Fronteiras | Criticados atrasos na promoção de espaços comerciais

Song Pek Kei está preocupada com a falta de aproveitamento das zonas comerciais nas fronteiras, ao contrário do que acontece em Zhuhai. Para a deputada, o comércio nas zonas fronteiriças é essencial para a diversificação da economia

A deputada Song Pek Kei criticou o subdesenvolvimento do comércio nas fronteiras de Macau com o Interior e pede ao Executivo medidas para solucionar um problema que se arrasta nos últimos anos. A posição foi tomada através de uma interpelação escrita da legisladora ligada à Associação de Fujian.

No texto da interpelação, a deputada destaca que 2025 foi o melhor ano de sempre em termos da entrada de turistas, ultrapassando-se o anterior recorde, estabelecido em 2019 com a entrada de 39,4 milhões de visitantes. Como parte deste aumento, Song Pek Kei aponta que o número de pessoas a utilizar a Fronteira de Qingmao e da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau cresceu significativamente.

No entanto, o comércio nas fronteiras não está a acompanhar a tendência de crescimento, nem a abertura de espaços comerciais em Qingmao contribuiu para uma maior actividade para os comerciantes ou para desviar turistas da Fronteira das Portas do Cerco, a mais utilizada: “O desempenho operacional global está actualmente muito aquém das expectativas, não conseguindo alcançar o efeito desejado de atrair fluxos de passageiros, o que faz com que os benefícios comerciais sejam muito limitados”, atirou a deputada.

Song indica também que a atracção de empresas para explorarem os espaços comerciais nas fronteiras tem sido um desafio constante, com excepção das Portas do Cerco. A legisladora recorda que a empresa responsável pela exploração das lojas na Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau pediu para rescindir o contrato em 2024, e desde então tem havido problemas para ocupar todas as lojas.

Eles fazem melhor

Em contraste, Song aponta que as autoridades de Zhuhai têm aproveitado o novo fluxo de turistas para promover o comércio no seu lado da fronteira com muito sucesso. Neste contexto, a legisladora questiona o Governo sobre os planos para “aproveitar as vantagens dos novos fluxos fronteiriços para o desenvolvimento económico” e “reforçar o papel de desvio do fluxo da Fronteira das Portas do Cerco”.

A deputada quer também saber quando vai ser lançado um novo concurso público para a exploração das áreas comerciais da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau e se vai ser adoptado um novo modelo de exploração.

Por último, Song indica que “a economia fronteiriça” é “fundamental para a diversificação moderada do desenvolvimento económico de Macau, pelo que pergunta se existem planos para criar um grupo de trabalho que tenha como tarefa exclusiva definir o futuro desta área da economia.

15 Jan 2026

Salários | Galaxy e Wynn imitam Sands e anunciam aumentos

No caso da Wynn, os aumentos salariais vão acontecer em Março, mas na Galaxy entram em vigor apenas em Abril. Os salários vão crescer entre 500 patacas e 4,5 por cento

As concessionárias Wynn Macau e Galaxy Entertainment Group anunciaram aumentos para os trabalhadores que variam entre 500 patacas e 4,5 por cento do valor mensal do salário. As empresas seguem o exemplo da Sands China, a primeira concessionária a anunciar os aumentos, logo na segunda-feira. No caso da concessionária americana, anunciou-se um aumento salarial entre os 2 por cento e os 4,5 por cento para os trabalhadores dos Wynn Macau e WYnn Palace, excluindo as posições sénior de administração.

O aumento entra em vigor a partir de 1 de Março e cobre 98 por cento dos 11.803 trabalhadores. No caso dos trabalhadores com salários até 16 mil patacas, o aumento é de 500 patacas, o que corresponde a um aumento de 2 por cento a 4,5 por cento. No caso de os trabalhadores terem um salários superiores a 16 mil patacas, o aumento é de 2 por cento.

“O sucesso da empresa depende dos esforços incansáveis e da dedicação de cada membro da equipa. Esperamos partilhar os frutos das nossas conquistas colectivas através deste aumento salarial”, afirmou Linda Chen, directora executiva da Wynn Macau. “Este ano tem um significado especial, pois celebramos o 20.º aniversário da Wynn Macau e o 10.º aniversário do Wynn Palace. Esperamos continuar a nossa jornada juntos, lutando por novos patamares para a Wynn e Macau, e abraçando um futuro ainda mais brilhante juntos”, acrescentou.

Galaxy segue

No caso da empresa Galaxy, responsável pelos casinos Galaxy e StarWorld, os aumentos deverão abranger cerca de 98 por cento dos trabalhadores, incluindo cargos seniores de administração. No caso dos trabalhadores receberem até 16 mil patacas, incluindo salários e gorjetas garantidas, o aumento vai ser de 500 patacas. No entanto, se o salário e as gorjetas garantidas ficarem acima das 16 mil patacas, o aumento aplicável é de 2 por cento.

Os trabalhadores vão sentir a mudança em Abril, o que difere do prometido pela Wynn e pela Sands, onde os aumentos entram em vigor um mês antes, em Março.

“A Galaxy Entertainment Group agradece a todos os membros da equipa pela sua dedicação e trabalho árduo, e espera alcançar juntos um sucesso ainda maior, guiados pela crença de ‘Uma equipa, um objectivo’”, pode ler-se no comunicado em que foi divulgado o aumento.

14 Jan 2026

Gravidez | Ella Lei pede explicações sobre garantias laborais

A deputada quer que o Governo explique o conteúdo dos Objectivos do Desenvolvimento das Mulheres de Macau (2019-2025) que têm como meta a “igualdade de género e desenvolvimento pleno”

A deputada Ella Lei Cheng I pediu ao Governo para explicar como pretende garantir os direitos laborais das grávidas no âmbito dos novos Objectivos do Desenvolvimento das Mulheres de Macau, que vão vigorar entre este ano e 2032. O assunto faz parte de uma interpelação escrita da legisladora ligada à Federação das Associações dos Operários de Macau, divulgada pelo portal da Assembleia Legislativa.

No final do ano passado, chegou ao fim o programa com os Objectivos do Desenvolvimento das Mulheres de Macau (2019-2025). Por isso, na segunda reunião plenária do Conselho para os Assuntos das Mulheres e Crianças, em Dezembro, foram apresentados os novos objectivos para contribuir para a “igualdade de género e desenvolvimento pleno”.

Contudo, Ella Lei considera que o Governo tem de explicar melhor a forma como vai “promover mecanismos especiais de protecção para as mulheres grávidas e as novas mães que trabalham por turnos”, aumentar o “tempo de amamentação” e garantir que as instalações de amamentação são comuns não só na Função Pública, onde se encontram generalizadas, mas também no sector privado.

A deputada mostra-se igualmente preocupada com a situação do “emprego das mães solteiras” e recorda que os objectivos em vigor até ao ano passado tinham várias metas laborais para estas situações. Contudo, admite que talvez sejam necessários mecanismos mais eficazes para as grávidas solteiras, que se encontram em situação vulnerável: “Espera-se que a eficácia destas medidas e a sua implementação sejam continuamente revistas. As autoridades irão introduzir salvaguardas institucionais mais específicas no futuro?”, questiona.

Protecção contra assédio

Além das questões de natureza laboral, Ella Lei defende a criação “de um organismo para lidar com as queixas de assédio sexual, mecanismo dedicado a promover a igualdade de género e lidar com incidentes de discriminação de género”.

Um dos objectivos para a deputada é garantir que os mecanismos de queixa oferecem a protecção das queixosas nos lugares de trabalho ou instituições de ensino, sem que sofram represálias. “No que diz respeito aos esforços para promover a igualdade de género e reforçar as salvaguardas contra o assédio sexual de mulheres e crianças, quais são os planos das autoridades para melhorar os quadros institucionais, criar órgãos estatutários e desenvolver mecanismos de reclamação”, questiona.

14 Jan 2026

Moradores alertam para perda de interesse em feiras e mercados de rua

Lei Chong In, membro da Associação dos Moradores, alertou a sociedade para o facto de vários mercados e feiras organizadas no território estarem a perder a capacidade para atrair pessoas e terem efeitos limitados. A questão foi abordada em declarações ao jornal Cheng Pou. Segundo Lei, após a pandemia, as feiras ou mercados de rua “proliferaram como cogumelos após a chuva”, promovidos pelo Governo e associações.

O objectivo das iniciativas é elogiado, uma vez que visa promover a economia nos bairros residenciais e o surgimento de mais pequenas e médias empresas. Contudo, as feiras estão agora numa encruzilhada, devido ao excesso de oferta e à perda de interesse da população num modelo cada vez mais repetido.

Lei Chong In aponta que este tipo de iniciativas sofre de dois problemas: por um lado, os mercados e feiras são todos muito idênticos, sem terem “características distintivas”; por outro, são eventos temporários sem continuidade, o que leva a que não contribuam para uma promoção da economia de forma sustentada.

Como parte do desenvolvimento não sustentado, o representante associativo explica ainda que o montante investido para montar barracas e tendas gera ganhos de curto prazo, mas que não se reflectem num período temporal mais longo.

Mais concorrência

Ao mesmo tempo, o vice-presidente da Associação de Mútuo Auxílio dos Moradores da Marginal alerta também que o sucesso destes mercados passa por desviar os clientes de outros espaços comerciais nas mesmas zonas, o que não expande a economia, antes aumenta a concorrência.

Para evitar um cenário de canibalização do mercado, Lei Chong In indica que é necessário escolher muito bem os objectivos de cada feira, e apurar se a meta é promover as pequenas e médias empresas existentes ou criar novos negócios para jovens empreendedores. Com base nesses objectivos, Lei defende a necessidade de os mercados adoptarem características específicas, para se distinguirem, sem prejudicar os outros negócios.

13 Jan 2026

Jogo | Coutinho pede detalhes sobre atracção de jogadores estrangeiros

Pereira Coutinho pretende que o Governo divulgue dados sobre os incentivos fiscais concedidos às concessionárias de jogo para captarem jogadores estrangeiros. A medida faz parte do esforço de diversificação da principal indústria do território

O deputado José Pereira Coutinho pediu ao Governo para explicar como estão a ser aplicadas as reduções fiscais a concessionárias do jogo que consigam atrair mais jogadores estrangeiros. O pedido faz parte de uma interpelação escrita, que foi divulgada no portal da Assembleia Legislativa (AL).

No documento, Coutinho começa por recordar que a legislação permite ao Chefe do Executivo aprovar “reduções ou isenções às concessionárias para a exploração de jogos de fortuna ou azar em casino, no pagamento das contribuições provenientes das receitas brutas do jogo”.

A opção legislativa teve como objectivo encorajar as concessionárias do jogo a explorarem o mercado além dos jogadores do Interior da China. “Este benefício financeiro, que pode ascender a um valor correspondente a 5 por cento das receitas brutas, tem como uma das principais justificações de interesse público a expansão dos mercados de clientes de países estrangeiro, sendo uma questão estruturante e importante ao desenvolvimento de uma actividade pilar da economia da RAEM”, recorda o deputado ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM).

Todos no escuro

Todavia, cerca de três anos depois da entrada em vigor das concessões, o Executivo tem optado por não divulgar os dados sobre a “execução concreta” do regime de isenções fiscais. Por isso, a população desconhece se houve pedidos de isenção fiscal por parte das concessionárias, se, no caso de ter havido, foram aprovados e a proporção dos mesmos. “Tal facto gera sérias dúvidas sobre a efectividade da fiscalização, a integridade do processo e o real benefício público do incentivo financeiro concedido”, aponta Coutinho.

O deputado pretende assim que o Governo revele quantos pedidos foram apresentados em 2023 e 2024 e que indique os montantes envolvidos. O legislador pede igualmente que seja revelada a forma como a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) fiscaliza o “cumprimento dos planos de atracção de jogadores internacionais”, principalmente no que diz respeito à forma como é feita a prova que a vinda destes jogadores resultou do esforço das concessionárias e não de “factores genéricos e fortuitos”.

Finalmente, no caso de terem sido aprovadas isenções fiscais que podem chegar a cinco por cento, o deputado pretende que o Executivo explique os critérios aplicados para decidir a magnitude da isenção aprovada.

13 Jan 2026

Veículos eléctricos | Carregamentos mais baratos a partir de Fevereiro

O Executivo anunciou uma redução de 10 por cento no preço do carregamento dos veículos eléctricos. A medida entra em vigor a partir do próximo mês e é a segunda redução no espaço de dois anos

A partir do próximo mês, o carregamento das viaturas eléctricas vai ficar mais barato em cerca de 10 por cento, de acordo com a informação divulgada ontem pelo Governo. A redução dos preços foi aprovada através de um despacho do Chefe do Executivo, publicado no Boletim Oficial.

A medida foi justificada com a política nacional da “Dupla Meta de Carbono”, em que a China se compromete a aumentar o nível das emissões de carbono até 2030, altura em que se atinge o pico, e depois começa a evoluir no sentido da neutralidade de carbono, que deverá ser atingida em 2060. Contudo, um comunicado do Executivo indica que a redução dos preços também se integra nas políticas internas da RAEM, através do “aperfeiçoamento contínuo de um sistema que garanta a mobilidade verde”, promoção da utilização de veículos eléctricos, vontade de “ir de encontro às opiniões da sociedade” e no Plano de Promoção de Veículos Eléctricos em Macau.

À luz das mudanças anunciadas ontem, o carregamento com uma potência superior a 3,4 kW e até 7,4 kW vai passar a custar 1,94 patacas/kW se for feito no horário entre as 9h e as 20h. É uma redução de 9,8 por cento, face ao preço actual de 2,15 patacas/kW. Se o carregamento for efectuado no horário entre 20h e as 9h, o preço baixa para 1,28 patacas/kW, quando agora é de 1,42 patacas/kW, uma diferença de 9,9 por cento.

No caso de a potência ser superior a 7,4 kW e até 25 kW o preço vai ser reduzido em 10,1 por cento, para 2,68 patacas por kW, face às 2,98 patacas por kW de agora. Finalmente, nos carregamentos com uma potência de superior a 25 kW, mas inferior a 120 kW, o preço vai baixar 9,9 por cento, para 3,10 patacas por kW. Actualmente o preço para este tipo de carregamentos está fixado nas 3,44 patacas por kW.

Mais postos

Além da redução do preço, a segunda depois de o mesmo caminho ter sido adoptado em 2022, o Governo promete ir continuar a trabalhar para expandir a dimensão da rede de carregamentos.

“O Governo da RAEM irá continuar a aperfeiçoar as instalações de carregamento em conformidade com o Plano de Promoção de Veículos Eléctricos em Macau e aumentar, em tempo oportuno, o número de instalações de carregamento a velocidades e padrões diferentes e de instalações de troca de baterias nos parques de estacionamento públicos ou bairros que reúnam as condições adequadas para tal”, foi prometido. “Irá exortar a concessionária de energia eléctrica a optimizar a plataforma de gestão de carregamento de electricidade, garantindo a prestação de serviços de carregamento de elevada qualidade”, foi acrescentado.

13 Jan 2026

Windsor Arch | Tribunal recusa confisco de 264 apartamentos

As fracções habitacionais foram construídas à margem do projecto e correspondem a quase 30 por cento da área construída. Em vez de aceitar o confisco, o TJB responsabilizou William Kuan Wai Lam, Ng Kei Nin e Ng Lap Seng pelo pagamento do valor dos apartamentos à RAEM

O Tribunal Judicial de Base (TJB) recusou o confisco de 264 dos 265 apartamentos no complexo habitacional Windsor Arch que estavam em vias de ser declarados propriedade da RAEM. A informação foi adiantada pelo Canal Macau na sexta-feira.

De acordo com a informação difundida, o TJB recusou o confisco das 264 fracções, entretanto vendidas, por entender que a opção mais justa passa pelo pagamento do valor dos apartamentos à RAEM por parte de alguns dos condenados no âmbito do caso das Obras Públicas.

O tribunal identificou os condenados William Kuan Wai Lam, Ng Kei Nin e Ng Lap Seng como responsáveis pelos pagamentos, cujo valor só vai ser definido mais tarde, durante o processo de execução. Os apartamentos estão no centro da polémica por terem sido construídos “fora da área do projecto”, apesar de representarem praticamente 30 por cento de todo o projecto habitacional.

No entanto, quando o jornal Ou Mun relatou em primeira mão a intenção de se avançar com o confisco dos apartamentos também indicou que os proprietários afectados, que afirmavam desconhecer as ilegalidades, tinham recorrido a aconselhamento jurídico para evitar a perda dos apartamentos.

Actualmente Ng Lap Seng e Ng Kei Lin, filho do primeiro empresário, estão em liberdade, depois de terem cumprido, no âmbito do caso Obras Públicas, penas de prisão de quatro anos e meio e dois anos, respectivamente. Wiliam Kuan ainda está no estabelecimento Prisional de Coloane, a cumprir uma pena de cinco anos e seis meses, mas deverá ser libertado ao longo deste ano.

Caso Obras Públicas

O projecto Windsor Arch esteve sob escrutínio judicial no âmbito do caso que resultou na condenação a penas de prisão de Jaime Carion e Li Canfeng, ex-directores das Obras Públicas. De acordo com a acusação do Ministério Público, os governantes terão recebidos vantagens patrimoniais, através das famílias, para aprovar as licenças de construção de diferentes projectos, entre os quais o Windsor Arch, promovido por William Kuan e Ng Lap Seng.

Jaime Carion terá facilitado a aprovação do projecto, cujas características, dimensões e altura diferiam do estipulado no contrato de concessão e nos planos urbanísticos para a área. Neste caso, o MP alegou que Carion agiu de forma concertada com o seu, à altura, número dois na DSSOPT, Li Canfeng, pressionando técnicos dos serviços que dirigiam para dar luz verde a várias propostas de alterações ao projecto original.

Carion foi julgado à revelia e condenado a 16 anos de prisão efectiva, por seis crimes de branqueamento de capitais e cinco crimes de corrupção passiva para acto ilícito. Li Canfeng foi condenado a uma pena de 17 anos de prisão por cinco crimes de corrupção passiva para acto ilícito, quatro de branqueamento de capitais, um de falsificação de documentos, um de abuso de poder e quatro de inexactidão dos elementos.

12 Jan 2026

Metro | Estação na Taipa vai ter nova cobertura

O Governo e a Sociedade do Metro Ligeiro de Macau justificaram a intervenção na Estação Lótus com a necessidade de substituir a cobertura que terá sido danificada devido à passagem de um tufão

A Estação Lótus do Metro Ligeiro vai ser alvo de obras de renovação para substituir a cobertura, a partir de hoje. O anúncio foi feito na sexta-feira, através de um comunicado conjunto da Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) e Sociedade do Metro Ligeiro de Macau (MLM).

Em actividade desde Dezembro de 2019, as obras foram justificadas com os danos sofridos pela cobertura: “A Sociedade do Metro Ligeiro de Macau, S.A. (MLM) iniciará, a 12 de Janeiro, após as coordenações necessárias, os trabalhos de substituição do sistema de cobertura da Estação Lótus da Linha da Taipa, que foi danificado anteriormente devido à passagem de um tufão”, foi comunicado. “A obra incluirá a substituição integral do sistema de cobertura da estação e do tecto falso da plataforma, entre outros trabalhos, com um prazo de 120 dias úteis, no sentido de melhorar o ambiente de espera”, foi acrescentado.

Durante as obras “partes da plataforma serão encerradas por fases, e o metro circulará na Linha da Taipa com composições de duas carruagens”. Contudo, a MLM promete que “durante os períodos de maior afluência, a frequência [da circulação] será reforçada para assegurar as necessidades de deslocação dos passageiros”. O custo da intervenção na estação que foi aberta há pouco mais de um ano não foi revelado.

Circulação Rodoviária

Os impactos da substituição da cobertura não se esgotam nos condicionamentos à circulação do Metro Ligeiro e vão igualmente afectar as estradas perto da estação. “No troço da Estrada Flor de Lótus, junto à Estação Lótus do Metro Ligeiro (em direcção à Ponte Flor de Lótus), o trânsito estará condicionado, e a passagem pedonal sob a estação será temporariamente encerrada até à conclusão dos trabalhos”, foi revelado.

“A MLM instalará vedações, sinalização e acessos temporários no interior da estação, e destacará mais pessoal para prestar assistência e orientação aos passageiros”, foi explicado. “Adicionalmente, serão implementadas medidas de controlo do fluxo de pessoas, consoante a afluência”, foi indicado.

O Governo e a MLM recomendam “aos passageiros que estejam atentos às informações disponíveis na estação” e “planeiem as deslocações com antecedência”. “A MLM agradece a compreensão dos cidadãos pelos inconvenientes causados durante a realização da obra”, foi acrescentado.

12 Jan 2026

Jogo | Seaport prevê crescimento de 19% das receitas em Janeiro

A base de comparação ajuda, mas a principal indústria de Macau continua a expandir mês após mês. O relatório mais recente da Seaport Research Partners prevê que até Março as receitas aumentem anualmente 14 por cento

A empresa de serviços financeiros Seaport Research Partners prevê um crescimento anual de 19 por cento das receitas do jogo em Janeiro, de acordo com o relatório mais recente da instituição. A nível trimestral as receitas podem aumentar cerca 14 por cento.

“A nossa estimativa para Janeiro aponta para um aumento de 19 por cento em relação ao ano anterior (mais 4 por cento em relação ao mês anterior), com a taxa de crescimento ajudada por uma comparação fácil [face ao valor de 2025]”, pode ler-se no relatório do analista Vitaly Umansky, citado pelo portal GGR Asia. Em Janeiro de 2025, as receitas brutas do jogo foram de 18,3 mil milhões de patacas, o valor mais reduzido de todo o ano, o que contribui para o maior crescimento relativo.

Apesar da base baixa de comparação, o crescimento de 19 por cento das receitas a abrir o ano é tido por Umansky como um sinal “sólido” para o primeiro trimestre, em que se espera uma expansão das receitas do jogo na ordem dos 14 por cento. Recorde-se que nos primeiros três meses de 2025, as receitas atingiram 57,7 mil milhões de patacas.

“Estimamos que o mês tenha começado bastante forte, possivelmente com receitas acima de 850 milhões de patacas por dia durante o fim-de-semana prolongado de 1 a 4 de Janeiro”, consta no documento.

Dezembro mais fraco

A previsão do crescimento de 14 por cento no primeiro trimestre tem em conta o facto de as receitas terem abrandado em meados de Dezembro, o que a Seaport Research Partners considera dever-se ao facto de os grandes apostadores preferirem visitar Macau para jogar entre Janeiro e Fevereiro.

“Prevemos que as receitas brutas do jogo cresçam mais de 14 por cento no primeiro trimestre e sete por cento em 2026”, afirmou Umansky. “O crescimento em 2026 é apoiado por comparações fáceis no primeiro semestre e pela continuação da flexibilização dos fluxos monetários e da emissão de vistos”, foi frisado.

Vitaly Umansky adiantou ainda que se houver algum aumento inesperado das receitas no mercado de massas que os resultados da indústria do jogo podem superar a previsão indicada e que esse aumento iria beneficiar as concessionárias actualmente com maior capacidade.

9 Jan 2026

Wynn, MGM e Melco anunciam bónus para trabalhadores

As concessionárias do jogo Wynn Resorts, e MGM China anunciaram um bónus equivalente a um mês de trabalho que vai abranger entre 95 e 98 por cento dos trabalhadores. A informação foi divulgada ontem através de comunicados, depois de a concessionária Galaxy ter anunciado uma medida semelhante, na terça-feira.

No que diz respeito à Wynn Macau, o bónus vai abranger 98 por cento dos actuais 11.552 trabalhadores elegíveis, como “reconhecimento das contribuições excepcionais de todos os membros da equipa ao longo do último ano”. “Estamos verdadeiramente gratos pelos esforços e contribuições dos membros da nossa equipa ao longo do último ano e temos o prazer de anunciar um subsídio especial em reconhecimento do seu trabalho árduo”, afirmou Linda Chen, vice-presidente e directora executiva da Wynn Macau. “Este ano comemoramos o importante marco do nosso 20.º aniversário em Macau — não é só uma conquista para a Wynn, mas também uma prova da dedicação de todos os membros da nossa equipa”, acrescentou.

Tendências gerais

No caso da MGM o bónus vai abranger 95 por cento dos trabalhadores, como “reconhecimento pela sua dedicação e contribuições ao longo de 2025”. O montante começará a ser pago a partir do dia 21 deste mês.

“Reflectindo sobre 2025, levámos adiante um novo capítulo, optimizando continuamente os nossos produtos inovadores e experiências de serviço, alcançando um progresso constante no desenvolvimento dos nossos negócios – tudo graças à dedicação e ao trabalho árduo da nossa equipa”, indicou Pansy Ho, presidente e directora executiva da MGM China em comunicado. “Olhando para o futuro, a MGM continuará a melhorar os seus pontos fortes, com um foco inabalável nos nossos hóspedes. Guiados pela filosofia de ‘Originalidade + Inovação’, vamos continuar dedicados a contribuir para o posicionamento de Macau como um centro turístico e de lazer de classe mundial, através da introdução contínua de ofertas turísticas mais diversificadas”, frisou.

Finalmente, a Melco Resorts também anunciou um bónus para “os trabalhadores elegíveis”, mas a proporção da força de trabalho abrangida não foi indicada. “O pagamento do bónus discricionário reconhece a dedicação e o apoio dos nossos colegas ao longo do ano passado. Agradecemos sinceramente a sua lealdade e empenho em superar consistentemente as expectativas dos hóspedes, o que, em conjunto, ajuda a empresa a manter e a destacar a sua posição de liderança na indústria do entretenimento e da hotelaria”, disse Lawrence Ho, presidente do grupo.

9 Jan 2026

Seguro automóvel | Pedida revisão de valores de cobertura

Sem qualquer alteração há 15 anos, a deputada ligada à comunidade de Fujian questiona o Governo sobre a revisão do valor mínimo do seguro que actualmente é de 750 mil patacas para ciclomotores e de 1,5 milhões de patacas para motociclos e automóveis

A deputada Song Pek Kei defende a necessidade de aumentar o valor mínimo de cobertura do seguro de responsabilidade civil para os acidentes de trânsito. O assunto foi abordado através de uma interpelação escrita, com a legisladora a alertar para o facto de a parte responsável pelo acidente ficar frequentemente em dificuldades para pagar a indemnização.

Song indica que actualmente se os residentes optarem pelos seguros mais baratos, o valor máximo que as seguradoras têm de cobrir é de 750 mil patacas, se conduzirem um ciclomotor, ou de 1,5 milhões de patacas, se o veículo conduzido for um automóvel ou um motociclo. Todavia, a legisladora considera os valores desadequados porque se mantêm inalterados “há 15 anos”, apesar do desenvolvimento social.

A deputada ligada à comunidade de Fujian aponta também que como o rendimento mediano dos residentes se aproxima de 20 mil patacas e “a indemnização atribuída pelos tribunais por um único acidente de trânsito excede normalmente o limite mínimo da cobertura do seguro” a parte considerada responsável fica em dificuldades para “proporcionar uma indemnização razoável à vítima” do sinistro.

Por estes motivos, e por definir o montante de cobertura “inadequado para responder à evolução social”, Song questiona o Governo sobre se vai aumentar o valor mínimo de cobertura para responder “à crescente procura de indemnizações”. A deputada sugere também a criação de um mecanismo de revisão regular do montante para evitar problemas como o actual, em que o valor da cobertura se afasta regularmente da realidade.

Indemnizações excessivas?

Na interpelação, Song Pek Kei considera ainda que as indemnizações determinadas pelos tribunais devem ser razoáveis, para acompanharem a evolução social. “Montantes de indemnização excessivamente elevados impõem um encargo irrazoável às partes responsáveis e não estão em consonância com a evolução da sociedade contemporânea”, apontou.

Segundo Song, em causa está o facto de as decisões dos tribunais condenarem os responsáveis pelos acidentes regularmente a cobrir danos não materiais, tais como sofrimento mental e perda de rendimentos futuros. Como o seguro apenas cobre os “danos corporais e danos materiais parciais”, a deputada indica que os condenados a pagar ficam regularmente em dificuldades para fazer face ao pagamento das indemnizações.

Além disso, a legisladora pretende esclarecimentos sobre a hipótese de os seguros passarem a abranger os tipos de compensação que agora são deixados de fora.

9 Jan 2026

Habitação | Vendas e preços com novas quedas no início de Dezembro

O mercado do imobiliário continua em quebra. O preço médio da habitação teve uma redução anual de 4,3 por cento no início do último mês de 2025, enquanto as vendas caíram 9,4 por cento

Na primeira metade de Dezembro, o preço médio da habitação apresentou uma descida anual de 4,3 por cento para 78.838 patacas por metro quadrado, segundo dados revelados pela Direcção dos Serviços de Finanças (DSF).

A queda anual de 4,3 por cento deve-se ao facto de no início de Dezembro de 2024 o preço médio do metro quadrado ter sido negociado a 82.383 patacas por metrado quadrado, o que representa uma diferença de 3.545 patacas por metro quadrado no espaço de um ano.

No início do mês anterior, os preços mais elevados foram praticados na Taipa, com o preço médio a fixar-se em 86.163 patacas por metro quadrado. Apesar disso, houve uma redução anual de 2,9 por cento, dado que no período homólogo o preço era de 88.762 patacas por metro quadrado.

Em Coloane, a habitação foi transaccionada a um preço médio de 83.925 por metro quadrado, uma redução de 22,7 por cento face ao período homólogo, quando o preço médio atingiu 102.976 patacas por metro quadrado. Ao contrário da tendência geral do mercado, na Península de Macau os preços apresentaram um aumento de 5 por cento para 76.127 patacas por metro quadrado, quando no mesmo período do ano passado o preço era de 72.480 patacas por metro quadrado.

A nível mensal, entre o início de Novembro e o início de Dezembro de 2025, o mercado apresentou um aumento dos preços na ordem dos 18,9 por cento, dado que no início de Novembro o preço médio da habitação tinha sido de 66.315 patacas por metro quadrado.

Menos transacções

A redução anual dos preços foi acompanhada de uma diminuição do número de transacções. Na primeira metade de Dezembro, houve uma quebra anual 9,4 por cento, de 96 transacções para 87. Apesar da redução anual, na Península de Macau houve mais 14 vendas, com 67 registadas no período mais recente, quando no período homólogo tinha havido o registo de 53 transacções.

No entanto, na Taipa houve menos transacções de 37 para 17, uma diferença de 20, e em Coloane uma redução de seis para três transacções. Quando a comparação é feita entre o início de Novembro e Dezembro do 2025, o mercado apresentou uma redução de 31 transacções, de 118 para 87 compras e vendas.

8 Jan 2026

Restauração | Residentes queixam-se da subida de preços e pedem apoios

Com os restaurantes mais caros, muitos residentes admitem optar por comer refeições feitas em casa, depois de comprarem ingredientes em Zhuhai, ou de “caçarem” promoções e menus mais em conta

O aumento dos preços na restauração está a fazer com que mais pessoas optem por cozinhar em casa. O cenário foi traçado por vários residentes, e face ao congelamento de salários em diferentes áreas multiplicam-se os pedidos de distribuição de cupões de subsídio ao consumo.

Ao jornal Ou Mun, um residente de apelido Tou confessou que come cada vez menos fora de casa, porque é mais barato comprar os alimentos em Zhuhai e depois confeccioná-los em casa. “Há vários anos que o meu salário não é aumentado, mas os preços nos restaurantes continuam a aumentar. Por isso, como cada vez menos fora”, afirmou o residente local.

Tou queixou-se da redução nos apoios sociais no pós-pandemia, como o fim dos subsídios ao consumo através dos meios de pagamentos electrónicos, e confessou que os hábitos alimentares da sua família sofreram uma grande alteração. “Antes, tinha preguiça de cozinhar depois do trabalho, mas agora, quando viajo para o Interior aos fins-de semanas, compro ingredientes e simplesmente cozinho arroz em casa durante a semana”, explicou. “Assim toda a minha família come por 100 patacas, que é metade do custo de comer fora”, acrescentou.

Por sua vez, uma residente de apelido Wong contou ao jornal Ou Mun que o aumento dos preços também levou a que deixasse de comer fora. A mulher indicou que a gota de água foi o preço das sopas de fitas com ovo ter aumentado de 13 patacas para 16 patacas no restaurante em que costumava tomar o pequeno-almoço: “Agora fica mais em conta cozinhar a minha canja com vegetais, até porque é mais saudável”, explicou.

Apesar deste hábito, a residente admite que se houver mais programas de incentivo ao consumo que vai passar a comer fora mais vezes.

À procura do preço

Ao contrário dos outros dois entrevistados, um residente de apelido Kuok reconheceu comer frequentemente fora de casa, principalmente ao jantar. Apesar de admitir que está cada vez mais caro, Kuok explicou que procura as melhores promoções e os restaurantes com menus, para “sair mais em conta”. “Sempre que como fora procuro os programas de pontos para ter descontos ou outras promoções. E se não houver qualquer promoção nem considero a possibilidade de comer nesse restaurante”, contou.

Kuok exemplificou que num dos restaurantes que frequenta existe um programa de descontos em que se carregar o cartão de cliente com 500 patacas recebe 70 patacas grátis. Nesse espaço, relatou, é possível comer um menu com prato principal e bebida por 38 patacas, o que afirmou ser “um excelente preço”.

Também uma residente de apelido Lei admitir “caçar” promoções para comer fora e relatou que costuma frequentar um espaço onde dois pratos principais, bebidas e um prato com vegetais custam “pouco mais de 100 patacas”, o que permite uma poupança de 10 patacas por prato. Face a esta promoção, considerou que ainda é possível comer fora com “bons negócios”, no entanto admitiu temer que cada vez mais restaurantes sigam o exemplo recente de algumas cadeias de restaurantes norte-americanos e subam os preços.

8 Jan 2026

Jovens | Joey Lao pede reforço do subsídio para primeiro emprego

Actualmente, as empresas que contratam jovens para o primeiro emprego podem receber até 15 mil patacas, o deputado ligado à comunidade de Jiangmen defende a necessidade de “acompanhar os tempos” e fazer os “ajustes adequados” ao montante

O deputado Joey Lao defendeu o reforço do apoio à contratação de jovens que procuram o primeiro emprego. O pedido foi deixado através de uma interpelação escrita, divulgada no portal da Assembleia Legislativa.

Segundo o legislador ligado à comunidade de Jiangmen, o actual subsídio por Contratação de Jovens à Procura do Primeiro Emprego está em vigor desde 2004, sem alterações significativas, o que faz com que deixe de corresponder à realidade actual. “Após mais de duas décadas em vigor, certas disposições do regulamento tornaram-se manifestamente desfasadas em relação às exigências do desenvolvimento económico e social de Macau”, apontou Joey Lao. O primeiro problema identificado pelo deputado passa pelo facto do valor do apoio “manter-se inalterado há 21 anos”.

O também economista explica que desde 2004 os empregadores que contratem pessoas com habilitações literárias equivalentes ao ensino secundário recebem “apenas” um subsídio de 12 mil patacas. Este apoio é entregue ao longo de seis meses, correspondendo a um montante 2 mil patacas por mês.

Os moldes actuais do subsídio definem ainda que os jovens contratados com habilitações correspondentes ao ensino superior recebem um apoio total de 15 mil patacas, distribuído por seis prestações mensais de 2.500 patacas. Dado o novo contexto de maior dificuldade de procura de emprego pelos jovens, que o deputado se limita a definir como a necessidade “acompanhar os tempos”, Joey Lao quer saber se o Executivo vai fazer os “ajustes adequados ao montante do subsídio”.

A questão da idade

Além do valor do subsídio, o deputado pede igualmente que se equacione aumentar a idade limite para a atribuição do subsídio pela Direcção de Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL). De acordo com os moldes em vigor, o subsídio apenas pode ser distribuído a jovens com idade inferior a 26 anos, o que na óptica de Joey Lao “não abrange o grupo cada vez mais alargado de jovens [com mais de 26 anos] em busca de emprego”.

O deputado defende a necessidade de mudanças também com o facto de no caso do Plano de Financiamento para Carreiras Profissionais dos Jovens de Macau na Grande Baía o Governo estabelecer a idade limite nos 35 anos. Com este apoio, o Executivo financia carreiras de quem se muda para o Interior da China com um montante de 5 mil patacas por mês, que pode chegar a 90 mil patacas. Face a discrepância, Joey Lao defende que o subsídio de apoio à contratação de jovens que procuram o primeiro emprego deve abranger pessoas com idade até 35 anos.

8 Jan 2026

Jogo | Fitch avalia novas obrigações da SJM como especulativas

A agência de notação financeira acredita que o grupo tem um longo caminho para percorrer para reduzir o endividamento. Um dos problemas identificado é a incerteza sobre os resultados do Grand Lisboa Palace e a falta de atracção a nível do mercado de massas

A agência de notação financeira Fitch avaliou como especulativos os novos títulos não subordinados que vão ser emitidos em Janeiro pela SJM. Este é um tipo de dívida pago de forma prioritária face a outros tipos e o anúncio da emissão foi feito na segunda-feira, embora os pormenores só devam ser conhecidos nos próximos dias.

De acordo com o relatório da Fitch, citado pelo portal GGR Asia, a nota “BB-” para os novos títulos de dívida foi justificada com “as perspectivas negativas que recaem sobre o próprio grupo”. O nível “BB-” da escala de avaliações significa que os títulos são encarados como especulativos e que existem riscos “elevados” de incumprimento.

Os factores com impacto negativo na avaliação do grupo, elencados pelos analistas Samuel Hui, Rebecca Tang e Tyran Kam, apontam para a redução dos lucros da empresa nos próximos anos. A Fitch explica que 2025 vai confirmar um crescimento dos lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização da SJM Holdings, tal como aconteceu em 2024, mas em 2027 espera-se uma redução desses lucros, que deverão ficar abaixo da performance de 2024.

No relatório, a agência observa igualmente que a SJM está a fazer um caminho positivo para reduzir os níveis de endividamento. Contudo, não deixa de se mostrar preocupada com os impactos dos resultados do Grand Lisboa Palace, no Cotai, e o encerramento de vários casinos-satélite.

Dias de incerteza

Sobre o desenvolvimento do Grand Lisboa Palace, é referido que o casino sofre do problema de estar afastado do centro do Cotai. No entanto, os analistas apontam que a empresa tem feito todos os esforços para aumentar a atractividade do espaço em termos do mercado de massas, o que tem passado por tentar melhorar a ligação com o resto da cidade.

Em relação aos casinos-satélite, a aquisição pela SJM do L’Arc Macau, que vai passar a explorar directamente, é tida como positiva e uma forma de tentar “reter metade da quota de mercado dos casinos-satélite encerrados”, utilizando para este efeito as mesas de jogo que ficaram livres com os outros satélites que fecharam as portas.

A Fitch entende também que o L’Arc Macau tem a vantagem de estar virado para o segmento de clientes que frequentava os casinos encerrados.

7 Jan 2026

Zona Norte | Elevado fluxo de turistas sem impacto nos negócios

Apesar do elevado número de turistas que visitou Macau nos últimos dias, os efeitos na económica comunitária continuam a ser reduzidos. Alguns comerciantes queixam-se de um Natal pouco movimentado

Apesar do elevado número de turistas que entrou no território nos feriados do Natal e Ano Novo, comerciantes da zona norte da península revelam que a actividade económica não apresentou melhorias. O relato foi traçado pelo jornal Ou Mun, na edição de ontem, e contrasta com as enchentes nas principais atracções turísticas.

De acordo com o cenário traçado no Bairro do Iao Hon, alguns restaurantes que são actualmente mais populares nas redes sociais conseguiram mais clientes. No entanto, esta movimentação não contribuiu para melhorar a actividade económica naquela zona da cidade. Ao jornal Ou Mun, Chan, uma trabalhadora de uma loja de venda de roupa afirmou que as ruas continuaram desertas e que o Bairro do Iao Hon nunca foi um lugar popular para turistas.

Chan indicou que a realização de eventos pelo Governo com base em desenhos animados e descontos de consumo tiveram um impacto reduzido, mas que mesmo assim não é sustentável. Assim que as iniciativas terminam, o número de turistas que vai àquela zona baixa imediatamente.

A funcionária da loja de vestuário explicou ainda que é cada vez mais difícil para os negócios físicos competirem com a concorrência dos preços praticados no Interior da China ou das compras online. Chan revelou que a competição levou ao encerramento de várias lojas encerrassem, produzindo um efeito dominó, que contribuiu para a “desertificação” comercial do bairro.

A mulher deixou assim o desejo que o Governo organize novas iniciativas no Iao Hon durante o novo ano e que continue a embelezar as ruas, para tornar o local mais atractivo.

Efeitos limitados

Também uma residente de apelido Leong, responsável por um restaurante no Iao Hon, reconheceu que o impacto dos visitantes é limitado. Em relação ao seu negócio, a residente afirmou que tem beneficiado do turismo. No início servia mais os clientes locais, mas as redes sociais vieram tornar o seu espaço muito popular entre visitantes do Interior da China, o que leva a que cada vez mais turistas visitem o restaurante para comer e tirar fotografias.

Apesar do sucesso, Leong observou que o impacto dos turistas é limitado, porque as deslocações àquela zona são orientadas para restaurantes. Assim que acabam as refeições e tiram as fotografias, os turistas deixam a zona norte, sem se aventurarem pelo bairro ou visitarem outras lojas.

A empresária reconheceu também que a maioria dos restaurantes na zona enfrenta dificuldades e que o volume de negócios durante o período do Natal foi extremamente reduzido.

Sobre o futuro, Leong destacou a importância das medidas adoptadas pelo Governo para apoiar as pequenas e médias e empresas (PME). Contudo, reconheceu que as medidas são temporárias e que os comerciantes têm de lidar sozinhos com a queda do volume de negócios, dado que o cenário presente não deverá sofrer alterações.

6 Jan 2026

Educação | Loi I Weng pede medidas devido a redução de alunos

Face à redução do número de alunos nas turmas dos jardins-de-infância, a deputada Loi I Weng considera que o Governo deve promover o modelo “dois professores e um assistente”. A posição foi tomada ontem, com a legisladora ligada à Associação das Mulheres a partilhar um comunicado a antever o período de inscrições no pré-escolar, que arranca hoje.

De acordo com os dados apresentados, para o ano lectivo de 2026/2027 espera-se uma nova redução de 500 novos alunos face ao ano escolar em curso, o que deverá fazer o número de inscrições cair para 3.400 crianças. Face à redução, Loi I Weng apela ao Governo que tome medidas para evitar nas instituições de ensino o impacto da redução da procura. Como parte das propostas, a deputada sugere que cada turma tenha dois professores e um assistente de educação infantil.

Além disso, a deputada pede “ajustes flexíveis no tamanho das turmas”, para que as turmas funcionem com 20 alunos, quando actualmente o número é 25. A deputada considera que estas medidas vão proporcionar um “apoio imediato às escolas através da alocação de recursos”.

Loi I Weng defendeu ainda o “apoio activo às instituições de ensino na coordenação de planos futuros de matrículas e na integração de recursos para ajudar o sistema educativo a adaptar-se suavemente aos impactos decorrentes das mudanças demográficas”. A Associação das Mulheres é responsável pela exploração de algumas instituições de ensino locais, como creches e escolas.

6 Jan 2026

Hengqin | Deputado alerta para problemas de mobilidade e pede apoios

Apesar da fronteira de Hengqin estar aberta 24 horas por dia, Leong Sun Iok alerta para a falta de transportes, principalmente durante a madrugada. O deputado pede também apoios públicos para os residentes que moram em Hengqin

A circulação entre Macau e a Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin é encarada por Leong Sun Iok com preocupação. O assunto faz parte de uma interpelação escrita divulgada ontem pelo deputado ligado à Federação das Associações dos Operários de Macau.

Na perspectiva do legislador, o facto de terem passado dois anos desde que os primeiros residentes de Macau passaram a habitar na Zona de Cooperação devia ter servido para melhorar vários aspectos de circulação de pessoas e bens. No entanto, tal não aconteceu: “Estou muito preocupado com as questões práticas enfrentadas pelos residentes de Macau que vivem em Hengqin no que diz respeito às viagens transfronteiriças, à eficiência dos procedimentos aduaneiros e à convergência dos serviços públicos”, apontou.

A primeira preocupação de Leong Sun Iok prende-se com a falta de transportes para a fronteira, um problema que afecta principalmente quem trabalha por turnos. “Com o primeiro autocarro a partir às 06h30 e o último às 23h15, não é possível cobrir as necessidades daqueles que trabalham em turnos nocturnos ou que terminam o trabalho de madrugada”, afirmou. “Deve ser considerada a criação de percursos adicionais de autocarros nocturnos entre as áreas urbanas de Macau e a fronteira de Hengqin”, acrescentou.

A nível dos autocarros, o deputado pede também ligações directas entre a fronteira e as principais áreas da Península de Macau, Taipa e Coloane, para “reduzir o tempo de deslocação dos residentes”. O deputado defende também que se estude a “viabilidade de prolongar ou ajustar os horários da primeira e última viagem de Metro Ligeiro” para a fronteira.

Leong Sun Iok salienta também a existência de “congestionamentos e longas filas durante as horas de ponta” que afectam principalmente os “veículos com matrícula única”. O legislador propõe assim “a criação de canais específicos de passagem para residentes de Macau”.

Mais dinheiro

Além de sugerir melhorias de circulação, o membro da FAOM considera que é necessário aumentar os apoios financeiros para quem vivem na Ilha da Montanha e sugere o subsídio dos cuidados de saúde prestados aos residentes no outro lado da fronteira. “Para aliviar o custo de vida dos residentes no Novo Bairro de Macau, as autoridades irão estudar e avaliar activamente a extensão da cobertura das políticas de bem-estar existentes para os residentes de Macau, tais como subsídios para serviços públicos?”, questiona.

Na visão do deputado, se Macau pagar os serviços prestados em Hengqin aos residentes da RAEM está a proporcionar “um apoio e incentivo para os residentes de Macau viverem na Zona de Cooperação entre Guangdong e Macau” e a promover “o desenvolvimento integrado de Hengqin e Macau”.

O deputado pede ainda às autoridades que adiantem o calendário para a implementação de cuidados de saúde prestados por instituições de Macau no Novo Bairro de Macau em Hengqin. Segundo Leong Sun Iok, até Setembro do ano passado havia cerca de 30 mil residentes de Macau a viver na Zona de Cooperação.

6 Jan 2026

Economia | Estudo nega que crise pandémica tenha gerado diversificação

A pandemia reduziu temporariamente a supremacia do jogo na economia de Macau, mas não produziu alterações estruturais. Assim que as restrições fronteiriças foram levantadas, a indústria dos casinos voltou à posição dominante em termos económicos

A crise motivada pela pandemia da covid-19 não foi uma oportunidade aproveitada para reduzir da importância do jogo no tecido económico de Macau. A conclusão faz parte do estudo com o título “Resiliência ou Miragem? Desconstrução da Recuperação Económica e o Atraso Estrutural do Mercado de Trabalho no Sector do Turismo de Macau” (Resilience or Mirage? Deconstructing de Economy Recovery and Labor Market Structural Lag in Macao’s Tourismo Sector) publicado por seis académicos da Universidade Politécnica de Macau, na revista Turismo e Hospitalidade (Tourism and Hospitality).

Segundo os autores, apesar da redução do peso económico do jogo durante a pandemia, principalmente quando vigoravam medidas de restrição da circulação de turistas, a importância do principal sector da economia local acabou por se acentuar no pós-covid-19. A análise dos académicos tem por base a avaliação do Índice Herfindahl–Hirschman (HHI) que permite medir o peso de cada sector na totalidade da actividade económica.

“Esta conclusão desafia a narrativa tradicional da avaliação da resiliência, que encara ‘a crise como uma oportunidade para a transformação estrutural’, revelando um padrão específico de resposta à crise — a ‘diversificação passiva’”, foi explicado. “Este fenómeno não resultou do crescimento endógeno de elementos não relacionados com o jogo, mas sim da paralisia estrutural das funções centrais do sistema causada pela estagnação do motor do turismo. Por outras palavras, o aumento da quota dos sectores não relacionados com o jogo foi apenas um resultado matemático passivo, e não um reflexo de competitividade substancial”, foi acrescentado.

Os académicos apontam também que a ideia da redução da importância relativa do peso do jogo se deveu ao “efeito denominador”, ou seja, foi motivado apenas pela contracção do sector do jogo, que impulsionou o aparente peso de outros sectores no panorama global. Contudo, o crescimento de outros sectores não foi estrutural, e assim que o jogo recuperou, a importância das outras actividades económicas voltou a ser marginal.

Efeitos divergentes

No trabalho publicado a 2 de Janeiro, os académicos Cai Jingwen, Wang Chunning, Hu Haoqian, Ho Wai In, Chan Ka Ip e Yin Yifen observam igualmente o comportamento do mercado laboral relacionado com o turismo durante a pandemia.

A análise resulta na identificação de duas tendências contrárias. Em relação às profissões mais específicas da indústria do jogo, como croupiers ou outros trabalhadores envolvidos nos sectores de luxo, houve uma retenção da força laboral, com 98 por cento dos trabalhadores a manterem o regime de trabalho a tempo inteiro. O fenómeno é considerado normal durante “choques temporários” na indústria, mas os autores apontam que prejudica os esforços de diversificação da economia e do plano 1+4, em que o jogo vai impulsionar o desenvolvimento de sectores como finanças, saúde, eventos desportivos e medicina tradicional chinesa.

Em relação à mão-de-obra menos especializada, como trabalhadores da restauração, os investigadores identificaram um padrão de despedimentos e layoffs. Neste tipo de empregos, os académicos verificaram que o número de empregados a tempo inteiro diminuiu cinco por cento, com os salários também a decrescerem.

6 Jan 2026

Medalhas | Ho Iat Seng, Kou Hoi In e Raimundo do Rosário distinguidos

A lista de premiados fica marcada pela atribuição de duas Medalhas de Honra do Grande Lótus, a maior distinção da RAEM, a Ho Iat Seng e Kou Hoi In. Todas as individualidades agraciadas desempenharam funções no Governo ou na Assembleia Legislativa

O ex-Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, e o ex-presidente da Assembleia Legislativa, Kou Hoi In, vão ser agraciados com a Medalha de Honra do Grande Lótus, a maior distinção da RAEM. A lista com as distinções do Executivo relativas a 2025 foi anunciada a 31 de Dezembro, através de um comunicado do Gabinete de Comunicação Social, e a cerimónia de entrega das distinções está agendada para 30 de Janeiro, no Centro Cultural de Macau.

As principais distinções atribuídas por Sam Hou Fai foram para ex-governantes, com o macaense e ex-secretário para os Transportes e Obras Públicas Raimundo do Rosário a ser agraciado com a Medalha de Honra do Lótus de Ouro. Esta distinção será também atribuída a Ho Veng On, ex-Comissário de Auditoria, e Vong Man Chong, ex-director-geral dos Serviços de Alfândega. As medalhas de honra têm como objectivo distinguir indivíduos ou entidades que contribuíram para a imagem e o bom nome da RAEM.

Após ter sido anunciada a lista das medalhas, Ho Iat Seng considerou o título “uma profunda honra”. O ex-líder do Governo afirmou ainda, através de um comunicado, que “mantém, desde sempre, um profundo carinho por Macau” e que ao longo dos anos se “dedicou” a “servir a nação e Macau”.

O ex-Chefe do Executivo elogiou os resultados da sua governação e considerou que dependeram “não só da dedicação e do trabalho árduo da equipa da acção governativa e de todos os funcionários da Administração Pública, mas também do forte apoio, dos esforços conjuntos da comunidade e de todos os residentes”. “Esta honra é uma vitória colectiva, que demonstra o compromisso de toda a sociedade em impulsionar um desenvolvimento maior e melhor para a RAEM”, afirmou.

No texto de atribuição da Medalha de Honra do Grande Lótus a Ho Iat Seng surge destacado o período em que o ex-governante teve de lidar com a pandemia da covid-19. “Durante o seu mandato como o quinto Chefe do Executivo, uniu o Governo da RAEM e todos os sectores sociais, ultrapassou com sucesso os desafios e dificuldades severos da pandemia Covid-19 e envidou todos os esforços para promover a recuperação económica e o desenvolvimento social pós-pandemia”, foi indicado.

Além de Chefe do Executivo, Ho Iat Seng, empresário de profissão, foi presidente da Assembleia Legislativa, membro do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional e membro do Conselho Executivo. Esta é a terceira vez que Ho Iat Seng vai ser agraciados, depois de em 2001 ter recebido a Medalha de Mérito Industrial e Comercial e em 2009 ter sido distinguido com a Medalha de Honra Lótus de Ouro.

Mais um Lótus

Outro empresário e ex-presidente da Assembleia Legislativa distinguido é Kou Hoi In, destacado pela actividade como membro da Assembleia Popular Nacional, o principal órgão legislativo da República Popular da China, e pelos mais de 34 anos como deputado da Assembleia Legislativa.

“Nos trabalhos de legislação, supervisão da acção governativa e formulação de políticas públicas defendeu sempre os princípios de exercer funções em conformidade com a lei, de forma racional e pragmática, promoveu activamente o aperfeiçoamento dos regimes e a construção do Estado de Direito e empenhou-se na salvaguarda dos direitos e interesses dos residentes e na promoção da estabilidade social e do desenvolvimento a longo prazo”, foi considerado. “Durante o seu mandato como presidente da Assembleia Legislativa de Macau de 2019 a 2025, concentrou esforços na melhoria da eficiência do funcionamento parlamentar, na promoção da interacção positiva entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo, e deu contributos importantes para o reforço da construção do Estado de Direito, para a promoção da harmonia social e para a melhoria das políticas de bem-estar da população”, foi acrescentado.

Após deixar o hemiciclo, Kou foi nomeado para exercer as funções de presidente do Conselho de Administração da TDM, é ainda vice-presidente do Conselho de Administração e gerente-geral da Companhia de Produtos e Produções Especiais da China e vice-presidente da Associação Comercial de Macau.

No passado, o anterior presidente da AL tinha sido agraciado com em 2007 com a Medalha de Mérito Industrial e Comercial e em 2016 com a Medalha de Honra Lótus de Prata.

Em português

Raimundo do Rosário, secretário para Transportes e Obras Públicas, entre 2014 e 2024, é o único representante da comunidade macaense nas distinções de 2025, tendo em conta as individualidades e associações distinguidas.

No texto sobre o ex-governante são indicados vários cargos assumidos em instituições públicas e privadas. “Ingressou na Função Pública em 1979 e trabalhou até 1990 sucessivamente como técnico superior, chefe de departamento, subdirector e director dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes”, pode ler-se. No currículo consta também que foi membro da delegação portuguesa do Grupo de Terras Luso-Chinês, adjunto do Conselho de Administração da CAM-Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau e chefe da Delegação Económica e Comercial de Macau, em Lisboa tendo também a seu cargo as Delegações Económicas e Comerciais junto da União Europeia, em Bruxelas e da Organização Mundial do Comércio, em Genebra.

Raimundo foi ainda membro da Comissão de Redacção da Lei Básica e da Comissão Preparatória para o Estabelecimento da Região Administrativa Especial de Macau, deputado e membro do Conselho Fiscal do Banco Comercial de Macau.

Em termos das medalhas de honra, a Associação de Bancos de Macau vai ser agraciada com o Lótus de Prata, devido ao “papel fundamental na promoção da colaboração do sector e no desenvolvimento sólido da indústria”.

Medalhas de Mérito

No capítulo damedalha de mérito profissional este ano surge apenas uma distinção, para Chan Iok Lin, que desde 2000 integrou o Gabinete do Presidente do Tribunal de Última Instância, tendo chegado a chefe, em 2016. “Demonstrou sempre uma atitude rigorosa e dedicada no exercício das suas funções, possuindo excelentes capacidades de liderança e organização, além de um elevado profissionalismo e espírito de entrega”, foi justificado.

Na área industrial e comercial, as distinções foram para a empresa estatal Companhia de Logística Nam Kwong, do grupo Nam Kwong, pelos contributos para a diversificação da economia e para a empresária Amber Li Jiaming que é presidente do Grupo HN e membro do 14.º Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC), vice-presidente da Comissão de Assuntos Externos da CCPPC e membro do Conselho para o Desenvolvimento Económico de Macau.

A nível turístico, a única distinção foi atribuída à Equipa do Espectáculo House of Dancing Water, da Melco Resorts & Entertainment. O espectáculo foi suspenso durante a pandemia, mas regressou após o fim das restrições fronteiriças impostas durante os anos de combate à covid-19.

Em termos da educação, foram distinguidas a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau, Escola Keang Peng e Escola Kao Yip. Na cultura, as distinções foram para a Associação de Ópera Chinesa dos Moradores Marítimos e Terrestres da Barra de Macau, para o deputado Lam Fat Iam e o artista Chan Iu Pui, que desenha caricaturas para o jornal Ou Mun.

Finalmente, vai ser atribuída uma Medalha de Mérito Altruístico à Equipa Internacional de Emergência Médica da China (RAEM) e medalhas de Mérito Desportivo para a Equipa de Karaté da RAEM que participou nos Jogos Nacionais. A atleta Zhu Yuling, que defendeu as cores do Interior até 2024, altura em que se mudou para Macau, também será agraciada. A atleta passou a representar a RAEM ao abrigo dos programas de promoção de quadros profissionais e conquistou o título individual feminino no WTT de United States Smash de Ténis de Mesa, a primeira atleta de Macau a conseguir tal feito. Actualmente, é professora na Universidade de Tianjin.

Medalhados

Medalhas de Honra

Grande Lótus

Ho Iat Seng

Kou Hoi In

Lótus de Ouro

Raimundo Arrais do Rosário

Ho Veng On

Vong Man Chong

Lótus de Prata

Associação de Bancos de Macau

Medalhas de Mérito Profissional

Chan Iok Lin

Medalha de Mérito Industrial e Comercial

Companhia de Logística Nam Kwong, Limitada

Li Amber Jiaming

Medalha de Mérito Turístico

Equipa do Espectáculo «House of Dancing Water» — Melco Resorts & Entertainment

Medalha de Mérito Educativo

Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau

Escola Keang Peng

Escola Kao Yip

Medalha de Mérito Cultural

Associação de Ópera Chinesa dos Moradores Marítimos e Terrestres da Barra de Macau

Lam Fat Iam

Chan Iu Pui

Medalha de Mérito Altruístico

Equipa Internacional de Emergência Médica da China (RAEM)

Medalha de Mérito Desportivo

Equipa de Karaté da Delegação Desportiva da RAEM à 15.ª Edição dos Jogos Nacionais

Zhu Yuling

Medalha de Dedicação

Tai Kam Un

Medalha de Serviços Comunitários

Centro de Serviços de Tele-Assistência Peng On Tung de Macau

Títulos Honoríficos

Título Honorífico de Valor

Equipa do Instituto Salesiano da Imaculada Conceição

Equipa da Escola Secundária Pui Ching

Equipa da Escola Secundária Lou Hau

Equipa de Macau na Competição Asiática de Dança de Elite 2024-2025

Selecção feminina das escolas secundárias de Macau participantes no 2.º Campeonato Asiático de Basquetebol 3×3 para Escolas Secundárias

Equipa de Macau participante na Taça Mundial de Bowling de 2025

Li In Iat

5 Jan 2026

Troca de dinheiro | Rusga visa negócio de 60 milhões de dólares de Hong Kong

A Polícia Judiciária (PJ) anunciou a detenção de duas mulheres por alegadamente estarem envolvidas em trocas ilegais de dinheiro para o jogo num casino do Cotai. De acordo com as estimativas da polícia, o negócio que operava numa joalharia terá movimentado mais de 60 milhões de dólares de Hong Kong, com os lucros a serem de 1 milhão de dólares de Hong Kong.

As detidas são uma residente local, de 36 anos, e uma mulher do Interior da China, de 27 anos. Ambas desempenhavam as funções de vendedoras no espaço comercial. Na conferência de imprensa de ontem em que o caso foi apresentado, os representantes da PJ admitiram estarem actualmente a investigar o paradeiro do proprietário do espaço comercial.

Além das detenções foram apreendidos cerca de 500 mil dólares de Hong Kong em dinheiro vivo. Também foi apreendido um telemóvel, que alegadamente terá sido utilizado para combinar as trocas de dinheiro. A investigação terá partido de denúncias anónimas que alertaram as autoridades para a possibilidade de no interior da loja estarem a decorrer trocas ilegais de dinheiro.

As detenções aconteceram depois de os agentes terem passado um dia a vigiar o que acontecia no espaço comercial, tendo decidido actuar depois de assistirem a três clientes com “comportamento suspeito”. A loja operava no casino, que não foi identificado, desde 2019, e as duas empregadas confessaram a existência de trocas de dinheiro. As detidas recebiam salários de 13 mil patacas e 15 mil patacas, que incluíam o pagamento de horas extra.

31 Dez 2025

Jogo | Morgan Stanley menos optimista face a resultados da MGM China

O banco de investimento prevê que o novo contrato da MGM China com a empresa-mãe, para a utilização da marca MGM, vai ter um impacto significativo nos resultados financeiros da concessionária de jogo

A subida dos custos para a utilização da marca MGM pela concessionária do jogo MGM China levou o banco de investimento Morgan Stanley a reduzir as expectativas face aos resultados financeiros da empresa. Numa nota divulgada aos investidores, o banco de investimento espera agora que o resultados financeiros da concessionária se enquadrem na média do mercado, quando antes previa que superassem a média.

A alteração das expectativas face à MGM China tem em conta o novo contrato de utilização da marca da empresa MGM. Segundo os detalhes divulgados antes do Natal, a MGM China vai passar a pagar 3,5 por cento das receitas líquidas mensais consolidadas, quando até agora pagava 1,75 por cento. Esta diferença significa que a MGM China vai pagar praticamente o dobro à MGM Resorts International, a empresa-mãe.

Com base nesta alteração, a Morgan Stanley explica que os novos pagamentos devem custar cerca de 7 por cento dos lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA, em inglês) por ano à concessionária.

O acordo revelado recentemente tem a duração de 20 anos, dependente da renovação da concessão do jogo após 2030, e prevê para 2026 um pagamento máximo de 188,3 milhões de dólares americanos (1,5 mil milhões de patacas). No entanto, a empresa de serviços financeiros CBRE Equity Research acredita que o valor dos lucros da MGM China para o próximo ano deve resultar num pagamento de cerca de 166 milhões de dólares (1,3 mil milhões de patacas).

Valores históricos

O pagamento de cerca de 166 milhões de dólares para o próximo ano contrasta o que tem acontecido pelo menos desde 2023. Nesse ano, o primeiro sem restrições de circulação após a pandemia da covid-19, a MGM China pagou à MGM Resorts International cerca de 55,2 milhões de dólares. No ano seguinte, os pagamentos subiram para 70,9 milhões de dólares, o que reflecte a melhoria do desempenho financeiro da empresa.

Os pagamentos do ano em curso ainda não são conhecidos, mas até ao final de Setembro totalizaram 56,5 milhões de dólares. Tendo em conta que este ritmo de lucros é mantido, apesar de o mercado ter apresentado uma expansão nos meses mais recentes, o pagamento para este ano deverá rondar 75,3 milhões de dólares americanos.

31 Dez 2025

UM | Secção sul do campus em Hengqin vai custar 2,38 mil milhões

As empresas Companhia de Construção e Investimento Predial Ming Shun e Jian Tai Construction, do grupo Huafa, foram as escolhidas para realizar os trabalhos que têm prazo de conclusão até Novembro de 2028

As obras de construção da Secção Sul do novo Campus da Universidade de Macau em Hengqin vão ter um custo de 2,38 mil milhões de patacas (2,086 mil milhões de renminbis), de acordo com o contrato de adjudicação. A informação foi partilhada pela empresa no Interior da instituição de ensino local, a Guangdong Hengqin UM Higher Education Development, através do portal da Direcção dos Serviços da Supervisão e de Gestão dos Activos Pública (DSSGAP).

A obra foi atribuída através de um concurso público e os trabalhos vão ficar a cargo do consórcio constituído pela empresa local Companhia de Construção e Investimento Predial Ming Shun e pela Jian Tai Construction, que tem sede e Zhuhai e faz parte do grupo estatal Huafa.

Uma vez que o campus fica situado no Interior da China, o concurso foi realizado de acordo com a legislação chinesa e as propostas foram apresentadas em renminbis. O consórcio constituído pela Ming Shun e Jian Tai apresentou a terceira proposta mais barata das sete participantes no concurso.

A adjudicação foi divulgada publicamente ontem, apesar de ter sido decidida a 11 de Novembro, estabelecendo que a construção de todos os edifícios tem de começar até amanhã. Além disso, o concurso exige que alguns lotes e edifícios têm de ficar prontos até Fevereiro de 2028, enquanto os restantes têm conclusão marcada até Novembro de 2028.

Concurso participado

O concurso público de atribuição da obra contou apenas com a participação de empresas estatais do Interior da China, algumas das maiores construtoras a nível mundial. Uma das participantes foi a China Railway Construction Corporation, que apresentou uma proposta com um valor de 2,71 mil milhões de patacas (2,38 mil milhões de renminbis), a mais cara de todas.

O mesmo grupo foi duas vezes a jogo, através da subsidiária China Railway First, e neste caso apresentou a proposta mais barata no valor de 1,70 mil milhões de patacas (1,48 mil milhões de renminbis).

O concurso contou também com o consórcio constituído pela China Overseas Construction Limited e China State Construction Engineering Corporation, que apresentaram uma proposta de 2,61 mil milhões de patacas (2,29 mil milhões de renminbis).

A Zhejiang N.º 1 Construction Investment apresentou uma proposta de 2,53 mil milhões de patacas (2,22 mil milhões de renminbis), a Jiangsu Huajian, de 2,34 mil milhões de patacas (2,05 mil milhões de renminbis), enquanto o Grupo de Construção Urbana de Pequim pediu 2,00 milhões de patacas (1,75 mil milhões de renminbis).

31 Dez 2025

Terrenos | Coutinho pede maior transparência

O deputado José Pereira Coutinho considera que é necessária mais transparência na divulgação de informações sobre os terrenos controlados pela RAEM. O assunto vai ser abordado numa interpelação oral na Assembleia Legislativa (AL), entre os dias 6 e 7 de Janeiro.

Na interpelação, que foi divulgada ontem no portal da AL, o deputado ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau defendeu uma maior divulgação da informação dos portais do Governo.

Além disso, o deputado questiona quais os planos do Executivo para lidar com a questão dos terrenos em dívida. Em 2016, o então Chefe do Executivo, Fernando Chui Sai, admitiu que o Governo tinha de atribuir mais de 88 mil metros quadrados em terrenos que tinham sido retirados a privados para serem utilizados para fins públicos.

31 Dez 2025