Andreia Sofia Silva Eventos70 anos da Sociedade de Artistas celebrados com exposição Há 70 anos, nascia a Sociedade de Artistas de Macau (MAS, na sigla inglesa), uma das entidades ligadas ao panorama artístico mais antigas do território. A pensar nisso, a galeria do empreendimento Sands Macao acolhe, até ao dia 15 de Setembro, a exposição “Arte na Nova Era – Exposição Convidada do 70.º Aniversário da Sociedade de Artistas de Macau”, com cerca de 200 obras de arte que podem ser vistas no quarto andar do Sands Macao. Esta é uma iniciativa do Instituto Cultural (IC) em parceria com a Sociedade de Artistas de Macau, e conta também com o apoio da operadora de jogo Sands China e da Federação das Associações dos Sectores Culturais de Macau. Citado por uma nota da organização, Lok Hei, presidente da MAS, referiu que o organismo “tem-se mantido empenhado em unir a comunidade artística, promover a educação e formar talento, utilizando a arte para testemunhar a transformação da cidade”. O público pode ver trabalhos de “artistas de renome de várias regiões”, não apenas de Macau, nomeadamente dos EUA, França, Japão, Coreia do Sul, Hong Kong, Taiwan e China Continental. Apresenta-se “uma ampla diversidade de estilos e meios artísticos, em resposta às novas correntes artísticas”, o que revela “a vitalidade vibrante da arte contemporânea”. Lok Hei expressou ainda “a esperança de que os visitantes possam sentir, através das obras expostas, a paixão acumulada ao longo de sete décadas e as ilimitadas possibilidades que se abrem para o futuro”. Ajuda ao desenvolvimento Leong Wai Man, presidente do IC, disse que a Sociedade, nas últimas sete décadas, tem “participado de forma activa no desenvolvimento cultural local”, passando pela “organização de exposição e formação de talentos” e na aproximação “das artes comunitárias ao diálogo internacional”. Já Wilfred Wong, vice-presidente executivo da Sands China, defendeu “o papel fundamental na comunidade artística e cultural” da MAS em Macau, que tem recorrido à arte “para registar as diferentes épocas da evolução de Macau”. “A Sociedade tem dado importantes contributos para o contínuo crescimento do sector artístico e cultural de Macau”, frisou. Esta exposição pode ser vista todos os dias, incluindo feriados, das 11h às 19h, com entrada gratuita.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeLisboa | Restaurante Patuá volta a fechar portas Aberto em 2019, encerrado temporariamente em 2024 por causa das rendas elevadas, o restaurante Patuá, de comida macaense, vai fechar portas definitivamente pelo mesmo motivo, em Lisboa. A decisão foi anunciada na mais recente crónica de Ricardo Dias Felner publicada no Expresso, intitulada “O Patuá e a cozinha macaense” É em Lisboa que o restaurante de comida macaense Patuá, projecto de Francisco Rodrigues e Daniela Silvestre, tem dado a conhecer ao mundo a tradicional comida de Macau, feita da fusão de sabores ocidentais e asiáticos. Com portas abertas em Outubro de 2019, o restaurante não resistiu aos elevados preços das rendas de Lisboa, fechando temporariamente em 2024. Porém, o mesmo cenário voltou a surgir e os donos vão mesmo encerrar o estabelecimento, conforme foi anunciado na mais recentes crónica do jornalista Ricardo Dias Felner no semanário português Expresso. “Na verdade, Portugal poderá ficar sem nenhum representante de uma gastronomia original, de que é parte. No final do jantar do Patuá, Daniela Silvestre, companheira de Francisco Rodrigues, a mulher que dirige a sala, contou-me que o restaurante vai fechar, em Setembro”, pode ler-se. O cronista salienta a elevada pontuação do espaço, com 4,8 na plataforma Google Maps. “No dia em que lá fui, a casa estava cheia. O problema é o mesmo que ditou o primeiro encerramento, em 2024: vão ter de abandonar o sítio onde estão; e a renda que pagariam, noutro lugar, aos preços actuais, inviabilizaria o negócio. Lamentável. Para a restauração de Lisboa. Para a culinária macaense. Para Portugal”, pode ler-se. Actualmente, o negócio funciona na Rua Angelina Vidal, tendo como chefe de cozinha Francisco Rodrigues, macaense que nunca pôs um pé no território, mas cujas ligações familiares e histórias de Macau nunca o deixaram ficar sem vínculo. Daniela é a sua companheira e formou-se em antropologia, tendo sido sempre fascinada pela cultura oriental, conforme confessou ao HM numa entrevista conjunta realizada em 2021. Comida de fora Conforme descreve Ricardo Dias Felner, a comida macaense fica praticamente em extinção em Portugal quando o Patuá encerrar portas. Existe o restaurante “Macau Dim Sum”, em Lisboa e Oeiras, mas como o nome indica, é um espaço que serve mais comida chinesa do que outra coisa. Actualmente, a Casa de Macau em Portugal disponibiliza, uma vez por semana, um almoço tipicamente macaense preparado por um chef, mas não se trata de um restaurante. A iniciativa está, porém, aberta a sócios e ao público em geral. Na agenda desta entidade consta também um evento, de cariz semanal, onde o minchi é protagonista, juntamente com uma actuação ao vivo. O Patuá sempre foi conhecido como um restaurante cheio de clientes, com um ambiente de tasca, em que é difícil arranjar mesa. Lá são servidos pratos como o tradicional minchi, bacalhau à macaísta ou peixe à Cantão, e que dificilmente poderão ser provados noutros lugares em Portugal. “Eu é que trago a bagagem da comunidade macaense do lado da minha mãe”, contou Francisco, em 2021, ao HM. “A minha avó era chinesa, o meu avô de Castelo Branco. A influência macaense sempre foi ecoando nos anos em que trabalhei na cozinha, de forma inconsciente. Assumir o lado macaense foi também para não deixar isto morrer”, rematou.
Andreia Sofia Silva EventosBarra Slow Festival | Música e gastronomia no fim-de-semana A partir desta sexta-feira, a zona da Barra volta a ganhar nova vida com mais uma edição do Barra Slow Festival, desta vez focado na temática da gastronomia, com muitos produtos de padaria e pastelaria. Há mais de uma centena de bancas com padeiros premiados a nível mundial, bem como concertos com as cantoras de Hong Kong Yoyo Sham e Gigi Cheung Está aí mais uma edição do Barra Slow Festival, que entre esta sexta-feira, 4, e domingo, 6, acolhe música e muitas iniciativas relacionadas com o mundo da gastronomia, mais concretamente as áreas da padaria e pastelaria. O evento, promovido pelo Centro de Desenvolvimento Local da União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM), tem entrada gratuita e realiza-se na zona da Barra, tendo como tema “Cozinhar sem pressa, saborear o Verão”. Segundo um comunicado da organização, espera-se uma edição dedicada ao universo dos pães e bolos, realizando-se um mercado e muitos concertos das cantoras de Hong Kong Yoyo Sham e Gigi Cheung, mas não só. Esta edição acontece depois de edições anteriores do Barra Slow Festival dedicadas ao chá e café. No que diz respeito à parte musical há um total de dez artistas em cartaz, incluindo nomes como Gwenji ft. Songchi, Theseus, Guoch Choi e Winifai. A sessão de encerramento do Barra Slow Festival, dia 9, apresenta a “Edição Especial de Macau” do Offside Festival, com os grupos e músicos Zhaoze, HUPO, Summer Fades Away e WhyOceans como cabeças de cartaz. Desta forma, proporciona-se “um grande final instrumental e de post-rock”, descreve a organização. A ideia é proporcionar espectáculos “ao ar livre, ao pôr do sol, proporcionando-se um fim-de-semana descontraído e marcado pelo cheiro do pão acabado de cozer” e ainda “experiências imersivas de música ao vivo”. Campeões do pão Na área da panificação, o público pode conhecer padeiros e pasteleiros premiados em diversas competições de nível mundial, escolhidos pelos embaixadores chineses do “Mondial du Pain”, cuja 13.ª edição aconteceu em Janeiro deste ano em Paris. Em primeiro lugar ficou uma equipa chinesa. Inclui-se ainda o “campeão chinês da 10.ª edição do Campeonato Mundial do Pão”, bem como o “campeão da final global da 9.ª edição e o vencedor medalha de ouro da 2.ª Competição Nacional”. No mercado podem ver-se várias marcas conhecidas das áreas da padaria e pastelaria, nomeadamente a “Jiangren Zhiwei”, responsável pela venda de 350 mil pães no Bund International Bread Festival, realizado em Março em Xangai. O público pode provar ainda as iguarias da “One Roll Bakery”, descrita como uma “marca de referência em pães de arroz”. Promete-se o lançamento de receitas exclusivas de pão apenas para o festival da Barra, para que os participantes possam provar novos produtos. O Barra Slow Festival sempre se apresentou como um evento que promove um estilo de vida mais tranquilo e saudável, e, nesta edição, essa componente não deixará de marcar presença. Apresenta-se, assim, um mercado com bancas onde se podem encontrar produtos de cerâmica, artigos perfumados para criar ambientes relaxantes, artesanato em fibras vegetais, artigos em linho, acessórios requintados e ornamentos culturais criativos. Com a presença de diversas marcas, apresentam-se “peças artesanais únicas e novas colecções de produtos, prolongando a experiência de um estilo de vida tranquilo”, com ligação à gastronomia. O Barra Slow Festival decorre de sexta-feira a domingo das 12h às 20h nos estaleiros navais nº 1 e 2 e também na zona exterior da Barra. O evento começa oficialmente às 17h desta sexta-feira.
Andreia Sofia Silva PolíticaDeputadas pedem fiscalização viária com recurso a drones As deputadas ligadas à Associação Geral das Mulheres de Macau, Loi I Weng e Wong Kit Cheng, defendem que as autoridades policiais devem recorrer aos drones para uma maior fiscalização do trânsito. Segundo um comunicado do gabinete de atendimento das deputadas, esta ideia surge depois da realização do dia de atendimento ao público por parte das eleitas para o hemiciclo. Um dos destaques deste dia de consulta aberta foi o elevado número de acidentes de viação, tendo Loi I Weng sugerido a utilização de drones para melhor verificar os infractores e aplicar multas, sobretudo nas zonas com maior sinistralidade. A deputada disse ter recebido muitas queixas de residentes quanto ao elevado número de acidentes registado recentemente. Loi I Weng referiu também dados oficiais relativos à primeira metade do ano sobre condutores que não cedem passagem a peões ou que passaram o sinal vermelho: foram, respectivamente, 1072 casos e 4401 casos, apresentando um aumento significativo em termos anuais, disse a deputada citada pela mesma nota. Loi I Weng pede também a introdução da figura de auxiliar de trânsito em zonas onde se registam mais acidentes ou ausência do cumprimento de regras de passagem de peões e passadeiras. Foi também sugerido o avanço na revisão da lei do trânsito rodoviário, a fim de se poder garantir um equilíbrio entre direitos e obrigações de peões e condutores. Desafios laborais Outro assunto levantado pelos residentes no dia de atendimento, foi as dificuldades que os portadores de deficiência têm em encontrar trabalho. A deputada Wong Kit Cheng destacou que o planeamento dos serviços de reabilitação para os próximos dez anos incentivam a que entidades ou empresas privadas contratem mais pessoas com deficiência física ou mental, tendo sugerido que o Governo reforce os apoios na formação. Tudo para que os candidatos a emprego tenham mais conhecimentos sobre os seus direitos, aumentando-se a inclusão no mercado de trabalho. Neste contexto, Wong Kit Cheng defende a criação de um sistema de certificação para empresas sociais com a concessão de subsídios de apoio à sua actividade. Desta forma, podem surgir mais oportunidades de emprego para deficientes. Wong Kit Cheng quer também uma análise, por parte das autoridades, quanto ao panorama de cuidados de saúde gratuitos e o sistema de avaliação da deficiência, a fim de se realizar uma maior cobertura a doenças raras.
Andreia Sofia Silva PolíticaRuínas de São Paulo | Renovação inclui Pátio do Espinho O projecto de renovação urbana a desenvolver nas Ruínas de São Paulo foi ontem abordado na primeira reunião do Grupo de Trabalho para a Promoção da Renovação Urbana, presidida por Raymond Tam, secretário para os Transportes e Obras Públicas. Segundo um comunicado do organismo, o antigo bairro do Pátio do Espinho será integrado neste projecto. “Considerando que o Pátio do Espinho é uma zona adjacente às Ruínas de S. Paulo, e tratando-se de uma rara aldeia muralhada, tem valor de conservação e revitalização”, pode ler-se. É também apontada a sua proximidade ao centro histórico de Macau, classificado como património pela UNESCO. Desta forma, os dois grupos de trabalho vão “promover a renovação, conservação e revitalização” do Pátio do Espinho”. O secretário destacou ainda a importância de renovar prédios que não têm administração de condomínio, serviços de segurança, saneamento e limpeza, em zonas mais antigas de Macau. Mais de 30 representantes de diversos departamentos governamentais participaram na reunião.
Andreia Sofia Silva Manchete Sociedade“Saudel” | Içado sinal 1 de tempestade. Possibilidade “moderada” de sinal 3 Os Serviços Meteorológicos e Geofísicos (SMG) içaram na noite desta segunda-feira, 31, o sinal 1 de tempestade tropical a propósito da aproximação da tempestade tropical “Saudel”. Segundo informação oficial do website dos SMG, a possibilidade de aumentar o sinal de tempestade, nomeadamente para 3, é “moderada”, não existindo qualquer previsão quanto à possível chegada do sinal 8 de tempestade. O sinal 1 de tempestade deverá manter-se em vigor até às 10h desta terça-feira, 1 de Setembro. Segundo as últimas previsões, o “Saudel”, localizado no mar leste da ilha de Hainan, deverá passar a cerca de 300 quilómetros a sul de Macau “no início desta terça-feira”. Depois disso, “vai mover-se para o quadrante Leste, em direcção à região Nordeste do Mar do Sul da China, onde vai encontrar condições para continuar a intensificar-se”, é explicado. Em relação às condições meteorológicas, e tendo em conta a junção de um estado de depressão tropical com uma monção de nordeste, o tempo esta terça-feira, 1, deverá registar aguaceiros ocasionais e algumas trovoadas. “Durante a passagem das bandas de chuva, o vento pode atingir ocasionalmente o grau 6 da escala de Beaufort, com rajadas”, o que explica a possibilidade “moderada” de se passar ao sinal 3 de tempestade.
Andreia Sofia Silva EventosMostra | Pinturas e poesia de Carlos Morais José na Casa Garden Carlos Morais José, escritor e director do Hoje Macau, apresenta amanhã uma nova exposição de poesia e arte. Trata-se de “Quarentena”, um longo poema apresentado ao lado de 30 pinturas, num projecto que tem curadoria de Lin Jiangquan (LAM) A Casa Garden, sede da Fundação Oriente (FO) em Macau, acolhe a partir de amanhã uma nova exposição de Carlos Morais José, director do Hoje Macau e escritor. Com inauguração a partir das 18h30, “Quarentena” é o nome dado à mostra e é, ao mesmo tempo, um longo poema que se apresenta ao público acompanhado por 30 pinturas do autor. Segundo um comunicado, a curadoria está a cargo do artista contemporâneo Lin Jiangquan (LAM), sendo que a exposição “recria a apresentação da poesia através de uma abordagem multimédia inovadora, reunindo três componentes – texto, pintura e sons – num diálogo preciso com o poema ‘Quarentena'”. Este poema “narra os dias de isolamento do poeta” no período da pandemia, tratando-se de uma “viagem ao mundo interior, onde o ‘eu’ do poema se questiona a si e ao mundo”. Esta quarta-feira será realizada uma sessão de leitura do livro acompanhada com arte sonora e performativa, “permitindo que a poesia seja regenerada ao vivo no espaço”. O livro com o poema será apresentado por Sérgio Guimarães de Sousa, da Universidade de Macau. Este é doutorado em Ciências da Literatura, com especialização em Literatura Portuguesa, pela Universidade do Minho. Defendeu a tese de doutoramento em 2006, que se intitula “Entre-dois. Desejo e Antigo Regime na ficção camiliana”. Sentimentos e manuscritos A mostra inclui ainda 40 manuscritos de Carlos Morais José, “arrancados de cadernos de notas do escritor”. Citado pela mesma nota, este explicou que se tratam de “restos de um auto-de-fé dos cadernos (que não me devem sobreviver), onde a mão, por vezes firme, doutras hesitante, registou em caligrafia o que uma máquina é ainda incapaz de registar”. Todos estes escritos possuem, segundo o autor, “uma dimensão infinita” graças “às possibilidades de interpretações”. “São talvez os últimos testemunhos de uma era”, acrescentou. Também o curador da exposição destaca que a apresentação de “Quarentena” será uma mistura de “arte textual e instalação de livro”, ficando a promessa de que, na galeria da Casa Garden “a poesia deixa de ser apenas poesia; transforma-se numa ‘arte textual legível’ que partilha a mesma função de observação que uma obra de arte, convertendo a linguagem em força visual”. Lin Jiangquan (LAM) destaca também como as 30 pinturas são, na sua maioria, “imagens abstractas com uma elevada ‘identificabilidade poética'”, pautadas por cores como o azul, branco, cinzento e preto. São imagens “executadas em pinceladas rápidas que transmitem incerteza, ambiguidade, complexidade e contradição”, tratando-se de quadros que “criam uma tensão visual entre construção e destruição”. A ideia é a evocação de uma “forte ‘corporeidade individual’ e uma ‘meditação solitária'”, pelo que as pinturas se transformam “num local onde a percepção do tempo durante o confinamento se acumula”, frisa o curador. “Quarentena” estará em exposição até ao dia 9 de Setembro, com entrada gratuita entre as 10h e as 19h, apenas com encerramento às segundas-feiras.
Andreia Sofia Silva EventosHotel Lisboa com quartos e fachada renovados O Hotel Lisboa apresenta, este mês, o projecto de renovação de 427 quartos da chamada “Ala Oeste”, tratando-se de uma mudança na decoração de um empreendimento hoteleiro inaugurado em 1970. Segundo um comunicado do Hotel Lisboa, este novo projecto de decoração manteve “o ADN arquitectónico”, além de que foi restaurada a fachada amarela cheia de janelas, uma “marcante e intemporal linguagem geométrica” com assinatura do arquitecto Eric Byron Cumine. Uma das zonas interiores do hotel que também sofreu uma transformação foram os corredores, “transformados em espaços expositivos” que apresentam “esboços arquitectónicos, evocativos cartazes antigos, fotografias de arquivo e peças antigas que retratam quatro extraordinários capítulos da evolução do hotel entre 1970 e 2000”. Desta forma, “cada tijolo e superfície parecem sussurrar a narrativa entrelaçada do Hotel Lisboa e da própria Macau”, fazendo-se “uma sentida homenagem ao passado rico em histórias e um olhar atento sobre o futuro”. As renovações dos quartos também merecem destaque, já que cada um traduz “uma época histórica distinta, sendo decorado com mapas autênticos de Macau que documentam a transformação da cidade desde o século XIX”. E como o território é palco do Grande Prémio desde há muito, a renovação da Ala Oeste também lembrou esta competição de automobilismo que é também uma marca de Macau. A “Suite Temática de Corridas” visa transmitir aos hóspedes “a adrenalina da lendária Curva do Lisboa e do Circuito da Guia, protagonistas do Grande Prémio de Macau”, existindo “camas personalizadas em forma de carros desportivos” e “murais que retratam as curvas e desafios do icónico circuito urbano”. Espaços gastronómicos A mesma nota descreve o tradicional Hotel Lisboa como um “ícone incontornável da península de Lisboa”. Recorde-se que o empreendimento foi, durante décadas, o edifício mais alto do território. A renovação que agora foi concretizada seguiu o conceito “Herança Reinterpretada: Uma Transformação Intemporal”. Além dos quartos e fachada, houve também algumas mudanças nos espaços gastronómicos do hotel. Um deles foi a renovação do “Café Noite e Dia”, que abre portas em Outubro e cuja decoração se inspirou “na época dourada das viagens românticas de ferry em Macau”. Nas paredes podem ser vistos, por exemplo, “antigos bilhetes de ferry”. Para o Hotel Lisboa, a conclusão da renovação da Ala Oeste “representa um capítulo decisivo na ampla visão de revitalização”, do empreendimento, sendo símbolo “do mais de meio século de conquistas e transformações de Macau”. Pretende-se que o Hotel Lisboa continue a manter “uma profunda relevância cultural e elegância contemporânea, afirmando-se como um novo ícone”.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadePortuguese Business Awards | Associação Sílaba premiada A associação local Sílaba, focada na promoção da leitura em português, acaba de receber dois prémios nos Portuguese Business Awards 2026, nas áreas da educação literária e literacia cultural. Susana Diniz, fundadora, destaca que estes prémios dão ênfase “a uma ideia nascida aqui [em Macau] com raízes na língua e cultura portuguesa” A edição deste ano dos Portuguese Business Awards, atribuídos pela EU Business News, distinguiu a Sílaba – Associação Educativa e Literária em duas categorias. São elas o “Literary Education Initiative of the Year 2026” [Iniciativa de Educação Literária do Ano] e “Cultural Literacy Excellence Award 2026” [Prémio de Excelência em Literacia Cultural]. As distinções foram anunciadas pela própria associação nas redes sociais. “Ganhámos um prémio de negócios. A Sílaba está nos Portuguese Business Awards 2026 da EU Business News. Quem diria que histórias para crianças também contam como negócio e que o melhor negócio é o que não parece negócio nenhum.” Ao HM, Susana Diniz, fundadora do projecto, destaca que estes dois prémios mostram, acima de tudo, como “uma ideia nascida aqui [em Macau], com raízes na língua e cultura portuguesa, consegue ter eco além-fronteiras”. “A Sílaba é uma equipa pequena que faz um esforço grande, e tentamos fazer o melhor trabalho possível todos os dias. Quando isso é notado fora de Macau, confirma-se que estamos no caminho certo”, adiantou. Uma das últimas iniciativas da Sílaba foi a criação da caixa “Dinis Caixapiz”, um serviço de subscrição de livros infantis e juvenis que permite aos pequenos leitores, dos 0 aos 13 anos, receberem livros seleccionados por especialistas e que chegam numa caixa com muitas surpresas. Além disso, o Dinis é a mascote da associação, um boneco em tamanho grande que tenta atrair crianças e jovens para a língua portuguesa. Uma revista digital Susana Diniz diz que a Sílaba “acredita que livros para crianças importam e o prémio valida essa aposta”, sendo que o maior desafio, daqui para a frente, é “dar projecção ao projecto sem perder a essência do que somos”. Isso passa pela aposta na diversificação de conteúdos, esclarece. “Queremos chegar mais longe, mas de forma sustentável e eficaz. Mas para isso não basta crescer, tem de acontecer com sentido. Por isso, estamos a converter e a adaptar os nossos conteúdos, nomeadamente a Dinis Magazine, para formato digital.” Esta mudança não pretende substituir o livro no formato físico, mas sim “complementá-lo para que chegue a famílias que não estão em Macau, a escolas que não têm acesso aos nossos materiais, a crianças que crescem longe do português, mas que podem encontra lo connosco”. A fundadora da Sílaba salienta: “Fazer isto bem exige recursos que nem sempre temos, mas é o caminho.” Na Sílaba há ainda acesso a clubes de leitura com a mascote Dinis e aulas de línguas.
Andreia Sofia Silva SociedadeCentro de explicações | Tribunal mantém multa de 50 mil patacas O Tribunal de Segunda Instância (TSI) manteve a multa de 50 mil patacas aplicada a uma responsável de um centro de explicações por ter operado sem licença. Segundo o acórdão ontem divulgado, o caso remonta a Julho de 2023, quando a chefe do centro de apoio pedagógico em Macau pediu a concessão de licença à Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ). Porém, a 4 de Setembro, numa acção de fiscalização, os agentes da DSEDJ perceberam que o centro estava já a funcionar sem que a licença tivesse sido atribuída, pois viram “uma funcionária do centro a acompanhar uma criança em fato de treino de um jardim de infância”, que estava à espera que os pais a fossem buscar. Desta forma, “suspeitou-se da prestação de serviço de apoio pedagógico pela instituição sem licença válida”, tendo a responsável do centro sido convidada a dar explicações sobre o sucedido. A 23 de Maio de 2024 foi proferido o despacho por parte do director da DSEDJ quanto à prestação “de serviços de apoio pedagógico sem licença válida”, pelo que lhe foi aplicada a multa de 50 mil patacas. A mulher recorreu junto do Tribunal Administrativo, mas o recurso foi “julgado improcedente”. O TSI veio agora manter a decisão que dá razão ao Governo.
Andreia Sofia Silva PolíticaSam Hou Fai diz que Singapura é exemplo para Macau O Chefe do Executivo da RAEM, Sam Hou Fai, encontra-se em Singapura para uma visita oficial e disse ontem de manhã que a Cidade-Estado pode constituir um exemplo para as diversas políticas que o território quer desenvolver. Segundo um comunicado do Gabinete de Comunicação Social (GCS), Sam Hou Fai declarou que o exemplo de Singapura “para superar a dependência de um único sector” económico e o fomento de “novos motores de crescimento constituem uma referência crucial para Macau no compromisso de promover a diversificação adequada da economia”. Estas declarações foram proferidas no âmbito de um encontro, esta segunda-feira de manhã, com o vice-primeiro-ministro e ministro do Comércio e Indústria (Comércio) de Singapura, Gan Kim Yong. Outra área destacada por Sam Hou Fai, foi a cooperação no ensino superior. O líder de Macau afirmou que “sendo Singapura uma referência com várias instituições académicas de renome internacional, as duas partes poderão aprofundar a cooperação e o intercâmbio no domínio da educação e da formação de quadros qualificados”. Bom parceiro Por sua vez, Sam Hou Fai encontrou-se, este domingo, com o ministro coordenador para as políticas sociais e ministro da saúde de Singapura, Ong Ye Kung. Segundo uma nota oficial, o Chefe do Executivo lembrou como a Cidade-Estado tem “uma posição de liderança global nas áreas da gestão da saúde pública e da biomedicina, sendo não só um parceiro de elevada importância [para a RAEM], como também as experiências adquiridas têm um valor de referência para Macau”. Pretende-se, aqui, uma maior cooperação nas áreas da medicina tradicional chinesa e saúde, sendo que “as empresas farmacêuticas de Singapura são bem-vindas a aproveitar as vantagens da sinergia entre Macau e Hengqin, instalando-se no Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa para a Cooperação entre Guangdong-Macau em Hengqin”, declarou Sam Hou Fai. O Chefe do Executivo referiu ainda a cooperação no combate ao envelhecimento da população, já que “Macau e Singapura também exploram estratégias de resposta”, podendo ser impulsionada a criação de um “modelo de governação mais resiliente para uma sociedade envelhecida”. Também este domingo, Sam Hou Fai reuniu com representantes das associações de matriz chinesa e câmaras de comércio de Singapura. O Chefe do Executivo referiu que Macau quer diversificar a economia e apostar em quadros qualificados, mas que tal não “dispensa a participação e o apoio de parceiros internacionais como Singapura”, dada a sua “experiência consolidada nas áreas de alta e nova tecnologia, investigação científica e educação, economia digital e cuidados médicos e de saúde”.
Andreia Sofia Silva EventosIC | Porto acolhe mostra “Um Vislumbre da Cultura Chinesa” A estação de São Bento do Metro do Porto acolhe até ao dia 12 de Setembro a exposição “Um Vislumbre da Cultura Chinesa”, uma iniciativa do Instituto Cultural e Associação Sino-Lusófona de Amizade e Intercâmbio Cultural de Macau. Pretende-se, com este projecto, estabelecer um “diálogo intercultural entre Portugal e China” Desde o dia 28 de Setembro de 2023 que o jornal Diário de Notícias (DN) publica todas as semanas, em parceria com o jornal Macao Daily News (Ou Mun), uma página com o título “Um Vislumbre da Cultura Chinesa”. Esta parceria editorial dá agora origem a uma exposição, patente até ao dia 12 de Setembro na estação de São Bento do Metro do Porto. A mostra tem o mesmo nome – “Um Vislumbre da Cultura Chinesa”, e é organizada pelo Instituto Cultural (IC) e Associação Sino-Lusófona de Amizade e Intercâmbio Cultural de Macau, celebrando “três anos de colaboração editorial” entre os dois jornais. Além disso, pretende-se promover “o diálogo intercultural entre Portugal e a China”. Segundo um comunicado da organização, a curadoria está a cargo de Sara Neves, convidando-se o público “a descobrir tradições, histórias e curiosidades da cultura chinesa através das páginas publicadas ao longo deste período”. Na estação de Metro há duas instalações que combinam “o processo tradicional de impressão de jornais com o uso de tecido — material que evoca os laços históricos e culturais entre a China e o resto do mundo, desde as sedas que cruzaram a Rota da Seda até às velas dos navios portugueses que aportaram em Macau”, pode ler-se. Ao ser escolhida a estação para acolher a exposição, pretende-se “trazer o conteúdo ao dia-a-dia dos moradores e visitantes”. “Não implica uma deslocação propositada; pelo contrário, introduz a experiência cultural num momento que seria apenas utilitário, democratizando o acesso à informação e ao conteúdo”, é acrescentado. Curiosidades múltiplas Nestas instalações, há também “um percurso de curiosidades extraídas das edições especiais, organizado por temáticas e inspirado nos antigos Cabinets of Curiosity [do período] da Europa renascentista”, ou seja, armários que serviam para “guardar objectos raros trazidos de longas viagens para mostrar a amigos e visitas”. “Macau surge como ponto de partida e de chegada, reafirmando o seu papel enquanto elo privilegiado entre o mundo lusófono e a China”, sendo objectivo “aproximar o público português de aspectos frequentemente desconhecidos da cultura chinesa, reforçando a importância da cooperação cultural e editorial entre instituições de ambos os territórios”. Em três anos de publicação de conteúdos entre o DN e Ou Mun, foram publicados 150 artigos com “conteúdos em língua portuguesa que revelam aspectos variados da cultura chinesa — tradições, histórias, figuras, lugares, práticas, gastronomia, património”. Na exposição, fez-se uma selecção dos conteúdos a partir dos textos publicados, tendo sido definidas “seis linhas temáticas fundamentais”: Macau — 25 anos como Região Administrativa Especial da China; Festivais, Figuras Históricas e Tradições; Lugares, Paisagens e Arquitectura; Arte, Artesanato e Património Imaterial; Gastronomia, Sabores e Culinária; e o Centro Histórico de Macau — 20 anos de Património Mundial. O comunicado da organização dá ainda conta de que na exposição “era importante apresentar as páginas de jornal no seu formato original”, já que “a presença da estética do jornal relembra o meio que deu origem a esta iniciativa”, daí terem sido concebidas as instalações em tecido. Recorde-se que a primeira apresentação deste projecto ocorreu em Abril, no Centro Científico e Cultural de Macau (CCCM), em Lisboa.
Andreia Sofia Silva EventosRoadhouse | Macau volta a receber Arraial de São Cosme e Damião Vem aí mais uma celebração do tradicional Arraial de São Cosme e Damião no Roadhouse Macau. A partir das 19h no dia 26 de Setembro, sábado, é tempo de dançar com a música de Jandira Silva e teatralizar o “casamento da roça” tal como se faz no Brasil, lembrando os santos padroeiros Camila Oliveira esteve recentemente ligada ao ensino do português no Leitorado Guimarães Rosa, entidade do Ministério das Relações Exteriores do Brasil e que tem conexão à Universidade de São José (USJ). Foi aí que surgiu a ideia de organizar o Arraial de São Cosme e Damião num formato semelhante ao da celebração que se faz no Brasil. Este ano chega a terceira edição deste arraial que acontece no Roadhouse Macau no sábado, 26 de Setembro, a partir das 19h, e que conta com o apoio de diversas entidades, nomeadamente a Associação dos Jovens Macaenses. Ao HM, Camila Oliveira explica em que consiste esta festa que celebra os santos padroeiros, gémeos, Cosme e Damião, e que mete os convidados a teatralizar o tradicional “casamento da roça”, com a distribuição de pequenos sacos. “O objectivo principal do evento é a divulgação e promoção do Brasil e da sua cultura. Queremos criar momentos para que as pessoas conheçam mais sobre o Brasil. É muito bom o Consulado-geral de Portugal ou a Casa de Portugal em Macau promoverem Portugal, mas sempre senti falta disso em relação ao Brasil, pois não temos muitos eventos ligados ao país”, explicou. Nas celebrações focadas na língua portuguesa e no universo da lusofonia, é certo que o Brasil marca presença, mas Camila Oliveira sempre sentiu falta de uma maior representação do seu país. Este arraial quer também mostrar a nação brasileira “além do samba, futebol e carnaval”. As celebrações dos santos padroeiros Cosme e Damião começaram há três anos. Camila Oliveira cresceu com esta festa. “Em Portugal não se celebra, mas no Brasil é uma data bastante celebrada, e era, sobretudo, celebrado na minha época. As pessoas distribuíam saquinhos de doces na rua e nós saíamos de casa para os apanhar.” A primeira edição do arraial em Macau fez-se nas datas de São Cosme e Damião e, por essa razão, distribuíram pequenos sacos de doces improvisados. “No ano passado decidimos fazer uma segunda edição, e aí já colocámos o nome de Arraial de Cosme e Damião. A Jandira [Silva, cantora brasileira há vários anos radicada em Macau] cantou músicas mais viradas para o forró e sertanejo, que são as músicas que usamos mais no arraial, mais rural. Também deu certo”, relatou. O “casamento” na rua Neste arraial brasileiro, a dança chama-se “quadrilha”, dançada na rua onde se situa o Roadhouse sempre “de forma improvisada”. “É um momento engraçado e divertido, em que chamamos todo o mundo para dançar”, destaca Camila Oliveira sobre o momento em que se dança após o teatro em torno do “casamento na roça”, e que é uma sátira aos casamentos feitos no século passado. Há uma noiva que costuma estar grávida antes do casamento e também um padre, sendo que estes “actores” estão vestidos com roupas características como calças de ganga, camisas de xadrez ou chapéus de palha. Não falta ainda detalhes a este enredo ficcionado, em que o pai obriga, por exemplo, o homem a casar com a filha. Depois de muita diversão com estes momentos, é a vez de dançar. Camila Oliveira assegura que esta festa não tem orçamento e é, sobretudo, feita com o apoio do Roadhouse Macau e de muitos voluntários. “Não temos um orçamento definido, é tudo feito com a ajuda de voluntários e do próprio Roadhouse que paga o básico: o DJ e a música. Os docinhos do Cosme Damião são pagos com o nosso dinheiro, e desta vez trouxe os saquinhos do Brasil, porque antes adaptávamos com que o que tínhamos aqui. É tudo muito artesanal e feito com muito amor, e feito também pela crença e ideologia, e por querer mostrar o quão lindo é o meu país”, destacou.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeImigração | Homem tentou entrar em Macau a nado As autoridades apanharam, esta quarta-feira, um homem de 56 anos que tentou entrar em Macau a nado, ou seja, de forma ilegal. Segundo um comunicado dos Serviços de Alfândega (SA), o caso ocorreu de madrugada na zona marítima em frente ao Circuito de Bicicletas do Parque de Lazer da Marginal da Taipa, na Avenida dos Jogos da Ásia Oriental, tendo o homem do Interior da China sido apanhado graças a uma acção conjunta com a Brigada de Zhuhai da Polícia Armada Popular. Segundo um comunicado dos SA, este organismo foi notificado pelas autoridades de Zhuhai sobre a existência “de uma pessoa suspeita a nadar do Interior da China em direcção ao Circuito de Bicicletas do Parque de Lazer da Marginal da Taipa, suspeitando-se de imigração ilegal”. Foi depois accionado o “Sistema de Monitorização Inteligente” para vigiar o local, tendo sido mobilizados botes rápidos de patrulha e drones. O homem estava proibido de entrar em Macau, e é agora suspeito do crime de “entrada sem sujeição a controlo de migração”. Os SA encaminharam o caso para o Ministério Público.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaLei de Terras | Deputado pede revisão para flexibilizar obras O deputado Leong Hong Sai defende que a Lei de Terras deve ser revista a fim de reduzir a percentagem de concordância necessária dos proprietários para avançar com projectos de reconstrução em terrenos concessionados. O facto de se exigir 100 por cento de concordância tem impedido a realização de projectos, aponta A necessidade de maior flexibilidade em projectos de reconstrução em terrenos concessionados levou o deputado Leong Hong Sai a defender, ao jornal Ou Mun, a revisão da Lei de Terras. Segundo escreveu o jornal de língua chinesa, Leong Hong Sai lembrou que esta legislação e também o regime jurídico da renovação urbana têm critérios diferentes na definição das percentagens de propriedade para se avançar com projectos, o que impede a realização de muitas obras. Assim sendo, o deputado ligado à União Geral das Associações de Moradores de Macau (Kaifong) espera uma maior flexibilização nesta matéria. Mais concretamente, o deputado sugeriu que, na Lei de Terras, a percentagem de propriedade para a concordância nas alterações contratuais dos terrenos concessionados deve baixar dos 100 para 80 por cento. Desta forma, a percentagem fica igual à que consta no regime jurídico da renovação urbana para projectos de reconstrução em edifícios com 40 ou mais anos. O deputado entende que só com estas mudanças se consegue eliminar as restrições legais para a realização de obras na área da renovação urbana. Trocas e baldrocas Outro ponto referido pelo deputado dos Kaifong, diz respeito à falta de desenvolvimento do modelo de troca de imóveis velhos por novos. Assim, este sugere que o Governo crie um modelo de avaliação e fixação de preços para diferentes zonas do território, a fim de se criar uma fórmula transparente e justa para a troca de casa. Leong Hong Sai sugere ainda o lançamento de uma consulta pública sobre esta matéria para ouvir as opiniões da população e esclarecer os seus direitos. A fim de se avançar na renovação urbana nas zonas mais antigas e degradadas de Macau, o deputado afirmou que o grupo criado para esse fim pelo Executivo tem de ter responsabilidades nas áreas de gestão de condomínio, além de que devem ser criados incentivos económicos. Tudo para que os residentes possam participar activamente no processo de renovação urbana. Quanto aos edifícios que não têm administração de condomínio, Leong Hong Sai sugeriu que este grupo governamental assuma a gestão de edifícios de forma conjunta, incentivando o recrutamento de uma empresa de administração para vários grupos de edifícios sem gestão de condomínio. Desta forma, podem aliviar-se as despesas nesta área, criando-se uma solução transitória para a futura reconstrução de prédios e casas antigas. Tendo em conta que o Governo tem cerca de 1,7 mil fracções de habitação para troca e 2,8 mil fracções de habitação para alojamento temporário, Leong Hong Sai sugeriu que o grupo utilize estes recursos, e que estude também uma maior flexibilização das candidaturas à habitação para troca. Outra ideia, passa pelos descontos nas rendas da habitação para alojamento temporário, com vista a reduzir as despesas dos proprietários durante o período de reconstrução.
Andreia Sofia Silva PolíticaJogos Asiáticos | Prometido apoio a atletas O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, prometeu “prestar um apoio direccionado ao treino e bem-estar dos atletas, incentivando activamente a sua participação em competições além-fronteiras”. Estas palavras foram proferidas num discurso na cerimónia da entrega da bandeira da RAEM à delegação desportiva de Macau, a propósito da sua participação nos XX Jogos Asiáticos e V Jogos Para-Asiáticos. O dirigente máximo da RAEM acrescentou será reforçada “a formação de talentos”, além de aperfeiçoar “as políticas desportivas”.
Andreia Sofia Silva EventosTurismo | Concurso de Fogo de Artifício a partir de dia 12 Foram ontem anunciados os detalhes de mais uma edição do Concurso Internacional de Fogo-de-Artifício de Macau, a 34.ª. O tema é “Rumo a Macau, onde brilha a Rota da Seda”, e começa a 12 de Setembro com a participação de equipas de todo o mundo. Os drones marcam presença pela primeira vez A 34.ª edição do Concurso Internacional de Fogo-de-Artifício de Macau (CIFAM) está a chegar, e pela primeira vez traz drones combinados com o espectáculo de luzes que habitualmente enche o céu de Macau. O evento começa a 12 de Setembro e termina a 4 de Outubro, prometendo-se, segundo a Direcção dos Serviços de Turismo (DST), “espectáculos pirotécnicos deslumbrantes”, que estão sujeitos à temática “Rumo a Macau, onde brilha a Rota da Seda”. A novidade é mesmo a junção do “fogo-de-artifício com espectáculos de drones, proporcionando ao público um banquete audiovisual”, organizando-se também o Arraial do Fogo-de-Artifício e diversas actividades de extensão. Citada por uma nota da DST, Helena de Senna Fernandes, directora do organismo, referiu que o CIFAM “é um evento anual de marca representativo de Macau que, desde a sua criação, tem mantido o princípio da inovação e diversidade”. Este ano contam-se 10 espectáculos de fogo-de-artifício com a presença de empresas de fogo-de-artifício do Brasil, Suíça, Itália, Canadá, Portugal, Coreia do Sul, Tailândia, China, Filipinas e Reino Unido. Por esta ordem, as equipas vão apresentar espectáculos de cerca de 18 minutos cada, em torno do tema central escolhido. Concretamente, as datas do evento abrangem os dias 12, 19 e 25 de Setembro, e 1 e 4 de Outubro, às 21h e 21h40, na zona ribeirinha em frente à Torre de Macau, incluindo as festividades do Bolo Lunar e o Dia Nacional. Muitas novidades A edição deste ano do tradicional concurso traz ainda como novidade a presença de novas empresas do Brasil, Suíça, Itália e Portugal, “enquanto as restantes seis já participaram em edições anteriores”. Explica a DST que, “de entre as que voltam ao evento estão as três equipas vencedoras do CIFAM no ano passado, vindas do Reino Unido, Filipinas e China, evidenciando a vantagem de Macau enquanto plataforma de intercâmbio internacional”. O público pode esperar um concurso dividido em três partes : “Encontro com a História”, “Encontro com a Civilização” e “Encontro com o Futuro”. Na noite do dia 12 de Setembro dá-se lugar aos espectáculos relacionados com a parte “Encontro com a História”, sendo a última noite marcada pelo “Encontro com o Futuro” e um “espectáculo de grande escala com mais de 3.400 drones”. Tendo em conta que na noite de 25 de Setembro é véspera da Festividade do Bolo Lunar, actuam as companhias de Portugal e da Coreia; enquanto que, na noite de 1 de Outubro, Dia Nacional, sobem ao palco as equipas da Tailândia e da China. Na noite de 4 de Outubro, após os dois últimos espectáculos, terá lugar a cerimónia de entrega de prémios, com o anúncio dos resultados do concurso. Pontos de vista Outras novidades do evento, incluem novos pontos de visionamento do fogo-de-artifício em Zhuhai e Hengqin, mantendo-se os seis pontos tradicionais em Macau para ver e tirar fotos: a Avenida Dr. Sun Yat-Sen entre o Centro Ecuménico Kun Iam e a Zona de Lazer Marginal da Estátua de Kun Iam, o passeio à beira-mar do Centro de Ciência de Macau, a Avenida de Sagres (ao lado do Hotel Mandarin Oriental de Macau), o Anim’Arte NAM VAN, o Caminho Marginal do Lago (ao lado do Hotel YOHO Ilha de Tesouro) e a Avenida do Oceano da Taipa. Fora de Macau há um total de cinco novos pontos de visionamento: Shizimen, Jialinshan e sul da Estrada dos Namorados, em Zhuhai; e a Ilha Financeira e a Ponte de Hengqin. A Rádio Macau, no canal chinês (FM100.7), transmitirá em directo a música de fundo dos espectáculos às 21h e 21h40 de cada noite de espectáculo. A Teledifusão de Macau (TDM) – Canal Macau e Canal de Entretenimento de Macau – transmitirá o evento em directo o evento. No conjunto de actividades de extensão inclui-se o Concurso de Fotografia, o Concurso de Desenho para Estudantes e o Concurso de Arte Generativa com Inteligência Artificial (IA), “incentivando estudantes, entusiastas da fotografia e da criação com IA a dar asas à criatividade”. Os detalhes constam no website oficial do CIFAM.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaLAG 2027 | ATFPM pede reforma para invalidez absoluta A Associação dos Trabalhadores da Função Pública de Macau (ATFPM) apresentou um total de 13 propostas ao Governo a propósito da elaboração do relatório das Linhas de Acção Governativa (LAG) para o próximo ano. Uma das medidas, segundo o documento enviado às redacções, passa pela criação de uma figura jurídica específica para a aposentação por invalidez absoluta definitiva, já que há “trabalhadores da Função Pública que, padecendo de doenças graves (oncologia, doenças neurodegenerativas, insuficiências orgânicas graves), se encontram incapacitados para o trabalho, mas não podem aposentar-se por não terem 65 anos de idade nem 36 anos de serviço efectivo”. Além de defender a importância do planeamento de mais habitação para funcionários públicos, deixam-se sugestões para a área das obras públicas, nomeadamente a “exigência de mão-de-obra local em contratos de construção pública e empreitadas de elevado valor”. É sugerida, concretamente, a “inserção, em todos os cadernos de encargos de empreitadas de valor superior a 50 milhões de patacas, uma cláusula que estabeleça uma percentagem mínima obrigatória de trabalhadores locais (por exemplo, 60 por cento para mão-de-obra geral e 30 por cento para mão-de-obra qualificada)”. Outro ponto passa pela criação de uma “plataforma electrónica interna de mobilidade”, tendo em conta que a “gestão interna do pessoal carece de maior agilidade no que respeita à afectação de recursos, à requalificação profissional e à mobilidade dos trabalhadores”.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaConselho Executivo | Investigação científica passa para alçada da DSEDT O Fundo de Desenvolvimento para as Ciências e Tecnologia passa a estar sob alçada dos Serviços de Economia a partir do dia 1 de Setembro, dando uma componente económica à investigação científica subsidiada. Esta medida consta no regulamento administrativo já discutido pelo Conselho Executivo, ontem apresentado O Conselho Executivo apresentou ontem, após discussão, três regulamentos administrativos que trazem mudanças orgânicas em organismos públicos nas áreas da investigação, economia e cultura. Uma das alterações prende-se com a passagem do Fundo para o Desenvolvimento das Ciências e da Tecnologia (FDCT) para a alçada da Direcção dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico (DSEDT), já a partir do dia 1 de Setembro. Segundo a apresentação do secretário para a Administração e Justiça, Wong Sio Chak, que também é porta-voz do Conselho Executivo, o objectivo é dar resposta a uma medida anunciada no Relatório das Linhas de Acção Governativa para 2026. O propósito é “impulsionar os trabalhos de inovação científica e tecnológica e de investigação e desenvolvimento”, apostando-se na elevação da “capacidade de investigação científica, de inovação e a competitividade da RAEM”. O FDCT mantém-se como fundo autónomo, tendo apenas um conselho administrativo com cinco membros. A remuneração mensal destes corresponde, actualmente, “ao índice da função pública, sendo alterada para 50 por cento do índice 100 da tabela indiciária da função pública”. A DSEDT presta apenas “apoio administrativo e técnico” ao FDCT. Ao acolher também o Conselho de Consumidores (CC), a DSEDT passa a “assumir competências na protecção dos direitos e interesses dos consumidores e no reforço da promoção da instalação de projectos de investigação científica e da indústria tecnológica”. Ao juntar-se a DSEDT, FDCT e CC há também reformulações na estrutura orgânica, passando a existir um director de serviço, dois subdirectores, sete departamentos e 11 divisões. Segundo referiu Wong Sio Chak, tal significa “uma redução de dois directores, três subdirectores, quatro departamentos e cinco divisões”. Em termos de recursos humanos, houve uma redução, na DSEDT, de 311 trabalhadores para 259, sendo que, como “os lugares do quadro actual ainda não estão totalmente preenchidos, a referida redução não afectará a situação jurídica do pessoal actualmente em funções”, é explicado. Mudanças culturais Outra alteração analisada pelo Conselho Executivo, passa por mexidas no Instituto Cultural, com a integração do Conservatório de Macau e Centro Educativo Anexo na Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ). O Conservatório mantém-se como “escola oficial do ensino não superior dedicada à educação regular”, enquanto o Centro Educativo Anexo “ministra a educação artística vocacional de natureza contínua”. Foi referido que os diplomas de habilitações, regime dos concursos e qualificação “não serão afectados pelo ajustamento”, sendo que o objectivo é “promover a integração da educação artística nas políticas educativas gerais, respondendo à necessidade da reserva de quadros qualificados no domínio das artes”. Também os “regimes escolar e corpo docente se manterão idênticos”.
Andreia Sofia Silva EventosHK | 37ª edição de festival de cinema LGBTQ+ arranca em Setembro Os filmes dedicados ao universo LGBTQ+ preenchem a 37.ª edição do Hong Kong Lesbian & Gay Film Festival, que decorre entre 4 e 20 de Setembro na sala de cinema Premiere Elements, em Kowloon. Ray Yueng, director, destaca a importância da divulgação das “narrativas Queer” com um festival que traz “Stop! That! Train!” e “Montréal, My Beautiful” como películas de abertura A região vizinha recebe, entre os dias 4 e 20 de Setembro, a 37.ª edição do Hong Kong Lesbian & Gay Film Festival, dedicado ao cinema cujo tópico são as minorias LGBTQ+. O festival acontece na sala de cinema Panorama Elements, em Kowloon, e tem como director Ray Yeung. No website do evento este deixa uma mensagem sobre a edição deste ano e de como é importante continuar a contar histórias de gays, lésbicas e pessoas transgénero. “Há quem se pergunte se um festival de cinema Queer ainda é necessário nos dias de hoje. Embora muitos jovens sejam alvo de maior aceitação e tenham sido registados progressos significativos, vivemos também num mundo profundamente polarizado, onde a desinformação e a hostilidade se espalham rapidamente na Internet, alimentando a discriminação e o ódio. É precisamente por isso que as narrativas Queer continuam a ser essenciais.” O director destaca os filmes de abertura, nomeadamente “Stop! That! Train!”, apresentado como um “espectáculo extravagante” de RuPaul e que conta com a “superestrela drag asiático-americana Jujubee ao lado de uma constelação de ícones drag”. “Montréal, My Beautiful” é outro filme de abertura do festival, que tem a actriz Joan Chen “no papel de uma mãe que, de forma inesperada, começa a descobrir a própria sexualidade”. Este filme é exibido a 4 de Setembro a partir das 19h15. Os bilhetes para todo o festival podem ser adquiridos no website da Premiere Elements. Nesta edição do festival, promete-se a defesa de “narrativas LGBTQ+ diversificadas” e “histórias verdadeiras”. “A programação reúne longas-metragens e curtas-metragens que retratam as vidas Queer como complexas, alegres e resilientes, desafiando estereótipos ao mesmo tempo que afirmam a visibilidade, a dignidade e a igualdade”, explica ainda o director. Para fechar Relativamente aos filmes que encerram o festival, Ray Yeung fala em “contrastes marcantes”. “Tiger” é referida como sendo uma película “simultaneamente sensual e comovente, explorando tensões familiares e homofobia enquanto se aventura na indústria japonesa de filmes para adultos”. Por sua vez, “Zsazsa Zaturnnnah” é uma “alegre comédia romântica animada com super-heróis”. A 37ª edição do Hong Kong Lesbian & Gay Film Festival apresenta ainda como destaques na programação “MasPalomas”, que não é mais do que uma “reflexão comovente sobre o envelhecimento, a identidade e o sentimento de pertença”, e ainda “The Education of Jane Cumming”, descrito como um “drama de época que analisa de forma ponderada as questões raciais, de classe e de sexualidade”. O festival associa-se também a outro evento dedicado ao cinema alemão, o Kino Film Festival, apresentando-se o trabalho das cineastas Rosa von Praunheim e Monika Treut. Na secção “Apresentações Especiais” incluem-se os filmes “Test”, produção americana que acaba de ser lançada, e que conta com a realização de Sam McConnell. Aqui apresenta-se a história de Eddie, um “culturista amador de uma pequena cidade que mantém os olhos firmemente fixos no troféu”, confrontando-se depois com a sua sexualidade graças a uma paixão inesperada. Outro filme integrado nesta secção é “Leviticus”.
Andreia Sofia Silva Manchete SociedadeEconomia | Fracos resultados de negócios em zonas turísticas O Verão está a terminar e nem o facto de Macau continuar a receber muitos turistas faz com que a economia local registe melhorias. Comerciantes com negócios em zonas turísticas continuam a queixar-se da quebra de vendas face a 2025, com menos gastos por parte dos visitantes Vários comerciantes queixaram-se ao jornal Ou Mun de como continuam a registar menos vendas face ao ano passado, apesar do território continuar a receber bastantes visitantes. Tendo em conta que o Verão está a chegar ao fim, os comerciantes destacam como os turistas gastam actualmente menos dinheiro em Macau. Um responsável de uma loja de lembranças, que não quis ser identificado, revelou que o volume de visitantes correspondeu às previsões, sendo que os meses de Julho e Agosto constituíram o pico de visitantes. Porém, o responsável afirmou que isso não se traduziu num melhor cenário de vendas para os comerciantes, com o volume de negócios a cair para cerca de metade em comparação com o período anterior à pandemia. Este comerciante disse ainda que talvez já não haja tanta procura pelas tradicionais lembranças, como bolachas, sendo que os turistas mais jovens preferem passear sem sacos de compras, registando-se, assim, menos gastos. O proprietário da loja indicou que tanto o volume de vendas, como o montante, registaram quebras. Uma tigela para cinco Outro comerciante de uma loja de lembranças e artigos de turismo, que também não quis ser identificado, falou de uma situação semelhante, ou seja: menos compras e consumo face ao ano passado. O responsável explicou que muitos turistas apenas provam as amostras de bolachas ou outros produtos gastronómicos tradicionais, acabando por não comprar. Este estimou que o consumo médio, por visitante, foi de apenas 60 patacas. O comerciante prevê que a queda de negócios nestes meses de Verão rondará os 10 a 20 por cento em termos anuais. Outro factor apontado para a quebra de vendas, prende-se com as elevadas temperaturas, pois este Verão foi mais quente e com mais períodos de chuva. Desta forma, este comerciante acredita que mais turistas optaram por ficar nos resorts do Cotai ao invés de passearem no centro histórico. Outro comerciante, desta vez de uma loja que vende miudezas de boi, fala também de muitos visitantes a gastarem menos dinheiro. Este referiu que, habitualmente, vende uma tigela de comida a 70 patacas que chega para duas pessoas. Porém, o que acontece agora é um grupo pequeno de pessoas que apenas optam por provar a comida, comprando apenas uma tigela. O dono da loja apontou também as elevadas temperaturas como uma das causas para a quebra de vendas, prevendo que, nos feriados do 1º de Outubro, o volume de negócios possa ser ainda pior.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaDSAT | Requerimentos digitais em acidentes de viação O Governo diz estar a ponderar a introdução, na plataforma da Conta Única de Macau, de um sistema de requerimento digital sempre que haja acidentes de viação ligeiros e seja necessária a intervenção de seguradoras. Segundo uma resposta a uma interpelação escrita da deputada Ella Lei, assinada pela chefe de gabinete do secretário para a Segurança, Lam In Sang, é referido que o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) “está a estudar a prestação do serviço de requerimento online da ‘certidão do acidente de viação’ na Conta Única de Macau”, além de ser analisada a situação com “os serviços responsáveis pela gestão do trânsito e fiscalização do seguro automóvel”. Promete-se, assim, a simplificação do “tratamento in loco de acidentes ligeiros e os procedimentos de pedidos de indemnização de seguros”. Ella Lei tinha sugerido ao Governo a desburocratização do processo para resolver de forma rápida os engarrafamentos no trânsito no momento de resolução de acidentes entre condutores.
Andreia Sofia Silva Manchete PolíticaLAG | Sam fala de ambiente social “em rápida transformação” Sam Hou Fai, Chefe do Executivo, destaca que o “ambiente social [está] em rápida transformação”, e pede a colaboração das associações. A propósito do relatório das Linhas de Acção Governativa para 2027, o governante reuniu com 11 dirigentes associativos ligados às áreas social e laboral O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, destacou esta segunda-feira que “o ambiente social [está] em rápida transformação” e que com “esforços conjuntos” das associações “é possível enfrentar, de forma eficaz, os diversos riscos e desafios”. Estas declarações, citadas num comunicado do Gabinete de Comunicação Social (GCS), foram proferidas num encontro com 11 dirigentes de associações de conterrâneos e das áreas laboral e social, que decorreu esta segunda-feira na sede do Governo. Segundo a mesma nota, alguns dos pedidos feitos ao Chefe do Executivo para a elaboração de políticas passam por dar prioridade “ao desenvolvimento da juventude e apoio ao emprego”, ou ainda a necessidade de “reforçar a formação profissional e melhorar a qualidade dos postos de trabalho”. Na área social, foi ainda abordada a necessidade de “aprofundar o alinhamento dos serviços sociais no contexto da integração entre Macau e Hengqin”, bem como “optimizar a alocação de recursos entre as organizações de serviços sociais”. Pediu-se também o fomento da “complementaridade entre instituições de saúde públicas e privadas”. IA e economia Num encontro que também contou com outros membros do Governo, Sam Hou Fai destacou que as LAG de 2027 vão “dar continuidade e aprofundar o plano estratégico do actual Governo”, além de terem um papel de coordenação com o 3.º Plano Quinquenal da RAEM, recentemente apresentado. Esta segunda-feira, aconteceu ainda outra reunião com 16 representantes de “think tanks” e membros do sector profissional. Um dos pontos analisados foi a necessidade de “desenvolver constantemente a economia e melhorar a qualidade de vida da população”. Foi ainda sugerido o “desenvolvimento da indústria da inteligência artificial”, bem como a importância de “abrir canais para quadros qualificados especializados em áreas como contabilidade”. Ainda na área económica, pediu-se maior atenção “à operação das micro, pequenas e médias empresas de Macau”. No sector dos transportes, pediu-se também “a optimização do sistema de obras públicas e as obras de transporte ferroviário”, bem como o aumento “adequado de despesas financeiras” e melhoria “das condições de exercício de actividade dos profissionais como arquitectos”, entre outras matérias.
Andreia Sofia Silva EventosFábrica de Panchões | Mais três meses para ver mostra na Sands Gallery Em exibição desde Março, na Sands Gallery, “Um Século da Fábrica de Pólvora Iec Long em Esplendor – Uma Exposição sobre a História Ressonante e a Memória Estética dos Panchões de Macau” ganha agora mais tempo de vida, com a exposição a poder ser vista até 29 de Novembro. Novos elementos recolhidos por Ung Vai Meng foram acrescentados A Sands Gallery estendeu o prazo de exibição da mostra “Um Século da Fábrica de Pólvora Iec Long em Esplendor – Uma Exposição sobre a História Ressonante e a Memória Estética dos Panchões de Macau”. Patente desde Março, e com curadoria do artista e ex-presidente do Instituto Cultural, Guilherme Ung Vai Meng, este projecto conta a história da antiga Fábrica de Panchões Iec Long, na Taipa velha, hoje transformada num espaço de lazer e entretenimento, e que também acolhe iniciativas culturais. Segundo um comunicado da Sands China, esta extensão deve-se à “forte adesão do público” a uma exposição que mostra aos visitantes “materiais de arquivo raros”. Porém, o público terá acesso a novidades neste período de extensão, sendo apresentados “novos documentos históricos e artefactos relacionados com a produção de panchões, recolhidos pessoalmente pelo curador Ung Vai Meng em várias regiões”. Do leque de artefactos exibidos contam-se “ferramentas tradicionais utilizadas no fabrico de panchões recolhidas durante visitas de investigação a Hunan e Jiangxi, importantes regiões produtoras de panchões na China”. São ainda expostos “vários cartazes originais raros da Fábrica de Panchões Po Sing”, podendo o público ver de perto “vários produtos semiacabados produzidos segundo técnicas tradicionais de fabrico de panchões de Macau”. Estes produtos são, por exemplo, “bolos” de panchões ou mesmo “panchões com embalagens vermelhas, brancas e azuis; e sovelas utilizadas durante o processo de fabrico”. Rica experiência A ideia é “aprofundar o impacto da revitalização” da antiga Fábrica, sendo que os novos elementos históricos prometem “enriquecer a experiência dos visitantes e proporcionar ao público uma viagem mais aprofundada pelo diversificado património de Macau”. A organização relata que esta mostra foi preparada durante cerca de dois anos, propondo uma “abordagem multidimensional ao património dos panchões de Macau, explorando a sua história, técnicas de produção, memória e estética”. “Um Século da Fábrica de Pólvora Iec Long em Esplendor” apresenta “mais de 400 peças de valor histórico, incluindo objectos provenientes das colecções do Museu de Macau, do Arquivo de Macau e da Biblioteca da Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST)”. Época “de ouro” Este acervo na Sands Gallery é complementado com “histórias orais, ferramentas utilizadas no fabrico de panchões, recibos comerciais, rótulos originais das embalagens de panchões e correspondência com mais de um século”. Assim, esta mostra “recria a época dourada desta indústria e conta a história da cidade através do espírito de ‘Fabricado em Macau'”, demonstrando a importância que os panchões têm para a cultura chinesa. A organização destaca, na mesma nota, como a exposição tem sido bem aceite nos últimos meses, recebendo “residentes, escolas, associações e visitantes provenientes do Interior da China, Hong Kong, Japão, Coreia do Sul, Índia, Rússia, Estados Unidos e Europa”. Além disso, tem sido proporcionado “um intercâmbio profundo entre descendentes de famílias ligadas às fábricas de panchões, coleccionadores internacionais e interessados em cultura”. A antiga Fábrica de Panchões Iec Long é considerado o “maior complexo industrial de produção de panchões ainda existente em Macau”, e também “o mais bem preservado da região do Mar do Sul da China”. “A sua revitalização representa não só a preservação do património industrial, mas também um passo concreto para dar a conhecer uma história com mais de um século”, pode ler-se. Haverá ainda visitas guiadas todas as quartas e sextas-feiras, às 15h e 16h, além da possibilidade de marcação de visitas privadas para escolas e associações comunitárias. Paralelamente, a Biblioteca da MUST acolhe a exposição “Legado do Tempo – Exposição de Documentos Históricos sobre a Indústria de Panchões de Macau”, também prolongada até ao dia 29 de Novembro.