China / ÁsiaEspaço | Realizados 92 lançamentos espaciais em 2025 Hoje Macau - 5 Jan 2026 Os avanços científicos da China na exploração do espaço atingiram metas significativas em 2025. Além do lançamento de mais de 300 satélites, a missão Shenzhou-20 bateu recordes ao manter-se em órbita durante 204 dias A China realizou, no total, 92 lançamentos espaciais ao longo de 2025, ano em que o programa aeroespacial chinês abrangeu missões tripuladas, a exploração do espaço profundo e o lançamento de satélites para fins comerciais. De acordo com dados da Administração Espacial Nacional da China, citados sábado pela emissora estatal chinesa CCTV, mais de 300 satélites foram colocados nas órbitas planeadas durante o ano. Entre as conquistas técnicas de 2025, a missão Shenzhou-20 esteve em órbita durante 204 dias, o período mais longo até à data na histórica do programa espacial tripulado chinês. A China realizou também o primeiro lançamento de emergência de sempre, em apenas 16 dias, com a missão não tripulada Shenzhou-22, após a detecção de fissuras na nave inicialmente prevista para o regresso, algo que colocou à prova a resposta rápida do sistema de voo tripulado. A Shenzhou-21 estabeleceu um novo marco operacional ao completar uma acoplagem rápida em aproximadamente três horas e meia, reduzindo significativamente o tempo habitual para este tipo de missões. No campo da exploração científica, a sonda Tianwen-2 lançou a primeira missão da China para explorar um asteroide e trazer amostras de volta para a Terra, alargando o âmbito dos projectos espaciais do país. O ano passado foi marcado também por avanços e testes em veículos de lançamento reutilizáveis, com voos de teste de novos foguetões, tanto do programa estatal como de empresas privadas, que colocaram com sucesso cargas úteis em órbita, embora não tenham ainda conseguido recuperar os propulsores. Testes que reflectem o ímpeto do sector espacial comercial chinês e os desafios técnicos que enfrenta no objectivo de reduzir custos e aumentar a frequência dos lançamentos, através da reutilização parcial de foguetões. Salto em altura Zhu Haiyang, executivo do grupo estatal Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China, defendeu que o “aumento tanto no número de lançamentos como no de satélites implantados” reflecte um “salto qualitativo” nas capacidades operacionais do sector. Olhando para o futuro, a China planeia continuar os testes relacionados com o programa de pouso lunar tripulado, inicialmente previsto para 2030, lançar novas sondas lunares e apresentar novos modelos de foguetões. A China tem reforçado o seu programa espacial com missões ambiciosas como colocar a sonda Chang’e 4 no lado oculto da Lua e enviar a sonda Tianwen-1 a Marte, além de planos para construir, com outros países, uma base científica no polo sul lunar. A chinesa Tiangong (Palácio Celestial, em chinês), projectada para operar durante pelo menos dez anos, poderá tornar-se a única estação espacial habitada no mundo quando a Estação Espacial Internacional for desactivada, previsto para o final da década.