TIMC | Pixels e ARI and The Party Animals trazem novidades este fim-de-semana 

Por um lado, os Pixels, banda de tributo aos Pixies, que trazem novas músicas. Por outro, ARI junta-se ao projecto The Party Animals que pretendem reunir num só palco a energia de músicos profissionais que já tocaram em bares de casinos e hotéis. Eis os espectáculos deste fim-de-semana do festival This is My City

 

Integrados no cartaz deste ano do festival This is My City (TIMC), os Pixels e ARI and The Party Animals actuam esta sexta-feira e sábado, respectivamente, na discoteca D2. São duas noites que prometem ser, acima de tudo, diversas e divertidas, mas também repletas de novidades.

Os Pixels, banda de tributo aos Pixies, trazem músicas novas, enquanto ARI and The Party Animals resolveram introduzir um novo conceito junto do público de Macau, a fim de concretizarem novas experiências em palco.

Ao HM, Nuno Gomes, membro integrante dos Pixels, levantou a ponta do véu daquilo que os amantes da banda poderão ouvir amanhã. Recentemente os Pixels deram um concerto no Live Music Association (LMA) e o espectáculo no D2 será um pouco a extensão desse evento.

“Quando demos o concerto no LMA o público pediu mais duas músicas e ficamos com pena de não as podermos tocar. Decidimos aprender essas músicas”, contou.

Desta forma, “o público pode esperar músicas melodicamente bonitas, típicas do pop rock, e também uma ou outra música mais punk”. “Temos mais de 20 músicas preparadas e quem é fã de Pixies vai, de certeza, adorar o nosso concerto. Quem não conhece vai lá ter as músicas icónicas da banda, como o ‘Where’s My Mind?” Ou “Here Comes Your Man” e será surpreendido com uma parte dos Pixies mais visceral”, acrescentou Nuno Gomes.

Quem também actua no D2 amanhã é o músico Ryan Carroll, que já trabalhou com Nuno Gomes em outros projectos musicais. “Vai ser uma excelente noite pela diversidade musical. O Ryan Carroll já tocou comigo e outro músico numa banda que tivemos e é um músico de eleição em Macau.”

Para os Pixels, o concerto de amanhã no D2 será uma espécie de encerramento para um período de reflexão. “As pessoas adoram e temos tido uma boa adesão, mas como tocamos músicas dos Pixies receamos estar a ficar repetitivos. Estamos a pensar fazer uma paragem depois do TIMC, dar um grande espectáculo no D2 e descansar depois durante uns tempos e ver se há vontade de continuar. Não queremos saturar as pessoas, mas a intenção é continuar e aprender mais músicas”, adiantou Nuno Gomes. A noite encerra com o DJ Set dos Trainsportters.

Recordar o Bellini ou Lion’s

ARI, músico nascido em Macau e conhecido pelas suas sonoridades funk, decidiu juntar a sua banda, os ARICLAN, ao projecto The Party Animals, composto por vários músicos de Macau, de várias nacionalidades. O espectáculo acontece no sábado e promete ser uma experiência que poderá atingir novos rumos, contou ARI ao HM.

“Pensámos em apresentar ao público, nesta edição do TIMC, uma espécie de entretenimento. Algo diferente da parte de uma banda, pois vamos tocar canções, mas também temos elementos diferentes para interagir com o público. Chamemos-lhe uma experiência musical, pois queremos levar a música a um outro nível na sua relação com o público”, contou.

ARI, nascido em Macau, tem já uma vasta experiência como músico, que teve início ainda adolescente em Hong Kong. Depois da participação num concurso televisivo para músicos, fundou a sua banda, “What The Fuck”, que viria a mudar de nome para ARICLAN, em 2018.

Sobre a fusão com os The Party Animals, ARI não sabe ainda onde é que essa experiência o vai levar, mas diz querer recordar os tempos em que bares como o Bellini, no Venetian, e o Lion’s, no MGM, tinham as portas abertas com música ao vivo. Até porque grande parte dos músicos que compõe os The Party Animals tocaram lá.

“É como se pegássemos em todos os músicos que têm experiência em tocar vários tipos de canções e juntá-los num grupo só. É como juntar a energia de espaços como o Lion’s e o Bellini num só lugar”, exemplificou.
ARI espera, com os The Party Animals, dar um primeiro passo que os possa levar no futuro a crescer enquanto banda. “Será a primeira apresentação deste projecto. Se as pessoas ficarem interessadas podemos começar a tocar novamente em hotéis, por exemplo, e criar aqui uma série de espectáculos. O nosso primeiro passo é ter reconhecimento em Macau, mas temos de nos desenvolver um pouco mais enquanto banda. Os The Party Animals querem ir a muitos eventos agora, ter muita exposição, para ver o que podemos construir.”  A noite fica completa com um DJ Set de Lobo Ip.

As portas do D2 abrem às 22h30, tanto na sexta-feira como no sábado, e os espectáculos começam às 23h. Os bilhetes custam 180 patacas e dão direito a duas bebidas.

11 Nov 2020

Música | Pixies de Macau ao vivo no palco do LMA sábado às 21h30

Nascidos da frustração de não poder ver a banda de Black Francis e Kim Deal ao vivo em Hong Kong, os Ou Mun Pixels dão o segundo concerto da sua curta carreira no LMA, no próximo sábado. A interpretação dos clássicos dos Pixies vai estar a cargo de seis músicos locais, movidos pela paixão à banda de Boston. O vocalista Nuno Gomes contou ao HM como nasceu o grupo

Aí vêm os Ou Mun Pixels, a banda local de tributo aos imortais Pixies, acabadinha de se formar e com um concerto apenas na bagagem, rumo ao LMA para tocar no sábado os hinos imortais da banda de Black Francis e Kim Deal.

A estrada até chegar à Coronel Mesquita começou com um desafio, entre cervejas no OTT, depois de uma má notícia: o cancelamento do concerto de Pixies em Hong Kong, que estava marcado para o passado dia 3 de Março. “Devido à porcaria do vírus, o concerto foi cancelado. Nesse mesmo dia, perguntei ao Marco se ainda tinha o baixo e disse-lhe que devíamos trazer os Pixies a Macau”, conta Nuno Gomes, vocalista dos Ou Mun Pixels, banda que estava prestes a formar-se. “Estás maluco?” foi a questão com que o amigo respondeu. Nuno insistiu “nós vamos ser os Pixies”. Depois de desafiar Marco Man a tocar na viola-baixo as linhas de Kim Deal, ficou decidido começar uma banda de tributo aos autores de “Where is my mind”, “Debaser” e outros tantos hinos do rock alternativo do final dos 80/início dos 90.

Tomava forma o embrião do que viriam a ser os Ou Mun Pixels. A acompanhar Nuno Gomes na voz e Marco Man no baixo, a banda conta com Daniel Ricardo e João Kruss Gomes nas guitarras, Lisa Wong na voz e Pedro Lagartinho na bateria.

Com um percurso que o levou a passar por várias bandas, Nuno Gomes começou a tocar baixo ao mesmo tempo que se apaixonava pelos Pixies. “Ia para o quarto e não saía de lá enquanto não tocasse o baixo de todas as músicas. Os Pixies são algo que sempre esteve muito presente na minha vida, são a minha banda preferida.”

Saída do estúdio

Quando as versões dos Pixies ficaram maduras, à custa de treino, ensaios e horas a ouvir música, chegava a altura de passar para a partilha com o público. Mesmo a preparação trouxe muitos momentos de puro deleite musical. “Trabalhámos muito nos ensaios e foi um prazer voltar a ouvir Pixies com tanta intensidade.

Preparei-me para chegar ao palco, seria incapaz de iniciar o concerto mal preparado”, conta Nuno Gomes.

Depois de amadurecerem em privado, veio o primeiro concerto. O local para o baptismo de palco dos Ou Mun Pixels acabou por ser o The Roadhouse Macau, no passado dia 16 de Maio. Para tal, bastou filmar um ensaio da banda, com o trabalho audiovisual a cargo de Filipe Faísca.

O gerente da casa no Broadway não teve dúvidas quando viu o ensaio e convidou-os para tocar. A banda não quis nada em troca, além do jantar e bebidas, para encher o Roadhouse.

Depois da recepção mais que positiva no primeiro concerto, os Ou Mun Pixels preparam-se para “dar um grande espectáculo da melhor interpretação possível de Pixies que conseguimos”, conta o vocalista.

O concerto começa às 21h30 e a entrada custa 150 patacas, com direito a bebida grátis. O LMA que se prepare.

3 Jun 2020