Festival LGBTQ+ com filmes nos cinemas Emperor este fim-de-semana

Há cinema para ver este fim-de-semana ligado ao universo LGBTQ+ no âmbito do Festival Internacional de Cinema Queer de Macau (MIQFF, na sigla inglesa), que decorre até ao dia 27 deste mês, com as sessões a terem lugar nos cinemas Emperor.

Esta quinta-feira, às 20h, pode ser visto pela segunda vez o filme de estreia, “Cyclone”, do realizador Philip Yung, que conta a história de uma mulher trans da China continental que viaja até Hong Kong para fazer uma cirurgia de redesignação sexual.

“Rosebush Pruning”, de Karim Ainouz, é a escolha para sábado, às 23h40. Classificado em Macau como pornografia e, portanto, recomendado para maiores de 18 anos, este filme revela os traços peculiares de uma família americana rica que vive na Catalunha, numa espécie de isolamento, procurando o amor e validação uns nos outros. Porém, segundo a sinopse oficial do filme, a chegada de alguém de fora a esse núcleo faz com que surjam tensões familiares e o rompimento de laços de sangue que existiam até então.

Segundo a Lusa, o filme surge no website da Berlinale como uma “sátira negra”; no Festival de Cinema de Sydney como “comédia e filme LGBTQIA+” e no ‘site’ especializado de cinema IMDB como “comédia negra, thriller e drama”. Jay Sun, director do festival, não quis comentar a decisão das autoridades de classificar este filme como pornografia, dizendo “ser inapropriado comentar”, uma vez que “a classificação é da competência do Instituto Cultural” (IC). Além disso, o festival não esteve “envolvido no processo”, adiantou.

Romances no ar

Também este sábado, mas na sessão das 17h15, pode ser visto “Iván & Hadoum”, do realizador Ian de la Rosa. Eis uma história passada em Espanha entre Iván, um trabalhador transgénero, e Hadoum, um trabalhador marroquino que acaba de chegar ao país. Este filme = retrata não apenas diferenças culturais nos relacionamentos como a vida dos trabalhadores migrantes e os meandros do amor e do desejo.

Por sua vez, “Trial of Hein” é exibido no domingo, às 20h, um trabalho do realizador Kai Stanicke. Também no domingo, às 17h15, é exibido “Saccharine”, de Natalie Erika James, um filme que explora um universo negro, de terror e, ao mesmo tempo, de desejos inerentes ao universo “Queer”. Já no sábado, apresenta-se a película “Away”, de Gerard Oms.

Esta sexta-feira, o festival exibe ainda “To Dance is to Resist”, uma história em torno dos bailarinos ucranianos Jay e Vol’demar, ligados ao universo escondido da cena “Queer” da cidade de Kyiv. Desde 2022, e sobretudo desde o conflito entre a Rússia e Ucrânia, que o realizador Julian Lautenbacher tem acompanhado este par, revelando as possibilidades de manter a arte e a vivência “Queer” num mundo virado do avesso.

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