Prostituição | 12 arguidos ficam em prisão preventiva

O Ministério Público (MP) anunciou que 12 dos 26 suspeitos de estarem envolvidos numa rede organizada de prostituição desmantelada pela PJ ficaram em prisão preventiva, incluindo três agentes da polícia no activo.

Num comunicado, o MP revelou que os elementos em causa são um guarda da Polícia de Segurança Pública (PSP), um chefe de divisão e um segundo-comandante, de 60 anos e de apelido Leong. De acordo com o portal Macau News Agency, o oficial em questão é Leong Heng Hong, que desde 2019 era segundo-comandante, a segunda posição mais importante na hierarquia da PSP.

O Juízo de Instrução Criminal aplicou a medida de prisão preventiva devido à “gravidade da criminalidade organizada e a eventual fuga dos arguidos para se eximirem da responsabilidade criminal”, referiu o MP.

Segundo o comunicado, o juiz que analisou o caso concluiu que existem “fortes indícios da prática de crimes”, incluindo associação ou sociedade secreta, corrupção passiva para acto ilícito, favorecimento pessoal praticado por funcionário e branqueamento de capitais.

O MP disse que aos restantes 14 suspeitos foram aplicadas “outras medidas de coacção legalmente previstas”, sem revelar detalhes.

Segundo o comunicado, uma investigação preliminar concluiu que os arguidos pertenciam a três grupos criminosos de Macau que operavam saunas e casas de massagens para recrutar mulheres vindas da Ásia e da Europa de Leste “com vista ao exercício de prostituição”. “Alguns arguidos envolvidos terão tido contacto periódico com os agentes no activo das forças de Segurança e agentes aposentados da Polícia Judiciária de Macau para entrega de subornos”, indicou o MP.

Em troca, receberiam “informações sobre operações policiais, permitindo, assim, a continuidade das actividades criminosas de exploração de prostituição praticadas pelos grupos criminosos”.

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