Teatro e dança na agenda do Festival Fringe para este fim-de-semana

O cartaz da 20ª edição do Festival Fringe prossegue este fim-de-semana com vários espectáculos e actividades que decorrem em vários espaços culturais do território, incluindo a Fundação Rui Cunha ou o Jardim Cidade das Flores, na Taipa. Os bilhetes já se encontram esgotados

 

Este fim-de-semana será repleto de actividades e espectáculos inseridos no cartaz da 20ª edição do festival Fringe, uma iniciativa do Instituto Cultural (IC). Uma dessas iniciativas acontece este domingo, dia 31, pelas 17h30, na Fundação Rui Cunha, e intitula-se “Fringe Chat”. Nesse dia, críticos do interior da China e de Macau vão discutir com o público e os artistas “as características e os ritmos” do festival.

Até domingo está também patente, no Jardim Cidade das Flores, na Taipa, a “Exposição de Arte para Todos”, que permite ao público expor as suas criações. As portas deste evento fecham às 20h.

Outra apresentação do Fringe que acontece esta semana é a série “Crème de la Fringe: Todos Fest!”, onde se insere o espectáculo “Dança Simbiótica em Plena Expansão”, coreografado por yuenjie MARU, de Hong Kong, e onde participam pessoas com deficiência mental e física, numa demonstração de que “todos podem dançar apesar das suas diferentes capacidades e condições físicas”. Este espectáculo acontece no sábado e domingo às 16h no Centro Cultural de Macau.

Também no sábado e domingo, às 13h, 15h e 17h acontece o espectáculo de marionetas “A Distância entre o Oceano e Nós”, da companhia Puppet Theatre, no primeiro andar do espaço Cooperativa Sem Distância. Todas as marionetas usadas neste espectáculo foram feitas com resíduos marinhos recolhidos na praia, onde a ideia é improvisar histórias sobre o mar. Depois do espectáculo decorre um workshop de produção de marionetas, além de decorrer no local a “Exposição de Marionetas de Resíduos Marinhos”.

Humor em palco

Esta sexta-feira e sábado acontece também o espectáculo de comédia “Uma Luta de Cavalheiros com Trocadilhos e Chá”, de Chan Si Kei. Trata-se de uma “batalha de humor entre o dim sum e os pauzinhos” na Casa de Chá Tai Long Fong que “combina várias formas de arte performativa oral, como conversas cruzadas em chinês, diálogos espirituosos e comédia stand-up, para responder à procura de entretenimento por parte de diversos tipos de público”. O espectáculo é em chinês e acontece às 20h.

Sábado e domingo são também dias para as últimas subidas ao palco do espectáculo “O Enigma da Actriz”, da Associação Brotherhood Art. Este decorre no Cinebrew Bar às 12h, 14h30 e 17h de sábado e às 12h de domingo, contando com dramaturgia e encenação de Ng Ka Wai e Fok Ka Hang. Esta peça teatral foca-se na história de uma actriz que é encontrada morta num bar. A partir daí são identificados cinco suspeitos, que são levados para o local para a investigação. Todos os suspeitos têm uma relação estreita com a falecida e cada um tem um motivo oculto, mas só um deles é o assassino.

No domingo tem também lugar a peça “A Caixinha de Tesouros da Avó”, de Lei Ka Mei, um espectáculo muito virado para as memórias. A história é “adaptada da história de vida da criadora e revela o segredo da caixa do tesouro, contando a história de como uma avó e o seu neto passaram por diferentes fases da vida juntos, buscando transmitir ao público a felicidade de cuidar e ser cuidado”. Esta peça acontece às 11h30 e 15h no edifício dos serviços sociais de Pou Tai.

Na Praça Jorge Álvares está também patente a instalação “Foco para – Libertar”, um projecto de Kathine Cheong e Sueie Che onde o público poderá apreciar as obras criadas a partir das ondas cerebrais de estranhos.

28 Jan 2021

Fringe | Experiência criativa alia meditação a imagens em movimento

Numa experiência que associa ondas cerebrais a imagens, “Focus to – release” incentiva os participantes a meditar, aproveitando esse momento para criar arte. A curadora do projecto, Kathine Cheong, revelou-se satisfeita com a continuidade do Festival Fringe e com a escolha de locais públicos, como mercados e praças, para a apresentação de espectáculos

 

O festival Macau City Fringe traz ao público a experiência criativa “Focus to – release”, de Kathine Cheong e Sueie Che. Em sessões que duram aproximadamente meia hora, a experiência procura associar ondas cerebrais a imagens em movimento, enquanto promove o bem-estar das pessoas. A actividade decorre no Estaleiro Naval nº2, com sessões entre amanhã e segunda-feira.

“Os participantes escolhem um aroma e depois meditam com taças tibetanas para entrarem num estado de relaxamento. As suas ondas cerebrais são captadas por um dispositivo e as imagens do aroma vão mudar de acordo com o estado de foco ou libertação”, descreve o programa.

Kathine Cheong explicou ao HM que a ideia surgiu no seguimento de um projecto académico de Sueie Che. A designer de media digital no projecto de graduação explorou o uso de ondas cerebrais associado a vídeos de animais, na esperança de captar a atenção das pessoas sobre temas relacionados com a vida. Licenciada em Psicologia, Kathine Cheong considerou interessante associar ondas cerebrais a meios relacionados com a arte.

“Apercebi-me que, especialmente durante o período da pandemia, as pessoas não têm nada para fazer, só podem ficar em casa, não podem viajar, e mesmo quando ficam em casa por vezes têm de trabalhar, não se sentem realmente relaxadas”, observou Kathine. Assim, surgiu a ideia, de por um curto período de tempo, incentivar ao relaxamento através de meditação, aproveitando esse momento para criar trabalhos artísticos, com imagens em movimento das suas ondas cerebrais.

Durante a experiência, os participantes contam com a presença de uma consultora de saúde e bem-estar que ajuda com a secção de meditação. “Durante a secção de meditação, os participantes usam um detector de ondas cerebrais e sentam-se ou deitam-se no tapete, para relaxarem”, explicou Kathine Cheong. Pela natureza da actividade, o participante acaba por não observar todo o processo.

Há dois tipos de bilhetes disponíveis. Por um lado, o de participante, restringido a maiores de 18 anos. Quem quiser apenas observar o processo criativo pode comprar um bilhete diferente, permitido a partir dos 16 anos. No caso de a sessão ser com audiência é admitido um máximo de seis indivíduos no local. O objetivo é usufruírem da atmosfera e da projecção em directo do vídeo das ondas cerebrais dos participantes.

Os produtos artísticos resultantes da experiência vão posteriormente ser exibidos numa instalação na Praça Jorge Álvares, de 30 de Janeiro a 28 de Fevereiro.

Apostar no local

Esta é a primeira série do programa “Focus to” a ser lançada, mas as autoras esperam fazer mais colaborações com o conceito de ondas cerebrais, aliado a espectáculos, dança ou música. O evento conta com o apoio da Art Jam Cultural Association, criada no ano passado por Kathine Cheong. O objectivo do grupo é “ter uma criação de arte interdisciplinar” que junte música, dança ou outras áreas como a psicologia a meios digitais. Se o contexto da pandemia apresenta dificuldades, a curadora entende que também é uma oportunidade para o auto-conhecimento e perceber o que se pretende fazer.

“Especialmente em Macau, a fronteira está fechada, não podem entrar artistas estrangeiros, não podemos ver actuações do exterior. (…) Podemos aproveitar esta oportunidade para mostrar mais as nossas competências ou conceitos criativos. Também para outras associações, é uma óptima oportunidade para as pessoas verem os artistas e a arte de Macau”, disse.

Kathine Cheong olha também para o Fringe City Festival como uma plataforma para se mostrarem conteúdos em formatos diferentes de outros festivais organizados pelo Instituto Cultural, revelando-se “muito contente” por ter sido novamente organizado este ano. A curadora considera que o cartaz é mais próximo da população de Macau, nomeadamente pela arte ser exibida em frente às pessoas em locais pouco usuais.

“Normalmente, quando vemos espectáculos é sempre no teatro ou na ‘black box’, mas de alguma forma neste festival podem ser vistos no mercado, numa praça normal, ou mesmo um flash mob em áreas diferentes em Macau. Acho que é muito importante e um festival muito especial que se deve continuar a organizar”, frisou.

22 Jan 2021

Festival Fringe sai à rua para ensinar Macau a dançar

Integrada na 20.ª edição do Festival Fringe, a série “On Site” arranca já na próxima semana, focada em levar a dança contemporânea às ruas de Macau. Para o director artístico da iniciativa, Mao Wei, esta é uma boa forma de ensinar “o que é um espectáculo de dança”. Os nove programas previstos incluem ainda workshops, espaços de conversa, espectáculos de dança, jogos e actuações improvisadas

 

“Porque é que as pessoas querem ir ao cinema ver filmes e não querem ir ao teatro assistir a um espectáculo de dança contemporânea, inclusivamente quando os bilhetes são mais baratos?”

A pergunta é de Mao Wei, director artístico da iniciativa “On Site”, uma série de espectáculos dedicados à dança contemporânea, que marcam o início da 20.ª edição do Festival Fringe na próxima semana.

Para Wei, uma iniciativa como o “On Site” é extremamente importante para Macau, sobretudo porque “a adesão à dança contemporânea em Macau é muito mais lenta do que nos países americanos ou europeus”.

“As pessoas não têm o hábito de ir assistir a um espectáculo de dança, nem conhecimento para deslindar o que significa ‘contemporâneo’ neste contexto. Na minha opinião isto acontece porque, muitas vezes, as pessoas não sabem o que é um espectáculo de dança, nem o que se passa dentro de uma sala de espectáculos”, disse ontem Mao Wei ao HM, antes de uma conferência de imprensa que serviu para detalhar a programação da série “On Site”.

Por isso mesmo, a iniciativa inclui nove programas que prometem transplantar dançarinos de Macau e da China, dos palcos para a malha urbana da cidade. Além de espectáculos de música e dança, estão ainda previstos workshops de prática corporal, espaços de conversa, jogos e actuações improvisadas onde todos podem participar.

“Viajante do Corpo” é uma dessas performances que vai tomar as ruas de Macau em quatro geografias diferentes, nos dias 22 e 23 de Janeiro. Sem iluminação ou cenografia, o Largo de S.Domingos (11h do dia 22), o Largo do Pagode do Bazar (15h do dia 22), o Jardim da Fortaleza do Monte (11h do dia 23) e o terraço da Ponte 9 (15h do dia 23) farão de palco para as interpretações de peças de dança executadas por Lin Ting-Syu, bailarino indicado para o Prémio Artístico Taishin, Yang Shih Hao, artista de roda acrobática, o Ghost Group, grupo de dança contemporânea e outros artistas.

Para Tracy Wong, curadora da iniciativa “On Site”, “Viajante do Corpo” é a “introdução ideal para quem não sabe nada de dança contemporânea”, porque, além de ser uma experiência única ao ar livre, tem o condão de aglutinar diferentes estilos de dança.

“No teatro só é possível ver o corpo dos artistas, a forma como ele pressente as emoções e o significado dos movimentos. Mas quando levamos o espectáculo para a frente de edifícios ou vistas e Macau, há uma química diferente (…) é possível apercebermo-nos do panorama geral e sentir o momento por inteiro, o céu, talvez os pássaros e as pessoas à volta”, partilhou com o HM.

Improvisos e prazos de validade

Agendado para as 15h00 do dia 21 de Janeiro, a iniciativa baseada no conceito de improvisação “ImprovFlashMob”, pretende propõe que o público se junte ao músico local Bruce Pun, para dar corpo ao som e improvisar danças no largo de S. Domingos.

Aberta à criatividade dos particiantes está também a iniciativa “Open Space”, prevista para os dias 22 e 23, e que será um espaço de dança livre ao som de música contemporânea, que ficará, uma vez mais, a cargo de Bruce Pun.

Já para “aqueles que depois dos espectáculos ficaram interessados em saber como é que os artistas desenvolvem o corpo ou o próprio conceito artístico”, explica Tracy Wong, estão previstos três workshops entre as 20h30 e as 22h00 dos dias 19, 20 e 21. As sessões ficarão a cargo de Dong Jilan, Wang Peixian e Allen Zhou.

Outro dos destaques, desta vez debaixo do tecto das Oficinas Navais Nº1 do Centro de Arte Contemporânea de Macau, é o espectáculo “Um Passo para o Teatro: Prazo de Validade”. Com espectáculos agendados para as 20h00 dos próximos dias 22 e 23, a ideia passa, segundo a curadoria, “por abordar a necessidade de aproveitar o momento e de não pensar demasiadamente no futuro”. Conceito que ganha novos contornos, quando enquadrada no actual contexto da pandemia.

“A pandemia levou-nos a pensar muito sobre distanciamentos e que tudo na vida tem um prazo de validade, quer seja a comida que compramos ou os telemóveis que usamos. Não vale a pena pensar quando é que isto vai acabar.

Ninguém sabe. É como um relacionamento. É impossível saber durante quanto tempo consegues manter uma relação. Escolhemos este espectáculo para fazer as pessoas pensar sobre o que é o prazo de validade e o que vem depois disso”, explicou Tracy Wong.

Ao longo de toda a iniciativa será ainda possível participar no jogo “Pegadas On Site”, em que os participantes poderão recolher autocolantes que podem ser trocados por bilhetes para o espectáculo “Um Passo para o Teatro: Prazo de Validade” e para o evento “Espaço de conversa”, onde é possível interagir com artistas.

13 Jan 2021

Fringe apresenta espectáculos para animar Coloane

No total, o Festival Fringe vai apresentar no próximo fim-de-semana, em Coloane, um total de oito espectáculos diferentes apropriados para toda a família. Integrados no tema “Festival de Teatro de Marionetas e Objectos em Coloane” da série especial “Crème de la Fringe”, os destaques vão para “Caminhada Nocturna: Porquê?”, uma produção de Taiwan, que promete guiar o público ao longo de uma caminhada “destinada a despertar a consciência para o som, a luz e a sombra.

Outro destaque é “Mercado de Estórias”, um espectáculo que inclui uma série de caixinhas de estórias intrigantes e únicas, com orifícios que permitem ao público espreitar o mundo deslumbrante criado por um marionetista do Rolling Puppet Alternative Theatre. Ambos os espectáculos incluem sessões da manhã e da tarde nos dias 18 e 19 de Janeiro.

Já amanhã e na quinta-feira, perto do Museu das Ofertas sobre a Transferência de Soberania de Macau, haverá lugar para o espectáculo “Caleidoscópio em Movimento”, um trabalho interdisciplinar que mistura dança, projecção e elementos digitais. “Corpos, tempo e espaços, memórias, luzes e sombras entrelaçam-se, fundindo-se num caleidoscópio deslumbrante, criando efeitos visuais subtis e estimulando a imaginação desenfreada do público”, pode ler-se na descrição presente no comunicado oficial da organização.

Para todos os gostos

O programa do Festival Fringe desta semana inclui ainda, a partir de amanhã e até sábado, no Estaleiro Naval Son Veng, o espectáculo “Break & Break!”, uma exposição ao vivo com actuação de um grupo de dança de Taiwan e, durante o fim de semana, nas Oficinas Navais nº2, “Plutão num Universo Paralelo”, do artista local Kawo, o qual “convida o público a experimentar um mundo mágico paralelo”. Também durante o fim-de-semana, mas desta feita na Praça de Lobo de Ávila, será possível assistir à co-produção “Vestindo as Minhas Histórias por Contar”, da autoria da Soda-City Experimental Workshop Arts Association e Associação de Desenvolvimento Comunitário Artistry of Wind Box.

“Guia da Propriedade na Casa de Lou Kau”, pelo artista local Jay Lei, “A Dupla Cinematográfica” pelo artista local Chan Si Kei e Co-coism de Taiwan e ainda “LOOK@YOU”, pela Associação de Academia de Talentos de Macau, são outras das performances que constam na programação do festival no decorrer desta semana.

15 Jan 2020

Festival Fringe | Teatro físico e performance de rua marcam cartaz no fim-de-semana

Chama-se “LOOK@YOU” e é o espectáculo que marca a agenda deste fim-de-semana do Festival Fringe. Concebido pelo grupo ArtFusion Macau, este é um espectáculo que “visa uma fusão entre pessoas, cultura, criatividade, liberdade e arte”, explica Laura Nyogeri, mentora do grupo

 
Sábado e domingo são os dias marcados no calendário do Festival Fringe para a estreia do espectáculo “LOOK@YOU – Olha e vê”, promovido pelos grupos locais ArtFusion Macau e pela Macau Talent Academy Association. A performance de rua, que traz também ao público a experiência do teatro físico e de música ao vivo, acontece no sábado às 15h na Praça Jorge Álvares, com a duração de duas horas.
Nesse dia, a performance acontece também nas Ruínas de São Paulo às 11h. No domingo, o público poderá assistir ao espectáculo apenas junto ao icónico monumento, também às 11h.
A performance inclui ainda música assegurada com DJ Raise, de Portugal, que “irá conceber um conjunto de sons multiculturais que envolvem diversos continentes e que se misturam numa verdadeira simbiose cultural”, explica Laura Nyogeri, mentora do grupo ArtFusion Macau.
No que diz respeito à componente musical do espectáculo, será feita uma “viagem que parte da contemporaneidade dos sons europeus, do Fado português e das músicas de intervenção, das fusões e remisturas sonoras que espelham um verdadeiro conceito de músicas do mundo”, adianta a artista num comunicado enviado ao HM.
O espectáculo em si visa “uma fusão entre pessoas, cultura, criatividade, liberdade e arte”.
“O LOOK@YOU é uma espécie de instalação de arte em movimento”, uma vez que tudo acontece “através do movimento corporal criativo, da música e de um espaço artístico para olhar”.
“Nada é exactamente o que parece, exigindo que o espectador observe atentamente onde o mundo real começa e termina. O público é convidado a ver e sentir com os ‘olhos’. Este projecto tem como objectivo criar uma experiência única, onde o desfile de teatro físico inclui uma verdadeira interacção com o público, tornando-o parte do próprio espectáculo, passando de espectador a actor”, acrescentou Laura Nyogeri.

Ver para crer

A ideia por detrás do “LOOK@YOU” é também percepcionar a cidade que nos rodeia. “Através da exposição e observação é possível aprendermos mais sobre a nossa cultura e sobre as culturas que nos rodeiam. Assim é Macau, um lugar onde residem diversas nacionalidades, com tradições, costumes e identidades diferentes.
Mas sofreremos nós um processo de aculturação automática, ou temos nós também um papel determinante nesse processo Multi-A-Cultural que define a RAEM?”, questiona Laura Nyogeri.
O projecto que estes dois grupos levam ao Fringe pretende que o público consiga ver além daquilo que os olhos revelam à primeira vista. “Pretende-se uma exploração profunda, fazendo sentir, para que possamos atingir o público no coração, para que este uso os ‘olhos’ para sentir e que possa ouvir com o coração, e também para que abuse das emoções para apreciar as performances apresentadas.”
“Se a sociedade actual está mergulhada num individualismo, queremos fazê-la olhar mais para os outros, para o seu redor, o mundo. E, ao mesmo tempo, olhamos demais os outros, para a sociedade, preocupando-nos diariamente com o que pensam. Subitamente será que nos envolvemos num esquecimento em relação a olhar para nós? É aqui que nasce a inspiração e motivação na criação de LOOK@YOU”, conclui Laura Nyogeri.

14 Jan 2020

Festival Fringe | Teatro físico e performance de rua marcam cartaz no fim-de-semana

Chama-se “LOOK@YOU” e é o espectáculo que marca a agenda deste fim-de-semana do Festival Fringe. Concebido pelo grupo ArtFusion Macau, este é um espectáculo que “visa uma fusão entre pessoas, cultura, criatividade, liberdade e arte”, explica Laura Nyogeri, mentora do grupo

 

Sábado e domingo são os dias marcados no calendário do Festival Fringe para a estreia do espectáculo “LOOK@YOU – Olha e vê”, promovido pelos grupos locais ArtFusion Macau e pela Macau Talent Academy Association. A performance de rua, que traz também ao público a experiência do teatro físico e de música ao vivo, acontece no sábado às 15h na Praça Jorge Álvares, com a duração de duas horas.

Nesse dia, a performance acontece também nas Ruínas de São Paulo às 11h. No domingo, o público poderá assistir ao espectáculo apenas junto ao icónico monumento, também às 11h.

A performance inclui ainda música assegurada com DJ Raise, de Portugal, que “irá conceber um conjunto de sons multiculturais que envolvem diversos continentes e que se misturam numa verdadeira simbiose cultural”, explica Laura Nyogeri, mentora do grupo ArtFusion Macau.

No que diz respeito à componente musical do espectáculo, será feita uma “viagem que parte da contemporaneidade dos sons europeus, do Fado português e das músicas de intervenção, das fusões e remisturas sonoras que espelham um verdadeiro conceito de músicas do mundo”, adianta a artista num comunicado enviado ao HM.

O espectáculo em si visa “uma fusão entre pessoas, cultura, criatividade, liberdade e arte”.
“O LOOK@YOU é uma espécie de instalação de arte em movimento”, uma vez que tudo acontece “através do movimento corporal criativo, da música e de um espaço artístico para olhar”.

“Nada é exactamente o que parece, exigindo que o espectador observe atentamente onde o mundo real começa e termina. O público é convidado a ver e sentir com os ‘olhos’. Este projecto tem como objectivo criar uma experiência única, onde o desfile de teatro físico inclui uma verdadeira interacção com o público, tornando-o parte do próprio espectáculo, passando de espectador a actor”, acrescentou Laura Nyogeri.

Ver para crer

A ideia por detrás do “LOOK@YOU” é também percepcionar a cidade que nos rodeia. “Através da exposição e observação é possível aprendermos mais sobre a nossa cultura e sobre as culturas que nos rodeiam. Assim é Macau, um lugar onde residem diversas nacionalidades, com tradições, costumes e identidades diferentes.

Mas sofreremos nós um processo de aculturação automática, ou temos nós também um papel determinante nesse processo Multi-A-Cultural que define a RAEM?”, questiona Laura Nyogeri.

O projecto que estes dois grupos levam ao Fringe pretende que o público consiga ver além daquilo que os olhos revelam à primeira vista. “Pretende-se uma exploração profunda, fazendo sentir, para que possamos atingir o público no coração, para que este uso os ‘olhos’ para sentir e que possa ouvir com o coração, e também para que abuse das emoções para apreciar as performances apresentadas.”

“Se a sociedade actual está mergulhada num individualismo, queremos fazê-la olhar mais para os outros, para o seu redor, o mundo. E, ao mesmo tempo, olhamos demais os outros, para a sociedade, preocupando-nos diariamente com o que pensam. Subitamente será que nos envolvemos num esquecimento em relação a olhar para nós? É aqui que nasce a inspiração e motivação na criação de LOOK@YOU”, conclui Laura Nyogeri.

14 Jan 2020

Festival Fringe | Os poemas musicados que contam como foi e é Macau

A Casa de Portugal em Macau apresenta nos dias 11 e 12 deste mês o espectáculo “Era uma vez em Macau”, com poemas musicados da autoria de Diana Soeiro. A ideia é que o público presente na Fortaleza do Monte e no Jardim Camões possa descobrir mais sobre o passado e o presente de Macau num espectáculo que junta música e animação

 
Tudo começou em Setembro do ano passado, quando a Casa de Portugal em Macau (CPM) levou aos palcos do teatro D. Pedro V o espectáculo “Era uma vez em Macau”, a pensar nos mais pequenos. O mesmo projecto integra agora o cartaz da edição deste ano do Festival Fringe, com o espectáculo a voltar a ser mostrado ao público nos dias 11 e 12 deste mês na Fortaleza do Monte e Jardim Camões.
O espectáculo tem como conceitos principais a poesia musicada e animação infantil. Diana Soeiro, coordenadora da CPM e autora dos poemas, contou ao HM o que o público pode esperar de um projecto que, inicialmente, era pessoal.
“Foi pensado para celebrar os 20 anos de Macau, mas com o objectivo de sensibilizar os mais pequenos para a história e cultura de Macau, para que ganhassem consciência daquilo que os rodeia. Eu fiz os poemas e a nossa equipa de músicos da CPM fez a parte da composição musical.”
A possibilidade de participação no Fringe surgiu depois, com a decisão do Instituto Cultural (IC) em integrar o espectáculo “Era uma vez em Macau” no cartaz da 19ª edição do evento.
“É um concerto onde vão ser apresentadas 13 músicas e vai ter animadores. Pensámos em criar personagens porque os poemas falam de personagens que podem estar relacionadas com o imaginário das crianças sobre Macau. Vamos ter um dragão a interagir com os mais pequenos, por exemplo. Vamos ter mais coisas, mas tem de ser surpresa. Também vamos ter um número de marionetas para interagir com o público.”
Entre o D. Pedro V e o Fringe foram necessárias adaptações. “Quando apresentámos o projecto em Setembro foi em formato de auditório, mas adaptámos o cenário e a experiência dos animadores para o conceito de um espectáculo ao ar livre.”
Diana Soeiro, mãe de três crianças, cresceu em Macau e pretende manter a memória de uma terra que sente sua. “Os poemas que escrevi são dirigidos às crianças, falam de alguns aspectos da história de Macau. O desafio foi pesquisar e tentar transmitir esses aspectos da história e cultura de Macau com uma linguagem acessível às crianças.”
O disco que serve de mote ao espectáculo tem, assim, canções sobre o Farol da Guia, Jardim Camões, o Cotai ou o Jetfoil entre Macau e Hong Kong. “A ideia era conciliar aspectos do passado com Macau mais actual para que através das músicas tenham mais vontade de conhecer e perceber melhor o que os rodeia.”

Ir além da comunidade

Para esta edição do Fringe, Diana Soeiro tem expectativas elevadas, uma vez que no último ano “o espectáculo da CPM contou com um público muito participativo”. “Há uma diferença em relação aos anos anteriores, que é o facto de termos dois dias de espectáculo. Um deles é na Fortaleza do Monte e aí estamos a contar com menos público português, será um espectáculo mais direccionado para os turistas. Vamos ter de apostar mais na animação porque terão mais dificuldade em perceber as letras. No Jardim Camões estamos à espera de um público português.”
Para a coordenadora da CPM, estes espectáculos ajudam a associação a expandir-se a toda a sociedade e a chegar a um público mais vasto. “Sentimos que através destes projectos conseguimos concretizar esta parte do entretenimento dos residentes, mas que também divulgamos o português. O nosso objectivo é divulgar a língua e a cultura portuguesas e Macau. Através destes projectos conseguimos chegar a um público muitíssimo variado e divulgar o trabalho das casas. Os turistas e a comunidade chinesa aderem com enorme entusiasmo.”

7 Jan 2020

Festival Fringe | Os poemas musicados que contam como foi e é Macau

A Casa de Portugal em Macau apresenta nos dias 11 e 12 deste mês o espectáculo “Era uma vez em Macau”, com poemas musicados da autoria de Diana Soeiro. A ideia é que o público presente na Fortaleza do Monte e no Jardim Camões possa descobrir mais sobre o passado e o presente de Macau num espectáculo que junta música e animação

 

Tudo começou em Setembro do ano passado, quando a Casa de Portugal em Macau (CPM) levou aos palcos do teatro D. Pedro V o espectáculo “Era uma vez em Macau”, a pensar nos mais pequenos. O mesmo projecto integra agora o cartaz da edição deste ano do Festival Fringe, com o espectáculo a voltar a ser mostrado ao público nos dias 11 e 12 deste mês na Fortaleza do Monte e Jardim Camões.

O espectáculo tem como conceitos principais a poesia musicada e animação infantil. Diana Soeiro, coordenadora da CPM e autora dos poemas, contou ao HM o que o público pode esperar de um projecto que, inicialmente, era pessoal.

“Foi pensado para celebrar os 20 anos de Macau, mas com o objectivo de sensibilizar os mais pequenos para a história e cultura de Macau, para que ganhassem consciência daquilo que os rodeia. Eu fiz os poemas e a nossa equipa de músicos da CPM fez a parte da composição musical.”

A possibilidade de participação no Fringe surgiu depois, com a decisão do Instituto Cultural (IC) em integrar o espectáculo “Era uma vez em Macau” no cartaz da 19ª edição do evento.

“É um concerto onde vão ser apresentadas 13 músicas e vai ter animadores. Pensámos em criar personagens porque os poemas falam de personagens que podem estar relacionadas com o imaginário das crianças sobre Macau. Vamos ter um dragão a interagir com os mais pequenos, por exemplo. Vamos ter mais coisas, mas tem de ser surpresa. Também vamos ter um número de marionetas para interagir com o público.”

Entre o D. Pedro V e o Fringe foram necessárias adaptações. “Quando apresentámos o projecto em Setembro foi em formato de auditório, mas adaptámos o cenário e a experiência dos animadores para o conceito de um espectáculo ao ar livre.”

Diana Soeiro, mãe de três crianças, cresceu em Macau e pretende manter a memória de uma terra que sente sua. “Os poemas que escrevi são dirigidos às crianças, falam de alguns aspectos da história de Macau. O desafio foi pesquisar e tentar transmitir esses aspectos da história e cultura de Macau com uma linguagem acessível às crianças.”

O disco que serve de mote ao espectáculo tem, assim, canções sobre o Farol da Guia, Jardim Camões, o Cotai ou o Jetfoil entre Macau e Hong Kong. “A ideia era conciliar aspectos do passado com Macau mais actual para que através das músicas tenham mais vontade de conhecer e perceber melhor o que os rodeia.”

Ir além da comunidade

Para esta edição do Fringe, Diana Soeiro tem expectativas elevadas, uma vez que no último ano “o espectáculo da CPM contou com um público muito participativo”. “Há uma diferença em relação aos anos anteriores, que é o facto de termos dois dias de espectáculo. Um deles é na Fortaleza do Monte e aí estamos a contar com menos público português, será um espectáculo mais direccionado para os turistas. Vamos ter de apostar mais na animação porque terão mais dificuldade em perceber as letras. No Jardim Camões estamos à espera de um público português.”

Para a coordenadora da CPM, estes espectáculos ajudam a associação a expandir-se a toda a sociedade e a chegar a um público mais vasto. “Sentimos que através destes projectos conseguimos concretizar esta parte do entretenimento dos residentes, mas que também divulgamos o português. O nosso objectivo é divulgar a língua e a cultura portuguesas e Macau. Através destes projectos conseguimos chegar a um público muitíssimo variado e divulgar o trabalho das casas. Os turistas e a comunidade chinesa aderem com enorme entusiasmo.”

7 Jan 2020

Festival Fringe | Espectáculos ganham duas datas adicionais

Devido à procura de bilhetes, o Instituto Cultural decidiu adicionar duas datas aos espectáculos “Encontro para Jantar Binaural” e “Guia da Propriedade na Casa de Lou Kau”, marcadas para 10 e 15 de Janeiro, respectivamente. Os dois espectáculos integram a agenda do Festival Fringe, que acontece entre os dias 10 e 19 deste mês

 
O Instituto Cultural (IC) decidiu criar duas datas adicionais para dois espectáculos da 19ª edição do Festival Fringe, que acontece entre os dias 10 e 19 deste mês, uma vez que a procura pelos bilhetes tem sido muita.
De acordo com um comunicado oficial, o espectáculo “Encontro para Jantar Binaural” ganha a data adicional de 10 de Janeiro, pelas 21h, estando a data original marcada para os dias 11 e 12. Já o espectáculo multimédia “Guia da Propriedade na Casa de Lou Kau”, de Jay Lei e Shuk Man Lee acontece também a 15 de Janeiro pelas 19h30, com as datas originais a 16 e 17 de Janeiro.
Os bilhetes para estes dois espectáculos começaram a ser vendidos em Dezembro e já tinham esgotado. Os ingressos para as duas datas adicionais encontram-se à venda desde ontem.
Com um programa composto por 17 espectáculos e mais 13 actividades de extensão, que prometem levar o público a “vários lugares e a viajar pelas ruas e bairros de Macau, desfrutando de uma jornada plena de fantasia”, o Fringe tem tido enorme procura, uma vez que “os bilhetes disponíveis para alguns espectáculos já são limitados”.

Novidades na 19ª edição

Este ano o festival integra a série especial “Crème de la Fringe” com dois subtemas: “On Site” e “Festival de Teatro de Marionetas e Objectos em Coloane”. O primeiro apresenta três espectáculos de dança, intitulados “ImprovFlashMob”, “Viajante do Corpo” e “Um Passo para o Teatro: Chama Apagada”, bem como um workshop de dança e uma sessão de partilha.
O IC explica, em comunicado, que “da rua para o teatro os artistas usarão os seus corpos para apresentar diferentes possibilidades, permitindo o público experimentar de perto o poder do movimento físico”.
Por sua vez, o “Festival de Teatro de Marionetas e Objectos em Coloane” contará com três espectáculos, com os nomes “Fragile”, “Mercado de Estórias” e “Caminhada Nocturna: Porquê?”.
Nestas actuações, “artistas de Macau, Taiwan e Canadá trazem a Coloane as formas diferentes de teatro e workshops de marionetas contemporâneas, explorando as potencialidades do teatro visual oriental e ocidental, e combinando iluminação, criativas misturas de som e marionetas multimédia com histórias originais de Coloane, um lugar onde as pessoas e a natureza ainda vivem em harmonia”.
O programa do Fringe inclui ainda o espectáculo “Caleidoscópio em Movimento”, do grupo Stella e Artistas, um trabalho interdisciplinar que mistura dança, projecção e elementos digitais.
“Corpos, tempo e espaços, memórias, luzes e sombras entrelaçam-se, fundindo-se num caleidoscópio deslumbrante, criando efeitos visuais subtis e estimulando a imaginação desenfreada do público”, descreve o IC.
Na co-produção “Vestindo as Minhas Histórias por Contar”, do grupo teatral Soda-City Experimental Workshop Arts Association e da Associação de Desenvolvimento Comunitário Artistry of Wind Box, “os artistas transmitem os seus sentimentos através de vestuário e incentivam o público a abraçar novamente memórias há muito enterradas, entregando-se a reminiscências com uma gama de vestuário”, explica o IC.
Os espectáculos de matriz portuguesa também fazem parte do cartaz do Fringe para este ano. Exemplo disso é “Era uma vez em Macau” (Once upon a time in Macao), desenvolvido pela Casa de Portugal em Macau, e que sobe aos palcos no dia 11 de Jneiro, na Fortaleza do Monte, e no dia seguinte no Jardim Camões.

3 Jan 2020

Festival Fringe | Espectáculos ganham duas datas adicionais

Devido à procura de bilhetes, o Instituto Cultural decidiu adicionar duas datas aos espectáculos “Encontro para Jantar Binaural” e “Guia da Propriedade na Casa de Lou Kau”, marcadas para 10 e 15 de Janeiro, respectivamente. Os dois espectáculos integram a agenda do Festival Fringe, que acontece entre os dias 10 e 19 deste mês

 

O Instituto Cultural (IC) decidiu criar duas datas adicionais para dois espectáculos da 19ª edição do Festival Fringe, que acontece entre os dias 10 e 19 deste mês, uma vez que a procura pelos bilhetes tem sido muita.

De acordo com um comunicado oficial, o espectáculo “Encontro para Jantar Binaural” ganha a data adicional de 10 de Janeiro, pelas 21h, estando a data original marcada para os dias 11 e 12. Já o espectáculo multimédia “Guia da Propriedade na Casa de Lou Kau”, de Jay Lei e Shuk Man Lee acontece também a 15 de Janeiro pelas 19h30, com as datas originais a 16 e 17 de Janeiro.

Os bilhetes para estes dois espectáculos começaram a ser vendidos em Dezembro e já tinham esgotado. Os ingressos para as duas datas adicionais encontram-se à venda desde ontem.

Com um programa composto por 17 espectáculos e mais 13 actividades de extensão, que prometem levar o público a “vários lugares e a viajar pelas ruas e bairros de Macau, desfrutando de uma jornada plena de fantasia”, o Fringe tem tido enorme procura, uma vez que “os bilhetes disponíveis para alguns espectáculos já são limitados”.

Novidades na 19ª edição

Este ano o festival integra a série especial “Crème de la Fringe” com dois subtemas: “On Site” e “Festival de Teatro de Marionetas e Objectos em Coloane”. O primeiro apresenta três espectáculos de dança, intitulados “ImprovFlashMob”, “Viajante do Corpo” e “Um Passo para o Teatro: Chama Apagada”, bem como um workshop de dança e uma sessão de partilha.

O IC explica, em comunicado, que “da rua para o teatro os artistas usarão os seus corpos para apresentar diferentes possibilidades, permitindo o público experimentar de perto o poder do movimento físico”.

Por sua vez, o “Festival de Teatro de Marionetas e Objectos em Coloane” contará com três espectáculos, com os nomes “Fragile”, “Mercado de Estórias” e “Caminhada Nocturna: Porquê?”.

Nestas actuações, “artistas de Macau, Taiwan e Canadá trazem a Coloane as formas diferentes de teatro e workshops de marionetas contemporâneas, explorando as potencialidades do teatro visual oriental e ocidental, e combinando iluminação, criativas misturas de som e marionetas multimédia com histórias originais de Coloane, um lugar onde as pessoas e a natureza ainda vivem em harmonia”.

O programa do Fringe inclui ainda o espectáculo “Caleidoscópio em Movimento”, do grupo Stella e Artistas, um trabalho interdisciplinar que mistura dança, projecção e elementos digitais.

“Corpos, tempo e espaços, memórias, luzes e sombras entrelaçam-se, fundindo-se num caleidoscópio deslumbrante, criando efeitos visuais subtis e estimulando a imaginação desenfreada do público”, descreve o IC.

Na co-produção “Vestindo as Minhas Histórias por Contar”, do grupo teatral Soda-City Experimental Workshop Arts Association e da Associação de Desenvolvimento Comunitário Artistry of Wind Box, “os artistas transmitem os seus sentimentos através de vestuário e incentivam o público a abraçar novamente memórias há muito enterradas, entregando-se a reminiscências com uma gama de vestuário”, explica o IC.

Os espectáculos de matriz portuguesa também fazem parte do cartaz do Fringe para este ano. Exemplo disso é “Era uma vez em Macau” (Once upon a time in Macao), desenvolvido pela Casa de Portugal em Macau, e que sobe aos palcos no dia 11 de Jneiro, na Fortaleza do Monte, e no dia seguinte no Jardim Camões.

3 Jan 2020

Fringe | Macau acolhe 30 eventos de 10 a 19 de Janeiro

A 19ª edição do Festival Fringe inclui 17 espectáculos e 13 actividades extra, espalhadas pelas ruas e bairos de Macau. Além da edição especial “Créme de la Fringe” onde estão previstos espectáculos de teatro, dança e música, haverá também lugar a workshops, palestras e sessões de partilha. Em português haverá o espectáculo de música e marionetas “Era uma vez em Macau”

 
Disperso e variado, para chegar a todos e um pouco por todo o lado. É desta forma que a 19ª edição do Festival Fringe se irá apresentar em Macau entre os dias 10 e 19 de Janeiro de 2020. Com um orçamento total de 3,2 milhões de patacas e organizado pelo Instituto Cultural (IC), o Fringe pretende levar o público a desfrutar da sua programação em 27 localizações diferentes, espalhadas por Macau. Por ocasião da conferência de imprensa de apresentação do festival, a Presidente do IC, Mok Ian Ian, fez questão de sublinhar no seu discurso, os pontos em que o Fringe é peculiar.
“O Festival Fringe pretende estabelecer-se como um evento excepcional pleno de ideias inovadoras e dedicado à criação de um palco para um variado leque de actuações. O Festival é diferente de qualquer outro evento jamais organizado, permitindo que o palco seja montado em qualquer lugar e levando os artistas a mergulhar nos vários bairros comunitários, a fim de envolver o público nos seus espectáculos”, explicou Mok Ian Ian.

Crème de la crème

Uma das novidades da edição deste ano é série especial “Crème de la Fringe” com duas secções, o “On Site” e o “Festival de Teatro de Marionetas e Objectos em Coloane”. O programa “On Site” do “Crème de la Fringe” apresenta três espectáculos de dança, o “ImprovFlashMob”, “Viajante do Corpo” e “Um Passo para o Teatro: Chama Apagada”, e ainda três workshops de dança e uma sessão de partilha.
“Realizamos um programa que recolheu elementos de dança de vários lugares diferentes e, queremos estender este tipo de actividades (…) à participação de várias pessoas. No início deste ano escolhemos quatro zonas históricas diferentes de Macau para que os artistas locais actuarem”, referiu a directora do programa “On site”, Su Cheng Ke.
Já o programa “Festival de Teatro de Marionetas e Objectos em Coloane” vai contar com três espectáculos: “Fragile”, “Mercado de Estórias” e “Caminhada Nocturna: Porquê?”, onde artistas de Macau, Taiwan e Canadá vão trazer a Coloane as formas diferentes de encarar o teatro e workshops de marionetas contemporâneas.
“O público pode aproveitar para passear em Coloane enquanto participa nas actividades. Uma das nossas actuações, inclusivamente, é uma caminhada nocturna, que combina os elementos de luz e música, e é apropriado para toda a família, disse Chiu Tsat , da organização do programa “Festival de Teatro de Marionetas e Objectos de Coloane”.
Outros destaques da programação incluem o espectáculo interactivo “Encontro para Jantar Binaural” (Reino Unido), a exposição ao vivo “Break & Break” (Taiwan), o espectáculo de dança “Caleidoscópio em Movimento”(Macau) e a peça de teatro “A Dupla Cinematográfica” (Macau e Taiwan).

A pensar nos mais novos

Outro dos objectivos do Fringe, onde 63 por cento dos grupos são originários de Macau, passa também, segundo a presidente do IC, por tornar-se “no ponto de partida para aqueles que experimentam a arte pela primeira vez”. Exemplo disso é o espectáculo “Era Uma vez em Macau”, promovido pela Casa de Portugal em Macau, onde se procura representar cenários de fantasia associados à cidade, através da música e da comunhão entre o passado e o presente.
“Fantasia Melódica” é outro dos espectáculos que pretende cativar os mais novos. Inspirado nos contos clássicos dos Irmãos Grimm e levado à cena pelo Teatro Areia Preta x Clube dos Amigos do Riquexó, o evento pretende, através de marionetas e actores, segundo o Director Artístico, Antonio Martinez, “promover o bom uso das tecnologias”.
“Com esta peça tentamos levar às crianças uma consciencialização dos problemas e dos perigos que os dispositivos electrónicos, como os tablets e os telemóveis podem trazer, mas sempre com esta ideia de que o teatro é um meio para esta aprendizagem”, explicou Antonio Martinez.
Os bilhetes para o Festival Fringe da Cidade de Macau estarão à venda a partir do próximo domingo, 15 de Dezembro. Já as inscrições para os workshops podem ser feitas online ou por telefone, a partir do dia seguinte.

12 Dez 2019

Fringe | Macau acolhe 30 eventos de 10 a 19 de Janeiro

A 19ª edição do Festival Fringe inclui 17 espectáculos e 13 actividades extra, espalhadas pelas ruas e bairos de Macau. Além da edição especial “Créme de la Fringe” onde estão previstos espectáculos de teatro, dança e música, haverá também lugar a workshops, palestras e sessões de partilha. Em português haverá o espectáculo de música e marionetas “Era uma vez em Macau”

 

Disperso e variado, para chegar a todos e um pouco por todo o lado. É desta forma que a 19ª edição do Festival Fringe se irá apresentar em Macau entre os dias 10 e 19 de Janeiro de 2020. Com um orçamento total de 3,2 milhões de patacas e organizado pelo Instituto Cultural (IC), o Fringe pretende levar o público a desfrutar da sua programação em 27 localizações diferentes, espalhadas por Macau. Por ocasião da conferência de imprensa de apresentação do festival, a Presidente do IC, Mok Ian Ian, fez questão de sublinhar no seu discurso, os pontos em que o Fringe é peculiar.

“O Festival Fringe pretende estabelecer-se como um evento excepcional pleno de ideias inovadoras e dedicado à criação de um palco para um variado leque de actuações. O Festival é diferente de qualquer outro evento jamais organizado, permitindo que o palco seja montado em qualquer lugar e levando os artistas a mergulhar nos vários bairros comunitários, a fim de envolver o público nos seus espectáculos”, explicou Mok Ian Ian.

Crème de la crème

Uma das novidades da edição deste ano é série especial “Crème de la Fringe” com duas secções, o “On Site” e o “Festival de Teatro de Marionetas e Objectos em Coloane”. O programa “On Site” do “Crème de la Fringe” apresenta três espectáculos de dança, o “ImprovFlashMob”, “Viajante do Corpo” e “Um Passo para o Teatro: Chama Apagada”, e ainda três workshops de dança e uma sessão de partilha.

“Realizamos um programa que recolheu elementos de dança de vários lugares diferentes e, queremos estender este tipo de actividades (…) à participação de várias pessoas. No início deste ano escolhemos quatro zonas históricas diferentes de Macau para que os artistas locais actuarem”, referiu a directora do programa “On site”, Su Cheng Ke.

Já o programa “Festival de Teatro de Marionetas e Objectos em Coloane” vai contar com três espectáculos: “Fragile”, “Mercado de Estórias” e “Caminhada Nocturna: Porquê?”, onde artistas de Macau, Taiwan e Canadá vão trazer a Coloane as formas diferentes de encarar o teatro e workshops de marionetas contemporâneas.

“O público pode aproveitar para passear em Coloane enquanto participa nas actividades. Uma das nossas actuações, inclusivamente, é uma caminhada nocturna, que combina os elementos de luz e música, e é apropriado para toda a família, disse Chiu Tsat , da organização do programa “Festival de Teatro de Marionetas e Objectos de Coloane”.

Outros destaques da programação incluem o espectáculo interactivo “Encontro para Jantar Binaural” (Reino Unido), a exposição ao vivo “Break & Break” (Taiwan), o espectáculo de dança “Caleidoscópio em Movimento”(Macau) e a peça de teatro “A Dupla Cinematográfica” (Macau e Taiwan).

A pensar nos mais novos

Outro dos objectivos do Fringe, onde 63 por cento dos grupos são originários de Macau, passa também, segundo a presidente do IC, por tornar-se “no ponto de partida para aqueles que experimentam a arte pela primeira vez”. Exemplo disso é o espectáculo “Era Uma vez em Macau”, promovido pela Casa de Portugal em Macau, onde se procura representar cenários de fantasia associados à cidade, através da música e da comunhão entre o passado e o presente.

“Fantasia Melódica” é outro dos espectáculos que pretende cativar os mais novos. Inspirado nos contos clássicos dos Irmãos Grimm e levado à cena pelo Teatro Areia Preta x Clube dos Amigos do Riquexó, o evento pretende, através de marionetas e actores, segundo o Director Artístico, Antonio Martinez, “promover o bom uso das tecnologias”.

“Com esta peça tentamos levar às crianças uma consciencialização dos problemas e dos perigos que os dispositivos electrónicos, como os tablets e os telemóveis podem trazer, mas sempre com esta ideia de que o teatro é um meio para esta aprendizagem”, explicou Antonio Martinez.

Os bilhetes para o Festival Fringe da Cidade de Macau estarão à venda a partir do próximo domingo, 15 de Dezembro. Já as inscrições para os workshops podem ser feitas online ou por telefone, a partir do dia seguinte.

12 Dez 2019

Festival Fringe | Grupo de Macau Artfusion actua em Shenzen

O grupo Macau Artfusion actua no Festival Fringe de Shenzen entre os dias 16 e 24 de Novembro com um espectáculo de rua, que mistura dança e teatro físico. A iniciativa, que tem direcção artística e produção de Laura Nyögéri, apresenta um novo conceito criativo, intitulado “Less Talk, More Art”, que ganha novos contornos em Macau

 
O Festival Fringe de Shenzen recebe, entre os dias 16 e 24 de Novembro, pela quinta-vez, o grupo local Artfusion Macau, num espectáculo com os artistas Daê Teixeira , Filipa Lima, Madalena Lopes e Mafalda Ramos. A direcção artística e produção está a cargo de Laura Nyögéri, que, a título individual, participa no Festival Fringe de Shenzen desde o seu início, há 10 anos.
O projecto inclui “personagens do Imaginarium, inspiradas em conceitos artísticos abstractos, surreais, expressionistas, urbanos e contemporâneos, que irão colorir as ruas do distrito de Nanshan, na cidade chinesa de Shenzhen”, adiantou a directora artística.
O objectivo com esta iniciativa é “dar um sopro de vida ao espaço urbano por meio da arte”, através da criação de uma instalação produzida em tempo real, “não só através das personagens mas através do público, de quem está primeiro a ‘olhar’ e que de repente se vê a participar, a explorar e a criar”, frisou Laura Nyögéri ao HM.
O espectáculo de rua, que mistura muita dança, caracterização e teatro físico, será apresentado em Shenzen tendo como base o conceito criativo “Less Talk, More Art”, desenvolvido sob a ideia de que “é preciso passar à acção (artística) e reunir recursos para que a arte chegue a todos, sem limites, preconceitos ou transposições”, adiantou a responsável.
O conceito passa por mostrar a necessidade de reunir “equipas profissionais que possam ser base a uma arte que se pretende ser da e para a comunidade”, com “menos teorias, menos burocracias, menos perguntas de respostas certas, mais mãos sujas de tinta, mais recortes e colagens, mais imaginação desenhada em papel, mais corpo que dança, que fala e veste personagens que não têm que ser reais”.
Nesse sentido, a directora artística do Macau Artfusion adianta que “este projecto aposta não só numa vertente visualmente forte e demarcada por influências de movimentos artísticos como o Pop Art, o Expressionismo, o Surrealismo e o Abstracionismo; seguindo nomes como Andy Warhol e Yayoi Kusama, entre outros”. Além disso, é também uma forma de mergulhar “em diferentes linguagens artísticas que, no fundo, transmitem uma liberdade de expressão e uma expressão de liberdade visual e conceptual”.

Perto da comunidade

Sendo a presença no Festival Fringe de Shenzen, Laura Nyögéri destaca, no evento, a existência de uma “equipa criativa e de produção fantásticas, que apostam muito na diversidade e criatividade dos espectáculos e workshops inerente ao programa, na comunicação e no próprio design do festival, atraindo assim públicos muito diversificados e oferecendo um programa multiartístico”.
Para a responsável, a questão da proximidade com a comunidade e a “forma como se cria um programa tão alternativo e apelativo” é outro ponto forte do festival.
“Temos a oportunidade de levar o nosso trabalho artístico a outros lugares e a outros públicos fora de Macau e conseguimos, ao mesmo tempo, usufruir do facto deste festival ter uma dimensão internacional, que permite a todos os artistas participantes um excelente intercâmbio artístico e multicultural”, rematou.

Por cá

O projecto que o grupo Macau Artfusion leva a Shenzen ganha ainda outra dimensão devido à parceria com a Associação IC2 (i can too), que tem vindo a ser desenvolvida desde Setembro. Esta entidade “aposta em criar oportunidades para que jovens e adultos com deficiência e diagnósticos de necessidades especiais possam ser cidadãos activos na sociedade”. Este trabalho conjunto pretende, no fundo, “invocar através da arte conceitos de inclusão, de entre-ajuda, de aceitação, colmatando falhas de acesso a recursos e oportunidades de participação e de concretização de projectos artísticos em universo inclusivo”.
As duas equipas vão trabalhar juntas nos próximos seis meses com a realização de actividades de artes plásticas e performativas, destinadas a membros da associação IC2 e a alunos do Artfusion.
O projecto, que ganha influências de diferentes correntes artísticas, “onde se explora o universo da música, teatro, dança, pintura, ilustração, moda e da fotografia”, dará origem a uma exposição, instalação e espectáculo performativo apresentados em Macau em Fevereiro do próximo ano.

30 Out 2019

Festival Fringe | Grupo de Macau Artfusion actua em Shenzen

O grupo Macau Artfusion actua no Festival Fringe de Shenzen entre os dias 16 e 24 de Novembro com um espectáculo de rua, que mistura dança e teatro físico. A iniciativa, que tem direcção artística e produção de Laura Nyögéri, apresenta um novo conceito criativo, intitulado “Less Talk, More Art”, que ganha novos contornos em Macau

 

O Festival Fringe de Shenzen recebe, entre os dias 16 e 24 de Novembro, pela quinta-vez, o grupo local Artfusion Macau, num espectáculo com os artistas Daê Teixeira , Filipa Lima, Madalena Lopes e Mafalda Ramos. A direcção artística e produção está a cargo de Laura Nyögéri, que, a título individual, participa no Festival Fringe de Shenzen desde o seu início, há 10 anos.

O projecto inclui “personagens do Imaginarium, inspiradas em conceitos artísticos abstractos, surreais, expressionistas, urbanos e contemporâneos, que irão colorir as ruas do distrito de Nanshan, na cidade chinesa de Shenzhen”, adiantou a directora artística.

O objectivo com esta iniciativa é “dar um sopro de vida ao espaço urbano por meio da arte”, através da criação de uma instalação produzida em tempo real, “não só através das personagens mas através do público, de quem está primeiro a ‘olhar’ e que de repente se vê a participar, a explorar e a criar”, frisou Laura Nyögéri ao HM.

O espectáculo de rua, que mistura muita dança, caracterização e teatro físico, será apresentado em Shenzen tendo como base o conceito criativo “Less Talk, More Art”, desenvolvido sob a ideia de que “é preciso passar à acção (artística) e reunir recursos para que a arte chegue a todos, sem limites, preconceitos ou transposições”, adiantou a responsável.

O conceito passa por mostrar a necessidade de reunir “equipas profissionais que possam ser base a uma arte que se pretende ser da e para a comunidade”, com “menos teorias, menos burocracias, menos perguntas de respostas certas, mais mãos sujas de tinta, mais recortes e colagens, mais imaginação desenhada em papel, mais corpo que dança, que fala e veste personagens que não têm que ser reais”.

Nesse sentido, a directora artística do Macau Artfusion adianta que “este projecto aposta não só numa vertente visualmente forte e demarcada por influências de movimentos artísticos como o Pop Art, o Expressionismo, o Surrealismo e o Abstracionismo; seguindo nomes como Andy Warhol e Yayoi Kusama, entre outros”. Além disso, é também uma forma de mergulhar “em diferentes linguagens artísticas que, no fundo, transmitem uma liberdade de expressão e uma expressão de liberdade visual e conceptual”.

Perto da comunidade

Sendo a presença no Festival Fringe de Shenzen, Laura Nyögéri destaca, no evento, a existência de uma “equipa criativa e de produção fantásticas, que apostam muito na diversidade e criatividade dos espectáculos e workshops inerente ao programa, na comunicação e no próprio design do festival, atraindo assim públicos muito diversificados e oferecendo um programa multiartístico”.

Para a responsável, a questão da proximidade com a comunidade e a “forma como se cria um programa tão alternativo e apelativo” é outro ponto forte do festival.

“Temos a oportunidade de levar o nosso trabalho artístico a outros lugares e a outros públicos fora de Macau e conseguimos, ao mesmo tempo, usufruir do facto deste festival ter uma dimensão internacional, que permite a todos os artistas participantes um excelente intercâmbio artístico e multicultural”, rematou.

Por cá

O projecto que o grupo Macau Artfusion leva a Shenzen ganha ainda outra dimensão devido à parceria com a Associação IC2 (i can too), que tem vindo a ser desenvolvida desde Setembro. Esta entidade “aposta em criar oportunidades para que jovens e adultos com deficiência e diagnósticos de necessidades especiais possam ser cidadãos activos na sociedade”. Este trabalho conjunto pretende, no fundo, “invocar através da arte conceitos de inclusão, de entre-ajuda, de aceitação, colmatando falhas de acesso a recursos e oportunidades de participação e de concretização de projectos artísticos em universo inclusivo”.

As duas equipas vão trabalhar juntas nos próximos seis meses com a realização de actividades de artes plásticas e performativas, destinadas a membros da associação IC2 e a alunos do Artfusion.

O projecto, que ganha influências de diferentes correntes artísticas, “onde se explora o universo da música, teatro, dança, pintura, ilustração, moda e da fotografia”, dará origem a uma exposição, instalação e espectáculo performativo apresentados em Macau em Fevereiro do próximo ano.

30 Out 2019

IC | Festival Fringe prepara novo projecto “Crème de la Fringe”

O Instituto Cultural (IC) já está a preparar a 19.ª edição do Festival Fringe, que no próximo ano terá uma nova iniciativa, intitulado “Créme de La Fringe”.

De acordo com um comunicado, “os participantes devem organizar um mini festival com base numa comunidade ou tema”, sendo que este festival de pequena dimensão inserido no Fringe “deve incluir pelo menos três programas e duas actividades relacionadas”. O orçamento para todas as actividades é de 500 mil patacas, sendo que, com esta iniciativa, o IC “espera atrair uma maior participação de produtores e curadores locais e incentivar as produções que têm conexão com a cultura e a comunidade local”.

Para a 19.ª edição do festival, o IC pede um “espírito criativo e arrojado, encorajando o trabalho criativo de qualquer tipo com preocupação local”, com a adopção do conceito ‘Por toda a cidade, os nossos palcos, os nossos patronos, os nossos artistas’”.

A recolha de propostas de programas e locais de espectáculo encontra-se agora aberta, sendo que todas as associações culturais e criativas, curadores, produtores ou profissionais da área artística e os interessados na criação artística podem entregar as suas propostas até ao dia 21 de Junho deste ano.

Além disso, o IC “irá convidar individualidades da indústria, organizadores de eventos e produtores de outras regiões para apreciarem os programas do festival, oferecendo uma plataforma de intercâmbio para artistas locais e produtores estrangeiros e mais oportunidades da actuação”.

16 Mai 2019

Festival Fringe entra na última semana

A programação do 18.º Festival Fringe desta semana tem como destaque uma instalação multimédia inspirada nos contos de Hans Christian Andersen, intitulada “The Icebook” e uma peça de teatro que parte do mundo dos sonhos. A última semana do festival tem ainda em cartaz um concerto da banda da Casa de Portugal, teatro e um workshop de mímica

 

O Festival Fringe atingiu a maioridade e a edição deste ano entra na recta final à medida que os derradeiros eventos que marcam a última semana do cartaz se aproximam. Na próxima quinta-feira, dia 24, começa a exibição da instalação teatral “The Icebook”, que poderá ser visitada em cinco locais diferentes, todos os dias, até domingo.

Inspirado no conto de Hans Christian Andersen “A Rainha da Neve”, “The Icebook” assume-se como o primeiro livro pop-up de vídeo mapping a ser exibido no mundo inteiro. A instalação teatral, cuja narrativa avança em silêncio, é da autoria dos artistas britânicos Davy e Kristin McGuire. O espectáculo, que tem duração de apenas 17 minutos, centra-se na relação entre uma misteriosa princesa que tem o coração feito de gelo e um rapaz que atrai para obter algum calor. As figuras são feitas a partir de recortes de papel que se agigantam através de projecções de luz de forma a proporcionar à audiência um ambiente intimista e imersivo. “The Icebook” é uma obra difícil de definir, um pouco à imagem do Fringe Festival, que fica algures entre o cinema, o teatro e a animação. No entanto, o resultado promete arrebatar emoções e transportar o espectador para o mundo de fantasia dos contos de Hans Christian Andersen.

Na quinta-feira, “The Icebook” será exibido no Ngai Chon 505 Studio 1, das 17h às 21h30, a cada trinta minutos. No dia seguinte, no mesmo horário, o local escolhido é o Centro de Educação de Vida Sadia na Avenida Nova da Areia Preta. No sábado e domingo, das 14h às 18h30, será exibido no Centro de Actividades Polivalentes do Lago e na Livraria Portuguesa, respectivamente. A entrada para ver o espectáculo custa 50 patacas.

Cantigas e mimos

“Once upon a time Singing in Portuguese” é o título do concerto da banda da Casa de Portugal em Macau, que ao longo de uma hora oferece ao público, em atmosfera familiar, um conjunto de clássico intemporais da música portuguesa, clássicos da Disney e alguns originais retirados do disco infantil “Castelos no Ar”. A banda composta por Tomás Ramos de Deus, Miguel Andrade, Luís Bento, Paulo Pereira e Ivan Pineda terá em palco a colaboração de convidados. O concerto tem como público alvo crianças e os seus pais e está marcado para as 16h de sábado no Largo de Camões na Taipa.

Na sexta-feira e no sábado a partir das 20h, o segundo andar do Edifício do Antigo Tribunal recebe a peça de teatro “Bæd Time”, de autoria da companhia de Taiwan Myan Myan Studio. A peça tem como ponto de partida duas raparigas que se lançam numa discussão sobre vida, morte e existência. Da conversa resulta a revelação da verdadeira identidade de uma das jovens e o sofrimento da interlocutora vítima de bullying. A entrada custa 120 patacas.

Também no Edifício do Antigo Tribunal, o francês Edi Rudo vai dar um workshop de mímica no próximo sábado e domingo, das 10h30 às 12h30. A divertida formação tem como lotação máxima de 10 pares de crianças acompanhadas por um adulto e custa 100 patacas.

22 Jan 2019

Festival Fringe | Lei Sam I à procura do sentido da vida num supermercado

O festival Fringe recebe nos dias 25 e 26 deste mês um espectáculo fora dos palcos habituais. “Pequeno Escape” acontece no supermercado Tai Fung do edifício Vai Chun Garden, na Taipa, e é nele que Lei Sam I vai reflectir sobre a sua vida e como devemos aproveitar o momento presente

 

De onde surgiu a ideia para este projecto?

Sempre que fico frustrada com a vida, o meu passeio preferido é, muitas vezes, deambular entre as prateleiras e corredores dos supermercados. Olhar para os produtos organizados nas prateleiras sempre me deu algum conforto. Uma vez estava a olhar para os produtos, e na parte de fora lia-se: preço, ingredientes, data do produto e a data de validade. E eu pensei: “Até que ponto nos parecemos com isto, a nossa vida enquanto seres humanos e produtos?”. Temos data de nascimento, qualificações pessoais e valores de vida. A única coisa que nos falta saber é qual será o último dia das nossas vidas. Fiquei intrigada e isso levou-me a reflectir sobre o que, de facto, me interessa, neste preciso momento. Foi aí que quis começar a escrever um guião sobre a vida de uma rapariga, desde a sua juventude até à velhice, e de como ela vai enfrentando as diferentes dificuldades ao longo da vida. Além disso, procura também a coisa mais importante da sua vida. Espero que, com este espectáculo, e em conjunto com o público, possamos encontrar uma resposta para ela e para mim.

Como vai ser o espectáculo, exactamente?

O palco será num supermercado e o espectáculo decorre durante as horas de abertura do estabelecimento. Durante a performance o público vai ter auscultadores com descrições áudio da história do espectáculo. Vai ser uma viagem sobre a mudança entre a realidade (o supermercado que funciona nas horas de expediente) e a ficção (o espaço teatral) e a protagonista (que serei eu). Todos estes elementos vão guiar o público para diferentes fases da vida da protagonista, e vão levar as pessoas a perceber como é que ela cresceu e se transformou entre uma idade e outra. Vão também decorrer sessões de jogos e outras actividades interactivas ao longo do espectáculo, que está cheio de gargalhadas e emoção.

Que mensagem pretende transmitir com este espectáculo?

Aproveitem o momento. Com esta actuação especial gostaria de recordar às pessoas que, independentemente do quão stressante a vida pode ser, e de como algumas memórias podem ser dolorosas, ou até de como nos arrependemos de algumas decisões que tomamos, nunca nos podemos esquecer que não há nada melhor do que aproveitar o “momento”.

Qual é a importância de fazer espectáculos em lugares onde as pessoas vão diariamente, como é o caso dos supermercados?

Tem tudo a ver com a investigação de um propósito meu, que é a forma como vivo o momento presente. Talvez seja uma auto-reflexão filosófica no teatro sobre a minha própria vida. Shakespeare disse uma vez: “O mundo inteiro é um palco, e todos os homens e mulheres são meros actores”. Pergunto-me como é que as pessoas encaram estas palavras. O teatro pertence à vida mas está além dela, então como é que encaramos a vida? Como é que todo o “momento” que acontece em palco é diferente daquele que acontece na vida real? Para encontrar a resposta, a ideia de “pôr no palco a vida real” não me saía da cabeça, numa tentativa de “construir a ficção sobre a realidade”, e chegar a ideias mais profundas que variam entre os dois “momentos”. Espero quebrar o status quo teatral ao mudar o auditório, mudando, assim, a perspectiva do público, para que o possa levar a ter a uma experiência ainda mais única.

Acha que este tipo de projectos deveriam acontecer mais em Macau? Porquê?

Em termos de dimensões e estilos, há variadíssimos supermercados em Macau, mas a viabilidade desta performance não está limitada à nossa comunidade. Cada região e país têm os seus próprios supermercados com características diferentes, além da história que é gravada previamente, e depois difundida no palco, podemos perfeitamente imaginar em colocar este espectáculo em qualquer supermercado do mundo. Tudo o que precisamos é de uma mudança na linguagem e da tradução. Isso seria fascinante.

18 Jan 2019

Festival Fringe | “Phubber Drama” alerta para dependência das redes sociais

Uma performance interactiva e inesperada, com o objectivo de alertar as pessoas para a sua dependência do telemóvel é o que vai acontecer nos próximos dias 19 e 21 de Janeiro com “Phubber Drama”, uma iniciativa criada por Cherrie Leong. A performance vai ter lugar junto do edifício da administração pública e do templo de Kun Iam para deixar um recado: “é preciso o convívio pessoal”

 

“As pessoas já não estão umas com as outras”, começa por dizer ao HM a responsável por “Phubber Drama”, a performance interactiva que pretende alertar o público para o uso excessivo do telemóvel. Aliás, o termo “phubbing” está agora “na moda” e define este fenómeno de ligação virtual permanente das pessoas, acrescenta Leong.

Mas até que ponto estas ligações estão a privar as pessoas de estarem umas com as outras? Esta foi a questão que levou a artista local a criar“Phubber Drama”. “Actualmente quando nos juntamos com amigos e família, estamos sempre a utilizar o telefone em vez de comunicarmos uns com os outros, directamente e cara a cara”, começa por explicar. O fenómeno é visível em todo o lado, quer quando as pessoas estão em grupo, ou sozinhas enquanto andam nos transportes e pela rua. “As pessoas estão permanentemente ligadas”, sublinha Cherrie Leong.

Perante esta alienação, Cherrie Leong decidiu intervir, avançar para o público na rua, e fazer, com ele, uma performance. O objectivo é conseguir promover uma reflexão capaz de “encorajar uma mudança nas pessoas e nas suas atitudes para que deixem de usar tanto o telefone”.

Tempo de parar

A ideia não é deixar de utilizar este dispositivo que já faz parte da vida de todos, mas sim que parem e que tenham em conta o tempo que passam efectivamente com a família e com os amigos e a forma como comunicam nestas situações.

Por outro lado, a responsável tem notado que a dependência da sociedade actual no número de gostos no facebook ou de seguidores noutras plataformas começou ser preocupante, sendo que “todas as pessoas centram a sua existência nas plataformas sociais e fazem delas a sua vida”.

Todo este mundo, que não existe na realidade, está a alterar a forma como as pessoas estão umas com as outras e “está na altura de repensar o lugar dos amigos e da família real”, refere, sendo que, “as relações humanas estão cada vez mais esquecidas”.

No fundo, Cherrie Leong pretende com “Phubber Drama” a busca de um equilíbrio entre o virtual e o real que considera perdido.

Situação surpresa

A iniciativa integra o cartaz da edição este ano do festival Fringe que tem hoje início oficial e o evento vai ter lugar nos dias 19 em frente ao edifício da administração pública e no dia 21 em frente ao templo de Kun Iam, sempre junto da paragem de autocarros.

A performance vai ser feita “inesperadamente e os artistas vão aparecer do nada, e da mesma forma vão desaparecer”. Apesar de ter uma duração de apenas cinco minutos, “haverá tempo para interagir”.

“Tentamos fazer alguma coisa diferente porque queremos que as pessoas se juntem a nós. Vamos claro, aproximarmo-nos de quem estiver a utilizar o telefone”, aponta Leong.

11 Jan 2019

Fringe | Palestras sobre crítica de arte antecedem abertura oficial do festival

A edição do festival Fringe tem início oficial esta sexta feira, mas as actividades começam hoje com um ciclo de palestras dedicado à crítica de arte. O debate e a troca de ideias são a novidade deste ano do festival que tenciona promover formas alternativas de expressão artística no território

Palestras e debates fazem parte, pela primeira vez, da edição do festival Fringe. Este ano o evento prevê três momentos, com temáticas diferentes, dedicados à troca de ideias, sendo que o primeiro, de um ciclo dedicado à crítica artística, tem inicio já hoje.

O objectivo, afirma a organização na apresentação do evento, é guiar os interessados “pelo mundo da arte e da escrita cultural através de dicas de escrita, palestras, entrevistas com artistas, desenvolvendo a tua capacidade de apreciação, competência analítica e observação atenta dos espectáculos”.

“Crítica de Arte 101” é o tema que vai preencher três palestras. A primeira tem lugar hoje pelas 20h na Macao Theatre Library e é dedicada à discussão da diversidade da crítica artística. A coordenar a conversa vai estar Mok Sio Chong, crítico de teatro local, dramaturgo e encenador. Mok Sio Chong é também editor-chefe da publicação trimestral Performance Arts Forum e de Reviews, sendo presidente do Macao Theatre Culture Institute.

Carol Law vai estar à frente da conversa agendada para amanhã, à mesma hora e no mesmo local, que se vai debruçar na preparação técnica para entrevistas a artistas. Carol Law, fez o mestrado em Jornalismo e Gestão Cultural pela Universidade Chinesa de Hong Kong e foi repórter de televisão responsável pela realização de entrevistas, redacção de notícias, edição de vídeo tendo trabalhado ainda na área de investigação. Actualmente, é escritora freelancer e trabalha com diferentes média, focando-se em temas como o desenvolvimento da indústria artística de Macau, estilo de vida ecológico e a história de Macau.

Sexta feira é dedicada ao debate sobre a questão “quão no limite é o festival Fringe?”. No Macau Theater Library vai estar Hui Koc Kun . Conhecido por “Big Bird”, Hui é dramaturgo, encenador e actor de teatro há mais de três décadas. Licenciado pela Faculdade de Letras da Universidade de Macau, foi também um dos primeiros licenciados do Programa de Administração de Arte do Centro de Artes de Hong Kong, e graduado pelo Programa de Pós-Graduação em Indústrias Culturais e Criativas da Academia de Artes e Design da Universidade de Tsinghua.

Hui tem na sua carreira a coordenação de eventos culturais e artísticos, incluindo o Festival de Música Pop de Macau, as Apresentações de Teatro Conjuntas de Macau, e o projecto Ano Novo Chinês em Lisboa. O dramaturgo foi um dos elementos envolvidos na criação do Festival Fringe e coordena o evento há mais de uma década. Actualmente, está envolvido na área da programação e os seus mais recentes projectos incluem o HUSH! Full Music e o Desfile por Macau, Cidade Latina.

Os interessados em participar têm que ter mais de 16 anos e para se inscreverem devem produzir um pequeno texto de 200 palavras a ser entregue no momento de chegada e onde descrevem os motivos da sua presença.

Fronteiras discutidas

As fronteiras entre a arte e o quotidiano são o tema que vai ocupar a palestra marcada para sábado, às 15h na galeria At Light. “A linha entre a arte e o quotidiano” é o tema de conversa que vai estar a cargo de Pak Sheung Chuen que vem de Hong Kong, Siraya Pai de Taiwan, e Cherrie Leong e Lei Sam I, de Macau. A conversa tem como objectivo possibilitar um espaço de debate acerca do papel da arte no dia a dia de cada um e debater a fronteira entre expressões artísticas e o quotidiano.

“Cada vez mais as actividades artísticas interagem com o nosso dia-a-dia e cada vez mais os espectáculos entram no nosso quotidiano. A arte está ultrapassar os limites e a entrar nas nossas rotinas diárias? Ou já estamos a envolver a arte na nossa vida diária e já não há mais fronteiras?”, questiona a organização na apresentação do evento. A participação é limitada a 30 pessoas com idades acima dos seis anos e as inscrições são feitas por ordem de chegada. A palestra vai ser conduzida em cantonês e mandarim.

No sábado, dia 26, é o momento de balanço com o encontro entre o público e críticos convidados para partilharem as suas opiniões sobre os espectáculos do Fringe.

9 Jan 2019

Festival Fringe arranca esta sexta-feira com espectáculos para todos os gostos

O 18º Festival Fringe da Cidade de Macau, organizado pelo Instituto Cultural, arranca já esta sexta-feira e prolonga-se até ao próximo dia 27 deste mês. A inauguração terá lugar no pelas 19:30 horas, no Edifício do Antigo Tribunal.

Na altura, será apresentado o “18.º supermercado do Fringe”, sendo que à noite o espectáculo Sigma, produzido pelo grupo Gandini Juggling e pela coreógrafa premiada Seeta Patel, ambos do Reino Unido sobe ao palco mostrando, segundo o comunicado da organização, geometrias virtuosas através de circo e dança clássica indiana. Os bilhetes disponíveis para alguns espectáculos do festival já são limitados, adverte ainda a organização.

Da mescla de espectáculos constam também Conjunto de Música Urbana Interactiva com instalações artísticas e orquestra ao ar livre que mostra uma instalação com desenhos de diferentes instrumentos musicais para o público tocar. Janelas Efémeras – Arte Urbana nos Terraços usa papel de arroz para mostrar a arte de rua não agressiva, convidando as pessoas a trocar pontos de vista e a participar, mudando a fisionomia da cidade através da arte. Flash Mob – Phubber Drama irá apanhar phubbers em paragens de autocarro numa actividade interactiva com o público.

O programa do Fringe apresenta ainda outros espectáculos, como The Icebook, apresentado por artistas também provenientes do Reino Unido, Davy e Kristin McGuire, com o primeiro livro pop-up do mundo em vídeo mapping.

Em Sê Meu Velho Amigo, produzido pela companhia local Dream Theater Association, através de objectos de estimação, velhos amigos contam-nos histórias pessoais, lembrando os dias de Macau do antigamente; na leitura de teatro ao ar livre Sonia, escrita pelo dramaturgo local Ma Wai In e encenada por Ku Ieng Un, o público vai ouvir uma história que, dando vida a personagens não-humanas, reproduz a realidade; já o espectáculo Peixe-dourado, apresentado por Four Dimension Spatial de Macau e pela Companhia de Dança Moderna de Changde, revela as memórias ocultas de tabus emocionais sob a lógica do sonho, informa a organização.

O Festival Fringe realiza ainda 10 actividades de extensão, incluindo workshops, palestras, crítica artística e sessões de partilha. Os bilhetes para os espectáculos estão disponíveis na Bilheteira Online de Macau.

8 Jan 2019

Festival Fringe apresenta grafites em papel de arroz no Porto Interior

Uma exposição de intervenção urbana não evasiva é a proposta de “Janelas Efémeras”, um projecto que pretende por as famílias locais a produzir grafites em papel de arroz, acompanhadas pelo conhecido artista Barlo. O objectivo é expor, na Ponte 9, um conjunto de “janelas” que contenham a expressão do imaginário de cada um

 

“Janelas Efémeras – Arte Urbana nos Terraços” é o projecto de arte de rua que reúne o famoso artista Barlo e residentes de todas as idades para criarem uma série de ilustrações em papel de arroz que representem o seu imaginário. O evento itegra a programação do Festival Fringe de 2019 e tem lugar entre os dias 12 de Janeiro e 9 de Fevereiro, sendo constituido por dois momentos: a produção das obras e a sua exposição.

O objectivo é, de acordo com a curadora Filipa Simões, “divulgar o papel de arroz como técnica de arte urbana não agressiva”, ao mesmo tempo que proporciona “um momento de partilha e de relacionamento entre diferentes camadas da sociedade, promovendo uma transformação cívica através da arte”.

A ideia é “criar janelas”, refere ao HM, inicialmente produzidas num workshop que vai ter lugar a 12 e 13 de Janeiro na Ponte 9. A iniciativa é fomentar a intervenção feita em família, “trazer as crianças porque são as gerações futuras e são responsáveis muitas vezes por puxar os adultos para outros campos”.

O workshop que pretende ser uma plataforma de partilha que reúne o artista de rua Barlo, a curadora Filipa Simões e todos os participantes e onde serão criadas ilustrações em papel de arroz que retratam pessoas e as suas histórias vai dar origem às obras que integram a exposição homónima.

No final, são os “artistas” que vão montar a mostra, no terraço da Ponte 9, para que tenham acesso a todos os passos de uma exposição, aponta Filipa Simões.

A iniciativa aceita até dez pares de participantes – pais e filhos – e tem o valor de inscrição de 100 patacas. A exposição vai estar patente de 13 de Janeiro a 9 de Fevereiro.

As “janelas” são o meio para colocar no papel o imaginário de cada um dos participantes, adianta a curadora. “A ideia é criar janelas de um prédio que mostram as pessoas. São janelas para o imaginário em que cada um vai mostrar um bocadinho do seu mundo, colocando o que lhes vai na imaginação no papel e transformando as ideias em imagens”, acrescenta.

Suporte delicado

Já a escolha do papel de arroz enquanto suporte destes trabalhos tem que ver não só com a sua origem chinesa mas também por proporcionar uma base “não invasiva”. “Já tínhamos vistos este material pelas ruas de Macua, até porque de vez em quando aparecem uns grafites feitos em papel de arroz”, recorda Filipa Simões. Mas o mais importante, considera “é o facto de se tratar de um material não invasivo e que pode ser tirado em qualquer altura”.

A actividade que conta com o apoio da CURB – Centro de Arquitectura e Urbanismo, já faz parte do interessa da entidade na promoção da arte de rua. “A street art é um tema pelo qual nos interessamos há muito tempo e com o Fringe tivemos esta oportunidade”, explica Filipa Simões.

O interesse nesta demonstração artística tem que ver com o seu potencial, nomeadamente quando se fala de reabilitação urbana, até porque “pode reactivar zonas da cidade que já estão um bocado decadentes e pode trazer artistas para uma zona da cidade que tende a ficar esquecida, o que já é uma coisa que acontece internacionalmente”, refere a curadora de “Janelas Efémeras”.

É neste sentido que o projecto ganha forma na zona do Porto Interior que “tem estado um pouco esquecido e em que as preocupações são só com as inundações. Mas é uma zona que tem vindo a decair com a redução da pesca e de toda a indústria relacionada”, remata.

21 Dez 2018

Festival Fringe regressa em Janeiro com um total de 18 propostas

O Fringe está de regresso. O cartaz do festival, que vai decorrer entre 11 e 27 de Janeiro, contempla 18 propostas pensadas para “quebrar as barreiras e as convenções e a redescobrir o excepcional da vida quotidiana”

 

Écom “Sigma”, uma produção do grupo Gandini Juggling (Reino Unido), que combina ritmos, padrões e cores exuberantes num cenário de espelhos, celebrando o diálogo entre os mundos do malabarismo, da música e da dança clássica indiana que vai abrir o XVIII Festival Fringe, cujo cartaz foi ontem apresentado.

Subordinada ao tema “Extra. Ordinário”, a iniciativa, organizada pelo Instituto Cultural (IC), pretende levar o público a “quebrar as barreiras e as convenções e a redescobrir o excepcional da vida quotidiana” através de um total de 18 propostas, a terem lugar entre 11 e 27 de Janeiro.

É também do Reino Unido que chega “Wet Sounds”, um concerto subaquático “sem precedentes”, apresentado por Joel Cahen que vai transformar uma piscina comum num espaço para música, bem como “The Icebook”, o “primeiro livro pop do mundo em vídeo ‘mapping’, dos artistas britânicos Davy e Kristin McGuire. Já com a marca dos Estados Unidos surge “Transmissão Silenciosa”, pela mão da artista Morgan O’Hara, conhecida pelo desenho ao vivo “Live Transmissions”, que vai juntar-se à Associação de Desenvolvimento Comunitário para explorar o significado do desaparecimento e da incompletude da vida. “Peixe-dourado” titula a peça da Four Dimension Spatial de Macau e da Companhia de Dança Moderna de Changde (China), que se propõe a revelar memórias ocultas de tabus emocionais sob a lógica do sonho.

Desenhos que soam

O Conjunto de Música Urbana Interactiva, por seu turno, vai apresentar uma instalação com desenhos de diferentes instrumentos musicais que podem ser tocados. “É uma instalação interactiva baseada nas formas de arte de rua. Basicamente, é uma parede de seis por três metros com desenhos de instrumentos que ao serem tocados vão dar som”, explicou o português João Oliveira, sem esconder a expectativa de ver a reacção do público.

“Hei-de vir todos os dias para filmar, porque, para mim, o que tem piada é isso mesmo, não haver distanciação entre os artistas e quem observa. Na realidade, o público é o artista, eles é que vão fazer algo”, sublinhou. João Oliveira explicou ainda que estarão patentes instrumentos distintos, desde chineses a indianos, ou mesmo da música electrónica, como sintetizadores. Em paralelo, vão ter lugar pequenas performances com o objectivo de explicar um pouco o conceito a quem passar pela Praça de Jorge Álvares.

O programa tem, de resto, uma forte componente local, como “Pequeno Escape”, que revela histórias de vida entre os corredores de um supermercado, da autoria de Lei Sam I, bem como “Sê Meu Velho Amigo”, produzido pela companhia local Dream Theater Association, em que, por via de objectos de estimação, velhos amigos contam histórias pessoais, lembrando a Macau do antigamente. Destaque também para “Flash Mob – Phubber Drama”, de Cherrie Leong, que reflecte sobre a sociedade actual, centrada no mundo dos “phubbers”, ou seja, dos que ignoram alguém por estar constantemente fixado no telemóvel ou para “Sonia”, escrita pelo dramaturgo local Ma Wai In e encenada por Ku Ieng Un, em que o público vai ser convidado a ouvir uma história que, dando vida a personagens não-humanas, reproduz a realidade.

A oferta inclui ainda espectáculos transdisciplinares e fruto de colaborações inter-regionais, como “Horizonte Corporal”, da Companhia de Dança Amálgama (Portugal), Dancecology (Taiwan) e Stella e Artistas de Macau, que apresentará uma nova perspectiva que permitirá ver Macau de um outro ângulo, através das linhas da paisagem com a extensão dos corpos.

O Fringe contempla ainda espectáculos para públicos de diferentes idades, tais como “Magia de Luz e Sombra”, apresentado pelo mimo francês Edi Rudo e pelo CANU Theatre, os quais irão criar um mundo teatral absurdo, usando luzes e sombras com as mãos; e o concerto “Era uma vez a cantar em Português”, da Casa de Portugal em Macau, que apresenta clássicos da Disney e canções tradicionais infantis portuguesas.

O XVIII Festival Fringe, com um orçamento de três milhões de patacas, oferece 18 programas, duas exposições e instalações, sete ‘workshops’ e três palestras temáticas, num total de mais de 100 sessões ao longo de 17 dias.

7 Dez 2018

Artes | Fringe promove a descoberta de Macau e a interacção entre pessoas

A 17ª edição do Festival Fringe, que decorre entre 12 e 21 de Janeiro, tem dois objectivos que ultrapassam a apreciação artística: O desvendar dos segredos escondidos de Macau e o aprofundamento da forma como as pessoas se relacionam umas com as outras.

Além dos 23 espectáculos que enchem o cartaz do Festival Fringe deste ano, o Instituto Cultural (IC), que organiza o evento, tem programado uma dezena de workshops, palestras, sessões de crítica de arte, entre outros eventos que pretendem envolver a cidade durante os dez dias do festival.

Um dos intentos da organização é proporcionar a participação activa do público. Nesse capítulo, não há como fugir ao “Leilão de Histórias de Amor”, um espectáculo que se realiza no Mico Café, no dia 14 de Janeiro às 17h e às 21, e nos dias 15 e 17 de Janeiro às 19h30. Neste espectáculo tudo é possível e nada é posto de lado, assim sendo, serão leiloados artigos carregados de romantismo tais como amuletos tailandeses, brinquedos para adultos e essências amorosas.

O espectáculo traça uma viagem entre Taipé e Macau, à procura de recordações de namoros extintos mas que se mantém vivos em objectos como cartões feitos à mão ou cantigas de amor.

O leilão será preenchido também pelas histórias submetidas pelos participantes em palavras, vídeos ou movimentos corporais.

Outra das actividades do cartaz do Fringe é o Teatro para Bebés – Workshop de Produção Criativa, ministrado pelo grupo australiano Polyglot Theatre e o Big Mouse Kids Drama Group, que terá lugar no Anim’Arte NAM VAN, a 20 e 21 de Janeiro, das 10h às 13 e das 14h30 às 18h30. O objectivo é envolver a família no Fringe 2018, com um evento em que bebés e crianças em idade pré-escolar exploram e interagem com experiências sensoriais que estimulam a imaginação. Os membros do Polyglot Theater vão ensinar técnicas de actuação, como expressão facial e corporal, assim como formas de relação entre público e artistas.

Caçar tesouros

Um dos destaques do cartaz do Fringe recria um habitual fragmento de quotidiano de quem vive em Macau e que na maioria das vezes não é encarado como algo positivo ou artístico. A Dream Theater Association apresenta uma peça itinerante intitulada “O Meu Pai é Motorista de Autocarro”, que tem como ponto de partida a Rua de Lei Pou às 14h30 dos dias 13 e 14 de Janeiro, sábado e domingo.

O fio condutor que orienta a peça é o ambiente que se vive no cenário de transição onde todos actuam diariamente. O espaço limitado, os estridentes anúncios das próximas paragens, o linguajar variado à nossa volta, a publicidade que nos entra pelos olhos adentro e os solavancos que tornam a viagem numa acrobacia colectiva são cenário da peça. O protagonista é um motorista aposentado e os seus velhos colegas de profissão que testemunharam durante décadas dramas pessoais e mudanças históricas na cidade.

O areal negro da praia da Hac Sa será palco para uma peça encenada pelo Rolling Puppet Alternative Theatre e Teatro Langasan, de Taiwan, na próxima sexta-feira às 20h, e no sábado e domingo às 15h30. A peça chama-se “Niyaro: Anseio pela Pátria”, e conta a versão poética da história dos Amis, um grupo nativo de Taiwan, através de cantos, danças e cerimónias rituais que representam mitos tribais e o anseio pela terra natal.

A peça é um grito de identidade de uma alma antiga que vive cercada por arranha-céus e que procura encontrar um pedaço de terra onde assentar as raízes culturais tradicionais do grupo indígena a que pertence.

O Teatro Langasan, originário do vale de East Rift em Taiwan, cria uma fusão entre a cultura aborígene, o teatro moderno e a arte de representação em torno do conceito “o palco é um local de rito”. A actuação única que será apresentada na praia de Hac Sa foi aclamada no Festival Fringe de Edimburgo e no Festival OFF d’Avignon.

Sono e sonho

Ao contrário do que é normal, a companhia Co-coism, também de Taiwan, convidar os espectadores ao sono. A intervenção artística que dá pelo nome de “Pode Dormir Aqui” tem data e hora marcada para sexta-feira e sábado, às 21h30, em lugar incerto. O objectivo é tornar indistinguível o espaço público do espaço privado e transformar Macau numa imensa cama. A companhia que já havia participado no Fringe do ano passado, junta-se ao produtor local Ieong Pan e convida o público a “viver em lugares abandonados”. O espectáculo de difícil definição convida a um cochilo ou a uma conversa em ambiente recatado em plena via pública. A organização pede a quem esteja interessado que se prepare para dormir fora de casa. Veremos se São Pedro colabora.

O espaço Anim’Arte NAM VAN apresenta no próximo sábado e domingo, entre as 11h e as 19h, uma exposição de pintura que sai das telas e ganha pulso, nomeadamente no museu vivo, com hora marcada entre as 14h30 e as 16h30. A iniciativa intitula-se “Laboratório Miró”, da autoria da Macau Artfusion, e convida o público a perder-se na arte de Joan Miró.

O evento tem várias facetas. Workshops de expressões criativas, movimento, desenho, caracterização, pintura corporal, sessões fotográficas e museu vivo, apresentando a obra do pintor surrealista espanhol em telas de pele.

Estas são alguns dos exemplos de intervenções artísticas de difícil definição que preenchem o cartaz de um festival onde a indefinição é um conceito fundamental.

10 Jan 2018

Festival | Fringe invade a cidade com performances artísticas contemporâneas

A 17º edição do Festival Fringe já mexe com mais de duas dezenas de performances de artistas e grupos locais e estrangeiros. Já a partir de sexta-feira, o Fringe oferece um vasto leque de peças de teatro, dança, performances interactivas, exposições e animação espalhada pela cidade

 

De todos os eventos culturais organizados em Macau, o Festival Fringe é aquele que mais arrisca em termos de arrojo performativo. Apesar de já ter alguma actividade na rua, o Fringe 2018 arranca esta sexta-feira, com mais de duas dezenas de espectáculos, performances e exposições em mais de vinte locais.

Com a organização do Instituto Cultural (IC), o festival oferece também uma série de actividades de divulgação e sensibilização artística onde se incluem palestras, workshops e crítica de arte com o intuito de alargar os horizontes da percepção do público local.

Na área da dança destaque para “Trinamics”, um espectáculo da autoria de duas companhias, a Unlock Dancing Plaza, de Hong Kong e a Namstrops do Japão, que será apresentada nos dias 20 e 21 de Janeiro o edifício do Antigo Tribunal. “Trinamics” divide-se em três actos, com coreografias escritas e interpretadas pelas duas companhias. Os Unlock Dancing Plaza são vencedores recorrentes da Hong Kong Dance Awards, enquanto que a companhia japonesa é um grupo jovem que produz uma larga gama de espectáculos baseados no improviso, na força física e no arrojo dos movimentos corporais. A peça promete levar ao Antigo Tribunal uma performance vigorosa onde a agilidade leva os bailarinos a desafiar a gravidade.

No dia 16 e 17 de Janeiro, o mesmo palco do Antigo Tribunal recebe a performance de dança, “Idiot – Syncrasy” da dupla baseada em Londres Igor Urzelai e Moreno Solinas. O duo é inspirado pelas tradições folclóricas da Sardenha e do País Basco, as origens dos bailarinos, levando a dupla a usar o movimento como forma de comunicar ideias. A actuação que trazem ao Fringe 2018 é conceptualmente simples mas poderosa, séria e divertida, procurando demonstrar as mais puras das aspirações presentes na natureza humana.

Teatro marginal

Com a chancela da Comuna de Pedra, em parceria com o Hao Theater de Taiwan, o Teatro Experimental Hiu Kok recebe nos dias 19 e 20 a peça “Holidays”. O conto de Gabriel Garcia Márquez “Só Vim Telefonar”, serviu de base para três anos de trabalho de produção conjunta entre Jenny Mok e Shanshan Wu. O resultado foi esta peça que mistura o teatro físico e os fantoches. O movimento é o principal elemento da narrativa, que usa o mínimo essencial de palavras na procura da exploração daquilo que há de mais insuportável na natureza humana. A peça é um hino ao sarcasmo e ao humor negro. “Holidays” assenta na situação de duas personagens, A e B, que encaram a deportação, torturas e penas a que foram condenados por serem trabalhadores pouco produtivos como umas aprazíveis férias.

Outro dos destaques na área do teatro é a peça “White Rabbit Red Rabbit”, apresentado peça companhia do Teatro Inside-Out, do Interior da China, e Chan Si Kei, que subirá ao palco no dia 18 de Janeiro no edifício do Antigo Tribunal.

O conceito inusitado da peça parece feito de propósito para o cartaz de uma edição do Fringe, no entanto já foi interpretada mais de um milhar de vezes pelo mundo fora. Ainda assim, Macau tem o privilégio de assistir à estreia da peça em cantonês, através da performance do actor local Wong Pak Hou.

“White Rabbit Red Rabbit” é um jogo teatral de interacção com o público, uma peça que dispensa sinopse onde a direcção, o palco, os ensaios e mesmo as palavras são supérfluas. Aliás, não existe nada que se possa saber de antecedência que potencie o prazer de assistir e participar na performance.

O autor iraniano Nassim Soleimanpour escreveu a peça quando foi proibido pelo Governo de passar as fronteiras do Irão. O teatro era o seu álibi para conseguir fugir do país e viajar pelo mundo fora. Toda a performance é envolvida em mistério, o actor recebe o guião mesmo à última hora, quando entra em palco já com as luzes acesas e quando encara a audiência.

Numa experiência que sai da internet para as ruas de Macau, “Bear with Us”, produzido pela companhia de teatro australiana Memetica e a Point View Art Association, propõe uma expedição pela cidade. Como tal, Macau será invadida por três ursos gigantes que vão andar pelas ruas da cidade numa senda exploratória com imparável vontade que promete desvendar os mistérios de todos os cantos do mundo.

Esta actividade é assente nas tropelias de três ursos fantoches que prometem surgir do nada e convidar pessoas para partilhar aventuras. As companhias sugerem que se sigam as páginas de Facebook e o Instagram “Bear with Us”.

A 17ª edição do Fringe 2018 terá ainda uma série de outros eventos que aliciam o público a explorar Macau e a olhar para a cidade com uma perspectiva nova, uma perspectiva Fringe.

9 Jan 2018