Inundações | Deputado pede medidas temporárias

O deputado Lee Koi Ian quer saber que medidas temporárias estão a ser tomadas pelo Governo para garantir que as lojas nos locais de risco sejam protegidas de cheias. O assunto faz parte de uma interpelação do deputado de Jiangmen, divulgada no portal da Assembleia legislativa.

Para o deputado o facto de a época de cheias estar a aproximar-se e da obra para construir uma estação elevatória de águas pluviais e saneamento na zona antiga da Taipa ainda estar em curso pode fazer com que a capacidade de drenagem seja mais reduzida, pelo que pede medidas de protecção.

O deputado pergunta ainda se o Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) iniciou as inspecções à rede de drenagem, principalmente nas áreas propícias as cheias: “Em alguns pontos turísticos e zonas com grande concentração de comércio, ainda existe o risco de inundações durante chuvas torrenciais. As autoridades devem reforçar a frequência das inspecções e a rapidez da resposta de emergência nestas zonas específicas, bem como a colocação preventiva de pequenas bombas portáteis de drenagem em terrenos desocupados nas proximidades, de modo a permitir uma drenagem imediata e reduzir assim o risco de inundações nas lojas”, apontou.

Ao mesmo tempo, Lee Koi Ian considerou que durante o Verão é normal que a rede de drenagem liberte odores, incomodando os cidadãos. Por isso, quer saber se as tampas de drenagem vão ser substituídas por outro tipo de tampas com capacidade para reter cheiros.

15 Mai 2026

Cimeira | Economia, relações comerciais e Taiwan discutidos por Xi e Trump em longa reunião

Foram duas horas de diálogo entre os dois mais importantes líderes da actualidade. Xi Jinping, Presidente chinês e Donald Trump, Presidente dos EUA, reuniram ontem para discutir questões comerciais, Taiwan e as relações económicas numa altura de turbulência geopolítica. Xi declarou que os dois países devem ser “parceiros, não rivais”

Há muito que Donald Trump não pisava solo chinês na qualidade de Presidente dos EUA – a última vez foi em 2017, no seu primeiro mandato. As expectativas têm sido mais que muitas para esta cimeira que termina hoje, e que esta quinta-feira teve um dos pontos altos, com um encontro de cerca de duas horas entre Trump e Xi Jinping, Presidente chinês, numa altura em que os dois países tanto têm para dialogar. Não só são as duas maiores potências da actualidade, como esta cimeira acontece no contexto de uma situação geopolítica complexa, com o conflito no Médio Oriente, a crise energética, a questão de Taiwan e ainda as relações económicas entre os dois países, nem sempre pacíficas.

A reunião de ontem foi realizada num formato alargado, com a presença de delegações de ambos os países, no Grande Salão do Povo, na capital chinesa, Pequim. Após o contacto inicial, que incluiu cumprimentos tradicionais e uma discussão sobre Taiwan, os dois líderes visitaram o Templo do Céu, um dos principais sítios históricos da capital chinesa. Xi ofereceu também um banquete de homenagem a Trump, sendo que hoje os presidentes irão tomar chá e almoçar juntos.

Ontem, Xi Jinping advertiu Donald Trump da possibilidade de um conflito entre os dois países caso Washington não lide bem com a questão de Taiwan, noticiou a televisão estatal chinesa.

“A questão de Taiwan é a mais importante nas relações sino – norte-americanas. Se for bem gerida, as relações entre os dois países poderão manter-se globalmente estáveis. Se for mal gerida, os dois países irão confrontar-se, podendo mesmo entrar em conflito”, declarou Xi, utilizando um termo em mandarim que não significa necessariamente conflito militar.

Entre os temas em discussão incluíram-se o Irão, comércio bilateral e até um eventual acordo tripartido de armas nucleares entre Washington, Pequim e Moscovo.

Questão de peso

A questão de Taiwan pesa na agenda dado o desagrado de Pequim com o pacote de armas norte-americano de 11 mil milhões de dólares americanos aprovado para a ilha. Pequim insiste que a questão “não pode ser evitada” e procura sinais, mesmo que subtis, de redução do apoio norte-americano à ilha.

Antes da visita, uma porta-voz do Governo chinês sublinhou a determinação da China em opor-se à independência de Taiwan é “tão firme como uma rocha” e a que a capacidade de esmagar qualquer tentativa de secessão é inabalável.

Os comentários vieram depois de uma recente intervenção do líder de Taiwan William Lai Ching-te, na Cimeira da Democracia de Copenhaga, na qual afirmou que a democracia é o “bem mais precioso” de Taiwan e que o povo taiwanês “sabe muito bem que a democracia se conquista, não se concede”.

Há mais de sete décadas que os Estados Unidos são um actor central no contexto das disputas entre Pequim e Taipé.

A bem da cooperação

Entretanto, Xi Jinping declarou também estar feliz por receber o homólogo norte-americano, Donald Trump, afirmando que os dois países devem ser “parceiros, não rivais”, apesar das múltiplas divergências.

“A cooperação beneficia ambas as partes, enquanto a confrontação prejudica as duas. Devemos ser parceiros, não rivais, devemos ajudar-nos mutuamente para alcançar o sucesso e prosperar em conjunto,” disse Xi a Trump.

O líder chinês acrescentou que o mundo se encontra “numa encruzilhada”, realçando ser necessário “uma nova via” de “boa convivência entre grandes potências nesta nova era”.

Por seu lado, Trump prometeu a Xi um “futuro fabuloso” entre os EUA e a China, logo no início da cimeira. “É uma honra estar ao seu lado. É uma honra ser seu amigo, e as relações entre a China e os Estados Unidos vão ser melhores do que nunca”, afirmou Trump.

Entretanto, segundo a Xinhua, Xi Jinping reuniu ontem em Pequim com empresários norte-americanos que integram a comitiva liderada por Trump, que disse ter trazido consigo “representantes de destaque da comunidade empresarial norte-americana, todos eles respeitadores e apreciadores da China”.

Os empresários terão sido apresentados ao Presidente chinês “um a um”, escreveu a agência estatal chinesa, tendo afirmado “que atribuem grande importância ao mercado chinês”. Além disso, esperam “aprofundar as suas operações comerciais na China e reforçar a cooperação com o país”. Por sua vez, Xi Jinping “afirmou que as empresas norte-americanas estão profundamente envolvidas na reforma e abertura da China, e que ambas as partes têm beneficiado com isso”.

Resultados “concretos”

A Casa Branca insiste que a viagem visa alcançar resultados concretos, nomeadamente compromissos chineses de compra de soja, carne bovina e aviões norte-americanos, além da criação de um Conselho de Comércio para resolver diferendos. Contudo, não foram avançados detalhes sobre possíveis acordos, numa altura em que os laços económicos de Pequim com o Irão complicam as negociações.

A ofensiva lançada pelos EUA e Israel levou o Irão a bloquear o estreito de Ormuz, com petroleiros e navios de gás natural retidos, provocando a subida dos preços da energia e ameaçando o crescimento global.

Os EUA e a China alcançaram no ano passado uma trégua comercial que suspendeu tarifas elevadas. A Casa Branca já afirmou existir interesse mútuo em prolongar o acordo, embora não esteja claro se será anunciado durante esta visita.

Na delegação que acompanha Trump estão o chefe da diplomacia norte-americana, o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário do Tesouro Scott Bessent e o secretário da Defesa Pete Hegseth, além dos filhos do Presidente, Eric e Lara Trump, o dono da SpaceX e da rede social X, Elon Musk.

China “continuará a abrir-se cada vez mais” ao mundo, diz Xi

O Presidente chinês Xi Jinping prometeu ontem à delegação de empresários que acompanhou o líder norte-americano Donald Trump que a China “continuará a abrir-se cada vez mais” ao mundo, reportou a imprensa estatal chinesa.

“As empresas norte-americanas estão profundamente envolvidas na reforma e abertura da China, e ambas as partes beneficiam disso. A porta da abertura da China continuará a abrir-se cada vez mais”, afirmou Xi, citado pela Xinhua. O líder chinês elogiou ainda o reforço na “cooperação mutuamente benéfica” entre os dois países e disse estar convicto de que as “empresas norte-americanas terão perspectivas ainda melhores na China”.

Os dirigentes de vários gigantes empresariais que acompanharam o Presidente dos EUA na visita à China, estiveram presentes na cimeira realizada em Pequim entre o líder republicano e o homólogo chinês, algo invulgar neste tipo de diálogos bilaterais.

Da Apple à Tesla

Nas imagens difundidas pela CCTV, vê-se o grupo de empresários — entre os quais os presidentes executivos da Nvidia, Jensen Huang, da Apple, Tim Cook, e da Tesla, Elon Musk — a entrar no Grande Salão do Povo, onde se reuniam as delegações dos EUA e da China, lideradas pelos dois chefes de Estado.

De acordo com o jornal estatal Diário do Povo, Trump afirmou ter levado a Pequim representantes destacados do sector empresarial norte-americano, explicando ter rejeitado a presença de executivos de “segundo nível”, o que, assegurou, reflectia o respeito das companhias para com a China e Xi.

Posteriormente, os empresários foram vistos a abandonar o edifício para embarcar no autocarro utilizado nas deslocações pela capital.

“Maravilhoso, muitas coisas boas”, disse Elon Musk aos jornalistas que aguardavam no exterior, com Jensen Huang a afirmar que as reuniões “correram bem” e que “Xi e o Presidente Trump foram incríveis”, enquanto Tim Cook limitou-se a fazer com os dedos um sinal de paz seguido de um gesto de aprovação. A delegação empresarial que acompanha Trump inclui ainda responsáveis da Boeing, BlackRock, Visa, Mastercard, Meta e Goldman Sachs, sublinhando o carácter económico e comercial da visita.

15 Mai 2026

Ásia | ONU critica Pyongyang por investir em armas em vez de serviços sociais

O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos criticou ontem a Coreia do Norte por dar prioridade ao investimento militar em detrimento dos serviços sociais necessários no país, durante uma visita oficial à Coreia do Sul.

“Estou particularmente preocupado com a extrema prioridade atribuída aos investimentos em segurança e defesa, em prejuízo dos serviços sociais e do desenvolvimento sustentável que são desesperadamente necessários” na Coreia do Norte, afirmou Volker Turk aos jornalistas, em declarações divulgadas pelo seu gabinete.

O alto-comissário considerou que o país, que classificou como hermético, vive uma situação de “crise de direitos humanos” e afirmou que o seu gabinete documentou abusos que poderão constituir “crimes contra a humanidade”.

“É evidente que tem de haver responsabilização sob todas as formas, incluindo não judiciais, pelas graves violações que assolaram a República Popular Democrática da Coreia [designação oficial da Coreia do Norte] durante décadas”, declarou o alto-comissário. Ainda assim, Turk incentivou à procura de vias de contacto com as autoridades norte-coreanas sempre que possível, com o objectivo de criar espaços de diálogo e promover a confiança.

Nesse sentido, saudou a notícia de que a equipa de futebol norte-coreana Naegohyang FC vai disputar, em 20 de Maio, na Coreia do Sul, a fase final da Liga dos Campeões Feminina da Confederação Asiática de Futebol (AFC), defrontando nas meias-finais uma equipa sul-coreana, após oito anos sem visitas desportivas de Pyongyang ao país vizinho.

“São necessárias medidas urgentes para encontrar formas de trocar cartas, retomar os contactos e os reencontros familiares, e divulgar informações que permitam esclarecer o paradeiro e o destino das pessoas desaparecidas e sequestradas”, sublinhou o alto-comissário. Turk chegou terça-feira à Coreia do Sul para uma visita de três dias.

14 Mai 2026

Japão | Softbank quadruplica lucro para 27.045 ME

O grupo japonês Softbank quadruplicou o lucro líquido, atingindo 5.002 mil milhões de ienes (cerca de 27,045 mil milhões de euros), no exercício fiscal de 2025, encerrado em Março passado, anunciou ontem o grupo.

O Softbank, que tem apostado fortemente na Inteligência Artificial (IA), registou 7,3 biliões de ienes (cerca de 39.463 milhões de euros) em ganhos de investimentos durante o último exercício, que decorreu de Abril de 2025 a 31 de Março, de acordo com o relatório financeiro do grupo.

O resultado operacional líquido (EBIT) da empresa foi de 6,1 biliões de ienes (cerca de 32.990 milhões de euros), o que representa um aumento de 259,9 por cento. O volume de negócios do conglomerado aumentou 7,7 por cento em relação ao ano anterior, atingindo 7,8 biliões de ienes (cerca de 41.650 milhões de euros).

O aumento dos lucros em 334 por cento é justificado pelo grupo principalmente com os investimentos multimilionários na OpenAI, a criadora do ChatGPT, que ascenderam a 6,7 biliões de ienes (cerca de 36.220 milhões de euros).

A SoftBank, cuja participação na OpenAI estaria avaliada em cerca de 55.000 milhões de dólares, tem centrado os seus investimentos em indústrias de inteligência artificial, como o sector dos semicondutores e os centros de dados.

14 Mai 2026

Jogo | IA aumenta riscos de segurança na indústria

Especialistas da indústria do jogo alertaram ontem que a integração de Inteligência Artificial (IA) e da análise de dados na indústria do jogo “acarreta ameaças” para a segurança do sector.

Num seminário realizado ontem, durante a G2E Asia, a maior expo da indústria do jogo na Ásia, Jamie Dorbian, director geral internacional da empresa de materiais de jogo LNW Gaming Asia, deixou o aviso de que “são necessários quadros regulatórios adequados em todas as indústrias”, alertando que, sem essas restrições, “a IA poderá contornar os mecanismos de segurança”.

Apesar dos riscos, sublinhou que estes novos desenvolvimentos tecnológicos permitem uma maior “integração entre sistemas”, uma tomada de decisão “mais rápida e inteligente”, e colocam a “informação literalmente na ponta dos dedos do utilizador”.

As declarações foram feitas durante um painel sobre o uso de novas tecnologias na indústria do jogo, realizado no segundo dia da G2E Asia, a expo e conferência anual do sector que decorre no Venetian Macau de 12 a 14 de Maio.

No mesmo evento, Shaun McCamley, fundador e presidente da GameWorkz, apontou para a crescente dependência de dispositivos móveis para a interacção com os utilizadores e o fosso entre a tecnologia disponível e a capacidade humana de lidar com ela.

“Se não soubermos como usar a tecnologia, onde é que isso nos vai levar”, questionou. McCamley traçou também um contraste entre as capacidades tecnológicas internacionais, considerando que os Estados Unidos têm gerido os desenvolvimentos tecnológicos “de forma mais eficaz durante anos”, enquanto o Sudeste Asiático e a Europa “ainda não chegaram lá”.

Factor humano

Dorbian alertou que o excesso de dependência da tecnologia prejudica directamente o “toque pessoal” essencial nos ambientes físicos dos casinos. Para o especialista, embora os jogadores online possam preferir interfaces totalmente digitais, os espaços físicos correm o risco de afastar um segmento significativo de clientes que “procuram uma interação humana genuína com ‘dealers’, empregados de mesa e funcionários de sala”.

Desse modo, avisou que a procura da eficiência tecnológica “poderá destruir involuntariamente a própria atmosfera” que distingue o jogo presencial das plataformas online.

“O equilíbrio errado degradaria a experiência do cliente, independentemente de quão sofisticada seja a tecnologia. Um estabelecimento de três estrelas pode priorizar a eficiência através da automação, enquanto um hotel de cinco estrelas faria bem em preservar o elemento humano como uma vantagem competitiva”, acrescentou.

14 Mai 2026

Armazém do Boi | Mostra de vídeo experimental a partir de domingo

São 11 os artistas que participam na EXIM 2025 – Time & Movement, Experimental Moving Image Exhibition, para ver no Centro de Cultura e Artes Performativas Cardeal Newman de Macau a partir deste domingo, dia 17. Trata-se de uma mostra inteiramente dedicada ao vídeo experimental organizada pelo Armazém do Boi e que conta com um português, Gonçalo Magalhães, no rol de participantes

O Armazém do Boi apresenta, a partir deste domingo, dia 17, uma exposição dedicada ao vídeo experimental e artístico, intitulada “EXIM 2025 – Time&Movement, Experimental Moving Image Exhibtion” [Tempo&Movimento, Exposição de Imagem Experimental em Movimento], e que pode ser vista no Centro de Cultura e Artes Performativas Cardeal Newman de Macau a partir das 16h.

A curadoria está a cargo de Bianca Lei, que convidou 11 artistas de Macau, Hong Kong e interior da China para exporem os seus trabalhos. Nomes como Elaine Ho, Dong Jun ou Felix Vong fazem parte do cartaz. Destaca-se ainda o trabalho do português Gonçalo Magalhães, um artista visual ligado a Macau.

Segundo uma nota do Armazém do Boi sobre esta mostra, o público pode ver estes projectos artísticos em duas salas distintas, sendo que numa das zonas as obras “alinham-se de forma estreita com a vida quotidiana no vocabulário visual e na narrativa, iniciando um diálogo directo com as pessoas, objectos e acontecimentos do nosso ambiente”.

Exploram-se, de forma artística, elementos como “alimentos quotidianos familiares e as ruas da cidade”, bem como “paisagens naturais e redes de nuvens que, silenciosamente, permeiam a existência contemporânea”.

Real e o surreal

Na sala com vídeos sobre a vida de todos os dias, as imagens mostram como os artistas “empregam figuras, pincéis, gelo e até dados pessoais para desenhar, reconstruir e revelar uma faceta diferente da vida”. Convida-se, nesta parte da exposição, o público “a examinar o conflito entre espaços reais e virtuais, passado e presente, eficiência e futilidade, e a interacção entre a humanidade e o espaço”.

Entretanto, na segunda sala da EXIM 2025, podem ver-se “imagens poderosas e altamente simbólicas”, com “cenas oníricas e fantásticas” e ainda “efeitos audiovisuais fragmentados”.

Podem ver-se e sentir-se “mundos sensoriais surreais que testam as nossas percepções e emoções através do impacto ou da provocação”, procurando-se, desta forma, “imergir o público em reinos visuais meticulosamente construídos e em contextos paradoxais”.

A EXIM 2025 pode ser visitada, de forma gratuita, até ao dia 22 de Junho. A organização da exposição destaca que podem ser vistas “imagens em movimento que rompem as fronteiras da ‘imobilidade eterna’ da arte, transitando das segunda e terceira dimensões para uma quarta dimensão”, que não é mais do que “o tempo”.

Desta forma, “tempo e movimento constituem a essência intrínseca e a matéria fundamental das obras” expostas na EXIM 2025. “Através de técnicas de filmagem ou edição, o tempo pode ser expandido, comprimido ou ter a sua lógica interrompida, sobrepondo passado, presente e futuro. O tempo deixa de ser uma progressão linear e passa a poder ser editado, invertido ou repetido infinitamente”, lê-se ainda.

14 Mai 2026

Laboratório China-Portugal com impacto na saúde pública global

Uma investigadora do Laboratório Conjunto China-Portugal para Inteligência Artificial e Tecnologias da Saúde Pública disse ontem à Lusa que o projecto está a ter “impacto directo na saúde pública global”, com várias inovações de combate a epidemias.

“Este laboratório é a prova de que a ciência pode ser um elo de ligação entre culturas e sistemas de saúde distintos,” afirmou à Lusa Lara Lopes, também directora clínica do Hospital de Medicina Chinesa em Portugal.

Segundo a investigadora, o objectivo é desenvolver “soluções práticas, acessíveis e eficazes para responder às necessidades reais das comunidades lusófonas”, através de “tecnologias simples, de baixo custo e com capacidade de resposta rápida, desenhadas para contextos onde os recursos são limitados, mas a urgência é elevada”.

Criado em Dezembro de 2024, o laboratório resultou de uma parceria entre o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores – Investigação e Desenvolvimento, a Universidade de Medicina de Guangzhou, o Laboratório Nacional de Guangzhou e a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau. O laboratório opera em regime de co-gestão, com equipas em Lisboa, Porto, Coimbra, e nas cidades chinesas de Macau, Cantão e Chengdu.

A missão é integrar dados multimodais, desenvolver tecnologias de previsão epidemiológica e diagnóstico de precisão, além de construir uma plataforma inteligente para a prevenção e controlo de epidemias relevantes para os países de língua portuguesa.

Segundo comunicados anteriores, trata-se do único laboratório do género a ligar instituições de investigação da China com um país da Europa ocidental.

A directora do laboratório indicou à Lusa que o projecto já desenvolveu uma linha de produtos de saúde pública classificados como soluções de baixo custo e operação simplificada, destinadas sobretudo ao Brasil e aos países lusófonos em África.

“O laboratório está a introduzir esta linha também na própria China, numa rara inversão do fluxo tecnológico habitual”, destacou, sublinhando que a decisão reconhece Portugal como uma porta de entrada da China para a Europa e para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Referências mundiais

A investigadora destacou a tradução para português de um manual clínico do Oitavo Hospital Popular da Dengue de Guangzhou, e que apresenta “uma taxa de sucesso de 98 por cento em casos graves, integrando diagnósticos de medicina chinesa e ocidental”.

“A experiência clínica do Hospital (…) é, em volume e em resultados, a referência mundial em dengue. Receber este protocolo em português, formar os nossos clínicos e construir a partir daí um circuito de gestão integrada para Portugal e países lusófonos é um ganho concreto de saúde pública”, indicou Lopes.

O protocolo, que integra medicina convencional e tradicional chinesa, foi traduzido para português e está a ser distribuído a profissionais de saúde em Portugal, nos seis Estados-membros da CPLP em África e junto da comunidade clínica brasileira.

O laboratório desenvolveu também um sistema de testes modular descrito como um “laboratório numa mala” recarregável via USB, e desenvolvido especificamente para deteção de vírus (Gripe, covid-19, Nipah) em países lusófonos com infraestruturas limitadas.

Outras descobertas incluem um “repelente fitoaromático puro, sem químicos sintéticos e já em distribuição internacional”, uma máquina integrada de previsão epidemiológica, capaz de prever surtos em tempo real com base em dados multimodais, e um robot de triagem para doentes febris.

14 Mai 2026

China e Estados Unidos iniciam discussões comerciais na Coreia do Sul

Delegações chinesa e norte-americana iniciaram ontem discussões económicas e comerciais na Coreia do Sul, antes da chegada do Presidente norte-americano Donald Trump à China, informou a agência de notícias oficial chinesa Xinhua.

As conversações decorreram no aeroporto de Incheon, perto de Seul, segundo a mesma fonte, e antecederam os encontros entre os líderes dos dois países, agendados para quinta e sexta-feira em Pequim.

A presença do vice-primeiro-ministro chinês He Lifeng e do secretário norte-americano do Tesouro Scott Bessent foi confirmada na Coreia do Sul. As relações comerciais deverão dominar as reuniões em Pequim entre os dirigentes das duas maiores economias mundiais.

Em 2025, Estados Unidos e China envolveram-se numa intensa guerra comercial com repercussões globais, marcada pela imposição de tarifas alfandegárias elevadas e múltiplas restrições, após o regresso de Trump à Casa Branca. Trump e o homólogo chinês Xi Jinping concluíram em Outubro uma trégua temporária, cujos desenvolvimentos deverão estar em destaque nas próximas discussões.

Comércio em foco

Apesar de uma trégua tarifária em vigor, várias questões e problemas sensíveis continuam por resolver, num contexto de interdependência económica e competição geopolítica crescente. O comércio deverá dominar as discussões, com a delegação norte-americana a procurar acordos que beneficiem sectores como a aeronáutica, a energia e a agricultura.

Vários analistas apontaram igualmente para a possibilidade de criação de um comité bilateral de comércio, destinado a facilitar trocas em áreas consideradas não sensíveis, como a electrónica de consumo. O domínio da China na produção de terras raras, essenciais para indústrias tecnológicas e de defesa, deverá ser um dos pontos mais sensíveis das negociações.

Estes recursos são fundamentais para cadeias de abastecimento globais, desde a electrónica de consumo até aos sistemas militares avançados.

14 Mai 2026

Governo da China saúda visita do Presidente Donald Trump ao país

Donald Trump chegou ontem à noite a Pequim para uma visita oficial de três dias. Hoje encontra-se com Xi Jinping

A China saudou ontem a visita do Presidente norte-americano, Donald Trump, que chegou ontem ao país asiático para uma visita oficial, desejando reforçar a cooperação para injectar “mais estabilidade” nas relações internacionais. “A China saúda a visita de Estado do Presidente Trump”, disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Guo Jiakun.

A China está pronta para trabalhar com os Estados Unidos para “expandir a cooperação e gerir as diferenças, trazendo assim mais estabilidade e certeza a um mundo assolado pela mudança e turbulência”, afirmou o porta-voz durante uma conferência de imprensa regular.

O Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista Chinês (PCC), publicou ontem um editorial afirmando que a relação entre a China e os Estados Unidos “não pode voltar ao passado” e pode ter “um futuro melhor”, apresentando a cimeira como uma oportunidade para ambas as potências trazerem “estabilidade” a um mundo “turbulento”.

Trump viaja com um grupo de selectos executivos nortes-americanos, incluindo Elon Musk, da Tesla; Tim Cook, da Apple; Larry Fink, da BlackRock; Kelly Ortberg, da Boeing; e executivos de empresas como a Mastercard, Visa, Goldman Sachs e Meta. O encontro dos dois líderes foi precedido pelas negociações económicas e comerciais que o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, e o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, realizaram ontem em Seul.

No entanto, o editorial do Diário do Povo enquadrou o encontro como parte de uma diplomacia entre líderes que funciona como “âncora” para a relação, argumentando que cada novo encontro entre Xi e Trump pode ajudar a garantir que os laços “não se desviem do rumo e não percam o ímpeto”, ao mesmo tempo que alertou que Taiwan é “a linha vermelha” nas relações bilaterais.

Segurança reforçada

Pequim amanheceu ontem com sinais visíveis da visita de Trump: bandeiras chinesas e norte-americanas hasteadas ao longo da estrada para o aeroporto, uma presença reforçada de segurança em vários pontos da capital e postos de controlo em vários locais relacionados com a agenda do Presidente norte-americano.

A segurança foi especialmente reforçada em redor do Hotel Four Seasons, junto à Embaixada dos EUA e onde Trump ficará hospedado, com presença policial nas proximidades, bem como medidas de segurança visíveis em importantes cruzamentos da cidade, onde alguns militares estão em constante vigilância.

A cimeira entre os Presidentes dos Estados Unidos e da China, na quinta e sexta-feira, em Pequim, visa estabilizar a relação entre as duas maiores potências mundiais, marcada por rivalidades e tensões persistentes.

Apesar de uma trégua tarifária em vigor, várias questões e problemas sensíveis continuam por resolver, num contexto de interdependência económica e competição geopolítica crescente. O comércio deverá dominar as discussões, com a delegação norte-americana a procurar acordos que beneficiem sectores como a aeronáutica, a energia e a agricultura.

14 Mai 2026

Metro Ligeiro | Lucro ultrapassou 38 milhões de patacas

No ano passado, a Sociedade do Metro Ligeiro registou um lucro de 38,1 milhões de patacas, de acordo com os resultados financeiros divulgado ontem no portal da Direcção dos Serviços da Supervisão e da Gestão dos Activos Públicos. Os resultados significam que o lucro mais do que duplicou no espaço de um ano, dado que em 2024 tinha sido de 17,4 milhões de patacas.

Apesar dos melhores resultados, o transporte continua a sobreviver apenas devido aos apoios financeiros da RAEM, que se fixaram em 600,5 milhões de patacas no ano passado. Ainda assim, o apoio do Governo apresentou uma redução de quase 78 milhões de patacas, uma vez que em 2024 tinha atingido 678,1 milhões de patacas.

As receitas com a venda de bilhetes subiram para 43,2 milhões de patacas, um aumento próximo de 60 por cento, face ao valor de 27,7 milhões de patacas, registado em 2024, que se deveu o facto de mais pessoas utilizarem o meio de transporte.

Em 2025, as receitas da empresa apresentaram uma tendência negativa, que não impediu que os resultados líquidos fossem melhores, em comparação com 2024. A redução das receitas foi explicada pela empresa com a menor quantidade de apoios públicos e dinheiro conseguido através dos juros de depósitos bancários, cujas receitas caíram 33 por cento para 17,2 milhões de patacas.

Em relação às despesas, houve uma redução para 643,5 milhões de patacas, quando em 2024 tinham sido de 746,8 milhões de patacas. Esta redução foi explicada com o fim de vários contratos de assistência à empresa, que passou a ser autónoma na exploração do serviço, tendo deixado de pagar pela assistência.

14 Mai 2026

BNU | Lucros com queda de 17 por cento entre Janeiro e Março

A margem financeira do BNU fixou-se em 214,2 milhões de patacas, menos 8 por cento em termos homólogos, influenciada pela evolução das taxas de juro. Apesar da diminuição dos resultados, o BNU declarou que o desempenho revela uma “dinâmica positiva”

O Banco Nacional Ultramarino (BNU) registou lucro líquidos de 110,6 milhões de patacas no primeiro trimestre de 2026, uma queda de 17 por cento face ao mesmo período do ano passado.

Apesar da descida homóloga, o BNU sublinhou que os resultados revelaram uma evolução positiva ao longo do trimestre, com aumentos sucessivos de Janeiro a Março. “O desempenho do banco demonstrou uma dinâmica positiva durante o trimestre, com os resultados a registarem um aumento mensal constante de Janeiro a Março”, indicou o BNU em comunicado.

A margem financeira do BNU fixou-se em 214,2 milhões de patacas, menos 8 por cento em termos homólogos, influenciada pela evolução das taxas de juro. Já a receita líquida de comissões recuou para 20,7 milhões de patacas, uma diminuição de 15,5 por cento, atribuída a custos adicionais com prémios relacionados com cartões de crédito.

O crédito malparado de empréstimos e investimentos financeiros totalizou 3,8 milhões de patacas caiu 29,3 por cento em comparação com o primeiro trimestre de 2025, numa redução que a instituição diz reflectir uma “gestão prudente do risco e a qualidade estável dos activos do banco”.

Segundo o BNU, os custos operacionais também “desceram ligeiramente”, para 104 milhões de patacas, indicando que a “disciplina de custos e os ganhos de eficiência resultantes da simplificação de processos ajudaram a optimizar as despesas”, mantendo o apoio aos investimentos na transformação digital, no desenvolvimento de talentos e no reforço da marca.

Crédito a aumentar

O crédito concedido atingiu 26,8 mil milhões de patacas em Março, um aumento de 5,1 por cento em termos homólogos, enquanto os depósitos de clientes subiram para 35,5 mil milhões de patacas, mais 8,7 por cento do que no ano anterior. O BNU tem sede em Macau e pertence ao Grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), sendo, juntamente com o Banco da China, emissor de moeda na região administrativa especial da China.

Entre as três subsidiárias estrangeiras da CGD, o BNU contribuiu com 13 milhões de euros para os resultados totais do grupo no primeiro trimestre, mais do que o BCG Angola, que contribuiu cinco milhões de euros, mas menos do que o banco BCI em Moçambique, que gerou 24 milhões de euros.

O BNU sublinhou também que a sucursal em Hengqin continua a “desempenhar um papel estratégico no apoio a investidores de Macau e Hong Kong” como um centro financeiro transfronteiriço que apoia a colaboração económica entre a China continental, Macau e os países de língua portuguesa.

O BNU destacou também que a posição de capital e liquidez do banco permanece robusta, permitindo “navegar em condições de mercado complexas”.

14 Mai 2026

CEM | Burlas geram perdas de 119 mil patacas

A Polícia Judiciária revelou seis casos em que pessoas foram burladas, depois de terem recebido mensagens que aparentavam terem como origem a Companhia Eléctrica de Macau (CEM), a ameaçar cortar-lhes a energia.

Os alegados burlões enviaram mensagens a pedir às pessoas que disponibilizassem informações dos cartões de crédito, o que depois levou a que fossem feitas transferências no valor de 119 mil patacas, a partir do exterior da RAEM.

A PJ está a investigar o caso e ainda não foram feitas detenções. As seis vítimas, quatro mulheres e dois homens, receberam as mensagens entre os dias 9 e 11 deste mês, que indicavam não terem pago a conta da electricidade, pelo que o serviço ia ser cortado imediatamente. As mensagens disponibilizavam uma hiperligação, que conduzia as pessoas para um portal falso da CEM. As perdas em cada caso variam entre 8 mil e 51 mil patacas.

14 Mai 2026

Taipa | FAOM elogia plano urbanístico para zona norte

A Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) entende que o Plano de Ordenamento Urbanístico da Zona Norte da Taipa, divulgado pelas autoridades na última semana, é pragmático, reduz a densidade populacional e promove a utilização de terrenos para melhoria do trânsito e instalações sociais.

Segundo o jornal Ou Mun, a chefe do gabinete dos serviços da Taipa da FAOM, Leong Meng Ian, destacou o facto de o Plano permitir a abertura de vias actualmente inacessíveis da zona norte da Taipa, mostrando os resultados da negociação entre Governo e proprietários. Além disso, a responsável considera que esta decisão mostra a determinação do Executivo no uso de terrenos públicos.

Leong Meng Ian, que também pertence ao Conselho Consultivo de Serviços Comunitários das Ilhas, espera que seja construído na zona um sistema de drenagem para resolver o problema das inundações severas à entrada da Povoação de Cheok Ka sempre que há fortes chuvas, o que impede a circulação de carros. Leong Meng Ian espera também mais instalações culturais no âmbito deste Plano, incluindo espaços para exposições e locais para treinos desportivos e competições escolares.

14 Mai 2026

AL | André Cheong reúne com delegação da APN

André Cheong, presidente da Assembleia Legislativa (AL), reuniu esta terça-feira com a delegação da Comissão da Lei Básica de Macau do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional (APN).

Segundo uma nota oficial sobre o encontro, a agenda incidiu sobre o “reforço da construção do Estado de Direito em Macau e a intensificação da articulação de regras e da ligação de mecanismos entre Macau e a Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin”.

A delegação da Comissão da Lei Básica foi liderada por Lei Jianbin, vice-director desta entidade. Este disse que as leis produzidas pela AL “devem ser comunicadas para registo ao Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, trabalho este que tem decorrido de forma fluida e bem-sucedida”, podendo, no futuro, “ser explorada a optimização desse mecanismo de registo e verificação”.

14 Mai 2026

Vales de saúde | Apoios vão poder ser usados em Guangdong

O Governo anunciou ontem a extensão do programa de vales de saúde à província de Guangdong, medida que vai custar mais de 520 milhões de patacas. O alargamento ao Interior da China arrancou em 2024, apenas para Hengqin, onde existem 15 instituições de saúde que aceitam vales de saúde

O programa de comparticipação nos cuidados de saúde para o ano de 2026, mais conhecido como vales de saúde, irá estender-se a toda a província de Guangdong, indicou ontem o secretário para a Administração e Justiça, Wong Sio Chak, numa conferência de imprensa do Conselho Executivo. O Governo já tinha alargado em 2024 o “Programa de Comparticipação nos Cuidados de Saúde” à Zona de Cooperação Aprofundada, na vizinha Hengqin.

Wong Sio Chak afirmou que o programa vai passar a abranger “clínicas e departamentos de consultas externas” de Guangdong, para “concretizar a política nacional e responder às solicitações apresentadas pela sociedade”, além de apoiar o desenvolvimento do sector da saúde.

De acordo com este programa, de carácter anual e que deixa de fora trabalhadores migrantes, os beneficiários vão receber um total de 700 patacas, com um prazo de utilização de dois anos, para utilizar em serviços que aderiram ao plano, “não sendo aplicáveis aos profissionais de saúde subsidiados pelo Governo”, explicou Wong Sio Chak.

No que diz respeito à extensão à província de Guangdong, são integradas agora neste plano instituições que “cumpram as normas estipuladas no Interior da China e que sejam constituídos por residentes de Macau que detenham, individual ou conjuntamente, participações no capital”. Actualmente, 15 destes espaços estão localizados em Hengqin, ainda de acordo com o secretário para a Administração e Justiça. O valor total da comparticipação alcança este ano 520,3 milhões de patacas.

Virar da esquina

O Conselho Executivo anunciou ontem também que o novo regulamento administrativo que prevê a reestruturação da Direcção dos Serviços de Administração e Função Pública entra em vigor em 1 de Julho.

“Este melhoramento dos serviços públicos e a reorganização da estrutura orgânica é para melhor gestão e modernização administrativa e, em relação aos direitos dos trabalhadores, o estado jurídico dos trabalhadores não vai ser afectado”, garantiu a directora destes serviços, Leong Weng In. No “futuro ou em breve”, complementou Wong Sio Chak, há “sete projectos para serem apreciados ou aprovados de reestruturação”, que envolvem um total de 12 serviços públicos.

Quando o Governo iniciou “a política de corte de trabalhadores” da administração pública, em Abril de 2020, havia 32.540 funcionários, excluindo os profissionais que trabalham nas universidades públicas, disse Wong. Em Março passado, o número totalizava 30.797.

14 Mai 2026

Economia | Escolha de secretário está “em curso”

O porta-voz do Conselho Executivo de Macau, Wong Sio Chak, afirmou ontem que os trabalhos para substituir o secretário para a Economia e Finanças “estão em curso”, em declarações proferidas quase um mês após Tai Kin Ip abandonar o cargo.

“O senhor chefe do Executivo já abordou o caso. Actualmente, os trabalhos ainda estão em curso. Se houver informações, nós iremos divulgá-las ao público”, disse, em conferência de imprensa, Wong Sio Chak.

O ex-secretário foi exonerado do cargo, após um pedido de demissão apresentado por “motivos pessoais”, de acordo com um despacho publicado em 16 de Abril pelo chefe do Executivo de Macau, Sam Hou Fai. A decisão foi tomada pelo Conselho de Estado, o Executivo da China, sob proposta do líder do Governo local.

Ainda de acordo com as autoridades, Tai Kin Ip tinha solicitado “há algum tempo” a saída, pedido que foi submetido ao Governo Popular Central nos termos da Lei Básica. Estava previsto que o antigo secretário integrasse a comitiva que acompanhou Sam Hou Fai na visita a Portugal, e que arrancou em 17 de Abril, um dia após a exoneração.

Tai foi empossado em Dezembro de 2024. Licenciado em Economia pela Universidade Católica Portuguesa, fez carreira na Direcção dos Serviços de Economia em Macau desde 1995.

14 Mai 2026

Malásia | 14 desaparecidos após naufrágio de embarcação

As autoridades da Malásia estão à procura de 14 pessoas desaparecidas após o naufrágio de uma embarcação que alegadamente transportava migrantes indonésios sem documentos, ocorrido na segunda-feira no estado de Perak, no noroeste do país.

“O alerta para o naufrágio, que ocorreu na segunda-feira de manhã, foi dado por um pescador local que avisou as autoridades para a presença de várias vítimas a flutuar no mar”, segundo o diretor da Guarda Costeira de Perak, Mohamad Shukri bin Khotob.

Após o alerta, foi iniciada uma operação de busca e salvamento, com o apoio da Polícia Marítima, da Marinha Real da Malásia e da comunidade piscatória local, para encontrar os desaparecidos da embarcação, que alegadamente transportava 37 “migrantes indonésios em situação irregular”.

Um barco de pesca resgatou 23 pessoas, 16 homens e sete mulheres, todos cidadãos indonésios, enquanto as restantes 14 continuam desaparecidas. As autoridades “vão continuar a intensificar os esforços de busca até que todas as vítimas sejam localizadas”, segundo Shukri.

As investigações preliminares indicam que o grupo partiu no sábado de Kisaran, no norte de Sumatra, na Indonésia, muito perto da costa oeste da Malásia, com destino a cidades malaias como Penang, Terengganu, Selangor e Kuala Lumpur, de acordo com o Quartel-General Marítimo de Perak.

As autoridades recuperaram três malas com roupas que se acredita pertencerem às vítimas e estão a realizar procedimentos de identificação com os sobreviventes do naufrágio. As autoridades malaias indicaram que três tripulantes birmaneses operavam a embarcação. Em novembro passado, 27 pessoas morreram quando um barco que transportava migrantes rohingya, uma minoria muçulmana perseguida em Myanmar, se afundou ao largo da costa da Malásia e da Tailândia.

13 Mai 2026

Rota das Letras | Concerto de Rodrigo Leão em Dezembro

O concerto “O Rapaz da Montanha”, do músico português Rodrigo Leão, tem nova data, acontece a 10 de Dezembro deste ano, às 20h, no grande auditório do Centro Cultural de Macau (CCM). Recorde-se que este espectáculo integrou a programação da mais recente edição do festival literário Rota das Letras, mas foi adiado devido à suspensão de voos provocada pelo conflito no Médio Oriente.

Segundo um comunicado da organização do festival, foi feito um trabalho de comunicação “em estreita colaboração com o artista para confirmar a nova data, mantendo a integridade da produção original”. Todos os bilhetes previamente adquiridos permanecem válidos para a nova data. Os detentores de bilhetes que necessitem de assistência ou reembolso devem contactar os responsáveis do Festival Literário de Macau.

Rodrigo Leão é uma figura de destaque na música portuguesa contemporânea. Membro fundador de bandas emblemáticas como os Sétima Legião e Madredeus, a sua carreira a solo tem obtido reconhecimento internacional pela fusão única de canção popular, arranjos clássicos e minimalismo electrónico.

13 Mai 2026

Legalização de apostas ‘online’ vai redefinir mercado asiático

O analista da corretora Seaport Research Vitaly Umansky afirmou ontem que a próxima grande mudança na indústria do jogo na Ásia não virá de novos hotéis-casino, mas da eventual legalização das apostas desportivas ‘online’ na região.

Num seminário realizado durante a G2E Asia, a maior expo da indústria do jogo na Ásia, Umansky descreveu que, enquanto a Europa e os Estados Unidos já legalizaram as apostas desportivas ‘online’, “a indústria de jogo ‘online’ [na Ásia] é enorme, mas quase toda ilegal.”

“O verdadeiro grande ‘boom’ no jogo vai ser ‘online’, mas num formato regulado”, afirmou o analista. Umansky previu que os governos serão forçados a agir à medida que percebam a dimensão da actividade não tributada.

“Cada vez mais países e jurisdições vão licenciar estas apostas. Foi o que aconteceu nos EUA. Passámos de, efectivamente, um estado com apostas desportivas para 40 estados. Vai acabar por acontecer na Ásia”, avisou.

Ao mesmo tempo, o analista acrescentou que a transição não será uniforme, mas “eventualmente vai acontecer em todas as jurisdições na Ásia.” As apostas desportivas ‘online’ na Ásia são geralmente proibidas ou estritamente regulamentadas, com a maioria dos países a bani-las muitas vezes devido a restrições culturais ou religiosas.

As apostas desportivas legais, geridas pelo Estado ou licenciadas, existem apenas em algumas jurisdições, incluindo Filipinas, Singapura e Macau. A G2E Asia e Asian IR Expo, dois eventos de referência para a indústria do jogo, entretenimento e hotelaria, decorrem em paralelo entre hoje e 14 de maio no hotel-casino Venetian Macau.

Fenómeno Singapura

No que toca ao jogo tradicional em casinos, o diretor-geral da corretora Morgan Stanley, Praveen Choudhary, fez um resumo do desempenho dos maiores mercados a região, com Macau e Singapura à cabeça, mas com uma recuperação impressionante da cidade-Estado após a pandemia covid-19.

“O mercado de jogo em Singapura depois da pandemia tem sido excepcional, a valores 187 por cento acima do nível précovid”, afirmou Choudhary no mesmo evento, sublinhando que este crescimento aconteceu apesar de o número de visitantes ainda ser menor do que os valores anteriores à crise sanitária. Segundo dados da Morgan Stanley, em 2018 Singapura registou 2,7 mil milhões de dólares em resultados do jogo, um valor que caiu abruptamente para 1,3 mil milhões em 2020 com o impacto da pandemia.

A partir daí a recuperação foi rápida, chegando a 3,9 mil milhões de dólares em 2024 e a 4,6 mil milhões em 2025, superando claramente os níveis précovid, e mantendo os mesmos dois hotéis-casino, o Marina Bay Sands e o Resorts World Sentosa.

Com 20 casinos divididos por seis operadoras, Macau fechou 2025 com receitas de jogo totais de 247,4 mil milhões de patacas, mais 9,1 por cento do que no ano anterior. No entanto, apesar do aumento no número de visitantes, os valores gerados pelos casinos locais continuam abaixo dos registados antes da pandemia.

Choudhary observou que em Singapura as receitas de jogo VIP (grandes apostadores) voltaram aos níveis précovid, enquanto em Macau estes valores estão a “13 por cento a 15 por cento ” do nível antes da pandemia. Para o analista, a diferença explicase pela “acumulação de riqueza” em Singapura, que levou a um maior número de apostadores VIP na cidade.

“Não se trata de visitantes que vêm jogar, como acontece em Macau, mas pelas pessoas ricas que vivem em Singapura. O número de pessoas ricas que imigraram para esta cidade nos últimos dois anos é insano”, destacou Choudary.

13 Mai 2026

Creative Macau | Xi Di com mostra que vai além da caligrafia

A galeria da Creative Macau apresenta, até 30 de Maio, a exposição “Tinta como Vazio”, com trabalhos de instalação e caligrafia de Xi Di, poeta, escritor e calígrafo radicado em Macau.

Segundo a Creative Macau, há mais de uma década que o trabalho de Xi Di “ultrapassa as fronteiras da poesia, ficção, caligrafia e teatro”, sendo que, nos últimos anos, a sua “prática criativa evoluiu para uma ‘integração’ mais livre”.

Xi Di tem vindo a centrar-se mais na caligrafia contemporânea, “o que permite que o texto se liberte da página, entrelaçando-se com a poesia, a instalação e o espaço teatral”, é descrito pela organização.

Desta forma, nesta mostra “Xi Di vai além dos formatos caligráficos tradicionais”, tratando o pincel, a tinta e o papel “como elementos estruturais do ambiente espacial, situando as linhas caligráficas em contextos contemporâneos de pintura, vídeo e instalação para criar uma experiência visual imersiva”.

Nesta mostra, “o texto já não é meramente ‘lido’, mas ‘sentido'”, ou seja, “um ambiente a ser habitado”. “Ao fundir profundas raízes literárias com uma visão contemporânea de espírito livre, o seu trabalho a tinta serve não só como herança, mas como uma ressonância vital da vida moderna”, adianta a Creative Macau, sendo que “Ink as Void” é “um diálogo entre caligrafia, literatura e espaço”.

“Para o artista, cada traço é simultaneamente um verso e uma instalação espacial”, onde a “tinta” serve de “ponte que liga estas dimensões, redefinindo a posição da caligrafia no domínio espacial”, acrescenta-se na mesma nota.

No que diz respeito à escrita de Xi Di, os seus poemas estão presentes em “importantes antologias tanto a nível local como internacional, caracterizando-se por uma voz simultaneamente suave e resoluta, que capta sentimentos pessoais a par de reflexões sobre a era contemporânea”.

13 Mai 2026

Mostra de Macau na Bienal de Veneza para ver até Novembro

A exposição “Polifonia de Jacone”, com trabalhos dos artistas locais Eric Fok Hoi Seng, O Chi Wai e Veronica Lei Fong Ieng, está patente até 22 de Novembro na 61ª edição da Exposição Internacional de Arte – Bienal de Veneza. Com curadoria de Feng Yan e Cindy Ng Sio Ieng, e organizada pelo Instituto Cultural (IC) e Museu de Arte de Macau (MAM), a mostra foi recentemente inaugurada em Veneza.

Segundo uma nota do IC, a exposição segue “o fio narrativo da trajectória de vida do pintor, e poeta convertido ao catolicismo da dinastia Qing inicial, Wu Li (conhecido em português como Jacone), bem como a confluência cultural de Macau”.

Os três artistas, “através de uma lente contemporânea, desconstroem e reimaginam este legado, focando fragmentos esquecidos da história”, sendo que o projecto está de acordo com o tema da Bienal deste ano, “Em Tons Menores”. Segundo o IC, o conjunto de criações oferece ao público “uma meditação sobre compreensão e fusão intercultural no contexto da globalização”.

O IC descreve que os três artistas “respondem à jornada transcultural de Wu Li a partir das suas perspectivas distintas”, sendo que Eric Fok Hoi Seng “revisita cenas históricas através de pinturas minuciosas, criando uma disjunção entre o real e o imaginado”. Já O Chi Wai “trabalha com imagens e instalação para examinar a fluidez da fé e da cultura”, enquanto Veronica Lei Fong Ieng “tece memória e lugar com sensibilidade perceptiva”.

A “polifonia” de Jacone “emerge do diálogo entre estas obras e aborda a questão premente de como, num contexto global marcado pela convergência cultural, se pode traçar um caminho para a compreensão intercultural e o autodiálogo, permanecendo enraizado nas próprias raízes culturais”.

Desta forma, acrescenta o IC, “a exposição oferece também uma nova perspectiva sobre a identidade cultural singular de Macau como fronteira histórica do encontro entre Oriente e Ocidente”.

Uma figura peculiar

Wu Li “foi uma figura pioneira na troca intercultural durante o final da dinastia Ming e início da dinastia Qing”, tendo viajado para “Macau durante o reinado de Kangxi com intenção de seguir para Roma para estudos teológicos”.

Porém, Wu Li nunca chegou à Europa e ficou em Macau para prosseguir estudos em Teologia. Registou as suas experiências no álbum poético “Sanba Li (Colecção de Poemas de São Paulo)” e deixou “um testemunho vital do papel histórico da cidade como ponto de encontro entre as culturas chinesa e ocidental”.

Desta forma, a mostra patente na Bienal de Veneza “gira em torno da vida e produção cultural de Wu Li, empregando a linguagem da arte contemporânea para dar forma tangível à viagem europeia que permaneceu por cumprir há mais de trezentos anos”. “Polifonia de Jacone” pode ser vista gratuitamente em frente ao núcleo principal da Bienal, no Arsenale, Campo della Tana, Castello 2126/A, 30122, em Veneza.

13 Mai 2026

EUA | China reafirma oposição à venda de armas a Taiwan

A China reafirmou ontem a sua oposição à venda de armas dos Estados Unidos a Taiwan, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar que iria abordar o assunto esta semana durante a sua visita a Pequim.

“A oposição da China à venda de armas dos Estados Unidos à região chinesa de Taiwan é constante e inequívoca”, disse Guo Jiakun, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, durante uma conferência de imprensa regular.

Guo Jiakun afirmou ainda que Pequim “opõe-se firmemente” às sanções unilaterais dos Estados Unidos, “sem fundamento no direito internacional” e não autorizadas pelo Conselho de Segurança da ONU, contra entidades chinesas e de Hong Kong.

O porta-voz referiu que a China “tomará medidas firmes para salvaguardar os direitos e interesses legítimos” das suas empresas e cidadãos, embora não tenha especificado quaisquer medidas de retaliação concretas.

O responsável chinês reiterou ainda que a prioridade em relação à situação no Irão é “fazer todos os esforços para evitar o reinício da guerra” e acusou Washington de tentar “difamar a China” ligando-a “maliciosamente” ao conflito.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou, na segunda-feira, sanções contra 12 indivíduos e entidades acusados de facilitar a venda e o transporte de petróleo iraniano para a China pela Guarda Revolucionária iraniana. Entre os sancionados estão empresas sediadas em Hong Kong, nos Emirados Árabes Unidos e em Omã, segundo Washington.

Estas novas sanções vêm juntar-se a outras medidas adoptadas nos últimos dias por Washington contra empresas chinesas e de Hong Kong acusadas de colaborar com sectores ligados ao petróleo, às armas e às operações militares iranianas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, vai iniciar amanhã uma visita de Estado à China para se reunir com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, quando há tensões persistentes decorrentes da guerra no Irão e de uma frágil trégua comercial entre as duas potências.

13 Mai 2026

Cooperação | Brasil e China com isenção de vistos para viagens até Dezembro de 2026

O Brasil e a China aprovaram uma isenção recíproca de vistos, que entrou segunda-feira em vigor e é válida ate final do ano, informaram os ministérios das Relações Exteriores e do Turismo do Brasil.

Segundo o comunicado, os dois países “chegaram a entendimento para a isenção recíproca de vistos aos seus cidadãos para viagens de até 30 dias” de duração. A medida tem validade até o dia 31 de Dezembro para viagens entre os dois países com as seguintes finalidades: turismo, negócios, actividades artísticas, culturais, recreativas e desportivas, além de visita a familiares, participação de conferências, congressos ou reuniões.

Com a isenção, informou o Governo brasileiro, o país espera um “incremento significativo no número de turistas chineses”. A iniciativa, refere-se ainda ano comunicado, representa “mais um passo no fortalecimento das relações bilaterais” e deverá contribuir para ampliar os fluxos turísticos e empresariais entre Brasil e China.

Em 2025, o gigante da América do Sul registou um recorde histórico no número de turistas estrangeiros, com a entrada de 9,28 milhões de viajantes estrangeiros no Brasil, informou o Ministério de Relações Exteriores brasileiro.

13 Mai 2026

Irão | Teerão apoia plano chinês de segurança no golfo Pérsico

O Irão aprova plano para garantir a segurança na região apresentado por Xi Jinping

O Irão está disponível para apoiar um plano apresentado pelo Presidente da China, Xi Jinping, para estabilizar a situação no golfo Pérsico, anunciou segunda-feira o embaixador iraniano em Pequim, Abdolreza Rahmani Fazli.

“A República Islâmica do Irão anunciou a disponibilidade para apoiar o plano de quatro pontos do Presidente da China, com o objectivo de estabelecer uma segurança duradoura e o desenvolvimento partilhado na região”, disse Fazli.

A posição de Teerão foi transmitida na reunião entre os ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países realizada em 06 de Maio, em Pequim, referiu o diplomata nas redes sociais, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

Nesse encontro, o ministro Wang Yi disse ao homólogo iraniano, Abbas Araghchi, que a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão era ilegítima e que a declaração de um cessar-fogo era “necessária e inevitável”. O plano de quatro pontos foi proposto por Xi ao príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Khaled bin Mohamed bin Zayed Al Nahyan, numa reunião em Pequim em meados de Abril.

A proposta de Xi inclui o respeito pela coexistência pacífica, o princípio da soberania nacional, o direito internacional e a coordenação entre desenvolvimento e segurança para criar um ambiente favorável para os países da região.

Rejeições e condenações

O anúncio do diplomata iraniano ocorre logo após Teerão ter enviado uma mensagem a Washington, através de Islamabad, na qual rejeitou a última proposta de paz norte-americana por a considerar “unilateral e irracional”.

A China tem condenado reiteradamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, iniciados em 28 de Fevereiro. Pequim também tem defendido o respeito pela soberania dos países do golfo, com os quais mantém estreitos laços políticos, comerciais e energéticos, que têm sido alvo de represálias iranianas.

O Irão reagiu à ofensiva israelo-americana com ataques contra os países da região e com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa habitualmente um quinto dos hidrocarbonetos que abastecem os mercados globais, incluindo a China.

Além de milhares de mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano, a guerra no Médio Oriente tem causado instabilidade nos preços do petróleo e o receio de uma recessão económica mundial.

13 Mai 2026