Taiwan | Pequim defende sanções contra ministros do Paraguai e Belize

A China defendeu ontem as sanções impostas a ministros do Paraguai e do Belize pelas suas ligações a Taiwan, acusando ambos de interferirem nos assuntos internos chineses e divulgarem “informações falsas” sobre alegados ciberataques de Pequim.

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou, em conferência de imprensa, que a questão de Taiwan “é um assunto de princípio de grande importância, relacionado com a soberania e a reunificação nacional da China”, constituindo “o núcleo dos interesses fundamentais” do país.

Mao acusou determinados políticos paraguaios e do Belize de actuarem como peões das autoridades taiwanesas nas suas tentativas de alcançar a “independência” com apoio externo, de visitarem a ilha e de receberem o que Pequim chama separatistas taiwaneses.

A porta-voz acrescentou que estes responsáveis “divulgaram informações falsas sobre ciberataques chineses” e “atacaram e difamaram a China”, provocando, segundo Pequim, um “impacto internacional negativo”.

“Perante a conduta das pessoas envolvidas, a China adoptou contramedidas ao abrigo da Lei contra as Sanções Estrangeiras, para as punir e servir de advertência”, afirmou Mao. O Governo chinês anunciou sanções contra o ministro paraguaio das Tecnologias da Informação e Comunicação, Gustavo Villate, e o ministro dos Negócios Estrangeiros do Belize, Francis Fonseca.

As medidas incluem o congelamento dos bens que ambos possuam na China, a proibição de transações com organizações e particulares chineses e a interdição de entrada na China continental, em Hong Kong e em Macau.

O Paraguai e o Belize integram o grupo de 12 países que mantêm relações diplomáticas formais com Taiwan.

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