China / ÁsiaEconomia chinesa | Reforçada segurança com novos regulamentos Hoje Macau - 27 Abr 2026 Face à crise internacional com resultados cada vez mais imprevisíveis, Pequim aplica novas medidas para ampliar a capacidade de resposta do país em termos económicos e comerciais A China está a reforçar a segurança na política económica, num contexto de choques globais, com novas regras que ampliam o controlo sobre cadeias de abastecimento e aumentam a capacidade de resposta a sanções, segundo o MERICS. O grupo de reflexão, com sede em Berlim, destacou que o Conselho de Estado publicou em Abril dois conjuntos de regulamentos que visam proteger cadeias industriais, travar estratégias de “redução de risco” por empresas estrangeiras e reforçar a resiliência da economia chinesa face a eventuais sanções de outros países. Os Regulamentos sobre Segurança Industrial e das Cadeias de Abastecimento, em vigor desde 07 de Abril, e os Regulamentos para Contrariar Jurisdições Extraterritoriais Indevidas por Estados Estrangeiros, aplicados desde 13 de Abril, conferem às autoridades novos poderes para actuar sobre empresas chinesas e estrangeiras, dentro e fora do país, em caso de alegadas infracções. As medidas integram um conjunto mais amplo de instrumentos de segurança nacional e económica, proporcionando a Pequim maior base legal para retaliar contra comportamentos considerados indesejáveis e impor conformidade, lê-se no relatório do MERICS. Neste contexto, empresas estrangeiras poderão enfrentar pressões crescentes entre os regimes de segurança económica e “redução de riscos” nos seus países de origem e as exigências regulatórias na China. Riscos persistentes Em paralelo, o responsável máximo pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, Zheng Shanjie, destacou, num artigo publicado a 20 de Abril no jornal oficial Diário do Povo, os progressos na promoção da autossuficiência tecnológica e industrial, mas alertou para vulnerabilidades persistentes. Segundo Zheng, a dependência de importações de determinadas matérias-primas continua a expor o país a perturbações nas cadeias de abastecimento, enquanto o acesso limitado a algumas tecnologias mantém “o risco de ser ‘estrangulado’ em áreas cruciais”. O dirigente defendeu o reforço da resiliência macroeconómica, uma redução adicional das dependências externas e o alargamento dos instrumentos políticos para prevenir estratégias de diversificação de risco por parceiros estrangeiros e, se necessário, permitir retaliações.