infeções na China Continental é de 63.851, um aumento de 5.090, em relação ao dia anterior. Os números anteriores divulgados pelas autoridades de Hubei fixaram o número de infectados acima dos 65.000, mas a Comissão apontou, entretanto, que aquele número está incorrecto. Segundo a Comissão Nacional de Saúde, só na província de Hubei, epicentro da epidemia, morreram 116 pessoas, nas últimas 24 horas, fixando o total em 1.318, e surgiram 4.823 novos casos. A mesma fonte informou ainda que entre os novos casos registados a nível nacional, 2.174 são graves, enquanto 1.081 pessoas receberam alta após superarem a doença. Mais de 490.000 pessoas que estiveram em contacto próximo com pacientes que estão a ser acompanhadas, segundo as autoridades. Na quinta-feira, as autoridades passaram a utilizar um novo método de contagem, que inclui “casos clinicamente diagnosticados”, mas que não foram ainda sujeitos a exame laboratorial e, portanto, ausentes até agora das estatísticas. No primeiro dia após a entrada em vigor do novo método, a China reportou aumentos recorde no número de mortos e infectados. Os atrasos no diagnóstico do vírus podem ser significativos, já que muitos pacientes aguardam até uma semana pelos resultados dos exames em laboratório, que são enviados para Pequim. Permitir que os médicos diagnostiquem diretamente os pacientes permitirá que mais pessoas recebam tratamento, inclusive em vários hospitais construídos de raiz em Wuhan, capital de Hubei, especificamente para o tratamento de infectados com o Covid-19. Para além do continente chinês, Hong Kong e as Filipinas reportaram um morto cada um e, embora trinta países tenham diagnosticado casos de pneumonia por COVID-19, a China responde por cerca de 99% dos infectados.
Coronavírus | Portugal equaciona distribuir formulários para viajantes Hoje Macau - 14 Fev 2020 [dropcap]A[/dropcap] ministra da Saúde disse ontem que as autoridades estão a equacionar distribuir formulários aos viajantes de certas regiões chinesas para Portugal para despistar possíveis contágios com o novo coronavírus, estando também a distribuir informação nos aviões. Falando aos jornalistas portugueses, em Bruxelas, no final de uma reunião extraordinária de ministros da Saúde da União Europeia (UE) sobre o surto do Covid-19, Marta Temido indicou que o Governo português está a analisar “a eventual aplicação de questionários de proveniência de identificação dos últimos contactos nos viajantes provenientes de determinados espaços”. De acordo com a ministra, o objectivo é despistar “contactos recentes dos passageiros” com pessoas infectadas. “Estamos a preparar – já o estávamos a preparar ao nível da Direção-Geral da Saúde – e poderemos equacionar isso nas próximas horas e nos próximos dias”, referiu Marta Temido. A ministra indicou que, desde o passado domingo, Portugal está também a distribuir informação a bordo sobre novo coronavírus em voos entre a China e Portugal. “Os nossos voos já foram preparados com todo o tipo de materiais para serem distribuídos pelos viajantes com informação detalhada sobre o que podem ser sintomas, o que devem fazer e com números de contacto”, isto é, “informações úteis para quando [estes cidadãos] entram em Portugal poderem ser encaminhados, se alguma coisa se passar com eles”, precisou Marta Temido. Europa unida Bruxelas acolheu ontem uma reunião extraordinária de ministros da Saúde da UE, convocada de emergência pela presidência do Conselho, na qual os 27 discutiram o reforço da coordenação ao nível europeu para prevenir a propagação do novo coronavírus. De acordo com a ministra portuguesa, mais do que medidas novas, deste encontro saiu um “acordo sobre princípios gerais” entre os países, que assenta sobre uma “coordenação da actuação entre os Estados-membros, da preparação e no foco na capacidade de adaptação e de preparação para a evolução epidemiológica”. Não decidido no encontro, mas também não excluído para já, está um eventual controlo nas fronteiras da União Europeia (UE) de pessoas infectadas.
Coronavírus | Portugal equaciona distribuir formulários para viajantes Hoje Macau - 14 Fev 2020 [dropcap]A[/dropcap] ministra da Saúde disse ontem que as autoridades estão a equacionar distribuir formulários aos viajantes de certas regiões chinesas para Portugal para despistar possíveis contágios com o novo coronavírus, estando também a distribuir informação nos aviões. Falando aos jornalistas portugueses, em Bruxelas, no final de uma reunião extraordinária de ministros da Saúde da União Europeia (UE) sobre o surto do Covid-19, Marta Temido indicou que o Governo português está a analisar “a eventual aplicação de questionários de proveniência de identificação dos últimos contactos nos viajantes provenientes de determinados espaços”. De acordo com a ministra, o objectivo é despistar “contactos recentes dos passageiros” com pessoas infectadas. “Estamos a preparar – já o estávamos a preparar ao nível da Direção-Geral da Saúde – e poderemos equacionar isso nas próximas horas e nos próximos dias”, referiu Marta Temido. A ministra indicou que, desde o passado domingo, Portugal está também a distribuir informação a bordo sobre novo coronavírus em voos entre a China e Portugal. “Os nossos voos já foram preparados com todo o tipo de materiais para serem distribuídos pelos viajantes com informação detalhada sobre o que podem ser sintomas, o que devem fazer e com números de contacto”, isto é, “informações úteis para quando [estes cidadãos] entram em Portugal poderem ser encaminhados, se alguma coisa se passar com eles”, precisou Marta Temido. Europa unida Bruxelas acolheu ontem uma reunião extraordinária de ministros da Saúde da UE, convocada de emergência pela presidência do Conselho, na qual os 27 discutiram o reforço da coordenação ao nível europeu para prevenir a propagação do novo coronavírus. De acordo com a ministra portuguesa, mais do que medidas novas, deste encontro saiu um “acordo sobre princípios gerais” entre os países, que assenta sobre uma “coordenação da actuação entre os Estados-membros, da preparação e no foco na capacidade de adaptação e de preparação para a evolução epidemiológica”. Não decidido no encontro, mas também não excluído para já, está um eventual controlo nas fronteiras da União Europeia (UE) de pessoas infectadas.
Jogo | Receitas líquidas da MGM sobem 19 por cento em 2019 Hoje Macau - 14 Fev 2020 [dropcap]A[/dropcap] operadora de jogo MGM China, com dois casinos em Macau, anunciou uma receita líquida em 2019 de 2,9 mil milhões de dólares americanos mais 19 por cento em comparação com 2018. Em destaque estão os resultados do MGM Cotai, a funcionar desde Fevereiro de 2018, responsável por uma receita de 1,326 mil milhões de dólares americanos em 2019, quase o dobro do montante arrecadado em 2018. Já o MGM Macau registou 1,578 mil milhões de dólares americanos em 2019, o que representa uma perda nas receitas homólogas. Em 2018 tinha alcançado 1,721 mil milhões de dólares. O grupo registou um EBITDA ajustado (resultados antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) de cerca de 735 milhões de dólares americanos em 2019, em comparação com os 574 milhões de dólares registados em 2018. No mesmo comunicado, o grupo disse ter registado no último trimestre de 2019, um aumento de 6 por cento na receita líquida, fixando-se em 727 milhões de dólares americanos. No quarto trimestre do ano, o MGM China aumentou em 31 por cento as receitas obtidas através do jogo de massas e uma diminuição de 20 por cento nas receitas do jogo VIP (grandes apostas), devido à “redução de 33 por cento no volume de negócios no MGM Macau”. No mesmo período em análise, o EBITDA ajustado aumentou 10 por cento, registando 185 milhões de dólares. Difíceis previsões A MGM China, admitiu também prejuízos no jogo em Macau durante o primeiro trimestre “e, potencialmente, depois disso”, bem como no mercado dos EUA, devido ao surto do coronavírus Covid-19. “Esperamos que o impacto possa ter impacto material nos resultados operacionais da MGM China no primeiro trimestre de 2020 e, potencialmente, depois disso”, indicou em comunicado a empresa, que, tal como todos os outros casinos em Macau, fechou as salas de jogo a 5 de Janeiro, a pedido do Governo local. “Embora o surto tenha sido amplamente concentrado na China, na medida em que o vírus afecta a disposição ou capacidade dos clientes de viajar para as propriedades da empresa [mãe] nos Estados Unidos (devido a restrições de viagem ou de outra forma), os resultados domésticos das operações da companhia também podem ter um impacto negativo”, pode ler-se na mesma nota. A MGM China sublinhou que “é actualmente incapaz de prever a duração da interrupção dos negócios em Macau, se a suspensão das operações vai continuar para além do período de 15 dias ou o impacto da redução de fluxo de clientes”.
Jogo | Receitas líquidas da MGM sobem 19 por cento em 2019 Hoje Macau - 14 Fev 2020 [dropcap]A[/dropcap] operadora de jogo MGM China, com dois casinos em Macau, anunciou uma receita líquida em 2019 de 2,9 mil milhões de dólares americanos mais 19 por cento em comparação com 2018. Em destaque estão os resultados do MGM Cotai, a funcionar desde Fevereiro de 2018, responsável por uma receita de 1,326 mil milhões de dólares americanos em 2019, quase o dobro do montante arrecadado em 2018. Já o MGM Macau registou 1,578 mil milhões de dólares americanos em 2019, o que representa uma perda nas receitas homólogas. Em 2018 tinha alcançado 1,721 mil milhões de dólares. O grupo registou um EBITDA ajustado (resultados antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) de cerca de 735 milhões de dólares americanos em 2019, em comparação com os 574 milhões de dólares registados em 2018. No mesmo comunicado, o grupo disse ter registado no último trimestre de 2019, um aumento de 6 por cento na receita líquida, fixando-se em 727 milhões de dólares americanos. No quarto trimestre do ano, o MGM China aumentou em 31 por cento as receitas obtidas através do jogo de massas e uma diminuição de 20 por cento nas receitas do jogo VIP (grandes apostas), devido à “redução de 33 por cento no volume de negócios no MGM Macau”. No mesmo período em análise, o EBITDA ajustado aumentou 10 por cento, registando 185 milhões de dólares. Difíceis previsões A MGM China, admitiu também prejuízos no jogo em Macau durante o primeiro trimestre “e, potencialmente, depois disso”, bem como no mercado dos EUA, devido ao surto do coronavírus Covid-19. “Esperamos que o impacto possa ter impacto material nos resultados operacionais da MGM China no primeiro trimestre de 2020 e, potencialmente, depois disso”, indicou em comunicado a empresa, que, tal como todos os outros casinos em Macau, fechou as salas de jogo a 5 de Janeiro, a pedido do Governo local. “Embora o surto tenha sido amplamente concentrado na China, na medida em que o vírus afecta a disposição ou capacidade dos clientes de viajar para as propriedades da empresa [mãe] nos Estados Unidos (devido a restrições de viagem ou de outra forma), os resultados domésticos das operações da companhia também podem ter um impacto negativo”, pode ler-se na mesma nota. A MGM China sublinhou que “é actualmente incapaz de prever a duração da interrupção dos negócios em Macau, se a suspensão das operações vai continuar para além do período de 15 dias ou o impacto da redução de fluxo de clientes”.
O ano do silêncio Paul Chan Wai Chi - 14 Fev 2020 [dropcap]D[/dropcap]urante a alvorada do Ano Novo chinês, o surto de pneumonia provocada pelo novo coronavírus em Wuhan alastrou-se a todo o país. Embora Macau não tenha fechado as fronteiras, o Governo da RAEM pede aos cidadãos que permaneçam em casa e que saiam apenas se for estritamente necessário. As escolas estão encerradas, os departamentos oficiais reajustaram os horários de serviço, os casinos, os locais de entretenimento público e os recintos desportivos fecharam as portas e a única opção que resta aos residentes é ficar em casa. A cidade tornou-se silenciosa; as Ruínas de São Paulo, normalmente habitadas por multidões ruidosas, estão agora em silêncio. Tenho estado em casa, onde passo a maior parte do tempo a navegar online e a acompanhar a par e passo as notícias relacionadas com a evolução da pneumonia. Tem surgido uma grande quantidade de video-clips e de publicações onde as pessoas manifestam a sua preocupação com a situação actual. Entre eles, houve um que me impressionou particularmente. Tem o título “Um Ano Novo muito silencioso” que nem sequer foi muito divulgado pelos média. O video-clip, que tem a duração de quatro minutos, é narrado por alguém cuja voz imita a do Presidente Xi Jinping. Quando ouvi a frase “este Ano Novo chinês está muito silencioso” proferida numa voz familiar, admirei o talento do narrador. Para além de imitar a voz do Presidente, a mensagem é muito específica, repleta de palavras inspiradoras e de confiança na capacidade de vencermos a epidemia. Finalmente fala-nos de esperança, lembrando que “depois da tempestade vem a bonança”. Mas será que a bonança vai chegar? Segundo as palavras de Zhong Nanshan, um consultor sénior chinês da área de saúde, vai levar pelo menos alguns meses até que isso aconteça. Até lá, para revitalizar a economia teremos de enfrentar enormes desafios. No entanto, se a causa do surto deste novo coronavírus não for identificada, outra tragédia, semelhante à que foi provocada pela Síndrome Severa Aguda Grave (SARS- sigla em inglês), será inevitável. O médico Li Wenliang, que alertou para a possibilidade desta epidemia se transformar numa ameaça semelhante à SARS, declarou que “revelar a verdade é mais importante do que reivindicá-la”. Li Wenliang veio a falecer, vítima deste novo vírus e a sua morte despertou a inquietação do público face à autodenominada transparência do Governo. Num país repleto de câmaras de vigilância e de tecnologias sofisticadas de reconhecimento facial, os criminosos não têm onde se esconder. Além disso, o sistema de controlo fiscal implementado pelo Governo chinês expõe facilmente quem comete fraudes, sem, contudo, ser capaz de detectar os negócios ilegais que decorrem no Mercado de Mariscos de Huanan em Wuhan, e localizar a origem deste novo vírus de forma a controlar a sua propagação. No entanto empenha-se em manter sob vigilância quem dá os alertas. Não será esta uma questão a ponderar? Independentemente de quaisquer considerações, a Província de Guangdong é a zona do país onde se consome mais carne de animais selvagens e o surto de SARS em 2003 foi também aí que surgiu. Macau tem uma “caverna de morcegos” em Ka-Ho na área de Coloane, onde se aloja uma vasta população destes animais, mas nunca aconteceu nada deste género na cidade. Diz-se que o surto desta pneumonia em Wuhan está relacionado com os morcegos, mas eu acredito que está muito mais dependente dos comportamentos humanos. Passaram-se quarenta anos desde que Deng Xiaoping iniciou as reformas e abriu a China ao resto do mundo. A China, o gigante adormecido, acordou e fortaleceu-se. O plano original implicava o desenvolvimento da economia e do sistema político. No entanto, a concentração no desenvolvimento económico e a negligência em relação às reformas políticas originou inevitavelmente uma série de problemas. O Dr. Li Wenliang lembrou ao povo chinês que uma sociedade saudável não pode ser dominada por “certos vícios”. Este novo ano, tão terrivelmente silencioso, dá-nos oportunidade de reflectir sobre a raiz dos problemas.
Quando a porca torce o rabo Andreia Sofia Silva - 14 Fev 2020 [dropcap]É[/dropcap] em momentos de crise que se evidenciam talentos, capacidades ou mesmo fracassos. A crise causada pelo surto do coronavírus em Macau revelou algo que todos nós já sabíamos: que a diversificação económica pura e simplesmente não existe. Com os casinos fechados, como estão as Pequenas e Médias Empresas? Às moscas e a definhar, com a corda ao pescoço. Onde param as lojas ligadas ao sector das indústrias culturais e criativas, uma das bandeiras políticas do Governo para diversificar a economia? Estão fechadas, também com dificuldades em manter as rendas e assegurar o negócio. Investir em Macau é arriscado, porque basta um sopro de vento para não se conseguir aguentar uma renda. As coisas são muito voláteis e quem faz pequenos negócios não aguenta com as enormes pressões do mercado imobiliário, muito menos com os salários dos seus trabalhadores, o que gera também uma crise laboral. É uma bola de neve. Cabe ao Governo alterar a lei laboral e a legislação relativa às rendas para que os diversos sectores consigam fluir de uma outra maneira. É preciso sair do século XX para finalmente cairmos no século XXI. Se os empresários e os proprietários deixarem.
Automobilismo | Campeão Delfim Mendonça Choi vai manter a aposta Sérgio Fonseca - 14 Fev 2020 [dropcap]D[/dropcap]elfim Mendonça Choi sagrou-se em 2019 campeão da categoria “1950cc ou Superior” do AAMC Challenge, competição também vulgarmente conhecida como Campeonato de Carros de Turismo de Macau. Já com planos bem definidos para o futuro a curto prazo, o jovem piloto aguarda que a vida volte ao normal para começar a preparar a nova temporada. “Vou regressar ao AAMC Challenge e, uma vez mais, vou continuar na categoria 1950cc e Superior”, disse o piloto macaense ao HM, que obviamente ambiciona regressar ao Grande Prémio de Macau no final do ano. Apesar de existirem agora sérias dúvidas se as duas provas do AAMC Challenge se vão realizar, como inicialmente previsto, no Circuito Internacional de Zhuzhou – pois apenas quatrocentos quilómetros separam a cidade de Wuhan, onde começou o surto do novo coronavírus, da cidade da província de Hunan – Mendonça Choi gosta da ideia da única competição de automobilismo da RAEM mudar de cenário este ano. “Acho que é sempre bom correr numa nova pista”, afirma o piloto que apenas se iniciou no automobilismo em 2017, acreditando que esta potencial ida à nova pista de Zhuzhou “será um bom desafio”. Dado que todos os circuitos da República Popular da China estão encerrados até nova ordem, a preparação para a nova temporada faz-se por agora em frente ao computador: “Nós temos um simulador para treinarmos”. Em 2019, no Circuito Internacional de Guangdong, na cidade de Zhaoqing, o piloto de matriz portuguesa conquistou o seu primeiro título de pilotos, com uma vitória na segunda corrida da época, ajudando a sua equipa SLM Racing Team a sagrar-se campeã de equipas. Mais lá fora Tal como em 2018 e 2019, o jovem piloto da RAEM planeia dividir as suas participações no AAMC Challenge, com algumas corridas além fronteiras, para continuar a ganhar experiência e assim preparar melhor a sua participação no mês de Novembro, no Grande Prémio de Macau. “Este ano, se os tempos difíceis passarem, espero correr no Japão (TCSA – Touring Car Series in Asia) e na Malásia (Malaysia Championship Series), porque a competição por lá é forte”, explicou Mendonça Choi. Para estas potenciais participações, o piloto não levará o seu habitual Mitsubishi Evo7, mas usará um dos carros que pertence à equipa SLM Racing Team. Um caso mal-resolvido A temporada passada só não foi sublime para Delfim porque a Taça FOOD4U de Carros de Turismo de Macau do 66º Grande Prémio de Macau não lhe correu de feição. “Terminei em oitavo na minha classe no Grande Prémio de Macau, mas fiquei desapontado com o meu resultado (11º da geral). Tinha colocado como objectivo terminar no Top 5. Isto, porque preparei-me, a mim e ao meu carro, muito bem, mas na sessão de qualificação não consegui realizar um bom tempo devido à bandeira vermelha. Tive que arrancar do 34º lugar, quase o último carro na grelha de partida, e fiquei bastante desiludido na altura.” Sendo que esta prova é a mais importante do calendário para qualquer piloto do território, “dei o meu melhor na corrida para conseguir um bom resultado”, no entanto, “na partida (lançada) tivemos outro problema. Nem todos os carros estavam juntos no momento do arranque, porque um carro da frente estava muito lento, mas mesmo assim a Torre de Controlo colocou a luz verde, o que não foi justo para os carros que estavam atrás.” O piloto do carro nº17 não esconde que “foi um resultado desapontante” numa temporada temporada quase perfeita, mas a confiança não ficou abalada, pois “espero que consiga fazer melhor no Grande Prémio em 2020”.
Automobilismo | Campeão Delfim Mendonça Choi vai manter a aposta Sérgio Fonseca - 14 Fev 2020 [dropcap]D[/dropcap]elfim Mendonça Choi sagrou-se em 2019 campeão da categoria “1950cc ou Superior” do AAMC Challenge, competição também vulgarmente conhecida como Campeonato de Carros de Turismo de Macau. Já com planos bem definidos para o futuro a curto prazo, o jovem piloto aguarda que a vida volte ao normal para começar a preparar a nova temporada. “Vou regressar ao AAMC Challenge e, uma vez mais, vou continuar na categoria 1950cc e Superior”, disse o piloto macaense ao HM, que obviamente ambiciona regressar ao Grande Prémio de Macau no final do ano. Apesar de existirem agora sérias dúvidas se as duas provas do AAMC Challenge se vão realizar, como inicialmente previsto, no Circuito Internacional de Zhuzhou – pois apenas quatrocentos quilómetros separam a cidade de Wuhan, onde começou o surto do novo coronavírus, da cidade da província de Hunan – Mendonça Choi gosta da ideia da única competição de automobilismo da RAEM mudar de cenário este ano. “Acho que é sempre bom correr numa nova pista”, afirma o piloto que apenas se iniciou no automobilismo em 2017, acreditando que esta potencial ida à nova pista de Zhuzhou “será um bom desafio”. Dado que todos os circuitos da República Popular da China estão encerrados até nova ordem, a preparação para a nova temporada faz-se por agora em frente ao computador: “Nós temos um simulador para treinarmos”. Em 2019, no Circuito Internacional de Guangdong, na cidade de Zhaoqing, o piloto de matriz portuguesa conquistou o seu primeiro título de pilotos, com uma vitória na segunda corrida da época, ajudando a sua equipa SLM Racing Team a sagrar-se campeã de equipas. Mais lá fora Tal como em 2018 e 2019, o jovem piloto da RAEM planeia dividir as suas participações no AAMC Challenge, com algumas corridas além fronteiras, para continuar a ganhar experiência e assim preparar melhor a sua participação no mês de Novembro, no Grande Prémio de Macau. “Este ano, se os tempos difíceis passarem, espero correr no Japão (TCSA – Touring Car Series in Asia) e na Malásia (Malaysia Championship Series), porque a competição por lá é forte”, explicou Mendonça Choi. Para estas potenciais participações, o piloto não levará o seu habitual Mitsubishi Evo7, mas usará um dos carros que pertence à equipa SLM Racing Team. Um caso mal-resolvido A temporada passada só não foi sublime para Delfim porque a Taça FOOD4U de Carros de Turismo de Macau do 66º Grande Prémio de Macau não lhe correu de feição. “Terminei em oitavo na minha classe no Grande Prémio de Macau, mas fiquei desapontado com o meu resultado (11º da geral). Tinha colocado como objectivo terminar no Top 5. Isto, porque preparei-me, a mim e ao meu carro, muito bem, mas na sessão de qualificação não consegui realizar um bom tempo devido à bandeira vermelha. Tive que arrancar do 34º lugar, quase o último carro na grelha de partida, e fiquei bastante desiludido na altura.” Sendo que esta prova é a mais importante do calendário para qualquer piloto do território, “dei o meu melhor na corrida para conseguir um bom resultado”, no entanto, “na partida (lançada) tivemos outro problema. Nem todos os carros estavam juntos no momento do arranque, porque um carro da frente estava muito lento, mas mesmo assim a Torre de Controlo colocou a luz verde, o que não foi justo para os carros que estavam atrás.” O piloto do carro nº17 não esconde que “foi um resultado desapontante” numa temporada temporada quase perfeita, mas a confiança não ficou abalada, pois “espero que consiga fazer melhor no Grande Prémio em 2020”.
Epitácio Pais e a literatura de Goa Duarte Drumond Braga - 14 Fev 20205 Mar 2020 [dropcap]D[/dropcap]ir-se-ia que os poucos goeses que escrevem em língua portuguesa após 1961 o fazem numa língua forçosamente deslocada. Ela perdeu o seu sustentáculo social, dado pelo colonialismo português, e parte dos seus referentes simbólicos, que soçobraram com a integração de Goa na União Indiana. Ao contrário das literaturas africanas escritas na mesma língua, para quem a independência foi assentamento de batismo, para a goesa o fim do colonialismo implicou no ocaso de uma longa tradição que remonta a 1556, ano da introdução da imprensa no subcontinente, via Goa. Apesar disto, de alguma forma certos temas, figuras-tipo, situações narrativas da antiga literatura chamada “indo-portuguesa” continuam de outra forma, em outras línguas, o que me leva a crer que um livro como Preia-Mar, romance inédito de Epitácio Pais publicado há poucos anos em Goa (Edição de Paul Melo e Castro e Hélder Garmes. Taleigão: Goa 1556/Golden Heart Emporium, 2016), se encontra de alguma forma em contato com essas outras tradições dentro da literatura goesa. Num mundo romanesco onde a referência portuguesa (colonial, se quisermos) já não existe, nem a comunidade católica se encontra valorizada, o autor está condenado a ser um “fala-só”, o que certamente se manifesta no contexto de produção e de circulação de Preia-Mar: um póstumo, o que diz muito sobre ele: póstumo, que rem relação à vida do autor, quer da língua em que escreveu o livro. Por outro lado, em obras goesas da atualidade escritas em inglês ou traduzidas para o português e do português para o inglês, muitas delas se vêm ainda ligadas aos significantes desse mundo “indo-português”, como no caso dos romance Skin, de Margaret Mascarenhas (falecida o ano passado), escrito em inglês, mas no qual as personagens falam português. Epitácio Pais (1924-2009) foi um excelente contista da comunidade católica – que é também a de língua portuguesa – de Goa. O seu Os Javalis de Codval (1973) já se havia publicado em Portugal (Editora Futura), por iniciativa de Manuel de Seabra. Preia-Mar é um romance também escrito nos anos 70, e que ficou anos escondido numa gaveta e que abre uma janela para um mundo perdido de língua portuguesa, ou para ela perdido, em outra perspetiva. O livro possui um tom semelhante àquele que encontramos nos contos e em ambos se sente aquele efeito de deslocamento na linguagem do autor. Por exemplo: “Imprimo à vida um rumo diferente da arqueologia que norteia a nossa grei”, pensa o protagonista na p. 68 ao desejar tornar-se pescador. Na verdade, enquanto língua literária o português de Epitácio é bem diverso das contemporâneas linguagens dos autores africanos, mas também não é o português escorreito de um José Cardoso Pires, que tende a escolher vários dos mesmos temas marginais. Pode o vocabulário ser duro e explícito, mas dentro de um estilo arrevesado próprio dos escritores goeses. De fato, o português como veículo da modernidade literária em Goa é uma questão que este romance também coloca e que a crítica terá ainda que enfrentar. Ao mesmo tempo, Preia-Mar é um romance muito contemporâneo, pela sua descrença perante os vários discursos em conflito na arena social: o discurso tradicionalista da família católica de Leo, de alta classe mas decadente; o da modernidade e da tecnologia de uma nova Índia encarnado em vários personagens com os quais Leo se relaciona e ainda o neo-espiritualismo simplista dos hippies, em busca de uma Índia milenar numa Goa mais habituada à presença de estrangeiros do que a outra Índia. O protagonista Leo – uma espécie de anti-herói pós-colonial, numa terra em que ninguém, nem mesmo ele, é modelo de virtudes – encarna bem o pessimismo do autor face à Índia sua contemporânea. Aquele pessimismo exprime-se também em uma série de casos de marginalidade, exploração e oportunismo que se desenham em torno de Leo e que sugerem ser a ideologia do livro uma espécie de neo-realismo sem marxismo, passe o absurdo. Nesta Goa pós-colonial todos são viciados em qualquer coisa ou procuram pequenos esquemas para obter dinheiro, à exceção de uma mulher-anjo quase camiliana (autor certamente lido em Goa) que acaba por redimir Leo pelo casamento, solução ex machina que resolve vários dos problemas do protagonista. Para terminar, merece ser sublinhado que a publicação em 2016, na Índia, de um romance em português é um fato extraordinário em si mesmo, a tal ponto que é possível falar deste fenómeno editorial enquanto sinédoque da condição do português em Goa. Corajoso investimento, este de um livro que, na Índia, só poderá ser lido por uma reduzida comunidade. Em 50 anos, ela praticamente se desenvencilhou do português, trocando-o pelo inglês, como se vê pelo próprio nome da editora (Goa 1556/Golden Heart Emporium), ou pela troca das placas de rua no bairro das Fontainhas, em Pangim. Assim, neste livro se encontra resumida toda a situação dessa língua. Podemos, como Galileu, afirmar que algo ainda se move em torno dela; certamente não uma forma de “lusofonia”, antes algo que se organiza multilinguisticamente como um sistema independente, inserto em um sistema maior, o indiano. Isto significa que o português na Índia tem uma vida própria, que escapa à sistematicidade postiça da lusofonia e que, por essa razão, um brasileiro ou um português terão dificuldade em compreender. Certamente que um indiano de um outro estado não: este poderá só não compreender o que é dito na língua em si, a sua praxis. Em suma, Preia-Mar é uma janela aberta não apenas para uma tradição literária esquecida, mas também para uma Goa vista, em português, pelos próprios goeses.