João Luz SociedadeMpox | Jovem residente internado no Hospital São Januário Os Serviços de Saúde revelaram ontem terem sido notificados na terça-feira para um caso de Mpox importado relativo a um jovem residente de Macau. O doente desenvolveu sintomas como febre, dores de cabeça e musculares durante uma viagem ao exterior a 18 de Agosto. No dia seguinte, surgiu-lhe uma erupção cutânea, mas o jovem não procurou assistência médica e preferiu automedicar-se. Após o regresso a Macau, na segunda-feira, o jovem dirigiu-se ao Hospital Kiang Wu para receber tratamento e acusou positivo no teste à Mpox. Como os sintomas persistiram, acabou por recorrer ao Centro Hospitalar Conde de São Januário, onde ficou internado. Os Serviços de Saúde indicaram ontem que o seu estado de saúde é estável e os familiares não apresentam sintomas, mesmo assim serão vacinados como medida preventiva. Segundo os Serviços de Saúde, o doente teve relações sexuais de alto risco durante o período de incubação, numa viagem ao exterior. As autoridades acrescentam que o doente alegou não ter tido relações sexuais de alto risco em Macau, nem após o aparecimento de sintomas, nem entrou em contacto com roedores ou primatas. Os Serviços de Saúde recomendam aos residentes “práticas sexuais seguras” e que evitem “práticas sexuais de alto risco, nomeadamente práticas sexuais ocasionais ou com vários parceiros sexuais”.
Hoje Macau China / ÁsiaPequim confirma primeiro surto de nova variante do vírus Mpox A China confirmou ontem o primeiro caso da nova variante clade Ib do mpox (varíola dos macacos), que remonta a um cidadão estrangeiro com historial de viagens e residência na República Democrática do Congo. De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) do país asiático, as cidades de Pequim e Tianjin e as províncias de Guangdong e Zhejiang activaram um mecanismo conjunto de prevenção e controlo para o rastreio epidemiológico, encontrando mais quatro casos em pessoas infectadas, após contacto próximo com o estrangeiro. “Apresentam sintomas como erupções cutâneas e herpes zoster, que são relativamente ligeiros. As pessoas infectadas estão a receber tratamento médico e a ser observadas. A epidemia está a ser eficazmente controlada”, declarou o centro num breve comunicado. No dia 14, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou uma emergência sanitária internacional devido à propagação da varíola dos macacos, especialmente em África, onde foram registados milhares de infecções e centenas de mortes. Apenas dois dias depois, as autoridades chinesas anunciaram um reforço de seis meses das medidas de vigilância nas suas fronteiras para evitar a entrada do vírus, obrigando todos os aviões e navios provenientes de zonas afectadas pela doença a cumprir medidas sanitárias. A China está também a desenvolver uma vacina contra a doença, que já se encontra na fase de investigação clínica. Contagiosa e mortífera A Suécia confirmou o primeiro caso da variante clade 1b fora de África a 15 de Agosto. A Tailândia confirmou o primeiro caso na Ásia a 22 de Agosto. O alarme da OMS no Verão passado centrou-se na rápida propagação e na elevada mortalidade em África desta nova variante (clade Ib), da qual foram identificados vários casos fora do continente em pessoas que viajaram para partes de África. Esta variante difere da clade II, que causou um violento surto em África em 2022, bem como centenas de casos na Europa, na América do Norte e em países de outras regiões, e que já levou à declaração de uma emergência sanitária internacional entre 2022 e 2023. O mpox é uma doença infecciosa que pode causar uma erupção cutânea dolorosa, gânglios linfáticos inchados, febre, dores de cabeça, dores musculares, dores nas costas e falta de energia.