Manchete SociedadeAPOMAC / 25 anos | Francisco Manhão pede apoio à demência Andreia Sofia Silva - 6 Mai 20266 Mai 2026 Nos 25 anos de existência da Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau, o presidente da direcção, Francisco Manhão, pede mais apoios financeiros e sugere a criação de um centro de apoio à demência, bem como mudanças nas actualizações salariais dos funcionários públicos Francisco Manhão, presidente da direcção da APOMAC – Associação dos Aposentados, Reformados e Pensionistas de Macau, defende a criação de um centro de apoio à demência dado o aumento do número de casos nos últimos anos. Esta ideia foi defendida numa altura em que a APOMAC faz 25 anos de existência, celebrados hoje. “Preocupa-me o problema da demência, [doença] que tem aumentado de ano para ano”, disse ao HM. “Sugiro que o Governo possa criar um centro para cuidado e tratamento destas pessoas, porque o que muitos fazem é contratar uma empregada doméstica, o que não resolve o problema”, acrescentou. Tiago Alcântara Em época de aniversário, a APOMAC diz que gostava de ter “mais apoios” financeiros “para promover actividades”, tendo em conta que, actualmente, apenas contam com o dinheiro da Fundação Macau. A cantina tem sido um sucesso e ajuda, em parte, com as despesas. “As pessoas vêm cá comer e está na moda publicar fotografias no Facebook, e isso tem feito propaganda à nossa cantina. Temos tido muita clientela. Somos muito procurados aos fins-de-semana, ao almoço e jantar, e dá uma pequena ajuda financeira à APOMAC. Temos de depender um bocado disso”, confessou. Melhorias a fazer Francisco Manhão e Jorge Fão são a dupla de sempre na APOMAC e parece não haver, para já, outros candidatos. “Vamos envelhecendo e sentimo-nos cansados, mas ainda temos um bocado de saúde para aguentarmos esta casa. Já falámos várias vezes [com potenciais substitutos], mas ninguém se atreve a avançar. Enquanto houver alguém que resolva os problemas deles, não se preocupam. Isso é típico de Macau.” Um dos problemas que Manhão destaca é a necessidade de aumentar salários para funcionários públicos, aposentados e pensionistas de sobrevivência, “pois há três anos que não têm actualização”. Francisco Manhão defende também uma actualização do formato de pagamento. “Não é justa a forma de pagar salários por índice multiplicador. Deveriam ser pagos por cada categoria e de acordo com o salário, para que todos os funcionários públicos, sejam de classe mais baixa ou alta, tenham o mesmo aumento. O sistema está desactualizado.” Francisco Manhão parabenizou ainda o Executivo por ter aumentado em mil patacas os subsídios de velhice e de invalidez, tendo pedido ainda que as autoridades aumentos para os cheques pecuniários das actuais 10 para 11 mil patacas, incluindo os montantes do regime de previdência central, das sete mil patacas actuais para as oito mil. Este aumento seria em consonância com os montantes decididos para os subsídios de velhice e invalidez, explicou. No discurso da cerimónia de aniversário, Francisco Manhão destaca ainda outras questões dos associados da APOMAC, nomeadamente “a impossibilidade de atribuição do Número de Identificação Fiscal a pensionistas de sobrevivência de etnia chinesa”, os “atrasos verificados no pagamento e recebimento de pensões” ou a “suspensão de pensão de sobrevivência a viúvas e a deficiente motor não associado”, entre outros problemas. Com o título “Amor fraterno da APOMAC”, o discurso de Francisco Manhão remete ainda para os apoios obtidos do empresário David Chow e Edmund Ho, primeiro Chefe do Executivo da RAEM, para a criação da APOMAC e da respectiva sede.