Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaConsulta | Pedidas mais regras para espaços de lazer infantil A Associação Geral das Mulheres de Macau defende que as autoridades devem criar mais critérios de segurança para espaços de lazer infantil. Esta foi uma das sugestões apresentadas ontem ao Governo a propósito da conclusão da consulta pública sobre o “Regime para a regulação de determinadas actividades e eventos” Mais regras de segurança para espaços de lazer destinados às crianças. É esta a ideia deixada ontem pela Associação Geral das Mulheres de Macau (AGMM) no âmbito da conclusão da consulta pública sobre o “Regime para a regulação de determinadas actividades e eventos”. Segundo um comunicado conjunto assinado pela AGMM, a Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM) e a União Geral das Associações de Moradores (UGAMM), foi sugerido pela AGMM a criação de regras de segurança para espaços que acolham actividades recreativas para crianças, a fim de eliminar os riscos de segurança. A AGMM também defendeu um maior controlo do consumo de tabaco e álcool em salas de bilhar ou espaços de karaoke, tendo em conta que o Governo pretende flexibilizar o acesso de menores a estes locais de entretenimento. Foram ainda pedidas, em conjunto com a UGAMM, orientações claras para os proprietários destes espaços no que diz respeito à verificação da identidade dos adultos que acompanham os menores de idade nestes locais. A UGAMM sugeriu que o Governo deveria analisar a possibilidade de prolongar o tempo de permanência para menores nestes espaços durante os fins-de-semanas e feriados. A fim de evitar que zonas residenciais venham a ser afectadas pelo barulho de alguns negócios, a AGMM pede que sejam elaborados critérios concretos para actividades que possam interferir com o descanso, nomeadamente ginásios situados em edifícios habitacionais. Imagens com regras Outro ponto destacado no comunicado, e que também é regulado por esta legislação, diz respeito à captura de imagens em zonas turísticas. Ella Lei, deputada ligada à FAOM, e Cheng Ka Man, membro executiva da FAOM, declararam que apenas fotógrafos com residência em Macau devem realizar este trabalho. Desta forma, sugerem a criação de um meio de verificação da identidade destas pessoas, a fim de evitar a realização de trabalho ilegal. Já o vice-presidente da Associação Geral de Empregados do Sector de Serviço de Macau, Kuong Chi Fong, fez referência à situação nos salões de beleza, quando se propõe que um cliente deve ser atendido por um funcionário do mesmo sexo. Kuong Chi Fong pede maior flexibilidade nesta matéria, para que os donos dos espaços tenham maior facilidades em termos de recursos humanos. Outra área que este regime vem regular, é a das oficinas de automóveis. Neste sentido, o presidente da Assembleia Geral da Associação dos Profissionais de Automóvel de Macau, Ho Kam Chio, que também subscreveu o comunicado, defende que as autoridades devem definir os padrões de armazenamento e números dos óleos de motores disponíveis nas oficinas. Também devem ser criadas medidas para as oficinas mais poluentes, nomeadamente com a concessão de apoios para uma mudança para espaços mais apropriados. Todas as ideias defendidas por estas associações constam de um parecer com opiniões entregue ao Governo. A consulta pública começou dia 6 de Julho e terminou esta quarta-feira, estando agora o Governo a analisar as opiniões para produzir o relatório final sobre o processo. Segundo um comunicado oficial de várias direcções de serviços, foram recolhidos 192 pareceres, com mais de 800 opiniões.
Andreia Sofia Silva EventosCreative Macau | Mostra colectiva para celebrar o 23º aniversário Trata-se de uma galeria que é talvez um dos expoentes máximos do sector das indústrias criativas de Macau. A Creative Macau, junto ao Centro Cultural de Macau, traz “PRESENT”, a mostra que celebra os 23 anos de existência deste projecto e que alberga muitos artistas locais. Para ver a partir do dia 28 deste mês A Creative Macau apresenta, no dia 28 de Agosto, uma nova mostra que é também uma forma de celebração. Trata-se de “PRESENT” e que reúne, até ao dia 25 de Setembro, uma série de artistas de Macau e que já fizeram da Creative Macau a sua galeria e espaço para revelar o seu trabalho. Desta forma, o público pode descobrir trabalhos nas mais variadas formas artísticas, nomeadamente a pintura e fotografia, entre tantas outras, nas mais variadas linguagens. Segundo um comunicado, “PRESENT” visa “despertar a paixão artística” de quem a vê e organiza, celebrando “a liberdade criativa sem limites”. Trata-se de uma mostra que “valoriza cada voz única e convida os membros da Creative Macau a dar asas às suas visões interiores através da arte visual surrealista”. O nome “PRESENT” não surge por acaso – trata-se de uma designação “com duplo significado”, ou seja, “um presente artístico que transporta as emoções mais profundas do criador”, e também “como momento fugaz congelado na arte eterna”. Revelam-se, novamente, talentos que são “encorajados a aproveitar a linguagem vanguardista do surrealismo — utilizando metáforas simbólicas, perspectivas distorcidas e colagens irracionais em vários meios de expressão — para transcender a realidade”. Segundo a mesma nota, as obras escolhidas para “PRESENT” acabam por estabelecer “uma ponte entre o criador, a obra de arte e o público, oferecendo reflexões profundas sobre o momento presente como um presente para o mundo”. Múltiplas artes Um dos nomes presentes nesta mostra é o de Lúcia Lemos, que durante anos foi directora da Creative Macau desde a sua fundação, a 28 de Agosto de 2003. Trabalhando essencialmente com fotografia, a autora apresentou, em Março, “A White Diamond”, uma exposição de imagens a preto e branco sobre o edifício da Casa da Música, no Porto. Na pintura, surge o nome de Alice Costa (Lili), nome artístico de Alice Leonor das Neves Costa, que começou por se formar em Direito, mas que sempre teve paixão pelo mundo das artes. Alice Costa (Lili) fez formação em pintura na Casa de Portugal em Macau e começou a explorar o mundo da pintura figurativa, focando-se também em trabalhos mais abstractos. A mostra da Creative Macau conta ainda com trabalhos do pintor Denis Murrell, radicado no território há várias décadas; Irene Chio, Maria João Das, Angel Chan e Alex Chao Io Chong, entre tantos outros.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeHac-Sá | Aberto concurso para obras do Campo de Aventuras Está aberto o concurso público para a primeira fase das obras do Campo de Aventuras Juvenis da Praia de Hac-Sá, em Coloane. O custo do projecto tem uma proporção de mais de 50 por cento nos critérios de escolha do concessionário Vão finalmente avançar as obras do Campo de Aventuras Juvenis da Praia de Hac-Sá, em Coloane, três anos depois do seu anúncio pelo Governo. Segundo um despacho publicado ontem em Boletim Oficial (BO), está aberto o concurso público para a primeira fase da obra de construção do campo. Este projecto conta com uma área de 10 hectares, devendo incluir 12 zonas temáticas de lazer e entretenimento. Cabe ao Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) organizar este concurso público, sendo que a obra não deverá prolongar-se além dos 460 dias. O local da construção é junto à Povoação de Hac Sá e Parque de Praia de Hac Sá, devendo ser apresentada uma caução provisória superior a seis milhões de patacas. Quanto aos critérios de escolha do futuro concessionário, o orçamento da obra representa 55 por cento da decisão, e as propostas devem ser submetidas até ao dia 7 de Outubro. O acto público de abertura das mesmas, acontece no dia seguinte, 8 de Outubro. Outros critérios de escolha da empresa responsável pela construção, são o prazo global da empreitada, com um peso de 10 por cento, enaquanto a avaliação do registo da situação de segurança e saúde ocupacional tem um peso de apenas 5 por cento. Segundo o despacho do BO, assinado por Ho Man Him, administrador do IAM, podem concorrer pessoas singulares ou colectivas que estejam inscritas na Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana; cada proponente apenas pode apresentar uma proposta, seja “em nome individual ou em nome de um consórcio”, pode ler-se. Datas previstas Este não é o primeiro concurso público aberto relativo a este projecto – segundo um comunicado do IAM, a 30 de Abril de 2025 foi também aberto um concurso tendo em conta algumas reformulações feitas ao projecto inicial, e com o objectivo de manter o orçamento inicial entre 500 a 600 milhões de patacas. Esse concurso visava as instalações e equipamentos do Campo. Segundo essa mesma nota, o Governo previa abrir o concurso público para a primeira fase de obras “no terceiro trimestre desse ano”, o que não aconteceu. Outra estimativa de prazos do IAM era, em relação ao segundo semestre deste ano, a abertura ao público “da zona para carros infantis e sítio de campismo”. No comunicado pode ler-se ainda que o IAM pretende ter “a conclusão simultânea das obras de todas as fases de construção no quarto trimestre de 2027 e o início do funcionamento experimental” nessa data. O Campo de Aventuras quer ser um espaço de prática desportiva ao ar livre e campismo, com projectos ligados à água, terra e ar, nomeadamente uma “torre de aventura, parede de escalada, a rede aérea suspensa, o conjunto da rede de treino, carros infantis e o circuito de bicicletas de montanha”, entre tantas outras actividades. “Espera-se que, após a conclusão do Campo de Aventuras, se crie um espaço para as crianças e jovens de Macau, enriquecendo as experiências de aventura tridimensionais em água, terra e ar, para fortalecer a sua condição física e força mental”, indicou o IAM na mesma nota.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaEsperado aumento inferior a 1% para médicos e enfermeiros Dados disponibilizados no 3.º Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico da RAEM, divulgado esta terça-feira, revelam crescimentos inferiores a 1 por cento, até 2030, para o rácio de médicos, enfermeiros e número de camas por cada 1000 habitantes. Os dados constantes no documento mostram como Macau, em 2030, deverá ter uma média de 3,8 médicos por cada 1000 habitantes face à média de 3,4 médicos registada em 2025, tratando-se de um “aumento acumulado de 0,4 no rácio de médicos qualificados por cada mil habitantes”. No tocante a enfermeiros, em 2025 havia uma média de 4,8, sendo a previsão governamental, para 2030, de 5,6 enfermeiros, em média, por cada 1000 habitantes, um aumento de 0,8 por cento. Já no que diz respeito ao número de camas para internamento, em 2025 contabilizava-se uma média de 4,8 camas por cada 1000 pessoas, passando esse valor a ser de 5,2 por cento em 2030, um aumento previsto de 0,4 por cento, estima o Governo. Mais reformados Todos estes dados dizem respeito à secção do bem-estar da população, destacando-se o grande aumento de pessoas que se irão reformar: dos 159.313 residentes a receber pensão de idosos em 2025, Macau terá um total de 184.700 em 2030, tratando-se de um “aumento médio anual de cerca de 3 por cento”, pode ler-se. Face à segurança social, nomeadamente à “transição gradual” do Regime de Previdência Central Não Obrigatório para obrigatório, dos 112 mil contribuintes inscritos em 2025, as autoridades contam ter, em 2030, 116 mil pessoas, “uma subida acumulada de cerca de 3,6 por cento”. Face à “taxa de participação no regime de segurança social dos residentes com 18 anos ou mais”, que no ano de 2025 era de 82,4 por cento, o Governo não consegue prever uma percentagem correcta. Para 2030, estima-se apenas que essa participação se mantenha “num nível relativamente alto”. Em relação à proporção de camas de cuidados de enfermagem em lares de idosos, a taxa de cobertura era de 100 por cento em 2025, “mantendo-se inalterada” em 2030. O Governo explica que funciona o “Mecanismo de avaliação unificada e transferência centralizada”, pelo que “todas as camas dos lares para idosos financiados são atribuídas aos que têm incapacidade física moderada ou grave”, sendo que “os lares para idosos privados não financiados também prestam serviços de cuidados e assistência”, daí os 100 por cento.
Andreia Sofia Silva EventosMúsica Sacra | Concerto na Sé com o Instituto Gregoriano de Lisboa A Sé Catedral de Macau será palco, dia 28, de uma apresentação do Coro de Câmara do Instituto Gregoriano de Lisboa. Trata-se de um concerto dentro do género de música sacra ligado à “Série de Apreciação de Música Sacra da Comissão Litúrgica Diocesana”, e conta com Filipa Palhares no lugar de maestra e Ricardo Vicente como pianista O fim do mês reserva uma novidade para aqueles que gostam de música sacra. Trata-se da apresentação do Coro de Câmara do Instituto Gregoriano de Lisboa, um dos mais conceituados dentro do género, que protagoniza um concerto no dia 28 de Agosto, a partir das 20h, na Sé Catedral de Macau. Segundo um comunicado do IPOR – Instituto Português do Oriente, que apoia a iniciativa juntamente com o Consulado-geral de Portugal em Macau e Hong Kong, e Fundação Rui Cunha, entre outras entidades, o espectáculo integra-se na “Série de Apreciação da Música Sacra da Comissão Litúrgica Diocesana”. O programa do concerto é composto por “música sacra europeia que abrange um vasto arco histórico”, e que começa pelo “canto visigótico e terminando com um espiritual, passando por vários períodos e tradições da música sacra”. Filipa Palhares será a maestra do espectáculo, enquanto Ricardo Vicente será o pianista, tocando no órgão da Igreja. O evento é organizado pela Escola Artística do Instituto Gregoriano de Lisboa e conta ainda com apoios da XCESSU e Diocese de Macau. Fica assim a promessa de “uma noite de espiritualidade e beleza musical no emblemático cenário da Sé Catedral”, descreve a mesma nota. Simpósio mundial O Coro de Câmara do Instituto Gregoriano de Lisboa é descrito como um grupo “de referência no panorama coral português”, tendo actuado com a Orquestra Gulbenkian, a Orquestra Sinfónica Portuguesa e a Orquestra Metropolitana de Lisboa. Já interpretou obras importantes como “War Requiem”, de Benjamin Britten; e a “Sinfonia nº 3” de Gustav Mahler. A importância do grupo revela-se em distinções internacionais, incluindo medalhas de ouro no European Choir Games (2019) e primeiro prémio no Certamen Juvenil de Habaneras (2015). Filipa Palhares, por sua vez, é mestre em Direcção Coral e lecciona no Instituto Gregoriano de Lisboa desde 2006, tendo a seu cargo os coros infantil e juvenil. Também estes grupos “acumulam múltiplas distinções em concursos internacionais”, é revelado. Macau tem sido palco do World Symposium on Choral Music, que termina precisamente no dia 28 de Agosto, e que tem recebido, neste contexto, o Coro de Câmara do Instituto Gregoriano de Lisboa. Este simpósio de cariz mundial é patrocinado pela Federação Internacional de Música Coral e arrancou a 23 de Agosto, tratando-se, segundo o website oficial sobre o evento, de “um encontro dos mais prestigiados maestros e coros do mundo”. O tema do simpósio deste ano é “Reimaginar o Futuro”, promovendo-se a “excelência artística, a cooperação e o intercâmbio” com “os melhores coros e líderes corais para actuações, seminários, workshops, exposições e sessões de leitura coral”.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaPlano Quinquenal | Governo quer renovar zona das Ruínas de S. Paulo As autoridades querem desenvolver um plano de renovação urbana junto às Ruínas de São Paulo, começando, de forma experimental, por uma pequena área. Esta é uma das medidas constantes no 3.º Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico da RAEM até 2030, ontem divulgado O Governo apresentou ontem o 3.º Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico da RAEM (2026-2030), que inclui as várias medidas a concretizar pelo Executivo nos próximos cinco anos. Uma delas, passa pela urgência da renovação urbana, sendo que, além da modernização de edifícios no bairro do Iao Hon, na zona norte da península, o Governo quer também revitalizar a zona circundante das Ruínas de São Paulo. “Vamos fazer junto às Ruínas de São Paulo um trabalho de renovação urbana mais virado para a protecção. Trata-se de um trabalho faseado e vamos primeiro encontrar uma zona mais pequena que servirá de zona piloto. Quando tivermos mais experiência, iremos expandir esse trabalho para outras zonas junto às Ruínas de São Paulo”, afirmou o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam. De resto, o secretário falou na realização de um novo estudo, no segundo semestre deste ano, para o estabelecimento de um “novo mecanismo de avaliação para a renovação urbana”. “O objectivo é avaliar os edifícios, ruas e instalações para sabermos a situação actual dessas infra-estruturas e percebermos quais são as zonas prioritárias”, acrescentou o governante. Raymond Tam falou concretamente de dois prédios antigos: o Edifício dos Funcionários Públicos no Bairro de Tamagnini Barbosa; e o edifício que alberga antigos funcionários dos CTT, junto ao Mercado Vermelho. Hengqin é resposta No que diz respeito à economia, o Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, voltou a falar da meta de ter elementos não jogo a representar 60 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) da RAEM em 2030. A secretária para a Economia e Finanças, Ng Wai Han, destacou que um dos objectivos do Executivo para os próximos anos é elevar a Zona de Cooperação Guangdong-Macau em Hengqin para “um novo patamar”, e será esse o caminho para a redução do peso do jogo na economia. “Iremos aperfeiçoar o ambiente de negócios e simplificar as formalidades de acesso”, tudo para que haja “um aumento das empresas de Macau em Hengqin”, disse. A governante adiantou também que “através destes esforços iremos aumentar a proporção dos elementos não jogo no PIB”, para que, juntando vários sectores, se possam “formar mais novas indústrias”. Cidade do futuro Na conferência de imprensa de apresentação do novo Plano Quinquenal, o Governo foi também questionado sobre a nova Cidade Universitária. O Lam, secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, destacou que “este empreendimento é dividido em três fases, sendo que a primeira fase já entrou em funcionamento”. Neste momento, a nova Cidade Universitária tem “cerca de 1.450 estudantes, incluindo de mestrado e doutoramento” sendo que, no arranque do próximo ano lectivo, em Setembro, “os estudantes neste novo campus já podem escolher diferentes disciplinas entre universidades, e isso será contabilizado para os créditos curriculares”, explicou. O Chefe do Executivo destacou quatro principais metas para o desenvolvimento do território até 2030, e que passam, por exemplo, pela “construção de alta qualidade da Zona de Cooperação em Hengqin”, o impulsionar “de forma sólida o desenvolvimento da diversificação da economia” ou “acelerar a renovação urbana”. O Governo quer também apostar no reforço “da interligação interna e externa”, ou seja, entre a RAEM e as políticas do país. Para a elaboração do 3.º Plano Quinquenal, as autoridades realizaram uma consulta pública durante 40 dias, tendo sido recebidos 1.716 pareceres com 8.230 opiniões, “mais 2,6 vezes o número de respostas relativamente ao 2.º Plano Quinquenal”, destacou Sam Hou Fai.
Andreia Sofia Silva EventosVila Nova de Cerveira | “Error Island” imprime o nome da RAEM à Bienal A edição deste ano da Bienal de Vila Nova de Cerveira apresenta um projecto de Macau. Trata-se da exposição “Error Island”, de Cai Guo Jie, com curadoria de Kathine Lam. O território está representado, até final do ano, numa mostra que reflecte sobre ideias de “soberania, pertença e especulação” Nascido em Taiwan, mas a viver na RAEM desde há alguns anos, Cai Guo Jie foi o artista escolhido para representar o território na edição deste ano na Bienal de Vila Nova de Cerveira, no Norte de Portugal. Até Dezembro deste ano, pode ser vista no Museu Bienal de Cerveira e também no espaço público o projecto “Error Island”, no Pavilhão de Macau. Tendo estreado a 18 de Julho, esta iniciativa “explora as ambiguidades das fronteiras e dos sistemas de propriedade a partir das ilhas da Boega e dos Amores, na fronteira luso-espanhola”. Segundo a descrição no programa da Bienal, a “Ilha do Erro”, na tradução literal para português, é uma iniciativa artística que “questiona ideias de soberania, pertença e especulação, propondo uma reflexão crítica sobre território e habitação no mundo contemporâneo”. O projecto conta com apoio do Fundo de Desenvolvimento da Cultura, do Instituto Cultural, e, segundo a Macau Business, o artista explora conceitos e ideias em torno da ilha da Boega, situada na zona de Vila Nova da Cerveira e muito perto da fronteira com Espanha. Desta forma, o artista explorou as ideias de pertença e soberania em torno de um pedaço de terra com cerca de 50 hectares que está ao abandono há muitos anos. Em 2004, Cai Guo Jie começou a desenvolver o seu projecto “Half-Field Plan”, mediante a ideia de que um “mapa cadastral é um mapa de erros”, e esta mostra na Bienal de Vila Nova de Cerveira é uma continuidade disso. Que fronteiras? Ainda segundo a Macau Business, o artista descreve a ilha da Boega como um exemplo de um espaço de “erro”, revelando-se “Error Island” como um espaço “para o diálogo sobre o nosso desejo de liberdade, pertença e de um lugar a que chamamos casa”. Neste projecto, Cai Guo Jie também reflectiu sobre as “zonas de indeterminação que existem nos limites legais e administrativos do território”. “Territórios sem Fronteira” é o tema desta Bienal, que tem Mafalda Santos como directora artística daquela que é a 24.ª edição de um evento com muita história e também com relações com Macau. Destaca-se, por exemplo, a presença da Fundação Bienal de Arte de Cerveira na “Arte Macau: Bienal Internacional de Arte de Macau 2023”, seguindo-se, no ano passado, a mostra “Aqueles que nos desejam Falar”, das artistas portuguesas Susana Gaudêncio e Carla Castiajo. Esta exposição, patente no Albergue da Santa Casa da Misericórdia, foi o resultado da parceria feita em 2023 e também contou com Mafalda Santos no acompanhamento artístico. Cai Guo Jie nasceu em Hsin Chu, Taiwan, tendo-se mudado para Macau em 2011. É formado pelo Colégio de Belas-Artes (College of Fine Arts), da Universidade Nacional de Taiwan em Pintura, possuindo também um mestrado na mesma área, com especialização em instalação. O artista já fez inúmeras exposições a solo ou em grupo expostas em Macau e Taiwan.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeTSI | Rejeitado recurso de taxista que usou cartão de colega O Tribunal de Segunda Instância (TSI) rejeitou o recurso apresentado por um taxista condenado pelo crime de falsificação de notação técnica por ter usado o cartão de identificação de outro condutor. Segundo o acórdão ontem divulgado, o caso envolve dois taxistas, ambos titulares do cartão de identificação, só que, a Maio de 2023, um deles foi suspenso de funções por ter violado regras internas da companhia de rádio-táxi a que pertencia. Para continuar a ter rendimentos, o taxista suspenso usou então o cartão de outro, acedendo ao sistema de terminal inteligente do veículo do colega. O uso indevido do cartão ocorreu entre 15 de Maio e 6 de Junho de 2023, num total de 65 vezes, tendo prestado 422 serviços de transporte de passageiros, com a cobrança de mais de 26 mil patacas de tarifas. Os dois foram condenados pelo Tribunal Judicial de Base à prática do crime de falsificação de notação técnica, em co-autoria e com dolo. O taxista suspenso foi condenado ao pagamento de uma multa de 12 mil patacas (100 patacas por cada um dos 120 dias de multa), convertido em 80 dias de prisão caso não fosse paga. O recurso foi submetido perante esta condenação e recusado.
Andreia Sofia Silva SociedadeMelco | Apresentado novo hotel no Cotai A operadora de jogo Melco Crown acaba de inaugurar um novo hotel no Cotai, no empreendimento City of Dreams (COD). Trata-se de REM – Rapid Eye Movement [Movimento Rápido de Olhos], criado em torno do “conceito central” da “fase do sono em que o cérebro está mais activo, e os sonhos parecem extraordinariamente reais e vívidos”, descreve a Melco numa nota oficial. Assim, o REM pretende ser uma espécie de “santuário imersivo entre a realidade e a imaginação, onde convergem a inspiração, a descoberta e as experiências sensoriais”. Trata-se de um empreendimento “definido por uma filosofia de design arrojada e destemida e por uma interpretação singular do luxo contemporâneo”, fazendo um conjunto com o hotel “futurista” Morpheus e o NÜWA. O hotel funciona ainda em modo experimental, recebendo convidados “através de um programa privado, mediante convite”. São 149 os quartos disponíveis, sendo, na sua maioria, suítes, sem esquecer o novo Reverie Café, situado junto à piscina do terceiro piso. A inauguração oficial do REM será apenas em Outubro deste ano.
Andreia Sofia Silva PolíticaMotas eléctricas | Abertas candidaturas para apoio financeiro Quem quiser dar a sua mota para abate em prol de um veículo eléctrico, menos poluente, pode candidatar-se, até 14 de Outubro deste ano, ao “Plano de concessão de apoio financeiro ao abate de motociclos a gasolina e sua substituição por motociclos eléctricos novos”, da responsabilidade da Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA). A medida inclui apoios financeiros e isenções que podem ir até às 8.800 patacas. Segundo um comunicado, a DSPA explica que “o montante do apoio financeiro é de 3500 patacas, sendo este valor gradualmente reduzido nos anos de candidatura subsequentes, em 500 patacas por ano”. Será ainda concedida a “isenção das taxas de chapas de experiência e de matrícula para os novos motociclos eléctricos a adquirir para a respectiva substituição”. A DSPA faz, desta forma, um apelo “aos proprietários de veículos elegíveis que apresentem a sua candidatura o quanto antes, para poderem obter um montante mais elevado de apoio financeiro”. O referido Plano tem um prazo de candidatura bastante alargado, tendo sido iniciado a 15 de Outubro de 2025, e terminando a 14 de Outubro de 2030. Na mesma nota, é referido que existem quase mil lugares de carregamento para ciclomotores e motociclos eléctricos distribuídos por 58 parques de estacionamento públicos em Macau. O Governo prevê que, com o aumento de veículos eléctricos, “o número de lugares para o carregamento em parques de estacionamento públicos aumente ainda este ano em cerca de 45 por cento em relação ao número actual, passando para um total de cerca de 1400 lugares”.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaTribunais | Escolhido Seng Ioi Man para presidir ao TSI O juiz Seng Ioi Man vai presidir ao Tribunal de Segunda Instância a partir do dia 1 de Setembro. É uma das mudanças no sistema judicial anunciadas ontem através de um despacho publicado em Boletim Oficial. Choi Mou Pan, que ocupava o cargo, vai agora ser juiz no Tribunal de Última Instância Os tribunais da RAEM vão sofrer alterações no que diz respeito à composição e liderança. Uma delas prende-se com a nomeação do juiz Seng Ioi Man para presidir ao Tribunal de Segunda Instância (TSI) já a partir do próximo dia 1 de Setembro. Este, substitui Choi Mou Pan no cargo, que foi exonerado pelo Chefe do Executivo e nomeado juiz do Tribunal de Última Instância (TUI). Destaca-se que esta mudança ocorre poucos meses depois de Choi Mou Pan ter sido nomeado presidente do TSI, em Janeiro deste ano, em substituição de Ho Wai Neng. Estas alterações constam numa ordem executiva publicada ontem em Boletim Oficial (BO) e assinada pelo Chefe do Executivo, Sam Hou Fai. Os nomes foram propostos ao dirigente máximo da RAEM pela Comissão Independente para a Indigitação de Juízes. A nomeação de Seng Ioi Man tem a duração de três anos, e é renovável. De frisar que outro cargo público que Seng Ioi Man assumiu recentemente foi o de presidente da Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa. Outra alteração passa pela nomeação definitiva de Cheong Un Mei e Leong Sio Kun para o cargo de juízas do TSI. Estas eram, até à data, Juízas Presidentes do Tribunal Colectivo dos Tribunais de Primeira Instância e magistradas do quadro local. Escolhas de Setembro No mesmo despacho publicado em BO, lê-se ainda a nomeação definitiva de Tang Chi Lai e Chong Chi Wai para o cargo de juiz presidente do Tribunal Colectivo dos Tribunais de Primeira Instância. Estes são, actualmente, juízes no Tribunal Judicial de Base e magistrados do quadro local. Todas as nomeações também entram em vigor a partir do dia 1 de Setembro.
Andreia Sofia Silva PolíticaSaúde | Mais de 200 idosos com próteses dentárias desde 2019 Os Serviços de Saúde (SS) indicaram que, entre 2019 e Julho deste ano, um total de 232 idosos receberam uma nova prótese dentária no âmbito do “Programa piloto de próteses dentárias para idosos”, que atribui subsídios aos utentes. No total, registaram-se 300 candidaturas no mesmo período de tempo. Estes dados constam da resposta dos SS a uma interpelação escrita da deputada Ella Lei, assinada pelo director dos SS, Alvis Lo. Na mesma resposta, descreve-se que a idade para a participação neste programa “tem vindo a ser gradualmente reduzida para os 65 ou mais anos, abrangendo, assim, todos os idosos elegíveis”. Todo o processo de colocação de próteses tem sido realizado em instituições médicas sem fins lucrativos. Segundo o director dos SS, actualmente existem sete centros de saúde que oferecem consultas externas gratuitas de saúde oral aos residentes (incluindo idosos). O responsável disse ainda que “os Serviços de Saúde vão continuar a avaliar a eficácia do programa, a situação de execução real e a avaliação dos participantes, no sentido de adoptar medidas de optimização em tempo oportuno”.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaIA | Pedida clarificação de regras para uso nas escolas O deputado Ngan Iek Hang interpelou o Executivo, por escrito, sobre a necessidade de definir regras para o uso da Inteligência Artificial nas escolas. Ngan Iek Hang sugere também a implementação de um sistema que avalie a literacia digital dos alunos neste domínio A chegada da Inteligência Artificial (IA) a todos as áreas da vida em sociedade é já uma realidade, incluindo o ensino, e para o deputado Ngan Iek Hang é imperativo que as autoridades definam regras para o seu uso nas escolas. Numa interpelação escrita dirigida ao Governo, o deputado alerta para a necessidade de “optimizar a qualidade e eficácia da educação inteligente em Macau”, nomeadamente com a criação de “orientações e normas de supervisão para a utilização da IA nos diferentes níveis de ensino”. Ngan Iek Hang pede que se tenha em consideração “as experiências internacionais e no interior da China”, sendo que essas novas normas iriam complementar “o actual quadro curricular e os requisitos de competências básicas” dos alunos. O deputado destaca mesmo a importância de estabelecer regras para o ensino primário. “Tendo em conta as diferentes fases de desenvolvimento cognitivo das crianças do ensino primário, irá [o Governo] estabelecer princípios adequados para a utilização desta tecnologia?”, questionou. Ao regulamentar a IA no ensino primário, o deputado espera que se possa “optimizar e consolidar as capacidades fundamentais dos alunos na leitura, expressão e raciocínio lógico”, bem como o “pensamento inovador”. Com o estabelecimento de regras, os alunos podem “utilizar melhor as ferramentas de IA com orientação dos professores e encarregados de educação, melhorando a sua literacia digital”. Riscos a ter em conta É certo que o deputado defende a regulamentação, mas alerta para os riscos, citando normas da UNESCO, nomeadamente quanto à “recomendação da definição dos 13 anos de idade como idade mínima para a utilização autónoma” da IA. Ngan Iek Hang referiu também que “com a crescente popularização e utilização da IA, vários países e regiões têm vindo a manifestar preocupação com a potencial interferência no desenvolvimento cognitivo das crianças mais jovens”. O deputado pede ainda que o Governo considere “a criação de um mecanismo de avaliação da literacia dos alunos” nesta área, a fim de “avaliar, de forma objectiva, os resultados da implementação nas diferentes escolas e a situação da aprendizagem dos alunos”. Desta forma, o deputado entende que, com mais regras para a utilização da IA, pode-se ajustar as “estratégias pedagógicas e medidas de apoio”, a fim de promover “um desenvolvimento mais sólido, estável e ordenado da educação em inteligência artificial em todos os níveis de ensino”.
Andreia Sofia Silva EventosFábrica de Panchões | Bonecos JOGUMAN da Coreia do Sul chegam a Macau A antiga Fábrica de Panchões Iec Long, na zona da Taipa velha, transforma-se, até Outubro, numa zona de entretenimento para quem gosta de animação e fantasia. Os bonecos JOGUMAN, criados na Coreia do Sul, são os protagonistas num evento com jogos temáticos, zona para piquenique e muitos passatempos Os fãs dos bonecos JOGUMAN, uma série de desenhos animados oriunda da Coreia do Sul, podem agora vê-los em Macau graças a uma feira temática que decorre até Outubro na antiga Fábrica de Panchões Iec Long, na zona da Taipa velha. Os JOGUMAN, criados pelo Joguman Studio, têm vários nomes e personalidades, e na antiga fábrica de panchões o público pode contemplar uma versão de grandes dimensões de “Brachio”, com seis metros de altura. Há ainda uma zona de piquenique, um stand de jogos temáticos e muitos passatempos para criar uma interacção com os fãs e o público. Segundo um comunicado da organização, a antiga fábrica de panchões, “com mais de um século de história, foi transformada num descontraído espaço de lazer”, juntando-se a diversão potenciada pela fantasia destes bonecos com a ideia de permanência num espaço tranquilo, junto à natureza. “JOGUMAN aguarda os visitantes junto às duas entradas [do espaço da antiga fábrica], conduzindo-os ao longo do percurso por espaços com arte e repletos de cores vibrantes”, pode ler-se. Além disso, na zona criada para piqueniques, encontram-se “frases clássicas e inspiradoras” destes personagens e que estão “expostas em caixas de madeira”. Depois, o personagem Ankylo “faz uma pausa para desfrutar de um piquenique no relvado com todos”, descreve-se. Diversão no parque Neste espaço totalmente transformado em prol da diversão, o público pode ainda interagir com o boneco Tricera, descrito como “curioso, romântico e sonhador”, e ainda Stego, que é “imperfeito, mas bondoso e saudável”. A organização do evento conta como “residentes e turistas podem desfrutar de um ambiente relaxante na companhia dos JOGUMAN, saboreando momentos de tranquilidade onde a natureza e a arte se entrelaçam”. Outro dos pontos de atracção desta feira dedicada aos bonecos coreanos, é ainda o “Espelho de JOGUMAN”, que, ao ser atravessado pelos participantes, dá origem a uma oferta surpresa. Um stand de jogos temático JOGUMAN, está também disponível por tempo limitado, e inclui uma edição especial de brindes intitulada “JOGUMAN Percorre os Bairros de Macau”. Quem fizer uma compra de 50 patacas nas lojas aderentes pode depois participar num jogo que dá origem a brindes. O Stand de Jogos JOGUMAN e levantamento de brindes decorre apenas até ao final do mês no horário das 14h às 19h, com encerramento às quartas-feiras.
Andreia Sofia Silva SociedadeCalor | Mais de 6 mil utentes apoiados Um total de 6.510 utentes receberam, até ao dia 10 de Agosto, apoio domiciliário devido às elevadas temperaturas. Segundo um comunicado conjunto dos Serviços de Saúde (SS) e Instituto de Acção Social (IAS), neste período “não foram registados casos de hipertermia, tendo sido encaminhados quatro casos por problemas de saúde”. Foi instalado o “Posto de Refresco” em 36 instalações sociais do território, sendo que, entre os dias 1 de Julho e 10 de Agosto, 13.859 utentes recorreram a este serviço. As autoridades dizem ter registado 12 casos de indisposição, cinco deles em Agosto. Apenas um caso foi transferido para o Hospital Kiang Wu. Por sua vez, no passado dia 26 de Junho entraram em funcionamento 12 Estações de Saúde e Bem-estar, disponibilizando serviços informativos contra a hipertermia.
Andreia Sofia Silva PolíticaHospital das Ilhas | Pedida maior abrangência de serviços Ngan Iek Hang considera que deve ser alargada “a dimensão dos serviços” e que é necessário “aperfeiçoar o apoio de emergência” no Hospital das Ilhas. Numa intervenção antes da ordem do dia ontem, na Assembleia Legislativa (AL), o deputado declarou que o Governo deve “expandir gradualmente a oferta de consultas de especialidade, exames de imagiologia, urgência e internamento” no Centro Médico Macau Union. A ideia seria ter, “até final de 2027, a repartição de 25 por cento do volume dos serviços públicos de saúde” entre esta unidade de saúde e o Centro Hospitalar Conde de São Januário. Ngan Iek Hang alerta para a necessidade de melhorar “o apoio de emergência das Ilhas” e o “mecanismo de cooperação entre os dois hospitais”, sem esquecer a dinamização “dos recursos de saúde do sector público”. O legislador acrescentou, na sua intervenção, que o Centro Médico de Macau assumiu, desde 2024 até ao primeiro trimestre deste ano, “cerca de 11 por cento do volume dos serviços públicos de saúde”. Ngan Iek Hang o deputado, já são “visíveis os resultados da repartição de encargos entre o sector público de saúde”.
Andreia Sofia Silva PolíticaBarreiras | Lei Leong Wong pede revisão da lei O deputado Nick Lei Leong Wong propôs ontem, período de intervenções antes da ordem do dia, a revisão da lei relativa à supressão de barreiras arquitectónicas, datada de 1983, considerando que a mesma, por estar em vigor há mais de 42 anos, o conteúdo “não está em sintonia com o desenvolvimento social”. Comentando a divulgação por parte do Governo, esta semana, do “Plano Decenal de Acção para os Serviços de Apoio a Idosos 2026 a 2035” e também do “Plano Decenal de Acção para os Serviços de Reabilitação 2026 a 2035”, o deputado instou as autoridades a “promover, o quanto antes, os trabalhos legislativos sobre a arquitectura livre de barreiras”. Nick Lei pede também uma “avaliação dos ladrilhos tácteis direccionais nas diversas zonas, elevando a utilidade e segurança para assegurar que correspondam verdadeiramente às necessidades reais das pessoas com deficiência visual”. A apresentação dos referidos Planos também mereceu a atenção do deputado Chan Hao Weng, que sugeriu, nos cuidados aos idosos nas suas casas, a criação de um “subsídio especial para obras de adaptação no domicílio para as necessidades dos idosos”, com foco nos “idosos isolados ou famílias com duplos [casos] de envelhecimento”. O deputado considerou também este Plano focado nos idosos como tendo uma “orientação geral pragmática e abrangente”, devendo o planeamento “articular-se com uma afectação precisa de recursos e pormenores de execução”. Loi I Weng aconselha a maior utilização da tecnologia. “Na gestão urbana, proponho que as autoridades adoptem a tecnologia de reconhecimento inteligente de imagens e de drones para inspeccionar, de forma automática, a deterioração dos equipamentos rodoviários, a falta de pisos tácteis ou a ocupação dos percursos livres de barreiras.”
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaTNR | Wong Kit Cheng quer empregadas a pagar despesas de regresso A deputada Wong Kit Cheng defendeu, no período de intervenções antes da ordem do dia, a revisão da Lei de contratação de trabalhadores não residentes (TNR), a fim de “melhorar a supervisão dos empregados domésticos” e “regular a ordem do mercado”. Essencialmente, a deputada entende que há situações em que devem ser os empregados a pagar as despesas de regresso ao país de origem, e não os patrões. “Há que acelerar a revisão global da Lei, no sentido de estudar um mecanismo em que as despesas com o transporte de regresso ao país de origem sejam assumidas consoante a responsabilidade pela rescisão do contrato. Caso se comprove, após investigação, que o trabalhador doméstico rescindiu o contrato sem justa causa, ou com a intenção de provocar o próprio despedimento, poderá o empregador ser dispensado do pagamento total ou parcial das despesas com o transporte de regresso.” Na visão de Wong Kit Cheng, só desta forma se pode “corrigir o actual desequilíbrio na imputação de responsabilidades”. A deputada citou dados da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), que mostram como no primeiro trimestre deste ano o número de TNR, na área do trabalho doméstico, era de 28.791. Tal significa que “a estabilidade deste sector está estreitamente ligada ao bem-estar de numerosas famílias”. Porém, “segundo muitos empregadores, a qualidade dos serviços varia muito”, existindo “casos isolados de empregados domésticos que provocam o despedimento”.
Andreia Sofia Silva EventosMICAF | Grupo Trupe Fandanga apresenta “Os Lobos de Pedra” O 3.º Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau traz este fim-de-semana um espectáculo cheio de magia e criatividade vindo de Portugal. O grupo Trupe Fandanga apresenta “Os Lobos de Pedra” em vários horários, de sexta a segunda-feira. Um espectáculo de marionetas para ver no Estúdio I do Centro Cultural de Macau Promete ser “um conto de indomável beleza” a acontecer no Estúdio I do Centro Cultural de Macau (CCM). No âmbito da programação da terceira edição do Festival Internacional de Artes para Crianças de Macau (MICAF, na sigla inglesa), apresenta-se “Os Lobos de Pedra”, espectáculo de marionetas da autoria do grupo português Trupe Fandanga. Não faltam, porém, versões em cantonense, esta sexta-feira às 15h e 20h; sábado às 11h e 20h; domingo às 11h e 15h, e, finalmente, à segunda-feira nos horários das 15h e 20h. Por sua vez, as sessões em língua portuguesa acontecem no sábado, às 15h, e domingo, às 20h. E do que fala “Os Lobos de Pedra”? Fala de um menino e de uma viagem pelo seu coração, naquela que promete ser “uma aventura divertida e emotiva”. Segundo a sinopse do espectáculo, “a brincadeira desenrola-se numa ilha feita de madeira, chapas de metal e objectos estranhos, onde tudo pode, de repente, desmanchar-se, transformando-se em novos lugares, como por magia”. Revela-se, assim, “um mundo que, por vezes, parece flutuar sobre pernas fininhas, como que emergindo de um oceano imaginário”. Mil personagens num só Neste espectáculo de marionetas o protagonista não é sempre igual. O público vai conhecendo “diferentes facetas do pequeno Pedro, um menino que vai mudando à medida que brinca”. Assim, por vezes “fica confuso e, outras vezes, transforma-se em algo novo”. Nesse percurso, também “encontra outras marionetas feitas de uma mescla de animais, pessoas e objectos”. Segundo a mesma sinopse, ao longo da história Pedro “imerge até ao mais profundo do seu ser — o lugar onde vivem lobos pretos, brancos e, por vezes, cinzentos”. Estes são “selvagens, justos, temidos, mas também de certa forma gentis, encarnam os seus medos, as suas grandes vitórias, os seus sonhos”. Este é um espectáculo que apresenta também “curiosas referências à energia narrativa do clássico de Prokofiev, ‘Pedro e o Lobo!'”, tratando-se tanto de uma “viagem”, como de “um sonho”, permitindo dar asas à brincadeira e, desta forma, potenciar “o processo de crescer”. Do Porto para o mundo O grupo Trupe Fandanga nasceu na cidade do Porto em 2014, sendo dirigido por Sandra Neves. O primeiro espectáculo foi “Botequim”, apresentado no Festival de Marionetas do Porto. Os Trupe Fandanga descrevem, na biografia oficial, que pretendem ser “um espaço de pesquisa na construção e manipulação de marionetas e objectos”, apostando num trabalho fora dos limites convencionais das apresentações com marionetas. Outros espectáculos já apresentados pela companhia são “Onirotóptero”, de 2019; e “Qubim”, de 2021.
Andreia Sofia Silva PolíticaTUI | José Maria Dias Azedo reforma-se e recebe louvor José Maria Dias Azedo, juiz do Tribunal de Última Instância (TUI), reforma-se no próximo dia 18 de Agosto e irá receber um louvor por parte do Conselho de Magistrados Judiciais. A informação consta num despacho publicado ontem no Boletim Oficial (BO), onde o Conselho expressa o “sincero agradecimento” pelo trabalho do juiz e a sua “dedicação aos tribunais da RAEM ao longo dos anos, por ocasião da cessação de funções por atingir o limite máximo de idade”. José Maria Dias Azedo esteve 36 anos na Função Pública, tendo começado a exercer funções como juiz em 1997, no então Tribunal de Competência Genérica e também do Tribunal de Segunda Instância. Chegou ao TUI em 2019. O despacho do BO é assinado pela presidente do Conselho, Song Man Lei, e acrescenta que o responsável se esforçou, em todos estes anos, por “manter o normal funcionamento dos órgãos judiciais, mas também contribuiu significativamente para a transição estável do poder judicial”. Foi destacada a participação de Dias Azedo em “diversas conferências internacionais e académicas, desempenhando um papel importante no aprofundamento do intercâmbio e cooperação judiciária internacional e regional”. No mesmo despacho assinado por Song Man Lei, refere-se a vertente de formador. É descrito como Dias Azedo deu um “contributo relevante para a formação dos magistrados locais e profissionais das áreas jurídica e policial, tendo obtido respeito e elevada consideração junto dos colegas nos sectores judicial e jurídico”. Acrescenta-se que este foi um profissional de “grande seriedade” no que diz respeito “ao julgamento de todos os processos que lhe competiam, revelando-se prudente e atento no trabalho, empenhado, eficaz e competente”. Dias Azedo demonstrou também ter “uma atitude de apoio e cooperação em relação aos trabalhos do Conselho dos Magistrados Judiciais”.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaZona A | Concluídas todas as obras de habitação social São mais de 4 mil apartamentos de habitação social que já estão construídos na Zona A dos Novos Aterros, tendo em conta o anúncio, ontem, da conclusão das obras do lote A10. Os quatro lotes deste empreendimento incluem 728 apartamentos para famílias carenciadas Estão concluídas as obras de construção do lote A10 na Zona A dos Novos Aterros, o que significa que todos os lotes de habitação social no local – A10, A4, A6 e A11 – já estão prontos para receber moradores, neste caso as famílias mais carenciadas, com residência em Macau, e que necessitam de casa para viver. Segundo informação disponibilizada pela Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP), só o lote A10 tem uma área de 4.960 metros quadrados e dispõe de 728 apartamentos, além de incluir um parque de estacionamento público. Os moradores têm ainda acesso, nesta zona, a espaços comerciais e sociais. A DSOP destaca que, na construção do lote A10, foram introduzidos “métodos de construção amigos do ambiente”, tendo sido utilizados “elementos pré-fabricados e cofragens metálicas para a construção”. Todos os lotes de habitação social na Zona A disponibilizam 4.088 fracções. As obras do lote A11 terminaram em Julho, e também o lote A4 foi recentemente concluído. Este último, disponibiliza 1566 apartamentos numa área de 18.699 metros quadrados, existindo ainda um parque de estacionamento público, lojas e espaços para serviços sociais. Famílias em espera Segundo a TDM Rádio Macau, desde que entrou em vigor o regime de candidatura permanente à habitação social, a 20 de Agosto de 2020, que mais de 4.400 famílias receberam uma casa social. Dados mais recentes do Instituto da Habitação (IH) mostram que existe uma lista de espera com cerca de duas mil candidaturas, com foco nos idosos ou pessoas que vivem sozinhas. Recentemente, em resposta a uma interpelação oral do deputado Leong Hong Sai, o Governo indicou que a actual oferta de habitação será suficiente para a procura. Citando um estudo encomendado sobre a oferta de habitação a cinco anos, o secretário Raymond Tam, com a tutela dos Transportes e Obras Públicas, declarou que “os resultados do estudo indicam que o número de fracções de habitação social e económica em Macau será suficiente para satisfazer as necessidades nos próximos cinco anos, não se prevendo uma procura acentuada por habitação intermédia”.
Andreia Sofia Silva EventosMandopop | Grand Lisboa Palace recebe actuação de Kelly Yu É no próximo sábado, 22, que o The Grand Hall, no empreendimento Grand Lisboa Palace, no Cotai, recebe o concerto da cantora de mandopop Kelly Yu. Nascida em Dalian, China, mas com grande parte da vida passada no Canadá, a cantora viu o seu talento vocal confirmado com êxitos como “Decency” ou “Why Bother”. O público de Macau pode agora ouvi-los ao vivo Kelly Yu, um dos nomes mais conhecidos do género mandopop, actua em Macau no próximo sábado, 22 de Agosto, num espectáculo que acontece no The Grand Hall, no Grand Lisboa Palace, no Cotai. O evento, promovido pela Sociedade de Jogos de Macau (SJM), promete ser “uma noite de mandopop apaixonante”, revela-se em comunicado. A artista, nascida em Dalian, na China, cresceu no Canadá e, além de cantora, compõe também as suas músicas. Neste espectáculo no Grand Lisboa Palace o público pode esperar “melodias arrebatadoras”, conectadas com “histórias comoventes”. O mandopop, enquanto música pop cantada em mandarim, tem em Kelly Yu uma das suas vozes “mais emblemáticas”. A artista “é amplamente aclamada pelo seu talento na composição e pela sua musicalidade distinta”, além de possuir “um timbre vocal único e um talento criativo excepcional”. Entre baladas românticas e canções mais viradas para sonoridades rock, os fãs de Kelly Yu poderão assistir a uma “noite cativante de actuação ao vivo”, pautada por “emoções profundas que ressoam no coração e na alma”. Uma força de palco Kelly Yu nasceu em 1989 e formou-se no reputado Berklee College of Music, com especialização em guitarra eléctrica e tantos outros instrumentos. A guitarra eléctrica é, aliás, presença constante nos seus espectáculos. A estreia como cantora e também como autora das suas músicas começou em 2014, com o álbum “Spirits”. A sua música de maior sucesso é “Decency”, uma poderosa balada que fez sucesso nas principais tabelas musicais da Ásia. Outros sucessos bem conhecidos da artista são “Heartbeat”, “Scorpio” e “Why Bother”. A SJM destaca, na nota sobre o espectáculo, que estas canções “têm ressoado junto de milhões de pessoas”, graças às “letras profundas e melodias memoráveis”. “Além das baladas comoventes, Kelly brilha em palco com composições rock cheias de energia. Destaca-se pelos característicos solos de guitarra eléctrica, uma intensa profundidade emocional e presença cénica magnética, que definem a sua verdadeira arte”. Na plataforma de streaming “Spotify”, Kelly Yu tem cerca de 319 mil ouvintes por mês. Ali, já é possível ouvir o último trabalho discográfico da cantora, “Boundary”, com faixas inteiramente em mandarim. No dia 22, o concerto começa às 19h30, tendo aproximadamente duas horas de duração. Os bilhetes já estão à venda nas plataformas online habituais da venda de ingressos.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeZona norte | Secretário exige inspecção a edifícios degradados O secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam, visitou ontem a zona norte da península e instou à realização de uma inspecção geral dos edifícios mais degradados do bairro de Iao Hon e edifício Mei On. Devido ao calor, o Corpo de Bombeiros alerta para maiores riscos de curto-circuito por sobrecarga de quadros eléctricos Uma equipa governativa liderada pelo secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam, esteve ontem na zona norte da península de Macau a fiscalizar áreas mais degradadas onde existem maiores riscos de segurança, nomeadamente com a ocorrência de curtos-circuitos, devido às frágeis instalações eléctricas. Segundo um comunicado da secretaria dos Transportes e Obras Públicas, Raymond Tam visitou sete edifícios no bairro do Iao Hon e o edifício Mei On, fazendo-se acompanhar também por representantes da CEM – Companhia de Electricidade de Macau. O governante exigiu uma fiscalização geral a fim de colmatar riscos de incêndios ou outros incidentes. Raymond Tam “determinou que seja realizada uma revisão abrangente das estruturas dos edifícios, com reparações realizadas nas áreas comuns dos mesmos e também nas infra-estruturas de abastecimento de água e electricidade”. Desta forma, destaca a mesma nota, é possível “eliminar potenciais riscos” em termos de segurança numa das zonas com maior densidade populacional de Macau. Além disso, a mesma nota dá conta que foi recentemente realizada uma vistoria no local, sendo que “a próxima fase de trabalhos está a ser avaliada”, e pode passar pela “criação de uma base de dados sobre as condições dos edifícios”. Foi também adiantado que as estruturas da zona de estacionamento subterrâneo numa das ruas do bairro de Iao Hon estão “quase concluídas”. Neste contexto, “está a ser analisada a viabilidade de utilizar este espaço de forma temporária, tendo em conta as necessidades de utilização da área”, pode ler-se. Na visita, foram inspeccionadas zonas comuns dos prédios mais antigos, instalações de água e luz e outros espaços com potenciais perigos. Citado pela mesma nota, Raymond Tam também instou “a CEM a intensificar as inspecções de fornecimento de energia eléctrica, a fim de garantir a segurança do uso desse recurso”. Alerta de curto-circuito Esta visita acontece numa altura em que Macau enfrenta um período de elevadas temperaturas, o que potencia riscos de incêndio ou ocorrência de curto-circuitos em habitações. Neste contexto, o Corpo de Bombeiros (CB) emitiu uma nota onde deixa recomendações para as populações. Segundo noticiou o canal chinês da Rádio Macau, pede-se que as pessoas não sobrecarreguem os quadros de electricidade nas suas casas, verificando regularmente se os mesmos estão em boas condições de utilização. À semelhança da visita de ontem liderada pelo secretário, também o CB destaca que tem enviado agentes aos bairros para verificação da segurança e demais infra-estruturas eléctricas, realizando sessões de esclarecimento presenciais.
Andreia Sofia Silva PolíticaTalentos | Deputado exige melhores condições de permanência O deputado Chan Lai Kei interpelou o Executivo quanto à necessidade de criar medidas que consigam atrair quadros qualificados para Macau, nomeadamente no que diz respeito aos documentos de viagem e permanência. Na interpelação, lê-se que “os quadros qualificados aprovados e captados para Macau, por não cumprirem os requisitos para obter o ‘Salvo-Conduto para deslocação ao Interior da China’, não conseguem usufruir dos benefícios políticos em Macau e Hengqin”. Assim, o deputado questiona se o Governo “vai ponderar, em conjunto com a Zona de Cooperação Aprofundada, a possibilidade de alargar o âmbito de reconhecimento” desse documento através da criação de uma “medida transitória que facilite o acesso destes quadros qualificados” a esta zona e a políticas que beneficiam residentes. A interpelação, que chama a atenção para a necessidade de “optimizar e reforçar o sentimento de pertença dos quadros qualificados captados para Macau”, cita dados oficiais que falam de 2153 candidaturas desde que foi criado o regime jurídico de quadros qualificados, até 15 de Maio deste ano. Destas, 928 foram incluídas na lista de quadros qualificados propostos para captação, incluindo 27 quadros qualificados de elevada qualidade, 146 quadros altamente qualificados e 755 profissionais de nível avançado, abrangendo as áreas de “big health”, tecnologia de ponta, finanças modernas, cultura e desporto.