Manchete PolíticaPatriotismo | Alunos de Macau elogiaram viagem a Pequim Hoje Macau - 5 Out 2026 Durante a deslocação, vários alunos, incluindo da Escola Portuguesa de Macau, assistiram ao hasteamento da bandeira e visitaram um acampamento militar, a fábrica de automóveis Xiaomi, o Antigo Palácio de Verão e o Museu Nacional Estudantes de Macau afirmam ter regressado de uma viagem de educação patriótica de cinco dias a Pequim com uma “melhor compreensão” do significado da bandeira nacional e da história do país. Cerca de 300 estudantes do ensino primário, secundário e superior participaram na viagem na semana passada, organizada pelo Governo central chinês, onde assistiram a uma cerimónia de hasteamento da bandeira e visitaram um acampamento militar, uma fábrica de automóveis Xiaomi, o Antigo Palácio de Verão e o Museu Nacional. Em Macau, a maioria das escolas realiza uma cerimónia de hasteamento da bandeira todas as segundas-feiras, reunindo todos os alunos para assistir e cantar o hino nacional. “Devemos lembrar-nos de que as nossas vidas pacíficas foram asseguradas através dos sacrifícios dos nossos antepassados, e ter em mente o significado por detrás da nossa bandeira nacional. Foi isto que me marcou mais profundamente nesta viagem”, disse a estudante Lo Iam Ieng, hasteadora da bandeira da Escola Choi Nong Chi Tai. Doze estudantes e professores partilharam as suas experiências em palco com 500 estudantes de várias escolas, bem como com vários meios de comunicação. Suen Weng Nga, vice-directora da Escola Secundária Pui Va, disse que o evento permitiu aos participantes compreender “o significado da bandeira nacional”. “Não se trata apenas de saber como é uma bandeira, mas de compreender a história do nosso país, a nossa cultura e, de facto, o futuro do nosso país”, acrescentou. Tristes com invasores estrangeiros Long Chi Chun, estudante e hasteador da bandeira da Escola Hou Kong, descreveu ter sentido um “profundo sentimento de tristeza” após visitar o Antigo Palácio de Verão, que foi destruído por tropas francesas e britânicas durante a Segunda Guerra do Ópio, em 1856 e novamente em 1900, segundo a narrativa chinesa. “Enquanto chineses, acho isto profundamente angustiante. Tendo estudado história, todos sabíamos que o Antigo Palácio de Verão tinha sido destruído por invasores estrangeiros”, disse Long, acrescentando que os jovens devem “fazer esforços ainda maiores” em prol do desenvolvimento da China. Depois de visitar uma fábrica de automóveis da Xiaomi, Lo Iam Ieng disse ter ficado impressionada com o desenvolvimento tecnológico da China, por a linha de produção da empresa não ter trabalhadores humanos, mas apenas 700 robôs a montar automóveis. Depois do evento, uma estudante chinesa do secundário da Escola Portuguesa de Macau, identificada como Mak, disse à Lusa que “desconhecia completamente” toda esta informação sobre a história e o desenvolvimento do país. “Nunca aprendi isto, nem nunca ouvi falar disso, por isso não tenho quaisquer opinião sobre o assunto”, disse, quando questionada pela Lusa sobre o que sobre acontecimentos históricos como a destruição do Antigo Palácio de Verão em Pequim. Mak acrescentou que só tinha aprendido sobre história ocidental na escola, e que o patriotismo era apenas discutido em casa de vez em quando.