Fogo-de-Artifício | Pirotecnia Duarte conta chegada dos portugueses a Macau

É amanhã, sexta-feira, a partir das 21h, que a empresa Pirotecnia Duarte, que representa Portugal na 34.ª edição do Concurso Internacional de Fogo-de-Artifício de Macau, apresenta um espectáculo inspirado na história que une o país ao território. Nos céus da RAEM estarão espelhados os Descobrimentos, a presença portuguesa e séculos de convivência

Lina Guedes está em Macau em nome da Pirotecnia Duarte, empresa portuguesa que concorre na 34.ª edição do Concurso Internacional de Fogo-de-Artifício de Macau (CIFAM). Amanhã, a partir das 21h, o público poderá ver um espectáculo de luzes e cor com muitas mensagens pelo meio, ou não fosse uma empresa portuguesa a participar no evento de uma terra tão distante e, ao mesmo tempo, tão próxima.

A presença dos portugueses em Macau e as rotas marítimas da Seda são o tema e a influência principal deste espectáculo de fogo-de-artifício. “Para nós, Pirotecnia Duarte, é realmente motivo de grande orgulho poder estar num dos maiores festivais internacionais de pirotecnia. Decidimos pensar um espectáculo pirotécnico que traduzisse a profunda relação e ligação de Macau a Portugal, pelo que atribuímos ao nosso espectáculo o título de ‘442’, que remete, precisamente, para os 442 anos de presença portuguesa em Macau”, explicou.

Desta forma, a Pirotecnia Duarte promete apresentar um espectáculo que traduz “séculos de encontros, diálogos, trocas, de influências culturais e também artísticas que contribuíram para a construção da identidade tão particular e única de Macau”.

Lina Guedes adiantou que, em termos de narrativa visual, a Pirotecnia Duarte vai tentar “retratar a partida dos navegadores portugueses, a travessia dos oceanos, os desafios que foram encontrados durante toda a viagem no mar, a descoberta das novas rotas comerciais, traduzir todo um percurso marítimo até à chegada a Macau”.

“442” é, assim, “uma metáfora visual do tempo”, em que a música também irá marcar uma presença especial. “Toda a sonoplastia desenhada para este espectáculo foi inspirada na rota marítima desbravada pelos portugueses até à chegada a Macau, e inclui todas as sonoridades características desta viagem, nomeadamente marítimas, da chegada, da euforia sentida, da confluência de duas civilizações e culturas.”

Inovação em português

Lina Guedes referiu que o público pode esperar “uma simbiose entre elementos artísticos, artefactos pirotécnicos e toda a componente musical utilizada também para o espectáculo”, tratando-se “442” de uma “celebração pelo facto de, durante 442 anos, termos tido uma relação tão próxima e profunda que nos ligou para o futuro”.

Desta forma, a criação da empresa portuguesa faz também “uma celebração para o futuro, com a criação de pontos culturais, profundos e históricos que nunca serão apagados”, acrescentou. A responsável destacou que a presença da Pirotecnia Duarte nesta edição do CIFAM é algo positivo para o sector em Portugal, tratando-se de um “palco para as empresas portuguesas se poderem apresentar”.

“Trata-se de um concurso internacional muito prestigiado. Não é só o reconhecimento de que a arte pirotécnica portuguesa é realmente muito apreciada, elogiada e reconhecida internacionalmente, mas a presença assídua e frequente das empresas portuguesas neste festival é também uma forma de reconhecimento da qualidade que apresentam.”

Na visão de Lina Guedes, esta presença faz-se notar pela “forma diferente, em termos estéticos, artísticos e de composição, que as empresas portuguesas apresentam nos seus espectáculos”. “Esta é uma forma de reconhecimento, pois somos verdadeiramente elogiados internacionalmente e requisitados pela qualidade artística que temos”, rematou.

Uma vez que Lina Guedes é também presidente da Associação Nacional de Empresas de Produtos Explosivos (ANEPE), questionámo-la acerca do panorama do sector em Portugal. E a verdade é que este “evoluiu de forma brutal nos últimos 20 anos”, disse a dirigente.

“Todos os desafios artísticos associados à pirotecnia a nível internacional já estão a ser implementados por empresas portuguesas, e temos também, neste momento, empresas portuguesas a desenvolver soluções ainda mais avançadas para outras componentes de espectáculo. Temos portugueses a desenvolver protótipos de artigos e artefactos para serem usados internacionalmente por outras empresas mais competitivas, e que têm outros tipos de mercados.”

Também amanhã actua, a partir das 21h40, a empresa “Faseecom”, da Coreia do Sul. Os espectáculos podem ser vistos na zona ribeirinha perto dos lagos Nam Van, Sai Van e Torre de Macau.

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