Ambiente | Energia solar impulsiona ligeira descida das emissões em 2025

As emissões de carbono da China nos sectores da energia e da indústria recuaram 0,3 por cento em 2025, apesar do aumento do consumo total de energia, impulsionadas pela forte expansão da produção solar, segundo dados oficiais.

As estatísticas, divulgadas pelo Gabinete Nacional de Estatísticas, indicam uma queda de 0,3 por cento nas emissões desses sectores no ano passado, num contexto em que o consumo total de energia cresceu 3,5 por cento.

A produção de energia limpa representou 40 por cento do total da geração eléctrica em 2025, face a 37 por cento no ano anterior, com destaque para a energia solar, que ultrapassou a eólica. Registaram-se ainda aumentos mais modestos na produção hidroeléctrica e nuclear.

Apesar da descida das emissões associadas à energia e à indústria, a China – o maior emissor mundial de gases com efeito de estufa – continua fortemente dependente do carvão. O consumo total deste combustível aumentou 0,1 por cento em 2025, embora a sua quota no cabaz energético tenha recuado ligeiramente.

A China comprometeu-se a atingir o pico das emissões antes de 2030 e a alcançar a neutralidade carbónica até 2060.

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