João Santos Filipe Manchete SociedadeJLL | Apenas jogo e turismo têm bom desempenho económico A imobiliária prevê que no resto do ano o mercado de habitação vai continuar estagnado, uma vez que faltam factores de crescimento em todos os sectores, com excepção do jogo e do turismo. Nos primeiros meses, tanto na habitação como nos espaços comerciais, as rendas ficaram mais baixas A imobiliária JLL considera que em termos económicos apenas o jogo e do turismo apresentam um bom desempenho, enquanto todos os outros sectores, incluindo o imobiliário, apresentam uma falta de factores que impulsionem o crescimento. A situação vem descrita no mais recente relatório da JLL sobre o mercado imobiliário de Macau. “Com a excepção dos sectores do jogo e do turismo, que apresentaram um bom desempenho, todas as restantes indústrias em Macau continuaram a apresentar uma falta de factores de crescimento”, pode ler-se no texto divulgado ontem. Em relação ao mercado do imobiliário para a habitação, a JLL indica que a procura se manteve “fraca”, com as transacções a registarem uma “estagnação durante a primeira metade do ano”. Sobre os meses entre Janeiro e Março, a imobiliária reconhece que houve uma “breve recuperação”, que se deveu à redução das taxas de juro, isenções de imposto de selo e a maior facilidade no acesso ao crédito. Contudo, no segundo trimestre a situação apresentou uma alteração: “a procura limitada de habitação própria por parte dos residentes locais levou a uma desaceleração no volume de transacções”, foi explicado. Neste ambiente, e até ao final do ano, a JLL aponta que o mercado da habitação vai ficar estagnado: “Olhando para a segunda metade do ano, a crescente pressão inflacionista e a instabilidade económica externa poderão arrefecer o sentimento de compra. Prevê-se que o mercado imobiliário se mantenha estável/estagnado no segundo semestre do ano”, é previsto. Mais do mesmo Em termos do imobiliário comercial, como os escritórios e as lojas o ambiente não é muito diferente. “A JLL prevê que o mercado se mantenha cauteloso no segundo semestre do ano, com os preços dos escritórios e do comércio a retalho a continuarem sob a pressão de consolidação”, é indicado. A imobiliária indica que de acordo com os dados do seu índice, “o valor global das rendas de escritórios no primeiro semestre de 2026 diminuiu 1,1 por cento em comparação com o final do ano passado”. Também o valor dos escritórios apresentou uma redução, neste caso de 8,7 por cento, em comparação com os preços no final do ano passado. “Os valores de capital dos escritórios continuarão sob pressão devido ao fraco sentimento de investimento e ao número crescente de activos em incumprimento, tornando improvável uma recuperação a curto prazo”, foi explicado. O valor das rendas das lojas seguiu a tendência e apresentou uma redução de cerca de 3,9 por cento face ao final de 2025.
João Santos Filipe SociedadeFundação António Pargana | João Marques da Cruz assume cargo de administrador O ex-vice-presidente da Companhia Eléctrica de Macau (CEM), João Marques da Cruz, começou a exercer funções como administrador executivo da Fundação António Pargana. A informação foi divulgada ontem pela instituição, através de um comunicado. “O novo responsável da FAP terá como missão o desenvolvimento de novas áreas de acção e de novos projectos que a Fundação pretende implementar, para além de prosseguir com a vertente a que tem dedicado o essencial da sua actividade, promovendo iniciativas que aproximem Portugal da Diáspora”, foi comunicado. Constituída em Outubro de 2023, a Fundação António Pargana declara ter como objectivo “contribuir para o fortalecimento dos laços entre Portugal e a Diáspora, através de um maior conhecimento mútuo”. João Marques da Cruz liderou a EDP Brasil entre 2021 e 2025. Antes disso, fez parte do Conselho de Administração Executivo da EDP, o que coincidiu com o tempo em que desempenhou as funções de vice-presidente da CEM. Além disso, Marques da Cruz foi presidente da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal e teve passagens na TAP, CP, EMEF, entre outras. A Fundação foi criada por António Pargana, empresário português que reside no Brasil, e que é um membro activo do Conselho da Diáspora. Do Conselho de Administração da FAP fazem ainda parte o próprio António Pargana e Diogo Feio. Já o Conselho de Curadores da Fundação junta pessoas como Pedro Reis, Pedro Siza Vieira, David Justino, Graça Fonseca, Fátima Barros e Miguel Guedes.
João Santos Filipe Manchete PolíticaTrânsito | Número crescente de infracções deve-se a aumento de queixas Face à preocupação do deputado Leong Pou U com as crescentes infracções de trânsito nas passadeiras, o CPSP indica que a tendência se deve aos melhores meios de prova para sancionar condutas ilegais e ao maior número de denúncias dos cidadãos O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) defende que o número de infracções de trânsito tem aumentado porque há cada vez mais pessoas a denunciar irregularidades. A posição consta da resposta a uma interpelação escrita do deputado Leong Pou U, em que era abordada a segurança nas estradas locais. Na interpelação, o legislador ligado aos Operários de Macau recorreu aos dados oficiais para apontar que, na primeira metade do ano, o número de infracções por não cedência de passagem aumentou anualmente 35,7 por cento. Em particular, os casos de não cedência de passagem nas passadeiras tiveram um crescimento anual de 97 por cento. Todavia, o CPSP indica que o aumento não está ligado apenas a um maior número de infracções, mas também à “elevação da consciência dos cidadãos sobre a segurança rodoviária, que leva à denúncia espontânea das infracções de que são testemunhas”. Apesar disso, as autoridades reconhecem que existem agora melhores meios para detectar as infracções, devido à “optimização contínua” e ao “alargamento da cobertura do sistema de videovigilância rodoviária”, o que “facilita a recolha de provas”. Entre os factores que o CPSP considera terem levado a um crescimento das infracções, surgem ainda o “reforço” das “patrulhas diárias e das operações específicas de combate aos diversos tipos de infracções de condução”. “A sinergia destes aspectos permitiu um aumento efectivo da eficácia da execução da lei, bem como um aumento nos dados relativos à autuação de infracções rodoviárias”, foi apontado. Penas mais pesadas Na interpelação, Leong Pou U pretendia também que o Governo explicasse as medidas que estão a ser tomadas para assegurar a segurança nas passadeiras e na estrada. Em Maio deste ano, uma criança de 10 anos perdeu a vida depois de ser atropelada por um carro, quando atravessava a rua na passadeira. A resposta à interpelação, que surge assinada por Chiang Ngoc Vai, director dos Serviços para os Assuntos de Tráfego, deixa antever um agravamento das penas, quando for aprovada uma nova lei do trânsito. Segundo as explicações, o Governo encontra-se actualmente “a acelerar os trabalhos de consulta relativos à revisão da Lei do Trânsito Rodoviário” para adoptar “um regime jurídico de trânsito mais rigoroso”, “reforçar o efeito dissuasor das disposições sancionatórias vigentes” e “elevar a consciência dos utentes das vias públicas quanto ao cumprimento das regras de trânsito”. O Executivo espera também que o futuro diploma, que ainda tem de ser aprovado na Assembleia Legislativa, reduza o número de acidentes. Além do aspecto legal, o Governo defende que tem contribuído para uma maior segurança nas estradas “através da optimização da configuração das instalações e equipamentos” e da “promoção de acções de sensibilização sobre a segurança rodoviária”. Trânsito | Conselheiros pedem mais medidas de segurança Os membros do Conselho Consultivo de Serviços Comunitários da Zona Central pediram, esta quarta-feira em reunião ordinária, que sejam criadas mais medidas para garantir a segurança rodoviária. Em comunicado, é explicado que o conselheiro Leong Kim Kio sugeriu o recrutamento de mais assistentes de trânsito para os locias mais movimentados de Macau, a fim de garantir que os peões usam a passadeira para atravessar. Além disso, tal iria contribuir para reduzir os casos em que os condutores não dão cedência de passagem aos peões. O conselheiro pede também a deslocação destes assistentes de trânsito para zonas próximas às escolas. Já a conselheira Chan Hio Teng, defendeu a alteração à lei do trânsito rodoviário, considerando que é necessário para regular, por exemplo, a redução da velocidade em estradas perto de escolas. Chan deu o exemplo do interior da China, onde não se pode circular a mais de 30 quilómetros por hora junto às escolas. Por seu turno, a conselheira Chan Tong Sut defende que a alteração da lei do trânsito rodoviário deve incluir a introdução de sistema de pontos para elevar o efeito dissuasor junto dos condutores, já que correm o risco de ficar sem carta de condução. Esta defendeu ainda a revisão da circulação em todas as passadeiras, pois nas ruas com curvas reduz-se a visibilidade para veículos de maior dimensão.
João Santos Filipe Manchete SociedadeJogo | Previsto que receitas voltem a crescer este mês Os relatórios da JP Morgan Securities e da Seaport Research Partners colocam as receitas dos casinos a crescer entre 7 e 10 por cento, em termos anuais, em Setembro. Nos três meses anteriores, o mercado do jogo esteve em contracção Após três meses em que as receitas do jogo apresentaram quebras anuais, os analistas acreditam que Setembro vai marcar o regresso do crescimento. De acordo com os relatórios mais recentes da JP Morgan Securities e da Seaport Research Partners, citados pelo portal GGRAsia, em Setembro as receitas podem apresentar um crescimento homólogo de 7 a 10 por cento. Segundo a JP Morgan, ao longo do corrente mês as receitas brutas dos casinos devem atingir 19,64 mil milhões de patacas, o que representa um aumento anual de cerca de 7 por cento. Para os analistas Daniel Politzer, Samuel Nielsen e Michael Hirsh, o crescimento anual em Setembro pode ser ajudado pelo facto de no ano passado o território ter sido afectado por um tufão, o que prejudicou o nível das receitas nesses dias de Setembro de 2025. Nesse mês, as receitas foram de 18,29 mil milhões de patacas, o que significou um aumento de 6 por cento face a Setembro de 2024, mas uma redução de 17 por cento em comparação com Agosto de 2025. Por sua vez, a Seaport prevê uma média diária das receitas brutas em Setembro de 671 milhões de patacas, uma descida mensal de 5,1 por cento face aos 706 milhões de patacas registados em Agosto. Segundo o analista Vitaly Umansky, Setembro é “tipicamente” um mês fraco que pode ser afectado pelo mau tempo. Apesar destes aspectos negativos, a Seaport não se coíbe de colocar o crescimento homólogo em 10 por cento, o que significaria receitas brutas a rondarem os 20,12 mil milhões de patacas. Em relação ao terceiro trimestre, ambas as instituições prevêem que a receita bruta dos casinos de Macau registe uma ligeira queda em termos homólogos. A JP Morgan aponta para uma contracção de 1 por cento, para os 61,80 mil milhões de patacas. A Seaport antecipa uma redução de 0,5 por cento, mostrando-se, mais uma vez, mais optimista. Agosto desiludiu Nos relatórios também foram abordados os números de Agosto, revelados pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) na terça-feira. Em Agosto, as receitas caíram 1,2 por cento em termos anuais, de 22,16 mil milhões de patacas para 21,89 mil milhões de patacas. Segundo a JP Morgan, entre Julho e Agosto houve uma melhoria de 4 por cento, mas esta não justifica grande valorização porque “reflecte mais um mês de Julho fraco do que propriamente um Agosto forte”. A instituição estimou ainda que a receita do jogo VIP tenha caído 5 por cento em termos homólogos durante o mês de Agosto, enquanto as receitas do mercado de massa e das slot machines se mantiveram praticamente estagnadas. “Embora não consideremos os resultados maus, também não há muito motivo para entusiasmo”, pode ler-se no relatório da JP Morgan. Também a Seaport descreveu as receitas de Agosto como “mais fracas do que o inicialmente esperado”. Além disso, o relatório assinado por Vitaly Umansky indica que há poucas provas que confirmem que as receitas dos casinos foram afectadas pelo Campeonato do Mundo da FIFA, realizado em Junho e Julho.
João Santos Filipe Manchete SociedadeCrime | Ataque de aluno contra professora motivado por críticas anteriores A agressão com um líquido corrosivo causou queimaduras de terceiro grau em 18 por cento do corpo da docente, que corre o risco de perder a visão de um olho O aluno da Escola São João de Brito que atacou uma professora com um líquido corrosivo terá sido motivado por críticas anteriores. A revelação foi feita ontem pela Polícia Judiciária (PJ), durante uma conferência de imprensa em que o caso foi abordado. O estudante e a professora conheciam-se há pelo menos quatro anos. A relação entre os dois remonta ao 2.º ano do ensino secundário complementar do detido (equivalente ao 8.º ano de escolaridade), quando teve a vítima como directora de turma. No âmbito da relação escolar, a docente terá feito críticas ao aluno que nunca foram esquecidas. Os anos avançaram, mas no final do ano lectivo passado o detido começou a preparar o ataque, após ficar a saber que a docente ia voltar a ser a sua directora de turma. A informação terá sido divulgada na cerimónia de conclusão do ano lectivo anterior. De acordo com a PJ, o aluno de 18 anos terá ficado nervoso com a perspectiva de ser alvo de perseguição por parte da docente, e planeou o ataque para impedir que a professora desempenhasse as funções de directora de turma, ou, em alternativa, ser suspenso e não ter de lidar com a docente. Na manhã de terça-feira, no primeiro dia de aulas, o aluno dirigiu-se a um supermercado e comprou um produto corrosivo para desentupir canos. Já na escola, aguardou pela professora junto à porta da sala de aulas, e quando a docente surgiu atirou a solução contra o rosto e o corpo da vítima. A professora pediu imediatamente socorro, e o aluno foi retirado do local por outros professores. A docente, que tem mais de 60 anos, sofreu queimaduras químicas de terceiro grau na cara e noutras partes do corpo e corre o risco de ficar cega do olho esquerdo. Segundo o relatório médico, as queimaduras abrangeram 18 por cento do seu corpo, embora seja necessária uma nova avaliação médica para determinar a gravidade de todas as lesões e o período de recuperação. Por sua vez, o atacante ficou ferido nas mãos, e vai precisar de cerca de 15 dias para recuperar. Ofensa grave O detido está indiciado pela prática do crime de ofensa grave à integridade física, que é punido com pena de prisão entre dois e 10 anos. No entanto, se for considerado pelo tribunal que a ofensa aconteceu “em circunstâncias que revelem especial censurabilidade ou perversidade do agente”, a pena pode ser agravada em um terço. O caso foi encaminhado para o Ministério Público, e as autoridades revelaram que o detido não tem registo criminal. Na conferência de imprensa de ontem, a PJ apelou aos jovens que “mantenham a calma e a contenção perante conflitos” e que evitem “resolver os problemas com recurso à violência”. As autoridades aconselharam ainda os alunos a procurarem sempre apoio junto de pessoas em quem confiem. Também foi pedido aos pais que acompanhem mais de perto as crianças. Acto condenado O presidente e o vice-presidente da Associação de Educação de Macau, Cheang Hong Kuong e Vong Kuoc Ieng, dizem sentir-se chocados com o episódio da professora atacada com ácido por um aluno da Escola São João de Brito esta terça-feira, dia de arranque do ano lectivo. Segundo o jornal Ou Mun, os dirigentes associativos destacam que nenhuma razão justifica este acto, tendo Cheang Hong Kuong dito que este é um exemplo de como os professores enfrentam cada vez mais pressões no emprego, e também riscos para a sua segurança. Este defendeu que o Governo deve tratar o assunto com seriedade e pedir responsabilizações conforme a lei. Já Vong Kuoc Ieng disse que quaisquer actos ofensivos não podem ser tolerados em ambiente escolar, acrescentando que as escolas e famílias devem ter um método de comunicação mais estreita com os alunos. No que diz respeito aos encarregados de educação, devem ter mais atenção às mudanças emocionais e actos dos filhos, sobretudo em períodos de férias, mantendo contacto com as escolas para a prevenção de casos semelhantes no futuro, sugeriu.
João Santos Filipe Manchete PolíticaIndonésia | Sam Hou Fai promoveu Macau como destino turístico O Chefe do Executivo está na Indonésia, onde foi recebido pela ministra do Turismo, Widiyanti Putri Wardhana. Sam promoveu Macau como um destino cada vez mais atraente para turistas muçulmanos O Chefe do Executivo espera criar condições para atrair cada vez mais visitantes da Indonésia. A posição foi tomada durante um encontro, na terça-feira, com a ministra do Turismo do país do Sudeste Asiático, Widiyanti Putri Wardhana, durante a visita oficial que está a decorrer em Jacarta. Segundo a versão das autoridades de Macau, Sam Hou Fai indicou a Widiyanti Putri Wardhana que o Executivo vai promover “mais a ligação e contactos entre os departamentos de turismo e a indústria da aviação das duas partes”, “inovar em novos produtos turísticos” e expandir “as fontes de turistas”. Neste esforço, o líder do Governo “disse esperar contar com o apoio do Ministério do Turismo da Indonésia” para explorarem “novas oportunidades” e “criarem juntos uma marca cultural e turística da ‘Rota da Seda Marítima’”. Sam destacou ainda a importância para Macau dos turistas da Indonésia, ao apontar que em 2025 se registou um crescimento anual de 13,6 por cento daquele que é o terceiro maior mercado internacional em Macau. O líder da RAEM explicou também que iniciativas “como a promoção da obtenção da certificação halal por parte de hotéis, restaurantes e produtores alimentares”, “o lançamento do ‘Macau para Viajantes Muçulmanos – Guia de Viagem Halal’ e a organização de formações sobre acolhimento de clientes de cultura islâmica” vão criar maior capacidade de atendimento de clientes muçulmanos. O líder do governo destacou igualmente a construção da Zona Internacional de Turismo e Cultura Integrados de Macau e convidou “as instituições culturais e artísticas da Indonésia, grupos de artes performativas, organizadores de exposições e outros profissionais do sector” a participarem na iniciativa. No âmbito deste convite, o Chefe do Executivo prometeu “oportunidades de cooperação em áreas como a planificação de conteúdos culturais e o intercâmbio artístico e de espectáculos”. Sam aproveitou também a oportunidade para agradecer à ministra a implementação da isenção de visto para os turistas de Macau que visitam a Indonésia. Margem para crescer Também o Governo da Indonésia espera reforçar a cooperação com Macau em áreas como a produção halal ou a medicina tradicional chinesa. As metas foram traçadas pelo vice-ministro do Ministério Coordenador de Cooperação Económica e Investimento da Indonésia, Edi Prio Pambudi, durante a recepção à delegação liderada por Sam Hou Fai, que decorreu igualmente na terça-feira. Quando discursava diante do Chefe do Executivo, Edi Prio Pambudi apontou que existe “um grande espaço de cooperação entre a Indonésia e Macau” e indicou as áreas da cozinha halal e medicina tradicional chinesa. O vice-ministro foi além do turismo e destacou igualmente os “vários projectos de cooperação desenvolvidos pelas empresas de Macau” em áreas como a construção civil e os transportes. Sam Hou Fai está a realizar uma visita oficial ao estrangeiro que começou na semana passada, em Singapura e se prolonga até sábado. Desde segunda-feira que o Chefe do Executivo está na Indonésia e a próxima paragem é a Malásia. Mercado atraente Sam Hou Fai espera que haja cada vez mais empresas de Macau a obterem a certificação de produtos halal e a entrarem no mercado indonésio. A esperança foi deixada durante um encontro com o ministro coordenador para os Assuntos Económicos da Indonésia, Airlangga Hartarto, no qual Sam se fez acompanhar de 20 empresários locais. Na reunião, o Chefe do Executivo afirmou “que várias empresas de Macau estão activamente empenhadas na obtenção da certificação de produtos halal, com o objectivo de se expandirem no mercado indonésio”. Além disso, Sam afirmou o “desejo de que Macau e a Indonésia unam esforços para impulsionar a abertura de voos directos o mais breve possível, dando um novo impulso à cooperação entre os dois territórios”.
João Santos Filipe Manchete SociedadeEscolas | Regresso às aulas marcado por ataque com líquido corrosivo Um aluno de 18 anos atacou uma professora com um ácido corrosivo, e os dois precisaram de receber tratamento hospitalar. Ontem, à hora de fecho do HM, os motivos do ataque ainda não tinham sido divulgados pelas autoridades O primeiro dia do novo ano lectivo ficou marcado por um ataque com um líquido corrosivo de um aluno a uma professora, na Escola São João de Brito, na Rua de Pedro Coutinho. Segundo a informação do Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), a vítima do ataque, uma docente com mais de 60 anos, ficou com ferimentos no rosto e noutras partes do corpo. O aluno, que as autoridades referiram ter 18 anos, ficou ferido nas mãos. “Às 8h24, o nosso serviço recebeu uma denúncia de um incidente por ofensa à integridade física numa escola na Rua de Pedro Coutinho, no qual um aluno é suspeito de ter atirado soda cáustica a uma professora”, indicou o CPSP, numa resposta escrita enviada à Agência Lusa, depois de o caso ter sido tornado público. “Ambos foram transportados para o Centro Hospitalar Conde de São Januário para receberem tratamento”, foi acrescentado. Até ontem à hora de fecho da edição, os motivos do ataque não tinham sido revelados. Ainda antes da divulgação pública do caso que marcou o dia de ontem, o director dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ), Kong Chi Meng, tinha considerado o regresso às aulas “um sucesso”. A manhã incluiu para o responsável uma visita matinal à Escola São Paulo e à Escola Keang Peng. À margem deste evento, segundo o canal chinês da Rádio Macau, Kong Chi Meng afirmou que o número de alunos se manteve em cerca de 86 mil, tal como no ano passado. Também o número de turmas foi semelhante ao do ano passado, embora tenha havido um aumento em termos do número de alunos a frequentar o ensino secundário. Todavia, no ensino infantil houve uma redução dos inscritos. Sobre a redução da natalidade em Macau, o director da DSEDJ afirmou que foram lançadas medidas de apoio, com um novo programa de subsídios para apoiar a fusão de escolas ou a conversão das instituições de ensino. Trânsito “estável” Em relação ao trânsito na manhã de ontem, a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) fez um balanço positivo da situação nas estradas do território. “Apesar da instabilidade das condições meteorológicas, o funcionamento geral do trânsito decorreu com normalidade. De acordo com os dados estatísticos em tempo real dos autocarros, durante a hora de ponta matinal, entre as 6h e as 9h de hoje [ontem], as duas operadoras de autocarros realizaram, no total, mais de 2.000 viagens, o que representa um aumento de 4 por cento em comparação com o mesmo período das férias de Verão”, foi comunicado. “Entre as 6h e as 9h de hoje [ontem], foram transportados de autocarro mais de 123 mil passageiros, um número semelhante ao registado no período homólogo do primeiro dia de aulas do ano passado, dos quais cerca de 13 mil utilizaram o cartão de estudante”, foi acrescentado. Por sua vez, como parte da explicação da situação do trânsito, Kong Chi Meng revelou que a DSEDJ pediu às escolas para realizarem várias cerimónias de abertura, em diferentes horários, de forma a dividirem os alunos, em vez de optarem por uma única cerimónia com maior concentração de estudantes.
João Santos Filipe Manchete PolíticaFinanças | Shenzhen vai emitir dívida de 1.000 milhões de renminbis A emissão está prometida para o “início de Setembro”, destina-se a “investidores profissionais” e os fundos reconhecidos visam o “desenvolvimento sustentável” de diferentes áreas na Grande Baía O Governo Popular da Cidade de Shenzhen vai emitir 1.000 milhões de renminbis em títulos de dívida, de acordo com um anúncio de ontem da Autoridade Monetária de Macau (AMCM). A data da emissão dos títulos foi indicada como “início de Setembro”, os títulos vão ter um prazo de maturidade de 3 anos, e a taxa de juro não foi revelada. A informação oficial indica ainda que a dívida contraída pelo Governo de Shenzhen através de Macau vai constituir-se como “obrigações de desenvolvimento sustentável” relacionadas com a Grande Baía” e vão ter como destinatários “investidores profissionais”. Esta é a segunda vez que a cidade de Shenzhen emite títulos de dívida através de Macau, depois de no ano passado ter feito uma emissão do mesmo valor e moeda, igualmente em Setembro. Em 2025, os títulos da dívida foram apresentados como a primeira emissão na RAEM de “obrigações verdes destinadas ao combate às alterações climáticas”. Os títulos tinham uma taxa de juro de 1,74 por cento e as verbas emprestadas destinavam-se a transportes públicos verdes. No entender da AMCM, o facto de o Governo Popular da Cidade de Shenzhen recorrer a Macau pelo segundo ano consecutivo para emitir dívida reflecte “plenamente o apoio do Governo Central e do Governo Popular da Cidade de Shenzhen a Macau no desenvolvimento e fortalecimento do mercado obrigacionista”. Apoio à diversificação A AMCM considerou também que a emissão mais recente significa o apoio do Governo Central e do Governo de Shenzhen na “promoção do desenvolvimento de qualidade do sector financeiro com características próprias”, e que esta nova emissão vai gerar “um novo impulso no desenvolvimento da diversificação adequada da economia de Macau”. “A AMCM expressa os seus sinceros agradecimentos ao Governo Central e ao Governo Popular da Cidade de Shenzhen pelo apoio prestado”, foi acrescentado no comunicado oficial. Ao mesmo tempo, a emissão é entendida pela AMCM como uma forma de reforçar a cooperação entre Macau e Shenzhen: “a nova emissão, em Macau, de títulos de dívida ‘offshore’ em RMB do Governo local pela Cidade de Shenzhen constitui uma manifestação importante do aprofundamento da cooperação no domínio financeiro entre Shenzhen e Macau, bem como do apoio ao desenvolvimento de alta qualidade da Grande Baía”, foi defendido. A AMCM acredita ainda que a nova emissão vai “incentivar mais emitentes a emitirem, em Macau, obrigações verdes e sustentáveis, enriquecendo ainda mais os produtos financeiros verdes e sustentáveis de Macau”. O regulador financeiro de Macau aponta também que o Executivo local vai “empenhar-se em reforçar a competitividade do mercado obrigacionista de Macau, atraindo emitentes de qualidade e investidores internacionais para a participação no mercado obrigacionista”.
João Santos Filipe Manchete PolíticaGrande Baía | PM de Singapura garante interesse na Zona de Cooperação Lawrence Wong recebeu Sam Hou Fai e garantiu que há investidores desejosos de entrar na Zona de Cooperação Aprofundada, através de Macau. Por sua vez, o líder da RAEM destacou o sucesso do modelo um país, dois sistemas O Primeiro-Ministro de Singapura, Lawrence Wong, garante que há empresários da Cidade-Estado interessados em investir em Macau e na Zona de Cooperação Aprofundada em Hengqin. As declarações foram prestadas, de acordo com o Governo de Macau, durante a recepção ao Chefe do Executivo, na tarde de segunda-feira. De acordo com a versão de Macau do encontro, Lawrence Wong “sublinhou que os investidores de Singapura, para além de acompanharem com atenção o mercado de Macau, desejam igualmente expandir os seus negócios na Zona de Cooperação Aprofundada e na Grande Baía através da plataforma de Macau”. O também Ministro das Finanças de Singapura terá ainda dito, perante Sam Hou Fai, que tanto Macau como a Zona de Cooperação e a Grande Baía apresentam “valiosas oportunidades de investimento”. Ainda nas declarações prestadas durante o encontro, Lawrence Wong terá considerado que “tanto Singapura como Macau são economias abertas ao exterior, com uma densidade populacional e orientações de desenvolvimento altamente semelhantes” e que as “duas partes” mantêm “um intercâmbio e uma cooperação contínuos e cada vez mais estreitos”. O Primeiro-Ministro de Singapura afirmou ainda que “o facto de o Governo da RAEM trazer a Singapura uma delegação empresarial composta por representantes de Macau, de Hengqin e do Interior da China é benéfico para promover a articulação e a cooperação com os investidores de Singapura”. Amizade reforçada Por sua vez, Sam Hou Fai começou por destacar “a amizade entre a China e Singapura” que indicou remontar “a tempos longínquos”. A Cidade-Estado tornou-se independente em 1965. A cidade foi estabelecida em 1819, como um posto comercial britânico. Além disso, o Chefe do Executivo indicou que “nos últimos anos” a “a parceria omnidireccional, de alta qualidade e virada para o futuro entre a China e Singapura tem vindo a aprofundar-se continuamente, colhendo resultados positivos”. Sobre Macau, Sam frisou que a “prática bem-sucedida do princípio ‘um país, dois sistemas’” tornou-se “um modelo importante, demonstrando plenamente os valores da paz, inclusão, abertura e partilha”. O líder de Macau considerou também que estes valores “se coadunam com as características sociais de Singapura, marcadas por uma elevada tolerância e uma ampla ligação ao exterior”. O líder da RAEM apontou também que o Executivo “confere grande importância ao desenvolvimento de relações de amizade com Singapura, esperando aprofundar ainda mais o intercâmbio e a cooperação bilaterais”. O encontro com Lawrence Wong enquadra-se na segunda visita ao estrangeiro de Sam Hou Fai, que inclui paragens em Singapura, na Malásia e Indonésia. O regresso à RAEM deverá acontecer a 5 de Setembro.
João Santos Filipe Manchete SociedadeEconomia | Conselheira alerta para fragilidade das PME Rainbow Lei Choi Hong defende uma maior flexibilização dos critérios de acesso ao crédito, mesmo no caso em que as empresas não conseguem apresentar garantias suficientes. A conselheira avisou também que o ambiente económico está a colocar em causa a diversificação económica Uma procura fraca e muita preocupação com o futuro. Foi desta forma que, segundo o jornal Ou Mun, Rainbow Lei Choi Hong, membro do Conselho Consultivo do Serviço Comunitário da Zona Norte, descreveu a actualidade das Pequenas e Médias Empresas (PME) do território. Durante a reunião mais recente, a conselheira defendeu a necessidade de o Executivo equacionar formas de facilitar o financiamento destas empresas que garantem a diversificação económica da RAEM. A também dirigente da Associação Industrial e Comercial da Zona Norte de Macau começou por apontar que, no primeiro semestre deste ano, o PIB de Macau registou um crescimento real anual de 3,7 por cento. No entanto, as PME em geral não beneficiaram deste crescimento na mesma proporção. Rainbow Lei vincou ainda que, no primeiro trimestre, foram dissolvidas mais de 300 empresas, que implicaram um capital de 240 milhões de patacas. Este valor superou o capital das novas empresas registadas no primeiro trimestre, que se fixou em 120 milhões de patacas. A conselheira explicou que estes números mostram “uma clara tendência de saída líquida de capital” do mercado. Por isso, Rainbow Lei indicou ser necessário facilitar o financiamento das PME durante esta fase mais difícil, e sugeriu a optimização do plano de garantia de crédito e a redução dos critérios de acesso ao financiamento. Ao mesmo tempo, propôs a simplificação dos procedimentos de aprovação e a diminuição das exigências de garantia nos pedidos de empréstimos, para permitir que as PME sem garantias suficientes obtenham crédito. Entre as propostas. surge o alargamento dos prazos dos pedidos de apoio. Flexibizar as restruturações Em relação às empresas em dificuldades, mas que podem ser lucrativas, a conselheira propôs “flexibilizar as restrições de reestruturação de dívida e a criação de mecanismos de reembolso flexíveis”. Rainbow Lei Choi Hong pediu também um maior apoio dos bancos à economia local, e uma maior margem no que diz respeito ao pagamento parcial dos empréstimos ou ao prolongamento dos prazos de devolução. Além disso, a dirigente associativa sugeriu a criação de um mecanismo de partilha de riscos do crédito entre o Governo e a banca. O objectivo passa por criar uma ‘última rede de segurança’ e evitar que os bancos transfiram a totalidade do risco do apoio à economia para o Governo.
João Santos Filipe Manchete PolíticaSam Hou Fai antecipa entrada em funcionamento da Cidade Universitária Sam Hou Fai visitou a Cidade (Universitária) de Educação Internacional de Macau e Hengqin, na Ilha da Montanha, para acompanhar o desenvolvimento das “instalações de ensino e as infra-estruturas de apoio”. A visita decorreu na quinta-feira, e antecipa a entrada em funcionamento do campus que vai permitir a expansão da Universidade de Macau, da Universidade Politécnica de Macau e da Universidade de Turismo de Macau. A comitiva liderada pelo Chefe do Executivo observou espaços como salas de aula, laboratórios pedagógicos, restaurantes, auditórios, centros de estudantes e residências. No final da visita, Sam Hou Fai mostrou-se satisfeito o com desenrolar do projecto e as “diversas ofertas lectivas” disponibilizadas pelas instituições de ensino. O início da actividade da 1ª fase da Cidade Universitária vai acontecer a 17 de Agosto, e o projecto ocupa uma área de construção de cerca de 65 mil metros quadrados. Esta fase envolveu um investimento com capitais da RAEM na ordem dos 8 mil milhões de patacas. No entanto, o investimento total, que inclui a 2ª e 3ª fases, deverá ultrapassar os 20 mil milhões de patacas. Tudo se aproveita A primeira fase visou principalmente a conversão da Praça de Dezhi, uma zona desenvolvida em Hengqin, pelas autoridades locais em parceria com a multinacional Siemens, com espaços de habitação e comerciais a imitar uma cidade tradicional alemã. Como o projecto não despertou interesse comercial, acabou por ser recuperado. Agora a Praça de Dezhi vai ser aproveitada pelas universidades públicas da RAEM e foi transformada para receber edifícios de ensino e administrativos, dormitórios, cantinas, auditórios e salas de investigação científica. Nesta primeira fase, cerca de 1.400 alunos de pós-graduação vão frequentar o projecto. Sobre o arranque das actividades, Sam Hou Fai pediu às três instituições que se coordenem para garantirem “o estabelecimento harmonioso e o início do ano lectivo sem sobressaltos para os 1.400 estudantes de pós-graduação, unindo-se para acumular experiência na gestão de um complexo universitário integrado”. Sam pediu igualmente às instituições de ensino que criem “boas condições para a transição para a 2ª e 3ª fases da Cidade Universitária”, que deverão ocorrer até 2030.
João Santos Filipe Manchete SociedadeCancro | Novos casos aumentaram 8 por cento em 2024 Os dados mais recentes mostram que há mais cancros e que se morre mais por esse motivo em Macau. Os Serviços de Saúde consideram que o aumento está em linha com a realidade regional O número de novos cancro apresentou um aumento anual de 185 ocorrências em 2024, para um total de 2.630 novos cancros, o que significa que ao longo desse ano houve mais 15 novas doenças por mês do que em 2023. Os números foram revelados ontem pelos Serviços de Saúde (SS) e fazem parte do Relatório Anual do Sistema de Registo de Cancro de Macau 2024. Segundo o relatório, em 2024, foram registados 2.630 novos casos de cancro em Macau, o que representou uma “incidência bruta de todos os tipos de cancro” de 383 casos por cada 100 mil habitantes. O número representa uma média diária de 7,2 casos de cancro. No documento dos SS consta ainda que a taxa de incidência nos homens foi de 410 e nas mulheres de 359. A mediana da idade ao diagnóstico foi de 69 anos nos homens e 63 anos nas mulheres. Em 2023, o número de novos casos de cancro registados tinha sido de 2.445, com a taxa de incidência bruta a ser de 360 por cada 100 mil habitantes. Nesse período homólogo, a incidência entre as mulheres foi de 344, e nos homens de 379. A mediana da idade ao diagnóstico foi de 68 anos nos homens e de 63 anos nas mulheres. Em 2024, o pulmão foi o órgão onde se desenvolveram mais cancros, ao representar 14,3 por cento do total das ocorrências. Seguiu-se o cancro colo-rectal (13,8 por cento), da mama (12 por cento), da próstata (7,3 por cento) e da tiroide (5,2 por cento). Os cinco de cancros mais frequentes foram responsáveis por 52,6 por cento de todos os novos casos. No espaço de um ano, houve uma modificação no ranking das ocorrências, em comparação com 2023. Nesse ano, o cancro da mama tinha sido o segundo mais frequente, com uma percentagem de 11,9 por cento, enquanto o cancro colo-rectal surgia no terceiro lugar com 11,8 por cento das ocorrências. Mais mortes Em 2024, morreram 937 doentes oncológicos, o que representou uma taxa de mortalidade bruta de 136 mortes por cada 100 mil habitantes. Os homens representaram 60 por cento de todos os casos de morte. A mediana da idade de morte foi de 71 anos nos homens e 69 anos nas mulheres. O número mais recente de mortes significa um aumento de 7,21 por cento, face a 2023, quando morreram 874 pessoas devido a cancros, e a taxa de mortalidade bruta foi de 129 mortes por cada 100 mil pessoas. Este crescimento do número de mortes acompanha o aumento do número novo de casos, que cresceu 7,57 por cento. Em 2023, 61 por cento de todas as mortes por cancro verificavam-se em indivíduos do sexo masculino. A mediana da idade de morte por cancro foi de 70 anos, tanto nos homens como nas mulheres. A comparação da idade de morte, mostra que em 2024 os homens morreram mais tarde, mas que as mulheres com cancro morreram ligeiramente mais cedo. Em reacção ao relatório, os SS consideraram que “as tendências de incidência do cancro em Macau são amplamente consistentes com as das regiões vizinhas e com as do mundo”. As autoridades afirmaram ainda que “enquanto a mortalidade global por cancro está actualmente em ascensão, a tendência geral da mortalidade por cancro em Macau mantém-se estável”.
João Santos Filipe Manchete PolíticaPonte da Amizade | Loi I Weng critica segurança de obras Inundações, asfalto mais irregular e maiores perigos, principalmente para a circulação de motos. Estes são os problemas apontados pela legisladora ligada à Associação das Mulheres A deputada Loi I Weng alertou as autoridades para os desafios à segurança rodoviária que estão a ser colocados pelas obras na Ponte da Amizade. O assunto foi abordado pela legisladora ligada à Associação das Mulheres através de uma interpelação escrita. No documento, Loi aponta que “desde o início dos trabalhos, os condutores locais têm relatado a ocorrência sucessiva de diversos problemas nas zonas reparadas ou repavimentadas, suscitando ampla preocupação por parte da sociedade”. O primeiro problema passa pelo facto de, em “algumas secções da Ponte da Amizade onde decorrem obras”, terem surgido “alagamentos e acumulação de água devido às fortes chuvadas”. “Para o grande número de condutores de motociclos no território, estes trechos com água acumulada podem facilmente provocar o fenómeno de aquaplanagem, representando uma ameaça considerável à estabilidade destes veículos de duas rodas”, justificou. Face às inundações, Loi I Weng defende que antes do início das obras as autoridades deviam ter feito “um plano de segurança”, pelo que pergunta se o plano foi elaborado previamente. A deputada revela também que surgiram várias queixas online, porque as pessoas consideram que após a realização das obras na ponte “alguns troços” apresentam “ondulações nas faixas de rodagem, com falta de nivelamento”. “Ao mesmo tempo, após a nova pavimentação com asfalto, a superfície da estrada exibe também visíveis irregularidades, resultando numa condução menos confortável e segura”, alertou. “Embora alguns especialistas tenham referido que esta situação corresponde a um fenómeno temporário durante as fases progressivas da obra, os troços sujeitos a reparações já afectam substancialmente a segurança rodoviária diária após a reabertura ao tráfego, o que merece a devida atenção das autoridades”, acrescentou. Mais fiscalização A deputada quer, assim, saber se o Governo pode “optimizar” a “fiscalização durante as obras” e também a vistoria final. Por último, Loi I Weng considera que este caso serve de exemplo para as autoridades sobre a importância de assegurar a qualidade das obras em Macau, pelo que pede maior pressão sobre os empreiteiros. “Relativamente às opiniões manifestadas pelos moradores, de que forma as autoridades irão pressionar a empreiteira a melhorar os problemas existentes, de modo a garantir a segurança nos troços abertos à circulação?”, questiona.
João Santos Filipe Manchete SociedadeWynn Macau | Lucros operacionais crescem 26,9 por cento Na apresentação dos resultados, Craig Billings, director-geral da Wynn Resorts, mostrou confiança no mercado do jogo e afirmou que os apostadores estão a regressar, depois do impacto do Campeonato Mundial de Futebol No segundo trimestre do ano, os lucros operacionais da Wynn Macau apresentaram um aumento anual de 26,9 por cento, para 162,8 milhões de dólares. Os resultados da concessionária do jogo foram divulgados ontem, em comunicado. O lucro operacional mais recente contrasta com o montante de 128,3 milhões de dólares gerado entre Abril e Junho do ano passado, o que representa um acréscimo para a Wynn Macau de 34,6 milhões de dólares, no espaço de um ano. “Os nossos resultados do segundo trimestre, incluindo […] o forte desempenho em Macau, reflectem a continuidade de uma dinâmica de procura saudável em todo o nosso negócio. Estou incrivelmente orgulhoso”, afirmou Craig Billings, director-geral da Wynn Resorts, empresa-mãe da Wynn Macau, em comunicado. Durante a apresentação dos resultados aos analistas, Billings explicou também que o segundo trimestre do ano foi afectado pela realização do Campeonato Mundial de Futebol. O efeito prolongou-se até Julho, dado que o torneio terminou a 20 desse mês, mas o director-geral da empresa garantiu que os apostadores estão a regressar ao território. “Até ao momento, no terceiro trimestre, os volumes de apostas VIP e do mercado de massas registaram uma ligeira queda em comparação com o mesmo período do ano anterior, dado que estamos a absorver o impacto, muito falado, do Campeonato do Mundo, somado à sazonalidade habitual”, revelou. “Observámos uma recuperação das apostas na segunda metade de Julho, com a região a entrar na época de férias de Verão. Essa tendência de melhoria manteve-se até ao início de Agosto”, acrescentou. Investimentos em Macau Na apresentação dos resultados, os responsáveis pela empresa abordaram igualmente os investimentos que vão ser feitos em Macau, e que estavam planeados no âmbito das novas concessões, atribuídas em 2023. A empresa vai construir um centro de eventos, um teatro e um novo edifício com quartos de hotel, o Enclave Hotel Tower. “O investimento nestes projectos em 2026 estará limitado a alguns trabalhos de colocação das fundações e desenvolvimento inicial. No total, prevemos agora que o nosso investimento de capital em 2026 em Macau se situe entre os 350 milhões e os 400 milhões de dólares”, explicou Craig Fullalove, director financeiro da empresa-mãe da concessionária. Fullalove esclareceu também que estes investimentos estão a ser feitos em coordenação com o Governo, no âmbito dos compromissos da concessão: “Estamos a progredir muito e muito bem [no âmbito dos nossos compromissos como concessionárias]. E com estes novos projectos em curso, e sobre os quais temos vindo a dialogar com o Governo ao longo de muitos anos […] somos agora capazes de avançar. Por isso, estamos entusiasmados por arrancar com a construção destes projectos”, apontou. O novo centro de eventos e o teatro no Wynn Palace deverão abrir em 2028, enquanto o Hotel Enclave tem inauguração prevista para 2029.
João Santos Filipe Manchete PolíticaFujian | Sam Hou Fai quer desenvolver turismo conjunto focado em A-Má O Chefe do Executivo defendeu durante a 5ª Reunião da Cooperação Fujian-Macau a promoção do turismo conjunto desenvolvido à volta da figura da deusa A-Má O Chefe do Executivo defende que Macau e Fujian devem apostar no turismo focado na deusa A-Má, para reforçarem a cooperação regional. A posição foi defendida durante a realização da 5ª Reunião da Cooperação Fujian-Macau. Segundo o comunicado oficial do Governo de Macau, numa altura em que o acordo de cooperação entre as duas regiões celebra 10 anos, Sam Hou Fai considerou que se vive um “novo ponto de partida” e que as partes têm de “aproveitar bem as oportunidades para aprofundar a cooperação”. O Chefe do Executivo identificou como área de cooperação a “organização de actividades de turismo cultural de A-Má”, defendendo a criação de visitas em conjunto. A-Má, é uma deusa do mar, também conhecida como Mazu ou Matsu no Interior da China, o que significa mãe ancestral. A-Má é uma figura mitológica chinesa ligada a Fujian, e que é venerada principalmente nas zonas costeiras da China e do Sudeste Asiático, porque surge associada à protecção dos pescadores. Ao mesmo tempo, Sam Hou Fai identificou como áreas para aprofundar a cooperação o “comércio e investimento, finanças modernas, inovação tecnológica, cultura, ensino e saúde”. Segundo Sam, nas áreas que nomeou é possível “impulsionar mais a implementação de projectos de cooperação pragmática”. Profundas ligações Por sua vez, o secretário do Comité Provincial de Fujian do Partido Comunista da China (PCC), Zhou Zuyi, destacou que as duas regiões “são geograficamente próximas” estão “ligadas culturalmente” e têm “profundas ligações históricas” o que levou a que “nos últimos anos a cooperação económica e comercial e a circulação de pessoas” se tenham tornado mais “estreitas”. Zhou vincou também que “neste novo ponto de partida” há a expectativa que as partes aproveitem o mecanismo de cooperação para “aprofundar os laços económicos e de investimento comercial”, expandir “as sinergias entre a ciência e a indústria tecnológica, o intercâmbio entre a população” e para “construir uma relação de cooperação mais estreita”. Durante a reunião foram ainda assinados alguns memorandos e acordos entre diferentes departamentos e serviços públicos, como o acordo entre o Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Governo Provincial de Fujian e o Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento da RAEM sobre a cooperação na promoção da internacionalização das empresas de Fujian, o acordo entre o Departamento de Cultura e Turismo de Fujian e a Direcção dos Serviços de Turismo do Governo da RAEM sobre a expansão da cooperação turística entre Fujian e Macau ou entre instituições de ensino superior e de saúde. O conteúdo dos documentos não foi revelado. Sam estuda Xi Durante a visita oficial à província de Fujian, Sam Hou Fai passou por Fuzhou, onde estudou o trabalho do presidente Xi Jinping, que entre 1985 e 2002 desempenhou diferentes funções na província. Na tarde de terça-feira, Sam esteve na cidade de Fuzhou e “visitou a exposição comemorativa do 30º aniversário da implementação do projecto estratégico ‘3820’, que se centra no tema ‘visão estratégica para o desenvolvimento económico e social da Cidade de Fuzhou ao longo de 20 anos’, elaborado pessoalmente pelo Presidente Xi Jinping quando desempenhava funções como secretário do Comité Municipal de Fuzhou”. “A exposição permitiu conhecer o plano de desenvolvimento centenário da cidade e os notáveis resultados alcançados ao longo das últimas três décadas, revivendo as ideias e práticas importantes implementadas por Xi Jinping durante o seu trabalho em Fuzhou”, foi acrescentado.
João Santos Filipe Manchete SociedadePublicidade | Suspensas mensagens a pedir fim de abusos contra animais Publicidades colocadas nos autocarros das duas concessionárias do território foram removidas sem que se conheçam os motivos. As mensagens publicitárias pediam maior empatia para com os animais e o “desenvolvimento” do regime legal no Interior para criminalizar a violência contra os animais Uma campanha de publicidade colocada nos autocarros de Macau que pedia o respeito pelos direitos dos animais no Interior foi suspensa. O caso foi relatado nas redes sociais pela plataforma de Entusiastas de Autocarros e Transportes Públicos de Macau, que não explica os motivos da remoção das mensagens publicitárias. A campanha surge na sequência do caso de violência animal no Interior contra a cadela Wang Wang e as suas três crias. No dia 28 de Junho, na cidade de Jieyang, na Província de Cantão, cinco adolescentes de 14 anos mataram a cadela e os filhotes. A violência contra os animais foi partilhada pelos jovens nas redes sociais, que se filmaram a matar as três crias à paulada e ainda a torturar a cadela, ao queimá-la até que morresse e a remover-lhe um dos olhos. Ao mesmo tempo que torturavam o animal com as chamas, os jovens gritavam: “cheira muito bem, cheira muito bem”. Com as imagens a tornarem-se virais, o caso causou uma onda de indignação online no Interior, uma vez que os jovens são inimputáveis, pelo que a única penalização foi o internamento numa escola de correcção. O episódio levou igualmente a vários pedidos para que as autoridades do Interior criassem uma lei de protecção dos direitos dos animais, o que por sua vez levou as autoridades a activarem os mecanismos de controlo da Internet. No entanto, este controlo não impediu que surgissem publicidades com a foto da cadela Wang Wang a pedir o respeito pela vida dos animais em locais como Hong Kong, Taiwan, Japão, Malásia, Estados Unidos e Canadá. Controlo do impacto Em Macau, alguns residentes também se mobilizaram para colocar publicidades em diferentes locais da cidade sobre o caso. Um desses cartazes foi afixado na fronteira de Qingmao. Além disso, foram colocadas publicidades em autocarros das duas concessionárias, tanto no exterior das viaturas como nos ecrãs interiores com publicidade. Nas publicidades com a imagem da cadela Wang Wang nos autocarros podiam ler-se mensagens como “não precisa de amar os animais, mas por favor não os aleije”, “promover a melhoria do sistema” ou “que nenhum animal volte a sofrer maus-tratos”. Contudo, estas publicidades acabaram por ser removidas, sem que se conheça o motivo na origem desta acção. O caso não é singular na China, uma vez que tanto no Interior como em Hong Kong houve mensagens publicitárias deste género a serem removidas, depois da intervenção da polícia. O HM contactou a Direcção de Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) e a Direcção de Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), para perceber se a remoção tinha partido das autoridades. Não foi obtida resposta da DSAT, mas a DSEDT afirmou que a lei da publicidade não se aplica neste caso, dado que a mensagem não tem um conteúdo comercial. Regime mais abrangente Segundo a lei da publicidade em vigor até ao final deste ano, que se aplica apenas a mensagens com conteúdo comercial, as autoridades podem ordenar a remoção de publicidade nos casos em que esta tenha um “carácter oculto, indirecto ou doloso”, “se apoie no medo, ignorância ou superstição dos destinatários”, “possa favorecer ou estimular a violência e as actividades ilegais ou criminosas”, “utilize de forma depreciativa simbologia nacional ou religiosa”, “utilize meios de conteúdo pornográfico ou obsceno”, “possa induzir em erro sobre a qualidade dos bens ou serviços anunciados”, “estimule o uso perigoso dos bens anunciados” ou “deixe de mencionar cuidados especiais relativos à prevenção de acidentes, quando os mesmos sejam requeridos para manuseamento ou uso dos bens”. Além disso, não pode ser objecto de publicidade a actividade prestamista, os jogos de fortuna ou azar e as armas e coisas conexas. No entanto, a lei aprovada este ano na Assembleia Legislativa veio alargar os motivos de proibição. A partir do próximo ano, as autoridades podem proibir qualquer publicidade quando considerem que prejudica “a dignidade, a segurança ou os interesses da República Popular da China” ou a “estabilidade social ou o interesse público”.
João Santos Filipe Manchete PolíticaHabitação Económica | Pedido sistema para troca de apartamentos A política de preços de habitação económica na Zona A mereceu elogios de conselheiros de diferentes órgãos, mas agora pede-se um regime que permita a troca para apartamentos maiores A membro do Conselho para os Assuntos de Habitação Pública, Ng Ka Teng, apelou ao Executivo para criar um regime que permita a troca de habitações económicas. Foi desta forma que a conselheira reagiu, em declarações ao jornal Ou Mun, ao anúncio dos preços deste tipo de habitação na Zona A. Na segunda-feira, o Instituto de Habitação (IH) anunciou os preços para as habitações económicas situadas na Zona A dos novos aterros. Segundo o anúncio, um T1 vai custar entre 1 milhão e 1,23 milhões de patacas. No caso dos T2, o preço varia entre 1,43 milhões e 1,93 milhões de patacas. Finalmente, os preços dos T3 começam nos 1,74 milhões de patacas e podem chegar aos 2,07 milhões de patacas. Ng Ka Teng, que é igualmente vice-presidente da Associação Geral das Mulheres, considerou ainda que o montante a pagar pelas famílias é atraente, principalmente para os agregados familiares mais jovens. Ng sugeriu ainda que o Governo pode reduzir o prémio de concessão do terreno, que actualmente é de 9.450 patacas por metro quadrado de área bruta de construção. A responsável argumentou que o objectivo é aliviar a carga dos residentes. No entanto, defendeu a necessidade de ser criado um sistema de troca de habitação económica. Com este regime, que está a ser equacionado pelo Executivo, espera-se que os agregados familiares proprietários de habitações económicas possam ter acesso a outras habitações económicas maiores. O objectivo passa por responder às necessidades das famílias que foram crescendo, com o nascimento de filhos, depois de adquirirem as habitações. Desta forma, seria possível que famílias a viver em apartamentos T1 pudessem mudar para apartamentos da tipologia T2 ou T3, de acordo com as necessidades. Apoios tradicionais No dia de ontem, a política de preços do Governo foi alvo de alguns elogios de conselheiros nomeados pelo Executivo. Chan U, membro do Conselho para os Assuntos de Habitação Pública, destacou a nova forma de apresentar o cálculo de preços, que tem por base a área útil, um método que afirmou ser mais familiar para os residentes. Chan pediu ainda ao Governo que, na definição dos preços da habitação económica, tenha em mente dois factores: a redução dos preços do imobiliário no mercado privado e a capacidade de compra dos residentes, sobretudo as famílias que têm filhos menores. O conselheiro pediu também que o sistema de pontuação para escolher os compradores da habitação económica atribua mais importância aos agregados familiares com filhos menores. A habitação económica é construída pelo Governo e visa colmatar as falhas do mercado privado, tendo como destinatários os residentes com menores rendimentos que não têm dinheiro para comprar uma habitação.
João Santos Filipe SociedadeSeaport Research Partners prevê jogo a expandir-se em Agosto e Setembro A correctora Seaport Research Partners prevê que as receitas brutas do jogo vão expandir-se em termos anuais 4,5 por cento em Agosto e 11 por cento em Setembro. As previsões constam do mais recente relatório da corretora sobre Macau, citado pelo portal GGRAsia. “Estimamos que as receitas brutas do jogo em Agosto vão crescer 4,5 por cento, em termos anuais, motivadas pelo regresso da procura, uma vez que alguns clientes vão regressar a Macau, depois de terem adiado as viagens devido ao Campeonato Mundial de Futebol”, pode ler-se no relatório assinado pelo analista Vitaly Umansky. Esta previsão aponta para receitas brutas em Agosto de cerca de 23,16 mil milhões de patacas, com uma média diária de 747 milhões de patacas. Nos últimos dois meses, as receitas do jogo apresentaram quebras, que foram explicadas pelos analistas com o Mundial de Futebol. Em Junho a contracção anual das receitas do jogo foi de 12,1 por cento, para 18,52 mil milhões de patacas. Em Julho a redução foi de 8,4 por cento, para 20,26 mil milhões de patacas. Nota de optimismo O relatório da corretora aponta também que em Setembro o crescimento anual será na ordem dos 11 por cento. Devido a este crescimento, Vitaly Umansky aponta que se espera que as receitas do terceiro trimestre do ano deverão crescer 1,8 por cento, enquanto as receitas do último trimestre deverão expandir-se anualmente 3,2 por cento. Apesar das previsões mais optimistas, a Seaport Research Partners reconhece que há aspectos negativos que podem ter impacto na principal indústria de Macau. Entre estes riscos, Umansky identifica o abrandamento económico no Interior, a possibilidade de serem adoptadas mais restrições na circulação de capitais e pessoas do Interior para Macau e ainda o impacto de tufões. Ao mesmo tempo, o relatório indica igualmente que o número de jogadores do segmento de massas que passam a noite em Macau continua aquém dos níveis pré-pandemia. Contudo, o analista explica que qualquer inversão desta tendência vai causar um crescimento adicional das receitas brutas do jogo.
João Santos Filipe Manchete SociedadeFAOM / Inquérito | Cerca de 34% querem ir para a Grande Baía ou Hengqin Um inquérito da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) mostra que há cada vez maior disponibilidade dos residentes para trabalharem no outro lado da fronteira. No entanto, a maior parte pretende ficar em Macau Cerca de 34 por cento dos 1.200 inquiridos pela Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) têm vontade de trabalhar na Ilha da Montanha ou nas cidades da Grande Baía. Os resultados do inquérito, realizado entre Janeiro e Agosto, foram apresentados ontem pela associação tradicional que conta com quatro deputados na Assembleia Legislativa. Além de haver uma maior disponibilidade para viver em Hengqin e na Grande Baía, a equipa que elaborou o inquérito recorreu aos dados oficiais para afirmar que a deslocação dos residentes para o Interior é cada vez mais uma tendência em curso. Segundo a FAOM, até Novembro do ano passado o número de residentes empregados em Hengqin ultrapassou os 6 mil, o que representou um aumento de 13 por cento, em comparação com 2024. Os investigadores apontaram também que os residentes começam a aceitar cada vez mais a ideia de viverem em Macau e trabalharem no outro lado da fronteira. Apesar desta tendência, os autores do estudo indicaram que o trabalho transfronteiriço ainda enfrenta desafios, como a adaptação à nova vida quotidiana, a tomada de decisões sobre se a família se muda para Hengqin ou fica em Macau, as burocracias relacionadas com o reconhecimento das qualificações profissionais, as diferenças nos sistemas fiscais e nos sistemas de segurança social. Face aos desafios, a FAOM quer uma resposta política, para criar soluções que tornem a transição entre os territórios menos problemática. Foco em Macau Apesar da atracção crescente pelo outro lado da fronteira, a maioria da população pretende ficar em Macau e contribuir para o desenvolvimento da sua terra natal. Esta conclusão foi apurada com base na resposta de 57 por cento dos inquiridos, que pretendem que o seu futuro passe pela RAEM. Dado o interesse da população de Macau em ficar no território, a FAOM defende que o Governo tem de insistir na política de dar prioridade aos residentes locais no acesso aos empregos na RAEM. Neste sentido, a FAOM pede a criação de uma base de dados sobre os não-residentes, para tornar mais eficaz o combate aos trabalhadores ilegais. Além disso, a equipa envolvida no estudo espera que sejam lançados apoios ao desenvolvimento profissional para diferentes idades, como apoios à realização de estágios, programas de aconselhamento de mudança de carreira profissional, requalificação profissional e incentivos para o regresso dos idosos ao mercado de trabalho. AI assusta Por sua vez, o deputado Leong Sun Iok mostrou-se preocupado com o impacto da inteligência artificial (IA) no mercado de emprego em Macau. “Podemos ver que cerca de 32 por cento dos inquiridos estão atentos ao desenvolvimento da economia digital. Por isso, esperamos que haja um mecanismo para inspeccionar e analisar o impacto da IA nos empregos”, afirmou Leong. O deputado pediu ainda que seja criada uma inspecção obrigatória nas indústrias que utilizam mais inteligência artificial, para impedir vagas de despedimento.
João Santos Filipe Manchete PolíticaAeroporto | Tai Kin Ip nomeado presidente de empresa do universo da CAM O ex-secretário para a Economia e Finanças foi nomeado pela CAM presidente da empresa Soluções de Gestão de Informação em Aeroportos, com um mandato que termina em 2029 O ex-secretário para a Economia e Finanças Tai Kin Ip foi nomeado presidente da empresa Soluções de Gestão de Informação em Aeroportos (SGIA), que faz parte do universo das empresas da CAM – Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau. A informação foi divulgada pela Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos (DSSGAP). A Soluções de Gestão de Informação em Aeroportos tem um capital social de 2 milhões de patacas e é uma empresa controlada a 100 por cento pela CAM, de forma directa e indirecta. A SGIA tem como objecto social a “concepção, criação, comercialização, instalação, manutenção e reparação de programas e sistemas informáticos, redes e sistemas electrónicos, e a prestação de serviços de instalação, gestão, manutenção e reparação, consultadoria nas áreas tecnológicas e de projectos informáticos e electrónicos”. Fazem também parte do objecto social da empresa o “comércio electrónico e publicidade online e prestação de serviços de internet”. Tai Kin Ip foi exonerado em Abril do cargo de secretário, uma decisão que foi justificada pelo Governo de Sam Hou Fai com “motivos pessoais”, nunca especificados. No entanto, em Junho, Tai foi nomeado pelo Chefe do Executivo membro do conselho de administração e membro da comissão executiva da CAM. No âmbito destas funções, Tai Kin Ip recebe anualmente cerca de 1,75 milhões de patacas. A informação divulgada pela DSSGAP não permite perceber a remuneração que vai ser paga a Tai Kin Ip pelo desempenho específico destas funções. De acordo com os estatutos da SGIA, o presidente da companhia é um dos administradores nomeados pela CAM, como acontece neste caso. A retribuição por estas funções é decidida pela Assembleia Geral. Acompanhado por Pun Além da nomeação de Tai Kin Ip para a SGIA, o mesmo acontece com Pun Weng Kun, ex-presidente do Instituto do Desporto e coordenador da comissão que organizou a parte de Macau da 15.ª edição dos Jogos Nacionais. Pun Weng Kun foi escolhido administrador da SGIA pela CAM, empresa onde assume funções no conselho de administração e na comissão executiva. À semelhança de Tai, recebe anualmente cerca de 1,75 milhões de patacas. Na SGIA, o mandato de Pun prolonga-se até 2 de Junho de 2029, não sendo apresentada no portal da DSSGAP a retribuição por estas funções. Pun foi ainda nomeado pela CAM como administrador da Sociedade de Logística do Aeroporto Internacional de Macau em Hengqin Guangdong, empresa com um capital social de 500 milhões de renminbis, controlada em 55 por cento pela CAM e que está situada na Ilha da Montanha. No entanto, esta companhia tem ainda como accionista a COSCO Shipping Logistics Co., empresa estatal de logística, que detém uma participação social de 45 por cento.
João Santos Filipe Manchete SociedadeMGM China | Receitas com ligeira quebra no segundo trimestre O impacto do Campeonato Mundial de Futebol foi apontado pelos responsáveis da empresa como um factor que afectou negativamente as receitas da concessionária do jogo Entre Abril e Junho, as receitas da concessionária MGM China apresentaram uma redução anual de 0,5 por cento, para 8,63 mil milhões de dólares de Hong Kong, quando no período homólogo tinham atingido 8,67 mil milhões de dólares de Hong Kong. Os resultados foram anunciados ontem, num comunicado enviado à Bolsa de Valores de Hong Kong. Os dados disponibilizados mostram que os dois hotéis-casinos da concessionária tiveram menos receitas no período em análise. No caso do hotel-casino MGM Macau, registou-se uma redução para 3,35 mil milhões de dólares de Hong Kong, quando no período homólogo as receitas deste espaço tinham sido de 3,38 mil milhões de dólares de Hong Kong. O MGM Cotai continua a ser o espaço que produz mais receitas para a concessionária, com cerca de 5,27 mil milhões de dólares de Hong Kong. Todavia, este espaço também apresentou uma redução anual, uma vez que no segundo trimestre do ano passado tinha gerado receitas de 5,28 mil milhões de dólares de Hong Kong. Apesar destes números, o presidente e director-geral do grupo MGM Resorts International, Bill Hornbuckle, destacou que a prestação da concessionária em Macau está acima da média do mercado. “Na MGM China, no segundo trimestre, o nosso desempenho continuou a superar o mercado, ao mantermos uma quota sólida de 16,4 por cento”, afirmou. Durante o mês de Junho, vários analistas apontaram que as receitas do jogo em Macau foram afectadas pela realização do Campeonato Mundial de Futebol e pelo mercado de apostas. Ontem, o director-geral da MGM Resorts afirmou que este impacto foi ultrapassado. “Embora o Campeonato do Mundo tenha tido um impacto temporário nos volumes do jogo em Macau no mês de Junho, isso foi um efeito transitório, e não uma mudança estrutural”, defendeu. Ganhos mais reduzidos Os resultados divulgados ontem mostram igualmente uma redução anual do Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (EBITDA, em inglês) total ajustado, um indicador que permite medir a capacidade de uma empresa gerar dinheiro em caixa no dia-a-dia. Entre Abril e Junho, a empresa apresentou um EBITDA total ajustado de 2,33 mil milhões de dólares de Hong Kong, quando no mesmo período do ano passado tinha atingido 2,51 mil milhões de dólares de Hong Kong. Esta diferença representa uma variação negativa de praticamente 7,4 por cento. Apesar do resultado, o director-geral da MGM China, Kenneth Feng, mostrou-se optimista face à segunda metade do ano, devido ao final do Mundial de Futebol e à realização de vários eventos e espectáculos. “Estamos a observar o regresso de uma procura que esteve reprimida durante o período do Mundial de Futebol. Na verdade, tanto o volume de visitas como os volumes de negócios recuperaram fortemente logo a partir da segunda semana de Julho, quando ainda faltavam disputar alguns jogos antes do final do Mundial”, afirmou Feng. No segundo trimestre do ano, as receitas brutas dos jogos de fortuna ou azar em Macau fixaram-se em 61 mil milhões de patacas, uma redução ligeira face ao período homólogo, quando as receitas tinham sido de 61,1 mil milhões de patacas. MGM avalia compra Na apresentação dos resultados, Bill Hornbuckle informou que a MGM Resorts International constituiu um grupo de trabalho especializado e independente para analisar a proposta de compra da empresa pelo grupo People Incorporated, do multimilionário Barry Diller. Segundo a estação televisiva CNBC, a proposta apresentada pelo grupo People Incorporated avalia a MGM Resorts International em 18 mil milhões de dólares americanos, o que significa um preço de 48,30 dólares por acção. Actualmente, a People Incorporated é titular de 26,1 por cento do capital social da gigante americana.
João Santos Filipe Manchete SociedadeLeite em Pó | Testes em HK confirmam segurança da marca Friso Apesar de terem ordenado a recolha do lote de leite em pó identificado em Macau como tendo excesso de chumbo, as autoridades de Hong Kong fizeram testes e concluíram que os produtos da empresa Friso são seguros Os testes realizados pelo Centro da Segurança Alimentar (CFS, em inglês) do Departamento de Higiene Alimentar e Ambiental (FEHD) de Hong Kong concluíram que o leite em pó da marca Friso cumpre os níveis de segurança relacionados com o teor de chumbo. Os resultados foram divulgados ao final do dia de quarta-feira. De acordo com um porta-voz do CFS, o facto de as autoridades de Macau terem revelado o caso do leite com excesso de chumbo, levou a que em Hong Kong a vigilância para este tipo de produtos fosse reforçada, o que resultou na realização de vários testes a diferentes produtos de leite em pó. “Nos últimos quatro dias [de 25 a 28 de Julho], o CFS recolheu no mercado mais de 50 amostras destes produtos para testar o teor de chumbo, incluindo 11 lotes de leite em pó para bebés Frisolac Prestige Etapa 1 (800g)”, foi revelado. “Não foi encontrado qualquer caso que ultrapasse o padrão legal de Hong Kong, ou seja, um teor de chumbo não superior a 0,01 miligramas por quilograma”, foi explicado. Apesar de os resultados terem sido negativos, o CFS continua a apelar à população de Hong Kong para evitar o consumo do lote de leite em pó identificado pelas autoridades de Macau como tendo excesso de chumbo. Este aspecto deve-se ao facto de os testes não terem focado no lote de leite em pó que terá apresentado níveis excessivos de chumbo: “Relativamente ao lote individual recolhido anteriormente [Nome do produto: Frisolac Prestige Etapa 1 Leite em Pó para Bebés (800g); Prazo de validade: 30 de Setembro de 2027; Número de lote: 1W07KPJ], o CFS destacou inspectores a vários estabelecimentos de venda a retalho para garantir que o lote afectado foi retirado das prateleiras”, foi vincado. “O CFS voltou a apelar à população que não permita que bebés e crianças pequenas consumam o lote de produto afectado, devendo procurar assistência médica caso as crianças se sintam indispostas”, foi indicado. Resultados contestados Também na segunda-feira, a Friso, empresa controlada pela holandesa Royal FrieslandCampina, tinha contestado os resultados dos testes feitos em Macau, assim como a forma de testagem. A posição foi tomada, depois de a empresa ter testado os lotes controversos em dois laboratórios independentes, com ambos os resultados mostrarem o cumprimento dos padrões de segurança relacionados com o teor de chumbo. A Friso revelou ainda ter tido um encontro com as autoridades locais em que defendeu a qualidade dos seus produtos. “Durante a reunião, a empresa manifestou claramente a sua posição, solicitando veementemente uma nova amostragem e testagem aos produtos do mesmo lote, e insistindo em esclarecer melhor os factos”, foi comunicado. “A empresa expressou reservas quanto à disposição dos serviços competentes de Macau em utilizar apenas uma lata de amostra para a realização dos testes”, foi indicado. A polémica com leite em pó da marca Friso começou no sábado, quando o Instituto para os Assuntos Municipais, o Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica e os Serviços de Saúde emitiram um comunicado a alertar para o excesso de chumbo no leite em pó da marca Frisolac Gold 1 com o número de lote: 1W07KPJ. O produto foi retirado do mercado e foi aberto um canal especial nos hospitais para os bebés e crianças que tivessem consumido este leite. As 38 consultas especiais realizadas até segunda-feira não identificaram qualquer caso de intoxicação por chumbo. Também na segunda-feira, as autoridades de Macau reconheceram que depois de terem alargado a testagem a outros leites em pó da Friso, com testes feitos em 13 amostras, não foi detectada qualquer anormalidade.
João Santos Filipe Manchete SociedadeLeite em Pó | Fabricante nega haver excesso de chumbo A Friso contesta os resultados dos testes das autoridades de Macau que colocam em causa a segurança do leite em pó produzido pela empresa controlada pela holandesa Royal FrieslandCampina A produtora de leite em pó Friso garante que testou os seus produtos em dois laboratórios independentes e que os resultados mostram o cumprimento dos padrões de segurança. Foi desta forma que a empresa controlada pela holandesa Royal FrieslandCampina reagiu às acusações das autoridades de Hong Kong e Macau de que um dos lotes de leite em pó do grupo apresentou níveis perigosos de chumbo. Através de um comunicado, a Friso revelou que teve um encontro com as autoridades de Macau na segunda-feira e contestou a forma como foram realizados os testes de avaliação de segurança do produto. “Durante a reunião, a empresa manifestou claramente a sua posição, solicitando veementemente uma nova amostragem e testagem aos produtos do mesmo lote, e insistindo em esclarecer melhor os factos”, pode ler-se na mensagem. “A empresa expressou reservas quanto à disposição dos serviços competentes de Macau em utilizar apenas uma lata de amostra para a realização dos testes”, foi acrescentado. A Friso explicou também que “submeteu aos serviços competentes de Macau relatórios de ensaio referentes a três amostras, efectuados por dois laboratórios independentes”. “Os resultados demonstraram que o teor de chumbo em todas as amostras cumpre as normas vigentes em Macau e Hong Kong, comprovando mais uma vez a segurança e a qualidade dos produtos da empresa”, foi destacado. No comunicado partilhado nas redes sociais, a empresa apresenta também os resultados dos testes realizados. Reputação em jogo Face aos riscos reputacionais, a Friso afirma que “compreende perfeitamente a importância e a preocupação dos pais relativamente à saúde e segurança dos bebés”, mas garante que os seus produtos se pautam “sempre por rigorosos padrões de qualidade e segurança”. A empresa aponta também que assume “a protecção da saúde infantil como a sua principal responsabilidade, e mantém uma confiança inabalável na segurança e qualidade dos seus produtos”. Além disso, a empresa controlada pela Royal FrieslandCampina promete que vai continuar a procurar todas as formas de provar a qualidade dos seus produtos: “Para que afaste as preocupações da população nos resultados diferentes de análises, a empresa garante que vai continuar a procurar mais instituições de renome para realizarem análises do mesmo lote do produto, com vista a assegurar a confiança dos consumidores na segurança alimentar”, foi indicado. Alerta no fim de semana Foi no sábado que o Instituto para os Assuntos Municipais, o Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica e os Serviços de Saúde emitiram um comunicado a alertar para o excesso de chumbo no leite em pó da marca Frisolac Gold 1 com o número de lote: 1W07KPJ. “Com base nos resultados das análises, o leite em pó problemático é Frisolac Prestige – Fórmula Infantil n.º 1, com conteúdo líquido de 800 gramas, lote n.º 1W07KPJ e data de validade de 30/09/2027. Na amostra em causa, foi detectado um teor de chumbo de 0,2 mg/kg, um valor superior ao limite máximo permitido para fórmulas para lactentes e crianças pequenas, fixado em 0,02 mg/kg no Regulamento Administrativo Limites Máximos de Metais Pesados contaminantes em géneros alimentícios”, foi indicado. Ao mesmo tempo, foi pedido aos distribuidores que recolhessem o produto e criada uma linha especial de atendimento nos hospitais para os bebés que tivessem consumido este leite. Até às 18h de segunda-feira, os cinco bebés que recorreram ao atendimento urgente não apresentavam qualquer sintoma de intoxicação.
João Santos Filipe Manchete PolíticaAutocarros | Lam Lon Wai quer mais segurança e menos acidentes O deputado dos Operários está preocupado com o aumento dos acidentes que envolvem autocarros e pede ao Governo soluções para reforçar a segurança nas estradas Tendo em conta o recente aumento do número de acidentes com autocarros públicos, o deputado Lam Lon Wai pede ao Executivo medidas para reforçar a segurança. O assunto vai ser discutido na Assembleia Legislativa, numa sessão plenária para interpelações orais, entre hoje e amanhã. Segundo os dados apresentados pelo deputado ligado aos Operários, “o número de acidentes de viação em operação de autocarros aumentou de 943 em 2022 para 1.327 em 2025”. Lam Lon Wai indica que estes dados reflectem “o aumento da população e do número de turistas”, assim como “a elevada frequência do movimento transfronteiriço”. O legislador aponta que a estatística revela “uma tendência de aumento do número de acidentes de viação imputáveis às companhias de autocarros” e de acidentes “por cada 100 mil quilómetros”. “Face ao aumento do fluxo de trânsito e à complexidade contínua das vias públicas, o aumento constante do nível de segurança dos autocarros merece a atenção da sociedade”, considera. Por isso, Lam pretende saber como o Governo vai utilizar “o sistema de ajustamento inteligente e de fiscalização do transporte de veículos, a análise de mega-dados e a inteligência artificial” para aumentar “o nível de segurança” e “reduzir a taxa de ocorrência de acidentes”. O deputado pretende também que o Executivo coloque ao serviço da segurança “a formação para motoristas” e “a simulação de condução”. Alterar as estradas Além de pedir a aplicação de novas tecnologias, o deputado também pretende que o Executivo explique como vai alterar os principais pontos de acidentes. “O Governo deve, tendo em conta a análise das causas dos acidentes de viação, proceder à optimização das instalações complementares das vias públicas e das paragens de autocarros nos troços onde se registaram mais acidentes e onde se concentram mais peões”, aponta. Lam defende também a instalação de sistemas de sinalização para peões e veículos e equipamentos de alerta em pontos cegos, para facilitar a tarefa dos motoristas, que, segundo o legislador, lidam com um tráfego cada vez mais intenso. Por último, Lam Lon Wai pede atenção à “formação profissional dos motoristas” e defende que o Governo incentive as empresas “a criarem mecanismos de apoio físico e psicológico para os motoristas, incluindo a avaliação periódica da sua saúde psicológica e aconselhamento sobre gestão emocional”.