China / ÁsiaCoreia do Norte | Kim reitera aposta na força nuclear em sessão plenária Hoje Macau - 24 Jun 2026 Pyongyang reafirmou a aposta no desenvolvimento de forças nucleares e capacidades de defesa, para “superar o mundo”, numa reunião em que Kim Jong-un ordenou o aceleramento da construção de um cruzador lançador de mísseis, informou ontem a agência de notícias estatal O líder norte-coreano, Kim Jong-un, “ordenou que se continuasse a aumentar ininterruptamente os poderosos meios de defesa nacional, de forma exaustiva e autónoma, com o objectivo de atingir um nível capaz de superar o mundo”, informou ontem a agência estatal KCNA sobre os resultados da segunda reunião plenária do 9º Comité Central do Partido dos Trabalhadores, realizada entre sábado e segunda-feira. Ainda de acordo com a KCNA, na reunião, reconheceu-se que expandir e fortalecer progressivamente as forças nucleares, e exercer plenamente a posição de Estado detentor de armas nucleares é a melhor forma de enfrentar “a imprevisível situação militar e política internacional, que se complica de múltiplas formas”. Kim solicitou ainda que se acelerasse a construção de um “cruzador estratégico lançador de mísseis de 10 mil toneladas», projecto aprovado a 4 de Abril, de acordo com a agência norte-coreana. O líder norte-coreano sublinhou também a necessidade de concluir “de forma qualitativa” os trabalhos de reforço da segurança da fronteira sul e de construir novas bases para as frotas navais. No plano da política externa, Kim voltou a definir a Coreia do Sul como o “Estado mais hostil”, além de acusar também Seul e Washington de agravar a tensão com manobras militares e sessões do Grupo Consultivo Nuclear (GCN). Em todas as direcções Seul e Washington reintroduziram a desnuclearização da Coreia do Norte no relatório da última reunião do GCN, em 12 de Junho, depois de o comunicado da sessão do ano passado ter omitido, pela primeira vez, referências ao regime norte-coreano e ao desarmamento do país. O discurso de Kim incluiu também críticas ao Japão, que acusou de se ter tornado um “Estado de guerra”, e referências a um suposto “neonazismo ucraniano”, no meio do conflito entre Kiev e Moscovo, que tem contado com o apoio de soldados norte-coreanos. Embora a notícia da KCNA não mencione expressamente a China, Kim apelou para o “fortalecimento da frente aliada com as forças anti-imperialistas e independentes”, depois de o Presidente chinês, Xi Jinping, ter proposto este mês, durante a visita a Pyongyang, alargar os intercâmbios com a Coreia do Norte em matéria militar.