Circulação | Matrículas de Hengqin vão poder entrar em Guangdong

Vai terminar a circulação exclusiva na Ilha da Montanha para veículos de matrícula única de Macau em Hengqin. As autoridades nacionais estão a ultimar detalhes para permitir a entrada em Guangdong. Na primeira fase, a medida será aplicada apenas a quem reside, trabalha ou tem negócios em Hengqin

Vai terminar em breve o cerco rodoviário a que estavam votados os condutores de Macau que tinham matrículas nos veículos para circulação exclusiva em Hengqin. “Relativamente à questão da circulação de veículos de matrícula única de Macau em Hengqin fora da ilha, os departamentos relevantes das autoridades centrais já deram o seu aval e procederam à revisão dos correspondentes regulamentos administrativos do Conselho de Estado.” Foi desta forma que o chefe do gabinete de secretário para a Segurança, Lam In Sang, revelou a medida, numa resposta à interpelação de Leong Sun Iok, divulgada ontem.

Para já, as autoridades do Interior da China estão a preparar a implementação da medida, “incluindo a construção do sistema de informação alfandegária, a revisão dos métodos de gestão relacionados e a elaboração das regras de requerimento”.

Lam Hin Sang acrescentou que no período inicial, o alargamento da permissão para conduzir na China será restrito a pessoas “que realmente vivem, residem, trabalham ou empreendem negócios na Zona de Cooperação”. Porém, o chefe de gabinete acrescentou que, no futuro, se as condições permitirem, a política será gradualmente ampliada.

Contra todos os riscos

Actualmente, os veículos de Macau com matrículas que permitam circulação em Hengqin não podem passar para Zhuhai, e vice-versa. Para já, será apenas alargada a circulação para quem tem matrículas para conduzir na Ilha da Montanha, que permanece encerrada à circulação de veículos de Macau habilitados a usar as estradas de Guangdong.

O Governo indicou também que as autoridades do Interior da China estão a “estudar as disposições de seguro para os veículos automóveis de Macau que entram e saem do Interior da China pelo Posto Fronteiriço Hengqin”, no sentido de atingir o reconhecimento recíproco dos seguros contraídos dos dois lados da fronteira.

Assim sendo, a cobertura de responsabilidade dos seguros contratados junto de seguradoras de Hong Kong e de Macau será equivalente ao seguro obrigatório de responsabilidade civil por acidentes de viação de veículos automóveis no Interior da China.

O chefe do gabinete de Chan Tsz King acrescentou que a Autoridade Monetária de Macau coordenou com “o sector segurador de Macau a previsão, nas cláusulas dos seguros de veículos transfronteiriços GuangdongMacau, de espaço que possibilite a articulação” com a entrada e saída de veículos automóveis de Macau no Interior da China através do referido Posto Fronteiriço Hengqin.

11 Dez 2025

Sands e Galaxy | Centros comerciais recuperam terreno

Os resultados dos centros comerciais da Sands e Galaxy Macau no terceiro trimestre mostram sinais de optimismo. Enquanto a Galaxy registou um aumento trimestral de 3,7 por cento e quebra anual de 2 por cento, a Sands China teve uma subida de 6,5 por cento das receitas líquidas nos primeiros nove meses do ano

No terceiro trimestre deste ano, as receitas dos centros comerciais instalados em resorts da Sands China e Galaxy Entertainment Group melhoraram em relação ao trimestre anterior, confirmando a tendência do aumento da procura por bens de luxo no comércio de Macau, assim como no Interior da China, de acordo com um artigo publicado no portal GGR Asia.

De acordo com a empresa-mãe da Sands China, a Las Vegas Sands Corp, as receitas líquidas agregadas nos primeiros nove meses de 2025 ascenderam a 379 milhões de dólares, mais 6,5 por cento face ao mesmo período do ano passado. Tendo em conta apenas o terceiro trimestre, os centros comerciais da Sands China facturaram 130 milhões de dólares, mais 4 por cento em termos trimestrais e anuais.

Os ganhos de 22 milhões de dólares foram em larga parte justificados com os rendas extra pagas no período em análise, de 15 milhões de dólares. Estas rendas extra dizem respeito a um valor relativo aos resultados de vendas acima de determinada fasquia da loja arrendatária, aos quais de somaram 4 milhões de dólares das rendas base e 3 milhões de dólares em despesas de manutenção.

Todos em linha

Em relação aos centros comerciais da Galaxy, foram apurados 340 milhões de dólares de Hong Kong no terceiro trimestre do ano, mais 3,7 por cento face ao trimestre anterior, mas uma queda de 2 por cento face ao mesmo período de 2024.

Graças à performance dos espaços comerciais nos resorts da Galaxy no terceiro trimestre, o grupo conseguiu atingir receitas líquidas de mil milhões de dólares de Hong Kong nos primeiros nove meses do ano. Apesar do resultado significar um declínio de 3,9 por cento em termos anuais, as quebras foram acentuadas face à descida de 12,7 por cento registada no mesmo período de 2024.

A performance dos centros comerciais dos dois grupos empresariais no terceiro trimestre alinham-se com os resultados dos negócios do comércio a retalho divulgados pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos.

Entre Janeiro e Setembro, o volume de negócios do comércio a retalho apresentou uma redução anual de 5,4 por cento para 50,56 mil milhões de patacas. Porém, tendo em conta apenas o terceiro trimestre deste ano, o volume de negócios do comércio a retalho cresceu 2,2 por cento, para 16,96 mil milhões de patacas, face ao mesmo período de 2024. Os dados oficiais indicaram que os resultados foram impulsionados pela venda de cosméticos, joalharia e produtos farmacêuticos.

10 Dez 2025

DSOP | Metade das obras mais caras atrasadas e com derrapagens

Dos 46 projectos com custo superior a 100 milhões de patacas, em execução este ano, 22 estão atrasados em relação ao prazo estabelecido na adjudicação e 23 têm derrapagens orçamentais, que podem chegar a 348 milhões de patacas. As maiores discrepâncias verificam-se na Zona A dos Novos Aterros

Ao longo deste ano, e até à passada sexta-feira, estavam em curso 46 obras públicas em Macau, que representam custos públicos a rondar os 43,53 mil milhões de patacas. Os dados mais recentes sobre a situação das obras com valor superior a 100 milhões de patacas da tutela de Transportes e Obras Públicas revela que, até à passada sexta-feira, se verificavam derrapagens no valor das obras na ordem de 0,8 por cento, o que equivale a cerca de 348 milhões de patacas.

Importa salientar que entre as 46 obras públicas, quatro estão em fase de obtenção de propostas, adjudicação ou contrato, e outras duas foram concluídas. As obras de fundações e caves do Edifício de Apoio ao Centro de Formação e Estágio de Atletas foram concluídas a 5 de Dezembro, enquanto a segunda fase da Empreitada de Construção de Viaduto na Rotunda da Amizade terminou no dia 25 de Novembro.

De acordo com os dados publicados pela Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP), as obras com maiores derrapagens de custos e de prazo de execução situam-se na Zona A dos Novos Aterros.

A maior discrepância ao nível do valor, 18,1 por cento, verifica-se na segunda fase da obra de assentamento de condutas de abastecimento de água nas vias públicas na Zona A, adjudicada à Sociedade de Abastecimento de Águas de Macau por quase 172 milhões de patacas. O desvio no valor da obra ultrapassa os 31,1 milhões de patacas.

Outro exemplo de variações no valor e prazo das obras, é o projecto da galeria técnica e arruamentos no sul da Zona A, que foi adjudicado ao Consórcio de Tong Lei / Lei Seng, por quase 752 milhões de patacas, com prazo de execução de 541 dias úteis de trabalho. Segundo os dados da DSOP, o valor da obra sofreu uma derrapagem de 4,6 por cento, ou perto de 34,6 milhões de patacas. Também a execução da obra apresenta um atraso de 42 dias.

Tubarões e sardinhas

Entre as obras mais dispendiosas para o erário público, destaque para os segmentos norte e sul da Linha Leste do Metro Ligeiro. A obra do segmento norte, adjudicada ao Consórcio de CCECC (Macau)/Nam Kwong/China Railway por 4,47 mil milhões de patacas, apresenta uma derrapagem de 125,16 milhões de patacas. A boa notícia é que o prazo para concluir a obra, 1.350 dias úteis, está a ser cumprido.

No segmento sul da mesma linha, adjudicado ao consórcio formado pela China State, a Construção da China e Túneis Shanghai por 4,8 mil milhões de patacas, a derrapagem foi 4,8 milhões de patacas, enquanto a execução da obra regista um atraso de nove dias em relação aos 1.350 estabelecidos como prazo.

Em relação às 13 empreitadas de construção de edifícios de habitação económica na Zona A dos Novos Aterros, as obras que apresentam maiores discrepâncias no valor são as localizadas nos lotes A1 e A2. O primeiro projecto, adjudicado à CCECC (Macau) por quase 1,48 mil milhões de patacas está a decorrer sem atrasos, mas os custos derraparam 29,5 milhões de patacas.

No lote A2, obra adjudicada à Construção da China (Macau) por 1,57 mil milhões de patacas, a derrapagem orçamental vai quase em 25,1 milhões de patacas, com os trabalhos a decorrerem sem atrasos.

A Construção da China tem actualmente seis obras adjudicadas pelo Governo de Macau, relativas a três empreitadas para habitação económica na Zona A, uma em consórcio com a China State para o Novo hospital – Hospital de Reabilitação e outra com o Porto da China para o Aterro da Zona D. Também a empresa Soi Kun, do ex-deputado Mak Soi Kun, soma três adjudicações em consórcio para a construção de blocos de habitação económica na Zona A, à qual se junta a empreitada relativa ao Tribunal de Segunda Instância nos lotes C12 e C14 do Lago Nam Van.

10 Dez 2025

Conselho de Estado | Pedida maior participação da RAEM na abertura do país

Uma comitiva do Governo reuniu com a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma para afinar as metas de Macau na iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” e na abertura do país ao mundo. Tai Kin Ip prometeu implementar “seriamente” os espíritos da 4.ª sessão plenária do 20.º Comité Central do PCC e dos “importantes discursos” de Xi Jinping

Representantes do Governo de Macau estiveram em Pequim na sexta-feira para uma reunião com dirigentes da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, um departamento executivo do Conselho de Estado, segundo um comunicado divulgado ontem pelo gabinete do Gabinete do Secretário para a Economia e Finanças, Anton Tai Kin Ip.

Na agenda de trabalho, esteve a colaboração de Macau na construção da iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”. O director-adjunto da comissão nacional, Zhou Haibing, começou por elogiar a RAEM, referindo que “Macau tem utilizado os seus pontos fortes para atender às necessidades nacionais, demonstrando um papel de participante proactivo” na iniciativa nacional. Zhou Haibing indicou também que o caminho de Macau passa por criar “uma imagem cultural mais atractiva no contexto da construção conjunta de ‘Uma Faixa, Uma Rota’, permitindo que Macau “desempenhe um papel mais significativo na abertura do país ao exterior”.

Estrela polar

Começando por destacar a importância de participar na iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota”, Tai Kin Ip garantiu que “o Governo da RAEM implementará seriamente o espírito da 4.ª Sessão Plenária do 20.º Comité Central do PCC e o espírito dos importantes discursos do Presidente Xi Jinping”.

Em termos práticos, o governante local afirmou que o Executivo irá reforçar as funções de plataforma, assim como “o papel de ‘interlocutor de precisão’, ajudando melhor as empresas do Interior da China a expandirem-se ao exterior”.

Os vários departamentos do Executivo de Sam Hou Fai que participaram na reunião apresentaram à Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma os “progressos alcançados na participação e apoio de Macau à construção de ‘Uma Faixa, Uma Rota’”, que não foram especificados pelo Governo.

10 Dez 2025

Casinos-satélite | DSAL sem queixas sobre direitos laborais

A Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais afirmou não ter recebido, até domingo, queixas relativas a violações de direitos laborais por parte de funcionários de casinos-satélite. A entidade salienta também a exigência feita a concessionárias e empresas que geriam casinos-satélite para salvaguardarem os postos de trabalho dos residentes

Até agora, a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) não recebeu queixas de trabalhadores de casinos-satélite por violações de direitos laborais resultantes dos encerramentos destes espaços.

Com o fim anunciado da era dos casinos-satélite a levar ao fecho de 10 destes 11 locais de jogo, o secretário para a Economia e Finanças, Anton Tai Kin Ip, prometeu que o Governo irá tentar garantir o emprego dos milhares de funcionários afectados. Durante a apresentação das Linhas de Acção Governativa, o secretário salientou o trabalho do Executivo na defesa dos postos de trabalho de residentes

Em declarações ao canal chinês da Rádio Macau, a DSAL reafirmou que a “transição” de funcionários para as concessionárias “está a decorrer sem sobressaltos”, e que têm requerido constantemente às concessionárias de jogo, assim como às empresas que operavam os espaços, que sejam assegurados os empregos dos trabalhadores locais.

Além disso, a DSAL refere que foi lançada em Junho uma linha telefónica para aconselhamento na procura de emprego, e outras informações relacionadas, e foram abertos balcões de atendimento para ajudar os trabalhadores de casinos-satélite.

Por outro lado

O Governo destacou também a organização de múltiplas feiras de emprego e sessões de emparelhamento. Até ao fim de Novembro, a DSAL organizou 15 feiras de emprego em colaboração com três concessionárias de jogo, oferecendo vagas em áreas como marketing, atendimento ao cliente, restauração, limpezas, entre outras. No total, 708 pessoas participaram nas feiras de emprego.

A DSAL garantiu que irá “continuar a monitorizar o recrutamento dos trabalhadores”, incluindo os contratos firmados, como as mais de 100 sessões de esclarecimentos sobre direitos laborais organizadas pelas concessionárias.

O primeiro casino-satélite a fechar foi o Grandview, no final de Julho, seguido do Grand Dragon, em 22 de Setembro. O Emperor Palace e o Waldo fecharam no final de Outubro, enquanto o Legend Palace encerrou em 12 de Novembro e o Casal Real seis dias depois. No início de Dezembro encerraram os casinos da Ponte 16, o Kam Pek Paradise e o Fortuna, e o Landmark será o próximo a fechar portas, sobrevivendo apenas o Casino Le Royal Arc.

9 Dez 2025

Obras | Exigido cumprimento de normas de segurança

O secretário para os Transportes e Obras Públicas pediu a representantes de associações do sector da construção civil o cumprimento de medidas rigorosas de supervisão para minimizar riscos. Raymond Tam revelou que o Executivo irá acelerar a elaboração de instruções para obras em paredes exteriores de edifícios

O trágico incêndio que vitimizou mais de uma centena e meia de pessoas em Tai Po continua a ter reverberações em Macau. Na passada sexta-feira, o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam Vai Man reuniu com representantes de seis associações do sector da construção civil. O governante “sublinhou que o sector deve implementar rigorosamente medidas de monitorização e controlo em todas as fases da construção, envidando todos os esforços para minimizar os riscos potenciais”.

Na agenda do Governo, a curto prazo, está a “elaboração de instruções para a realização de obras em paredes exteriores de edifícios”, um processo que Raymond Tam garante que será acelerado. Estabelecidas as directrizes, as autoridades vão exigir “cumprimento rigoroso” aos empreiteiros.

Segundo um comunicado emitido pelo gabinete do secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam “salientou que o Governo da RAEM atribui elevada importância à gestão dos estaleiros e à segurança da construção, especialmente no que respeita à reparação de edifícios e às obras de renovação de paredes exteriores, exercendo um controlo rigoroso na fase de apreciação e aprovação”.

Boas práticas

O governante exigiu aos representantes do sector a utilização de materiais que cumpram as normas de segurança contra incêndios e a garantia de uma gestão adequada em todas as fases da obra. Outro ponto discutido, foi a promessa de intensificação do combate às construções ilegais, em particular as que possam obstruir vias de evacuação

De acordo com o Executivo, os representantes das seis associações comprometeram-se em “articular com os trabalhos do Governo da RAEM, cumprindo rigorosamente as diversas instruções e requisitos relevantes”.

9 Dez 2025

IAM | Cães voltam a aparecer mortos em Coloane

Um internauta partilhou no Facebook fotografias de três cães mortos e denunciou a presença de funcionários do IAM a espalhar veneno para ratos de forma displicente. O IAM diz que as autópsias revelaram lesões hemorrágicas sistémicas e que a morte por envenenamento é “extremamente baixa”. O caso foi encaminhado para a polícia

Voltou a acontecer. Na quarta-feira, foram publicadas no Facebook fotografias de cães mortos. O autor, que suspeitou de morte por envenenamento, diz ter visto funcionários do Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) e de uma empresa contratada pela entidade pública a espalhar veneno para ratos numa zona, em Coloane, onde foi encontrado um cão morto.

Segundo a publicação, o internauta terá abordado os funcionários do IAM e da empresa de limpezas criticando o método de aplicação do veneno ao arrepio das orientações estabelecidas, que estaria a descoberto na beira da estrada, ao alcance de pessoas e animais domésticos. Em resposta, o queixoso refere que lhe foi dito que estava tudo bem, e continuaram a depositar o veneno apesar dos protestos do cidadão.

Na noite de quarta-feira, o IAM emitiu um comunicado a endereçar a questão, afirmando ter recebido “sucessivamente relatos de cidadãos sobre a descoberta de três cadáveres de cães em três locais adjacentes entre si em Coloane”, a partir do sábado passado. Afirmando estar “altamente atento ao incidente”, o IAM indica ter destacado imediatamente pessoal para acompanhar os casos nos locais em questão. “Após a autópsia dos cadáveres e a respectiva análise, verificou-se que os três cães em causa apresentavam lesões hemorrágicas sistémicas. O Instituto já participou o caso à polícia, aguardando uma investigação mais aprofundada”.

A papel químico

Sobre a suspeita de ingestão de veneno pelos cães, o IAM sublinhou que o produto usado actualmente “contêm um agente amargo, especificamente concebido para os ratos pela sua falta de reflexo de vómito”. “Para animais com sistema de vomição, incluindo gatos e cães, a ingestão acidental provoca uma reacção de vómito, dificultando a deglutição. Assim, a probabilidade de envenenamento por ingestão acidental é extremamente baixa. Além disso, a dose de isca colocada pelos trabalhadores do IAM de cada vez é especificamente calculada para o pequeno porte dos ratos”, acrescentou a entidade pública.

Na publicação no Facebook, o internauta divulgou uma fotografia onde se pode ver um amontoado de um granulado de cor avermelhada.
O instituto liderado por Chao Wai Ieng indicou ainda que o veneno é colocado em caixas fixas e trancadas, ou em buracos de ratos, ficando oculto e sem contacto fácil por pessoas ou animais. Uma declaração totalmente contraditória com o relato do internauta que denunciou a situação.

No início de Maio, aconteceu um caso semelhante na Taipa também com três cães mortos e suspeitas semelhantes. Na altura, o IAM emitiu um comunicado semelhante ao divulgado na quarta-feira à noite.

5 Dez 2025

Trabalho | Dois terços descansam apenas 1 ou 1,5 dias por semana

Um inquérito da FAOM revelou que cerca de 60 por cento dos trabalhadores não tiveram actualização salarial este ano e dois terços não tem descanso semanal de dois dias. Leong Sun Iok quer que o Governo dê orientações claras às empresas para darem prioridade à contratação de residentes e fixe uma quota mínima de locais

Salários congelados, sobrecarga de trabalho, insegurança financeira e concorrência desleal com salários muito baixos de não-residentes foram as principais preocupações reveladas por cerca de 2.000 trabalhadores que responderam a um inquérito sobre condições de trabalho em 2025. O tabalho, apresentado ontem, foi realizado pela Associações dos Operários de Macau (FAOM).

Para 60 por cento dos entrevistados, não houve aumentos de ordenado este ano, enquanto 10 por cento tiveram mesmo cortes salariais. Além disso, perto de dois terços dos trabalhadores queixaram-se de uma excessiva carga laboral, com o descanso semanal reduzido a um dia ou um dia e meio.

Outra situação que desalinha o equilíbrio entre vida e trabalho, é o acesso tecnológico que permite transportar para os tempos livres e para casa tarefas de trabalho. Esta situação voltou a ser alvo de queixas de trabalhadores, levando os responsáveis da FAOM a pedir ao Governo que defina claramente os parâmetros do “direito a estar offline”. Para tal, é necessário que os trabalhadores tenham direito a compensação de horas extra, ou salário de trabalho por turnos.

A juntar a estes problemas, foram frequentes os relatos de falta de estabilidade e de “almofada” financeira, causando sentimentos de insegurança em relação ao futuro.

O bicho papão

Dando eco a uma das bandeiras políticas da FAOM, os entrevistados consideram que as políticas laborais não dão prioridade eficaz aos locais no acesso ao emprego. Como tal, 63 por cento dos inquiridos revelaram falta clareza às medidas de protecção a trabalhadores residentes.

Neste ponto, o deputado Leong Sun Iok, afirmou que “apesar de as actuais leis já definirem a prioridade dos residentes locais, o Governo nunca traçou exigências claras para as empresas em relação às práticas de contratação recursos humanos”. O resultado é a falta de eficácia na concretização da prioridade.

Uma solução, apontado pelo deputado, seria a aplicação firme de quotas ou proporção mínima de residentes nos recursos humanos de cada empresa, como acontece com os cargos de chefia nas concessionárias do jogo. Leong Sun Iok considera que desta forma, os empregadores seriam “incentivados” a formar funcionários locais.

Os salários demasiado baixos de trabalhadores não-residentes, e a decorrente concorrência desleal provocada pelo desnível dos ordenados, foi destacada por 60 por cento dos inquiridos. Leong Sun Iok defende que o Governo deveria recusar pedidos para contratação de não-residentes quando os salários propostos pelos empregadores forem demasiado baixos.

5 Dez 2025

Obras | Governo diz que trabalhos conjuntos aumentaram 20%

No balanço de 2025, o Governo indicou que a taxa de execução conjunta de obras nas vias da cidade, para evitar escavações repetidas, aumentou quase 20 por cento. Por outro lado, até ao fim de Novembro, tinham sido iniciadas em 2025 cerca de 360 obras viárias, menos 30 por cento em termos anuais

O Grupo de Trabalho para a Optimização da Coordenação de Obras Viárias apresentou ontem o balanço de 2025, numa reunião presidida pelo secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam. Na apresentação, foi indicado que a taxa de execução conjunta das obras aumentou quase 20 por cento, comparado com o mesmo período do ano passado, o que trocado por miúdos significa a não repetição de escavações no mesmo local com objectivos diferentes. O grupo de coordenação categorizou o aumento das obras combinadas como uma demonstração de “resultados significativos”.

Entre o início do ano e o fim de Novembro, foram iniciadas cerca de 360 obras nas ruas e estradas de Macau, volume que ainda assim representou uma redução superior a 30 por cento, face ao período homólogo, segundo os dados apresentados a Raymond Tam. Destas, “cerca de 120 foram executadas de forma conjunta, representando aproximadamente um terço do total”, demonstrando “a crescente eficácia do trabalho de coordenação”.

O secretário deu instruções ao grupo de trabalho para serem adoptadas medidas que permitam reduzir ao mínimo o número de tampas de esgotos na via pública, para “garantir a segurança dos condutores de motociclos e ciclomotores”.

Seguir exemplos

Em relação ao próximo ano, o grupo apresentou a Raymond Tam os planos de obras viárias, que foram integradas em 47 zonas de coordenação, definidas de acordo com as respectivas áreas e períodos de execução. A divisão territorial das intervenções foi avançada como factor que irá possibilitar “a execução simultânea de várias obras na mesma área”, reduzindo escavações repetidas.

O projecto de reserva de condutas da Rua dos Mercadores, obra que já foi concluída, foi apontado por Raymond Tam como exemplo a seguir, tendo em contra a “coordenação célere em resposta a situações imprevistas” e a eficácia na aprovação de obras nas imediações das condutas de gás.

Aliás, foi sublinhado que a obra de instalação de condutas e de drenagem actualmente em curso na Rua do Volong adoptou a mesma solução de reserva de condutas aplicada na Rua dos Mercadores.

4 Dez 2025

Habitação | Vendas e preços com quebras anuais em Novembro

Na primeira metade de Novembro, foram vendidas menos casas e a preços mais baratos, face ao mesmo período de 2024. As transacções caíram 18,6 por cento, enquanto os preços desceram 9,1 por cento. Também a área útil dos imóveis vendidos, diminuiu em termos anuais mais de 10 por cento

O mercado imobiliário para habitação continuou em queda na primeira metade de Novembro. Segundos dados divulgados ontem pela Direcção dos Serviços de Finanças, na primeira metade de Novembro foram vendidas 118 fracções para habitação no território, menos 27 em relação ao mesmo período do ano passado, ou uma redução de 18,6 por cento.

Os dados estatísticos baseados no imposto de selo por transmissão de bens revelam também que o preço médio do metro quadrado seguiu a tendência decrescente, com uma quebra de 9,1 por cento, para 66.315 patacas. Até a área útil das casas vendidas diminuiu 10,1 por cento para 71 metros quadrados

No período em análise, as maiores quebras de vendas e preços verificaram-se na Taipa, com um total de 21 casas vendidas, menos 15 em relação à primeira metade de Novembro de 2024, representando uma quebra de 41,7 por cento. Também os preços dos imóveis para habitação na Taipa tiveram uma quebra de 10,2 por cento, fixando-se numa média de 64.510 patacas por metro quadrado.

Na península, onde foram vendidas 90 do total de 118 fracções, as transacções registaram um decréscimo de 11,8 por cento. O preço também diminuiu de 72.613 patacas por metro quadrado para 66.476 patacas por metro quadrado, ou seja, menos 8,4 por cento. No mercado mais caro (Coloane) foram vendidos sete imóveis na primeira metade de Novembro último, o mesmo número em termos anuais. Porém, o preço do metro quadrado caiu 10 por cento para 75.946 patacas.

Mais perto no tempo

Em termos mensais, o valor dos imóveis segue a mesma tendência, apesar do maior número de vendas impulsionado pelo mercado da península.

No total, a venda de casas aumentou na primeira metade de Novembro, em relação ao mesmo período de Outubro, 3,5 por cento, passando de 114 transacções para 118, com o mercado a “aquecer” ligeiramente na península com uma subida de 9,7 por cento. Não é de estranhar, uma vez que a península foi a zona de Macau onde os preços caíram mais em termos mensais: 13,4 por cento.

Na Taipa, as vendas mantiveram-se (11) e os preços subiram 5,5 por cento, mas em Coloane a quebra mensal de vendas foi mais agravada (-36,4 por cento), apesar da descida dos preços do metro quadrado de 11,3 por cento. Tendo em conta todo o território de Macau, os preços sofreram uma variação mensal negativa de 9,9 por cento, caindo de 73.632 patacas para 66.315 patacas por metro quadrado.

3 Dez 2025

Jogo | Receitas de Novembro ultrapassaram 21 mil milhões

Os casinos de Macau apuraram quase 21,1 mil milhões de patacas em Novembro, mais 14,4 por cento face a Novembro de 2024. Apesar da descida em comparação com o recordista mês de Outubro, nos primeiros 11 meses deste ano, a indústria do jogo arrecadou receitas de 226,5 mil milhões de patacas

A indústria do jogo teve receitas brutas de quase 21,1 mil milhões de patacas em Novembro, segundo dados revelados ontem pela Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ), registo que se traduz numa subida de 14,4 por cento face a Novembro de 2024, quando as receitas se ficaram por 18,43 mil milhões de patacas.

Em termos mensais, as receitas brutas do mês passado caíram 12,4 por cento em comparação com o registo de Outubro, que teve a melhor performance mensal dos últimos seis anos, com 24,1 mil milhões de patacas. Importa salientar que Outubro é tradicionalmente um dos períodos de receitas mais elevadas, devido aos feriados nacionais da Semana Dourada.

No cômputo geral, entre o início do ano e 30 de Novembro, as receitas brutas amealhadas pelos casinos ascenderam a 226,5 mil milhões de patacas, mais 8,6 por cento em relação ao mesmo período do ano passado, que registou receitas de 208,6 mil milhões de patacas.

Questões matemáticas

Entre subidas e descidas nas estimativas para a performance da indústria dos casinos, as receitas amealhadas até ao fim de Novembro parecem apontar para a superação da previsão do Governo no orçamento inicial para 2025. Recorde-se que o Executivo começou por estimar receitas brutas anuais de 240 mil milhões de patacas, limite que será ultrapassado se em Dezembro os casinos de Macau registarem receitas superiores a 13,5 mil milhões de patacas. No mês mais fraco deste ano, Janeiro, o sector apurou receitas brutas de 18,25 mil milhões de patacas.

Em Junho, o Governo adoptou uma posição mais conservadora em relação ao desempenho do sector e reduziu as estimativas das receitas anuais do jogo para 235,4 mil milhões de patacas num orçamento rectificativo. Os casinos do território sustentam mais de 83 por cento das receitas públicas da RAEM.

2 Dez 2025

Tai Po | RAEM doa 30 milhões para recuperação após incêndio

O Governo de Macau doou 30 milhões de dólares de Hong Kong para apoiar o Executivo de John Lee Ka-chiu na sequência do trágico incêndio em Tai Po. Sam Hou Fai salientou a “profunda amizade” entre as regiões e apelou à sociedade para se envolver. A Shun Tak, MGM, Galaxy e Cruz Vermelha de Macau, entre outras empresas juntaram-se à onda solidária

O Executivo da RAEM doou 30 milhões de dólares de Hong Kong (HKD), através da Fundação Macau, para apoiar o Governo de Hong Kong “a responder e acompanhar o trabalho de recuperação do incêndio grave ocorrido no complexo habitacional Wang Fuk Court em Tai Po nos novos territórios”, revelou o Gabinete de Comunicação Social (GCS) na sexta-feira.

O Governo liderado por Sam Hou Fai salientou a “profunda amizade e relações humanísticas, económicas e comerciais de longa data” entre os dois territórios, e a forma conjunta como as populações das duas cidades enfrentam dificuldades e desafios.

Além disso, Sam Hou Fai manifestou, “em nome do Governo da RAEM, o profundo pesar e as sentidas condolências aos familiares das vítimas do incêndio, apelando aos diversos sectores da sociedade local para tomarem iniciativas e apoiar a RAEHK.

“Sam Hou Fai está convicto de que, sob o espírito das instruções importantes, atenção e apoio do Presidente Xi Jinping, assim como o apoio e empenho do Gabinete de Trabalho de Hong Kong e Macau do Comité Central do Partido Comunista da China, o Chefe do Executivo da RAEHK, John Lee Ka-chiu, e o seu governo, irão indubitavelmente liderar e unir os diversos sectores da sociedade e auxiliar os residentes afectados a ultrapassar as dificuldades, para que as suas vidas regressem à normalidade e as suas casas sejam recuperadas, o mais breve possível”, acrescentou o GCS.

Respostas prontas

O apelo do Governo de Macau foi ouvido, e desde o final da semana passada várias empresas e entidades locais juntaram-se à onda de solidariedade.

A Fundação Henry Fok igualou a doação da Fundação Macau, o grupo Shun Tak (e principais figuras da direcção) contribuíram com 10 milhões de HKD, a MGM China e a Chef Nic Holdings doaram 5 milhões de HKD, enquanto o grupo Galaxy Entertainment e o seu líder Francis Lui contribuíram com 10 milhões de HKD. A Cruz Vermelha de Macau também aderiu com uma contribuição 500 mil HKD.

A vaga de contributos de Macau constitui apenas uma parte de uma campanha de solidariedade transversal a vários grupos empresariais de Hong Kong e do Interior da China. Pelo menos 128 pessoas morreram em consequência do incêndio que deflagrou na quarta-feira à tarde, de acordo com o balanço das autoridades que deram conta de 79 feridos e cerca de uma centena e meia de pessoas incontactáveis.

1 Dez 2025

Consumo | Campanha de descontos acaba domingo

A campanha de descontos para estimular o consumo termina no domingo, após 13 semanas de sorteio de cupões para gastar no comércio e restauração dos bairros comunitários. Até 16 de Novembro, foram gastos cupões de desconto num valor acumulado de 328 milhões de patacas

Chega ao fim no domingo mais uma edição do Grande Prémio do Consumo, que arrancou no passado dia 1 de Setembro, que desta feita teve um orçamento reforçado de 458 milhões de patacas para distribuir em benefícios de consumo atribuídos ao longo das 13 semanas. O orçamento desta edição aumentou 190 milhões de patacas, em relação à edição que decorreu entre Março e Maio deste ano, o que representou um incremento de 64,4 por cento.

A Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT) emitiu ontem um comunicado a revelar que entre o início de Setembro e 16 de Novembro (durante 11 das 13 semanas da campanha), “o valor acumulado dos benefícios electrónicos utilizados na actividade ultrapassou as 328 milhões de patacas”.

Em relação aos descontos imediatos de 500 patacas atribuídos a idosos e/ou portadores de deficiência, o Governo alertou os residentes que ainda não carregaram os seus cartões antes da campanha terminar.

Assim sendo, termina hoje o prazo para residentes portadores do Cartão de Registo de Avaliação da Deficiência carregarem o Cartão de Cuidados Sociais nas instituições e centros coordenados pelo Instituto de Acção Social. Para os residentes com mais de 65 anos, o prazo para carregar as 500 patacas no Macau Pass para Idosos termina no domingo, o último dia em que se podem usar os benefícios.

A organização, conjunta entre a DSEDT e a Associação Comercial de Macau afirmou ontem que pretende “incentivar continuadamente os residentes a consumirem nos bairros comunitários durante os fins-de-semana, promovendo assim o ciclo de consumo local e reforçando a confiança das pequenas e médias empresas na sua operação”.

O fim será mesmo o fim?

O Grande Prémio do Consumo foi um dos mais frequentes pedidos de deputados, e de dirigentes associativos, durante os debates e depois da apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG) para o próximo ano.

Na passada segunda-feira, aquando da apresentação das LAG para a tutela da Economia e Finanças, o secretário Tai Kin Ip não respondeu directamente aos deputados que pediram a continuidade da campanha. Sem se comprometer, o governante afirmou que o Executivo terá de “analisar cuidadosamente o ambiente de negócios” e se a situação melhora até ao fim do ano.

28 Nov 2025

Camboja | Suspeitas de lavagem de dinheiro em Macau

Empresas ligadas ao grupo Prince Holding e a Chen Zhi, acusado de cibercrime, tráfico humano e lavagem de dinheiro, realizaram negócios em Macau e Hong Kong. Uma das empresas foi a Companhia de Vinho Pou Long, que operou na RAEM e chegou a organizar um jantar de gala para idosos em 2020

Os tentáculos do polvo de um centro de burlas desmantelado no Camboja podem ter chegado a Macau e Hong Kong. Uma investigação do portal HK01 revelou que empresas relacionadas com o império criminoso do bilionário Chen Zhi operaram nas regiões administrativas especiais.

O empresário chinês de 37 anos, é apontado como o “cérebro por trás de um império criminoso” e está no centro da maior apreensão de criptomoedas da história, com cerca de 14 mil milhões de dólares em bitcoins confiscados pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. Os esquemas funcionavam, alegadamente, em complexos industriais no Camboja, onde trabalhadores estrangeiros eram forçados a cometer burlas online sob vigilância armada.

Segundo a publicação de Hong Kong, no universo empresarial Prince Holding, presidido pelo empresário de Fujian, contam-se companhias que tiveram negócios em Macau de venda de bebidas alcoólicas através uma rede de empresas que tinha como denominador comum um empresário também activo em Hong Kong: Qiu Yong. O empresário, que consta da lista de 146 empresas e pessoas sancionadas pelos Estados Unidos devido à alegada prática dos crimes acima referidos, é portador de passaportes do Camboja e Santa Lúcia, uma pequena ilha nas Caraíbas, e era o principal accionista de oito empresas sediadas em Hong Kong, duas das quais já dissolvidas.

Uma das empresas sediada e a operar na região vizinha foi a Wine Mini Store Digital Economy Industry Company, liderada em conjunto com Ng Sang Lei, residente de Macau e portadora do passaporte da RAEM.

Uma teia no delta

A Wine Mini Store tinha morada comercial em Tsim Sha Tsui no mesmo local em que estavam sediadas várias empresas que o bilionário foragido Chen Zhi controlava de forma indirecta através de empresas offshore das Ilhas Virgens Britânicas e empresas de Hong Kong.

Entre as empresas criadas e dissolvidas, conta-se a Companhia de Vinho Pou Long, com domicílio em Tsim Sha Tsui, que foi totalmente detida por Ng Sang Lei antes da anulação do registo comercial em Outubro deste ano. Segundo notícias avançadas em Macau no passado, a Companhia de Vinho Pou Long lançou uma série de actividades, incluindo um jantar de gala para idosos, em Janeiro de 2020, que contou com a presença de Qiu Yong.

Em Fevereiro de 2020, durante a explosão da covid-19 em Wuhan, a Companhia de Vinho Pou Long doou 1,5 milhões de patacas e 60 mil máscaras para as autoridades provinciais.

Em relação à residente de Macau, o HM encontrou referências a Ng Sang Lei no Boletim Oficial, quando foi autorizada pela Autoridade Monetária de Macau a exercer na RAEM a profissão de mediadora de seguros em Junho de 2019. Menos de 10 meses depois, a residente foi alvo de um processo de infracção.

27 Nov 2025

Arquitecto José Maneiras morreu na noite de segunda-feira

Partiu um dos decanos, “filho da terra”, da arquitectura moderna de Macau. José Maneiras faleceu na noite de segunda-feira aos 90 anos de idade. Nascido em Macau em 1935 e licenciado na antiga Escola de Belas Artes do Porto em 1962, José Maneiras dedicou a sua vida profissional a Macau, principalmente no plano arquitectónico, mas também cultural e político.

O também arquitecto Carlos Marreiros, além da relação de amizade, profissional e institucional, conheceu José Maneiras desde a infância. “Ele era muito amigo da minha família, ia muitas vezes a casa do meu avô, e até me pegou ao colo”, conta ao HM. “Como cidadão era um homem consciente e activo, um homem de grandes princípios, de grande nobreza de alma e de grande independência. Não vergava ao dinheiro, nem ao poder. Um homem muito sério e um arquitecto extremamente honesto e competente”, afirma Carlos Marreiros.

O apurado sentido de humor, que ia além de observações e episódios cómicos do quotidiano, era um traço de personalidade indissociável do arquitecto. “Ele sabia muitas anedotas e punha as pessoas a rir. Era um grande contador de estórias e o maior poliglota que conheci na minha vida. Era inteligente e arguto, lia muito bem a cidade. Intuía muito bem a política, onde teve um papel activo”.

Recorde-se que no plano político e cívico, José Maneiras teve também uma vida cheia de actividade, desde a presidência do Leal Senado entre 1989 e 1993, ao papel activo no Centro Democrático de Macau.

No pelotão da frente

Um aspecto determinante na vida de José Maneiras foi a coragem com que abriu várias frentes, começando com o pioneirismo profissional.

“O contributo dele para a cidade é muito importante, foi o primeiro filho da terra a regressar a Macau depois de se formar entre a geração de macaenses do pós-Segunda Grande Guerra Mundial”, conta Carlos Marreiros, que distingue José Maneiras enquanto “um dos decanos” da arquitectura macaense, juntamente com José Pereira Chan e Nuno Jorge. Não admira, portanto, que Maneiras tenha sido sócio n.º 1 da Associação dos Arquitectos de Macau.

Longe dos tempos de abundância, Carlos Marreiros destaca a forma como José Maneiras acompanhou o primeiro boom de desenvolvimento de Macau, na década de 1970, que teria implicações no património histórico do território, à altura longe do reconhecimento internacional que hoje merece.

“Sempre com um sentido crítico, opinativo e tecnicamente esclarecido”, Marreiros lembra como o amigo acompanhou esse período da história recente de Macau. “Até há bem pouco tempo ele participava em debates e seminários sobre a cidade. Tinha sempre uma opinião muito bem fundamentada”, lembra Carlos Marreiros.

Em relação à obra que deixou, Marreiros destaca o centro para invisuais na zona da Areia Preta no norte da península, da Santa Casa da Misericórdia, as residências na Estrada do Visconde de São Januário e o bloco habitacional Conjunto São Francisco na Avenida da Praia Grande. José Maneiras desempenhou ainda um papel fundamental na pedozinação do Largo do Senado.

26 Nov 2025

Jazz | Baterista tailandês Hong em concerto no sábado na FRC

O baterista de jazz tailandês Chanutr Techatana-nan, mais conhecido como Hong, irá actuar na galeria da Fundação Rui Cunha no sábado à noite. O músico será acompanhado em palco por elementos da Associação de Promoção do Jazz de Macau. A entrada é livre

O motor rítmico de um dos mais reputados quartetos de jazz da cena asiática, o The Asian All-Stars Power Quartet, vai actuar ao vivo na Fundação Rui Cunha (FRC) no próximo sábado, a partir das 21h. Quem passar pela galeria da FRC poderá assistir à actuação do baterista tailandês Chanutr Techatana-nan, mais conhecido como Hong, acompanhado por elementos da Associação de Promoção do Jazz de Macau na interpretação de clássicos do jazz e algumas músicas originais.

O músico é descrito pela organização do evento, a cargo da FRC e a Associação de Promoção do Jazz de Macau, como “uma figura de destaque na cena jazzística asiática, celebrado pelo estilo inovador de bateria que combina um swing groovy com intricados adornos polirrítmicos”.

Além dos elogios às suas performances e presença de palco, Hong é um dedicado professor de música, vocação que aplica enquanto instrutor e coordenador do programa de estudos de jazz na Universidade Silpakorn, na Tailândia. Com uma carreira marcada pela colaboração com músicos conceituados e participação em festivais de prestígio em todo o mundo, “Hong é uma das figuras de influência no género musical, tanto como intérprete quanto como educador”.

Com a ajuda dos amigos

Nascido em Banguecoque em 1978, Hong actuou um pouco por tudo o lado onde soam ritmos de jazz na Tailândia. Em 2002, o seu virtuosismo foi reconhecido com o prémio de “melhor baterista” na Competição de Bateria da Tailândia, um evento organizado em cooperação com a Sociedade de Artes Percussivas.

Uma das suas facetas enquanto educador musical que mereceu maior aclamação com o lançamento do DVD “Over the Barline”, que recebeu uma avalanche de críticas positivas. Porém, a associação de Hong ao pianista de Singapura Jeremy Monteiro, também conhecido o “Rei do Swing”, acabaria por levar o tailandês a actuar um pouco por todo o mundo, tanto com o The Asian All-Stars Power Quartet, como no trio Organamix.

No quarteto, Monteiro e Hong são acompanhados pelo guitarrista de jazz de Hong Kong Eugene Pao, e o saxofonista filipino Tots Tolentino.

Na sexta-feira, a partir das 18h30, a galeria da FRC volta a apresentar “Uma Noite de Piano”, numa sessão “aberta ao talento jovem” com a actuação de Anson Lai. O evento é coorganizado pela FRC e a Elite – Associação para a Criatividade e Cultura Musical e tem entrada livre.

26 Nov 2025

Comédia | Jimmy O. Yang regressa a Macau no Ano Novo Chinês

Depois da estreia em Julho, o comediante Jimmy O. Yang vai regressar a Macau no dia 21 de Fevereiro, para um espectáculo que irá além do stand-up, com actuações musicais e dança. Os bilhetes serão colocados à venda no próximo dia 4 de Dezembro e custam entre 380 e 880 dólares de Hong Kong

“Tenho uma grande novidade para dar. Vou regressar ao Galaxy Macau no dia 21 de Fevereiro para um mega-espectáculo de Ano Novo Chinês, que não vai ter apenas comédia. Eu vou fazer stand-up, mas haverá música, dança e alguns convidados especiais incríveis. Vai ser uma mega-festa de Ano Novo Chinês.”

Foi desta forma que Jimmy O. Yang, o comediante de Hong Kong que fez carreira nos Estados Unidos, anunciou nas redes sociais o seu regresso a Macau, depois de ter esgotado uma série de seis espectáculos no início de Julho no Broadway Theatre, que foi visto por mais de 13 mil espectadores.

Para já, foi só anunciado um espectáculo, mas em moldes que escapam ao tradicional show de comédia, incorporando “música ao vivo, múltiplos convidados especiais e surpresas divertidas”, adiantou ontem a Galaxy Macau.

Os bilhetes serão colocados à venda no próximo dia 4 de Dezembro, às 11h, e custam entre 380 e 880 dólares de Hong Kong, e podem ser comprados através da Galaxy Ticketing, e das plataformas Trip.com, Damai, Maoyan, uutix e MPay. Porém, os portadores de cartões de crédito do Banco da China terão direito a comprar bilhetes 24 horas antes através da plataforma Klook.

O comediante termina hoje a sua passagem por Singapura, depois de ter actuado em Kuala Lumpur. A tournée continua na Austrália com vários espectáculos, a partir de sábado, em Brisbane, Sydney, Melbourne, com uma paragem na Nova Zelândia, Auckland para dois espectáculos. De seguida, segue para o Japão e regressa a Singapura antes de uma série de espectáculos nos Estados Unidos a partir de Fevereiro.

Uma vida a fazer rir

Com 38 anos de idade, o comediante tem já uma carreira longa, não só na comédia de palco, mas principalmente em séries de televisão e cinema. A popularidade da comédia da HBO “Silicon Valley” apresentou Jimmy O. Yang ao mundo, interpretando um membro de uma equipa de programadores informáticos que tenta a sua sorte no mundo bilionário das aplicações móveis.

Outro papel recorrente no currículo de Jimmy O. Yang, foi na série da Netflix “Space Force”, onde contracena com actores como Steve Carell, John Malkovich, Ben Schwartz, Diana Silvers, Lisa Kudrow e o seu pai Richard Ouyang. O comediante de Hong Kong entrou ainda em séries como “Os Simpsons”, “It’s Always Sunny in Philadelphia”, “American Dad”, entre outras.

Em cerca de 12 anos, Jimmy O. Yang entrou em mais de duas dezenas de filmes. Na sua filmografia contam-se algumas longas metragens incontornáveis, como “Crazy Rich Asians”, “Love Hard”, “Like a Boss” e animações como “The Monkey King”, onde dá voz ao protagonista, “Minions: The Rise of Gru”, “The Lego Movie 2” e “Wish Dragon”.

No meio da uma carreira no palco e nos grandes e pequenos ecrãs, Jimmy O. Yang ainda teve tempo para escrever um livro: “How to American: An Immigrant’s Guide to Disappointing Your Parents”. A obra não só descreve um pouco a sua vida, enquanto alguém que no início da adolescência se muda de Hong Kong para a Califórnia, onde já tinha família, mas também desvenda os temas que costuma abordar nos espectáculos de stand-up.

Jimmy O. Yang nasceu em Hong Kong no Verão de 1987, depois de os seus pais se terem mudado de Xangai para a região vizinha. Em 2000, quando o comediante era um jovem de 13 anos, a família mudou-se para Los Angeles, onde vivia uma tia e uma avó do jovem.

25 Nov 2025

Coloane | “Connections Music.Movement.Nature” este fim-de-semana na Urban Farm

Depois de ter sido adiado devido ao super tufão Ragasa, o festival “Connections – Music.Movement.Nature” realiza-se este fim-de-semana na vila de Coloane. Música ao vivo, artesanato, workshops, dança e vários tipos de actividades para famílias vão marcar dois dias de comunhão no espaço Urban Farm

O “Connections – Music.Movement.Nature” é o resultado de um impulso comunitário de pertença e partilha de uma família maior que sangue e genes, nascido nas antípodas de uma cidade mergulhada em materialismo e mercantilismo dos concertos dos vários tipos de pop regionais que marcam parte da agenda cultural da cidade. Depois de duas edições em 2018 e 2019, e do adiamento devido ao super tufão Ragasa, o festival está de volta este fim-de-semana, desta vez no espaço Urban Farm na vila de Coloane.

Construído pela comunidade, para a comunidade, o “Connections” deste ano tem um cartaz recheado com 30 workshops das mais variadas áreas, 20 actuações de djs e actuações de Beto Ritchie, Lobo e Náv, uma zona para comidas, bebidas e artesanato por criadores locais e múltiplas actividades para famílias.

“Os responsáveis, que se assumem como ‘uma criação colectiva que alia um modo de vida consciente com experiências únicas’, pretendem através desta iniciativa proporcionar ‘Actividades em Família, Palestras e Workshops, Exploração do Bem-Estar e Expressão Artística’”, indica a organização em comunicado.

Depois dos eventos realizados em 2018 e 2019 na zona da Barragem de Ká-Hó, este ano a festa muda-se para um novo espaço de maior dimensão, que irá permitir que possam decorrer diversas actividades espalhadas por sete zonas distintas: o “Village”, uma pitoresca área que se assemelha a uma aldeia tradicional chinesa, com casas de madeira num jardim oriental, será a zona de refeições e bebidas e de venda de artesanato. Larry’s Place, Concept H, Lotus Cocktails, Cakes By Rose & Muse, Juk e Happy Stand são os responsáveis pelos comes e bebes.

Na “Village” vão estar montados 10 stands de venda de artesanato de criadores locais (Dreama, Cordelia Handmade, Zarja’s Selections, CeraGigi, Dollfie, Wickd Candle Studio, White Lodge Dreamland, Love and Light Handmade Studio, Gems Awakening, Free Spirit Home e o stand Rui Carreiro Barbeiro.

Inspirar, expirar

Ao lado, o “Gypsy Camp”, uma zona com almofadas e lugares de descanso, irá permitir a exploração musical com instrumentos musicais como o asalato, participar num círculo de tambores, num workshop de canto, ou assistir a um concerto de handpan com o duo Nàv, que faz a curadoria da área. Nas imediações, numa tenda mongol (yurte) será realizada uma palestra sobre temas espirituais e sessões individuais de tarot e leitura da alma.

As actividades para famílias irão ter lugar na “Family Tent”, oferecendo sessões de Meditação para Famílias, Mandala Dot Painting, Crochet, Pintura de Círculos da Vida e Construção de Máscaras de Animais em cartolina.

Na “tenda familiar” a Associação Sílaba irá proporcionar momentos de leitura interactiva, o lançamento da “CaixaPiz” e actividades para os mais pequenos.

Tirando os pés do chão, a área “Treetop”, uma mezannine construída na copa de uma árvore, foi escolhida para todas as actividades de exploração corporal e momentos mais serenos, de meditação e relaxamento. Com actividades a decorrer da manhã ao entardecer, o “Treetop” vai albergar também sessões de Danças Brasileiras e Dança Consciente, assim como de Yoga, Gyrokinesis e CoreNature, uma fusão de Pilates e Animal Flow. Estão igualmente previstas sessões de Sound Bath e meditações ao pôr do sol e de ligação à natureza.

Bosque encantado

Ao fundo da propriedade do Urban Farm, na zona “Concrete”, estão agendadas sessões de graffiti e arte urbana com o colectivo de artistas locais Outloud International Street Art Festival.

Por último, no “Woods”, numa clareira de um pequeno bosque, situa-se o espaço de música electrónica e de dança ao ar livre, que contará com prestações de diversos djs locais e da região. A oferta musical irá também marcar presença na zona do “Village”, com uma selecção mais orgânica, lounge, e focada em músicas do mundo, e também a actuação ao vivo de Beto Ritchie amanhã às 15h e Lobo no domingo às 18h.

É aconselhado aos participantes levarem roupa quente, repelente para insectos, chapéus, protector solar, toalha, lanterna, cinzeiro portátil. A organização do evento anunciou nas redes sociais que os donativos de entrada ainda à venda, custam entre as 180 e 280 patacas para entradas de um ou dos dois dias do evento, sendo que à porta serão entre as 200 e 300 patacas.

21 Nov 2025

Workshop de maquilhagem antecipa espectáculo na Casa Garden

No domingo, a partir das 15h, a artista de maquilhagem local Mandy Cheuk irá ministrar na Casa Garden um workshop que é uma extensão do projecto Surrealist Chinoiserie: “Golden City of Seres”, que resultou na apresentação de uma performance do universo da Art For All Society (AFA).

“Como maquilhadora experiente, a especialização de Mandy Cheuk abrange pintura corporal, efeitos especiais para cinema e televisão, performances teatrais e direcção artística. O seu talento é reconhecido internacionalmente”, descreve a AFA.

O workshop, que tem um preço de 300 patacas por pessoa, ou 500 patacas por duas pessoas, nasce do último espectáculo “Surrealistic Chinoiserie”—Golden City of Seres”, que foi apresentado na cidade belga de Antuérpia no passado mês de Junho. A performance “made in Macau”, que começou em Antuérpia, vai regressar a Macau no dia 6 de Dezembro, às 18h30, na Casa Garden. A entrada é livre.

“Reunindo uma equipa de artistas de elite de Pequim e Macau, o espectáculo tece um mundo fantástico através do vocabulário físico da dança contemporânea, maquilhagem artística exclusiva, música electrónica meticulosamente arranjada e arte visual repleta de fantasia dos imaginários orientais e ocidentais”, descreve a organização.

Todos os elementos

A tensão visual criada pela perfusão complexa de elementos ganha vida com a coregrafia inspirada em danças clássicas e tradicionais chinesas e formas de expressão típicas do ballet contemporâneo.

A performance nasce da visão artística de Leong Chi Mou, e é dirigida e interpretada pelos bailarinos Jay Zheng e Tina Kan, “decorada” pela maquilhagem, pintura corporal e criação estilística de Mandy Cheuk e a banda sonora ao vivo a cargo de Faye Choi, da banda local de música electrónica EVADE.

O projecto, que conta com o “apoio académico” de Alice Kuok, tenta através de várias “perspectivas contemporâneas, desconstruir e remodelar o conceito estético consagrado pelo tempo, escavando as transformações e extensões da histórica ‘Rota da Seda’ no contexto contemporâneo e interrogando os desejos latentes no seu cerne”.

21 Nov 2025

Ponte 16 | Afastada compra, casino fecha portas a 28 de Novembro

A SJM anunciou ontem a compra da empresa detentora do L’Arc Hotel por 1,75 mil milhões de patacas. Porém, a concessionária voltou atrás na intenção de comprar a propriedade do Casino Ponte 16, que irá encerrar portas no fim do dia 28 de Novembro, após “avaliação minuciosa do plano empresarial a longo prazo”

De todos os casinos-satélite que operavam em Macau, apenas o casino do L’Arc Hotel irá sobreviver à legislação que obriga à compra das propriedades pela concessionária responsável pela licença sobre a qual o jogo é explorado. A SJM anunciou ontem que vai comprar a empresa detentora da propriedade do L’Arc Hotel, por 1,75 mil milhões de patacas, mas que abdica do Casino Ponte 16, ao contrário do que havia indicado.

A decisão para não comprar a propriedade foi tomada após uma “avaliação minuciosa do planeamento empresarial a longo prazo, considerações comerciais e priorização de recursos em todo o portfólio do grupo” empresarial. Assim sendo, o Casino Ponte 16 “vai encerrar oficialmente as suas operações às 23h59 de sexta-feira, 28 de Novembro de 2025. Todas as mesas e máquinas de jogo actualmente em funcionamento no local serão transferidas para outros casinos da empresa, a fim de garantir a continuidade do serviço aos clientes”, indicou ontem a SJM em comunicado.

O grupo empresarial reiterou que “dá grande importância à protecção do emprego local” e que “dos funcionários que trabalham no Casino Ponte 16, todos os funcionários locais empregados pela SJM Resorts manterão os seus empregos e serão transferidos para outros casinos da empresa para desempenhar funções relacionadas com jogos, de acordo com as necessidades operacionais”. Em relação aos trabalhadores que tinham vínculo laboral com a empresa que ainda explora o espaço, mas que têm estatuto de residente da RAEM “serão convidados a candidatar-se a vagas dentro do grupo, com prioridade na contratação em circunstâncias iguais, e serão fornecidas medidas de apoio, conforme apropriado, para garantir uma transição suave”.

Acompanhar de parte

Como tem acontecido sempre que é anunciado o encerramento de um casino-satélite, a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos (DICJ) garantiu que “irá supervisionar rigorosamente os procedimentos de encerramento do referido casino e da respectiva sala de máquinas de jogo, de forma a assegurar que decorram de forma estável e ordenada e que todos os procedimentos legais estejam a ser devidamente cumpridos”.

Em relação aos 1.025 trabalhadores do Casino Ponte 16, a DICJ indicou que irá “manter uma estreita comunicação” com a Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, para assegurar o cumprimento dos compromissos assumidos pela concessionária em relação à recolocação dos trabalhadores, assim como à manutenção de remuneração, regalias e condições de trabalho.

O que resta

Sobre a compra e exploração do Casino L’Arc Macau, a DICJ indicou que “irá proceder ao acompanhamento dos casinos-satélite em estrito cumprimento da lei do jogo”, e que o Governo irá apreciar, “de acordo com os termos legais”, o pedido da SJM para exploração de casino, sob a forma de gestão e exploração directa.

A directora executivo do grupo, Daisy Ho, afirmou que o “Hotel L’Arc tem uma localização central dentro de um aglomerado activo de jogo, hotelaria e tráfego de turistas na Península de Macau que, combinado com as atracções turísticas das redondezas, cria oportunidades que poucos lugares conseguem igualar”. A líder do grupo apontou também o potencial da coordenação entre propriedades da SJM, abrindo oportunidades, sinergias de promoção integrada e eficiência operacional.

21 Nov 2025

IPOR | Encontro Pontos de Rede marcado para amanhã no consulado

O Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong recebe amanhã a décima edição do Encontro Pontos de Rede, um evento centrado no ensino da língua portuguesa como língua estrangeira. Este ano, o encontro terá como temas centrais a literacia digital e o ensino do português com recurso a meios tecnológicos

O IPOR- Instituto Português do Oriente organiza amanhã o décimo Encontro Pontos de Rede, que irá colocar em diálogo professores de português como língua estrangeira, especialistas em pedagogia, educadores e investigadores num dia de partilha e promoção do ensino da língua portuguesa como língua estrangeira.

O encontro está marcado para amanhã no Consulado Geral de Portugal em Macau e Hong Kong, no auditório Dr. Stanley Ho, a partir das 09h, e terá como tema central a “Literacia Digital e o Ensino-Aprendizagem de português como língua estrangeira através da Tecnologia”.

De acordo com o IPOR, o encontro deste ano “visa explorar a interseção entre a literacia digital e a aprendizagem do português como língua estrangeira através de tecnologias pedagógicas modernas”. A organização indica ainda que os objectivos centrais do evento vão incidir sobre a compreensão dos “princípios da literacia digital e a sua relevância no ensino de línguas estrangeiras, identificar ferramentas e plataformas digitais que facilitam o ensino e a criação de materiais didácticos, desenvolver estratégias para promover a cidadania digital, bem como entender a importância das planificações de aulas que incorporem eficazmente a tecnologia no processo de ensino e aprendizagem do português enquanto língua estrangeira.”

Lista de convidados

Além dos leitores da rede do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua da Asia, o IPOR convidou coordenadores do departamento de português de várias universidades chinesas para assistirem e participarem no encontro.

Adelina Moura, professora na Escola Secundária Carlos Amarante, é uma das oradoras principais do encontro, irá fazer uma apresentação sobre a tecnologia digital enquanto ferramenta facilitadora do ensino e aprendizagem do português como língua estrangeira, área em que é especialista. A professora leciona nos níveis de ensino básica e secundário e é também tutora da formação a distância do Camões I.P., investigadora integrada do grupo de I&D – GILT (Games Interaction and Learning Technology) do Instituto Superior de Engenharia do Porto e membro do grupo LabTE (Laboratório de Tecnologia Educativa) da Universidade de Coimbra.

A outra oradora principal é Helena Moura Pinto, professora de informática da Escola Portuguesa de Macau, que irá discorrer sobre a importância da literacia digital do corpo docente. A educadora é também formadora certificada pelo Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua de Portugal, onde desenvolveu várias formações para professores no âmbito do Plano de Transição Digital, nomeadamentê na área da Capacitação Digital de Docentes.

Entre os participantes, contam-se Zuo Qinren, da Universidade do Porto e Universidade de Finanças e Economia de Guizhou, económicas e financeiras, Jéssica Pessoa dos Santos (Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro), Hinton Neto (Universidade da Amazónia), Melissa Rubio (Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul), Joana Nogueira (Escola Superior de Educação Jean Piaget), Camila Macêdo (Universidade de São José) e Wadison Melo da Universidade da Província de Aichi, no Japão.

Catarina Castro, Fausto Caels, Flávia Coelho e Yuqing Lin são os convidados da Escola Superior de Educação do Politécnico de Leiria.

O evento irá ainda contar com intervenções da directora do IPOR, Patrícia Quaresma Ribeiro, da coordenadora do Centro de Língua Portuguesa do IPOR, Paula Costa e o discurso de encerramento estará a cargo do cônsul Alexandre Leitão. A moderação dos painéis de discussão estará a cargo de Carlos Santos e Marisa Rodrigues.

Em comunicado, o IPOR realça que o Encontro Pontos de Rede é uma “oportunidade para educadores, investigadores, e todos os profissionais envolvidos no ensino de línguas se reunirem para partilhar conhecimentos, experiências e boas práticas pedagógicas”.

20 Nov 2025

Taipa Village | Exposição de Elizabeth Briel encerra programa de 2025

A exposição “Waves of Influence: Foreign Materialities”, da norte-americana Elizabeth Briel, fecha o programa artístico deste ano da Associação Cultural Taipa Village. A mostra, em exibição a partir de 3 de Dezembro, é composta por um mural, feito de vestuário reciclado, representando os azulejos portugueses que “pintam” Macau de azul e branco

A nova galeria de arte da Associação Cultural Taipa Village acolhe a partir de 3 de Dezembro a mostra “Waves of Influence: Foreign Materialities”, de Elizabeth Briel, encerrando o programa cultural de 2025.

A mostra exibe uma instalação feita em papel, que forma de um mural com impressões dos típicos azulejos brancos e azuis portugueses incorporados na paisagem urbanista de Macau, especialmente em infra-estruturas municipais. O papel usado no mural foi feito a partir da reciclagem de peças de vestuário em ganga e t-shirts.

A associação cultural refere que o trabalho da artista norte-americana, especializada em arquitectura e património, se alinha perfeitamente com as iniciativas da Taipa Village, “que integram arte contemporânea, arquitectura e design de formas inovadoras”. O trabalho “Waves of Influence” foi concluído este ano e exibido num centro de arte em papel na região de Guangzhou, juntamente com obras seleccionadas da sua série anterior, “Impressions: What Lies Beneath Paris & Hong Kong”.

Num comunicado divulgado pela Associação Cultural Taipa Village, a artista explica que a instalação que estará em exibição nasceu das horas que passou a trabalhar no estúdio em Macau, rodeada por porcelana chinesa azul e branca pintada à mão, criada para o mercado de exportação.

“Segui os desenhos intricados da porcelana, lembrando-me dos azulejos portugueses em azul cobalto que vemos nos espaços públicos de Macau e das maneiras como esta forma de arte ligou culturas tão díspares com a chinesa e ocidental”, conta Elizabeth Briel.

Os azuis do delta

A autora começou a encontrar pontos de convergência entre os “azuis que eram a arte dos impérios” e materiais como o papel e a ganga, que também foram transportados entre continentes e séculos através da migração, comércio, do poder e do conflito, e transformados por pessoas de todos os níveis da sociedade à medida que incorporavam estes objectos nas suas vidas”.

Com um olhar sobre as transformações culturais entre os impérios chineses, os califados mediterrâneos e os poderes ibéricos, Elizabeth Briel desenvolveu um interesse especial na forma como estas transições se estenderam à arte com papel e à porcelana azul e branca nos últimos mil anos.

A artista indica ainda que este projecto “surgiu do fascínio pela materialidade dos impérios” e permitiu fazer “uma jornada pessoal do Ocidente à Ásia e vice-versa”. A organização da exposição indica que a pintora e artista gráfica “trabalha principalmente com papel em resposta ao local onde vive, imprimindo directamente a partir da arquitectura, fazendo papel a partir de linho e algodão e criando instalações modulares de papel em grande escala”. O material usado acaba por encapsular significados, como fez, por exemplo, usando papel fustigado por tufões, feito a partir de uniformes miliares ou através da pintura em osso e chumbo.

Nascida na Califórnia e criada em Minneapolis, onde fez um bacharelato em Belas Artes, Elizabeth Briel viveu na Ásia durante duas décadas, antes de se mudar para Paris em 2024. No currículo conta com exposições na Europa, Ásia e Austrália e com os recorrentes regressos ao continente asiático para trabalhar em projectos anuais.

A mostra estará patente no Taipa Village Art Space, na Rua dos Mercadores (29-31), na Taipa, entre 3 de Dezembro e 4 de Fevereiro.

19 Nov 2025

Economia | CE não arrisca previsão de receitas de jogo

Na conferência de imprensa depois da apresentação das Linhas de Acção Governativa, Sam Hou Fai não fez previsões quanto às receitas brutas do jogo e vincou a imprevisibilidade da economia global. Além disso, afirmou que não decide aumentos na Função Pública e reiterou que quer fazer a primeira deslocação ao estrangeiro com uma visita a Portugal, entre Abril e Maio

Diversificação da economia de Macau, a situação e apoios a pequenas e médias empresas (PME) e incertezas quanto ao futuro foram as principais tónicas das mensagens deixadas pelo Chefe do Executivo na habitual conferência de imprensa após a apresentação das Linhas de Acção Governativa (LAG).

Questionado sobre a não inclusão de estimativas para as receitas do jogo no relatório das LAG para 2026, Sam Hou Fai começou por apontar que as receitas deste ano não correspondem às expectativas que o Governo tinha para o principal sector económico da região, e que a indústria do jogo é intrinsecamente volátil devido à influência de factores externos. Porém, apontou a apresentação de uma previsão para a apresentação das LAG da tutela da Economia e Finanças. “Temos uma previsão para o próximo ano, o secretário Tai Kin Ip vai apresentá-la. Mas a economia tem sofrido muitas mudanças. Este ano o mercado bolsita do Interior da China e Hong Kong tiveram bons desempenhos, mas no próximo ano não sabemos como será, porque haverá muitas incertezas”, afirmou o governante.

Sam Hou Fai recuou até Abril deste ano, afirmando que desde então a situação internacional e a situação económica a nível global se mantiveram estáveis. “Mas, nos próximos meses não sei. Só sei se a situação económica piora, se há ou não uma recessão, quando leio os jornais”, apontou ressalvando ainda assim os bons registos a nível do número de turistas que tem visitado Macau, assim como o mercado bolsista de Hong Kong.

Ainda assim, no relatório das LAG o Executivo avançou com uma previsão de aumento ligeiro do orçamento, que deverá culminar com a apresentação de uma proposta para o orçamento ordinário integrado da RAEM que contempla receitas de 118,8 mil milhões de patacas, mais 2,3 mil milhões de patacas face ao estimado no orçamento revisto no passado mês de Junho.

Um ano à sombra

Em relação aos salários da Função Pública, Sam Hou Fai afirmou que no ano passado não havia condições orçamentais para aumentos, mas que, mesmo assim, os ordenados dos funcionários públicos aumentaram 3,3 por cento, para inverter os anos em que ficaram congelados devido à crise decorrente da pandemia da covid-19. “Face à inflação, acho que este ano não há condições para aumento de salários, mas também não havia no ano passado, tendo em conta a subida de vários apoios sociais”, indicou o Chefe do Executivo.

Sam Hou Fai argumentou ainda que a decisão de aumentar os salários da Função Pública implica a avaliação de muitos factores, como a inflação, a influência nos salários do sector privado e a economia global. Neste aspecto, o líder do Governo da RAEM recordou a experiência europeia durante a crise financeira global das dívidas soberanas, especificando o caso de Portugal onde os salários foram, inclusivamente, cortados.

Além disso, Sam Hou Fai afirmou que não lhe cabe decidir sobre alterações aos salários dos funcionários públicos, e que é preciso ouvir a Comissão de Avaliação das Remunerações dos Trabalhadores da Função Pública, um órgão consultivo composto por pessoas nomeadas pelo Governo, que apresenta pareceres antes da decisão do Executivo.

Economia real e Portugal

No cômputo geral, Sam Hou Fai mostrou-se satisfeito com a evolução da economia local e o caminho seguido até agora, que se terá evidenciado com a evolução do crescimento do Produto Interno Bruto a cada trimestre deste ano.

“O mais importante é manter estabilidade económica. Queremos promover o desenvolvimento do sector do turismo e lazer, com medidas como a melhoria das passagens fronteiriças, mas o turismo é o ponto mais importante na estratégia de desenvolvimento da diversificação adequada 1+4”, indicou.

Depois de elencar as medidas já implementadas para diversificar a economia, o governante reconheceu a necessidade de fazer mais pelo pequeno comércio e as PME. Também neste domínio, o Chefe do Executivo remeteu para as novidades que o secretário para a Economia e Finanças irá apresentar no sentido de aumentar a competitividade das PME. “Vamos manter inalteradas as medidas de apoio às PME. Temos de as ajudar a ajustar os modelos de negócio, a digitalizar as suas operações. Vamos manter este rumo”, indicou.

No entanto, salientou a nova tendência de consumo, com os residentes a preferirem cada vez mais fazer compras ou refeições em Zhuhai, mas ressalvando que é uma tendência com duplo sentido. “Com a política de circulação de veículos de Guangdong em Macau, os visitantes da Grande Baía passaram também a fazer compras em Macau. Estas mudanças nos padrões de consumo também acontecem para o outro lado, situação semelhante ao que se verifica em Hong Kong, que também enfrenta o mesmo desafio”, argumentou.

As alterações etárias, com mais jovens e um consumo mais digital foram outras mudanças de paradigma enumeradas por Sam Hou Fai.

Finalmente, em relação à prometida visita a Portugal, o Chefe do Executivo afirmou continuar a ter esperança de que Portugal seja a sua primeira visita oficial ao estrangeiro. Para já, o seu gabinete está em contacto com o gabinete de Luís Montenegro e, ainda sem especificar uma data, Sam Hou Fai apontou para Abril ou Maio de 2026 como datas possíveis.

19 Nov 2025

Clockenflap | Cartaz encerrado com Bloc Party e my bloody valentine

O Festival Clockenflap anunciou no fim-de-semana as últimas bandas do cartaz deste ano. Bloc Party, my bloody valentine e Bright Eyes juntam-se a Franz Ferdinand, Beth Gibbons, Sparks e companhia para três dias de música ao vivo no Central Harbourfront, em Hong Kong, entre 5 e 7 de Dezembro

O cartaz do Clockenflap fechou com o anúncio de três projectos de espectros diferentes de música alternativa: Os ingleses Bloc Party, os pioneiros my bloody valentine e o cantor norte-americano de folk Bright Eyes.

Durante três dias, entre 5 e 7 de Dezembro, vão actuar dezenas de bandas dos mais variados estilos musicais, no Central Harbourfront, na ilha de Hong Kong. Ainda há bilhetes à venda para os três dias (1.990 dólares de Hong Kong) e para um dia (1.280 dólares de Hong Kong).

Entre as novidades anunciadas no fim-de-semana, destaque para os Bloc Party que vão tocar pela primeira vez na região vizinha no sábado, 6 de Dezembro.

A celebrar o vigésimo aniversário do seu estrondoso disco de estreia, “Silente Alarm”, a banda de Kele Okereke e Russell Lissack foi uma das mais brilhantes estrelas da constelação de bandas que elevou o indie-rock para patamares de popularidade normalmente reservados a bandas pop, à semelhança dos Franz Ferdinand (que actuam no dia seguinte, encerrando o palco principal do festival), e bandas como The Strokes, Artic Monkeys e The White Stripes.

Após “Silent Alarm”, a banda britânica procurou afastar-se da fórmula instrumental de guitarras, baixo e bateria e aventurou-se por ritmos que incorporaram algumas batidas electrónicas e experimentação com outros instrumentos. Músicas como “Hunting for Witches” e “The Prayer” não desiludiram os fãs e crítica e o segundo disco dos Bloc Party conseguiu o feito de não defraudar expectativas depois de um avassalador primeiro registo.

O terceiro álbum da banda britânica afastou-os ainda mais das sonoridades clássicos do rock. Depois da tournée que promoveu “Intimacy”, a banda interrompeu actividade, com os seus membros a dividirem-se entre outros projectos musicais. Entretanto, a banda lançou mais três discos e voltou ao activo.

Suavidade e barulho

Os irlandeses my bloody valentine também vão marcar a sua estreia na cidade vizinha no Clockenflap deste ano. Com uma carreira com mais de 35 anos, a banda de Dublin foi uma das bandas pioneiras do shoegaze, com melodias marcadamente pop assentes em fundações de distorção de guitarra.

Depois de lançar o segundo disco, o aclamado “Loveless”, a banda dissolveu-se e regressou cerca de 20 anos depois, em 2007, para uma tournée mundial e em 2013 lançaram “m b v”, o terceiro disco da banda.

“Apesar de terem lançado apenas três álbuns, a banda alcançou um estatuto quase mítico entre os fãs, em grande parte graças aos seus incríveis espectáculos ao vivo, que combinam uma intensidade sombria e riffs melódicos com ondas de distorção e paredes de som estrondosas”, descreve a organização do festival. Os my bloody valentine foram a chave que abriu portas a bandas como Slowdive, Lush e Dive e tornando-se num fenómeno de culto nos circuitos alternativos.

Outra das novidades anunciadas no fim-de-semana, foi o concerto de Bright Eyes, o projecto folk do músico norte-americano Conor Oberst, que irá actuar pela primeira vez em Hong Kong no último dia do festival.

Bright Eyes vai apresentar-se no Central Harbourfront como um trio centrado em Conor Oberst, “o talento prodigioso amplamente apelidado de ‘novo Bob Dylan’ quando mal tinha saído da adolescência”, refere a organização do festival. O público pode esperar um concerto intimista, apesar da dimensão do palco, com um alinhamento movido a sonoridades acústicas.

Para todos os gostos

Além de veteranos entre as diversas escalas de barulho e silêncio do rock, o Clockenflap anunciou a actuação de Ano e Kento Nakajima, duas estrelas em ascensão no universo do pop japonês, que também vão actuar pela primeira vez em Hong Kong.

Recorde-se que o cartaz deste ano do maior festival de música da região já contava com Beth Gibbons, a eterna vocalista do colectivo de trip-hop Portishead, os canadianos Godspeed You! Black Emperor, o seminal duo Sparks e nomes incontornáveis da cena de música de dança como Dave Clark e Digitalism.

Além da música, o festival inclui ainda “uma série de instalações artísticas de encher o olho, workshops e espectáculos para toda a família e uma selecção de estabelecimentos de comida e bebida de fazer crescer água na boca, incluindo petiscos únicos de alguns dos restaurantes mais apreciados da cidade”.

Uma das novidades artísticas que o festival traz para esta edição é o projecto “Minimax – A Mobile & Modular Theatrical Experience”, entendido pela organização como “um novo conceito para todos os amantes das artes”, actualmente na fase de recrutamento de “talentos locais”.

18 Nov 2025