Hoje Macau China / ÁsiaCorrupção | Ex-líder de Wuhan investigado O órgão disciplinar do Partido Comunista Chinês (PCC) anunciou que colocou sob investigação, por suspeitas de corrupção, o antigo governador de Wuhan, a província chinesa onde surgiu o surto inicial da pandemia de covid-19. Num comunicado divulgado no domingo, a Comissão Central de Inspeção Disciplinar disse que Wang Xiaodong está a ser investigado por “graves violações da disciplina e da lei” – a expressão utilizada habitualmente em casos de corrupção. Wang, de 66 anos, era o governador da província de Hubei, no centro da China, no final de 2019, quando aconteceu o surto inicial do novo coronavírus 2019-nCoV, na capital da região, Wuhan. O dirigente foi alvo de duras críticas dos cidadãos chineses nas redes sociais e acusado de incompetência ou ridicularizado, no início de 2020, devido à gestão do surto. Muitos internautas chineses ficaram indignados com uma série de erros que ocorreram durante uma conferência de imprensa transmitida na televisão, por três autoridades locais, no final de Janeiro de 2020. Wang participou na conferência de imprensa sem usar uma máscara, violando as regras que tornavam o seu uso obrigatório em espaços públicos. A seu lado, o então autarca de Wuhan, Zhou Xianwang, colocou a máscara, mas ao contrário. Zhou já tinha sido fortemente criticado por ter autorizado, a 18 e 19 de Janeiro de 2020, um banquete gigante para o qual foram convidadas 40 mil famílias, para celebrar o Ano Novo Lunar. Os cibernautas também apontaram que, na mesma conferência de imprensa, Wang Xiaodong começou por anunciar que a produção anual de máscaras em Hubei era de 10,8 mil milhões, antes de corrigir para 1,8 mil milhões e, posteriormente, para 1,08 milhões. Em Junho de 2021, Wang foi demitido e tornou-se vice-director do Comité de Agricultura e Assuntos Rurais do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, o principal órgão consultivo político do país.
Hoje Macau China / ÁsiaIndústria | Produção industrial na China cresce 4,1% em Abril A produção industrial da China cresceu 4,1 por cento em Abril, em termos homólogos, representando uma desaceleração de 1,6 pontos face ao valor de Março, segundo dados oficiais divulgados ontem pelo Gabinete Nacional de Estatísticas (GNE) do país. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, a produção industrial aumentou 5,6 por cento, abaixo dos 6,1 por cento registados no primeiro trimestre. Dos três grandes sectores em que o GNE divide este indicador, o que mais aumentou a produção em Abril foi o de produção e fornecimento de eletricidade, aquecimento, gás e água (+5,3 por cento), seguido do sector manufatureiro (+4 por cento) e da indústria mineira (+3,8 por cento). Entre os sectores industriais, a produção de equipamentos informáticos, de comunicações e outros equipamentos electrónicos cresceu 15,6 por cento em termos homólogos, à frente da indústria automóvel (+9,2 por cento) e da produção de material ferroviário, naval, aeroespacial e outros equipamentos de transporte (+8,2 por cento). A produção de circuitos integrados aumentou 22,1 por cento em termos homólogos e a de robots industriais 15,1 por cento, enquanto a de veículos de energias renováveis avançou 3,8 por cento, para 1,29 milhões de unidades. Como é habitual, os números revelaram um contraste marcado entre a evolução positiva do investimento em infraestruturas (+4,3 por cento) e na manufactura (+1,2 por cento) e o destinado à promoção imobiliária, que caiu 13,7 por cento.
Hoje Macau China / ÁsiaChina vai adquirir 17 mil milhões de dólares por ano de produtos agrícolas aos EUA A Casa Branca anunciou domingo que a China vai gastar pelo menos 17 mil milhões de dólares anuais em produtos agrícolas dos Estados Unidos em 2026, 2027 e 2028. Em comunicado, a administração norte-americana indica tratar-se de um resultado das reuniões realizadas nos últimos dias entre o Presidente chinês, Xi Jinping, e o homólogo dos EUA, Donald Trump, adiantando que os vários acordos que assinaram “vão melhorar a estabilidade e a confiança para as empresas e os consumidores de todo o mundo”. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o país reduziu as suas exportações agrícolas para a China em 65,7por cento em 2025, após a imposição de tarifas recíprocas. Além de produtos agrícolas, Pequim comprometeu-se ainda a comprar 200 aviões Boeing para companhias aéreas chinesas. Este lote de aeronaves promoverá a criação de “empregos bem remunerados e altamente qualificados no sector da indústria transformadora dos EUA” e permitirá aos cidadãos chineses viajar “em aviões fabricados nos Estados Unidos”, refere o comunicado. Outros compromissos Além disso, após as reuniões, a China renovou as licenças expiradas de mais de 400 matadouros nos Estados Unidos e retomou as importações de aves de capoeira de estados norte-americanos livres de gripe aviária “altamente patogénica”, segundo a agência noticiosa espanhola EFE. Os dois países decidiram ainda criar duas novas instituições para optimizar a sua relação económica: “a Junta Comercial, para gerir o comércio bilateral de bens não sensíveis, e a Junta de Investimentos, que proporcionará um fórum intergovernamental para discutir questões relacionadas com o investimento”. Concordaram igualmente que o Irão “não pode ter armas nucleares”, tendo defendido a reabertura do Estreito de Ormuz e reafirmado o seu objectivo comum de desnuclearizar a Coreia do Norte, sublinhou a Casa Branca. Trump vai receber Xi em Washington este Outono e os países apoiar-se-ão mutuamente como anfitriões das cimeiras do G20 (fórum de cooperação económica entre as principais economias desenvolvidas e emergentes do mundo) e da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), que se realizarão ainda este ano.
Hoje Macau China / Ásia MancheteGuangxi | Sismo de magnitude 5,2 faz dois mortos e um ferido Um sismo de magnitude 5,2 na escala de Richter atingiu ontem o sul da China, causando dois mortos e um ferido, e obrigando à retirada de sete mil pessoas, informou a imprensa estatal. O abalo foi sentido em várias cidades de Guangxi, como Liuzhou, Guilin e a capital regional, Nanning, chegando mesmo até Hong Kong a 500 quilómetros de distância. O epicentro do abalo ocorreu na província de Guangxi, às 00:21 locais, a uma profundidade de oito quilómetros, segundo o Centro de Redes Sismológicas da China. A agência de notícias oficial chinesa Xinhua avançou inicialmente duas mortes e uma pessoa desaparecida no condado de Liunan, que faz parte da cidade de Liuzhou. A emissora estatal CCTV indicou posteriormente que as equipas de resgate localizaram a última pessoa presa nos escombros na área afectada da comunidade de Taiyangcun, às 11:10. De acordo com a estação, o sobrevivente foi resgatado em condição estável e levado para um hospital para tratamento. O tremor foi sentido em várias cidades de Guangxi, incluindo Liuzhou, Guilin e a capital regional, Nanning, segundo os meios de comunicação estatais. O abalo também foi sentido em Hong Kong, a 500 quilómetros de distância, referiu a agência meteorológica do território semiautónomo. Protocolos e réplicas O Centro de Resposta e Socorro ao Terramoto de Liuzhou activou um protocolo de emergência após o sismo e coordenou os serviços de emergência, bombeiros e agentes de segurança pública para os esforços de busca, resgate e evacuação da população afectada. As autoridades começaram também a inspeccionar casas, sistemas de abastecimento de água e eletricidade, estradas principais, pontes, minas e áreas com risco de desastres geológicos. Num balanço anterior, o chefe da polícia local afirmou que, até às 04:00, o sismo tinha provocado o desabamento de 13 casas e quatro pessoas foram levadas para o hospital, todas fora de perigo. As autoridades acrescentaram na altura que mais de sete mil residentes tinham sido retirados e que as comunicações, a electricidade, o abastecimento de água, o gás e as estradas na área afectada estavam a funcionar normalmente. Além do sismo principal, foram registados vários tremores secundários de menor intensidade. As autoridades reportaram cinco abalos de magnitudes entre 2,2 e 3,2 na escala de Richter antes e depois do tremor principal. O Centro de Redes Sismológicas da China registou um tremor secundário de magnitude 3,3 às 07:41, em Liunan, a uma profundidade de 10 quilómetros.
Hoje Macau SociedadePJ | Quatro detidos por uso e tráfico de space-oil e metanfetaminas Quatro homens de nacionalidade filipina foram detidos pela Polícia Judiciária por suspeitas de consumo e tráfico de drogas, de acordo com informação divulgada ontem. Durante a operação, as autoridades apreenderam dois cigarros electrónicos com etomidato, também conhecido como space oil, e ketamina. Foram ainda apreendidas 10 gramas de metanfetaminas. As três substâncias apanhadas pela polícia terão um valor no mercado negro a rondar as 31 mil patacas. A investigação começou com a monitorização de um dos suspeitos que entrou em Macau no domingo, vindo de Hong Kong, através da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau. O indivíduo encontrou-se com um compatriota trabalhador não-residente na zona central de Macau e nessa altura os agentes policiais agiram e revistaram os homens, encontrando os dois cartuchos para cigarros electrónicos e parafernália para o consumo de drogas. Na casa do trabalhador não-residente, foram interceptados mais dois homens e encontrados nove pequenas embalagens de metanfetamina. Todos os envolvidos testaram positivo em análises à urina. A polícia acrescenta que o indivíduo alegadamente trouxe a droga de Hong Kong, actividade a que se dedicava desde o mês passado, e que os restantes três suspeitos revendiam as drogas a compatriotas.
Hoje Macau SociedadeSands China | “Carnaval de Compras” em Julho A operadora de jogo Sands China volta a realizar este ano mais uma edição do “Sands Shopping Carnival”, um “carnaval de compras” que visa a participação do sector local do retalho. O evento decorre no Venetian entre os dias 23 e 26 de Julho, e as inscrições dos negócios locais e pequenas e médias empresas (PME) arranca hoje, prolongando-se até ao dia 29 de Maio. Aquele que é chamado de “maior evento de saldos” do território pela organização já vai na sétima edição, tendo servido “como uma importante plataforma de negócios e promoção para as PME locais, parceiros comunitários e retalhistas da Sands”, descreve-se num comunicado. A participação das empresas é gratuita durante os quatro dias do evento, que desde 2020 já contou com mais de 640 mil visitantes. Além disso, a Sands China destaca como este “carnaval” tem “conseguido estimular, com sucesso, o consumo local e dos visitantes em Macau”, tendo disponibilizado quatro mil stands de exposição desde o início do certame. Para este ano, espera-se que o evento “conte com mais de 580 stands”, oferecendo-se ao público “uma vasta gama de zonas temáticas, incluindo produtos para o lar, gastronomia e vinhos, praça de alimentação, cultura e criatividade, retalhistas da Sands, especialidades e lembranças de Macau, bem como diversão em família e experiências desportivas”.
Hoje Macau SociedadePonte da Amizade | Circulação só numa faixa até meados de Agosto A Ponte da Amizade vai ter o trânsito condicionado a partir das 10h de sábado até meados de Agosto devido a obras de manutenção no tabuleiro, indicou ontem o Grupo de Coordenação de Obras Viárias. A última obra de manutenção de larga escala na ponte foi realizada há 25 anos. Entretanto, as autoridades argumentam que a camada de asfalto do tabuleiro apresenta um elevado desgaste e que, após dias de chuva, surgem frequentemente “buracos nas juntas de dilatação dos viadutos de acesso”, o que representa um risco para a circulação rodoviária. Assim, a partir das 10h de sábado, a circulação automóvel vai passar a ser feita “numa única faixa de rodagem, de forma faseada, nos viadutos de acesso em ambos os sentidos da Ponte da Amizade”. As autoridades apelaram aos condutores para utilizarem mais a nova Ponte Macau. Também os veículos pesados, com mais de 3,5 toneladas, vão ficar interditos de circular na Ponte da Amizade, à excepção de autocarros públicos. O Grupo de Coordenação de Obras Viárias indicou que, após a avaliação da urgência das obras, foi decidido avançar com as obras entre Maio e Agosto para coincidir com as férias de Verão das escolas. Os trabalhos vão decorrer não só na Ponte da Amizade, como noutros nove locais espalhados pela cidade, principalmente para instalação de condutas, reordenar redes de drenagem, reparar esgotos e instalar colectores de águas residuais. As autoridades vincaram a meta de concluir todas as obras e reabrir plena a circulação rodoviária antes do início do ano lectivo, em Setembro.
Hoje Macau SociedadeDia da Criança | Data assinalada com prendas a crianças internadas O Governo vai organizar uma série de actividades para assinalar o Dia Mundial da Crianças, celebrado a 1 de Junho. Segundo o Instituto de Acção Social (IAS), o “cartaz” de celebrações inclui “representações culturais e artísticas” de dos estudantes do ensino primário e da Guarnição em Macau do Exército de Libertação do Povo Chinês, organização de arraiais, distribuição de prendas às crianças internadas nos hospitais e uma palestra sobre “Direitos das Crianças e Protecção Jurídica”. No dia 31 de Maio, será organizada uma visita ao Quartel militar da Taipa para cerca de 600 estudantes do ensino primário de Macau, “de modo a permitir que os estudantes do ensino primário sintam a atmosfera festiva e celebrem a consciência da etnia e promovam o amor pela pátria e por Macau”. No dia seguinte, serão entregues prendas a crianças internadas no Centro Hospitalar Conde de São Januário e no Hospital Kiang Wu. As autoridades não referiram detalhes sobre os chamados arraiais que vão decorrer no Campo dos Operários, Jardim Cidade das Flores e no Centro de Ciência. Será também organizada uma palestra para funcionários de equipamentos socais sobre “Direitos da Criança e Protecção Jurídica”. Mas a diversão não se fica por aqui, com uma actividade em que o protagonista será a mascote do Comissariado contra a Corrupção: “O Urso Mensageiro Guilherme aborda contigo a honestidade 2026”.
Hoje Macau China / ÁsiaAdministração Trump “não gosta claramente” da UE A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, afirmou ontem que a administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, “não gosta” claramente da União Europeia (UE), pois receia que os 27 Estados-membros em conjunto possam tornar-se uma potência equivalente. “Claramente não gostam da UE”, declarou Kaja Kallas, alta representante da União Europeia (UE) para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, numa entrevista realizada no âmbito da Conferência Lennart Meri sobre política externa e segurança, que decorre este fim de semana em Talin, capital da Estónia. Kallas comparou esta atitude à da Rússia e da China. “É porque, se nos mantivermos unidos e actuarmos em conjunto, então somos potências equivalentes, somos fortes”, afirmou, advertindo que estas potências “querem desmantelar” o bloco comunitário. Neste contexto, disse estar “muito preocupada” com a resposta de alguns países da UE, que transmitem a Washington a mensagem de que a relação é boa. “Se não gostam da UE, falem connosco [individualmente]”, permitindo assim que a estratégia de divisão dos Estados Unidos produza efeitos. Outros temores Por outro lado, a chefe da diplomacia europeia manifestou também preocupação com a tendência revelada pelas sondagens, segundo as quais a percepção pública europeia se torna cada vez mais crítica em relação a Washington, ao ponto de apenas 14 por cento considerarem os Estados Unidos um aliado. “Não nos devemos deixar levar por isso, precisamos uns dos outros. As nossas economias estão interligadas e a nossa segurança também”, sublinhou. Kallas criticou também a posição norte-americana no âmbito das negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, estagnadas há vários meses, considerando que esta passou por “pressionar a Ucrânia a ceder territórios que nem sequer perdeu militarmente”. Guerra de sexos De forma geral, acrescentou a alta representante, a estratégia de Trump – usada também em outras regiões do mundo – consiste em “fazer chocar as cabeças” dos rivais e impor-lhes a paz, mas, argumentou, “um conflito não termina sem aceitação social”. Kallas considerou que, nesse sentido, é necessário lidar com as raízes do problema e garantir que exista justiça pois, caso contrário, uma parte da população “procurará vingança e o ciclo continuará”. “Aliás, há também estudos que mostram que, quando as mulheres participam nas negociações, os acordos de paz são mais duradouros. E… a imagem que vimos das conversações entre os Estados Unidos e a China… havia muita masculinidade na sala, não era?”, comentou. Quanto à estratégia adequada perante a guerra na Ucrânia, a alta representante insistiu na necessidade de se “continuar a pressionar a Rússia”, para que Moscovo perceba que a táctica de recorrer aos Estados Unidos para alcançar os objectivos não funcionou e que tenha de se sentar verdadeiramente à mesa das negociações com Kiev e com os europeus.
Hoje Macau EventosSaúde | Conferência e festival INCLUSION entre hoje e sexta-feira A Conferência e Festival INCLUSION arrancam hoje no MGM Cotai, com um cartaz que se irá estender até à próxima sexta-feira, reunindo especialistas internacionais, educadores, profissionais de saúde, famílias, activistas e atletas para cinco dias de diálogo, aprendizagem e envolvimento comunitário inclusivo por toda a cidade. O dia de abertura da conferência será organizado hoje pela MGM no MGM COTAI, passando para a Escola das Nações amanhã, num evento organizado pela Melco. Ambas as sessões da conferência serão gratuitas e abertas a profissionais, educadores, pais, cuidadores, organizações não-governamentais e simpatizantes de Macau e da Grande Baía. Organizada pela Associação de Caridade dos Leitores da Macau Business, o evento tem como objectivo lançar debates em torno da neurodiversidade, educação inclusiva, saúde mental, reabilitação e inovação social. Segundo a organização do evento, a edição deste ano vai centrar-se nas abordagens científicas e estratégias para reforçar os sistemas de apoio a indivíduos neurodiversos e às suas famílias. A associação espera que a edição deste ano receba mais de 600 participantes de Macau, Grande Baía, Ásia, Europa e outras regiões ao longo do programa de cinco dias.
Hoje Macau China / ÁsiaVisita | Putin na China a partir de amanhã O Presidente russo, Vladimir Putin, vai realizar uma visita à China amanhã e quarta-feira para reforçar a “parceria” e “cooperação” entre os dois países, anunciou sábado o Kremlin em comunicado. Durante a visita, que ocorrerá poucos dias após a do Presidente americano, Donald Trump, o líder russo discutirá com seu homólogo chinês, Xi Jinping, formas de “fortalecer ainda mais a parceria abrangente e a cooperação estratégica” entre a Rússia e a China, lê-se no documento. Segundo detalha, Putin e Xi “vão trocar opiniões sobre questões internacionais e regionais importantes” e assinar uma declaração conjunta no final das conversações. No âmbito da visita, está previsto um encontro com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, para discutir a cooperação económica e comercial entre Moscovo e Pequim, acrescenta. Esta viagem do líder do Kremlin acontece numa altura em que os esforços diplomáticos, liderados por Washington, para encontrar uma solução para o conflito na Ucrânia estão paralisados, em grande parte devido à guerra no Médio Oriente. Uma breve trégua intermediada por Donald Trump permitiu uma pausa na campanha de bombardeamentos maciços longe das linhas da frente, mas os ataques foram retomados assim que expirou, na noite de segunda-feira. Parceiro económico fundamental da Rússia, a China é o maior comprador mundial de combustíveis fósseis russos, incluindo produtos petrolíferos.
Hoje Macau China / ÁsiaDiplomacia | China e EUA acordam aprofundar cooperação comercial Após o encontro entre Xi e Trump em Pequim, os dois países comprometeram-se a dar seguimento aos acordos comercias já existentes e a criar novos canais para estimular o investimento bilateral A China e os Estados Unidos acordaram continuar a implementar os acordos comerciais existentes e criar novos conselhos bilaterais de comércio e investimento, anunciou sexta-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi. Após a cimeira entre os presidentes chinês e norte-americano, Xi Jinping e Donald Trump, em Pequim, e segundo um comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, as delegações dos dois países alcançaram “resultados positivos no geral”, incluindo o compromisso de continuar a aplicar “todos os acordos assinados durante as consultas anteriores”. As duas potências decidiram ainda estabelecer um conselho de comércio e um conselho de investimento, numa tentativa de aprofundar os mecanismos de diálogo económico bilateral. A diplomacia chinesa informou também que Pequim e Washington concordaram em abordar “as preocupações mútuas relativas ao acesso aos mercados agrícolas” e promover o crescimento do comércio bilateral através de “reduções tarifárias recíprocas”. A cimeira de dois dias terminou sexta-feira com a partida de Trump de Pequim, após uma visita marcada por sinais de aproximação diplomática, mas sem avanços significativos nas principais divergências geopolíticas entre os dois países, incluindo a crise no Médio Oriente e a questão de Taiwan. Trump classificou os entendimentos económicos alcançados como “fantásticos”, embora não tenham sido anunciados acordos concretos de grande dimensão nem detalhadas novas promessas de investimento chinês nos Estados Unidos. O Presidente norte-americano viajou acompanhado de uma ampla delegação de empresários e dirigentes económicos, numa deslocação em que Washington procurava obter compromissos comerciais tangíveis, nomeadamente nos sectores agrícola e industrial. Sem progressos Até várias horas após a partida de Trump, não tinham sido divulgados novos acordos específicos. Vários analistas consideravam pouco provável que o encontro produzisse progressos substanciais nas questões mais sensíveis, mas acrescentavam que Trump necessitava de regressar aos Estados Unidos com sinais de estabilidade económica, numa altura em que enfrenta inflação persistente, a crise no Médio Oriente e a aproximação das eleições intercalares. Pequim anunciou ainda que Xi Jinping realizará uma visita de Estado aos Estados Unidos no próximo Outono, a convite de Trump, segundo a agência estatal chinesa Xinhua. Compras no pacote A China anunciou um compromisso de princípio com os Estados Unidos para reduzir as tarifas alfandegárias sobre produtos de igual importância para ambos os lados e confirmou também a compra de aviões norte-americanos. As duas maiores economias do mundo concordaram em reduzir as barreiras não tarifárias sobre determinados produtos agrícolas, incluindo o marisco e os produtos lácteos chineses, bem como a carne de bovino e de aves norte-americanas, além de expandir o comércio agrícola bilateral através de reduções tarifárias mútuas numa gama definida de produtos. O Ministério do Comércio chinês confirmou ainda um acordo referente à compra de aviões norte-americanos e à garantia de Washington de fornecimento de motores e componentes aeronáuticos à China. Na sexta-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o líder chinês Xi Jinping prometeu a compra de 200 aviões Boeing, número inferior às encomendas de 500 aparelhos 737 MAX e cerca de uma centena de modelos de longo curso (787 Dreamliner e 777) referidas pela imprensa nos últimos meses.
Hoje Macau China / ÁsiaTaiwan | Wang Yi diz que EUA compreendem posição chinesa e pede “acções concretas” O chefe da diplomacia da China, Wang Yi, declarou que os Estados Unidos (EUA) compreendem a posição de Pequim e rejeitam a independência de Taiwan, e pediu a Washington “medidas concretas” para garantir a paz. Após a partida do Presidente norte-americano, Donald Trump, que esteve menos de 48 horas em Pequim, o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês reiterou na sexta-feira que a questão de Taiwan é “a questão mais importante nas relações China-EUA”. “Manter a paz e a estabilidade no estreito de Taiwan é o maior denominador comum para ambos os lados. O pré-requisito para isso é nunca apoiar ou tolerar a ‘independência de Taiwan’”, afirmou Wang, em declarações à imprensa. O ministro indicou que, durante o encontro com o líder chinês Xi Jinping, ficou claro que os Estados Unidos compreendem a posição da China e valorizam as preocupações chinesas. Horas antes, Donald Trump referiu que não está a incentivar Taiwan a procurar a independência da China e garantiu que não deseja uma guerra com Pequim por causa deste tema. “Não quero que ninguém se torne independente. E sabe que mais? Será que vamos viajar 15.300 quilómetros para travar uma guerra? Não quero isso”, sublinhou o republicano em entrevista à emissora norte-americana Fox News. Segundo a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, Xi Jinping terá avisado Trump de que a “má gestão” da questão pode levar a China e os Estados Unidos a um confronto ou mesmo a um ataque. Donald Trump confirmou na sexta-feira ter discutido com Xi Jinping a eventual venda de armas norte-americanas a Taiwan, mas afastou a possibilidade de um conflito iminente. O chefe de Estado norte-americano afirmou que ainda não tomou uma decisão sobre a venda de armamento a Taiwan, uma medida fortemente criticada por Pequim, acrescentando que deverá decidir “em breve”.
Hoje Macau China / ÁsiaAgência Europeia e Academia Chinesa das Ciências lançam satélite SMILE Com o satélite SMILE da Agência Espacial Europeia (ESA), cujo lançamento está previsto para terça-feira, será possível observar pela primeira vez o confronto entre os ventos solares e o escudo magnético da Terra. SMILE – sigla de Solar wind Magnetosphere Ionosphere Link Explorer – é uma missão preparada e desenvolvida em colaboração com a Academia Chinesa das Ciências (ACS). Na terça-feira, às 05:52 de Paris, o satélite partirá do centro espacial de Kourou, na Guiana Francesa, a bordo do Vega-C, o lançador ligeiro da ESA. Inicialmente previsto para 09 de Abril, o lançamento foi adiado por razões técnicas. “O que queremos estudar com o SMILE é a relação entre a Terra e o Sol”, explica Philippe Escoubet, cientista do projeccto na ESA. Os ventos solares têm origem nas ejecções de massa coronal (CME, na sigla em inglês) que ocorrem à superfície do Sol. Estas ejecções de plasma provocam fluxos de partículas que se propagam até à Terra a velocidades que podem atingir os dois milhões de quilómetros por hora. Ao entrarem em contacto com o campo magnético do planeta, que funciona como um escudo, estes fluxos são em grande parte desviados. Porém, quando os ventos são intensos, partículas carregadas penetram na atmosfera terrestre e interagem com as partículas atmosféricas, dando origem ao conhecido fenómeno das auroras boreais. Ao detectar a radiação X emitida quando as partículas carregadas do vento solar interagem com partículas neutras da alta atmosfera terrestre, os investigadores poderão estudar pela primeira vez, a partir do espaço, o escudo protector da Terra. Graças ao SMILE, os investigadores poderão observar este fenómeno em dois locais privilegiados: a magnetopausa, isto é, a região onde o escudo do campo magnético desvia os ventos solares, e também os cornetos polares, acima dos polos, onde são visíveis os fotões de raios X, explica Dimitra Koutroumpa, investigadora do LATMOS, o laboratório Atmosphères Observations Spatiales do CNRS. Quando estes ventos são particularmente fortes, podem provocar tempestades solares e representar um perigo para os satélites e outros equipamentos em órbita, como a Estação Espacial Internacional (ISS). Também afetam os sistemas de telecomunicações. Desafios vitais Melhorar os modelos que regem esta meteorologia espacial constitui, por isso, um desafio crucial em matéria de segurança para estas infraestruturas, bem como um objectivo científico de grande relevância. Na terça-feira, o satélite será inicialmente colocado a 700 quilómetros de altitude antes de prosseguir, pelos seus próprios meios, a viagem até alcançar uma órbita elíptica em torno da Terra. Desta forma, sobrevoará o polo Sul a apenas 5.000 quilómetros de altitude – para poder transmitir os dados recolhidos para a base O’Higgins, na Antártida – mas atingirá os 121.000 quilómetros acima do polo Norte, obtendo assim uma visão global. Esta órbita elíptica permitirá aos investigadores observar “regiões importantes do espaço próximo da Terra durante mais de 40 horas consecutivas”, refere a ESA. O satélite transporta quatro instrumentos: um dispositivo de imagiologia de raios X (fabricado em Leicester, no Reino Unido), bem como um dispositivo de imagiologia UV, um analisador de iões e um magnetómetro, desenvolvidos pela Academia Chinesa das Ciências. Todos os dados serão partilhados e disponibilizados tanto aos investigadores da ESA como aos da Academia Chinesa das Ciências. O SMILE terá capacidade para recolher os primeiros dados apenas uma hora após entrar em órbita. Está previsto que opere durante três anos e meio, período renovável uma vez.
Hoje Macau Manchete SociedadeEnsino católico | Académico destaca adaptação a “situação sociopolítica” Um académico de Hong Kong afirma que, com a transição política nas regiões administrativas especiais, “o desafio da educação católica” passa pela adaptação à “nova situação sociopolítica” e perceber como servir melhor o país A transição de Hong Kong e Macau para a China, em 1997 e 1999, respectivamente, “significa que as duas regiões administrativas especiais têm de se adaptar à nova configuração política”, disse à Lusa Thomas Kwan Choi-Tse, professor e director interino do departamento de Política e Administração Educacional da Universidade Chinesa de Hong Kong. Kwan falou à margem de uma conferência académica para dirigentes na Educação Católica, realizada na Universidade de São José, e que juntou até sábado especialistas de várias geografias da região. “Vejo que um dos desafios [da educação católica] reside em como servir melhor não só Hong Kong e Macau, mas também a Grande China”, continuou o investigador, fazendo uso de um termo utilizado pela China e que engloba também Taiwan. “Apercebo-me de uma maior troca de informações entre, digamos, Hong Kong e a China, para que haja um melhor entendimento mútuo”, reforçou. Neste sentido, a Diocese de Hong Kong tem feito “algumas alterações”, nomeadamente nos programas escolares, com a ambição de “acrescentar um tempero chinês ao currículo actual”, referiu Kwan, autor da investigação “Programa de educação religiosa da Igreja Católica em Hong Kong: Desafios e respostas desde 1997”, publicado em 2015. Embora retenha fortes elementos religiosos no currículo, a Igreja Católica em Hong Kong “ampliou e reorientou” o programa, reformulando conteúdos e métodos pedagógicos, refere-se neste estudo, sublinhando que “o novo programa se caracteriza por ajustes e diferenciação, pela valorização da fé cristã e pela assimilação selectiva da cultura chinesa”. À Lusa, Kwan frisa esta abordagem à cultura chinesa e menciona o padre italiano Matteo Ricci (1552-1610), uma das figuras fundadoras das missões jesuítas na China, que chegou a Macau em 1582: “ele desempenha um papel entre o Oriente e o Ocidente, então pode encontrar-se alguma história sobre a contribuição da teoria católica para a cultura chinesa”. Interferências externas Ainda sobre Hong Kong, o responsável sublinhou o “papel estratégico” da ex-colónia britânica na comunicação entre os dois lados da fronteira. “Até agora não existe uma relação diplomática formal entre o Vaticano e a China. E o estatuto especial de Hong Kong desempenha um papel subtil na facilitação da comunicação”, concretizou. Estima-se que existam cerca de 12 milhões de católicos no país. Em Hong Kong, de acordo com a diocese, vivem perto de 400 mil, enquanto a Diocese de Macau aponta para uma comunidade de 30 mil fiéis na cidade. Em Macau, a Lei Básica estabelece que o Governo “não interfere nos assuntos internos das organizações religiosas”.
Hoje Macau SociedadeRendas | Habitação ligeiramente mais barata No primeiro trimestre de 2026, a renda média por metro quadrado de área útil da habitação cifrou-se em 140 patacas, de acordo com os dados da Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). Em relação ao último trimestre do ano passado, este valor representa uma redução de 0,4 por cento. Os dados foram revelados na sexta-feira. Em relação às fracções autónomas utilizadas, como lojas, a renda média foi de 467 patacas, uma redução trimestral de 1,2 por cento, enquanto nos escritórios foi de 274 patacas, uma diminuição mensal de 1,5 por cento, e nas fracções industriais 177 patacas, uma quebra de 2,2 por cento. Pagamentos Móveis | Valor das transacções sobe 6,7% No primeiro trimestre deste ano, o montante dos pagamentos electrónicos atingiu 8,5 mil milhões de patacas, um aumento anual de 6,7 por cento, de acordo com os dados divulgados pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM). O número de transacções realizadas aumentou 7,1 por cento, chegando às 96,8 milhões. O valor médio por transacção foi de 87,5 patacas. Até ao final de Março, 112.694 unidades aceitavam pagamentos móveis e QR Code.
Hoje Macau Manchete SociedadeK-Pop | Macau e Hong Kong aproveitam restrições no Interior Com a proibição informal dos concertos de K-pop no Interior, as regiões especiais aproveitam a oportunidade para promover o turismo. Em Macau, os resultados são mais limitados Os chineses do Interior sempre se deslocaram a Macau e Hong Kong à procura do que não encontram ali, desde oportunidades de trabalho a menos restrições, mas recentemente surgiu algo inusitado: concertos de K-Pop. Dez anos após a proibição informal de concertos de K-Pop na China continental, o género musical sul-coreano continua a mobilizar milhões de fãs chineses, garantem à Lusa fãs e académicos, com Macau e Hong Kong a serem as regiões onde os concertos são autorizados. A K-Pop é um género musical da Coreia do Sul, que combina pop, hip-hop, R&B e electrónica. Surgido nos anos 90, o género musical tornou-se um fenómeno global focado em grupos de ídolos, como o grupo masculino BTS ou o feminino Blackpink, presentes regularmente nas listas de músicas mais ouvidas e nos maiores festivais de música internacionais. No último mês, mais de 30.000 pessoas, a maioria do Interior da China, estiveram presentes no K-Spark. Cassie Yan, uma advogada de 32 anos da província de Fujian, que esteve presente em Macau para o festival, diz à Lusa que o seu fascínio pela K-Pop foi uma “parte marcante da vida escolar”. “Partilhar recortes de revistas nos intervalos, recomendar grupos uns aos outros, discutir os programas e visuais dos ídolos e até aprender coreografias tornou-se uma linguagem social comum”, descreve. A fã conta ainda como nos últimos 10 anos esta paixão se “traduziu cada vez mais em viagens”, seja para o exterior, seja para Macau e Hong Kong, porque as RAEs são os únicos locais onde concertos de artistas de K-Pop são permitidos. O investigador de sociologia na Universidade Kansai Gaidai em Osaka, Ingyu Oh, descreve à Lusa que, até 2016, a China funcionava como um os maiores mercados para a indústria, além de “viveiro de talentos, plataforma de marcas e infra-estrutura de digressões”, quando uma súbita proibição pós um fim a essa presença. Olá misseis, adeus K-pop Nesse ano, uma decisão por parte da Coreia do Sul de instalar um sistema norte-americano de defesa antimíssil foi visto por Pequim como uma ameaça à sua segurança, levando à imposição de uma proibição não-oficial sobre artistas, ‘shows’ e conteúdos de entretenimento sul-coreanos, mas também restringindo transmissões televisivas de concertos. “A proibição desmantelou o ecossistema”, explica Ingyu. “O que resta é um sistema sustentado na internet e sem acesso físico ao mercado”, acrescenta. Para o especialista, desde 2016, o consumo de conteúdos culturais sul-coreanos passou a ser “regulado de forma opaca e caso-a-caso”, funcionando como um instrumento de diplomacia por parte do Governo chinês. Algo semelhante aconteceu recentemente, com ‘performances’ de artistas japoneses, canceladas abruptamente desde Novembro do ano passado, depois da líder do Japão, Sanae Takaichi, ter afirmado no parlamento nipónico que o país poderia intervir no caso de uma invasão por parte da China a Taiwan. Apesar da proibição, Ingyu realça que o fenómeno K-Pop se manteve vivo na China com “uma economia de fãs intensamente organizada e sustentada digitalmente”. O especialista aponta que as importações de álbuns sul-coreanos atingiram quase 60 milhões de dólares em 2023, quase o dobro do ano anterior, impulsionadas sobretudo por compras ‘online’. Macau tem tentado usar concertos e eventos de entretenimento em grande escala como uma estratégia para diversificar a economia. Nos últimos anos, isso traduziu-se em concertos de bandas de K-Pop, realizados quase semanalmente. “Macau não é necessariamente o melhor lugar, mas é a opção mais equilibrada. Praticamente todos os grandes grupos em digressão mundial incluem Macau nos itinerários”, descreve Cassie Yen à Lusa. A fã considera que, comparada com Hong Kong e Taiwan, “Macau oferece melhor relação qualidade-preço, boa hotelaria e bons recintos”. Ainda assim, diz Ingyu, Macau e Hong Kong não conseguem satisfazer a procura maciça dos fãs chineses e, embora ofereçam visibilidade ao género, “não proporcionam nem estabilidade nem escala”, com concertos cancelados à última hora e, sobretudo no caso de Macau, com recintos limitados pela dimensão do mercado. Lucros difíceis Patricia Cheong, presidente da Associação Internacional das Indústrias Culturais e Desportivas de Macau, admite à Lusa que a actual capacidade de eventos de Macau “não é fácil para os organizadores terem lucros”. “Hong Kong tem mais vantagens para atrair artistas de topo, graças a recintos maiores, como o novo Estádio de Kai Tak”, sublinha, referindo-se a um novo espaço aberto na cidade em 2026 com capacidade para 50.000 pessoas. Quanto ao futuro, Ingyu vê poucas hipóteses de uma reabertura plena do interior da China, sugerindo que o que pode vir a acontecer é um “alívio selectivo e simbólico, mais do que uma normalização completa”. “Melhorias no tom diplomático podem produzir aberturas incrementais, mas um regresso total ao intercâmbio cultural pré-2016 é improvável, sem uma mudança estrutural mais ampla na geopolítica regional”, prevê o investigador.
Hoje Macau SociedadeNovos empréstimos hipotecários sobem 65% em Março Macau registou em Março uma recuperação de 65,3 por cento na aprovação de novos créditos para habitação, segundo dados divulgados pela Autoridade Monetária de Macau, na sexta-feira. Os créditos para compra de casa subiram mais de 65,3 por cento em relação a Fevereiro, atingindo cerca de 1,09 mil milhões de patacas, quase todos concedidos a residentes locais. Estes valores representam uma franca recuperação depois de Fevereiro ter registado uma quebra de 58,3 por cento face ao mês anterior no volume de empréstimos para habitação. Já os empréstimos atribuídos a não residentes, em Março tiveram apenas um peso residual, de 3,39 milhões de patacas. Em contrapartida, os créditos comerciais ligados ao imobiliário recuaram mais de 23 por cento, fixando-se em 375,35 milhões de patacas, com a maioria destinada a residentes, embora em queda acentuada. No final de Março, o saldo total dos empréstimos para habitação desceu ligeiramente, para 203,9 mil milhões de patacas, menos 0,4 por cento face ao mês anterior e menos 5,4 por cento em termos homólogos. Saldo comercial a baixar O saldo dos créditos comerciais caiu para 134,72 mil milhões de patacas, menos 1,1 por cento em relação a Fevereiro e menos 9,2 por cento face ao mesmo mês de 2025. O crédito malparado nos créditos para habitação baixou para 3,5 por cento, enquanto nos créditos comerciais recuou para 5,2 por cento. Num relatório em Março, a consultora imobiliária JLL afirmou que os preços do imobiliário residencial em Macau, que caíram acentuadamente em 2025, deverão manter-se estáveis em 2026, após medidas governamentais para aliviar os encargos hipotecários, incluindo isenção de imposto de selo e flexibilização dos rácios de empréstimo sobre o valor da propriedade. Os bancos de Macau obtiveram um lucro de 4,02 mil milhões de patacas nos primeiros três meses do ano, mais 5,4 por cento do que no mesmo período de 2025.
Hoje Macau PolíticaSS | Afastadas cabines fechadas para fumadores O subdirector dos Serviços de Saúde (SS), Cheang Seng Ip, afirmou que, por enquanto, não está a ser equacionada a criação de cabines de fumo totalmente fechadas. As declarações foram feitas durante uma reflexão sobre cabines para fumadores na rua, onde o Executivo está a implementar um plano para impedir as pessoas de fumar, perto do Parque Dr. Carlos d’Assumpção. Segundo o jornal Ou Mun, o responsável recordou que na fase inicial da medida, o número de pessoas a quem foi pedido para não fumarem naquela zona caiu de 40 por dia para duas ou uma. Actualmente, os SS actuam sem base legal, pelo que não podem multar quem fuma nas zonas delimitadas. Se for aprovada uma nova lei, vão ser aplicadas multas.
Hoje Macau PolíticaHK | Adrian Ho recua e admite que bifanas de Macau são superiores O sobrinho de Edmund Ho e deputado em Hong Kong, Adrian Ho, mudou de posição e afinal admite que a bifana de Macau é superior à de Hong Kong. À margem do concerto do cantor e nadador de Hong Kong, Alex Fong, Adrian Ho disse que a bifana de Macau pode ser melhor do que a de Hong Kong, depois de ser convencido pelos cantores de Macau, Terence Siufay e Vivian Chan. Segundo o portal de HK01, Adrian Ho também disse que a sua ligação com Macau é eterna e que só é possível progredir quando há competição. O deputado afirmou também que é importante para o turismo debater todos os temas. Há duas semanas, durante uma sessão parlamentar em Hong Kong, Adrian Ho causou polémica ao afirmar que a bifana de Hong Kong é superior à de Macau e disse que a comida em Macau é “extremamente banal”.
Hoje Macau Manchete PolíticaPIB | Crescimento de 7,1% entre Janeiro e Março Apesar do crescimento vistoso, a economia está apenas a 90,3 por cento do valor de 2019, antes do impacto da pandemia da covid-19 A economia de Macau cresceu 7,1 por cento no primeiro trimestre de 2026, impulsionada pelo aumento das exportações de serviços e pela subida significativa do número de visitantes. Segundo dados publicados pelos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), na sexta-feira, a economia beneficiou dos feriados do Ano Novo Lunar e de várias actividades festivas, com o Produto Interno Bruto (PIB) a crescer para 107,56 mil milhões de patacas, mais 7,1 por cento em termos reais face ao mesmo período de 2025. Apesar desse crescimento, as autoridades do território sublinharam que a economia de Macau entre Janeiro e Março deste ano era o equivalente a 90,3 por cento do volume económico do primeiro trimestre de 2019, antes da pandemia de covid-19. As exportações globais de serviços cresceram 12,8 por cento, acompanhando a subida de 13,7 por cento nas entradas de visitantes, com as exportações de outros serviços turísticos a aumentar 17,5 por cento e as de serviços do jogo 13 por cento. A cidade registou um novo recorde no primeiro trimestre de 2026 ao receber 11,2 milhões visitantes, um aumento de 13,7 por cento face ao mesmo período de 2025 e superior aos valores pré-pandemia. No comércio externo de mercadorias, as exportações subiram 1,1 por cento e as importações 5,8 por cento em termos homólogos, indicou a DSEC. Mais consumo privado Quanto à procura interna, a despesa de consumo privado avançou 3,4 por cento, enquanto a despesa de consumo final do Governo caiu 2,8 por cento. Já a formação bruta de capital fixo, registou uma queda acentuada de 21 por cento, atribuída ao decréscimo das obras de construção privadas e públicas, apontou o mesmo departamento. O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a previsão de crescimento económico para Macau em 2026 para 3 por cento, apesar da desaceleração a nível global. O FMI assinalou que a melhoria das perspectivas para Macau surge num contexto em que adopta uma postura mais cautelosa a nível global, devido a receios de que o conflito no Irão possa perturbar os mercados energéticos e pressionar os preços. Nos últimos anos, as autoridades de Macau têm seguido uma política de diversificação económica, ditada pelo Governo central da China, que procura tornar a economia local menos dependente da indústria do jogo, através do desenvolvimento de sectores como grandes eventos, cultura, finanças ou tecnologia. Apesar desses esforços, de acordo com dados oficiais, o jogo representou quase metade de todo o PIB de Macau em 2025.
Hoje Macau PolíticaAssembleia Legislativa | Dia aberto com actuações musicais A Assembleia Legislativa (AL) abriu ontem as portas ao público, permitindo a visita a instalações do edifício, como o átrio, a Sala do Plenário, a Sala de Recepções Polivalente e as salas de reuniões das comissões, onde foram colocados painéis informativos sobre os trabalhos legislativos. O público contou com esclarecimentos de deputados e trabalhadores da AL. Ao longo do dia, entre as 10h e as 18h, alunos da Escola de Música e da Escola de Dança do Conservatório de Macau, além da Escola Secundária Pui Ching protagonizaram actuações artísticas em vários locais do edifício. Além disso, foram instaladas “bancas e quiosques de serviços automáticos para promover o recenseamento eleitoral e divulgar a Constituição, a Lei Básica de Macau e a Lei relativa à defesa da segurança do Estado”. Foram ainda disponibilizados autocarros gratuitos entre o Hotel Sintra e a AL para facilitar as deslocações dos cidadãos. Segurança Nacional | Mais de 70 mil visitaram exposição A Exposição sobre a Educação da Segurança Nacional deste ano terminou na passada sexta-feira, registando quase 70.500 visitantes ao longo dos dois meses em que esteve patente no Complexo da Plataforma de Serviços para a Cooperação Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, também conhecido como complexo do Fórum Macau. Segundo o Gabinete de Comunicação Social, a mostra deste ano foi a que atraiu mais público, também através do site temático da exposição que registou mais de 210,740 visualizações. O Governo conclui que o nível de afluência “demonstra claramente a elevada importância prestada à segurança nacional pela sociedade de Macau e a transmissão contínua do espírito de “amor pela pátria e por Macau”. A exposição resultou da organização conjunta do Executivo liderado por Sam Hou Fai e o Gabinete de Ligação do Governo Popular Central na RAEM.
Hoje Macau SociedadeAdvocacia | Lupi & Associados faz parceria com Morais Leitão O escritório legal de advogados Lupi & Associados anunciou o estabelecimento de uma “parceria estratégica” com a Morais Leitão, sociedade de advogados e consultores. “Este investimento reforça a estratégia internacional dos escritórios no espaço lusófono e, em particular, no eixo China-África, um corredor de crescente relevância no actual contexto das relações económicas internacionais”, foi considerado pela Lupi & Associados, através de um comunicado. A parceria vai permitir disponibilizar “um acompanhamento jurídico integrado e articulado a operações transfronteiriças envolvendo a China, África, Brasil, Portugal e TimorLeste” em áreas como os “sectores das energias renováveis e do oil & gas nos países lusófonos e na África subsaariana, do mining em Angola, Brasil, Moçambique e TimorLeste, das infra-estruturas no continente africano”. Em relação à Morais Leitão é indicado que além da presença em Singapura, TimorLeste e agora em Macau, através da Lupi & Associados, que “passa a assegurar uma cobertura integrada da região APAC, reforçando a sua capacidade de prestação de serviços jurídicos de elevado valor a clientes da região”. No comunicado, é ainda destacado que Macau “assume um papel central enquanto plataforma de ligação entre a China e os países de língua portuguesa, funcionando como ponto de articulação privilegiado para investidores chineses com interesses em África, bem como para grupos africanos que desenvolvem operações com parceiros chineses”.
Hoje Macau China / ÁsiaCuba | Marco Rubio defende mudança dos dirigentes O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, defendeu ontem a mudança dos dirigentes cubanos, após a diplomacia dos Estados Unidos da América ter renovado na quarta-feira uma oferta de ajuda de 100 milhões de dólares. O arquipélago de Cuba, localizado a 150 quilómetros da costa da Florida, enfrenta uma grave crise económica, agravada pela escassez de energia, que deixou novamente 65 por cento do país às escuras na terça-feira. Os líderes cubanos culpam as sanções americanas, mas Rubio, de ascendência cubana e crítico do regime comunista cubano, considera que o verdadeiro problema reside no próprio sistema político do país caribenho. “É uma economia arruinada e disfuncional e é impossível mudá-la. Gostaria que fosse diferente”, disse o chefe da diplomacia dos EUA, que acompanha o presidente norte-americano, Donald Trump, na visita à China. Para Rubio é impossível “mudar a trajectória de Cuba enquanto aquelas pessoas estiverem no poder.” Na semana passada, após uma visita ao Vaticano, o secretário de Estado norte-americano tinha afirmado que Cuba recusou a oferta de ajuda dos EUA, declaração negada por fontes diplomáticas de Havana. Cuba acusou os EUA de serem responsáveis pela situação da rede eléctrica da ilha. As trocas de argumentos intensificaram-se nas últimas semanas entre os dois países, embora estejam em curso negociações e tenha havido uma reunião diplomática de alto nível em 10 de Abril.