EUA sancionam empresas chinesas por transporte de petróleo iraniano

Os Estados Unidos impuseram ontem sanções contra empresas chinesas e seus dirigentes acusados de “conscientemente transportarem petróleo do Irão”, violando o embargo norte-americano, disse o chefe da diplomacia, Mike Pompeo.

O secretário de Estado norte-americano sublinhou, num discurso em Nova Iorque, que esta decisão ilustra o início de uma fase de endurecimento das sanções contra o Irão, anunciada terça-feira pelo Presidente Donald Trump, na Assembleia Geral das Nações Unidas.

Na sua intervenção na ONU, Donald Trump pediu a unidade da comunidade internacional para travar as intenções nucleares do Irão, cujo regime apelidou de “terrorista”, e avisou que se não houver uma mudança de atitude por parte de Teerão os Estados Unidos endurecerão as sanções.

Ontem, o chefe da diplomacia norte-americana explicou que os EUA “intensificarão esforços” para diminuir os riscos de as empresas sancionadas fazerem negócios com o Corpo da Guarda da Revolução do Irão.

“Estamos a dizer à China e a todos os países: saibam que sancionaremos qualquer violação de sanções” impostas por Washington contra a exportação de petróleo iraniano”, disse Mike Pompeo, num discurso perante a organização Unidos Contra um Irão Nuclear, que Teerão definiu como “grupo terrorista”.

As empresas China Concord Petroleum, Kunlun Shipping e Pegasus 88 juntam-se a partir de agora a outras empresas que estão sujeitas a sanções por parte de Washington, ficando inibidas de acesso aos mercados financeiros norte-americanos.

Donald Trump retirou os EUA do acordo nuclear com o Irão e introduziu sanções contra Teerão, a partir de 2018, no sector financeiro e energético, alegando a necessidade de “enfraquecer” o regime, que acusa de ser a principal fonte de financiamento de movimentos terroristas globais.

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