Ironias

O Tribunal de Última Instância de Hong Kong acaba de dar razão aos 25 pan-“democratas” que tinham apresentado queixa contra a lei anti-máscara, que o governo de Carrie Lam havia activado e que já levou à detenção de algumas pessoas.

Ora a lei anti-máscara de Carrie Lam trata-se, afinal, da reactivação de uma lei de 1922, que os ingleses impuseram à sua colónia precisamente para evitar distúrbios. Contudo, o High Court decidiu que essa lei era anti-constitucional, que é como quem diz viola a Lei Básica.

Irónico pois que os tais “democratas”, que tanto apreciavam a vergasta colonial de Sua Majestade, ao ponto de exibirem bandeiras do Reino Unido e pedirem o regresso dos colonizadores, tenham sido agora salvos pela lei fundamental que eles tanto detestam: a que garante a prossecução do princípio “um país, dois sistemas”. Assim, a Lei Básica afirma-se como o verdadeiro garante dos direitos civis e políticos no segundo sistema e o sistema judicial de Hong Kong mantém, claramente, a sua independência.

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