Hoje Macau China / ÁsiaAI | UE e líderes mundiais acusados de serem submissos A Amnistia Internacional acusou a União Europeia e os líderes mundiais de serem submissos e mostrarem relutância em denunciar actos predatórios dos EUA, da Rússia, de Israel ou da China relativamente aos direitos humanos. “A União Europeia e a maioria dos Estados europeus apaziguaram os ataques dos EUA ao direito internacional e aos mecanismos multilaterais”, criticou a organização de defesa dos direitos humanos no seu relatório anual, ontem publicado. Segundo a organização, nem a União Europeia nem a maioria dos Estados tomaram “medidas significativas para travar o genocídio de Israel ou pôr fim às transferências irresponsáveis de armas e tecnologia que alimentam crimes ao abrigo do direito internacional em todo o mundo”. “Os líderes mundiais têm sido demasiado submissos face aos ataques ao direito internacional e ao sistema multilateral. O seu silêncio e inação são imperdoáveis”, acusou a secretária-geral da Amnistia Internacional, Agnès Callamard, que apresentou o relatório aos jornalistas na segunda-feira. O comportamento mostra “uma falência moral e não trará nada mais do que recuo, derrota e o apagamento de décadas de conquistas de direitos humanos duramente alcançadas”, avisou. Para a responsável da organização, “apaziguar os agressores é deitar gasolina no fogo que nos queimará a todos e devastará o futuro das gerações vindouras”. “Alguns podem sentir-se tentados a descartar o sistema construído ao longo dos últimos 80 anos”, mas isso significa “ignorar conquistas duramente alcançadas no sentido do reconhecimento dos direitos universais “que protegem contra a discriminação racial e a violência contra as mulheres, consagrando os direitos dos trabalhadores e dos sindicatos e reconhecendo os direitos dos povos indígenas”, defendeu Agnès Callamard. “Os predadores políticos e económicos, e aqueles que lhes dão apoio, estão a declarar o sistema multilateral morto, não porque seja ineficiente, mas porque não serve a sua hegemonia e controlo, disse.
Hoje Macau PolíticaEncontro | Seguro recebe Sam Hou Fai em Belém Encontro | Seguro recebe Sam Hou Fai em Belém O Presidente da República, António José Seguro, recebeu ontem o chefe do Governo da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), Sam Hou Fai, numa audiência para “reforçar a relação” com a China e Macau, anunciou a Presidência portuguesa. “Esta reunião serviu para reforçar a relação de confiança e aprofundar o relacionamento com a China e com a RAE Macau”, lê-se na nota divulgada no sítio de Internet da Presidência. António José Seguro valorizou o respeito pela identidade de Macau, reconhecendo o papel do território asiático na promoção da cultura e do património da região macaense.Também referiu a importância da Escola Portuguesa de Macau e da promoção da língua portuguesa enquanto uma das línguas oficiais de Macau. Segundo a nota, o chefe de Estado português considerou ser “essencial que continue a haver cumprimento pleno do quadro jurídico decorrente do processo de transferência da administração de Macau e que assegure a harmonia desta com as disposições jurídicas de Macau, nomeadamente no que toca ao respeito e proteção dos direitos, liberdades e garantias”. O líder do Governo de Macau está desde sábado em Portugal para uma visita oficial, tendo-se reunido ainda com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e diversos ministros.
Hoje Macau China / Ásia MancheteGuangdong | Inaugurada nova central nuclear em Huizhou Uma nova central nuclear com capacidade de produzir mais de nove mil milhões de quilowatt-hora (kWh) por ano foi inaugurada na província chinesa de Guangdong. Segundo meios de comunicação chineses, uma unidade nuclear Hualong One desenvolvida pelo Grupo Nuclear Geral da China (CGN, na sigla em inglês), o maior operador nuclear do país, entrou oficialmente em operação comercial na segunda-feira em Huizhou, uma cidade a cerca de 150 quilómetros de Macau e Hong Kong. Esta unidade tem capacidade para produzir mais de nove mil milhões de quilowatt-hora por ano, suficiente para abastecer milhões de residentes da região. Segundo o jornal estatal China Daily, o Hualong One é a primeira tecnologia nuclear de terceira geração desenvolvida de forma independente pela China e já está em operação em várias províncias, incluindo Fujian e Zhejiang. O presidente da CGN Huizhou Nuclear Power, Zhang Guoqiang, indicou ao jornal Global Times, a unidade passou por todos os testes de desempenho e funcionou durante 168 horas consecutivas em carga máxima, apresentando resultados “estáveis e seguros”. Ao mesmo jornal, o director do Instituto Sino-Francês de Tecnologia Nuclear da Universidade Sun Yat-sen, Wang Wei, considerou que a unidade nuclear será uma fonte de energia estável para apoiar o desenvolvimento económico de alta qualidade na Grande Baía. A Grande Baía é um projecto de Pequim para criar uma metrópole mundial que integra Hong Kong, Macau e nove cidades da província de Guangdong, com cerca de 86 milhões de habitantes e com uma economia superior a um bilião de euros. Segundo o jornal, a procura por energia limpa e estável na região tem vindo a aumentar, com o consumo total de electricidade da província de Guangdong a atingir 958,97 mil milhões de kWh em 2025, um crescimento de 4,93 por cento em relação ao ano anterior, colocando a província no topo do consumo energético nacional. A província de Guangdong já é um importante polo de energia nuclear na China, e detém várias centrais nucleares de grande dimensão, incluindo Daya Bay, Yangjiang e Taishan. O projecto Taipingling, entretanto, prevê a construção de seis unidades Hualong One em três fases. Quando concluído, espera-se que produza mais de 55 mil milhões de kWh por ano, o que permitirá poupar cerca de 16,65 milhões de toneladas de carvão padrão e reduzir aproximadamente 50,82 milhões de toneladas de emissões de dióxido de carbono. Base energética Com a entrada em funcionamento da Unidade 1, a CGN passa a operar 29 unidades nucleares com uma capacidade total de 33,04 milhões de quilowatts. A empresa tem ainda 19 unidades em construção, das quais 17 utilizam a tecnologia Hualong One, consolidando a tecnologia como uma “pedra basilar da futura matriz energética da China”. O China Daily acrescentou que o Hualong One já está em operação em outras províncias, como Fujian e Zhejiang, e que a CGN está a investir fortemente em digitalização e inteligência artificial para melhorar a segurança e eficiência das centrais nucleares. Estes esforços fazem parte da estratégia nacional para atingir a neutralidade carbónica até 2060, na qual a energia nuclear foi incluída como “pilar essencial”.
Hoje Macau China / ÁsiaDesemprego jovem na China sobe para 16,9% A taxa de desemprego jovem na China, um dos principais desafios sociais do país, subiu em Março de 16,1 por cento para 16,9 por cento, após seis meses de descidas, num contexto de número recorde de licenciados. Dados divulgados ontem pelo Gabinete Nacional de Estatística da China mostram que este indicador, que mede o desemprego entre jovens com idades compreendidas entre os 16 e os 24 anos nas zonas urbanas, regressou ao nível de Novembro e atingiu o valor mais elevado desde Outubro. Em Agosto, o desemprego jovem tinha voltado a máximos (18,9 por cento) desde que, em 2023, as autoridades suspenderam temporariamente a divulgação destes dados após um pico histórico de 21,3 por cento. A publicação foi retomada com um novo método, que exclui estudantes do cálculo para “reflectir de forma mais precisa” que a procura de emprego “não era uma prioridade” para este grupo. Segundo dados oficiais publicados na semana passada, a taxa de desemprego urbano a nível nacional – excluindo zonas rurais – passou de 5,3 por cento para 5,4 por cento. A redução gradual do desemprego jovem nos últimos meses foi atribuída, segundo órgãos locais, à absorção progressiva pelo mercado de trabalho de um número recorde de 12,2 milhões de licenciados, cuja limitada experiência profissional constitui um obstáculo num mercado afectado por riscos de deflação e incertezas externas. Perante a dificuldade em encontrar empregos adequados à sua formação, muitos jovens optam por prolongar os estudos com pós-graduações, enquanto outros acabam por aceitar empregos de menor qualificação, como o de estafeta. As autoridades chinesas colocaram o emprego jovem entre as principais prioridades, devido ao impacto potencial no consumo e aos riscos para a estabilidade social, considerada essencial por Pequim.
Hoje Macau China / ÁsiaMoçambique | PR quer “nova página” na cooperação com a China Daniel Chapo, de visita à China, quer dar mais um impulso às relações económicas e comerciais entre os dois países O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, manifestou a intenção de abrir uma nova página para a cooperação económica e comercial com a China, visando uma transformação económica “real, tangível e mensurável” nos dois países. “Moçambique está, neste momento, num momento de viragem. Cinquenta anos depois da independência, 50 anos de cooperação China-Moçambique, as nossas relações políticas e diplomáticas são excelentes, agora queremos abrir uma nova página para a cooperação económica e comercial”, declarou Daniel Chapo, durante uma mesa redonda na China, indica informação enviada ontem pela Presidência de Moçambique. Durante a mesa redonda, na segunda-feira, sobre desenvolvimento e investimento Moçambique-China, na província chinesa de Qinghai, o chefe de Estado moçambicano disse que os dois países estão ligados por uma história que atravessa séculos e geografias, numa relação forjada na solidariedade, confiança e respeito mútuo. É na continuidade dessa cooperação que o estadista africano espera transformar, junto do país asiático, “oportunidades em decisões, intenções em compromisso”, com a assinatura de compromissos em investimentos concretos em Moçambique. “Estamos aqui para falar de projectos, parcerias e resultados. Mais do que isso, estamos aqui para transformar confiança em investimentos, investimento em transformação económica real, tangível e mensurável para o bem do povo moçambicano e o bem do nosso povo irmão da China e, em particular, desta província de Qinghai”, acrescentou o Presidente de Moçambique. Riquezas por explorar Segundo Chapo, Moçambique oferece, entre outros, oportunidades nas áreas da agricultura, tecnologia, mineração, exploração de gás, petróleo e também na exploração de todos os tipos de minerais que existem no país. “É um país rico em minerais, um país rico em agricultura, um país rico em turismo, um país que está neste momento a conceber as zonas económicas especiais para criar incentivos, abrir as portas para investimentos dos nossos irmãos da China e em particular daqui de Qinghai”, assinalou o dirigente. O chefe do Estado moçambicano afirmou que investidores chineses podem encontrar em Moçambique um ambiente propício para investir e estabelecer parcerias, aproveitando as oportunidades existentes no país e o enquadramento criado pela iniciativa de tarifa zero anunciada pelo Presidente Xi Jinping, que pode impulsionar as exportações moçambicanas para a China, promover o crescimento conjunto e gerar valor acrescentado para ambas as economias. “Estamos a fazer muitas reformas no Estado para abrir o país ao negócio e, em especial, aos nossos irmãos da China e, muito em especial, de Qinghai, que demonstra que é possível crescermos juntos, reduzirmos a pobreza juntos e construirmos uma economia sustentável baseada em energia limpa e inovação”, concluiu o Presidente. Daniel Chapo encontra-se em Pequim desde a semana passada para uma visita de Estado, num contexto em que Moçambique e a China assinalam 50 anos de relações diplomáticas e procuram aprofundar a cooperação estratégica.
Hoje Macau SociedadeSaúde | Gripe dominou casos em Março A gripe foi a doença mais comum, em Março deste ano, na lista das 45 doenças de declaração obrigatória registada pelos Serviços de Saúde (SS). Segundo dados ontem divulgados, em Março registaram-se 1.998 casos de doenças com registo obrigatório em Macau, sendo que os casos de gripe foram 1.785, um aumento de 1,9 por cento face a Fevereiro deste ano, quando houve apenas 618 casos. Em segundo lugar, surgem as infecções por norovírus, com 61 casos, menos 63,3 por cento em termos mensais, e depois 50 casos de infecção por enterovírus, um aumento mensal de 1,6 por cento. Os 1.785 casos de gripe registados em Março correspondem ainda “a um aumento de cerca de 4,6 vezes em relação aos 320 casos registados no mês homólogo do ano anterior”, ou seja, 2025. No que diz respeito à febre da dengue, não foi registado nenhum caso em Março, tendo os SS registado apenas um caso importado de febre chikungunya.
Hoje Macau SociedadeJogo | Citi destaca performance da Wynn Macau A concessionária Wynn Macau registou as três apostas mais altas do segmento de massas premium ao longo deste mês, de acordo com o relatório do banco de investimento Citi. Segundo as observações dos analistas George Choi e Timothy Chau, citadas pelo portal GGRAsia, três clientes da operadora apostaram em jogadas individuais 400 mil dólares de Hong Kong, 330 mil dólares de Hong Kong e 300 mil dólares de Hong Kong. Os analistas explicam que este sucesso da operadora norte-americana se deve à renovação e expansão do espaço de jogo Chariman’s Club. O valor total das apostas registado nas observações Abril de 2026 superou 13 milhões dólares de Hong Kong, o que, segundo a instituição, representou um aumento de 17 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior. O número de jogadores no segmento de massa premium observado ascendeu a 644, o que representa um aumento de 5 por cento em relação a Abril de 2025, de acordo com o relatório.
Hoje Macau PolíticaFP | Pereira Coutinho pede respeito por turnos de trabalhadores Os funcionários públicos de vários serviços estão a encontrar obstáculos para participar em actividades da vida privada, como festas de aniversários dos filhos, cerimónias de formação, acompanhar familiares ao hospitalar, participar em exames de condução e em funerais de parentes. A acusação é feita por José Pereira Coutinho, deputado ligado à Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM), através de uma interpelação escrita. Segundo o documento partilhado pelo legislador através das redes sociais, a acusação tem por base os “pedidos de apoio por parte de trabalhadores da função pública”, que Coutinho indica serem cada vez mais frequentes. No mesmo sentido, o deputado explica que o problema está relacionado com a forma como alguns serviços públicos elaboram as escalas mensais de serviço por turnos, não tendo em consideração as actividades familiares. O único serviço visado directamente é a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos. Face a este problema, o deputado questiona o Executivo sobre se existem planos para “eliminar a actual e recente rigidez da organização das escalas” e para adoptar um regime “mais flexível, humano e digno”. José Pereira Coutinho pede também o regresso aos mecanismos que permitiam aos trabalhadores trocarem os turnos entre si. Segundo o mesmo relato, estas trocas costumavam ser autorizadas pelas chefias, o que não acontece agora. Além disso, o legislador pede ao Executivo mais dinheiro para os funcionários públicos, com a actualização dos subsídios de turnos, de acordo com o que diz ser a inflação acumulada e o “acréscimo do volume de trabalho pela não substituição dos trabalhadores aposentados ou desligados da função pública”.
Hoje Macau PolíticaUTM | Filha de Ho Iat Seng convidada para palestra A filha de Ho Iat Seng, Ho Hoi Kei, foi convidada para dar uma palestra na Universidade de Turismo de Macau sobre o espírito das duas sessões, o desenvolvimento do turismo e dos jovens. A informação sobre a palestra foi divulgada pela instituição de ensino, através das plataformas do Governo. Nos últimos anos, Ho Hoi Kei passou a assumir vários cargos políticos e integra actualmente a 14.ª sessão do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês (CCPPC). Segundo o comunicado, a oradora encorajou os mais jovens a “alargarem a horizontes” e a participarem no “desenvolvimento nacional”. Ho Hoi Kei considerou ainda que Macau se encontra numa posição única a nível do turismo, por combinar elementos culturais chineses e ocidentais. A filha do antigo Chefe do Executivo afirmou também, dirigindo-se aos jovens, que há muitas vagas no mercado à espera deles.
Hoje Macau SociedadeIA | Universidade de Évora desenvolve modelo português de baixo custo A Universidade de Évora (UÉ) conseguiu desenvolver modelos de linguagem de Inteligência Artificial (IA) em português, que atingem níveis de desempenho comparáveis aos das grandes tecnológicas globais, indicou ontem à Lusa o Professor Catedrático Paulo Quaresma. O investigador, que se encontra em Macau para um seminário na Universidade de São José (USJ), explicou que a estratégia da instituição alentejana passa pela criação de modelos mais pequenos e eficientes, focados especificamente na língua portuguesa e nas suas variantes. Um modelo de linguagem é um sistema de inteligência artificial treinado para entender, processar e gerar linguagem humana. “Temos conseguido mostrar que modelos bem mais pequenos do que os das grandes empresas norte-americanas, que têm custos enormes para serem produzidos, conseguem obter resultados ao mesmo nível em determinadas tarefas”, afirmou Paulo Quaresma à Lusa. Segundo o docente do Departamento de Informática da UÉ, os resultados desta investigação são disponibilizados em modelos abertos, podendo ser utilizados por outras universidades e empresas. Relativamente aos desafios técnicos, o especialista apontou a curadoria de dados como o principal obstáculo. Para o investigador, não basta recolher grandes volumes de texto da internet; é imperativo filtrar e garantir a qualidade linguística e a correção dos conteúdos que servem de base ao treino dos modelos. A presença de Paulo Quaresma em Macau visa também o reforço da cooperação académica com a USJ, instituição com a qual a Universidade de Évora já mantém protocolos de colaboração. O docente adiantou que o objectivo passa por estender esta parceria à área dos modelos de linguagem e à captação de alunos de doutoramento para projetos de investigação conjunta entre Portugal e a Região Administrativa Especial chinesa. “Temos já uma cooperação na orientação de alunos de doutoramento com a USJ, mas esta é uma oportunidade para estender o trabalho à área dos modelos de linguagem e captar novos investigadores que queiram trabalhar connosco”, destacou.
Hoje Macau China / ÁsiaJapão | Onda de tsunami após sismo de magnitude 7,7 Uma onda de tsunami de 80 centímetros atingiu ontem um porto no norte do Japão, após um sismo de magnitude 7,7 ter abalado o norte do país, anunciou a Agência Meteorológica Japonesa (JMA). A onda foi observada às 17:34 no porto de Kuji, na prefeitura de Iwate, dois minutos após uma primeira vaga de 70 centímetros e 41 minutos depois do sismo, precisou a JMA. “Por favor, saiam imediatamente das zonas” assinaladas, pediu a primeira-ministra, Sanae Takaichi, numa mensagem em vídeo divulgada pela televisão NHK. O sismo ocorreu nas águas do Pacífico, ao largo da costa norte da prefeitura de Iwate, a cerca de 100 quilómetros do porto de Kuji, na costa de Sanriku, a uma profundidade de 10 quilómetros, segundo dados preliminares. A JMA emitiu alertas de tsunami para as zonas costeiras desde Hokkaido até à prefeitura de Fukushima, com ondas que poderiam atingir os três metros. Takaichi informou em declarações à imprensa que o seu gabinete estava a “confirmar a extensão dos danos humanos e materiais”. A JMA alertou que eram de esperar danos causados pelas ondas do tsunami. “Abandonem imediatamente as regiões costeiras e as zonas ribeirinhas para um local mais seguro, como um terreno elevado ou um edifício de evacuação”, declarou a agência. “Prevê-se que as ondas do maremoto atinjam a costa repetidamente. Não abandonem os locais seguros enquanto o alerta não for levantado”, acrescentou. A NHK, que interrompeu de imediato a programação normal para dar informações sobre o sismo e o tsunami, divulgou imagens da zona afectada, sem que se vissem estragos significativos. “Vão para locais seguros, não arrisquem a vida”, pediu diversas vezes uma locutora de serviço de acordo com o serviço em inglês da NHK, enquanto se viam imagens em directo das ondas de tsunami em zonas portuárias. Outros perigos As autoridades alertaram que ondas superiores às já observadas poderão atingir a costa japonesa. O centro de avisos de Honolulu alertou para a possibilidade de ondas de tsunami atingirem países e territórios como Rússia, Coreia do Norte, Guam, Ilhas Marshall, Marinas do Norte e Filipinas. O diretor da Divisão de Observação de Terremotos e Tsunamis da JMA, Shinji Kiyomoto, alertou para a possibilidade de ocorrerem sismos de escala semelhante na mesma zona nos próximos dias, como aconteceu em ocasiões anteriores. Os operadores nucleares não detectaram anomalias nem níveis invulgares de radioactividade em torno das centrais nucleares, noticiou a NHK, citada pela agência de notícias espanhola EFE. A empresa de energia TEPCO anunciou que “não foi confirmado qualquer impacto” nas instalações nem na infraestrutura das suas centrais nucleares, mas confirmou que ordenou a saída dos trabalhadores em Fukushima Daiichi e Fukushima Daini. Devido aos cortes de electricidade e à activação do sistema de prevenção, o serviço de comboios, incluindo o comboio de alta velocidade, foi suspenso em vários pontos do país, como no trajecto entre Tóquio e Shizuoka. No início de dezembro de 2025, um sismo de 7,5 ao largo da costa da prefeitura de Aomori causou mais de trinta feridos e provocou ondas de até 70 centímetros, mas não foram reportados danos maiores. O Japão situa-se sobre o chamado Anel de Fogo, uma das zonas sísmicas mais activas do mundo, e sofre sismos com relativa frequência, pelo que as infraestruturas do país estão especialmente desenhadas para resistir aos abalos. Possibilidades catastróficas O Japão emitiu um alerta de um sismo de magnitude superior a 8,0, depois de um violento abalo ter atingido o norte do arquipélago e desencadeado um aviso de tsunami. “Embora não seja certo que um sismo de grandes proporções venha efectivamente a ocorrer, pedimos que tomem medidas de preparação para catástrofes”, declarou um representante do Governo perante a imprensa. O abalo ocorrido ontem foi reavaliado para 7,7, depois de inicialmente ter sido avaliado com uma magnitude 7,4. Os abalos foram tão violentos que fizeram tremer, durante mais de um minuto, grandes edifícios até Tóquio, a várias centenas de quilómetros de distância.
Hoje Macau VozesAs guerras que não são nossas – Uma vez mais (2.0) Por Manuel Silvério Há conflitos que nascem de grandes ideias. Outros, de grandes egos. E há ainda os mais inquietantes: os que nascem de pequenos desencontros e crescem, por falta de forma, até parecer inevitáveis. Nas comunidades, como na vida, é verdade que ninguém trabalha “para aquecer”. Todos têm objetivos, ambições e visões. Ainda assim, convém não generalizar. Há quem trabalhe com horizontes mais abrangentes, a pensar no todo, e não apenas no imediato ou no espaço que ocupa. O problema nunca foi a ambição. O problema começa quando diferentes legitimidades — umas construídas no terreno, outras afirmadas nas instituições — deixam de ser complementares e passam a disputar o mesmo espaço. Durante muito tempo, esse equilíbrio existe. Funciona até bem. Uns agregam, outros estruturam. Uns falam com muitos, outros pensam para muitos. E, enquanto cada um permanece no seu lugar, tudo parece natural. Até deixar de ser. O que era entendimento passa a expectativa. O que era expectativa passa a direito. E o que nunca chegou a ser formal passa a ser lembrado como se tivesse sido. É nesse momento que o informal colide com o institucional. E, curiosamente, é também nesse momento que todos descobrem — um pouco tarde — que os estatutos existem. Depois vem a fase mais moderna do conflito: a sua versão pública. Com textos, metáforas, leituras profundas sobre a natureza humana, a fragilidade da vida e a injustiça do mundo. Tudo muito legítimo. Tudo muito bem escrito, mas raramente suficiente para resolver o essencial. E, do outro lado, instala-se também a reação — por vezes em tom semi-público, entre insinuações, sinais de ressentimento e até acusações de traição, alimentando um galhardete aéreo que, curiosamente, dispensa o confronto direto e se sustenta à distância. Pelo meio, não faltou sequer quem apontasse a via mais elementar e mais digna: um encontro franco, direto e sem plateia, capaz de pôr termo a uma guerra aberta que há muito deixou de honrar quem nela persiste. Porque, no fim, os conflitos reais não se resolvem em parábolas — nem em campanhas verbais. Resolvem-se com clareza, com responsabilidade e, sobretudo, com a capacidade — hoje cada vez mais rara — de conversar diretamente sem plateia. Talvez o maior equívoco destes episódios seja a necessidade de transformar desacordos em narrativas épicas, como se cada decisão tivesse de carregar um simbolismo maior do que a própria realidade, como se tudo tivesse de ser uma travessia, uma luta ou uma metáfora. Nem tudo precisa de ser tão grande. Às vezes, trata-se apenas de reconhecer que houve caminhos que divergiram, decisões que alteraram equilíbrios e expectativas que não foram acauteladas. Um lê o lugar como continuidade do que foi construído; o outro, como exercício legítimo do cargo que assumiu. E quando estes dois planos não coincidem, o conflito torna-se quase inevitável. Mas inevitável não é o mesmo que interminável. Talvez ainda vá a tempo de prevalecer o bom senso sobre o ruído, a contenção sobre o impulso e a responsabilidade sobre a vaidade. Nenhum estatuto se dignifica no desgaste público, nenhuma causa se fortalece na troca de acusações, e nenhuma comunidade ganha quando os seus acabam por se consumir uns aos outros. Há momentos em que insistir deixa de ser firmeza e passa apenas a prolongar o erro. E há silêncios, recuos e conversas francas que valem mais do que muitas proclamações. Há guerras que mobilizam. Outras apenas desgastam. Há conflitos que pertencem a quem os vive. E há outros que, mesmo quando expostos, pouco acrescentam ao que verdadeiramente importa à nossa terra. E depois há aquelas que, vistas com alguma distância, nunca chegaram verdadeiramente a ser nossas — embora, de ambos os lados, haja sempre quem procure recrutar participantes. Nessas, talvez a maior prova de maturidade não seja escolher um lado. É, simplesmente, não entrar. E, quando já se entrou, saber sair a tempo.
Hoje Macau China / ÁsiaAir China | Retomada rota directa entre Pequim e Nova Deli após seis anos A Air China retoma na terça-feira a rota directa entre Pequim e Nova Deli, reforçando a recuperação das ligações aéreas entre China e Índia, interrompidas durante anos por tensões bilaterais e pela pandemia da covid-19. A ligação, que volta a unir directamente as capitais dos dois países mais populosos do mundo, será operada três vezes por semana – às terças, sextas e domingos – com aviões Airbus A330, informou o jornal oficial Global Times. A retoma desta rota insere-se no restabelecimento dos voos directos entre os dois países, retomados em Outubro de 2025 após cinco anos de suspensão, na sequência da crise bilateral desencadeada pelo confronto militar de 2020 no vale de Galwan e pela pandemia. O restabelecimento da conectividade aérea marcou um dos principais sinais de distensão entre Pequim e Nova Deli, traduzido nos meses seguintes na reabertura do comércio fronteiriço, na retoma da emissão de vistos e na reactivação de contactos diplomáticos e militares. Até agora, esta normalização tem avançado com outras rotas, como a retomada no sábado pela China Eastern Airlines entre Kunming, capital da província chinesa de Yunnan, e a cidade indiana de Calcutá.
Hoje Macau China / Ásia MancheteHong Kong | Sobreviventes voltam a casas destruídas após incêndio Os habitantes do complexo em Tai Po começaram a regressar aos antigos apartamentos na esperança de recuperar alguns dos bens que ficaram para trás Milhares de habitantes de Hong Kong que perderam as suas casas num gigantesco incêndio no ano passado começaram ontem a regressar ao local, pela primeira vez, para recuperar o que resta dos seus pertences. O incêndio, que deflagrou em Novembro no complexo residencial Wang Fuk Court, no distrito de Tai Po, fez 168 mortos e afectou sete dos oito edifícios, obrigando milhares de pessoas a abandonar as suas casas. Cerca de seis mil residentes vão poder entrar nas habitações em períodos de até três horas, com o processo a prolongar-se até ao início de Maio, enquanto as autoridades procuram avaliar cerca de 1.700 apartamentos. Imagens divulgadas pelas autoridades mostram tectos e paredes colapsados ou enegrecidos pelas chamas, com interiores cobertos de destroços, após um incêndio que danificou mais de 920 apartamentos, alguns completamente destruídos. As zonas mais afectadas foram classificadas como “áreas perigosas”, tendo sido realizados trabalhos de reforço estrutural em edifícios fragilizados. Entre os residentes, o regresso é marcado por sentimentos contraditórios. “Penso que há na realidade muitas pessoas que não querem aceitar [a proposta do Governo], mas não têm outra escolha. Foram forçadas a aceitá-la”, disse Harry Leung, citado pela agência de notícias France Presse, referindo-se à oferta das autoridades para compra dos apartamentos a preços próximos do valor de mercado anterior ao incêndio. “Se tivesse escolha, não queria mesmo sair” do complexo, acrescentou. Betty Ho, que viveu mais de 30 anos no local, disse à AFP que espera recuperar sobretudo álbuns de fotografias de infância, sublinhando que os “bens de toda uma vida” da família ficaram no apartamento. Após o incêndio, Ho foi realojada em habitação temporária, onde poderá permanecer até ao final do ano, mas confessou sentir-se “ansiosa” face à incerteza sobre o futuro: “Seremos expulsos? Onde vou encontrar um lugar para viver?”, questionou. Outros residentes antecipam um impacto emocional significativo ao regressar. “Tenho o coração pesado, estou muito desapontado. Não esperava que o primeiro andar tivesse ficado assim”, disse Keung Mak, de 78 anos, citado pela agência de notícias Associated Press (AP), após ver imagens do apartamento onde viveu mais de 40 anos. Segundo a AP, o tecto da habitação ficou tão danificado que deixou visível a estrutura metálica, enquanto o chão está coberto de detritos e partes do edifício necessitam de reforço para evitar colapso. A mulher de Mak, Kit Chan, afirmou à AP que “muitas coisas com valor comemorativo desapareceram”, acrescentando: “Nem uma única folha de papel terá ficado”. Dificuldades acrescidas Entre os residentes mais idosos, que representavam mais de um terço dos cerca de 4.600 habitantes do complexo, o regresso é particularmente exigente, com alguns a prepararem-se fisicamente para subir escadas até aos 31 andares, devido à inoperacionalidade dos elevadores. As autoridades indicaram que mais de 1.400 pessoas com 65 ou mais anos se registaram para regressar aos edifícios. Enquanto decorre a investigação às causas do incêndio, sobreviventes continuam dispersos pela cidade, muitos em alojamento temporário. O Governo de Hong Kong considerou inviável reconstruir o complexo no mesmo local e propôs a recompra dos direitos de propriedade, embora alguns residentes contestem a decisão, defendendo que parte dos edifícios poderia ser recuperada. “Sabemos que há questões suspeitas por detrás disto. Espero que possamos realmente encontrar a verdade”, disse Cyrus Ng à AP, referindo-se à investigação em curso. Segundo um advogado envolvido no inquérito, citado pela AP, quase todos os sistemas de segurança contra incêndios falharam no dia da tragédia devido a erro humano.
Hoje Macau China / ÁsiaMédio Oriente | Pequim critica “intercepção forçada” de navios pelos EUA O ataque norte-americano a um navio iraniano põe em causa o cessar-fogo em vigor O Governo chinês criticou ontem a “intercepção forçada” de navios pelos Estados Unidos, após um ataque a um porta-contentores iraniano perto do Estreito de Ormuz, e apelou ao respeito pelo cessar-fogo. Em conferência de imprensa, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun afirmou que a situação no Estreito de Ormuz é “sensível e complexa” e instou as partes envolvidas a “criar as condições necessárias para que o trânsito volte à normalidade”. Segundo o responsável, a região encontra-se numa “fase crítica” de transição entre a guerra e a paz, sendo necessário estabelecer as bases para pôr fim ao conflito o mais rapidamente possível. Guo reiterou ainda a importância do Estreito de Ormuz como via internacional de transporte, sublinhando que garantir a livre circulação “corresponde aos interesses comuns dos países da região e da comunidade internacional”. “A China continuará a promover a distensão da situação e a desempenhar um papel construtivo para alcançar uma paz duradoura e a estabilidade no Médio Oriente”, acrescentou. Ataques e violações O incidente surge depois de o Exército iraniano ter denunciado um ataque dos Estados Unidos a um navio iraniano nas proximidades do estreito, um porta-contentores que seguia da China para o Irão, classificando-o como uma violação do cessar-fogo acordado entre Teerão e Washington. O Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20 por cento do petróleo mundial, continua sujeito a bloqueios intermitentes no contexto do conflito, tanto por parte do Irão, que mantém um “controlo rigoroso” da passagem, como dos Estados Unidos, que impuseram um cerco naval para limitar as exportações e importações iranianas. O episódio ocorre à porta de uma segunda ronda de negociações de paz entre Washington e Teerão, nas quais o Irão se tem recusado a participar enquanto os Estados Unidos não levantarem o bloqueio marítimo. Pequim tem condenado repetidamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, ao mesmo tempo que sublinha a necessidade de “respeitar a soberania” dos países do Golfo, com os quais mantém estreitas relações políticas, comerciais e energéticas e que têm sido alvo de represálias iranianas.
Hoje Macau China / ÁsiaTaiwan | Líder da oposição planeia visitar os Estados Unidos em junho A líder da oposição de Taiwan, Cheng Li-wun, anunciou ontem que planeia visitar os Estados Unidos em Junho, dois meses após o encontro com o Presidente chinês, Xi Jinping, e antes de uma cimeira prevista entre este e Donald Trump. Citada pela agência Central News Agency, a presidente do Kuomintang (KMT), principal partido da oposição em Taiwan, afirmou que Junho é a “opção mais viável” para a deslocação, embora reconheça ser ainda necessário organizar bem o itinerário. A responsável indicou que pretende reunir-se com autoridades norte-americanas e que fará “tudo o possível” para encontrar dirigentes do mais alto nível, incluindo “influentes congressistas” que já manifestaram interesse na visita. Cheng acrescentou que irá transmitir a mensagem de que o mundo “não deve regressar à Guerra Fria, mas apostar na reconciliação e no intercâmbio, respeitar e valorizar as diferentes civilizações e coexistir”, em vez de encarar as relações internacionais como um “jogo de tudo ou nada”. As declarações surgem cerca de uma semana e meia após o encontro entre Cheng e Xi Jinping em Pequim, o primeiro entre líderes do KMT e do Partido Comunista Chinês em quase uma década. A dirigente opositora tem-se destacado como uma das vozes críticas de um aumento excessivo da despesa em Defesa em Taiwan, defendendo que o diálogo, e não a dissuasão militar, é a via para evitar um conflito no estreito.
Hoje Macau China / Ásia1 de Maio | Prevista normalidade nas rotas aéreas apesar do preço do petróleo A Associação de Transporte Aéreo da China afirmou ontem que as rotas internacionais do país vão operar com normalidade durante o feriado de 1.º de Maio, apesar do aumento dos custos do combustível devido à guerra no Médio Oriente. Segundo dados da entidade, citados pela China Central Television, a programação semanal de voos internacionais de passageiros mantém-se, em termos gerais, em níveis semelhantes aos do ano passado, estando previsto um aumento de 5,5 por cento durante o período festivo, entre 01 e 05 de Maio. No Sudeste Asiático, um dos destinos mais procurados pelos viajantes chineses nesta altura, as companhias aéreas vão disponibilizar 487.000 lugares, mais 48.000 do que no mesmo período do ano passado, dos quais 248.000 já foram vendidos, uma oferta que “satisfaz plenamente a procura”, segundo a associação. As principais rotas para cidades como Banguecoque, Singapura, Kuala Lumpur ou Phnom Penh mantêm a operação habitual, enquanto os ajustes se concentram em destinos turísticos menos procurados ou ligações secundárias de menor densidade. No caso da Oceânia, as frequências a partir de Pequim, Xangai e Cantão para Sydney, Melbourne ou Brisbane também não registam alterações relevantes. Várias companhias aéreas chinesas indicaram ainda que o número de voos programados para o feriado aumentou face ao ano passado. As transportadoras prometeram igualmente activar mecanismos de emergência em caso de cancelamentos em larga escala, incluindo a recolocação prioritária de passageiros noutros voos e alterações ou reembolsos gratuitos.
Hoje Macau China / ÁsiaPacífico Oriental | China envia navios para manobras de treino em alto mar Navios do Exército Popular de Libertação (EPL) da China partiram domingo, através do canal de Yokoate, para manobras de treino em alto mar no Pacífico Oriental, informou o Ministério da Defesa do país asiático. Em comunicado, o porta-voz do Comando do Teatro Oriental de Operações do EPL, Xu Chenghua, adiantou que a armada 133 vai realizar exercícios para provar as suas capacidades operacionais em alto mar, tratando-se de um treino de rotina previsto no plano anual das forças armadas. O responsável acrescentou que as manobras enquadram-se nas leis e na prática internacionais e que a sua execução não tem como objectivo específico nenhum país ou entidade. Os exercícios foram anunciados depois de, no sábado, o Comando do Teatro Oriental de Operações do EPL ter realizado manobras aéreas e marítimas conjuntas de preparação para o combate no Mar da China Meridional, onde o país asiático disputa territórios com várias nações vizinhas. Pequim não forneceu detalhes sobre o número de efectivos, barcos e aviões envolvidos nas manobras. As movimentações ocorrem dois dias depois de Pequim protestar junto da Nova Zelândia pela presença de um avião de guerra P-8A deste país no espaço aéreo e zonas costeiras do Mar da China Meridional e do Mar Amarelo, que, segundo a diplomacia chinesa, realizou patrulhas “de proximidade e assédio” que produziram riscos para o tráfico aéreo civil. A China reclama a soberania sobre praticamente a totalidade do Mar da China Meridional, chocando com as reivindicações territoriais de países como Filipinas, Vietname, Malásia e Brunei sobre esta região estratégica, através da qual transitam cerca de 30 por cento do comércio marítimo global e que tem potenciais reservas de petróleo e gás.
Hoje Macau China / ÁsiaIrão | China defende direito ao uso pacífico da energia nuclear A China defendeu ontem o direito dos países em desenvolvimento ao uso pacífico da energia nuclear, um dos pontos que continuam a dificultar as negociações entre Estados Unidos e Irão. Em conferência de imprensa, o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Guo Jiakun referiu-se ao relatório apresentado por Pequim à XI Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), que decorrerá entre 27 de Abril e 22 de Maio. No documento, a China apela à prevenção efectiva de uma guerra nuclear e à resolução de conflitos regionais por vias políticas e diplomáticas, defendendo simultaneamente o direito dos países em desenvolvimento à utilização pacífica da energia nuclear. Segundo Guo, Pequim manifestou “grande preocupação” com os desafios enfrentados pelo tratado e considerou que a conferência deve instar os Estados Unidos a cumprir a sua “responsabilidade prioritária” em matéria de desarmamento nuclear. O porta-voz acrescentou que Washington deve “corrigir os ataques com recurso à força contra instalações nucleares pacíficas de Estados não detentores de armas nucleares”. Defendeu ainda que os Estados Unidos devem pôr termo a acordos de “dissuasão alargada” e de partilha nuclear no âmbito de alianças, bem como adoptar medidas para travar tendências consideradas negativas de países como o Japão no sentido de desenvolver capacidades nucleares próprias. Guo indicou que a China participará na conferência com uma postura construtiva, trabalhando com todas as partes para salvaguardar a autoridade e eficácia do regime internacional de não proliferação nuclear, manter a paz mundial e promover a estabilidade global. A questão do enriquecimento de urânio continua a ser um dos principais pontos de fricção entre Washington e Teerão: os Estados Unidos exigem “enriquecimento zero”, enquanto o Irão defende o direito de o manter para fins civis.
Hoje Macau PolíticaLeitura | Loi I Weng quer maior promoção entre jovens A deputada Loi I Weng sugeriu ao Governo que envide mais esforços para promover a leitura entre as crianças e adolescentes. A posição foi tomada através de um comunicado, ontem, dia em que se iniciou a semana nacional da leitura, em Macau, que se prolonga até domingo. Loi pediu igualmente que seja criado um ambiente “positivo” de leitura na sociedade. O facto de considerar importante uma maior promoção da leitura, foi justificado com os dados mais recentes. Em 2025, os números oficiais apontam que o número de visitas a bibliotecas diminuiu. A tendência negativa acontece ao mesmo tempo que desde 2023 o Governo tem implementado o programa de leitura para bebés e crianças, em que os pais podem pedir para receber um conjunto de cinco livros para crianças com diferentes idades. Loi I Weng espera que o Governo possa continuar a melhorar e explorar este programa, e que estude a possibilidade de incluir as crianças com idades entre os 3 e 5 anos.
Hoje Macau PolíticaFunção Pública | Leong Weng In garante que mecanismo de mobilidade é suficiente A directora dos Serviços de Administração e Função Pública, Leong Weng In, afasta a criação de uma plataforma para a transferência de funcionários públicos entre serviços, mas garante que os mecanismos de mobilidade horizontal estão a ser simplificados e mais eficientes. A posição foi tomada na resposta a uma interpelação da deputada Wong Kit Cheng. Segundo a responsável, actualmente não está prevista a criação de uma plataforma com informação sobre as carências de serviços, porque existe um mecanismo que responde às necessidades. “Desde a entrada em vigor do regime actual, em Março de 2023, até ao final de Fevereiro de 2026, 353 casos (trabalhadores) foram tratados como transferência e destacamento, envolvendo 59 serviços em diversas áreas”, revelou. A responsável explicou também que a “mobilidade do pessoal é efectuada de acordo com as necessidades de trabalho dos serviços, podendo ser efectuada entre os serviços gerais e os serviços com estatutos privativos de pessoal, bem como a mobilidade recíproca de pessoal entre as diferentes carreiras”. A legisladora ligada à Associação das Mulheres pretendia também saber se vai haver uma revisão do sistema de prémios para os funcionários públicos. O cenário foi igualmente afastado. “O regime dos prémios e incentivos em vigor está interligado com a remuneração, as carreiras, a avaliação de desempenho, o acesso e outros regimes de gestão de pessoal, e qualquer alteração terá inevitavelmente impacto na coordenação global do regime da função pública”, justificou.
Hoje Macau Manchete PolíticaCiberataques | Governo alvo de quatro milhões de acções por mês Segundo o Executivo, o “rigoroso regime de gestão de segurança” e a “equipa de monitorização dedicada” têm evitado que os ataques frequentes sejam bem-sucedidos O Governo apontou que o seu centro de computação em nuvem repele, em média, mais de quatro milhões de ciberataques todos os meses. Numa resposta a perguntas do deputado Vong Hou Piu sobre o actual uso de inteligência artificial (IA) na melhoria da eficiência da administração pública, a Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública (SAFP) confirmou que, apesar do elevado volume de ataques cibernéticos registado ao longo de 2025, não ocorreu até à data qualquer incidente de segurança. As autoridades atribuíram este registo de defesa a uma “equipa de monitorização dedicada” e a um “rigoroso regime de gestão de segurança”, concebido para proteger a infra-estrutura electrónica e os dados sensíveis da cidade. O Governo de Macau tem acelerado a integração da IA nas operações internas, com a SAFP a iniciar testes de uma plataforma em grande escala para agilizar tarefas administrativas como a análise de dados, o processamento de documentos e a redacção de atas de reuniões. Para mitigar os riscos associados a esta nova tecnologia, o SAFP sublinhou que a plataforma de IA está alojada no Centro de Computação em Nuvem do Governo e é de uso exclusivamente interno. “O SAFP continuará a monitorizar os riscos de ciberataques, respondendo atempadamente e reforçando as capacidades de detecção e bloqueio de intrusões”, afirmaram os serviços, salientando que a cibersegurança continua a ser um pilar da estratégia de governação electrónica do Executivo. IA como exigência As autoridades do território acrescentaram que o impulso para a modernização deverá também transformar o pessoal da função pública, com os futuros processos de recrutamento poderão ser actualizados para incluir a proficiência em IA como critério de selecção. “No âmbito do regime actual, os júris de concurso têm a discricionariedade de ponderar conhecimentos de tecnologia de IA em provas e entrevistas, garantindo que os novos recrutas estão preparados para a transição digital”, indicaram. O Governo defende que as actualizações tecnológicas são essenciais para melhorar a qualidade do serviço prestado e a eficiência do trabalho em todos os departamentos públicos.
Hoje Macau China / ÁsiaSeul | Coreia do Norte lançou vários mísseis balísticos A Coreia do Norte realizou ontem testes de lançamento de vários mísseis balísticos, os últimos de uma série de exercícios efectuados nas últimas semanas, anunciou o exército sul-coreano. “As nossas forças armadas detectaram vários mísseis balísticos não identificados lançados em direcção ao mar do Leste a partir da região de Sinpo, na Coreia do Norte, por volta das 06:10 locais “, indicou o Estado-Maior Conjunto sul-coreano, referindo-se à zona marítima também conhecida como mar do Japão. “Reforçámos o nosso dispositivo de vigilância e alerta em antecipação a eventuais disparos adicionais”, acrescentou. Horas antes, a agência de notícias sul-coreana Yonhap tinha dado conta do teste de lançamento de pelo menos um míssil balístico. O lançamento eleva para seis o número de testes de mísseis balísticos conhecidos da Coreia do Norte desde o início do ano. Em 14 de Abril, os meios de comunicação estatais norte-coreanos noticiaram um teste de mísseis de cruzeiro a partir de um contratorpedeiro no mar Amarelo, na presença do líder Kim Jong-un. Preocupações gerais Estes últimos testes ocorrem num momento em que a Coreia do Norte continua a ignorar os gestos do Presidente sul-coreano de centro-esquerda, Lee Jae-myung, para tentar melhorar as relações, que se deterioraram sob o governo do antecessor de direita, Yoon Suk-yeol. Seul manifestou pesar após a incursão de ‘drones’ civis na Coreia do Norte em Janeiro, um gesto inicialmente qualificado como um “comportamento muito feliz e sensato” por Kim Yo-jong, a poderosa irmã do líder norte-coreano. No entanto, um alto responsável norte-coreano descreveu posteriormente, em Abril, a Coreia do Sul como “o Estado inimigo mais hostil” a Pyongyang. A Coreia do Norte considera o programa de armas nucleares e mísseis balísticos como um seguro de vida face às intenções de invasão que atribui à Coreia do Sul e aos Estados Unidos. .Na quarta-feira, o chefe da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, referiu um “aumento muito preocupante” das capacidades nucleares da Coreia do Norte, que estimou em “algumas dezenas de ogivas”.
Hoje Macau China / ÁsiaMalásia | Incêndio deixa cerca de mil casas calcinadas Cerca de mil casas ficaram calcinadas e mais de 9.000 pessoas foram afectadas ontem na Malásia, após incendiar-se, de madrugada, a vila flutuante de Kampung Bahagia, sem que tenham sido reportadas vítimas mortais até ao momento. A zona afectada (este) “compreende umas 1.200 casas, das quais cerca de mil foram afectadas, o que significa 9.007 residentes”, disse o chefe da polícia do distrito de Sandakan, George Abd Rakman, em declarações recolhidas pela agência de notícias Bernama. As chamas arrasaram uma superfície de mais de quatro hectares, assegurou o chefe dos bombeiros de Sandakan, Jimmy Lagung, citado pela mesma fonte. Imagens difundidas por media e autoridades locais mostram chamas intensas a devorar casas, assim como estruturas calcinadas e reduzidas a escombros. A corporação local de bombeiros recebeu o alerta para o incêndio pelas 01:30 (17:30 TMG), após o que 35 efectivos, tanto de Sandakan, declarado situação de desastre, como do distrito vizinho de Kinabatangan, acorreram ao local. A maré baixa dificultou os trabalhos para assegurar uma fonte aberta de água para a extinção das chamas, afirmou Lagung, embora as autoridades já tenham dado o incêndio por controlado. De momento, não há informação de vítimas mortais. Após constatarem que a zona não era segura, foram instalados dois centros de evacuação para acolher as vítimas. Segundo “informação oficial” citada pela Bernama, o Comité Estatal de Gestão de Desastres de Sabah – o Estado malaio oriental onde se localiza a vila – o primeiro centro acolhia de manhã um total de 661 pessoas afectadas. “A prioridade actual é a segurança das vítimas e a assitência imediata no local. O Governo Federal está a coordenar-se com o Governo do Estado de Sabah para oferecer ajuda básica e realojamento temporário o quanto antes”, escreveu o primeiro-ministro malaio, Anwar Ibrahim, nas redes sociais.