Cinema | Festival Internacional de Curtas já está a aceitar projectos

A XII edição do Festival Internacional de Curtas de Macau regressa entre os dias 2 e 9 de Dezembro, arrancando hoje a fase de submissão de curtas-metragens e vídeo-musicais a concurso. À semelhança dos anos anteriores, o festival promete exibir os filmes finalistas nas categorias de Ficção, Documentário e Animação, assim como os vídeos-musicais finalistas, seleccionados por um júri internacional.

O festival aceita filmes que tenham sido feitos entre 1 de Janeiro de 2020 e 16 de Junho deste ano, tendo por objectivo “proporcionar aos realizadores internacionais uma plataforma para a troca de experiências profissionais e criativas com os seus pares de Macau”. Em relação aos vídeos-musicais, podem ser submetidos os que foram produzidos entre 1 de Janeiro de 2020 e 20 de Julho de 2021. Em cada vídeo submetido é obrigatório que a canção incluída seja de uma banda de Macau.

A organização considera que o festival tem sido bem-sucedido mas alerta para as dificuldades financeiras decorrentes da pandemia. “A situação pandémica mundial arruinou o tecido económico de todos os países e as poupanças estão a ser utilizadas para a combater. Como era de prever, neste contexto tão especial, o apoio à cultura e à indústria do cinema diminuiu drasticamente, a nível internacional.”

Apesar disso, a organização espera que “o número de submissões às competições SHORTS e VOLUME se aproxime de 2020”, o que irá “permitir incluir excelentes filmes na programação”. No ano passado foram submetidos 4.232 curtas e vídeos musicais, sendo exibidos 169 trabalhos distintos.

16 Mar 2021

Sound & Image | Festival internacional de curtas arranca hoje

Ao todo são 112 os filmes finalistas que fazem parte daquela que é já a décima edição do Festival de curtas-metragens de Macau. Entre 3 e 10 de Dezembro vão ser exibidas 63 ficções, 26 animações e 23 documentários. O HM foi saber mais, junto da coordenadora do Creative Macau, Lúcia Lemos

 

“Uma curta-metragem é um conto não é um romance”. É desta forma que Lúcia Lemos, Coordenadora do Centro de Indústrias Criativas, Creative Macau, faz a ponte entre o cinema de curta duração que vai ser exibido a partir do próximo dia 3 de Dezembro no Teatro Dom Pedro V e uma obra literária.

“Há pessoas que são capazes de contar um conto fantástico numa página A4 e há outros que contam um conto em 30 ou 60 páginas. Nós já vimos filmes que têm apenas um minuto, absolutamente fantásticos, e onde não é preciso dizer mais nada. Está tudo relacionado com a maneira de contar a hitória por parte do realizador”, explicou a coordenadora.

Assim, aquela que é a décima edição do festival internacional de curtas-metragens Sound & Image Image Challenge vai apresentar, ao todo 112 filmes finalistas, nomeadamente 63 ficções, 26 animações e 23 documentários, que são candidatos aos prémios de Melhor Filme, Melhor Ficção, Melhor Animação, Melhor Documentário, Melhor Identidade Cultural de Macau, Melhor entrada local e ainda “Escolha da audiência”.

Além destes, no âmbito da celebração do 10º aniversário, o Sound & Image Image festival irá exibir 59 filmes e vídeos musicais, uma retrospectiva de uma década dos vencedores entre 2010 e 2018 e também 15 filmes convidados, provenientes da Dinamarca, Guiné-Bissau, Lituânia, Macau, Suécia, Ucrânia e oito realizados por mulheres do Srilanka.

De entre os filmes de Macau, vencedores de edições passadas do Sound & Image Challenge o destaque vai para “Motivation”, do realizador português António Caetano de Faria, “Drugs are Good”, de Kenny Leong, ou “The Facebookers of Macau”, de Óright. Estes filmes serão exibidos na tarde do dia 4 de Dezembro.

Sobre o cinema feito em Macau, Lúcia Lemos vê com bom grado a evolução cinematográfica a que se tem assistido na região.“O cinema de Macau está cada vez melhor. De há 20 anos para cá o cinema de Macau tem-se aproximado do cinema internacional e já conta histórias que podem perfeitamente concorrer em festivais com histórias internacionais”.

Acerca das temáticas apresentadas em tela, Lúcia Lemos considera que “são sempre muito interessantes e estão sempre relacionadas com causas, com temas sociais e algumas são mais do tipo existencialista”.

Trampolim para o grande ecrã

Afirmando que a produção de curtas-metragens funciona para muitos cineastas “como um começo” de uma história que depois é transportada para o grande-ecrã, a coordenadora da Creative Macau reforçou que o formato curto dos filmes ajuda, em muito aspectos, os realizadores em início de carreira a dar o salto. “Acho que em termos de economia de meios e em termos de orçamento é absolutamente mais fácil”, explica.

“É muito gratificante porque as pessoas estão nisto de uma forma séria. Isto é cinema. Envolve equipas, baixo orçamento e muitas vezes são os próprios amigos que ajudam a fazer as obras. Mas o que sobressai nisto é definitivamente a forma como contaram a história”, conclui.

Todos os filmes são exibidos no Teatro D.Pedro V até ao próximo dia 10 de Dezembro. O festival arranca hoje às 17h30 com um Cine-concerto da banda da Casa de Portugal em Macau e, simultaneamente, com a pré-estreia de 13 filmes gravados em Macau, em formato 8MM, por 13 artistas e realizadores de Macau.

3 Dez 2019

Sound & Image | Festival internacional de curtas arranca hoje

Ao todo são 112 os filmes finalistas que fazem parte daquela que é já a décima edição do Festival de curtas-metragens de Macau. Entre 3 e 10 de Dezembro vão ser exibidas 63 ficções, 26 animações e 23 documentários. O HM foi saber mais, junto da coordenadora do Creative Macau, Lúcia Lemos

 
“Uma curta-metragem é um conto não é um romance”. É desta forma que Lúcia Lemos, Coordenadora do Centro de Indústrias Criativas, Creative Macau, faz a ponte entre o cinema de curta duração que vai ser exibido a partir do próximo dia 3 de Dezembro no Teatro Dom Pedro V e uma obra literária.
“Há pessoas que são capazes de contar um conto fantástico numa página A4 e há outros que contam um conto em 30 ou 60 páginas. Nós já vimos filmes que têm apenas um minuto, absolutamente fantásticos, e onde não é preciso dizer mais nada. Está tudo relacionado com a maneira de contar a hitória por parte do realizador”, explicou a coordenadora.
Assim, aquela que é a décima edição do festival internacional de curtas-metragens Sound & Image Image Challenge vai apresentar, ao todo 112 filmes finalistas, nomeadamente 63 ficções, 26 animações e 23 documentários, que são candidatos aos prémios de Melhor Filme, Melhor Ficção, Melhor Animação, Melhor Documentário, Melhor Identidade Cultural de Macau, Melhor entrada local e ainda “Escolha da audiência”.
Além destes, no âmbito da celebração do 10º aniversário, o Sound & Image Image festival irá exibir 59 filmes e vídeos musicais, uma retrospectiva de uma década dos vencedores entre 2010 e 2018 e também 15 filmes convidados, provenientes da Dinamarca, Guiné-Bissau, Lituânia, Macau, Suécia, Ucrânia e oito realizados por mulheres do Srilanka.
De entre os filmes de Macau, vencedores de edições passadas do Sound & Image Challenge o destaque vai para “Motivation”, do realizador português António Caetano de Faria, “Drugs are Good”, de Kenny Leong, ou “The Facebookers of Macau”, de Óright. Estes filmes serão exibidos na tarde do dia 4 de Dezembro.
Sobre o cinema feito em Macau, Lúcia Lemos vê com bom grado a evolução cinematográfica a que se tem assistido na região.“O cinema de Macau está cada vez melhor. De há 20 anos para cá o cinema de Macau tem-se aproximado do cinema internacional e já conta histórias que podem perfeitamente concorrer em festivais com histórias internacionais”.
Acerca das temáticas apresentadas em tela, Lúcia Lemos considera que “são sempre muito interessantes e estão sempre relacionadas com causas, com temas sociais e algumas são mais do tipo existencialista”.

Trampolim para o grande ecrã

Afirmando que a produção de curtas-metragens funciona para muitos cineastas “como um começo” de uma história que depois é transportada para o grande-ecrã, a coordenadora da Creative Macau reforçou que o formato curto dos filmes ajuda, em muito aspectos, os realizadores em início de carreira a dar o salto. “Acho que em termos de economia de meios e em termos de orçamento é absolutamente mais fácil”, explica.
“É muito gratificante porque as pessoas estão nisto de uma forma séria. Isto é cinema. Envolve equipas, baixo orçamento e muitas vezes são os próprios amigos que ajudam a fazer as obras. Mas o que sobressai nisto é definitivamente a forma como contaram a história”, conclui.
Todos os filmes são exibidos no Teatro D.Pedro V até ao próximo dia 10 de Dezembro. O festival arranca hoje às 17h30 com um Cine-concerto da banda da Casa de Portugal em Macau e, simultaneamente, com a pré-estreia de 13 filmes gravados em Macau, em formato 8MM, por 13 artistas e realizadores de Macau.

3 Dez 2019

Cinema | Sound & Image Challenge exibe película sobre comunidade macaense 

Chama-se “Macaenses – An odyssey” e é o documentário da autoria de António Pinto Marques que será exibido na edição deste ano do festival de curtas-metragens Sound & Image Challenge, em Dezembro. O cartaz, que celebra dez anos de existência, conta ainda com outros filmes realizados em Macau e que venceram a competição nos últimos anos

 

A décima edição do festival de curtas-metragens Sound & Image Challenge, organizado pela Creative Macau, decorre entre os dias 3 e 10 de Dezembro e celebra os dez anos de existência de uma iniciativa que visa mostrar o que de melhor se faz ao nível de curtas-metragens em Macau, mas não só.

O cartaz deste ano faz uma retrospectiva às produções que foram ganhando a competição nos últimos anos, dando destaque aos projectos desenvolvidos em Macau. Na secção de documentários, de salientar a exibição de “Macaenses – An Odyssey”, de António Pinto Marques, no dia 4 de Dezembro.

Este filme, com pouco mais de 28 minutos de duração, foi feito o ano passado e relata a história da comunidade macaense na diáspora, neste caso na América do Norte. O documentário contém diversas entrevistas feitas a macaenses que há muito deixaram a sua terra natal, resultado de diversos fluxos migratórios que se sucederam após a Guerra do Ópio e o Tratado de Nanjing, em 1842. Ao longo dos anos, a comunidade macaense tem emigrado, sobretudo para a Austrália, Portugal, Canadá, Brasil ou Estados Unidos, reagindo a cenários económicos ou políticos menos favoráveis.

O realizador, António Pinto Marques, fez os seus estudos na London School of Film, tendo trabalhado no documentário “The World at War” para a BBC, considerado “uma inovadora série documental” de 26 episódios narrados pelo actor Lawrence Oliver sobre a II Guerra Mundial.

O programa inclui também o documentário “Histórias de Lobos”, realizado em Portugal por Agnes Meng, em 2018. Em cerca de 22 minutos conta-se a história da localidade de Pitões das Junias, onde os poucos habitantes convivem com lobos em plena montanha. Agnes Meng estudou na Universidade Tsinghua, em Pequim. O público poderá também ver documentários realizados na Índia, Irão, Indonésia e Turquia, entre outros.

Pequenos de Macau

O Sound & Image Challenge mostra também as curtas-metragens realizadas em Macau e que se revelaram vencedoras em competições anteriores. É o caso de “Motivation”, do realizador português António Caetano de Faria, que faz parte do conjunto de produções vencedoras entre 2012 e 2013, juntamente com “Drugs are Good”, de Kenny Leong, ou “The Facebookers of Macau”, de Óright. Estes filmes serão exibidos na tarde do dia 4 de Dezembro, entre outras produções estrangeiras.

O festival inclui também a secção “Cinema Expandido”, que também a 4 de Dezembro, às 19h00, exibe o documentário “Bijagó, o Tesouro Sagrado”, de Domingos Sanca, da Guiné-Bissau. Esta produção, feita em 2018, conta a tradição da ilha de Canhabaque, na Guiné-Bissau, onde os homens são obrigados a separar-se das suas mulheres por questões rituais, o que causa um enorme sofrimento às mulheres da ilha devido a estas práticas ancestrais.

Domingos Sanca estudou cinema em Cuba e já realizou diversos documentários, com presença em vários festivais internacionais.

Todos os filmes são exibidos no Teatro D.Pedro V. No dia 3 de Dezembro, dia de arranque do festival, haverá um concerto da banda da Casa de Portugal em Macau, a partir das 17h30.

14 Nov 2019

Cinema | Sound & Image Challenge exibe película sobre comunidade macaense 

Chama-se “Macaenses – An odyssey” e é o documentário da autoria de António Pinto Marques que será exibido na edição deste ano do festival de curtas-metragens Sound & Image Challenge, em Dezembro. O cartaz, que celebra dez anos de existência, conta ainda com outros filmes realizados em Macau e que venceram a competição nos últimos anos

 
A décima edição do festival de curtas-metragens Sound & Image Challenge, organizado pela Creative Macau, decorre entre os dias 3 e 10 de Dezembro e celebra os dez anos de existência de uma iniciativa que visa mostrar o que de melhor se faz ao nível de curtas-metragens em Macau, mas não só.
O cartaz deste ano faz uma retrospectiva às produções que foram ganhando a competição nos últimos anos, dando destaque aos projectos desenvolvidos em Macau. Na secção de documentários, de salientar a exibição de “Macaenses – An Odyssey”, de António Pinto Marques, no dia 4 de Dezembro.
Este filme, com pouco mais de 28 minutos de duração, foi feito o ano passado e relata a história da comunidade macaense na diáspora, neste caso na América do Norte. O documentário contém diversas entrevistas feitas a macaenses que há muito deixaram a sua terra natal, resultado de diversos fluxos migratórios que se sucederam após a Guerra do Ópio e o Tratado de Nanjing, em 1842. Ao longo dos anos, a comunidade macaense tem emigrado, sobretudo para a Austrália, Portugal, Canadá, Brasil ou Estados Unidos, reagindo a cenários económicos ou políticos menos favoráveis.
O realizador, António Pinto Marques, fez os seus estudos na London School of Film, tendo trabalhado no documentário “The World at War” para a BBC, considerado “uma inovadora série documental” de 26 episódios narrados pelo actor Lawrence Oliver sobre a II Guerra Mundial.
O programa inclui também o documentário “Histórias de Lobos”, realizado em Portugal por Agnes Meng, em 2018. Em cerca de 22 minutos conta-se a história da localidade de Pitões das Junias, onde os poucos habitantes convivem com lobos em plena montanha. Agnes Meng estudou na Universidade Tsinghua, em Pequim. O público poderá também ver documentários realizados na Índia, Irão, Indonésia e Turquia, entre outros.

Pequenos de Macau

O Sound & Image Challenge mostra também as curtas-metragens realizadas em Macau e que se revelaram vencedoras em competições anteriores. É o caso de “Motivation”, do realizador português António Caetano de Faria, que faz parte do conjunto de produções vencedoras entre 2012 e 2013, juntamente com “Drugs are Good”, de Kenny Leong, ou “The Facebookers of Macau”, de Óright. Estes filmes serão exibidos na tarde do dia 4 de Dezembro, entre outras produções estrangeiras.
O festival inclui também a secção “Cinema Expandido”, que também a 4 de Dezembro, às 19h00, exibe o documentário “Bijagó, o Tesouro Sagrado”, de Domingos Sanca, da Guiné-Bissau. Esta produção, feita em 2018, conta a tradição da ilha de Canhabaque, na Guiné-Bissau, onde os homens são obrigados a separar-se das suas mulheres por questões rituais, o que causa um enorme sofrimento às mulheres da ilha devido a estas práticas ancestrais.
Domingos Sanca estudou cinema em Cuba e já realizou diversos documentários, com presença em vários festivais internacionais.
Todos os filmes são exibidos no Teatro D.Pedro V. No dia 3 de Dezembro, dia de arranque do festival, haverá um concerto da banda da Casa de Portugal em Macau, a partir das 17h30.

14 Nov 2019

Cartaz alargado e reforço feminino nos dez anos do Sound&Image Challenge

O festival Sound&Image de Macau, um pequeno concurso audiovisual que se transformou num festival internacional, chega em Dezembro à décima edição, “a maior de sempre” e com mais presença feminina, destacou ontem Lúcia Lemos.

Além das produções em competição – 112 curtas-metragens e oito vídeos musicais – o festival propõe nesta data redonda uma “edição alargada”, com mais dois dias de certame e ciclos especiais, disse à Lusa a coordenadora do Centro de Indústrias Criativas-Creative Macau, Lúcia Lemos.

Entre 3 e 10 de dezembro, serão exibidas, no histórico teatro D. Pedro V, 194 produções audiovisuais, incluindo uma retrospectiva dos vencedores de 2010 a 2018 e oito filmes fora de concurso realizados por mulheres do Sri Lanka, indicou.

“É a primeira vez que fazemos uma curadoria assente em realizadoras mulheres. É interessante porque pouco sabemos do Sri Lanka e resolvi que era importante fazer isto em Macau, até porque existem [no território] muitas mulheres realizadoras”, afirmou.

Portugal está representado na competição em três categorias: ficção, “No limiar do pensamento”, de António Sequeira, “Califórnia”, de Nuno Baltazar; documentário, “A ver o Mar”, de Ana Oliveira e André Puertas, e animação, Purpleboy, de Alexandre Siqueira.

Há também nomes portugueses entre o júri, nomeadamente Cristiano Pereira, diretor artístico do Festival de Cinema do Douro, o único festival de super oito milímetros realizado em Portugal e com o qual o Sound&Image já colaborou em anteriores edições.

A programação inclui ainda filmes convidados da Dinamarca, Guiné-Bissau, Lituânia, Macau, Suécia e Ucrânia e três ‘MasterClasses’ em ficção e animação sobre técnicas de realização, produção e efeitos visuais.

Em expansão

Lançado em 2010, pelo Creative Macau e pelo Instituto de Estudos Europeus de Macau, a iniciativa expandiu-se pelos cinco continentes e, em 2015, evoluiu para um festival de curtas-metragens, mantendo o objectivo de motivar a participação de produções fílmicas e vídeos musicais locais e internacionais, a competir em Macau.

Apesar do “orçamento limitado”, o festival cresceu “em quantidade e qualidade” e é hoje uma “identidade de interesse no mapa cultural de Macau”, salientou Lúcia Lemos.

Entre 2010 e 2018, esta iniciativa já premiou 77 filmes e vídeos musicais, dos quais, 35 de Macau. Os premiados são de Portugal, China, Dinamarca, Bélgica, Alemanha, Brasil, França, Índia, Suécia, Espanha, Irão, Polónia, Chile, Paquistão e Suíça.

8 Nov 2019

Cartaz alargado e reforço feminino nos dez anos do Sound&Image Challenge

O festival Sound&Image de Macau, um pequeno concurso audiovisual que se transformou num festival internacional, chega em Dezembro à décima edição, “a maior de sempre” e com mais presença feminina, destacou ontem Lúcia Lemos.
Além das produções em competição – 112 curtas-metragens e oito vídeos musicais – o festival propõe nesta data redonda uma “edição alargada”, com mais dois dias de certame e ciclos especiais, disse à Lusa a coordenadora do Centro de Indústrias Criativas-Creative Macau, Lúcia Lemos.
Entre 3 e 10 de dezembro, serão exibidas, no histórico teatro D. Pedro V, 194 produções audiovisuais, incluindo uma retrospectiva dos vencedores de 2010 a 2018 e oito filmes fora de concurso realizados por mulheres do Sri Lanka, indicou.
“É a primeira vez que fazemos uma curadoria assente em realizadoras mulheres. É interessante porque pouco sabemos do Sri Lanka e resolvi que era importante fazer isto em Macau, até porque existem [no território] muitas mulheres realizadoras”, afirmou.
Portugal está representado na competição em três categorias: ficção, “No limiar do pensamento”, de António Sequeira, “Califórnia”, de Nuno Baltazar; documentário, “A ver o Mar”, de Ana Oliveira e André Puertas, e animação, Purpleboy, de Alexandre Siqueira.
Há também nomes portugueses entre o júri, nomeadamente Cristiano Pereira, diretor artístico do Festival de Cinema do Douro, o único festival de super oito milímetros realizado em Portugal e com o qual o Sound&Image já colaborou em anteriores edições.
A programação inclui ainda filmes convidados da Dinamarca, Guiné-Bissau, Lituânia, Macau, Suécia e Ucrânia e três ‘MasterClasses’ em ficção e animação sobre técnicas de realização, produção e efeitos visuais.

Em expansão

Lançado em 2010, pelo Creative Macau e pelo Instituto de Estudos Europeus de Macau, a iniciativa expandiu-se pelos cinco continentes e, em 2015, evoluiu para um festival de curtas-metragens, mantendo o objectivo de motivar a participação de produções fílmicas e vídeos musicais locais e internacionais, a competir em Macau.
Apesar do “orçamento limitado”, o festival cresceu “em quantidade e qualidade” e é hoje uma “identidade de interesse no mapa cultural de Macau”, salientou Lúcia Lemos.
Entre 2010 e 2018, esta iniciativa já premiou 77 filmes e vídeos musicais, dos quais, 35 de Macau. Os premiados são de Portugal, China, Dinamarca, Bélgica, Alemanha, Brasil, França, Índia, Suécia, Espanha, Irão, Polónia, Chile, Paquistão e Suíça.

8 Nov 2019

“A Drowning Man” vence melhor filme do festival Sound&Image de Macau

A curta-metragem “A Drowning Man”, do realizador dinamarquês-palestiniano Mahdi Fleifel, conquistou o prémio de melhor filme da 9.ª edição do festival internacional Sound&Image Challenge, foi ontem anunciado no teatro D. Pedro V, em Macau.

Nas palavras do grande júri, “Drowning Man” é um “retrato oportuno e intemporal do desespero e isolamento sem esperança num país estranho”, uma “pequena obra-prima” que se destaca da “recente onda de curtas-metragens sobre refugiados”. O filme esteve em competição no festival de Cannes, no ano passado.

Já “Silent Campine”, do belga Steffen Geypen, venceu o prémio de “melhor ficção” ao levar o “espetador a um mundo obscuro desprovido de valores e regras”. O júri descreveu a ‘curta’ como uma “representação poderosa de um complicado relacionamento entre pai e filho”.

Um dos grandes vencedores da noite foi o jovem de Macau Kin Kuan Lam, ao arrecadar três prémios com “Illegalist”: melhor realizador, melhor filme local e identidade cultural de Macau.

O melhor documentário foi atribuído ao brasileiro Rodrigo Meireles, com “Anderson”, um homem de meia-idade com paralisia cerebral. Anderson aceitou ser filmado “se o documentário não fosse um drama”, lê-se na sinopse.

Na categoria de animação, destacou-se o alemão Malte Stein, que recebeu o galardão com surpresa. “Flood”, simultaneamente “explicável e inexplicável”, conquistou o júri com a sua “visão criativa singular que se desenrola num fundo sinistro e apocalíptico”.

Também de Macau, Sam Lam e Tiago Lei venceram o prémio Volume, que distingue o melhor vídeo musical.

A menção honrosa foi para o realizador de Macau Chao Ut Ieng, com “Livestreaming”, e a escolha do público recaiu sobre “Who am I”, uma co-produção Macau/Filipinas, de Mark Aguillon. O realizador frisou o baixo orçamento da ficção e disse esperar regressar para o ano.

O festival de curtas-metragens, que arrancou com o documentário “A vida aqui, está vista?”, do português Filipe Carvalho, Expandido”, terminou ontem, com uma cerimónia no teatro D. Pedro V. Organizado pela Creative Macau, espaço cultural que celebrou este ano o 15.º aniversário, o festival recebeu na nona edição mais de 4.000 candidaturas.

10 Dez 2018

Documentário de tributo aos macaenses em competição no festival Sound&Image

Sessenta anos separam as imagens documentadas em “Caminhos Longos”, uma “história de amor e encontros” e um tributo “a todos os macaenses”, em competição no festival Sound&Image de Macau, que arranca hoje.

Com imagens de Macau, em 1957 e em 2017, o documentário, um dos 13 em competição na 9.ª edição do Sound&Image, é uma “história baseada na infância” do realizador António Lemos Ferreira, filho de pai português e mãe macaense, que voltou no ano passado à terra onde nasceu, mas onde “tudo está diferente”, declarou.

“O nome é baseado no título de um filme de longa-metragem que o meu pai fez naquela altura, em Macau, quando eu tinha quatro anos. O primeiro e único durante muito tempo filmado a oito milímetros (8mm)”, lembrou, à margem da conferência de imprensa que antecedeu a inauguração do festival, já a decorrer no teatro D. Pedro V.

Depois de anos emigrado em Moçambique e Portugal, o realizador voltou no ano passado a Macau e filmou “exactamente os mesmos sítios”, moldados pelo tempo e pelo próprio olhar. “É uma história de uma família de Macau, o encontro de várias culturas, uma história de amor, ao fim ao cabo” e é “dedicado a todos os macaenses”, descreveu.

Sem apoios ou patrocínios, o documentário foi “feito em termos familiares” e filmado entre Portugal, com a camada mais “jovem da família”, e Macau com a “mais idosa”, detalhou.

Um dia antes, é exibida a animação “Rácio entre dois volumes”, da portuguesa Catarina Sobral, um dos 84 trabalhos finalistas entre mais de quatro mil candidaturas.

Com duas personagens verdadeiramente opostas, o filme é um “retrato irónico” de “dois extremos no modo de sentir e agir perante o mundo”, disse, na mesma ocasião, a artista portuguesa, com dez livros infantis publicados em 13 línguas.

Trazer o filme a Macau é uma mistura daquilo que a própria sentiu ao visitar pela primeira vez o território: a presença portuguesa chegar tão longe e ser “tão profunda ainda”, afirmou, “é bom e simbólico”.

Portugal é um dos países com maior representação no festival, que vai apresentar também trabalhos da Bélgica, Brasil, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Irão, Malásia, República Checa, Rússia, Síria, entre outros.

O festival de curtas-metragens, que arrancou com o documentário “A vida aqui, está vista?”, do português Filipe Carvalho, termina no domingo, com a entrega dos prémios.

O grande júri será presidido por Miguel Dias, um dos directores do Festival Internacional de Curtas de Vila do Conde, pelo diretor de informação e programas dos canais portugueses da TDM, João Francisco Pinto, e pelo realizador e produtor Detsky Graffam.

4 Dez 2018

Sound & Image | Festival revela programa dedicado aos documentários

São 13 as curtas documentais que vão preencher as tardes dos próximos dias 7 e 8 no Teatro D. Pedro V e que integram mais uma parte do programa da 9ª edição do Festival Internacional de Curtas-Metragens de Macau

 

De 4 a 9 de Dezembro, o Festival Internacional de Curtas-Metragens – Sound & Image Challenge – traz ao Teatro Dom Pedro V 34 ficções, 13 documentários, 25 animações e 10 videoclips. A apresentação dos filmes documentais do programa desta edição do festival de curtas divide-se em três sessões nos próximos dias 7 e 8.

A primeira sessão de projecções é dedicada aos temas biográficos, na sexta-feira pelas 14h e abre com o filme, “A piece for two hands” da Lituânia. Realizado por Akvilė Žilionytė, o documentário desdobra-se em 23 fragmentos da memória narrados por um homem e uma mulher conversando entre si e com eles mesmos.

“Lembro-me da primeira vez que beijei alguém cujos lábios eram tão grandes quanto os meus. A sensação foi tão intensa, como encontrar alguém que tivesse lido todos os meus livros favoritos” , dizem.

Segue-se “Fighting Two Wars: The story of Thalia Jane Ainsley” do americano Aaron Curtis. O filme foca-se na história de um veterano de guerra Thalia Jane Ainsley que opta por se transformar numa mulher.

“Midas” é a curta russa de Victoria Babkina e traz ao ecrã a temática da fama e das suas vantagens e maldições. O documentário trata a história do produtor musical Rostov-on-Don que ao conhecer um jovem rapper afro-russo num gueto lhe promete fama e sucesso.

A película iraquiana “Raven” de Shukri Mahmod Raven encerra a sessão. O argumento relata a história do pintor Yizidean que, em 2014, escapou ao ISIS refugiando-se em Duhok. O filme revela as constantes ameaças da organização terrorista ao artista e os ataques que destroem a coexistência pacífica entre diferentes religiões e crenças.

Longe de tudo

A segunda sessão dedicada ao filme documental tem início no mesmo dia às 15h30 e é dedicada à temática da emigração.

As projecções começam com uma película local. “Good bye again, Macau” de Cheang Chi Leong explora as áreas menos conhecidas do território vistas e interpretadas pelo realizador.

Macau continua a ser o palco do filme seguinte com a curta portuguesa “Long Paths” de António José de Lemos Ferreira que traz o realizador de regresso ao território anos depois de aqui ter vivido. O que encontra? A surpresa causada pelas transformações brutais que Macau sofreu. O filme inclui ainda imagens inéditas guardadas durante sessenta anos.

A história de uma jovem imigrante polaca, que se muda, após o divórcio, para Greenpoint onde conhece diferentes gerações de polacos e as suas histórias longe de casa é o argumento de “Past States” realizado por Olga Blumczyńska.

Do argentino Martín Miguel Pereira vai ser exibido “What wouldn’t I give for the memory” que trata a história de um grupo de mineiros expulso da sua aldeia depois do fecho das minas. Mas é ali que permanecem as suas memórias e antepassados.

Aos desafortunados

Os documentários continuam no sábado, dia 8 de Dezembro às 14h no Teatro D. Pedro V.
Anderson é um brasileiro de meia idade com paralisia cerebral e a figura central deste documentário homónimo dedicado ao futebol. O protagonista aceitou participar no filme com uma condição: que não se tratasse de um drama.

“La Cumbre” de Dana Romanoff revela a dura realidade da vida de um amputado num mundo em desenvolvimento numa película feita em parceria com o Projecto Range of Motion e que conta a histópria do alpinista Chad Jukes.

Segue-se “The Fight” de Violeta Ayala. Uma co-produção da Austrália e da Bolívia que traz à tela o drama das pessoas portadoras de deficiência naquele país latino americano. Um grupo de deficientes que se sente descriminado organiza uma excursão e após percorrerem 380 quilómetros pelas montanhas em cadeiras de rodas, para conseguirem falar com o presidente do país Evo Morales, são impedidos de o fazer por se confrontarem com uma carga policial que os atinge com gás lacrimogéneo e canhões de água.

O luta é outra em “The Good Fight” de Ben Holman que narra a história de Alan Duarte. Duarte, depois de ter perdido nove familiares devido à violência armada das favelas brasileiras, resolve criar um clube de boxe para envolver a comunidade e dar um futuro melhor ao filho.

Os documentários terminam com a exibição de mais um filme local: de “The Last Ride” de Vong Kuan Chak que traz a história de A Mo, um amante de escaladas que se cansou de as fazer e resolve organizar uma última aventura nas montanhas com amigos.

3 Dez 2018

Sound & Image Challenge | Conhecida totalidade das curtas em competição

Entre os dias 4 e 9 de Dezembro, o Teatro Dom Pedro V recebe o Festival Internacional de Curtas-Metragens Sound & Image Challenge. A organização deu a conhecer a totalidade do cartaz dedicado às curtas de ficção com a apresentação de 19 películas

 

A 9 ª edição do Sound & Image Challenge vai decorrer de 4 a 9 de Dezembro e traz ao Teatro Dom Pedro V, 84 curtas-metragens, 10 vídeos-musicais e três Master Classes além de várias conversas com realizadores estrangeiros e de Macau. Entretanto a organização já divulgou os últimos filmes do programa das curtas de ficção em competição.

“A Drowning Man” vai ser exibido a 7 de Dezembro na sessão das 17h30. O filme dinamarquês é realizado por Mahdi Fleifel e traz ao ecrã a história de Kid que resolve ir para longe de casa, rumo a uma cidade desconhecida, em busca do sentido da vida. No entanto, acaba cercado por predadores tendo que ceder às suas exigências e assumir compromissos para conseguir sobrevier.

Segue-se a projecção da película americana “Amal” realizada por Dilek Ince. Um filme centrado na actualidade em que Amal conta a história de uma médica americana que se encontra na Síria devastada pela guerra. Ao regressar ao seu país tenta levar uma menina ferida, mas é impedida de prosseguir com o seu objectivo pelos serviços de imigração dos Estados Unidos.

Ling , é a viúva e mãe solteira malaia que emigrou para Hong Kong com a filha. Quatro anos depois, e devido a problemas mentais perde a custódia da menina. Acaba por ficar sem família, sem amigos e mesmo sem trabalho. Esta é o argumento que dá vida a “ Flow In The Wind” de Lee Pei-Yi.

A sessão termina com “Who Am I?”, uma co-produção de Macau e das Filipinas realizada por Mark Justine Aguillon. O filme tenta responder à questão colocada com o título. “Quem sou eu?” é a pergunta colocada por três protagonistas femininas sendo que cada uma tem como referência o seu contexto em diferentes situações: na família , na carreira e no amor. À pergunta de todas acrescem as dúvidas acerca das razões da existência num mundo de incertezas.

Mulheres reveladas

As sessões de sexta continuam às 20h no Teatro D. Pedro V. “Labor” é o filme agendado para abrir as projecções do serão e que trata do drama de uma mulher que opta por ser barriga de aluguer e que deseja pôr fim à gravidez de um filho destinado a outra mulher. A película é realizada por Cecilia Albertini.

A noite continua com “Livestreaming”, uma produção local do realizador Chao Ut Ieng. Mais um drama pessoal à volta de uma mulher que adopta um gato para escapar à pressão do marido para ter um filho. Mas a exigência do companheiro não é inocente e um segredo acaba por ser revelado.

O filme espanhol com toques de surrealismo de Alicia Albares, “Mothers of Luna” é também centrado no feminino e traz a história de quatro mulheres de diferentes partes do mundo. Todas ouvem a voz de uma menina que ainda não nasceu mas que vive de alguma forma nas suas barrigas. Este bebé narra às mães a história das suas vidas passadas enquanto luta pelo seu grande objectivo: nascer.

Uma discussão conjugal acerca das brincadeiras de um menino que prefere brincar com bonecas é o mote para “Till the sun comes in the sky”, o filme que fecha as projecções do dia. Vem da Suécia e é realizado por Alexe Landgren.

O sábado cinematográfico começa às 16h com “Day One”. O filme russo de Quan Phuong é a recordação de Eli, uma jovem cega e surda, da sua primeira aula com a professora Anna. A história é baseada nas memórias de Helen Keller na peça “The miracle worker de William Gibson”.

Isabella, lutadora de boxe fica gravemente ferida num combate que a deixa limitada a uma cadeira de rodas. Mas a filha Luna de oito anos, que vive com ela, embarca numa missão: fazer a mãe acreditar que pode voltar aos ringues e ser de novo a lutadora que a criança sempre conheceu e de quem precisa. Esta é a história de “Shadow Boxer” de Andreas Bøggild Monies.

Segue-se “Telephone”, o filme sírio de Samah Safi Bayazid e de Muhammad Bayazid. Passado numa cela de prisão, “Telephone” traz a saga de um detido que descobre que tem uma linha telefónica na sua cela. Destinado a encontrar uma paixão antiga, o prisioneiro consegue ter acesso a um telefone para fazer ligações e tentar encontrar a agente de viagens por quem se tinha apaixonado.

“The Gray Line” é uma película adaptada do conto homónimo de Manik Bandopadhyay pelo realizador do Bangladesh, Saki Farzana e que trata a história de um país e das suas divisões através de duas crianças, uma hindu e uma muçulmana.

“The most beautiful moment in life” volta a trazer à tela o cinema local, desta feita com a realização de Dice Leong e uma história ternurenta de uma jovem que encontra um senhor idoso que veste um cachecol feito por ela.

A fechar a tarde de sábado vai estar o filme chileno “The Visit” de Patricio Quinteros Allende que percorre a procura de memórias de uma menina de nove anos ao confrontar-se com uma visita de estranhos.

No lado negro

O serão de sábado começa às 20h e no programa traz um conjunto de filmes dark. “Behind the Dream” do realizador de Taiwan Chih Yuan-Yan Lu conta o sonho de Lin Hsian antes da sua morte e que o leva aos recantos mais obscuros do inconsciente.

Em “Crackled Skulls” o suspense reina quando Roger, diagnosticado com problemas mentais vai para um hospício onde trabalha um barbeiro sob quem paira a suspeita de assassínio. O filme de Kris Verdonck atinge o seu auge quando Roger tem que ir cortar a barba.

A situação dos emigrantes ilegais em Macau é tratada por Penny Lam Kin-Kuan em “Illegalist”. Dois emigrantes chineses, um trabalhador da construção civil e uma prostituta vêm para o território, mas começam a ver a sua vida cada vez mais complicada quando as políticas de prevenção da emigração ilegal começam a ser mais rigorosas e as punições mais pesadas.

Steffen Geypens realiza “Silent Campine” . A película desenrola-se na Flandres após a primeira Guerra Mundial em que um ex-soldado que sofre de um trauma de guerra vai caçar diariamente com o filho para alimentar a família.

O dia termina com “The Girl in the Snow” do suíço Dennis Ledergerber que traz a história de um artista solitário.

A organização revelou ainda os protagonistas das master Classes a serem realizadas. Aditya Kapur, Pascal Forney e Detsky Graffam vão falar de “A imagem: da captura ao controle”, do desenvolvimento do negócio das curtas metragens e de “Como escrever, produzir e distribuir uma curta-metragem”, respectivamente, nos dias 7 e 8 de Dezembro.

30 Nov 2018

Documentário português abre festival Sound & Image Challenge

O documentário “A vida aqui, está vista?”, do português Filipe Carvalho, vai abrir o festival internacional de música e curtas-metragens Sound & Image, que arranca em Macau no dia 4 de Dezembro.

“Observando o desenrolar da vida na mina São Domingos (Alentejo), o filme propõe um caminho utópico em direção ao futuro daquele território e da sua comunidade”, lê-se na página do evento, que avança para a nona edição com 72 curtas-metragens e dez vídeos musicais.

O documentário, que já passou pelo festival Indie Lisboa, vai ser apresentado na secção “Cinema Expandido”, que inclui também oito curtas-metragens do Festival de Cinema do Douro, o único festival de super oito milímetros realizado em Portugal.

As 72 curtas-metragens desdobram-se em 34 ficções, 13 documentários, 25 animações. Há filmes provenientes da Bélgica, Brasil, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Irão, Malásia, República Checa, Rússia, Síria, entre outros.

Há duas animações assinadas por portugueses: “Porque este é o meu ofício”, de Paulo Monteiro, e “Rácio entre dois volumes”, de Catarina Sobral.

O grande júri será presidido Miguel Dias, um dos diretores do Festival Internacional de Curtas de Vila do Conde, pelo director de informação e programas dos canais portugueses da TDM e pelo realizado e produtor Detsky Graffam.

O festival, organizado pelo Creative Macau, arranca no dia 4 e estende-se até dia 9 de Dezembro no Teatro Dom Pedro V. No ano passado, o filme “Bitchboy” do realizador sueco Mans Berthas conquistou os prémios de melhor filme e de melhor ficção da oitava edição.

29 Nov 2018

Sound & Image | Divulgada parte das curtas dedicadas à ficção

Está aí mais uma edição do Sound & Image Challange, Festival Internacional de Curtas-Metragens. Depois de ser dado a conhecer o cartaz dos filmes de animação, a organização começou a divulgar os filmes seleccionados na área de ficção

 

Entre os dias 4 e 9 de Dezembro, o Teatro Dom Pedro V recebe o Festival Internacional de Curtas-Metragens Sound & Image Challenge. De entre os 90 filmes em exibição, oriundos de todo o mundo, 34 pertencem à secção de ficção e a organização levantou o véu de 15.

As projecções têm início dia 5 de Dezembro, às 18h. Esta primeira sessão abre com “Into the blue” da realizadora croata Antoneta Alamat Kusijanovic. O filme aborda a temática do trauma e da sua relação com a violência em que uma adolescente que sofre de abusos, procura o amor. Mas a crueldade dos amigos desperta a violência que transporta consigo e de onde desesperadamente tenta escapar.

A esta curta de cerca de 22 minutos, segue-se “Black Mamba”. Realizado pelo tunisino Amel Guellaty , o filme conta a história de Sara, uma jovem de classe média da Tunisia, que tem uma vida de acordo com os planos da família: frequenta aulas de costura e irá casar com um bom rapaz. Mas a realidade é outra e a jovem tem planos para escapar aos ditames da tradição.

Depois de Sara entra em cena Liana, a única criança da família chinesa Tangerang. Segundo os costumes, Liana tem que ser virgem se quiser casar-se, ou então sofrerá as consequências. A rapariga que não for virgem para o casamento será eliminada pelos antepassados e pela família do marido. A história de Liana é retratada em “Red Paper”, a película indonésia do realizador Revin Palung.

A sessão termina com “Y” da alemã Gina Wenzel. A curta conta com mais uma mulher como protagonista, desta feita com Laura, uma jovem autoconfiante e membro da “Me Me Me Generation” ou “Geração Y”. Laura não se pode queixar e tem muitas opções e caminhos que pode dar à sua vida, pelo que não precisa de pensar em objectivos ou ideais. Mas, num encontro que tem com Safi, tudo pode mudar.

Sessão da noite

No mesmo dia, às 20h continuam as projecções das curtas de ficção. A sessão abre com “Blanca” da venezuelana Mariana Peña. Blanca uma escritora em formação e tem apenas um dia para terminar uma história para um concurso de literatura. No entanto, o fim do prazo coincide com a data de aniversário do seu casamento o que faz com que tenha que mover-se entre os planos pessoais e as tradições de uma familiar peculiar.

Segue-se “Crabgirl” uma história que retrata o drama de um jovem de 23 anos que não consegue ter um relacionamento íntimo com a namorada. Decidido a deixar de ser virgem faz um ultimato à companheira e acaba por descobrir a verdade por detrás das rejeições que tem sofrido. Crabgirl vem da Ucrânia e é realizado por Sergiy Pudich.

Na mesma sessão há ainda espaço para a curta polaca “Jet Lag” de Grzegorz Piekarski, numa adaptação do romance de Gustav Flaubert “Madame Bovary”.

O dia fecha com “Happy” de Alex Petroff. O escritor Felix Penn não podia estar melhor tendo atingido o auge na carreira e nas relações amorosas e profissionais. O desafio agora é descobrir como manter este momento e o escritor acabar por encontrar um método para conseguir o seu objectivo.

Macau a duplicar

No dia seguinte a primeira sessão tem lugar às 19h30. O primeiro filme a ser projectado é “Acid” do francês Just Philippot. A curta conta a saga da fuga de uma população quando é assombrada por uma nuvem de ácido.

“Bridge” é o filme seguinte. Realizado por Niels Bourgonje traz o impasse de Jos e Ad. Os protagonistas aproximam-se de uma ponte, cada um de um dos lados e a passagem é dada, através de um sinal a Jos, que a passa. Nenhum se decide.

Uma surpresa mal sucedida e capaz de levar ao limite os seus protagonistas é a proposta de “Impact” de Hèctor Romance.

O cinema segue para um lado mais negro com “Lamb”. O filme é do realizador local Oliver Fa e conta o drama de duas personagens que vão para uma clínica. Chegados à instituição, descobrem que se trata de um estabelecimento ilegal que se dedica à extração de órgãos humanos.

Nas ficções do Sound and Image Challange há também espaço para super heróis. É o caso de “Super Juan” de Rubén Dené. O herói desajeitado protagoniza uma comédia em que tem que vencer uma mutação que está a invadir os cérebros humanos dos principais líderes mundiais.

Antes da sessão terminar há ainda espeço para “The Island” de Martin Van Hassel. A película apela ao surrealismo ao trazer a história de quatro estranhos que se vêem presos dentro de uma ilha situada no meio de uma estrada. A impedir estas personagens de sair do impasse, está uma mulher macabra, na berma, vestida de negro.

A última película do dia também é de Macau. “The Last Scene” é realizada por Vong Kuan Chak e o argumento conta como um cineasta que se dedica a produção de documentários descobre a verdade acerca da morte do seu pai ao ver as últimas imagens de um vídeo.

22 Nov 2018

Festival Internacional de Curtas-Metragens divulga cartaz de animação

Entre os dias 4 e 9 de Dezembro, o Teatro Dom Pedro V recebe o Festival Internacional de Curtas-Metragens, que terá em exibição 90 filmes oriundos dos quatro cantos do mundo. Ontem foram revelados as curtas que participam na classe de animação, e que vão ser exibidos no dia 6 de Dezembro

 

Os primeiros detalhes do cartaz do Festival Internacional de Curtas-Metragens, Sound & Image Challenge, estão aí com a divulgação dos filmes que participam na categoria de animação. O evento, marcado para o Teatro Dom Pedro V, decorre entre os dias 4 e 9 de Dezembro e conta com 90 filmes, 13 palestras, dois concertos, 15 prémios, 10 videoclips e 4 masterclasses.

Com filmes originários um pouco de todo o mundo, a edição deste ano da secção de animação, que será exibida a 6 de Dezembro a partir das 15h30, tem em destaque duas películas portuguesas e uma de Macau. “Porque este é o meu ofício” é o nome do filme de Paulo Monteiro. Em pouco mais de 10 minutos, a curta leva o espectador a perder-se num “vórtice de tempo sobre a infância” e na forma como “ela nos marca para a vida”, pode-se ler no comunicado da Creative Macau. A narrativa centra-se na relação entre pai e filho e nas “muitas palavras nunca ditas, porque estão escritas no coração”.

Também de Portugal chega-nos “Rácio entre dois volumes”, de autoria de Catarina Sobral. O equilíbrio e o volume são os focos deste filme, com um dos personagens, Sr. Cheio, a funcionar como uma espécie de esponja circunstancial que guarda dentro de si todas as situações em que se envolve no dia-a-dia. “Nunca esquece uma lembrança, um pensamento ou uma emoção”, lê-se no comunicado de apresentação da categoria de animação do Festival Internacional de Curtas-Metragens. Por outro lado, independentemente dos esforços constantes, nada preenche o Sr. Vazio. Até ao dia em que o Sr. Cheio decide confrontar os seus medos e Sr. Vazio resolve viajar.

O som e a imagem

“A Lâmpada Bob”, de autoria de Chong Chon In, é o filme que representa Macau na secção de animação da edição deste ano do Festival Internacional de Curtas-Metragens. A narrativa gira em torno da vida profissional de uma lâmpada chamada Bob, como indica o título do filme, que conseguiu finalmente o emprego dos seus sonhos. Porém, logo no primeiro dia, Bob percebe que o “seu trabalho é odiado por muitas pessoas”.

A representação da República Checa faz-se através de “Vigilante”, de autoria de Filip Diviak, que tem como cenário um país nórdico indefinido no início do século XIX. “A história é sobre a vida estereotipada de um idoso que trabalha como vigilante acordando pessoas. A sua vida é sempre igual, até ao dia em que recebe um velho sino brilhante”, refere o comunicado da Creative Macau.

Do Canadá chega-nos “Magi”, realizado por Hao-feng Lu. O pequeno filme de menos de dois minutos procura expressar “a busca artística de animação 2D, usando técnicas de animação directa e animação em papel em três estados abstractos: rigidez, maleabilidade e epifania”.

Também do continente americano, mas bem mais a sul, é exibido no ecrã do Teatro Dom Pedro V “Novo Brinquedo”, um filme da autoria do brasileiro Rogério Boechat. A narrativa centra-se num dia de particular tédio para um bebé, que se altera radicalmente quando a mãe lhe oferece um urso de peluche. O novo brinquedo torna-se no seu melhor amigo. Com o tempo a excitação da novidade esvai-se e o tédio apodera-se da relação, até que uma reviravolta do destino troca as voltas à improvável dupla.

6 Nov 2018

Festival | Sound&Image já recebeu quatro mil candidaturas de vários países

A 9.ª edição do Sound&Image Challenge de Macau, festival internacional de música e curtas-metragens, já recebeu mais de quatro mil candidaturas provenientes das mais “variadas regiões”, anunciou ontem a organização.

Organizado pela Creative Macau, espaço cultural que comemora este ano o 15.º aniversário, o festival avança para a oitava edição com filmes provenientes da Grécia, Egipto, Estados Unidos, Reino Unido, Irão, Portugal, Brasil, entre outros.

A organização anunciou que entre 26 de Julho e 24 de Agosto serão exibidas as curtas-metragens vencedoras das últimas edições (2010-2017).

Por ocasião do 15.º aniversário, a Creative Macau decidiu organizar este ano a exposição colectiva “Open Future”, que estará patente naquele espaço cultural entre os dias 28 de Agosto e 22 de Setembro, lê-se na nota.

“O que o futuro reserva para nós?” ou “Como podemos mudar o futuro?” são algumas das questões abordadas nas exposições de escultura, pintura, instalação, fotografia e poesia.

Em Maio, a coordenadora da Creative Macau, Lúcia Lemos, afirmou à Lusa já ter recebido pelo menos 27 candidaturas de filmes portugueses.

À data, a responsável aproveitou para revelar que um dos directores do festival internacional de Curtas de Vila do Conde, Miguel Dias, vai ser grande júri do Festival.

O Sound&Image Challenge International Festival divide-se em duas competições: a de curtas-metragens, nas categorias de Ficção, Documentário e Animação, e a de vídeos musicais. A estes prémios, a organização decidiu acrescentar este ano novas nomeações: Prémios de melhor realizador, melhor cinematografia, melhor edição, melhor música, melhor banda sonora, melhores efeitos visuais para a competição de curtas, e de melhor canção e melhores efeitos visuais para a competição de vídeos musicais, que por enquanto não têm valor monetário.

Os trabalhos finalistas vão ser apresentados de 4 a 9 de Dezembro no Teatro Dom Pedro V.

4 Jul 2018

Concurso | Candidaturas para o Sound&Image Challenge até 20 de Agosto

A organização do festival Sound & Image Challenge anunciou na Sexta-feira a abertura do período de apresentação de trabalhos para concurso, até 20 de Agosto.

O objectivo é, como nas edições anteriores, motivar os produtores locais e internacionais de curtas-metragens e música a competir em Macau, sublinhou a organização. O Sound&Image Challenge International Festival divide-se em duas competições: a de curtas-metragens [‘Shorts’], nas categorias de ‘Ficção’, ‘Documentário’ e ‘Animação’, e a vídeos musicais [‘Volume’].

Este ano, a organização só vai aceitar um filme por realizador, à excepção das produções locais, de acordo com o regulamento apresentado na tarde de Sexta-feira, em conferência de imprensa.

“A organização decidiu só aceitar um filme por realizador porque nos últimos anos recebeu milhares de trabalhos, o que dificultou a escolha dos finalistas”, disse o presidente do Instituto de Estudos Europeus de Macau (IEEM), José Luís Sales Marques, instituição fundadora e organizadora do festival anual de curtas-metragens, juntamente com o Centro de Indústrias Criativas – Creative Macau.

Os trabalhos finalistas vão ser apresentados de 4 a 9 de Dezembro no Teatro Dom Pedro V, sendo conhecidos então os vencedores nas categorias de melhor filme, melhor ficção, melhor documentário, melhor animação, melhor entrada local, identidade cultural de Macau, melhor filme da audiência, e melhor vídeo musical. A estes prémios, a organização decidiu acrescentar este ano novas nomeações.

“Estas novas categorias são mais técnicas e por enquanto não têm um prémio monetário”, explicou Sales Marques, ao apresentar os prémios de melhor director, melhor cinematografia, melhor edição, melhor música, melhor banda sonora, melhores efeitos visuais para a competição ‘Shorts’, e de melhor canção e melhores efeitos visuais para a competição ‘Volume’.

Para a competição de ‘curtas’, os trabalhos serão recebidos até 16 de Junho, sendo o prazo alargado até 20 de Agosto para os vídeos musicais.

Na edição de 2017, o Sound & Image apresentou uma colaboração com o festival internacional de Curtas de Vila do Conde. A coordenadora do Creative Macau, Lúcia Lemos, afirmou estar ainda a ser analisada a próxima colaboração, devendo ser anunciada em Julho.

19 Mar 2018

‘Curta’ de realizador sueco vence melhor filme e melhor ficção em Macau

O filme “Bitchboy” do realizador sueco Mans Berthas conquistou os prémios de melhor filme e de melhor ficção da oitava edição do festival Sound & Image Challenge de curtas-metragens, em Macua, indicou hoje a organização.

O melhor documentário foi para “Nobody Dies Here”, de Simon Panay (França), enquanto o trabalho do realizador Ishan Shukla (Índia) conquistou o prémio de melhor animação, de acordo com uma nota enviada à Lusa.

Na primeira edição do Sound & Image Challeng International a contar com a participação do festival de curtas-metragens de Vila do Conde, o realizador de Macau Chu Hio Tong conquistou o prémio Identidade Cultural de Macau com “Smell the smell”.

Também na categoria de animação, o cineasta Qichao Mao, da China, conquistou uma menção honrosa com “Revelation-The City of Haze, enquanto a escolha do público recaiu sobre “56” de Marco Huertas (Espanha).

Na categoria Volume, que distingue o melhor vídeo musical, o prémio foi para Choi Ian Sin, de Macau.

No festival competiram 44 curtas na secção “Shorts” e seis vídeos musicais competição internacional “Volume”

O festival, organizado pelo Instituto de Estudos Europeus através do Creative Macau, arrancou com a sessão “Cinema Expandido”, uma colaboração do festival internacional de Curtas de Vila do Conde e curadoria de Miguel Dias.

13 Dez 2017

Sound and Image | Festival de curtas começa hoje

São 44 os filmes finalistas que vão estar em competição em mais uma edição do festival internacional de curtas do território. O Sound and Immage Challenge regressa a Macau com um cartaz cheio. O evento começa hoje e entre a sala do Teatro D. Pedro V e o cinema Alegria vão ser exibidas um total de 51 curtas metragens.

O festival tem início com a rúbrica “Cinema expandido”, uma colaboração com o evento de curtas de Vila do Conde. Com a curadoria de Miguel Dias, vão chegar a Macau os filmes “Os deserdados” de Laura Ferrés, “Verão Saturno” de Mónica Lima, e mais sete curtas vencedoras do evento do norte do país.

A edição deste ano do festival local segue com a exibição dos filmes seleccionados para competição sendo que conta com a presença de alguns dos realizadores.

Este ano, o evento contou com uma participação recorde de candidatos. Foram mais de 4000 os filmes que deram entrada nas categorias de ficção, animação e documentário. O Sound and Image tem ainda uma secção dedicada ao território. Trata-se da rubrica “Identidade cultural de Macau” que conta, de entre os finalistas, com quatro curtas subordinadas ao tema.

Da competição faz ainda parte, à semelhança da iniciativa em anos anteriores, o concurso de vide clipes. São seis os vídeos musicais que integram a rubrica “Volume” que tem como condição obrigatória de participação, ter como banda sonora o registo musical de um agrupamento de Macau.

O Festival Internacional de Curtas de Macau vai dar lugar a três master classes: duas a cargo do realizador e já vencedor do evento em 2015, o sueco Julien Dykmans, e outra pelas mãos do cineasta e argumentista chinês Zhang Zeming.

As sessões vão decorrer diariamente entre as 14h e as 22h, à excepção do dia 8 em que a mostra termina às 17h por ser o dia da cerimónia de entrega de prémios que ocorre às 19h no Teatro D. Pedro V. As entradas são livres.

6 Dez 2017

Sound and Image Challenge recebe filmes até 20 de Agosto

Vem aí mais uma edição do festival Sound and Image Challenge International, organizado pelo Instituto de Estudos Europeus de Macau (IEEM) e pela Creative Macau. Os jovens realizadores terão a oportunidade de submeter os seus filmes até ao dia 20 de Agosto, sendo que a sétima edição do evento conta com algumas novidades. Será feita uma pré-selecção de 50 películas que depois irão a concurso.

Apesar de se manterem as categorias de Ficção, Documentário e Animação, nas competições “Shorts” e “Volume”, cai a categoria de Publicidade. “Em 2015, começámos a definir as categorias cinematográficas, mas achamos que a publicidade não fazia muito sentido, por ser algo mais televisivo. Vai ganhar mais a ficção, o documentário e a animação”, explicou Lúcia Lemos, responsável pela Creative Macau e directora do Sound and Challenge International Festival.

Outra novidade prende-se com a criação da competição “Festival Poster”, em que o projecto vencedor será a imagem oficial da oitava edição do evento. Para Lúcia Lemos, o prémio poderia ser melhor, mas é apenas um começo para que os designers gráficos de Macau possam mostrar os seus trabalhos. Entre os dias 20 de Maio e 20 de Julho, os interessados poderão submeter as suas propostas, sendo que os finalistas terão direito a uma exposição na Creative Macau, que estará aberta o público entre os dias 23 de Novembro e 30 de Dezembro.

Chamar a experiência

Em sete anos, a direcção do festival recebeu cerca de cinco mil filmes a concurso, de países tão diversos como Espanha, Estados Unidos, França ou Brasil, entre outros. Só o ano passado, o Sound and Challenge International Festival recebeu 1650 produções, que resultaram em 41 filmes nomeados.

Este ano há outra novidade que, diz Lúcia Lemos, pode representar uma maior chamada de atenção em relação ao evento: o convite de antigos vencedores para fazerem parte do júri.

“Creio que o grande júri pode atrair mais submissões. Vamos convidar os vencedores internacionais das outras edições para a competição de ‘Short Films’, e isso vai contribuir para melhorar. São pessoas da área e têm a experiência pessoal como vencedores, do nosso e de outros festivais. Vai qualificar mais ainda e dar mais autoridade [ao festival]”, sublinhou Lúcia Lemos.

Além da visualização de filmes, o Sound and Image Challenge International Festival vai integrar masterclasses e palestras sobre os filmes visionados, marcadas já para o período entre 5 e 8 de Dezembro. Logo a seguir, nos dias 9 e 10, serão transmitidos os filmes finalistas, incluindo filmes extra, cuja selecção ficou a cargo de alguns curadores convidados. A Cinemateca Paixão, que é inaugurada oficialmente este mês, poderá ser outro local para a transmissão dos filmes, mas há ainda detalhes por confirmar. Os prémios variam entre as quatro e as 20 mil patacas.

17 Mar 2017

Sound & Image Challenge | Festival de curtas-metragens arranca hoje

 

O festival Sound & Image Challenge começa hoje e vai até ao dia 11. Este ano foram nomeados 33 filmes para competição e oito videoclips musicais

 

“As expectativas são boas, naturalmente.” As palavras são de Lúcia Lemos, directora do festival e coordenadora do Centro para as Indústrias Criativas (CIC). A cerimónia de inauguração será hoje, pelas 19 horas, no histórico Teatro Dom Pedro V, com o concerto do grupo New Music Hong Kong Ensemble, que interpretará a peça “Aeolian Scriptures”.

Além do concerto, as festividades contarão com o discurso do presidente do Instituto de Estudos Europeus de Macau, entidade que, em parceria com o CIC coordena o festival, e serão apresentados os trailers dos filmes em competição. O certame decorre no Teatro Dom Pedro V de 6 a 9 de Dezembro, e na Cinemateca Paixão nos dias 10 e 11.

Amanhã, o calendário arranca em grande com a mostra do filme de Leonor Teles “Balada de um batráquio”, que venceu o Urso de Ouro de 2016 para a melhor curta-metragem do Festival de Cinema de Berlim. Em seguida, o ecrã será tomado por filmes das Filipinas, Tailândia, Singapura e China. O festival, que começou como um concurso, actualmente perfila-se como uma mostra internacional com “ambição de crescimento ao nível mundial, apesar de ser um evento organizado com poucos fundos”, confessa Lúcia Lemos.

A coordenadora acrescenta que nunca teve a intenção de tornar o festival em algo comercial, que desse avultados prémios aos vencedores, mas que proporcionasse o encontro entre diversas formas de abordar a curta-metragem. Outro dos objectivos é dar aos realizadores a possibilidade de trocarem experiências e contactarem com produtores e distribuidores.

Este ano estarão em concurso 33 filmes na competição Shorts, em contraste com os 25 do ano passado. Na secção Volume entram no concurso oito videoclips de música. Os vencedores serão anunciados no dia 9, pelas 19 horas, assim como as menções honrosas.

Inspirar a comunidade

Lúcia Lemos realça o “orgulho de ver a qualidade dos trabalhos a melhorar”, facto que considera não ser alheio ao facto de os realizadores locais participarem na análise e selecção dos filmes a concurso. “Eles percebem de cinema e têm a responsabilidade de participar na elaboração da shortlist de filmes seleccionados”, explica. É um processo que revela confiança nos criadores locais.

Outro dos objectivos do festival é dar inspiração à comunidade artística de Macau, que continua a fazer trabalhos muito ligados à cidade. Lúcia tem testemunhado o aumento da qualidade cinematográfica, algo que a enche de orgulho. “À medida que o festival vai crescendo, a qualidade dos filmes que são realizados cá cresce em paralelo”, conta a coordenadora do festival. Um crescimento simbiótico que só pode valorizar a oferta cultural de Macau.

6 Dez 2016

Curtas | Sound & Image Challenge com a maior adesão de sempre

O Sound & Image Challenge volta a marcar o final do ano, desta feita com um número recorde de participações. A organização destaca não só a quantidade de filmes recebidos, como a qualidade que coloca a iniciativa local na corrida dos melhores festivais independentes do mundo

O festival Sound & Image Challenge 2016 já tem cartaz e vai mostrar curtas-metragens entre 6 a 11 de Dezembro. A edição deste ano integra temas do quotidiano actual e, além das películas em competição, conta com filmes da China Continental, Taiwan, Macau, Singapura, Filipinas, Tailândia e Portugal, numa secção extra.

No total são 64 curtas a ser exibidas no Teatro Dom Pedro V e 50 filmes que vão ocupar a tela da Cinemateca Paixão.

Lúcia Lemos, responsável pela Creative Macau – a entidade organizadora do evento – mostra-se excepcionalmente satisfeita com a quantidade e a qualidade das curtas-metragens que foram recebidas pela entidade, tanto na secção extra, como para as secções “Shorts” e “Volume”.

“Além das 1650 inscrições que deram entrada no Centro das Indústrias Criativas, a iniciativa conta ainda com 41 filmes, além dos candidatos”, sublinha. “Embora as curtas-metragens nas duas categorias de competição não devam exceder 15 ou 30 minutos, recebemos um número recorde de trabalhos vindos de todo o mundo”, diz Lúcia Lemos, na nota de apresentação do festival.

A responsável frisa ainda a qualidade que marca a edição deste ano. “Gostaríamos de realçar a tremenda qualidade dos filmes que recebemos e de destacar o tratamento de temas globais actuais, como é o caso dos campos de refugiados em várias regiões do mundo”, menciona Lúcia Lemos na mesma nota.

Fará também parte do programa uma masterclass e a participação de profissionais do cinema. A master estará a cargo de Cheng Liang, que apresentará a sua curta-metragem “City of Black and White”, um filme composto por três histórias mudas.

Filmes do mundo

Os filmes selecionados para as competições “Shorts” e “Volume” vieram dos Estados Unidos, Europa, Médio Oriente, América do Sul, Sudeste Asiático, China e Macau o que, segundo Lúcia Lemos, “mostra que um número crescente de realizadores tem interesse por um festival de cariz independente e sem ser convencional”.

Para a responsável, a adesão poderá ter que ver com as particularidades do território anfitrião: “Um festival possivelmente inspirado pelos sedutores 450 anos de história que Macau possui enquanto ponto de encontro entre o Oriente e o Ocidente”.

Lúcia Lemos não deixa de mencionar o papel do cinema enquanto forma de comunicação. “O cinema é o tipo de entretenimento mais democrático, porque nos permite a ligação a outras culturas sem as invadirmos e tem o poder de mudar vidas alterando a percepção do mundo real”.

O Festival Internacional Sound & Image Challenge tem como objectivo, nas palavras de organização, “tornar-se uma referência no âmbito de festivais deste género”.

 

 

 

Programa

 

6 de Dezembro

Cerimónia de Abertura no Teatro D. Pedro V – 19h

7 de Dezembro

Projecção de filmes extra com conversa depois da exibição – 14h às 22h

Masterclass do realizador Cheng Liang – 19h

8 de Dezembro

Projecção dos filmes nomeados para a secção “Shorts” – 9h30 às 22h

9 de Dezembro:

Projecção dos filmes nomeados para a secção “Volume” com conversa depois da exibição – 14h às 15h

Projecção de filmes extra com entrevistas após a exibição – 15h30 às 17h

Cerimónia de gala de entrega de prémios – 19h às 21h30

Cinemateca Paixão

10 de Dezembro

Projecção de filmes nomeados das secções “Shorts” e “Volume” – 14h às 22h

11 de Dezembro

Projecção de filmes extra – 14h às 15h30

Projecção de filmes nomeados da secção “Shorts” – 15h30 às 22h

23 Nov 2016

Sound & Image Challenge | Abertas inscrições para 7ª edição

Já começaram os preparativos para aquele que será o sétimo Sound & Image Challenge, numa iniciativa da Creative Macau e de cariz internacional rumo à promoção local da criação audiovisual. As inscrições para a recepção de filmes e videoclipes estão abertas e dia 2 de Abril já há um evento

Estão abertas as inscrições para que aconteça entre 6 e 11 de Dezembro mais uma edição do festival de curtas de Macau Sound & Image Challenge, organizado pela Creative Macau. Com uma periodicidade anual, este é o momento local de excelência dedicado às curtas-metragens em que se pretende estimular a produção cinematográfica, bem como incentivar os produtores do exterior a competir em Macau. Por outro lado é também seu intuito promover de modo geral a cultura audiovisual .
Para isso, são realizados dois concursos: o “Shorts”, que incorpora quatro categorias principais – ficção, documentário, publicidade e animação, bem como filmes que integrem os valores de Macau dentro dessas mesmas categorias – e o “Volume” para a produção de vídeos musicais de bandas de Macau.
As submissões para o concurso estão abertas, sendo que o período termina no próximo dia 16 de Junho. Para os participantes do Volume, está disponível a lista de canções de bandas locais através do site do concurso (www.soundandimagechallenge.com.mo), sendo que os interessados poderão ainda utilizar temas à sua escolha desde que sejam de Macau. Farão parte do júri profissionais da indústria audiovisual e vídeo-musical.
No “Shorts”, o júri da pré-selecção é constituído por Alice Kok, artista e curadora, António Caetano Faria, realizador e produtor, Emily Chan, realizadora e argumentista, Lorence Chan, realizador, e João Cordeiro também membro do júri de pré-selecção.
Cada concorrente poderá participar com um máximo de três filmes originais, sendo que as respectivas produções terão que ter data de término entre 1 de Janeiro de 2015 e 16 de Junho de 2016.

Palcos especiais

Esta edição conta novamente com a utilização de dois espaços privilegiados de Macau: o Teatro D. Pedro V, que será o espaço das “honras da casa” e acolherá a recepção das cerimónias de abertura e entrega de prémios, a mostra das curtas finalistas, para votação da audiência para o prémio “Melhor Filme do Público”, extensões, estreias e será ainda o lugar de encontro com os realizadores internacionais que virão a Macau expressamente para o Sound & Image Challenge.
O outro espaço eleito foi a Cinemateca Paixão, conhecida pela sua dedicação à divulgação da cultura cinematográfica em Macau, onde irá decorrer entre 10 e 11 de Dezembro um programa mais concentrado na mostra de filmes e videoclipes musicais, tanto finalistas com premiados. Será também o palco de encontro entre os realizadores internacionais e locais.

Sucesso em números

Segundo a organização, o festival terá sido um “tremendo sucesso” em 2015, com destaque para a “qualidade representada nos 680 filmes submetidos, com proveniência de 65 países, não descurando a participação na área musical com a recepção de 45 videoclipes”. E como sem público não há “festa”, a organização salienta também o interesse crescente da população local.

Simpósio no MAM

O dia 2 de Abril é a data marcada para um simpósio acerca de filmografia, já inserido no âmbito do SIC 2016. O encontro a ter lugar no Museu de Arte de Macau convida os oradores Joyce Yang, crítica de cinema e membro da FSCHK, Sam Ho, curador do festivais de cinema e escritor, Albert Chu, realizador e produtor, e João Cordeiro, designer de som e animação, sendo moderado por Alice Kok e Benjamin Hodges, professor de produção de vídeo e multimédia.

Categorias e prémios

Melhor Evento do Festival – 20 mil patacas
Melhor Ficção – 10 mil patacas
Melhor Documentário – 10 mil patacas
Melhor Animação – 10 mil patacas
Melhor Publicidade – 10 mil patacas
Melhor Local – 10 mil patacas
Identidade Cultural de Macau – 10 mil patacas
Prémio do Público – 3 mil patacas
Melhor VOLUME – 10 mil patacas

23 Mar 2016

Sound & Image Challenge | Creative e IEEM lançam festival cinematográfico de 1 a 7 de Dezembro

Mostra de filmes, conversas e muita festa. É em Dezembro. A organização do concurso Sound & Image Challenge lança uma semana dedicada à Sétima Arte. Os eventos são no Teatro D. Pedro V e no Cinema Alegria. A entrada é livre

De 1 a 5 de Dezembro, o Teatro D. Pedro V vai transformar-se numa sala de cinema. A Creative Macau e o Instituto de Estudos Europeus (IEEM) organizam, durante uma semana, um festival dedicado à visualização de filmes, todos finalistas do concurso Sound & Image Challenge, lançado durante este ano. Mas a organização não se fica por aqui e apresenta ainda workshops. Dos quatro cantos do mundo chegam documentários, animação, ficção e publicidade.
Além disso, este ano o concurso deu asas à imaginação e vai dar uma oportunidade a cantores e bandas locais. Algo que vai permitir a visualização de videoclips feitos com música composta por talentos de Macau.
A abrir a semana, na terça-feira dia 1 de Dezembro, está a cerimónia de abertura do Festival, que arranca com o concerto do quarteto New Music Hong Kong Ensemble, com hora marcada para as 19h00. Segue-se a projecção do documentário “Retrospectiva”, da própria organização, e entregas de prémios, além da projecção dos trailers dos filmes finalistas do concurso em todas as categorias.
O evento, que tem entrada livre, continua no dia 2 de Dezembro com uma actividade especial: a mostra de filmes vencedores do 12º Black & White International Audiovisual Festival 2015. A partir das 15h00, podem ser vistos os filmes “Preto ou Branco”, de Alison Zago, do Brasil, “Cabeza de Caballo”, do espanhol Marc Martinez, e ainda o documentário alemão “Sorrounded” e a animação espanhola “Canis”, entre outros.
O festival de Macau entra em cena às 19h00 – estendendo-se até às 21h00 – com as melhores curtas de Ficção. “Still in Time” (Espanha), “The fantastic love of Beeboy and Flowergirl” (Alemanha), “Laura” (Espanha), “The Purplish love” (Hong Kong) e “The Wall” (França). Há ainda oportunidades para troca de impressões com os realizadores antes e depois da sessão.
O dia 3, quinta-feira, arranca com os finalistas do concurso Volume do Sound & Image Challenge deste ano. Videoclips de bandas locais vão poder ser vistos das 15h00 às 16h00. “Sleepwalker”, de Forget the G, “Odyssey”, dos Concrete/Lotus, “Romantic Film”, de Crosshair e “Business Suit Morning Struggle”, dos Turtle Giant, foram algumas das músicas escolhidas por realizadores de Macau e Espanha para a produção de videoclips.
Das 19h00 às 21h00 seguem-se os documentários merecedores de destaque no concurso deste ano. “A journey”, “Aldona”, “Yaar”, “Bad Boy Breathing” e “Hide and Seek” são os nomes das películas desta categoria, trazidas até Macau por realizadores da Bélgica, Espanha, Polónia e Dinamarca.

Falar de Macau e de cinema

O festival continua na sexta-feira, das 15h00 às 21h00, com um destaque especial: Macau Cultural Identity traz ao grande ecrã filmes que se focam nas mais bonitas e tradicionais características de Macau. Destaques para os filmes “The Identity of the Egg Tart”, de Kenny Leong, “The Other Half”, do realizador português João Luís, e “Jason Lei”, de Pharrel Ho.
Seguem-se as curtas de Animação – que integraram a competição deste ano e que chegam todas da Europa – e as películas da categoria de Publicidade, que apresentam, entre outras, “What Makes Hong Kong Asia’s World City”, de João Seabra, e “Anti-Smoking PSA”, do local Cheok Wai Lei.
Mas o fim-de-semana vai dar que falar e não só por causa dos filmes. A Creative e o IEEM trazem ainda simpósios com entrada livre, a terem lugar no sábado no Teatro D. Pedro V, e a exibição de um filme antes da entrega dos prémios aos vencedores do Sound & Image Challenge. (ver caixa)
Nesse mesmo dia está marcada ainda uma ‘after-party’, a partir das 22h30, na Live Music Association, com Djs locais e bandas cujas músicas foram seleccionadas para os videoclips finalistas e vencedores.
O festival continua no sábado e no domingo, mas no Cinema Alegria, a partir das 16h00 e até às 19h15. Aqui serão mostrados todos os filmes vencedores do Sound & Image Challenge.
A Creative convida ainda o público a votar no seu filme preferido, de forma a que também a audiência possa participar na escolha de um dos prémios a atribuir. Os prémios – que contam com o patrocínio do BNU, Fundação Oriente e Macaulink – totalizam 83 mil patacas. Do júri do concurso fazem partes nomes como Alice Kok, James Jacinto, Rui Borges, Yves Sonolet, Vicent Cheong, Miguel Khan, Zhang Zeming, João Francisco Pinto e Mário Dorminsky, todos da área do Cinema, Artes e Música.

Simpósios

Dia 5 de Dezembro, Teatro D. Pedro V
10h00 às 12h00

“Programação, Apresentação e Entrega à Audiência” (Álvaro Barbosa, reitor da Faculdade de Indústrias Criativas da Universidade de São José, Mário Dorminsky, fundador e director do Fantasporto, João Francisco Pinto, director de programas da TDM)

13h30 às 15h30
“Contar histórias com a câmara” (Zhang Zeming, realizador, produtor e guionista, Albert Chu, realizador e presidente da Associação CUT, Gonçalo Ferreira, colorista para Motion Pictures, Margarida Vila-Nova, actriz, Ivo Ferreira, realizador)

16 Nov 2015