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A Associação de Educação de Macau apoia a reforma curricular ao nível das exigências das competências básicas, mas também diz que há ainda detalhes a limar: o território continua sem um sistema de avaliação do desempenho e todo o material continua a vir de fora

AAssociação de Educação de Macau considera que as exigências das competências académicas básicas vão ao encontro da importância de uma formação diversificada para os alunos, no entanto espera que um sistema de avaliação de desempenho de alunos possa ser implementado o mais rápido possível.
Um despacho do Secretário para Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, tornou ontem pública a proposta das exigências de competências académicas básicas, envolvendo sete áreas distintas – “línguas”, “matemática”, “educação moral e cívica”, “actividades de descoberta”, “tecnologias de formação”, “educação física” e “saúde”.  Estas áreas de estudo serão implementadas no primeiro e terceiro ano das escolas primárias já no próximo ano lectivo e a todos os anos no ano lectivo seguinte.
Para o subdirector da Associação de Educação de Macau, Vong Kuoc Leng, a proposta corresponde à tendência de reforma de educação no território. “No passado atribuiu-se mais importância aos conhecimentos, isto fazia com que quando os alunos entravam na escola, os trabalhos e exames duplicavam e trazia muito mais pressão aos alunos. Com a implementação destas exigências é dada mais importância aos hábitos da vida, sensações e às capacidades dos alunos, formando o desenvolvimento da pessoa no seu todo”, afirmou ao Jornal Ou Mun.

Transformação radical

Ainda assim, para o também director da Escola Choi Nong Chi Tai, a reforma da educação não se pode fazer apenas de “exigências” e com a criação de um “quadro de organização curricular”. Existe também, diz, uma mudança dos materiais pedagógicos, do ensino de professores, bem como do pensamento dos pais.
Vong Kuoc Leng considera que os actuais materiais não são especializados em cultura, história e senso comum, apontando ainda que a maioria do material é proveniente de Hong Kong ou do interior da China. É preciso, diz, desenvolver os materiais locais para unificar os conhecimentos dos residentes, para assim coordenar com a implementação das “exigências”.
Além disso, o director considera que a forma de avaliação dos alunos deve também ser alterada, no entanto, há um ponto a lamentar: a inexistência de um sistema de avaliação de desempenho dos alunos, algo que deve, na sua visão, ser implementado.

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