“Reflexos do Mar de Espelhos” | Sam Hou Fai inaugurou nova exposição

Foi o pontapé de saída para a visita de Sam Hou Fai, Chefe do Executivo, a Portugal: o governante esteve na inauguração, este sábado, de uma nova exposição patente no Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM). “Reflexos do Mar de Espelhos: Exposição de 500 anos de Intercâmbio entre as Civilizações Chinesa e Ocidental em Macau” visa “mostrar a herança cultural de Macau ao público”

O Chefe do Executivo de Macau, Sam Hou Fai, já está em Lisboa para uma visita oficial, a primeira do seu mandato ao país, e inaugurou este sábado, no Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), em Lisboa, uma exposição que visa “mostrar a herança cultural de Macau ao público português e internacional, bem como apresentar o intercâmbio e a aprendizagem mútua secular entre a China e Portugal”.

Trata-se de “Reflexos do Mar de Espelhos: Exposição de 500 Anos de Intercâmbio entre as Civilizações Chinesa e Ocidental em Macau”, patente no CCCM até ao dia 30 de Junho, organizada pelo CCCM e Instituto Cultural (IC). O que se pretende com esta iniciativa, segundo uma nota oficial, é “aprofundar o intercâmbio cultural entre Macau e Portugal e promover o rico património cultural de Macau”.

Segundo a mesma nota, a mostra apresenta quatro temas, nomeadamente “A Transmissão da Arte de Artesanato”, “A Harmonia dos Costumes”, “O Sabor da Arte” e “Arte da Fusão”, revelando-se “uma interpretação multidimensional de Macau como ponto de encontro das civilizações chinesa e ocidental”.

O público poderá ver “uma criteriosa selecção de bens do património cultural intangível de Macau, abrangendo actuações artísticas, artesanato tradicional, e festas e cerimónias”, tendo sido também organizados diversos workshops interactivos do património cultural intangível de Macau.

Janela de ligação

No discurso de inauguração da exposição, Carmen Amado Mendes, presidente do CCCM, destacou como “nos últimos 500 anos Portugal e Macau desenvolveram uma ligação única, marcada pelo encontro de culturas, pela partilha de conhecimento, pela aprendizagem mútua e pela convivência entre civilizações”.

O CCCM é, na sua visão, “o espelho deste estreito relacionamento e dos laços de amizade que fomos construindo e nos unem, norteando a sua acção por preservar, valorizar e projectar para o futuro este caminho comum, mantendo viva e dinâmica a presença de Macau em Portugal e na Europa”. Leong Wai Man, presidente do IC, discursou em mandarim, buscando referências históricas que justificam a mostra, nomeadamente o facto de, “desde meados do século XVI, que as civilizações chinesa e ocidental se encontram e conhecem em Macau”.

A responsável destacou ainda que “a chegada dos portugueses a Macau abriu uma importante janela de intercâmbio entre o Oriente e o Ocidente”, transformando-se o território num “entreposto fundamental da Rota da Seda Marítima” e uma “ponte para o intercâmbio cultural, científico e religioso”.

Leong Wai Man deu exemplos de “inúmeros marcos pioneiros na China”, como a publicação do primeiro dicionário Inglês-Chinês “A Dictionary of the Chinese Language” e o primeiro jornal em língua estrangeira “A Abelha da China”.

A presidente do IC acrescentou também que a exposição patente no CCCM “fundamenta-se nos elos da Rota da Seda Marítima para apresentar ao mundo, através de pinturas históricas, artefactos de exportação e peças do património cultural intangível, um diálogo profundo entre as civilizações chinesa e ocidental”.

“Pretendemos que o mundo conheça melhor o estilo único e a conotação cultural desta ‘Pérola da China’, continuando Macau a ser um praticante fiel do diálogo duradouro e do respeito mútuo entre a China e Portugal, e entre as civilizações oriental e ocidental”, referiu Leong Wai Man.

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