Anunciados novos limites para emissões de motos e carros a gasóleo

A partir de Novembro, a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) vai adoptar padrões mais exigentes no que diz respeito à emissão de poluentes por motociclos, ciclomotores e automóveis a gasóleo.

Em comunicado, o Governo explicou que a política tem como objectivo “concretizar a Dupla Meta de Carbono nacional” e implementar o plano de “reforço da prevenção e do controlo integrados da poluição atmosférica”.

A Dupla Meta de Carbono é a política que autoriza um aumento contínuo das emissões de carbono na China até 2030. A partir desse ano, e até 2060, as autoridades centrais comprometem-se com a chamada neutralidade, ou seja, quando o nível de emissões e de remoções de carbono se torna equivalente.

Em relação aos motociclos e ciclomotores, verifica-se uma alteração ao nível da concentração máxima de hidrocarbonetos. Os hidrocarbonetos são componentes químicos e actualmente são tidos como uma das maiores ameaças ecológicas por contribuírem para o efeito de estufa e levarem à criação de smog.

Nos veículos matriculados até 30 de Junho de 2009 a emissão de hidrocarbonetos fica limitada a 500 partes por milhão (ppm) do volume testado, quando o anterior limite era de 600 ppm. Nos veículos matriculados após 1 de Julho de 2009, o novo limite de emissão passa por 400 ppm no que diz respeito aos hidrocarbonetos, quando anteriormente era de 450 ppm.

Automóveis visados

As alterações anunciadas ontem abrangem também os automóveis a gasóleo. Actualmente, o limite máximo de opacidade do fumo varia consoante a primeira matrícula do veículo entre 45 e 55 Unidades de Fumo de Hartridge (HSU), a medida utilizada nos testes de emissões nos motores a diesel. Com as novas alterações, o limite máximo de fumo foi uniformizado e reduzido para 40 HSU.

Além disso, os veículos a diesel ficam sujeitos a um valor-limite máximo de 1.500 partes por milhão de óxidos de azoto do gás de escape analisado. Segundo as medidas ainda em vigor, não existe qualquer limite deste género.

Os óxidos de azoto contribuem para a formação de partículas na atmosfera. Por esse motivo, podem ainda estar na origem da formação de ácido nítrico que compõe as chuvas ácidas, bem como da eutrofização dos cursos de água e dos lagos, contribuindo para perdas de biodiversidade.

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