Joana Freitas BrevesAutocarros | Horários e frequências prolongadas A partir de amanhã vão ser aumentadas as frequências de partidas, o prolongamento dos horários de serviços e a antecipação das horas de partida dos primeiros autocarros que circulam por Macau. Além disso, anuncia a DSAT, a carreira 22F vai mudar de nome para 52 e a MT3U em 73, permitindo aos cidadãos identificar as zonas que as carreiras ligam, sendo a primeira Seac Pai Van, e a segunda a Universidade de Macau na Ilha da Montanha. Além destas mudanças, e devido ao aumento do número de passageiros, o horário inicial de exploração da carreira 52 (ou seja, 22F), que ia até às 20h00, será prolongado até às 00h00 e a sua frequência de partidas passa para os 4 a 12 minutos. No que se refere à carreira 73 (ou seja MT3U), a sua frequência de partidas será de 8 a 12 minutos, em vez de 12 a 20 minutos. A DSAT vai ainda intensificar a frequência de partidas das carreiras MT3 e N2. A frequência de partidas da primeira será de 6 a 12 minutos, em vez de 8 a 20 minutos, enquanto a segunda parte a cada 15 minutos, em vez de 20 minutos.
Joana Freitas BrevesTurismo | Macau promovido em Nova Iorque A Direcção dos Serviços de Turismo (DST) esteve em Nova Iorque a promover o turismo de Macau, de 1 de Outubro até ontem. O evento “Sentir Macau” aconteceu na famosa Grande Estação Central e teve como objectivo atrair mais visitantes internacionais para visitar Macau. Esta foi a primeira promoção turística de grande escala organizada pela DST em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América. A actividade mostrava as “características únicas de cruzamento de culturas chinesa e ocidental de Macau, enquanto destino turístico, através de gastronomia, de espectáculos de palco, de demonstração da arte chinesa de recorde de silhuetas em papel, de uma galeria de arte, workshops, de uma zona para tirar fotografias para uma experiência cultural, entre outros”, explica a DST em comunicado. O local da promoção estava decorado com imagens das Ruínas de São Paulo, do Templo de Á-Má, do Largo do Senado e da Torre de Macau. A cozinha macaense teve destaque especial, com degustação gratuita no local. No ano passado, o número de visitantes dos EUA que chegaram a Macau ultrapassaram os 180 mil, tornando-se este no décimo maior mercado de visitantes para Macau.
Joana Freitas Manchete SociedadeTurismo | Parte de campus da UM vai ser Centro Global de Formação do IFT A formação de quadros qualificados em turismo é uma das metas para o desenvolvimento de Macau como Centro Mundial de Lazer, frisou a semana passada Alexis Tam. Assim, o IFT vai ser incumbido de dirigir o novo Centro Global de Formação em Turismo, utilizando para isso partes do antigo campus da UM e contando com a ajuda da OMT [dropcap style=circle’]M[/dropcap]acau vai criar o Centro Global para a Educação e Formação em Turismo, juntamente com a Organização Mundial de Turismo (OMT), e partes do antigo campus da Universidade de Macau (UM) na Ilha da Montanha vão servir para isso mesmo. O anúncio foi feito pelo Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, que afirmou que vai ser o Instituto de Formação Turística (IFT) quem “irá assumir a grande missão”. Assim, a biblioteca, as residências de docentes e funcionários e os dois laboratórios da Faculdade de Ciências e Tecnologia, no antigo campus da UM na Taipa, foram atribuídos ao IFT, instituto considerado como o ideal para levar a cabo a criação do Centro Global. “O IFT tem conhecido um desenvolvimento estável desde a sua criação há vinte anos e apresenta uma qualidade de ensino elevada, tendo recebido o maior número de prémios do Sistema de Garantia de Qualidade da OMT das Nações Unidas e sido galardoado, por duas vezes, pela Pacific Asia Travel Association (PATA) com o prémio de ouro na educação e formação”, pode ler-se num comunicado que cita Alexis Tam. A criação do Centro Global inclui-se numa das ideias do Governo Central para transformar Macau num Centro Mundial de Turismo e Lazer, o qual requer que o Governo “além de se empenhar na optimização do ambiente turístico e no enriquecimento dos produtos turísticos, disponha de um centro de formação turística de excelência”. Profissionais à altura A dimensão do actual campus do IFT não é suficiente para que o instituto possa desempenhar o seu papel na formação de quadros altamente qualificados na área de turismo, afirma Alexis Tam, que acrescenta que, a meio deste mês, o Executivo vai celebrar um protocolo de cooperação com a OMT para a criação do Centro Global. “Depois de ter um novo campus, o IFT passará a dispor de melhores instalações e equipamentos, os quais servirão para o Centro proceder à formação dos quadros altamente qualificados na área turística. Através da cooperação com a OMT, Macau vai conseguir atrair mais estudantes locais e internacionais, incluindo os quadros responsáveis pelos assuntos de turismo dos estados membros das Nações Unidas, proporcionando-lhes acções de formação em gestão turística, hoteleira, convenções de exposições, guias turísticos, gastronomia e ou até à prova de vinhos, o que pode contribuir, de forma significativa, para a melhoria da qualidade de formação turística em Macau”, indica o gabinete do Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura. As actuais residências de docentes de funcionários que pertenciam à UM vão passar a ser hotel destinado ao ensino e à formação turística, a fim de proporcionar mais oportunidades de estágio aos estudantes, alargar o plano de intercâmbio de estudantes internacionais e atrair a vinda de mais estudantes da Europa e das outras regiões. Sobre o ensino no território, Alexis Tam frisou ainda que, acordo com dados, dentro de cinco anos o número de estudantes graduados do ensino secundário de Macau irá descer de cinco mil pessoas por ano para cerca de 3500. Cerca de metade irá prosseguir os seus estudos no ensino superior fora de Macau, o que faz com que o número de estudantes locais que ficam em Macau a frequentar cursos do ensino superior não chegue a dois mil. “Isto requer e exige, da parte do Governo, um planeamento e estudos adequados”, indica Tam.
Joana Freitas Manchete SociedadeCanídromo | Confirmada renovação de contrato. Vigília junta mais de cem Sem surpresas, depois de um discurso de lamentos e do anúncio de um estudo que demora um ano, o Governo decidiu prolongar o contrato do Canídromo. Resta saber até quando vão durar as corridas que fizeram mais de uma centena juntar-se na semana passada a favor do seu fim [dropcap style=circle’]U[/dropcap]m dia depois de uma vigília pelos galgos do Canídromo juntar mais de uma centena de pessoas e duas dezenas de cidades, o Governo anunciou que vai renovar o contrato de concessão da Yat Yuen, que explora estas corridas de apostas. O anúncio foi feito por Lionel Leong, Secretário para a Economia e Finanças, que não avançou um prazo para a prorrogação. De acordo com o responsável, o prolongamento do contrato é apenas “temporário” e surge devido à necessidade de se realizar um estudo sobre o futuro do espaço. Estudo que vai começar este mês, apesar de ter sido anunciado há mais de meio ano. “A tomada de decisão será fundamentada e o Governo contratou uma instituição independente para elaborar um estudo, que vai começar este mês, sendo depois submetido a uma análise interna, esperando-se que o resultado saia dentro de um ano. Assim, o Governo está a planear renovar temporariamente o contrato com o Canídromo”, disse Lionel Leong, à margem da celebração do Dia Nacional da China. As condições contratuais actuais, que têm vindo a ser criticadas por associações de defesa de animais e pela comunidade em geral, “não vão sofrer alterações” e ainda “não existe uma decisão final sobre o prazo de renovação”. Velas sem sucesso Organizações de defesa dos direitos dos animais organizaram, no dia 30 de Setembro, vigílias em 26 cidades de diversos continentes para pedir o encerramento do Canídromo, onde todos os anos morrem centenas de cães. Por cá, a vigília mobilizou mais de cem pessoas, que a partir das 20h00 se reuniram em frente à Sede do Governo e exibiram cartazes e faixas criticando as corridas de galgos. Segundo os organizadores do protesto em Macau, todos os anos mais de 300 galgos morrem ou são abatidos no Canídromo, que consideram ser “o pior” do mundo. Nenhum galgo “consegue sair vivo” do espaço, onde não existe um programa de adopção dos cães, como acontece noutros locais, como tem vindo a sublinhar Albano Martins, presidente da Anima – Sociedade Protetora dos Animais. Os organizadores do protesto denunciam também as próprias condições e características do Canídromo, que causam ferimentos graves aos cães durante as corridas. Albano Martins acrescentou que, no entanto, “o problema” não são apenas os cães e que há também a questão da própria “comunidade” que vive na zona – que tem “a maior densidade populacional do mundo” e onde não existem espaços comunitários, verdes e de lazer. Os organizadores da vigília pediam por isso ao Governo que ouvisse “a comunidade” em relação à renovação da concessão de exploração do Canídromo, que termina no final deste ano. Contudo, depois do Chefe do Executivo ter dito que discordava do encerramento do Canídromo “de um dia para o outro”, chega agora a certeza de que a Yat Yuen vai continuar com as corridas de apostas. “Estudos” que atrasam Para o Governo, o Canídromo “também precisa de tempo para lidar com os seus trabalhadores e os galgos” e, apesar de Albano Martins defender que o estudo tinha de ter sido feito antes – já que o Canídromo funciona há 50 anos -, o Governo diz que este documento vai ajudar a perceber a necessidade do espaço. “A decisão do Governo vai ponderar se a existência do Canídromo beneficia o centro mundial de turismo e lazer e a diversificação do sector de Jogo e terá ainda em conta as opiniões dos habitantes e comerciantes nas imediações do mesmo”, frisou Lionel Leong. Deputados e habitantes da zona pedem o encerramento do local. Os primeiros devido à falta de espaço de lazer e habitação no espaço e os segundos porque se queixam do cheiro e dos barulhos de uma actividade que tem vindo a perder dinheiro consecutivamente. Albano Martins criticou ainda a entidade “ligada ao jogo” a quem foi encomendado o estudo, da Universidade de Macau, por considerar que não é isenta e lamentou que o Governo continue “a ter na cabeça” que a diversificação da economia se faz dentro do jogo. Austrália, Estados Unidos da América, Espanha, França, Itália, Bélgica e Reino Unido juntaram-se a Macau pelo encerramento do Canídromo.
Joana Freitas Manchete PolíticaGoverno | DSAJ e DSRJDI oficializam fusão em Janeiro de 2016 É oficial: as duas direcções responsáveis pelas leis de Macau vão unir-se a partir do próximo ano. Um passo para elevar a eficácia governativa, diz Sónia Chan [dropcap style=’circle’]A[/dropcap]Direcção dos Serviços de Reforma Jurídica e de Direito Internacional (DSRJDI) e a Direcção dos Serviços de Assuntos de Justiça (DSAJ) vão unir-se oficialmente a partir de dia 1 de Janeiro de 2016. O anúncio foi feito pela Secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, que afirmou na sexta-feira que foi concluída a fase de elaboração da lei orgânica relativamente ao trabalho de fusão dos dois organismos. Depois da oitava reunião plenária do Conselho Consultivo para a Reforma da Administração Pública, na Sede do Governo, a Secretária revelou que após a fusão da DSAJ e DSRJDI a nova instituição irá concentrar-se na coordenação do trabalho legislativo do Governo. Ainda não há nome para o organismo, nem se sabe o que vai acontecer com os funcionários das duas direcções. Elevar o nível A fusão da DSAJ e DSRJDI é uma das medidas implementadas pelo Governo para reformar a Administração Pública, algo que tem vindo a ser prometido desde o ano passado. O tema foi precisamente discutido na reunião do Conselho Consultivo, do qual fazem parte o Chefe do Executivo, Chui Sai On, Sónia Chan, Kou Peng Kuan, Sio Chi Wa, deputado, e Paulino do Lago Comandante, vice-presidente da Associação de Advogados de Macau. Estão ainda inseridos no grupo funcionários públicos, representantes de associações, especialistas e académicos. Na reunião que juntou todos os responsáveis, Sónia Chan falou na necessidade de se elevar de um modo geral o nível de governação, referindo esta situação como um dos “trabalhos prioritários do Governo” da RAEM. A fusão dos dois organismos é precisamente uma das formas, na óptica da responsável pela tutela da Administração e Justiça, para elevar esta eficácia. Do mesmo modo, também a reorganização do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM) e dos Institutos Cultural e do Desporto estão na lista dos que vão sofrer reformas, algo que servirá ainda para acabar com a sobreposição de funções.
Joana Freitas Manchete SociedadeTerrenos | Nenhum lote ainda recuperado. Pearl Horizon em análise Ainda nenhum dos terrenos que deveria ter sido recuperado pelo Governo o foi e agora o Executivo tem ainda o caso do Pearl Horizon em mãos: os deputados querem-no de volta, o Governo ainda está a analisar a situação [dropcap style=circle’]N[/dropcap]enhum dos terrenos cuja concessão caducou por ter expirado o prazo de aproveitamento foi ainda recuperado pelo Governo. O esclarecimento foi dado pelo Secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, na quinta-feira passada, e surge numa altura em que o Governo tem ainda em mãos outro problema: o lote do Pearl Horizon, na zona norte. De acordo com Raimundo do Rosário, está tudo a correr dentro dos trâmites normais, ainda que até este momento “nenhum terreno tenha sido reavido”, disse à TDM. “Há um conjunto de terrenos que estão em fase judicial ou em processo. Nenhum terreno ainda voltou à posse da RAEM”, afirmou. Em causa estão 18 terrenos que deveriam ter sido aproveitados, mas que, findo o prazo para tal, não tiveram qualquer desenvolvimento. Em situação mais ou menos semelhante – ainda que não esteja na lista dos recuperados – está o terreno do empreendimento Pearl Horizon, da Polytec, que deveria ter sido concluído este ano, mas que o construtor diz só conseguir acabar em 2018. O HM tentou, na semana passada, saber junto do Governo se vai haver prorrogação do prazo de aproveitamento, mas até agora não foi possível obter resposta. Entretanto, os deputados Ng Kuok Cheong e Au Kam San defendem que esta não deveria acontecer. Os dois democratas consideram que o Pearl Horizon perdeu o tempo devido para a utilização do terreno e deve acatar com toda a responsabilidade da não conclusão dos projectos. Em declarações ao Jornal do Cidadão, Ng Kuok Cheong disse considerar que existem investidores que acham que “por ter relações próxima com os funcionários do Governo”, podem manter o hábito de não cumprir as leis desde a altura da governação portuguesa. Para Au Kam San, os investidores que não conseguem desenvolver o terreno depois de 25 anos de concessão, deveriam ser obrigados a devolver os lotes, independente do estado do terreno, assumindo eventuais responsabilidades. O deputado democrata apela ao Governo que atente à lei e pede que haja uma revisão em breve, de forma a que não se possa renovar concessões, incluindo a do Polytec. Manifestação e contras Raimundo do Rosário foi peremptório quando questionado pela comunicação social: de acordo com a Lei de Terras não há possibilidade de renovação aquando do termo da concessão por arrendamento de um terreno. Contudo, o Secretário aparece citado num comunicado indicando que são os pequenos proprietários quem mais sai prejudicado caso não haja renovação da concessão do Pearl Horizon. Isto porque centenas de fracções foram já compradas antes de estarem concluídas. “[O Secretário] garantiu que o Governo acompanha de perto esta questão e prometeu que os serviços competentes e juristas vão analisar o caso em matéria legal”, pode ler-se em comunicado. Segundo o Jornal Ou Mun, os proprietários do Pearl Horizon recolheram assinaturas na semana passada para serem entregues na terça-feira na Sede do Governo e planeiam realizar uma manifestação no sábado. Num encontro realizado pela Aliança do Povo de Instituição de Macau, o advogado Mak Heng Ip explicou que existem artigos na Lei de Terras apontando que, caso a culpa do atraso das obras não seja do investidor e as razões sejam aceites pelo Governo, o período de utilização de terreno pode ser prolongado. No entanto, Mak Heng Ip defende que é necessário esclarecer a culpa da não conclusão do projecto: é que, diz, se existirem razões que mostrem que a culpa é do investidor, então o Governo poderá terminar o contrato. Au Kam San sugere que o Governo recupere o terreno no final do ano e abra um concurso público novo. CCAC | Resultados em Novembro O Comissário contra a Corrupção, André Cheong, prevê que venha a ser publicada em Novembro a conclusão sobre a investigação dos 16 terrenos cuja caducidade já não pode ser declarada nula. O comissário disse ainda que a investigação sobre os lotes da Iec Long, na Taipa, será apenas concluída no próximo ano. O Governo retirou 16 terrenos da lista dos 48 que deveriam ser recuperados devido ao não aproveitamento ou caducidade da concessão e o Secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, entregou o caso ao CCAC em Julho passado. Quanto à investigação do caso da troca do terrenos da antiga Fábrica de Panchões Iec Long pelos terrenos onde estão os empreendimentos One Central, Mandarim Oriental e MGM, André Cheong afirmou que o assunto é mais complicado, pelo que a investigação poderá estar concluída apenas no início do próximo ano.
Joana Freitas BrevesIPM | Durão Barroso vai receber título de professor honorário O ex-presidente da Comissão Europeia Durão Barroso vai receber a 20 de Outubro o título de Professor Coordenador Honorário do Instituto Politécnico de Macau (IPM), revelou à agência Lusa o presidente da instituição académica. Lei Heong Iok explicou que Durão Barroso receberá o título de professor coordenador honorário e, depois, irá proferir uma conferência sob o tema “Globalização do século XXI: Novas Rotas da Seda, Outras Ligações entre os Continentes”. “Para nós, IPM, será uma cerimónia com grande significado porque Durão Barroso, como antigo primeiro-ministro de Portugal e antigo presidente da Comissão Europeia, é uma figura portuguesa de prestígio internacional”, explicou. O presidente do Politécnico acrescentou que Durão Barroso “é também um amigo da China e ao longo dos anos, nos diversos cargos que ocupou, contribuiu também para fortalecer a amizade e as boas relações económicas e culturais entre a China, Portugal e toda a União Europeia”. “É uma forma de reconhecimento pelo seu trabalho”, concluiu. A cerimónia de distinção de Durão Barroso será presidida pelo Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam.
Joana Freitas Manchete SociedadeCanídromo | Chui Sai On diz que estudo “vai demorar um ano” [dropcap style=’circle’]O[/dropcap]Governo já disse que o Canídromo não pode fechar de um dia para o outro e, por isso, a concessão com a Companhia de Corridas de Galgos de Macau (Yat Yuen) poderá ser renovada, mas com um prazo mais curto. A notícia foi avançada pelo Jornal Tribuna de Macau na sua edição de sexta-feira, que citava uma fonte próxima do processo, mas parece agora confirmada pelo Chefe do Executivo. Num comunicado, onde fica a saber-se que foi a Universidade de Macau a instituição encarregue de levar a cabo o estudo recentemente anunciado pelo Executivo, o líder do Governo fala no prazo de um ano para que o relatório seja feito. “O Governo encarregou o Instituto de Estudo para o Jogo Comercial da Universidade de Macau de analisar o funcionamento ou não do Canídromo e apresentar o respectivo estudo dentro de um ano”, pode ler-se num comunicado que cita o Chefe do Executivo. Segundo a fonte contactada pelo JTM, “a concessão do Canídromo será renovada, mas desta vez por curto tempo”, até 2016. A ANIMA já veio pedir, por diversas vezes, o encerramento do Canídromo por constituir uma violação aos direitos dos galgos, mas Chui Sai On já deixou claro que isso irá demorar a acontecer. “As corridas de galgos são uma componente que caracteriza a diversidade da indústria do jogo. A indústria do jogo foi sempre a principal de Macau e as corridas de galgos têm a sua história. Portanto, não é de um dia para o outro que vamos suspender as corridas de galgos, porque isso também não é justo”, frisou. No comunicado de ontem, Chui Sai On diz que o estudo vai ainda ter em conta a “adequabilidade do desenvolvimento da região envolvente ao Canídromo, a ponderação da prioridade do uso do local e a viabilidade da junção do Canídromo com o Macau Jockey Club”. O HM tentou confirmar junto do Executivo se já há mesmo decisão final, mas não foi possível obter resposta devido ao feriado.
Joana Freitas SociedadeHotel Estoril | Alexis Tam frisa que reaproveitamento corre dentro dos conformes [dropcap style=’circle’]O[/dropcap]processo de reaproveitamento do Hotel Estoril tem sido transparente desde o início, defende o Secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, ao canal chinês da Rádio Macau. As declarações tiveram origem num telefonema que o próprio líder fez para o programa Macau Talk, onde afirmou que todo as alternativas foram debatidas publicamente e contaram com a participação da população. Alexis Tam lembrou ainda que o caso foi bastante discutido na comunicação social local e lamentou que alguns internautas o tenham atacado sobre o processo de reaproveitamento daquele edifício. De acordo com os dados do Secretário, 120 dos inquiridos durante a consulta pública quer dar início ao processo de avaliação para que este possa ser classificado enquanto património. Foi nesta nota que voltou a frisar a necessidade de ouvir as opiniões da população, insistindo na ideia de que será feita a vontade da sociedade, independentemente desta ser o reaproveitamento. O Governo irá, sublinhou, fazer tudo para preservar a obra arquitectónica. O activista Sou Ka Hou enviou a Alexis Tam uma carta, no sentido de chamar a atenção do Secretário para a consideração de que a posição do Governo sempre esteve tomada, mesmo antes da população ser ouvida. Para fundamentar a sua acusação, Sou Ka Hou perguntou ao Secretário porque revelou a sua opinião sobre o destino do antigo hotel antes da auscultação encerrar.
Joana Freitas Manchete SociedadeAdvogados de HK querem “ajudar” Ng Lap Seng [dropcap style=’circle’]U[/dropcap]m advogado de Hong Kong telefonou ontem ao HM procurando contactos para conseguir ajudar Ng Lap Seng, empresário de Macau detido nos EUA por levar para o país grandes montantes de dinheiro de forma alegadamente ilegal. Ng Lap Seng – membro do Conselho Eleitoral do Chefe do Executivo e delegado de Macau na Conferência Consultiva Política do Povo Chinês – foi preso sábado e não lhe foi concedida a saída sob fiança. Nick Chan, advogado em Hong Kong, ligou para o HM com objectivo de contactar amigos ou familiares de Ng Lap Seng. O homem diz não estar sozinho: “há mais de mil advogados na cidade vizinha à espera para ajudar o empresário”, frisou ao HM. Chan assegura ter trabalhado há vários para o empresário, também nos EUA, mas disse que não tinha conseguido contacto desta vez para o “conseguir ajudar”. Daí ter começado a contactar órgãos de comunicação social do território, entre os quais o HM. “Ng Lap Seng está preso e não tem grande hipótese de contactar advogados. Ele ainda não foi condenado, é considerado inocente, mas os Estados Unidos não permitem que ele encontre advogados. Portanto esperamos contactar pessoas próximas de Ng e ajudar no caso”, frisou. A situação é, no mínimo, caricata, uma vez que, de acordo com a agência Reuters – que avançou a notícia da detenção – Ng Lap Seng tem como advogado Kevin Tung, que tem respondido aos média em nome do empresário. Sem fiança E foi precisamente Kevin Tung, segundo a Reuters, que disse que a detenção de Ng tinha sido “um mal entendido por ele vir de uma cultura diferente”. Evocando a função que o empresário tem no Conselho que escolhe o líder do Governo, que o advogado disse ser “semelhante a um senador ou congressista”, Tung disse que “o facto dele ser rico não significa que seja um criminoso”. O advogado foi mais longe. “Há uma diferença cultural que leva a que as pessoas não compreendam que quando vêm para este país [EUA] com muito dinheiro pode haver problemas.” O empresário não conseguiu sair sob fiança e a justificação foi simples. “Ele tem diferentes recursos, fundos significantes, inúmeros aviões e passaportes e é cidadão de diversos países que não cooperam com os EUA, caso quisesse fugir e radicar-se nesses países. Não acredito que haja condições para que possa ficar descansada de que ele ficará no país a enfrentar as acusações”, disse a parte da acusação, através da advogada Janis Echenberg. Ainda assim, o tribunal disse que iria considerar soltar Ng Lap Seng sob o pagamento de um milhão de dólares americanos, sendo que o Ministério Público tem até hoje para analisar a petição. Assistente fala em “actividades ilegais” Entretanto, sob interrogação, o assistente tido como o braço direito de Ng Lap Seng, o jovem de 29 anos Jeff Yin, admitiu aos investigadores que “estaria a transferir dinheiro em nome de Ng Lap Seng para pagar a pessoas por coisas ilegais, entre outras”, avança a Reuters, citando Daniel Richenthal, advogado assistente no processo. A acusação indica que Ng conseguiu transferir para o país 19 milhões de dólares americanos para bancos norte-americanos e pessoas. Os dois homens estavam a sair dos EUA num avião privado quando foram detidos.
Joana Freitas SociedadeStudio City | Hotel passa a quatro estrelas em vez de cinco [dropcap style=’circle’]O[/dropcap]hotel do Macau Studio City vai ser apenas de quatro estrelas, depois de uma revisão do contrato de concessão entre a operadora e o Governo. Apesar de o complexo estar quase concluído – abre a 27 de Outubro -, a autorização do Governo para a alteração da tipologia do hotel foi apenas dada em Agosto deste ano, ainda que não tenha sido mexida a área do espaço. “A 11 de Maio de 2015, a concessionária apresentou na Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes (DSSOPT) um pedido de alteração da classificação da finalidade de hotel de cinco estrelas para hotel de quatro estrelas, mantendo-se inalterada a restante finalidade e as áreas brutas de construção. (…) O procedimento seguiu a sua tramitação normal, tendo o processo sido enviado à Comissão de Terras que, reunida em 16 de Julho de 2015, emitiu parecer favorável ao deferimento do pedido. Por despacho do Chefe do Executivo, de 24 de Julho de 2015, foi autorizado o pedido de revisão da concessão. As condições do contrato titulado pelo presente despacho foram notificadas à concessionária e por esta expressamente aceites, conforme declaração apresentada em 20 de Agosto de 2015”, pode ler-se no despacho do Boletim Oficial. O fundamento da operadora para a mudança deve-se, diz o despacho, ao facto “desta tipologia ser mais adequada à política de diversificação de alojamento e do produto turístico e porque do ponto de vista técnico o projecto apresentado na Direcção dos Serviços de Turismo se enquadra mais neste tipo de equipamento”. Não houve necessidade de pagamento adicional pela parte da Melco Crown, detentora do Studio City e do terreno, uma vez que a categoria de hotel passou a ser inferior e porque não houve, também, “alteração nas áreas brutas de construção”.
Joana Freitas Manchete SociedadeOperação Trovoada | Crimes ligados ao jogo e droga no topo Os crimes de usura, de tráfico e consumo de droga, bem como os de permanência ilegal, continuam no topo dos crimes praticados no território. São os dados da última Operação Trovoada, que indicam que mais de cem pessoas foram presas e mais de mil expulsas de Macau [dropcap style=’circle’]M[/dropcap]ais de dez mil agentes e fiscalizações e mais de quatro mil casos em mãos. Mais de três mil indivíduos investigados e mais de mil encaminhados para o Ministério Público. São estes os números gerais da Operação Trovoada 2015, levada a cabo pelas autoridades de Macau e Guangdong, e que teve lugar nos últimos três meses. Os dados foram ontem dados a conhecer aos jornalistas e mostram que os crimes ligados ao jogo são os mais comuns, a par dos relacionados com estada ilegal em Macau e falsificação de documentos. Durante a Operação, foram registados mais de uma centena de casos de “usura para jogo”, crime dentro do qual foram detectados sequestros, coacção e ofensa grave à integridade física. Só num dos casos, o crime envolveu mais de 170 pessoas. Os crimes relacionados com “associação criminosa” aparecem referidos mais do que uma vez, nomeadamente nos crimes relacionados com o jogo, burlas e furtos, bem como a utilização de armas proibidas e substâncias explosivas. Para João Augusto da Rosa, adjunto do comandante-geral dos SPU, apesar dos aumentos nos crimes relacionados com o jogo, como o sequestro e a usura, a polícia não acredita que esta subida esteja relacionada com a queda das receitas dos casinos. Também a reentrada ilegal é um dos crimes com mais reincidência: foram mais de 160 os casos, tendo envolvido quase 200 pessoas. A maioria delas, mostram os dados dos Serviços de Polícia Unitários (SPU), era do sexo masculino. Os crimes de acolhimento (46) e de trabalho ilegal (35) também não ficam fora da lista, que mostra ainda um grande número de falsificação de documentos. Mais de 60 casos em que isto aconteceu envolviam quase uma centena de pessoas, números semelhantes aos casos de furto registados. Os crimes de burla fazem parte da lista (mais de 40 casos), seguidos dos de “abuso de confiança”. Tráfico e consumo de droga ascendem a mais de 80 casos, com situações que incluem a condução sob o efeito de estupefacientes e a produção e envolvem mais de uma centena de indivíduos. Nota ainda para um caso de tentativa de homicídio registado e 64 casos de ofensa simples à integridade física. Material apreendido Drogas – cocaína (1,27kg), marijuana (42 gramas), heroína, yaba, “happy water”, ice e ketamina (1,3kg) Dinheiro – 155 mil patacas, 14,3 milhões de dólares de HK, 610 mil yuan, 38 mil dólares americanos, quatro mil euros, 1645 dólares australianos Fichas de jogo no valor de mais de 4,9 milhões Dez BIR falsos Mais de 25 mil dólares de HK em notas falsas Uma faca militar Seis carros, cinco motas, mais de 600 telemóveis e um táxi Diamantes, pérolas e relógios Números 1344 pessoas expulsas por crimes diversos 65 pessoas presas de imediato devido a mandados de detenção anteriores 3977 pessoas averiguadas, entre mais de 34 mil sujeitas a identificação 1331 pessoas acusadas pelo MP 14854 agentes policiais 72 pessoas em prisão preventiva 29 pessoas presas 84 pessoas sujeitas a prisão preventiva 110 pessoas com termo de identidade e residência 208 pessoas com proibição de ausência e contacto Desmantelada rede de prostituição e tráfico de pessoas [dropcap style=’circle’]S[/dropcap]it Chong Meng, subdirector da Polícia Judiciária (PJ), anunciou ontem o desmantelamento de uma rede de prostituição por um homem já reincidente. As autoridades de Macau tinham já sido alertadas em Julho pelas homólogas de Zhuhai, através de um mecanismo de comunicação com os Serviços de Polícia Unitários. O líder do grupo, de apelido Lao, era residente da China continental e já tinha sido expulso de Macau no início do ano devido a um outro caso de prostituição. Contudo, no interior da China, o homem voltou a criar outro grupo do mesmo tipo, fazendo tráfico de mulheres que serviriam como prostitutas em Macau. Uma delas era menor de 16 anos. “O grupo estava dividido em duas partes e cada parte tinha entre dois a três proxenetas e 18 prostitutas, sendo que eles arranjavam alojamento, bilhetes de viagem e locais para a prostituição”, frisou Sit Chong Meng. O subdirector da PJ avançou que as prostitutas cativavam clientes na zona dos casinos do Cotai e na ZAPE, distribuindo folhetos pornográficos e através da aplicação de comunicação WeChat. Foi ainda descoberto pelas autoridades que cada prostituta teria pelo menos cinco clientes por dia, mediante pagamento de 1500 dólares de Hong Kong de cada vez. Os proxenetas tiravam então 30% do montante como comissão. O responsável estima que, no total, o grupo recebeu mais de dez milhões de dólares de Hong Kong desde Janeiro deste ano. Foi no dia 17 deste mês que a polícia descobriu as 18 prostitutas, uma delas com menos de 16 anos. Prendeu 11 suspeitos, entregando-os ao Ministério Público (MP) no dia seguinte, enquanto o líder do grupo foi preso na China continental. Sit Chong Meng frisou que o caso só mostra os “bons resultados” da troca de informações no combate ao crime entre as autoridades de Macau e Guangdong. F.F.
Joana Freitas BrevesPatrão da TV Cabo com casa maior e terreno por mais dez anos Lam Ion Fun vai poder construir uma vivenda com cinco pisos em Coloane, depois de ter recebido autorização do Governo para rever o contrato de concessão de um terreno arrendado. O patrão da TV Cabo e administrador-executivo da Kong Seng fez o pedido em 2013 e foi, agora, concedida a autorização, que também alarga o prazo de arrendamento do espaço. A empresa de Lam Ion Fun, Companhia de Investimento Lam’s, já era detentora do espaço de 287 metros quadrados na Estrada da Aldeia, sendo que no local existia uma casa de dois andares. Agora, além da moradia, Lam Ion Fun vai poder ficar com o espaço até Junho de 2026. Pela renovação do prazo de concessão do terreno paga 22 mil patacas.
Joana Freitas EventosIC | Doações de oficial chinês chegam ao Museu de Macau [dropcap style=’circle’]U[/dropcap]ng Vai Meng apresentou ontem um certificado de doação aos membros da família de Lau Ka Meng, em nome do Museu de Macau do Instituto Cultural (IC). Lew Yuk Lin (1862-1942), natural de Xiangshan, em Guangdong, foi um dos elementos do quarto grupo de estudantes enviados para os Estados Unidos em 1875, tendo iniciado a sua carreira diplomática em 1886. Posteriormente foi nomeado Cônsul-Geral da Dinastia Qing em Singapura e na África do Sul, assim como enviado imperial da Dinastia Qing ao Reino Unido e mais tarde Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário da República da China ao Reino Unido. Desempenhou ainda várias funções de negócios estrangeiros de grande responsabilidade durante a Dinastia Qing e a República. Lew Yuk Lin viveu em Macau desde 1923 e foi oficialmente nomeado como representante chinês na Assembleia Geral de Macau durante a sua estada. Faleceu em Macau em 1942. O nome de Lau será incluído no Quadro de Doadores do Museu, que expressou a sua gratidão aos membros da família de Lau Ka Meng através de um certificado de doação de artefactos. Os artefactos doados pela família Lau encontram-se agora em exposição no salão principal do Museu de Macau, incluindo artefactos significativos como a fotografia oficial de Lew Yuk Lin, medalhas e emblemas dos finais da Dinastia Qing do período da República da China e um microscópio dos finais do século XIX.
Joana Freitas EventosAlbergue SCM | Festival do Meio Outono acontece no domingo [dropcap style=’circle’]O[/dropcap]Albergue SCM volta este ano a realizar um evento de celebração da lua, naquele que é o Festival do Meio Outono. O espaço, no Bairro de São Lázaro, acolhe no domingo uma festa, na qual serão servidas comidas e bebidas festivas alusivas à época. Entre as 19h00 e as 21h30 haverá ainda lugar para a música, com um concerto de música chinesa, uma banda Jazz e Fado no encerramento da festa. Prometida está ainda uma demonstração de caligrafia chinesa e a distribuição de lanternas do coelhinho às crianças. O público é convidado igualmente a resolver jogos de enigmas. “De acordo com a mitologia chinesa, o Festival de Meio-Outono teve origem como um festival das colheitas, num tempo em que esta celebração se realizava com a veneração dos Deuses da Montanha após a conclusão das colheitas. Durante as dinastias Ming e Qing, o Festival de Meio-Outono ganhou popularidade tornando-se num dos mais importantes festivais tradicionais. De forma a despertar o interesse do público para este festival tradicional chinês, o Albergue SCM vem realizando eventos de celebração todos os anos, sendo este um momento propício para as reuniões familiares e para a celebração da lua cheia num ambiente romântico e histórico”, explica a organização em comunicado. A entrada é gratuita.
Joana Freitas EventosCCM | Ballet “Anna Karenina” chega a Macau para espectáculos em Novembro A lendária história de Anna Karenina chega a Macau pela companhia de bailado russa Boris Eifman, numa adaptação que promete ser “glamorosa” [dropcap style=’circle’]O[/dropcap]Centro Cultural de Macau (CCM) abre a temporada de Inverno deste ano com dois espectáculos do bailado “Anna Karenina”, de Léon Tolstoi, numa adaptação do coreógrafo russo Boris Eifman. Eifman traz uma das mulheres mais carismáticas da literatura, encenada ao som de uma mescla de trabalhos de Tchaikovsky. “Este ballet representa uma história centrada num triângulo amoroso composto por Anna, o marido e o amante. Impelida pela paixão, Anna é a destemida protagonista que desafia as normas sociais ao abandonar a segurança do lar para viver um romance tórrido com um funcionário aristocrata”, começa por explicar a organização. “A coreografia descreve os trejeitos psicológicos da obra-prima de Tolstoi, explorando tópicos controversos através de um ballet muito físico e glamoroso, retratando Anna Karenina como alguém que não tem medo de amar e se mantém fiel aos seus sentimentos.” Fundado em São Petersburgo, desde 1997 que o Ballet Eifman se tem afirmado como uma das companhias de dança de topo na Rússia e regressa agora a Macau, depois de em 2004 aqui ter estreado o bailado Giselle Vermelha. Além do espectáculo, alguns elementos da companhia Eifman vão orientar um workshop onde farão uma demonstração dos seus métodos de treino a bailarinos locais. Os espectáculos – marcados para os dias 28 e 29 de Novembro – estão marcados para as 20h00 e os bilhetes podem ser adquiridos desde as 150 às 300 patacas. Estarão à venda no domingo. Reinvenção de uma lenda chinesa Mas nem só de génios russos se fazem os espectáculos do CCM. A 25, 26 e 27 de Dezembro Edward Lam celebra o Natal em Macau com o Musical Escola de Artes, uma peça baseada num conto clássico chinês. O encenador e dramaturgo de Hong Kong reinventa a lenda dos Amantes Borboletas, uma história chinesa frequentemente adaptada para uma diversidade de artes performativas. “A visão de Lam é vibrante e humorística na abordagem a uma série de assuntos, das questões de género à essência da genialidade. A estrela de Macau em ascensão Jordan Cheng faz parte do elenco de 18 artistas, oriundos sobretudo de Taiwan e Hong Kong, numa versão que transporta o conto clássico para um cenário contemporâneo de uma escola de artes”, explica o CCM, que acrescenta que haverá ainda tempo para uma conversa conduzida por Edward Lam e Pan Lei antes do show, a 20 de Novembro. O encenador e o crítico cultural juntam-se para partilhar com o público o espírito e o processo criativo da produção. Um mês depois, numa sessão aberta ao público imediatamente antes do espectáculo, a 27 de Dezembro, o CCM realiza uma introdução ao musical. Os bilhetes custam entre as 150 e as 300 patacas e estarão à venda domingo.
Joana Freitas Manchete SociedadeEUA | Ng Lap Seng detido por levar dinheiro ilegal para o país O empresário e membro do Conselho Eleitoral do Chefe do Executivo Ng Lap Seng foi detido no sábado, por ter levado para os EUA dinheiro de forma ilegal, entre outras acusações [dropcap style=’circle’]N[/dropcap]g Lap Seng, empresário de Macau, foi detido nos EUA por levar para o país mais de quatro milhões de dólares ilegalmente. Ng Lap Seng – que ocupa uma posição no Conselho Eleitoral do Chefe do Executivo e na Conferência Consultiva Política do Povo Chinês – foi acusado de conspiração para obstrução à justiça e de prestar falsas declarações. A notícia foi avançada pela agência Reuters, que indica que o empresário está detido desde sábado, juntamente com o seu principal assistente, Jeff Yin. Os dois homens são acusados pelas autoridades norte-americanas de terem combinado prestar falsas declarações sobre a origem do dinheiro aos serviços alfandegários, alegando que este seria para comprar peças de arte, antiguidades e imobiliário ou até para jogar no casino. “De acordo com a queixa, Ng [levou] mais de 4,5 milhões de dólares americanos em dinheiro vivo para os EUA da China, desde Julho de 2013 a Setembro de 2015, com a ajuda de Yin”, pode ler-se no artigo da Reuters, que acrescenta que a “importação de mais de 4,5 milhões de dólares acontece há dois anos sob falsos pretextos”. Apesar de não ser possível saber, através da acusação, qual o propósito real do dinheiro, o tribunal indica que em Junho de 2014 Ng Lap Seng terá tido um encontro com um empresário nova-iorquino onde apareceu com uma mala com 400 mil dólares, identificados “falsamente” como sendo para comprar pinturas e para jogar. A queixa foi tornada pública na segunda-feira, num tribunal de Manhattan e acusação foi feita depois de “uma investigação levada a cabo pelo FBI”. Antecedentes Ng Lap Seng é um conhecido empresário de Macau, sendo ainda delegado de Macau na Conferência Consultiva do Povo Chinês, membro do Conselho Eleitoral do Chefe do Executivo e foi ainda, recentemente, apontado como consultor do Conselho para o Desenvolvimento Económico. Ontem, precisamente este Conselho teve uma reunião, levando a que Chui Sai On fosse questionado pelos jornalistas (ver caixa). Segundo a Reuters, Ng não quis prestar declarações e o seu advogado, Kevin Tung, disse apenas que “não tinha o peso de provar que o seu cliente era inocente”. Na empresa de Ng, a Sun Kian Yip Group, foi dito à agência de notícias que “Ng raramente visitava a empresa”. O advogado de Yin, o assistente de 29 anos, não quis prestar declarações. Ng Lap Seng teve problemas anteriormente nos EUA, por ter alegadamente investido mais de sete milhões de dólares americanos na campanha de Bill Clinton, através de diversas contas. Nunca foi formalmente acusado. Mais recentemente, o nome de Ng Lap Seng apareceu ligado à polémica entre Sheldon Adelson e Steve Jacobs, da Sands China, como sendo o “contacto” de Leonel Alves, advogado e deputado de Macau, em Pequim para desbloquear a venda dos apartamentos do Four Seasons. É dono do Hotel Fortuna e foi accionista da TDM, onde ocupou o lugar do ex-Chefe do Executivo Edmund Ho. A detenção de Ng Lap Seng surge dias após a repatriação para a China dos EUA de Yang Jinjun, um dos homens mais procurados por Pequim por corrupção. Chui Sai On não está a par do caso O Chefe do Executivo, Chui Sai On, afirmou não ter informações sobre a prisão de Ng Lap Seng. “Não tenho conhecimento sobre a questão, contudo, efectivamente, segundo as informações que tive da Comissão do Desenvolvimento Económico, Ng Lap Seng, que é membro da Comissão, pediu dispensa da reunião para o dia de hoje. Não tenho dados em mãos”, afirmou Chui Sai On em declarações à comunicação social. F.A.
Joana Freitas PolíticaFunção Pública | Proposta de ajustamento de salário em Outubro Sónia Chan não fala em números, mas promete uma proposta de aumento dos salários da Função Pública no próximo mês. A Secretária assegura que vai ter em conta todos os factores, mas não responde se vai ter também o da “austeridade” [dropcap style=’circle’]A[/dropcap]Secretária para a Administração e Justiça, Sónia Chan, disse ontem que, no próximo mês, poderá haver já uma proposta de ajustamento dos salários da Função Pública. Em declarações à Rádio Macau, a responsável deu Outubro como previsão para a tão esperada proposta de aumento. O pedido de aumento é anual e, recentemente, a Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) pediu ao Governo que este fosse de, pelo menos, 6%. Isto para que pudesse ser ao nível da inflação. Sónia Chan não fala de números mas, quando questionada sobre se a proposta de aumento vai ser de um valor menor do que o ano passado devido às recentes medidas de austeridade implementadas pelo Governo, a Secretária afirmou apenas “que vai fazer a análise considerando todo o ambiente económico”. Chan frisou que ainda não há decisão sobre o nível de ajustamento, mas defende que vai considerar “todos os aspectos”. O ano passado, recorde-se, o aumento dos funcionários públicos foi de 5,71% e este ano, em Janeiro, de 6,75%, o que fez com que os funcionários passassem a receber 79 patacas por hora. Quanto ao Acordo de Cooperação Judiciária em Matéria Penal, a Secretária para a Administração e Justiça frisou que os governos de Macau e Hong Kong já encontraram um consenso, estando agora a negociar os detalhes, como por exemplo a revisão dos artigos. Face à possibilidade de criação de um órgão municipal sem poder político, a Secretária disse esperar que possa começar consultas públicas no próximo ano sobre o assunto.
Joana Freitas Manchete PolíticaDiscurso de Chen Zuoer não se adapta a Macau, dizem politólogos Macau é um “bom menino” e, por isso mesmo, as recentes acusações “de falta de descolonização” em HK nunca se poderiam adaptar ao território [dropcap style=’circle’]A[/dropcap]s declarações de Chen Zuoer sobre Hong Kong que ontem fizeram capa da imprensa da região vizinha não se podem aplicar a Macau. É o que defendem figuras da política do território, que dizem que a comparação é quase impossível. Foi no domingo que o ex-director-adjunto do Gabinete para os Assuntos de Hong Kong e Macau do Conselho de Estado da China disse que, na RAEHK, não tinha havido ainda a “descolonização” e que isso estaria a magoar o território vizinho. Num seminário, o também presidente da Associação de Estudos Macau-Hong Kong da China continental, frisou que Hong Kong estaria a ser levado por forças “localistas” e que o princípio de “dois sistemas” dentro do lema que rege as duas regiões “estava a ser prejudicado”. Que há uma certa similaridade entre as duas regiões é, para os especialistas ouvidos pelo HM, um facto inegável. Como diz Larry So, politólogo e comentador, “foram ambas colonizadas há muitos anos por poderes ocidentais”. Mas “há um desenvolvimento diferente” em Macau e Hong Kong. Por isso mesmo, este discurso – que ataca principalmente as recentes manifestações na RAEHK – não poderia acontecer em Macau, da forma como o território é actualmente. Até porque, aos olhos de especialistas políticos, Macau é menos rebelde do que Hong Kong. “Macau é um aluno muito mais obediente, ou filho se assim quisermos, frente à China do que Hong Kong. Ninguém em Macau, nem mesmo os mais ‘radicais’, como se dizem, iriam fazer algo contra o Governo e pedir a independência, ou dizer que gostariam de voltar a ser governados por Portugal.” A questão da “independência” em Hong Kong não é exactamente ver a região separar-se da China, mas é uma das mensagens que passam as manifestações da RAEHK aos olhos de Pequim. E Pequim não gosta. “[O discurso de Chen Zouer] não foi só para assustar, mas também para tentar estigmatizar estas pessoas, de forma que o resto da população não se queira juntar. E dizer-lhes que, se juntarem, estão à procura de sarilhos porque estão no ‘movimento independência’. Esse conceito de que ‘não existiu descolonização’ é visto como querer a independência. É, no fundo, para que não tentem nada nesse sentido. A China não quer nada nesse sentido, ainda que isso venha de uma minoria mesmo muito pequena. Em Macau, só falar em independência, é tabu. As pessoas de Macau, se alguém tentasse isso, iam soltar aquele ‘uauuu’”, ironiza Larry So. [quote_box_left]“Ninguém em Macau, nem mesmo os mais ‘radicais’, como se dizem, iriam fazer algo contra o Governo e pedir a independência, ou dizer que gostariam de voltar a ser governados por Portugal” – Larry So, politólogo[/quote_box_left] Todos diferentes, mesmo diferentes A diferença na forma como se sentem as pessoas das duas regiões é precisamente a justificação mais encontrada pelos especialistas ouvidos pelo HM. No domingo, Chen Zouer dizia que um do sinais da tal falta de descolonização era “haver objectos que deveriam estar em museus nas ruas”, como a bandeira britânica utilizada nas manifestações. Outro seria a falta de revisão de leis ainda da época britânica. Chen elogiava Macau dizendo que o território enfrentou “dificuldades através de uma série de reformas na lei”. Chan Kin San, professor de Administração Pública na Universidade de Macau, concorda. “Ao longo do tempo, o Governo Central quis deixar que o Governo de Hong Kong resolvesse os seus problemas internos, mas actualmente, parece que considera que o Governo de Hong Kong já não consegue resolver os problemas de forma eficaz, pelo que tomou mais medidas”, diz ao HM. “Exceptuando o problema da habitação, podemos ver que o Governo [de Macau] reage atempadamente a outras necessidades sociais. Comparativamente a Hong Kong, a divergência política é mais grave, o que faz com que a eficiência administrativa seja mais baixa, mostrando a imagem de que o Governo de Hong Kong não consegue resolver os problemas sociais”, frisa, referindo, como Larry So, que nunca iria haver manifestações tão grandes como as da região vizinha. Para Jason Chao, uma das caras conhecidas das manifestações de Macau, esta falta de resolução dos problemas é o que leva HK a receber recados deste género. Ainda que não necessariamente justos, na sua óptica. “Esta é uma forma de divergir a atenção dos verdadeiros problemas da actual governação. Em ambos os governos, de Macau e HK, há problemas, e em vez de se focarem no assunto verdadeiro, que é a falta de democracia e da [luta] pelos direitos, apontam o dedo a alguns”, diz ao HM. Questionado sobre se Macau poderia ser alvo do mesmo discurso, caso as manifestações da RAEM fossem semelhantes às de HK, o activista diz que não. “Até em Hong Kong é difícil falar [de determinados assuntos], porque há diversas ideias políticas. Em Macau, há pessoas que gostam da autonomia, mas também temos uma grande proporção de pessoas submissas à autoridade do Governo Central.” Muito a mudar Larry So diz que, para qualquer oficial de Pequim vir a público fazer um discurso semelhante, teria muita coisa de mudar em Macau. “As culturas são diferentes, a forma de viver, o conhecimento… É muito diferente.” A aceitação de chineses do continente e das normas chinesas, muitas vezes contestadas pelos residentes de Hong Kong, não é vista pelos três entrevistados do HM como algo apontado como um erro por Pequim, até porque todos concordam que também Macau tem pessoas que não gostam dos conterrâneos. Algo “ridículo” aos olhos de Larry So, já que a maioria dos cidadãos das duas regiões é migrante da China continental. Onde está, então, o problema? Em quem administrou as duas regiões antes de Pequim. “O governo britânico colonial interferiu e interfere mais e ficou mais tempo do que o português. Portugal, nos anos 1970, já estava a preparar-se para entregar Macau à China. É a chamada política colonial: os de Hong Kong são mais receptivos à cultura britânica do que os de Macau à portuguesa”, explica Larry So. Chan Kin San acrescenta: “Hong Kong sofria com dificuldades económicas mesmo depois da transferência de soberania, em 1997, e só melhorou depois de 2003, portanto, uma parte das pessoas tem sempre saudades do ambiente antes da transferência de soberania. Em Macau, antes de 1999, o ambiente político e social era mais instável comparado com o tempo depois da transferência. Por este motivo, poucas pessoas em Macau preferem a época da ‘colonização’.” À acusação de que as manifestações em HK estariam a “magoar os dois sistemas”, como disse Chen, Jason Chao defende apenas uma ideia: não concorda. “Se virmos a Lei Básica de Macau, as coisas deveriam estar todas nas mãos das pessoas de Macau. É por aí que surgem as manifestações”, frisa, acrescentando que discorda também da acusação de que HK estará a sofrer uma “desChinalização” (de-sinofication, nas palavras de Chen), por considerar que a própria China e regiões a ela pertencentes têm cada uma as suas características.
Joana Freitas EventosFIIM | Concertos clássicos a abrir Outubro O FIMM abre as hostes com concertos liderados por maestros locais, de Hong Kong e da China, contando ainda com a presença de nomes internacionais. O clássico é o estilo mais forte no FIIM, que arranca a 4 de Outubro [dropcap style=’circle’]A[/dropcap]O XXIX Festival Internacional de Música de Macau (FIMM) tem início no próximo dia 4 de Outubro e abre com concertos de música clássica por maestros locais e da região. Pelas 20h00 do primeiro dia de FIMM, a Orquestra de Macau e o Coro Juvenil apresentam Gustav Mahler – Sinfonia No 3, uma das obras mais extensas da história da música. “Nesta magnum opus, Mahler expressa com mestria o seu profundo afecto pela natureza, pela humanidade e por Deus, celebrando, no final da obra, o estado supremo para o qual Deus e o homem confluem”, explica a organização em comunicado. Esta é a mais longa de todas as sinfonias de Mahler e requer, diz o CCM, uma orquestra de grandes dimensões com mais de cem músicos e quase uma centena de cantoras e um coro infantil. O concerto de abertura conta com a participação da meio-soprano de renome mundial Charlotte Hellekant, que dá voz aos solos da sinfonia, sendo que a Orquestra de Macau é liderada pelo maestro Lü Jia. Integrados no Festival estão ainda dois concertos liderados por maestros da China e de Hong Kong. O primeiro acontece às 20h00 de 6 de Outubro e trata-se de uma performance da Orquestra Chinesa de Hong Kong. O segundo, que pretende ser em jeito de comemoração da vitória na Guerra de Resistência Contra a Agressão Japonesa, terá lugar às 20h00 de dia 15, sendo conduzido por Xian Xinghai e Liu Tianhua. “Apresentando uma série de maestros e solistas de renome, estes são dois concertos que os entusiastas da música tradicional não vão querer perder”, adverte a organização. O concerto da orquestra da RAEHK, intitulado Jing • Qi • Shen, vai contar com música folclórica tradicional, mas também com obras contemporâneas. O maestro principal do colectivo “foi agraciado com o título de Maestro Nacional de 1ª Classe na Primeira Avaliação Profissional da China em 1987”, destaca o Instituto Cultural, entidade responsável pela organização do FIMM. O segundo espectáculo é fruto de uma colaboração musical entre a Orquestra Chinesa de Macau, a Orquestra Chinesa do Grupo de Artes Performativas da Província de Jiangsu, a Orquestra Chinesa Zhonghua de Taiwan e o Ensemble de Música Chinesa de Sopros de Hong Kong. Sob a batuta dos maestros Pang Ka Pang, Wang Aikang, Huang Kuang-Yu e Ho Man-Chuen, as orquestras irão interpretar clássicos como “O Rio Amarelo”, “Noite Bela”, “Cavalos de Guerra Galopantes” e “Canto de Uma Vida de Lazer”. A 30 de Outubro às 20h00 segue-se a ópera Fausto, com a Orquestra de Macau, sob a direcção de Lü Jia, a juntar-se ao Coro Lirico Siciliano e à Lyric Opera of Chicago. “Charles Gounod criou uma fusão extraordinária de melodia sublime, desafio vocal e poder dramático. O drama centra-se num académico desiludido que vende a sua alma ao diabo em troca da juventude e do amor de uma bela rapariga”, explica o CCM. A entrada para cada um dos espectáculos vai das cem às 200 patacas.
Joana Freitas PolíticaJogo | Lionel Leong promete aperfeiçoar legislação [dropcap style=’circle’]O[/dropcap]Secretário para a Economia e Finanças prometeu ontem aperfeiçoar a legislação e a fiscalização dentro do sector do Jogo. Num discurso durante a abertura do Fórum de Cooperação entre Guangdong-Macau, em Guangdong, o Secretário frisou estar atento aos problemas por que a indústria atravessa. “Sendo o sector do Jogo uma indústria importante para Macau, o Governo irá prestar atenção e aperfeiçoar, em termos da execução da lei, a fiscalização e a legislação”, pode ler-se num comunicado que cita o Secretário. “O desenvolvimento de todas as indústrias necessita de ser feito de acordo com a lei, pelo que o Governo irá manter o trabalho de fiscalização e os departamentos de fiscalização irão acompanhar os casos por base das competências atribuídas pela lei e pelos sistemas.” As declarações de Lionel Leong foram feitas quando o responsável da tutela da Economia e Finanças foi questionado sobre o caso da empresa promotora Dore. O aperfeiçoamento da legislação relacionada com o Jogo tem vindo a ser pedido por alguns especialistas da área e por deputados, mas o Governo nunca se mostrou tão aberto a tal como agora. Contar com os vizinhos A economia da região não ficou de fora do discurso de Leong, que disse acreditar que a indústria principal de Macau vai “desenvolver-se de forma saudável” e mostrou-se confiante face às finanças da RAEM. “Setembro não costuma ser o período de pico de turismo, pelo que o Governo promete prestar atenção às mudanças do sector turístico e às receitas do jogo, bem como às quedas provisórias na economia local e ao ajustamento do sector do jogo”, pode ler-se no comunicado. No discurso do responsável, disponibilizado em Português, Lionel Leong fez ainda questão de frisar que o desenvolvimento económico de Macau passa, e muito, pela colaboração com as regiões vizinhas. “Tenho confiança de que Qingyuan se tornará num local que poderá oferecer inúmeras oportunidades para os empresários e os jovens de Guangdong, Hong Kong e Macau, quer no âmbito de criação de negócios, quer no de expansão das actividades operadas, e também uma das plataformas estratégicas para o fomento da cooperação das três partes. Assim sendo, pretendemos aproveitar a participação neste Fórum e a realização de visita de estudo por ocasião deste evento para prospecção de novos espaços de cooperação entre Qingyuan e Macau”, frisou no Fórum. Para Lionel Leong, só com ajuda regional e as oportunidades transfronteiriças é que a RAEM consegue atingir um patamar estável, até porque, diz, “há incertezas sobre as perspectivas” económicas.
Joana Freitas BrevesTaxa de inflação acima dos 5% A taxa de inflação em Macau nos 12 meses terminados em Agosto, face aos 12 meses anteriores, fixou-se em 5,21% devido ao aumento dos preços em secções como a “habitação e combustíveis”. Dados oficiais ontem revelados pelos Serviços de Estatística e Censos de Macau indicam que os preços em “habitação e combustíveis” subiram 10,43%, na “saúde” 5,47%, nos “produtos alimentares e bebidas não alcoólicas” 5,38% e nas “bebidas alcoólicas e tabaco” 5,32%. Nos oito primeiros meses de 2015, o Índice de Preços no Consumidor de Macau subiu 4,86%, em termos anuais, com aumentos nas secções da “habitação e combustíveis”, “bebidas alcoólicas e tabaco” e “saúde” de 9,68%, 7,39% e 5,81%, respectivamente. Só no mês de Agosto deste ano, contra o mesmo período de 2014, os preços subiram 4,64%, enquanto na comparação com Julho o aumento foi de 0,19%.
Joana Freitas PolíticaJogo | Lionel Leong pede a operadoras “que assumam responsabilidades” [dropcap style=’circle’]L[/dropcap]onel Leong pede responsabilidade às operadoras, depois de recentes queixas terem dado conta que os empregados da indústria de Jogo com 60 anos ou mais estarão a receber cartas de despedimento. O Secretário para a Economia e Finanças admite, em comunicado, que “apelou às empresas locais, nomeadamente às operadoras de jogo que, neste momento em que a economia local atravessa uma fase de ajustamento, assumam as suas responsabilidades sociais”. As declarações de Leong surgem após um encontro com um grupo de representantes da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM). O vice-presidente executivo da FAOM, Chan Kam Meng, afirmou ter recebido pedidos de apoio de trabalhadores mais velhos do sector, “devido à não renovação dos contratos e ao pedido de aposentação obrigatória por parte das empresas a que prestavam serviços”. A FAOM diz ainda que alguns trabalhadores das operadoras de jogo foram ainda convencidos a tirar licenças sem vencimento. O grupo solicitou, por isso, ao Governo que intensifique a fiscalização às operadoras e reveja “o mecanismo vigente sobre a substituição dos TNR”. A falta de uma idade legal para aposentação é outra das questões que leva a problemas, na óptica da FAOM. “Os trabalhadores [com 60 anos ou mais], mesmo prestando dezenas de anos de serviços às empresas do jogo, estão prestes a perder os seus empregos”, atira o grupo. Lionel Leong voltou a frisar que a importação de TNR serve apenas para suprir a insuficiência dos trabalhadores locais e referiu que o Governo “tem dado muita importância às questões do emprego dos residentes e à garantia dos seus direitos e interesses legítimos a emprego”. O Secretário diz que já deu instruções à Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, ao Gabinete para os Recursos Humanos e ao Centro de Produtividade e Transferência de Tecnologia de Macau para, em conjunto, “tomarem iniciativas no sentido de se inteirarem a situação evolucionária dos recursos humanos nas empresas, acompanhando, de perto, a mudança do mercado laboral, e, ao mesmo tempo, facultando atempadamente aos trabalhadores necessitados cursos de formação e serviços de colocação profissional direccionados”. Chamada de atenção Na sexta-feira, Lionel Leong teve ainda um encontro com representantes das seis operadoras de jogo, a quem falou das promessas feitas sobre a formação dos trabalhadores locais. Um comunicado do Governo dá conta que todos concordam com esta situação, mas pedem também atenção aos seus próprios problemas. “Na exploração das suas actividades [encontram dificuldades], tais como recursos humanos, regulamentação dos promotores do jogo, redução dos clientes”, pode ler-se. “Ao mesmo tempo, manifestaram desejos de que o Governo, face às mudanças da economia local, proporcione apoio adequado ao sector, como por exemplo, manutenção da estreita comunicação com o sector a fim de se inteirar a situação operacional do mercado e aposta de maior energia para promover Macau no exterior, atraindo a vinda a Macau dos turistas de alta qualidade.”
Joana Freitas EventosCCM | Actores locais sobem ao palco em Novembro [dropcap style=’circle’]O[/dropcap]O Centro Cultural de Macau (CCM) apresenta em Novembro a peça “Abraços”, uma produção que leva três jovens actores locais e um profissional de Hong Kong ao palco do pequeno auditório. Numa série de cinco espectáculos que sobem ao palco de 6 a 8 de Novembro, os artistas exploram em conjunto com a audiência vivências íntimas, numa produção que traz monólogos que contam quatro “invulgares” histórias. “Com humor, Maggie Im relata como cresceu sendo a ‘miúda gorda’, enquanto Simon Lou desvenda as peripécias que vive por ser parecido com um conhecido comediante de Hong Kong. Num terceiro monólogo Caroline Lam descreve a paixão pelas artes performativas e revela a sua vontade de mudar o mundo, enquanto Mak Pui Tong sobe ao palco para fazer uma comparação entre a sua profissão de actor e um emprego paralelo de criador de camarões”, explica a organização em comunicado. O espectáculo encerra os “Diários em Monólogo”, um intercâmbio cultural que levou Maggie Im, Simon Lou e Caroline Lam a frequentar uma residência artística no Teatro Chung Ying, uma das companhias mais prestigiadas de Hong Kong. Depois de ter completado um intenso programa de quatro semanas dedicado a ensaios e representação, o trio regressa a Macau para apresentar o espectáculo final. Interpretado em cantonense e encenado por Edmond Lo, director artístico assistente do teatro CY, “Abraços” convida o público a olhar para si próprio através da exploração dos pensamentos íntimos dos intérpretes. Edmon Lou estará ainda à conversa numa tertúlia pré-espectáculo durante a qual vai partilhar as suas perspectivas sobre este projecto de intercâmbio, apresentando também noções básicas do monólogo teatral. “Abraços” é apresentado pelo de 6 a 8 de Novembro e os bilhetes para os cinco espectáculos custam 120 patacas, estando já à venda.