TikTok | Investidos 1.000 ME em segundo centro de dados na Finlândia

A TikTok anunciou ontem um novo investimento de 1.000 milhões de euros para abrir um segundo centro de dados na Finlândia, que se junta ao já existente desde 2025 pelo mesmo montante e no mesmo país. Segundo um comunicado enviado pela empresa à Efe, o novo centro de dados estará situado na cidade de Lahti (sul), a cerca de 60 quilómetros a oeste de Kouvola, onde se espera que as instalações anunciadas em 2025 comecem a operar ainda este ano.

Ambos os investimentos, aponta o documento, enquadram-se dentro do que a plataforma desenvolvida pela tecnológica chinesa ByteDance denomina ‘Projecto Clover’, um investimento de 12.000 milhões de euros ao longo de uma década para garantir “protecções líderes no sector para os dados de mais de 200 milhões de utilizadores europeus”.

O centro de Lahti “reforçará a capacidade da empresa para garantir o armazenamento predeterminado dos dados dos utilizadores europeus na Europa, sob rigorosos controlos de acesso e sistemas de supervisão avançados”, acrescenta. A aposta na Finlândia deve-se à “combinação única de uma sólida infraestrutura digital, acesso a energia limpa e fiável, e uma mão de obra altamente qualificada” que o país oferece, segundo o director local de Políticas Públicas, Christian Hannibal.

A rede social de vídeos curtos TikTok tem estado nos últimos anos no olho do furacão nos Estados Unidos, onde no final de Janeiro confirmou a venda da maioria das suas operações a um grupo de investidores não chineses para evitar a sua proibição, enquanto na Europa enfrenta agora uma batalha contra os reguladores, que exigem que a plataforma mude o “design viciado”.

9 Abr 2026

Brasil | China diz exigir às empresas cumprimento da lei

Pequim afirmou ontem que exige às empresas chinesas o cumprimento da lei, após acusações contra a BYD no Brasil por alegadas condições laborais análogas à escravatura, sublinhando que as companhias devem operar segundo a legislação vigente.

Questionada sobre a inclusão da empresa numa “lista suja” elaborada pelas autoridades brasileiras após uma inspecção laboral num dos seus projectos, a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros Mao Ning indicou que o Governo chinês “atribui grande importância à protecção dos direitos e interesses legítimos dos trabalhadores” e reiterou que exige às empresas chinesas no estrangeiro o cumprimento da legislação em vigor.

Segundo órgãos de comunicação brasileiros, a decisão surge na sequência de uma investigação à construção de uma fábrica da BYD no estado da Baía, onde trabalhadores terão sido sujeitos a jornadas prolongadas, retenção de salários e condições de alojamento inadequadas.

As autoridades brasileiras incluíram a BYD, maior fabricante mundial de veículos eléctricos, na chamada “lista suja” de trabalho escravo, um registo oficial destinado a expor infrações laborais e que pode limitar o acesso a financiamento.

O caso remonta a uma inspecção realizada em 2024, na qual foram resgatados mais de uma centena de trabalhadores ligados a uma empresa subcontratada, num contexto em que o Ministério Público do Trabalho mantém acções judiciais contra a BYD e outras empresas envolvidas por alegadas irregularidades laborais.

9 Abr 2026

Macau | IA e robótica em destaque na G2E Asia e Asian IR Expo

A edição deste ano da maior exposição de jogo da Ásia, realizada em Macau, vai pela primeira vez dar destaque à inteligência artificial (IA), robótica e outras “inovações digitais para salas de jogo”, anunciaram ontem os organizadores. A G2E Asia e Asian IR Expo, dois eventos de referência para a indústria do jogo, entretenimento e hotelaria, vão ocorrer em paralelo entre os dias 12 e 14 de Maio, no hotel-casino Venetian Macau.

De acordo com Yip Je Choong, presidente executivo da Reed Exhibitors, o foco nas tecnologias de ponta deverá atrair 8.000 profissionais da indústria do jogo, provenientes de mais de 90 países e regiões, um aumento de 33 por cento face ao ano passado.

A exposição vai ocupar uma área superior a 30.000 metros quadrados, com os organizadores a descreverem o evento como uma plataforma “para explorar inovações, trocar ideias e forjar parcerias estratégicas”. “Os participantes vão obter conhecimentos práticos e descobrir novas oportunidades para se manterem na vanguarda, num cenário cada vez mais digital”, acrescentou Yip Je Choong.

Olha o robô

A exposição Digital Innovation, por exemplo, vai contar com 150 marcas, “abrangendo todos os segmentos da cadeia de abastecimento da indústria. Entre os destaques incluem-se um bar robotizado e actuações ao vivo de uma banda musical robótica.

Tanto a G2E Asia como a Asian IR Expo vão também ser palcos para três dias de conferências, que abordarão “as tendências actuais, as tecnologias emergentes e as principais questões que moldam as respetivas indústrias”, segundo um comunicado dos organizadores. Mais de 50 sessões educativas com mais de 100 oradores vão focar-se em temas como as perspectivas para o mercado do Jogo na Ásia: tecnologia e inovação na indústria; e desenvolvimento sustentável.

Nos primeiros três meses do ano, os casinos de Macau somaram receitas totais de 65,9 mil milhões de patacas, mais 14,3 por cento do que em igual período de 2025. No ano passado, as receitas dos casinos atingiram 247,4 mil milhões de patacas, um crescimento de 9,1 por cento em comparação com 2024.

Estas receitas representaram quase 83 por cento do orçamento da região administrativa especial chinesa em 2025, através de impostos sobre o jogo.

9 Abr 2026

Timor-Leste e Coreia do Sul com acordos nos sectores florestal e da nutrição

O Governo de Timor-Leste autorizou ontem, em Conselho de Ministros, a assinatura de acordos com a Agência Internacional da Coreia do Sul para desenvolvimento de um projecto no setor da floresta e de um programa de segurança alimentar.

O primeiro projecto de Desenvolvimento da Capacidade de Restauração Florestal e Gestão Sustentável de Timor-Leste conta com uma subvenção de cerca de seis milhões de dólares e vai ser implementado, durante seis anos, nos municípios de Baucau e Manatuto, a leste de Díli.

O objectivo do projecto, segundo o comunicado do Conselho de Ministros, é “reforçar a prevenção e degradação ambiental e promover a recuperação de ecossistemas florestais, através da modernização do centro nacional de viveiros, da implementação de programas de reflorestação e da capacitação de instituições públicas e comunidades locais”, pode ler-se no comunicado do Conselho de Ministros.

O Programa Integrado de Nutrição e Segurança Alimentar, Alimentação Escolar, Fortificação Alimentar e Infraestruturas Escolares será desenvolvido nos municípios de Baucau e Viqueque, a leste da capital timorense, Manufahi, no sul do país, e Bobonaro, a oeste de Díli, durante um período de cinco anos e conta com um financiamento de 7,2 milhões de dólares.

“Este projecto visa melhorar as condições de alimentação e nutrição escolar, através do reforço das infraestruturas e equipamentos das cozinhas escolares, da implementação de sistemas de gestão e monitorização, da fortificação alimentar e da promoção de cadeias de abastecimento baseadas na produção agrícola local”, explica o comunicado. O programa inclui também a formação para professores, auxiliares escolares e comunidade e apoio ao desenvolvimento local para abastecimento das escolas.

Combate em curso

Segundo os dados divulgados pelo Governo, 47 por cento das crianças com menos de cinco anos sofre de má nutrição crónica, 8,6 por cento de desnutrição aguda, 32 por cento têm peso abaixo do previsto e deficiências de vitamina A, ferro e iodo.

As autoridades timorenses apresentaram, em Março do ano passado, um plano de acção multissetorial de nutrição, que visa reduzir o atraso no crescimento infantil para 25 por cento até 2030 com foco nos recém-nascidos e crianças até aos 23 meses e mulheres em idade reprodutiva.

9 Abr 2026

Seul | Coreia do Norte dispara “vários mísseis balísticos”

Pyongyang lançou ontem vários mísseis em direcção ao mar do Japão. Desde o início do ano, este é o quarto ensaio levado a cabo pelas forças norte-coreanas

A Coreia do Norte disparou ontem “vários mísseis balísticos não identificados”, de acordo com o exército sul-coreano, que relatou um lançamento semelhante ocorrido no dia anterior.

O exército afirmou ter detectado, durante a manhã de ontem, “vários mísseis balísticos não identificados, lançados a partir da região de Wonsan, na Coreia do Norte, em direcção ao mar do Leste”, em referência ao nome coreano do mar do Japão. Os mísseis percorreram cerca de 240 quilómetros.

Uma hora antes, o exército deu conta do lançamento, na terça-feira, de um “projéctil não identificado”, desta vez a partir da região de Pyongyang, capital norte-coreana. As manobras militares ocorrem pouco depois de Seul ter-se desculpado pelo envio de drones para o Norte por civis em Janeiro, o que foi bem recebido por Pyongyang.

O Gabinete de Segurança Nacional da Casa Azul, sede da presidência sul-coreana, realizou uma reunião de emergência após os lançamentos de mísseis, indicando ainda que, “tendo em conta o conflito em curso no Médio Oriente, as agências envolvidas receberam instruções para redobrar a vigilância, a fim de manter um estado de preparação ideal”. O gabinete “exortou a Coreia do Norte a cessar imediatamente os lançamentos de mísseis balísticos, qualificando-os de actos provocadores, que violam as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas”, precisou num comunicado.

Desculpas e hostilidades

Segundo analistas, estes disparos são um sinal de que a Coreia do Norte permanece indiferente à mão estendida do vizinho, apesar de a influente irmã do líder norte-coreano, Kim Yo-jong, ter qualificado de “sensata” a decisão de Lee Jae-myung de manifestar pesar pelo incidente dos drones. “O nosso governo saudou esta decisão como sendo feliz e sensata”, disse Kim.

O Presidente sul-coreano tem procurado retomar as relações bilaterais desde que foi eleito, em Junho, contrastando com a linha dura do antecessor.

“Um incidente a envolver drones civis, que não deveria ter ocorrido, teve lugar sob esta administração, e foi confirmado que um responsável do serviço nacional de inteligência e um soldado no activo estavam envolvidos”, lamentou Lee na segunda-feira. Na terça-feira, porém, um alto responsável da diplomacia norte-coreana considerou absurdas as informações divulgadas pelos meios de comunicação social sul-coreanos, que apresentaram os comentários de Kim Yo-jong de forma positiva.

“Isto ficará também nos anais como uma ‘interpretação sonhadora e cheia de esperança por parte de imbecis’ que espantam o mundo”, afirmou Jang Kum-chol, primeiro vice-ministro dos Negócios Estrangeiros norte-coreano, num comunicado em inglês divulgado pela agência de notícias oficial KCNA. O responsável reafirmou que o Norte considera o Sul como o “Estado inimigo mais hostil”.

“Os disparos sucessivos e as recentes declarações [de Pyongyang] sublinham a determinação da Coreia do Norte em ignorar as tentativas do Sul de melhorar as relações intercoreanas”, resumiu Lim Eul-chul, especialista em assuntos norte-coreanos da Universidade de Kyungnam.

E vão quatro

Os lançamentos de ontem constituem o quarto teste de mísseis balísticos norte-coreanos registado desde o início do ano. Em meados de Março, as Forças Armadas sul-coreanas detetaram “cerca de dez mísseis balísticos não identificados lançados a partir da região de Sunan, na Coreia do Norte”, em direcção ao mar do Japão, quando em simultâneo decorriam exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos, que Pyongyang criticou duramente.

Sob a presidência do antecessor de Lee, Yoon Suk-yeol, as tensões entre as duas Coreias agravaram-se consideravelmente, com várias provocações de um lado e de outro, nomeadamente o lançamento de nuvens de balões com lixo lançados pelo Norte em meados de 2024, em resposta ao envio, a partir do Sul, de propaganda por activistas anti-Pyongyang.

9 Abr 2026

Irão | China saúda cessar-fogo e destaca empenho diplomático

Pequim manteve contactos constantes com os países envolvidos na crise desde o início da guerra para tentar restabelecer a paz no Médio-Oriente

A China saudou ontem a trégua de duas semanas alcançada entre os Estados Unidos e o Irão, sublinhando o seu envolvimento activo nos esforços para pôr termo às hostilidades, sem avançar detalhes. O anúncio do cessar-fogo surgiu uma hora antes do fim de um ultimato do Presidente norte-americano, Donald Trump, que ameaçava “erradicar uma civilização inteira” caso Teerão não reabrisse o Estreito de Ormuz.

“A China saúda o anúncio, pelas partes envolvidas, da conclusão de um acordo de cessar-fogo”, declarou a porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning, numa conferência de imprensa. Questionado na terça-feira sobre se a China tinha estado envolvida em levar o Irão à mesa de negociações para este acordo, Donald Trump respondeu: “sim, esteve”.

Instada a comentar estas declarações, Mao Ning afirmou que “desde o início da guerra no Irão, a China tem-se empenhado activamente na promoção da paz e no fim do conflito”. O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, manteve 26 contactos com os seus homólogos de países envolvidos na crise, precisou a porta-voz. Mao Ning referiu ainda os contactos com o Paquistão, mediador na crise.

Na sombra

O Irão é um parceiro comercial e estratégico da China. Antes da guerra, mais de 80 por cento das exportações de petróleo iraniano tinham como destino a China, segundo a empresa de análise Kpler. A China condenou firmemente os ataques dos Estados Unidos e de Israel, tendo também criticado implicitamente os ataques iranianos contra países da região e o bloqueio do Estreito de Ormuz.

Pequim tem-se mantido discreta quanto à sua acção diplomática e aos seus contactos, nomeadamente com o Irão. “Enquanto grande potência responsável, a China continuará a desempenhar um papel construtivo e a contribuir activamente para o restabelecimento da paz e da estabilidade na região do Golfo e no Médio Oriente”, afirmou Mao Ning.

9 Abr 2026

Bolsa | Mercados chineses fecham em alta com alívio após cessar-fogo

As bolsas da China continental e de Hong Kong encerraram ontem em forte alta, com ganhos até 4,79 por cento, prolongando o optimismo dos mercados após o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas entre o Irão e os Estados Unidos.

A subida dos mercados reflecte o alívio dos investidores perante a perspectiva de uma resolução do conflito no Médio Oriente, após Teerão e Washington terem confirmado um cessar-fogo de duas semanas. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, anunciou a trégua “imediata” entre o Irão e os Estados Unidos, indicando também o arranque de negociações em Islamabade com vista a um acordo definitivo.

Em paralelo, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou ter adiado por esse período o ataque contra infraestruturas iranianas com que tinha ameaçado caso Teerão não reabrisse o estreito de Ormuz, enquanto o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, garantiu a “passagem segura” por essa via durante as próximas duas semanas.

A reacção dos mercados chineses traduz o alívio face a um conflito que tem afectado a Ásia, devido ao impacto na energia, no transporte marítimo e nas cadeias de abastecimento. Para a China, a situação no estreito de Ormuz é particularmente sensível, já que cerca de 45 por cento das importações de gás e petróleo do país passam por essa rota.

9 Abr 2026

Corrupção | Ex-subdiretor de empresa química estatal acusado de receber subornos

A Procuradoria chinesa acusou de corrupção Feng Zhibin, ex-dirigente da Sinochem, um dos maiores grupos estatais da China nos sectores químico, energético e agrícola, por alegadamente aceitar subornos de valor “excepcionalmente elevado”. Após uma investigação conduzida pela Comissão Nacional de Supervisão, um dos principais órgãos anticorrupção do Estado, Feng foi remetido ao ministério público e detido sob suspeita destes crimes.

Segundo a acusação, Feng aproveitou os vários cargos que ocupou no conglomerado estatal – entre eles subdirector-geral e director do departamento de investimentos – bem como a condição de membro do comité do Partido Comunista Chinês (PCC) na empresa, “para obter benefícios para terceiros e aceitar ilegalmente subornos de montante excecionalmente elevado”.

A Procuradoria indicou que, após deixar funções, o ex-responsável continuou a utilizar de forma ilegal a influência decorrente do seu anterior cargo, recorrendo às funções oficiais de outros trabalhadores do Estado. Além disso, enquanto dirigente de uma empresa estatal, incorreu em “negligência com fins de lucro pessoal”, abusou do poder, causou perdas significativas e provocou prejuízos “particularmente graves” aos interesses nacionais.

O caso foi remetido ao Tribunal Popular Intermédio de Daqing, no nordeste do país, depois de a procuradoria local ter formalizado a acusação.

9 Abr 2026

MNE | Wang Yi de visita à Coreia do Norte

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, visita hoje e amanhã a Coreia do Norte, visando aprofundar as relações entre os dois países vizinhos, anunciou ontem a diplomacia chinesa. Apesar das tensões bilaterais provocadas pelo programa nuclear e balístico da Coreia do Norte, Pequim continua a ser um apoio essencial, estratégico e económico para Pyongyang.

A companhia aérea chinesa Air China retomou na semana passada os voos directos entre Pequim e Pyongyang, após uma interrupção de seis anos devido à pandemia da covid-19, sinal de uma abertura gradual do país, altamente isolado, após a retoma das ligações ferroviárias entre as duas capitais em Março.

A visita de Wang Yi, a convite de Pyongyang, constitui uma etapa “importante” na manutenção e desenvolvimento das relações bilaterais, afirmou Mao Ning, porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China.

“A China está disposta a trabalhar com a Coreia do Norte para reforçar a comunicação estratégica, intensificar os intercâmbios e a cooperação e promover continuamente as relações tradicionais de amizade e cooperação”, acrescentou, numa conferência de imprensa regular.

Em Fevereiro, numa mensagem de felicitações ao líder norte-coreano Kim Jong Un após a sua reeleição à frente do partido no poder em Pyongyang, o Presidente chinês, Xi Jinping, manifestou-se disponível para trabalhar com ele para escrever um “novo capítulo” nas relações bilaterais.

A Coreia do Norte ainda não reabriu totalmente as suas fronteiras desde a pandemia. Pyongyang continua, para já, relutante em conceder vistos turísticos, sendo que as novas ligações ferroviárias e aéreas são sobretudo utilizadas por estudantes, trabalhadores e pessoas que visitam familiares.

9 Abr 2026

Natação | Investigado assédio digital contra campeã olímpica

A Associação Chinesa de Natação anunciou ontem que está a investigar um caso de assédio digital contra a três vezes campeã olímpica nos saltos para a água Quan Hongchan, centrado em críticas ao seu peso.

O organismo, dependente da Administração Geral do Desporto, indicou em comunicado que iniciou diligências em conjunto com as autoridades desportivas da província de Guangdong, após detectar “violência na Internet, ataques maliciosos e informações falsas” dirigidos contra a atleta.

Segundo a nota, um centro de treino de Guangdong apresentou queixa junto da polícia, enquanto a associação assegurou que apoiará o recurso a “meios legais” para proteger os direitos dos atletas, advertindo que atuará com “tolerância zero” assim que os factos sejam confirmados.

A associação condenou ainda qualquer comportamento que afecte a saúde física ou mental dos desportistas ou prejudique a imagem da equipa nacional, criticando a influência de uma “cultura de fãs” que classificou como distorcida.

O caso surge depois de Quan, de 19 anos, ter revelado recentemente, em entrevistas, que ponderou abandonar a carreira após meses de pressão pública e críticas nas redes sociais, em particular relacionadas com o seu peso e condição física após os Jogos Olímpicos de Paris2024. “Todos os dias, chamavam-me gorda, mas eu já estava a passar fome”, relatou a atleta, admitindo mesmo que “movimentos que antes” não lhe causavam receio passaram a assustá-la, tendo mesmo sonhado que caía da plataforma.

Em paralelo, vários utilizadores nas redes sociais manifestaram apoio à atleta e apelaram a que “não se coloque demasiada pressão” e que possa “viver feliz e com liberdade”, apesar das críticas. Nos últimos anos, as autoridades chinesas têm reforçado as medidas contra o assédio a atletas na Internet.

9 Abr 2026

Daniel Pires recupera em livro legado de Bartolomeu de Gusmão

O livro “Obra de Bartolomeu de Gusmão”, do investigador Daniel Pires, que recupera documentos tidos como destruídos do inventor humanista português, foi apresentado ontem em Lisboa. Na personalidade de Bartolomeu de Gusmão, que inventou a primeira passarola voadora “convergiam o idealismo, a procura da transcendência, o visionarismo, a erudição, a criatividade e o espírito científico”, defende o investigador Daniel Pires.

“Obra de Bartolomeu de Gusmão”, editado pela Imprensa Nacional, reúne a obra do inventor do primeiro aeróstato operacional, que concebeu em 1709, 74 anos antes dos irmãos Montgolfier, e que registou outros inventos, nomeadamente instrumentos matemáticos.

“Um autor polígrafo”

Natural da vila de Santos, no Brasil, onde nasceu em 1685, Gusmão morreu em Toledo, em Espanha, aos 38 anos, procurando fugir do Tribunal da Inquisição.

Bartolomeu de Gusmão é “um autor polígrafo, que cultivou a poesia, a reflexão filosófica, a ciência, a oratória sacra, o ensaio histórico, a jurisprudência e a decifração de códigos secretos”, nomeadamente dos documentos diplomáticos, disse à agência Lusa Daniel Pires. O seu espólio foi queimado por ordem da Inquisição, que impôs a proibição, durante um século, de o seu nome ser pronunciado.

Daniel Pires explicou que recuperou praticamente toda a obra do erudito, “porque naquela época era comum escreverem cartas aos amigos e familiares”, e foram estas as fontes que usou para recuperar os documentos. A investigação levou cerca de dois anos, contou. A obra, de 260 páginas, “traz à colação múltiplos inéditos, exumados da poeira dos arquivos nacionais e estrangeiros”.

“Faz-se, assim, justiça a um visionário, intelectual multímodo, humanista e arauto do porvir”, realça a Imprensa Nacional em comunicado.

Daniel Pires é licenciado em Filologia Germânica e doutorado em Cultura Portuguesa. Foi leitor de Português nas Universidades de Glasgow, Macau, Cantão e Goa e professor cooperante em São Tomé e Príncipe e Moçambique. É um dos fundadores do Centro de Estudos Bocageanos, que dirige desde 1999, e autor de diversas obras sobre Camilo Pessanha, Venceslau de Moraes, Raul Proença, Padre Malagrida e Marquês de Pombal.

O investigador redigiu o Dicionário de Imprensa Periódica Literária Portuguesa do Século XX, o Dicionário de Imprensa do Antigo Regime (1701-1807) e o Dicionário Cronológico de Imprensa de Macau — Século XIX. Pela Imprensa Nacional, publicou a Obra Completa de Barbosa do Bocage, em quatro volumes. Em Maio, Daniel Pires conta publicar, também pela IN, a biografia de Bartolomeu de Gusmão.

9 Abr 2026

FRC | Inaugura hoje mostra de fotografia em torno da existência

É hoje inaugurada, na Fundação Rui Cunha (FRC), a partir das 18h30, mais uma exposição de fotografia, intitulada “VANITAS – Reflections on Transience and Legacy”. O evento reúne, segundo uma nota da FRC, trabalhos de vários artistas que, através da fotografia, poesia e pintura tradicional chinesa, evocam temas como a tristeza, o anseio e a transitoriedade da vida.

Apresentam-se trabalhos de seis fotógrafos e artistas locais, nomeadamente Carmen Serejo, Gonçalo Lobo Pinheiro, Francisco Ricarte, João Palla, Sara Augusto e Shee Va, que exploram o conceito de “Vanitas”, como símbolo “da impermanência da vida, a futilidade do prazer e a inevitabilidade da morte”, servindo este exercício para “lembrar que a ambição e os desejos terrenos são transitórios”.

Há, na exposição, imagens do túmulo de Camilo Pessanha no cemitério de S. Miguel Arcanjo, ou ainda uma interpretação da impermanência dos ritos egípcios da morte numa exposição recente. É também sublinhada a relevância do Cemitério de Sta. Cruz, em Timor-Leste, pela tristeza das perdas ali ocorridas e como símbolo de identidade nacional, por exemplo.

Esta mostra integra também trabalhos de artistas ligados à Associação para a Promoção da Cultura e Arte de Caligrafia e Pintura “Uma Faixa, Uma Rota” de Macau, sendo explorado o conceito de “Vanitas” como “forma de expressão alegórica que procura representar um ideal superior”. A mostra pode ser vista até ao dia 18 deste mês.

Não falta também a celebração da poesia, sendo lançado numa data posterior, nomeadamente a próxima segunda-feira, 13 de Abril, o livro “A Oriente do Silêncio e outros Poemas”, de Rui Rocha. Nesta obra é introduzida uma poética da morte e tradição chinesa com origem no budismo Chan (Zen).

9 Abr 2026

ZAPE | Mais de 120 lojas fecharam as portas após fim dos casinos-satélite

Após quatro meses desde o encerramento dos casinos-satélites, mais de 120 lojas na Zona de Aterros do Porto Exterior (ZAPE) fecharam as portas. Os dados forma compilados pela Associação Industrial e Comercial da ZAPE, e citados pelo Canal Macau, significando a perda de 22 por cento de todos os estabelecimentos comerciais naquela zona da cidade.

“Temos agora mais de 580 lojas na ZAPE e a taxa de desocupação chegou aos 22 por cento. É um número bastante elevado. Se a taxa de desocupação continuar a subir vai enfraquecer a confiança dos comerciantes desta zona, assim como criar uma grande pressão mental e um peso nos ombros dos proprietários das lojas da zona”, afirmou Wu Kam Hon, presidente do Conselho Fiscal da associação, em declarações à TDM.

Face à onda de encerramentos, a associação espera apoios do Governo para apoiar a reconversão da zona comercial, uma vez que o problema não é entendido como tendo uma resolução rápida. Wu Kam Hon explicou que para se desenvolver a economia nocturna naquele local é necessário um prazo de dois a três anos.

Com este objectivo, Wu Kam Hon defende a criação de esplanadas na ZAPE por parte dos vários negócios, para criar “uma característica única na restauração da zona”.

9 Abr 2026

Relatório | Queixas contra autoridades policiais aumentaram 20%

O número de queixas contra as autoridades policiais de Macau aumentou 20 por cento em 2025, uma subida atribuída pelo Governo ao elevado número de visitantes da cidade. Segundo um relatório da Comissão de Fiscalização Disciplinar (CFD), foram recebidas 132 queixas, mais 22 (mais 20 por cento) do que em 2024 e mais 44 (mais 37,5 por cento) face a 2023.

O Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) concentrou o maior número de queixas (105), sobretudo relacionadas com a actividade policial (46) e a aplicação da lei de trânsito (42). Seguiram-se a Polícia Judiciária (PJ) e os Serviços de Alfândega (SA).

No entanto, para as autoridades, este aumento deve-se ao “crescimento do número de visitantes em Macau”, que atingiu 40,69 milhões em 2025, mais 14,7 por cento do que no ano anterior, com a CPSP a interagir mais frequentemente com os turistas que visitam a cidade diariamente.

Segundo a CFD, os números devem ser interpretados “em função das funções exercidas e da frequência de interação com os cidadãos”, não podendo ser entendidos isoladamente como “indicador da qualidade global do desempenho institucional”.

As queixas recebidas resultaram em 10 processos, dos quais sete originaram sanções para os agentes envolvidos. O número de processos igualou o de 2022 e ficou ligeiramente acima da média anual de oito registada entre 2021 e 2025. Entre 2021 e 2024, tinham sido instaurados 30 processos, com aplicação de sanções em 24 casos.

Do total de 132 queixas recebidas em 2025, 108 foram integralmente processadas. As restantes 18 (16,7 por cento) continuam em apreciação devido à sua complexidade ou por terem dado entrada no final do ano, transitando assim para este ano.

9 Abr 2026

Presidente da Assembleia da República faz visita oficial a China e Macau até sábado

O presidente da Assembleia da República realiza até sábado uma visita oficial à China, que inclui encontros com as autoridades chinesas em Pequim e com as comunidades portuguesas em Xangai, Macau e Hong Kong.

De acordo com uma nota do gabinete de José Pedro Aguiar-Branco, esta deslocação acontece a convite do presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional da República Popular da China, Zhao Leji, feito durante a visita que fez a Portugal em novembro de 2024 e enquadra-se no memorando de entendimento assinado em julho de 2017 pelos presidentes dos dois parlamentos de então.

A última visita oficial de um presidente da Assembleia da República à China teve lugar em 2018 (quando o socialista Ferro Rodrigues ocupava o cargo) e a delegação portuguesa vai integrar deputados do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal-China de vários partidos: Hugo Carneiro (PSD), Paulo Núncio (CDS-PP), Edite Estrela (PS), Felicidade Vital (Chega) e Paula Santos (PCP).

Na quarta-feira, 8 de Abril, estão previstos encontros de Aguiar-Branco com o vice-presidente da República Popular da China, Han Zheng, e com o presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional da República Popular da China, Zhao Leji, seguido de um jantar oficial.

Na quinta-feira, em Xangai, o presidente da Assembleia da República participa num almoço com membros da comunidade portuguesa, visita o Centro de Arte Fosun, um centro de exposições de planeamento urbano e encontra-se com as autoridades locais e com a presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional deste município, Huang Lixin.

O programa de sexta-feira e sábado será já em Macau, onde Aguiar-Branco visitará o stand de Portugal na Exposição Internacional de Turismo (MITE) e terá encontros com o chefe do executivo da Região Administrativa Especial de Macau e com o presidente da Assembleia Legislativa deste território.

Ainda na sexta-feira, Aguiar-Branco irá à Escola Portuguesa de Macau e, no sábado, visitará alguns locais emblemáticos da presença portuguesa nesta região, cuja administração passou de Portugal para a China em 1999: a Santa Casa da Misericórdia, as ruínas da Catedral de São Paulo, a Livraria Portuguesa e o Consulado Geral. Encontros com a comunidade portuguesa, incluindo a comunidade jurídica, e a inauguração de uma exposição alusiva ao 25 de Abril, intitulada “As artes estão na Rua” completam o programa em Macau.

Na tarde de sábado, Aguiar-Branco e a delegação portuguesa visitam ainda na Região Administrativa Especial de Hong Kong a exposição “Estórias lusas”, sobre a presença portuguesa neste território, e encontram-se com membros da comunidade lusa que vivem nesta antiga colónia britânica.

8 Abr 2026

Taiwan | Líder da oposição numa “viagem pela paz”

A líder da oposição em Taiwan, Cheng Li-wun, iniciou ontem uma visita à China a convite do Presidente chinês, Xi Jinping, numa deslocação que descreveu como uma “viagem pela paz”.

A visita, a primeira de um líder da oposição taiwanesa à China em cerca de uma década, ocorre antes de um encontro previsto para Maio, em Pequim, entre Xi Jinping e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Antes de partir de Taipé, a presidente do Kuomintang (Partido Nacionalista) afirmou aos jornalistas que Taiwan deve envidar todos os esforços para evitar a guerra e aproveitar todas as oportunidades para promover a paz.

“O objectivo desta visita à China continental é precisamente mostrar ao mundo que não é apenas Taiwan que deseja unilateralmente a paz”, afirmou Cheng Li-wun. “Creio que, através desta viagem pela paz, todos poderão ver ainda mais a sinceridade e determinação do Comité Central do Partido Comunista da China em resolver quaisquer divergências entre as duas partes através do diálogo e do intercâmbio pacífico”, acrescentou.

“Ninguém deseja que a ilha se transforme num campo de batalha; todos aproveitariam qualquer oportunidade para evitar que a guerra a atinja: preservar a paz é preservar Taiwan”, afirmou ainda Cheng, em declarações recolhidas pela agência CNA na sede do seu partido em Taipé.

Dezenas de apoiantes e opositores concentraram-se no aeroporto de Taipé, entoando palavras de ordem e exibindo cartazes. A líder da oposição, de 56 anos, visitará a província oriental de Jiangsu, Xangai e Pequim entre 07 e 12 de Abril e, segundo a imprensa de Taiwan, tem previsto reunir-se no dia 10 com Xi, um encontro que ainda não foi confirmado por nenhuma das partes.

8 Abr 2026

Médio Oriente | Seul envia representante para garantir abastecimento energético

O chefe do gabinete presidencial sul-coreano, Kang Hoon-sik, deslocou-se ontem ao Médio Oriente e Ásia Central para garantir o abastecimento energético, no quadro da guerra contra o Irão e do bloqueio do Estreito de Ormuz.

Kang explicou numa conferência de imprensa em Seul que a sua delegação vai ao Cazaquistão, Omã e Arábia Saudita para garantir importações adicionais de petróleo e nafta, face às dificuldades logísticas decorrentes do conflito no Médio Oriente.

A Coreia do Sul importa do Médio Oriente cerca de 70 por cento do petróleo bruto que consome, e mais de 95 por cento deste volume transita por Ormuz. O país asiático elevou recentemente para o nível 3, o segundo mais alto, o seu alerta devido à crise de segurança energética.

Kang explicou que 54 por cento da nafta que a Coreia do Sul consome também é importada da região, sublinhando a urgência de garantir rotas alternativas de abastecimento. O responsável destacou o acordo recente em que os Emirados Árabes Unidos (EAU) se comprometeram a fornecer 24 milhões de barris de petróleo bruto a Seul.

Além disso, indicou que o Governo está a trabalhar para garantir a segurança de 26 navios sul-coreanos que permanecem nas proximidades do estreito de Ormuz, coordenando medidas com companhias marítimas e parceiros internacionais para facilitar a sua passagem segura.

Além disso, as autoridades de Seul estão a ponderar enviar cinco navios com bandeira sul-coreana para a cidade saudita de Yanbu, na costa do Mar Vermelho, o que permitiria evitar a passagem pelo Estreito de Ormuz.

8 Abr 2026

Combustíveis | Aumento dos preços limitado a metade do valor de mercado

A China vai continuar a limitar praticamente a metade o aumento no preço dos combustíveis, prolongando as medidas anunciadas em Março para tentar atenuar o impacto da subida do preço do petróleo.

Segundo indicou ontem num comunicado a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR, principal órgão de planeamento económico do país), os preços da gasolina subirão 420 yuan por tonelada, quando deveriam subir 800 yuan, na sequência das “consideráveis” flutuações no mercado.

O preço do gasóleo subirá 400 yuan por tonelada, em vez dos 770 yuan do cálculo padrão. “Para mitigar o impacto dos preços internacionais crescentes do petróleo bruto no mercado nacional, o Governo continua a aplicar medidas de controlo sobre os preços dos derivados do petróleo”, indica a instituição no seu portal.

A 23 de Março, a CNRD anunciou que limitaria os aumentos a 1.160 e 1.115 yuan para a gasolina e o gasóleo, em vez dos 2.205 e 2.120 yuan que teria de aplicar face à escala do preço do petróleo. No comunicado de ontem, o responsável pelo planeamento económico exige que as grandes petrolíferas estatais “organizem a produção e o transporte” de produtos refinados para “garantir o abastecimento estável” e insta-as a “aplicar rigorosamente” os referidos controlos de preços.

O comunicado adverte de “penas severas” contra quem infringir estas medidas e pede a todas as autoridades do país que “reforcem a supervisão e a inspecção do mercado”.

Perante o bloqueio “de facto” do estreito de Ormuz, por onde passa 45 por cento do petróleo que importa, a China registou um dos maiores aumentos recentes nos preços dos combustíveis, o que levou os reguladores a intervir para limitar o seu impacto sobre os cidadãos.

8 Abr 2026

Ucrânia | Pequim e Kiev acordam requisitos para exportação de farinha de trigo

China e Ucrânia assinaram na segunda-feira um protocolo sobre requisitos sanitários, de inspecção e de quarentena para a exportação de farinha de trigo ucraniana para o mercado chinês, num novo passo na cooperação agroalimentar entre os dois países.

O acordo foi assinado na segunda-feira pelo embaixador da China na Ucrânia, Ma Shengkun, e pelo chefe do Serviço Estatal da Ucrânia para a Segurança Alimentar e Protecção do Consumidor, Serhii Tkachuk, informou ontem a embaixada chinesa em Kiev, através da sua conta oficial na rede social WeChat.

De acordo com a embaixada chinesa, Ma Shengkun avaliou positivamente a cooperação agrícola entre Pequim e Kiev, afirmando que a assinatura do protocolo “vai ampliar ainda mais a cooperação comercial em produtos agrícolas entre os dois países” e enriquecer o conteúdo da parceria estratégica bilateral.

Na reunião participou também a vice-ministra ucraniana da Economia, Ambiente e Agricultura, Iryna Ovcharenko, que indicou que a China é o principal parceiro comercial da Ucrânia e um “destino importante” para as exportações agrícolas ucranianas, manifestando confiança de que o protocolo “impulsionará um novo crescimento” do comércio bilateral neste sector.

8 Abr 2026

Energia | Xi pede novo sistema energético e reforço da segurança

O Presidente chinês, Xi Jinping, defendeu ontem a construção de um “novo sistema energético” e o reforço da segurança energética do país, num contexto de perturbações no fornecimento de combustíveis fósseis, causado pelo conflito no Médio Oriente.

Sem referir directamente a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, Xi sublinhou que a China deve “acelerar o planeamento e a construção de um novo sistema energético” e reforçar a segurança, numa fase em que Pequim aposta na diversificação das fontes de abastecimento, noticiou a televisão estatal CCTV.

O chefe de Estado apelou ao desenvolvimento “activo, seguro e ordenado” da energia nuclear e ao reforço de um sistema integrado de produção, fornecimento, armazenamento e comercialização de energia. As declarações surgem após semanas de instabilidade no Médio Oriente, onde a guerra envolvendo o Irão, Israel e os Estados Unidos tem afectado o tráfego marítimo e pressionado o preço do petróleo, devido ao bloqueio de facto do Estreito de Ormuz.

Segundo a CCTV, nos primeiros meses do novo plano quinquenal aprovado em Março, que orienta a segunda maior economia mundial nos próximos cinco anos, a China tem acelerado a construção de infraestruturas energéticas de nova geração, com o objectivo de reforçar a cadeia de abastecimento e promover um desenvolvimento mais verde e de baixas emissões.

No final de Fevereiro, a capacidade instalada de energia eólica e solar atingia 1.880 milhões de quilowatts, um aumento de 28,8 por cento em termos homólogos, enquanto a produção eléctrica a partir de fontes renováveis já representa cerca de 40 por cento do total nacional.

Xi Jinping salientou recentemente que o carvão continua a ser a “base energética” da China, devendo desempenhar um papel de suporte.

Impacto global

O conflito, em escalada desde finais de Fevereiro, tem incluído ataques a infraestruturas energéticas e afectado o tráfego no Estreito de Ormuz, por onde, em circunstâncias normais, transita cerca de 20 por cento do petróleo mundial e aproximadamente 45 por cento das importações chinesas de petróleo e gás.

A guerra já teve impacto directo na China, ao aumentar os custos energéticos e logísticos, levando mesmo as autoridades a intervir temporariamente nos preços internos dos combustíveis. O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês indicou recentemente que alguns navios chineses conseguiram atravessar o estreito após coordenação com as partes envolvidas.

Pequim tem condenado repetidamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, ao mesmo tempo que sublinha a necessidade de respeitar a soberania dos países do Golfo, com os quais mantém estreitas relações políticas, comerciais e energéticas.

8 Abr 2026

Ponto de Convergência: Clássicos, Esquecimento e Renascimento no 15.º Festival Literário de Macau

O Festival Literário de Macau através da perspectiva de Harold Bloom

Por Lam Kongchuen

O famoso crítico literário Harold Bloom, nas suas reflexões sobre a relação entre a literatura e a cidade, nunca considerou a cidade simplesmente como um pano de fundo para a literatura. Para ele, as grandes cidades — Alexandria, Londres, Paris, Nova Iorque — remodelam com uma força irresistível cada escritor que entra no seu espaço. A cidade impõe uma «ansiedade de influência», obrigando os criadores posteriores a procurar a sua própria voz à sombra dos clássicos. Se Bloom ainda estivesse vivo, talvez entrasse com um olhar diferente na 15.ª edição do «The Script Road — Festival Literário de Macau». Este grande evento cultural, que estabelece pontes entre o Oriente e o Ocidente, Portugal e a China, a tradição e a contemporaneidade, ilustra precisamente uma teoria central à maneira de Bloom: quando um festival literário tem como objetivo o «intercâmbio» e o «diálogo», estará a mobilizar a essência da literatura?

1/ A Sombra de Pessanha

A homenagem prestada neste festival ao centenário da morte do poeta português Camilo Pessanha oferece o texto mais rico para uma leitura à maneira de Bloom. Pessanha, um poeta simbolista que passou os últimos 30 anos da sua vida em Macau, cuja obra «Clepsidra» é aclamada como uma das mais requintadas da língua portuguesa, ocupa, no entanto, uma posição especial em ambas as tradições culturais. Visto através de Bloom, Pessanha é precisamente aquele «fraco forte» — na tradição clássica portuguesa, herdou a ansiedade de Pessoa; em Macau, enfrentou uma tradição literária chinesa que ainda não o tinha totalmente absorvido.

A nova obra de Yao Feng, “Encontro dos Extremos”, narra a história do intercâmbio literário entre Portugal e a China; esta narrativa do «encontro» é precisamente o mito que Bloom sempre procurou desconstruir. Para Bloom, o verdadeiro encontro literário nunca é um diálogo moderado, mas sim um confronto direto com a interpretação errada, a competição e a superação. A poesia de Pessanha merece ser celebrada não porque ele tenha conseguido «intercambiar» algo, mas porque criou, na franja entre duas tradições, uma ansiedade única — uma voz que não é nem totalmente portuguesa, nem totalmente macaense.

O passeio histórico «Nas Pegadas de Pessanha», organizado pelo Festival de Literatura de Macau, foi conduzido pelo escritor Christopher Chu. Esta peregrinação espacial, se analisada pela perspectiva de Bloom, não é apenas uma reminiscência do passado, mas um ritual através do qual um «tardio» tenta aliviar a sua ansiedade de influência, revisitando as pegadas físicas de um clássico. A questão é: quando caminhamos pelas ruas por onde Pessanha passou, estamos a dialogar com ele ou apenas a procurar consolo para o nosso atraso?

2/Livros de Mulheres e Linguagem Secreta

Em 1973, Bloom publicou “A Ansiedade da Influência”, que «abalou os nervos de todos», mas a sua teoria da formação clássica tem sido há muito acusada pelas críticas feministas de ser cúmplice do patriarcado — os «poetas dominantes» aos seus olhos são quase exclusivamente homens, e a «ansiedade da influência» que descreve é uma competição de masculinidade. No entanto, o foco deste festival literário na «escrita feminina» oferece precisamente uma alternativa à análise de Bloom.

O documentário de Feng Du, “The Whisperers”, narra a história de «Nüshu», uma escrita exclusiva para mulheres de Jiangyong, na província de Hunan — um alfabeto criado por mulheres para escapar à compreensão masculina, escrito em leques dobráveis e bordado em lenços, que se desenvolveu como forma de poesia e de expressão de afecto. Se Bloom tivesse assistido a esta secção, talvez tivesse revisto a sua teoria: não se trata de uma tradição feminina excluída da literatura clássica que está a ser «recuperada», mas sim de uma manifestação paralela à literatura clássica. A própria existência do «Nüshu» é um protesto silencioso contra a literatura clássica dominante (seja em chinês ou em português) — não procura o diálogo, cria o seu próprio espaço.

O Festival de Literatura organizou o workshop de «Nüshu» e a exibição no mesmo dia, coincidindo com o Dia Internacional da Mulher. Esta lógica curatorial tenta apresentar a «narrativa feminina» como uma unidade temática. Mas uma crítica ao estilo de Bloom salientaria: a verdadeira tradição literária feminina não precisa de ser «tematicizada»; o que precisa é de ser reconhecida como um sistema clássico completo, dotado de competição interna e de tradição. Quando a literatura feminina é trazida das aldeias de Hunan para o recinto do Festival Literário de Macau, corre o risco de ser transformada numa peça de exposição de «diversidade cultural», em vez de uma tradição literária viva, que continua a gerar inquietação.

3/ Macau como texto urbano: do ponto de convergência ao campo de irradiação

Esta edição do Festival Literário enfatiza uma palavra-chave: Macau como «ponto de encontro das culturas, línguas e expressões artísticas do Oriente e do Ocidente». Por trás desta formulação está aquilo a que Bloom chamaria de «ilusão académica» — como se o encontro entre culturas pudesse ser harmonioso, complementar e mutuamente enriquecedor, sem distinções.

No entanto, Bloom lembra-nos que o verdadeiro espaço literário urbano nunca é um ponto de encontro, mas sim um campo de batalha. A Paris do século XX não foi grande por ter permitido o «encontro» entre Hemingway e Joyce, mas porque obrigou cada um a procurar a sua própria voz à sombra dos outros. Da mesma forma, o potencial literário de Macau não reside na sua capacidade de «ligar» a China e o mundo lusófono, mas sim na sua capacidade de se tornar um local onde surgem novas ansiedades, novas interpretações erradas e novos clássicos.

A exposição do arquiteto José Maneiras — uma retrospectiva sobre este arquiteto macaense que projetou o Complexo de São Francisco — oferece uma metáfora espacial. A arquitetura é a manifestação mais física do clássico: um edifício ergue-se ali, e os arquitetos que se seguem têm de decidir se o imitam, o destroem ou estabelecem um diálogo silencioso com ele. O colóquio organizado pelo Festival de Literatura procura «homenagear o seu contributo para a paisagem urbana», um ritual de canonização. Mas Bloom questionaria: quem é o «poeta dominante» do mundo da arquitetura de Macau, capaz de reinterpretar José Maneiras e, a partir daí, criar uma nova linguagem urbana?

4/Manifestações Multidisciplinares

O cartaz desta edição do Festival de Literatura é verdadeiramente estrelado: o vencedor do Prémio Pulitzer Hernán Díaz, o romancista Amitav Ghosh, os mestres da literatura chinesa Bi Feiyu e Xiao Bai. Ao mesmo tempo, o evento estende-se ao cinema (A Mulher do Mar), ao teatro (a versão portuguesa de À Primeira Vista), à música (o concerto de Rodrigo Leão) e às artes visuais. A literatura manifesta-se em múltiplos domínios. Por um lado, há um esforço para alargar o público da literatura; por outro, à medida que o festival literário se torna cada vez mais um evento público, a autonomia da literatura é amplamente mobilizada, expandida e difundida. «À Primeira Vista» é uma excelente peça teatral, e a actriz Margarida Vila-Nova regressará a Macau para a apresentar. A peça, da autoria da dramaturga australiana Suzie Miller, já foi apresentada em Londres, Nova Iorque e cerca de trinta cidades em todo o mundo, incluindo Xangai e Hong Kong. A sua versão produzida em Portugal está em sintonia com o cerne do «Festival de Literatura de Macau». O concerto do músico português Rodrigo Leão tornou-se um capítulo à parte no intercâmbio literário sino-português.

Bloom passou a vida a defender a autonomia estética — ele considerava que o valor da literatura não reside na sua correção política, representatividade cultural ou utilidade social, mas sim na intensidade da sua imaginação única e irredutível. Desta perspetiva, os dois encontros dedicados à poesia no festival, sendo o último deles o ponto alto de todo o evento, constituem o momento mais «bloomiano». A poesia — esse meio que possui, por natureza, as características de «transdisciplinaridade» e «intercâmbio», mas que, ao mesmo tempo, é o mais obstinadamente fiel à própria linguagem — foi colocada no final, como se fosse uma reflexão no desfecho de toda a celebração literária. Bloom diria: é aqui que o festival literário, ao chegar ao fim, recomeça, tal como o mar começa no fim da terra.

5/ Assim, a literatura imortal

«A Imortalidade da Palavra», este nome em si está repleto da ironia bloomiana. O que é a imortalidade? Para Bloom, a imortalidade não é ser lembrado, mas sim gerar ansiedade de forma contínua — fazer com que os escritores posteriores não consigam dormir à noite por causa da tua existência, fazer com que os leitores sintam, perante as tuas palavras, os limites e a transcendência da linguagem.

A «ponte cultural» que o Festival de Literatura de Macau procura construir tem a sua necessidade e valor, especialmente numa cidade ainda marcada pela intersecção e coexistência de uma história diversificada, da política linguística e da identidade. Mas Bloom lembrar-nos-ia: o significado da ponte não reside em tornar esta margem e aquela margem idênticas, mas sim em tornar as diferenças atravessáveis, confrontáveis e passíveis de interpretação errada. A imortalidade de Pessanha não se deve ao facto de ter conseguido transmitir alguma informação entre Portugal e a China, mas sim ao facto de a sua poesia se recusar a ser totalmente absorvida por qualquer tradição — o que ele deixou em Macau não foram vestígios de uma convergência, mas sim marcas de ansiedade. É a ansiedade contínua que traz novos impulsos à criação literária.

Ao sairmos da Fundação Oriente, encerrando este banquete literário de onze dias, a verdadeira questão não é «quanto trocámos», mas sim «se gerámos uma nova ansiedade» — uma ansiedade capaz de impulsionar uma nova geração de escritores e artistas de Macau a criar, à sombra de Pissarro, das Mulheres-Livro, de Masua e de todos esses clássicos, uma linguagem literária própria, forte e inquietante. Só assim Macau poderá, no sentido literário, tornar-se verdadeiramente «imortal».

8 Abr 2026

Da comédia à arte: vêm aí mais festivais e novos eventos

Macau vai acolher, nas próximas semanas, uma série de actividades culturais organizadas pelo Instituto Cultural (IC) onde não falta, por exemplo, a nova edição de um festival de comédia.

Um dos eventos que junta as áreas do desporto e cultura acontece já este fim-de-semana, sábado e domingo, dias 11 e 12. A “Festa Cultural e Desportiva” tem por objectivo “aprofundar a interligação entre as duas áreas” e acontece no Centro Náutico da Praia Grande, o recinto principal, e ainda em diversos locais históricos como as Ruínas de S. Paulo, Casa de Lou Kau, Praceta de Venceslau de Morais, Bairro da Ilha Verde e Edifício Lok Kuan de Seac Pai Van.

Aqui vão acontecer “demonstrações e experiências de projectos culturais e desportivos”, além de estarem colocadas bancas subordinadas ao tema “Cultura e Desporto Reúnem-se em Macau”. No rol de experiências incluem-se temáticas como os Barcos-Dragão, Ópera Cantonense, Dança Folclórica Portuguesa, Artes Marciais de Wing Chun ou escalada.

Outro dos destaques do IC, é o Festival Internacional de Comédia, que já vai na sua terceira edição e que acontece entre esta quinta-feira e domingo, de 9 a 12 de Abril. Organizado pela Mahua FunAge e Damai, este festival estende-se até Hengqin e promete apresentar “uma gama diversificada de espectáculos de artes performativas”.

Destaca-se o espectáculo “Parque da Alegria”, no Anim’Arte NAM VAN, inspirado em figuras históricas de Macau, enquanto em Hengqin decorrerá a selecção de “novos talentos para o curso de formação prática de comédia de Macau”.

O cartaz de eventos inclui ainda a realização, a partir do dia 23 de Abril, da Feira de Artesanato do Tap Seac de Primavera, que decorre durante duas semanas consecutivas, sempre de quinta-feira a domingo. Reúnem-se “stands que comercializam produtos culturais e criativos originais de Macau e do exterior”.

Mais leitura precisa-se

Ainda na área cultural, o IC vai lançar a iniciativa “Macau Lê – Semana Nacional da Leitura 2026”, que acontece entre os dias 20 e 26 de Abril. No dia 23 deste mês decorre a cerimónia do início desta actividade e o evento “10 Minutos de Leitura”, enquanto o Centro Cultural de Macau (CCM) acolhe depois, entre os dias 25 e 26, “várias actividades de promoção da leitura, incluindo a Troca de Livros, Venda de Revistas, Actividades de Leitura Conjunta em Família, Stands de Jogos e Actuações Artísticas”.

Em Julho, haverá lugar a novas exposições, como “Duetos da Natureza: Pinturas de Paisagem das Dinastias Ming e Qing do Museu Nacional da China”. A mostra estará patente no Museu de Artes de Macau (MAM) entre os dias 25 de Abril e 26 de Julho, onde se apresentam “obras da colecção do Museu Nacional da China, nomeadamente pinturas de paisagem das dinastias Ming e Qing e os sentimentos dos pintores”.

Destaque ainda para a exposição “Grandioso Espírito de Dinastia Han – Exposição de Tesouros da Dinastia Han de Xuzhou”, a ter lugar entre 18 de Abril e 14 de Junho no Museu de Macau. Aqui apresentam-se “obras da colecção do Museu de Xuzhou, demostrando-se uma visão multidimensional da história do Reino de Chu durante a dinastia Han”.

8 Abr 2026

Obras ilegais | Em 72 processos só dois deram origem a multa

A Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana (DSCCU) diz ter inspeccionado, desde a entrada em vigor do novo Regime jurídico da construção urbana, em 2022, 90 edifícios relativamente à existência de construções ilegais. Deste número, foram instaurados 72 processos, em que apenas dois deram origem a multa, dizendo ambos respeito “ao encerramento de varandas”.

Estes números, que vão de 2022 até Março do corrente ano, mostram também que, em 23 processos, os proprietários acabaram por colaborar com as autoridades, demolindo voluntariamente as obras ilegais. Dos 90 edifícios fiscalizados, verificou-se a existência de obras ilegais em 21 desses prédios, o que resultou na instauração dos 72 processos. De frisar que “cerca de um terço dos proprietários envolvidos já requereu a demolição voluntária”.

Autocarros | Carreira n.º 15 arranca esta semana

A Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) anunciou que a nova carreira n.º 15 de autocarro começa a funcionar esta semana, nomeadamente a partir de sábado. Esta carreira inclui, segundo um comunicado, as actuais carreiras n.os 15, 15S e 15S1, passando a funcionar no percurso entre os Jardins do Oceano e a Povoação de Ká-Hó, com frequências reforçadas para 22 a 26 minutos.

Além disso, a DSAT acrescentou o percurso entre a Estrada do Altinho de Ká-Hó e o Terminal de Combustíveis do Porto de Ká-Hó. Outra carreira de autocarro que sofreu alterações, foi a do n.º 52, sendo que “os passageiros provenientes das zonas do Oceano com direcção ao Parque Industrial da Concórdia podem chegar aos respectivos destinos através da carreira n.º 52 ajustada”, explica a DSAT.

8 Abr 2026

Incêndio | Foco na Rua do Cunha terá mão criminosa

A Polícia Judiciária (PJ) está a investigar um incêndio que deflagrou numa banca de vendas na Rua do Cunha, por suspeitas de fogo posto, no dia 4 de Abril. A informação foi divulgada pela PJ e citada pelo jornal Ou Mun. O incêndio foi detectado por um transeunte que se apercebeu de alguns objectos em chamas na banca de vendas.

O transeunte chamou a polícia para pedir ajuda, e o incêndio foi extinto pelos bombeiros. Não foram registados feridos, mas o caso foi classificado como suspeita de fogo posto e foi entregue à Polícia Judiciária para investigação complementar.

Acidente | Detido após bater em barreiras metálicas

Um residente local foi detido, depois do veículo que conduzia ter embatido contra barreiras metálicas, na Avenida da Amizade, por volta das 21h30. De acordo com os contornos apresentados pelas autoridades, o acidente aconteceu a 1 de Abril, e, num primeiro momento, o homem fugiu do local.

Contudo, o embate foi visto por testemunhas, que ligaram de imediato à polícia. As autoridades identificaram o homem de 40 anos, que foi detido e acusou uma taxa de álcool de 1,11 gramas por litro de sangue. Após a detenção, o homem confessou ter estado a beber ao jantar e indicou que quando se despistou conduzia para regressar a casa. O caso foi entregue ao Ministério Público.

8 Abr 2026