Liberdade de imprensa | Situação é “muito má” em 31 países

A China é o país com o maior número de jornalistas detidos, 158, dos quais 56 em Hong Kong, adiantou ontem em Londres a representante da organização não-governamental (ONG) Repórteres sem Fronteiras (RSF) no Reino Unido, Fiona O’Brien.

A situação contribuiu para a penúltima posição da China na 21.ª edição do ‘ranking’ mundial da liberdade de imprensa da RSF, publicado ontem por ocasião do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, assinalado esta quarta-feira.

A China desceu quatro lugares, para a 179.ª posição, na lista composta por 180 países, ficando apenas acima da Coreia do Norte.

“Esta é a posição mais baixa que a China alguma vez teve no Índice Mundial de Liberdade de Imprensa. Há muito tempo que está no fundo, mas este é o pior”, afirmou O’Brien, numa conferência de imprensa.

Actualmente, segundo detalhou a representante, estão detidos 102 jornalistas ou trabalhadores de meios de comunicação social na China, número que sobe para 158 se forem incluídos os profissionais presos em Hong Kong.

O relatório da RSF – que analisa a situação em 180 países ou territórios – diz que a situação é “muito má” em 31 países, “má” em 42 países, “problemática” em 55 e “boa” ou “razoavelmente boa” em 52 países.

Pelo sétimo ano consecutivo, a Noruega aparece como o país com melhor ambiente para o jornalismo, mas o segundo lugar não é ocupado por um país nórdico (o que é invulgar em relação às recentes edições do inquérito), surgindo aí a Irlanda, que subiu quatro posições, ficando à frente da Dinamarca.

Portugal aparece em nono lugar, a primeira posição no patamar dos países com a classificação de ambiente “razoavelmente bom”, a uma posição do patamar de “bom”, atrás da Estónia e à frente de Timor-Leste, Liechtenstein e Suíça.

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